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GASTROSTOMIA

PROTOCOLOS e CONDUTAS EM PEDIATRIA

Karin E. Rogenski, Noemi M. B. Rogenski,


Cleide M. C. Baptista, Rosana S. Vilarinho,
Luciana I. Iida
A Gastrostomia (GTT) é um método utilizado para administração de nutrição enteral prolongada em pacientes com
trato gastrointestinal funcionante, mas incapazes de receber aporte nutricional por via oral. A substituição da Sonda
nasoenteral (SNE) pela GTT é frequente, pois o uso prolongado propicia irritação laríngea, necrose nasal, sinusite, além do
aumento do refluxo de secreção gástrica. Em pediatria a indicações mais comuns são mal formações congênitas, fístulas,
ingestão de substância abrasiva, problemas respiratórios graves de causa neurológica e como via de suplementação
alimentar em doenças crônicas e debilitantes. A sistematização desses cuidados, pelo enfermeiro, requer organização,
avaliação, planejamento e implementação e orientação às pessoas envolvidas nesse processo. As complicações podem
dividir-se em maiores (fístulas, hemorragias, exacerbação de doença do refluxoesofágico, obstrução intestinal, sepse,
perfuração transgástrica, vazamento peritonial do conteúdo gástrico) e menores (hiperemia, granuloma, vazamento de dieta
pela inserção, ostoma dilatado, monília, alergia ao silicone, deslocamento da sonda). A maioria dessas complicações são
passíveis de intervenção da enfermagem para minimizar os sintomas ou tratar a complicação, dependendo da gravidade.
OBJETIVO: Apresentar o protocolo de gastrostomia elaborado e
implementado pelo grupo de estomaterapia do Hospital Universitário
de São Paulo (HU-USP), sistematizando as ações de enfermagem.

METODOLOGIA: O protocolo de gastrostomia foi elaborado pelo


grupo de estomaterapia do (HU-USP), e implementado inicialmente
na unidade pediátrica, e posteriormente nas demais unidades do
hospital. Esse protocolo contem condutas de enfermagem, incluindo
manuseio com o tubo gástrico e padronização da assistência à
complicações menores.

Protocolo de gastrostomia
1. Realizar higiene da pele periestoma com água morna e sabonete com pH ácido, três vezes ao dia e sempre que
necessário;
2. Aplicar protetor cutâneo ou creme barreira,
3. Se necessário, aplicar curativo de espuma de poliuretano entre a pele e roldana,
4. Manter roldana da sonda bem ajustada à pele/espuma de poliuretano.
5. Em presença de granuloma:
Realizar higiene da pele periestoma com NaCl 20%, manter gaze embebida com a solução por 10 minutos, três vezes
ao dia, secar a pele ao retirar a compressa.
6. Em presença de vazamento de dieta pela inserção:
Verificar a quantidade de água destilada no balão da sonda gástrica e se necessário trocá-la, manter o volume total
indicado no dispositivo da sonda, enfatizar ítens 01 a 04.
7. Em presença de estoma dilatado:
Esvaziar o balão da sonda; retirar a sonda no período da noite, fazendo curativo oclusivo no local; manter ocluído por
seis a oito horas, para que a o estoma contraia e diminua o seu diâmetro. Após este período, repassar a sonda
utilizando xilocaína gel; preencher o balão com água destilada conforme indicação do fabricante, enfatizar ítens 01 a
04.
8. Em presença de monília:
Realizar higiene da pele periestoma com água boricada a 3%, no mínimo três vezes ao dia;
Se persistir: Aplicar hidrofibra com prata na inserção da gastrostomia, cobrir com gaze e fita microporosa com trocas
a cada três dias ou sempre que necessário, enfatizar ítens 01 a 04.
REFERÊNCIAS
Vilarinho RSC, Rogenski NMB, Rogenski KE. Gastrostomia: como cuidar. In: Cesaretti IUR, Paula MAB, Paula PR. Estomaterapia: Temas Básicos em Estomas. São Paulo: Ed. Cabral; 2006. p. 243-50. DeLegge MH. Percutaneous
endoscopic gastrostomy (PEG) tubes: Placement and routine care. [Uptodate: maio, 2013] Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/percutaneous-endoscopic-gastrostomy-peg-tubes-placement-and-routine-care.

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