Você está na página 1de 2

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação


Departamento de Ciências da Informação
Faculdade de Arquivologia

Resenha: O Conceito e a Prática de Gestão de Documentos -


José Maria Jardim1

Nathalia Paro Schelini

Publicado na revista do Arquivo Nacional, “Acervo”, no ano de 1987, o artigo


“O Conceito e a Prática de Gestão de Documentos”, do doutor em ciência da
informação José Maria Jardim, tenta traçar um diagnóstico acerca do papel da
arquivística e dos arquivos brasileiros frente à gestão documental dos órgãos
públicos.
Partindo da construção das diferentes conceitos de gestão de documentos
nos casos dos E.U.A. e Canadá e passando pela evolução teórica e metodológica
da arquivística no decorrer do século XX, o autor pontua contribuições e exemplos
positivos quando da existência de políticas públicas no tratamento dos documentos
em todas as suas fases. Assim, vemos uma racionalização que leva à eficiência,
inclusive - e sobretudo - econômica das instituições que praticam uma gestão
documental adequada. Contrapõe-se a esses casos a tradição europeia, cuja
influência foi herdada pelo Brasil, assim o autor esboça um panorama da (grave,
como mostram números citados) situação dos arquivos nas instituições públicas
nacionais.
Bastante objetivo, o texto enumera, de maneira realista, a partir de um
apanhado de conferências internacionais sobre o assunto, limitações para a adoção
da gestão de documento pelas instituições e pontos importantes para um
alinhamento entre o Arquivo Nacional das nações e suas instituições
governamentais. Assim, se estabeleceria o contexto ideal, levando em conta as
particularidades de cada país, para a aplicação de programas de gestão.
Por fim, é um texto que mostra que temos, no Brasil, um longo e difícil

1Atividade da disciplina “Gestão Documental em Arquivos”, ministrada pelo Prof. Thiago Henrique
Bragato Barros.
2

caminho a percorrer no que diz respeito ao tratamento e recuperação das


informações dos grandes volumes documentais de valor intermediário e
permanente, até chegarmos a uma situação de comprometimento do setor público
para que seja elaborado e nele posto em prática, de fato, um trabalho de gestão
documental.

Referências bibliográficas

JARDIM, J. M. . O conceito e a prática da gestão de documentos. Acervo (Rio de


Janeiro), Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 35-42, 1987.

Você também pode gostar