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Relatório da visita de estudo a Sintra

Sintra na obra de Eça de Queiroz

De:
Para:
Relatório da visita de estudo realizada a Sintra
Data da visita: 4 de Maio de 2005

A saída da escola em direcção a Sintra, ocorreu por volta das 8.45h


da manhã do dia 4 de Maio. Chegamos a Sintra por volta das 9.35h, o que
ainda nos deu tempo para dar uma volta pela vila de Sintra antes da visita
que tinha inicio marcado para as 10 horas. O encontro ficou marcado, em
frente ao Palácio Valenças, situado no nº1, da Rua Visconde de
Monserrate.

Palácio Valenças

As 10 horas em ponto, tinhamos à nossa espera, em frente ao Palácio


o nosso guia, o Sr. José Gonçalves, que nos conduziu até uma sala no
interior do palácio, com aparência de sala de tribunal, toda forrada em
madeira , com o tecto trabalhado, colunas de madeira, e grandes portas de
vidro a que se dava o nome de Sala da Nau. A Sala da Nau é uma sala
revitalista onde se realizam as reuniões da Câmara.

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Quadro de azulejo existente
na parte da frente do palácio.

O Sr. Gonçalves é um conhecedor de toda a história de ‘‘Os Maias’’,


e começou por nos resumir a grande analepse existente nos primeiros
capítulos do obra de Eça de Queiroz. O Sr. Gonçalves acha que é muito
importante perceber a analepse para compreender certos acontecimentos e
alguns comportamentos de certas personagens da obra e para perceber o
problema principal da obra, o incesto (relacionamentos amorosos entre
pessoas com relações sanguíneas de primeiro grau) entre Carlos Eduardo e
Maria Eduarda.

A grande analepse retrocede no tempo 55anos, para nos levar ao ano


de 1820, e nos dar a conhecer a juventude de Afonso da Maia, que por ser
revolucionário, acaba por ser expulso de casa por seu pai, Caetano da Maia,
que o manda para uma casa da família no Douro, a Quinta de Santa Olávia.
Após a morte de seu pai, Afonso regressa a Lisboa, onde conhece Maria
Eduarda Runa, com quem acaba por casar e de quem tem um filho, Pedro
da Maia. Após a policia fazer uma revista á casa de Benfica, Afonso decide
ir com a sua família para Inglaterra. Maria Eduarda manda levar um padre
para tratar da educação de Pedro, pois achava que nas escolas não havia
religião. Pedro teve uma Educação baseada na cartilha e resguardada nos
miminhos da mamã que, mal via o menino atravessar a porta em direcção á
rua, corria para o tapar do frio. Após regressarem para Lisboa, Maria

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Eduarda Runa morre, o que deixa Pedro desesperado. Esse desespero só
termina, quando Pedro conhece Maria Monforte, a filha de um negreiro,
que queria a todo o custo ser aceite pela sociedade Lisboeta, que a rejeitava
pelo passado de seu pai. Pedro contra a vontade de seu pai casa com Maria
Monforte de quem tem dois filhos, o primeiro uma menina de nome Maria
Eduarda, o segundo Carlos Eduardo que iria ser o ultimo Maia. Na casa da
família em arroios, faziam-se festas e tudo corria bem, até Maria se
apaixonar por um Italiano chamado Tancredo que Pedro acolhe em sua
casa como pedido de desculpa por o ter atingido na caça, e com quem
Maria acaba por fugir levando apenas a sua filha mais velha e deixando
com Pedro o mais novo. Desesperado Pedro pede auxilio a seu pai, que o
recebe de braços abertos em Benfica, mas devido à sua fragilidade Pedro
não aguenta e acaba por se matar na mesma noite. Com Maria fugida e o
filho morto, cabe a Afonso cuidar da educação de Carlos, partindo assim os
dois para Santa Olávia.
Carlos recebe uma educação á inglesa que é baseada no cumprimento
de horários, no exercício físico e no inglês, uma educação com método
segundo Afonso da Maia. Carlos desde pequeno que dorme sozinho e toma
banhos frios todas as manhãs Com educação oposta aparece-nos
Eusébiozinho, filho de D. Eugénia Silveira que tem uma educação baseada
na cartilha, no latim e na poesia que não larga as saias da mamã e da titi D.
Ana Silveira.
Após alguns anos Carlos vai para Coimbra onde se forma em
medicina. Acabado o curso Carlos decide ir habitar Lisboa e para isso
mandão restaurar uma das casas da família, O Ramalhete casa que segundo
as lendas era sempre fatal para todos os Maias.
Assim termina a analepse.

Em Lisboa, Carlos monta um laboratório e até chega a dar uma ou


outra consulta, mas a sua vida de médico não corre lá muito bem. Carlos é
conhecido em Lisboa como um homem elegante e com muito bom gosto.
É no VI capitulo, à entrada do Hotel Central, que Carlos vê Maria
Eduarda pela primeira vez. Carlos, homem de aventuras amorosas e amores
ilícitos, com jeito para a arte, ao ver aquela mulher alta, loira com passo de
deusa fica fascinado, a partir daí, não faz outra coisa se não procura-la e é
com essa intenção que um pouco mais tarde, no capitulo VIII, Carlos e
Cruges vão a Sintra.

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O Sr. Gonçalves falou-nos também, numa personagem que é
caracterizada por Eça de Queiroz como sendo: ‘‘um rapaz baixote, gordo,
frisado como um noivo da província...’’, esta personagem é Dâmaso
Salcede, que vai ser o novo rico da história. Esta personagem vai ser
importante, pois é este Dâmaso, que descobre que Carlos Eduardo e Maria
Eduarda são irmãos. Dâmaso vai criar ou estar envolvido em alguns dos
obstáculos que se atravessam no caminho de Carlos e Maria Eduarda.

Chegamos por fim, depois de toda esta explicação sobre a história,


ao capitulo que nos levou a Sintra, o capitulo VIII. Neste capitulo Carlos
acompanhado pelo maestro Cruges vai a Sintra procurar Maria Eduarda. O
maestro pertencia á Burguesia Lisboeta e tinha ido a Sintra pela última vez,
quando tinha apenas 9 anos, pelo que tinha a ideia de Sintra como que
cheia de rochas e de nascentes de águas limpas.
Sintra era um grande ninho de amor , onde as fidalgas se entregavam
aos poetas. Todo o caminho que ligava Lisboa a Sintra era em estrada
batida, e nem os transportes tornavam a viagem mais confortável, pois só
as pessoas que tinham dinheiro podiam andar de Bresck, os mais pobres
andavam em seges, tipóias, caleches, diligencias e ónibus.

A viagem de Carlos e Cruges a Sintra não começou da melhor


maneira, pois o maestro tinha mudado de casa e não tinha avisado Carlos.
Já não habitava a Rua das Flores, morava na Rua de S. Francisco, a actual
Rua Ivens. Com a preocupação de se levantar cedo o maestro estava
atarantado, e como já fazia muito tempo que já não ia a Sintra estava na
expectativa.
Partiram rumo a Sintra no Breack de Carlos. Pelo caminho pararam
na Porcalhota (actual Amadora), pois Cruges queria provar o famoso
coelho guisado, mas como era muito cedo teve de se contentar com uns
ovos com chouriço. Carlos bebeu apenas uma chávena de café, para fazer
companhia ao maestro, pois o que ele queria era chegar a Sintra e estar
perto de Maria Eduarda.

Com a chegada a Sintra de Carlos e de Cruges, terminaram as


explicações dadas pelo Sr. Gonçalves dentro da Sala da Nau, era chegada a
hora de ir para a rua, e iniciar o nosso passeio a caminho de Seteais.

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‘‘Este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres,
patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas
janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés,
frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes,...’’
‘‘Os Maias’’ Capitulo VII

Palácio Nacional de Sintra

É desta forma que Eça descreve no capitulo VIII o Palácio nacional


de Sintra, a nossa primeira paragem, após termos saído do Palácio
Valenças.
Aqui o Sr. Gonçalves lembrou-nos que Sintra não aparecia no livro
‘‘Os Maias’’ apenas no capitulo VIII, pois mais tarde no capitulo XIV,
Dâmaso virá para Sintra com os Cohen, e ficarão instalados no Hotel Vítor,
pertencente a Vítor Sacetti. Quem ficará neste Hotel por uns tempos é
também Eusébiozinho.

Saímos da escadaria em frente ao palácio onde nos encontrávamos, e


seguimos em direcção ao antigo Hotel Nunes, onde Carlos e o maestro
pretendiam ficar hospedados. Mas devido ao Hotel ter sido vendido a uma
cadeia Hoteleira em 1973, tem agora novo nome, Hotel Tivoli Sintra.

No Hotel Nunes, Carlos encontra Eusébiozinho e o jornalista Palma


Cavalam, que estavam acompanhados por duas senhoritas espanholas, a
Lola e a Concha. Mas Eusébiozinho diz para disfarçar que estão ambas
com o seu amigo Palma, o que irrita muito Concha pois sente-se ofendida
por Eusébiozinho ter vergonha de dizer que a tinha trazido a Sintra.

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Esta episódio da obra de Eça de Queiroz mostra-nos como a
Educação de Eusébiozinho falho, pois este não tem coragem de assumir os
seus próprios actos.
A educação de Carlos falha já no fim do romance, quando Carlos já
sabendo que Maria Eduarda é sua irmã, deixa os seus sentimentos, o seu
amor falar mais alto, e se entrega nos braços da amada.

(a entrada do hotel) (as traseiras do hotel)


Hotel Tivoli Sintra

Existem em Sintra, algumas coisas que com o passar dos anos,


sofreram alterações. A antiga Praça Rainha D. Amélia tem agora o nome de
Praça da República. O número de hotéis em Sintra passou de 27 para
apenas 6. Em 1911 com a República a cadeia saiu da vila de Sintra e com
ela desapareceram os presos a pedir esmola entre as grades da cadeia. O
local onde era a cadeia, é actualmente a estação dos correios.
Desapareceram também os cães vadios e as crianças enxovalhadas e
em farrapos que garotavam pelos cantos da praça.
O Hotel Costa, é um hotel que existia em frente à cadeia e que ainda
hoje permanece no mesmo lugar.

Seguimos em direcção ao Hotel Lawrence’s, hotel luxuoso e de


grande requinte, onde ficavam os aristocratas e os filhos dos homens ricos.
O hotel foi construído em 1780, e apesar de Ter sofrido algumas
restaurações a estrutura do hotel mantém-se até hoje. Este hotel pertence a
Jan Lawrence Orame e fica situado perto da Vila de Sintra, na estrada que
segue para Seteais.

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Existem em frente do hotel umas escadinhas que se designam Led
Byron, o nome de um escritor romântico para quem Sintra era um novo
paraíso.

Hotel Lawrence’s

Hotel Lawrence – entre finais


do séc. XIX e princípios do séc. XX

Até ao capitulo XI Eça de Queiroz, vai criando obstáculos entre


Carlos e Maria Eduarda. Como exemplo disso temos, o par de botinas que
secavam á janela do hotel Lawrence’s, o som da flauta que saia do
Lawrence’s ou até a caleche onde Carlos pareceu ver Maria Eduarda, mas
que ao perto se apercebe que estava enganado e que faz uma nuvem de
fumo de onde aparece Alencar.
Cruges fica apaixonado por Sintra, e por momentos até tem a ideia
de: ‘‘habitá-la com uma mulher, um piano e um cão terra-nova’’.

Um pouco mais acima encontramos uma pequena cascata de águas


limpas, musgo, heras, que vem mostrar ao maestro que Sintra não é só
coisas velhas e que lhe dá vontade de subir até Seteais.
Logo depois da cascata podemos ver do lado o começo da Quinta da
Regaleira, que se estende do lado esquerdo até praticamente Seteais. Um
pouco mais á frente a Quinta do relógio.

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Logo no principio da Quinta da Regaleira encontramos, dois portões
com muita simbologia. Um em metal que está aberto para a vida e um em
cimento que está fechado para a morte.

Portões simbólicos da Quinta da Regaleira

A construção da Quinta da Regaleira mistura três estilos


arquitectónicos, o estilo manuelino, o barroco e o gótico que originam a
chamada Arte Nova.
A Quinta que começa logo depois das cascatas, termina pouco antes
da chegada ao Palácio de Seteais com a casa das cavalariças mandada
construir por Carvalho Monteiro, que tendo vários cavalos mandou
construir esta casa toda tapada para os cavalos para que estes não ficassem
doentes, nem apanhassem chuva.

Quinta da Regaleira

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Quinta do Relógio

A Quinta do Relógio situada mesmo em frente à entrada principal da


Quinta da Regaleira tem um jardim que também já se vê pouco depois da
cascata. É uma Quinta do final do século XVIII, que pertenceu ao rei D.
Carlos e à rainha D. Amélia. A Quinta tem um estilo árabe romântico. Na
altura da nossa visita a Quinta do Relógio estava em fase de restauro o que
não nos permitiu ver o belo relógio que dá nome à Quita, mas podemos
observar cá de cima, os seus belos jardins, as belas flores e os animais.

A sociedade Lisboeta que è representada na obra de Eça de Queiroz,


foi uma sociedade de Ócio, de pessoas com poucas preocupações
financeiras e com pouca vontade de trabalhar, de investir no futuro. È este
espirito que está presente em Carlos da Maia e que de forma indirecta o
leva a não terminar nunca os seus planos profissionais.

Palácio de Seteais

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Depois de subirmos mais um pouco chegamos ao local onde iria
acabar a nossa visita, o Palácio de Seteais.
Sentamo-nos nas escadas que se situam mesmo de frente do Palácio,
para falarmos um pouco de lendas e de acontecimentos que fogem um
pouco à história de ‘‘Os Maias’’.

O Penedo da saudade, é uma rocha muito pequena, que fica num


jardim do interior do Palácio de Seteais, este penedo, tem várias lendas
Conta a lenda que, na conhecida Quinta dos Seteais, em Sintra, esteve
cativa e lá morreu, depois de muito penar, uma formosa princesa moura
que, pouco antes de expiar, deu nada menos de sete ais muito sentidos e
profundos. Da junção daquelas duas palavras – sete ais – nasceu, diz o
povo da região o nome do sítio - Seteais

O Sr. Gonçalves contou-nos também uma história muito engraçada,


pois parece que na altura em que Eça escreveu o seu livro ‘‘Os Maias ’’,
existia um escritor romântico, chamado Bulhão Pato, que se viu retractado
na personagem de Tomáz de Alencar como sendo um poeta ultra romântico
que gosta de cozinhar. Eça de Queiroz escreveu o livro ‘‘As notas
Contemporâneas’’, como forma de resposta a tudo o quanto foi dito por
Bulhão Pato sobre o livro e sobre a personagem.
O Sr. Gonçalves relembrou-nos também que a época que Eça de
Queiroz escreveu o livro ‘‘Os Maias’’ entre 1882-1888, coincide com dois
acontecimentos históricos, o ultimato inglês e o mapa cor-de-rosa ano de
1886.

Mapa cor-de-rosa

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Quantos luares eu lá vi?
Que doces manhãs d’Abril?
E os ais que soltei ali
Não foram sete mas mil!
Capitulo VIII, poema dedicado
por Alencar ao Palácio de Seteais.

Vieste! Cingi-te ao peito.


Em redor que noite escura!
Não tinha rendas o leito,
Não tinha lavores na barra
Que era só a rocha dura...
Muito ao longe uma guitarra
Gemia vagos harpejos...
(Vê tu que não me esqueceu)...
e a rocha dura aqueceu
ao calor dos nossos beijos!
Capitulo VIII, poema dedicado
por Alencar ao Penedo da Saudade.

Apesar de nos dias de hoje, o Palácio de Seteais se encontrar em boas


condições, na obra de Eça de Queiroz, Cruges fica triste e desapontado com
o seu estado de conservação.

‘‘ Cruges teve uma desilusão diante daquele vasto terreiro coberto


de erva, com o Palácio ao fundo, enxovalhado, de vidraças partidas, e
erguendo pomposamente sobre o arco em pleno céu, o seu grande escudo
de armas’’

Palácio da Pena

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(visto de Seteais)
Já depois de atravessar o arco Alencar chama a atenção a Cruges
para tão bela imagem do Palácio da pena que se tem através do arco.

‘‘No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra,


brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição
fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor.
Era no primeiro plano o terreno, deserto e verdejando, todo salpicado de
botões amarelos; Ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera
nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem
reluzente; e emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque
assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando num relevo
nítido sobre o fundo do céu azul claro, o cume airoso da serra, toda cor de
violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no
alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar, e as
cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro...’’

Eça de Queiroz descreve a visão do Palácio como se estivesse


sentado, no Palácio de Seteais sentado a olhar a vista que o arco nos dá, e
escrevendo passo a passo todos os pormenores que vê, descrevendo
exactamente o que vê.

Palácio da Pena

Dotado de uma educação muito completa, o futuro D. Fernando II


enamorou-se rapidamente de Sintra e, ao subir a Serra pela primeira vez,
avistou as ruínas do antigo convento de frades hieronimitas, originalmente
construído no reinado de D. João II e substancialmente transformado com
D. Manuel I que, ao cumprir uma promessa, o mandou reconstruir, em
pedra, em louvor de Nossa Senhora da Pena, doando-o novamente à ordem
dos monges de S. Jerónimo, este foi destruído por um terramoto. O Rei D.
Fernando comprou as ruínas e requisitou os serviços do Barão Eschwege
para a construção do palácio de conto de fadas que é o Palácio da Pena.

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Cada cor diferente do Palácio simboliza um dono e construtor
diferente

Contou-nos também que o famoso vinho de Colares era um dos


vinhos mais apreciados por Eça de Queiroz, tanto que durante o tempo que
Eça de Queiroz viveu em Paris por ser lá consolo, comprava caixas de
garrafas de vinho de colares para que este nunca faltasse.

Eça de Queiroz Vinho de Colares

Ficamos a saber no final da nossa visita, que o Sr. José Gonçalves, o


nosso guia, que tanto nos ajudou para a elaboração do nosso relatório é
Licenciado em História, fez o seu Mestrado em Paleontologia (estudo de
fósseis animais e vegetais) e o seu Doutoramento em Codigologia.

Terminada a visita, tivemos tempo para passear mais calmamente no


regresso à vila, e para tirar fotografias, tivemos tempo até para comer
qualquer coisa. A hora marcada para estarmos todos juntos à espera da
camioneta que nos ia levar de volta para a escola, foi as 12.50h, e à hora
certa estávamos todos prontos a partir. Chegamos à escola por volta das
13.35h, e assim terminou a nossa visita de estudo a Sintra.

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Conclusão:
Acho que a visita correu muito bem, e que as duas turmas mostraram
que se sabem portar lindamente. Achei o Sr. Gonçalves, o nosso guia,
muito simpático, comunicativo e para além de tudo uma pessoa com grande
conhecimento a nível geral, principalmente no que se trata à obra de Eça de
Queiroz ‘‘Os Maias’’. Achei que foi bom para todos os participantes que
estiveram com atenção, pois o Sr. Gonçalves, tinha uma maneira muito
particular e simples, de explicar a história. Acho também que a visita foi
realizada com muito diversão por parte das duas turmas, em particular o
11ºH.

O trabalho tem em anexo algumas imagens que devem ser vistas


pela sua beleza.

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