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TE nu l T ni o do Eng nh i o TE 02
Sistema Proteção contra Descargas Atmosféricas REVISÃO PÁG.

SPDA 03 1/32

SUMÁRIO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS................................................................................................................ 1
FUNDAÇÃO, ANEL INFERIOR. ........................................................................................................... 3
DESCIDAS ......................................................................................................................................... 11
PLATIBANDA, ANEL SUPERIOR. ...................................................................................................... 16
ANEL INTERMEDIÁRIO ..................................................................................................................... 17
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO E ATERRAMENTOS ESPECIAIS ............................................................ 18
TESTES.............................................................................................................................................. 28
MATERIAIS ........................................................................................................................................ 32

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

• SPDA = Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas

• Este serviço é terceirizado e contratado pelo Suprimentos. Para executá-lo, o fornecedor deve
seguir as definições da NBR 5419: 2015 e projeto executivo de SPDA da obra. Isso dá garantia
do serviço e funcionamento do sistema. Também deverá executar e entregar todos os laudos
dos testes para o engenheiro da obra.

• O projeto de SPDA deve estar aprovado pelos órgãos de fiscalização competentes da regional,
quando necessário.

• Recebimento pela Assistência Técnica.


 Quando engenheiro for entregar a obra para AT, deve entregar junto os laudos dos testes
dos blocos.
 Sistema de SPDA utilizado na MRV é o Gaiola de Faraday classe III.

• Normas que atendem:


 ABNT NBR 5419:2015 Proteção contra descargas atmosféricas. Parte 1 a 4.
 ABNT NBR 15575-1:2013 Edificações habitacionais — Desempenho. Item 8.2.1 da Parte 1 fala
que os edifícios multifamiliares devem ser providos de SPDA

Cuidado: Corrosão é o pior ofensor se um sistema de SPDA

• SPDA (descida) será instalado externo a estrutura e não internamente à parede de concreto ou
alvenaria. Apesar de a norma permitir usar internamente a estrutura, na MRV não executamos
desta forma pelos seguintes motivos:
 Fornecedor vai precisar fazer interligação das descidas em todos os andares, com isto, precisa
estar presente muitas vezes na obra.
 Nível de fiscalização é bem maior e fornecedor vai precisar fazer teste de continuidade em
todos os andares.
 Projetistas estruturais não conhecem suficientemente os impactos que podem ocorrer na
estrutura das obras em paredes de concreto.
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Figura 1: Errado - SPDA interno em paredes de concreto.

SPDA será composto dos seguintes itens:

a) Captação:
➢ Anel superior
➢ Anéis intermediários se necessários
b) Descidas.
➢ Externo
c) Aterramento:
➢ Anel inferior.
➢ Aterramento com hastes cobreadas (para fundação em radie) ou
Aterramento aproveitando as ferragens da estrutura (demais fundações).

Figura 2: Diagrama do SPDA


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FUNDAÇÃO, ANEL INFERIOR.

Anel inferior e aterramento devem ser executados junto com a fundação do bloco, aproveitando as
armações das fundações (lajões, cintamentos, estacas).

Fundação em Lajão Estaqueado ou Cintamento:

O projeto do sistema de SPDA, deverá prever interligação das descidas (fitas de alumínio), às
ferragens/armação da fundação de cada bloco, através de cordoalhas de cobre ou cordoalhas de aço
galvanizadas a quente, conectadas as ferragens das estacas ou tubulões que compõe a fundação.

Não deverão constar em projeto, Rebar, hastes de aterramento e caixas de inspeções com tampa de
ferro fundido para estes tipos de fundações.

Rebar são barras especiais que anteriormente eram projetadas dentro da fundação para fazer o
aterramento do SPDA. Essas barras garantiam a correta e completa continuidade das descidas ao
aterramento do bloco. No caso da MRV, usamos a própria ferragem da fundação, não colocamos
estas ferragens especiais, pois, ao longo do tempo, identificamos que a armadura da fundação
realizava a mesma função de continuidade do sistema e não tinha restrição de norma.

Figura 3: Correto - Detalhes das interligações das descidas com fundação.


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Fundação em Radier:

O projeto do sistema de SPDA, deverá prever interligação das descidas (fitas de alumínio) às
ferragens/armação da fundação de cada bloco, através de cordoalhas de cobre ou cordoalhas de aço
galvanizadas a quente, conectadas as ferragens do radie e a hastes de cobre enterradas no solo e
instaladas na posição de cada descida projetada no bloco.
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Será necessário instalar hastes cobreadas de aterramento e caixas de inspeções com tampa de ferro
fundido para cada descida e conectá-las as mesmas e ou às ferragens/armação do radier.
Exemplo, um bloco (4 apartamentos por andar) tem 6 descidas, terá também 6 hastes de terras e
caixas de inspeção.

Não deverão constar em projeto Rebar para este tipo de fundação.

Figura 4
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Figura 5: Detalhe da caixa de inspeção com tampa em ferro fundido


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Figura 6: Detalhe da haste terra em cobre Copperweld

Proibido uso de hastes de aterramentos em alumínio, somente cobre.

Podemos utilizar massa de calafetar na interligação entre o anel inferior e haste de aterramento
cobreada para proteger os materiais contra oxidação.

Figura 7: Correto - massa de calafetar

Definições Gerais:

As armaduras de aço interconectadas nas fundações de concreto devem ser interligadas as estacas
e as cordoalhas (para radie) das descidas através de grampos ou clips zincados, respeitando o
transpasse de 20 vezes o valor do seu diâmetro para garantir a continuidade elétrica entre os
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materiais.

Figura 8: Detalhe de transpasse de 20 cm

Figura 9: Correto - 2 clips com transpasse de 20 cm


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As barras de aço e tela que utilizamos nas obras geralmente estão oxidadas, logo, precisamos passar
escova de aço para retirar a oxidação e garantir a melhor condutividade entre os materiais.
Para garantir a condutividade, é importante usar clips entre as ferragens da fundação, principalmente
em pontos onde forem conectadas as cordoalhas que interligam as descidas, esse serviço deverá ser
executado por um eletricista capacitado e não por um armador;

Figura 10: Correto - limpeza de ferragem oxidada


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Figura 11: Correto - Detalhe da junta de dilatação das fundações (lajão ou cintamento) de blocos geminados.

• Tipo de cordoalhas que podemos usar:


Enterrada no solo, cordoalha cobre nu, diâmetro mínimo de 50mm² ou cordoalha de aço galvanizada a
quente, diâmetro mínimo de 70mm².
Dentro do concreto, cordoalha de cobre nu ou aço galvanizado a quente.
Proibido uso de cordoalhas de alumínio dentro do concreto ou enterrados no solo.

DESCIDAS

Só devem ser executas depois de encerrados, telhado, reboco da fachada, reboco de platibanda e da
pintura. Módulos fotovoltaicos, podem ser instalados depois do SPDA, porem posteriormente tem que
ser aterrado ao mesmo.

Descidas podem ser feitas com cordolhas ou fitas de aluminio. Na MRV sempre será com fita de
alumínio 7/8”x1/8” x 3mm . Por norma fitas de alumínio só podem ser instaladas externamente a
estrutura. Por este motivo as fitas têm que ser colocadas por cima do reboco e pintura da fachada.

Material Configuração Área da seção mínima - mm2 Comentários


Alumínio Fita maciça 70 Espessura 3 mm
Tabela 1

Nas obras da MRV utilizamos o SPDA classe III, onde as distâncias entre as descidas devem ser de
15 metros com variação máxima de 20%, ou seja, máximo 18m. Por este motivo temos geralmente
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(sempre conferir em projeto):


06 descidas por bloco H com até 20 apartamentos.
08 descidas em caso de blocos geminados com até 40 apartamentos
Torres, tem que ser calculado em cima do seu perimetro, pois vairam muito estas tipologias na MRV.

O número de descidas não pode ser inferior a dois, independente do perímetro.

As decidas deveram ser interligadas as fundações ( anel inferior) através de cordoalhas de cobre nu
50mm².

• Caixa de inspeção suspensa:


Nas ligações entre fitas de alumino da descida e eletrodos de aterramento, uma caixa inspeção deve
ser fixada em cada descida a uma distância de 1,5m do solo. Essa caixa será importante para a
realização do ensaio de continuidade do SPDA.

• Para evitar toque acidental de pessoas e ou tensão passo nas barras de descidas, é
necessário criar uma barreira isolante em torno das descidas em fita de alumínio. Essas
proteções deverão ser feitas no térreo a uma altura de 3m, com eletroduto de PVC rígido
de 1” e parede com espessura mínima de 3mm.

Figura 12: Correto - Cx. Inspeção no térreo (h= 150cm) e proteção com eletroduto de PVC rígido, h= 3m
Errado - Executando descidas antes do retoco e pintura da fachada
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Figura 13: Detalhe da caixa de inspeção suspensa

Descidas devem ser firmemente fixados, de forma que as forças eletrodinâmicas ou mecânicas
acidentais (por exemplo, vibrações, expansão térmica etc.) não causem afrouxamento ou quebra dos
condutores. A fixação dos condutores do SPDA nas descidas (vertical) deve ser realizada em distância
máxima de até 1,5 m para condutores flexíveis ou rígidos (fitas e barras) na vertical ou inclinado.

Figura 14: Correto - fixação na vertical a cada 1,50m


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Figura 15: Errado - fixação na vertical acima de 1,50 m

As emendas das barras chatas devem ser realizadas respeitando o transpasse e com dois parafusos
bem apertados para garantir a condutividade.
Um terceiro parafuso próximo a emenda deverá ser usado para fazer a fixação da barra chata na
parede.
Figura 16: Detalhe - Emenda com 3 parafusos, 2 no transpasse e 1 na parede.
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Figura 17: Correto - Emenda (transpasse) com 2 parafusos e um terceiro para prender na parede.
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Figura 18: Errado - Emenda (transpasse) com apenas 1 parafuso

Figura 19: Errado - Falta o terceiro parafuso para fixar na parede

-Fitas de alumínio devem ser instaladas em linha reta, proibido curvas de 90º.

PLATIBANDA, ANEL SUPERIOR.

• Anel superior pode ser feito com cordolhas ou fitas de aluminio. Na MRV sempre será com fita
de alumínio 7/8”x1/8” x 3mm .

• Quando acontecem descargas atmosféricas, geralmente caem nas quinas das platibandas dos
telhados.

• Nas platibandas dos telhados, as fitas de alumínio do anel superior, devem ser instaladas acima
da massa (reboco) e não abaixo. Por norma fitas de alumínio só podem ser instaladas
externamente a estrutura.
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Figura 20: Errado - Fita antes da massa da platibanda

• Proibido: Utilizar o rufo pingadeira em chapa galvanizada como anel superior, com tempo pode
oxidar e se isto acontecer promovem mal contanto e deixa de funcionar, lembrar que oxidação é
um dos piores/maiores problemas que podem ocorrer no SPDA. Pingadeiras metálicas em outras
matérias que não oxidem podem ser estudadas.

• Fitas alumínio devem ser instaladas acima dos rufos pingadeira em chapa galvanizada
na platibanda, proibido usar por baixo.

• Proibida: A utilização da estrutura metálica do telhado como anel superior. Com tempo podem
oxidar. Também pode ocorrer alguma manutenção que seccione a estrutura e conseguintemente
o anel deixa de funcionar, como esta estrutura não é visível fica difícil de se detectar o problema.

• A fixação dos condutores do SPDA nas platibandas (horizontal) deve ser realizada em distância
máxima de:
 Até 1,0 m para condutores flexíveis ou rígidos (fitas e barras) na horizontal;

ANEL INTERMEDIÁRIO

Para melhor distribuição das correntes das descargas atmosféricas devem ser considerados anéis
intermediários (fitas de alumínio) nas fachadas das construções mais altas.
Construções acima de 18 metros tem que ter anel intermediário.
Blocos com 5 andares com caixa d’água superior e sem pilotis não precisam de anel intermediário.
Torres com ≥ 6 andares precisam do anel
Posição do anel intermediário, intervalos entre 10 m a 20 m
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Figura 21: Detalhe do anel intermediário na fachada

EQUIPOTENCIALIZAÇÃO E ATERRAMENTOS ESPECIAIS

Tem de ser interligados (equipotencializados) entre si através de cordoalhas de cobre nu 50mm² dentro
de valas com profundidade mínima de 50 cm:
SPDA de todos os blocos e torres (anéis inferiores).
Aterramentos de castelos ao bloco mais próximo.
Aterramentos de cômodos de gás ao bloco mais próximo.
Aterramentos de guaritas (se houver necessidade) ao bloco mais próximo.
Aterramentos de pórticos de entrada (se houver necessidade) ao bloco mais próximo.
Aterramentos de salões de festas (se houver necessidade) ao bloco mais próximo.
Trilhos das estruturas de elevadores deverão ser aterrados ao anel inferior do bloco (fundação).
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Figura 22: Detalhe de Equipotencialização (interligação) entre aterramentos.

Figura 23: Detalhe de profundidade mínima de valas, 50cm.

• Caixa BEP (bloco de equipotencialização).


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Algumas concessionárias (exemplo COPEL no Paraná), exigem a instalação desta caixa.


Instalar a caixa BEP no pé de cada bloco ou torre, permitindo assim que a interligação de todos os
blocos, castelos, cômodos de gás e outros sejam feitas.

Figura 24: Detalhe da caixa BEP


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Nível do SPDA Modo de instalação Material Área da seção reta mm2


Cobre 16
Não enterrado Alumínio 25
Aço galvanizado a fogo 50
la IV
Cobre 50
Enterrado Alumínio Não aplicável
Aço galvanizado a fogo 80
Tabela 2: Tabela 1 - Dimensões mínimas dos condutores que interligam diferentes barramentos de
equipotencialização ou que ligam essas barras ao sistema de aterramento

As descidas de SPDA nas fachadas devem estar a uma distância mínima de 200 cm das tubulações de
gás.
Caso as fitas de alumínio nas fachadas cruzem com as tubulações de gás em cobre, o mesmo deverá
ser vinculado/aterrado a descida de SPDA.
Se o cruzamento da fita for com um tubo de gás multicamadas, não será necessário fazer a vinculação,
pois, o tubo de gás possui uma camada externa isolante.
Atentar para regras de concessionárias de gás locais que podem não permitir aterramento entre as
tubulações de gás com SPDA, Ex. concessionaria de gás do Rio de Janeiro (CEG)

Figura 25: Correto - Aterramento tubulação de gás em cobre com anel intermediário do SPDA
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Figura 26: Detalhe do aterramento

Figura 27: Errado - Tubo de cobre sem aterramento a menos de 200 cm:
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Figura 28: Acidente, válvula de gás explodiu devido a uma descarga atmosféricas.
Erro: Executou anel intermediário com fita no primeiro andar e não na fundação do prédio.
Erro: Fita estava encostada no gás (distancia menor que 200cm) sem aterramento.

• Estrutura metálicas dos telhados devem ser conectadas às fitas de alumínio nas platibandas a
cada 15 metros de distância, com cordoalhas de cobre nu de 16mm².ou fita de alumínio.

• Todas as estruturas metálicas (escada de marinheiro, alçapão, placa fotovoltaica, rufos etc.)
externa as paredes da edificação, são considerados captores naturais, logo devem ser
interligados ao SPDA. (Fita de alumínio da platibanda), com cordoalhas de cobre nu de 16mm².

• A MRV não entrega antena de TV no topo dos blocos, entretanto, deverá conter nota informativa
em projeto, alertando o condomínio, sobre a necessidade de contatar uma empresa
especializada para fazer a correta vinculação da antena à fita do SPDA quando esta futuramente
for instalada com cordoalhas de cobre nu de 16mm².

• Captor Franklin deverá ser instalado somente em locais onde houver exigência como, por
exemplo, proximidade de aeroportos e ou houver a necessidade de instalação de mastro com
balizador de sinalização noturna.
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Figura 29: Detalhe do Captor Franklin com sinalizador noturno no bloco e castelo (se houver)
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SPDA 03 25/32

Em castelo metálico não é necessário fazer SPDA. A própria estrutura do castelo é um captor natural
e condutor ao mesmo tempo. Basta apenas fazer o aterramento com haste cobreada (mínimo de 2
pontos) na base do castelo. Interligar ao aterramento do bloco mais próximo.

Figura 30
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Em castelo de concreto é necessário fazer SPDA. Deverá ser instalado Captor Franklin no topo do
castelo e realizar no mínimo duas descidas em fitas de alumínio até a base do mesmo. Fazer o
aterramento com haste cobreada (mínimo de 2 pontos) na base do castelo e interligar ao aterramento do
bloco mais próximo.
Figura 31

Em centrais GLPs (cômodos de gás), devem ser instaladas placas metálicas abaixo dos cilindros de
gás. As placas metálicas (tela tipo moeda) devem ser aterradas e interligadas ao aterramento do bloco
mais próximo com cordoalhas de cobre nu de 16mm².

Figura 32: Correto: Tela tipo moeda abaixo dos cilindros de gás.
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Figura 33: Correto - Aterramento da tela tipo Moeda, com cordoalhas de cobre nu de 16mm².

• Guarita com pórtico metálico deverá ser aterrado e interligado ao aterramento do bloco mais
próximo. Caso a Guarita possua pórtico de concreto, o projetista deverá realizar a análise de
risco para atestar a necessidade ou não de SPDA na estrutura. Estas informações deverão ser
discriminadas em projeto e na maioria das situações não é necessário inserir SPDA.
• Para salão de festas, gourmet e apoios de serviços, o projetista também deverá realizar a análise
de risco para atestar a necessidade ou não de SPDA na estrutura. As informações deverão ser
discriminadas em projeto e na maioria das situações não é necessário inserir SPDA.

• Trilhos das estruturas de elevadores deverão ser aterrados ao anel inferior (fundação).

• Estruturas como guarda corpo, gradil, postes metálicos e cercas das quadras que ficam a
distância de 30 cm das descidas dos blocos (fitas de alumínio), devem ser aterrados. Poderá ser
feito aterramento próprio ou utilizar o aterramento de uma estrutura próxima se houver.
Figura 34
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As descidas (fitas de alumínio) do SPDA nas fachadas devem estar a uma distância mínima das janelas
e portas de alumino. Caso isto não ocorra tem que aterrar (equipotencializar) as janelas nas fitas das
descidas. Esta distância e calculada através de uma formula que depende da altura da edificação.

Foram padronizadas as seguintes distancias mínimas:


1º Bloco até 4 pavimentos, distância mínima de 30cm entre as janelas e a descida de SPDA
2º Bloco até 5 pavimentos, distância mínima de 40cm entre as janelas e a descida de SPDA
3º Torre com anel intermediário, distância mínima de 40cm entre as janelas e a descida de SPDA
TESTES

• Todos os laudos/relatórios de teste de todos os blocos deverão ser repassados para assistência
técnica na entrega da obra.

• Temos que executar 03 testes, 02 de continuidade e 01 de resistência.


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Testes de Continuidade

Previstos na ABNT NBR 5419:2015, devem ser executados criteriosamente com


microohmimetro/miliohmimetro para garantir a continuidade entre o SPDA e o aterramento/fundação,
sendo admitidos como resultados satisfatórios os valores inferiores a 1000mΩ/1Ω (miliohms/ohm).

7.1.1 Sequência do teste de continuidade do anel inferior (fundação).

 Realizar o teste de continuidade entre cada ponto de descida do bloco.


 No exemplo abaixo o bloco tem 6 descidas, o teste será repetido seis vezes.
 As descidas estão indicadas de “A” a “F”.
 O teste se inicia verificando a continuidade entre as descidas A a B, depois B a C e segue
sequencialmente até finalizar nas descidas F a A.

Figura 35
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Teste de Resistência

Outro teste a ser realizado é o de resistência de aterramento utilizando terrômetro. Neste ensaio
verifica-se a resistividade do solo que é capacidade do mesmo se opor a dissipação das correntes de
fuga ou descargas atmosféricas, sendo admitidos como resultados satisfatórios os valores inferiores
a 10Ω (ohms).

O ensaio da resistência de aterramento deixou de ser exigido na atual versão da norma NBR
5419/2015, porém, a MRV definiu como regra, realizar este referido ensaio em todos os seus
empreendimentos. Um teste em cada descida do bloco.

Quando executar os testes

7.3.1 1º Teste de Continuidade do anel inferior do bloco usando armação da fundação

Verificação somente da armação da fundação até o ponto de conexão com as descidas. Deve ser
executado em todos os blocos, logo após fundação pronta, antes de começar a estrutura.

Em caso de não garantia da continuidade elétrica do anel inferior, neste 1º teste de continuidade (usando
as ferragens das estacas e cintamento), deve-se executar:
 O anel inferior externo a estrutura enterrada no chão, em cordoalha de cobre nu 50 mm ou aço
galvanizado a quente, contornando toda estrutura a uma profundidade de no mínimo 50cm, à
distância aproximada de 1 m das paredes externas, conectadas a hastes terra cobreadas,
caixas de inspeções com tampas em ferro fundido.

Cuidado: Se deixar para executar o teste depois que executou a pavimentação , corre o risco de se não
passar ter que fazer o anel inferior enterrado , logo vai ter que quebrar toda a pavimentação , este é o
proicipal motivo de executar este teste logo apos termino da fundação .

Figura 36: Detalhe anel inferior externo a estrutura. Com cordoalha enterrada no chão, caixa de inspeção e
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hastes de aterramento em cobre.

7.3.2 2º Teste de Continuidade do anel inferior.

• No final do serviço de SPDA.


No primeiro teste foi verificado a continuidade nos blocos em separado. Neste segundo testes vamos
olhar as interligaçoes entre blocos , castelos , comodos de gas, guaritas (se houver) , salões de
festas (se houver).

Figura 37: Exemplo do 2º teste, interligação entre 02 blocos, Pontos F a G

7.3.3 3º Teste de resistencia de aterramento.


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• Pode ser feito junto com 1º ou 2º teste de continuidade. Um teste em cada descida do bloco.

MATERIAIS

• Sempre utilizar conexões metálicas resistentes à corrosão/oxidação. As ligas em cobre, bronze,


latão, estanho, galvanizado a quente etc. são exemplos de materiais resistentes a oxidações.

• Enterrados no solo.
 Somente cordoalha de cobre nu diâmetro mínimo 50 mm² ou cordoalha de aço galvanizado a
quente de 70mm²

• Dentro de concreto.
 Cordoalha de cobre nu ou aço galvanizadas a quente

• Grampos ou clips zincados ou em qualquer liga metálica resistente à corrosão/oxidação.

• Terminais de compressão zincados ou cobre estanhado.

• Barra chata ( ou fita) de alumínio 7/8”x1/8” x 3mm.

• Parafuso em aluminio ou aço inox com buchas de nylon

• Hastes de cobre para aterramento Coperweld.

• Não é permitido o uso de alumínio em cordoalhas, barras, clips, terminais e hastes de


aterramento, enterrados ou dentro de concreto.

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