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“No caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.

Nesse trecho, o termo “caixa” passou a ser aparentemente masculino, mas, na verdade, ocorreu aí uma elipse de um
termo masculino “o funcionário da caixa.”

O substantivo a seguir em que ocorre uma idêntica elipse que causa aparente mudança de gênero é:

o Palmeiras / o time do Palmeiras.


Depois de errar e ficar mais de meia hora tentando ententer...

o celular - artigo masculino + palavra masculina

o Municipal - artigo masculino + palavra masculina (município)

a capital - artigo feminino + palavra feminina

a lava-jato / a operação lava-jato - Eu estava associando lava-jato com "o lava-jato - lugar onde lava veículos", mas não é. A lava-
jato é a lavadora de alta pressão. Então, o artigo dela está correto (é feminino) não ocorre o tipo de elípse pedida pela questão.

o Palmeiras / o time do Palmeiras - Já nesse caso o artigo é trocado propositalmente, pois palmeira (planta) é uma palavra
feminina.

É importante, aqui, se recordar de algumas nuances acerca dos termos complemento nominal e adjunto adnominal.

Enquanto o complemento nominal assume a roupagem de termo paciente, o adjunto aparece como termo ativo, observem:

caso 1: “troca-troca de figurinhas”; nota-se, pois, que as figurinhas são trocadas, indicando um termo passivo.

caso 2: “roubo de figurinha”; aqui, podemos inferir a mesma ótica, repare que a figurinha é roubada.

caso 3: “mensagens de celular”. nesse caso, entendo que as mensagens partem do celular a outrem, indicando um termo ativo.

Na escrita, pode-se optar frequentemente entre uma construção de substantivo + locução adjetiva ou substantivo +
adjetivo (coragem de herói = coragem heroica).

O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído por um adjetivo é:

A •A maior preocupação do homem é a morte;

B •A criação do homem é ideia de Deus;

C •A inteligência do homem é infinita;

D •Os amores do homem são passageiros;


E •É efêmera a memória do homem.

Quando a maldita FGV perguntar essa substituição marota de "de mãe-materno", "do homem- humano", do "do rio-lacustre"
etc 4 alternativas terão ideia passiva e uma ativa ou 4 serão ativas e 1 será passivo. Senão vejamos:

A) O homem se preocupando. Ideia ativa

B) Homem SENDO criado. Ideia passiva. >>> Opa, discrepou! A próxima nos dará a resposta

C) Homem inteligente. Ideia ativa. Pronto. A letra B) discrepa. Gabarito

D) Homem amanda. Ativo

E) Homem tem memória. Ativo

Lógico que nem sempre será tão fácil enxergar essa ideia de passividade e atividade. Nessa questão mesmo foi chatinho
identificar isso.

A frase que NÃO apresenta qualquer forma de superlativação de um adjetivo é:

Veja o meu caso: saí do nada e cheguei à extrema pobreza.

No texto 1 há um conjunto de preposições que são exigidas pela presença de algum termo anterior; a preposição
abaixo destacada que resulta de uma exigência semântica e não regencial é:

A •“O Brasil precisa ampliar as discussões sobre a cultura”;

B •“...inibe a consolidação de mecanismos de mapeamento”;

C •“...garantir o acesso da população aos bens culturais”;

D •A resistência ao desmonte da cultura”;

E •“...trabalhe pela extinção de uma série de políticas”.


Dir adm (requisição e tombamento caem muito na gv)

https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/85577b4a-20 O Prefeito do Município Alfa editou


decreto no qual informava que o Poder Público utilizaria, por seis meses, os serviços e as instalações do único hospital
privado da região. A decisão decorreu do fato de o nosocômio ter informado que cessaria o atendimento dos pacientes
do Sistema Único de Saúde, o que comprometeria o serviço de saúde no Município.
À luz da sistemática legal, a situação narrada caracteriza:

A •requisição administrativa, que não exige autorização do Poder Judiciário e acarreta o dever de indenização
posterior;

B •ocupação temporária, que exige prévia autorização do Poder Judiciário e não demanda indenização;

C •desapropriação, devendo ser antecedida de prévia e justa indenização;

D •servidão administrativa ao direito de propriedade, que exige autorização do Poder Judiciário e reembolso dos
gastos;

E •ilegalidade, pois é típica situação de intervenção no domínio econômico, caracterizando desapropriação


indireta.

A requisição é:

*direito pessoal;

*incide sobre bens móveis, imóveis e serviços;

*tem caráter de transitoriedade;

*indenização, se devida, é ulterior;

*existência de perigo público iminente;

"cessaria o atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde, o que comprometeria o serviço de saúde no Município".
Interrupção de serviço essencial.

"Tombamento é a modalidade de intervenção na propriedade por meio da qual o Poder Público procura proteger o patrimônio
cultural brasileiro. No tombamento, o Estado intervém na propriedade privada para proteger a memória nacional, protegendo
bens de ordem histórica, artística, arqueológica, cultural, científica, turística e paisagística."
"O ato de tombamento gera alguns relevantes efeitos no que concerne ao uso e à alienação do bem tombado. Efetivado o
tombamento e o respectivo registro no Ofício de Registro de Imóveis respectivo, ficará vedado ao proprietário, ou ao titular de
eventual direito de uso, destruir, demolir ou mutilar o bem tombado. Além disso, o proprietário somente poderá reparar,
pintar ou restaurar o bem após a devida autorização do Poder Público."

(...)

"Não há obrigatoriedade de o Poder Público indenizar o proprietário do imóvel no caso de tombamento. Somente se o
proprietário comprovar que o ato de tombamento lhe causou prejuízo, o que não é a regra, é que fará jus à indenização."

É possível que, depois do tombamento, o Poder Público, de ofício ou em razão de solicitação do proprietário ou de outro
interessado, julgue ter desaparecido o fundamento que deu suporte ao ato. Reconhecida a ausência do fundamento,
desaparece o motivo para a restrição ao uso da propriedade. O efeito será o desfazimento do ato, promovendo-se o
cancelamento do ato de inscrição, fato também denominado de “destombamento”.

Pedro, membro do Ministério Público do Estado Alfa, decidiu se inscrever em concurso público de provas e títulos para
o provimento do cargo efetivo WW, afeto ao exercício do magistério em universidade federal.
Considerando que Pedro também exercia o magistério em uma universidade estadual, é correto afirmar que ele:

A •poderá tomar posse no cargo efetivo WW, por expressa autorização constitucional;

B •só poderá tomar posse no cargo efetivo WW caso seja posto em disponibilidade no Ministério Público;

C •não poderá tomar posse no cargo efetivo WW, enquanto não for exonerado do outro cargo afeto ao
magistério;

D •só poderá acumular o cargo efetivo WW caso os horários sejam compatíveis, observado o teto remuneratório;

E •poderá tomar posse no cargo efetivo WW, mas terá que optar pela remuneração de um dos cargos de
magistério.

Especificamente para os membros do MP, a CF estabelece que: Art. 128, § 5º Leis complementares da União e dos Estados, cuja
iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada
Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: II - as seguintes vedações: d) exercer, ainda que em
disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério;

Assim, o membro do MP apenas pode acumular esse cargo com um cargo de professor, e não dois como Pedro deseja. Para
começar a dar aula na Universidade Federal, deve pedir exoneração da Universidade Estadual.
Acumulação de cargos:

Professor + Professor

Profissional da saúde + Profissional da saúde

Juiz + Professor

Membro do MP + Professor

Advogado [técnico de nível superior] + Professor

Analista judiciário + Professor

Contador [técnico de nível superior] + Professor


direito constitucional

Após solicitação do Presidente da República, o Congresso Nacional editou decreto legislativo delegando, ao referido
agente, competência para editar a lei orçamentária anual, cujo teor seria o mais adequado à superação da situação de
crise econômica, devendo observar os balizamentos estabelecidos pela lei de diretrizes orçamentárias.
Considerando os balizamentos a serem observados no processo legislativo, a referida narrativa:

• apresenta irregularidades, pois, apesar de a delegação de competência ser possível, ela deve ser feita mediante resolução e
A
não pode ter por objeto o orçamento;

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso
Nacional.

§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de competência privativa da
Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre:

III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu
conteúdo e os termos de seu exercício.

Portanto, há mais de uma irregularidade, descartando as demais alternativas.

Eraldo, estudante de direito, foi informado que as atribuições do Ministério Público estadual seriam detalhadas em lei
complementar estadual.

À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a referida lei complementar está sujeita aos balizamentos
estabelecidos

pela lei nacional, editada pela União sob a forma de lei ordinária.

-> Tanto a lei que disciplina a organização e as atribuições do MPU quanto a dos MPEs são leis complementares. Conforme se
depreende do Art. 128§ 5º :

Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a
organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros(...)

-> Porém, no caso do MPE há uma lei ordinária que estabelece regras gerais a serem observadas pela lei complementar
que regerá cada MPE dos Estados. Ou seja, cada MPE será, sim, regido por uma lei complementar, mas que será balizada
pela lei ordinária federal, que orientará a elaboração da respectiva lei complementar. Essa informação está presente no Art.
127 § 2º :

Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor
ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou
de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua organização e funcionamento.
Considerando o processo legislativo previsto na Constituição da República e a observância dos demais requisitos
exigidos, sobre a tramitação de um projeto de lei orgânica municipal, analise os itens a seguir.

I. O projeto foi aprovado em dois turnos de votação.

II. O projeto foi aprovado pelo voto da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.

III. O projeto, ao final, foi sancionado pelo Prefeito Municipal.

Está correto o que se afirma em

Constituição, art. 29:

O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o insterstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois
terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: [...]

A lei orgânica age como uma Constituição Municipal, sendo considerada a lei mais importante que rege
os municípios e o Distrito Federal.

Ddd

dois turnos, dez dias, dois terços. Promulgada pela câmara.

Questão difícil:

O Presidente da República editou a Medida Provisória XX, que inseriu relevantes modificações na economia nacional.
O Partido Político Alfa, insatisfeito com o teor desse ato normativo, solicitou o parecer de um renomado advogado em
relação ao fato de a medida provisória somente ter sido assinada pelo Chefe do Poder Executivo, não contando com o
referendo do Ministro de Estado da área.

À luz da sistemática constitucional, o advogado respondeu, corretamente, que:

A •a edição de medida provisória é de competência privativa do Presidente da República, não podendo contar
com a participação de Ministro de Estado;

B •o referendo do Ministro de Estado da área somente é necessário em relação aos decretos, não aos atos com
força de lei;
C •o referendo do Ministro de Estado da área somente seria necessário por ocasião da sanção da lei de
conversão aprovada pelo Congresso Nacional;

D •a ordem constitucional somente exige que o Ministro de Estado assine os atos do Presidente da República nas
hipóteses de competência concorrente;

E •era necessário o referendo do Ministro de Estado da área para a edição da Medida Provisória XX, sendo que
sua ausência denota a caracterização de vício formal.

Entendimento da FGV: "Na sistemática da Constituição da República de 1988, os Ministros de Estado, por força do art. 87,
parágrafo único, I, in fine, devem “referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República.” Os Ministros,
portanto, devem referendar todos os atos de competência do Presidente da República (decretos, medidas provisórias, sanção
das leis etc.).

No questionamento formulado, o Presidente da República editou uma medida provisória sem o referendo do Ministro de
Estado da área. De acordo com o gabarito oficial, “era necessário o referendo do Ministro de Estado da área para a edição da
Medida Provisória XX, sendo que sua ausência denota a caracterização de vício formal”.

O gabarito, como se constata, está em perfeita harmonia com a sistemática constitucional, pois não foi cumprida uma
exigência de ordem formal. Deve-se ressaltar, ainda, que o questionamento e o gabarito em nenhum momento incursionaram
na temática da validade, ou não, da Medida Provisória XX, que não contou com o referendo ministerial. O objetivo do
questionamento era o de avaliar se os candidatos tinham, ou não, conhecimento da exigência constitucional de referendo
ministerial"

Após regular tramitação, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram Proposta de Emenda à Constituição,
tendo o Presidente do Congresso Nacional a encaminhado ao Chefe do Poder Executivo, que a sancionou em parte e,
nessa parte, promulgou-a.

Por considerar que o processo legislativo adotado destoara daquele previsto na Constituição da República de 1988, o
Partido Político X solicitou que o Supremo Tribunal Federal reconhecesse a existência de vício formal na Emenda
Constitucional.

À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, o Partido Político X:

tem razão, já que a Emenda X deveria ter sido promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado Federal, sem qualquer
participação do Presidente da República.

questão difícil:

Um grupo de deputados estaduais, sensível à reivindicação dos servidores públicos, apresentou projeto de lei
integrado por três artigos:
• O Art. 1º, contendo inúmeros parágrafos e alíneas, estabeleceu regras detalhadas sobre o regime disciplinar dos
servidores públicos, tipificando infrações administrativas e cominando sanções;

• O Art. 2º vedou a realização de contratações de pessoal por todos os entes públicos, nas circunstâncias que
descreveu, as quais caracterizavam a prática de nepotismo; e

• O Art. 3º estatuiu que a remuneração dos servidores públicos estaduais deve ser revista, a cada ano, conforme a
variação da inflação do período.

A proposta foi aprovada e sancionada pelo Chefe do Poder Executivo, daí resultando a promulgação da Lei Estadual
123.

À luz da sistemática estabelecida pela Constituição da República, é correto afirmar que o vício de
inconstitucionalidade recai

O art. 1° é inconstitucional porque, aplicando o princípio da simetira, viola a CF, uma vez que trata-se de competência exclusiva
do chefe do poder executivo:

"Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.

§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

II - disponham sobre:

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;"

O art. 2° é constitcuional segundo entendimento do STF. Nas palavras da Ministra Carmém Lúcia “se os princípios do artigo
37, caput, da Constituição, sequer precisam de lei para serem obrigatoriamente observados, não me parece poder se
cogitar de vício de iniciativa legislativa em norma editada no intuito de dar evidencia à força normativa daqueles
princípios e estabelecer os casos em que, inquestionavelmente, configurariam comportamentos imorais,
administrativamente, ou não isonômicos”. (Fonte:https://www.conjur.com.br/2014-dez-11/executivo-nao-iniciativa-
exclusiva-lei-veda-nepotismo)

Leis que tratam de vedação ao nepotismo não são de iniciativa exclusiva do chefe do Poder Executivo, porque tal vedação
decorre diretamente dos princípios contidos no artigo 37 da Constituição Federal (legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência). Foi esse o entendimento da maioria do Plenário do Supremo Tribunal Federal ao decidir pelo
provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 570.392, com repercussão geral, para reconhecer a legitimidade ativa partilhada
entre o Legislativo e o chefe do Executivo na propositura de leis que tratam de nepotismo.

O art. 3° É inconstitucional porque viola a súmula vinculante 42 ("É inconstitucional a vinculação do reajuste de
vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária") e o art. 37 da CF, XIII : "é
vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal
do serviço público".

A Constituição do Estado Alfa, com o objetivo de estabelecer mecanismos de controle democrático e evitar os excessos
constantemente detectados no âmbito do Poder Executivo, dispôs:
Art. 21. O Chefe do Poder Executivo somente poderia se ausentar do país, por qualquer prazo, com autorização da
Assembleia Legislativa.

Art. 31. Projetos de lei concernentes a quaisquer matérias podem ser apresentados pelos Deputados Estaduais.

Art. 41. O Governador do Estado está autorizado a editar medidas provisórias. (Considerado prejudicial ao interesse
público pelos movimentos sociais de combate à arbitrariedade.)

À luz da sistemática estabelecida pela Constituição da República, com especial realce para o princípio da simetria
constitucional, assinale a opção que indica o(s) artigo(s) constitucional(is).

Analise o seguinte iter do processo legislativo adotado para a apreciação do Projeto W1:

(I) o Presidente da República apresentou o projeto de lei à Câmara dos Deputados;

(II) a Câmara dos Deputados o aprovou sem qualquer alteração;

(III) ato contínuo, o projeto foi encaminhado ao Senado Federal, que introduziu pequenas modificações
em sua essência;

(IV) o projeto foi encaminhado ao Chefe do Poder Executivo;

(V) como o projeto foi parcialmente vetado, o Senado Federal reuniu-se para sua apreciação e decidiu
manter o veto.

À luz da sistemática constitucional, estão procedimentalmente corretas as fases

I, II, III

(I) o Presidente da República apresentou o projeto de lei à Câmara dos Deputados;

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados

(II) a Câmara dos Deputados o aprovou sem qualquer alteração;

Certo, a Câmara pode emendar o projeto ou enviar ao Senado sem alteração

(III) ato contínuo, o projeto foi encaminhado ao Senado Federal, que introduziu pequenas modificações em sua
essência;

Certo, o Senado pode emendar o projeto, enviando à Câmara, ou enviar ao PR, no caso de não ter alteração
(IV) o projeto foi encaminhado ao Chefe do Poder Executivo;

ERRADO: Se houve alteração do PL, o correto seria retornar à casa iniciadora (Câmara dos Deputados)

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à
sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.

Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora

MUITO CUIDADO!!! Para o STF, quando a emenda parlamentar feita pela Casa Revisora não importar em mudança substancial
do sentido do texto, não há necessidade de retorno à Casa Iniciadora. Isso ocorre nas chamadas “emendas de redação”.
(V) como o projeto foi parcialmente vetado, o Senado Federal reuniu-se para sua apreciação e decidiu manter o veto.

ERRADO: o veto é apreciado em sessão conjunta

Art. 66 § 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores

MUITO CUIDADO!!! Para o STF, quando a emenda parlamentar feita pela Casa Revisora não importar em mudança substancial
do sentido do texto, não há necessidade de retorno à Casa Iniciadora. Isso ocorre nas chamadas “emendas de redação”.

Em síntese, temos o seguinte:

a) a Casa iniciadora aprova o texto do projeto de lei e o envia à Casa revisora;

b) esta, se o emendar, deverá retornar o projeto emendado para a Casa iniciadora, para que ela aprecie, exclusivamente, as
emendas feitas;

c) se a Casa iniciadora rejeitar integralmente as emendas propostas pela Casa revisora, mesmo assim o projeto seguirá para o
Chefe do Executivo, para o fim de sanção ou veto, com a redação original, dada por ela, Casa iniciadora.

A Câmara de Vereadores do Município Beta aprovou projeto de lei de sua iniciativa, tornando obrigatória a instalação
de câmeras de segurança em escolas públicas e cercanias, com o fim de prevenir e reprimir a prática de delitos contra
alunos e seus familiares. O Prefeito vetou a lei remetida à sua sanção, considerando-a eivada de vício formal, e a
Câmara derrubou o veto, promulgando a lei.

O Prefeito representou ao Tribunal de Justiça Estadual, postulando a declaração da inconstitucionalidade da lei,


questão que chegou, pela via do recurso extraordinário, ao Supremo Tribunal Federal, que julgou dita lei:

A •inconstitucional, porque, à vista do art. 61 da CRFB/88, não é possível lei da iniciativa do Legislativo tratar de
matérias relativas ao funcionamento e à estruturação da Administração Pública;

B •constitucional, porque o art. 61 da CRFB/88 define, em rol taxativo, as hipóteses de reserva da iniciativa de lei
do Chefe do Poder Executivo, não sendo cabível ampliar a interpretação do dispositivo para abranger matérias
ali não previstas;
C •inconstitucional, porque, além do disposto no art. 61 da CRFB/88, a instalação de câmeras de segurança
implicaria despesas impostas ao Executivo pelo Legislativo, o que ultrapassa os limites da iniciativa deste ao
invadir a gestão dos recursos públicos por aquele;

D •constitucional, porque a sanção de lei pelo Legislativo não usurpa competência do Executivo se não gerar
aumento de despesas específicas com pessoal;

E •inconstitucional, porque o ponto central da questão não reside no vício de iniciativa, que é formal, mas em
vício material, na medida em que ao Legislativo a ordem constitucional não confere discricionariedade para
estabelecer medidas afetas à segurança pública.

, a alternativa B de fato tem fundamento em julgado recente do Tribunal. Vejam:

Lei de iniciativa parlamentar que prevê instalação de câmeras de segurança em escolas públicas é constitucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou jurisprudência dominante no sentido de que não invade a competência
privativa do chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para os cofres municipais, não trate da estrutura
ou da atribuição de órgãos do município nem do regime jurídico de servidores públicos. A matéria foi apreciada no
Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 878911, de relatoria do ministro Gilmar Mendes, que teve repercussão geral
reconhecida pelo Plenário Virtual do STF.

No caso dos autos, o prefeito do Rio de Janeiro ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça estadual (TJ-
RJ) buscando a invalidade da Lei Municipal 5.616/2013, que prevê a obrigatoriedade de instalação de câmeras de segurança em
escolas públicas municipais e cercanias. Na ação, sustentou que a lei apresenta vício formal de iniciativa, pois decorreu de
proposta do Legislativo local, situação que usurparia a competência exclusiva do chefe do Executivo para propor norma sobre
o tema. O TJ-RJ julgou procedente a ação, declarando a inconstitucionalidade da lei. Em seguida, a Câmara Municipal interpôs o
recurso analisado pelo STF.

Lei de iniciativa do Legislativo estadual obriga bares, lanchonetes, restaurantes, cantinas e quiosques, que funcionem
em estabelecimentos de ensino da rede particular, a divulgarem as informações nutricionais pertinentes aos
alimentos que comercializam. A Associação Nacional de Restaurantes ajuíza Representação de Inconstitucionalidade
perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça estadual, arguindo a inconstitucionalidade da mencionada lei por
ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na proteção devida aos direitos do consumidor.

A Procuradoria da Assembleia Legislativa rebate o alegado vício material com base em que:

a divulgação de informações nutricionais sobre alimentos servidos em escolas protege o direito do consumidor em
matéria pertinente à dignidade das pessoas, daí sua razoabilidade;

A forma federativa de Estado é cláusula pétrea, porque a Constituição Federal de 1988 veda a possibilidade de emenda
constitucional tendente a aboli-la, não fazendo o mesmo em relação à forma de governo, que constitui princípio
sensível da ordem federativa, podendo ser autorizada intervenção federal no ente federado que a desrespeitar.
As bancas adoram dizer que o Princípio Republicano é Cláusula Pétrea, no entanto ele não se encontra listado no rol das
cláusulas pétreas do Art. 60, §4º da CF/88. .

Mas, para parcela dos constitucionalistas e a interpretação do STF afirmam ser cláusula pétrea implícita!!

Conclusão:

Segundo a CF o princípio republicano NÃO é cláusula pétrea.

Segundo o STF o princípio republicano É cláusula pétrea implícita.

"Na relevância e na urgência,

O presidente pode adotar...

A MP que tem vigência...

60 dias a prorrogar...

MP não vai dispor...

Matéria de Lei Complementar...

Processo Civil, Processo Penal,

Penal, Eleitoral, nem o gás pode explorar..."

ART. 25, §2º, CF: Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma
da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.