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ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

Coordenação de Engenharia Elétrica

LABORATÓRIO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS I


RELATÓRIO 6: TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO

PROFESSOR: JÚLIO FEITOZA PEREIRA


AUTORES: TALISSA MOURA AYRES
VINICIUS MAGNO NUNES SANTOS

MANAUS-AM
2018/02
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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Circuito estudado. Fonte: Guia de Laboratório.


Figura 2 - Circuito feito na protoboard.
Figura 3 - Medições de tensão. Fonte: Autor.
Figura 4 - Questão 2. Apenas 5V. Fonte: Autor.
Figura 5 - Questão 2. Apenas 12V. Fonte: Autor.
Figura 6 - Circuito da questão 3.
Figura 7 - Resposta Questão 3. Parte 1. Fonte: Autor.
Figura 8- Resposta da questão 3. Parte 2. Fonte: Autor.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Medições de corrente e tensão com as duas fontes funcionando. Fonte:


Autor.
Tabela 2 – Medições de tensão e corrente com apenas 5V funcionando. Fonte: Autor.
Tabela 3 - Medições de tensão e corrente com apenas 12V funcionando. Fonte: Autor.
Tabela 4 – Resultados da superposição. Fonte: Autor.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...............................................................................................................5
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..........................................................................6
2. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA EFETUADA.................................................7
3. QUESTÕES............................................................................................................10
4. RESULTADOS.......................................................................................................12
CONCLUSÃO................................................................................................................14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................15

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INTRODUÇÃO

Uma grande vantagem de analisar circuitos por intermédio das leis de Kirchhoff
é o fato de podermos analisá-los sem ter de modificar sua configuração original. Uma
desvantagem importante dessa abordagem é que, para um circuito grande e complexo,
há muitos cálculos trabalhosos envolvidos.
O crescimento nas áreas de aplicação de circuitos elétricos levou a uma evolução
dos circuitos simples para os complexos. Se um circuito tiver duas ou mais fontes
independentes, por exemplo, uma maneira de determinar o valor de uma variável
específica (tensão ou corrente) é usar a análise nodal ou a de malhas. Outra forma seria
determinar a contribuição de cada fonte independente à variável e então somá-las. Essa
última forma é conhecida como superposição.
O conceito da superposição se baseia na propriedade da linearidade. O princípio
da superposição afirma que a tensão (ou a corrente) em um elemento em um circuito
linear é a soma algébrica da soma das tensões (ou das correntes) naquele elemento em
virtude da atuação isolada de cada uma das fontes independentes.
O objetivo desse relatório é comprovar experimentalmente a utilização do
método da superposição. Para isso foram feitas medições em laboratório e os dados
serão relatados e comparados com os valores teóricos a seguir.

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1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O teorema da superposição para circuitos elétricos afirma que a corrente elétrica


total em qualquer ramo de um circuito bilateral linear é igual a soma algébrica das
correntes produzidas por cada fonte atuando separadamente no circuito. Isto vale
também para a tensão elétrica.
O princípio por trás da técnica da superposição é a propriedade aditiva das
funções lineares. Com efeito, num dado circuito com duas ou mais fontes de corrente ou
tensão independentes, um dado valor de uma grandeza é resultado das contribuições
independentes de cada fonte de tensão ou corrente separadamente, sem que as outras
estejam presentes no circuito. Ou seja, pode-se tomar uma única fonte de tensão ou
corrente e eliminar as demais (substituindo fontes de tensão por um curto-circuito e
fontes de corrente por um circuito aberto), calculando a grandeza desejada. Repete-se o
processo com cada fonte independente de tensão ou corrente e, ao final, soma-se os
valores encontrados. Seja, portanto, o circuito abaixo:

Queremos calcular V0 no circuito. Usando a técnica da superposição, retiramos


a fonte independente de corrente de 6A e substituímos por um curto aberto e calcula-se
V0 para a atuação da fonte independente de tensão 36V por um divisor de tensão:

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Agora se elimina a fonte de tensão, substituindo-a por um curto-circuito, e
calcula-se V0 para a atuação da fonte de corrente, usando-se o divisor de corrente para
calcular a corrente no ramo de V0 e então a tensão V’’, sobre o resistor de 2W :

Para achar V0, soma-se as duas contribuições já calculadas. Vem:

A superposição pode ser aplicada a um circuito com qualquer número de fontes


dependentes e independentes. As fontes dependentes não são eliminadas, mas deixadas
no circuito para que seu efeito seja calculado em relação a cada fonte independente.
Pode-se inclusive superpor grupos de fontes, calculando para duas fontes ao mesmo
tempo e somando a contribuição de uma terceira.

2. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA EFETUADA


2.1 Materiais utilizados.
- Multímetro AgilentU125A
- Resistores 1.2 kΩ, 3.9 kΩ, 4.7 kΩ, 5.6 kΩ, 6.8 kΩ e 8.2 kΩ
- Protoboard
- Fonte regulada DC Minipa MPL – 3303

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2.2 Parte Experimental
Primeiro, o seguinte circuito foi feito na protoboard. A polaridade escolhida está
ilustra na imagem abaixo.

Figura 1 - Circuito estudado. Fonte: Guia de Laboratório

Figura 2 - Circuito feito na protoboard

Em seguida os canais das fontes foram ajustados para a medição pedida na guia
de laboratório. Logo após, com as duas fontes funcionando, foram feitas as medições de
tensão e corrente nos resistores a tabela abaixo ilustra os valores obtidos.
R (kΩ) R1,2 R4,7 R3,9 R5,6 R6,8 R8,2
V(volt) -1,667 5,376 1,639 3,616 5,303 -1,7916
i(mA) 1,466 1,023 0,429 0,655 -0,918 -0,216
Tabela 1 – Medições de corrente e tensão com as duas fontes funcionando. Fonte: Autor.

Depois, foi feito o mesmo procedimento, mas apenas com a fonte de tensão de
5V funcionando. As seguintes medidas foram obtidas:

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R (kΩ) R1,2 R4,7 R3,9 R5,6 R6,8 R8,2
V(volt) 0,513 0,799 -2,355 -2,097 -0,301 -1,76
i(mA) -0,426 0,176 -0,611 -0,38 -0,049 -0,218
Tabela 2 – Medições de tensão e corrente com apenas 5V funcionando. Fonte: Autor

Figura 3 - Medições de tensão. Fonte: Autor

Novamente, tensões e correntes foram medidas, mas apenas a fonte de tensão de


12V funcionou. Abaixo, temos a lista de valores obtidos:
R (kΩ) 1,2 4,7 3,9 5,6 6,8 8,2
V(volt) -2,244 4,038 4,077 5,81 5,837 -0,0014
i(mA) 1,908 0,849 1,023 1,05 1,07 0,00015
Tabela 3 - Medições de tensão e corrente com apenas 12V funcionando. Fonte: Autor

Tais medições foram feitas, pois o experimento pede para analisarmos as


correntes e tensões em cada resistor utilizando o teorema da superposição. Para
sabermos a tensão (ou corrente) em cada resistor deve-se analisar o efeito de cada fonte
separadamente e em seguida calcular os valores de tensão (ou corrente) obtidos nos
resistores em cada caso. Logo após, soma-se os resultados calculados para cada resistor
e temos corrente (ou tensão) do componente. Nas próximas secções, os valores medidos
são analisados e esse conceito será visto em prática.

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3. QUESTÕES
1. Com os valores obtidos nos itens 2 e 3 de Procedimentos, aplique o teorema
da superposição e compare os valores obtidos com as medições no item de
Procedimentos.
A tabela abaixo ilustra os cálculos feitos, mas de acordo com o teorema deve
calcular a corrente e voltagens nos resistores utilizando uma fonte de cada vez. Ou seja,
para a fonte de 12V temos i’ e v’, já para 5V temos i’’ e v”. Portanto, para cada resistor
para saber o valor de corrente e tensão basta somar: i = i’+ i” e v = v’ + v’’ que são as
somas das correntes e tensões medidas apenas com a fonte de 12V com as mesmas
medições feitas apenas com a fonte de 5V.
R(kΩ) V(volt) I(mA)
R1,2 -1,731 1,482
R4,7 4,837 1,025
R3,9 1,722 0,412
R5,6 3,713 0,67
R6,8 5,536 1,021
R8,2 -1,761 -0,218
Tabela 4 – Resultados da superposição. Fonte: Autor

2. Calcule a corrente no resistor de 4k7Ω utilizando o teorema da superposição,


comparando-a com a medida no item 1 Procedimentos.

Figura 4 - Questão 2. Apenas 5V. Fonte: Autor Figura 5 - Questão 2. Apenas 12V. Fonte: Autor

Com base nas imagens acima no multisim, para a primeira fonte, com apenas 5V
temos, aproximadamente, i4,7kΩ’ = 0,176 mA e com apenas 12V temos i 4,7kΩ’’ = 0,849
mA. Ou seja, i4,7 = i4,7kΩ’ + i4,7kΩ’’ = 0,176 + 0,849 = 1,025 mA.
Em comparação com o medido, o qual foi 1,023 mA temos um erro quase
desprezível de 0,20%. Isso se dá devido a perdas de contato na protoboard assim como a

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própria resistência do resistor não ser exatamente igual a nominal o que causa uma
pequena diferença no valor real.
3. Determine o valor da corrente indicada no mili-amperímetro da fig. 6.4 e o
seu sentido, empregando o teorema da superposição.

Figura 6 - Circuito da questão 3

A corrente medida é de 45 mA as imagens abaixo ilustram os cálculos feitos.

Figura 7 - Resposta Questão 3. Parte 1. Fonte: Autor

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Figura 8- Resposta da questão 3. Parte 2. Fonte: Autor

4. RESULTADOS

Abaixo segue a imagem de gráficos com os erros das voltagens e correntes. Eles
levam em consideração os valores encontrados da tabela 1 e os compara com os valores
medidos com as fontes de 5V e 12V, ambas em funcionamento.

Erros das voltagens (%)


6.00%
4.00%
2.00%
0.00%
R1,2 R4,7 R3,9 R5,6 R6,8 R8,2
-2.00%
-4.00%
-6.00%
-8.00%
-10.00%
-12.00%

Gráfico 1 - Erros das voltagens. Fonte: Autor

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Erros das correntes (%)
14.00%
12.00%
10.00%
8.00%
6.00%
4.00%
2.00%
0.00%
R1,2 R4,7 R3,9 R5,6 R6,8 R8,2
-2.00%
-4.00%
-6.00%

Gráfico 2 - Erros das correntes. Fonte: Autor

Todos os resistores tinham tolerâncias de 5%, logo eles não estavam no seu
valor nominal assim como os valores das fontes também não, devido a sensibilidade da
fonte reguladora utilizada. Por isso, os valores medidos e calculados não são exatamente
iguais ao encontrados na teoria. Contudo, para a maioria dos valores de corrente os erros
foram baixos quase desprezíveis e dentro da tolerância esperada menos para o resistor
de 6,8 KΩ isso deve ter ocorrido por perdas de corrente na protoboard assim como a
própria resistência do componente está muito abaixo da nominal.
Ao analisar as voltagens, temos também valores diferentes ao feito utilizando os
valores nominais. Mas, assim como nas correntes, a maioria dos valores está dentro da
faixa dos valores esperados exceto o resistor de 4,7 KΩ o qual apresentou o maior erro,
isso devo ter ocorrido por alguma falha na medição ou a algum mau-contato com a
protoboard. Assim, a experiência teve êxito ao mostrar aos alunos a visão de laboratório
do teorema da superposição e verificar as diferenças entre os valores teóricos visto em
sala com os reais.

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CONCLUSÃO

Esta experiência nos ensinou como medir as tensões e as correntes num circuito
elétrico utilizando o Teorema da Superposição. Para circuitos com alta complexidade
ela é bem útil, visto que ela tende a separar o circuito de acordo com a contribuição de
cada fonte, que facilitam a visualização e os cálculos das tensões e correntes.
Observa-se, pelos cálculos e dados obtidos que o Teorema da Superposição
realmente é válido. Nota-se que o pequeno erro encontrado encontra-se dentro dos
parâmetros esperados pela teoria. Este erro pode ser explicado pelo mau contato das
ligações do circuito ou pelo erro de resistência real dos resistores que já é esperado
dentro da tolerância, porém é demasiado pequeno para ser levado em conta.
Portanto, os teoremas ou técnicas de análise baseados na linearidade e
superposição deriva das características lineares das funções que regem um circuito no
formato como foi estudado, composto de fontes dependentes ou independentes de
tensão e corrente e resistores. Essas propriedades da função linear permitem reduzir um
circuito a um modelo mais simples, que pode ser analisado com número reduzido de
equações e variáveis.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALEXANDER, Charles K. SADIKU, Mattew N. O. Fundamentos de Circuitos


Elétricos. 5ª ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2013.

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