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Benjamim Franklin: Uma Vida Americana

2. O progresso do peregrino

LIVROS

Franklin passou a acreditar que a história é uma narrativa, não de forças imutáveis, mas sim de
empenhos humanos.

3. Artífice assalariado

A GRÁFICA DE KEIMER

Como é conveniente ser uma criatura racional, pois permite encontrar ou criar uma razão para
tudo o que se quer fazer.

Um homem [é] às vezes mais generoso quando tem pouco dinheiro do que quando tem
muito”, escreveu mais tarde, “talvez por medo de pensarem que tem pouco.

Tomei o cuidado não apenas de ser, na realidade, industrioso e frugal, como de evitar todas as
aparências em contrário

um homem de criação própria e pertinaz que avançou na vida em um ritmo calculado na


direção de fins calculados.

as pessoas são mais propensas a admirar o seu trabalho se você for capaz de evitar que sintam

ciúmes de você.

UM PADRINHO NÃO CONFIÁVEL

Ao longo de sua vida, ocasionalmente ele faria inimigos.

Um segredo que ele aprendeu para ser mais reverenciado do que ressentido foi exibir (ao
menos quando conseguia ter disciplina para tanto) um humor autodepreciativo, uma conduta
despretensiosa e um estilo não agressivo em suas conversas.
UM PLANO DE CONDUTA MORAL

Para aperfeiçoar a arte de se tornar uma pessoa de confiança, Franklin escreveu um “Plano de
Conduta Futura”. Seria o primeiro de muitos credos pessoais que estabeleciam regras
pragmáticas para o sucesso e que fizeram dele o santo padroeiro dos guias de auto
aperfeiçoamento.

1. É necessário que eu seja extremamente frugal, por algum tempo, até ter pagado o que
devo.

2. Empenhar-se em falar a verdade em todos os casos; não dar expectativas a ninguém que
não sejam suscetíveis de ser cumpridas, mas visar à sinceridade em cada palavra e ação — a
qualidade mais agradável em um ser racional.

3. Aplicar-me diligentemente em qualquer negócio que empreenda, e não desviar a mente de


meu negócio por nenhum projeto tolo de ficar subitamente rico; pois diligência e paciência são
o meio mais seguro para chegar à abundância.

4. Decido não falar mal de ninguém

“se duas pessoas iguais em juízo jogam por uma quantia considerável, aquele que ama mais o
dinheiro perderá; sua ansiedade pelo sucesso do jogo o confunde”

Impressor
A JUNTA
O conhecimento, dava-se conta, “era obtido mais pelo uso da orelha do que da língua”. Assim,
na Junta, ele começou a trabalhar seu uso do silêncio e do diálogo gentil.

Seu segredo para fazer amigos e influenciar pessoas parece um curso antigo de Dale Carnegie:
“Para conquistar o coração dos outros, não se deve dar a impressão de competir com eles, mas
de admirá-los. Dê-lhes todas as oportunidades de mostrar as próprias qualificações, e depois
de ter-lhes satisfeito a vaidade, eles o louvarão por sua vez, e o preferirão acima dos outros
[…] Tamanha é a vaidade da humanidade que dar importância ao que os outros dizem é uma
forma mais segura de agradar do que falar bem delas”

os pecados mais comuns da conversação,“que causam repulsa”; o maior deles é “falar


excessivamente […] o que nunca deixa de provocar ressentimento”

Os outros pecados da sua lista eram, em ordem: parecer desinteressado, falar muito sobre a
própria vida, intrometer-se em segredos pessoais (“uma grosseria imperdoável”), contar
histórias longas e sem sentido (“os velhos são mais propensos a esse erro, o que é uma das
principais razões para que sua companhia seja muitas vezes evitada”), contradizer ou
contestar alguém diretamente, ridicularizar ou vituperar contra as coisas, exceto em pequenas
doses espirituosas (“é como o sal: em alguns casos, um pouco dá prazer, mas, se jogado a
mancheias, estraga tudo”) e disseminar escândalo

Ele usava o silêncio com sabedoria, empregava um estilo indireto de persuasão e fingia
modéstia e ingenuidade nas discussões. “Quando alguém afirmava algo que eu julgava errado,
negava a mim mesmo o prazer de contradizê-lo.” Em vez disso, concordava em partes e
sugeria suas diferenças apenas indiretamente.

OS ENSAIOS DO ABELHUDO

Frugal e laborioso

o tema favorito de Franklin: diligência lenta e constante é o verdadeiro caminho para a


riqueza.

THE PENNSYLVANIA GAZETTE

querer participar do mundo e, ao mesmo tempo, continuar a ser um observador imparcial.

“Quem se acostuma a deixar passar em silêncio as falhas de seus vizinhos receberá muito mais
clemência do mundo quando acontecer de ele mesmo cair em erro”

O PROJETO DE PERFEIÇÃO MORAL

Temperança: Não coma até o enfado; não beba até a exaltação.

Silêncio: Fale apenas o que pode beneficiar os outros ou a si mesmo; evite a conversa
insignificante.

Ordem: Que todas as suas coisas tenham os seus lugares; que cada parte de seu negócio tenha
seu tempo.

Resolução: Resolva realizar o que deve; realize sem falhar o que resolver.

Frugalidade: Não faça nenhum gasto senão para fazer o bem aos outros ou a si mesmo (isto é,
não desperdice nada).

Diligência: Não perca tempo; esteja sempre empenhado em algo útil; corte todas as ações
desnecessárias.

Sinceridade: Não utilize engano nocivo, pense com inocência e justiça e, se falar, fale de
acordo com isso.

Justiça: Não seja injusto com ninguém, causando danos ou omitindo benefícios que são o seu
dever.

Moderação: Evite extremos; refreie ressentir-se de danos tanto quanto acha que eles
merecem.

Limpeza: Não tolere impureza no corpo, nas roupas ou na habitação.

Tranquilidade: Não se perturbe com ninharias, ou com acidentes comuns ou inevitáveis.

Então Franklin acrescentou “humildade” como a 13ª virtude de sua lista. “Imite Jesus e

Sócrates.”
As descrições eram bastante reveladoras. Assim como a própria iniciativa. Eram também, em
sua paixão pelo aperfeiçoamento de si mesmo por meio da determinação diligente.

O princípio fundamental de sua moralidade, ele declarou várias vezes, era “O serviço a Deus
mais aceitável é fazer o bem para o homem”

Dominar todas essas treze virtudes de uma só vez era “uma tarefa mais difícil do que eu
imaginara”, relembrou Franklin. O problema era que, “enquanto estava empregado em me
precaver contra um erro, eu era, com frequência, surpreendido por outro”. Então, decidiu
enfrentá-los como uma pessoa que, “tendo um jardim para limpar, não tenta erradicar todas
as ervas daninhas de uma só vez, o que excederia seu alcance e sua força, mas trabalha em um
canteiro de cada vez”.

Nas páginas de um pequeno caderno, ele traçou um gráfico com sete colunas vermelhas para
os dias da semana e treze linhas para suas virtudes. As infrações eram marcadas com um
ponto preto. Na primeira semana, ele se concentrou na temperança, tentando manter essa
linha vazia, sem se preocupar com as demais. Com essa virtude fortalecida, ele poderia voltar
sua atenção para a próxima, o silêncio, na expectativa de que a linha de temperança também
se mantivesse vazia. No decorrer do ano, completaria quatro vezes o ciclo de treze semanas.

POBRE RICARDO E O CAMINHO PARA A RIQUEZA

“A fraqueza geral da humanidade”, disse a um amigo, está “na busca de riqueza sem-fim.” Seu
objetivo era ajudar os candidatos a comerciante a se tornarem mais diligentes e, desse modo,
mais capazes de serem cidadãos úteis e virtuosos.

5. Cidadão público

ORGANIZAÇÕES PARA O BEM COMUM

descobriu que as pessoas relutavam em apoiar o “proponente de qualquer projeto útil que se
pudesse supor que aumentaria a reputação dele”. Então, Franklin se pôs “tanto quanto pôde
fora da vista” e concedeu o mérito da ideia a seus amigos. Esse método funcionou tão bem
que “eu sempre o pus em prática em situações desse tipo”. As pessoas acabarão por dar-lhe o
crédito, observou ele, se você não tentar reivindicá-lo. “O pequeno sacrifício atual de sua
vaidade será mais tarde amplamente recompensado.”

GUERRAS DE EDITORES

“Aquele que uma vez lhe fez uma gentileza estará mais disposto a fazer-lhe outra do que
aquele que foi obrigado a fazer alguma”

6. Cientista e inventor

ESTUFAS, TEMPESTADES E CATETERES

“Assim como nós desfrutamos de grandes vantagens das invenções de outros, devemos
agradecer a oportunidade de servir aos outros com uma invenção nossa, e isso deve ser feito
livre e generosamente.”
sempre tinha em mente o objetivo de fazer ciência útil. Que ele fizesse algo prático com todas
as suas velhas “geringonças”. Em geral, Franklin começava uma investigação científica
impulsionado por pura curiosidade intelectual e, depois, procurava uma aplicação prática para
ela.

UM LUGAR NO PANTEÃO

Tampouco tem muita importância para nós saber a maneira como a natureza executa suas leis;
é suficiente conhecermos as próprias leis.

7. Político

A ACADEMIA E O HOSPITAL

“O bem que os homens podem fazer em separado para ajudar os doentes é pequeno em
comparação com o que eles podem fazer coletivamente”.