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Direito Empresarial I

Anotações de aula
Prof. Rodrigo
Acadêmica: Rayara Regina

AULA 07/08
HISTÓRICO
A. ANTIGUIDADE
B. ROMA
C. IDADE MÉDIA
D. TEMPO MODERNO
E. FASE CONTEMPORÂNEA

A história do direito empresarial está muito atrelada ao desenvolvimento do comércio.


Nos primórdios da Humanidade, quando o homem precisava de alguma coisa, ele a retirava da
natureza. Esse sistema funciona muito bem apenas em sociedades rudimentares.
Fase da Permuta – quando se tinha um produto em excesso, realizava-se uma troca. O problema
da permuta é que o que eu tenho em excesso tem que ser o que o outro precisa e vice-versa. Uma
correlação necessária. Só que isso nem sempre vai acontecer. Sistema falho, portanto.
O problema da permuta é resolvido com o surgimento da MOEDA. Pecus – cabeça.
A partir da moeda, temos o surgimento de uma nova classe, a classe do comerciante. O
comerciante viajava, comprava o que o outro tinha em excesso e vendia o que ele tinha.
O direito empresarial compreendido como conjunto de normas destinadas a reger as práticas
mercantis não existe na Antiguidade. Tem-se normas, regras esparsas.
Código de Hamurabi e código de Manu. à São artigos esparsos que tratam das práticas mercantis.
Avaria Grossa. à Surgiu no código de Hamurabi. Se o capitão do navio, para salvar a embarcação,
tivesse que jogar ao maras mercadorias, o prejuízo seria repartido entre o capitão e o dono da
mercadoria.
As principais normas existentes eram acerca do direito marítimo.
Os principais mercadores eram os fenícios. Para realizar o comércio, os fenícios tiveram que criar
o alfabeto. Não chegou até nós nada que os fenícios escreveram. O que sobreviveu foi graças aos
romanos.
Nesse período, temos comércio, comerciante, mas não há direito empresarial.
EM ROMA, não temos o direito empresarial por três motivos.
a. O comércio não é uma atividade valorada pelos romanos. Os romanos valorizavam a arte,
a filosofia, a guerra. O problema aqui é a cultura.
b. Problema religioso. A Igreja condena a usura e a agiotagem que são justamente o objeto da
prática pelo comerciante. Desse modo, são os BÁRBAROS que exercem o comércio em
Roma.
c. O problema segundo o qual o direito romano, apesar de formalista, dava ampla liberdade
para realizar as atividades. Então, o direito romano resolvia a questão do comércio por si
mesmo sem precisar dessa codificação específica.
No final do IR, os romanos começam a enxergar que o comércio é uma atividade lucrativa. à
Interesse pelos romanos, mas eles não podem praticar a atividade. à SAÍDA: colocavam os
escravos e os seus filhos para praticarem o comércio porque os pais tinham a propriedade dos
seus filhos até que eles se casassem e o escravo era coisa/bem.
Clássico exemplo da figueira com os galhos entre dois terrenos. à O vizinho corta os galhos.
Pretor para resolver o litígio. à Árvore x figueira – a simples diferença na nomenclatura faz com
que o sujeito perca a causa.
DIREITO ROMANO EXTREMAMENTE FORMALISTA.
- PACTA SUNT SERVANDA. O contrato faz lei entre as partes. O pacto é livre, ideia de
liberalidade. O contractus é obrigatório. à Evolução temporal; pacto e contrato passam a ter a
ideia de obrigatoriedade.
FORMALISMO é bom para o direito empresarial por causa da segurança jurídica. à Para o
comércio, a segurança era fundamental e também a liberdade o era, porque o comércio é
altamente mutável. Isso tudo muito importante, principalmente nesse começo.
ROMA – tem comércio, comerciante, mas não tem direito empresarial.
QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO. Estado desestruturado. Senhores feudais (proprietários de
terra). O comércio sofre substancial diminuição porque eles consumiam o que produziam.
Posteriormente, fuga dos feudos ou expulsão. As cidades marítimas italianas começam a
exercer o comércio, só que estamos ainda em um período de instabilidade. Então, os
comerciantes se reúnem e se estruturam em associações de ofício que são as corporações de
ofício. Eram necessárias as normas. Se tudo ficasse livre demais, não tinha jeito. Daí surge o
direito comercial = DIREITO CRIADO PARA ORGANIZAR AS CORPORAÇÕES DE OFÍCIO.
Dos USOS, ASSEMBLEIAS E JULGADOS vão sair as regras.
Cônsul – chefe da corporação de ofício.
Algumas cidades eram tão fortes como comércio que o direito comercial se confundia com as
regras que organizavam a sociedade ali estabelecida.
Passa o tempo e o Estado toma o poder para si novamente. O Estado passa a aceitar o direito
comercial como novo direito.
A Itália perdia a hegemonia comercial porque você tem Portugal, Espanha e outros Estados se
destacando. Todavia, no que diz respeito ao direito comercial, a Itália continua como o principal
expoente. 1653 – BENEVENUTO – obra narrando as práticas mercantis da época.
DINHEIRO. à PODER (para adquirir mais riquezas). à Burguesia toma o poder em 1789 com
a Revolução Francesa e, até hoje, não o perdeu.
Para tomar o poder é preciso ter o apoio da massa. E a burguesia teve o apoio da população,
porque mostrou que o cenário não era bom, era ruim e porque propôs mudanças. APOIO
POPULAR COM O ADVENTO DO ILUMINISMO.
É preciso dar uma resposta para a população, caso contrário, quem está no poder cai.
O lema da revolução francesa é LIBERDADE, igualdade e fraternidade.
A tomada de poder é para manter os privilégios ou aumenta-los.
Antes, quem podia ser comerciante era aquele que fosse burguês ou membro de uma
corporação de ofício. O membro de uma corporação de ofício já saia na frente porque tinha
dinheiro e conhecimento.
Advento da Lei Le Chapelier – proíbe as corporações de ofício. O outro problema era relativo à
igualdade – mesmos direitos e mesmas obrigações.
Se comerciante, pratica o comércio. à Direito empresarial.
Se cidadão, pratica o comércio. à Direito comercial.
O direito comercial é bom para quem é comerciante.
è Muda-se a teoria. A partir de agora, o direito comercial não é mais o direito do comerciante.
Temos uma série de atos e atividades elencados na lei. ATOS E ATIVIDADES = ATOS DO
COMÉRCIO. à Qualquer um que praticar esses atos será regido pelo direito comercial. Ou
seja, passa-se a levar em consideração o objeto, a atividade desenvolvida. Esses atos e
essas atividades são aqueles que eram praticados comerciante. Então, não se aplica mais
a lei sobre o comerciante, mas sobre o objeto. No fundo, nada muda.
1808 – o Código Napoleônico já adota essa teoria.
TEORIA DOS ATOS DO COMÉRCIO – deixa de ser um direito subjetivo para ser um direito
objetivo.
A agricultura, pecuária, pesca, imóveis e mineração ficam fora do código Napoleônico, pois os
burgueses haviam tomado o poder dos antigos reis e senhores feudais, aqueles que
desenvolviam essas atividades relacionadas com a terra. Logo, é uma explicação política.
1850 – Revolução Industrial. Com ela, surge a classe industrial
Guerras Mundiais.
Uma guerra, uma revolução, para que ela esteja certa, precisa do apoio da população.
1942 – Novo Código Civil Italiano – um código fascista que tenta unificar em um todo o direito
privado. A melhor legislação é quanto mais completa ela for.
Fase mais Principiológica – legislação mais aberta em virtude da pluralidade social. TEORIA
DOS MICROSSISTEMAS.
Os italianos, para convencerem a população, reconhecem a falha da teoria dos atos do
comércio.
A partir do momento em que você elenca as atividades, ocorre um engessamento. A colocação
taxativa não é, portanto, positiva. à Mutável. à Aparece, então, a TEORIA DA EMPRESA ou
TEORIA DA FIRMA em 1942 (adotada no Brasil junto com o direito civil). Segundo essa teoria:
“A empresa é a atividade econômica organizada para produção e circulação de bens e
riquezas.”
Atividade econômica = visa o lucro.
O Industrial aparece primeiro que o comercial.
Aqui não se trata de uma definição taxativa, não impede a evolução.
Toda e qualquer atividade econômica organizada.
Organizada = produção em série, em massa, em larga escala.
O Direito empresarial é mais amplo, inclui mais atividades que o direito comercial.

1850 – Brasil – Código Comercial, que vigora até hoje. Inspirado no Código Napoleônico. Traz
a teoria dos atos do comércio. Primeiro e único código comercial.
Última grande alteração veio com o CC de 2002. Revogou a primeira parte do Código Comercial
e trouxe a teoria da empresa. O Brasil é um dos poucos países que adota a teoria da empresa.
Acontece que por essa teoria engloba todas as entidades que existem e que visem lucro de
forma organizado.
Não será empresário, não será regido pelo direito empresarial aquela atividade intelectual,
literária, artística e científica. A justificativa é que não eram atividades organizadas. Quem
exerce atividade intelectual são os profissionais liberais – médico, advogado etc. Não são
atividades organizadas porque a atividade intelectual não é organizada, não é a mesma coisa
repetida continuamente, ela muda, transforma-se – de manhã o advogado está dando aula, a
tarde advogando sobre posse e propriedade, pela manhã tem um divórcio etc.
Porém, já começa a sofrer críticas a exclusão dessas atividades.
Para quem adota a teoria da análise econômica do direito empresarial, toda atividade
econômica não organizada não é objeto da sua análise.
Procedimento da recuperação e falência – só pode ser invocado pelo empresário para
recuperar-se de uma crise econômica.
DEFINIÇÃO
DIREITO EMPRESARIAL É o conjunto de regras jurídicas que regulam as empresas e os
empresários bem como os atos considerados empresariais, mesmo que esses atos não
se relacionem com as empresas.
Empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou
serviços.
Empresário é a pessoa natural ou jurídica que exerce profissionalmente a atividade econômica
organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. Art. 966 do CC.
Pessoa NATURAL OU JURÍDICA. O empresário pessoa natural ocorre quando a pessoa exerce
a atividade econômica para o seu próprio fim. Não tem como diferenciar a figura do empresário
da pessoa natural. Logo, a responsabilidade é ILIMITADA. O seu patrimônio responde por toda
a empresa.
Em compensação, temos a pessoa jurídica. A pessoa jurídica é quando uma ou mais pessoas
constituem uma pessoa jurídica que vai exercer essa atividade econômica por eles.
Eireli. Pessoa jurídica constituída por uma única pessoa.
Quando se cria uma pessoa jurídica, quem passa a ser empresário é a pessoa jurídica.
É o conjunto de regras jurídicas que regulam as empresas e os empresários bem como
os atos considerados empresariais, mesmo que esses atos não se relacionem com as
empresas.
Hoje em dia, já se defende muito a lei da recuperação em falência para quem não seja
empresário.
Teorias do direito empresarial.
A. Direito do comerciante. – não é mais aplicada nenhum país do mundo. Teoria de cunho
subjetivo, que leva em consideração a pessoa. Essa teoria aplicaria ou não o direito
comercial se você fosse ou não um comerciante. Porém, nessa época, para ser comerciante
precisava preencher três requisitos:
1. Intermediação. – aquele que faz a ligação do produtor com o consumidor. Esse que
procede a intermediação. Por essa teoria, se o produtor vender direto pro consumidor
não é um ato comercial porque não teve a intermediação; aplicar-se-ia, então, o direito
civil.
2. Intuito de lucro. - intenção de obter o lucro.
3. Permanência. – o ato praticado constantemente que gera a profissionalização. Sempre
em um determinado período. A permanência não precisa ser todo dia.
B. Direito dos atos do comércio. – A teoria aplicada na maioria dos países até hoje. Teoria de
cunho objetivo. Elenca uma série de atos estabelecidos na nossa legislação que a lei vai
chamar de ATOS DO COMÉRCIO e qualquer um que prática esses atos está abrangido pelo
direito comércio.
Essa teoria formulada na Revolução Francesa e presente no Código Napoleônico de 1808.
Os atos comerciais estão elencados na lei.
Com o passar dos anos, essa teoria começou a sofrer críticas.
Primeiro, que a teoria dos atos do comércio é tudo menos uma teoria. Porque ela elenca os
atos do comércio sem levar em consideração nenhum critério científico, Só critérios de cunho
político.
Começou a ocorrer divergências entre os países, porque em outros países essas cinco
atividades foram incluídas no código comercial. Ex. maior é a Inglaterra, em que os senhores
feudais auxiliaram a burguesia a chegar ao poder.
Quando essa teoria elenca os atos, ela começa a engessar o direito comercial, a evolução
que lhe é intrínseca.
C. Direito de empresa. – construída no código civil italiana de 1942. Teoria formulada na época
do fascismo.
Traz como sendo o direito comercial a teoria da empresa (atividade economicamente
organizada
Faz com que o direito empresarial se preocupe com a atividade economicamente
organizada.
Inclui todas as atividades. Bom porque passa a ter uma teoria e não engessa o direito
empresarial, permite a evolução.
O problema da teoria é que o art. 966 § único estabelece que não será considerado
empresário quem exerce atividade intelectual, literária, artística e científica. Porque não
seriam atividades exercidas de forma organizada para produção em massa.
Alguns autores falam que a teoria da empresa no Brasil é uma teoria subjetiva, que leva em
consideração a pessoa. Alguns autores alegam isso porque o art. 966 conceitua o
empresário, então a teoria é de cunho subjetivo. Só que o que será empresário e o que não
será empresário será determinado pela atividade empresária que ele exerce.
Art.966 §único. – Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Todo o código civil italiano que serviu de base para nós era fascista, autoritário.
“Salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”. à
Atividade empresária – olhar o que predomina.
Características – colocadas justamente para diferenciar o direito empresarial do direito civil.
a. Simplicidade – o empresário ganha em volume, quantidade; por isso é uma atividade
organizada.
Já o direito civil é formalista. O que é mais formal, ganha em segurança jurídica.
b. Internacionalidade – o direito empresarial visa o mercado externo; sempre ampliar o
mercado consumidor; porque quanto maior o número de interessados, maior as vendas.
Já o direito civil é totalmente nacionalista.
c. Celeridade – para ser simples tem que ser rápido porque ganha em quantidade, em volume.
d. Onerosidade – o direito empresarial visa o lucro.
e. Elasticidade – o direito empresarial está sempre crescendo, ampliando, incluindo novas
atividades econômicas.

Divisão do Direito Empresarial


É claro que o direito, por ser uma ciência, é indivisível. Essa divisão que fazemos serve para
facilitar o estudo, compreensão.
1. Divisão Clássica
a. Terrestre –
• Teoria geral
• Empresário
• Contratos
• Títulos de crédito
• Falência
b. Marítima – transporte marítimo
c. Aeronáutico – transporte aéreo e tudo relacionado com aviões

2. Orientação do código comercial


a. Do comércio em geral.
Teoria geral
Empresários
Títulos créditos
Contratos
b. Do comércio marítimo – SÓ ele se aplica do código comercial
c. Das Quebras – Falências 1852
d. Jurisdição Comercial – tribunais

3. Divisão do Código Civil de 2002


a. Dos contratos – não divide os mercantis e os civis.
b. Títulos de Crédito – somente a teoria geral; os títulos de crédito em espécie não estão
presentes.
c. Direito de Empresa – o que nós vamos estudar.
A MAIOR PARTE DO DIREITO EMPRESARIAL SE ENCONTRA EM LEIS ESPARÇAS.
Fontes – de onde se origina o direito.
A. Materiais – é empregado para designar os órgãos elaboradores das normas jurídicas.
Normalmente é o poder legislativo. Em algumas situações o judiciário e o executivo.
B. Formais – são os meios pelos quais as normas jurídicas se exteriorizam.
Fontes do direito empresarial.
A. Lei – no sentido amplo.
B. Costumes.
Classificação das fontes
A. Primárias, diretas ou imediatas
B. Secundárias, indiretas ou mediatas
Costumes
São as normas observadas uniforme, pública e constantemente pelos empresários de uma
praça e por estes consideradas como juridicamente obrigatórias para, na falta da lei, regularem
determinados negócios.
à Requisitos
a. Conforme a boa-fé
b. não contrárias às leis
à Classificações por casos
a. gerais
b. locais
a. gerais
b. especiais
à Os assentos dos usos.
à Conceito de empresa para Alberto Asquini
a. Funcional
b. Patrimonial
c. Subjetivo
d. Corporativo
à Empresa, empresário, estabelecimento, sócio.
è Espécies de agentes econômicos
A. Sociedades empresárias, eireli, empresário individual.
B. Sociedade simples, profissional intelectual.
Espécies de empresário.
a. Empresário individual.
b. Empresário individual de responsabilidade limitada.
c. Sociedade empresária.
Na última aula, vimos que as fontes são a origem do direito. Fontes formais – designam os órgãos
que criam o direito. Fontes materiais – de onde as normas se exteriorizam.
As fontes se classificam em:
a. Primárias – onde nós vamos em primeiro lugar, que são as leis empresariais. Aqui,
lei é sentido amplo, lato.
Art. 170 pra frente tem artigos que trazem os princípios e sobre o direito empresarial
em geral (constituição).
b. Não estando regulamentado pelas fontes primárias, recorre-se às fontes secundárias.
Essas são as leis civis e os usos e costumes, respectivamente.
Ex. de usos e costumes: o contrato se considerada executado no comércio eletrônico
quando a pessoa recebe o e-mail de confirmação da compra.
Costumes.
São as normas observadas uniforme, pública e constantemente pelos empresários de uma praça
e por estes consideradas como juridicamente obrigatórias para, na falta de lei, regularem
determinados negócios.
Uniforme – uma forma, mesma forma. Para ser costume tem que estar em uma forma.
Pública – todo mundo.
Constantemente – pelos empresários de uma área.
Ou seja, a gente sempre pratica aquela coisa de uma mesma forma, publicamente é porque
acreditamos que aquilo está regulamentado em lei.
No direito empresarial, uso e costume são termos iguais.
Os usos podem:
ü Ser gerais: aplica-se ao país todo.
ü Locais – em cidades específicas.
E
Geral se aplica a todo o direito empresarial.
Especial se aplica a um determinado ramo do direito empresarial.
No direito empresarial, os usos são tão importantes que o empresário pode solicitar o assento dos
usos. O registro dos costumes na junta comercial. Objetivo: facilitar a comprovação. Ex.: na
JUCEMG só tem um costume assentado que é o cheque pré-datado.
Obs.: Junta comercial – órgão que vai fiscalizar e controlar os empresários.
Alberto Asquini – doutrinador no direito italiano – todos os problemas que nós temos sobre empresa
é justamente porque a palavra empresa tem vários significados.
1. Sentido funcional – a empresa seria a própria atividade.
2. Patrimonial ou Objetivo – leva em consideração o conjunto de bens que o empresário utiliza
para exercer a atividade econômica. Empresa = estabelecimento.
3. Subjetivo. Empresa = empresário
4. Corporativo. A palavra empresa seria uma instituição. O empresário com o trabalhador,
ambos visando o mesmo objetivo.
Críticas: 1. Uma palavra que serve pra tudo, acaba servindo para nada.
2. já temos na lei o conceito de empresa e empresário. Já existe algo bem aceito pela doutrina,
pela legislação. Para que usar no sentido patrimonial e subjetivo se já existe uma denominação,
determinação sedimentada?
3. É óbvio que o empresário não está unido ao trabalho.
Sobra o sentido de empresa no sentido funcional. Que é o conceito que a maioria da doutrina
adota.
Empresa – atividade econômica organizada para a produção de bens e serviços. A função
exercida.
Empresário – quem exerce a empresa.
Estabelecimento – conjunto de bens.
O empresário exerce a empresa sob o estabelecimento.
Sócio – aquela pessoa que ser a outro para registrar na junta e exercer a atividade empresa.

Empresário Sócio

Empresa
Estabelecimento

Administrador – órgão, representante do empresário


Espécies de agente econômico.
Empresário individual- exerce a atividade econômica no seu próprio nome. Na teoria, não tem
nem que ter CNPJ, mas ele tem para fins de cadastro na Receita Federal. Por uma questão
tributária.
EIRELI – que exerce a atividade econômica é a pessoa jurídica, a EIRELI. Isso para não ter a
responsabilidade ilimitada.
Sociedade empresária – junção, união de 2 ou mais pessoas para exercer uma atividade
econômica.

• Condições à aquisição da qualidade de empresário:


a. economicidade: são as atividades referentes à criação de riquezas
b. organização: são as atividades que implicação na cooperação de organização dos fatores da
produção
c. profissionalidade: são as atividades exercidas habitual e sistematicamente.
• Requisitos do empresário individual
a. pleno gozo da capacidade civil
b. não ser legalmente impedido
• Os legalmente impedidos:
a. Os chefes do poder executivo.
b. Magistrados.
c. Militares.
d. Falidos, enquanto não forem legalmente reabilitados.
e. Os cônsules, nos seus distritos, salvo os não remunerados.
f. Os funcionários públicos, salvo como sócios que não exerçam cargos de administração.
g. O condenado, pelo período da condenação.
h. Os médicos para exercício simultâneo da farmácia e vice versa.
• Consequências da violação da proibição. Art. 973 do CC.
• O estrangeiro empresário.
• A mulher casada empresária.
• Continuidade da empresa pelo incapaz.
• O incapaz como sócio (art.974, §3º).
Empresa = atividade.
Empresário = vai exercer a empresa. Assume o risco.
Sociedade empresária, EIRELI OU empresário individual.

Quais os requisitos para ser empresário:


a. Economicidade. O empresário é aquele exerce a atividade visando o lucro. Com isso,
excluímos do direito empresarial aquelas atividades que não visam lucro, que são exercidas
na forma da associação ou da fundação.
b. Organização. Aquela atividade em série, em massa, em larga escala. Foi a justificativa para
tirar da atividade empresária a atividade intelectual, artística, científica.
c. Profissionalidade. Convém tirar do conceito de empresário aquelas atividades que
desenvolvemos de forma esporádica, como, p. ex., no caso em que a pessoa vende seu
veículo.
OBS.: REGISTRO é condição para ser regular, mas não é condição para ser empresário ou
não. Irregular, você tem todo o ônus e nem um bônus.
Então, se eu sou uma sociedade empresária, uma EIRELI ou um empresário individual, tenho
que preencher esse requisito.
Para ser empresário individual, também tenho que cumprir outros dois requisitos – estar no
pleno gozo da capacidade civil e não ser legalmente impedido. Se você tem o pleno gozo da
capacidade civil, pode exercer todos os direitos civis.
Emancipação acontece pelo casamento, p. ex., e, em um caso, uma jovem de 16 anos casa, de
boa-fé, com uma pessoa que já está casada. O casamento superveniente é nulo. Ela permanece
emancipada? Pela aparência, manutenção da emancipação (opinião do prof.).

Os legalmente impedidos são aquelas pessoas que têm capacidade, mas por estarem em
determinada condição, não podem ser EMPRESÁRIOS INDIVIDUAIS.
Lista prevista em lei.
São legalmente impedidos: os chefes do poder executivo; magistrados (aposentou, acabou);
militares; os falidos enquanto não forem legalmente reabilitados (só está sujeito à falência o
empresário)
O falido se reabilita quando paga todos os credores ou pelo menos 50 por cento dos créditos
quirografários = créditos que não têm garantia. Ou esperar cinco para sair a sentença de falência
se você não conseguir pagar nem 50 por cento dos créditos quirografários. Ou 10 anos se
condenado por crime falimentar = previsto na lei = Art. 168-178 da lei de falências. Quando você
fale, tem uma lista dos credores.
... os cônsules; funcionários públicos, a não ser eu não exerçam cargos administração; os
médicos para exercício da farmácia e vice-versa.

• Consequências da violação da proibição. Art. 973 do CC.


• O estrangeiro empresário.
• A mulher casada empresária.
Até 1973, a mulher, quando se casava, tornava-se relativamente incapaz.

Art. 974, pode incapaz por meio de representante ou devidamente assistido


Para isso acontecer, é necessário uma autorização judicial em que o juiz vai verificar ...
Os bens que você já possuía não vão arcar com a responsabilidade. Empresário individual
incapaz de responsabilidade limitada. Alvará judicial.
Não é bom porque quem assume a responsabilidade toda é o representante ou assistente.
Abre-se uma exceção PARA CONTINUAR uma empresa que tinha constituído quando era
capaz ou recebeu de herança.

O incapaz pode ser sócio ...


O incapaz pode ser sócio desde que ele não aumente a sua responsabilidade.
§3º se refere à sociedade limitada

AULA 31/08

• Sociedade entre cônjuges – Artigos 977 e 978.


Art. 977 – Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde
que não tenham casado no regime de comunhão de universal de bens, ou no da
separação obrigatória.

Regime de comunhão universal de bens – até 1973, tudo que você possuía antes,
durante e depois do casamento pertencia aos dois.
Regime de comunhão parcial é o mais comum.
Se você casar no regime de comunhão universal, tudo que pertence a um, pertence
automaticamente ao outro. A ideia do legislador foi de que o que pertence a um pertence
ao outro, então, como que eu vou deixar você constituir sociedade com alguém que já
tem metade do que você tem.
Porém, são dois com personalidades distintas, com responsabilidades distintas.
Então, deveria ser não só comunhão universal, mas também comunhão parcial na
constância do casamento. Essa norma chega em situações que não pode explicar,
responder.
Ex.: se você já tinha uma sociedade constituída com base na norma anterior, veio a nova
lei. A sociedade, o contrato tem que alterar porque a sociedade é de trato contínuo, o
que faz necessário que ela tenha que se adaptar à nova norma.
Os dois não podem ser sócios entre si. Então, eles não pode comprar os dois ações na
Petrobrás, p. ex., porque eles não podem ser sócios. Porém, não tem como controlar
isso.

Regime de separação obrigatória – lei te obriga a casar com separação total de bens.
Casos determinados pela lei.

Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer
que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou
gravá-los de ônus real.
Objetivo do art.: celeridade, autonomia.
Ex.: de fraude para separar e não deixar nada para outro.
APENAS EMPRESÁRIO INDIVIDUAL.
Se é sociedade, é pessoa jurídica. Novo ser, novo ente.

• Empresário rural – art. 971.


Cabe ao rurícola ser ou não empresário. Se ele quiser, ele registra na junta comercial.
Caso contrário, ele é regido pelo direito civil.
No Brasil, temos dois tipos de agricultura:
a. Subsistência. Máximo 1 ou 2 empregados, baixa tecnologia, vende de pouco
excedente.
b. Agronegócio. Grandes extensões territoriais, uma, no máximo duas culturas, com alta
tecnologia.
Esses grandes rurícolas registrarem na junta comercial. O agricultor de subsistência
continuar sendo regido pelo direito civil.
Então, no Brasil, o rurícola vai fazer a opção de ser ou não empresário.

• Sociedade por ações e sociedade cooperativa (art.982, § único).


Sociedade por ação são a sociedade anônima e a sociedade em comandita por ações
(aquela sociedade que tem dois sócios, o administrador tem responsabilidade ilimitada;
o que não é administrador, tem responsabilidade limitada).
A sociedade por ações adotou a cooperativa, é SOCIEDADE SIMPLES.
ADOTOU A FORMA DE COOPERATIVA, É SOCIEDADE SIMPLES.

ADOTOU A FORMA DE S.A., SÃO SOCIEDADE EMPRESÁRIAS.

Cooperativa – união de pessoas para auxiliar na sua profissão.

• Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI) (Art. 980 – A e Lei 12441/11).


a. Constituída por uma única pessoa
b. Capital integralizado não inferior a 100 salários mínimos.
c. Nome empresarial forma pela inclusão da expressão (EIRELI). Após, a firma ou
denominação.
d. A pessoa natural somente pode figurar em uma EIRELI.
e. Poderá ser resultado da concentração de cotas em uma pessoa.
f. Poderá ser atribuída à EIRELI constituída pela prestação de serviços de qualquer
natureza. Remuneração recorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor OU de
imagem, nome, marca ou voz de que seja detento o titular da pessoa jurídica,
vinculados à atividade profissional. – se eu sou um cantor, um jogador de futebol etc.,
eu posso cria uma EIRELI para explorar minha imagem, minha voz etc.
g. Aplicam-se, no que couber, as normas da sociedade limitada.
No mundo todo, tínhamos duas espécies de empresário individual:

• Empresário individual de responsabilidade limitada – pegava parte do patrimônio e


transferia para a empresa; aquele bem transferido que respondia
• Sociedade unipessoal – única pessoa constituía uma pessoa jurídica e colocava bens
nessa pessoa jurídica para ela ser empresária e exercer a atividade econômica.
O Brasil não adotou nenhuma das duas ideias, mas criou uma nova regulamentação.
Incapaz pode constituir EIRELI? Se for considerada sociedade, pode. Se for sociedade empresária
individual não pode. A EIRELI não é nenhum dos dois.
A lei fala que é constituída por uma única pessoa. A pessoa jurídica pode constituir EIRELI?
A EIRELI é uma pessoa jurídica. Art. 44 do CC. MAS ELA NÃO É UMA SOCIEDADE.

Localizado art. 980-A. Os artigos que tratam da sociedade começam no art. 981. Não é nem
sociedade e nem empresário individual. É UMA NOVA FIGURA JURÍDICA.
Se a pessoa falou que integralizou, mas não integralizou, ela vai responder ilimitadamente porque
caso contrário se estimula a fraude.
A pessoa natural só pode ter uma eireli. A pessoa jurídica pode ter mais de uma.
Qualquer cartório faz o registro de qualquer atividade de prestação de serviços de qualquer
natureza. COM EXCEÇÃO do ADVOGADO, porque o Estatuto da OAB proibiu que o advogado se
constitua em qualquer modo de empresário. MAS aí veio uma lei que admitiu o advogado como
sociedade unipessoal.
Aula de empresarial
04/09
Obrigações gerais para os empresário:
a. Registrar-se na junta comercial.
b. Manter escrituração regular.
c. Levantar demonstrações contábeis periódicas.
Registro de empresa.

• Legislação: lei 8934/94, Decreto 1800/94 e art. 1150 a 1154 do código civil.
• Órgãos do registro
a. Departamento de Registro Empresarial e integração (DREI) (DECRETO 8001/2013)
b. Juntas Comerciais.
Finalidades do Registro:
a. Dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos atos jurídicos das
empresas mercantis.
b. Cadastrar as empresas nacionais e internacionais e manter atualizadas as informações
pertinentes.
c. Proceder à matrícula dos agentes auxiliares, bem como o seu cancelamento.
Atos do Registro:
a. Matrícula
Leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes comerciais, trapicheiros, administradores de armazéns
gerais.
b. Arquivamento.
1. Constituição, alteração, dissolução e extinção de firmas individuais, sociedades e
cooperativas.
2. Os atos relativos a consórcios e grupo de sociedades.
3. Os atos e documentos
Empresário tem três obrigações.
Se o empresário não cumprir essas três obrigações ele está irregular, mas não deixa de ser
empresário. Terá todos os ônus, mas não terá o bônus.
As obrigações são:

• Registrar-se na junta comercial


• Ter os livros contábeis em ordem
• Fazer o balanço
Em regra, o empresário tem que fazer o balanço uma vez ao ano. Sempre no dia 31 de dezembro.
Também pra declaração do imposto de renda.
Obrigação do empresário, mas realizado pelo contabilista, com exceção do micro empresário
individual (renda bruta de até 60 mil ao ano), todo empresário tem que ter um contabilista.

Registro da empresa.
Lei 8934/94, que sofreu regulamentação pelo decreto 1800/96. Mais artigos 1150-1154 do código
civil.
O decreto é basicamente a reprodução da lei mais alguns pontos. LER ELE.
Lei de 94, decreto de 96.
ANTES da teoria da empresa que é de 2002. Ler fazendo as devidas alterações.
Junta comercial deveria chamar junta empresarial, por exemplo.
A lei decreto trata do registro de eempresa e atividades afins - cooperativa - toda cooperativa é
registrada na junta comercial, apesar de ser uma sociedade simples.

Órgãos do registro
Departamente de registro de empresa e integração - DREI - instituído em 2013 em substituição ao
DNRC - porque quis colocar a secretaria das micro e pequenas empresas quase com a mesma
forma ...
Jogou o drei pra dentro das micro e pequenas empresas.
Drei - em BSB - já que faz parte da secretaria de micro e pequenas empresas - função de fiscalizar,
normatizar e sanar as dúvidas das juntas comerciais.
Ou seja, nada é registrado no DREI. A gente registra nas juntas comerciais. Quem efetivamente
realiza o registro é a junta comercial.
Junta comercial - ou é um órgão ligado à secretaria de segurança dos Estados ou é uma autarquia
estadual. (Estaria mais próxima da secretaria da fazenda)
Ex.: JUCEMG - autarquia estadual
Fazem parte do ente da federação - Todos os Estados e no distrito federal.
Normalmente, são todas autarquias federais.
Ex.: eu quero exercer atividade em todos os estados, tenho que registrar em todas as juntas
comerciais. O código civil já prevê um registro único, mas não tem como por causa de uma questão
tributária.
Em matéria de direito comercial/Empresarial, decreto 1800 vinculado ao DREI
EM matéria de direito tributário e administrativo, vinculado aos Estados
JUNTA comercial não entra em questão de mérito. Na hora de arquivar os documentos, Verifica-
se se cumpriu ou não os requisitos.
Autarquia estadual - organiza e cobra os emunumentos das taxas.
Matéria tributária e administrativa vinculada aos Estados.

➡Qual a finalidade do registro?

A finalidade é o Estado ter um controle -saber quem é o empresário, onde ele se localiza e qual a
atividade que ele exerce. Porque baseado nisso o Estado toma as suas decisões.
Além disso, o registro dá publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos atos jurídicos por ela
praticados.
Cadastra empresas nacionais e estrangeiras para atuar em território brasilieiro.

Tem alguns profissionais que,por uma questão de tradição, Ainda são cadastrados na junta
comercial.

ATOS DE REGISTRO DA EMPRESA


REGISTRO - possui matrícula, arquivamento e autenticação.
O que vc matricula? Quem são matriculados? Os leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes
comerciais (quando precisa, a junta comercial faz concurso), trapicheiro (administradores de
armazém pra importação e exportação de mercadorias - vc vai importar ou exportar mercadoria e
precisa fazer o desembaraço aduaneiro - enquanto o trâmite burocrático acontece, as mercadorias
ficam nesses armazéns), administradores de armazéns gerais (época de safra - preço da
mercadoria cai - se vc tem dinheiro, pecuarista tem que esperar a entressafras - o agricultor que
tem grana guarda as suas mercadorias nos armazéns gerais - warrant e conhecimento de depósito
- quando vc detém o conhecimento de depósito significa que vc é o proprietário da mercadoria -
pega dinheiro emprestado e entrega o warrant que é a mercadoria como garantia - se vc n precisa
disso, é só transmitir o conhecimento de depósito - atraves dos dois, vc consegue esperar a
entressafra,vender a mercadoria por um preço menor e consegue gerar recurso no mercado
através do warrant - conhecimento de depósito é o título que reconhece a propriedade da
mercadoria - warrant é que quando vc pega recurso, vc capta um recurso do mercado, então vc dá
uma garantia daquele valor - um título de garantia de que aquela mercadoria está lá); serviço de
arquivamento (constituição, alteração e dissolução
Lei de 96 - 2012 surge a Eireli - e entra nisso tbm
Os atos relativos a consórcio e grupo societário - consórcio = união de dois ou mais empresários
para empreendimento e cada um fica responsável por uma parte da obra. Se um dos empresários
não cumpre sua parte, o outro não tem responsabilidade de cumprir isso que não foi feito.
Grupo de sociedade = quando um empresário exerce grande influência em outro. Quando você
diversifica as suas atividades, uma acaba ajudando a outra. Para manter a força no mercado. Ex.:
bradesco tem um grupo. Não guardar todos os ovos em uma mesma cesta. Diversificação de
atividades diminui os riscos.

Mudei o administrador na minha sociedade. -- arquivamento na junta que nomeou outro


administrador.

Autenticação - carimbo - junta comercial carimba os livros e a cópia de todos os documentos que
estão arquivados na junta - todos os documentos saem com a chancela da junta comercial.

Procedimento

Consequências da falta do registro.


a. Responsabilidade ilimitada dos sócios.
b. Não pode pedir a falência do outro empresário.
c. Não pode requerer a recuperação judicial ou extrajudicial.
d. Sanção de natureza fiscal e administrativa, como impossibilidade de CNPJ e cadastros
estaduais e municipais.
Proibição de registro,
a. Impedimento em razão da pessoa.
1. Quando o titular

Procedimento.
Feito o documento, o empresário tem 30 dias para requerer seu arquivamento.
Indeferido o arquivamento, o empresário tem 30 dias para sanar o vício ou pedir reconsideração.
Indeferido a reconsideração, tem 30 dias para sanar o vício ou propor recurso ao plenário da junta
comercial.
Indeferido o recurso, o empresário tem 30 dias para sanar o vício ou recorrer ao secretário geral do
DREI.
Indeferido o recurso, somente mediante ordem judicial o documento será arquivado.
Tem que percorrer todas as instancias para só então propor ação judicial ou a partir do primeiro
indeferimento já pode propor ação judicial? A partir do primeiro indeferimento já pode propor ação
judicial.
Quando se propõe o arquivamento dentro do prazo de 30 dias da feitura do documento, vai
acontecer que passado os trinta dias, vai requerer o arquivamento, mas os efeitos só passaram a
vigorar do deferimento do arquivamento.
Obedecendo o prazo de trinta dias, o documento passa a ter valor desde a época da sua
elaboração. Por isso é importante obedecer o prazo de trinta dias. SÓ SURTE EFEITOS DESDE
O DEFERIMENTO DO ARQUIVAMENTO.
Pediu o deferimento do arquivamento. – Foi indeferido porque possui um vício.
Art. 104 do CÓDIGO CIVIL.

Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:

I - agente capaz;

II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;

III - forma prescrita ou não defesa em lei.

O empresário terá que fazer um novo documento e pagar novamente os emolumentos.

Sanados os vícios, o empresário precisa pagar as taxas e emolumentos

Vício insanável

Vício sanável – corrigir dentro do prazo de trinta dias, não precisa pagar de novo as taxas e
emolumentos.

Não concordando com o indeferimento. Pedido de reconsideração para o próprio órgão que
analisou.
Acontece que a JUNTA COMERCIAL tem dois órgãos, o VOGAL e as TURMAS.
VOGAL – 1pessoa. 3 dias uteis para deliberar a questão.
TURMA – 3 PESSOAS. 10 DIAS ÚTEIS. Fica com os assuntos mais complexos, assuntos
relacionados com a sociedade anônima, incorporação, fusão, cisão, transformação, grupo de
sociedades.
Sociedades anônimas = responsabilidade limitada das suas ações. Cada acionista só responde
pelas suas ações. Ações comercializadas na bolsa de valores.
Incorporação = quando uma sociedade incorpora a outra, a incorporadora permanece e a
incorporada desaparece.

Fusão = junção de dois ou mais empresários para formar um novo empresário.


Cisão = sociedade que se transforma em duas ou mais.
Transformação = mudança do tipo de sociedade, do tipo societário.
Consórcio = quando dois ou mais empresários se reúnem para um empreendimento, continuam
tendo personalidades e responsabilidades distintas.
Grupo de sociedades = quando uma sociedade influencia, administra outra sociedade.
Consequências da falta de registro.
a. Gera uma responsabilidade ilimitada dos sócios.
b. O empresário só pode pedir a falência de um outro empresário se ele for registrado.
Presunção de que você está exercendo a atividade regularmente.
c. Benefício da recuperação judicial ou extra judicial. Visa retirar o empresário da crise
econômica financeiro. Só pode pedir essa recuperação o empresário tem que estar regular.
Recuperação judicial = aquela que é acompanhada toda ela pelo poder judiciário. Prazo de
60 dias para a sociedade apresentar o plano de recuperação. E depois os credores decidem
de aprovam ou não.
O Estado é alheio a essa questão. Pode executar, penhorar etc.
Renegociação de débito fiscal.
Recuperação extrajudicial = o empresário escolhe alguns credores, negocia com eles essa
forma e apresenta para o juiz que vai homologar somente.
d. Sanção
A maioria dos casos em que a Junta indefere o arquivamento.
1. Impedimentos em razão da pessoa.
A. Quando o titular ou administrador esteja condenada. Não dá pra administrar da cadeia.
B. Quando o titular for casado e não tiver juntado a outorga do cônjuge, em havendo a
incorporação de imóveis à sociedade.
2. Impedimentos em defesa dos sócios ou terceiros.
a. Alteração societária por decisão majoritária quando houver cláusula de restitutiva.
b. Atos de empresas mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente.
3. Impedimentos intrínsecos.
a. Atos contrários ao estatuto ou contrato não modificado.
4. Impedimentos formais
a.
b. contrato social sem capital social ou não declarou precisamente o objeto.
c. documentos relativos à incorporação de imóveis, sem a sua descrição. Quando se compra
um imóvel, tem contrato de promessa de compra e venda, escritura e registro. Quando o
imóvel vai pra sociedade, não precisa da escritura porque a Junta Comercial funciona como
o cartório de notas dando publicidade e aí só registrar.

Empresário rural e pequeno empresário art. 970

Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e
ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.

Pequeno empresário = MEI = Micro empreendedor individual = renda bruta anual de até 60 mil
reais. 5 mil bruto por mês. Registro muito mais simples, pela internet. 45 a 75 reais de impostos por
mês e tem direito ao INSS.
Inatividade da empresa
Mais de 60 por cento dos empresários iniciam suas atividades e fecham no período de 5 anos.

A junta poderá declará-lo inativo e cancelar o seu registro.

Nome empresarial (artigos 1155 a 1168)


É o usado pelo empresário para se identificar enquanto exercer uma atividade econômica.
Espécies de nome empresarial:
a. Firma ou razão comercial é o nome empresarial formado do nome dos sócios, acrescido ou
não das palavras “e companhia” ou “e cia”.
b. Denominação: é o nome formado pelo objeto da pessoa jurídica.
Formação do nome empresarial:
a. Veracidade.
b. Novidade.
Modificação do nome empresarial.
Exclusividade do nome empresarial.
Inalienabilidade do nome empresarial.
Cancelamento do nome empresarial.
Não são exclusivas para fins de registro ou proteção, expressões e palavras que denotem:
a. Denominação genérica de atividade. Ex.: padaria, siderúrgica etc.
b. Gênero, espécie, natureza, lugar e procedência, termos técnicos, científicos, artísticos e
vernáculo ou estrangeiros outros de uso comum ou vulgar. Não posso requerer o registro da
Padaria Limitada não é possível, mas Padaria Sem Nome Ltda pode. É a combinação que
gera o nome empresarial.
c. Patronímica, nome de família e nome civil
Nome empresarial, marca, título do estabelecimento e nome de domínio.
Nome empresarial identifica o empresário. Protegido pela junta comercial.
A MARCA IDENTIFICA O PRODUTO. Protegido pelo INPI.
O TÍTULO DO ESTABELECIMENTO É USADO PARA ATRAIR A CLIENTELA. Título e a marca.
Título protegido pela concorrência desleal. É o que é vulgarmente chamado de nome fantasia.
Nome de domínio – endereço na internet. Protegido pela FAPESP.

Nome que vem na nota fiscal é o nome empresarial. O nome empresarial caracteriza o empresário.
Firma. Uma das espécies de nome empresarial. Firma = formado pelos nomes dos sócios. Se não
tiver o nome de todos, no fim, está escrito cia.
Se o seu nome consta na firma a sua responsabilidade ilimitada. EXCETO LTDA e EIRELI. Os
demais tipos societários, se você adota uma firma com seu nome, a sua responsabilidade é
ilimitada.
Razão comercial/denominação. Nome empresarial retirado do objeto exercido pela pessoa jurídica.
Ex.: mineradora, siderúrgica.
O empresário vai adotar a firma em razão do objeto da sociedade. Se ele adotar a forma de
sociedade anônima, ele adota uma denominação.
Tem tipos societários que admitem os dois. EIRELI e a LTDA, pode adotar um quanto o outro, pode
colocar a firma ou o nome do objeto.
Firma – sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples.

Denominação – obrigatória em sociedade anônima.


O resto pode escolher.
O nome empresarial tem dois princípios – veracidade e novidade. Veracidade estabelece que o
nome empresarial tem que ter o nome de quem efetivamente é sócio. Tem que espelhar o que é a
sociedade. Ademais, o nome empresarial é novo, é exclusivo, não se pode pegar um nome
empresarial igual a outro. REGISTRA-SE o nome empresarial na junta comercial – proteção
naquele ente estatal.
PODE COLOCAR UMA COISA ALEATÓRIO COMO TÍTULO DO ESTABELECIMENTO.
Modificação do nome empresarial – pode mudar sempre que o empresário quiser. Quando um
sócio falece, tem que mudar nome de firma, porque se não, quem vai arcar é o espólio.
Uma sociedade limitada que adota uma denominação e alterou todos os sócios, tem que alterar o
nome empresarial? O nome empresarial pertence ao empresário. O empresário é a PJ. Mudando
o sócio, muda a pessoa jurídica? Não. Tem que mudar o nome empresarial? Não.
Exclusividade. Nome empresarial tem que ser única.
Homófono – mesmo som.
Homógrafo – mesma escrita.
Pega o nome empresarial inteiro e verifica se ele é homófono ou homógrafo.
No Brasil, o nome empresarial é inalienável. Quando se adota uma denominação, não dá pra
entender – por que não se pode vender um nome empresarial?
Uma coisa é compra as cotas e ações da pessoa jurídica É DIFERENTE DE Comprar os bens do
empresário. COMPRAR O ESTABELECIMENTO É COMPRAR A ATIVIDADE.
Cancelamento – qualquer pessoa, demonstrando que o nome empresarial não está sendo usado,
ele pode ser cancelado, tornando-se, portanto, disponível para que outra pessoa o escolha.
AULA 21/09/2017
Micro empresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP).
Legislação: lei complementares – 123/06, 139/11, 147/14.
Definições
Microempresas são os empresários, as sociedades empresárias e simples, eireli, que ... em cada
ano.
Calendário, receita bruta igual ou inferior a 300 mil reais.
Empresas de pequeno porte são os empresários, as sociedades empresárias e simples, eireli, que
... em cada ano calendário. Receita superior a 360 mil reais e igual ou inferior a 3 milhões e
seiscentos mil.
Não são ME ou EPP: art. 3º

A constituição, no art.170, estabelece que a ME e EPP terão tratamento diferencial. Representam


98,5 por cento das sociedades brasileiras. Elas são fundamentais para a economia. Caso contrário,
teríamos uma economia oligopolista ou monopolista, porque as grandes empresas é que teriam
capacidade para efetivar uma produção com baixos custos, em grande quantidade etc. O Estado
tem que agir para prover um favorecimento fiscal. Por ter um baixa renda bruta, o governo dá
benefícios fiscais. Tudo que vimos até agora se aplica a ME e EPP.
IMPOSTO SIMPLES – oito impostos reunidos em único, fazendo o pagamento mais simples e
fornecendo
Filiado ao simples = sistema simplificado de pagamento de impostos = é uma ME ou EPP.
A lei que trata das
Lei complementar 123, que já foi alterada pela 128/08, 139/11 e pela 147/14.
ME ou EPP são os empresários, as sociedades empresárias e simples, eireli que auferiam cada
ano calendário receita bruta igual ou inferior a 360 mil.

Microempresário ...
É ou não ME ou EPP por uma questão de renda bruta. O legislador foi extremamente sábio de
colocar no art. 3º, §1º - CISÃO PARA TRANSFORMAR EM VÁRIAS ME ou EPP para pagar menos
impostos. Evitar esse desmembramento.
Enquadramento e desenquadramento.
Enquadramento é uma evolução – ME – EPP – média ou grande empresa.
O desenquadramento é o caminho contrário,
No enquadramento, se você ultrapassar esse limite, mas se o ultrapassado não for mais que 20
por cento por dois anos, no terceiro ano, é enquadrado no próximo nível. Isso dá um tempo pro
empresário se preparar.
Em compensação, para se desenquadrado, é somente necessário um único exercício social. Se no
exercício passar o limite de 20 por cento, já é enquadrado no próximo nível.
Exercício social tem o prazo de 1 ano.
A única vantagem na área empresarial que você tem de ser uma ME ou EPP somente são as três
vantagens seguintes:
1. Não precisa de apresentar certidão de inexistência de condenação criminal que será
substituído por uma declaração da falta de impedimento.
2. Certidão de inexistência de débito fiscal. Art. 9º da lei complementar. Não precisa juntar a
certidão de indébito fiscal.
3. Custo do advogado. O contrato social não precisa da assinatura de um advogado.

Pequeno empresário. MEI. Miro empreendedor individual.


Empresário individual que tem uma receita bruta anual de até 60 mil reais. Direito de aposentar
pagamento de 45 a 75 reais por mês. Desde de 2006, já começou a terceirização. O MEI pode ter
um único empresário de salário mínimo ou teto da categoria. Tudo feito pela internet.
Deliberações sociais.
Normalmente, as decisões são tomadas por assembleias convocadas por anúncios em jornais.
Se ME ou EPP, as deliberações poderão ser tomadas se presentes mais de 50 por cento do capital
social.
Nome empresarial.
ME ou EPP, obrigatoriamente, ao final, ME ou EPP.

Aulas passadas, estávamos estudando as obrigações do empresário. São o registro na JUNTA


comercial, a segunda é ter uma escrituração regular – ter seus livros contábeis em ordem. A
escrituração está nos artigos 1179-1195 do CC.
As funções da escrituração:
a. Função gerencial. É baseado nos livros que os empresários tomam as suas decisões.
b. Função documental. Os livros servem para prestação de contas para os sócios e para
conseguir crédito em instituição financeira. BALANÇO E LIVROS CONTÁBEIS são
requeridos pela instituição financeira para comprovar que se pode pagar por aquele valor.
c. Função fiscal. É baseado nos livros que a receita federal irá verificar se estão sendo pagos
todos os impostos.
Espécies de livros. O empresário tem três livros:
a. Livros obrigatórios. Os que o empresário tem que ter.
b. Livros facultativos. Normalmente, o empresário tem, porque muito dificilmente a pessoa que
não é contabilista entende os livros contábeis. O empresário faz uma escrituração paralela.
c. Livros especiais. Aqueles obrigatórios para determinadas atividades ou tipos societários. Ex.:
posto de gasolina – livro de entrada e saída de combustível. Obrigatórios para as sociedades
anônimas.
Livros obrigatórios:
a. Diário (art. 1184) e o registro de duplicatas.
b. Optantes do simples
I. Caixa
II. Registro de inventário.
c. adoção de fichas.
I. Livro de balancetes diários.
II. Balanços (artigos 1185, 1186).
Regularidade na escrituração;

A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil, por ordem
cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras,
emendas ou transportes para as margens.
Termo de abertura, de encerramento e autenticação da junta comercial.
Processos de escrituração.
Extravio e perda da escrituração.
Exibição dos livros (artigos 1190 a 1193 e súmula 439 do STF).
Eficácia probatória dos livros mercantis.
Consequências da falta de escrituração:
a. Presunção de veracidade dos fatos alegados pela parte adversa.
b. A tipificação de crime falimentar.
c. Inacessibilidade à recuperação.
d. Impossibilidade parcial de verificação de conta.
e. Ineficácia probatória.
Conservação da escrituração – art. 1194.

Vimos que o empresário tem que cumprir três obrigações: registrar-se na junta, ...
Livros do empresários
Gerencial, documental e fiscal.
Estudamos as espécies de livros – obrigatórios, facultativos e especiais.
Os livros especiais – estudo no empresarial II.
Os livros facultativos estão à escolha do empresário.
Diário – livro obrigatório. O diário é onde tudo que acontece no dia a dia do empresário.
Requisitos estão no artigo 1184
Livro de registro de duplicata – a duplicata ocorre quando o empresário presta um serviço, mas não
vai receber agora e precisa de dinheiro. Com a duplicata, ele consegue captar dinheiro do merca
Para emitir duplicata, é preciso ter vendido uma mercadoria ou prestado um serviço e não receber
a vista. É um Título causal. Se emitir duplicata, obrigatoriamente é preciso ter um livro de emissão
de duplicatas.
Ao invés do diário, se o empresário é optante do SIMPLES – aquele pagamento simplificado em
que os impostos são reunidos em um único – o empresário vai ter o LIVRO CAIXA que vai ter a
movimentação financeira e o REGISTRO DE ESTOQUE.
É uma opção. Se o empresário adota o sistema de fichas, o empresário pode ter o livro balancete
diário e o balanço que é anual.
Fichas são folhas soltas.
SE É OPTANTE DO SIMPLES TEM QUE TER OBRIGATORIAMENTE O DIÁRIO E O REGISTRO
(NÃO ENTENDI ISSO)

REQUISITOS INTRINSECOS
A partir do momento em que começa a ter esses borrões, entrelinhas etc., significa que você está
requerendo adulterar, repensar o que você fez. A ideia do legislador é que o fato aconteceu, lançou,
acabou.
A primeira página é o termo de abertura.
Última página é o termo de encerramento. E tem que ter o carimbo da Junta Comercial. A Junta
não fica com o livro – ela carimba, autenticando e devolve.

Escrituração – era um livro mesmo. Na década de 1970, surge o mecanismo de escrever – a ficha.
Na década de 80, surgimento dos computadores – contabilidade por meio de formulário contínuo =
até hoje existe. Na década de 90, popularização dos microcomputadores, surge o sistema de micro
ficha = negativo de foto = projeta o documento. Hoje, já está tudo eletrônico, digital. Não interessa
o sistema que é adotado, tudo no final se transforma em um livro.

Extravio e perda da escrituração. Hoje em dia, normalmente acontece quando se manda o


contadorista ir embora. Se houve a perda ou extravio, a primeira coisa a ser feita é um anuncio do
Diário Oficial ou num jornal de grande circulação narrando o fato. Espera 48 horas para comunicar
à Junta Comercial, porque pode ser que isso aparece. A obrigação é do empresário de recompor
e reconstituir os livros.

Em relação aos livros, vigora o princípio do sigilo. Exceção – fins fiscais e judiciais. Judiciais –
execução parcial – pode ser solicitada a qualquer momento pelo juiz. Presunção de veracidade.
Integral = juiz decreta busca e apreensão.

Eficácia probatória dos livros mercantis. O empresário pode utilizar seus livros como meio de prova.
Porém, os seus livros têm que estar regulares e o livro tem que ser apresentado como um todo.
Utilizar como prova o livro como um todo. Ademais, o livro é feito pelo empresário e nele ele coloca
o que quiser.
1. Presunção da veracidade dos fatos alegados pela parte contrária.
2. A tipificação de crime falimentar. Não tem problema o empresário exercer sua atividade a
vida toda sem seus livros, mas se ele for falir ele tem que ter seus livros. A lei de falência
considera crime o empresário falir sem ter seus livros em ordem.
3. Se o empresário não cumpre as suas obrigações, ele não terá o benefício da recuperação.
4. Impossibilidade parcial de verificação de conta. Se eu não tiver esse documento e o
empresário tiver seus livros em ordem, eu posso solicitar o procedimento de verificação de
conta. Impossibilidade é parcial porque se eu for empresário, no outro não tem, mas eu
consigo demonstrar por meio dos meus livros.
5. Inefic
Quanto tempo o empresário é obrigado a manter seus livros?
Tem que ter seus livros até a ocorrência da prescrição ou decadência. Normalmente, prescrevem
5 anos. 1194

AULA 02/10/17
OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO. Já estudamos que o empresário tem a obrigação de registrar-
se na junta, manter-se regular e, a última, LEVANTAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PERIÓDICAS = O EMPRESÁRIO É OBRIGADO A FAZER O BALANÇO.
A questão é que a lei que determina que o empresário deve fazer o balanço = ISSO DEVE SER
FEITO AO TÉRMINO DO EXERCÍCIO SOCIAL. O exercício social tem a duração de um ano.
Como o empresário tem que fazer o balanço para fins de declaração do imposto de renda, os
empresários sempre colocam o fim do exercício social para o dia 31/12, porque fazem um único
balanço.

A própria lei admite que o primeiro balanço tenha um prazo inferior a um ano. Os demais não,
devem ter o prazo de 1 ano.
A regra é fazer o balanço uma vez ao ano. Porém, tem outros que precisam fazer num prazo inferior
a esse. Ex.: instituições financeiras (obrigada a fazer dois balanços ao ano); o contrato social
também pode prever a realização de balanços em outras épocas. O empresário pode fazer o que
ele quiser.
A consequência da falta de balanço é a dificuldade de acesso a crédito bancário. O empresário
que não tem balanço não pode participar de licitações = só pode participar de licitação o empresário
que está regular. Não vai poder requerer o procedimento de recuperação da empresa.
Responsabilidade perante os sócios pelos prejuízos ante a não realização do balanço – se o
empresário não faz o balanço, quem responde por esse ato é o empresário; os sócios prejudicados
podem propor uma ação de regresso contra os administradores porque, na empresa, a função de
realizar o balanço é dos administradores. Ação de regresso = o empresário paga pelo prejuízo que
os sócios tiveram, pois esses são os atingidos diretamente pelos prejuízo causado.
BALANÇO ESPECIAL OU BALANÇO DE DETERMINAÇÃO – são balanços fora de época quando,
p.ex., ocorre falência, venda de empresa, saída de sócio etc. Esse balanço ou é o especial ou o de
determinação. A lei determina quando será um balanço especial ou um balanço de determinação.
Balanço especial = atualização do último balanço = comprei um mercedes de 150 mil e vai ser
lançado como 150 mil; mas você tirou ele da loja e já não vale 150 mil, mas é lançado como 150
mil.
Balanço de determinação = novo balanço, com novos critérios = retirada de sócios, haveres = pega-
se o valor real daquele bem naquele momento, qual o seu valor de mercado.
Dois balanços com critérios diferentes que chegam a resultados diferentes.
Agentes auxiliares – dificilmente o empresário consegue exercer suas atividades sozinho. Então,
tem os agentes auxiliares. Porque o direito empresário prevê os agentes auxiliares? Porque isso
interessa muito mais ao direito do trabalho.
O código civil previu os prepostos = são aqueles que, além de trabalharem para o empresário,
representam o próprio empresário. É além do agente auxiliar. Ele age como empresário.
Os agentes auxiliares dependentes = trabalhadores do empresários.
Agentes auxiliares independentes = não trabalham para o empresário, apenas estão vinculados
pelo contrato de prestação de serviços, não se encontram subordinados ao empresário.
O preposto tem que ter uma autorização por escrito. Exerce a função com exclusividade. Lei só
prevê dois.

Os prepostos são o:

• Gerente = ocupa cargo de chefia. São os diretores, CEO, os gerentes, o executivo, os


administradores etc.
• Contabilista. Pelos atos do contabilista, quem responde é o empresário. RESPONDE SEMPRE
O EMPRESÁRIO. Porém, se contabilista estiver agindo com culpa (negligencia, imprudência,
imperícia), cabe ação de regresso. Se ele estiver agindo com dolo perante terceiro, o contabilista
e o empresário respondem solidariamente.
Estabelecimento comercial – artigos 1142 a 1149 do Código Civil.
Estabelecimento comercial é o conjunto de bens que o empresário reúne para o exercício da
atividade. É impossível o empresário exercer uma atividade econômica sem ter um conjunto de
bens. O problema é justamente esse, pois, quando pensamos em estabelecimento, assumimos
que ele é o bem imóvel. E o problema é que alguns autores entendem que o imóvel não fazem
parte do estabelecimento, pois a maioria dos imóveis são alugados, e os imóveis locados têm uma
regra diferente.
Uma minoria da doutrina é que entende que o imóvel não faz parte do estabelecimento.
Estabelecimento comercial = imóvel, maquinário, trabalho, etc.
O comércio eletrônico também tem estabelecimento.
Estabelecimento comercial NÃO é sinônimo de patrimônio.
Estabelecimento é o conjunto de bens que o empresário utiliza, ou seja, pode ser do empresário
ou não – ele pode ter bens alugados, mas eles fazem parte do estabelecimento.
O patrimônio são todos os bens que o empresário possui, inclusive aqueles que ele não utiliza.
Aviamento ou fundo de comércio = o sobre valor nascido da atividade organizacional do
empresário. Um valor que você paga a mais por estar o estabelecimento já constituído, montado,
organizado.
Nem sempre tem aviamento positivo.
ELEMENTOS do estabelecimento. Sempre tem que ter esses três elementos:
CAPITAL. Constituído de bens corpóreos e incorpóreos. Bens corpóreos são bens físicos,
materiais, palpáveis. Ex.: maquinário, caixa, vitrine etc. Bens incorpóreos não tem existência
física, material e palpável. Ex.: crédito, a dívida, a marca, a patente etc.
TRABALHO. O serviço de todos que auxiliam o empresário. O empresário é dono do
TRABALHO.
ORGANIZAÇÃO. Elemento estrutural que surge da conjugação capital e trabalho para
alcançar um fim desejo. O know-how, a estrutura.

TODOS os empresários tem que ter esses três elementos. O mais importante depende da atividade
desempenhada pela empresa.

AULA QUE EU PERDI

Aula 16/10
Sucessor do estabelecimento

a. Obrigação do alienante encontra-se regulamente contabilizada. Art.1146.


b. Obrigações trabalhistas.
c. Obrigações fiscais, no mesmo ramo (art. 133 do CTN).
Trespasse e locação empresarial.
Cláusula de não-estabelecimento.
Propriedade industrial.
Lei 9279/96
a. Invenção é para aplicação prática ou técnica ao princípio científico, no sentido de criar algo
novo, aplicável no aperfeiçoamento ou na criação industrial.
b. Modelo de utilidade: é o objeto de uso prático ou parte deste suscetível de aplicação
industrial que apresente nova forma ou disposição envolvendo ato inventivo, que resulte em
melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.
c. Desenho industrial (design): é a forma plástica de um objeto ou o conjunto ornamental de
linhas e cores que possa ser aplicado em um produto, proporcionando resultado visual novo
e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial.
d. Marca: é o sinal distintivo, suscetível de percepção usual que identifica produtos ou serviços.
Segredo de empresa.

Estabelecimento comercial pode ser alienado, ou seja, você pode comprar o ativo. Quem fica com
as dívidas do estabelecimento? Aí temos 3 situações distintas.
O sucessor do estabelecimento é quem passou a ser o novo proprietário.
Situações:
1. Se a situação do alienante está regularmente atualizada.
Se a obrigação estiver regularizada, se dos livros contábeis detém aquela dívida, o
adquirente passa a ser do sucessor. Porém, o alienante fica durante um ano solidariamente
responsável pelas dívidas. Por quê? Para evitar a fraude – porque se não é muito fácil
fraudar, transferir para um qualquer que não nem a menor possibilidade pagar e resolver a
questão para o alienante.
Um ano contados ou do registro da transferência, no que tange as dívidas vencidas, ou, no
caso das dívidas que irão vencer, a partir do seu vencimento.
Não contabilizadas, as dívidas continuam sendo do alienantes.
2. Obrigações trabalhistas.
O trabalhador pode cobrar tanto do alienante quanto do adquirente. Normalmente, opta-se
pelos dois ao mesmo tempo – colocando os dois no polo passivo.
O que é comum é que se coloque no contrato entre as partes que as dívidas trabalhistas são
do alienante.
3. No caso da alienação do estabelecimento, a responsabilidade das dívidas tributárias é do
sucesso (regra). Porém, se o alienante em seis meses voltar a exercer qualquer atividade
econômica, a responsabilidade do sucessor será subsidiária.
Responsabilidade subsidiária – cobra do alienante; se ele não tiver, cobra do adquirente.

Comprei um bar e o estabelecimento funciona em um imóvel alugado. Posso continuar naquele


aluguel? Somente pode continuar no imóvel se o locador permitir
No trespasse de locação industrial, o adquirente pode continuar mediante autorização do locador,
autorização essa que pode expressa (manifestada) ou tácita (notificado, o locador se mantém
inerte).
Vendo o bar. O proprietário deu manifestação expressa. Esses três anos soma para propor ação
renovatória.
Notifica, mas o locador não se manifesta. Ou seja, começa a contar o prazo novamente. Contar
cinco anos para propor ação renovatória.
Independentemente da autorização ser expressa ou tácita, se o novo locatário em 90 dias der justa
causa, o locador pode pedir retirada do imóvel.
Cláusula de não reestabelecimento. Salvo cláusula em contrário, o alienante não poderá concorrer
com o adquirente por um período de cinco anos.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL.
Lei 9279/96. Tratado internacional que o BRASIL foi coagido a assinar porque o nosso país ainda
é um dos que mais pirateiam no mundo.
Modelo de utilidade. Pegar ao que já existe e melhorá-lo. Ato inventivo.
Invenção = algo que até hoje não existia.
A proteção que temos para invenção e modelo de utilidade nós chamamos de PATENTE.
Quebra de patente da AIDS. Pedido de quebra.
Segredo de empresa.
AULA QUE EU PERDI PASSAR ANOTAÇÕES
AULA 23/10
Extinção Do Direito Industrial
a. Decurso do prazo de duração
I. Intervenção: 20 anos do depósito
II. Modelo de utilidade: 15 anos do depósito ou 7 anos da concessão.
III. Desenho industrial: 10 anos do depósito e até 3 prorrogações de 5 anos.
IV. Marca: 10 anos e infinitos prorrogações.
b. Caducidade.
c. Denúncia.
d. Falta de pagamento ao INPI.
e. Inexistência de representante legal no Brasil.
Degeneração de marca notória
Concorrência desleal (art. 195).

Título de crédito.
Conceito de crédito,
Histórico.

Conceito de título de crédito (art. 887 do código civil).


É o documento necessário para o exercício do direito, liberal e autônomo, nele mencionado.

Aula passada estávamos estudando sobre a propriedade intelectual.


Quando ocorre a extinção do direito industrial? Ou seja, quando cai em domínio público?
Cair em domínio público = O que produz pode continuar produzindo, mas não terá mais a
exclusividade. A maioria dos casos de extinção do domínio industrial é pelo decurso do prazo. Ex.:
os genéricos são tão mais baratos por causa disso – suas fórmulas caem em domínio público pelo
decurso do prazo.
A invenção é de 10 dos depósito ou 20 anos da concessão. O que acontecer por último.
O modelo de utilidade é 15 anos do depósito ou 7 anos da concessão.
A marca é dez anos do depósito e infinitas prorrogações. Como demora 3 anos para renovar porque
o processo é demorado, pede-se a concessão adiantada.
Também ocorre a extinção pela CADUCIDADE = é a perda do direito industrial pelo abuso ou
desuso. Abuso = ex.: laboratório vendia remédio a 5 euros; foi comprado e no dia seguinte
aumentou para 50 euros; o dono do laboratório foi preso.
RENÚNCIA = a pessoa abre mão ou pelo não pagamento das taxas ao INPI ou porque não se
deixa um representante no Brasil.

DEGENERAÇÃO DE MARCA NOTÓRIA ocorre quando a marca passa a identificar o produto.


O art. 195 da Lei de Propriedade Industrial (lei 9279).
è ATÉ AQUI VAI A MATÉRIA DA SEGUNDA PROVA. ß
2º TÓPICO DA MATÉRIA – TÍTULOS DE CRÉDITO.
CRÉDITO = Pode comprar agora e pagar depois. Significa que as pessoas confiam nela.
Crédito = é a troca de uma prestação presente por uma prestação futura. Compre hoje e pague
depois.
O crédito é altamente importante para o país.
O problema do crédito é que é muito comum ainda
A finalidade do título de crédito é essa. Coloca esse título de crédito em circulação e quando ele
vencer, que estiver com ele, tem o direito de receber aquela quantia.
1º requisito – confiança.
2º requisito – decurso do prazo
Previsto nos artigos 887 a 937 do Código CIVIL.
É O DOCUMENTO NECESSÁRIO PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO, LITERAL E AUTÔNOMO,
NELE NEGOCIADO.
Documento = para ser título de crédito, precisa de ter documento. É o algo corpóreo, material,
palpável com a finalidade comprobatória.
Esse documento é necessário = quando for exercer os direitos do título de crédito, é preciso
apresenta-lo.
O documento é necessário para o exercício do direito literal = só vale o que está escrito nele. No
momento em que se pega o título de crédito, sabe-se perfeitamente quais são seus direitos e suas
obrigações. Não gera surpresa, por isso, são literais.
PRINCÍPIO DA AUTONOMIA = estabelece que as obrigações dos títulos de crédito são autônomas,
independentes. O direito que você tem de cobrar os títulos de crédito e o devedor não poder alegar
sua situação com terceiros para não pagar.
Contrato transfere direitos.
PRINCÍPIOS DO TÍTULO DE CRÉDITO
1. PRINCÍPIO DA DOCUMENTALIDADE/CARTULARIDADE
o título de crédito é um documento necessário para o exercício do direito de crédito. Desse modo,
por ser um documento, os direitos representados pelo título de crédito deverão obrigatoriamente
constar de uma cártula, ou seja, de um material palpável, corpóreo.

Trata-se, ainda, de um documento necessário, ou seja, o direito de crédito constante da cártula


somente poderá ser exercido por aquele que estiver legitimado na sua posse.
Ensina Fábio Ulhoa Coelho que, pelo princípio da cartularidade, o credor de título de crédito deve
provar que se encontra na posse do documento para exercer o direito nele mencionado.

Observa-se que, em vista da informalidade que caracteriza os negócios comerciais, o nosso


ordenamento jurídico tem criado exceções ao princípio da cartularidade. Assim, a Lei das
Duplicatas admite a execução judicial de crédito representado por esse tipo de título sem a
obrigatoriedade de sua apresentação (art. 15 da Lei das Duplicatas).

Para ser título de crédito, é preciso que esteja palpável, tem que estar documentado em um papel.
É necessário para comprovar, segurança jurídica. Na hora que for exercer os direitos do título de
crédito, é preciso apresentá-lo. A finalidade do documento é comprovar, portanto.
Existem ou não os títulos de crédito eletrônicos? A parte mais tradicional da doutrina não considera
a existência de título de crédito eletrônicos. Para a parte mais moderna, podem existir, porque a
finalidade do documento é probatória. Portanto, conseguindo comprovar eletronicamente o
documento, ele pode ser dessa natureza sim. Até porque o documento eletrônico pode ser
transformado em físico.

O único problema é que a nossa tecnologia consegue reconhecer em um documento uma única
assinatura.
E quando do extravio de um título de crédito? Art. 36 do Decreto 2044/1908:
Art. 36. Justificando a propriedade e o extravio ou a destruição total ou parcial da letra, descrita
com clareza e precisão, o proprietário pode requerer ao juiz competente do lugar do pagamento na
hipótese de extravio, a intimação do sacado ou do aceitante e dos coobrigados, para não pagarem a
aludida letra, e a citação do detentor para apresentá-la em juízo, dentro do prazo de três meses, e,
nos casos de extravio e de destruição, a citação dos coobrigados para, dentro do referido prazo,
oporem contestação, firmada em defeito de forma do título ou, na falta de requisito essencial, ao
exercício da ação cambial.

Estabelece que quem teve destruído ou extraviado titulo de crédito, mediante comprovação, manda
citar todos os integrantes do título para apresentarem sua defesa. E o juiz julgando procedente,
manda substituir o título de crédito.
2. PRINCÍPIO DA LITERALIDADE
SOMENTE pode ser alegado o que estar no título de crédito. Isso dá segurança, porque quando
se assina o título de crédito, sabe-se exatamente quais são os seus direitos e as suas obrigações.
Os atos ilícitos são considerados não escritos.

O direito de crédito expresso em um título é literal, na medida em que a extensão e os limites desse
direito encontram-se nos atos lançados no próprio título. Nesse sentido, para Fábio Ulhoa Coelho,
pelo princípio da literalidade, somente produzem efeitos jurídico-cambiais os atos lançados no
próprio título de crédito.

O título de crédito tem como uma de suas principais funções atribuírem, às partes que dele se
valem para documentar certa relação de crédito, maior segurança jurídica. Para tanto, é
indispensável que o direito de crédito representado pelo título seja literal, estando sua extensão
limitada àqueles direitos nele expressamente especificados.

3. Princípio da autonomia das obrigações cambiais

Cada um que se obriga, assume uma obrigação independente não vinculada aos outros obrigados.

Trata-se, segundo muitos doutrinadores, do princípio cambial mais importante. Isso porque, sendo
a negociabilidade decorrente da facilidade da circulação dos títulos de crédito, uma de suas
principais características, a autonomia das obrigações cambiais, atribui ao título a segurança
jurídica necessária àqueles que dele se utilizam para negociar seus créditos.
Ao entrar em circulação, inúmeros vínculos obrigacionais podem surgir e, para que o título de
crédito seja efetivamente um instrumento seguro para as pessoas que dele se utilizam, é
fundamental que eventuais vícios existentes em determinadas relações obrigacionais nele
representadas não se estendam às demais.

Logo, são autônomos os direitos representados no título de crédito, conforme definição de Vivante,
ou seja, a invalidade de uma ou mais obrigações cambiais não compromete as demais. As
obrigações representadas por um mesmo título de crédito são independentes entre si. Assim, sendo
nula ou anulável qualquer das obrigações constantes do título, as demais obrigações não terão sua
validade ou eficácia comprometida por esse fato.

Entendo, como Fábio Ulhoa Coelho, que decorrem do princípio da autonomia das obrigações
cambiais dois outros subprincípios, quais sejam: o da abstração das obrigações cambiais; e o da
inoponibilidade das exceções pessoais a terceiros de boa-fé.

a) Abstração das obrigações cambiais - Pelo princípio da abstração das obrigações cambiais
entende-se que, posto o título de crédito em circulação, o direito de crédito nele representado se
desvincula do negócio jurídico que lhe deu origem.

A abstração, para Fábio Ulhoa Coelho, somente se verifica se o título é posto em circulação. Assim,
somente quando o título é transferido para terceiros de boa-fé opera-se o desligamento entre o
título de crédito e a relação em que teve origem.

b) Inoponibilidade das exceções - Pelo princípio da inoponibilidade das exceções pessoais, o


devedor de um título de crédito não pode recusar o pagamento ao portador de boa-fé alegando
exceções pessoais em relação a outros obrigados do título.

Assim, o devedor não poderá alegar, em sua defesa, matéria estranha à sua relação direta com o
portador do título. Logo, somente será oponível a terceiros de boa-fé defesa fundada em vício do
próprio título de crédito. Essa regra somente poderá ser excepcionada se o devedor provar a má-
fé do portador do título, ocasião em que as exceções pessoais serão admitidas como válidas à sua
defesa.
AULA 30/10
Títulos de crédito no código civil – artigos 887 a 926.
a. Disposições gerais (artigos 887 a 903).
b. Título ao portador (artigos 904 a 909).
c. Título a ordem (artigos 910 a 920).
d. Título nominativo (artigos 921 a 926).

Letra de câmbio.
Lei uniforme de Genebra.
Conceito: “é uma ordem pagamento que o sacador dirige ao sacado para que este pague a
importância consignada a um terceiro determinado tomador.
A (SACADOR, dador, emissor) – B (SACADO) – C (TOMADOR, beneficiário, favorecido)
Natureza jurídica.
Requisitos substanciais ou intrínsecos.
a. Capacidade.
b. Objeto lícito.
c. Consentimento.
Requisitos extrínsecos ou formais (artigos
a. A denominação “letra de câmbio” inserida ao próprio texto do título e expressa na língua
empregada para redação desse título.
b. O mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada.
c. O nome da pessoa que deve pagar (sacado).
d. O nome da pessoa a quem ou à ordem de quem a letra deve ser paga.
e. A indicação da data em que a letra é passada.
f. Assinatura do sacador.
Requisitos não essenciais:
a. Época de pagamento.
b. Lugar de pagamento.
c. Lugar de emissão.
~aula~
Os títulos de crédito no código civil de 2002. Artigos 887 a 926 de pouquíssima ou nenhuma
utilidade.
O código civil os títulos de crédito em quatro capítulos – disposições gerais e as formas de
circulação dos títulos de crédito.
O artigo 887 traz o conceito de título de crédito. Isso é altamente prejudicial porque engessa,
impede a própria evolução. Segundo o professor, o conceito tem que ser feito pela doutrina.
Alguns doutrinadores definem ainda a possibilidade dos títulos de crédito eletrônicos.
O título eletrônico estar no papel ou no virtualmente não muda nada.
Art. 903 do CC estabelece que o código civil seja subsidiário, supletivo. Aplicar-se-á a lei especial.
Para ser título de crédito tem que ter uma lei determinando como se aplica.
Começa-se, então, a classificar o título de crédito.
Título ao portador – transferência se faz pela simples tradição. O problema do título ao portador é
que temos a lei 8021 de 1990 que proibiu o título ao portador (isso para evitar sonegação fiscal
porque era comum a pessoa declarar que não tinha patrimônio nenhum, mas tinham inúmeros
títulos ao portador que não precisam ser declarados). E o art. 907 do CC estabelece que somente
poderá ter título ao portador mediante lei especial.
Endosso = assina no verso e a gente transfere. A partir desse momento está obrigando.
Quando se assina um título de crédito, torna-se coobrigado – código civil.
Salvo clausula em contrário, o endossante não tem responsabilidade pelo endosso.
TÍTULO NOMINATIVO – aquele cuja transferência se faz mediante inscrição nos livros do emitente.
Para transferir esse título de crédito, tem que assinar o livro determinando que foi transferido. Ex.:
debêntures.
Título NOMINATIVO – é título nominativo o emitido em favor de pessoa cujo nome conste no
registro do emitente. É emitido em favor de pessoa cujo nome conste no registro do emitente. O
protesto interrompe a prescrição.
O que mudou nas leis esparsas pro CC de 2002:
1. O PROTESTO interrompe a prescrição; O PROTESTO é a comunicação ao devedor de que
está em mora com o devedor.
2. Quanto à ação de cobrança, o prazo prescricional passou a ser de 5 anos;
3. O aval, hoje em dia, tem que ter outorga do cônjuge, ou seja, se você vai ser avalista, um
garantidor de um título de crédito e é casado, tem que ter a autorização do cônjuge para dar
esse aval.
Segundo os elaboradores do código, a questão era que os títulos de crédito vindos a partir de 2002
seriam baseados no CC. E passados 15 anos, todos eles seguem o modelo da letra de câmbio.

LETRA DE CÂMBIO.
Pouco utilizado, porém deu origem a todos os demais títulos de crédito.
Transações internacionais geralmente pedem como garantia uma letra de cambio já como tratado
internacional.
Desde 1914, o mundo se reuniu para tentar trazer uma lei única sobre letra de câmbio e nota
promissória. Vieram as guerras mundiais, crises e abandonou-se a ideia de uma legislação única.
Em 1933, reuniram-se novamente em torno do objetivo da lei única, assinada pelo Brasil em 1933
e ratificada em 1966 através do Decreto 57663. LUG – Lei Uniforme de Genebra.

O Brasil aproveitou a tradução de Portugal. LETRA = letra de câmbio. Portanto, fazer as devidas
adaptações.
LETRA DE CÂMBIO = ordem de pagamento que o sacador dirige...
A dá ordem para B pagar a C. O sacador dá a ordem para o sacado realizar o pagamento ao
tomador/beneficiário.
Com um único título, resolve-se duas dívidas.
As pessoas nesse esquema podem se repetir.
Ordem para pagar a si mesmo. Colocar um título em circulação.
NATUREZA JURÍDICA – é um ato unilateral de vontade. Ou seja, para emitir a letra de cambio
depende única e exclusivamente da vontade do sacador.
O sacado só vai se obrigar se e somente se ele assinar. Não é requisito a assinatura do sacado.
Se ele vai cumprir ou não se ele quiser. Caso ele não assine, cobra-se do sacador. Faz-se uma
cadeia de obrigados.
REQUISITOS SUBSTANCIAIS OU INTRÍNSECOS.
a. Capacidade. Só se obriga no título de crédito quem é capaz, mas se, no título de crédito
existe a assinatura de incapaz/incapazes, os demais capazes que assinaram continuam
respondendo por aquele título de crédito.
b. Objeto lícito. O título de crédito é sempre uma quantia, então, o objeto sempre lícito e a
pessoa se obriga apenas se ela manifesta a sua vontade.
c. Consentimento.
REQUISITOS EXTRÍNSECOS OU FORMAIS (ARTIGOS 1 E 2).
a. A expressão “letra de câmbio” tem que estar escrito explicitamente no texto do título e na
língua que é feita a ordem de pagamento.
b. Mandato aqui é ordem, não admite condições, qualquer condição será considera não escrita.
Quantia determinada = quantia certa, precisa. Diferentes os dois valores, escrito e em
número, prevalece o por extenso e se tiver vários por extenso, prevalece o de menor valor.
c. O nome da pessoa que deve pagar, sacado
d. O nome da pessoa a quem ou à ordem de quem a letra deve ser paga.
e. Data por extenso? O Mês é que não pode estar em número.
f. Assinatura do sacador. Então, o sacador é o único obrigado mesmo.

REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS. Faltando, a lei vai tentar suprir a sua falta.
a. Época de pagamento. Será considerado à vista. Letra de câmbio é considerada à vista =
apresentou, pagou.
b. Lugar de pagamento. Será considerado o lugar designado ao lado do nome do sacado (B),
que também é considerado o domicílio do sacado.
c. Lugar de emissão. Lugar ao lado do nome do sacador.

AULA 13/11/2017
Quando que todos os requisitos têm que estar lançados na letra de cê
16/11/17
AVAL é a garantia de pagamento da letra de câmbio dada por um terceiro ou mesmo por um de
seus signatários.
É uma declaração cambial escrita na própria cártula ou em seu alongamento, por cujo meio o seu
subscritor, seja ou não um estranho à relação cambial, assume uma obrigação solidária, autônoma,
direta e pessoal, que tem por finalidade garantir o pagamento integral ou parte da obrigação
pecuniária.
O aval acontece quando surge um terceiro para se tornar mais um coobrigado.
A–B–C–D–E
E surgem terceiros que vem para garantir uma pessoa que já está obrigada.
AVAL = garantia pessoal.
O aval, nesse aspecto, parece com o endosso. Com o aval, surgem mais pessoas coobrigadas.
O aval é uma declaração cambial = princípio da literalidade que vigora no título de crédito = ou seja,
tudo tem que constar no título.
Se torna mais um coobrigado, se obriga por tudo.
Autônomo = avalista porque quis. As relações com terceiros não podem ser invocadas para fugir
do pagamento
Mesmo com assinatura forjada, incapaz etc., mesmo assim, encontra-se obrigado.
Obrigação direta e pessoal = obrigação personalíssima.

GRANDE diferença do aval para o endosso, porque o aval pode ser parcial, pode-se garantir
apenas parte da obrigação.

Natureza jurídica.
AVAL é DIFERENTE DE FIANÇA.

AVAL FIANÇA
Está presente no título de crédito Presente no contrato. Ligado ao seu contrato
É autônomo É uma obrigação acessória e dependente da
principal. Ou seja, a fiança significa que se o
Não tem direito de substituir o avalista
afiançado for incapaz, as exceções que o
Não tem o benefício de ordem. = já que a afiançado tem também pertencem ao fiador.
obrigação é autônoma, independente, pode-
Em alguns casos, pode ser substituído.
se cobrar de qualquer um a qualquer tempo.
Tem o benefício de ordem. = somente pode
Não tem prazo.
cobrar do fiador depois que o afiançado
mostrar que não tem condições.
O fiador pode estabelecer termo de vigência.

• Outorga do cônjuge. Art. 1647 do CC, estabeleceu que se a pessoa é casada, exceto no regime
total de separação de bens, a pessoa só será avalista com a outorga do cônjuge. Objetivo:
proteção do patrimônio familiar. Todavia, acontece que o aval é complicado, como que o
cônjuge autoriza? Assinando, mas, ao assinar, ele também se torna co-obrigado – o que diminui
a autorização da família.
Se um assina e outro não, o outro consorte pode pedir a invalidade do aval. Pedindo a nulidade,
o avalizado pode pedir danos contra o avalista que não pediu a autorização do outro cônjuge
que pediu a invalidade do aval. Caiu no mesmo problema.
O que fazer então para autorizar um cônjuge sem se obrigar? Dar uma autorização à parte, um
documento a parte, porque, no título de crédito, vigora o princípio da literalidade, só vigora o
que está no título de crédito.
Aqui também se inclui quem se encontra em união estável.
• Forma do aval.
Uma simples assinatura na face ou no verso.
Se não disser a quem estiver avalizando, considera-se o aval ao sacador.
Necessário, no verso, além da assinatura, a declaração.
• Responsabilidade do avalista.
O avalista tem a mesma responsabilidade do avalizado, mas é obrigado posterior. Ou seja, o
avalista pode cobrar do avalizado, mas o avalizado não pode cobrar do avalista.
• Aval antecipado. É o aval dado ao sacado ou ao portador da letra de câmbio.
Posição da doutrina.
Assinou e se obrigou. Tornou-se obrigado principal.

• Aval limitado.
A limitação do aval é possível, existe, mas tem que estar expressa.
• Avais simultâneos (súmula 189 do STF). Ocorre quando mais de um avalista garante o mesmo
avalizado. Como que faz o aval simultâneo? Ou vem expresso ou se você colocar avais
superpostos sem número de ordem, isso é considerado aval simultâneo.
Para o portador, não faz diferença entre aval simultâneo ou não.
Entre os avalistas, faz diferença. Só pode cobrar a porcentagem de cada um na medida do
número de avalistas existentes = 3 avalistas, cobra 1/3 de cada um. O sacador pode cobrar tudo
de cada um dos três, mas cada um deles só pode cobrar um terço entre si.
• Avais sucessivos. Um avalista garante um outro avalista. Um aval do aval.
Aval sucessivo. Ou vem expresso
Aval simultâneo superpostos (?).
D – d’ – d’’ – d’’’
• Avalista do alienante.
• Relação entre avalista e avalizado. O avalizado pode cobrar do avalista, mas o contrário não.
AULA 20/11

• FORMA DO AVAL
• Responsabilidade do avalista
• Aval Antecipado.
• Aval Emitido.
• Avais simultâneos – súmula 189 do STF.
Quando os avalistas garantem o mesmo avalizado.

• Avais sucessivos.
• MODALIDADES DE VENCIMENTO:
A. Vencimento à vista.
B. Vencimento a certo termo de vista.
C. Vencimento a certo termo de data.
D. Vencimento a data certa.
PROTESTO
É o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação
originada em títulos e outros documentos de dívida.
Legislação: Lei 9492/97.
Efeitos:
a. Garante o direito de regresso
b. Comprova a impontualidade e a inadimplência do devedor.
c. Interrompe a prescrição – art. 202, III, do CC.

Prazos do Protesto:
A. Por falta de pagamento: no primeiro dia útil seguinte ao vencimento.
B. Por falta de aceite: no prazo fixado para a apresentação no aceite.
Cancelamento do Protesto – artigos 26 e 27.
Sustação do protesto – art. 19.
Prescrição/;
a. Contra o aceitante. 3 anos do vencimento.
b. Contra o sacador. 1 ano do protesto.
c. Dos endossantes uns contra os outros, 6 meses do prazo que pagou ou foi acionado.
d. Do portador contra os endossantes, 1 ano do protesto.
e. Prazo prescricional contra o avalista/; o mesmo do avalizado.

AVAL É DIFERENTE DA HIPOTECA, DO PENHOR QUE SÃO GARANTIAS REAIS. O aval se dá


pela assinatura no verso ou na declaração e na assinatura se você não disser a quem, é ao sacador.
RESPONSABILIDADE DO AVALISTA.

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