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Controlo de Velocidade e

Sentido de Rotação de um motor


DC

C1A3 – Electrónica de Potência

Realizado por: Manuel Pinto

20-05-10
Índice
1. Introdução.........................................................................................................................................3
2. Ponte em H.......................................................................................................................................4
2.1. Conceito teórico........................................................................................................................4
2.2. Desenvolvimento......................................................................................................................5
2.3. Melhorias Introduzidas.............................................................................................................6
3 Controlo da Velocidade.....................................................................................................................8
3.1. Conceito Teórico.......................................................................................................................8
3.2. Desenvolvimento....................................................................................................................10
4. Conclusão.......................................................................................................................................11
1. Introdução

O accionamento controlado de maquinas de corrente continua é largamente empregue na


industria, podendo citar-se, por exemplo, nos processos de bobinagem da industria do papel, na
laminação das industrias siderurgicas e de aluminio, ou para o accionamento de veiculos de tracção,
tais como comboios, carruagens do metro e servomotores de corrente continua, etc

Dentro deste contexto este trabalho tem como o objectivo a implantação de um circuito
electronico que permita fazer a inversão do sentido de rotação de um motor DC e a regulação da sua
velocidade de rotação.

Para tal será utilizada uma ponte H que permitirá executar a inversão de rotação e para o
controlo da velocidade será utilizado um PWM.
2. Ponte em H

2.1. CONCEITO TEÓRICO

Por forma a fazer com que cada um dos motores possa ser controlado em ambos os sentidos,
optou-se por uma configuração de ponte em H, constituída por 2 transístores de potência do tipo
NPN e 2 do tipo PNP, como ilustra a figura seguinte.

Fig. 1: Configuração de ponte em H

Este tipo de configuração funciona da seguinte forma. Quando se liga o sistema, os transístores
encontram-se ao corte, visto que todas as base dos transístores se encontram com 0V. Ao colocar
uma tensão na base do transístores estes passam a conduzir, de onde é fácil então deduzir, que
colocando os transístores a conduzir aos pares (Q1 e Q4 ou Q2 e Q3), estes irão fazer a corrente
fluir num determinado sentido, fazendo com que o motor gire para a direita ou para a esquerda.
Como podemos ver mais facilmente nas seguintes figuras :

Fig.2: Input 2_1 e Input 2_2 com 24 Volts e Input 1_1 e Input 1_2 com 0 Volts
Fig.3: Input 1_1 e Input 1_2 com 24 Volts e Input 2_1 e Input 2_2 com 0 Volts.

2.2. DESENVOLVIMENTO

A concepção deste circuito teve por base a configuração da ponte em H, apresentando algumas
melhorias. Dele faz parte uma protecção contra sobrecargas.

A disposição dos transístores de potência faz com que conduzam aos pares, bastando para isso que
as entradas designadas por input 2_1 e input 2_2 se encontrem alimentadas com 24V, ou vice versa, que
as entradas input 1_1 e input 1_2 se encontrem com o mesmo nível de tensão para que o motor inverta o
sentido.

Segue-se uma descrição pormenorizada da função de cada um dos componentes que constituem o
circuito eléctrico.

Com base no teste prático feito ao circuito, verificou-se que existia uma corrente de fuga pela base
dos transístores Q11 e Q21 quando o motor estava a parar (como tal, fornecendo energia). A colocação
dos díodos D1 e D2 solucionou o problema.

Os leds 1 e 2 tem a mesma função dos díodos D1 e D2, para além de assinalarem o sentido de
rotação do motor. Ao usar leds de alto rendimento e baixando ligeiramente os valores de R7 e R8
conseguir-se-á um brilho mais intenso, pois com um sinal PWM o brilho dos leds baixa em relação a um
sinal DC com o mesmo nível de tensão.
Fig.4: Esquema eléctrico

2.3. MELHORIAS INTRODUZIDAS

Foi desenvolvida uma protecção que nos permite controlar o fluxo de corrente que atravessa
cada um dos motores. Para isso existem 3 resistências de potência de 0,1Ω, formando duas delas um
paralelo estando a outra em série (R5 // R6) + R4.

A protecção é activada quando a corrente que atravessa cada uma dos motores ultrapassa-se os 5
Amperes. As resistências têm por objectivo provocar uma queda de tensão de 0,75V no nó A.
Expressões referentes ao divisor de tensão, associado à junção base emissor :

VA = R ⋅ I
V = 0.15 x 5A= 0.75V
Figura 5 – Esquema simplificado

VB = VA ⋅ R2 / (R1+ R2), considerando R2 = 150 Ω e que a tensão que polariza directamente a junção
base emissor dos transístores Q2 e Q4 é de aproximadamente 0,5V.

0.5 = 0.75 ⋅ 150 / ( R1 + 150)


R1 = 75 Ω

Obtou-se por um valor aproximado de 86 Ω.


3 Controlo da Velocidade

3.1. CONCEITO TEÓRICO


Para a realizção do controlo da velocidade do motor DC optou-se a utilização de um CI 555.

O 555 é um circuito de temporização muito estável, capaz de gerar tempos de impulso ou


oscilações em frequencia com bastante precisão. Ele possui também terminais externos para disparo
ou reset. Os tempos de operação seja em modo monoestável ou astável são determinados apenas por
resistores e condensadores.

A operação é dita em modo monoestável quando o circuito tem um estado estável permanente e
outro estado quase estável. Um disparo externo causa uma mudança do estado permanentemente
estável para o estado quase estável, onde ele fica por um tempo determinado, retornando então ao
estado estável. Ou seja, o circuito gera apenas um impulso cada vez que é disparado. Nesta situação
o 555 precisa apenas de um condensador e um resistor na rede que define o tempo ou largura do
impulso.

Já a condição astável é aquela onde o circuito possui dois estados temporários, oscilando entre
um e outro, com um período (inverso da frequencia) e um ciclo de trabalho determinados pelos
elementos do circuito. Nesta situação o 555 precisa apenas de um condensador e dois resistores na
rede que define o tempo ou largura do impulso

Fig- 6: Bloco diagrama da estrutura interna do 555


Como de pode observar o 555 consiste de dois comparadores, um flipflop RS e um circuito de
saída. O comparador de baixo compara a tensão de disparo com 1/3 de VCC e “seta” o flip- flop. Já
o de cima compara a tensão de controle com a tensão de limiar (tensão no condensador) e faz o
reset ao flip- flop. A saída do flip- flop usada é a Q que fica alta quando se faz o reset e baixa
quando se executa o set ao flip- flop.

No modo monoestável terminais de limiar e de descarga estão conectados juntos. Quando a


tensão de disparo estiver abaixo de 1/3 de VCC, a saída do comparador de disparo seta o flip- flop.
Isto leva Q para baixo, o que corta o transistor de descarga e leva a saída para cima. Com o
transistor de descarga cortado, o condensador começa a se carregar de forma exponencial com um
tempo dependente dos valores de RA e C. Quando a tensão no condensador atingir 2/3 de VCC o
comparador de limiar faz o reset ao flip- flop. Isto leva Q para cima, o que satura o transistor de
descarga e leva a saída para baixo. Com o transistor de descarga conduzindo a pleno, o condensador
se descarrega. O tempo em que a saída fica alta é dado por:
t = 1,1 RA x C

Uma vez disparado o flip- flop por um sinal externo, ele não pode ser mais disparado enquanto
durar o impulso de saída, dado pela equação acima.

Desta forma a largura do impulso de disparo tem que ser menor que o tempo do impulso de
saída.

As formas de onda da entrada (no terminal de disparo ou trigger) e de saída são as mostradas
abaixo. DE notar que o disparo acontece na descida do pulso de trigger, quando o sinal no pino 2
fica abaixo de 1/3 de VCC.
Com isto o flip- flop vira e a saída sobe. Passado o tempo do pulso 1.1RA.C o condensador se
descarrega e o circuito aguarda a nova descida do pulso de gatilho para um novo ciclo. Se o pulso
de gatilho não for dado, o circuito fica parado. Ele só dá aquele pulso 1.1 RA.C e para até receber
novo disparo.

É possível disparar o 555 como monoes tável apenas dando um pulso para terra no pino 2. Isto
pode ser feito ligando um transistor como chave do pino 2 ao terra e acionando este transistor com
um sinal de controle na base toda vez que quisermos que nosso monoestável gere seu pulso.

Também é possível usar a saída de um monoes tável para disparar outro monestável, ligando o
pino 3 do primeiro ao 2 do segundo via um coor em série ligado ainda via uma resistencia ligada ao
VCC. Com este esquema em cascata pode-se fazer um circuito correr por 1 segundo, por exemplo, e
disparar outro que vai por mais 10s e aciona um terceiro por mais 50s e assim por diante.

O pino de reset (4) fica ligado ao VCC no circuito acima. No entanto pode-se chaveá- lo entre
VCC e terra. Ao levar para terra estar-se-a forçando uma descarga do capacitor e consequentemente
interrompendo o ciclo de temporização. Enquanto o reset estiver baixo o condensador não se
carrega. Ao elevar a tensão no pino 4 (reset) a saída continua com estava, só se alterando quando for
disparada pelo pino 2. Se não se pretender interromper a temporização deve-se manter o reset
sempre em VCC.

3.2. DESENVOLVIMENTO
Não foi possivel executar a aplicação do 555 à ponte H acima efectuada e nem através de
simulação no multissim foi possivel obter alguma conclusão.
4. Conclusão

Dado por concluido este relatório pode-se afirmar que o objectivo proposto foi parcialmente
concluido visto não ter sido possivel implementar o controlo e regulação da velocidade de um
motor de corrente DC.

Devido à abrangência deste projecto foi possível aplicar conhecimentos adquiridos ao longo da
disciplina , e de certa forma até consolidá-los, mas também existiu um grande esforço de
investigação e aprendizagem de novos conceitos e técnicas. Fica no entanto a noção que quanto
mais se progride em conhecimento mais coisas há que é necessário saber.