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Número: 48550.

001234/2019-00

Nota Técnica nº 119/2019‐ SRG/ANEEL 
 
Em 10 de dezembro de 2019. 
 
 

Processo: 48500.000375/2019‐83. 
 
Assunto: Estabelecimento de critérios operativos para 
redução  ou  limitação  de  geração  despachada  para 
atendimento à carga do Sistema Interligado Nacional 
– SIN. 
 
 
 
 
 
 
I ‐ DO OBJETIVO 
 
1. Propor  critérios  para  redução  ou  limitação  de  geração  despachada  para  atendimento  à 
carga do Sistema Interligado Nacional – SIN em razão de restrições operativas. 
 
II ‐ DOS FATOS 
 
2. Pela Carta CT‐CCEE ‐1070/2018, de 03 de agosto de 2018, a Câmara de Comercialização 
de Energia Elétrica – CCEE, em referência a Reunião Trimestral entre o Conselho de Administração da 
CCEE  e  a  Diretoria  da  ANEEL,  ocorrida  em  25/07/2018,  propôs  à  SRG  abertura  de  discussão  sobre  a 
ocorrência  de  eventos  de  constrained‐off  de  usinas  termelétricas  e  manifestou  preocupação  com  os 
rebatimentos comerciais da política de operação adotada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – 
ONS. 
 
3. Por meio do Ofício nº 054/2019–SRG/ANEEL, de 6 de maio de 2019, a SRG solicitou, ao 
ONS, informações afetas à operação no que tangem os vertimentos turbináveis.  
 
4. Pela  Carta  ONS  ‐  0171/DOP/2019,  de  29  de  maio  de  2019,  o  ONS  respondeu  ao  ofício 
anterior. 
 
III ‐ DA ANÁLISE 
 
5. O art. 13 da Lei nº 9.648, de 27 de maio de 1998, determina o seguinte: 
 

* A Nota Técnica é um documento emitido pelas Unidades Organizacionais e destina-se a subsidiar as decisões da Agência.
ASSINADO DIGITALMENTE POR RAFAEL COSTA RIBEIRO, CHRISTIANO VIEIRA DA SILVA
PATRICIA NUBIA TAKEI
CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO: C5E6E24A005143E1 CONSULTE EM http://sicnet2.aneel.gov.br/sicnetweb/v.aspx
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Art.  13.    As  atividades  de  coordenação  e  controle  da  operação  da  geração  e  da 
transmissão  de  energia  elétrica  integrantes  do  Sistema  Interligado  Nacional  (SIN)  e  as 
atividades  de  previsão  de  carga  e  planejamento  da  operação  do  Sistema  Isolado  (Sisol) 
serão  executadas,  mediante  autorização  do  poder  concedente,  pelo  Operador  Nacional 
do  Sistema  Elétrico  (ONS),  pessoa  jurídica  de  direito  privado,  sem  fins  lucrativos, 
fiscalizada  e  regulada  pela  Aneel  e  integrada  por  titulares  de  concessão,  permissão  ou 
autorização e consumidores que tenham exercido a opção prevista nos arts. 15 e 16 da 
Lei no 9.074, de 7 de julho de 1995, e que sejam conectados à rede básica.   
 
Parágrafo único.  Sem  prejuízo  de  outras  funções  que  lhe  forem  atribuídas  pelo  Poder 
Concedente, constituirão atribuições do ONS:    
 
a) o planejamento e a programação da operação e o despacho centralizado da geração, 
com vistas a otimização dos sistemas eletroenergéticos interligados; 
b) a supervisão e coordenação dos centros de operação de sistemas elétricos; 
c)  a  supervisão  e  controle  da  operação  dos  sistemas  eletroenergéticos  nacionais 
interligados e das interligações internacionais; 
 
(...) 
 
6. Com  vistas  a  cumprir  essa  determinação  legal,  o  ONS  realiza  o  despacho  de  geração 
coordenado, estabelecido, programado, supervisionado e controlado, nos processos de planejamento e 
programação,  operação  em  tempo  real  e  pós  operação,  com  o  objetivo  de  utilizar,  da  forma  mais 
econômica  possível,  os  recursos  do  sistema  para  garantir  o  atendimento  à  carga  e  à  demanda  de 
energia. 

7. De  modo  bastante  sucinto,  e  com  base  nas  diretrizes  contidas  nos  procedimentos  de 
Rede  do  ONS,  o  Planejamento  Anual  da  Operação  Energética  se  apoia  em  estudos  com  horizonte  de 
análise de 5 anos. Ele objetiva a elaboração do Plano da Operação Energética – PEN e a definição das 
estratégias  de  Planejamento  da  Operação  Energética  para  subsídio  ao  Programa  Mensal  de  Operação 
Energética  –  PMO.  O  PEN  avalia  as  condições  de  atendimento  ao  SIN  nesse  horizonte.  Os  estudos 
tomam,  por  base,  a  carga  prevista,  a  oferta  existente,  as  interligações  interregionais,  as  expansões 
previstas de geração e transmissão, os condicionantes referentes à segurança operativa e as restrições 
ambientais e de uso múltiplo da água existentes e previstas nas bacias hidrográficas. 

8. O PMO também tem como horizonte o prazo de 5 anos e o primeiro mês discretizado em 
etapas  semanais,  por  patamar  de  carga,  e  revistos  semanalmente.  Seus  resultados  fornecem  metas  e 
diretrizes a serem seguidas na programação diária da operação e da operação em tempo real. A partir 
das  informações  provenientes  dos  agentes  setoriais  e  obtidas  internamente  no  ONS  (tais  como 
afluências,  energia  armazenada,  custos  variáveis  unitários,  restrições  de  transmissão,  disponibilidades 
de  equipamentos,  cronograma  de  manutenção  de  ativos,  carga  a  ser  atendida,  demanda,  etc),  o  ONS 
processa  o  modelo  de  médio  prazo  (NEWAVE)  para  atualização  da  função  de  custo  futuro  (FCF)  e  o 
modelo de curto prazo (DECOMP) para elaboração de metas e diretrizes energéticas. 

9. O NEWAVE adota como horizonte de análise o prazo de 5 anos, com discretização mensal 

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e  representação  a  sistemas  equivalentes.  Mediante  o  despacho  de  blocos  hidráulico  e  térmico,  ele 
objetiva minimizar o valor esperado do custo de operação do sistema para todo o período. A partir de 
sua execução, obtém‐se a FCF, a qual relaciona o custo operação com o volume de água armazenada 
nos reservatórios. A FCF obtida alimenta o DECOMP. 

10. O processamento do DECOMP adota como horizonte de análise o prazo de 2 meses, em 
que o primeiro mês é discretizado em base semanal. Ele adota uma árvore de possibilidades de vazões e 
parque  gerador  individualizado  (usinas  hidráulicas  e  térmicas  por  subsistemas). No  DECOMP,  são 
representadas  tanto  restrições  elétricas  entre  subsistemas  quanto  internas  a  eles.  Por  meio  dele, 
determina‐se  o  despacho  de  geração  das  usinas  hidráulicas  e  térmicas  que  minimiza  o  custo  de 
operação e define‐se o Custo Marginal de Operação ‐ CMO. 

11. A Programação Diária da Operação Eletroenergética estabelece os programas diários de 
geração  hidráulica,  térmica,  eólica,  intercâmbios  de  energia  entre  subsistemas,  transferências  de 
energia  pelas  interligações  internacionais,  para  atendimento  das  previsões  de  carga  integralizada  do 
SIN,  em  intervalos  de  30  (trinta)  minutos,  com  base  na  política  de  operação  energética  definida  pelo 
PMO, suas revisões e pelos ajustes diários dessa política de operação. 

12. São consideradas diariamente as previsões de afluências e meteorológicas, as restrições 
para controle de cheias, os requisitos de uso múltiplo da água, as restrições ambientais, os cronogramas 
de  manutenção,  de  geração  e  transmissão,  as  declarações  de  disponibilidade,  as restrições  operativas 
das  unidades  geradoras,  os  motivos  do  despacho  das  usinas  térmicas,  intercâmbio  em  interligações 
internacionais,  as  restrições  operativas  do  sistema  de  transmissão,  bem  como  as  diretrizes  para  a 
operação elétrica do SIN.  

13. O produto desse processo, encaminhado ao CNOS, aos centros de operação do ONS e aos 
agentes  envolvidos,  constitui‐se  na  base  do  Programa  Diário  de  Operação  –  PDO.  Os  programas  de 
geração hidráulica e térmica, bem como os intercâmbios entre agentes de operação, são os pontos base 
para  os  centros  de  controle  durante  a  operação  em  tempo  real.  De  forma  semelhante,  as  diretrizes 
eletroenergéticas definem os procedimentos a serem seguidos pelos órgãos executivos da operação em 
tempo real, caso as condições operativas do SIN sejam diferentes das programadas. 

14. Por força da Portaria nº 301, de 31 de julho de 2019, o Ministério de Minas e Energia – 
MME estabeleceu o cronograma para entrada em operação do Modelo de Despacho Hidrotérmico de 
Curtíssimo Prazo – Modelo DESSEM. A partir de 1º de janeiro de 2020, o DESSEM será utilizado para fins 
de programação da operação pelo ONS. 

15. De  acordo  com  o  Manual  do  Usuário  do  DESSEM,  Versão  16.7,  publicado  pelo  CEPEL,  o 
DESSEM  se  acopla,  ao  final  do  horizonte  de  estudo,  com  a  função  de  custo  futuro  fornecida  pelo 
DECOMP.  As  usinas  podem  ser  representadas  ao  nível  de  unidade  geradora  e  considera‐se  a  rede 
elétrica por meio de modelada com ou sem perdas, incluindo‐se restrições de segurança. Representam‐
se também as restrições de unit commitment das usinas termoelétricas e a operação das usinas térmicas 
a ciclo combinado. A variação da produtividade das usinas hidroelétricas em função da altura de queda 
é modelada com detalhes e representa‐se, de forma acurada, o balanço de água nos reservatórios e ao 
longo dos rios, por meio de tempos de viagem fixos ou curvas de propagação. Usinas de bombeamento 
(reversíveis)  e  canais  entre  reservatórios  também  são  consideradas  pelo  modelo,  além  de  fontes 

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intermitentes (geração eólica e solar) e unidades de armazenamento de energia (baterias).  

16. Consoante  o  ONS,  com  o  DESSEM,  o  cálculo  do  CMO  e  a  definição  do  despacho  por 
ordem de mérito das usinas termelétricas passam a ser realizados em intervalos de 30 minutos, sempre 
para o dia seguinte. A proposta de geração das usinas, realizada pelos agentes, será substituída pelos 
resultados  do  modelo  DESSEM.  Ainda  na  etapa  de  programação  diária  da  operação,  os  montantes  de 
geração propostos pelo modelo DESSEM serão validados pelos respectivos agentes (pós‐DESSEM), que 
poderão fazer ajustes necessários para tornar suas curvas de geração viáveis para a operação. 

17. A operação em tempo‐real está sujeita às diversas condições do SIN observadas durante a 
execução do PDP e é ela que, de fato, atende aos requisitos da carga. Para tanto, o ONS deve considerar 
diversos  fatores,  tais  como  execução  das  intervenções,  controle  da  geração,  controle  da  transmissão, 
operação  hidráulica  de  reservatórios,  operação  em  contingência,  gerenciamento  da  carga, 
recomposição da rede de operação após perturbação, operação das instalações da rede de operação, 
ajustamentos  operativos  entre  o  ONS  e  agentes  de  operação,  instruções  de  operação,  mensagens 
operativas e rotinas operacionais. 

18. Nota‐se, portanto, que, tanto na etapa de programação diária da operação pós‐DESSEM 
quanto na operação em tempo‐real, períodos pós‐cálculo do CMO, o ONS poderá definir modificações 
dos despachos indicados pelo DESSEM em razão da validação, pelos agentes, das propostas de geração 
e alterações nas diversas condições do SIN.  

19. Tais  necessidades  de  redução  ou  limitação  de  geração  são  provenientes  das 
características de expansão do sistema, pois estão associadas à matriz elétrica escolhida ‐ especialmente 
no  que  tange  às  diferenças  entre  a  modulação  da  carga  e  da  geração  ‐  e  ao  sistema  de  transmissão 
presente, no tocante às restrições de operação que ensejam atuação do operador. 

20. Nessa  janela  de  programação  de  despacho  (pós‐DESSEM  e  tempo‐real)  podem  ocorrer 
tanto  situações  de  Vertimento  Turbinável  quanto  Não  Turbinável  em  usinas  hidrelétricas.  Conforme 
apresentado pelo ONS na CARTA ONS ‐ 0171/DOP/2019, “a vazão vertida pode ser caracterizada como 
não  turbinável,  situação  em  que  o  engolimento  das  unidades  geradoras  disponíveis  já  se  encontra  no 
máximo e, turbinável, onde a geração das unidades geradoras disponíveis não se encontra maximizada, 
resultando  em  uma  folga  entre  o  engolimento  máximo  e  a  vazão  turbinada  nas  unidades  geradoras 
disponíveis”. 

21. O  ONS  também  indicou  os  motivos  mais  frequentes  para  a  ocorrência  de  Vertimentos 
Turbináveis em usinas hidrelétricas despachadas centralizadamente no SIN, quais sejam: 

a) Impossibilidade de alocação da geração máxima disponível na usina, na curva de carga do SIN 
(Vertimento Turbinável não Alocável).  

Essa situação de caráter energético, ocorre quando a demanda horária do SIN já foi atendida, 
e os demais recursos de geração do SIN já foram minimizados, não havendo condições de se 
alocar a totalidade das disponibilidades de geração das usinas que apresentam vertimentos, 
respeitando‐se as restrições operativas associadas a:  

• Geração mínima necessária em usinas hidrelétricas para atender requisitos de defluência, 

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tendo estes requisitos motivações ambientais ou de uso múltiplo da água;  

•  Configuração  mínima  de  unidades  geradoras  em  usinas  hidrelétricas  para  garantir  a 
segurança da operação elétrica do SIN;  

• Geração termelétrica inflexível e parada/partida de unidades geradoras;  

• Geração eólica. 

b) Esgotamento  da  capacidade  de  transmissão  de  energia  para  outro  subsistema  (Vertimento 
Turbinável não transmissível).  

Essa  situação  de  caráter  elétrico,  ocorre  quando,  apesar  de  ainda  haver  montante  de 
demanda  horária  a  ser  atendida,  não  há  folga  no  sistema  de  transmissão  para  alocar  a 
totalidade da disponibilidade de geração das usinas que apresentam vertimentos. 

22. Na Carta, o ONS também mencionou outras características das situações de vertimento 
turbinável: 

3.  Nesse  cenário,  o  melhor  aproveitamento  dos  recursos  energéticos  pressupõe  priorização  da 
geração  da  usina  hidrelétrica  que  se  encontra  vertendo  ou  na  iminência  de  verter.  Porém, 
condições  operativas  do  sistema  podem  impedir  a  exploração  máxima  de  sua  disponibilidade, 
mesmo com a ocorrência de vertimento. 

[...] 

5. Além disso, deve‐se ressaltar que, dos motivos descritos acima, um mesmo limitante, sendo de 
caráter  energético  ou  elétrico,  pode  conduzir  à  impossibilidade  de  maximização  da  geração  em 
mais de uma usina que esteja vertendo, sendo as gerações delas concorrentes no atendimento à 
limitação.  

6. Nestes casos, visando não haver priorização da geração de uma usina em detrimento de outra 
usina, define‐se um rateio de geração entre as usinas com vertimento turbinável, envolvidas no 
atendimento à limitação.  

7.  Neste  rateio,  e  tendo  o  montante  máximo  que  o  grupo  de  usinas  poderá  gerar,  a  parcela  de 
geração  que  caberá  a  cada  usina  envolvida  é  proporcional  à  respectiva  disponibilidade  de 
geração.  

8. Deve‐se ressaltar ainda que esta alocação da parcela de geração que caberá a cada usina com 
vertimento  e,  consequentemente,  da  folga  de  geração  que  será  considerada  como  vertimento 
turbinável, considera as restrições operativas existentes. 

23. A  depender  da  usina  que  sofrer  a  redução  ou  limitação  de  geração  oriunda  de  tais 
modificações,  há  imposição  de  efeitos  comerciais  sobre  diferentes  agentes  setoriais,  conforme 
apresentado  na  Análise  de  Impacto  Regulatório  –  AIR.  Há  necessidade  de  intervenção  no  tema, 
portanto, para que, ao decidir pela redução ou limitação de geração, o ONS passe a avaliar a prioridade 
de  redução  de  geração  de  acordo  com  o  custo  imposto  aos  diferentes  agentes  setoriais,  depois  da 
segurança operativa do SIN, com vistas à observação da racionalidade econômica nos procedimentos de 
operação, com a consequente distribuição dos custos da redução ou limitação da geração aos diversos 

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agentes setoriais pela CCEE. 

24. Constou da AIR o exame de três alternativas para solução do problema, quais sejam: 

Quesito  Alternativa (1)  Alternativa (2)  Alternativa (3) 


‐ não regular a matéria  ‐ critério de conjunto de  ‐ critério da proporção 
usinas  linear 
 Redução  ou  limitação  de 
 Indicação  de  conjuntos  de  geração  de  maneira 
 Priorização  das  fontes  com 
usinas  para  Redução/limitação  proporcional  e  linear  entre 
CVU nulo. 
de geração.  todas as usinas passíveis. 
 
   
 Evitação/minimização  de 
 Observância  a  critério   Redução/limitação  de 
vertimentos turbináveis. 
Características   
econômico  para  geração  de  UTE  sem 
redução/limitação.  observância  plena  da 
 Redução/limitação  de 
  racionalidade econômica. 
geração  de  UTE  sem 
 Distribuição  dos  efeitos   
observância  plena  da 
comerciais  da  redução  ou   Distribuição  dos  efeitos 
racionalidade econômica. 
limitação de geração.  comerciais  da  redução  ou 
limitação de geração. 
 

25. A  AIR  indicou  que  as  alternativas  (2)  e  (3)  apresentam  mais  vantagens  e  menos 
desvantagens com relação à alternativa (1). Assim, a alternativa (1) não deve ser a escolhida.  

26. A comparação entre as alternativas (2) e (3) mostra que, sob a ótica da operação, a (3) é 
mais  dificultosa,  devido  à  quantidade  de  usinas  e  às  diferenças  nos  montantes  a  serem  reduzidos  ou 
limitados,  cuja  operação  deve  ser  gerida  pelo  ONS.  Além  disso,  a  alternativa  (3)  apresenta  as 
desvantagens  de  promover  a  produção  de  ESS  e  a  distribuição  dos  efeitos  comerciais  sobre  as  usinas 
passíveis de redução/limitação, sem observância da racionalidade econômica, o qual consiste no mote 
central da análise em curso. Diante disso, a alternativa (2) deve ser a escolhida. 

IV ‐ DO FUNDAMENTO LEGAL 
 
27. Esta Nota Técnica está fundamentada na Lei n. 9.427, de 26 de dezembro de 1996; Lei n. 
10.848, de 15 de março de 2004; Decreto n. 5.163 de 30 de julho de 2004; e Decreto nº 2.655, de 2 de 
julho de 1998. 

V ‐ DA CONCLUSÃO 
 
28. Da análise efetuada, conclui‐se que: 

(i) a priorização da redução ou limitação de geração de uma ou outra usina acarreta 
custos a diferentes agentes; 

(ii) é necessário estabelecimento de critério para definição da(s) usina(s) que terá(ão) 
a geração reduzida ou limitada com vistas a proporcionar maior racionalidade econômica 
na operação do SIN; 

(iii) ao decidir pela redução ou limitação de geração, o ONS deverá avaliar, depois da 

* A Nota Técnica é um documento emitido pelas Unidades Organizacionais e destina-se a subsidiar as decisões da Agência.
ASSINADO DIGITALMENTE POR RAFAEL COSTA RIBEIRO, CHRISTIANO VIEIRA DA SILVA
PATRICIA NUBIA TAKEI
CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO: C5E6E24A005143E1 CONSULTE EM http://sicnet2.aneel.gov.br/sicnetweb/v.aspx
Número: 48550.001234/2019-00

Pág. 7 da Nota Técnica no 119/2019‐SRG/ANEEL, de 10/12/2019. 

segurança  operativa  do  SIN,  a  prioridade  de  redução  ou  limitação  de  geração  dos 
conjuntos de usinas com observância ao critério econômico proposto; 

(iv) o ONS tomará a decisão com base na segurança operativa e nos custos da redução 
ou limitação da geração e a CCEE calculará e distribuirá seus os efeitos comerciais entre 
as usinas dos conjuntos indicados pelo ONS; e 

(v) a  proposta  provê  sinalização  mais  evidente  ao  planejamento  quanto  às 
consequências  da  escolha  do  parque  gerador  disponível,  pois  os  efeitos  da 
redução/limitação de geração são distribuídos às diversas usinas passíveis. 

VI ‐ DA RECOMENDAÇÃO 
 
29. Recomenda‐se  à  Diretoria  a  instauração  de  Consulta  Pública  em  duas  fases.  A  primeira, 
com duração 60 dias, tem o objetivo de obter subsídios para avaliação conceitual do conteúdo da Nota 
Técnica  e  da  AIR.  Essa  primeira  fase  originará  uma  segunda  Nota  Técnica  que  abordará  a  análise  das 
contribuições da primeira fase e também minuta de alterações nos Procedimentos de Rede e nas Regras 
de Comercialização para instauração da segunda fase da Consulta Pública. A segunda fase, com 45 dias 
de duração, tem o objetivo de obter subsídios para aprovação dos Procedimentos de Rede e das Regras 
de Comercialização atinentes. 

(Assinado digitalmente)  (Assinado digitalmente) 
RAFAEL COSTA RIBEIRO  PATRÍCIA NÚBIA TAKEI 
Especialista em Regulação   Especialista em Regulação 
 
 
De acordo: 
 
 
(Assinado digitalmente) 
CHRISTIANO VIEIRA DA SILVA  
Superintendente de Regulação dos Serviços de Geração  
 

* A Nota Técnica é um documento emitido pelas Unidades Organizacionais e destina-se a subsidiar as decisões da Agência.
ASSINADO DIGITALMENTE POR RAFAEL COSTA RIBEIRO, CHRISTIANO VIEIRA DA SILVA
PATRICIA NUBIA TAKEI
CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO: C5E6E24A005143E1 CONSULTE EM http://sicnet2.aneel.gov.br/sicnetweb/v.aspx