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Texto: Atos 11.

27-28
Tema: Fome

Ats 11:27 Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para


Antioquia,
Ats 11:28 e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender,
pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual
sobreveio nos dias de Cláudio.

Introdução

1º A HISTÓRIA DA FOME (v. 28)


Ats 11:28 e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo,
dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande
fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de
Cláudio.

- Fome na Bíblia – a fome só pode ser ocasionada pelo pecado do homem.


Verdade difícil de se ouvir, posto que não gostamos de saber que coisas
ruins acontecem por conta do nosso pecado. Contudo, o fato é inegável na
Bíblia e não deixa dúvida em texto e contexto algum na história
Escriturística.
No tempo de Jacó houve fome no mundo todo. E temos vários
relatos da enorme idolatria que reinava em todo o mundo. O Egito também
era idolatra, porém, a punição do Egito chegaria mais tarde por intermédio
de Moisés, agora o Egito seria usado por Deus para amenizar a fome das
demais nações do mundo da época.
No tempo de Elias, houve fome em Israel, pela falta de chuva
durante 3 anos e meio, pré-anunciada pelo profeta, por conta da idolatria
reinante a baal na terra de Israel. Após mortos os sacerdotes de baal vem a
chuva.
No tempo de Davi houve fome na terra. Davi consultou a Deus e
causa se achava na casa de Saul por ter intentado exterminar os Gibeonitas
quebrando uma aliança que tal povo tinha feito com Israel nos dias de
Josué, perante o próprio Deus. Mataram sete dos filhos de Saul e cessou a
fome na terra.
Agora segundo um comentarista bíblico:
“Claudio (cf. At 18.2) foi imperador romano do 41 aos 54
D.C. Durante este período houve várias épocas de fome,
uma das quais, ao redor do ano 46 D.C., afetou seriamente a
Judea”.
Havia vários motivos da Judéia ser afetada seriamente pela fome que
Deus trouxera sobre o mundo da época. Os judeus estavam muito
envolvidos com a política romana, a qual era notadamente pagã. Rejeitaram
o próprio filho de Deus, o qual era perfeito e não se achou dolo em sua
boca e nem pecado algum nEle, mas louvavam os políticos romanos por
vários motivos.
Vamos citar apenas um exemplo profético:
Jer 5:12 Negaram ao SENHOR e disseram: Não é ele; e:
Nenhum mal nos sobrevirá; não veremos espada nem
fome.
Jer 5:14 Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus dos
Exércitos: Visto que proferiram eles tais palavras, eis que
converterei em fogo as minhas palavras na tua boca e a
este povo, em lenha, e eles serão consumidos.
Jer 5:15 Eis que trago sobre ti uma nação de longe, ó
casa de Israel, diz o SENHOR; nação robusta, nação
antiga, nação cuja língua ignoras; e não entendes o que
ela fala.
Jer 5:17 Comerão a tua sega e o teu pão, os teus filhos e
as tuas filhas; comerão as tuas ovelhas e o teu gado;
comerão a tua vide e a tua figueira; e com a espada
derribarão as tuas cidades fortificadas, em que confias.
Jer 5:18 Contudo, ainda naqueles dias, diz o SENHOR,
não vos destruirei de todo.
Jer 5:19 Quando disserem: Por que nos fez o SENHOR,
nosso Deus, todas estas coisas? Então, lhes responderás:
Como vós me deixastes e servistes a deuses estranhos na
vossa terra, assim servireis a estrangeiros, em terra que
não é vossa.
Nós temos um princípio em Eclesiastes que diz: “o que foi é o que
há de ser” (Ec. 1.9). Portanto, sabemos que a história se repete por pelo
menos dois motivos: “Deus é imutável assim como a sua Palavra e os seus
juízos e o homem não muda!”. Deus é imutável, mas o homem não muda,
não no sentido que ele é imutável, pois sabemos que o homem é
inconstante. Aqui, o homem não muda no sentido de infelizmente repetir os
erros já cometidos na história. Se a raça se convertesse não sofreríamos os
mesmos juízos de Deus, porém, repetimos os mesmos pecados cometidos
por outros homens e acabamos por sofrer as mesmas coisas.
No texto acima Deus é claro. No verso 12 eles negam a Deus e diz
que não é Ele que está falando por intermédio do profeta Jeremias e que
Deus não lhes traria nem a fome e nem a espada. Nos versos 14-17 Deus
diz que traria um povo que comeria os frutos da terra e os levaria cativos.
Falaram que não viria fome nem espada, porém, exatamente isto é o que
Deus traria. No verso 18 diz que Deus não os destruiria de todo.
Observe agora a história se repetindo: nos tempos de Jesus eles
negaram a Jesus que era o próprio Deus. Eles bajulavam os governantes
para que os tais não fizessem mal aos judeus, assim como na época de
Jeremias intentaram bajular o Egito e a Assíria para lhes livrar do mal,
porém, o mal veio sobre eles, assim como os romanos destruíram Jerusalém
no ano 70 depois de Cristo, por volta de 30 anos após a morte de Jesus. E
agora estavam sofrendo uma grande fome e por que a fome era mais severa
em Jerusalém? Como Jesus havia profetizado:
Luc 13:33 Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e
depois, porque não se espera que um profeta morra fora
de Jerusalém.
Luc 13:34 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e
apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu
reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio
ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!
Luc 13:35 Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em
verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a
dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!
Lembram do texto de Jeremias quando Deus diz: “não vos destruirei
de todo?” Deus estava poupando o seu remanescente. Os seus escolhidos
os seus servos. Os cristãos estavam sendo poupados e ajudados pelos seus
irmãos. Se cumprindo assim as Escrituras:
Slm 33:18 Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os
que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,
Slm 33:19 para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo
da fome, conservar-lhes a vida.