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A IMPORTÂNCIA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NA ESCOLA

EDUCAÇÃO

Este trabalho discute como surgiu e qual é o papel do coordenador pedagógico no


cotidiano escolar frente sua atuação diversificada dentro da unidade escolar.

Resumo:

Este trabalho discute como surgiu e qual é o papel do coordenador pedagógico no


cotidiano escolar frente sua atuação diversificada dentro da unidade escolar, local do
exercício de liderança deste profissional, certamente se mostram pontuais na
organização e desdobramento das atribuições do coordenador em relação ao seu
papel, em relação ao seu compromisso teórico-metodológico, ao estabelecimento de
ensino um clima organizacional propício ao desenvolvimento de um trabalho
pedagógico que respeite as distintas vozes que se apresentam no âmbito escolar.
Por meio de uma revisão de literatura, de discussões e análise de vivências no
cotidiano da escola, selecionei alguns pontos recorrentes para a discussão do objeto
de estudo, o que me possibilitou a constatar que a prática pedagógica se constrói
pela contribuição de todos os atores sociais, cujo sujeito facilitador, pode ser
materializado, dentre outros, na figura do coordenador pedagógico.

Palavras-chave: como surgiu, formação de professores, coordenador pedagógico

INTRODUÇÃO

Este trabalho é resultado de algumas reflexões sobre minha prática como


professora, coordenadora e de minhas inquietações e inconformidade com algumas
situações do cotidiano escolar.

Sou professora há doze anos na rede estadual de ensino e efetiva há três anos. Fiz
o magistério e logo entrei para a faculdade de história em Mandaguari Pr, no ano de
2000 mudei com minha família para Mato Grosso em busca de trabalho, mas a
busca pelo saber não parou por ai fiz uma graduação em Educação ambiental,
mesmo sabendo que naquele momento meu esforço não seria valorizado
financeiramente. Sempre tive consciência da necessidade da busca de uma
formação mais ampla, que me fizesse compreender, através da teoria a pratica em
sala de aula.

Durante algum tempo questionei com minhas coordenadoras pedagógicas a forma


como atuavam, percebia a falta de argumentos, mesmo porque hoje compreendo
eram pessoas que não estavam preparadas para tal função, a interpretação errônea
do verdadeiro papel do coordenador pedagógico, sua valorização como profissional
contribui para que nas escolas ainda continue reproduzindo esse modelo pré
histórico de coordenar, sem qualificação e motivação para melhorar pois a
“gratificação” é insignificante diante da responsabilidade de um coordenador
pedagógico, posso dizer depois de tudo que pesquisei, o papel desse profissional é
fundamental para o bom desenvolvimento da aprendizagem escolar posso dizer que
dentro de uma escola o coordenador pedagógico é a pessoa mais importante, sem
ele não há um ensino de qualidade, foi para melhorar as minha habilidades como
coordenadora que busquei mais uma vez qualificação mesmo sabendo que a
valorização ainda está longe de ser a ideal, mas a forte do saber, e fazer com
qualidade não pode nunca parar ,pois ainda acredito que um dia essa tão sonhada
valorização profissional chegue.

COMO SURGIU E COMO É O DIA DE UM COORDENADOR PEDAGÓGICO.

A figura do coordenador pedagógico surgiu com as transformações na educação


entre as décadas de 70 a 90. A partir das transformações sociais, políticas,
econômica a mudança de valores, a fragilidade da educação, a desvalorização dos
profissionais provocou situações de desanimo na educação, resultada de políticas
educacionais formatadas e despejada nas escolas sem um planejamento, sem a
participação dos professores. O coordenador professor pedagógico surge em meios
a essas inovações educacionais voltadas para projetos diferenciados, mudanças,
porém sem nenhuma qualificação o que comprometeu o bom desempenho de sua
função. A figura do coordenador foi fruto de um de uma concepção progressista,
onde as novas formas de gestão escolar e processo ensino aprendizagem foram
postas em pratica. E hoje o coordenador convive com adversas condições de
trabalho faltam as condições objetivas, formação técnica, materiais favoráveis,
organização coletiva, entre outros fatores, prejudicando assim sua real função a de
coordenar, planejar e acompanhar todo o processo didático pedagógico .

Leva–se em consideração que o atual cenário educacional da gestão democrática


busca desenvolver uma gestão participativa, tendo o gestor e coordenador como o
mediador das ligações entre escola – comunidade – família, onde há relação
orgânica entre a direção e a participação dos membros da equipe escolar. O século
XXI inicia-se com uma bagagem cheia de incertezas políticas, ideológicas,
comportamentais. Essa situação se reflete também na escola, fazendo emergir
sensações de impotência e pessimismo nas pessoas que participam dessa
comunidade. Segundo Kuhn (1970), a superação de um paradigma, é lenta e
encontra grandes resistências. No período de transição convivem elementos do
velho e do novo paradigma que vai progressivamente substituindo, com vantagem,
representações, atitudes e procedimentos. Os novos paradigmas gerenciais
requerem funções descentralizadas, participativas, interdependentes e integradas. O
desenvolvimento organizacional depende da melhoria contínua dos processos de
gestão, apoio e de base. A eficiência dos processos depende dos referenciais e
recursos neles utilizados. Os recursos humanos são determinantes, pois sua
capacitação e motivação é que tornam possível o aumento da eficiência dos
processos. A vontade e a capacidade dos agentes organizacionais, em última
instância, configuram uma cultura organizacional de desenvolvimento, estagnação
ou regressão. Baseado nos estudos realizados, o resultado nos direciona para uma
observação mais profunda no que se refere aos processos de gestão participativa,
uma vez que queremos formar cidadãos conscientes, críticos responsáveis e
capazes de exercerem sua cidadania.

Para isso precisamos rever a formação pedagógica, articulando a entre as políticas


educacionais e as concepções de formação enquanto processos de construção
coletiva. Com as políticas de reestruturação, ou focalizadas a partir de 2003 essas
ações orientadas pelo governo ainda não obtiveram sucesso esperado, do meu
ponto de vista o que mais precisaria nesse momento seria o investimento no
material humano que faz parte desse processo ,resgatar a auto estima do
profissional da educação que apresentar resultados satisfatório no desempenho de
sua função através de projetos que tenha resultado no processo ensino
aprendizagem. Desse modo o PDE funcionaria como carro chefe onde gestão
coordenação e professor conseguisse ver a educação como um bem público,
infelizmente o sistema educacional brasileiro apresenta uma fragmentação de ações
e programas e, consequentemente das políticas educacionais que os
fundamentaram. Pensar na qualidade de ensino implica assegurar um processo
pedagógico pautado na eficiência, eficácia e efetividade social ,cultural e econômico
de modo a garantir o ingresso ,permanência e a qualidade em educação, para
formar o novo cidadão brasileiro.

Para que esse processo se efetive é preciso um trabalho coletivo, onde todos
estejam voltados pelo mesmo objetivo “uma educação de qualidade’’.

As multinações do coordenador pedagógico.

Nesse meio encontra a figura do coordenador se desdobrando em multinações em


seu dia escolar.

FALCÃO (1994:42) afirma:

Problemas ligados às características de vida do aluno, o seu ambiente familiar, às


suas relações com os pais, às suas condições de saúde e nutrição; igualmente
aspectos ligados à sua história escolar, seu aproveitamento em outras séries e
outras matérias, suas relações com outros professores e com colegas; todos esses
aspectos, ligados à vida do discente fora da sala de aula, interferem no seu
aproveitamento e, consequentemente no trabalho do professor.
desde conflitos ,sociais, econômicos, familiares, amorosos, violência, drogas,
gêneros entre tantos outros...Como substituir o professor que faltou, organizar e
agendar os horários de uso da biblioteca, ajudar os funcionários da Secretaria na
época da matrícula, controlar a entrada e a saída dos alunos e Infelizmente o
cotidiano do coordenador pedagógico passa bem longe do ideal, estamos tentando
resgatar o que deveria ser um coordenador, na atual condição onde nos
desdobramos para segurar a peteca de uma escola viva como a nossa de ensino
fundamental ,onde os alunos estão passando por um processo de metamorfose
típico da faixa etária de nossos educando, onde estão se descobrindo, deixando os
hábito de crianças para entrar na adolescência , temos que trabalhar não só o
aprendizagem mas de uma forma geral tudo ainda conversar com os pais daquele
garoto que vive brigando com os colegas ou mesmo pais que nunca vem nas
reuniões quando convocados. Várias demandas vão parar nas mãos dos
coordenadores pedagógicos. O resultado é que, atolados em afazeres, muitos
acabam não dando conta de sua função prioritária na escola: a formação contínua,
em serviço, dos professores.

E a atuação se torna sem foco nem é uma questão de falta de experiência, mas pelo
grande número de afazeres como ser: o braço direito do diretor, não só para os
assuntos pedagógicos mas também para os burocráticos e financeiros; dos
professores, que costumam elegê-lo como o melhor porta-voz para tratar com a
direção sobre todos os temas da categoria; dos pais, que não sabem direito qual é a
função dele; e das secretarias, que às vezes fazem convocações em excesso e o
obrigam a mal parar em seu local de trabalho.

O coordenador sabe qual é a sua função

Segundo Ana Maria Falcão de Aragão (1998), da Faculdade de Educação da


Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Eles não sabem os limites de seu
papel e, por isso, aceitam todas as demandas que lhe são dadas, fazendo coisas
demais por não ter a compreensão de que são, antes de tudo, formadores"
Isso prova que não sabemos, ou melhor, sabemos, mas não temos condições de
exercer somente a nossa função.

As tarefas que a coordenação acaba tomando para si poderiam ser passadas para
outro profissional, sobrando mais tempo para o que é primordial. Segundo Coelho
1996 Para as coisas funcionarem bem, deve existir um trabalho colaborativo, com o
envolvimento de todos”. Um exemplo é o atendimento de pais. "É função do
coordenador recebê-los quando se trata de questões pedagógicas", O ideal é que
funcionários da secretaria sejam capacitados para fazer uma triagem dos
telefonemas e dos pedidos. A escola também ganha ao estipular horários fixos para
o atendimento às famílias.

Já as secretarias podem se empenhar para melhorar as condições de trabalho nas


unidades, tanto no que diz respeito à estrutura física como na composição de
equipes, a fim de organizar e distribuir melhor as tarefas. "Alguns sistemas preveem
a presença de um profissional responsável por questões administrativas e pelos
processos burocráticos, criando uma divisão automática de atribuições".

Para Mozart Neves Ramos (2000), conselheiro do movimento Todos Pela Educação,
é preciso reconhecer a importância do coordenador na gestão escolar. "Ele é o líder
da aprendizagem, o responsável por obter bons resultados com o trabalho de
formação dos professores, e cada unidade de ensino precisa ter ao menos um
profissional", afirma. Ramos (2000) defende ainda ações de legitimação da função
no país. "No Plano Nacional de Educação 2011-2020, a meta que se refere à
profissionalização da gestão democrática nem cita o coordenador. Sem levar isso
em consideração, corremos o risco de ele trabalhar de forma desarticulada dos
objetivos da escola." Sem contar que a valorização do profissional deveria ser igual
do gestor, no entanto é inferior sendo ele tão importante no processo de ensino
aprendizagem do educando por que essa desvalorização?

E sua qualidade de vida a falta de tempo para a família?


Atualmente, estamos vivenciando um tempo de muitas mudanças, via de regra
impulsionadas pela consolidação do sistema capitalista de produção. Esta nova
configuração mundial tem tido reflexos na maneira como ocorre à divisão social do
trabalho. No campo educacional, mais especificamente, não tem sido diferente. As
relações de trabalho, na escola, têm sofrido modificações nas últimas décadas.
Assim, se na gênese da Coordenação Pedagógica, o supervisor era o “fiscal”, o
chefe que gerenciava a produção - tal qual ocorria na indústria - hoje em dia, almeja-
se que este se configure como o que auxilia e contribui para a melhoria do processo
ensino-aprendizagem, objetivando uma educação de qualidade. É nesta perspectiva,
que podemos afirmar que o cargo Coordenação Pedagógica é necessário no
ambiente escolar. Mas a realidade nos indica que, para se alcançar o papel a que se
propõe o Coordenador Pedagógico, hoje em dia, existe um longo caminho a ser
trilhado, uma vez que o almejável depende de compromisso social, condições
materiais favoráveis para o desenvolvimento do trabalho e de compromisso pessoal,
comprometimento dos profissionais da área com a sua profissão, para que esse
sonho seja concretizado.

Os coordenadores sabem o que deve ou não fazer como:

-Garantir a realização semanal do horário de trabalho pedagógico coletivo

-Organizar encontros de docentes por área e por série

-Dar atendimento individual aos professores

-Fornecer base teórica para nortear a reflexão sobre as práticas

-Conhecer o desempenho da escola em avaliações externas

O que não fazer:

-Conferir se as classes estão organizadas e limpas antes das aulas

-Fiscalizar a entrada e a saída de alunos


-Visitar empresas do entorno para fechar parcerias

-Substituir professores que faltam

-Cuidar de questões administrativas, financeiras e burocracias em geral.

O que nos falta são condições para isso, uma escola para desenvolver um bom
trabalho necessita de um psicólogo, psicopedagogo e um técnico em saúde ,isso
seria o ideal ,sabemos que existe parcerias mas são insuficientes, estamos findando
o ano letivo e depois de tantos problemas com determinados alunos no decorrer do
ano letivo conseguimos uma consulta por intermédio do conselho tutelar em uma
situação de risco com uma psicóloga. A escola não está preparada nem equipada
em sua estrutura física e humana para atender as problemáticas da civilização atual
que acompanham nossos alunos, que vão desde a sócios econômicas, fome,
estrutura familiar, gênero, drogas, violências entre outras. Assim se distribui um
coordenador “bom bril” (mil e uma utilidade), para atender os incêndios diários de
uma escola.

Segundo Bartman (1998,p.1):

o coordenador não sabe quem é e que função deve cumprir na escola. Não sabe
que objetivos persegue. Não tem claro quem é seu grupo de professores e quais as
suas necessidades. Não tem consciência do seu papel de orientador e diretivo. Sabe
elogiar, mas não tem coragem de criticar. Ou só critica, e não instrumentaliza. ou só
cobra, mas não orienta.

Discordo em parte de Bartman, nós sabemos qual deveria ser nossa função, o
problema é que por falta de uma equipe qualificada em suas áreas especificas ,nós
temos que ser multi uso dentro de uma escola e por conta de tantos afazeres
acabamos não executando a nossa verdadeira função.
Segundo Novoa (2001), a experiência não é nem formadora nem produtora.É a
reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação”.
O coordenador deve estar sempre preparado para mudanças e sempre pronto para
motivar sua equipe na formação do novo cidadão. O coordenador eficiente centraliza
as conquistas do grupo de professores e assegura que as boas idéias tenham
continuidade.Além do que se passa dentro das quatro paredes da sala de aula, há
muito mais a aprender no convívio do coletivo - no parque, no refeitório, na rua, na
comunidade. É preciso lembrar que só quem não está em classe, imerso naquela
realidade, é capaz de estranhar. E isso é ótimo! É do estranhamento que surgem
bons problemas, o que é muito mais importante do que quando as respostas
aparecem prontas.Só assim é possível que o coordenador efetivamente forme
professores (e esse é o seu papel primordial), diria que no dia-a-dia de uma
instituição educativa é preciso: dispor segundo certa ordem e método as ações que
colaboram para o fortalecimento das relações entre a cultura e a escola;organizar o
produto da reflexão dos professores, do planejamento, dos planos de ensino e da
avaliação da prática; arranjar as rotinas pedagógicas de acordo com os desejos e as
necessidades de todos; e ligar e interligar pessoas, ampliando os ambientes de
aprendizagem. Esse é o sentido de ser um bom coordenador, não de uma
instituição, mas de processos de aprendizagem e de desenvolvimento tão
complexos como os que temos nas escolas.

O TRABALHO DO COORDENADOR

O trabalho pedagógico deve ser orientado, um bom projeto e a execução do mesmo


é a intenção e a certeza de que a escola e seus profissionais realizem um trabalho
de qualidade. Ele será o resultado de reflexões e questionamentos de seus
profissionais sobre o que é a escola é hoje e o que poderá a vir a ser. Visando, a
inovação da prática pedagógica da escola para elevar a qualidade do ensino.

FALCÃO FILHO (1994:46) ressalta:


do aluno requer um conjunto de ações que apenas um docente não pode a
formação realizar; portanto o processo de ensino – aprendizagem não se alimenta
exclusivamente da contribuição individualizada de cada conteúdo ou professor
isoladamente; pelo contrário, além dessas contribuições individuais, há aquelas
provenientes do trabalho conjunto de todos os docentes e destes com os demais
profissionais da educação lotados na escola.

O trabalho do coordenador deve ser orientado e isso, exige um compromisso muito


amplo, não somente com a comunidade na qual se está trabalhando, mas consigo
mesmo. Trata-se de um compromisso político que induz a competência profissional
e acaba por refletir na ação do educador, em sala de aula, as mudanças almejadas.
Todavia, a tarefa do coordenador é muito difícil de ser realizada, exige participação
para a integração em sua complexidade.

Segundo Gandin (1983, p. 89), esta ação não é fácil, por que:

Exige compromisso pessoal de todos;

Exige abertura de espaços para a participação;

Há necessidade de crer, de ter fé nas pessoas e nas suas capacidades;

Requer globalidade (não é participação em alguns momentos isolados, mas é


constante);

Distribuição de autoridade;

Igualdade de oportunidades em tomada de decisões;

Democratização do saber.

Diante do exposto até aqui se conclui que a escola, é parte integrante da totalidade
social, não é um produto acabado. É resultado, dos conflitos sociais que os
trabalhadores vivem nas relações de produção, nas relações sociais e nas lutas de
classe. É também fruto das lutas sociais pela escola como lugar para satisfazer a
necessidade de conhecimentos, qualificação profissional, e de melhoria de suas
condições de vida enquanto possibilita melhores empregos e o acesso a uma maior
renda. Não se pode negar este direito aos trabalhadores, e, por isso, a escola
pública, apesar dos pesares, é um espaço de Educação Popular.

Contudo, caracteriza Brandão (1999,em seu artigo p.15):

A educação existe no imaginário das pessoas e na ideologia dos grupos sociais e,


ali, sempre se espera, de dentro, ou sempre se diz para fora, que a sua missão é
transformar sujeitos e mundos em alguma coisa melhor, de acordo com as imagens
que se tem de uns e outros.

O Papel da Escola

Para que a escola possa cumprir com este papel, será necessário investir na
mudança de atitude do seu professor, do coordenador, no sentido de criar condições
que favoreçam este elo, tendo como objetivo a valorização e a cultura do aluno e
busque promover o diálogo com a cultura. Sem dúvida, é imprescindível a presença
do coordenador, como instigador da capacitação docente, destacando a
necessidade de adquirir conhecimento e condições de enfrentar as dificuldades
próprias de sua profissão, como também, estar preparado para administrar as
constantes mudanças, no contexto escolar. Ressaltando que a LDB, no seu capítulo
IX afirma: “quando se fala em uma nova abordagem pedagógica (...) e avaliação
contínua do aluno, tudo isto exige um novo tipo de formação e treinamento ou
retreinamento de professores”.

A LDB no seu art. 22 afirma: “a educação básica tem por finalidade desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.
Lembrando que a escola deve trabalhar a educação, de maneira a ajudar de forma
intencional, sistemática, planejada e contínua para os alunos que a freqüentam. Esta
educação deve ser diferente da forma como fazem as outras instituições como: a
família, os meios de comunicação, o lazer e os outros espaços de construção do
conhecimento e de valores para convivência social.

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Deve, portanto, assumir explicitamente o compromisso de educar os seus alunos


dentro dos princípios democráticos. Ela precisa ser um espaço de práticas sociais
em que os alunos não só entrem em contato com valores determinados, mas
também aprendam a estabelecer hierarquia entre valores, ampliam sua capacidade
de julgamento e realizam escolhas conscientes, adquirindo habilidades de
posicionar-se em situações de conflito.

Como o fazer do Coordenador pode ajudar.

O coordenador tem a possibilidade de transformar a escola no exercício de uma


função realmente comprometida com uma proposta política e não com o
cumprimento de um papel alienado assumido. Deve antes de tudo, estar envolvido
nos movimentos e lutas justas e necessárias aos educadores. Semear boas
sementes, onde a educação se faz presente e acreditar veemente que estas surtirão
bons frutos.

A caracterização da coordenação precisa ser definida e assumida pelo Educador e


pelo coordenador. É uma opção que lhe confere responsabilidade e a tranqüilidade
de poder. O coordenador deverá ser capaz de desenvolver e criar métodos de
análise para detectar a realidade e daí gerar estratégias para a ação; deverá ser
capaz de desenvolver e adotar esquemas conceituais autônomos e não
dependentes, diversos de muitos daqueles que vem sendo empregados como
modelo, pois um modelo de coordenação escolar não serve a todas as realidades.

O coordenador possui uma função globalizadora do conhecimento através da


integração dos diferentes componentes curriculares. Sem esta ação integradora, o
aluno recebe informações soltas, sem relação uma das outras, muitas vezes
inócua.É preciso que os conteúdos sejam trabalhados por áreas de
conhecimento,sendo assim todos estarão interligados ou seja o conhecimento não
se da como se fosse uma caixa de fósforo ,abre para história e fecha para
português. No planejamento pedagógico, o foco do trabalho deverá estar na maneira
como se dará a sequência de aprendizagem dos conteúdos ao longo da
escolaridade é preciso fazer a adequação dos conhecimentos que precisam ser
trabalhados de forma articulada aos de outras áreas de conhecimento . É preciso
que se tenha uma sequência lógica dos conteúdos que darão continuidade aos da
fase anterior, garantindo ao aluno uma aprendizagem articulada e eficaz e ao
professor, a possibilidade de ações interdisciplinares.

Para que o conhecimento ganhe sentido transformador para o aluno é necessário ter
relação com a realidade por ele conhecida, e que os conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento sejam referidos à totalidade de conhecimento.

A função do coordenador dentro da gestão democrática

Acredita-se que uma das funções específicas do coordenador é a socialização do


saber docente, na medida em que há ela cabe estimular a troca de experiências
entre os professores, a discussão e a sistematização de práticas pedagógicas,
função complementada pelos órgãos de classe que contribuirá para a construção,
não só de uma teoria mais compatível à realidade brasileira, mas também do
educador coletivo.

Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o
trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade
para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter
sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática
Segundo Novoa (2001,p.13), “a experiência não é nem formadora nem produtora. É
a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a
formação” com esse pensamento, ainda é necessário destacar que o trabalho deve
acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar preparado
para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe. Dentro das diversas
atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo responsável, pelo
elo entre os envolvidos na comunidade educacional. A questão do relacionamento
entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática,
para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode
perder seu foco.

O coordenador precisa estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta
valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, essa
caminhada nem sempre é feita com segurança, pois as diversas informações e
responsabilidades o medo e a insegurança também fazem parte dessa trajetória,
cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos e
aperfeiçoar o processo de ensino – aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte
inesgotável de superação e valorização do profissional.

Assim, conseguiremos formar o novo cidadão dotado de capacidades e habilidades


para ser inserido na sociedade em que vive, mas para que isso ocorra, as escolas
devem se organizar em cima do que já tem, ou seja,conhecendo a realidade de seus
docentes, pois as escola participam dos mesmos problemas sociais, no entanto não
há receituário para solução dos mesmo,pois cada realidade escolar é
diferente,embora os problemas sejam parecidos.

A autonomia escolar

A autonomia escolar se conquista de acordo com o tempo, tempo de investigar,


tempo de planejar, tempo de executar.

O tempo de investigar é quando nos propomos a conhecer a realidade de nossos


alunos,não adianta falar em riquezas sabendo o contexto social em que ele
vive.Para desenvolver um bom trabalho na comunidade escolar,precisamos saber
quem são e quais são as necessidades de nossos educados.
Tempo de planejar é também o tempo de reciclar nossas idéias, buscar algo novo
somar ao que já sabemos desenvolver novas técnicas de aprendizagem, avaliar
nossa metodologia, inovar para não corrermos o risco de ficar na Pré historia.

Tempo de executar, é o tempo de por em prática tudo aquilo que idealizamos,


pesquisamos é um conjunto de ações que vão culminar no saber adquirido do
docente, ou seja, é um momento de satisfação profissional, onde podemos avaliar o
fruto de nosso esforço enquanto profissionais responsáveis e comprometidos com a
educação de qualidade.

O papel do coordenador pedagógico é assegurar através de varias ações que esses


tempos, necessário para o bom desenvolvimento escolar seja culminado no PPP e
que seja resultado da participação conjunta de professores, alunos, pais, equipe
pedagógica e os recursos disponíveis, e isso tudo resulte na formação cidadã do
educando.

De acordo com Suchodolski (1979, p.477),

O conhecimento da ciência pedagógica é imprescindível, não porque esta contenha


diretrizes concretas validas para hoje e para amanha; mas porque permite realizar
uma autentica analise critica da cultura pedagógica, o que facilita ao professor
debruçar-se sobre as dificuldades concretas que encontra em seu trabalho, bem
como superá-las de maneira criadora

A escola precisa ser de fato, o local do exercício da cidadania, para que isso
aconteça o acesso na escola não é suficiente, é preciso garantir a permanência do
educando tornando o sujeito aprendente capaz de assimilar e construir saberes com
a orientação dos professores, baseando sempre em princípios, valores éticos e
morais.

Os valores éticos e morais na profissão

A ética

Por ética, podemos entender que seja a persistente aspiração que amolda sua
conduta, sua vida, aos princípios básicos dos valores culturais de sua missão e seus
fins, em todas as esferas de suas atividades.

A sociedade moderna assiste a um processo tecnológico jamais imaginado, que


ultrapassa as previsões dos mais perspicazes futurólogos. O extraordinário
progresso técnico - cientifico e o avanço econômico-social, não são suficientes para
deter no homem contemporâneo certa angustia, que o afasta de si, do outro e da
auto realização.

Segundo Garrafa (1996, p.5), a massificação, através dos meios de comunicação e


da informática que por sua vez traz uma desagregação de certos valores que de
certa forma vinham conduzindo a maioria das pessoas e grupos humanos nos seus
posicionamentos morais básicos.

A consciência

A consciência é a mola das ações e das aferições da conduta humana. A


consciência é antes de tudo um estado de espírito, ela legisla o individuo na busca
do bem, quando também o premia e o pune quando do erro e o faz retornar o
caminho do bem.

A ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana perante os seus
semelhantes, etimologicamente, o termo do grego êthos que significa modo de ser,
caráter. Designa, dessa forma, filosófica sobre moralidade, isto é, sobre as regras e
os códigos morais que norteiam a conduta humana.

Elementos subjetivos

Sabemos que a ética baseia se em dois elementos essencialmente subjetivo: A


consciência e a liberdade. Assim, cada pessoa tem o poder de decidir e praticar
suas ações e ser por elas responsáveis. Só que estas ações no campo ético têm
uma abrangência bem maior porque a ética visa o comportamento em relação ao
outro. Construir-se ou perder-se depende do rumo que ele imprime as suas decisões
e ações ao longo de sua vida. No espaço da ética só há lugar para dois atores: eu e
o outro.

Cuvillier (1997, p.358-359), destaca:

É pela profissão que o individuo se destaca e se realiza plenamente, provocando


sua capacidade, habitualidade, sabedoria e inteligência, comprovando sua
personalidade para vencer os obstáculos. Através do exercício profissional,
consegue o homem elevar seu nível moral. É na profissão que o homem pode ser
útil a sua comunidade e nela se eleva e destaca, na pratica dessa solidariedade
orgânica.

Considera-se, diante da importância da escola enquanto formadora de cidadãos é


necessário que se pense na formação ética e moral do educador, no que se refere à
negligência praticada no trabalho:

Segundo Mardem, (1924, p.210),

Um trabalho mal feito pode causar sérios desastres. Mesmo quando se sabe como
fazer, se o trabalho não for executado de acordo com este conhecimento, também
se comete uma infração ética, ocorrendo, no caso a negligencia, como bem
classifica e exemplifica

Diante dos acontecimentos que envolvem todos os seguimentos de nossa


sociedade, todos os dias divulgados na mídia, percebe se que os princípios éticos e
morais estão longe de serem praticados nesse país.

O que muda com o novo pensar e fazer do coordenador

O que muda com o novo pensar e fazer do coordenador, tudo, pois agora nós temos
uma base, ou seja, uma formação teórica que nos auxiliará no cotidiano escolar.

Plano de trabalho

O primeiro passo é montar um bom plano de trabalho onde as ações devem ser
coordenadas e flexíveis de acordo com a realidade escolar, estimular o trabalho em
equipe, lembrar que temos um novo papel e por mais que estejamos ligados por
laços de efetividade com os colegas temos deveres a cumprir ou seja nosso trabalho
deve ser voltado para orientação e cobranças de resultados satisfatório da
aprendizagem. A primeira tarefa do Coordenador é tentar mobilizar os colegas a
desenvolver um trabalho de equipe,pois essa é uma condição essencial para a
melhoria do fazer pedagógico em sala de aula, deixar claro os objetivos comuns da
escola, rememorando o compromisso assumido na elaboração do Projeto
Pedagógico e do "Plano Escolar".

Em busca de melhores resultados

Para que se ter melhores resultados é primordial analisar o desempenho de


professores e alunos nos dois primeiros bimestres e ao lado da direção propor ações
efetivas para melhorar esse desempenho, pois os índice de aprendizagem nas
escolas é ruim.
Com os indicadores da escola em mãos é possível montar um plano de ação
visando a melhoria e a recuperação de aprendizagem em várias disciplinas é preciso
discutir esses resultados insatisfatório em conjunto ou individualmente com os
professores. A troca de informações com os professores envolvidos com os baixos
índices de aproveitamento se mostra imprescindível a fim de que conheçam em
profundidade as características desses docentes, entre as quais sua inclinação e
vontade em remodelar seu trabalho, o grau de interesse pela aprendizagem do
alunado, com vistas ao melhor desempenho nos bimestres que se seguirem. Isso
contribuirá na implementação de ações necessárias a melhoria do trabalho em sala
de aula, ou seja, novas metodologias devem ser adotadas, pois as utilizadas até o
momento mostraram-se ineficazes frente aos resultados, até o momento, obtidos.
Sabemos que não é fácil pois do lado do professor sempre haverá justificativas, da
falta de pré-requisitos à conduta negativa do aluno em sala de aula, justificativas
essas que são um convite ao imobilismo e a manutenção da ”mesmice” não
aceitando uma auto avaliação do seu trabalho arcaico.

O Professor Coordenador precisa reestimular o docente envolvido com maus


resultados para o compromisso de tentar novas formas de trabalho capazes de
alterar os rumos do processo. Para que isso aconteça será preciso acompanhar
essas ações para que tudo o que se replanejou, não se perca somente com falácias
(muito comum nas escolas públicas).

Discutir a questão da assiduidade e buscar razões do excesso de falta de muitos às


aulas é uma tarefa árdua pois a falta de continuidade dos conteúdos provoca nos
alunos o desinteresse por determinadas disciplinas.

Acompanhar o processo de aplicação dos conteúdos planejados, não só baseá-lo no


registro existente nos diários, mas também louvar-se no caderno dos alunos, fonte
essencial para saber como andam as classes em relação àquilo que o docente se
comprometeu a desenvolver. Essa não é um procedimento fácil na maioria das
vezes é considerado como fiscalização. por isso deve ser acordado com os
professores .A aprendizagem se da de forma cumulativa, e o não cumprimento do
planejamento pode causar dano na aprendizagem do aluno.

Nós podemos também em um processo de formação continuada em reuniões


pedagógicas estar direcionando estudos para o aperfeiçoamento dos docentes
selecionando textos, normalmente os que tratem de metodologia para o
desenvolvimento dos conteúdos, podemos oferecer tanto quanto possível material
para a leitura do grupo, que será tanto mais eficaz quando se relacionar ao dia-a-dia
dos professores nas diferentes áreas e disciplinas. Na verdade seria mesmo um
treinamento por meio dessas leituras e discussões e acompanhar se esta dando
resultados.

Organizar, previamente a pauta das reuniões pedagógicas para evitar improvisações


para evitar criticas da parte dos envolvidos, procurar chamar a atenção de todos pra
que ninguém fique disperso nesse momento pedagógico tão importante.

Acompanhar e analisar as avaliações que serão aplicadas aos alunos e os critérios


das mesmas pois as avaliações devem medir a eficiência dos métodos aplicados em
sala na prática as provas constituem um mero amontoado de questões nas quais os
objetivos não se expressam claramente, nas quais os conceitos básicos e
habilidades a serem avaliadas não ganham relevância. Lutar para que a avaliação
deixe ser uma arma e passe a ser diagnóstica. Para eventuais recuperações, que
elas não se constitui em repetição dos conteúdos não apreendidos, mas um novo
momento no qual se aplicarão métodos diferenciados para atingir os objetivos
propostos pelo professor. Para que a escola obtenha resultados satisfatórios é
preciso que todos os de a sua contribuição à melhoria do ensino-aprendizagem.

Enfim um coordenador pedagógico sabe o que deve, e como fazer para atuar o seu
papel, mas vale lembrar que na teoria é muito bonito, que nem sempre na pratica é
possível a execução de um bom trabalho, precisamos de apoio, não conseguimos
melhorar índice de aprendizagem, com tantos problemas que as escola vem
enfrentando atualmente como: os socioeconômicos, cultural, familiar, violências de
todas as espécies entre outros, a escola está perdendo a sua função e abraçando
outras causas, por isso é preciso mais investimento em profissionais que possam
estar contribuindo nesse processo, já que a crise na educação é proveniente de
mudanças na nossa sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática pedagógica requer que se pense de forma dialética e que se faça


educação para toda a sociedade, ainda que, através de diferentes meios e em
diferentes espaços sociais. À medida que esta sociedade se torna tão complexa, há
que se expandir a intencionalidade educativa para diversos outros contextos,
abrangendo diferentes tipos de formação necessária ao exercício pleno da
cidadania. Espera-se, pois, que o Coordenador Pedagógico conheça plenamente o
seu espaço de trabalho, compartilhe idéias e conhecimentos, construa o seu papel
na escola, tornando-se assim, a ligação fundamental, traçando o seu caminho
transformador, formador e articulador. Certamente que a inexistência de respostas
prontas, acabadas e definitivas fazem com que o trabalho pedagógico do
coordenador seja uma reelaboração do caminho e a apresentação de algumas das
pistas possíveis para a continuação desse “caminhar”.

“Tem de todas as coisas. Vivendo, se aprende;Mais o que se aprende mais é Só o


fazer outras maiores perguntas."

(Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas)

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