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A instituição escolar, Creche Municipal (02.27.

601) Castelinho foi fundada em 1992, Municipalizada


em 2005. Atende crianças moradoras da comunidade da Rocinha, e seu funcionamento é de segunda à sexta,
de 7:30 às 16:30 horas. Fica situada na comunidade da Rocinha, vizinha dos bairros da Gávea e São
Conrado, localizada num lugar denominado “Atalho”, local este que liga a Rua Um (1) com a Rua Dois (2),
também é conhecida como o “campinho” da Paula Brito. O terreno foi doado pela comunidade e é dividido
ao meio, na parte da frente fica uma quadra de futebol, que permanece com a comunidade, e na parte de trás
fica a creche.

O prédio é composto de andar térreo onde fica a secretaria, a dispensa, a lavanderia, a cozinha, o
refeitório e a sala multiuso, nos segundo e terceiro andares as quatro salas de aula, banheiros, adequado à
faixa etária, com quatro vasos sanitários e uma sala de banho com dois chuveiros e um hall, onde as crianças
são entregues e recebidas pelos responsáveis.

A creche atende a 100 crianças com faixa etária de 1 ano a 3 anos e 11 meses em horário integral. E
seu quadro de funcionários é composto por 23 pessoas: 6 Professores de Educação Infantil (PEIS), 12
Agente de Educação Infantil (AEI), 3 Manipuladores de alimentos e 2 Auxiliares de serviços gerais.

Quantitativo de turmas e alunos:

BERÇÁRIO MATERNAL I MATERNAL II


TURMAS 1 2 1
ALUNOS 25 48 25
Os alunos são em sua maioria moradosres da própria comunidade o que fortalece o vincilo

O Projeto Pedagógico Anual (PPA), cujo título é “Além do arco íris, cores e formas”, elaborado para ser
realizado na Creche Municipal Castelinho que atende crianças da comunidade da Rocinha traz, a proposta
com o objetivo de ser desenvolvido nos dias de planejamento e centros de estudo e nos encontros com os
responsáveis, assim como no decorrer da rotina de atividades da unidade escolar.

Na busca de uma visão crítica e reflexiva, acredita se que a melhor maneira é articular à prática
vivenciada com a teoria a ser estudada e fundamentada. Assim o objetivo é a participação de todos no
processo de elaboração do currículo e do próprio projeto político pedagógico.

Sabe se que uma gestão, na atualidade, necessita da participação dos diversos setores envolvidos no
sistema escolar; sendo esses funcionários, pais, membros da comunidade ao entorno, membros da sociedade
geral e principalmente as crianças. Começa se então uma mobilização e muitas conversas a partir de
observações das necessidades mais urgentes.

Sabendo que cabe à creche articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração,
foi necessário pesquisar e elaborar os centros de estudos de maneira que transformem se em formação em
serviço. Além de ser tarefa da unidade escolar o estreitamento de laços e a criação de novas parcerias com o
intuito de trazer para dentro da unidade diferentes tipos de oportunidades e vivencias. Transformando a
qualidade de vida real dentro e fora do espaço escolar. Pois nem todas as famílias estão a par do que
acontece na própria comunidade e vice versa.

A proposta da creche esta respaldada no Referencial Curricular de Educação Infantil da Secretaria


Municipal de Educação, na tarefa da construção de um ensino de qualidade pautada em:

 Valorização da identidade, tanto dos funcionários, quanto de alunos, famílias e comunidade, para que
todos tenham voz e vez;

 Administração dos servidores, com atividades de desenvolvimento interpessoal, social e afetivo;

 Reconhecimento que no grupo todos tem muito a aprender e ensinar, estabelecendo que o ser é único
e especifico, e por isso, entender que cada um é carregado de vivencias e que ninguém é papel em
branco. Todos possuem conhecimentos pré-adquiridos que são aperfeiçoados e aprofundados através
da troca de experiências.

Sabe se que a criança pequena é dependente seja na alimentação, no afeto, no vestir, no identificar suas
emoções, enfim, em todo o processo de desenvolvimento haverá a necessidade de um outro envolvido; seja
como modelo, referencia e/ou condutor. Portanto é importante conhecer a criança e saber em que contexto
social ela está inserida, e assim ter melhor entendimento para o agir e reagir com ela.

A formação em serviço deve considerar que para o profissional garantir a qualidade da educação infantil,
deve se prestar atenção às concepções, crenças, valores e projetos de vida desse profissional, pois estas
refletem em sua atuação. É necessário saber o que se pensa a respeito da sociedade, da creche, da educação,
o que é planejar e avaliar, enfim o que se faz e para que se faz.

Para isso, identificar as diferentes necessidades, incentivar e ajudar no comprometimento profissional é


crucial. Garantir a articulação entre a teoria e a prática, favorecendo e oportunizando uma reflexão
contextualizada, quase que individualizada.

As reuniões devem ser momentos de preparação do:

 Planejamento semanal – que é feito por turma levando em conta todos os momentos da rotina,
procurando integrar o educar e o cuidar.

 Planejamento mensal – que possui temas específicos com apoio de leitura de textos e vídeos. É neste
momento que se defini o que oferecer às crianças, tirar dúvidas e trocar as dificuldades, assim a
pratica torna se viva e momento de grande aprendizado não só para o desenvolvimento dos alunos,
como para os educadores.
 Projetos de trabalho – que são realizados pôr temas, e tem a finalidade de chamar atenção para um
determinado conteúdo. Facilitando e aprofundando sua assimilação por parte das crianças, onde elas
possam interagir.

Entender a importância do brincar é fundamental para o desenvolvimento do trabalho com a criança.


Pois, é ao brincar com ela que faz se menção a conceitos, noções, habilidades e destrezas. É neste momento
ainda que as emoções são instigadas e onde as relações se estabelecem. Tanto entre as próprias crianças,
quanto entre elas e os educadores. Uma relação onde dependem umas das outras, vivenciando fatos como
ganhar ou perder, dividir ou juntar. Diga se que: se aprende brincando e brinca se para aprender.

Detalhar as aspirações (desejos) de alunos, pais, professores etc seria o primeiro passo. A creche tem
bem claro que as famílias esperam dela uma formação cidadã, aluno competente, autônomo e solidário.
Assim aplicam se ferramentas que possibilitem a socialização entre as crianças e também suas famílias.
Prevenir e/ou eliminar problemas, tais como: erros e falhas de ambos os lados, respeitar às normas, avaliar
os resultados, responsabilizar de maneira individual e coletiva etc.

Sabe se que não se pode esperar resultados imediatos, mas ser perseverante resultara na conscientização
de todos os lados envolvidos para um ganho real na qualidade do ensino e das relações. Para resultados de
fato duradouros deve-se reparar as causas dos problemas e não os seus efeitos. Nesse processo a participação
de todos é fundamental. Quando se fala de gestão participativa está se falando, essencialmente no caso da
creche, todos os funcionários não só a direção.

A profissão docente vem sofrendo mudanças nos modelos e nas práticas de ensino. O educador já não é
o que transmite conhecimentos aos alunos, mas o que cria as condições necessárias para que estes aprendam.
Na educação infantil então isso é bastante singular, uma vez que os maiores aprendizados nesta fase estão
ligados a linguagem, a autonomia e independência e a psicomotricidade.

Para que essas ações aconteçam de fato é preciso organização. E é na participação dos funcionários onde
acontece o êxito da gestão de uma creche. Pois é a equipe pedagógica que de fato coordena as ações, que
foram elaboradas em conjunto com toda a comunidade escolar.

Mas não se pode esquecer do papel da família, ainda nesta participação e tentativa de êxito. É preciso
falar a mesma língua. Todos devem se esforçar pelo bem comum e pelo crescimento dos alunos. O que não é
uma tarefa fácil.

Portanto, o educador precisa ter em mente estes objetivos, a fim de avaliar as atividades que ele planeja e
as suas próprias atitudes, observado se elas proporcionam às crianças os meios de alcançar estes objetivos.
Sua atuação deve ser de maneira extremamente próxima às crianças, sendo um mediador para que elas
alcancem os objetivos propostos. Avaliar o desenvolvimento do grupo e de cada criança, mas com cuidado
para não se prender a comparações; pois deve ter claro que cada uma possui suas próprias vivencias, além de
seu tempo interno e que não há generalizações quando se trata de desenvolvimento, mas sim de maturidade.

Essa organização do trabalho pedagógico é o currículo na pratica. Existe a sua expressão formal
impressa, no entanto é no decorrer da rotina que ele se revela através das atividades planejadas pelos
educadores e oferecidas às crianças. No planejamento, o educador expressa os objetivos de sua prática
educativa, listando as atividades a serem cumpridas durante os vários momentos da rotina, e é ai que é
necessária atenção para evitar longos momentos de espera pela criança, entre uma atividade e outra, pois é
neste vazio em que os problemas de disciplina acontecem.

Não se pode esperar apenas que a criança cumpra as tarefas propostas, preenchendo o tempo durante o
qual ela permanece na instituição, sem causar distúrbios, como brigas, bagunça, sujeira, barulho, mas quanto
mais o educador prever as situações melhor elas transcorrerão.

O trabalho pedagógico será focado em Projetos de Trabalho que acontecerão em torno de temas que
surgem do interesse dos alunos, ou de suas necessidades, onde serão organizados mensalmente e de
preferência interligados um ao outro, mas para serem trabalhados em todas as turmas sendo o eixo central do
trabalho podendo ser subdividido conforme a faixa etária e a necessidade de cada turma. O objetivo deste
modelo pedagógico seria ampliar os conhecimentos das crianças, alargando o seu universo cultural e
pedagógico.

Dessa maneira o planejamento se torna mais flexível, onde sua duração de tempo não é
predeterminada com rigidez; não é um tema que deve durar uma semana, ou uma data a ser festejada apenas
na sua época, mas que acontecerá enquanto houver sentido. As atividades propostas às crianças, logo,
dependerão da observação e reavaliação constantes do trabalho pedagógico, feito pelo educador. Nesse
modelo as crianças têm oportunidade de falar sobre o trabalho nas rodas de conversa onde o educador e seus
colegas de sala escutam seus relatos e ideias. Desta forma o educador conduza o processo pedagógico, mas
sempre avaliando, ouvindo e observando as crianças junto às quais atua, visando o seu desenvolvimento
integral.

Organizar o espaço pedagógico da sala de aula e os demais espaços da escola para oferecer diversas
experiências às crianças, também faz parte do planejamento. Afinal, os temas não surgirão apenas da
“espontaneidade” das crianças, mas de sua interação com um meio ambiente rico e estimulante. Essa
organização do espaço pedagógico e de rotina, constroem inúmeras possibilidades de reinventar essa mesma
rotina usando a criatividade, e fornecendo as crianças a noção concreta do tempo. Conceito difícil nesta
faixa etária. Isso acarretara na construção de um cabedal de vivencias de um mesmo tema.

Assim a criança não terá um produto com mero intuito reprodutivo, mas antes absorverá o sentido do
que foi apreendido e será capaz de aplica-lo em diferentes contextos. Aprendizagem significativa é
aprendizagem viva. Desta forma o educador utilizará os relatórios descritivos e Portfólios que comprovarão
sua execução e servirão como registro, podendo ser fotografias, gravações etc e expostos não só para as
famílias como a toda comunidade.

Nessa proposta de avaliação não são apenas as crianças avaliadas, mas todo o trabalho pedagógico
oferecido a elas, repensando e modificando sempre que necessário. A organização do trabalho pedagógico
visando alcançar estes objetivos pode assumir várias formas, expressas em diferentes métodos. Mas,
necessariamente, tem de ser pautado pôr uma postura de respeito à criança: ao seu ritmo de
desenvolvimento, à sua origem social e cultural, às suas relações e vínculos afetivos; à sua expressão
plástica, oral, escrita, em todos os tipos de linguagem e às suas ideias, desejos e expectativas. Sem, porém,
jamais abdicar da procura pôr ampliar, cada vez mais, este mundo infantil.

O projeto político pedagógico vem nesse sentido nortear um rumo, uma direção, formalizar a ação
intencional com sentido explícito e o compromisso definido. Pôr isso, todo projeto pedagógico da escola é,
também, um projeto político pôr estar intimamente articulado ao compromisso sócio-político com os
interesses reais e coletivos da população.

Em tempos de desumanização faz se necessário reforçar e adquirir novos hábitos que visem estimular
à solidariedade, os valores morais, a cidadania, a fraternidade, e a escola também é um lugar responsável por
essa oportunidade.

Assim fica entendido ser este projeto o meio para o desenvolvimento físico, afetivo e social dos
alunos, ajudando os a conscientizar se de que exerce um papel no mundo e faz parte de um mundo que vai
além da unidade escolar. Exercitar e desenvolver essa cidadania através de vivencias e ações concretas. As
quais contribuirão para a tomada de consciência do seu próprio eu, estendendo ao outro e por consequência
ao meio.

Nosso objetivo maior é desenvolver a autonomia dos alunos, e para isso realizar atividades onde eles
sejam protagonistas de aprendizagem fazendo com que essa ocorra de maneira significativa e concreta. Este
ainda envolverá temas diversos no intuito de ampliar o cuidado e o conhecimento do mundo através do
próprio ser.

Nossa missão é o desenvolvimento integral do aluno assim como sua socialização uns com os outros,
a equipe e o meio em que vivem. Assim o aluno descobre que para mudar o meio é necessário mudar a
maneira de interagir nele e com isso mudar a si mesmo e ao mesmo tempo auto afirmar se perante o grupo.

Tarefa nada fácil num mundo capitalista e individualista como o que se desenrola no momento. Sem
utopias, é possível alcançar tais objetivos através de trabalho e modelo. A mudança começa na consciência
dos próprios educadores. Viver e trabalhar em prol de uma crença, de uma filosofia e um objetivo. O que se
busca é o auto desenvolvimento de todos os participantes.

Bibliografia:
 BRASIL, MEC. Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil. 2010. www.mec.gov.br

 BRASIL, MEC. Referencial curricular de educação infantil volumes 1, 2 e 3.

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