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Universidade Federal de Alagoas – UFAL 1

Campus Arapiraca
Curso de Graduação em Medicina

CADERNO DA DISCIPLINA
MDCA100 SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

Arapiraca – Alagoas
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Sumário

1. Ementa, carga horária e docentes vinculados. 04


2. Arcabouço teórico-legal. 05
3. Objetivos. 07
4. Diretrizes e competências. 08
5. Conteúdo programático. 17
6. Detalhamento do calendário letivo. 18
7. Metodologia de ensino. 21
8. Processo avaliativo: somativa, formativa e autoavaliação. 23
9. Produto de consolidação do saber – Articulação ensino, saúde e 24
comunidade.
10. Referências básicas e complementares. 25
11. Planos de aula 27
12. Código de ética do estudante de Medicina 36
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1. Ementa, carga horária e docentes vinculados

Ementa

Anamnese e exame físico na criança e no adolescente. Fisiopatologia, quadro


clínico e prognóstico das principais doenças da criança e do adolescente segundo
critérios de incidência, prevalência e importância clínica. Conhecimento de estratégias
de prevenção e desenvolvimento da capacidade de diagnóstico e de tratamento das
doenças abordadas. Fundamentos do uso racional de medicamentos.

Carga Horária

144 horas

Docentes

Nome/ Regime Formação/ atuação Titulação


Mônica Roseli Brito Galdino (20 horas) Medicina/ Pediatria Especialista
Sandro Lins Machado (20 horas) Medicina/Pediatria Especialista

Docente responsável/ Coordenador:

Profº Draº Mõnica Roseli Brito Galdino

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO

INÍCIO DO MÓDULO: 06/05/2019 CONCLUSÃO DO MÓDULO:10/09/2019


AULAS TEÓRICAS: 08 AULAS PRÁTICAS: 07
PROVA AB1: 13/07/2019 PROVA AB2: 20/08/2019
REAVALIAÇÃO 27/08/2019 AVALIAÇÃO FINAL: 03/09/2019
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2. Arcabouço teórico-legal.

Segundo o Projeto Pedagógico do Curso de Medicina (PPC), o eixo Integração


Ensino, Saúde e Comunidade (IESC) objetiva desenvolver atividades em cenários reais da
comunidade e do SUS (unidades de saúde, hospitais, ambulatórios, etc) com o objetivo de
fortalecer o aprendizado cognitivo e estabelecer uma aproximação do acadêmico com a
população local, a fim de garantir uma assistência integral, respeitosa, ética, crítica e
humanística, considerando o sujeito e o contexto no qual está inserido, sua cultura, sua
crença, seus hábitos e seus costumes, e assim, proporcionar o desenvolvimento de
habilidades e atitudes.
Nesse sentido, este plano de curso considera como marco legal:
a) Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina
(Resolução nº 3, de 20 de junho de 2014 do Ministério da Educação), buscando
desenvolver competências e habilidades necessárias para o exercício ético e
responsável da medicina;
b) Currículo baseado em competências da Sociedade Brasileira de Pediatria
(SBP), na definição das competências almejadas e dos conteúdos a serem
ministrados;
c) Diretrizes, normas e regulamentos da Universidade Federal de Alagoas,
obedecendo ao tripé ensino, pesquisa e extensão.
O marco teórico que sustenta considera:
a) Uma sociedade em constante transformação e, portanto, a formação médica
deve ser flexível e sensível a elas;
b) O sujeito discente como centro do processo ensino-aprendizagem e, portanto, o
sujeito principal da sua formação;
c) O ensino pelo exemplo é um compromisso com o desenvolvimento de
competências éticas necessárias para o adequado exercício da medicina;
d) A adoção de metodologias ativas de ensino-aprendizagem e o estímulo à
criatividade, geração de novos conhecimentos e releituras da sociedade;
e) Tomar a prática médica como eixo norteador do currículo desde o início do
curso,com graus crescentes de complexidade;
f) Os problemas locais como cenário de intervenção, considerando a realidade
sociossanitária na qual o profissional irá atuar;
g) Disposição de utilizar as habilidades profissionais adquiridas no transcorrer do
curso para contribuir com a comunidade, alcançada pelo entendimento da
Medicina preventiva e pelo estímulo à prática da promoção de saúde;
h) A transformação constante das práticas de ensino, buscando melhorias
contínuas, até que alcance o padrão de formação desejado.
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3. Objetivos

Geral

 Qualificar os profissionais médicos para atuarem com efetividade na promoção,


prevenção, recuperação e reabilitação da criança e do adolescente.
 Dar aos estudantes os conhecimentos iniciais sobre as ações básicas na
assistência integral à saúde da criança e do adolescente.
.

Específicos

a) Realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história clínica,


bem como dominar a arte e a técnica do exame físico da criança e do adolescente.
b) Realizar história e exame físico do recém-nascido sadio, classificando-a dentro das
tabelas e gráficos adequados.
c) Aprender sobre vacinação na criança e no adolescentes, bem como fazer as
orientações necessárias.
d) Realizar uma consulta de puericultura adequada, tendo manejo na normalidade do
crescimento e desenvolvimento, bem como orientação alimentar adequada à cada fase
da vida.
e) Dominar os conhecimentos científicos básicos da fisiopatologia, quadro clínico e
prognóstico das principais doenças da criança e do adolescente segundo critérios de
incidência, prevalência e importância clinica
f) Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças da criança e do adolescente
em todas as fases do ciclo biológico, bem como a eficácia da ação médica.
g) Otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em todos
seus aspectos
h) Exercer a Medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com base em
evidências científicas
i) Atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem como no
tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do processo de
morte e morrer
j) Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura crítica de
artigos técnico-científicos e a participação na produção de conhecimentos

4. Diretrizes e competências.
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Considerando o arcabouço teórico-legal que rege o curso médico da Universidade


Federal de Alagoas (UFAL), campus Arapiraca, consoante apresentado no item 3 deste
documento, o plano de curso do período 2, doravante denominado “MDCA 100- Saúde
da Criança e do Adolescente II”, em consonância com os demais elementos norteadores
deste documento e dada a necessidade de articulação entre conhecimentos, habilidades
e atitudes, buscar-se-á, na sua totalidade, atender às seguintes diretrizes e
competências:

Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (Resolução


nº 3, de 20 de junho de 2014- Ministério da Educação) Tais diretrizes devem obedecer
às práticas de ensino em todos os períodos da formação médica.

1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL

Médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a


atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes
níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à
saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade
social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser
humano.

2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Competências Gerais:
• Atenção à saúde: os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito profissional,
devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e
reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada profissional deve a
ssegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e continua com as demais
instâncias do sistema de saúde. Os profissionais devem realizar seus serviços dentro
dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, tendo em conta
que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim,
com a resolução do problema de saúde, tanto a nível individual como coletivo;
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• Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar


fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e
custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de
procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir habilidades para
avaliar, sistematizar e decidir a conduta mais apropriada;
• Comunicação: os profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem manter
a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros
profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve comunicação
verbal, não verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma
língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação;
• Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de saúde
deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem
estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia,
habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e
eficaz;
• Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a fazer o g
erenciamento e administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e
materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem gestores,
empregadores ou lideranças na equipe de saúde;
• Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender
continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os
profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e
compromisso com a educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de
profissionais, não apenas transmitindo conhecimentos, mas proporcionando condições
para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos
serviços.

Conhecimento, Competências e Habilidades Específicas:

• Promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos seus


clientes/pacientes quanto às de sua comunidade, atuando como agente de
transformação social;
•Atuar nos diferentes níveis de atendimento à saúde, com ênfase nos atendimentos
primário e secundário;
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•Comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, os pacientes e seus


familiares;
•Informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à
promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas
apropriadas de comunicação;
•Realizar com proficiência a anamnese e a conseqüente construção da história
clínica, bem como dominar a arte e a técnica do exame físico;
•Dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza biopsicosocioambiental
subjacentes à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação dos dados, na
identificação da natureza dos problemas da prática médica e na sua resolução;
•Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em todas
as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial mórbido das
doenças, bem como a eficácia da ação médica;
•Reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores
de problemas que fujam ao alcance da sua formação geral;
•Otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em todos
seus aspectos;
•Exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com
base em evidências científicas;
• Utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos, validados
cientificamente, contemporâneos, hierarquizados para atenção integral à saúde, no
primeiro, segundo e terceiro níveis de atenção;
• Reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade da
assistência entendida como conjunto articulado e continuo de ações e serviços
preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os
níveis de complexidade do sistema;
• Atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem
como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do
processo de morte;
• Realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o atendimento
ambulatorial e para o atendimento inicial das urgências e emergências em todas as
fases do ciclo biológico;
•Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura
crítica de artigos técnicos-científicos e a participação na produção de conhecimentos;
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• Lidar criticamente com a dinâmica do mercado de trabalho e com as políticas de


saúde;
• Atuar no sistema hierarquizado de saúde, obedecendo aos princípios técnicos e
éticos de referência e contra-referência;
• Cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como cidadão e
como médico;
• Considerar a relação custo-beneficio nas decisões médicas, levando em conta as
reais necessidades da população;
• Ter visão do papel social do médico e disposição para atuar em atividades de
política e de planejamento em saúde;
• Atuar em equipe multiprofissional;
• Manter-se atualizado com a legislação pertinente à saúde.

Com base nestas competências, a formação do médico deverá contemplar o


sistema de saúde vigente no país, a atenção integral da saúde num sistema
regionalizado e hierarquizado de referência e contra-referência e o trabalho em
equipe.

3. CONTEÚDOS CURRICULARES

Os conteúdos essenciais do curso de graduação em Medicina devem guardar


estreita relação com as necessidades de saúde mais freqüentes referidas pela
comunidade e identificadas pelo setor saúde. Devem contemplar:
• Conhecimento das bases moleculares e celulares dos processos normais e
alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados
aos problemas de sua prática e na forma como o médico o utiliza;
• Compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais,
psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo
saúde-doença;
• Abordagem do processo saúde-doença do indivíduo e da população, em seus
múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
• Compreensão e domínio da propedêutica médica – capacidade de realizar
história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas;
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capacidade reflexiva e compreensão ética, psicológica e humanística da relação médico-


paciente;
• Diagnóstico, prognóstico e conduta terapêutica nas doenças que acometem o ser
humano em todas as fases do ciclo biológico, considerando-se os critérios da
prevalência, letalidade, potencial de prevenção e importância pedagógica;
• Promoção da saúde e compreensão dos processos fisiológicos dos seres
humanos – gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento, envelhecimento,
atividades físicas, desportivas e as relacionadas ao meio social e ambiental.

4. ORGANIZAÇÃO DO CURSO
O Curso de Graduação em Medicina deve ter um projeto pedagógico, construído
coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor
como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem. Este projeto
pedagógico deverá buscar a formação integral e adequada do estudante através de uma
articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência. As Diretrizes
Curriculares e o Projeto Pedagógico devem orientar o Currículo do Curso de Graduação
em Medicina para um perfil acadêmico e profissional do egresso. Este currículo deverá
contribuir, também, para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e
difusão das culturas nacionais e regionais, internacionais e históricas, em um contexto
de pluralismo e diversidade cultural. O Currículo do Curso de Graduação em Medicina
poderá incluir aspectos complementares de perfil, habilidades, competências e
conteúdos, de forma a considerar a inserção institucional do curso, a flexibilidade
individual de estudos e os requerimentos, demandas e expectativas de desenvolvimento
do setor saúde na região. A organização do Curso de Graduação em Medicina deverá
ser definida pelo respectivo colegiado do curso, que indicará a modalidade: seriada
anual, seriada semestral, sistema de créditos ou modular. A estrutura do curso de
graduação em medicina deverá:
• ter como eixo do desenvolvimento curricular as necessidades de saúde dos
indivíduos e das populações referidas pelo usuário e identificadas pelo setor saúde;
• utilizar metodologias que privilegiem a participação ativa do aluno na construção
do conhecimento e a integração entre os conteúdos, além de estimular a interação entre
o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência;
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• incluir dimensões éticas e humanísticas, desenvolvendo no aluno atitudes e


valores orientados para a cidadania;
• promover a integração e a interdisciplinaridade em coerência com o eixo de
desenvolvimento curricular, buscando integrar as dimensões biológicas, psicológicas,
sociais e ambientais;
• inserir o aluno precocemente em atividades práticas relevantes para a sua futura
vida profissional;
• utilizar diferentes cenários de ensino-aprendizagem permitindo ao aluno conhecer
e vivenciar situações variadas de vida, da organização da prática e do trabalho em
equipe multiprofissional;
• propiciar a interação ativa do aluno com usuários e profissionais de saúde desde
o inicio de sua formação, proporcionando ao aluno lidar com problemas reais,
assumindo responsabilidades crescentes como agente prestador de cuidados e atenção,
compatíveis com seu grau de autonomia, que se consolida na graduação com o
internato;
• através da integração ensino-serviço vincular a formação médico-acadêmica as
necessidades sociais da saúde, com ênfase no SUS.

5. ESTÁGIOS E ATIVIDADES COMPLEMENTARES

• Estágios A formação médica incluirá, como etapa integrante da graduação,


estágio curricular obrigatório de treinamento em serviço, em regime de internato, em
serviços próprios ou conveniados, e sob supervisão direta dos docentes da própria
Escola/Faculdade, com duração mínima de 2700 horas. O estágio curricular obrigatório
de treinamento em serviço incluirá necessariamente aspectos essenciais nas áreas de
Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva, devendo
incluir atividades no primeiro, segundo e terceiro níveis de atenção em cada área. O
Colegiado do Curso de Medicina poderá autorizar, no máximo de 25% da carga horária
total estabelecida para este estágio, a realização de treinamento supervisionado fora da
unidade federativa, preferencialmente nos serviços do Sistema Único de Saúde, bem
como em Instituição conveniada que mantenha programas de Residência credenciados
pela Comissão Nacional de Residência Médica e/ou outros programas de pós-
graduação.
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• Atividades Complementares As atividades complementares deverão ser


incrementadas durante todo o Curso de Graduação em Medicina e as Instituições de
Ensino Superior deverão criar mecanismos de aproveitamento de conhecimentos,
adquiridos pelo estudante, através de estudos e práticas independentes presenciais
e/ou a distância. Podem ser reconhecidos:
• Monitorias e Estágios,
• Programas de Iniciação Científica;
• Programas de Extensão;
• Estudos Complementares;
• Cursos realizados em outras áreas afins.

6. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO A implantação e desenvolvimento das


diretrizes curriculares de medicina devem ser acompanhados e permanentemente
avaliados, a fim de permitir os ajustes que se fizerem necessários a sua
contextualização e aperfeiçoamento. As avaliações somativa e formativa do aluno
deverão basear-se nas competências, habilidades e conteúdos curriculares. O
Curso de Graduação em Medicina deverá utilizar metodologias e critérios para
acompanhamento e avaliação do processo ensino-aprendizagem e do próprio
curso, em consonância com o sistema de avaliação definido pela IES à qual
pertence

Matriz detalhada de competências, considerados, principalmente, o Revalida


(Brasil, 2009); documento sobre as Competências do Internato (ABEM, 2013) e
propostas discutidas em estudos sobre ensino de pediatria (lembrando que este deve ser
processo dinâmico para o aprimoramento dos cursos de medicina):
 Faixa etária de 0 a 19 anos, com destaque à primeira infância e seu papel no
desenvolvimento integral do ser humano
 Centrado em competências para promover o crescimento e desenvolvimento
normais de crianças e adolescentes, inseridos em seu ambiente de vida,
reconhecendo as suas necessidades de saúde, com uso do raciocínio clinico e
avanços da ciência para promover a saúde, prevenir, diagnosticar e tratar os
principais agravos e doenças prevalentes no Brasil e no contexto local, utilizando
conceitos de risco e vulnerabilidade. Ainda, considerar como transversalidade em
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sua prática, sempre, a determinação social do processo saúde e doença e o


processo de gestão da saúde, com destaque para o SUS.
 A semiologia pediátrica deve ser tratada com sua especificidade e estar presente
de forma independente da semiologia do adulto. Na relação médico – paciente –
família dar ênfase ao raciocínio clinico, às habilidades de comunicação, com
abordagem centrada na pessoa, na interlocução com pacientes e/ou seus
responsáveis legais, pautado nos princípios éticos e humanísticos.
 Ensino nos diferentes níveis de atenção à saúde – destaque à atenção básica,
ambulatório geral e pediatria (Hospital geral ou hospital universitário), unidade de
internação de hospital geral (ou Enfermaria Geral de Pediatria de hospital
universitário), Urgência e Emergência, Neonatologia (Alojamento Conjunto e Sala
de Parto). Aponta-se a obtenção de competências na atenção e na educação em
saúde, norteados pelo princípio da integralidade da atenção inserido no processo
de gestão da saúde, com ênfase para o SUS.
 Supervisão nas atividades práticas realizadas por pediatra, respeitando o trabalho
em equipe multiprofissional, incentivando as habilidades de comunicação entre
profissionais da saúde, e entre esses e os usuários /pacientes buscando a
integralidade da atenção à criança e ao adolescente.
 O ensino de pediatria deve corresponder a 10% da carga total do curso (em torno
de 700 horas ou mais), preferencialmente de forma contínua e progressiva até o
final do curso.
 Avaliação – considerar os níveis de competência e os diferentes tipos de
avaliação (diagnóstica, formativa e somativa). Verificar as habilidades cognitivas,
clínicas e comportamentais. Diferentes instrumentos devem ser utilizados para
avaliar diferentes níveis de competência.
 Especificamente no internato, são essenciais os seguintes cenários:
 Atenção básica – maior abrangência, resolubilidade e integralidade da atenção
para doenças agudas e crônicas, visitas domiciliares, trabalho em equipe
multiprofissional, ações educativas abrangendo integração
 Ambulatório geral (hospital universitário) – definir papel no serviço: retorno de
enfermaria, retorno de PS, função de articular múltiplas especialidades
 Serviço de internação – secundário e/ou terciário na dependência da
complexidade do serviço de neonatologia – secundário (sala de parto +
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alojamento conjunto); ambulatório de egresso da maternidade e reanimação


(laboratório de habilidades)
 Emergência – porta e retaguarda, reanimação (laboratório de habilidades),
trauma, queimados, SAMU, centro de intoxicações.

 Referências bibliográficas:
 Puccini RF. Histórico e perspectivas do ensino de pediatria no Brasil. In: Silva LR.
Diagnóstico em Pediatria. Rio de Janeiro: Editora Guanabara – Koogan, 2009.
P:22-27.
 Benguigui, Y. Ensino de pediatria em escolas de medicina da América Latina
Washington, D.C.: OPAS, © 2003.60 p. ISBN 92 75 32400 X
 Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Superior. Ministério da
Saúde. Secretaria da Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Matriz de
correspondência curricular para fins de revalidação de diplomas de médico
obtidos no exterior Ministério da Educação, Ministério da Saúde. – Brasília: MEC,
MS, 2009.
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 5. Conteúdo programático.

1. DESNUTRIÇÃO E OBESIDADE
DESNUTRIÇÃO CLASSIFICAÇÃO
CARÊNCIAS NUTRICIONAIS
HIPOVITAMINOSES E HIPERVITAMINOSES
VITAMINA A
VITAMINA D
COMPLEXO B
VITAMINA C
VITAMINA K
VITAMINA E
OBESIDADE INFANTIL

2. PARASITOSES INTESTINAIS
a. PROTOZOÁRIOS
b. HELMINTOS

2. ANEMIAS
a. CARENCIAL
b. HEMOLÍTICA
3. CARDIOPATIAS CONGÊNITAS
a. CIANÓTICAS
b. ACIANÓTICAS
c. ICC
4. DOENÇAS REUMÁTICAS
a. ARTRITE REUMATOIDE JUVENIL
b. DORES NOS MEMBROS
c. FEBRE REUMÁTICA
d. ARTROSES
5. DOENÇAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO
a. ITU
b. GNDA
c. NEFROSES
d. MALFORMAÇÕES DO SISTEMA URINÁRIO
6. DESENVOLVIMENTO PUBERAL NORMAL E SEUS DESVIOS
a. PUBERDADDE MASCULINA E FEMININA
b. PUBERDADE PRECOCE
c. PUBERDADE TARDIA
7. DERMATOSES NA INFANCIA
a. DERMATITE ATÓPICA
b. VERRUGA
c. MOLUSCO CONTAGIOSO
d. URTICÁRIA
6.AULAS PRÁTICAS
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA UBS E HOSPITAL REGIONAL
UBS- ATENDIMENTO DE AMBULATÓRIO
HOSPITAL REGIONAL- COMPLEXO NEONATAL
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6. Detalhamento do Conteúdo Programático:

Mês Data Horário Local Assunto TURMA

MAIO 07 8:20 -12:00 UFAL DESNUTRIÇÃO E OBESIDADE A

07 13:30 -17:00 UFAL DESNUTRIÇÃO E OBESIDADE B

MAIO 14 8:00 -11:40 UBS AULA PRÁTICA A

14 13:30-17:00 UBS AULA PRÁTICA B

MAIO 21 8:20 -12:00 UFAL PARASITOSES INTESTINAIS/CARENCIAS VIT A

21 13:30 -17:00 UFAL PARASITOSES INTESTINAIS/CARENCIAS VIT B

MAIO 28 8:00 -11:40 UBS AULA PRÁTICA A

28 13:30-17:00 UBS AULA PRÁTICA B

JUNHO 04 8:20 -12:00 UFAL ANEMIAS A

04 13:30 -17:00 UFAL ANEMIAS B

JUNHO 11 8:00 -11:40 UBS AULA PRÁTICA A

11 13:30-17:00 UBS AULA PRÁTICA B

JUNHO 18 8:20 -12:00 UFAL DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO A

18 13:30 -17:00 UFAL DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO B

JUNHO 25 8:20 -12:00 UBS AULA PRÁTICA A

25 13:30 -17:00 UBS AULA PRÁTICA B

25 8:20 -12:00 HOSPITAL AULA PRÁTICA A2

25 13:30 -17:00 HOSPITAL AULA PRÁTICA B2

JULHO 02 8:20 -12:00 UFAL AFECÇÕES DA PELE NA INFÂNCIA A

02 13:30 -17:00 UFAL AFECÇÕES DA PELE NA INFÂNCIA B

JULHO 09 8:20 -12:00 HOSPITAL VIVÊNCIA A

09 13:30 -17:00 HOSPITAL VIVÊNCIA B

JULHO 13 8:00 – 12:00 UFAL PROVA AB1 TODOS

JULHO 16 8:20 -12:00 UFAL DESENVOLVIMENTO PUBERAL A

16 13:30 -17:00 UFAL DESENVOLVIMENTO PUBERAL B

JULHO 23 8:20 -12:00 HOSPITAL PRÁTICA A1

23 13:30 -17:00 HOSPITAL PRÁTICA B1

23 8:20 -12:00 UBS PRÁTICA A2

23 13:30 -17:00 UBS PRÁTICA B2

JULHO 30 8:20 -12:00 UFAL CARDIOPATIAS CONGÊNITAS A


18

30 13:30 -17:00 UFAL CARDIOPATIAS CONGÊNITAS B

AGOSTO 06 8:20 -12:00 UBS PRÁTICA A1

06 13:30 -17:00 UBS PRÁTICA B1

06 13:30 -17:00 HOSPITAL PRÁTICA A2

06 13:30 -17:00 HOSPITAL PRÁTICA B2

AGOSTO 13 8:20 -12:00 UFAL DOENÇAS REUMÁTICAS A

13 13:30 -17:00 UFAL DOENÇAS REUMÁTICAS B

AGOSTO 20 8:20 -12:00 UFAL AVALIAÇÃO AB2 A

20 13:30 -17:00 UFAL AVALIAÇÃO AB2 B

AGOSTO 27 8:20 -12:00 UFAL REAVALIAÇÃO A

27 13:30 -17:00 UFAL REAVALIAÇÃO B

SETEMBRO 03 8:20 -12:00 UFAL PROVA FINAL TODOS

SETEMBRO10 ENCERRAMENTO DO SEMESTRE

10 ENCERRAMENTO DO SEMESTRE
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Para ir à Lua

Enquanto não têm foguetes


para ir à Lua
os meninos deslizam de patinete
pelas calçadas da rua.

Vão cegos de velocidade:


mesmo que quebrem o nariz,
que grande felicidade!
Ser veloz é ser feliz.

Ah! se pudessem ser anjos


de longas asas!
Mas são apenas marmanjos!

Cecília Meireles
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7. Metodologia de ensino

Atividades presenciais sob a forma de conferências, seminários, ciclos de debates,


aulas expositivas ou exposições dialogadas, OSCE, discussões de casos clínicos e outras
metodologias ativas.

Atividades práticas desenvolvidas em ambulatórios com ênfase no atendimento de:


Puericultura

Adolescente

Doenças comuns da criança e do adolescente.

Atividades práticas em ambiente hospitalar com ênfase em:

Exame clínico do recém-nascido sadio (alojamento conjunto)

Sala de parto

Recém-nascido patológico (UCI e Unidade Canguru)

O PPC concebe a utilização das novas tecnologias integradas às práticas


pedagógicas, fazendo uso educacional das Tecnologias Digitais de Informação e
Comunicação - TDIC, que exige o domínio de suas principais funcionalidades e a
identificação de suas potencialidades pedagógicas para incorporar seu uso em atividades
em acordo com as intenções explícitas na proposta curricular. A ferramenta Sala de Aula
do Google (Google Classroom) será utilizada durante todo o período, requerendo de cada
aluno regularmente matriculado o uso do e-mail institucional da UFAL. Outras propostas,
programas, plataformas e tecnologias, como por exemplo Moodle e Edmodo, poderão ser
usadas.

Jogos de tabuleiro, desenvolvidos especialmente para o conteúdo programático, pelos


docentes e monitores da disciplina.

Ocasionalmente dinâmicas de grupo poderão ser usados como motivador ou


reforçador do conteúdo administrado.
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Para cada encontro, será disponibilizado um roteiro prévio (antecedência mínima


de 7 dias) a fim de orientar o discente quanto ao que será desenvolvido em sala.
Também disponibilizado o conteúdo na Sala de Aula do Google. Nele, a metodologia a
ser empregada no encontro será explicitada com maior clareza.
22

8. Processo avaliativo: somativa, formativa e autoavaliação.

Avaliação formativa (Peso 4,0)


 Auto avaliação - peso 0,5
 Avaliação pelo tutor - peso 3,5
Na avaliação do tutor os pontos avaliados são:
Pontualidade 0,25
Frequência 2,0
Relação médico-paciente ou desempenho na atividade desenvolvida em sala 1,0
Relação com colegas 0,25

Avaliação somativa (Peso 6,0)


Avaliação Cognitiva Teórica

• A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética, apurada até
centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
• O aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das 02 (duas) Avaliações
Bimestrais, terá direito, no final do semestre letivo, a ser reavaliado naquela em que
obteve menor pontuação, prevalecendo, neste caso, a maior nota.
• Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,0 (sete).
• Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das Avaliações
Bimestrais for inferior a 5,0 (cinco).
• Estará automaticamente reprovado o aluno cuja frequência nas atividades do
módulo seja menor que 75%, independente das notas que tiver obtido, confome
L.D.B.E N° 9394/96
• O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou superior a
5,0 (cinco) e inferior a 7,0 (sete), terá direito a prestar a Prova Final (PF).
• Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em cada
disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e
cinco décimos).
• Casos omissos serão regulados pela Resolução CEPE/UFAL 2006
23

9. Produto de consolidação do saber – Articulação ensino, saúde e


comunidade.

Como produto do semestre, teremos:

 Criação da cartilha: “Vacine sem medo”! Em tempos de excesso de


informações e superficialidade de conteúdo, muitas pessoas em todo o
mundo, principalmente na Europa, vêm aderindo a um movimento conhecido
como anti-vacina. Seja por questionarem a segurança da vacina, por
temerem os efeitos colaterais, ou por acreditarem que não estão suscetíveis
às doenças.
 I seminário “Medicamentos Usados em Pediatria”, dividido em duas partes,
como fundamentos do uso Racional de medicamentos na criança e no
adolescente.
 Produção científica sobre atividades lúdicas no ensino superior: uso de jogos
de tabuleiro
24

10. Referências básicas e complementares

Bibliografias Básica

ALMEIDA, Fabiane de Amorim; SABATÉS, Ana Llonch ((org.)). Enfermagem


pediátrica: a criança, o adolescente e sua família no hospital. Barueri: Manole,
2008. BRASIL.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção à saúde do recém-


nascido: guia para os profissionais de saúde: cuidados gerais. Brasília, DF:
Ministério da Saúde, 2011. BRASIL.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção à saúde do recém-


nascido: guia para os profissionais de saúde: intervenções no recém-nascido
pré-termo. Brasilia , DF: Ministério da Saúde, 2011.

DIAGNÓSTICO e tratamento em neonatologia. São Paulo: Atheneu, 2004.

GAZETA, Rosa Estela. Principais temas em pediatria para residência médica. São
Paulo: MEDCEL, 2009.

LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria: Sociedade


Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.

MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica: pediatria clínica especializada. 9. ed.


São Paulo: Sarvier, 2002.

Bibliografias Complementares

BARROS, S. P.; ARENA, E. P.; PEREIRA, A. C. Avaliação Antropomêtrica em


Pediatria: Guia Prático para Profissionais de Saúde. 1. ed. São Paulo: Ponto
Crítico, 2008.

CARAKUSHANSKY, Gerson. Doenças Genéticas em Pediatria. 10 ed. Rio de


Janeiro: Guanabara, 2001.

GUERRA, Andrea Trevas Maciel, JUNIOR, Gil Guerra. Menino ou Menina? Os


distúrbios da diferenciação do sexo. 2a ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2010.
25

GUSSO, Gustavo., LOPES, José Mauro Ceratti. Tratado de medicina de família e


comunidade I: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012.

MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica: Pediatria Clínica Especializada. Tomo III.


9. ed. São Paulo: Sarvier, 2004.

NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de


Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

NUSSBASUM; MCINNES; WILLARD; THOMPSON & THOMPSOM – Genética


Médica. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016

Observações importantes:

1- As referências utilizadas não se resumem àquelas aqui expressas. Outras tantas


serão utilizadas e informadas no roteiro de cada aula;

2- Sugestões serão sempre bem-vindas, desde que devidamente fundamentadas.

11, PLANOS DE AULA das Aulas Teóricas (Turmas: A e B)


26

AULA: 1 – Desnutrição e Obesidade


DATA: 07/05/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Desvendar a desnutrição e obesidade na criança e adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Classificar a Desnutrição quanto ao tipo e grau.
-Diagnosticar e tratar a Desnutrição.
-Aprender a interpretar os gráficos de peso e estatura com seus desvios
-Saber definir e identificar a obesidade na infância e adolescência
-Orientar a conduta mais adequada para evitar os desvios nutricionais
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Sala de aula invertida
-Jogo de tabuleiro com perguntas sobre o assunto desenvolvido em sala de aula
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Avaliação nutricional da criança e do
adolescente – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria.
Departamento de Nutrologia. – São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria.
Departamento de Nutrologia, 2009.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Geral
da Política de Alimentação e Nutrição. Manual de atendimento da criança com
desnutrição grave em nível hospitalar / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição –
Brasília: Ministério da Saúde, 2005
3. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
4. MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica: pediatria clínica especializada. 9. ed.
São Paulo: Sarvier, 2002.
27

5. MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica: Pediatria Clínica Especializada. Tomo


III. 9. ed. São Paulo: Sarvier, 2004.
6. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

AULA: 2 – Parasitoses intestinais/Carências vitamínicas


DATA: 21/05/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Correlacionar a coexistência de parasitoses intestinais com carências das principais
vitaminas na criança e adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Conhecer as principais parasitoses intestinais na população pediátrica
-Conhecer as recomendações do Ministério da Saúde para reposição de ferro,
vitaminas A e D
-Orientar a conduta mais adequada para evitar os desvios nutricionais
-Identificar e tratar as hipovitaminoses A, B, C, D, E e K
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Sala de aula invertida
-Jogo de tabuleiro com perguntas sobre o assunto desenvolvido em sala de aula
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Avaliação nutricional da criança e do
adolescente – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria.
Departamento de Nutrologia. – São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria.
Departamento de Nutrologia, 2009.
3. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
28

6. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de


Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

AULA: 3 – Anemias
DATA: 04/06/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Diagnosticar e tratar Anemia Ferropriva e Anemia Falciforme

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Interpretar o hemograma
-Conhecer as recomendações do Ministério da Saúde para suplementação de ferro
-Identificar as principais complicações da Anemia Falciforme
-Saber orientar o que fazer com o Traço Falciforme
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Sala de aula invertida
-Apresentação e discussão de casos clínicos
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
3.Sociedade Brasileira de Pediatria: Consenso sobre Anemia Ferropriva, Junho, 2018
disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21019f-
Diretrizes_Consenso_sobre_anemia_ferropriva-ok.pdf

AULA: 4 – Doenças do Trato Urinário


DATA: 18/06/2019
29

HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h


DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Conhecer as principais doenças do trato urinário na infância

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Diagnosticar e tratar a Infecção urinária na criança.
-Aprender a diferenciar Síndrome Nefrótica de Glomerulonefrite
-Saber definir e identificar a Glomerulonefrite Difusa aguda Pós- Estreptocóccica
-Orientar a conduta mais adequada para o paciente com Síndrome Nefrótica
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Aula expositiva dialogada
-Discussão de casos clínicos
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
3. Departamento Científico de Nefrologia • Sociedade Brasileira de Pediatria: Infecção
do trato urinário, 2016

AULA: 5 – Afecções da Pele na infância


DATA: 02/07/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Descobrir as principais afecções da pele na criança e adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Peculiaridades da pele da criança
-Conhecer as afecções dermatológicas mais prevalentes na infância
30

-Orientar a conduta mais adequada nas doenças dermatológicas da criança


-Conhecer os principais problemas de pele no adolescente
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Aula expositiva dialogada
-Discussão de casos clínicos
-Aplicação de pós-teste com perguntas sobre o assunto desenvolvido em sala de e
discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
3. LÓPEZ, Carolina Guadalupe P; Modificações fisiológicas e patológicas mais comuns
da pele na infância. Limay Ed, 2015
4. Sociedade Brasileira de Pediatria: Consenso de cuidado com a pele do recém
nascido. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/flipping-
book/consenso-cuidados-pele/cuidados-com-a-pele/assets/downloads/publication.pdf

AULA: 6 – Desenvolvimento Puberal


DATA: 16/07/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Desvendar a dinâmica da puberdade no adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Descobrir o que é Adolescência Normal
-Diagnosticar atraso puberal e puberdade precoce.
-Aprender a interpretar Idade óssea, tabela de Tanner e alterações hormonais
-Saber definir e identificar o Estirão da Adolescência
METODOLOGIA DE TRABALHO
31

-Aula expositiva dialogada


-Video-aula sobre o assunto
-Aplicação de pós-teste com discussão de casos clínicos

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas Saúde do adolescente: competências e habilidades /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2008.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Orientações básicas de atenção integral à saúde de
adolescentes nas escolas e unidades básicas de saúde / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 1.
ed., 1 reimpr. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013 .

AULA: 7 – Cardiopatias congênitas


DATA: 30/07/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Diferenciar as principais cardiopatias congênitas cianóticas e acianóticas

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Classificar a Cardiopatia
-Diagnosticar cardiopatia congênita.
-Saber definir e identificar sopro inocente
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Sala de aula invertida
-Jogo de tabuleiro com perguntas sobre o assunto desenvolvido em sala de aula
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
32

1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:


Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

AULA: 8 – Doenças reumáticas


DATA: 13/08/2019
HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Desvendar as principais afecções reumáticas na criança e no adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Diagnosticar e tratar a Febre Reumática
-Aprender a identificar Artrite Reumatóide e Artrite Psoriásica
-Rever a cascata da inflamação
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Sala de aula invertida
-Jogo de tabuleiro com perguntas sobre o assunto desenvolvido em sala de aula
-Aplicação de pré-teste com discussão posterior das questões

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. LOPEZ, Fabio Ancona; CAMPOS JUNIOR, Dioclecio. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2010.
2. NELSON, Waldo E.; BHERMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Tratado de
Pediatria. 18. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

3. Diretrizes brasileiras para o diagnóstico, tratamento e prevenção da febre reumática;


Arq. Bras. Cardiol. vol.93 no.3 supl.4 São Paulo Sept. 2009

4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos clínicos e


diretrizes terapêuticas : volume 3 / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014 .
33

AULAS PRÁTICAS NA UBS – UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE


HORÁRIO: Turma A 8:20 às 12:00h e Turma B 13:30h às 17:00 h
DOCENTES: Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado
OBJETIVO GERAL
Atividades práticas supervisionadas por pediatra, respeitando o trabalho em equipe
multiprofissional, incentivando as habilidades de comunicação entre profissionais da
saúde, e entre esses e os usuários /pacientes buscando a integralidade da atenção à
criança e ao adolescente

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Ter percepção e a análise crítica do sistema atual quando inserido na rede
básica do Sistema de Saúde.
 Desenvolvimento do raciocínio clínico, da compreensão do processo diagnóstico
e terapêutico e da prática da relação médico-paciente, em situações de
atendimento primário em saúde da criança e do adolescente. Deverá também
desenvolver a compreensão da interação entre o social e o individual,
recuperando os determinantes coletivos dos problemas individuais e as questões
individuais dos problemas coletivos e de suas soluções.
 Realizar a anamnese e o exame físico completos do paciente, registrando as
informações de modo claro e ordenado, valorizando os dados relevantes para
cada caso.
 Analisar criticamente as curvas de crescimento e perímetro cefálico de acordo
com a idade da criança para avaliar o diagnostico nutricional e o crescimento
craniano da criança
 Discutir a atualização frequente do calendário vacinal
 Diagnosticar o estado nutricional, desenvolvimento neuropsicomotor e o estado
vacinal
 Formular hipóteses diagnósticas

Indicar as condutas diagnósticas e terapêuticas para as situações mais comuns


na prática médica.
METODOLOGIA DE TRABALHO
-Atendimento na UBS – Unidade Básica de Saúde III Centro de Saúde, cinco pacientes
por tuno, com discussão dos casos

-Atendimento no Alojamento canguru e berçário do Hospital Regional para realização


34

do exame físico do recém-nascido


35

12. CÓDIGO DE ÉTICA DO ESTUDANTE DE MEDICINA

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
I - O estudante de medicina deve estar a serviço da saúde do ser humano e da
coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de nenhuma natureza.
II - O alvo de toda a atenção do estudante de medicina é a saúde do ser humano,
III - A escolha pela medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, com
promoção e manutenção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da
coletividade.
IV - Compete ao estudante aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o
melhor do progresso científico e de sua formação em benefício dos pacientes e da
sociedade.
V - O estudante de medicina guardará absoluto respeito pelo ser humano e atuará
sempre em benefício deste com prudência, apresentando-se condignamente,
cultivando hábitos e maneiras que façam ver ao paciente o interesse e o respeito de
que ele é merecedor. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento
físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar
tentativa contra sua dignidade e integridade.
VI - Cabe ao estudante, dentro de sua formação e possibilidade, contribuir para o
desenvolvimento social, participando de movimentos estudantis, organizações
sociais, sistema de saúde ou entidades médico-acadêmicas.
VII - As atividades de graduação, baseadas em competências (conhecimentos,
habilidades e atitude), têm por finalidade preparar integralmente o estudante de
medicina para o futuro exercício da profissão médica. Essas atividades devem
beneficiar o paciente, o estudante, a instituição de ensino e a sociedade, guardando
respeito pelo ser humano.
VIII - As atividades acadêmicas do estudante não podem ser exploradas com
objetivos de lucro, finalidade política ou religiosa.
IX - O estudante guardará sigilo a respeito das informações obtidas a partir da
relação com os pacientes e com os serviços de saúde.
X - Cabe ao estudante empenhar-se em promover ações individuais e coletivas que
visem melhorar o sistema e os serviços de saúde.
XI - O estudante buscará ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade
profissional médica, seja por remuneração digna e justa, seja por condições de
trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da medicina e seu
aprimoramento técnico-científico.
XII - O estudante terá, para com os colegas, respeito, consideração e solidariedade,
sem se eximir de apontar aos seus responsáveis (professores, tutores, preceptores,
orientadores) atos que contrariem os postulados éticos previstos neste Código.
XIII - Quando envolvido na produção de conhecimento científico, o estudante de
medicina agirá com isenção e independência, para um maior benefício aos
pacientes e à sociedade.
XIV - Os estudantes de medicina envolvidos em pesquisas científicas devem
respeitar os princípios éticos e as disposições encontradas nas diretrizes e normas
brasileiras regulamentadoras de pesquisas envolvendo animais e seres humanos.
XV - Na aplicação dos novos conhecimentos, considerando-se suas repercussões
tanto nas gerações presentes quanto nas futuras, o estudante deverá zelar para que
as pessoas não sejam discriminadas por nenhuma razão vinculada a herança
genética, condição social, raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero,
deficiências ou outras singularidades.
36

XVI - O estudante de medicina deve, desde sua graduação, conhecer, discutir com
seus docentes e compreender como será sua vida profissional de acordo com as
normas, os direitos e as obrigações do Código de ética médica que regulam o
exercício da sua futura profissão.
XVII - O estudante de medicina não deve aceitar ou contribuir com a mercantilização
da medicina.
XVIII - O estudante de medicina deve conhecer e divulgar o seu Código a todos os
demais estudantes, professores, profissionais de saúde e sociedade civil.

EIXO 1 RELAÇÃO DO ESTUDANTE COM AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E DE


SAÚDE
Art. 1º: É direito do estudante defender a existência de programas de avaliação e
qualificação docente, participando desses espaços para buscar o aperfeiçoamento
do ensino.
Art. 2º: Cabe ao acadêmico de medicina ter ciência e aplicar as condutas de
biossegurança preconizadas no ambiente de prática.
Art. 3º: O acadêmico de medicina, quando em exercício das atividades no cenário de
formação ou associando sua imagem à escola médica, deve adotar postura e
vestimenta segundo as normas da instituição.
Art. 4º: Durante atendimentos e em locais de acesso restrito, o acadêmico de
medicina deve manter identificação visível, de acordo com as regras das instituições
de ensino e saúde.
Art. 5º: O estudante de medicina tem direito à liberdade de expressão, podendo
questionar decisões que interfiram no cotidiano estudantil, sugerindo melhorias que
julgar adequadas.
Art. 6º: Cabe ao estudante buscar em sua instituição de ensino o fomento a
iniciativas de apoio psicossocial, com a finalidade de dar suporte aos acadêmicos
em sofrimento psíquico.
Art. 7º: É direito do estudante apontar falhas nos regulamentos e nas normas das
instituições onde exerça sua prática quando as julgar indignas do ensino ou do
exercício médico.
Art. 8º: É direito do estudante de medicina procurar ter representatividade na
instituição, a fim de ter garantido o direito à voz e ao voto, bem como participar de
projetos que visem a melhoria da educação médica em sua instituição.
Art. 9º: O estudante de medicina pode recorrer às instituições competentes a fim de
garantir condições adequadas de aprendizagem em cenários de ensino teóricos e
práticos.
Art. 10: O estudante de medicina deve respeitar os funcionários da instituição de
ensino e dos serviços de saúde.
Art. 11: O aluno deve conhecer as funções técnico-administrativas dos funcionários
das instituições nas quais está inserido.
Art. 12: O estudante de medicina é, por definição, integrante do sistema de saúde e
não deve se valer da facilidade do acesso a este para qualquer benefício próprio.

EIXO 2 RELAÇÃO DO ESTUDANTE COM O CADÁVER


Art. 13: O estudante de medicina guardará respeito ao cadáver, no todo ou em parte,
incluindo qualquer peça anatômica, assim como modelos anatômicos utilizados com
finalidade de aprendizado.
EIXO 3 RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO ESTUDANTE
37

Art. 14: É direito do estudante participar da recepção dos ingressantes, objetivando


um ambiente saudável, congregativo, humano e não violento, respeitando o
presente Código e promovendo o seu conhecimento.
Parágrafo único: É dever do estudante posicionar-se contra qualquer tipo de trote
que pratique violência física, psíquica, sexual ou dano moral e patrimonial.
Art. 15: Os estudantes têm o direito de se organizar em associações estudantis,
atléticas, ligas, centros e diretórios acadêmicos e/ou agremiações correlatas dentro
de sua instituição.
Art. 16: É dever do estudante posicionar-se contra qualquer tipo de assédio moral
e/ou relação abusiva de poder entre internos, residentes e preceptores dentro do
ambiente médico/universitário.
Art. 17: Cabe ao estudante denunciar à instância competente conduta antiética e
preconceituosa de acadêmicos, preceptores, docentes e demais funcionários da
instituição.
Parágrafo único: O estudante deve reconhecer que o preconceito no ambiente
universitário é fator causal para adoecimento e sofrimento.
Art. 18: O estudante deve respeitar as diferenças entre faculdades e seus colegas,
não estimulando discordâncias ou confrontos institucionais.
Art. 19: É dever dos estudantes respeitar a pluralidade de representatividades
estudantis.
Art. 20: Em atividades de aprendizagem prática e/ou teórica, é dever do acadêmico
de medicina respeitar os professores e pacientes envolvidos e dedicar sua atenção
inteiramente ao atendimento e/ou conteúdo ministrado, evitando distrações com
aparelhos eletrônicos e conversas alheias à atividade.
Art. 21: É direito do acadêmico de medicina ter o devido reconhecimento em
publicações científicas para as quais tenha contribuído.
Parágrafo único: É vedado ao estudante de medicina declarar autoria ou coautoria
de trabalhos que não possuam sua colaboração.
Art. 22: O estudante de medicina deve preservar a imagem do professor, solicitando
autorização prévia para gravações em áudio e/ou vídeo do conteúdo ministrado, não
sendo permitida sua comercialização.
Art. 23: Cabe ao estudante demonstrar empatia e respeito pelo paciente.
Art. 24: É vedado ao acadêmico de medicina identificar-se como médico, podendo
qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício
ilegal da medicina.
Art. 25: É vedado ao estudante de medicina divulgar informação sobre assunto
médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico.
Art. 26: A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter
supervisão médica. Parágrafo único: Os estudantes, ao realizar exames que
envolvam o pudor do paciente, devem estar sob supervisão médica presencial.
Art. 27: O acadêmico de medicina deve compreender as individualidades no
processo de ensino e aprendizagem de seus pares e não os recriminar ou
constrangê-los por eventuais dificuldades de aprendizado.
Art. 28: O estudante de medicina deve respeitar a privacidade, que contempla, entre
outros aspectos, a intimidade e o pudor dos pacientes.
Art. 29: A quebra de sigilo médico é de responsabilidade do médico assistente,
sendo esse ato vedado ao acadêmico de medicina.
Art. 30: O estudante de medicina deve garantir que o paciente alcance o nível
necessário de compreensão das informações comunicadas, mitigando dificuldades
38

como regionalismo da língua, baixa acuidade auditiva, nível de escolaridade e


doenças incapacitantes.
Art. 31: O estudante de medicina deve escrever de forma correta, clara e legível no
prontuário do paciente.
Art. 32: O estudante de medicina deve manusear e manter sigilo sobre informações
contidas em prontuários, papeletas, exames e demais folhas de observações
médicas, assim como limitar o manuseio e o conhecimento dos prontuários por
pessoas não obrigadas a sigilo profissional.

EIXO 4 RESPONSABILIDADE DO ESTUDANTE COM OS SEUS


ESTUDOS/FORMAÇÃO
Art. 33: O estudante de medicina não pode receber honorários ou salário pelo
exercício de sua atividade acadêmica institucional, com exceção de bolsas
regulamentadas.
Art. 34: É permitido o uso de plataformas de mensagens instantâneas para
comunicação entre médicos e estudantes de medicina, em caráter privativo, para
enviar dados ou tirar dúvidas sobre pacientes, com a ressalva de que todas as
informações passadas tenham absoluto caráter confidencial e não possam
extrapolar os limites do próprio grupo, tampouco circular em grupos recreativos,
mesmo que compostos apenas por médicos e estudantes.
Art. 35: É responsabilidade do estudante contribuir na construção de um currículo
que valorize o processo de reflexão crítica e humanística no ensino.
Art. 36: Ao estudante de medicina cabe valorizar a compreensão da determinação
social do processo saúde-doença.
Art. 37: Ao estudante de medicina cabe buscar uma formação que valorize o
princípio de equidade na atenção à saúde, que garante o tratamento diferenciado,
baseado nas necessidades específicas do paciente.

EIXO 5 RELAÇÃO DO ESTUDANTE COM A SOCIEDADE


Art. 38: Cabe ao estudante defender o acesso universal à saúde, entendendo que
este é um direito fundamental do cidadão.
Art. 39: É dever do estudante de medicina agir de forma solidária e respeitosa com
as pessoas, a instituição e as normas vigentes, valorizando atitudes e medidas que
beneficiem o crescimento coletivo.
Art. 40: O estudante de medicina é formador de opinião e deve fomentar o
desenvolvimento das relações interpessoais entre discentes, docentes, funcionários,
comunidade e pacientes, visando também o estímulo à prevenção de doenças e à
melhoria da saúde coletiva.
Art. 41: O estudante deve reportar-se ao médico supervisor em caso de recusa de
atendimento pelo paciente e/ ou seu responsável.

EIXO 6 RELAÇÃO DO ESTUDANTE COM A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL


Art. 42: O estudante de medicina deve relacionar-se de maneira respeitosa e
integrada com estudantes de diferentes graduações, buscando fomentar, desde o
início de sua formação, o trabalho em equipe.
Art. 43: O estudante de medicina deve respeitar a atuação de cada profissional no
atendimento multiprofissional ao paciente.
Art. 44: O estudante de medicina deve alertar, de forma respeitosa, qualquer
profissional de saúde quando identificada alguma situação que julgue oferecer risco
potencial à segurança do paciente.
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Art. 45: O estudante de medicina deve entender a importância de participar de


atividades multiprofissionais e reconhecer suas próprias limitações

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