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INSTITUTO FEDERAL GOIANO – IFGOIANO

Dra. Cássia Cristina Fernandes Alves.

ANÁLISE DE TEMPERATURA, MASSA E VOLUME COM


METÓDOS EXPERIMENTAIS.

Rio Verde,
2012
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ÍNDICE
INTRODUÇÃO 3

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4

PARTE EXPERIMENTAL 5

RESULTADOS E DISCUSSÕES 6

CONCLUSÃO 7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8

ANEXOS 9
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Introdução

As experiências que são realizadas em laboratório levam em questão o tipo de análise


que está sendo realizada, ou seja, se é quantitativa ou qualitativa. São necessários, também,
conhecimentos sobre volume, massa e temperatura.

Há análises que são classificadas como qualitativas, que testam se há tal substância em
um componente e em uma reação e quantitativas que analisam a quantidade de substância que
está presente no estudo em questão. O volume e a massa são classificados como análises
quantitativas.

A temperatura de uma solução é medida com o uso de termômetros. Os instrumentos


de laboratórios são de suma importância. Com o uso deles obtém-se exatidão nas medidas e
facilita-se o processo de comparação.

Dentre estes instrumentos tem-se o béquer, usado principalmente para fazer reações
entre soluções, dissolver substâncias sólidas e efetuar reações de precipitação. A pipeta
volumétrica usada para medir volumes assim como, a proveta volumétrica.

Em um laboratório utilizam-se resultados que podem ser classificados como de


precisão ou de exatidão. Resultados são classificados como precisão quando há um grau de
variação nos resultados da medição e classificados como resultados de exatidão quando não se
obtém variação entre os resultados e outros resultados usados como padrões.

Este trabalho tem como objetivos o aprendizado de técnicas para medidas de volume,
temperatura e massa, diferenciar vidrarias volumétricas, utilizar algoritmo significativo, e
distinguir o significado de precisão e exatidão.
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Revisão bibliográfica

Rosenberg (2003) diz que a temperatura é a propriedade de um corpo que determina o


fluxo de calor, desse modo, a temperatura mantém-se constante quando não há mais fluxos de
calor sendo transferido de um corpo para o outro.

Conforme Sackheim e Lehman (2001), volume é o espaço que um corpo ocupa. É


utilizado para determinar densidade, concentração e outros. Na parte teórica o volume é
essencial para a formulação correta de uma solução, principalmente.

“A pipeta é usada para medir e transferir volume de líquidos. Não pode ser aquecida,
pois possui grande precisão de medida” (BONTURIM, 2008).

“A proveta serve para medir e transferir volumes de líquidos. Não pode ser aquecida”
(BONTURIM, 2008).

Conforme Robaiana, experimentos que dependem de volume e são realizados com o


auxílio da pipeta volumétrica apresentam maior exatidão que estes mesmos experimentos
realizados com a proveta volumétrica.
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Parte Experimental

Primeiramente, foi colhido em um béquer uma amostra de 200mL de água, medida


pelo termômetro com temperatura de 24°C. Acrescentaram-se três pedras de gelo irregulares e
misturou-se a solução com um bastão de vidro. Em seguida a cada minuto foi medido a
temperatura até que ela ficasse constante. Esta analise foi realizado duas vezes para
confirmação de dados.

Utilizou-se uma proveta de 50mL com 100 gotas de água à temperatura de 24°C.
Mediu-se seu volume e sua massa, procedimento realizado três vezes.

Em uma proveta de 50mL colocou-se 10mL de água à temperatura de 24°C. Estas


10mL foram transferidas para um béquer de 50mL, que havia sido pesado vazio, e conferiu-se
o novo peso do béquer. Após, mediu-se 10mL de água na pipeta volumétrica, adicionando a
água no béquer vazio e pesando-o novamente. Este procedimento foi realizado duas vezes e
com ele foi calculado a densidade.
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Resultados e Discussões

O primeiro experimento realizado relacionou-se com a mudança de temperatura em


função do tempo. O béquer com água e pedras de gelo foi estudado medindo-se sua
temperatura a cada minuto. No gráfico 1, vê-se os resultados obtidos. Percebe-se que em um
dado instante a temperatura da água mantém constante.

Comparando-se os gráficos 1 e 2, observa-se que no gráfico 1, a temperatura


permaneceu constante no valor de 16°C, e no gráfico 2 o valor no qual a temperatura não se
alterou foi 14°C.

O segundo experimento realizado obteve, conforme mostrado na tabela 1, na primeira


análise massa de 36, 1127g de água. Na segunda análise massa de 36, 1128g de água. E na
terceira, 36, 0459g de água, com variações de volume sendo de 9 mL, 9 mL e 8 mL,
respectivamente.

Com os dados desta tabela, calcularemos a massa encontrada em 1 gota de água de


cada análise realizada. Usa-se regra de três simples e encontra-se que para a primeira linha da
coluna, ou a primeira análise a massa de uma gota de água é 0, 361127g. Para a segunda
análise a massa é 0, 361128g e para a terceira análise é 0, 360459g.

Para o terceiro experimento realizado, procurava-se definir se a medição de volume é


mais exata com o uso da pipeta ou da proveta. Analisando as tabelas 2 e 3, verificamos que a
menor variação de volume entre uma análise e outra foi encontrada com o uso da pipeta
volumétrica.

Para o experimento com a pipeta calculando a densidade obtêm-se os dados da tabela


4. Para o experimento da proveta a densidade encontrada está demonstrada na tabela 5. A
densidade de uma substância varia em relação com a variação da temperatura e esta é
calculada pela razão entre a massa da solução e o volume da solução analisada. Nos
resultados da tabela 4 e 5, o volume utilizado para os cálculos foi de 10mL de água, e a massa
usada está indicada nas tabelas 2 e 3, respectivamente.
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Conclusão

Conclui-se, com os dados obtidos, que a temperatura de uma solução diminui até que
seja alcançado o seu ponto de equilíbrio entre as trocas de calor. Para que um resultado seja
comprovado o experimento deve ser realizado repetidas vezes e os seus resultados devem ser
comparados. Para a medição de volume o uso da pipeta terá maior exatidão quando
comparada com o uso da proveta volumétrica. Por fim, a densidade de uma substância varia
de acordo com a temperatura que esta se encontra.
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Referências Bibliográficas

BETTELHEIM, Frederick A; et all. Introdução à Química Geral. Cengage Learning, 2011.


340 p.

BONTURIM, Everton. Manual de vidrarias e equipamentos de laboratório. 2008.


Disponível em:
<http://expericiencias.wikispaces.com/file/view/MANUAL+DE+VIDRARIAS+E+EQUIPA
MENTOS+DE+LABORATORIO.pdf>. Acesso em: 24 maio 2012.

SACKHEIM, George I.; LEHMAN, Dennis D. Química e bioquímica para ciências


biomédicas. Manole, 2001. 644p.

ROBAIANA, José Vicente Lima. Unidades Experimentais de Química. Ulbra, 2002. 200p.

ROSENBERG, Jerome L. Química Geral. Bookman, 2003. 368 p.


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Anexos

Gráfico 1: Variação de temperatura x tempo


25

20
Temperatura (°C)

15

10

0
15:44 15:45 15:46 15:47 15:48
Tempo (h)

Gráfico com dados da primeira análise realizada para o primeiro experimento. Relaciona a diminuição da
temperatura com a variação de instantes, até a temperatura permanecer constante.

Gráfico 2: Variação de temperatura versus tempo


15.2
15
14.8
Temperatura (°C)

14.6
14.4
14.2
14
13.8
13.6
13.4
15:53 15:54 15:55 15:56
Tempo (h)

Gráfico com dados da segunda análise realizada para o primeiro experimento. Relaciona a diminuição de
temperatura com a variação dos instantes.
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Tabela 1: Verificação de massa.

Quantidade de Massa (g) Volume (mL)


água
100 gotas 36, 1127g 9 mL
100 gotas 36, 1128g 9 mL
100 gotas 36, 0459g 8 mL

Tabela 2: Medição de volume pela proveta volumétrica.

Proveta contendo 10 mL de água Massa (g)


Primeira análise 45, 2335g
Segunda análise 45, 8281g

Tabela 3: Medição de volume pela pipeta volumétrica.

Pipeta contendo 10 mL de água Massa (g)


Primeira análise 34, 1712g
Segunda análise 34, 4378g

Tabela 4: Densidade encontrada para a proveta.

Densidade (g/cm³)
Primeira análise 4, 52335g/cm³
Segunda análise 4, 58281g/cm³

Tabela 5: Densidade encontrada para a pipeta.

Densidade (g/cm³)
Primeira análise 3, 41712g/cm³
Segunda análise 3, 44378g/cm³

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