Operações Unitárias da Indústria Química

Equipamentos de Troca Térmica
Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

George de Souza Mustafa
Janeiro/2008 Salvador, Bahia

Operações Unitárias da Indústria Química
Equipamentos Equipamentos de Troca Térmica Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

Operações Unitárias da Indústria Química
Equipamentos de Troca Térmica Fornos, Fornos, Caldeiras e Torres de Resfriamento Volume 2

1ª Edição

George de Souza Mustafa
Professor de Engenharia Química Universidade Salvador - UNIFACS Salvador - Bahia 2008

Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou partes do mesmo, sob qualquer forma ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem a permissão expressa do autor.

PREFÁCIO
Este livro tem como principal objetivo apresentar, de forma introdutória, os principais equipamentos utilizados na indústria química para transferência de calor. O volume 1 deste livo é dedicado aos equipamentos de troca térmica por contato indireto: os trocadores de calor. Os equipamentos que operam na presença de chama, fornos e caldeiras, são tratados no volume 2. Este volume, estuda também as torres de resfriamento, equipamentos onde ocorrem transfências de massa e calor,

concomitantemente. No volume 2, são apresentados os princípios de funcionamento e detalhes construtivos dos principais tipos de fornos, caldeiras e torres de resfriamento. Os métodos de cálculo para dimensionamento destes equipamentos também são estudados neste volume.

SUMÁRIO
Pág. 1 - INTRODUÇÃO 2 - DEFINIÇÃO 3 - CLASSIFICAÇÃO DOS TROCADORES DE CALOR 4 - TROCADOR TUBO DUPLO OU BITUBULAR 5 - RESFRIADOR A AR (AIR COOLER) 6 - TROCADOR DE PLACAS 7 - PRÉ-AQUECEDOR DE AR TIPO LJUNGSTROM 8 - TROCADOR TIPO ESPIRAIS 9 - AQUECEDOR DE TANQUE 10 - TROCADOR BAIONETA 11 - TROCADOR PLATE-FIN 12 - TROCADOR DE SUPERFÍCIE RASPADA 13 - TROCADOR TIPO PAINÉIS 14 - TROCADOR DE TEFLON 15 - TROCADOR DE GRAFITE 16 - TROCADOR DE VIDRO 17 - TROCADOR DE CALOR CASCO-E-TUBOS 17.1 - Definição 17.2 - Nomenclatura dos componentes 17.3 - Tipos de trocadores de calor casco-e-tubos 17.4 - Feixe de tubos 17.5 - Arranjo das passagens do fluido pelo lado dos tubos 17.6 - Arranjo dos tubos no espelho 17.7 - Quebra-jato 17.8 - Tiras de selagem 17.9 - Codificação TEMA 17.10 -Materiais 17.11 –Aspectos operacionais 17.12 –Manutenção 18 - PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR 1 4 5 7 8 11 15 17 18 19 19 22 23 24 24 25 26 26 27 28 29 34 36 37 38 38 44 45 48 53

Equipamentos de Troca Térmica

Trocadores de Calor

18.1 – Condução 18.2 – Convecção 18.3 – Radiação 19 - COEFICIENTE GLOBAL DE TROCA TÉRMICA 20 - DIFERENÇA DE TEMPERATURA 21 - TEMPERATURAS CALÓRICAS E DA PAREDE DO TUBO 21.1 – Temperatura calórica 21.2 – Temperatura da parede do tubo 22 - PERDA DE CARGA 23 - PROJETO DE TROCADOR BITUBULAR 24 - PROJETO DE TROCADOR DE CALOR CASCO-E-TUBOS 25 - REFERVEDORES 26 - CONDENSADOR 27 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ANEXO 1 – Quadros e Figuras do Kern ANEXO 2 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Alternative Approaches to Heat Exchanger Performance” ANEXO 3 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Films Coefficients and Overall Coefficients for Various Heat-Transfer Situations” ANEXO 4 – Capítulo 14 do Timmerhaus: “Kern Method, Bell-Delaware Method and Wills-Johnston Method”

53 55 56 59 61 63 63 64 65 67 73 93 104 111 112 113 168 174 178

ii

seja reações químicas ou modificações físicas.1. cada etapa a ser utilizada. INTRODUÇÃO No projeto de processos químicos. Estas etapas. Armazenamento de Matéria(s)-Prima(s) Ajustes das Condições Operacionais para a Reação Química Reação Química Ajustes das Condições Operacionais para a Separação Separação Ajustes das Condições Operacionais para o Armazenamento Armazenamento de Produto(s) . deve ser analisada individualmente. na produção de qualquer produto químico. podem ser esquematizadas conforme o diagrama de bloco abaixo.

Estes ajustes são necessários porque as condições operacionais do armazenamento e da reação química são diferentes. separação etc. Entretanto. Aplicações Aumento de pressão Redução de pressão até a pressão atmosférica Redução de pressão abaixo da pressão atmosférica Aumento da temperatura Equipamentos Bombas (líquidos) Compressores (gases) Válvulas Orifícios de restrição (OR) Bocais Ejetores Bombas de vácuo Trocadores de calor Fornos Caldeiras (geração de vapor) Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 . onde a pressão. devem ser ajustada a pressão e temperatura ideais para o seu armazenamento seguro. Os efluentes do reator são.Equipamentos industriais e suas aplicações. resfriamento ou refrigeração.1 . em todos os equipamentos utilizados antes e após o reator ocorrem apenas mudanças físicas no material. Após os ajustes. onde a pressão. independentemente do material que está sendo processado. mistura. Em geral. aquecimento. a(s) matéria(s)-prima(s) passa(m) através de vários equipamentos. a mistura reacional proveniente do reator deve passar também através de vários equipamentos. antes do(s) produto(s) ser(em) enviado(s) para a área de tancagem. a temperatura. antes de sofrer a separação. temperatura. em geral.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Antes de entrar(em) no reator. Como também as condições do armazenamento do(s) produto(s) são geralmente diferentes das condições da etapa de separação. ou seja. os reagentes contidos na(s) matéria(s)-prima(s) são transformados em produto(s) na etapa seguinte. Na Tabela 1. na etapa da reação química. a composição e estado físico são ajustados para que sejam alcançadas as condições ideais em que ocorre a separação. são apresentados os principais equipamentos industriais e suas aplicações nos processos químicos. tais como: elevação ou redução da pressão.os reagentes não reagidos separados do(s) produto(s) são reciclados para o início do processo. contaminantes e reagentes não reagidos que devem ser separados em equipamentos apropriados para se obter o(s) produto(s) na pureza adequada para ser(em) colocado(s) no mercado . composição e estado físico são ajustados para que sejam alcançadas as condições ótimas em que ocorrem as reações químicas. uma mistura de produtos. Tabela 1.

detalhes construtivos e cálculos utilizados para o projeto dos fornos. Aplicações Redução de temperatura até a temperatura ambiente Redução de temperatura abaixo da temperatura ambiente Acionamento primário de equipamentos rotativos Armazenamento Reação química Homogeneização da composição de mistura Separação de misturas homogêneas Separação de misturas heterogêneas Redução da granulometria Equipamentos Trocadores de calor Torres de quench Torres de resfriamento (água) Sistemas de refrigeração Turbinas Motores Vasos de pressão (acumuladores) Tanques atmosféricos Tanques pressurizados Esferas Bacias Reatores Misturadores em linha Vasos ou tanques com agitador Colunas de destilação Colunas de absorção Colunas de adsorção Colunas de extração Permeadores com membrana Vasos de “flash” Evaporadores Cristalizadores Decantadores Filtros Peneiras Centrífugadores Precipitadores eletrostáticos Clicones Moinhos Nos próximos capítulos.1 . caldeiras e torres de resfriamento. princípios de funcionamento.Equipamentos industriais e suas aplicações (continuação). serão apresentados os conceitos.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tabela 1. tipos. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 .

expressa em função de unidade de massa: cal/mol. um intenso desprendimento de energia.400 cal/mol Houve a formação de dióxido de carbono (CO2) e liberação de energia (96. o contido no ar atmosférico) com intenso desprendimento de calor e luz.400 cal/mol Esta reação somente pode ocorrer em condições ideais de temperatura e pressão. 2º caso: combustão incompleta C(s) + O2(g) CO(g) + 28. com o oxigênio no estado gasoso. Já o contato do carbono e oxigênio em temperaturas superiores a 400°C resulta na reação acima e o respectivo desprendimento de energia. o ∆H apontado nas reações.700 cal/mol . resultando em especial o desprendimento de calor. alimentando a combustão. ou seja. no caso da combustão. age como comburente. O termo ∆H varia de reação a reação. COMBUSTÃO A combustão é uma reação química na qual o oxigênio toma parte. No processo de combustão. à cal/mol do produto em combustão. até mesmo na combustão de um elemento. Pode-se. assim. simultaneamente. C(s). O oxigênio. torna-se necessária a presença do combustível em condições ideais.2. nada resulta. alterando as suas propriedades. no caso. Uma reação química consiste em modificações da arquitetura molecular de um elemento ou composto. Na combustão do carbono mineral puro em presença de oxigênio puro podem ocorrer dois tipos de reação: 1º caso: combustão completa C(s) + O2(g) CO2(g) + 96. o que é mais importante é a energia liberada. Refere-se. chama-se entalpia de combustão. Em todas as reações de combustão. resulta o desprendimento de energia. quer seja puro ou contido no ar atmosférico. Veja a reação que segue: C(s) + O2(g) CO2(g) + 96. como será visto a seguir. A energia desenvolvida na reação é denominada entalpia de reação que. O simples contato do carbono no estado sólido. O2(g). definir a combustão como sendo a reação que se verifica entre um combustível e o oxigênio (geralmente. ocorrendo. a energia é liberada em forma de calor e luz. Para que se observe a combustão. com formação de outros compostos. em temperatura e pressão ambientes. Quando a nova arquitetura molecular contém menos energia que a original.400 cal/mol). que pode ocorrer sob estas formas: calor e luz.

066 SO2(g). ∆H4 ≅ -2. resultando na formação da água e do dióxido de enxofre (SO2). ∆H1 ≅ -8.940 cal/mol Assim.700 12.011 CO2(g).011 CO(g).800 2. Reações semelhantes podem ser observadas frente ao hidrogênio e ao enxofre. ∆H2 ∆H3 = -57. H2(g) + 1 O2(g) 2 H2O(g). ∆H3 ≅ -28.28.400 12.670 kcal/kg de hidrogênio S(s) + O2(g) ∆H4 = ou ∆H4 = -2.212 kcal/kg de enxofre Combustão do Carbono -70. teremos: C(s) + O2(g) ∆H1 = -96.016 ou ∆H3 = .670 cal/g O2(g) -28.390 cal/g ∆H3 = -57.025 kcal/kg de carbono C(s) + 1 ∆H2 = ou ∆H2 = -2.390 kcal/kg de carbono H2(g) + 1 2 O2(g) H2O(g). ∆H4 ∆H4 = -70.700 cal/mol).212 cal/g Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 .940 32.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Houve a formação de monóxido de carbono (CO) e liberação de energia (28. ∆H2 ≅ -2.025 cal/g ∆ H1 = -8. respectivamente.800 cal/mol S(s) + O2(g) SO2(g).

observa-se a formação de dióxido de carbono e liberação de energia térmica. Uma combustão completa exige a transformação total do carbono em CO2. observa-se a formação de vapor d’água em suspensão na fumaça e. ocorrendo uma perda inevitável de 540 kcal/kg para se evaporar 1 kg de água. a combustão se torna incompleta.640 kcal/kg do combustível. sem excesso de oxigênio. quando o carbono entra em combustão com formação de CO. com isto.000 kcal. o que corresponde a aproximadamente 80% de seu efeito térmico. ∆H6 ∆H6 ≅ -5. resultando o monóxido de carbono. O resultado de uma combustão pode ser analisado frente aos gases resultantes da combustão. Para se verificar o resultado de uma combustão. A combustão pode ser parcial.030 kcal. é de 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Quando o carbono. no caso. Assim.390 kcal/kg. C(s) + 1 O2(g) 2 CO(g). Ocorre. em ≅ 8. resultando então CO e CO2. entra em combustão em presença do ar atmosférico. Se quantidade de ar é insuficiente. mineral ou vegetal. um consumo de energia de vaporização de água. então. uma combustão incompleta por falta de oxigênio. Nos processos normais de combustão de hidrogênio em fornalhas. Se o monóxido de carbono formado entra em combustão para formar o dióxido de carbono. Combustão do Hidrogênio A combustão do hidrogênio resulta na formação de H2O e liberação de calor. observa-se uma perda de 5. ∆H5 O efeito térmico dessa reação. quando se refere ao carbono mineral puro. A quantidade de energia liberada durante a combustão completa de um quilo de carbono puro é de aproximadamente 8. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 . torna-se necessária uma análise química dos gases de combustão e interpretação do resultado da análise frente à composição destes gases.640 kcal/kg A combustão completa de 1 kg de carbono mineral puro resulta. o efeito térmico será de: CO(g) + 1 2 O2(g) CO2(g). reação (reação 4).

é 540 kcal/kg. enxofre e oxigênio. Inferior . No caso de um combustível sólido ou líquido que contenha.quando se supõe que a água é evaporada no ambiente de combustão.640 8. reação 5.890 61.(∆H) .302 10.28.de diversos combustíveis ∆ Componentes puros kcal/kg Btu/lb Carbono .995 Elaborado por: George de Souza Mustafa 4 . pode-se ter para ambos os casos o poder calorífico do hidrogênio como segue: 2H2(g) + O2(g) 2H2O(liq). ∆H8 ∆H8 = . o que é impraticável em condições industriais.480 3. o que realmente ocorre.S a SO2 34.390 5.150 14.quando se supõe que todo o vapor d’água se condensa e esfria até a temperatura ambiente. pois para todos os cálculos se supõe que na realidade se encontram combinados o hidrogênio e o oxigênio. ∆H7 ∆H7 = -34. o hidrogênio e todos os combustíveis que o contêm apresentam dois valores para a entalpia de combustão: • • Superior . Entalpia de combustão . 160 kcal/kg de hidrogênio 2H2(g) + O2(g) 2 H2O(vap).H2 a H2O (liq) H2 H2O (vap) 34. além do carbono.220 kcal/kg de enxofre. hidrogênio. Recordando-se que a entalpia de vaporização da água à pressão de 1 atm.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Assim.890 kcal/kg de hidrogênio Combustão do Enxofre A combustão do enxofre se observa com formação de SO2 e liberação de aproximadamente 2. Essa quantidade é igual a aproximadamente 1/8 do teor de oxigênio.160 28. é necessário subtrair do teor de hidrogênio a quantidade de oxigênio contido no combustível.995 Enxofre .160 3.C a CO 2.030 4.452 CO a CO2 C a CO2 Hidrogênio .

quando se considera que o vapor d’água não se condensa e todo produto resultante da combustão do hidrogênio permanece em estado de vapor.220 8 A expressão apresenta resultados satisfatórios. Em trabalhos técnicos geralmente se considera o poder calorífico inferior para maior precisão.quando se considera que todo vapor d’água formado pela combustão do hidrogênio contido no combustível é condensado e resfriando à temperatura ambiente.6 11. Considera-se. O quadro a seguir apresenta o poder calorífico de algumas substâncias: PODER CALORÍFICO DE H2 / CO / HIDROCARBONETOS SUBSTÂNCIA Hidrogênio Monóxido de Carbono Metano Etano Propano n-Butano P C S (Kcal/Kg) 33.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cálculo do Poder Calorífico de um Combustível Sólido ou Líquido O cálculo teórico do poder calorífico de um combustível sólido ou líquido pode ser efetuado pela expressão que se segue.932. como resultado no processo de combustão. no caso entalpia de vaporização da água. mas não reais.030 + (O%-H%) .079.3 P C I (Kcal/Kg) 28. • Os resultados são bem diversos.399. Resultam daí dois valores para o calor de combustão do combustível que contêm hidrogênio (veja combustão do hidrogênio): • Poder calorífico superior -.7 13. Poder calorífico inferior -. dá. Poder Calorífico Superior e Inferior A maioria dos combustíveis contêm hidrogênio e sua constituição.837. 28.2 12. o vapor d’água. 8.414.5°C.669. A água formada pode permanecer no estado vapor ou se condensar no ambiente de combustão. normalmente. pois essas condições são mais reais. O poder calorífico dos combustíveis gasosos é expresso.887. em kcal/m3 do gás.6 2. medido à pressão de 760mm Hg e à temperatura de 15.3 Elaborado por: George de Souza Mustafa 5 .033.953.890 + S% · 2.6 11.1 12.5 11. baseada nas reações de combustão dos componentes puros: Poder calorífico (kcal/kg) = C% .2 10.349.6 11.265.

3 11581. com as devidas correções de ordem prática.7 10.2 11.4.559. de gases nobres. em menor proporção.kcal/kg • QS = poder calorífico superior .2 Determinacão do Poder Calorífico de Combustíveis A determinação do poder calorífico de combustíveis sólidos e líquidos é.1 AR ATMOSFÉRICO A fonte normal de oxigênio para o processo de combustão é o ar atmosférico.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA n-Pentano Benzeno Tolueno Eteno Propeno Buteno-1 Acetileno Metilacetileno Etilacetileno 11.839.142. determinado experimentalmente nas bombas calorimétricas.526.714. A determinação direta do poder calorífico inferior é difícil em equipamentos convencionais e o seu valor é obtido por cálculos a partir do poder calorífico superior.entalpia de vaporização da água.6 9. • QI = poder calorífico inferior .7 9.6 10895.8 12.998.3 10.942.271.3 11. que é uma mistura de oxigênio e nitrogênio e.7 10.686.930. geralmente.3 11.021.7 9. quer sejam da ASTM ou DIN. contendo Elaborado por: George de Souza Mustafa 6 .692. Seu cálculo é: QI = QS .7 10.831. e seguem as mesmas normas. 2.034.1 11. feita com auxílio de calorímetros do tipo Parr.478.570W Onde.7 11.8 11.2 11.kcal/kg • W = kg de H2O formado por kg de combustível • 570 = fator .4 CONSUMO DE OXIGÊNIO NOS PROCESSOS DE COMBUSTÃO 2.594.

2 CONSUMO DE OXIGÊNIO NA COMBUSTÃO O cálculo do consumo de oxigênio num processo de combustão pode ser realizado de várias maneiras.016 --variável Em Volume % 78.0001 --variável Nitrogênio .017 --variável Fração molar 0. 2. quando considerado em volume e peso.2095 0.CO2 Hidrogênio .N2 Oxigênio .225 0.4.0093 0. observando-se acentuada variação apenas do vapor d’água.Composição do ar seco Composição Massa Molecular 28.944 44.01 --variável Em peso % 75. na Elaborado por: George de Souza Mustafa 7 .0 1.004 0.94 0.03 20.018 32. ou melhor. não tomam parte neles.7808 0.O2 Argônio .01 2.045 0. A variação da composição do ar seco. Tabela 3 .5 23.Ar Dióxido de carbono .H2 Outros gases Vapor d'água A proporção de cada um dos componentes é praticamente constante.99 0. O nitrogênio e os gases nobres são inertes nos processos de combustão.000 39.0004 0.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA também uma quantidade variável de vapor d’água. todas elas baseadas na equação de combustão. é devida à densidade dos componentes.

5 COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E SUAS PROPRIEDADES Os combustíveis líquidos utilizados nos mais diversos processos de aquecimento industrial. uma vez que estes representam quase que a totalidade dos combustíveis utilizados para esse fim. com exceção daqueles utilizados em motores de Combustão interna. Elaborado por: George de Souza Mustafa 8 . isto é. o termo "óleo combustível" é empregado apenas na designação de frações residuais. poderiam ser chamados genericamente de óleos combustíveis. diferentemente do que ocorre em diversos países que adotam o termo "fuel oil" de forma genérica. derivados do processo de refino de petróleo. Com esse recurso.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA estequiometria das reações. pode-se calcular o consumo teórico de oxigênio para qualquer processo de combustão. Vejamos as reações de combustão que seguem: C + O2 C + 1 O2 2 H2 + 1 O2 2 S + O2 CH4 + 2O2 2C2H2 + 5O2 C2H4 + 3O2 2C2H6 + 7O2 2H2S + 3O2 CO2 CO H2O SO2 CO2 + 2H2O 4CO2 + 2H2O 4CO2 + 2H2O 4CO2 + 6H2O 2O2 + 2H2O 2. No Brasil no entanto. não incluindo portanto os subprodutos denominados genericamente destilados (querosene. etc). óleo diesel.

como decorrência da maior concentração de frações mais pesadas. tanto nos processos de refino quanto nos processos de combustão nas frações mais pesadas (RESVAC. 2. níquel e vanádio. de uma mistura de hidrocarbonetos onde os elementos preponderantes são o carbono (85 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A principal e mais tradicional fonte de combustíveis líquidos é o petróleo. com efeitos nem sempre desprezíveis. são consideradas fontes alternativas que atualmente não tem utilização significativa comparável aos derivados de petróleo.1. determinadas por diversos métodos e ensaios padronizados. 2. Compostos organo-metálicos podem estar presentes em pequenas proporções (da ordem de ppm).1 . implica em maiores requisitos quanto ao aquecimento necessário ao manuseio.5. e definições quanto às aplicações mais apropriadas As propriedades descritas a seguir são consideradas as mais relevantes nos aspectos relativos ao manuseio e processos de nebulização. podendo ser obtidos também a partir de carvão ou de xisto mediante processos de extração e/ou pirólise.5%). combustão e formação de poluentes.2 PROPRIEDADES DOS COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS São várias as propriedades definidas para os combustíveis líquidos. RASF) em diferentes proporções.2%) e oxigênio (0 . nitrogênio (0. combustão e emissão de poluentes.2.90%) e hidrogênio (10 -l4%). não sendo consideradas neste texto. constituindo-se principalmente de ferro.2 . com pequenas quantidades de enxofre (0. com implicações também nos processos de nebulização.1 DENSIDADE Elaborado por: George de Souza Mustafa 9 . Outros processos de obtenção como extração a partir de vegetais.1 PETRÓLEO COMO FONTE DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS O petróleo é constituído essencialmente. como veremos mais adiante.7%). O custo menor dos óleos mais viscosos. A utilização de um ou outro tipo é determinada por fatores econômicos e/ou ambientais.5.5. 2. o que define também o custo final. e são considerados impurezas indesejáveis. ou produção de lamas constituídas de finas partículas de carvão ou betume dispersas em água. sendo importantes na sua caracterização.

5 (1) Figura 1 . indicando também a influencia do teor de enxofre.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Densidade é definida como a massa contida em uma unidade de volume.Poder calorífico versus densidade e relação C/H de óleos Elaborado por: George de Souza Mustafa 10 . . A Figura 1 ilustra tal comportamento. é ainda comum utilizar para petróleo e seus derivados a densidade expressa em ºAPI (American Petroleum lnstitute) definido como: ºAPI = 145. Embora o termo densidade relativa seja o mais correto.131. Freqüentemente utiliza-se o conceito de densidade relativa que é definida como a relação entre a densidade do fluido e a da água na mesma temperatura. apresentando comportamento semelhante em relação ao poder calorífico.1 densidade (15ºC) Para os hidrocarbonetos líquidos o valor da densidade é geralmente tanto maior quanto maior a relação carbono/hidrogênio.

2. Existem várias escalas de viscosidade que se diferenciam no procedimento de medição e nas dimensões dos orifícios.1. Define-se viscosidade cinemática como sendo a relação entre a viscosidade dinâmica e a densidade.0224 t .Conversão de escalas de viscosidade ESCALA DE VISCOSIDADE SSU (Standart Saybolt Universal) VISCOSIDADE CINEMÁTICA (STOKES) 0. Os viscosímetros comumente utilizados determinam a viscosidade cinemática. A viscosidade absoluta ou dinâmica é expressa no sistema CGS em g/cm. bombeamento) afetando também significativamente o processo de nebulização. de um outro plano de mesma área. assumindo portanto relevância no manuseio dos combustíveis líquidos (armazenamento. sendo expressa no sistema CGS em cm2/s denominada stokes. e a conversão de tempo t em segundos para stokes poder ser feita através das expressões da Tabela 4. cujo valor está associado ao tempo de escoamento de um determinado volume de líquido através de um orifício calibrado. Freqüentemente utiliza-se as denominações centipoise (10-2 poise) e centistokes (10-2 stokes) como unidades de viscosidades dinâmica e cinemática respectivamente.00226 t .84/t FAIXA DE TEMPO 32 < t < 100 t < 100 SSF (Standart Saybolt Furol) 25 < t < 40 Elaborado por: George de Souza Mustafa 11 .35/t 0.00220 t .95/t 0. por uma distância de l cm no um intervalo de tempo de l segundo.5. Tabela 4 .1. A viscosidade absoluta é definida como a força em dinas necessária para mover um plano de lcm2 a uma distância de l cm.s denominada poise.2 VISCOSIDADE A viscosidade é uma medida da resistência ao escoamento de um fluido.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2. como veremos mais adiante.1.

(2) a. expresso em porcentagem em peso é uma medida da quantidade de material sólido remanescente quando o líquido e aquecido. log(log v) = a+b. e pirólise das frações de maior peso molecular. em bulbo de vidro parcialmente fechado. Com a expressão (2).0.50/t 0.79/t 0. é possível determinar os valores das constantes a e b e obter-se a expressão que permite estimar o valor da viscosidade do óleo numa larga faixa de temperaturas. Durante o aquecimento ocorrem fenômenos de evaporarão das frações mais leves.5.60/t 0. sob condições específicas estabelecidas pelos métodos. 2. b : constantes características de um determinado óleo. A equação de Walther.027 t .00247 t .20/t 0.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA t > 40 Redwood Redwood Almirantado Engler *t = tempo em segundos 34 < t < 100 t > 100 0. (2).00147 t . permite determinar aproximadamente a lei de variação da viscosidade com a temperatura de uma mistura de hidrocarbonetos líquidos.1.3 RESÍDUO DE CARBONO O resíduo de carbono.2. T : temperatura absoluta em graus Rankine (R = l.0.logT Onde: v : viscosidade cinemática (centistokes). sendo a segunda mais empregada para óleos de viscosidades mais elevadas A viscosidade de óleos combustíveis varia significativamente com a temperatura. que ao se decomporem formam depósitos de material carbonáceo no interior do bulbo. com comportamento não linear.8 K).0026 t .74/t Para óleos combustíveis utiliza-se geralmente as escalas SSU e SSF.0216 t . e conhecendo-se dois valores de viscosidade em diferentes temperaturas.3. Elaborado por: George de Souza Mustafa 12 .

cuja determinação é feita mediante precipitação pela adição de um solvente não polar ao óleo combustível.5. sendo este último o mais usual para óleos combustíveis residuais. enquanto que nos combustíveis residuais estes teores podem atingir valores da ordem de 0. está associado à formação de NOx. uma vez que os asfaltemos contém parcela considerável do nitrogênio "combustível".4 ASFALTENOS Asfaltenos são grandes estruturas de hidrocarbonetos aromáticos condensados com ramificações de cadeias parafínicas na periferia. Os óleos de base naftênica geralmente apresentam valores mais elevados de resíduo de carbono do que os de base parafínica.6 CINZA NO COMBUSTÍVEL Elaborado por: George de Souza Mustafa 13 . em processos de combustão. O teor de asfaltenos é expresso como uma ação em massa expressa em porcentagem. adicionalmente. O teor de asfaltenos. Estas estruturas são pouco miscíveis no óleo. nitrogênio e vanádio na sua composição.2. que se incorporam às frações mais pesadas durante o processo de refino.1%.2. dependendo do tipo isto é.5.5. Em geral o resíduo de carbono é tanto mais alto quanto maior a viscosidade do óleo. 2. permanecendo em suspensão. 2.5 CINZAS Os combustíveis líquidos destilados com com quantidades desprezíveis de cinzas. O teor de asfaltemos assim como o resíduo de carbono indicam tendências à formação de material particulado.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Os métodos mais utilizados são os denominados Ramsbottom e Conradson.2. contendo também átomos de enxofre. Os valores obtidos nos ensaios indicam tendências de formação de resíduos sólidos quando os óleos são submetidos a elevadas temperaturas. 2. decorrência da presença dos constituintes organo- metálicos e de sais inorgânicos solúveis como cloreto de sódio proveniente do petróleo. por exemplo.

por exemplo: a) impurezas. como elementos metálicos e semi-metais ou metalóides. tais como lavagem. destilação. regularmente determinadas em análises laboratoriais. etc. As propriedades de interesse. presentes na estrutura molecular do combustível. A cinza no combustível pode ter diversas origens. b) fragmentos de argila. devido à sua própria formação. compostas por óxidos que se apresentam normalmente no estado sólido à temperatura ambiente. c) fragmentos do solo misturados com o combustível na mineração e/ou manuseio. A composição química das cinzas permite avaliar o seu comportamento quanto aos seguintes aspectos: • Ataque de refratários O ataque químico das cinzas aos refratários pode ser evitado ao escolher refratários com comportamento químico semelhante ao das cinzas. As cinzas formadas na combustão são elutriadas (cinzas voláteis) e/ou depositadas em geral nos cinzeiros. Os óxidos presentes nas cinzas apresentam as seguintes tendências: os óxidos de elementos metálicos são básicos. flotação. areia.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cinzas são resíduos da combustão. pirita. decantação gravitacional ou centrífuga. são composição química e fusibilidade da cinza. etc. Elaborado por: George de Souza Mustafa 14 . agregados ao combustível sólido ou misturados no combustível líquido (sedimentos). filtragem. Como a combustão se processa a elevada temperatura. sais. é necessário o conhecimento do comportamento das cinzas nessas condições para evitar inconvenientes provocados por operações inadequadas e orientar a escolha dos materiais refratários com características compatíveis com as condições existentes no interior da câmara de combustão. As impurezas do tipo b e c podem ser separadas (ou retiradas em parte) por processos físicos.

devido à formação de eutéticos. tais como óxidos de silício. como o óxido de alumínio. ou a fusão da cinza "slagging". ao condensar-se nas superfícies mais frias do equipamento aglutinam as cinzas voláteis. pois uma boa parte dos mesmos se volatiliza durante a combustão. com sensível abaixamento da temperatura de amolecimento em relação à atmosfera gasosa oxidante. propiciando corrosão e redução da taxa de transferência de calor nestas superfícies.5. As cinzas compostas por óxidos só básicos ou só ácidos apresentam temperaturas de amolecimento superiores às cinzas obtidas com a mistura dos mesmos óxidos básicos com ácidos.2. zircônio e titânio. 2. Os materiais refratários que entram em contato com as cinzas devem ter baixa porosidade. diferem dos demais óxidos. que geralmente inviabilizam a continuidade do processo ou reduzem a eficiência da troca de calor rio equipamento. • Sublimação de compostos Os óxidos alcalinos Na2O e K2O. excepcionalmente. Observa-se uma influência acentuada do óxido de ferro na fusibilidade da cinza em atmosfera gasosa redutora. • O amolecimento e fusão das cinzas O ensaio de fusibilidade determina as temperaturas inicial e final de amolecimento da cinza.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA - os óxidos de semi-metais são geralmente ácidos. alguns óxidos são neutros. e condensa-se em temperaturas em torno de 760ºC.7 ÁGUA E SEDIMENTOS Elaborado por: George de Souza Mustafa 15 . Os processos de combustão com temperaturas superiores ao ponto de amolecimento da cinza podem propiciar a aglomeração de material particulado denominado "sinter". pois as cinzas alojadas nos poros ao se dilatarem provocam rachaduras nas superfícies dos mesmos.

Os combustíveis líquidos. mais favoráveis serão as condições para a estabilidade da chama. 2. para produzir suficiente vapor e formar com o ar uma mistura capaz de inflamar transitoriamente sob a ação de uma chama escorvadora. se estabelece a ignição e a combustão continuada sobre a superfície do líquido. l % de água e sedimentos. Ponto de ignição é a temperatura na qual.5. O teor de água em combustíveis sólidos pode ser reduzido por decantação. nem tampouco aquecido em recipiente aberto. dependendo da situação. Elaborado por: George de Souza Mustafa 16 . depreende-se que um combustível liquido não pode ser armazenado a temperatura igual ou superior a de fulgor.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tal como em relação as cinzas as frações destiladas contém quantidades de até 0. pois traz como decorrências: dificuldade de ignição. A não ser em casos excepcionais. sob a ação de uma chama escorvadora.2.equipamento a ser aquecido. sendo separados desta por decantação. através do resfriamento e/ou pressurização do gás. a essas temperaturas Quanto ao processo de combustão pode-se prever que quanto menor a temperatura de ignição do líquido. As frações residuais por sua vez não podem reter em suspensão quantidades superiores a 2% segundo especificação. geralmente são imiscíveis com a água. sob condições do método de determinação. Considerando a definição dada.8 POINT) PONTO DE FULGOR (FLASH POINT)/PONTO DE IGNIÇÃO (FIRE- Ponto de fulgor é a temperatura a qual um líquido inflamável deve ser aquecido. a água presente no combustível é inconveniente. abaixamento das temperaturas ao longo da chama e da eficiência de transferência de calor ao . O vapor de água em combustíveis gasosos pode ser eliminado pela condensação. filtragem ou secagem. derivados de petróleo. portanto é conveniente a redução do seu teor.

5.000. 2. etc. Esta película logo em seguida. Estes ligamentos tornam-se instáveis rompendo-se em segmentos. etc. Observa-se que na expansão da película ocorrem oscilações na superfície que.6. e estima-se que l ml de líquido pode dividir-se em cerca de 10. diesel. Para Isso utilizamse diferentes princípios e dispositivos desenvolvidos e aplicados aos diferentes combustíveis (querosene. Estes fenômenos ocorrem durante frações de segundo.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2. A Figura 2 ilustra o processo de formação de um spray ideal obtido a partir de um jato de água plano escoando em regime laminar. o processo de nebulização ocorre quando se obtém à saída do bocal através do qual o líquido é injetado. 6 NEBULIZAÇÃO DO COMBUSTÍVEL O propósito principal do processo de nebulização do combustível é a divisão do líquido em gotas de menor tamanho possível.1 MECANISMO DE FORMAÇÃO DE SPRAYS Seja qual for o princípio ou dispositivo utilizado. torna-se instável rompendo-se em gotas e placas.000 de gotas. sob a ação da tensão superficial. gerando um fino "spray". que sob à ação da tensão superficial.2.) e equipamentos (caldeiras.) onde são empregados. logo após o líquido deixar o bocal. uma película fina de espessura da ordem de 5µm.9 PONTO DE FLUIDEZ (POUR POINT) Ponto de fluidez é a mais baixa temperatura na qual o líquido ainda flui nas condições normais estabelecidas pelo método de determinação. óleo combustível. fornos. assumem a forma esférica Elaborado por: George de Souza Mustafa 17 . a medida que a película se expande provoca a desintegração da mesma formando ligamentos. estufas. adquirem também a forma de gotas aproximadamente esféricas. sendo que estas últimas.

que rompem-se formando plaquetas que em seguida assumem a forma esférica. • devido ao dobramento da película em finas camadas. • desintegração do jato causado por cisalhamento na interface líquido gás. Elaborado por: George de Souza Mustafa 18 . que age a partir do momento em que este deixa o bico. A desintegração da película à saída do bico injetor ocorre devido aos seguintes mecanismos • devido às forças de contração exercidas pela tensão superficial que se opõe à expansão da película. • devido à perfuração da película causada pela oscilação de pressão do meio ambiente onde está se desenvolvendo.Fotografia de um spray plano de água em regime laminar A Figura 3 mostra um dos modelos físicos considerado na modelagem dos mecanismos de desintegração da película.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 2 .

A Figura 4 ilustra o aspecto de dois "sprays" reais. na sua trajetória até entrarem em combustão. estão sujeitas a desintegrações devido a colisões entre si.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 3 .Modelo físico idealizado do mecanismo de desintegração de um jato plano As gotas que constituem "spray" real. à fricção. No entanto a análise apresentada a seguir permite verificar os efeitos dos vários fatores que intervêm no processo de nebulização. Figura 4 – Nebulização de glicerina em bocal de nebulização por pressão de líquido Elaborado por: George de Souza Mustafa 19 . é que elas se aplicam somente para os casos semelhantes àquele experimental a partir do qual foram determinadas. à ação da própria tensão superficial. bem como à coalescência de gotas. A restrição à utilização destas expressões empíricas. onde pode-se observar comportamentos distintos no que se refere à distancia do bocal onde se dá a desintegração da película. ao movimento turbulento originado no interior do "spray".

bem como do equipamento onde está acoplado o queimador. tensão superficial) e da pressão do meio em que está sendo injetado. mecânica com copo rotativo.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.6. quando os orifícios por onde o líquido é injetado são rasgos. de vapor e ar comprimido). 2. ultrasom. choque de jatos. Existem dispositivos mistos que utilizam mais de um princípio. e portanto a altas velocidades. As aplicações de cada tipo serão discutidas em tópico específico mais adiante. devendo-se levar em conta muitas vezes critérios econômicos (custo de energia elétrica. através de bocais de pequenas dimensões. A formação e desintegração da película à saída do bocal. Podem ser obtidos sprays de formatos planos em forma de um leque. Os "sprays' de formato cônica são Elaborado por: George de Souza Mustafa 20 . das propriedades físicas do líquido (viscosidade. geralmente são classificados segundo a fonte de energia utilizada para a injeção do líquido através do bocal. que serão apresentados mais adiante. depende essencialmente dos seguintes fatores: das características geométricas do bico injetor. não merecendo maior atenção neste momento. vibrações não serão tratados aqui.1 NEBULIZAÇÃO POR PRESSÃO DE LÍQUIDO A película à saída do bocal neste caso é obtida mediante a injeção do líquido sob pressões relativamente elevadas. porque ainda não tem utilização industrial significativa. das disponibilidades de energia e de fluidos auxiliares. 20 a 60 kgf/cm2 em alguns casos mais elevadas. quais sejam: pressão de fluido: com fluido auxiliar ou pneumática (ar ou vapor).2. Outros princípios e dispositivos existentes alternativos a estes como.6. A utilização de um ou outro processo para nebulização do combustível depende das características físicas do líquido. da pressão de injeção do líquido.2 PRINCÍPIOS DE NEBULIZAÇÃO Os vários princípios e dispositivos de nebulização utilizados industrialmente. e são divididos em três princípios fundamentais.

Aspecto visual de "spray" com nebulização líquido em diferentes condições de operação Elaborado por: George de Souza Mustafa 21 . Neste caso o cone pode ser (simples orifício). A Figura 5 mostra a influência da pressão de injeção e da viscosidade no aspecto visual do spray de um determinado bocal de nebulização por pressão de líquido.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA obtidos quando os orifícios de descarga são anulares. Figura 5 . ou oco quando existe uma câmara de rotação a montante do orifício.

Bocal nebulizador com fluido auxiliar tipo câmara de mistura Figura 7 .2.6. com auxílio de um fluido gasoso (ar ou vapor) que transfere quantidade de movimento ao líquido que está sendo nebulizado. 7 e 8 e outros em que esta mistura é feita logo à saída do líquido do bico injetor de combustível. Figura 6 . como é o caso dos bocais tipo câmara de mistura e "Y-Jet" das Figuras 6. Neste tipo de nebulização os mecanismos descritos anteriormente para a desintegração da película são desencadeados pelo fluido auxiliar. iniciando-se.Bocal nebulizador com fluido auxiliar tipo 'Y-JET" Elaborado por: George de Souza Mustafa 22 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2. ainda no interior do próprio bocal.2 NEBULIZAÇÃO COM FLUIDO AUXILIAR OU PNEUMÁTICO Na nebulização com fluido auxiliar ou pneumática a injeção do combustível é feita com pressões relativamente mais baixas. Existem bocais em que a mistura líquido-fluido auxiliar é feita ainda no interior do bico. em muitos casos.

câmara de mistura Elaborado por: George de Souza Mustafa 23 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 8 – Modelo de bocal do tipo “Y-Jet” ATOMIZING FLUID (COMPRESSED AIR OR STEAM) LIQUID FUEL SMALL DROPS RECIRCULATING AIR JET EXPANDING FUEL FORMS AN ANNULAR SHEET AROUND ATOMIZING FLUID FUEL DROPLETS IN AIR STREAM FORMED BY SHEARING AT AIR / LIQUID INTERFACE DROPLETES ARE PULLED BACK IN THIS REGION BY THE RECIRCULATING ATOMIZING FLUID STREAM. TO FORM LARGER DROPS WHICJ ARE THEN EJECTED WAVE DEFORMATION OF FUEL SHEET WITH PERFORATIONS SMALL DROPS FORMED AT THE CREST OS WAVES APPROX 5 NOZZLE DIAMETERS LIGAMENTS FORMED SMALL DROPS FORMED AT THE CREST OF LIGAMENTS APPROX 40 NOZZLE DIAMETERS LARGER DROPS FORMED BY THE BREAK UP OF LIGAMENTS Figura 9 .Bocal combinado câmara de rotação .

Bocal combinado câmara de rotação " F-Jet" 2.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 10 . como visto no modelo de combustão de gota apresentado na figura 11.3 NEBULIZAÇÃO COM COPO ROTATIVO Na nebulização com copo rotativo o líquido é depositado nas paredes internas de um copo na forma de um tronco de cone.6. na borda da qual descola-se sob a ação da força centrífuga A desintegração desta película inicia-se logo à saída da borda do copo sob a ação de um jato de ar introduzido a alta velocidade pela superfície externa do copo giratório.6. A película se forma na parede interna. mediante a rotação do copo. Elaborado por: George de Souza Mustafa 24 . Os fenômenos de ignição e combustão desta névoa são precedidos da evaporação na superfície das gotas e da mistura destes vapores com o ar de combustão. 2.3 EFEITOS DAS VARIÁVEIS DE PROCESSO NO COMPORTAMENTO DE CHAMAS DE LÍQUIDOS O queimador é um dispositivo que tem a função de subdividir o combustível em gotas de menor diâmetro possível e introduzir esta névoa de pequenas partículas adequadamente no interior da câmara de combustão.2.

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

Figura 11 – Representação do mecanismo de combustão de uma gota

Estes fenômenos, como verificado anteriormente, estão estritamente condicionados aos processos de transmissão de calor, de transporte de massa entre as gotas e o meio circundante a elas, além de outros processos citados que ocorrem simultaneamente (polimerização, craqueamento, destilação fracionada, etc.). Estes fenômenos determinam o comportamento das chamas de líquidos. e estes por sua vez são afetados pelas diversas variáveis de processo quais sejam: • • • • • características do combustível; qualidade do processo de nebulização; rotação do fluxo de ar; temperatura do ar de combustão; temperatura interna da câmara de combustão.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

25

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

2.6.3.1

INFLUÊNCIA DAS CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL

No processo de combustão ao nível das gotas as características do líquido mais importantes são aquelas que interferem no processo de evaporação na superfície da gota. Comparando-se os combustíveis residuais com os destilados verifica-se que pelo fato de se constituírem de frações mais pesadas, as temperaturas de ebulição são mais altas, o que contribui para reduzir significativamente os ritmos de evaporação. Como decorrência desta redução verifica-se um aumento da distância do bico nebulizador até o ponto onde ocorre a ignição da mistura em torno da gota. Neste sentido a adição de destilados leves, na faixa do óleo diesel, aos combustíveis residuais contribui não só na melhoria da qualidade de nebulização, devido a redução na viscosidade, como também na evaporação, antecipando portanto a ignição para uma região mais próxima do bico nebulizador. O teor mais alto de frações pesadas, isto é, compostos com relação C/H elevadas nos combustíveis residuais em relação aos destilados leves, propicia também maior conteúdo de material remanescente da gota com altas relações carbono/hidrogênio ao final do processo de evaporação. Estas partículas estarão então, a partir daí sujeitas às reações de oxidação na superfície, exigindo portanto maior teor de oxigênio na região final da chama. Esta é uma das características dos combustíveis mais pesados que explica a necessidade de, geralmente se operar com excessos de ar mais altos quando comparados aos combustíveis mais leves nas mesmas condições. O maior teor de frações mais pesadas nos óleos residuais, implica também num maior teor de fuligem quando comparado aos óleos destilados, o que contribui para aumentar as trocas de calor por radiação com o meio envolvente. Quanto ao poder calorífico do combustível, pode-se dizer que quanto mais elevado, mais intensos serão os ritmos de evaporação da gota.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

26

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

2.6.3.2

INFLUÊNCIA DA QUALIDADE DO PROCESSO DE NEBULIZAÇÃO

Considerando o processo de evaporação na superfície das gotas, verifica-se que, quanto maior o diâmetro da gota, maior será a extensão da área exposta do líquido, e como conseqüência mais intenso será este processo. Quanto maior for o diâmetro da gota maior será o comprimento visível da chama, e maior o diâmetro da partícula residual ao final da região visível da chama. Desta forma aumentam as possibilidades destas partículas residuais tornarem-se compostos de alta relação C/H não convertidos que se juntarão às partículas de fuligem. Consequentemente, para se obter as mesmas concentrações de partículas não convertidas e de fuligem nos gases de combustão, o excesso de ar deve ser crescente com o diâmetro das gotas. Por este motivo é importante diminuir o diâmetro da gota, bem como garantir uma distribuição de tamanho de gotas adequada, atuando nos parâmetros que influem na qualidade da nebulização.

2.6.3.3 INFLUÊNCIA DA ROTAÇÃO DO FLUXO DE AR Com objetivo de intensificar os ritmos de evaporação das gotas logo à saída do bico nebulizador, e aproximar a região onde se dá a ignição do bocal nebulizador, utiliza-se geralmente o recurso de introduzir o ar de combustão de modo a gerar intensa circulação do ar e de gases de combustão na região frontal do bocal. A introdução do ar de combustão com componentes tangenciais de velocidade, aumenta a vazão de gases quentes recirculados para o centro da parte inicial do jato⋅ Além disso, esse procedimento muitas vezes auxilia também na desintegração da película no processo de. nebulização.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

27

aproxima por este motivo a Elaborado por: George de Souza Mustafa 28 .3.Alguns tipos de turbuladores reguláveis 2. o comprimento da chama será tanto maior quanto menor for a temperatura da câmara de combustão.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Figura 12 . 2. operando com a mesma potência. consequentemente.5 INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA DO AR DE COMBUSTÃO A utilização de ar de combustão preaquecido. além de contribuir com uma carga térmica adicional que implica na redução do consumo de combustível. Por exemplo. combustível e demais parâmetros numa fornalha de tubos d'água.6. apresenta chama mais longa do que operando numa fornalha revestida de refratários. intensifica os ritmos de evaporação da gota.3.4 INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA DA CÂMARA DE COMBUSTÃO O aumento da temperatura do meio que circunda a chama aumenta os ritmos de evaporação das gotas e.6. o mesmo queimador. Analogamente às variáveis anteriores.

válvulas. além de aumentar a temperatura máxima da chama. ventiladores. O recurso de preaquecer o ar de combustão deve ser considerado quando se necessita atuar sobre qualquer destas variáveis. tubulações.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA região onde se dá a ignição do bocal nebulizador .6 IMPLICAÇÕES DO PREAQUECIMENTO DO AR O uso de ar preaquecido. ou pelo aproveitamento de outra fonte de aquecimento qualquer - Os níveis de temperatura de preaquecimento estão condicionados às características particulares dos componentes do sistema de combustão: queimadores. 2. reduzindo consequentemente o comprimento da chama. etc. As restrições à operação em temperaturas elevadas são relativas Elaborado por: George de Souza Mustafa 29 . A Figura 13 mostra um queimador de óleo combustível com nebulização a ar de média pressão.3. A necessidade de preaquecimento do ar pode ser determinada pela natureza do combustível utilizado (temperatura de ebulição) ou ainda para aumentar a capacidade do equipamento. Figura 13 . Esta medida também pode ser considerada nos casos onde haja a possibilidade de redução do consumo de combustível. seja pela recuperação de calor do próprio equipamento onde está acoplado o queimador.6. além de diminuir a distancia de ignição. onde o ar secundário é preaquecido com temperaturas que podem variar de 500 a 700ºC. aproxima o pico de temperatura do bocal do queimador.Queimador com ar preaquecido.

A seguir são apresentadas. onde o tubo de alimentação de óleo tem grande área de contato com o ar de combustão. deixando o material quebradiço. Assim sendo é razoável que se considere de 300 a 350ºC como temperatura limite quando se empregar estes materiais na construção dos componentes metálicos. em função das menores vazões mássicas com a redução do peso específico do ar. A exposição prolongada em temperaturas superiores a 440ºC pode causar a precipitação de carbono. Em temperaturas superiores a 530ºC em contato com ar ocorre intensa oxidação superficial. Nos queimadores: As implicações do preaquecimento do ar de combustão dependem essencialmente do tipo de queimador considerado. No caso de novas instalações necessariamente estes aspectos estão presentes na elaboração do projeto. deve ser previamente estudada à luz das implicações que pode vir a ter em cada um dos seus componentes. para cada componente em particular. Entretanto nos casos de adoção desta medida nos sistemas já instalados. Para temperaturas mais elevadas dever-se-á considerar o revestimento com materiais refratários e aços com composições diferentes que permitam trabalhar em temperaturas mais elevadas. Quanto às limitações impostas pelos materiais utilizados pode-se dizer que no caso de aços de baixos teores de carbono. que as capacidades máximas destes serão reduzidas. Nos casos de equipamentos que operam próximos das capacidades máximas. as implicações no seu desempenho devido ao preaquecimento do ar de combustão. Nos queimadores. a redução de consumo advinda da utilização de ar preaquecido deve compensar esta redução de capacidade. em temperaturas da ordem de 370ºC inicia-se o processo de fluência (creep) e a partir de 400ºC redução significativa na resistência mecânica. provocando o fenômeno denominado grafitização. como no caso de lanças ou porta-bicos em queimadores de Elaborado por: George de Souza Mustafa 30 . material mais comumente empregado. entretanto pode-se dizer de um modo geral para todos os tipos.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA aos materiais empregados na sua construção e ao desempenho destes quando operando nestas condições.

Os queimadores comumente usados em refinaria ou petroquímica são do tipo combinado. As partes principais de um queimador são o bloco refratário e o maçarico. no interior do qual a chama do maçarico se projeta para a câmara de combustão. e são classificados da seguinte forma: • • • • De nebulização por pressão de óleo. 2. De copo rotativo. deve-se procurar evitar o sobre-aquecimento do óleo acima de 120 a l30ºC.7 QUEIMADORES E SUAS APLICAÇÕES Os vários tipos de queimadores industriais utilizados na combustão de líquidos são distinguidos geralmente pelo princípio e os meios utilizados na nebulização do combustível. com aspiração natural do ar. (virolas). isto é. ocorrendo a coqueificação e formação de sólidos de difícil remoção. Existem tipos que utilizam mais de um princípio como é o do "Swirl burner". de forma circular. De emulsão ar-óleo. que são usadas para o ajuste de queima e controle do comprimento da chama. De nebulização com fluído auxiliar. Essa cinta pode ser deslocada de forma que seja controlada a admissão de ar secundário na medida das necessidades. Na parte inferior do mesmo. sob pena de se provocar a volatilização das frações mais leves. Elaborado por: George de Souza Mustafa 31 . gás combustível ou ambos simultaneamente. situam-se as entradas de ar secundário. A virola consta de uma metálica que possui tantas aberturas quanto sejam os orifícios do bloco refratário por ela envolvido (figura 14). Bloco Refratário: É um conjunto de tijolos isolantes. podem queimar óleo combustível.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA nebulização por pressão de óleo e com fluido auxiliar (ar ou vapor). Os queimadores são os acessórios das caldeiras e dos fornos onde se efetua a queima do combustível necessário ao aquecimento da carga.

Elaborado por: George de Souza Mustafa 32 . FIGURA 14 O bloco refratário possui as seguintes finalidades: a) Proporcionar uma mistura mais homogênea entre o ar e o combustível. Normalmente a entrada de ar primário. trabalha completamente aberta quando óleo combustível estiver sendo queimado. que pode ser regulada como se deseja.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Uma menor porção de ar para a combustão passa através do queimador e é chamado de ar primário. devido ao seu formato (bocal).

os quais. estão dispostos simetricamente em relação ao eixo do queimador. Conforme pode ser visto na figura 16. Atualmente esse tipo de maçarico é utilizado com pouca freqüência. ou mistura gás-ar.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA b) Contribuir para aumentar a eficiência da combustão. O segundo tipo que trabalha somente com ar secundário. Os que trabalham com ar primário e secundário. e conseqüente queima do combustível. No maçarico. passa pela parte interna da caneta. Maçarico: É a parte do queimador onde se efetua a atomização do óleo. impedindo que se espalhe desde a sua base e venha sobre os tubos. até o atomizador. Eles são encontrados em fornos de projetos mais antigos. Na figura 16. outra de vapor (figura 18). o óleo entra numa das conexões do coletor desmontável. Desta forma difícil se torna a queima quando o bloco refratário ainda se encontra frio durante as partidas. vemos um maçarico a gás que trabalha com ar primário e secundário. saem do coletor duas tubulações concêntricas. existem 4 bicos de gás. por ser simples e ter maior precisão na ajustagem da quantidade de ar. Cada dois bicos conectados a um coletor em forma de meia lua. c) Serve para formar o corpo da chama. de vez que sua superfície recebe calor da chama e o transmite à mistura a ser queimada. onde ele é injetado para a câmara Elaborado por: George de Souza Mustafa 33 . Na figura 15. apresentamos um corte de queimador do tipo combinado. possui algumas vantagens sobre o anterior. uma de óleo. Neste maçarico. concorrendo assim para a ignição e combustão da mesma. e os vários tipos de maçaricos: • Maçarico a gás: há dois tipos de maçarico a gás. o controle da queima é feito somente pela regulagem da quantidade de ar secundário. A seguir. o óleo. por sua vez. e os que trabalham somente com ar secundário.

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

de atomização, através do orifício central do bico de atomização. Na figura 19, vemos, em corte, a câmara de atomização.
FIGURA 18

Elaborado por: George de Souza Mustafa

34

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

FIGURA 19 – CAMÂRA DE ATOMIZAÇÃO

O atomizador é uma peça cúbica, possuidora de 4(quatro) orifícios em cada face lateral, chamada câmara de atomização rosqueada à tubulação de óleo e, na posterior, possuidora de uma abertura que permite a saída do óleo atomizado. Nesta mesma face, existe um anel, cuja finalidade é vedar o término da tubulação de vapor, obrigando-o assim a penetrar nos orifícios. O vapor, ar ou gás, usado para atomização, entra pela segunda conexão do coletor desmontável, que é simétrica a entrada de óleo. Após passar pelo espaço compreendido entre o tubo interno e o tubo externo, o vapor passa por orifícios do bico de atomização. Assim, no bico de atomização, o óleo sai pelo orifício central e o vapor pelos orifícios periféricos; ao se encontrarem, provocam um turbilhonamento na câmara de atomização. Essa turbulência proporciona uma completa emulsificação do óleo combustível pelo vapor. Essa mistura passa, então, por uma restrição da câmara de atomização que aumenta sua velocidade e, a seguir, sai pelos orifícios do bico do maçarico. Pela simples mudança do bico do maçarico, usando-se ângulos e dimensões variáveis do orifício, pode-se obter formas e tamanhos de chamas diferentes.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

35

UNIFACS

EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA

Dependendo do tipo de óleo combustível utilizado para a queima, temos maior ou menor acúmulo de incrustações ou sujeira em sua passagem. Para a limpeza tanto da parte do vapor como da parte de óleo, os maçaricos podem ser desmontados facilmente com o forno em operação. Essa desmontagem é feita desrosqueando-se o parafuso do grampo “U”, que está articulado ao coletor, e dando-se um giro no grampo de 90º. A seguir, remove-se toda a parte interna do maçarico, junto com acoplamento do coletor, que é facilmente retirada para limpeza e inspeção. Os orifícios dos bicos dos maçaricos são uma das partes que sofrem mais desgaste e devem ser calibrados todas as vezes que há retirada dos maçaricos, pois seu diâmetro não tem tolerância. Para a queima do combustível é necessário ar. Esse ar entra através de janelas (virolas) existentes na parte tronco cônica do maçarico. A abertura das virolas é regulada pelo acionamento de pequenas alavancas que servem de apoio para girar o conjunto de pequenas janelas, como já vimos na figura 14.

Sistema de alimentação dos maçaricos

É constituído de tubulações, bombas, e vasos dos combustíveis, óleo, gás e vapor de atomização. As pressões de alimentação, tanto do óleo combustível como do gás combustível devem ser constantes e não sujeitas a flutuações. Bombas rotativas e centrífugas são as que melhor se prestam ao bombeamento do óleo combustível. Algumas instalações são projetadas com bombas alternativas, sendo, contudo, providas de vasos pulmão, que atenuam sensivelmente as pulsações. Para a operação dos maçaricos tipo combinado, isto é, que operam com gás ou óleo, possuímos três sistemas de alimentação:

• • •

Sistema de óleo combustível; Sistema de vapor; Sistema de gás.

Os maçaricos quando alimentados com óleo, necessitam de vapor para a sua atomização. Os combustíveis e o vapor de atomização são distribuídos por meio de anéis, que circundam o forno.

TIPOS DE QUEIMADORES
Muitos e diferentes projetos de queimadores são disponíveis para utilização com óleo e gás combustível, ou ambos. Os queimadores na sua maioria podem ser classificados como de gás pré-misturado (com ar), gás não misturado, óleo combustível atomizado com vapor com vapor ou combinações com os anteriores.

Elaborado por: George de Souza Mustafa

36

Desta forma há o arraste do ar primário pelo aspirador. Elaborado por: George de Souza Mustafa 37 . misturando o ar e o gás no tubo misturador antes de ser distribuído nos orifícios da cabeça do queimador ou da aranha distribuidora. Para obter-se boa mistura a queimar o gás com chama curta se usa o queimador com pré misturador. Um queimador em boas condições misturará completamente o combustível com suficiente quantidade de ar para uma completa combustão e uniformidade de chama. Sob determinadas condições. Desta forma. a chama pode retornar e queimar no tubo de mistura. o queimador deverá ser apagado e resfriado antes de acende-lo novamente. O retrocesso de chama não pode ocorrer se a mistura de ar-gás no tubo de mistura é demasiada rica para queimar ou se a velocidade da mistura através dos orifícios da aranha distribuidora excede a velocidade da chama. Se a chama continua queimando no tubo de mistura.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Todo o óleo e gás combustível que alimenta os queimadores dos fornos deve queimar-se completamente com uma forma de chama relativamente uniforme. o retrocesso de chama pode ser corrigido reduzindo-se o ar primário para produzir uma mistura rica no tubo misturador ou incrementando a queima para que a velocidade através dos orifícios da aranha distribuidora exceda a velocidade de retrocesso da chama. desta forma o gás com sua mistura completa de ar primário e secundário queima com uma pequena chama azul translúcida. A mistura ar-gás ao sair da aranha distribuidora se junta ao ar secundário. (figura 20). A colocação amarelada é o resultado de particulas de carbono produzidas quando parte do gás craqueia antes de queimar. QUEIMADORES DE GÁS COM PRÉ MISTURADOR Uma chama amarela e larga geralmente indica mistura pobre de gás e ar. Este retrocesso de chama danificará o queimador a menos que se corrija imediatamente. FIGURA 20 No queimador com pré misturador o gás com baixa pressão através de um pequeno orifício para aumentar a velocidade.

Por exemplo. (figura 21). tirando de serviço alguns queimadores. o hidrogênio com sua ampla faixa de imflamibilidade (4% a 75% em volume no ar) contribui para o retrocesso quando está misturado com gás. os queimadores que foram apagados podem ser reacendidos.QUEIMADOR DE GÁS SEM PRÉ-MISTURADOR Elaborado por: George de Souza Mustafa 38 . o queimador deve ser bloqueado imediatamente. Chamas desiguais e retrocesso de chama podem ocorrer se a composição do gás varia muito. O ar secundário se mistura com o combustível acima do bloco do queimador. diminuindo assim a vazão do mesmo. Quando ocorre retrocesso de chama por baixa pressão deve ser verificado se algum queimador apagou. Isto ocorre porque a chama viaja mais rapidamente no hidrogênio do que o faz em gás natural ou gases combustíveis normais encontrados em unidades de processamento. os queimadores com pré misturador necessitam de um tubo projetado especialmente. Se o gás combustível contém uma porcentagem alta de hidrogênio. se isto tiver ocorrido. Neste caso o queimador deve ser limpo na primeira oportunidade. isto deixa maior pressão disponível para os queimadores que continuam operando. A situação de pressão baixa no anel de gás pode ser melhorada. O retrocesso de chama pode ocorrer também quando há obstrução dos orifícios de saída do gás.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A baixa de gás pode ser a causa para que todos os queimadores retrocedam sua chama. mas a chama deve voltar ao normal quando a pressão é restabelecida. Também a parede quente ajuda a combustão. QUEIMADORES DE GÁS SEM PRÉ MISTURADOR Quando por condições de projeto se usa queimador sem pré misturador todo o ar se mistura com o combustível além da boca do queimador. Quando a pressão do gás se normaliza. A combustão começa na boca do queimador com ar primário e é ajudado pelo bloco do queimador que esta quente e irradia calor gerado pela queima do combustível. FIGURA 21 .

As pequenas partículas de combustível atomizadas ao sair pelo bico do maçarico se vaporizam. Isto reduz a variação de distribuição de calor dentro do forno as variações do ar exterior.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA O queimador sem pré misturador como mostra a figura 21. FIGURA 22 – “CANETA” PARA ÓLEO COMBUSTÍVEL Elaborado por: George de Souza Mustafa 39 . tem a entrada de ar junto ao forno. QUEIMADORES DE ÓLEO COMBUSTÍVEL COM ATOMIZAÇÃO A VAPOR A figura 22. mostra uma “caneta” para queimar óleo combustível. misturam-se com o ar e começam a queimar. Observe também o amortecedor de ruído. Até certo ponto a direção da chama pode ajustar-se manipulando as entradas de ar secundário (virolas). O bico do maçarico está projetado para dar uma determinada forma de chama de acordo com o tipo de câmara de combustão. antes de sair pelo bico do maçarico. O combustível entra no cabeçote onde é atomizado com vapor de média pressão. O calor da chama mantém aceso o maçarico aceso o maçarico de óleo combustível enquanto houver atomização.

ou incidir nos tubos. superaquecendo-os. quais sejam de 25 a 35 cs (160 a 210 SSU). Utiliza-se uma vareta de ferro para remover o coque. Elaborado por: George de Souza Mustafa 40 . QUEIMADORES COMBINADOS Os queimadores combinados podem queimar óleo e gás simultaneamente. utilizando vapor (fechar válvula de combustível e abrir válvula de vapor de limpeza). Se a chama permanece com uma forca irregular depois da limpeza com vapor.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Fagulhas em uma chama de óleo combustível são causadas por deficiente atomização. deve-se limpar a “caneta” com freqüência. O vapor de atomização deve ser seco e possuir uma pressão superior à óleo (cerca de 1. Se a chama pulsa (acende e apaga) provavelmente será porque a válvula de vapor de limpeza esta dando passagem (mal fechada ou deficiência de vedação). A pressão de fornecimento do óleo deve ser mantida e não estar sujeira a flutuações. quanto maior a inclinação. a “caneta” deve ser removida para limpeza e/ou recondicionamento. são usados bicos com inclinações de 30 e 40º. Para que a queima seja eficiente o óleo deve ser aquecido de forma a manter sua viscosidade em um valor em torno das condições de projeto. o número de furos e a inclinação em relação do centro do bico. Podem ser causadas por insuficiência de vapor. vapor úmido ou orifícios de vapor obstruídos no bico atomizador. Geralmente. O diâmetro. A atomização com vapor oferece entre outras. mais espalhada será a chama.0 kg/cm2).5 a 2. b) Facilitar a limpeza dos maçaricos. Para manter os maçaricos trabalhando adequadamente. O bico do maçarico é de suma importância na inclinação e formato do corpo da chama. de vez que sua inclinação poderá desviar a chama para o centro do forno. As partes principais deste tipo de queimador pode ser visto na figura 23. É importante que o maçarico esteja em posição vertical. c) Permitir a operação com óleo de alta viscosidade. O vapor úmido utilizado na atomização pode acarretar formação de coque na cabeça (bico) do maçarico. influi no rendimento da queima. as seguintes vantagens: a) Possibilitar a variação da forma da chama.

é preferível queimar um pouco de gás simultaneamente à queima do óleo. Elaborado por: George de Souza Mustafa 41 . devido a decorrente emissão de efluentes gasosos. Apesar dos queimadores combinados poderem operar separadamente gás ou óleo. O óleo combustível pesado queima muito melhor com o maçarico a gás aceso. embora outras formas de poluição possam também estar presentes. encontram-se vários constituintes poluentes. o material particulado (MP) e os compostos de enxofre (SOx). os mais preocupantes. Outros como o monóxido de carbono (CO) e os compostos orgânicos voláteis (VOC). não causando qualquer dano ambiental. 2.8 POLUENTES GERADOS NA COMBUSTÃO A poluição atmosférica é a principal preocupação ambiental relacionada a queima de combustíveis. a “caneta” deve ser retirada ou mantê-la com passagem de vapor para evitar superaquecimento do bico. Quando não se está usando. ao mesmo tempo em que o queimador de gás aceso serve como piloto se a vazão de óleo combustível se interrompe brevemente. são constituintes que em equipamentos operando em condições normais são emitidos a taxas muito pequenas.5 cm à frente da aranha distribuidora de gás quando está operando o queimador de óleo.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA FIGURA 23 – QUEIMADOR COMBINADO O bico do maçarico de óleo combustível deve sobressair 2. sendo os óxidos de nitrogênio (NOx). Nos gases efluentes de processos industriais de combustão.

a legislação sobre a poluição do ar estabelece tais limites. Posteriormente. nova resolução.1 PADRÕES DE QUALIDADE DO AR Os padrões de qualidade do ar determinam os valores limites legais para as concentrações de poluentes no meio ambiente.8. dióxido de enxofre e monóxido de carbono. POLUENTES ** Média geométrica anual. estabelece como prioritário o controle da poluição atmosférica pelos padrões de emissão de poluentes. em 1990.1.8.1 ESTRATÉGIA DE CONTROL E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA A legislação nacional vigente.Padrões nacionais de qualidade do ar. No Brasil. sempre medidas num certo período. 2. em vigor até hoje.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 2.000 Monóxido de carbono 8 horas* 10. ampliou o número de poluentes atmosféricos a serem controlados e estabeleceu padrões primários e secundários de qualidade do ar. Tabela 5 . Em cada país.000 Ozônio 1 hora* 160 24 horas* 150 Fumaça MAA*** 60 24 horas* 150 Partículas inaláveis MAA*** 50 1 hora* 320 Dióxido de nitrogênio MAA*** 100 * Não deve ser excedido mais que uma vez ao ano. reservando o uso de padrões de qualidade do ar como ação complementar de controle. a primeira legislação acerca do assunto surgiu em 1976 e estabeleceu padrões de qualidade do ar para os poluentes: partículas em suspensão. em concordância com a tendência internacional. TEMPO DE PADRÃO AMOSTRAGE PRIMÁRIO M (ug/m3) Partículas totais em 24 horas* 240 suspensão MGA** 80 24 horas* 365 Dióxido de enxofre MAA*** 80 1 hora* 40.000 10. *** Média aritmética anual. Tais padrões são mostrados na Tabela 5. PADRÃO SECUNDÁRIO (ug/m3) 150 60 100 40 40.000 160 100 40 150 50 190 100 Elaborado por: George de Souza Mustafa 42 .

2 PADRÕES DE EMISSÃO DE POLUENTES Os padrões de emissão determinam a quantidade máxima permissível de poluentes que pode ser emitida por uma determinada fonte poluidora. 2.Padrões nacionais de emissão de poluentes para fontes novas fixas de combustão CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS* Classe I COMBUSTÍVEL POTÊNCIA NOMINAL (MW) ≤70 > 70 ≤70 Óleo Classe II e III Carvão >70 ≤70 >70 SO2 (g/106 kcal)** 2000 PARTÍCULAS TOTAIS (g/106 kcal)** 120 DENSIDADE COLORIMÉTRICA (%) OUTRAS RESTRIÇÕES Óleo/carvão 20 M ≤ 3000 (RINGELMANN Nº Ton/ano*** 01) NÃO É PERMITIDA A INSTALAÇÃO DE NOVAS FONTES 350 120 1500 800 20 (Ringelmann nº 01) 5000 2000 5000 2000 * Áreas Classe I: Preservação. referente a fontes estacionárias de combustão. a legislação acerca do assunto. classes I. A Tabela 6 resume a referida legislação. Em cada país. Tabela 6 . Além disso. No Brasil. que vão operar com óleo combustível ou carvão mineral.8. II e III.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Padrões primários de qualidade do ar são definidos como sendo as concentrações de poluentes que. poderão afetar a saúde da população. e aos poluentes óxidos de enxofre e material particulado emitidos via gases de combustão. lazer e turismo . enquanto padrões secundários se referem às concentrações abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre a população e o meio ambiente em geral. de acordo com a classificação de usos pretendidos. limitando-se em cada uma delas o nível de deterioração da qualidade do ar pelos padrões primários ou secundários. a legislação sobre poluição ambiental estabelece tais limites. está previsto em legislação o enquadramento de todo o território nacional em áreas.1."Atmosfericamente preservadas": proibida a instalação de novas fontes . ultrapassadas."Atmosfericamente conservadas": valem as restrições da tabela Áreas Classe I: nível de deterioração da qualidade do ar limitado pelo padrão secundário de qualidade Elaborado por: George de Souza Mustafa 43 . Os primeiros são tidos como metas a serem atendidas a curto e médio prazo e os segundos como metas a longo prazo. é recente (l990) e se restringe às fontes novas.

Para 1 e 3% de O2 nos gases. Tabela 7 . Estados Unidos – 17/08/71 (exceção mat. pois consideram que em condições normais de operação os equipamentos emitem CO a taxas muito pequenas.18/09/78). particulado em termoelétrica . portanto. Material Particulado 29 107 84 312 13(6) 48 43 160 13 50 118 343 53 176 55 1960 4901 1396 440 440 a 1870 1870 533 495 2. No caso do NOx. Óxidos de Enxofre (como SO2) 478 1782 1194 4455 340 1269 107 400 400 a 1700 107 a 456 456 1700 3. nota-se que a maioria dos países não estabelece limites de emissão para fontes estacionárias de combustão. No caso do CO. Comunidade Econômica Européia – 01/07/87. volume total de gases secos igual a 10 e 11 Nm3/kg comb. na conversão de unidades foi adotado: PCS = 9800 kcal/kg. a inexistência de padrões de emissão nacionais para os poluentes monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio. respectivamente. base PCS *** limite de consumo de óleo combustível Observa-se.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Áreas Classe III: nível de deterioração da qualidade do ar limitado pelo padrão primário de qualidade ** g/106 kcal: referido à potência fornecida à unidade. Elaborado por: George de Souza Mustafa 44 . (2) Os valores sublinhados são constantes nas respectivas legislações. sendo os demais decorrentes. a Tabela 7 mostra a legislação vigente em alguns países para novas fontes fixas de combustão na queima de combustíveis líquidos.Padrões de emissão referentes a queima de combustíveis líquido do petróleo em fonte estacionárias PAÍS G/106kcal(3) Ng/J(3) Mg/Nm3 (3% O2)(4) Mg/Nm3 (1% O2)(5) POTÊNCIA NOMINAL–P (MW) >70 <70 >73 >73 >50 >70 <70 >73 >500 300 < P < 500 50 < P < 300 >73 >50 Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) Brasil Estados Unidos Comunidade Econômica Européia (CEE) 120 350 54 180 56 2000 5000 1424 449 449 a 1908 1908 544 505 1. Óxidos de Nitrogênio (como NO2) 130 485 121 450 (1) os padrões são aplicáveis a novas fontes e estão em vigor desde: Brasil – 06/12/90.

como NO2 País* Legislação Comunidade Econômica Européia (1988) Alemanha (1989) Japão (1990) Estados Unidos (1991) Suécia (1993) França (1990) 450mg/Nm3 (3% O2) 150 mg/Nm3 (3% O2) 150ppm (4% O2) 130 ng/J 0.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA (3) (4) (5) (6) g/106 kcal/kg e ng/J: referidos a potência fornecida à unidade.8. Gerador de vapor de uma usina Tabela 8 .10g/MJ 450mg/Nm3 (3% O2) Valor de corrente g/10^6 kcal) 459** 153*** 302** 544 209-419 459*** * As datas entre parênteses se referem às da legislação mais recente encontrada.05-0. observe-se. cerca de 10 NM3 de gases de combustão por kg de óleo) Na Tabela 7 os padrões de emissão nacionais referentes a queima de combustíveis líquidos em novas fontes fixas de combustão são comparados àqueles em vigência nos Estados Unidos e na Comunidade Econômica Européia (CEE).2 MATERIAL PARTICULADO Elaborado por: George de Souza Mustafa 45 . para novas fontes fixas de combustão na queima de combustíveis líquidos. Mg/Nm3: 0ºC e 760 mmHg. que eventuais legislações mais recentes podem ter estabelecido padrões mais restritivos. gás seco com 1% O2 em volume. portanto. gás seco com 3% O2 em volume. Padrões de Emissão de NOx. base PCS. Mg/Nm3: 0ºC e 760 mmHg. 2. ** Valor calculado considerando óleo derivado de petróleo como combustível (PCS=9800 kcal/kg.Legislação acerca de padrões de emissão de NO.

sofrendo. de temperatura e concentração da mistura adequadas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A formação e emissão de material particulado em processos de combustão só é relevante na queima de combustíveis líquidos e sólidos. via gases de combustão. ou agregadas a inorgânicos ou a partículas de coque. vão tomando forma de cenosferas. Após a ignição. deficiência de O2) sofrem craqueamento e polimerização simultânea. parte das moléculas do combustível no estado vapor. à medida que se desloca no interior da câmara de combustão e atravesse regiões de temperaturas crescentes. Tais partículas. material orgânico formado a partir de frações evaporadas das gotas ("fuligem") e material inorgânico presente no combustível ("cinzas"') Este texto aborda apenas combustíveis A combustão de líquidos em caldeiras convencionais é precedida pela sua nebulização imediatamente a jusante do bocal do queimador (gotas de 10 a 100 µm). Cada gota. A partir daí se estabelece uma chama em torno da partícula. simultaneamente. Num dado ponto. vai se aquecendo e se evaporando. em seu deslocamento pela câmara de combustão. dando origem às partículas de fuligem. a qual passará a fornecer calor para que a gota continue evaporando. individualmente (esferóides de diâmetro inferior a l µm). tendem a acompanhar as linhas de corrente no interior da câmara de combustão. com composição se aproximando à do coque (elevada relação C/H) e mantendo Elaborado por: George de Souza Mustafa 46 . de tal forma que vai se formando à sua volta uma camada de mistura ar primário/gases de combustão/vapor do líquido. coagulação e crescimento superficial até serem emitidas. de diâmetro inferior a 20 A. encontrando condições propícias (alta temperatura. As gotas. se dá a ignição da mistura gasosa. Na queima de combustíveis líquidos o material sólido "arrastado" pelos gases de combustão para fora do sistema provém de três possíveis fontes: • • • material orgânico resultante da coqueificação das gotas (“coque” ou “cenosfera”). na medida em que a gota se evapora. entre a zona de reação (interface O2/combustível de alta temperatura. desprezando-se o efeito das demais. processos de oxidação. que se estabelece ao redor da gota) e a própria gota. líquidos.

são oxidados na chama.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ainda relativamente altos teores de enxofre e metais. da ordem de 0. é "arrastado" pelos gases de combustão indo se depositar nos feixes de tubos e nas paredes da caldeira por efeito de impacto ou de difusão. tendo relevância apenas para óleos com teores de cinzas excepcionalmente altos. gotas não totalmente oxidadas. são em sua maioria completamente oxidadas. trabalhos experimentais mostraram que as partículas de coque são as preponderantes entre o material sólido emitido e devido a isso. de diâmetro na faixa de l a 100 µm e em cujas cavidades poderão estar alojados fuligem e inorgânicos. de coque e de cinzas. partículas de fuligem são a Elaborado por: George de Souza Mustafa 47 . formando muitas vezes compostos complexos resultantes da interação de óxidos e sulfatos. inclusive parte dessas emissões pode se constituir de hidrocarbonetos aromáticos poilicíclicos carcinogênicos. na fase vapor. geralmente denominadas “coque” ou “cenosfera”. 2. líquido ou sólido.l % em massa. em sua maioria. Por outro lado. relativamente pequenas. Ao final da câmara de combustão. No caso da combustão de óleos ultraviscosos. denominadas genericamente de "cinzas".8. Portanto. Quanto aos inorgânicos do combustível. Partículas de fuligem se formam em abundância no interior das chamas porém.3 FULIGEM O material orgânico formado em chamas é denominado fuligem e se constitui de partículas. de formato próximo ao esférico e de diâmetro médio na faixa de 200 a 400 A. tem abordagem preferencial neste texto. quando se fala em emissão de material particulado por fontes estacionárias de combustão via gases. constituídas basicamente de carbono e hidrogênio na proporção molar de 9:1. serão emitidas na forma de partículas esféricas ocas. em condições usuais de operação de processos de combustão. em sua maioria. Este material. individualmente ou agregadas. A emissão de fuligem é indesejável tanto do ponto de vista ambiental como de conservação de energia. na forma de partículas sólidas. está se referindo à emissão de partículas de fuligem. Partículas de inorgânicos também contribuem minoritariamente com o total de MP emitido. ou é emitido. muitas vezes agregadas ao material orgânico efluente do processo.

os seguintes estágios: formação dos precursores. Portanto. numa região subseqüente à chama. Elaborado por: George de Souza Mustafa 48 . menor será o tempo de residência aos voláteis na camada limite. existindo. Esses estágios de geração e de crescimento da partícula. a eventual emissão de fuligem em sistemas de combustão. basicamente. menor será a quantidade de fuligem formada. controvérsias em relação a uma série de pontos. Quanto a influência de parâmetros na formação e na emissão de fuligem na queima de combustíveis líquidos. que constituem o processo de formação de fuligem. praticamente toda volatilização se dará próximo ao bocal do queimador região de alta temperatura e concentração de O2. pode-se apontar a seguinte tendências: quanto maior o ritmo de evaporação da gota. em alguns casos. dependerá de um balanço entre os processos de formação e queima. inclusive na região visível. são freqüentemente seguidos por um estágio de oxidação. • • esse ambiente existe na camada limite em torno da gota. inclusive. é interessante inibir a formação de fuligem na chama e em outros promover e. No processo de formação são identificados. fuligem emite e absorve ao longo de toda a faixa espectral. e aglomeração. de maneira geral. quanto maior o ritmo de evaporação. de forma a contemplar os aspectos poluição e troca de calor por radiação Os mecanismos de formação e oxidação da fuligem são ainda pouco conhecidos. • além disso. o que facilita a oxidação da fuligem formada. nucleação. coagulação e crescimento superficial. Para compreensão dessa tendência deve-se considerar: • a fuligem é formada por polimerização em ambiente redutor dos produtos da pirólise do combustível.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA principal causa da luminosidade das chamas e sua formação é promovida quando se quer maximizar a transferência de calor por radiação da chama para as paredes da câmara de combustão. pois ao contrário de gases como CO2 e H2O que só emitem radiação em determinados comprimentos de onda. destruir via oxidação. Portanto.

"AMC"-Klockner/Hamworthy. Assim. encontre temperatura e teor de O2 relativamente altos e.4 INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS OPERACIONAIS A seguir estão descritas. à redução na emissão de coque. sumariamente. tenha diâmetro reduzido. Os nebulizadores dos tipos "MIX"-CBC/Mitsubishi. fazendo com que na nebulização sejam geradas gotas de tamanho médio menor. são os seguintes: • • • • • diminuição do diâmetro médio da gota.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Os principais efeitos que propiciam maior ritmo de evaporação da gota e. Elaborado por: George de Souza Mustafa 49 . embora não tenham valores medidos para combustíveis semelhantes aos ultraviscosos nacionais. Quanto à emissão de fuligem. tensão superficial e densidade do combustível. primário e secundário ao redor de seu bocal e utilizam vapor como fluido de nebulização (a pressão constante ou com diferencial constante em relação ao combustível). será função. da quantidade e da distribuição granulométrica das partículas que atingem a frente da chama e das condições locais. aumento da temperatura da câmara de combustão. basicamente. caso esta atinja o topo da chama em pequena quantidade. consequentemente. "F-JET"-Airoil/Flaregas e "T-JET"-Babcock & Wilcox. segundo seus fabricantes. 2. aumento da relação ar primário/ar estequiométrico.8. aumento da temperatura reduz viscosidade. o que leva. permitem reduzir consideravelmente a taxa de emissão de coque. o processo tenderá a não emitir fuligem. as principais variáveis operacionais que influem na emissão de material particulado na queima de óleos combustíveis em caldeiras: • Temperatura do combustível à entrada do queimador: influi fortemente na qualidade de nebulização. "ZV3"-Pillard. aumento do coeficiente de ar total. aumento do índice de rotação do queimador. instalados nos respectivos queimadores. menores comprimento de chama e distância entre o bocal do queimador e o ponto de ignição. genericamente.

• Coeficiente de ar primário quanto maior o coeficiente de ar primário. consequentemente acelerando todo o processo de combustão e. consequentemente reduz a emissão de coque. fazendo com que a emissão de coque aumente. mais oxidante o ambiente em torno das gotas. também.influi fortemente na qualidade da mistura combustível-ar-gases de combustão. maior o ritmo de pirólise e. pois implica. o aumento do índice de rotação do queimador aumenta a ejeção de ar secundário e eleva a taxa de gases quentes recirculados para o centro da parte inicial do jato fazendo com que aumente o ritmo de pirólise das gotas e. reduz a emissão de coque. • Carga da caldeira: o aumento da carga por um lado tende a reduzir a emissão de coque. aumentando seu ritmo de evaporação e. • Temperatura do ar de combustão: o aumento deste parâmetro acarreta em aumento da temperatura do meio que circunda as gotas. sobretudo pelo aumento da velocidade das reações heterogêneas de consumo das partículas de coque formadas: no entanto. consequentemente. a partir de um dado excesso. no aumento da velocidade dos gases de combustão na Elaborado por: George de Souza Mustafa 50 . pois implica na elevação das temperaturas na câmara de combustão. por outro tende a aumentar. menor a emissão de coque. aumenta a taxa de emissão de coque. reduz a taxa de emissão de coque. o que leva a redução das velocidades das reações de pirólise e de combustão das gotas e. os parâmetros quando aumentados acarretam a geração de gotas menores e. portanto. • índice de rotação do queimador (índice de "swirl") . menor emissão de coque. • Coeficiente de ar total: o aumento do coeficiente de ar total para valores acima de 1. o efeito estequiométrico começa a ser compensado pela diminuição das temperaturas ao longo da câmara de combustão. na nebulização por pressão e na nebulização com fluido auxiliar. • Recirculação externa dos gases de combustão: quanto maior a taxa de recirculação. portanto.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA • Pressão de injeção e relação mássica fluido de nebulização/combustível: respectivamente. como decorrência. menores as temperaturas ao longo da câmara de combustão e os teores de oxigênio ao redor das gotas.

compreendida entre os genericamente denominados "alto" e "baixo". NOx. Os óxidos de nitrogênio são denominados. sendo a derivada desta função crescente à medida que o excesso de ar se aproxima de zero.8. relativamente alto. sendo que os mais comuns são o óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2). observa-se alguma concordância: • Desde excessos de ar relativamente baixos até à condição de queima estequiométrica. existem divergências quanto à intensidade da influência da maioria das variáveis operacionais. em termos gerais. principalmente devido a reações químicas entre oxigênio atômico e nitrogênio. MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE NO NA CHAMA Óxido nítrico pode se formar por um dos seguintes três caminhos: (l) nas altas temperaturas encontradas em chamas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA câmara. No caso 2. • A partir de um dado excesso de ar. acréscimos adicionais implicam no aumento da taxa de emissão de material particulado. • Existe uma faixa de excessos de ar. (2) quando o combustível tem compostos contendo nitrogênio. A quantificação da influência dos parâmetros acima relacionados na queima de combustíveis ultraviscosos foi objeto de vários trabalhos reportados em literatura. em que o excesso de ar tem pouca influência na taxa de emissão de material particulado. específico do parâmetro "excesso de ar". N2 reage com oxigênio para formar NO (térmico). pequenas variações no excesso implicam em grandes variações na taxa de emissão de material particulado. reduzindo o tempo de residência das partículas de coque formadas nas regiões onde ocorrem as reações heterogêneas de oxidação.5 FORMAÇÃO E EMISSÃO DE ÓXIDOS DE NITROGÊNIO EM PROCESSOS DE COMBUSTÃO Os óxidos de nitrogênio são formados durante processos de combustão. este é liberado a temperaturas Elaborado por: George de Souza Mustafa 51 . mesmo para óleos "pesados" com razoável similaridade. Deles se conclui que. tendo a função derivadas aproximadamente constantes.

fazem do NO combustível a mais importante fonte de NO. dissocie-se em átomos reativos. sofrendo severo ataque. A temperatura elevada faz com que a molécula de oxigênio.6 COMPOSTOS DE ENXOFRE GERADOS EM PROCESSOS DE COMBUSTÃO Enxofre é uma impureza encontrada na maioria dos combustíveis líquidos e sólidos usuais. pode vir a formar ácido sulfúrico. 2. normalmente estável. principalmente em frações pesadas da destilação do petróleo e em carvões minerais. onde os níveis de temperatura máximos podem ser tão baixos como 1600ºK. como superaquecedores de vapor e recuperadores de calor. Sob temperatura relativamente baixa. Na maior parte dos processos de combustão. quando de suas queimas. normalmente as de menor custo. com N2. se NO é formado por outros mecanismos diferentes dos apresentados. Durante o processo de combustão destes combustíveis o enxofre reage com o oxigênio se convertendo em sua maioria a SO2 (≅97%) e em menor proporção em SO3 que. não resistem à presença de ácido sulfúrico junto com o particulado. NO ativo é formado. o NO combustível é a fonte dominante. que de outra forma seriam também estáveis.NO ativo origina-se principalmente a partir de reações de radicais hidrocarbônicos. Elaborado por: George de Souza Mustafa 52 . O SO3 e o H2SO4 podem levar a taxas de corrosão elevadas de superfícies metálicas localizadas no interior de equipamentos de combustão. em chamas de difusão. ele é referido como NO ativo . H2SO4. Estes por sua vez atacam moléculas de nitrogênio. NO térmico é a fonte dominante de NO nos óleos residuais e carvão mineral freqüentemente contém quantidades significativas de compostos orgânicos de nitrogênio e nesse caso. e de equipamentos de coleta de particulados como filtros eletrostáticos e de manga. (3) alternativamente.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA relativamente baixas para formar NO (combustível). por exemplo. Certas fibras sintéticas empregadas na fabricação de alguns filtros. a partir de reação com H2O a temperaturas abaixo de 400 ºC. na combustão de carvão mineral em leito fluidizado. aproximadamente 1300ºK. derivados do combustível.8. O NO térmico forma-se da reação de nitrogênio atmosférico com oxigênio a altas temperaturas.

6. No entanto os compostos resultantes da sua oxidação com oxigênio e da sua reação com água. Superfícies metálicas localizadas no interior de equipamentos de combustão queimando combustíveis com altos teores de enxofre e submetidas a temperaturas acima de 400ºC podem sofrer corrosão intensa por ataque de SO3. e os problemas de corrosão relacionados com a presença destes compostos nos gases de combustão. em baixas concentrações (até algumas centenas de ppm).1 CORROSÃO PROVOCADA POR COMPOSTOS DE ENXOFRE Em equipamentos de combustão podem ocorrer dois tipos básicos de corrosão relacionados com a presença de enxofre nos combustíveis corrosão a alta temperatura e corrosão a baixa temperatura.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Esses compostos de enxofre. Corrosão a alta temperatura. é praticamente inócuo a vegetais e animais. A corrosão a alta temperatura ocorre em superfícies metálicas a temperaturas acima de 400 ºC e a de baixa temperatura em superfícies metálicas a temperaturas abaixo da temperatura de orvalho de H2SO4 normalmente abaixo de 180ºC. Elaborado por: George de Souza Mustafa 53 . mais especificamente em fornalhas e caldeiras. podendo provocar a lixiviação ou o empobrecimento do solo e corrosão em equipamentos e edificações. sendo que 70% é emitido por usinas termoelétricas que operam com combustíveis fósseis. É estimado que a emissão total desses compostos por equipamentos de combustão é da ordem de 93. principalmente o ácido sulfúrico. O presente texto se preocupará em mostrar alguns aspectos fundamentais da formação de trióxido de enxofre e de ácido sulfúrico em equipamentos industriais. efluentes da região onde ocorre a combustão.106 ton/ano.8. quando não removidos em sistemas de limpeza de gases são lançados para a atmosfera. 2. são extremamente nocivos. o SO2. Na atmosfera. normalmente associada à formação de "laranjas" em fornos de aquecimento de petróleo e seus derivados.

f. 590-700 ºC) 3Na2SO4 + Fe2O3 + 3SO3 → 2Na2FE(SO4) Elaborado por: George de Souza Mustafa 54 . K Magnésio.8 665 122. principalmente sódio e vanádio.9 9.f.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A corrosão a alta temperatura é mais significativa quando se queima óleos residuais com elevados teores de metais. Si Potássio. Fe Alumínio. Ni VanádioV. Uma análise típica de um óleo residual é apresentado a seguir. 888 ºC) Na O + SO3 → Na2SO4 • sulfato de sódio + óxido férrico + trióxido enxofre → trisulfato de ferro e sódio ( p. Mn Cromo.7 18. depositam-se sobre as superfícies metálicas por impacto ou difusão e se apresentam na forma de Na2SO4 e V2O5. Um resumo dos mecanismos através dos quais se processa a corrosão a alta temperatura em combustão com excesso de ar é apresentado por Borras (l 984) e mostrado a seguir: • óxido de sódio + trióxido enxofre → sulfato de sódio (p.6V2O5.3 4. Tabela 9 . Cu Manganês. Sódio.4 3. como o Na2O.3 4. Ca Silício. Zn Valor 12. na Tabela-9.5V2O5 ou Na2O. Na Ferro. AI Unidade % massa % massa SSF a 99ºC ppm ppm ppm ppm ppm Impureza/ propriedades Cálcio.Análise típica de um óleo residual. Mg Zinco.4 0.V2O4.0 2.6 761.1 86. Impureza/ propriedades Asfaltenos Enxofre Viscosidade Níquel. Cr Os óxidos destes metais.7 Unidade PPM m ppm ppm ppm ppm ppm Ppm Valor 14.6 0.0 0.3 Cobre. ou de complexos. principalmente vanádio e sódio.9 83.

104 atm de vapor d'água e apenas 6. Desta forma. segundo a reação (2). ocorrem reações do tipo: SO3(g) + H2O(g) ↔ H2SO4(g) (1) O ácido sulfúrico puro. por via úmida.25% em massa de H2SO4 pode condensar em uma superfície a 183ºC a partir de um gás com uma pressão parcial de 0. A temperatura na qual as primeiras gotas ou películas de soluções aquosas de H2SO4 se formam é chamada. embora indevidamente. O nome é indevido porque esta definição somente se aplica a substâncias puras e não a soluções. a partir de gases com baixos teores de H2SO4 e H2O. sejam baixas. O teor de SO2 em gases de combustão pode ser determinado através de analisadores contínuos disponíveis no mercado. O teor de SO3 normalmente é determinado por processos descontínuos. de "ponto ou temperatura de orvalho de ácido sulfúrico". como o descrito na norma EPA. condensa-se soluções aquosas com alta concentração de H2SO4. A temperatura acima de 400ºC. a temperaturas abaixo de 673 ºK. H2 SO4(g) ↔ SO3(g) + H2O(g) (2) Elaborado por: George de Souza Mustafa 55 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Corrosão a baixa temperatura. em equilíbrio com as soluções líquidas. sejam elevadas e as concentrações de H2SO4 na fase vapor. a maior parte do ácido sulfúrico presente em gases de combustão se dissocia na forma de SO3 e H2O. à pressão atmosférica. operando segundo absorção de radiação infravermelha ou de célula eletroquímica.58. o que faz com que as temperaturas de ebulição destas soluções. têm pressão de vapor muito baixa.10-4 atm de H2SO4. Numa mistura gasosa contendo SO3 e H2O. Para exemplificar. uma solução aquosa de ácido sulfúrico com 89. bem como suas soluções aquosas.

pois nela haverá o desenvolvimento de calor proporcionado pela queima do combustível. Esta conexão poderá ser feita através do próprio corpo do forno ou por meio de dutos. por meio de cabeçotes. que passa internamente nos tubos. 2. TIPOS Há três tipos principais de fornos. a fim de aquecer o produto. ou simplesmente fornalha. aéreos ou enterrados. A câmara de combustão está normalmente conectada à chaminé. curvas de retorno ou coletores. O calor desenvolvido na câmara de combustão é proveniente de maçaricos ou queimadores. Verticais: são aqueles em que os tubos da serpentina de aquecimento tanto da seção de radiação como da seção de convecção são dispostos verticalmente. ou constituída de uma série de tubos interligados entre si na sua extremidade. deverá ser adequada para altas temperaturas. tendo em vista as condições operacionais de pressão e temperatura.1 TIPOS E DESCRIÇÃO Na indústria de petróleo e petroquímica. sendo normalmente construídas em tijolos refratários ou isolados com mantas refratárias. Horizontais: são considerados os fornos em que os tubos da serpentina para o aquecimento da carga tanto da seção de radiação como da seção de convecção são distribuídos horizontalmente. contidos por uma estrutura metálica. DESCRIÇÃO Os fornos consistem de uma serpentina de tubos que é colocada dentro de uma caixa ou câmara onde há combustão. diâmetro e condições operacionais. em forma helicoidal. comprimento. Os tubos poderão estar dispostos internamente na fornalha. Para prover este aquecimento são utilizados os fornos. 3. Assim sendo. A serpentina poderá ser um tubo contínuo. Em qualquer caso deverão estar convenientemente suportados em função da sua disposição. as paredes da fornalha deverão Ter alta resistência ao calor. que utilizam o calor gerado pela queima de gás ou óleo combustível. classificados segundo a posição dos tubos de serpentina de aquecimento: 1.4. por onde faz-se a exaustão dos gases. Misto: são aqueles em que os tubos da serpentina de aquecimento da seção de radiação são verticais e da seção de convecção são horizontais. diversas fases do seu processo. FORNOS 4. o produto que está sendo processado precisa ser aquecido antes de entrar em um sistema de reação ou de separação. que poderão ser alimentados por óleo ou gás combustível. A caixa onde há a combustão. . vertical ou horizontal. A quantidade de calor fornecida pelos maçaricos e a vazão do produto internamente nos tubos são rigidamente controlados através de instrumentos.

comensando variações de pressão independente do comando do TRC. Ë importante lembrar que já nesta fase de operação do forno.2 CONTROLE AUTOMÁTICO PARA OPERAÇÃO DE QUEIMADORES Na maioria dos fornos a temperatura de saída do produto na linha de transferência é controlada automaticamente pelo ajuste da alimentação de óleo (ou gás) combustível para os queimadores. Quando o forno esta sendo aceso. Elaborado por: George de Souza Mustafa 2 . O TRC envia um sinal ao set-point do controlador / iniciador de pressão (PIC) que reajusta a quantidade de combustível proporcionando mais ou menos calor para o forno. As instruções de operação da unidade devem explicar a operação do sistema automático de controle da temperatura. deverá estar circulando pelas serpentinas o fluido de carga que será aquecido. que também em automático controla a pressão do anel de combustível. Um termopar na linha de transferência envia um sinal de temperatura ao registrador / controlador de temperatura (TRC). 3. Um arranjo típico pode ser visto na figura abaixo. o TRC é colocado em automático atuando sobre o PIC. A temperatura da linha de transferência aumenta lentamente. O PIC mantêm estável a pressão de combustível no anel. colocando-se o controle em automático logo que possível.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 4. 1. mantendo constante a vazão de óleo (ou gás) para os queimadores. 2. o combustível pode ser admitido e controlado manualmente pelo by-pass da PICV. Quando a temperatura chega ao valor desejado.

conseqüência de elevar a temperatura de forma não criteriosa ou então. são o resultado de anos de boas e desagradáveis experiências. Freqüentemente estes vazamentos são causados por variações bruscas de temperatura. Um vazamento de produto pesado. Os vazamentos nos cabeçotes geralmente apresentam as seguintes conseqüências. Tais sinais.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elevar a temperatura de saída do forno. Neste caso. O combustível acumulado pode causar uma severa explosão em seu fogão a gás. na calefação de sua casa ou na câmara de combustão de uma caldeira ou forno industrial. As regras enumeradas abaixo. é através do excesso do que é queimado nas caldeiras ou mesmo em fornos de grande porte. resultará uma explosão. O acendimento seguro de um forno. A quantidade de gás disponível nas unidades varia consideravelmente. depois que XCV fecha. A pressão do sistema de gás pode ser controlada através de vários meios. ou vice-versa. estiverem fechadas. Isto significa que óleo combustível para os queimadores terá que ser trocado por gás. combustível. 1. porque pode ocorrer um “flash”. Muitos sistemas de combustíveis estão projetados com alarme ou válvula de controle (XCV’s) que bloqueiam completamente em caso de baixa pressão para evitar o perigo do retrocesso de chama. 4. geralmente se auto bloqueia pela formação de coque. Um fogo na caixa de cabeçotes será evidente e pode ser apagado com vapor através das conexões próprias ou mangueiras. Às vezes os vapores do vazamento são succionados pela Câmara de combustão resultante pode ser visível. Nunca devem ser abertas as portas da caixa de cabeçotes quando o forno esta operando. que estão presentes no momento de apagar o forno. que via de regra. de acordo com as necessidades. lentamente. há um dispositivo manual que só deverá ser acionado depois que todas as válvulas individuais dos queimadores. deve começar com a presunção de que o combustível pode estar presente e os procedimentos devem fixar-se para eliminar este combustível da câmara de combustão antes que o queimador seja aceso. fonte de ignição e oxigênio. 3. estiver presente em correta quantidade. 2. Elaborado por: George de Souza Mustafa 3 . Os ajustes de óleo combustível devem ser feitos por etapas para manter o TRC sob controle e ser feito em todos os queimadores para manter a distribuição das chamas na câmara de combustão bem uniforme. ao seu devido nível é necessário para prevenir coqueamento dos tubos ou vazamentos nos mandrilhamentos. Se o terceiro lado do triângulo. Estes podem indicar que os vapores do vazamento são succionados pelo forno. Fogo nas caixas de cabeçote ou na câmara de combustão. abrindo a porta da caixa de cabeçotes quando o forno esta operando.3 ACENDIMENTO E APAGAMENTO O acendimento de um forno ou caldeira é uma operação perigosa em função de dois lados do triângulo do fogo. Produtos mais leves não coqueiam e o vazamento persistirá até que o forno saia de operação. A presença de hidrocarbonetos nos gases de combustão. Quando o consumo de óleo combustível é pequeno. deve-se queimar suficiente gás para manter o TRC em controle. Uma chaminé fumacenta ou uma elevação anormal de temperatura na chaminé ou linha de transferência. Para evitar o envio de combustível à câmara de combustão quente. freqüentemente indicam vazamentos nos tubos de convecção. Os vazamentos nas caixas de cabeçotes podem causar a parada da unidade. deve-se seguir as instruções operacionais de cada unidade sobre como reacender os queimadores e restabelecer os controles operacionais.

Os fornos projetados para operar com ventiladores de tiragem forçada ou induzida. 8. 4. Certificar-se que todos os condutos de ar e gases de combustão estão livres de óleo e água. fechando todas as portas de observação e acessos abertos. purgá-la de acordo com as instruções operacionais específicas da unidade. As caixas de cabeçotes devem estar hermeticamente fechadas. É interessante engraxar as hastes ou os plugs das válvulas individuais dos queimadores. O gás entrou no forno através da válvula do queimador que não tinha fechado por esquecimento e se acumulou na câmara de combustão. 11. nunca devem ser apagados ou colocados em operação como se fossem de tiragem natural. Tapar com tijolos refratários as aberturas de acesso. Assegurar-se que todas as válvulas de ar para os queimadores e o “damper” da chaminé estão completamente abertas. Voltar a verificar se as válvulas do sistema de combustível estão bem fechadas. Colocar em operação os ventiladores que fornecem ar à câmara de combustão. Elaborado por: George de Souza Mustafa 4 . 7. Em um acidente. papel ou trapo. o forno deverá operar senão houver circulação através das serpentinas. JAMAIS SE AFASTE DA VÁLVULA DE DRENAGEM ENQUANTO ESTIVER ABERTA. O ar somente deve entrar no forno através das virolas de cada queimador. o forno foi apagado através de shut-down. Nunca purgar para dentro da câmara de combustão. O ar será necessário. muito comum. Operar o ventilador na vazão especificada e por tempo adequado a fim de obter purga completa da câmara de combustão. primeiro como purga e em seguida para combustão. Verificar se dentro da câmara de combustão não existe materiais inflamáveis tais como madeira. Certificar-se de que através das serpentinas está circulando a carga em vazão estável e adequada às condições de severidade operacional do forno. Toda válvula defeituosa nos sistemas de óleo ou gás combustível deve ter sido reparada durante a parada. Os operadores ao fecharem as válvulas individuais dos queimadores esqueceram uma aberta.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA PREPARAÇÃO Antes de acender qualquer tipo de queimador de forno. É importante que todo o líquido seja eliminado. tão logo seja possível assim que o forno for parado. sem possibilidade de passagem. 9. Assegurar-se que não há acúmulo de combustível na câmara. Ajustar o zero dos medidores de tiragem e conectá-las às tomadas no forno. Não é difícil imaginar o que ocorreu quando foi colocada a tocha para acender o queimador. 10. Se a linha foi aberta para trabalhos de manutenção. Verificar a existência de líquido no tambor distribuidor de gás (“knock out”). face os perigos já comentados. fechando-se a válvula de controle principal de combustível. Assegurar-se que as válvulas de combustível para os queimadores estão fechadas. Em hipótese alguma. EXPLOSÃO! 5. 3. Tentativas desse tipo já resultaram em explosão na câmara de combustão. deve ser feito o seguinte: 1. Remover os flanges cegos (raquetes) da linha de gás combustível. Drenar todo o líquido para flare até que não apareça mais nível no LG e seja constatado através do dreno que todo o líquido existente no tambor foi eliminado. 2. Convém recordar que o combustível ou gás pode infiltrar-se na câmara de combustão através do piso do forno. 6. A câmara de combustão foi purgada e a válvula principal de gás reaberta. Uma válvula aberta ou mal fechada pode resultar em uma mistura explosiva na câmara de combustão.

4. Os operadores devem conhecer os procedimentos necessários para que as conseqüências da emergência sejam a menos danosa possíveis. e expulsar da câmara de combustão possíveis misturas inflamáveis. injetar vapor pelas conexões próprias existentes ou através de mangueiras colocadas nas aberturas dos queimadores. 4. Os fornos mais modernos dispõem de conexões nas câmaras de combustão para purga e abafamento. b) Insuficiência de liberação Elaborado por: George de Souza Mustafa 5 . Simultaneamente. As medidas a serem tomadas numa emergência não podem esperar que você leia as instruções antes de executá-las. fechar as entradas de ar (virolas). Proceder da seguinte forma: a) Se o forno tem queimadores combinados colocar a “caneta” de óleo combustível na posição e abrir toda a válvula de vapor de atomização. b) Se o forno tem apenas queimadores a gás. Entretanto. tão logo seja acionado este dispositivo. os operadores deverão fechar imediatamente as válvulas de combustível para todos os queimadores. Os fornos modernos dispõem de sistemas que cortam os combustíveis para os queimadores através da comutação de uma chave. APÓS TER SIDO PURGADA. mantendo abertas as entradas de ar para os demais queimadores. minimizará o perigo de explosão se por descuido entrar combustível na câmara. Se a parada de emergência for motivada por rompimento de tubos deve-se apagar todos os maçaricos. Isto aquece o ar da câmara de combustão e produz tiragem. Drenar. Purgar o forno – Em fornos ou caldeiras de tiragem natural. c) Manter a injeção de vapor por tempo suficiente para obter uma tiragem adequada. No caso da parada do forno. usar vapor para a purga. manter fechada a válvula de combustível. Quando todas as condições descritas acima estão satisfeitas.5 PROBLEMAS OPERACIONAIS PROBLEMAS COM QUEIMADORES A GÁS a) Maçarico apagado Causa nº 1 : grande quantidade de ar para o queimador. empobrecendo a mistura Solução : restringir o ar até que a chama apresente maior “firmeza” Causa nº 2 : verificar se há nível no tambor separador e/ou na linha e anel de gás. injetar vapor de abafamento na câmara de combustão e abrir totalmente o abafador (damper). O maior volume de ar entrando no forno.4 PARADA DE EMERGÊNCIA As vezes ocorrem paradas de emergência nas unidades de processo.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 12. Ajuste a vazão de ar através do queimador que vai ser aceso. o seu reacendimento SÓ PODE SER EXECUTADO APÓS CERTIFICAR-SE DE QUE HÁ FLUXO ATRAVÉS DAS SERPENTINAS E QUE A CÂMARA DE COMBUSTÃO ESTÁ ISENTA DE COMBUSTÍVEIS. Em qualquer parada de emergência. já é possível acender o primeiro queimador. Se o furo for pequeno o forno pode ser parado através de procedimento normal. 13. as emergências exigem que os fornos sejam retirados de operação (apagados os maçaricos) o mais rapidamente possível. cortar carga para as serpentinas e injetar o máximo de vapor possível até que haja um resfriamento seguro dos tubos. ou automaticamente se houver corte na vazão de carga. Rompimento de tubos ou falta de vazão de produto através das serpentinas são condições que requerem a parada imediata do forno. deve-se levar em consideração a máxima segurança para o pessoal de operação e para os equipamentos. Via de regra. tendo sido cortado totalmente o combustível para os queimadores.

algumas vezes com explosões. Causa nº 2 : poder calorífico baixo. Procurar descobrir a causa dos entupimentos d) Pulsação de chama Causa nº 1 : falta de tiragem. chega ao ponto de acender e apagar. durante a partida é preferível trabalhar com pouco vapor até que tenhamos uma boa ignição. o maçarico deve ser removido. tiragem deficiente ou condensado no vapor. Entretanto. A baixas vazões é desejável reduzir o ar primário a um mínimo ou eliminá-lo completamente. face gás muito pesado arrastando sujeira . os mais importantes são: vapor de atomização insuficiente. reajustar as condições do forno ou da unidade para a nova situação. Solução : melhorar a atomização d) Fumaça excessiva no interior do forno e chaminé Causa : muitos fatores podem ser responsáveis individualmente ou combinados. c) Péssimas condições de chama Causa nº 1 : falta de ar a combustão Solução : abrir o ar necessário até que se estabilize a combustão Causa nº 2: obstrução dos orifícios do queimador. b) Dificuldade de ignição Causa nº 1 : muito vapor de atomização Solução : diminuir o vapor até que a ignição se estabilize. motivada por problemas nas válvulas controladas. finalmente. Se o forno não dispuser de óleo combustível. resfriará o bloco refratário a um ponto em que a chama fica instável e se apaga. Solução : inicialmente abrir lentamente o abafador (damper). caso não sejam constatados visualmente. Causa nº 2 : Ar primário em excesso Solução : admissão de muito ar primário com baixa taxa de fogo. c) Depósitos de coque no bico do maçarico Causa : atomização imprópria permite a formação de uma película liquida de óleo na superfície do bico que coqueia pelo calor irradiado do bloco refratário. Solução : se a condição for definitiva ou demorada. queimar óleo combustível. dificuldades mecânicas. devido a mudança de composição do gás. mesmo trabalhando em níveis normais de pressão para os queimadores. face a temperatura baixa do óleo ou entupimento do bico da câmara de atomização Solução : aumentar temperatura do óleo. Devem ser reinstalados cuidadosamente e de acordo com as instruções do fabricante. Causa nº 2 : variação na pressão de suprimento do gás.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Causa nº 1 : gás insuficiente para os queimadores Solução : verificar se a pressão do anel ou do sistema não está abaixo das necessidades. abrir um pouco mais as virolas. Assim que a tiragem em um forno se acaba ou decresce. a chama começa a pulsar e. Elaborado por: George de Souza Mustafa 6 . Solução : demonstrar o queimador e limpar. devido a presença de partículas sólidas. Inspecionar os orifícios do bico e da câmara de atomização para verificação de possíveis entupimentos. se necessário. Se o gotejamento persiste a despeito do aumento de temperatura até o máximo permissível. Solução : checar os instrumentos do sistema PROBLEMAS COM QUEIMADORES A ÓLEO a) Gotejamento do maçarico Causa : deficiência de atomização.

o problema é agravado pela disposição de fuligem nos tubos da convecção que prejudica ainda mais a troca de calor como já vimos. TEMPERATURA ALTA DA CHAMINÉ Pode-se dizer que a elevação da temperatura da chaminé. Por isso. elevando-se consumo de combustível e consequentemente aumentando-se o oxigênio necessário à combustão. Como já vimos anteriormente. quando ao mesmo tempo em que melhora a troca de calor na zona de convecção é reduzido o consumo de combustível. além de ser danosa ao equipamento. podemos acrescentar os seguintes pontos. Quando se está queimando somente gás. Acender primeiro o maçarico a gás combustível. começa com um excesso de ar além do necessário à combustão. reação altamente exotérmica. Outro procedimento é deixar que uma pequena quantidade de vapor escoe continuamente através das canetas. PRESSÃO POSITIVA A ocorrência de pressão positiva no interior do forno. Quando algum gás é queimado ele normalmente estabilizará a chama de óleo e reduzirá a tendência de gotejamento. 4. Pode-se dizer também que a elevação da temperatura da chaminé seja decorrente em alguns casos. bem como a abertura do abafador para que não se reinicie o ciclo vicioso. a pressão positiva. da queima do CO para CO2. sejam reajustadas as entradas de ar para os queimadores. É importante que. Sempre que se opera um forno com excesso de ar. deverão ser retiradas as canetas de óleo para evitar superaquecimento do metal ou coqueamento do óleo ainda existente no maçarico. a razão dos componentes deve ser mantida de 3/1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Solução : aumentar vapor de atomização abrir abafador e virolas e drenar o condensado das linhas de vapor. seja reajustada a abertura do abafador. além da imprescindível inspeção visual das condições operacionais do forno. que devem ser seguidos cuidadosamente. põe em risco a segurança dos operadores. Nos fornos que queimam óleo combustível. 3. Dessa forma. leva a necessidade de consumir mais combustível. PROBLEMAS COM QUEIMADORES COMBINADOS Os procedimentos para sanar problemas nos queimadores combinados são os mesmos aplicáveis aos queimadores de óleo e gás quando funcionam separadamente. já que a capacidade de troca de calor na zona de convecção é limitada pela vazão do produto circulante na serpentina dessa região. tomando-se como referencia os medidores de tiragem. 1. indistintamente gás/óleo ou óleo/gás e nunca 1/1. é desejável que ao se fazer ajuste na carga térmica do forno. propiciando uma temperatura mais elevada na chaminé. é conseqüência do posicionamento da abertura do abafador (damper) contra uma elevação crescente do volume dos gases da combustão. a queima constante de gás ajudará a atomização e vaporização do óleo. mantendo-as limpas e evitando o superaquecimento. sempre que a sujeira seja retirada da superfície dos tubos. Na queima simultânea. Em alguns casos. dessa maneira o volume dos gases da combustão é aumentado. quando o óleo está muito frio (durante a partida. 2. melhorando a ignição). Entretanto. periodicamente é necessário remover a fuligem das serpentinas. Elaborado por: George de Souza Mustafa 7 .

teremos o vapor saturado . Isso tudo é válido para qualquer pressão de trabalho. gradativamente. O grau de superaquecimento do vapor é definido pela diferença de sua temperatura e a do vapor saturado à pressão de trabalho. observa-se um gradativo aumento de temperatura até atingir o ponto de ebulição. observa-se a passagem da água à fase vapor. Prosseguindo ainda o aquecimento.1 VAPOR D'ÁGUA Quando se aquece uma certa massa de água em condições isobáricas. nestas condições. reduzindo-se assim.hf . que varia em função da pressão de trabalho. Atingida a temperatura de 100ºC. pode-se observar um consumo de 539 kcal/kg . assim.hg . Tudo isto pode ser representado graficamente.hfg. a temperatura é mantida constante e igual ao do ponto de ebulição da água à pressão em que se procede o trabalho. Até este ponto.com uma condição entálpica de 639kcal/kg. Elaborado por: George de Souza Mustafa 8 . Temos. a massa de água até o ponto B onde somente se tem vapor. Neste processo de evaporação. CALDEIRAS 5. o vapor saturado. Atingido o ponto B.1. Temp ºC p = 760 mm Hg 200 150 A hfg = 539 50 100 0 hf hg 639 B C 100 Entalpia Kcal/Kg Atingido o ponto B. a água passa a emitir vapor do ponto a ao B. O vapor. cuja condição entálpica será função do grau de superaquecimento. Tomando-se a água à pressão de 760 mm Hg e aquecendo-a a partir de 0ºC.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5.definido pela semi-reta AO da fig. e com prosseguimento do aquecimento. como demonstra a figura abaixo. vem a ser o vapor superaquecido. Continuando-se o aquecimento. com evidente variação de temperatura e condições entálpicas. poderemos observar que a mesma entra em ebulição a 100ºC com um consumo de 100 kcal/kg que corresponde à entalpia de saturação de água . podemos observar um gradativo aumento de temperatura do vapor até um certo limite. até sua completa evaporação. passamos a ter o vapor superaquecido.do ponto A ao B entalpia de vaporização .

12 Elaborado por: George de Souza Mustafa 9 .09 151.00 Temperatura de saturação ºC 0.hg = 639 kcal/kg 4. das condições entálpicas do vapor a várias pressões.hf = 100 kcal/kg 2.61 631.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Da figura acima podemos resumir: 1. Entalpia de saturação (hf) + entalpia de vaporização (hfg) = = entalpia total do vapor (hg) Nota-se a variação da temperatura de ebulição da água com a variação de pressão e.01 539. entalpia de vaporização AB .81 638.ponto B .80 99.72 504.00 80. entalpia total de vaporização .00 80.1 Entalpia da água saturada kcal/kg hf 0.hfg = 539 kcal/kg 3.00 5.61 551. entalpia de saturação OA . até atingir o ponto crítico.86 99. O tabelamento dos dados acima resulta: Propriedades do vapor saturado Pressão de saturação absoluta 2 kg/cm 0.11 152.10 Entalpia do vapor saturado kcal/kg hg 597.50 1.02 Entalpia de vaporização kcal/kg hfg 597. ao mesmo tempo.006 0.83 656. entalpia de superaquecimento. variação BC Trabalhando-se em várias pressões poderemos observar um comportamento semelhante ao apresentado na figura abaixo.

7 274.10 376. O grau de saturação de um vapor é expresso em função da percentagem de gotículas d'água que o acompanha.00 200. 3 Elaborado por: George de Souza Mustafa 10 .o vapor.kcal/kg ou Btu/lb.36 179.6 364.5 340.90 410.4 232.00 225.70 317.46 258.27 274.00 40.90 452.97 667.00 151.30 331.hf. O vapor que apresenta a qualidade 100% é aquele que não contém gotículas d'água em suspensão. Entalpia do vapor .6 301. o que varia geralmente de 2 a 6%. 3%.06 662.00 20.00 50. etc. Dificilmente se consegue produzir em instalações industriais o vapor perfeitamente saturado.9 309.86 239.99 655.00 100. e o que apresenta a qualidade 95%.30 665.76 582.20 243. contém 5% de gotículas d'água em suspensão. 3.m /kg ou cu. não saturado.20 0.16 669.49 481.95 668. podendo conter 2%.17 651.00 90.5 293. arrasta gotículas d'água. Denominamos de grau de saturação de vapor ou qualidade de um vapor.ft/lb. o que corresponde ao comumente denominado título de um vapor. saturação .70 393. Temperatura de.3 284.ºC ou ºF.47 333. O vapor assim formado é um vapor úmido. onde se encontram vários dados relativos ao vapor em função da pressão de trabalho: 1.30 429.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 10.76 431.00 70.90 381. TABELA DE VAPOR SATURADO A constante consulta de dados relativos ao vapor por parte dos técnicos resultou na necessidade da elaboração de tabelas técnicas.00 80.00 662.1 181.31 658.8 249.30 346.71 501. as quais permanecem em supressão na sua massa.10 624.00 30.05 215.00 150. sempre ocorrerão gotículas d'água em suspensão. Volume específico do liquido . 4%.49 Grau de saturação de um vapor .00 60.2 262.36 668.20 288.0 211.51 501.01 312. quando se forma. 2. Liquido saturado .69 323.90 361.1 374.16 301. resultando assim um vapor não saturado.

Nos trabalhos técnicos. contudo.Sf.kcal/kg ºC ou Btu/lb ºF. Elaborado por: George de Souza Mustafa 11 . Na maioria das vezes. Líquido saturado .Sg. Vapor saturado .hg 4.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Entalpia de vaporização . são de suficiente precisão. Entropia do vapor . Esses dados são calculados tecnicamente ou obtidos com auxílio de experimentações técnicas acuradas. Como já nos referimos. sempre se recorre à tabelas de vapor para se obter dados necessários para cálculos. os valores contidos nas tabelas não são exatamente coincidentes devido às técnicas de sua elaboração. recorre-se às tabelas clássicas elaboradas com dados obtidos em organizações internacionais com todos os recursos técnicos. Vapor saturado .hfg.

53 35.96 649.00119 0.00105 0.04 645.63 636.4707 0.5 147.7 116.00 40.4 130.067 3.2078 0.7 128.8 185.80 3.00 5.575 1.6580 0.00100 0.11 621.04 589.73 645.40 1.966 1.00 17.05 185.652 1.1 137.00107 0.188 2.1125 0.00101 0.95 125.0 183.16 200.0507 0.7 225.17 230.00 17.26 577.50 9.00107 0.63 607.45 92.4 216.00111 0.5197 0.7 112.00110 0.00 15.5355 0.661 1.92 656.27 261.78 650.50 5.00 6.11 104.541 1.52 666.636 0.33 643.3214 0.43 53.4 200.6521 0.486 1.8 236.678 1.00 30.80 85.2592 0.615 1.732 1.95 663.5 128.60 0.95 667.4 171.6 206.3917 0.00122 0.80 2.20 0.08 0.6 125.02 155.80 621.525 1.00103 0.3096 0.2 164.10 603.5853 0.0 229.0832 0.26 23.89 652.4 203.58 651.833 1.69 143.70 621.6 132.28 Elaborado por: George de Souza Mustafa 12 .520 1.41 92.81 28.0599 0.13 215.00120 0.00117 0.04 615.81 633.20 668.6448 0.72 669.67 64.5036 0.29 667.990 1.11 629.85 658.00 42.5507 0.22 23.1537 0.00108 0.5273 0.59 615.93 668.006 0.7 176.00 32.0000 0.00112 0.98 133.7055 0.00107 0.00115 0.69 139.2122 0.1 260.51 618.30 213.07 669.00 2.53 68.71 193.6 242.92 176.05 0.9 116.90 661.54 662.1 Volume específico líquido 0.0608 0.9 125.40 0.60 654.54 119.1 174.2777 0.00 28.5 vapor 568.0848 0.7 194.00106 0.46 165.609 1.27 46.04 662.74 181.7 141.871 1.00 24.40 3. de sat.40 614.4 168. kg/cm2 0.74 619.1979 0.38 638.61 64.09 104.89 664.41 581.95 10.3 220.6 247.82 576.4030 0.1976 0.948 1.66 32.5708 0.9 151.29 669.1808 0.5766 0.6718 Entropia vapor 2.1230 0.22 608.4938 0.3638 0.06 614.1 208.30 572.15 647.00 26.1 161.530 1.507 1.00107 0.00106 0.25 0.20 1.8 211.0 246.51 609.5 230.6374 0.479 1.18 594.2 187.42 80.15 45.00 Temp.1 234.467 1.00108 0.546 1.81 28.80 4.3 119.43 669.00 14. ºC 0.4180 0.00114 0.7 158.86 221.06 0.03 0.0924 0.7 246.6 159.4 238.0784 0.1260 0.4 193.56 35.00 18.00102 0.1 197.2188 0.43 53.00100 0.04 0.4 172.083 2.00 20.00109 0.995 0.56 35.9 155.50 6.4805 0.6169 0.4330 0.39 652.26 23.8 212.00111 0.52 662.8 225.00102 0.72 621.447 Energia interna líquido 0.97 99.2 252.61 617.05 602.1066 0.60 171.54 35.913 1.3854 0.66 607.2 139.46 631.760 1.788 6.778 1.4224 0.00124 0.4133 0.3 239.5931 0.457 1.8 243.3554 0.299 2.994 0.00104 0.473 1.00121 0.49 586.50 10.00 11.672 1.452 1.455 1.0 232.462 1.800 1.579 1.3 165.46 130.500 1.60 667.588 1.58 609.00 7.38 619.1401 0.592 1.41 621.656 1.1 142.35 80.2446 0.4082 0.00100 0.2 151.857 1.9 133.8 179.2 141.6 139.00101 0.66 32.29 660.5484 0.0565 0.59 621.00100 0.00 19.11 104.00109 0.00105 0.00113 0.005 1.79 28.51 610.598 1.6125 0.5577 0.61 604.84 601.5 250.00102 0.1792 0.2602 0.00100 0.73 642.60 68.66 32.6295 0.76 580.535 1.10 603.1342 0.83 112.36 665.682 1.22 606.32 226.025 2.4983 0.00113 0.00105 0.33 669.3817 0.5088 0.02 625.58 137.53 68.00 1.83 235.5 180.4739 0.73 614.2 167.6655 0.559 1.781 2.82 584.648 1.00 9.00 13.02 152.00116 0.00100 0.12 657.901 0.60 75.21 612.41 92.69 613.51 611.0680 0.7 200.516 1.52 615.6589 0.6 143.43 53.50 0.18 620.00 17.3 108.583 1.00124 0.55 59.0 169.31 617.14 657.54 197.56 660.00 38.91 64.00106 0.111 0.9 147.1123 0.5 137.0728 0.72 204.1 154.76 659.15 0.56 168.3 203.00107 0.8 112.83 620.6031 0.5645 0.80 258.7 209.667 1.31 616.88 618.83 41.60 621.45 28.00 12.6 215.3354 0.319 5.3488 0.99 99.2720 0.1189 0.2 108.33 108.2932 0.60 148.94 620.55 596.712 1.24 607.5 176.61 665.4927 0.10 0.25 162.39 68.00115 0.44 14.4511 0.36 623.00104 0.2311 0.96 616.1 162.2 253.3460 0.18 18.60 75.86 85.46 611.97 99.17 45.00103 0.5184 0.00 606.7 257.4 206.125 1.88 619.00 17.4424 0.702 1.16 612.00116 0.80 85.2 249.00 4.00 3.00 22.83 41.62 621.9 135.725 1.00125 0.57 598.05 207.50 620.16 668.68 75.890 1.2243 0.4214 0.95 605.1663 0.553 1.2 220.0535 0.96 648.97 668.74 Entalpia vapor 597.05 608.00105 0.45 621.54 588.1 130.04 627.566 1.4868 0.00118 0.44 178.493 1.74 líquido 0.00126 vapor 206.23 254.38 669.36 669.36 593.2980 0.00101 0.99 653.60 1.43 599.92 616.00 16.50 189.604 1.325 4.00115 0.1539 0.3 135.2 196.53 579.00110 0.00117 0.259 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Propriedades do vapor saturado Pressão de sat.5 119.48 251.83 640.21 7.20 210.2 178.50 7.46 243.00100 0.50 8.2436 0.28 651.00101 0.00123 0.00 36.722 1.00123 0.4593 0.43 612.55 621.5808 0.93 116.15 45.5433 0.40 2.20 3.00108 0.746 1.35 80.00 8.6211 0.76 608.42 669.60 59.00 34.19 239.623 1.02 0.1 190.72 24.84 41.815 1.049 2.689 1.0482 líquido 0.2 189.80 1.30 0.60 3.90 666.55 56.3975 0.40 135.00110 0.60 2.76 128.00112 0.30 173.3787 0.7604 0.4668 0.639 1.1 173.630 1.68 574.3236 0.1014 0.70 591.67 621.74 159.80 141.00111 0.1434 0.

kcal/kg do líquido .7ºC.kcal/kg do líquido.5507 = 1.M3 /kg: do líquido .38 Obtêm-se assim os valores termodinâmicos do vapor saturado. 15 ata (pressão absoluta. teremos: • Vapor de l5 atm: Temperatura de saturação ts= 194.8 Entropia .1342 Entalpia .Sg = 0. o dinâmicos são obtidos diretamente em tabelas de vapor. indicada nos manômetros. hf = 200.72 do vapor hg = 666. Os seus dados termo.00115 do vapor . em atmosferas).hf = 465.Sf do vapor . EXEMPLO NUMÉRICO 1 Exprimir os valores termodinâmicos do vapor d'água à pressão de l5 atmosferas absolutas.30 do vapor .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR SATURADO É o vapor isento de gotículas de água em suspensão. Considerando a pressão ambiente igual a 1 atm resulta: Pressão absoluta = pressão relativa + 1.Vg = 0. Deve-se recordar que os valores obtidos nas tabelas são expressos em função da pressão absoluta e que a pressão manométrica. Pressão absoluta = pressão relativa + pressão ambiente.Vf = 0. é expressa em pressão relativa. Elaborado por: George de Souza Mustafa 13 .619.kcal/kg ºC do líquido .00.52 de evaporação: hfg = hg . Volume específico .200.541 de evaporação Sfg = Sg = Sf Energia interna . Recorrendo-se à tabela.

hf + (l . o restante é água arrastada à mesma temperatura do vapor. Dados obtidos na tabela: vapor saturado e seco: 15 ata ts = 197.48 kcal/kg Analisando-se o problema.07 X 200. Em conseqüência. De maneira semelhante.93 X 465. Sempre se observa um arraste de gotículas d'água pelo vapor produzido. que indica o teor de água contido no vapor.07) . geralmente expresso em percentagem. (l . As suas condições termodinâmicas são alteradas pela presença de água em suspensão.x) ) x 100 = grau de saturação do vapor.07 X 200. O teor de água é variável e expresso pela sua qualidade.52 kcal/kg hfg = 465.72 + 0.hfg hgx = hf + hfgx onde: x = teor de umidade do vapor. = 200. correspondendo assim a vapores de qualidade de 99 a 90%.72 kcal/kg hg = 666.80 kcal/kg Qualidade do vapor 93% hfgx = 0. Evidentemente. como poderemos observar em exemplos numéricos que seguem: EXEMPLO NUMÉRICO 2 Calcular a entalpia do vapor d'água úmido à pressão de 15 ata com a qualidade de 93%.80 hfgx = 0.x) x l 00 Dessa maneira a entalpia de um vapor úmido pode ser calculada: hfgx = x .4ºC hf = 200.72 + (l . O arraste varia de l a 10% na maioria dos casos. 465. vê-se que o vapor contém somente 93% de vapor.x) .x) . pode-se calcular o seu volume específico e a sua entropia: Vgx = x . Vf + (l . suas condições entálpicas são reduzidas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR ÚMIDO É o vapor acompanhado de gotículas de água em suspensão. 24 = 647.72 + 447. Designando por x o teor de umidade contido no vapor.8 hgx . as condições entálpicas são alteradas.0. Dificilmente um gerador de vapor produz um vapor saturado sem que o mesmo seja equipado com dispositivo de secagem de vapor. o seu grau de saturação será: onde: (1 . Vg Elaborado por: George de Souza Mustafa 14 . = hf + hfg.

necessitando assim um recálculo de suas condições termodinâmicas.05 X 210. Em trabalhos teóricos. Vapor saturado e seco à pressão de 18 atm. às tabelas de vapor saturado.05 . 0.60 hgx = 644.525 kcal/kgºC 3 3 Título do vapor 95% Resolução: l .Entalpia: hgx = x .4773 kcal/kgºC 3 O vapor d'água com o grau de saturação 100 é o vapor saturado. na maioria das vezes ele é úmido. Sg = 0. Dificilmente se encontra em instalações industriais o vapor perfeitamente saturado. e os seus dados são obtidos nas tabelas de vapor.05 X 0.95 X 0. Elaborado por: George de Souza Mustafa 15 . não se considerando a sua umidade.95 X 667.73 kcal/kg 3 . hg hgx = 0.Volume específico: Vgx = x . Sf + (l . Sg EXEMPLO NUMÉRICO 3 Calcular o volume específico. recorre-se com mais freqüência para o cálculo do vapor.5708 + 0.1069 m /kg 2 .00116 + 0. entalpia e entropia de um vapor saturado à pressão de 18 ata com a qualidade de 95%.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Sgx = x .5708 kcal/kgºC 1.x) .X) .30 + 0.00116 m /kg 0.x) .1 125 Vgx = 0. obtendo-se resultados não perfeitamente reais.30 kcal/kg 667. Sf + (l . hf + (l . ts = Vf = Vg = hf = hg = Sf = Sg = 206. como demonstram os exemplos numéricos 2 e 3.95 X 1. Vf + (l .x) .Entropia: Sgx Sgx Sgx = x .l ºC 0.60 kcal/kg 0.Vg Vgx = 0.1125 m /kg 210.525 = 1.

722 cal/gºC hsup = 666. resulta daí que o aquecimento do vapor saturado pode ser expresso como seque: Hsup = Cp . tsup = temperatura de superaquecimento do vapor. (tsup . mantida a pressão constante. à pressão de 16 ata (pressão absoluta). hsup = hg + cp(tsup . Grau de superaquecimento é expresso pela diferença de temperatura entre o vapor superaquecido e a sua temperatura de saturação.tsat) onde: cp = calor específico do vapor à pressão de trabalho. Os valores referidos são encontrados em tabelas especiais . (tsup .95 + 0.722 (250 .722 X 50 hsup = 703. as condições entálpicas de um vapor superaquecido serão maiores que as do vapor saturado. De maneira semelhante. tsat = temperatura do vapor saturado. Resultado: Consultando as tabelas especializadas podemos obter os dados: Tabela: ts = 200.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA VAPOR SUPERAQUECIDO É o vapor saturado com temperatura superior à de saturação.05 kcal/kg Observa-se assim que o superaquecimento do vapor apresentou um acréscimo em entalpia de 36. Assim.95 + 0.200) hsup = 666.5% das condições iniciais.Tabela de vapor superaquecido que não será incluída neste trabalho. Elaborado por: George de Souza Mustafa 16 .tsat) EXEMPLO NUMÉRICO 4 Calcular as condições entálpicas de um vapor d'água superaquecido de 50ºC. resulta de um superaquecimento do vapor saturado.tsat) = grau de superaquecimento do vapor.4ºC hg = 666. Sabemos que o aquecimento de uma mistura qualquer está diretamente relacionado com o seu calor específico e o gradiente de temperatura. pode-se calcular para o vapor superaquecido o volume específico e a entropia.95 kcal/kg Tabela de Cp do vapor d'água Calor específico do -vapor d'água a 200ºC: Cp = 0.1 kcal/ kg ~ 5.

o vapor é empregado de diversas maneiras. pois o vapor se encontra em temperatura superior à de saturação. cede seu calor à temperatura constante 2.não alterando a sua temperatura. pois apresentam dependência mútua. Já com o vapor superaquecido o mesmo não sucede. a seguir. No processo de condensação o vapor troca calor e aquece o meio em que se encontra. Esses seis Pontos serão discutidos em rápidas considerações a seguir. Apesar da grande diversidade de aplicação e do equipamento especial empregado. todas as indústrias. dependendo da natureza da indústria e do processo. formando assim coeficiente de película que apresenta boa condutividade térmica. assim. CONDENSAÇÃO DO VAPOR O vapor saturado. VANTAGENS DO VAPOR COMO AGENTE DE AQUECIMENTO O vapor é empregado em aquecimentos como elemento transportador de calor: 1. O emprego do vapor nas indústrias é tão intenso que somente podemos discutir no presente trabalho os princípios gerais que norteiam o seu emprego. é produzido a partir d'água. sendo que os quatro primeiros não podem ser separados completamente. o vapor são comuns . Cada indústria tem seus equipamentos e seus métodos especializadas que dependem do caráter e das necessidades de seus produtos. O processo se passa. que é barata e abundante na natureza 4. De uma maneira geral.O vapor cede seu calor à temperatura constante Elaborado por: George de Souza Mustafa 17 . ao se condensar.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA O vapor superaquecido é de difícil condensação em processos de aquecimento. o vapor pode ser aplicado uma ou mais vezes sucessivamente 6. l . o vapor é o mais extensamente empregado. observando-se condições básicas semelhantes e comuns a todos os processos que empregam o vapor como fonte de aquecimento. é limpo. o vapor somente é empregado em temperatura com o limite máximo de 200ºC. com limitações práticas em função da temperatura em que se pode trabalhar. contém elevadas condições entálpicas 3. De todos os meios conhecidos para a distribuição e aplicação do calor em processos industriais.hf. pode ser empregado Para produção de energia (vapor superaquecido) e depois para aquecimento (vapor saturado). inodoro e insípido 5. EMPREGO DO VAPOR COMO AGENTE DE AQUECIMENTO Em processos industriais. cede ao meio a sua entalpia de condensação .hfg . os princípios da utilização. utilizando assim o vapor em forma adequada a seus processos. não oferecendo nenhuma vantagem em transmissão de calor frente ao vapor saturado que se condensa facilmente. em duas etapas: primeiro o vapor se esfria até a temperatura de saturação e. Condições idênticas ocorrem com o vapor úmido cedendo (l x)hfg . condensa-se cedendo ao meio a sua entalpia de condensação.

cerca de 25 vezes mais calor que o peso do ar ou gás de combustão à mesma temperatura. O vapor d'água contém. ao condensar-se. dos processos de aquecimento. não contaminando assim os produtos em processamento e não afetando a higiene do ambiente. bastando para isso. Por outro lado. se resfriam e já o vapor d'água pode ceder praticamente 80% de seu calor sem variação de temperatura. principalmente quando se trabalha com vapor superaquecido para gerar energia térmica. simplificando economicamente as operações. Se comparado Com um gás qualquer. 3 . inodoro e insípido. Além disso. quando condensado. poderá ser utilizado em sistemas de aquecimento. consumindo com isso aproximadamente 10 kcal/kg. estes somente poderão apresentar resultados semelhantes ao vapor em temperaturas muito elevadas.O vapor pode ser empregado para produção de energia e depois para aquecimento. efetuando esse trabalho à temperatura constante. A temperatura de aquecimento é regulada unicamente pela pressão de trabalho. ou um líquido. 5 . poderá ser expandido a menor pressão ou comprimido a pressões maiores por termocompressão. após ser utilizado em turbinas em altas pressões e superaquecido. somente poderia ser um produto que apresente propriedades semelhantes à água: ponto de ebulição. redução de temperatura. As considerações acima podem ser analisadas em conjunto.O calor do vapor pode ser empregado várias vezes sucessivamente.7 kg/cm poderá ser comprimido a 12 kg/cm compressão. torna-se necessário circular um grande volume de água. para que essa redução de temperatura seja pequena. reduzir a sua pressão ou proceder à sua expansão. calor latente de vaporização. condutividade térmica etc. Não é inflamável e nem apresenta propriedades comburentes. 2 . também. 4 . 2 2 Elaborado por: George de Souza Mustafa 18 . no estado líquido. Essa propriedade do vapor é devida à sua elevada entalpia. é um produto de baixo custo e abundante.O vapor se produz a partir da água que é barata e abundante Para competir com a água na produção de vapor. nem mesmo produtos sintéticos. que não apresenta similar na natureza. havendo. um vapor de 0. em temperaturas médias. inodoro e insípido Somente com água pode-se conseguir um vapor límpido.O vapor apresenta elevadas condições entálpicas Isso significa que se pode conduzir por tubulação de pequeno diâmetro grande quantidade de calor. condições que se tornam inadequadas em muitos processos. um vapor após ser condensado a certa pressão. Na natureza não existe nenhum produto que se assemelhe à água na produção de vapor. A razão dessa propriedade é que o vapor.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Essa propriedade é muito importante em processos industriais. pois estão intima. permitindo um controle perfeito. mente associadas. evitando dispositivos de controle. A água. cede a sua entalpia de condensação à superfície de aquecimento. 6 . dando origem a um vapor relativamente barato. e conseguindo-se uma fiei reprodução a qualquer momento. para ceder o seu calor.O vapor é limpo. Assim. o vapor. pode ser empregada como veículo de transporte de calor. além do mais. o ar ou o gás no processo de troca térmica.

menor é a entalpia de condensação. Além do mais.500 kg de água com 22ºC e Cp = 1.0 kcal Calor da mistura: ∆H = ∆H1 + ∆H2 = 85. repercutindo sensivelmente nos processos de aquecimento. o vapor mais empregado é o de baixa pressão. dificilmente se empregam vapores em sistemas de aquecimento com temperatura acima de 200ºC. temperatura e entalpia do vapor estão intimamente relacionadas. exigindo dispositivos de segurança e tubulações especiais. por motivos econômicos.872. hg. TEMPERATURA E ENTALPIA A pressão.30 kcal/kg hg = 660.4ºC hf = 171. 462.000 cal/gºC apresenta uma condição entálpica: Q = ∆H1 = M . H2 = 80 X 660. em pressões que variam de 4 a 16 atmosferas absolutas em temperaturas compreendidas entre 140 e 200ºC.90 = 52.4ºC EXEMPLO NUMÉRICO 6 Calcular a quantidade de água cuja temperatura pode ser elevada de l5ºC a 85ºC com l kg de vapor de 6 ata.85 kcal/kg e a sua temperatura de 158.lºC.872 kcal Massa resultante da mistura: t = 85. Nos sistemas de aquecimento. Resolução: A entalpia do vapor de 6 ata é de 657. Elaborado por: George de Souza Mustafa 19 . EXEMPLO NUMÉRICO 5 Calcular a temperatura resultante da mistura de 80 kg de vapor de 8 ata em uma massa de 1. Cp X t Q = ∆H1 = 1.580 ≅ 54. Resolução: 1. condições de trabalho completamente distintas. Essas propriedades são largamente utilizadas pelos técnicos.90 kcal/kg ∆H2 = M .4 kcal/kg e à medida que a pressão aumenta. 500 X 1. variando a pressão observam-se conseqüentes variações da temperatura e da entalpia do vapor. o vapor com 4 ata apresenta a entalpia de condensação de 510 kcal/kg e já um de 16 ata.500 kg de água em temperatura ambiente de 22ºC. As instalações se tornam mais complexas e caras.000 kcal Condições entálpicas do vapor de 8 ata Vapor de 8 atm ts = 169.00 X 22 = 33.872 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA PRESSÃO DO VAPOR. com isso. pois pode-se conseguir.

uma mistura de 1.85 kcal. 6. Resolução: Vapor com 10% de umidade.85 = 8.5ºC hf = 176. com um peso de 6. Recorrendo-se à tabela de vapor (tabela 2) e coletando dados do vapor de 9 atm.0 kg de água 85 .0 X 0.95 ≅ 7. EXEMPLO NUMÉRICO 7 Calcular a quantidade de vapor necessário para aquecer um trocador de calor vazio.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA As condições entálpicas da água a 85ºC são praticamente de 85 kcal/kg.15 No caso de se empregar um vapor com saturação de 95%. 9. logo.85 . M∆t M = massa do corpo a aquecer ∆H1 = 0.500 .493.000 kg de água e 10 kg de vapor saturado de 1 ata. resulta: ts = 174.60 kcal/kg Calor específico do aço comum: Cp = 0.116 .8 kg de água Na prática.85 = 572.04 Kcal/kg hfg = 483. isolado termicamente do meio. Resolução: Vapor de B ate + pressão ambiente (l atm) = 9 ata. resulta em um aumento de temperatura de 5ºC. Definir a temperatura final do trocador de calor e o consumo de vapor para aquecê-lo.60 Consumo de vapor ≅ 24 I.0 kg de vapor Temperatura do trocador de calor = 174. (174.5 toneladas.0 ata: Elaborado por: George de Souza Mustafa 20 .5ºC EXEMPLO NUMÉRICO 8 Proceder ao mesmo cálculo do problema anterior recorrendo-se a um vapor saturado com 10% de umidade à pressão de 9 atmosferas absolutas.0 kcal Consumo de vapor = Os = 116.493. para aquecer a água até 85ºC serão necessários 657.44 kcal/kg hg = 662.0 hfg 483. a quantidade de água que pode ser aquecida de 15 a 85ºC com um quilograma de vapor será: 572. de aço comum.20ºC) ∆H1 = 116. em conseqüência. empregando para isso um vapor de 8 atmosferas efetivas.116 cal/gºC Resolução: ∆H1 = Cp . a quantidade de água que poderá ser aquecida será de aproximadamente: 8.5 .

de 16.hf = 116.10 .7 405. GENERALIDADES A água. uma vez que o vapor se satura na mesma temperatura.3 330.2 253.5 303. desempenhou e desempenha um papel importantíssimo na geração e distribuição da energia (elétrica) na indústria. o trocador de calor será aquecido à temperatura de 174.500 (174.6 447. 6. Cp.15 * Ponto crítico 1 22 43 91 225.0 747. 662.176.04 .3 *374.116 . Entalpia da Água (valores aproximados) Temperatura de Saturação (ºC) 99 216.5ºC Analisando os dois casos pode-se observar que o consumo de vapor com 10% de umidade é maior que o do vapor saturado considerados à mesma pressão de trabalho ~ 9.90 . no caso de vapor úmido.5ºC. Em ambos os casos.493. O consumo de vapor aumentou. A característica básica útil da água (vapor d’água) é a entalpia.493. hf + (1 .6 120 350 410 510 Entalpia Vaporização (kcal/kg) 539.76 kg de vapor Temperatura do trocador = 174.24% com relação ao vapor saturado seco.0 kcal Consumo de vapor: Vapor = Os (1.60 = 412.44 + 0.116 cal/gºC H1 = M .7 771.90 .5 .0 501.0 Pressão (ata) Temperatura (ºC) Entalpia Total (kcal/kg) 649.8 815.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA hfg = x .4 0.∆t H1 = 0.0 ata.20) H1 = 116. O quadro abaixo mostra alguns pontos desses aspectos mencionados.x) hfg . que é bastante elevada quando comparada com os fluidos térmicos usuais da indústria. 176. 438.0 0.44 Massa de vapor = 277. pela sua abundância na natureza.38 kcal/kg Cp do aço 0.5 Elaborado por: George de Souza Mustafa 21 .x) hfg hfg = 0.

é a de saturação ou não. a) Ebulição nucleada: Ocorre entre a superfície quente e o líquido. ocorre evaporação e esta sempre precede a ebulição. Elaborado por: George de Souza Mustafa 22 . com certo vigor. além da entalpia. a diferença notável da pressão para a mesma temperatura de saturação.0 0.0 201. A temperatura do metal do tubo neste caso.0 2. Este filme é de vapor superaquecido.0 303. passa a ser estável. crescendo com a temperatura. ou em trechos dele.0 179. as bolhas de vapor liberada passam a interferir com o fluxo do líquido. existe um primeiro estágio instável de ebulição. o que leva a espessuras de equipamentos bastante. Neste tipo de ebulição os coeficientes de troca são bastante elevados e a temperatura do metal excede em poucos graus a temperatura de saturação. Quando um líquido é aquecido. mas a evaporação tem lugar em temperaturas quaisquer.4 65. e esta ebulição é dita em filme.9 Pressão (ata) Entalpia Total (kcal/kg) 164. TIPOS DE EBULIÇÃO Do ponto de vista troca de calor e dimensionamento é interessante distinguir os processos de ebulição que existem.0 254. desde que a pressão parcial do vapor acima da superfície seja inferior à de saturação para a temperatura do líquido. passando a subsistir um filme de vapor ao longo da superfície de troca de calor. cai. que conforme a temperatura do restante do fluido.7 Entalpia Vaporização (kcal/kg) 75. b) Ebulição em filme: Processando-se a ebulição nucleada.0 71. mas somente na superfície livre. e posteriormente conforme cresce o fluxo de calor. e se eleva conforme cresce o calor trocado.0 Como se depreende dos quadros acima.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Entalpia do Dowtherm A Temperatura de Saturação (ºC) 216. libertando pequenas bolhas de vapor. conforme muda o tipo de ebulição. Da mesma maneira que a ebulição nucleada.4 1. ficam de forma de vapor ou se condensam aquecendo o líquido até que todo o fluido esteja à temperatura de saturação. existe ainda. cresce pois o coeficiente de troca de calor. FUNDAMENTOS TERMODINÂMICOS DA PRODUÇÃO DO VAPOR D’ÁGUA A formação do vapor na temperatura de ebulição tem lugar simultaneamente em toda a massa do líquido.

0 1.1 2.0 Volume específico (m 3/kg) 10 Massa específica (kg/m 3) EVOLUÇÃO DA ÁGUA INTERNAMENTE À CALDEIRA PROCESSO INTERNO À CALDEIRA Elaborado por: George de Souza Mustafa 23 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA DIAGRAMA PXT E PXV (ÁGUA) Pressão Fase sólida Fase Líquida Ponto triplo Ponto p = pressão t = temperatura Vapor Temp. DIAGRAMA PXV E PXρ DO VAPOR D’ÁGUA ρ Pressão (ata) 20 co í fi e c o ec s e sp a do e r l u m s a tu V o p or Va Ma ss sp ae ec í fi c a 0.0 1.

2 CLASSIFICAÇÃO Existem diversas formas para se classificar as caldeiras.2 ou 3 passes B) Aquotubulares Tubos retos Tubos curvos Perfil A Perfil D Perfil O Lâmina. elas podem ser classificadas sob os seguintes aspectos: Quanto à localização água-gases: A) Flamotubulares Verticais Horizontais Fornalhas corrugadas Fornalhas lisas Traseira seca Traseira molhada Observação: todos os tipos acima com 1.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5. cortina ou parede de água C) Mistas Quanto à energia empregada para o aquecimento: A) Combustíveis Sólidos Líquidos Gases B) Elétricas Jatos-de água Eletrodos submersos Resistores C) Caldeiras de Recuperação Gases de Recuperação Gases de outros processos Produção de soda ou licor negro D) Nuclear Elaborado por: George de Souza Mustafa 24 . Por exemplo.

Segundo o esquema. embora esse tipo de caldeiras não tivesse eficiência superior a 60%. pela tiragem na chaminé. É também chamada de tubo-de-fogo. aumentando a superfície de aquecimento da água colocando tubos em quantidades suficientes e forçando os gases a passarem pelos tubos em passes. na época era o carvão mineral. este tipo ainda continua em uso. Elaborado por: George de Souza Mustafa 25 . Resolveram aproveitar esta perda. depois. Com isso. Sua tiragem ou saída de gases é normal. ficando a água por fora dos mesmos. a fim de reduzir o custo do combustível que. mesmo com o aparecimento de caldeiras mais modernas. o rendimento foi aumentando. Sucessivos estudos visando ao aperfeiçoamento das caldeiras revelaram que a temperatura oscilava entre 316 a 427ºC. por causa dos gases quentes provenientes da combustão que circulam no interior dos tubos em um ou mais passes. O problema foi resolvido. A carcaça é construída de chapas que variam de espessura de acordo com o porte da caldeira e a sua pressão pode variar entre 5 a 10 quilogramas-força por centímetro quadrado. notamos que a caldeira tipo flamotubular não passa de um cilindro externo que contém a água e um cilindro interno destinado à fornalha. É o tipo de caldeira mais simples. Muito usada em locomotivas e navios. tubo-defumaça ou pirotubular. que era perdida na chaminé. Podemos ainda classificar as caldeiras flamotubulares em: HORIZONTAIS E VERTICAIS.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Quanto à montagem: A) Caldeiras pré-montadas (compactas) B) Caldeiras montadas em campo Quanto à sustentação A) Caldeiras auto-sustentadas B) Caldeiras mistas C) Sustentação mista Quanto à circulação de água A) Circulação natural B) Circulação forçada C) Combinada Quanto ao sistema de tiragem A) Tiragem natural B) Tiragem forçada C) Tiragem balanceada ou induzida QUANTO À LOCALIZAÇÃO ÁGUA-GASES CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Este foi o primeiro tipo de caldeiras construída.

exigiam caldeiras de maior rendimento. em muito. sucessivamente. Elaborado por: George de Souza Mustafa 26 . um movimento contínuo. a superfície de aquecimento. Por mais tubos que se colocassem dentro da caldeira. causando alguns inconvenientes. esta superfície ainda continuava pequena. a superfície de aquecimento era muito pequena. sendo que os gases quentes circulam pelos tubos diretos e voltam pelos tubos de retorno. assim. formando. dando lugar à nova quantidade de água fria que será vaporizada e. tais como: baixo rendimento. demora na produção de vapor etc. assim. CALDEIRAS AQUOTUBULARES Quando descrevemos o processo evolutivo por que passaram as caldeiras. resolveram os fabricantes inverter aquilo que era feito: trocaram os tubos de fogo por tubos de água. Podemos ver nitidamente isto quando colocamos água para ferver. as primeiras partículas aquecidas ficam mais leves e sobem. vimos que nas caldeiras de tubo de fogo primitivas. o de aquecimento direto e o de retorno. tendo. No esquema apresentado na figura podemos notar que água é vaporizada nos tubos que constituem a parede mais interna. vaporiza e sob até o tambor superior. enquanto que as partículas frias que são mais pesadas descem. aumentado. A crescente industrialização em todos os países e a criação de novos métodos industriais. rápida produção de vapor. assim.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Outras caldeiras apresentam os dois tubos conjugados. recebendo calor elas tornam a subir. até que a água entre em ebulição. Baseados nos princípios de termologia e nas experiências com os tipos de caldeiras existentes na época. menor consumo. enfim se fazia necessário criar um novo tipo de caldeira. Recebendo calor primeiro. tendo esta superfície sido aumentada à medida que se aumentaram o número de tubos. A caldeira tubo-de-água é baseada no fato de que: “quando um líquido é aquecido.

podendo. Pelos espaços existentes entre os tubos é que circulam os gases quentes. a saber: Caldeiras aquotubulares de tubos retos. conforme ilustra a figura. através de câmaras. Os projetos foram apresentados pelas firmas Babcok & Wilcox e a Steam Muller Corp.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Existem diferentes tipos de caldeiras tubo-de-água. Essas foram as primeiras caldeiras tubo-de-água que surgiram e tinham uma capacidade de 2 produção de 3 a 30 toneladas – vapor/hora com pressões de até 45 kg/cm . que podem apresentar de um a mais de quatro tambores. Caldeiras aquotubulares de tubos curvos. CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS Consiste em um feixe de tubos retos e paralelos que se interligam com o tampo de vapor. Elaborado por: George de Souza Mustafa 27 . no sentido longitudinal ou transversal. os tambores estarem colocados no sentido longitudinal ou transversal. Caldeiras aquotubulares de circulação positiva.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS DE TUBOS RETOS E TAMBOR LONGITUDINAL CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS RETOS E TAMBOR TRANSVERSAL Elaborado por: George de Souza Mustafa 28 .

existindo modelos com dois tambores inferiores. com três tambores superiores e um inferior. As primeiras caldeiras deste tipo foram idealizadas por Stirling. CALDEIRAS AQUOTUBULARES COMPACTAS Quando falamos sobre a caldeira tubo-de-fogo compacta. vimos que este tipo de caldeira é muito usada em local de pequeno espaço e em instalações móveis. A capacidade média de uma caldeira deste tipo é de 30 toneladas de vapor por hora. Na figura apresentamos um esquema desse tipo de caldeira. devido à facilidades de transporte.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS AQUOTUBULARES DE TUBOS CURVOS A principal característica deste tipo. e um grande volume de água. Além de serem bastantes práticas para limpar. Apresentavam um número de tambores variados. possibilitam a produção de grande quantidade de vapor. o que representa grande economia na fabricação e facilidade na manutenção. são os tubos curvos que se unem aos tambores por solda ou madrilamento. porém existem aquelas que produzem até 3 vezes mais. Neste primitivo modelo. Stirling apresenta três tambores transversais superiores e um inferior. O mesmo ocorre com caldeira aquotubular compacta que também apresenta estas vantagens e mais a de poder entrar em funcionamento imediato. Elaborado por: George de Souza Mustafa 29 .

ocorre por diferenças de densidade. Sua grande vantagem é a de sua pressão ilimitada. exige muita perícia na operação. Se a circulação for deficiente. Existe. poderá ocorrer um superaquecimento e. o qual coleta uma pequena parte da água evaporada para o aquecimento da água de entrada. a caldeira Belser que é a mesma caldeira Benson acrescida do tambor de vapor. assim como sua capacidade. haverá a ruptura dos tubos. consequentemente. independentemente da circulação natural. A primeira caldeira deste tipo foi a de Fluxo Unidirecional ou “Caldeira de Benson”. As caldeiras com circulação positiva podem apresentar bombas externas. porém. para forçar a circulação de água ou vapor. CORTE DE UMA CALDEIRA AQUOTUBULAR COMPACTA Os esquemas seguintes apresentam a circulação de água em caldeiras com diferentes formas de tubos. Essa caldeira não possui tambor de vapor nem bomba de recirculação. Elaborado por: George de Souza Mustafa 30 . também.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA CALDEIRAS DE CIRCULAÇÃO POSITIVA A circulação de água nas caldeiras aquotubulares.

e recebem dispositivos automáticos. acendimento. cabendo a ele apenas o controle e verificação dos dispositivos. caldeiras manuais são aquelas que dependem da total vigilância do operador. são caldeiras manuais antigas que passaram por algumas modificações. Exemplo: usinas de açúcar que queimam o bagaço da cana. etc. Portanto.Geralmente. CALDEIRAS AUTOMÁTICAS Caldeiras automáticas são aquelas cujo trabalho do operador é mínimo. Os dispositivos automáticos mais comumente encontrados nesse tipo de caldeiras são os alimentadores de água e de óleo. É o caso de empresas que utilizam seus entulhos como combustível o que representa grande economia. CALDEIRAS SEMI-AUTOMÁTICAS Entendemos por caldeiras semi-automáticas aquelas que possuem alguns dispositivos manuais e outros automáticos. Em certos casos. o automatismo total não é conveniente. Tudo na caldeira funciona automaticamente: alimentação de óleo e água.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA QUANTO À OPERAÇÃO CALDEIRAS MANUAIS Todas as caldeiras aqui descritas podem ser operadas manualmente. Portanto. Estas caldeiras encontram-se em total desuso. Elaborado por: George de Souza Mustafa 31 . algumas operações são executadas manualmente pelo operador e outras automaticamente. controle de combustão.

é considerada como sendo uma "entrada" de energia no método proposto na norma. sendo aplicada. • apresentar um exemplo prático de aplicação da metodologia. os diferentes métodos e roteiros de cálculo empregados pelos técnicos nas indústrias ou empresas de engenharia levam algumas vezes a resultados e conclusões não diretamente comparáveis ou que não correspondem à situação real de operação. existem normas no exterior que são aqui utilizadas. ainda. • apresentar e discutir os métodos de cálculo direto e indireto. instrumentação necessária. O procedimento proposto neste Apêndice difere da norma ASME. bomba de circulação de água. e a energia associada à água purgada da caldeira. Neste Apêndice esta parcela não será considerada nos cálculos. que não são detalhadas neste Manual. uma vez que algumas informações não são aqui consideradas. APRESENTAÇÃO DA METODOLOGIA O cálculo de eficiência de caldeiras não possui uma metodologia normalizada no Brasil. Elaborado por: George de Souza Mustafa 32 . capacidade e característica de operação ou. os geradores de vapor são equipamentos cuja verificação é obrigatória.das caldeiras. além da energia associada ao vapor efetivamente liberado para o processo. Neste Apêndice. basicamente nos seguintes pontos: • a norma ASME assume que a energia útil aproveitada pelo gerador de vapor (que é "absorvida" pelo fluido de trabalho) inclui a energia associada ao vapor destinado à sopragem de fuligem. pontos adequados para retirada de amostras. no entanto.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 5. determinar as características de suas diferentes partes etc. para verificar o seu desempenho. procurando atingir os seguintes objetivos: • sistematizar uma metodologia para o cálculo de eficiência de caldeira sob a ótica do uso racional de energia. verificar o equipamento sob condições de garantia.3 CÁLCULO DE EFICIÊNCIA Na análise energética de instalação industriais. Diferem também a sistematização das informações sobre formas de medição. • fornecer roteiros de cálculo e informações que permitam a aplicação imediata dos métodos propostos. Além destas diferenças. ou seja as energias associadas ao vapor para sopragem de fuligem e as purgas são consideradas perdas. uma vez que a sua operação deficiente ou incorreta implica diretamente em gastos adicionais de combustível. ventilador de exaustão etc. • a energia elétrica consumida em alguns equipamentos como. quando da recepção do equipamento. a energia útil será definida como sendo apenas aquela que é liberada para o processo. cabe ressaltar que o método proposto pela norma ASME proporciona resultados mais precisos. principalmente. entretanto. devido às simplificações introduzidas nos cálculos de algumas parcelas.. Dentre estas. compará-lo com a condição padrão. ventilador de ar de combustão. a Norma ASME (The American Society of Mechanical Engineering) é a mais conhecida. Este tópico vem ao encontro desta necessidade de padronização mínima. Uma das formas mais usadas para avaliar a operação destes equipamentos é o cálculo de sua "eficiência".

associados a cada uma das parcelas: energia fornecida. • valor do Poder Calorifico determinado pelo método da Bomba Calorimétrica. O desenvolvimento deste trabalho procura destacar a utilização do Poder Calorifico Superior PCS como base de cálculo. a partir da análise do teor de hidrogênio do combustível. principalmente para óleos combustíveis. • É possível a comparação de alguns resultados obtidos por este método com os obtidos usando-se a norma ASME.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Ainda assim. A figura abaixo ilustra o volume de controle aplicado a uma caldeira genérica e os principais fluxos que serão analisados e quantificados no cálculo da eficiência. pois em última análise o que se calcula é a eficiência no aproveitamento do combustível para a geração do vapor disponível para processo. que é sujeita a imprecisões. pelos motivos citados a seguir. DEFINIÇÕES E CONCEITOS O balanço de energia para uma caldeira operando em regime permanente de ser escrito de forma simplificada como segue: Qf = Qu+P onde: Qf = energia fornecida à caldeira por unidade de tempo (kJ/h). relação entre a energia útil absorvida pelo fluido de trabalho e a energia fornecida. As diferenças passam a existir quando se define o volume de controle e se quantifica cada uma das parcelas anteriormente citadas. pela seguinte Equação: ∈ = Qu Qf (2) (1) A Equação antedor também pode ser escrita como: ∈ = 1P Qf (3) que é a Equação utilizada para a determinação da eficiência pelo chamado "método indireto" ou "método das perdas". P = energia perdida por unidade de tempo (kJ/h). é determinada através do chamado "método direto". o método aqui proposto é mais adequado. Elaborado por: George de Souza Mustafa 33 . normalizado pela ABNT* é o do Poder Calorifico Superior (PCS) a volume constante. Qu = energia útil absorvida pelo fluido de trabalho (água) por unidade de (kJ/h). para os casos de avaliação energética. A eficiência da caldeira. Estas duas equações são genéricas e aplicadas em qualquer método. apesar da metodologia diferente. e o Poder Calorifico Inferior (PCI) é obtido por cálculo. ou da "entrada e saída". uma vez que a base de cálculo é a mesma. energia útil e perdas.

qf Q u = m c . qf = energia fornecida por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido). A energia útil fornecida e as perdas também podem ser escritas da seguinte forma: Qf = mc . com base no volume de controle indicado na Figura abaixo. as equações podem ser expressas por: ∈ = qu qf = p qf (7) ∈ (8) que serão as expressões usadas para os cálculos subseqüentes. = mc . p = energia perdida por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido).UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ROTEIRO DE CÁLCULO COMPLETO A seguir. apresenta-se o método de cálculo da "eficiência". p (4) (5) (6) Assim. qu = energia útil por unidade de massa de combustível (kJ/kgcombustível úmido). base úmida (kgcombustível úmido/h). Elaborado por: George de Souza Mustafa 34 . qu P onde: mc = vazão em massa de combustível.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elaborado por: George de Souza Mustafa 35 .

. título do vapor (%/100). Tar = temperatura do ar de combustão na entrada (ºC).cpv).. ha = entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (kJ/h).(Tc-Tref)+mar seco.(cpar+W. ou quando se souber previamente que a caldeira possui problemas com a "qualidade" do vapor. cpar = calor especifico médio do ar entre a temperatura de referência (kJ/kgºC).. A parcela referente à entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (ha) pode ainda ser expressa por: ha = 4. é importante determinar o título do vapor gerado com um calorímetro e corrigir a entalpia do vapor como segue: hv = (1 . entalpia do líquido saturado. rnc = vazão em massa de combustível em base úmida (kgcombustível úmido/h).x) ... recuperação dos 2 Elaborado por: George de Souza Mustafa 36 .(Tar-Tref)+PCSu onde: cpc = calor específico médio do combustível entre a temperatura de entrada e a temperatura de referência (kJ/kgºC). Tc = temperatura do combustível na entrada da caldeira (ºC).UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Cálculo da energia útil A equação que calcula a energia útil Por unidade de massa de combustível qu é a seguinte: qu = onde: mv = vazão em massa de vapor gerado.19 = valor prático adotado para o calor especifico da água (kJ/kgºC). hλ + x .ha) mc (9) (10) 1 Em análises mais rigorosas.19 . hv = entalpia especifica do vapor na pressão e temperatura em que é gerado (kJ/kg) . mar seco = massa de oxigênio necessária (kgar/kgcombustível úmido). Tref = temperatura de referência adotada (ºC). x . Quando a caldeira trabalhar com vapor superaquecido é necessário recorrer à tabela de Vapor Superaquecido para água em função da pressão e temperatura. fornecido ao processo (não inclui o vapor gerado utilizado em sopradores de fuligem) (kg/h).. hvT . Ta onde: Ta = temperatura da água de alimentação (ºC). ou quando o preaquecimento for feito por alguma fonte de energia da própria caldeira (vapor. entalpia do vapor saturado seco. 4. hvT (11) onde: hλ . Cálculo da energia fornecida por unidade de massa de combustível A energia fornecida por unidade de massa de combustível é dada por: qf = cpc. A temperatura Tar é igual à temperatura ambiente quando não houver preaquecimento do ar de combustão. 2 1 mv . (hv .

a eficiência pelo método direto é calculada por: d = mv . 9 e l2. PCSu = poder calorifico superior do combustível.cpO2+mN2. O2 = massa de oxigênio livre nos gases de combustão (kg/kgcombustivel úmido). • teor de CO2 ou O2 (base seca) dos gases de chaminé (%). ou vazão do ar de combustão (kg/h). Elaborado por: George de Souza Mustafa 37 . umidade e poder calorifico do combustível (% em base seca. ºC). % em base úmida. (hv . temperatura do ar de combustão na entrada (ºC). temperatura da água de alimentação (ºC). Perdas de energia pela chaminé • Entalpia associada aos gases secos na chaminé Pgs = (mCO2 .ha) mc . A perda total da unidade de massa de combustível será a somatória de cada perda específica (que será denominada no texto como sendo a entalpia associada a cada fluxo que deixa o volume de controle). Desta forma.(Tch-Tref) onde: m m m m • • • • • • CO2 = massa de CO2 formada na combustão (kg/kgcombustível úmido). composição elementar. temperatura do combustível na entrada (ºC). purgas).cpCO2+mSO2.cpN2). cpv = calor especifico médio do vapor d'água do ar entre a temperatura Tar e a temperatura de referência (kJ/kgºC). cp gases de chaminé. umidade absoluta do ar ambiente (kgágua/kgar seco). qf (13) O cálculo da eficiência pelo método direto exige as seguintes medições: • vazão mássica de vapor útil que deixa a caldeira (kg/h). Cálculo da eficiência pelo método indireto (perdas) Justifica-se o cálculo da eficiência pelo método indireto quando houver dificuldade ou impossibilidade na obtenção do valor da vazão mássica de combustível ou do vapor. N2 = massa de nitrogênio nos gases de combustão (kg/kgcombustivel úmido). base úmida (kJ/kgcombustivel úmido). • pressão e temperatura do vapor (MPa.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA W = umidade absoluta do ar (kgágua/kgar seco). caso no qual o dispositivo de aquecimento será considerado no interior do volume de controle.cpSO2+mO2. CO2' cpSO2' cpO2' cpN2 = calor específico médio de cada gás presente na chaminé entre Tref e Tch (kJ/kgºC). SO2 = massa de SO2 formada na combustão (kg/kgcombustivel úmido). o método apresentado a seguir baseia-se na determinação ou avaliação de cada uma das parcelas das perdas de energia através da superfície de controle. kJ/kg). a menos do vapor útil gerado. vazão mássica de combustível úmido (kg/h). Cálculo da eficiência pelo método direto ("entrada/saída") Com base nas Equações 7.

formada na combustão do hidrogênio do combustível. Pa = H2O . esta temperatura deve ser a temperatura a jusante do recuperador. para Tref = 25ºC. cpv = calor especifico do vapor entre Tch e Tref (kJ/kgºC). temperatura de referência adotada (ºC). 3 Note-se que. (Tch . Entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente da combustão do hidrogênio. respeitada a observação feita para a adoração da temperatura do ar de combustão. da umidade do combustível e da umidade do ar. por unidade de massa de combustível devido à combustão do hidrogênio e umidade do combustível.cpa . Tref = temperatura de referência adotada (ºC). (Tch . Em cálculos práticos.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tch = temperatura dos gases de chaminé (ºC).Tref) + hλv(ref) . (Tch-Tref) + H2O. (Ta . Tref = entalpia de evaporação da água na temperatura de referência adotada (Tref) (kJ/kg). cpv = calor especifico médio do vapor d'água entre Tch e Tref (kJ/kgºC). m H2O = massa de vapor d'água na chaminé. a equação anterior Pode ser substituída sem incorrer em erros significativos por: Pgs = mgs . W = umidade absoluta do ar ambiente (kgágua/kgar seco). Elaborado por: George de Souza Mustafa 38 . caso haja preaquecimento do ar ou água através dos gases de chaminé. O2. [cpv .Tref) (15) 3 onde: mgs = vazão mássica de gases secos na chaminé (kg/kgcombustivel úmido). • Entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente dos sopradores de fuligem A perda absoluta é dada por: Qns = mvns . cpar . hλv = 2 442. cpv . H2O = m m H2O .29.Tref)] onde: m (18) vns = vazão de vapor consumida nos sopradores de fuligem (kg/h). determinada pela Equação l7.3 kJ/kg. cpar = calor especifico médio do ar entre Tch e Tref (kJ/kgºC). hλv(ref) m m m (16) onde: H2O = massa de vapor d'água na chaminé por unidade de massa de combustível. hλv(ref) = entalpia especifica de evaporação da água na temperatura de referência dotada (kJ/kg).4.W m (17) onde: m O2 = massa de oxigênio necessária à combustão (kg/kgcombustivel úmido). e proveniente da umidade do combustível e do ar (kg/kgcombustivel úmido). Tch = Tref = temperatura dos gases efluentes na chaminé (ºC).

mce = vazão mássica de combustível. PCSp + Mp . massa de particulado por unidade de massa de combustível (kgparticulado/kgcombustível (21) 5 4 X XCO . uma forma de avaliar esta perda é: PCO = onde: XCO = fração volumétrica de CO (teor de CO) nos gases de chaminé (base seca) (%/100). pois para temperaturas inferiores a l 000 ºC e com presença de ar em excesso.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA cpa = calor especifico médio da água liquida entre Ta e Tref (kJ/kgºC) (para cálculos práticos adotar cpa = 4. cpcb . o que torna sua quantificação complexa. PCSp = poder calorifico do material particulado (simplificadamente adotar Poder Calorifico Superior do carbono: 32 780 kJ/kg). (Tch-Tref) onde. não é significativa.Estas frações volumétricas são determinadas pela análise dos gases. esta perda envolve a medição de material particulado nos gases de chaminé. a reação CO + 1/2 = CO2 apresenta-se "deslocada para a direita". 4 5 . Para o cálculo da entalpia associada a este fluxo é necessário estimar a vazão de combustível.19 kJ/kgºC). na maioria dos casos. c' = fração mássica de carbono efetivamente queimada na combustão (kg/kgcombustível). • Entalpia associada ao material particulado na chaminé Na queima de combustíveis saídos. (19) Pns = entalpia associada ao vapor d'água na chaminé proveniente dos sopradores de fuligem (kJ/kgcombustivel). base úmida (estimada)(kg/h). • Entalpia associada à presença de CO (monóxido de carbono) nos gases de chaminé Esta perda. Elaborado por: George de Souza Mustafa 39 . Mp = úmido). c'. Ta = temperatura da água de alimentação da caldeira (ºC). = parcela combustível da massa de material particulado presente na chaminé Mpc (kg/kgcombustível úmido). XCO2 = fração volumétrica de CO2 (teor de CO2) nos gases de chaminé (base seca) (%/100). pois esta perda especifica será dada por: Pns = Qns mce onde: Qns = perda absoluta associada ao vapor consumido nos sopradores de fuligem (kJ/h). esta perda pode ser estimada da seguinte forma: ppt = Mpc . 23 680 (kJ/kg) X CO2 + CO (20) cpcb = calor especifico médio do carbono (adotar cpcb = 1.256 kJ/kgºC). No entanto. De forma simplificada. Tch = temperatura dos gases na chaminé (ºC).

PF = perda ao fogo do material particulado coletado na chaminé (kgcombustivel/kgparticulado). cpa .(Tch-Tref)] Perdas por purgas A perda absoluta é dada por: Qp = mp . a temperatura Tλ é igual à temperatura de saturação da água na pressão da caldeira se o volume de controle adotado não incluir este trocador. Elaborado por: George de Souza Mustafa 40 .256. Ta = temperatura da água de alimentação da caldeira (ºC). Neste caso também é necessário uma estimativa da vazão mássica de combustível para o cálculo da perda especifica. N2 onde: (24) Vgs = volume de gases secos presentes na chaminé por unidade de massa de combustível 3 (m n/kgcombustivel úmido). enxofre. CO2 + 0. m CO2' SO2' O2' N2 = massa correspondente de gás presente na chaminé (kg/kgcombustível úmido).7 .8 N2). (Tλ . (27) Cabe ressaltar que toda esta formulação não é precisa. SO2 + 0.51 . = calor especifico da água líquida (adotar cpa = 4.35 .51 . uma vez que nos próprios cálculos de combustão o correto seria considerar que existe uma parcela de carbono. CO2 + 0.Ta) onde: Qp = cpa 7 m m m m (25) (26) vazão média de água purgada da caldeira (purgas contínuas fictícia de água purgada durante o ensaio para purgas descontinuas (kg/h). A parcela Mpc é dada por: Mpc = Mp .8 . tp m m (22) (23) m m m Vgs = 0. que é dada por: pp = Q p mce onde.7 . tp. Tλ = temperatura de saturação da água na pressão da caldeira (ºC). [PF. 3 m m m tp = teor de particulados na chaminé. 7 6 Caso exista um trocador de calor para recuperar as purgas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Tref = temperatura de referência adotada (ºC). determinado em ensaio (kgparticulado/m n gás). hidrogênio do combustível que não participa das reações como considerado no caso de existir material queimado junto com as cinzas.19 kJ/kgºC como valor prático) (kJ/kgºC). SO2 + O2 + 0. PF e Mp = Vgs .32 780+1.35 . SO2 + 0. Pode-se então reescrever a Equação 21 como6: ppt = (0. O2 + 0.

• Entalpia associada ao material retirado ("calor sensível") Na queima de combustíveis sólidos. a análise elementar e o poder calorifico da mistura combustível residual mais a cinza propriamente dita.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Qp = perda absoluta associada às purgas (kJ/h). z1 = fração mássica de cinza no material do (kg/kgcombustivel).(1 -a)/z1 ] . mce = vazão mássica de combustível. e a simplificação adotada neste cálculo é: Pmr = mc . c1 = teor de carbono no material retirado. pela seguinte equação: ptc = mr . Pp = perda especifica associada às purgas (kJ/kgcombusttvel úmido). assim como no caso das perdas por particulados na chaminé. mr = massa de material retirado por unidade de massa de combustível (kg/kgcombustivel úmido). Perdas no cinzeiro Esta perda pode ser dividida em duas parcelas.Tref) onde: Ptc = perda específica associada ao calor sensível das cinzas (kJ/kgcombustivel úmido). PCSmr onde: Pmr = Perda especifica associada ao conteúdo energético do material retirado do cinzeiro (cinzas e combustível não convertido) por unidade de massa de combustível (kJ/kg). 32 780 e mc = [z . mr = massa de material que deixa o volume de controle (combustível não convertido e cinzas) por unidade de massa de combustível (kg/kgcombustivel úmido). cpmr . quais sejam: • Entalpia associada exclusivamente à presença de combustível no material retirado O procedimento correto para a determinação desta perda exige. (Tmr . Podendo ser calculada como: Pmr = mr . C1 (30) onde: mc = massa de carbono não queimado por unidade de massa combustível (kg/kgcombustivel úmido). a = umidade do combustível (kg/kgcombustível úmido). PCSmr = poder calorifico superior do material retirado (kJ/kg). (31) Elaborado por: George de Souza Mustafa 41 . (28) (29) z = fração mássica de cinza no combustível (kg/kgcombustível). (base úmida) estimada (kg/h). o fluxo através da superfície de controle de cinzas e escórias a alta temperatura implica em perdas que a rigor podem ser calculadas para cada caso em particular. a análise feita do material retirado do cinzeiro é apenas do teor de carbono não queimado. base seca (kgcarbono/kgmaterial retirado). Na prática.

esta perda pode ser estimada pela expressão: ptc = m r . Conforme visto anteriormente. quando não são disponíveis dados mais precisos.ha) onde: mve = vazão em massa de vapor gerado. 1 170 (kJ/kg) (32) e o valor 1 170 é um valor médio prático aproximado da entalpia especifica das cinzas.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA cpmr = calor especifico médio do material retirado entre a temperatura de saída (Tmr) e a temperatura de referência (Tref) (kJ/kgºC). Tan = temperatura da água de alimentação na condição nominal (ºC). Elaborado por: George de Souza Mustafa 42 . A seguir apresenta-se o procedimento para cálculo simplificado das perdas por radiação e convecção. apresentar-se-á um método prático para determinação perdas baseado nos 1 ábacos que constam de ASME . n = número de paredes d'água ou de ar da caldeira. TS = temperatura superficial média da caldeira (ºC). Tref = temperatura de referência adotada (ºC). operação do em vapor gerado. fatores cuja influência poderá ser considerada em cálculos mais rigorosos. (33) 8 hv = entalpia especifica na pressão e temperatura em que é gerado (kJ/kg). Para utilização deste método são necessárias as seguintes informações adicionais: mvn = produção de vapor na condição nominal da caldeira (dado de placas) (kg/h). Pvn = pressão do vapor na condição nominal da caldeira (dado de placas) (MPa). Tmr = temperatura de saída do material retirado (ºC). Perdas por radiação e convecção O cálculo das perdas superficiais por radiação e convecção de caldeiras exige para cada caso uma série de medições e roteiros de cálculos com formulações complexas demais para serem expostas neste Manual. ha = entalpia especifica da água de alimentação da caldeira (kJ/kg). • Determinação da energia útil na condição nominal 8 As perdas determinadas por este método já são calculadas em relação à energia que é fornecida ou seja. (hv . valor estimado (kg/h). são perdas porcentuais e serão computadas no cálculo da eficiência de forma diferente das parcelas anteriormente apresentadas. Neste sentido. este valor depende da temperatura na qual são tiradas as cinzas e da própria composição das mesmas. • Determinação da energia útil na condição de operação A energia útil de operação é dada por: Euop = mve . Como primeira aproximação. fornecido ao processo na condição de operação do ensaio (não inclui o vapor gerado utilizado nos sopradores de fuligem).

chegou-se à conclusão de que o uso de circuitos semi-fechados de resfriamento seria a melhor solução. devido às suas características físicas (alto calor específico.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Esta parcela é dada por: Eun = mvn . a fim de que se aumentem ao máximo as superfícies de água expostas ao ar. han = entalpia da água de alimentarão da caldeira nas condições nominais (kJ/kg). porém com a dificuldade crescente em obter-se água a custos reduzidos. 6.1 FUNÇÃO Na grande maioria dos processos industriais há a necessidade de resfriamento de equipamentos e maquinaria em geral que geram uma certa quantidade de calor durante sua operação. surgiu a TORRE DE RESFRIAMENTO. Há tempos atrás era usual optar-se pela primeira alternativa. A Torre de Resfriamento é um equipamento que se utiliza de processos de evaporação e transferência de calor para resfriar água. Com os valores calculados pelas equações. Desta forma. baixa viscosidade. alta condutibilidade térmica. Por esse motivo um dos pontos mais importantes de uma Torre de Resfriamento é a subdivisão da água em gotícula. pode-se obter a perda percentual em relação à energia fornecida.han) onde: mvn = vazão em massa de vapor fornecido ao processo na condição nominal (kg/h). (hvn . (34) Elaborado por: George de Souza Mustafa 43 . O fluido geralmente utilizado para dissipar esse calor gerado é a água.2 TIPOS Sabemos que entre duas massas idênticas de água quente expostas ao ambiente. Após sua utilização pode-se eliminar a água do sistema. Isto é conseguido através de: Aspersão de água: bicos especiais que promovem a espersão da água em gotículas. dentre os vários processos de resfriamento de água existente. além da facilidade de obtenção e a sua atoxidade. densidade alta). resfria-se em menor tempo aquela que tiver maior superfície de contato com o ar. resfriá-la e reaproveitá-la no sistema de resfriamento. TORRES DE RESFRIAMENTO 6. 6. ou então. e com maiores rigores nas leis que regem a poluição de mananciais. hvn = entalpia especifica do vapor na pressão e temperatura nominais (kJ/kg).

criando um filme. CLASSIFICAÇÃO DAS DIVERSAS FORMAS DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA TORRE DE RESFRIAMENTO Tanques abertos com borrifamento de água Torre de resfriamento de água ("WATER COOLING TOWER") Resfriador indireto por meio de ar (AIR BLAST WATER COOLER") Tiragem natural de ar Tiragem mecânica de ar forçada Tiragem mecânica de ar induzida Torres de resfriamento por borrifamento de água com tiragem natural Torre de resfriamento de água hiperbólica Fluxo de água e ar em contra corrente Fluxo de água e ar em corrente cruzada Elaborado por: George de Souza Mustafa 44 .UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Filme de água sobre uma superfície: obstáculos na queda da água.

com auxílio de ventiladores ou exaustores. Um dos resfriadores deste tipo mais conhecidos são os radiadores dos automóveis. devido ao respingo. estes resfriadores não conseguem resfriar a água a temperaturas muito baixas.3 CLASIFICAÇÃO TANQUES ABERTOS COM BORRIFAMENTO (SPRAY PONDS) Tanque aberto com borrifamento REFRIADOR INDIRETO POR MEIO DE AR (AIR BLAST WATER COOLER) Pelo fato do limite teórico de resfriamento ser a temperatura de bulbo seco. O ar necessário para garantir a troca de calor pode provir da convecção por diferenças de temperatura (e consequentemente diferenças de densidade) ou por movimentação mecânica. Seus custos de investimento e operacional são relativamente altos. Resfriador indireto por meio de ar Elaborado por: George de Souza Mustafa 45 . 6.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Efeito de respingo sobre uma superfície: maiores subdivisões.

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA TORRE DE RESFRIAMENTO Torre de Resfriamento por borrifamento com ventilação É composta basicamente por uma canalização provida de bicos pulverizadores e um invólucro dotado de venezianas que orientam e auxiliam a passagem do ar. O movimento do ar depende das condições atmosféricas (vento) e do efeito de aspiração dos bicos borrifadores. criando uma zona de baixa pressão na parte inferior da Torre que induz a entrada de nova massa de ar frio. O ar quente tem sua densidade diminuída e tende a subir. pelo "efeito chaminé". Elaborado por: George de Souza Mustafa 46 . Torre de Resfriamento Hiperpólica Composta basicamente por um sistema de aspersão de água. associada ou não a uma superfície de troca de calor e uma estrutura geralmente hiperbólica que facilita a saída do ar.

esta denomina-se Torre de Tiragem Forçada. A) TORRE DE CONTRA CORRENTE ("COUNTER-FLOW") – a água que cai através do enchimento o faz verticalmente. a torre é chamada de Torre de Tiragem Induzida. Dentro dessa categoria há ainda duas concepções de projetos. Podemos afirmar que o tipo mais utilizado nos diversos processos industriais existentes é o de Tiragem Mecânica. enquanto o ar usado para o resfriamento caminha no sentido oposto. Elaborado por: George de Souza Mustafa 47 . Quando o ventilador é instalado na saída do ar. Quando o ventilador está instalado na entrada de ar da torre.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Torre de tiragem mecânica Nestas torres aumenta-se a vazão de ar com o auxílio de um ventilador.

eliminadores de gotas. deve ser capaz de resistir à severas condições de operação. fechamento. plataformas e cilindro (ou difusor) do ventilador. utilizando os melhores materiais e técnicas existentes. O material estrutural. a fim de obter os resultados desejados. Na maioria dos casos. Elaborado por: George de Souza Mustafa 48 . enquanto o ar usado para o resfriamento caminha na horizontal.4 COMPONENTES PRINCIPAIS O projeto de Torre de Resfriamento de Água exige o conhecimento de vários princípios básicos de engenharia. venezianas. os componentes acima mencionados são pré-fabricados para simplificar os serviços de montagem. Para isto. Requer inclusive a aplicação prática destes princípios. enchimento.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Torre de Resfriamento de Água de Tiragem Mecânica do Tipo Contra Corrente B) TORRE EM CORRENTE CRUZADA ("CROSS-FLOW") – a água que cai através do enchimento o faz verticalmente. Torre de Resfriamento de Água de Tiragem Mecânica do Tipo Corrente Cruzada 6. aplicado com as respectivas conexões. os componentes básicos consistindo de estrutura. sistema de distribuição de água. precisam ser projetados para formarem uma unidade integral.

O projeto também deverá ser compatível com a fabricação de peças pre-fabricadas. Os enchimentos de torre são classificados em dois tipos a saber: o tipo "respingo" e o tipo "filme". como também o peso de água de circulação. Além destas características. apresentar baixa resistência ao fluxo do ar e manter uma distribuição uniforme da água e do ar durante a sua operação. O enchimento do tipo respingo é usado quase que exclusivamente em torre industrial.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Secção Transversal de uma Torre de Resfriamento Tipo Corrente Cruzada de FLUXO DUPLO ESTRUTURA A estrutura da Torre de Resfriamento de Água deve ser capaz de suportar somente o peso dos componentes básicos. cargas de vento e eventualmente cargas sísmicas. devendo ainda promover uma quantidade adequada de transferência de calor. deverá ser projetada para longa vida útil em uma atmosfera operacional bastante severa. O enchimento de uma torre deve ser de baixo custo e de fácil instalação. O enchimento do tipo filme é mais indicada para as unidades compactas ou pequenas torres comerciais. É particularmente importante restringir-se ao máximo os obstáculos à corrente de ar. como equipamento mecânico. Esta função se realiza devido ao aumento da área molhada à exposição contínua da superfície da água ao ar e à formação de gotas e filmes na torre. A configuração da torre deverá atender as necessidades do fluxo de água e de ar. Elaborado por: George de Souza Mustafa 49 . ENCHIMENTO A função do enchimento de uma torre de resfriamento de água é acelerar a dissipação de calor na torre. venezianas e fechamento. permitindo uma montagem simples e de baixo custo. aumentando o tempo de contato entre a água e o ar. enchimento.

ENCHIMENTO TIPO "FILME" Este tipo de enchimento está sendo usado à medida que novos materiais e novas configurações são desenvolvidas. servindo inclusive para conduzir o ar de descarga para longe da torre. Isto se consegue respingando-se a água de um nível mais alto para o próximo mais baixo. com o ar movendo-se na direção horizontal (corrente cruzada). enquanto que o emprego do último tipo. grades de poliester reforçados com fibra de vidro. escorrendo sobre áreas grandes.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA ENCHIMENTO TIPO "RESPINGO" O enchimento tipo respingo consiste de vários diferentes arranjos. pois as tábuas de respingo devem estar na posição horizontal. No entanto. e consequentemente perda de eficiência. É igualmente importante que as torres estejam bem niveladas. no entanto. geralmente ocasiona a canalização. asseguram o nivelamento das tábuas de respingos durante toda a duração da torre. mais custoso que o enchimento tipo "respingo". A máxima exposição da superfície da água ao fluxo de ar é. caso contrário a água e o ar serão canalizados através do enchimento da torre e sua capacidade diminuirá sensivelmente. a sua finalidade em qualquer instalação é misturar a água com o ar. É muito importante que o enchimento do tipo "respingo" seja suportado adequadamente. permanecendo. O cilindro também age como proteção do ventilador. A madeira é o material mais empregado em enchimento do tipo "respingo". devido ao alto custo. Outros materiais usados são: plásticos. do que o tipo "respingo". Como ele é mais sensível à irregularidade do fluxo de ar e da distribuição de água. obtida pela repetição da interrupção da queda da água. ocasionando a máxima exposição da água corrente de ar. alumínio. dependendo do projeto da torre e do fabricante. Existem vários tipos de suporte para enchimentos tipo "respingo". tanto do ar como da água em todo o volume de enchimento da torre. estes materiais tem o uso limitado à aplicações especiais. a água tenderá a escorrer para o lado mais baixo das tábuas de respingo. Elaborado por: George de Souza Mustafa 50 . Os primeiros. existindo inclusive simples suportes pregados com grande espaçamento. caso contrário. aço inoxidável e cerâmica. cimento amianto. aço galvanizado. portanto. Este tipo de enchimento também precisa ser adequadamente suportado e espaçado uniformemente. A eficiência deste tipo de enchimento depende de sua habilidade em espalhar a água em um fino filme. devendo ser suficientemente robusto para resistir às vibrações induzidas pela pulsação do fluxo de ar. o projeto da torre deve assegurar um fluxo uniforme. CILINDRO DO VENTILADOR – DIFUSOR A função básica do cilindro do ventilador é formar um fechamento em volta deste. pois é o mais econômico e facilmente reposto. ou vertical (contracorrente). o que também ocasionará a canalização da água e do ar. respingando-se em pequenas gotículas e espalhando-se sobre tábuas de respingo individuais. o que efetivamente melhorará sua performance. No entanto. Isto ocorre com mais freqüência em enchimento muito denso ou de pequeno espaçamento entre as tábuas de respingo. desde grades de aço galvanizado. diminuindo a capacidade da torre. até grades executadas em aço inoxidável. O cilindro deve ser construído em material apropriado para resfriar à atmosfera corrosiva onde está instalado.

mas devem ser previstas em torres localizadas em ambiente muito sujos. enormemente. mas existem alternativas como madeira. na prática verificou-se que uma forma elíptica representa uma solução bastante satisfatória. A distribuição da água e sua retenção são diretamente relacionadas com a inclinação. tanto maior será sua eficiência. É função do satisfazer a estas duas exigências. Elaborado por: George de Souza Mustafa 51 . largura e espaçamento apropriado. Torres tipos contra corrente não se prestam para este tipo particular de controle de formação de gelo por intermédio das venezianas. na maioria dos casos. e tanto mais baixo será o nível de ruído. pois quanto menor este espaço. O quanto mais suave for a entrada do fluxo de ar no ventilador. Com os ventiladores fora de operação. O projeto da veneziana varia com o tipo de torre e de fabricante. com os ventiladores em operação. Geralmente quanto mais livre a água. Telas de proteção para as venezianas são raramente fornecidas como acessório standartizado. especialmente eficiente para operações no inverno e particularmente adaptável às torres tipo corrente cruzada. Teoricamente é necessário uma configuração na entrada do cilindro. o que melhorará a performance do mesmo. VENEZIANAS As venezianas de entrada do ar são projetadas para evitar perda de água através das superfícies de entrada do ar e para uma eficiente admissão deste ar na torre. onde grande pedaços de papel e material similar podem ser aspirados para o interior da torre. as venezianas devem ser projetadas com inclinação.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA A performance do ventilador é muito sensível às condições do fluxo de ar entrante e do espaço livre entre o diâmetro externo das pás e o interno cilindro. a qual evita a formação e o acúmulo de gelo. a largura e o espaçamento das venezianas. em alguns casos. Um projeto de veneziana. cimento amianto e plástico reforçado com fibra de vidro. Como parte das venezianas ficaria localizada em baixo do enchimento. FECHAMENTO A principal função da torre é manter a água dentro dos limites da unidade e evitar o ar de passar por outros caminhos que os previstos. Deverá ser evitado a localização de obstruções estruturais perto da entrada do cilindro de ventilador. faz-se em geral. no entanto. Um fluxo de ar é conseguido através de uma configuração adequada do cilindro do ventilador. e sua retenção. tanto maior será a eficiência da entrada do ar. tanto maior será a eficiência. suficientemente fortes para suportar as cargas de gelo. As venezianas podem também ser projetadas especificamente para eliminar os problemas de congelamento no inverno. A maioria dos cilindros estão sendo construídos em plástico reforçado. água em queda produziria um efeito de lavagem nas venezianas e a aliviaria do gelo formado. concreto e aço. O fechamento contribui inclusive. Para prevenir perda de água. prevê um suporte para as venezianas inclinadas como parte integral do projeto da torre. O espaço livre entre o externo das pás do ventilador e o interno do cilindro é extremamente importante. de maneira oposta. Como as características das venezianas afetam a distribuição da água. mas em todos os casos deve ser suficientemente resistente à atmosfera corrosiva em que são instaladas e. Os materiais mais usados para construção de venezianas são: madeira. as venezianas são lavadas com água quente. A capacidade de retenção de água é maior quando a inclinação e os espaçamento das venezianas são mínimos. Em torres de aço usa-se venezianas fabricadas em aço galvanizado. um compromisso no projeto para se conseguir uma eficiência total máxima. O ar deve ser uniformemente distribuído com uma perda mínima de pressão.

O funcionamento dos eliminadores baseia-se em uma mudança da direção do fluxo de ar. pois neste caso não há evaporação de água. às linhas de força e subestações. usa-se geralmente. Por esse motivo é que conseguimos águas resfriadas abaixo das temperaturas ambientes. Esta uniformização da pressão produz um fluxo de ar igualmente uniforme através do enchimento da torre. A resistência que o eliminador produz à passagem do ar. • A temperatura do bulbo úmido nos dá a grosso modo. como resistência mecânica. Com função estrutural em torres industriais. que raramente excede a 0. perdas por arraste é mais um incômodo do que um sério problema operacional. sendo quase que universalmente usada em torres industriais. • O limite teórico de temperatura de água fria é a temperatura do bulbo úmido. Esta deve ser escolhida de acordo com sua incidência na localidade da instalação durante os meses de verão. Em gotículas de água arrastadas. ELIMINADOR DE GOTAS A função do eliminador de gotas é reter a água carregada pelo ar aspirado pelo ventilador.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA para a aparência da torre. separa as gotículas de água do ar. pois há uma perda de energia no bulbo. a localização de torres adjacentes. Suas qualidades. A força centrífuga resultante. e particularmente. Deve ser evitado. A mais importante variável é a temperatura do bulbo úmido. Usualmente. • Se a umidade relativa ambiente é de 100%. • A mínima temperatura de água resfriada que podemos conseguir com o equipamento é função direta das condições climáticas/ambiente. Em geral. • Imaginemos um termômetro convencional de mercúrio com seu bulbo envolto por algodão embebido em água.2% da totalidade da água em circulação em torres de resfriamento de água de tiragem induzida. ou seja. o fechamento não é considerado no projeto. chapas onduladas de cimento amianto. se uma determinada região à temperatura de bulbo úmido é de 23ºC. pois esta influi diretamente no tamanho da torre a ser selecionada. na direção do vento. torna-a particularmente interessante para esta aplicação. Uma função secundária do eliminador é a uniformização do fluxo de ar através do enchimento da torre. causaram sérios problemas em sistema de distribuição de eletricidade. tendo sido inclusive responsável por falhas de equipamento. a temperatura do bulbo úmido é igual à temperatura do bulbo seco (ambiente). notaremos um abaixamento da temperatura marcada. Se fizermos o ar passar através desse bulbo. a mínima temperatura de água fria deverá situar-se em torno de 26ºC. na realidade. Ao contrário. Como material de fechamento. equivalente ao calor latente de evaporação de uma parcela da água que envolve o bulbo de termômetro. Observações de inúmeras torres em funcionamento tem revelado satisfatório o desempenho na maioria das aplicações em torres selecionadas com temperaturas de Elaborado por: George de Souza Mustafa 52 . recomenda-se uma folga de 3ºC. geralmente o fechamento faz parte do projeto estrutural. baixo custo e incombustibilidade. uma idéia de quanto calor o ar pode retirar de uma certa massa de água a ele exposta. em raras condições. 6. resistência à corrosão. Esta água acumulada escorre de volta à bacia de coleta de água fria. depositando-as na superfície do eliminador.5 CONCEITOS • É essencial termos em mente as limitações de uma torre. porém na prática. ocasiona uma pressão uniforme no espaço entre o eliminador e o ventilador. TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO A temperatura de bulbo úmido afeta diretamente o tamanho da torre a ser selecionada. na medida do possível. diminui a sangria necessária pela mesma quantidade. Esta perda. em torres compactas. • Para unidades relativas mais baixas temos consequentemente bulbos úmidos mais baixos. aparência.

Na próxima figura vê-se uma curva típica de variação anual de temperatura de bulbo úmido. APPROACH (ºC) Quanto menor o "approach" (temperatura de água fria menos temperatura de bulbo úmido). e poderão ocorrer em vários períodos de curta duração. Estas horas em que o bulbo úmido é ultrapassado. Na figura abaixo vê-se uma curva típica de variação diária de temperatura de bulbo úmido.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA projeto de bulbo úmido. Para fixar bem a relação entre o tamanho da torre e sua temperatura de bulbo úmido. a aproximação da temperatura de água fria até a temperatura de bulbo úmido. Elaborado por: George de Souza Mustafa 53 . ou seja. tais que somente são ultrapassadas durante 5% das horas dos quatro meses mais quentes do ano. maior será o tamanho do equipamento. devemos definir o conceito de "approach". não necessariamente são consecutivas. O efeito prejudicial dos picos de altas temperaturas de bulbo úmido pode ser amortecido por um maior montante de água no sistema.

pode-se escrever a equação do balanço de calor como: Calor cedido pela água = Calor recebido pelo ar L x CpL x (t1 – t2) = G x (h2 – h1) Onde. O calor trocado entre a água e o filme é: dQL = L x dt = KL x a x dV (t – T´) Onde.ºC). já que considera a transferência de massa e de energia na gota de água dentro da torre.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 6. L = vazão de água [kg/h] CpL = calor específico da água [kcal/(kg. Água Filme Ar Desprezando a evaporação.ºC)] t1 = temperatura da água entrando na torre [ºC] t2 = temperatura da água saindo da torre [ºC] G = vazão de ar [kg/h] h2 = entalpia do ar saindo da torre [kcal/kg] h1 = entalpia do ar entrando na torre [kcal/kg] Considerando o CpL = 1 kcal/(kg.6 PROJETO O método de cálculo de Merkel é bastante utilizado. normalmente na torre: temperatura da água > temperatura do filme > temperatura do ar. KL = coeficiente de condutividade de calor do filme (água/filme) [kcal/kg] a = superfície molhada por unidade de volume [m2/m3] t = temperatura da água [ºC] T´= temperatura do filme saturado [ºC] Uma quantidade deste calor é transferido como calor sensível para a corrente de ar: Elaborado por: George de Souza Mustafa 54 .

UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA Elaborado por: George de Souza Mustafa 55 .

1982. David P. and PERRY. KERN. 5e.1979.UNIFACS EQUIPAMENTOS DE TROCA TÉRMICA 7. Elaborado por: George de Souza Mustafa 56 . Rio de Janeiro: Guanabara Dois. Rio de Janeiro: Guanabara.. FAUST. 1992. Leonard et alii. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. 1980. WENZEL. 1980.M. INCROPERA. GOMIDE. Estequiometria Industrial. Reynold. Princípios das Operações Unitárias. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. Fundamentos de Transferência de Calor e Massa.. H.. SMITH.C. 3e. NESS. Alan S.. Donald Q. Introdução à Termodinâmica da Engenharia Química. J. Edição do Autor. Rio de Janeiro: Guanabara. Manual de Engenharia Química. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA CHILTON. Franck O. 1980. Processos de Transmissão de Calor. DEWITT. Van. 3e.. 2e. 1e.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful