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Alberto Julian de Santiago http://www.eps.ufsc.br/disserta96/santiago/cap2/cap2.

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CAPÍTULO SEGUNDO - 2
2.1- Considerações Gerais:
No texto estão sendo usados uma série de termos tais como: pequeno, grande, amplo, médio, menores, maiores, continuidade,
pouco, diferença entre tamanho e dimensões, bom design, levemente boleado, desarmonia, harmonia, carregado, bom senso,
limitar, limitações, perfeito acabamento, difícil, fácil, trabalhoso. Estes termos estão sempre vinculados a valores da percepção
humana, consequentemente, todo o nosso trabalho está fundamentado em relação ao nosso nível de avaliação, seja no
relacionado a valores técnicos ou estéticos.

2.1.1-Valores técnicos:
Dimensão e tamanho, inclui termos como: pequeno, médio, grande, menor, maior, muito pouco, amplo, restrito.
Etimologicamente dimensão é medida, extensão - cada uma das extensões que se devem considerar na medição das figuras ou
dos sólidos (comprimento, largura e altura). Quanto ao tamanho temos a seguinte definição: grandeza, volume, dimensões de um
corpo ou objeto.

2.1.2-Valores estéticos:
Na concepção do projeto do espaço poderá ser necessário uma grande quantidade de iluminação natural com pouca ventilação e
pouca insolação. Neste caso, cabe ao projetista avaliar o tamanho que será o mais adequado para a funcionalidade do espaço. O
grau de transparência, por exemplo, poderá ter um peso maior do que a insolação. A colocação da esquadria com relação a
orientação solar passa a ter um peso maior na fachada sul, onde o nível de iluminação é grande e difuso e de insolação é mínimo.

Ex: Num espaço destinado à exposição de artes será prioritário um alto grau de iluminação. Como determinar a esquadria mais
adequada para este espaço? Deverá haver um diálogo conciso entre as atores que intervem neste ato. Este ítem, poderíamos
dizer que, é um dos mais difíceis de ser atendido plenamente, já que os valores estéticos são muito pessoais.

Em esquadrias estes valores estão limitados a comprimentos, larguras, alturas e espessuras dadas pelos fornecedores da matéria
prima (madeira) e pela dificuldade de manuseio e transporte. ( ex.: um caminhão normal tem uma caixa de transporte de no
máximo 4,5 metros de comprimento ). Quanto maior o tamanho da peça maior será a dificuldade de manuseio ( transporte,
execução, colocação) e maior a probabilidade de deformação.Cabe ao projetista avaliar estas limitações e no momento do
projeto, tentar chegar a uma solução que seja a mais adequada , o que necessariamente não é aquela que se apresenta como a de
maior ou menor dimensão.Outros valores de avaliação tem que ser considerados. A procura desse equilíbrio do design da peça e
a decisão de qual será adotado, o custo da peça e a funcionalidade da mesma , poderão inverter totalmente as noções que temos
de tamanho e dimensão.

Ex: uma esquadria aparentemente grande quando isolada, relacionada com o espaço em que será colocada ,

poderá se tornar pequena, já que as proporções do ambiente, iluminação, insolação, acústica, ventilação são todos parâmetros
que influenciam na nossa percepção de dimensão.

Em qualquer caso, o ítem esquadria é muito caro na execução de uma obra. O diálogo entre as atores que intervém no projeto,
execução e colocação é fundamental para se chegar a um consenso geral.

A avaliação em relação aos determinantes estéticos e espaciais, é muito abrangente. Cada caso deverá ser analizado pelo
projetista. No nosso trabalho o maior ênfase será sempre dado pelos valores técnicos de dimensões.

2.2-Dados relativos ao desenho:


O desenho tem a finalidade de transmitir a informação visual da esquadria que deverá ser confeccionada pelo fabricante e
colocada na obra. Como se percebe temos em primeiro lugar o fabricante da esquadria, que por sua vez tem o operário que
deverá executar as diferentes etapas de fabricação.Por sua vez, o elemento já fabricado será fornecido à obra para sua
colocação. Na obra o desenho passa por diferentes mãos, desde o início da colocação até o acabamento final .

Como vemos, o nosso material gráfico é codificado por uma série de atores. Por tratar-se de uma linguagem gráfica está sujeita a
interpretações diferentes. A linguagem deverá ser entendida por igual pelos atores envolvidos no processo a fim de minimizar a
possibilidade de erros de comunicação, o que resulta em um grande desgaste e um acréscimo no custo, tanto operacional como
humano. Surge, então, a questão: Existe algum tipo de representação gráfica que seja universalmente entendida?

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A reposta é que não totalmente.Consequentemente devemos , de alguma maneira, produzir um desenho que facilite a codificação
por parte dos atores.

O ideal seria que o conjunto de pessoas envolvidas formassem parte de uma equipe interdisciplinar com a mesma linguajem
gráfica. Como fazer isto? Uma das soluções é reunir as pessoas e explicar os conteúdos de desenho para todos. Isso seria o
ideal, mas é quase impossível, já que normalmente são pedidos muitos orçamentos.Tal procedimento implicaria em ter que
explicar a cada um dos fornecedores o que se pretende com o produto. A representação gráfica padrão comumente usada é:
plantas baixa, fachadas, cortes , detalhes, croquis , em escala adequada . A representação em três dimensões seria ótima, mas
dificulta o processo em função da quantidade de desenho. O protótipo, em alguns casos, é insubstituível para estudar detalhes,
processos construtivos e outros.

É um procedimento muito bom, mas muito oneroso para todas as esquadrias de uma obra. A solução intermediária que parece ser
a mais indicada, é a representação em duas dimensões e complementar em três dimensões aquelas parte do desenho que resultem
muito complicadas para serem codificadas. E o protótipo em escala natural poderá ser necessário em alguns casos. No desenho
se faz necessário indicar todas as especificações.

O desenho em três dimensões é muito simples de ser codificado. Sempre será um ótimo recurso para passar informações. Ver
exemplo na figura n 01 ao lado.

Figura n 01 - Desenho em 3 ( três ) dimensões.

No desenho do projeto se faz necessário indicar todas as esquadrias. Ver figura n02 - pág 16. Podemos observar que a
numeração das esquadrias é feita no sentido horário, iniciando pela porta principal de acesso. Primeiro é feita toda a numeração
das esquadrias externas e depois as internas. Este é um critério. O projetista escolherá o mais indicado para cada projeto.

Para as especificações, usaremos um código que seja de fácil interpretação:

P= portas (Pi= porta interna e Pe= porta externa )

J= janelas (Ji = janela interna e Je = janela extena )

Cada P ou J terá um número que a diferencie da outra. Ex: P1, P2 ou Pe1. Portas ou janelas iguais levam a mesma numeração,
não sendo necessário repetir a indicação das dimensões.

O vão livre, ou seja, a medida que deverá ser deixada na obra para a colocação da esquadria, deverá constar na planta baixa ,
tanto a largura como a altura. Esta atitude permite agilizar o processo de execução da obra, já que o mestre não precisará
procurar a toda hora pelas planilhas de esquadrias para ver quanto deixará de volga para definir o vão livre.

Figura n 02 - Planta Baixa

Na planilha de detalhamento de esquadrias são colocados os seguintes ítens:

-Numeração com a quantidade de cada tipo.

Ex: J2 = 03 unidades.

-O local e/ou locais em que será colocada.

-O tipo, isto é, se a esquadria será de abrir, de correr, maxim-ar ou outro e o tipo de preenchimento da folha: veneziana, vidro,
lambri, maciça e outros.

-Se a esquadria leva vidro, indicar o tipo, a espessura, ou outra identificação que possa interessar.

-Dimensões de marco: espessura, largura e demais medidas que possam interessar para a sua execução.

-Dimensões do caixilho.

-Dimensões da soleira e tipo de material.

-Dimensões das vistas e negativos.

-O tipo de madeira e o acabamento que pretende dar-se a ela, tanto interno com externo.

-Ferragem: o tipo e o acabamento. Se possível o fornecedor e o número do código que corresponda. Normalmente se desconhece
o fornecedor. Neste caso, será indicado o padrão de qualidade.

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-Segue, então, o desenho da esquadria com as indicações em planta e vistas.

-Em relação ao cortes que iremos detalhar a numeração dos mesmos serão indicados nas vista e nas plantas baixa. Ver figura n
03 - Pág. 18.

Caso tenham mais esquadrias com o mesmo tipo de corte, a indicação do número se repetirá. Esta sistemática nos permite
comprimir todos os detalhes relacionando-os, para todas as esquadrías, inclusive para outros projetos.

Figura 03 - Planilha de Esquadrias

Um erro muito comun é considerar cada vista por separado, e numeração particular para cada caso.

Ver figura n 04 ao lado, onde podemos observar que a mesma numeração para o detalhe de uma esquadria é válido para outra.
Este sistema pode confundir a leitura se a marcação não for c lara. Uma das formas utilizadas para facilitar a leitura é colocar os
detalhes a parte, agrupados em planilhas de detalhamento.

A escala dos desenhos mais comum é, geralmente, uma escala na proporção de 1/20, o que corresponde a realidade dividida por
vinte, ou seja, numa trena normal ou metro de carpinteiro l0 cm ( dez centímetros ) representará 2 m ( dois metros). Procura-se
evitar escalas de difícil medição como por exemplo: 1/75 , 1/25, 1/33. Esta pequena norma é válida para os detalhes. Por
exemplo, os detalhes na escala 1/1 seria o ideal em todos os casos, mas poderíamos apresentá-los em escala 1/5 ou 1/10,
sempre tendo como objetivo facilitar a leitura.

Figura 04 - Esquema Vistas com Indicação de Cortes e /ou Detalhes.

Cabe ressaltar aqui, a minha posição contrária a fórmulas, procurando ter sempre como base os princípios. Quando se
estabelecem princípios a leitura fica clara e sempre prevalecerá contra aqueles sistemas de representação que se apresentem
confusos.

Outro aspécto a ser considerado é o referente a mudanças de acabamentos durante a execução da obra. Este fato é muito comum
e as implicações, às vezes, são de tal envergadura que nos obrigam a reestudar uma série de acabamentos, tais como, rodapés,
vistas, espessuras e assim por diante. Este processo dificulta ainda mais o nosso trabalho e obriga a que ele se torne o mais
versátil possível, e que adaptações sejam feitas na hora adequada para não alterar os cronogramas de obra.

Por outra parte, durante a execução, podem surgir ainda alguns complementos como as ferragens, por exemplo, que por uma
razão ou outra, nos obrigam a reestudar novamente os desenhos. Tudo isto, que parece ser uma brincadeira de mal gosto, é mais
do que comum na construção civil.

Ainda, sem considerar que não é possível fazer o levantamento das dimensões finais para a execução, na maioria dos casos, já
que as medidas do projeto, normalmente, apresentam diferenças com aquelas que são executadas. Surge, como consequência, a
necessidade de que o desenho se adapte a essas alterações, sem perder a qualidade, que é um dos objetivos principais. O mais
complicado é que as mudanças , as novas adaptações, os novos detalhes e outros, exigem do designer um tremendo jogo de
cintura para contemplar tudo e a todos.

Sendo a representação gráfica ou, às vezes, protótipos do produto , o material que é fornecido para execução, deverá o designer
manter em dia os mesmos e outros que venham a ser necessários.

2.3-Características do Material
2.3.1- Madeira

2.3.2- Classificação por uso

2.3.3- Processos de produção e industrialização

2.3.4- Comercialização

2.3.5- Aplicações

2.3.1-Madeira
Material orgânico (reciclável e renovável), podendo ser inesgotável com as devidas providências quanto ao seu uso na
construção civil e outras indústrias, por tempo indeterminado.

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Esta característica coloca a madeira como um material precioso, insubstituível por outro a curto prazo e, consequentemente ,
deverá ser respeitado como tal. Esta responsabilidade cabe aos projetistas e as autoridades governamentais.

Aos projetistas cabe o conhecimento de todas as suas propriedades e devidos usos. Às instituições governamentais cabe o
compromisso de impedir que uma fonte perene de matéria prima se transforme em uma fonte caduca.

Por tratar-se de um material orgânico depende de seu crescimento, qualidade e tipo de solo e fatores climáticos.

Determina-se assim uma primeira classificaçao: crescimento

- madeiras de crescimento lento;

- madeiras de crescimento rápido.

As madeiras de crescimento lento são mais compactas, com peso específico maior, dureza maior e diferentes tipos de fibras e
propriedades.

As madeiras de crescimento rápido são menos compactas, peso específico menor (mais leves), dureza menor; os tipos de fibras
são menos variáveis. Em contrapartida, sua comercialização se processa em menos tempo (período).

A coloração varia conforme a espécie e o que a determinará será a composição química (substâncias corantes que impregnam
nas paredes das células). O desenvolvimento da espécie dependerá do tipo de solo e clima. As cores originais das madeiras
tendem a escurecer quando expostas à luz e ao ar.

Na seção transversal de uma árvore, podemos distinguir facilmente as seguintes partes: casca, cambio, brancal, cerne, medula.

O corte transversal nos mostra: Ver figura ao lado

1) A casca- camada protetora e de alimentação não usada na construção civil.

2) Alburne ou branco- camada superficial do corte de coloração branca e muito pouco resistente (brancal). Uso limitado. Ex.:
escoras, formas, etc. Algumas madeiras só apresentam brancal e seu uso fica restrito apenas a extração da celulose.

3) O durâmem, cerne ou medula- É a parte mais usada na construção civil.

Figura n 05 - Seção Transversal de uma Tora.

As madeiras destinadas à construção devem ser tiradas de preferência do cerne, pois são mais duráveis.

O crescimento se dá em forma radial ou anéis que por serem anuais, determinam claramente o tempo da existência do vegetal.
Vemos assim que anualmente se apresentam fibras mais compactas e de coloração mais escura no período mais frio ( em
algumas espécies), e mais clara e porosa no período mais quente. A umidade do local influi diretamente no comportamento da
resistência das fibras. Observando um corte transversal vemos, algumas dessas tipologias. Ver figura 05 na página anterior.

A maior parte das madeiras apresentam um fenômeno característico que é o desenvolvimento excêntrico. É fácil comprovar que
os cortes de testa das árvores apresentam, geralmente, uma forma oval em vez de circular. A medula não se acha no centro e sim
deslocada para um dos lados. Ver figura 06 ao lado, que foi extraída do livro Tratado de Ebanistería- pág. 13.

Este crescimento excêntrico que se manifesta de forma especial nas partes do tronco, próximas da base (raíz ) até o nascimento
dos troncos (copa), tem sua explicação pela influência do sol no desenvolvimento da árvore. A parte exposta ao sol se
desenvolve mais rapidamente que a parte sombreada, no nosso caso orientada para o Norte. As células dos anéis anuais são
mais dilatadas e, por conseguinte, se produz um alargamento do anel. O contrário, na parte Sul, ao não dilatar-se as células, os
anéis estão mais próximos, por isso que a madeira é mais dura e compacta, resultando por isso de maior qualidade.

Figura 06 - Corte transversal que mostra Crescimento Excêntrico

O princípio de tudo seria o seguinte:

-Quanto mais sol - maior o crescimento , maior a umidade e menor a resistência.O sentido nascente-poente teria um crescimento
mais uniforme.

*maior crescimento- menor compactibilidade- menor dureza- maior higroscopia.

*menor crescimento- maior compactibilidade- maior dureza- menor higroscopia.

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(higroscopia- capacidade de absorver e perder H2O.)

Vantagens:

-massa específica baixa e alta resistência mecânica;

-mesma (às vezes mais) resistência à compressão que o concreto de alta resistência, sendo superior ao mesmo na flexão(
+\- 450kgf/cm2 para 35kgf/cm2);

-boa elasticidade e baixa condutividade térmica;

-permite fáceis ligações e emendas, além de absorver choques que romperiam ou fendilhariam outro material.

Desvantagens:

- vulnerável aos agentes externos- água, calor, frio, insetos, etc. -facilmente contornados por tratamento e/ou cuidados
específicos.

- A variação da umidade diminui ou aumenta suas dimensões, sendo que a mesma deve variar entre 12-15%. A deformação
ocorre a partir dos 15% de umidade e vai até os 30% de umidade.

- formas limitadas, alongadas, de seção transversal reduzida ( o uso de estruturas pregadas e/ou coladas dão maior liberdade de
formas.).

NOTA: Este trabalho não tem por objetivo o estudo relativo a resistência da madeira, no sentido estrutural propriamente dito,
razão pela qual não serão abordados aqui os temas relativos a esforços como : tração, compressão, flexão, cizalhamento e
outros. Vale, no entanto, destacar que o uso da madeira como elemento estrutural em laminados ou elementos compostos (vigas,
pilares), apresenta uma versatilidade enorme nas suas aplicações na arquitetura, para soluções de grandes vãos e com formas
esteticamente belíssimas.

2.3.2-Classificação das Madeiras por Uso:


O uso das diferentes madeiras se dá através da relação:

peso especifico x dureza x resistência

Isto caracteriza o grau de deformação facilidade de manuseio, durabilidade, e outros.

Podemos classificar as madeiras pelo uso da seguinte forma: duras ou de lei e de qualidade.

"duras ou de lei": índice peso especifico

alto dureza

resistência

São empregadas em construção como pilares, vigas, fundações.

Ex.: Ipê, sucupira, massaranduva, cabriúva, angelim, pedra, e outros.

"qualidade": índice peso específico

baixo dureza

resistência

São empregadas em trabalhos de marcenaria e outros, pela facilidade de manuseio.

Ex.: cedro, cerejeira, freijó, mogno, louro, marfim e outros.

Mais especificamente:

formas para concreto, andaimes:

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- madeiras de pouco valor comercial. Ex.: caixeta, pinus eliottis e sobras de outras.

decks, pérgulas:

- madeiras altamente resistentes a intempéries. Ex.: Ipê, aroeira, imbuía- cabriúva, massaranduva, itauba;

madeiramento telhado:

- madeiras com alta elasticidade e resistência mecânica. Ex.: Ipê, angelim, massaranduva, cabriúva, jatobá;

pavimentação (pisos):

- madeiras mais resistentes ao desgaste. Ex.: Ipê, jatobá, itauba, sucupira, marfim, peroba;

forros:

- madeiras de qualidade. Ex.: Ipê, cerejeira, freijó, sucupira, angelim, jatobá;

beirais:

- madeiras resistentes à intempéries. Ex.: ipê, Angelim pedra, , angelim vermelho;

esquadrias:

- madeiras mais leves, de fácil manuseio, mas pouca deformação. Ex.: cedro, freijó, mogno, louro.

Particularidades:

* A peroba ao contrário do que pensa não suporta às intempéries, aparecendo rachaduras, podendo ser usada em interiores.

*Todas os tipos de madeira poderão ser substituídas pelo uso extensivo do eucaliptos, madeira não-nativa e usada em
reflorestamento.

*Cada região ou país tem um uso determinado de certos tipos de madeira: Ex.: No Uruguai usam-se certos tipos de eucaliptos
para esquadrias, coberturas, pisos. Na Austrália o eucaliptos é amplamente usado ( mais de 100 espécies ).

2.3.3-Processsos de Produção e Industrialização:


A produção corte compõem-se desdobro em 5 partes secagem tratamento estocagem

Figura 07 - Processos de Produção

Segundo o que nos relatou Zimermann, que trabalha com madeira a mais de 50 anos , no município da Santa Teresa, uma peça de
4,00 metros de comprimento por 0,64 metro de diâmetro se obtém 1,00 metro cúbico de madeira serrada. Se for considerado ela
beneficiada, se obterá apenas 0,75 metro cúbico.

Um dos aspéctos mais importantes em relação ao corte, é o relacionado com o tipo de fissura radial que existe na maioria dos
tipos de toras. Essa fissura que passa pelo centro da tora é perpendicular ao vento dominante e se produz devido ao efeito de
cizalhamento. Ver figura. O interessante é que é a única fissura que atinge toda a altura da árvore, consequentemente um corte
mal feito poderá inutilizar a árvore toda. Dessa maneira, antes de serrar a peça deverá estudar-se a fissura indicada, a fim de
obter o máximo de aproveitamento do corte. Devemos, ainda, destacar que essa fissura não atinge todo o diâmetro da árvore.

Adota-se como procedimento o seguinte:

-considerando uma peça de 1,00 metro de diâmetro como exemplo, elimina-se primeiro 20 cm de costaneira ( peça que
eventualmente poderá ser utilizada para fornecer tábuas), ficando assim com 60 cm apenas.

-virando a peça procede-se ao corte de até 50% do raio de cada lado.

-Coloca-se a peça na serra fita de maneira que a fissura fique contida numa tábua só. Ver figura 08 na página seguinte.

Outro ítem importante é o relacionado ao cerne. As tábuas obtidas do corte apresentam sempre uma face virada para o centro da
árvore (cerne). Na execução de qualquer tipo de esquadria, o lado interno da árvore deverá ficar colocado na parte externa. No
caso dos marcos, o lado do cerne fica voltado para o vão exposto. Ver figura 43 na pág. 89, referente à Caixilhos.

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Figura 08 - Sugestões para o Corte.

Ainda, segundo Zimermann, na secagem as peças deverão ser gradeadas de maneira que tenham uma inclinação de 1% para um
dos lados. Isto evita a acumulação de água sobre a madeira. A primeira peça deve ser colocada a 30 cm de altura em relação ao
chão. Os apoios são colocados a , aproximadamente 50 cm de afastamento. O primeiro sarrafo de apoio deverá ficar na face da
tábua e o último com balanço de 30 cm, permitindo assim que a última peça proteja as inferiores. Ver na figura 07 da pág. 29 ,o
ítem Secagem- letra A.

Corte:

- A produção das madeiras se inicia com o corte ou derrubada.Realizado sempre no inverno- nos meses sem "r" e na lua
minguante - não altera a resistência mecânica, mas tem muita importância quanto a durabilidade.O princípio do corte é ser feito
quando a madeira apresenta menor crescimento, o que acontece nos períodos mais frios.

- A madeira seca melhor se for mais lentamente, não aparecendo fendas e rachaduras (causadas pela variação brusca de
temperatura). O ideal são no mínimo 4 meses no mato para secagem inicial e natural.

- Quanto menos seiva em seu interior, menos nutrientes e por coseguinte menos atrativos para insetos e fungos.

- Pode ser cortada em toras menores (5 a 6 metros) para facilitar transporte e até falquejadas de forma retangular.

Figura 09 - Cortes e Movimentos.

Desdobro:

- É a operação final na obtenção da madeira bruta, com serras-fitas ou outras. São obtidos pranchões de espessura de 7 cm e
largura de 20cm.

- No processo radial: (ver desenho).

* menos contração na largura:

* menos empenas e rachaduras durante a secagem;

* resistência uniforme ao longo das peças.

Figura 10 - Cortes e Deformações

Figura 10A - Exemplos de Cortes de Pranchas

As dimensões da madeira serrada variam conforme cada região. Apresentamos a seguir a padronização recomendada:

PB-5 - Madeira Serrada e Beneficiada ( Padronização Recomendada)

OBJETIVO- Esta Norma fixa a nomenclatura de peças de madeira serrada e os padrões de dimensões ( bitolas ) de madeira
serrada e de madeira beneficiada, de acordo com o aproveitamneto racional da matéria-prima.

I-NOMENCLATURA DE PEÇAS DE MADEIRA SERRADA

Nome da Peça Espessura Largura

em cm em cm

Pranchões_________________ >7,0 >20,0

Prancha____________________ 4,0-7,0 >20,0

Viga_________________________ >4,0 11,0 -20,0

Vigota_____________________ 4,0 -8,0 8,0 -11,0

Caibro_____________________ 4,0 -8,0 5,0 - 8,0

Tábua______________________ 1,0 -4,0 >10,0

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Sarrafão___________________ 2,0 -4,0 2,0 -10,0

Ripa__________________________ <2,0 <10,0

II-DIMENSÕES DE MADEIRA SERRADA

Dimensões da Seção Transversal em cm

Pranchão________________________________ 15,0 x 23,0

Pranchão________________________________ 10,0 x 20,0

Pranchão_________________________________ 7,5 x 23,0

Vigas______________________________________15,0 x 15,0

Vigas______________________________________ 7,5 x 15,0

Vigas______________________________________ 7,5 x 11,5

Vigas_______________________________________ 5,0 x 20,0

Vigas_______________________________________ 5,0 x 15,0

Caibros____________________________________ 7,5 x 7,5

Caibros____________________________________ 7,5 x 5,0

Caibros____________________________________ 5,0 x 7,0

Caibros____________________________________ 5,0 x 6,0

Sarrafos___________________________________ 3,8 x 7,5

Sarrafos___________________________________ 2,2 x 7,5

Tábuas____________________________________ 2,5 x 23,0

Tábuas____________________________________ 2,5 x 15,0

Tábuas______________________________________2,5 x 11,5

Ripas________________________________________1,2 x 5,0

III-DIMENSÕES DE MADEIRA BENEFICIADA

Dimensões da Seção Transversal em cm

Assoalho__________________________________ 2,0 x 10,0

Forro_____________________________________ 1,0 x 10,0

Batentes___________________________________ 4,5 x 14,5

Rodapé____________________________________ 1,5 x 15,0

Rodapé____________________________________ 1,5 x 10,0

Tacos______________________________________ 2,0 x 2,1

OBS.: São admitidas as seguintes tolerâncias nas dimensões da seção transversal:

-Em madeira serrada _____________________ + ou - 1%

-Em madeira beneficiada ________________ + ou - 0,5%

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Os comprimentos serão definidos por ocasião da encomenda ou do pedido de cotação.

( Dados obtidos do Livro: Estruturas de Madeira - Walter Pfeil - 2 Ed., Livros Técnicos e Científicos Editora, Rio de Janeiro,
l980.)

Secagem:

-É o processo de diminuição do coeficiente de umidade da madeira. ( coeficiente de estabilidade de deformação bom = 12% a
15% de umidade);

-Diminui consideravelmente as deformações e a retração.

-Reduz consideravelmente o peso (melhor para o manuseio).

-Aumento da resistência às intempéries (apodrecimento, insetos, fungos, e outros).

-Torna-se apta aos tratamentos imunizantes. ( superficiais ou profundos ).

É fundamental sinalizar que a madeira deforma muito pouco até atingir 30% de umidade, a partir de 30% a 15% ( estabilidade
relativa ) se produzem as verdadeiras deformações que variam muito de madeira para madeira.É obvio que em esquadrias terão
preferência sempre as madeiras que oferecem menor deformação. Cabe frisar ainda, que por tratar-se de um material "vivo", ela
se adaptará ao local de utilização, e considerando que no clima anual e local há variações de umidade relativa, esse tipo de
material terá sempre algum tipo de deformação, mesmo que mínima ( sem comprometer o uso após atingida a casa dos 12% a
15% de umidade).

Tipos de Secagem Natural ( antes do corte)

( depois do corte)

Forçada

Secagem Natural - (antes do corte): é a secagem feita com a árvore ainda de pé. A morte da raíz é feita com aplicação de
produto químico.(depois do corte): 3 a 4 anos é o tempo ideal, pois contribui para o reforço de todas as suas propriedades. Em
geral, só é deixada secar num período de um ano apenas.

Secagem Forçada- por não ser natural, pode provocar modificações na estrutura da madeira, se feita com muita rapidez
(achatamento nas células, empenamentos, deformações). Feita em estufas, leva de 3 a 4 meses após a secagem natural, sendo que
o ideal é 6 meses. Dependendo do tipo de madeira (duras ou moles) a secagem pode variar. As madeiras duras possuem fibras
curtas e compactas, já as madeiras moles tem fibras longas, contínuas e por conseqüência retém mais a umidade e levam menos
tempo para secar.

As deformações ocorrem a partir dos 30% de umidade até atingir os 15% (ideal). Ver Figura 07 na pág. 29 , o ítem Secagem - B.

Tratamento:

É a aplicação de preservativos para a conservação da madeira, em madeira previamente seca ou que já passou pelo processo de
secagem.

Os preservativos incolores são os mais indicados por não alterar muito a natureza do material.

São dois os tipos de tratamento empregados, dependendo do tipo de madeira e do grau de proteção que ela requer.

Os tipos são assim classificados:

por pintura superficiais por imersão simples

por carbonização profundos por imersão à quente

por autoclave- sob pressão

SUPERFICIAIS:

-por pintura:

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Várias aplicações de substâncias tóxicas. Pode haver penetração de até 1cm, no caso de madeira bem seca. Ex.: creosoto
(substância tóxica).

- por imersão simples:

Imersão da madeira em tanques com preservativos. O tempo de permanência da madeira no tanque varia conforme a espessura
da peça e o tipo de substância usada. Mais eficiente que a pintura, com menor custo (menos desperdícios), recobrimento melhor
e maior penetração. Usado o creosoto e também o sal de Wolman ( volmanite - produto altamente tóxico, de coloração
esverdeada) dissolvido na água e utilizado em madeiras ainda verdes.

- por carbonização:

Ou combustão da superfície, criando uma camada externa (carvão) sem atrativo para os agentes biológicos. É eficiente quanto ao
tratamento, mas modifica a aparência e a resistência da madeira.

PROFUNDOS:

- por imersão a quente:

Em tanque aberto com substância pré-aquecida. Por diferença de pressão, provoca vazios entre as células da madeira, devido a
ebulição dos seus líquidos internos. Ao esfriar, o preservativo é injetado pela pressão atmosférica preenchendo tais vazios. São
usados preservativos como cloreto de zinco, e alguns óleos crus e incolores.

- por auto-clave (sob pressão):

Aplicação de preservativos sob pressão, em câmara compressora (auto-clave). Indicado para grandes quantidades de madeira.
Garantia total de impregnação de todas as bitolas, por mais ou menos 30 anos. Ao contrario dos outros tratamentos, não
necessita quaisquer tratamento posterior, e mantém ou às vezes melhora, as características iniciais da madeira (cor, textura,
resistência e outros ).

O ideal são os preservativos incolores.Esse tipo de tratamento está começando a ser usado no Brasil. Acredito que em face das
vantagens que oferece, em relação a qualquer outro, a sua utilização seja generalizada a curtíssimo prazo.

Figura 11 - Processo por Auto-clave

Estocagem:

A estocagem ou armazenamento de madeiras deve obedecer os seguintes itens:

- feito em local seco e fresco, não exposto a intempéries;

- empilhadas de forma gradeada com peças transversais para permitir afastamento entre peças, de no mínimo 2 cm, permitindo
assim a aeração.

- as peças a serem secas devem ficar perpendiculares ao vento predominante na região.

Ver figura n 07 - na pág. 29 e figura n 12, a seguir.

Figura 12 - Estocagem

Maquinários:
Depois de passar pelos processos de corte, tratamento e estocagem, a madeira entra no círculo de seu aproveitamento final, nos
maquinários.

Podem ser gerais, dando o primeiro acerto na bitola ou específicos, conforme o tipo de finalidade de cada peça.

Em geral, todo esse tipo de maquinário oferece grande riscos de acidente se não forem tomadas as devidas precauções. Por
outro lado, no planejamento do lay-out do maquinário, deve-se ter especial atenção na parte elétrica e manuseio do material.
Com a relação a poeira ,que é comum neste tipo de trabalho, deve-se prever dispositivos de ventilação permanente e exaustão .

Maquinário geral:

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serra fita-

serra circular-

desempenadeira ou galopa-

plaina -

Com esse maquinário básico, pode ser feito todo o madeiramento de telhado, vigas, pilares, esquadrias e outros. Ver Anexo I -
Catálogos de Maquinários nas páginas 182 à 190.

Maquinário específico:

plaina "quatro faces"-

tupia-

furadeira de corrente-

respigadeira-

serra fita vertical-

furadeira de veneziana-

furadeira horizontal-

sargento-

lixadeira-

Ver Anexo I - Catálogos de Maquinários nas páginas 191 à 219.

TORNOS:

* tornos ou botões são peças cilíndricas de madeira, que servem como tampões nos encaixes de furo único.Com a finalidade de
contraventamento são usados, principalmente em folhas de portas maciças e caixilhos ou como tampões sobre os pregos e
parafusos para um melhor acabamento e também para o encaixe de peças e outros.

Figura 13 - Tornos

CUNHAS:

* cunhas são peças de encaixes laterais- feitas na tupia ou respingadeira. Usados nos encaixes de esquadrias, móveis e outros.

Figura 14 - Cunhas e Pregos

* nos trabalhos curvos (arcos, por exemplo), as peças são desenhadas antes de passarem pela serra fita vertical, para o corte
inicial. O restante- encaixes, rebaixos, etc.- são feitos na tupia. É um trabalho manual que requer muita atenção e habilidade. No
caso dos compensados e aglomerados, também é usada a serra fita, para evitar lascas (ver o ítem Chapas na pág. 50 ).

Observe as figuras a seguir, que foram extraídas do livro Tratado de Ebanistería, páginas 190 e 191, onde mostra alguns
exemplos da confecção de arcos.

Figura 15 - Exemplos de Confecção de Arcos

Chapas:

Mais leves que as pranchas de madeira maciça, são usadas de modo versátil, nos lugares onde a leveza e praticidade do material
são aliados a não necessidade de dureza. Utilizados com bastante freqüência nas portas internas, feitio de móveis, painéis, e
outros.

Podem ser na forma de madeira compensada ou aglomerados, cada uma com suas particularidades, como veremos a seguir:

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Madeira Compensada ou apenas Compensado:

É composta por 3 ou mais lâminas de madeira colada, de tal modo que as direções das fibras se alternem em ângulo reto,
visando a compensação de esforços.

- resistência mecânica uniforme ao longo da peça;

-elimina contrações, superando assim, os problemas com fendas e empenamentos

- pouca resistência as intempéries( umidade, calor)

- medidas das madeiras compensadas: Ver figuras n 16 e n 17 - a seguir.

Figura 16 - Obtenção de Chapas

Figura 17- Execução de Compensados

Madeira aglomerada ou Aglomerado:

É uma aglutinação de fibras vegetais ( de quaisquer espécies de madeira) ou certos resíduos vegetais, prensados a partir das
próprias resinas naturais ou ligantes adicionais.Apresenta as seguintes características:

- bom isolante acústico e baixo custo;

- permeável, absorve muita umidade;

- resistência muito baixa;

- recomendado apenas para trabalhos em alguns tipos de mobiliário, divisórias e forros.

Figura 18 - Aglomerado

Qualquer chapa necessita de um encabeçamento maciço, para aumentar a sua resistência às lascas, permeabilidade, e para dar o
acabamento final da peça (lixamento).Ver Figuras 19,20,21,22,nas páginas a seguir

Isso não é normalmente usado em nossas marcenarias, pois torna o trabalho mais dispendioso- encarece o produto mas em
contrapartida é o procedimento correto pois evita a fragilidade nas extremidades e permite adaptações na fixação das peças com
lixa ou plainas manuais nos dando a certeza de um material mais bem acabado.

Figura 19 - Colagem e Encabeçamentos

Figura 20 - Tipos de Encabeçamentos

Figura 21 - Tipos de Encabeçamentos, Baguetes e outros.

Figura 22 - Tipos de Encabeçamentos Exemplos de Formas.

2.3.4-Comercialização

Como foi exposto, os cortes de melhor aproveitamento da árvore são os mais caros. O profissional terá que adaptar seu desenho
com as limitações do caso ao modo em que é manufaturado o material. O corte mais comum para a madeira na construção civil é
o que mostra a figura A . O mais caro que não é o usado é o que mostra a figura B, em geral o que se apresenta a disposição no
mercado é o que apresenta a figura C. Assim sendo serão eliminadas para a manufatura as bordas e o centro preto.

Figura 23 - Tipos de Corte para Comercialização Figura A, Figura B e Figura C

Estas figuras foram extraídas do livro Tratado de Ebanistería, páginas 54 e 55.

Dimensões a disposição:

- comprimentos

- espessuras

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- larguras

Os comprimentos, são comumente utilizados, com máximo de 5,00 metros.

A largura comercial se apresenta em peças serradas para pilares e vigas:

20 x 20

10 x 20

8 x 16

10 x 10

Tábuas de 5,00 m de comprimento por 5x30 e múltiplos.

Medidas fora desse padrão são obtidas através de encomendas.

A largura está diretamente relacionada com a espessura da árvore. As tábuas são fornecidas em 4 e 7 cm de espessura,
normalmente para serem desdobradas.

Para uso múltiplo:

5 cm aplainado e bitolado resulta em 4cm.

- Metade de 5 - (2,5cm) - resulta em 2cm.

Dependendo do tipo de madeira e a deformação que apresenta o resultado final pode ser com maior ou menor perda.Ex.: Uma
peça de 5 cm de espessura por 80 cm de largura é uma peça muito deformável, o que limita o seu uso.

O mesmo raciocínio deverá ser feito pelo projetista na hora de dimensionar as peças.Se precisar peças mais largas do que as
oferecidas comercialmente terá que dividir em frações e usar colagem.

De maneira geral as madeiras 'moles' tem grande deformidade no sentido transversal. Ex: o pinus elliotis chega a 10% de
deformidade, enquanto o ipê , o angelim chega a 2%.Já o cedro, o mogno tem um tipo de fibra, que apesar de não ser 'dura', a
deformação chega a 0,3%.

Cabe destacar que com um tratamento de secagem adequado e incorporação de aditivos é perfeitamente possível o uso intensivo
de qualquer tipo de madeira

2.3.5-Aplicações:

Em geral, o projetista deverá analisar a aplicação da madeira segundo:

- Deformabilidade transversal;

- Tipo de esforço a que é submetida;

- Local em que será empregada;

- Estética (colocação e cuidados para ressaltar a beleza do material com o acabamento da arestas e eliminar as possíveis
farpas).

- As madeiras mais flexíveis são aquelas que apresentam fibras compridas;

- A elasticidade também é diretamente proporcional ao comprimento das fibras;

- A compactibilidade é inversamente proporcional a

elasticidade.

-Em caso de estrutura de madeira fora dos padrões normais, o cálculo estrutural determinará com quais parâmetros o projetista
deverá trabalhar.

- As madeiras utilizadas nas construções podem classificar-se em duas categorias:

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2.3.5.1-madeiras maciças

-madeira bruta ou roliça- empregada em forma de tronco, servindo para estacas, escoramentos, postes, colunas e outros.

-madeira falquejada- tem as faces laterais aparadas a machado, formando seções maciças, quadradas ou retangulares; é utilizada
em estacas, cortinas cravadas, pontes e outros.

-madeira serrada- é o produto estrutural de madeira mais comum. O tronco é cortado nas serrarias, em dimensões padronizadas
para o comércio, passsando depois por um período de secagem.

2.3.5.2- madeiras industrializadas

-madeira laminada e colada- é o produto estrutural de madeira mais importante nos países industrializados.A madeira
selecionada é cortada em lâminas, de 15 mm ou mais de espessura que serão coladas sob pressão, formando grandes vigas, em
geral de seção retangular.

-madeira compensada- é formada pela colagem de lâminas finas, com as direções das fibras alternadamente ortogonais.

Pelo que temos visto todas as madeiras apresentarão maior ou menor grau de vantagens e desvantagens, sendo que o
aproveitamento racional das matas naturais permitirá ao projetista um uso mais adequado do potencial de cada espécie.

Assim sendo as madeiras que apresentam pouca deformação com variações grandes de umidade relativa e temperatura seriam as
mais apropriadas para a execução de esquadrias.

Ex .:

Cedro- madeira mole e moderadamente pesada, bege-rosado ou castanho-avermelhado, pouco deformável, com veios lisos,
aroma agradável e amplamente usada em esquadrias.

Freijó- pardo-amarelado ao acastanhado e amarelo-escuro, pouco deformável ,mole e leve com veios lisos e aroma fraco.

Louro- (produto praticamente extinto na mata atlântica.). O louro do Norte do País não apresenta as excepcionais qualidades do
louro do Sul.De média resistência mecânica , tem coloração pardo-claro-amarelado, com veios lisos ou com listras escuras e
aroma fraco e agradável.

Mogno- castanho, aroma imperceptível e veios lisos. Têm média resistência mecânica.

Existem as madeiras resistentes porém com restrições quanto ao odor, coloração, manchas, dureza.

Ex.: Muiracatiara- (mecanicamente boa para esquadrias, pisos, (madeira dura) só que esteticamente apresenta manchas com
tonalidades destoantes ( Estrias escuras -brancal )

Canela e Angelim- idem às características da anterior. Seus veios são longitudinais e aroma forte.Quanto ao odor á medida que a
madeira vai secando ele vai diminuindo. O odor é uma característica natural da madeira e ele acentua-se cada vez que a madeira
sofre um corte ou polimento.

Pinus eliottis- com nós e manchas escuras.

A pintura nestes casos entra como fator a não inibir o seu uso.

Estes tipos de madeira poderão ser utilizadas nos casos em que não fiquem aparentes, servindo de enchimento.

Ex.: Em esquadrias metálicas. (Uso não muito difundido em nosso país, onde a estrutura de reforço do perfil metálico é feito de
madeira).

Em geral todas as madeiras, excepto em casos especiais ( marfim), tendem a escurecer com o passar do tempo.

Não há material que apresente até o momento maior versatilidade do que a madeira, sendo que ainda é um material 100%
reciclável.

2.3.5.3-Madeira Reflorestada: Eucaliptos

. As espécies indicadas para a execução de esquadrias são as seguintes :

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- Maculata ;

- Paniculata ;

- Citriodora ;

- Punctata ;

- Tereticornis ;

- Camaldulensis ;

- Triantha ;

- Maidene .

Todas as espécies indicadas apresentam, além das qualidades naturais das madeiras indicadas para execução de esquadrias ,tais
como : mogno , cedro , cedrinho, freijó , cerejeira , e outros , a vantagem sobre todas essas espécies nativas que é a de ter um
crescimento extremamente rápido ( 10 a 12 anos ).

E, qualificadas para plantios de reflorestamento para a produção de madeira para a construção civíl, respeitando as indicações
de plantil em conjunto com espécies nativas, na proporção mínima de 30 % e a reciclagem adequada ao micro- clima e solo
regionais.

Este tipo de prática , ainda não usual em nosso país, nos permitiria dispor de matéria prima inesgotável para a execução de
esquadrias e móveis, sem a necessidade de destruir inescrupolosamente os recursos, que hoje estão sendo explorados das matas
nativas sem nenhuma providência inteligente para resguardar um de nossos tesouros nacionais e mundiais .

As espécies e aplicações descreveremos a seguir, segundo informações fornecidas pela Professora Doutora do SAP-EESC-USP
Akemi Ino. As espécies de eucaliptos estudados pelo Laboratório da Madeiras e de Estruturas de Madeira LaMEM estão
contidas em uma tabela, que descreveremos a seguir, retirada da dissertação de Mestrado em Arquitetura de Marta C. de J.A.
Nogueira- Indicações para o emprego de dezesseis espécies de eucalipto na construção civil.São Carlos. 1991. 116p. Escola de
Engenharia da São Carlos, USP.

A tabela foi baseada no trabalho desenvolvido pela SUDAM.

ESPÉCIES:

-microcorys

-Maculata

-Propínqua

-Paniculata

-Citriodora

-Grandis

-Umbra

-Punctata

-Tereticornis

-Urophylla

-Casaldulensis

-Triantha

-Maidene

-Saligna

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-Cloeziana

-Alba

APLICAÇÕES:

Construção Civil Pesada Externa:

-Estacas marítima

-Trapiches

-Pontes

-Obras imersas

-Postes

-Cruzetas

-Estacas

-Escoras

-Dormentes

-Estruturas pesadas

-Torres de observação

-Vigamentos para pontes

Espécies : Microcorys

Maculata

Citriodora

Punctata

Tereticornis

Construção Civil Pesada Interna :

-Carpintaria resistente em geral

-Tesouras

-Plataformas

-Escadas

-Treliças

-Estruturas

Espécies: Maculata

Paniculata

Citriodora

Punctata

Triantha

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Maidene

Construção Civil Leve Externa :

-Moirões

-Pontaletes

-Porteiras

-Andaimes

-Longarinas

-Calhas

-Elementos de cobertura

-Esquadrias em geral : Portas, venezianas, caixilhos, batentes

-Tabuado em geral

-Vigas

Espécies : Maculata

Paniculata

Citriodora

Punctata

Tereticornis

Casaldulenensis

Triantha

Maidene

Construção Civil Leve Interna:

-Decorativa : lambris, painéis, molduras e perfilados, guarnições

-Utilidade Geral: cordões, forros, guarnições, rodapés

-Estrutural: Vigas, caibros, ripas ( todas as espécies)

Espécies: Microcorys

Maculata

Paniculata

Citriodora

Grandis

Umbra

Punctata

Urophylla

Triantha

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Saligna

Cloeziana

Assoalhos:

-Domésticos: tacos, tábuas, parquetes

Espécies: Microcorys

Maculata

Propínqua

Paniculata

Citriodora

Punctata

Urophylla

Triantha

Cloeziana

-Industriais: tacos, tábuas, blocos

Espécies: Microcorys

Maculata

Paniculata

Citriodora

Punctata

Tereticornis

Triantha

2.4-TIPOS DE ESQUADRIAS: Portas, Janelas, Painéis e Portões.

Aqui as esquadrias são separadas em 4 grandes grupos, o qual nos deteremos mais nos dois principais- portas e janelas- alguns
de seus tipos e de suas particularidades.

2.4.1- PORTAS :

Quanto ao material empregado, veremos 3 tipos principais:

-tipo compensada

-maciças ( com almofadas e mexicanas)

-tipo tabuleiro ou mistas.

2.4.1.1-Porta tipo compensada:

É indispensável o uso do encabeçamento com madeira maciça, em toda volta da porta, para proteger o compensado da umidade
e de lascas por meio de pancadas ou mesmo ao passar na lixadeira para o acabamento, para não lascar nas extremidades.Na
colocação, o encabeçamento permite adaptação do prumo e ajustes, através de lixas ou plainas e também facilita a colocação e
ajuste das ferragens.

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A porta deve ter entre 3,5 a 5 cm de espessura.

O encabeçamento maciço deve ser feito com espessura mínima de 1,2 cm e com madeira bem seca (max. 15% umidade), para
evitar deformações.

Processo:

A madeira maciça é passada na tupia (ver maquinário)e o compensado é colado e prensado (sargento).

No caso de não se usar o encabeçamento, o acabamento lateral não fica perfeito, pois não tem como proteger perfeitamente as
chapas laterais. Não é aconselhável o uso desse tipo de porta nas áreas susceptíveis as intempéries.

Poderiam ser dados outros tipos de acabamentos arredondado, em relevo, (conforme cada tipo de fresa usado na tupia, desde
que obedecendo as regras gerais.

A desvantagem desse tipo de porta é que não pode ser usada como porta externa sujeita a sofrer com intempéries (chuva,
umidade, sol, calor e outros).

O chapeado pode ser feito com chapas melamínicas ( tipo fórmica) ou outro material.

Ver Figuras 24, 25, 26, nas páginas a seguir.

Figura 24 - Porta com Placa Interior(Chapeados)

Figura 25 - Porta Laminada

Figura 26 - Porta Placa ( Interior )

2.4.1.2- Portas maciças:

São menos susceptíveis as intempéries, por isso as totalmente maciças ou com vidro são recomendadas para portas externas.

As mais usadas são as "mexicanas", tem lambris de tábua maciça - que facilitam o trabalho de dilatações. Ver figura n 29 - na
página 74.

Processo:

-É feito com pranchas de 35 mm bruta (30mm- aplainadas) de espessura, passadas na plaina nas quatro ( 4 ) faces ou tupia- para
fazer encaixe tipo macho e fêmea.

-Os contraventamentos devem ser feitos com espigas de madeira atravessando os lambris no sentido horizontal (interna ou
externamente), fixados por tornos (de madeira ou parafusos galvanizados para fixar peças horizontais e verticais. Evita
deformações. Ver figura n 27- página seguinte.

Cuidados a tomar:

- Não deverá ser usada junta seca entre os lambris. A madeira sofre deformações normais (alterações de temperatura: calor, frio,
etc.), sendo recomendável o uso das juntas frisadas ( em vê ou outro tipo), de maneira que a junta se integre ao desenho. O
princípio geral é marcar a junta aonde se produzirá a dilatação.

- No caso do contraventamento horizontal interno, este deve ser colocado no interior da porta sem atravessá-la de ponta a ponta -
dá diferença estética pelo trabalho independente de cada uma delas diferente entre as duas madeiras, diferentes retrações dos
lambris e do contraventamento. Ver figura n 28 na página seguinte.

No caso em que o espigo fica aparente é mais usual mas não dá um bom acabamento. No processo em que o espigo fica embutido
é o mais complicado na execução , já que a espiga não atravessa a lâmina fora a fora. Esteticamente é a solucão mais bonita.

Figura 27 - Espiga Porta Mexicana

Podemos observar na figura abaixo que pode ocorrer dilatação da madeira interna ( contra-ventamento forma saliência e a porta
não fecha); Ou então, pode ocorrer retração da madeira interna. O ideal é o contraventamento ter um espaço próprio para as
possíveis deformações.

Figura 28 - Contraventamento Porta Maciça

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Figura 29 - Portas Maciças Tipo Macho e Fêmea

Se o raio interno ( dobradiça ) não for igual ao raio externo, a porta não abre , tranca na borda. Essa diferença é muito pequena,
na ordem de 1,5 mm, no máximo, dependendo da espessura da porta.

Em portas simplesmente chapeadas, nas quatro faces, o rebaixo terá que ser feito no marco, ou seja, para uma folha de 80 cm,
por exemplo, o vão do marco deverá ser de 80 cm mais 1,5 mm. Este é mais um dos motivos para se adotar o encabeçamento
maciço, que permite fazer ajustes no local. Ver Figuras 19, 20, 21, 22 nas páginas 53, 54, 55, 56 , respectivamente.

Figura 30 - Detalhe Porta Tipo Macho e Fêmea Ângulo de Abertura

2.4.1.3- Porta tipo "tabuleiro"- Mista.

Geralmente usadas no interior, com miolo em compensado, vidro, madeira, e outros. Diferenciam-se pelo encaixe.Ver figura 31
ao lado e figura 32 na pág.77.

Processo:

- Fazer um quadro externo em madeira maciça, com encaixes feitos na respingadeira (em 45, horizontal ou desenhados) e uso de
tornos para melhor fixação..

- As diferentes molduras são feitas na tupia, com diferentes frisos;

- Pode ser com junta seca ou frisada .

É importante não esquecer que na deformação da madeira a junta também deforma e se a peça for tingida superficialmente
aparecerá a diferença de cor. O processo de tingir a porta antes da montagem na marcenaria é praticamente impossível. A junta
frisada ou levemetne arredondada produz uma pequena sombra, o que permite mascarar a diferença de tonalidade, o que não
seria possível com a junta seca.

Figura 31 - Porta Tipo Tabuleiro

Figura 32 - Detalhes Porta Tabuleiro

Quanto ao funcionamento das portas , veremos no ítem 2.7- páginas 115 à 137, juntamente com as janelas.

2.4.2-JANELAS:

A característica principal é por ser um tipo de esquadria com função de fechamento, geralmente entre ambiente externo com o
interno, podendo ser móvel ou fixa.Devido a esta característica que a coloca sujeita à intempéries, deverá ser executada com
pranchas de madeira maciça, não cabendo o uso de aglomerados ou compensados na construção dos caixilhos.

Figura 33 - Foto Janela de Correr

2.4.3-PAINÉIS:

Usados para divisão de espaços como complemento de portas e janelas ou como divisórias móveis entre espaços ( internos e/ou
externos, neste último caso como materiais resistentes à intempéries.

Por ser um elemento de alta mobilidade, facilita a versatilidade de uso nos espaços e também no tipo de material empregado. Ex.
residências, escritórios, teatros, bibliotecas e outros.

Figura 34 - Fotos Painel em Janela e Painel em Porta

2.4.4-PORTÕES:

Tipo de esquadria com característica totalmente de exterior ou de fechamento entre ointerior e o exterior. Deverá ter estrutura de
madeira maciça ou outro material resistente como o aço ou ferro. Os painéis internos podem variar de material, de acordo com o
objetivo ( vazado, fechado, para ventilação, etc.), lembrando que a relação peso e bom funcionamento do portão requer sempre
cuidados especiais por parte do designer, e um diálogo muito apurado com o/s fabricante/s .No caso de estrutura de madeira, as
dimensões no sentido do comprimento, com uma peça só e maciça, está sujeita a grandes deformações. Em síntese, é um tipo de
esquadria que necessita de um estudo especial de todos os seus componentes ( peso, montagem, ferragem, funcionamento e
outros ). O funcionamento dos portões atualmente se dá com comandos automáticos e especial cuidado deverá ser tomado com a

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escolha dos fornecedores.

Também é fundamental que se tenha a alternativa do funcionamento manual em caso de pane ou manutenção do sistema
automático.

Figura 35 - Foto Portão Garagem

2.5-PARTES DAS ESQUADRIAS:

2.5.1-Contra marco:

Peça existente entre a própria esquadria e a parede a qual se deve fixá-la. É pouco usado.

O uso do contra marco permite a colocação da esquadria em si, quando a obra já esta praticamente acabada. Acelera o processo
da obra, já que a esquadria geralmente atrasa a entrega, uma vez que as medidas definitivas das esquadrias só poderão ser
tiradas quando a obra está em fase final.De fácil colocação e pode ser feito até pelo próprio carpinteiro ou pedreiro ( depende
do material). Especial cuidado com o esquadrejamento e prumo.

Se ficar aparente, exige proteção durante toda a execução da obra ( intempéries, choques, tintas, reboco, e outros). A proteção
do contra marco pode ser feita com plástico, fita adesiva, papelão ou outros.O contra marco pode ser de madeira maciça
(qualidade ou lei), cimento, concreto, ou conforme tipo de acabamento.

Quando usado como negativo, passa a ser uma peça de acabamento, uma vez que ficará aparente.

Figura 36 - Contra Marco

2.5.2-Marco:

Usualmente chamado de "forra".

Parte fixa da esquadria para posterior colocação do respectivo caixilho.

Elemento aparente. Exige proteção (plástico ou fita adesiva, por exemplo) e cuidados (contra choques, manchas de outros
materiais) quando de sua colocação durante a obra.Isso quando do não uso do contra-marco.

Tem particularidades quanto a soleira (ver desenhos no ítem Soleira nas páginas 83 à 87.).

Pode ser usado para embutir as instalações elétricas em seu interior, o que exige acabamentos especiais, ou seja , um desenho
adequado. Ex.: A eucatex tem marcos prontos para tal serviço (linha metalon- perfil metálico). Facilitam instalações e
inspeções, sem quebra de alvenaria.

O tipo de madeira a ser usado deverá acompanhar orestantedaesquadria,umavez que fica aparente.Durante a execução da obra,no
caso de usar contramarco, deve-se colocá-lo de maneira a não danificar o marco com furos, já que a peça ficará aparente.

Figura 37 - Marco

2.5.3-Soleira:

Marco inferior, no caso da madeira, exige um tipo de madeira de maior resistência.

O usuário deverá assumir o desgaste natural provocado pelo atrito, no decorrer do tempo, o que forma parte do próprio design
da peça. A peça, portanto, deve ser resistente.

Ex.: marco de cedro- soleira de jatobá: características semelhantes, durezas diferentes.

Nas esquadrias mais expostas ao tempo, é indispensável o uso de canaletas e/ou pingadeiras para auxiliar o escoamento da água
e um caimento de, no mínimo, 1,5% para facilitar o escoamento. No caso de paredes largas e soleiras estreitas poderá se
substituir a pingadeira por canaleta com furo de saída e batente . Ver figuras 38 e 39 nas páginas seguintes.

Nas de janelas externas, o uso de materiais mistos é aconselhável como madeira com cerâmica ou pedra ou outro material
impermeável.

Sempre deve-se complementar as vedações com o uso de silicone transparente, aplicados com pistola em todo o perímetro. As

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superfícies deverão estar bem limpas e totalmente secas.

A soleira é uma peça de interligação de ambientes, que poderá ser acompanhada ou não por diferentes tipos de materiais. Se o
material for o mesmo em ambos os lados, facilita a paginação do piso, permitindo uma certa descontinuidade das juntas e
eliminando os pequenos recortes. Ver figura n 40 na página 86.

No caso de soleiras de muita largura- esquadrias com várias folhas, por exemplo, aconselha-se o fracionamento da mesma para
evitar maiores deformações . Ver figura n 41 na página 87.

As dimensões variam conforme o local em que serão colocadas. Para portas internas geralmente usa-se 2,5 cm de espessura e
para portas externas de 3,5 a 5 cm de espessura.

Figura 38 - Soleira

Figura 39 - Croquis Soleira

Figura 40 - Soleira no Mesmo Nível

Figura 41 - Soleira Simples e Composta

2.5.4-Caixilho:

É a parte fixa ou móvel da esquadria.É fixado ao marco (forra).

Define o tipo da esquadria e a sua função.

As dimensões estão diretamente relacionadas com o tamanho da esquadria e compatível com as dimensões das ferragens
disponíveis no mercado.O designer deve conhecer muito bem as ferragens disponíveis para evitar problemas de
dimensionamento. Ver Figura 42 ao lado e figura 43 na página seguinte.

Devido a adaptação do caixilho ao local (umidade, insolação, e outros), após a consolidação das deformações, fazer um novo
ajuste. Esta situação se apresenta quando a madeira usada não está totalmente seca ( 15% de umidade) e as condições climáticas
locais forem muito fortes e variáveis.

Figura 42 - Caixilho

Figura 43 - Fixação Caixilho e Marco

2.5.5-Baguete:

É um elemento de pequenas dimensões que permite a fixação no caixilho ou marco de painéis, sejam eles de vidro ou outros
materiais.

Poderá ser reentrante, saliente ou na face. Em qualquer uma das três situações ocorrerá o encontro das peças.Por tratar-se de um
elemento independente, recomendamos evitar acabamentos que fiquem na mesma face do marco ou do caixilho.Poderá ser usado
o recurso de frisar o encontro das peças, uso de negativo ou o levemente boleado ( este último acabamento permite sempre que o
próprio desenho absorva a deformação própria do material.Ver figura 44- pág. 138.

A fixação do baguete nos painéis de vidros ou outros materiais com o caixilho se faz atravéz de pregos (sem cabeça, repuxados,
galvanizados, de latão ou cobre) ou colados, o qual não se recomenda pois dificulta a remoção do painel sem comprometê-lo.

O uso de massa, além de não ter um bom acabamento, apresenta o problema do ressecamento da massa, trincas e descolamentos
que prejudicam a fixação. A fixação por meio de chumbo é usada para confecção de vitrais.

Em qualquer um dos casos existe limitações no tamanho dos painéis em função da flambagem do material e da estrutura como um
todo.

A norma para um bom design é coordenar o dimensionamento de todos os elementos , a fim de que a estrutura geral da esquadria
não fique comprometida.

As formas que o baguete pode ter são as mais variadas possíveis. Normalmente as limitações são dadas pelo custo da mão de
obra e maquinário (especialmente as fresas).Como não pretendemos dar a solução que limite o desenho, colocamos princípios
básicos.

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Figura 44 - Baguetes

Ex.: Num caso de encontro entre a própria peça a 90 ou a meia-esquadria, temos que ter as seguintes condições: - Peça
perfeitamente esquadrejada para acabamento do encontro em junta seca, o que requer que a madeira esteja altamente seca ( 15%
de umidade ).

- Madeira suficientemente dura e lâminas muito bem afiadas para evitar lascas, por tratar-se de peça com pequenas dimensões.

-Dependendo do ângulo que se colocará, o bom design selecionará os veios da madeira para evitar a desarmonia no visual da
peça e fragilidade no corte, já que a resistência da madeira está diretamente relacionada a sua estrutura.Ver figura 45-Página ao
lado.

Como vemos cada pequeno ítem, se for desenvolvido nos mínimos detalhes, se estenderia além do objetivo aqui proposto ou
estabelecido.

Se exige que o designer conheça profundamente o material com o qual ele criará as mais diversas formas. Esta condicionante é
imprescindível.

Figura 45 - Acabamento Baguete / Caixilho

2.5.6-Guarnição:

Usualmente chamada de "vista".

Dá acabamento final à colocação da esquadria, em relação às paredes. Permite a correção de erros de obra.

Uso estritamente limitado à superfícies regulares e internas. (salvo as externas muito bem protegidas das intempéries).Poderão
surgir casos especiais como paredes fora de prumo ( corriqueiro em qualquer obra). Um desenho muito preciso não funciona. O
bom desenho deverá permitir a compatilbilidade com tais imperfeições, tirando partido máximo das mesmas.

Por ser uma peça de pouca espessura e largura, está sujeita à deformações (variações da temperatura, umidade, e outros).Nestes
casos é aconselhável o uso de "cava" no seu interior.

Figura 46 - Guarnição

Figura 47 - Croquis Acabamentos Guarnição

Figura 48 - Croquis Encontro Vistas

Figura 49 - Vistas e Larguras Corredores

2.5.7-Tarugo:

É uma peça de pequenas dimensões, de geometria transversal variada ( circular, quadrada, retangular, triangular e outras), no
sentido longitudinal em forma de cunha ou ortogonal. O uso funcional do tarugo condicionará a sua forma.

A função do tarugo é de acabamento ou como estrutura. Nos casos de acabamento é usado para tapar parafusos, pregos e outros.
Nos casos de estrutura é usado como contraventamento , substituindo parafusos ou pregos . Em qualquer um dos casos, os veios
dos tarugos são sempre de topo ou no sentido da peça. Ver figura n 50 - na página 98.

Deverão ser tomados cuidados especiais em ambos os casos. Se pretendermos que ele apareça ou fique marcado , terá que ser
valorizado.

No tarugo de topo o princípio básico é a resistência e a deformidade no sentido longitudinal ou transversal das fibras,
principalmente se a madeira do tarugo for diferente da usada na peça.

A madeira a ser usada para a confecção do tarugo, dependendo da finalidade, deverá ser mole, que absorva umidade para
"inchar" e se auto sustentar. Cada caso deverá ser estudado em particular por um bom designer e a execução feita por um
excelente profissional que conheça, respeite e ame o material.

Figura 50 - Tarugos

2.6-FIXAÇÃO:

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Na colocação de esquadrias todo o cuidado é pouco. Exige uma análise anterior do tipo de superfície ao qual será fixada. Isso
definirá à priori, cuidados mais específicos para cada caso- superfícies regulares ou irregulares, externas ou internas.

Generalidades:

Quando a esquadria chega na obra, ela se apresenta, normalmente, simplesmente com os marcos montados. Às vezes com
soleiras, e em geral com algum tipo de contraventamento, o que é feito com madeira colocada a 45.Neste caso, a primeira
precaução que deve ser tomada é que se são usados pregos estes devem ser galvanizados (como norma sempre usar pregos
galvanizados). Este procedimento que deveria ser corriqueiro não é. Com o uso de pregos normais se produz, quase de imediato,
uma reação de oxidação que mancha a madeira.

Se recomenda que os contraventamentos sejam feitos de tal maneira que a peça que vai ficar aparente , não tenha nem furos de
pregos, nem manchas.

Deve ficar claro que a esquadria em si é um componente de obra que deve ser tratado com especial carinho, já que batidas,
manchas ou outros podem danificar o material.

Podemos considerar, em linhas gerais, que os procedimentos de fixação mais difundidos são os seguintes:

2.6.1-Tipos de Superfícies

2.6.2- Com chumbadores

2.6.3- Com buchas diretamente nas alvenarias

2.6.4- Com parafusos e tacos

2.6.5- Com pregos

2.6.6- Com contramarcos

2.6.7- Com cola

Figura 51 - Fixação

2.6.1-Tipos e Superfícies:

Daremos aqui uma análise geral, cabendo a cada profissional dar o acabamento que julgue melhor.

Fixação superfícies irregulares 02 faces de (pedra, tijolo aparente, Esquadrias e outros) 01 face Internas e superfícies
regulares 02 faces

Esquadrias (com reboco liso ou Externas texturizado,granilha , 01 face granito ou outros)

Figura 52 - Exemplos de Superfícies

Figura 53 - Acabamentos Superfícies Irregulares e Regulares

2.6.1.1-Superfícies irregulares- 02 faces

A) Precisa de peça intermediária encaixada entre a superfície e o marco da esquadria.(negativo) A peça pode ser de madeira,
cimento, perfil de ferro ou plástico e outros). Melhora o acabamento absorvendo a irregularidade da superfície e facilita a
fixação do marco.

B) O mais prático é usar o cimento ou massa. Neste caso, o marco necessita de "cava" para disfarçar a fissura que irá aparecer.

Figura 54 - Superfície Irregular ( 02 Faces )

C) A fissura mostra o mal acabamento entre as duas superficies.

D) Não é aconselhável o uso de guarnição pela falta de acabamento entre esta e a superfície irregular. Os rodapés e rodaforros
teriam o mesmo problema.( ver alternativa no desenho abaixo da figura ao lado )

Figura 55 - Marcos em Superfície Irregular

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E) A infiltração da água poderá ser evitada com a complementação de material plástico que tenha grande aderência, elasticidade
e que não resseque facilmente. Muito empregado são os silicones aplicados com pistola.

F) O projetista tem que conhecer a compatibilidade da madeira com outros materiais. Neste caso de superfície, em particular,
apresenta dificuldades no design, pois a compatibilidade da madeira com o cimento e argamassas é muito pouca. É válido aqui o
recurso de valorizar o problema.O uso de silicone continua sendo uma ótima solução.

Figura 56 - Vedação e Acabamento Superfície Irregular

2.6.1.2-Superfície irregular- 01 face

A) O mais comum é usar argamassa de cimento e areia. O lado regular pode ter acabamento com guarnição ou não. A guarnição
fica geralmente nas superficies internas. Ver o primeiro desenho da figura ao lado.

B) Os negativos de madeira são aconselhados para paredes de maior espessura, pois há limitações nas larguras e espessuras dos
marcos. O mais prático é o uso cimento com silicone.Ver o segundo desenho da figura ao lado.

Figura 57 - Superfície Irregular ( 01 Face )

C) A colocação do marco direto à superfície acarreta fissura, (ver desenho na figura n 54 na página 103, para superfícies
irregulares 2 faces). A colocoção de um terceiro elemento é o mais indicado neste caso. Ver figura n 58 ao lado.

Figura 58 - Superfície Irregular Externa e Superfície Regular Interna

2.6.1.3-Superfícies regulares- 02 faces

A) Quando as duas (02) superfícies forem internas o uso de contra marco inteiriço e vista é o mais comum. Ver vantagens na
página 81 - figura n 36. Observe também o desenho acima na figura ao lado.

B) Na fixação das esquadrias em pilares de madeira, se mantém os mesmos cuidados. No caso do uso do contra marco em peça
maciça este deverá ter "cava". Se o marco for metálico deverá ter uma certa flexibilidade. Ver na figura ao lado o desenho
abaixo.

Figura 59 - Superfície Regular ( 02 Faces )

C) Superficie regular interna e externa.- o uso do cimento funciona como contra marco.O marco deverá ter "cava". O uso de vista
(parte interna) prevê marco inteiriço. Uso de duas peças de madeira, de +/- 2cm de espessura, funciona como contra marco. Ver
desenho acima na figura ao lado.

D) O diferente "trabalho" de cada peça acarreta fissuras. Aparecem sempre quando colocadas na mesma face.Ver desenho
abaixo na figura ao lado.

Figura 60 - Marcos e Vistas em Superfícies Regulares

2.6.2- Com chumbadores:

Este sistema consiste em barras de ferro (desenho) que vem incorporadas no marco da esquadria. Ela é montada antes do
acabamento e se completa enchendo com argamassa (traço forte 1 / 4 ) e uma montagem muito rígida.

O espaçamento entre as barras é de aproximadamente 50 cm e o comprimento das barras é variável (entre l5 a 20 cm.) e deveria
ter uma dobra na parte final para melhorar a amarração com a argamassa.

Considerando que as fixações são feitas nos quatro cantos, nos casos onde há vigas, significa que teríamos que deixar os espaços
já programados ou quebrar depois de pronto, o que significa elevar mais o custo. É o arquiteto designer quem deverá definir
qual é o critério mais adequado.

Figura 61 - Fixação com Chumbadores

2.6.3-Com buchas diretamente nas alvenarias:

Este sistema tem maior flexibilidade no que se refere a fixação. Apresenta alguns problemas que são facilmente solucionáveis.

Em primeiro lugar a madeira é furada, o que significa que os furos deverão estar uniformemente distribuídos( medir as distancias

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e os espaçamentos). Fazer o primeiro furo com uma broca maior e perfeitamente afiada para não lascar as bordas. Em segundo
lugar as buchas são fixadas aleatoriamente dentro das alvenarias, podendo acontecer que o furo esteja sendo feito no vazio do
tijolo, o que significa que essa bucha não terá a resistência esperada. O furo feito no marco forma parte do design e deverá ser
preenchido com tarugos, de madeira ou de outro material. No caso de ser com madeira, se recomenda que o tarugo seja feito com
madeira mais mole e colocado com martelo.

O acabamento final na lixa deixa ele marcado (aparente) ; isto no caso de tarugos que ficam na face do marco. Se quisermos que
o tarugo seja mais aparente e mais facilmente removível, existem vários modelos ( ver desenhos na página 98 - Figura n 50-
Tarugos). De qualquer maneira, evitaremos a mistura de pó de serragem com cola, que por outro lado, é a solução mais
difundida.No entanto, considero a pior de todas.

Figura 62 - Fixação com Buchas

2.6.4-Com parafusos e tacos:

Este sistema é semelhate ao anterior, oferecendo a vantagem de que o taco ficando embutido na alvenaria não oferece o risco do
parafusso se soltar.No restante as precauções são as mesmas do anterior.O formato do taco , será de preferência trapezoidal e o
tamanho mínimo 2,5 x 2,5 ; o bom senso do colocador definirá o tamanho mais adequado. Ver desenho acima na figura ao lado.

2.6.5-Com pregos:

É o sistema mais difundido no Brasil. Particularmente, sou partidário as fixações do marco com parufuso no contra marco e este
fixado a parede através de pregos.Ver desenho abaixo na figura ao lado

Figura 63 - Fixação com Parafusos, Tacos e Fixação com Pregos

2.6.6-Com contra marco:

Esse tipo de fixação está sendo mais explicado no ítem 2.5- Partes das Esquadrias, na página 81. De qualquer maneira, interessa
destacar que é um sistema que permite que o marco seja colocado realmente como peça de acabamento final, até podendo ser
colocado após a pintura. Particularmente acho que é o melhor sistema, no entanto, é o menos difundido em esquadrias de
madeira, já que em esquadrias de alumínio é o único que é usado. O contramarco pode ser fixado com buchas ou com pregos,
diretamente na alvenaria. Deverá ser perfeitamente esquadrejado e não precisa que seja de madeira de alta qualidade, se não
ficar aparente.

Figura 64 - Fixação com Contra Marco

2.6.7-Com cola:

Está sendo difundida atualmente a fixação do marco diretamente com cola.

Este sistema é muito recente e não temos condições, ainda, de avaliar os resultados a longo prazo.

NOTA GERAL :

Desvantagens do não uso do contramarco:

-mal acabamento ( fissura ) ;

-mal fixaçao do marco por meio de pregos e chumbadores na parede.

O uso de guarnições (vistas) nas superficies internas regulares dá um acabamento final à esquadria, e ajuda na continuidade
visual através da colocaçao de rodapés, rodaforros e outros.

Já nas superfícies externas, o carpinteiro e o pedreiro têm que trabalhar juntos para que um bom acabamento seja dado.

Figura 65 - Fixação com Cola

2.7-FUNCIONAMENTO:

-Quanto ao funcionamento geral:

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Existem regras gerais na fabricação de forras e folhas quanto ao tipo de funcionamento, que a esquadria, independente do tipo,
deve ter. Detalhes das forras, folhas, dimensões ideais, particularidades das ferragens, e outros.

No caso de portas, falaremos sobre 4 tipos gerais:

a) porta de abrir (01 ou mais folhas): Normal e vai-e-vem

b) porta de correr (01 ou mais folhas) normal ou de embutir.

c) porta sanfonada ou "camarão".

d) porta de abrir com pivotante: uma folha e quatro folhas ( giratória).

As portas serão apresentadas juntamente com as janelas uma vez que o funcionamento apresenta características semelhantes.

No caso de janelas, bem mais complexas quanto ao funcionamento, serão 8 tipos:

a) janela de abrir simples e tombar.

b) janela de correr (de embutir ou não, sanfonadas, etc.).

c) janela tipo sanfonada (sem correr).

d) janela de abrir com pivotante.

e) janela tipo guilhotina comum.

f) janela tipo guilhotina com contra-peso.

g) janela tipo máximo-ar

h) janela tipo basculante.

2.7.1- Abrir :

A forma influencia diretamente no funcionamento da esquadria devido ao momento gerado na dobradiça. Quanto maior a largura,
pior o funcionamento. Regra geral: A altura ser maior que a largura.

As dimensões teoricamente podem ser grandes de 120 x 240, poderia este ser um tamanho limite padrão. Deixa-se aclarado que
nada impede um tamanho de 300 x 500, por exemplo.As limitações de tamanho ficam condicionadas ao peso, transporte ,
colocação, dimensionamento das ferragens.Quanto maior o tamanho maior a espessura da folha.

Dimensões em relação ao espaço: pelo fato de uma folha de abrir ocupar 90 até o máximo 180, o espaço que ela ocupa é muito
grande em relação a um padrão de construção média. Sem considerar, ainda, que do ponto de vista ergonômico ela foge
totalmente da escala humana.

Figura 66 - Proporcões

No caso de vãos maiores, recorrer a mais de uma folha ou outro tipo de funcionamento.

No caso de esquadrias externas para impedir a entrada de água e vento é indispensável o uso de rebaixos e batentes feitos na
soleira e marcos, o que indiretamente, além de vedar, ajuda na rigidez do caixilho pelo aumento de suas dimensões.

As dobradiças deverão ser sempre colocadas com rebaixo para melhor encaixe.As dobradiças para folhas de abrir com ângulos
maiores de 90 terão que ser especiais o que encarecerá o custo da esquadria. No caso de 2 folhas deve-se fazer batente tanto no
marco como também entre elas- pelos motivos já apresentados.

A quantidade de dobradiças ( a média é de 3 a 4) e as dimensões das mesmas estão limitadas pelos fabricantes de ferragens.

Limita o uso de cortinas no seu interior.

Quando do uso de mais folhas de abrir no mesmo marco ( como grade, veneziana, tela para mosquito, vidro, e outros) fica
inviável o uso desse tipo de esquadria.

No caso de mais de uma função (veneziana de abrir externa, vidro interno de correr), com o uso da cremona ,por exemplo,

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precisa-se um espaço de 1,5 cm entre as folhas. Conforme o tipo de ferragem (ver Anexo II - Catálogos de Ferragens, nas
páginas 220 à 228 ), este espaço mínimo entre as folhas externas e internas vai variar. Deve-se evitar a superposição de
caixilhos com as ferragens para facilitar o acesso manual.

Figura 67 - Folhas de Abrir

2.7.1.1-Porta de Abrir Tipo Vai-e-Vem:

Tipo de porta que fica sempre fechada.

Muito usada em locais com fluxo de pessoas com as mãos ocupadas.

Pode ser com uma ou duas folhas e em ambos os casos tem que ter visor com certo grau de transparência.

A diferença desta com a porta de abrir normal está na ferragem (mola dupla), batente arredondado e marcos lisos ou
curvos.Cuidados especiais devem ser tomados com a qualidade da ferragem (mola), pois é bastante solicitada.

É um tipo de porta que não comporta grandes vãos. No máximo 90 cm para 1 folha e 180 cm para 2 folhas.

Figura 68 - Folha de Abrir Vai- e - Vem

Figura 69 - Folhas de Abrir Vai- e - Vem Duas Folhas

2.7.1.2.-Janela de Abrir e Tombar ( Ribalta):

Devido às possibilidades de abrir e tombar esse tipo de esquadria permite amplo controle da ventilação.

Tem boa estanqueidade à chuva e ventos e apresenta vantagens para a limpeza devido a facilidade de acesso.

Cuidados especiais devem ser tomados com a rigidez no quadro da folha para evitar deformações.

As ferragens são especiais e por isso são de um custo mais elevado.

Figura 70 - Foto Janela de Abrir e Tombar

2.7.2- Correr:

De fácil funcionamento e manutenção a não ser pela difícil limpeza da sujeira acumulada entre os trilhos ou nas guias.

Forma ideal com tendência para retângulo horizontal (devido ao momento). A x 2A - onde A= largura e 2A= altura ( ver figura n
71 ao lado ).

Este tipo de funcionamento é muito prático já que permite o uso de cortinas e vãos totais, uma vez que as folhas podem ser
embutidas entre painéis ou paredes.

Requer vedações , principalmente no caso de esquadria externas, do tipo folha/marco e folha/folha, folha/trilho, para proteção
contra ventos, chuva, sons, e outros. A vedação é feita com madeira, borracha, podendo ser feito encaixe na própria folha.

Figura 71 - Proporções

No caso de portas, o uso de faixa horizontal a meia altura no caixilho, apresenta a vantagem de uma maior rigidez na estrutura
geral da folha, além de facilitar o preenchimento da perte interna do caixilho ( veneziana, vidro, tela, grade), já que diminui o
tamanho das peças internas e a fragilidade própria da cada material ( no caso do vidro aumenta a segurança).

Cuidado especial deve ser tomado com a altura da faixa em relação ao piso, para que a pessoa sentada ou deitada consiga ver a
paisagem. Ver desenho ao lado.

Figura 72 - Folhas de Correr Faixa Horizontal

Figura 73 - Folhas de Correr

Figura 74 - Folhas de Correr Rolamentos / Roldanas

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Ao Designer é fundamental que estude como limpar os vidros e caixilhos, o que, de alguma maneira, determinará condicionantes
para orientar a escolha do funcionamento e as folhas que devem ser movimentadas.

A vedação ( vento, chuvas, poeira , etc. ) obriga ao uso de acessórios para complementar o bom funcionamento da esquadria.

Um dos casos mais problemáticos de vedação é quando os caixilhos ( folhas ) são inteiramente de vidro.

Figura 75 - Limpeza de Vidros Folhas de Correr

2.7.2.1 Folhas de Correr de Embutir:

Deve-se prever um espaço (com folga) para bom funcionamento.

No caso de alvenaria dos dois lados (parede dupla), um dos lados será rebocado depois de colocada a esquadria e verificado
seu pleno funcionamento.Cuidados especiais quanto ao sistema de deslize, prumada, deformações e folgas. O uso de ferragens
específicas e de alta qualidade como por exemplo o SKF blindado , garante a pouca manutenção, que neste caso fica complicado
devido a dificuldade de acesso. Ver figura n 76 na página seguinte.

O uso de um painel de lambris (ou outro) de um dos lados, ou ambos os lados, dá perfeito acabamento, facilita e um possível
reparo ou manutenção na esquadria.No caso de ser painéis em ambos os lados, a estética da parte interna fica um pouco
prejudicada. Ver figura n 77 - página 129.

O uso de alvenaria de um lado e marco aparente do outro é uma solução econômica mas, no entanto, esteticamente não é
adecuada tanto para o visual quanto para a decoração interna.

A quantidade de folhas e a espessura dos caixilhos definirá a espessura do marco. Num caso complexo como por exemplo: vidro
+ tela + grade + veneziana. Ver desenho com dimensões.

O bom senso do projetista deverá avaliar as diversas funções e determinar a solução mais apropriada para cada caso, tendo em
vista as limitações e condicionantes apresentadas.

Figura 76 - Folhas de Correr Embutidas Alvenaria dos Dois Lados

Figura 77 - Folhas de Correr Embutidas Painel/Painel e Painel/ Alvenaria

Particularidades:

-O sistema de deslize é a chave para o bom desempenho da esquadria. Os perfis de metal são os mais usados, mas são
incômodos pelos tropeços que podem acarretar pela saliência na soleira, no caso das portas, mesmo quando rebaixados. (fig.a e
b). Os rolamentos (as rodinhas) que correm dentro das canaletas são práticas, mas requerem uma limpeza cuidadosa e difícil.
(fig.c).

-A regulagem do prumo e a horizontalidade são fundamentais para um bom funcionamento.

Existem rolamentos especiais tipo S.K.F. (blindados que evitam ferrugem, sujeiras, e manutenção, porém muito mais caros.

Quanto a roldana plástica ou metálica, o trilho metálico com roldana sofre mais desgaste, mas é muito mais silencioso que o
metálico (alumínio). É aconselhável para ser usado em pequenos vãos.

Figura 78 - Soleira Folha de Correr

O processo de correr sobre roldanas com rolamento é o ideal, porém especial cuidado devera ser tomado com o prumo da folha
sobre os trilhos (nivelamento).É de difícil colocação e a superfície de deslizamento sofre muito com o desgaste.Uma pequena
folga entre o caixilho e o encaixe do deslize é indispensável. Entre as folhas, um espaçamento entre (1,5 a 2cm) deve ser
previsto para o perfeito funcionamento.

As soleiras devem ser detalhadas. Soleiras muito largas requerem emendas, pois diminui o efeito das deformações. Prever
caimento de 1% para escoamento, com pingadeira (no caso de soleiras externas). Ver ítem Soleiras nas páginas 83 à 87.

Figura 79 - Caixilhos com Rolamento/ Roldanas

2.7.2.2- Correr Sanfonada (Gaita ou Camarão):

As portas de correr sanfonadas devem ter pinos guias na parte inferior para um bom funcionamento.

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Funcionam bem apenas para vãos pequenos com folhas menores ( mais ou menos 40 cm de largura) em portas ou janelas com
venezianas e duas folhas para cada lado, no máximo.

Figura 80 - Correr Sanfonada

2.7.3- Abrir Sanfonada ou "camarão" :

É comumente usada, principalmente nos casos em que não é possível outro tipo de funcionamento.

Quando não tem pino, mesmo sendo com duas folhas pequenas, apresenta um funcionamento bom a curtíssimo prazo.O peso da
própria esquadria danifica a ferragem e dificulta o fechamento.Precisa de um espaço livre de mais ou menos 5 cm para
possibilitar o seu fechamento e abertura.

Deve-se tomar cuidado com o tipo de esquadria usada na parte interna e também de não colocar floreiras no vão de abertura.

A vantagem fundamental está no funcionamento, só quando muito bem colocada ( ferragens, prumo e outros).

Figura 81 - Folhas Sanfonadas sem Trilhos

Figura 82 - Folhas Sanfonadas

As desvantagem são:

1- Quando está aberta ocupa um espaço grande lateral, nos dois sentidos e nos caos em que se tem plantas na frente da janela,
impede o crescimento das mesmas.

2- No próprio funcionamento, a concha e a pressão devem ser na parte central já que um esforço fora dessa região implica em
dificuldades no abrir.

3- Muito trabalhoso o processo de abrir e fechar devido a quantidade de folhas e ferragens.

4- Esteticamente muito desagra-dável em painéis de venezianas.

Para esquadria tipo veneziana com duas folhas de abrir sanfonada a 180 com uso de ferragem especial até que apresenta um
funcionamento satisfatório.Ex: antigos postigos.

Devido ao problema do vento tem que se colocar pinos nas paredes para prender as folhas para evitar que batam contra a
parede.

Figura 83 - Folhas de Abrir com Dobradiça de Expor

2.7.4- Abrir com Pivotante:

Usadas no caso de folhas de porta acima de 100cm.Distribui bem o peso da esquadria

Batentes externo e interno com desenho contrário. (fig.a).Esteticamente traz diferença de espessura, gerando um desequilíbrio.

Em janelas deve-se tomar especial cuidado na vedação horizontal (soleira) e marco superior para proteger da chuva , ventos e
outros.

As vantagens são o equilíbrio do peso no funcionamento e a boa ventilação que permite, desde que tenha ferragem para permitir
graduação ( a ventilação pode ser direcionada).

Figura 84 - Folha de Abrir com Pivotante

2.7.4.1-Porta de Abrir Tipo Giratória:

É um tipo de porta de abrir com pivotante e quatro folhas colocadas perpendicularmente.

É muito comum em locais com trânsito intenso como bancos, escritórios, hotéis, restaurantes e outros.

A vantagem no uso desse tipo de porta é que impede a entrada de ar frio ou quente em ambientes condicionados além de
controlar o fluxo de pessoas ( acesso e saída ) contribuindo para a segurança.

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Deve-se tomar especial cuidado na colocação das ferragens , vedação da caixa e prumo, pois geralmente traz problemas.

Esse tipo de porta normalmente não é executada em madeira, devido a sua complexidade.

Figura 85 - Folha de Abrir Giratória

2.7.5- Guilhotina Comum (janelas).

Guilhotina é uma janela de correr na vertical.

Encaixe na vertical com batente embutido no marco (mesmo problema com vento, chuva, da esquadria de abrir).

Ferragens: uso de borboletas e puxadores.

Não é prática tanto pelo próprio uso (peso, percurso), como na limpeza. Porque uma só folha se movimenta de cada vez.Quanto
a limpeza é necessário ter acesso pelo exterior.O uso de contrapeso facilita o uso, mas em contra partida, encarece a esquadria

Tem sua forma limitada tendendo ao quadrado (y>x). Observe a figura ao lado.

A vantagem é poder escolher ventilação pela parte superior ou inferior da janela.Outra vantagem é de ser muito econômica, se
for pequena.

A fixação da parte superior tem que ser muito bem feita para evitar problemas com o eixo de fechamento da parte inferior com a
superior. Ver Figura 88 na pág. 140

O posicionamento da parte inferior da esquadria tem que estar entre a cintura e a cabeça para facilitar o esforço de abrir e
fechar.

É um tipo de esquadria de manuseio perigoso, pois pode cair facilmente, podendo quebrar o vidro ou machucar.Exige o uso de
ambas as mão, sendo que uma é para segurar o peso da esquadria e a outra para trancá-la.

Figura 86 - Guilhotina Comum

2.7.6- Guilhotina com Contrapeso (janelas):

O uso do contrapeso na janela tipo guilhotina traz a vantagem de graduar a abertura em qualquer posição e permite dimensões
maiores sem problemas com o peso da esquadria. Colocação da janela em qualquer posição.

Para a colocação do contrapeso deve-se prever espaço no marco.O ideal é fazer com marco inspecionável para manutenção.

O peso do contrapeso deve ser igual ao da folha, repartido pelos dois lados da esquadria. Ver Figura 89 na página 141.

Particularidade:

Nos dois casos, com ou sem contrapeso, há a possibilidade de embutir a esquadria no peitoril ou acima, dando abertura total no
vão. Neste caso, deve-se prever espaço adequado (inferior ou superior) para tal.

Figura 87 - Guilhotina com Contrapeso

Figura 88 - Detalhe Folha Guilhotina

Figura 89 - Detalhe Contrapeso

2.7.7- Máximo-ar (janelas):

Permite apenas pouca abertura.

O que define seu funcionamento, são as ferragens, que limitam sua abertura. Podem abrir 45 ou até 90.

Facilidade no fechamento devido ao tipo de ferragem usada.

Apresenta a desvantagem de não poder ser usada com venezianas, grades, telas no lado externo.Existem, no entanto, venezianas
tipo persiana recolhível no próprio caixilho

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Permitem boa ventilação e protegem o ambiente de chuvas mais leves e do sol no caso de venezianas encaixadas no próprio
caixilho

Difícil manuseio se for colocado algo que impeça a proximidade de pessoas- um móvel, por exemplo. É de difícil limpeza, no
caso das aberturas de 45.

Figura 90 - Janela Maximo-ar

É uma esquadria que pelo fato de ficar projetada para fora, pode se tornar perigosa ao trânsito de pedestres.

Tem a vantagem de ter uma estrutura rígida tanto fechada como aberta, no caso da ação dos ventos ( fechada pelas dimensões e
aberta pela livre passagem do vento).

É um tipo de esquadria que pode ser usada no teto, incorporada na cobertura. Deve-se tomar cuidado para que o ângulo de
abertura não fique menor que o horizontal.

Figura 91 - Detalhe Máximo-ar

2.7.8- Basculantes (janelas):

Mesmos problemas de limpeza e manuseio que a máximo-ar. Dá boa vedação e segurança.

Pede duas vedações nos marcos: (1/2) interna e (1/2) externa.

No caso de mais de uma folha, exige vedação entre as duas folhas (fig.A) ou marcos intermediários (fig.B) com colocação de
feltro, esponja, e outros.

O comando de abertura é feito através de alavanca, ou cabo de aço embutido na parede.

As ferragens ( principalmente a alavanca) são muito feias.Dificulta o uso de cortinas e combinação com qualquer outro tipo de
esquadria.

É muito usual em áreas de serviço devido a facilidade no controle da ventilação.

Especial atenção deve ser dada com as proporções dos caixilhos da esquadria para que não fique carregado demais.

Figura 92 - Folhas Basculantes

2.8-VANTAGENS E DESVANTAGENS:

Dados obtidos no livro: Manual Técnico de Caixilhos/Janelas. Editora Pini. Página 12.

2.8.1- Correr

VANTAGENS:

a)Simplicidade de manobra.

b)Ventilação regulada conforme abertura das folhas.

c)Não ocupa áreas internas ou externas ( possibilidade de grades e/ou telas no vão total).

DESVANTAGENS:

a)Vão para ventilação quando aberta totalmente a 50% do vão da esquadria.

b)Dificuldade de limpeza na face externa no caso de janelas.

c)Vedações necessárias nas juntas abertas

Figura 93 - Folhas de Correr

2.8.2- Abrir Folha dupla Abrir Folha simples

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VANTAGENS:

a)Boa estanqueidade ao ar e água.

b)Libera completamente o vão na abertura máxima.

c)Fácil limpeza na face externa.

d)Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro.

DESVANTAGENS:

a)Ocupa espaço interno caso as folhas abram para dentro.

b)Não é possível regular a ventilação.

c)As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total.

d)Dificultam a colocção de tela e/ou grade e/ou persiana se as folhas abrirem p/ fora.

e)Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua.

Figura 94 - Folha de Abrir Dupla e Simples

2.8.3- Pivotante horizontal

VANTAGENS:

a)Facilidade de limpeza na face externa.

b)Ocupa pouco espaço na área de utilização.

c)Quando utiliza pivôs com ajuste de freio, permite abertura a qualquer ângulo para ventilação, mesmo com chuva sem vento,
tanto na parte superior quanto na parte inferior.

d)Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente.

DESVANTAGENS:

a)No caso de grandes vãos necessita-se de uso de fechos perimétricos.

b)Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas.

Figura 95 - Pivotante Horizontal

2.8.4- Pivotante vertical

VANTAGENS:

a)Facilidade de limpeza na face externa.

b)Abertura de grandes dimensões com um único vidro.

c)Abertura em qualquer ângulo quando utiliza pivôs com ajuste de freio, o que permite o controle da ventilação.

d)Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente.

DESVANTAGENS:

a)Dificuldade de utilização de telas e/ou grades e/ou persianas.

b)Ocupa espaço interno caso o eixo seja no centro da folha.

Obs: O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas.

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Figura 96 - Pivotante Vertical

2.8.5- Guilhotina

VANTAGENS:

a)As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistemas de contrapeso ou sejam balanceadas, caso
contrário as folhas devem ter retentores no percurso das guias nos montantes do marco.

DESVANTAGENS:

a)Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento, a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento
constitui problemas.

b)As desvantagens já citadas das janelas de correr.

Figura 97 - Guilhotina

2.8.6- Basculante

VANTAGENS:

a)Janela que permite ventilação constante, mesmo com chuva sem vento, na totalidade do vão, caso não tenha panos fixos.

b)Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as áreas próximas a ela.

c)Fácil limpeza.

DESVANTAGENS:

a)Não libera o vão para passagem total.

b)Reduzida estanqueidade.

Figura 98 - Basculante

2.8.7- Maxim-air ou Projetante

VANTAGENS :

a)Não ocupa espaço interno.

b)Possibilita ventilação nas áreas inferiores, mesmo com chuva sem vento.

c)Boa estanqueidade, pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição.

d)Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados.

e)A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação.

DESVANTAGENS:

a)Dificuldade de limpeza na face externa.

b)Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa.

c)Libera parcialmente o vão, caso não utilizar braço de articulação de abertura até 90°.

Figura 99 - Maximo-ar Projetante

2.8.8- Maxim-air de tombar

VANTAGENS:

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a)Ventilação boa principalmente na parte superior, mesmo com chuva sem vento.

b)Facilidade de comando à distância.

DESVANTAGENS:

a)Não libera o vão.

b)Dificuldade de limpeza na parte externa.

Figura 100 - Máximo-ar de Tombar

2.8.9- Ribalta abrir e tombar

VANTAGENS:

a)Devido às possibilidades de abrir e tombar permite amplo controle da ventilação.

b)Boa estanqueidade ao ar e água.

c)Facilidade de limpeza.

DESVANTAGENS:

a)Necessidade de grande rigidez no quadro da folha para evitar deformação.

b)Acessórios de custo mais elevado.

Figura 101- Janela de Abrir e Tombar

2.9-ACOMPANHAMENTOS:

Dependendo do tipo de material a ser utilizado na folha da esquadria, requer certos cuidados na fabricação e colocação da
mesma, seja esse material vidro, madeira, tela ou outros. Vejamos a seguir:

2.9.1-Vidro

Talvez um dos mais comuns acompanhamentos para a madeira. Tem várias particularidades que serão melhor esclarecidas
posteriormente .Aqui nos deteremos apenas a sua colocação.

É ultrapassado o uso de "massa" para a sua fixação, pois resseca com o tempo, ficando sujeita à rachaduras e esfacelamento,
aleém de péssima estética.

O uso do baguete define um trabalho mais limpo, melhor acabamento, durabilidade e segurança. Exige igual acabamento na face
externa da esquadria; problema facilmente resolvido com o uso da tupia no feitio da folha (rever maquinários no Anexo I , Pág.
192.

O procedimento correto para a colocação do baguete seria o seguinte: (Qualidade gerando qualidade).

a) fixação do baguete com prego sem cabeça, galvanizado, com o auxílio de um pedaço de madeira, para que o martelo não
machuque a peça.

b) uso de uma ponteira para empurrar a ponta do prego para dentro da peça.

c) colocação de cera protetora, o que dá um perfeito acabamento.

OBS: - usar sempre baguetes com a bitola mínima de (1,5x1,5) para evitar rachaduras na colocação.

- fazer a previsão do baguete quando do pedido da esquadria ao fornecedor para evitar atrasos.

- certificar de que o baguete não seja colocado pelo lado externo da esquadria. Preze pela sua segurança.

Essas mesmas especificações servem para a colocação dos mais diversos materiais como painéis fixos, espelhos de duas faces,

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e outros, como mostraremos mais adiante.

2.9.1.1- Propriedades:

Grande acompanhante das esquadrias em geral, o vidro precisa ser conhecido para se obter dele todo o desempenho desejado.
Características:

- passagem da luz e imagens;

- mal condutor do calor- raios infravermelhos (sol).

- impermeável aos raios ultravioletas (corpo humano).

- peso específico médio de 2,5 Kg/m2.mm

- porosidade nula (gases e líquidos).

- corrosivo ao ácido fluorídrico

- coeficiente de dilatação semelhante ao concreto e aço

- desempenho acústico

Ao se analizar o isolamento acústico de um painel de vidro é importante considerar que existem faixas específicas de frequência
nas quais os painéis não absorvem o som mas vibram coincidentemente com ele.Esse efeito de "coincidência" ocorre quando a
onda sonora se equipara com a onda de vibração do painel. Como resultado, o som não é absorvido ou issipado pelo painel, mas
transmitido para o interior do ambiente.

No caso dos vidros monolíticos, observa-se que a faixa de frequências de coincidência vai de 1.000 a 2.5000 Hz, e depende da
massa e rigidez dos painéis. Quanto maior a massa, mais baixa é a frequência de coincidência.

Os vidros duplos, com espaço de ar em seu interior, apresentam baixa isolação acústica para as frequências altas e baixas, com
desempenho melhor nas frequências médias.

Os vidros laminados, em função do efeito amortecedor da película de polivinil butiral, apresentam atenuação acústica superior à
dos vidros monolíticos e

duplos, em praticamente em todas as faixas de frequência.Obsrva-se, também, que o efeito de coincidência é bastante
minimizado.

Um número capaz de descrever o grau de atenuação acústica de painéis de vidro, chamado de CTS ( Sound Transmission Class)
foi desenvolvido pela ASTM ( American Society for Testing and Materials).

O gráfico abaixo apresenta os níveis de atenuação sonora X freuqência para alguns tipos de vidro:

CTS Atenuação Sonora

> 45 excelente

40 a 45 muito boa

35 a 40 boa

30 a 35 regular

< 30 fraca

TABELA DE TIPOS DE VIDRO E SEUS RESPECTIVOS

(CTS)

Tipo CTS

monolíticos 1/4" (6,3 mm)__ 31

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1/2" (12,7mm)__ 36

duplos 3/8" (9,5 mm)__ 28

1/2" (12,7mm)__ 31

laminados 1/4" (6,3 mm) __ 35

3/8" (9,5 mm) __ 36

1/2" (12,7mm)__ 38

OBS: Estes dados foram obtidos no Manual Técnico de Caixilhos/Janelas (ABCI), Editora PINI , 1991, São Paulo.

2.9.1.2-Acabamento dos Bordos:

-Corte Limpo

-Filetado ou escantilhado

-Lapidado chanfrado

-Lapidado redondo

-Bisotê, Bisotê Fábrica, Bisotê Fábrica 45

-Bisotê duplo

Figura 102 - Vidros : Acabamentos dos Bordos

2.9.1.3-Tipos:

Aqui vamos dar uma vaga idéia sobre quatro pontos:

- Quanto à especificação técnica;

- Quanto à forma;

- Quanto à transparência

- Quanto a estética.

Quanto a especificação técnica ou como são feitos.

1. Recozido- submetido apenas ao resfriamento gradual, sem tratamento térmico ou químico. É o vidro simples. De 4a 10mm.

2. Temperado- submetido a tratamento térmico quando do feitio. Ao quebrar, desintegra-se em pedaços menos cortantes que o
recozido.

3. Laminado- composto de várias chapas de vidro, unidas por películas plásticas aderentes. Ao quebrar, mantém presos os
estilhaços. Maior segurança.

4. Aramado- uma única chapa de vidro com fios metálicos em seu interior. Mantém presos os estilhaços. Alta segurança.

5. Térmico- Duas chapas de vidro entremeadas por camada de vácuo. Impede a troca de temperatura entre dois ambientes.

6. Térmico absorvente- Absorve pelo menos 20% dos raios infravermelhos (sol). Reduz o calor transmitido através dele.

Quanto à forma:

-Chapa plana

-Chapa curva

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-Chapa perfilada

Quanto à transparência:

-Vidro transparente - deixa passar até 90% da luz.

-Vidro translúcido-

-Vidro opaco-

Figura 103 - Vidros : Formas e Transparências

Quanto a estética ou como são os acabamentos:

- Liso- transparente, comum. Dá uma leve distorção das imagens refratadas. Imagem e luz.

- Polido- também transparente, mas não distorce imagens. Imagem e luz.

- Fosco- translúcido, pelo tratamento mecânico ou químico em uma ou duas faces.

- Impresso- ou fantasia- leva a impressão de desenhos em uma ou ambas as faces. Privacidade e discrição, com luz.

- Espelhado- reflete totalmente os raios luminosos. Leva tratamento químico em uma das faces.

- Gravado- ornamentado por tratamento mecânico ou químico.

- Esmaltado- aplicação de esmalte vitrificável em uma ou duas faces.

- Termorrefletor- leva tratamento químico em uma das faces, feito à alta temperatura.

Dimensões máximas de fabricação. (Santa Marina).

VIDRO LISO

espessuras comprimento largura peso/área

nominais em mm em mm Kg/m2

em mm

2 1300 500 5

3 2100 800 7,5

4 2500 2100 10

5 3500 2350 12,5

6 3500 2350 15

7 3950 2350 17,5

8,5 3950 2350 21,2

11 3950 2350 27,5

TEMPERADO

Colocação Colocação

em caixilhos auto-portante

espessura comp. larg. comp. larg. peso/área

nominal (mm) (mm) (mm) (mm) Kg/m2

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(mm)

6 1700 950 800 --- 15

8 2500 1500 2200 1300 20

10 2900 1900 2900 1900 25

IMPRESSO

Padrões espessuras (mm)

ártico____________ 4

boreal___________ 4

caleidoscópio___ 4

canelado________ 4

diamante________ 4

granito__________ 4

martelado_______ 4

mini-boreal______ 4

moronês_________ 4

pontilhado_______ 4 - 8 e 10mm

silésia____________ 4

quadrinho_______ 4

Dimensões (mm) : 210 x 150

e 210 x 180

ARAMADO

espessura comprimento largura peso aprox.

nominal em mm em mm em Kg

em mm

7 2000 1500 43

7 2500 1500 54

7 3000 1500 65

LAMINADO

espessura comprimento largura peso/área

nominal em mm em mm Kg/m2

em mm

6 (3 + 3) 3200 2000 15,5

7 (3 + 4) 3200 2000 18

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8 (4+ 4) 3200 2000 20,5

Categorias espessura (mm)

A _______ 8 a 10

B _______ 12 a 14

C _______ 16 a 18 comp. (mm) larg. (mm)

D________ 20 a 35 2000 1200

E ________ 30 a 35

F ________ 50 a 60 ( sob consulta )

ESMALTADO

colocação colocação

espessura em caixilho auto-portante

nominal em mm comp. larg. comp. larg.

vidro pol./liso -impr.(mm)( mm) (mm) (mm)

5 --- 1000 600 --- ---

6 --- 1300 800 800 ---

7 7 1800 1000 1100 ---

8 8 2000 1500 1900 1200

10 10 2500 2000 2200 1500

Quanto à coloração os vidros podem ser:

-Incolores

-Coloridos

Cores disponíveis:

Branco leitoso

Branco opaco

Gelo

Cinza claro

Cinza chumbo

Amarelo palha

Amarelo ouro

Verde claro

Verde médio

Verde escuro

Azul claro

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Azul

Rosa

Vermelho

Preto

2.9.2-Espelhos de duas faces:

Deve-se prever o uso de chapa de compensado ou aglomerado entre as duas faces como apoio (tipo sanduíche).O uso de
baguetes dos dois lados funciona como moldura.

2.9.3-Painéis visíveis para as duas faces:

Neste caso, duas soluções são cabíveis:

a) com baguete como moldura;

b) embutido no caixilho, já definindo as folgas laterais para cada tipo de material empregado.

Não exclui o uso do baguete (para acabamento), mais é mais seguro para materiais mais pesados.Condiciona a largura total das
placas (prever deformações). Tem sua particularidade para cada material, mas dá um ótimo acabamento e maior segurança.

São muito usados para sombreamento e ventilação.

O preechimento geralmente é feito com venezianas. (comuns e especiais).

Figura 104 - Espelho

2.9.3.1-Venezianas comuns:

São aquelas com as réguas internas ao caixilho. São as mais usadas:

- réguas feitas na "plaina "4 faces"".

- furos para o encaixe (no caixilho) feitos na "furadeira de veneziana".

- colagem com prensa no "sargento".

Processo rápido, mas limita a largura da peça, bem como o seu desenho.

Ver Anexo I - Catálogos de Maquinários Específicos nas páginas 191 à 219.

Figura 105 - Veneziana Comum

2.9.3.2-Venezianas especiais:

As réguas são externas ao caixilho, podendo variar seu desenho.

- réguas feitas em maquinários indicados.(Pág.182)

- furos para encaixe feitos um a um, de ponta à ponta do caixilho.

- colagem normal no "sargento".

A espessura das réguas é que definirá a largura das folhas (ou vice-versa), admitindo maior largura desde que usados tornos ou
outro sistema de fixação intermediária ( impedir o "trabalho" das mesmas). Seja qual for o tipo de fixação, deve ser de ponta à
ponta do caixilho, perpendicular a menor dimensão.

Figura 106 - Venezianas Especiais

2.9.3.3-Lambri:

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O mais comum são os painéis feitos com lambris verticais ou horizontais, seguindo especificações no ítem 2.4.1.2- Portas
maciças, na pág. 72.

No caso do lambri deve-se tomar cuidado com o sentido do encaixe tipo macho e fêmea para não acumular água.

Figura 107 - Fotos de Lambri Horizontal e Lambri Vertical

2.9.4-Telas ( plásticas, metálicas ou outras):

A tela é usada para permitir a ventilação, impedindo a entrada de insetos.

Pregar a própria tela ao caixilho pode provocar rasgos. Usar sempre os baguetes.

A largura máxima depende do tipo do material. No caso de telas plásticas, máximo varia entre 100 a 150 mm.

Após a colocação do baguete com a tela bem esticada é que se faz o corte da mesma.

A tela sempre terá um efeito de bloqueio visual, seja pela cor ou pelo tipo de malha.A que menos incomoda é a de malha super
fina , espessura mínima de trama e na cor cinza claro.Esta combinação oferece um maior grau de transparência.

Todas as telas plásticas apresentam alto grau de deformação, o que dificulta a colocação (esticagem) em obra.O ideal é que a
tela seja fornecida já fixada num painel para ser colocado no caixilho definitivo, rigidamente.

A colocação deve ser feita no lado interno da esquadria para evitar que ela sofra com ataques externos, como chuva, ventos ou
choques.

Figura 108 - Telas para Mosquito

2.9.5-Grades:

Usadas para proteger contra invasores.

Não é aconselhável a fixação por meio de parafusos externos devido a falta de segurança.

A fixação deve ser feita sempre por parafusos galvanizados ou chumbadores galvanizados (alvenaria).O ponto de encontro da
ferragem com a alvenaria acaba dando problemas a longo prazo devido a ferrugem.

No caso de grades em caixilhos fixos (executados como painéis), maior cuidado deve ser tomado na galvanização dos materiais
empregados, pelo fato de não ter manutenção posterior e o nivelamento dos elementos verticais ou horizontais tem que ser
perfeito.

Esteticamente, as grades são sempre um problema.Lembram prisões.As trabalhadas ou decoradas tem que ter um bom design,
exigem uma padronização modular, são de difícil manutenção e além disso podem emoldurar a paisagem de um modo nem
sempre desejado.As mais neutras seriam as grades horizontais.As grades verticais tem relação direta com as prisões.

Figura 109 - Grades

Todos os tipos de grade tem um problema de dimensionamento, seja estrutural ou pela razão principal que é a segurança. O vão
entre uma peça e outra não pode ultrapassar as dimensões da cabeça humana ( entre 12 cm - criança- a 20 cm- adulto).

Particularmente, o uso de um sistema de alarme, hoje em dia, seria muito mais prático e eficiente.

As grades, no entanto, tem um caráter simbólico de proteção e, como tal, foram objeto de designs extremamente elaborados no
decorrer dos tempos.Atualmente, a mão-de-obra especializada limita o design muito elaborado, exceto os com peças fundidas(
ferro). Novos materiais economicamente viáveis poderão superar estas limitações.

Figura 110 - Grades

2.9.6-Persianas:

Podem ser recolhíveis ou não.

As recolhíveis são as mais práticas, pois liberam o vão da esquadria.Elas podem ficar embutidas em caixas, normalmente na

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parte superior, ou no próprio caixilho da esquadria.O acionamento pode ser feito através de guias, embutidas ou não.

As não recolhíveis ficam na parte interna do ambiente e funcionam como cortinas.

As persianas são um tipo de fechamento muito prático mas pouco aperfeiçoado em nosso país (as vedações não são boas, são
ruidosas e os mecanismos de funcionamento são fracos e esteticamente feios, obrigando a um estudo de detalhe que oculte os
mesmos).

Figura 111 - Persianas

2.9.7-Cortinas:

Espaço para colocação

Tipos e precauções

Podem ser verticais ou horizontais

Quanto ao material podem ser:

-madeira

-plástico

-tecido

-linha

-alumínio

-palha

-bambú

-outros

Figura 112 - Cortinas

2.10- Ferragens:
A colocação deve ser feita após a confecção da esquadria mas a escolha do tipo deve ser feita da confecção.

Tipos:

-Dobradiças

-Trilhos / Guias / Rolamentos

-Trincos / Travas / Pinos

-Maçanetas / Fechaduras

-Pivôs / Molas

-Visores

-Contrapeso

-Maximo-ar

-Guia e Cabo ( embutido) / Basculante

Ver no anexo II, os catálogos das ferragens, nas páginas 220 à 228.

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