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Ministério da Educação

Universidade Federal de Roraima


Centro de Ciência e Tecnologia
Departamento de Engenharia Elétrica

DEE624 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS


(2019.4 - T01)
Aula 03
Levantamento da Carga Elétrica | Carga de Iluminação | Carga de Tomadas TUG’s e
TUE’s | Levantamento da Potência Total | Tipo de tensão de fornecimento
(concessionária)

Prof. Eng. Adriano J. P. do Nascimento


adriano.nascimento@ufrr.br
Janeiro/2020
1. Conteúdo Programático

1. Levantamento da Carga Instalada


- Potência de Alimentação
- Potência de Nominal e Fator de Potência
2. Planta para exemplo e ilustração do projeto Elétrico
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)
3.1 Aplicando no Projeto
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
4.3 Aplicando no Projeto
5. Levantamento da Potência Total
6. Tipo de Fornecimento e tensão
7. Padrão de Entrada - Introdução
8. Exemplo do livro
1. Levantamento da Carga Instalada

• Para que sejam dimensionados os condutores,


disjuntores, eletrodutos, etc., é necessário que seja feito
o levantamento da carga instalada prevista que vai ser
atendida pelo projeto.
• Carga instalada é a soma das potências nominais dos
equipamentos elétricos instalados na unidade
consumidora, expressa em quilowatts (kW). (Resolução
Aneel 414/2010).
1. Levantamento da Carga Instalada

• O levantamento das potências é feito mediante uma previsão


das potências (cargas) mínimas de iluminação e tomadas a
serem instaladas, possibilitando, assim, determinar a potência
total prevista para a instalação elétrica residencial.

POTÊNCIA INSTALADA = ILUMINAÇÃO + TOMADAS

• O levantamento de cargas é o primeiro passo a ser dado num projeto


de instalação elétrica, servindo de subsídio para consultas prévias às
concessionárias, para elaboração de anteprojetos, orçamentos
preliminares e definição da viabilidade econômica da obra.
1. Levantamento da Carga Instalada

• Aparelho de utilização é aquele que consome uma


carga específica em W ou VA.
• A carga a ser considerada para um equipamento de
utilização é sua potência nominal, informada pelo
fabricante, ou calculada a partir da tensão nominal, da
corrente nominal e do fator de potência.
• Nos casos em que for utilizada a potência nominal
fornecida pelo equipamento (potência de saída), devem
ser considerados o rendimento e o fator de potência.
1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Alimentação
• Deve corresponder à demanda máxima presumida de uma instalação, ou
de uma parte da instalação, em um período de 24 horas.
• De acordo com a NBR5410, a determinação da potência de alimentação
é essencial para concepção econômica e segura de uma instalação ,
dentro dos limites adequados de elevação de temperatura e de queda de
tensão.
• Na determinação da potência de alimentação, devem ser computados os
equipamentos de utilização a ser alimentados, com suas respectivas
potências nominais e, em seguida, consideradas as possibilidades de não
simultaneidade de funcionamento desses equipamentos, bem como
capacidade de reserva para futuras ampliações.
1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Alimentação
• Na elaboração de um projeto de instalação elétrica, deve ser
determinada a potência de alimentação de cada um dos pontos de
distribuição, seja do ponto de alimentação de toda a alimentação
(quadro de distribuição geral), dos quadros terminais, seja dos quadros
de distribuição intermediários.
• Desse valores, serão dimensionados os condutores e os dispositivos
de proteção dos diversos circuitos de distribuição.
1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Alimentação
• Considere um ponto de distribuição de uma instalação a qual estejam
ligados, em diversos circuitos, n conjuntos de cargas, cada um com
uma potência instalada 𝑃𝑖𝑛𝑠𝑡,𝑖 , um fator de demanda prático 𝑔𝑖 e um
fator de potência 𝑐𝑜𝑠Φ𝑖 , e m cargas individuais, cada uma com uma
potência nominal de entrada 𝑃𝑁,𝑖 e um fator de potência 𝑐𝑜𝑠Φ𝑗 .
• A potência de alimentação do ponto é igual:

• E a correspondente potência (de alimentação) reativa, igual a:


1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Alimentação
• A potência de alimentação aparente do ponto de distribuição é igual a:

• A figura apresenta uma carga com o consumo real estimado na hora


da ponta de distribuição.

• O fator de potência do ponto de distribuição, em condições de


demanda máxima, é igual a:
1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Nominal e Fator de Potência


• No projeto de instalação, para determinar a potência de alimentação
dos diversos quadros de distribuição – ou seja, dos diversos setores da
instalação, incluindo o quadro geral, cuja potência de alimentação e da
própria instalação como um todo -, é necessário conhecer a potência
nominal e fator de potência de todos os pontos de utilização
previstos, como:
o Pontos de luz (aparelhos de iluminação).
o Pontos de tomadas ou pontos de uso específico (onde são ligados, geralmente
equipamentos fixos)
o Pontos de tomadas de uso geral (onde são ligados, em geral, equipamentos
estacionários, móveis ou portáteis).
1. Levantamento da Carga Instalada

Potência de Nominal e Fator de Potência


• Devem-se considerar:
➢ Para cada ponto de luz e tomada o ponto de uso específico, a potência
nominal do equipamento previsto para ser ligado.
➢ Para os pontos de tomadas de uso geral, em princípio, a cada tomada
devem ser atribuídos a potência nominal de entrada e fator de
potência do equipamento mais potente com possibilidade de ser
ligado.
• Uma vez determinado as potências nominais de vários pontos de
utilização, podem-se obter, ao somá-las, as potências nominais
correspondentes dos diversos conjuntos de carga.
2. Planta para exemplo e ilustração do projeto Elétrico
A planta a seguir servirá de exemplo para a
execução de um projeto de instalações
elétricas. Iniciaremos com o levantamento
das potências.
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)

• Preferencialmente, a carga de iluminação de um


determinado local de uma edificação deve ser determinada
a partir de um projeto específico (Planta baixa), tomando
como base as iluminâncias prescritas na NBR 5413.
• A NBR 5410 estabelece um critério alternativo, em função
da geometria do ambiente. Não há critérios normativos para
iluminação de áreas externas em residências, ficando a
decisão por conta do projetista e do cliente.
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)

• 3.1 - Condições para a quantidade mínima de pontos de luz:

Prever pelo menos um ponto de luz no teto,


comandado por um interruptor de parede.

• 3.2 - Condições para a potência mínima de iluminação:

Para área Atribuir um mínimo de


Para área
igual ou Atribuir um superior a 100VA para os primeiros
6𝑚2 , acrescido de 60VA
inferior a mínimo de 100VA 6𝑚2
para cada aumento de 4𝑚2
6𝑚2 inteiros.
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)

• 3.3 Notas
A NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas
em residências, ficando a decisão por conta do projetista e do cliente.

Os Valores apurados se referem à potência destinada ao


dimensionamento dos circuitos, não correspondendo necessariamente à
potência das lâmpadas.
Arandelas no banheiro devem estar distantes, no mínimo, 60cm do limite
do boxe.
Em cômodos com área a partir de 15𝑚2 ou com ambientes distintos,
desde que respeitado o mínimo aqui previsto, a potência de iluminação
pode ser dividida entre dois pontos, visando a melhor distribuição do
fluxo luminoso.
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)
Aplicando ao projeto-exemplo (quantidade de pontos): [Item 3.1] – Tabela das
dimensões de cada cômodo.
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)
3.1 Aplicando no Projeto

Quantidade de
Dependência Dimensões (m) Área (m2)
Pontos
Sala 3,25 3,05 9,91 1
Copa 3,10 3,05 9,46 1
Cozinha 3,75 3,05 11,44 1
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 1
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 1
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 1
Banheiro 2,30 1,80 4,14 1
Hall 1,80 1,00 1,80 1
Área Externa (Frente) 2,00 9,40 18,80 2
Área Externa (Quintal) 2,00 9,40 18,80 2
3. Carga de Iluminação (NBR 5410/2004)
3.1 Aplicando no Projeto

Quantidade de Potência de Iluminação Potência


Dependência Dimensões (m) Área (m2) VA
Pontos (m2) Total
Sala 3,25 3,05 9,91 1 9,91 = 6 + 3,1 100 100
Copa 3,10 3,05 9,46 1 9,46 = 6 + 3,46 100 100
Cozinha 3,75 3,05 11,44 1 11,44 = 6 + 4 + 1,44 100 + 60 160
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 1 5,95 => 6 100 100
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 1 11,05 = 6 + 4 + 1,05 100 + 60 160
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 1 10,71 = 6 + 4 + 0,71 100 + 60 160
Banheiro 2,30 1,80 4,14 1 4,14 => 6 100 100
Hall 1,80 1,00 1,80 1 1,80 => 6 100 100
Área Externa
2,00 9,40 18,80 2 18,8* => 6 100 100
(Frente)
Área Externa 2,00 9,40 18,80 2 18,8* => 6 100 100
(Quintal)
*3.3 Notas: A NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas
externas em residências, ficando a decisão por conta do projetista e do cliente.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)

Ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou


equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de
corrente.

Quanto à disposição das tomadas em um cômodo ou dependência


de unidade residencial ou acomodação de hotel, motel ou similar,
cabe observar que, no caso de layout prefixado para móveis e / ou
equipamentos de utilização estacionários, as distâncias mínimas
entre tomadas podem não ser atendidas, devendo-se, no entanto,
observar a quantidade mínima prescrita.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)

Se destinam à ligação de equipamentos gerais e nelas são


sempre ligados: aparelhos móveis ou aparelhos portáteis.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Cozinhas, copas, Uma tomada para cada 3,5m ou fração de perímetro,


copas-cozinhas independente da área

NOTA: Em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de


serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto
de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que acima da
bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no
mesmo ponto ou em pontos distintos;
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Salas e Devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada, para


Dormitórios cada 5 m, ou fração, de perímetro,

NOTAS:
• Um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo
esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível.
• Particularmente no caso de salas de estar, deve-se atentar para a
possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para
alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo,
portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Subsolos,
varandas,
garagens ou
Pelo menos uma tomada
sótãos

No mínimo uma tomada junto ao lavatório com


Banheiros
uma distância mínima de 60cm do limite do boxe
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Cômodos ou
dependências com
No mínimo uma tomada
área igual ou
inferior a 6𝑚2

NOTAS:
• Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou
inferior a 2,25 𝑚2 . Admite-se que esse ponto seja posicionado
externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80m no máximo de
sua porta de acesso;
• Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior
a 2,25𝑚2 e igual ou inferior a 6 𝑚2 ;
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Cômodos ou
No mínimo uma tomada para cada 5m
dependências com
mais de 6𝑚2
ou fração de perímetro

NOTA:

• Um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área


do cômodo ou dependência for superior a 6𝑚2 , devendo esses pontos
ser espaçados tão uniformemente quanto possível.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Varandas Deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada

NOTA:

• Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria


varanda, mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões
construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua área for
inferior a 2 𝑚2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 0,80 m.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

NOTA: em diversas aplicações, é recomendável prever uma


quantidade de tomadas de uso geral maior do que o mínimo
calculado, evitando-se, assim, o emprego de extensões e benjamins
(tês) que, além de desperdiçarem energia, podem comprometer a
segurança da instalação.

Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente.


A ideia neste caso é estimular a presença de um número adequado de
tomadas de corrente nos diversos cômodos de forma a reduzir ao
máximo a utilização de benjamins ou tês.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)

Condições para se estabelecer a Potência Mínima de tomadas de


uso geral (TUG’s).

Banheiros, cozinhas, copas, copas- - Atribuir, no mínimo, 600VA por


cozinhas, áreas de serviço, lavanderias tomada, até 3 tomadas.
e locais semelhantes - Atribuir 100VA para os excedentes.

Demais cômodos ou - Atribuir, no mínimo, 100VA por


dependências tomada.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a Potência Mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Exemplo 1 - Seja uma cozinha onde há a previsão de 5 pontos de tomadas.

Pela regra indicada, a NBR 5410 de 2004 consideraria para esta


cozinha uma potência mínima de 600 + 600 + 600 + 100 + 100 =
2000 VA;

Exemplo 2 - Seja outra cozinha onde há a previsão de 7 pontos de tomadas.

Pela regra indicada, a NBR 5410 de 2004 consideraria para esta


cozinha uma potência mínima de 600 + 600 + 600 + 100 + 100 + 100
+ 100 = 2200 VA.
No primeiro caso, temos uma potência média por ponto de tomada de 2000/5 = 400 VA, enquanto que, no
segundo caso, a potência média é de 2200/7 = 311,7 VA. O raciocínio aqui é que, utilizando-se um número maior
de pontos de tomadas, haveria naturalmente uma menor simultaneidade de uso dos equipamentos, diminuindo
assim a demanda necessária para aquele cômodo da casa.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.1 Tomadas de Uso Geral (TUG’s)
Condições para se estabelecer a Potência Mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

Importante

Vamos
Vamos lembrar
lembrar que
que aqueles
aquelesvalores
valores de
de600
600 VA
VA ee100
100
VA
VA determinados
determinados pela
pela norma
norma,nada
nadamais
mais são
são do
do que
que
demandas
demandasprevistas
previstaspara
parapontos
pontosdedetomadas
tomadas ee não
não
potências
potênciasinstaladas
instaladasnaqueles
naquelespontos,
pontos,até
atéporque
porquequase
quase
nunca
nuncaseseconhece
conheceexata
exataeepreviamente
previamenteaapotência
potênciados
dos
aparelhos
aparelhosaaserem
seremligados
ligadosnas
nastomadas.
tomadas.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)

São destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários,


como é o caso de:
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
Condições para se estabelecer a Quantidade de Tomadas de uso
específico (TUE’s).

A quantidade de TUE’s é estabelecida de acordo com o número de


aparelhos de utilização que sabidamente vão estar fixos em uma
dada posição no ambiente.

NOTA: quando usamos o termo “tomada” de uso específico,


não necessariamente queremos dizer que a ligação do
equipamento à instalação elétrica irá utilizar uma tomada. Em
alguns casos, a ligação poderá ser feita, por exemplo, por
ligação direta (emenda) de fios ou por uso de conectores.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
Condições para se estabelecer a Potência de Tomadas de uso
específico (TUE’s).

Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

Conforme o que foi visto: Para se


prever a carga de tomadas é • ou o valor da área
necessário, primeiramente, prever a • ou o valor do perímetro
sua quantidade. Essa quantidade,
segundo os critérios, é estabelecida • ou o valor da área e do
a partir do cômodo em estudo, perímetro
fazendo-se necessário ter:
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.2 Tomadas de Uso Específico (TUE’s)
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.3 Aplicando no Projeto
• Os valores das áreas dos cômodos da planta do exemplo já estão calculados, faltando o
cálculo do perímetro onde este se fizer necessário, para se prever a quantidade mínima de
tomadas. Estabelecendo a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico:

Dimensões Área Perímetr Quant. de Quantidade


Dependência
(m) (m2) o (m) pontos de luz TUG's TUE's
Sala 3,25 3,05 9,91 12,60 1 5 5 2,6 =1+1+1=3
3,5 3,5 3,5 1,8 =
3,10 3,05 9,46 12,30 1
Copa 1+1+1+1=4
3,5 3,5 3,5 3,1 =
3,75 3,05 11,44 13,60 1
Cozinha 1+1+1+1=4
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 10,30 1 3,5 3,5 3,3 = 1+1+1+1=4
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 13,30 1 5 5 3,3=1+1+1=3
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 13,10 1 5 5 3,1=3
Banheiro 2,30 1,80 4,14 8,20 1 Menor que 6m2=1*
Hall 1,80 1,00 1,80 5,60 1 Menor que 6m2=1*
Área Externa (Frente) 2,00 9,40 18,80 22,80 2 1*
Área Externa (Quintal) 2,00 9,40 18,80 22,80 2 1*
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.3 Aplicando no Projeto
• Ajustando a quantidade* de tomadas em cada um dos cômodos, considerando seu uso e funções das
dependências. Obs: A tabela foi reorganizada, deixando os dados mais importante.
Dimensões Perímetro Quantidade Previsão de Cargas
Dependência Área (m2)
(m) (m) TUG's TUE's TUG's (VA) TUE’s (W)
Sala 3,25 3,05 9,91 12,60 5* 5 x 100
3 x 600
Copa 3,10 3,05 9,46 12,30 5*
2 x 100
3 x 600
Cozinha 3,75 3,05 11,44 13,60 4
1 x 100
3 x 600
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 10,30 4
1 x 100
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 13,30 4* 4 x 100
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 13,10 4* 4 x 100
Banheiro 2,30 1,80 4,14 8,20 1 1 x 600
Hall 1,80 1,00 1,80 5,60 2 2 x 100
Área Externa (Frente) 2,00 9,40 18,80 22,80 2* 2 x 600
Área Externa (Quintal) 2,00 9,40 18,80 22,80 2* 2 x 600
• Obs.: (*) nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de TUG’s maior do que a quantidade mínima calculada anteriormente.
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.3 Aplicando no Projeto
• Prevendo as cargas de tomadas de Uso Específico (TUE): Basta associar cada equipamento a
dependência de utilização.
Dependência Equipamento Potência (W)
Sala ........ ........
Copa ........ ........
Forno Microondas 1000
Torneira Elétrica 2000
Cozinha Assadeira Pequena 500
Cafeteira Elétrica 500
Geladeira Grande 300
Área de Serviço Máquina de lavar 1500
Dormitório 1 Ar-condicionado 12000 BTU 1740
Dormitório 2 Ar-condicionado 12000 BTU 1740
Banheiro Chuveiro Elétrico 4400
Hall ........ ........
Área Externa (Frente) ........ ........
Área Externa (Quintal) ........ ........
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.3 Aplicando no Projeto
• Atualizando a tabela com os dados das tomadas de uso específicas (TUE’s)
Dimensões Perímetro Potência de Quantidade Previsão de Cargas
Dependência Área (m2)
(m) (m) Iluminação TUG's TUE's TUG's (VA) TUE's (W)
Sala 3,25 3,05 9,91 12,60 100 5* 0 5 x 100 0
3 x 600
Copa 3,10 3,05 9,46 12,30 100 5* 0 0
2 x 100
1000
2000
3 x 600
Cozinha 3,75 3,05 11,44 13,60 160 4 5 500
1 x 100
500
300
3 x 600
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 10,30 100 4 1 1500
1 x 100
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 13,30 160 4* 1 4 x 100 1740
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 13,10 160 4* 1 4 x 100 1740
Banheiro 2,30 1,80 4,14 8,20 100 1 1 1 x 600 4400
Hall 1,80 1,00 1,80 5,60 100 2 0 2 x 100 0
Área Externa (Frente) 2,00 9,40 18,80 22,80 100 2* 0 2 x 600 0
Área Externa (Quintal) 2,00 9,40 18,80 22,80 100 2* 0 2 x 600 0
4. Carga de Tomadas (NBR 5410/2004)
4.3 Aplicando no Projeto
• Reunidos todos os dados obtidos, tem-se o seguinte quadro:
Potência Quantidade Previsão de Cargas
Perímetro de
Dependência Dimensões (m) Área (m2)
(m) Iluminação
(VA) TUG's TUE's TUG's (VA) TUE's (W)
Sala 3,25 3,05 9,91 12,60 100 5* 0 500 0
Copa 3,10 3,05 9,46 12,30 100 5* 0 2000 0
1000
2000
Cozinha 3,75 3,05 11,44 13,60 160 4 5 1900 500
500
300
Área de Serviço 3,40 1,75 5,95 10,30 100 4 1 1900 1500
Dormitório 1 3,25 3,40 11,05 13,30 160 4* 1 400 1740
Dormitório 2 3,15 3,40 10,71 13,10 160 4* 1 400 1740
Banheiro 2,30 1,80 4,14 8,20 100 1 1 600 4400
Hall 1,80 1,00 1,80 5,60 100 2 0 200 0
Área Externa (Frente) 2,00 9,40 18,80 22,80 100 2* 0 1200 0
Área Externa (Quintal) 2,00 9,40 18,80 22,80 100 2* 0 1200 0
TOTAL 1180 10300 13680
5. Levantamento da Potência Total

Potência de iluminação 1.180VA


Fator de potência a ser adotado = 1,0: 1.080 x 1,0 = 1.180W
Cálculo da
potência ativa de
iluminação e
tomadas de uso
Potência de tomadas de uso geral (TUG’S): 10.300VA
geral (TUG’s)
Fator de potência a ser adotado 0,8: 10.300VAx0,8 = 8.240W

Potência ativa de iluminação: 1.180 W


Cálculo da potência ativa de TUG’s: 8.240 W
potência ativa Potência ativa de TUE’s 13.680 W
total
23.100 W
6. Tipo de Fornecimento e tensão

• Em função da potência ativa total


prevista para a residência é que se
determina: o tipo de fornecimento, a
tensão de alimentação e o padrão de
entrada.
• Nas áreas de concessão (conferir as
condições da concessionária), se a
potência ativa total for:
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão – Roraima Energia

Site da concessionária:
http://www.roraimaenergia.com.br/index.php/informacoes/nor
mas-tecnicas/

1. Norma Técnica NDEE01 Fornecimento EE MT1


2. Norma Técnica NDEE03 Fornecimento EE BT Edif.
Coletivas
3. Norma Técnica NDEE02 Fornecimento de EE em BT
Edif. Individuais
4. Modelo pedido de viabilidade técnica aumento de carga
5. MN Especificações Técnicas de Materiais
6. Procedimento Coleta de dados e apuração dos padrões
de atendimento comercial
7. Procedimento Controle de Produto Não Conforme
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão – Roraima Energia

3. Norma Técnica NDEE02 Fornecimento de EE em BT Edif. Individuais


Tensões de Fornecimento
5.2.3.1 Fornecimento de energia é efetuado em uma das seguintes tensões
secundárias de baixa tensão:
a) 380/220V, quando trifásico, e 220 V, quando monofásico, na frequência de
60 Hz, com os limites de carga instalada conforme as Tabelas 05 e 07,
respectivamente;
b) 220/127V, quando trifásico, e 127 V, quando monofásico, na frequência 60
Hz, com os limites de carga instalada conforme a Tabelas 07 e 08,
respectivamente.
5.2.3.2 Para determinação do tipo de ligação da unidade consumidora, deve-se
considerar a sua carga instalada ou demanda máxima, a existência de motores,
máquinas de solda ou outras cargas especiais e a tensão de fornecimento
secundária da localidade;
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão – Roraima Energia

3. Norma Técnica NDEE02 Fornecimento de EE em BT Edif. Individuais


Tensões de Fornecimento
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão – Roraima Energia

3. Norma Técnica NDEE02 Fornecimento de EE em BT Edif. Individuais


Tensões de Fornecimento
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão

Aplicando ao Projeto Exemplo

No exemplo, a potência ativa total foi de:

Portanto:
fornecimento Sendo Disponíveis dois
23.100,0 W bifásico, pois fica fornecimento valores de tensão:
(23,1 kW) entre 15000W e Bifásico 127V e 220V
75000W

NOTA: não sendo área de concessão da Roraima Energia, o limite de fornecimento, o tipo de fornecimento
e os valores de tensão podem ser diferentes do exemplo. Estas informações são obtidas na companhia de
eletricidade de sua cidade.
6.1 Tipo de Fornecimento e tensão

Aplicando ao Projeto Exemplo


Uma vez determinado o tipo de fornecimento, pode-
se determinar também o padrão de entrada.

Tipo de Fornecimento

Potência ativa total: O padrão de entrada


23.100 watts Tipo de deverá atender ao
fornecimento: trifásico. fornecimento bifásico.
7. Padrão de Entrada - Introdução

• Padrão de entrada nada mais é do que o poste com


isolador de roldana, bengala, caixa de medição e haste
de terra, que devem estar instalados, atendendo às
especificações da norma técnica da concessionária para o
tipo de fornecimento.

• Uma vez pronto o padrão de


entrada, segundo as especificações
da norma técnica, compete à
concessionária fazer a sua
inspeção.
7. Padrão de Entrada - Introdução

CONSULTA PRÉVIA E PEDIDO DE


LIGAÇÃO:
• Antes de construir ou adquirir os materiais •Verificação da posição da
rede de distribuição (poste)
para a execução do seu padrão de entrada,
em relação ao imóvel;
o consumidor deve procurar uma Agência
•Definição do tipo de
de Atendimento da concessionária de fornecimento;
energia visando obter inicialmente, •Carga instalada a ser ligada;
informações e orientações a respeito das •Localização e escolha do tipo
condições de fornecimento de energia à de padrão;
sua unidade consumidora. •Identificação clara da
numeração da edificação;
• Tais orientações apresentam as primeiras •Perfeita demarcação da
providências a serem tomadas pelos propriedade;
consumidores, relativas a:
7. Padrão de Entrada - Introdução

• A concessionária somente efetuará


as ligações após a vistoria e
aprovação do padrão de entrada,
que deve atender as prescrições da
NORMA.
• A Concessionária se reserva o
direito de vistoriar as instalações
elétricas internas da unidade
consumidora e não efetuar a
ligação, caso as prescrições da NBR
5410/2004 não tenham sido
seguidas em seus aspectos
técnicos e de segurança.
7. Padrão de Entrada - Introdução

• Estando tudo certo, a concessionária instala e


liga o medidor e o ramal de serviço.
• A norma técnica referente à instalação do
padrão de entrada, bem como outras
informações a esse respeito deverão ser
obtidas junto à agência local da companhia de
eletricidade.
• Uma vez pronto o padrão de entrada e estando
ligados o medidor e o ramal de serviço, a
energia elétrica entregue pela concessionária
estará disponível para ser utilizada.
8. Exemplo do livro
8. Exemplo do livro
8. Exemplo do livro
8. Exemplo do livro
1ª Atividade do Projeto de Instalações Elétricas

1. Definir a Planta baixa para a elaboração do projeto;


2. Carga de Iluminação: Quantidade e Potência.
3. Definir quantidade de tomadas de Uso geral (TUG’s)
4. Definir quantidade de tomadas de Uso Específico (TUE's);
5. Definir as Cargas das tomadas de uso geral (TUG's) e uso específico (TUE's);
6. Realizar o levantamento da Potência Total;
7. O tipo da tensão de Fornecimento da Concessionária (Monofásica, bifásica
ou trifásica).

Enviar pelo SIGAA em arquivo zip: Planilha dos dados (conforme os


exemplos) e a Planta da edificação.
Até dia 10/01/2020 (Sexta-feira) às 23:59
Referências Bibliográficas

▪ COTRIM, Ademaro A. M. B. Instalações Elétricas, 5ª Edição. Revisada e atualizada


conforme a NBR5410:2004. Prentice Hall, São Paulo, 2009.
▪ CAVALIN, O., CERVELIN, S. Instalações Elétricas Prediais: Conforme a NBR5410. 22ª
Edição. Editora Érica. São Paulo, 2014.
▪ NBR 5410, 2004: Instalações Elétricas de Baixa Tensão. NORMA BRASILEIRA. Número de
referência ABNT NBR 5410:2004, 209 páginas.
▪ NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
▪ Norma Técnica de Fornecimento de Energia Elétrica em Baixa Tensão (Edificações
Individuais). Eletrobrás Distribuição Roraima. 2014. Disponibilizado pela concessionaria
Roraima Energia.

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