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DIEGO CERQUEIRA
Auditor Fiscal da Receita Federal. Pós Graduado em Direito Tributário pelo IBET

diegocerqueira@estrategiaconcursos.com.br

@profdiegocerqueira

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DIREITO CONSTITUCIONAL
REVISÃO DIREITO MATERIAL - OAB

CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDADE

Direito Constitucional
Prof. Diego Cerqueira

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ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE

 Inconstitucionalidade originária: a norma-parâmetro


(norma constitucional) é anterior à norma objeto da
impugnação (norma que viola a CF). Ex: hoje, é publicada uma lei
que viola o texto original da CF/88.

 Inconstitucionalidade superveniente: a norma-parâmetro


é posterior à norma objeto da impugnação: Ex: Emenda
Constitucional de 2018, que é contrária ao texto de uma lei editada em 2005. Essa lei
padecerá de inconstitucionalidade superveniente.

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INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE

 STF entende que, no Brasil, não existe


inconstitucionalidade superveniente. Assim,
em nosso ordenamento jurídico.
 A inconstitucionalidade é congênita,
acompanhando a lei desde o seu nascimento.
A promulgação de uma nova Constituição ou
de uma nova emenda constitucional irá
revogar as leis que com elas forem
incompatíveis ou recepcionar as leis
compatíveis.

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VIAS DO CONTROLE
 Ocorre diante de um caso concreto; Ocorre de maneira abstrata;
Interesse pessoal, subjetivo do Aferição da constitucionalidade é o
autor; pedido principal do autor, é a razão
A constitucionalidade da norma é do processo;
apenas um antecedente lógico para Tutela objetiva do sistema
a solução do caso concreto. Questão constitucional. Preservar a
prejudicial da ação; incidente do supremacia da constituição de forma
processo, um meio para se resolver a abstrata.
lide.

Controle via
Controle via principal
incidental

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CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO

Art. 97, CRFB/88


(...)
“Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou
dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais
declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do
Poder Público”

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CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO

Art. 948 do NCPC. Arguida, em controle difuso, a


inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do poder
público, o relator, após ouvir o Ministério Público e as partes,
submeterá a questão à turma ou à câmara à qual competir o
conhecimento do processo.
Art. 949. Se a arguição for:
I - rejeitada, prosseguirá o julgamento;
II - acolhida, a questão será submetida ao plenário do tribunal ou
ao seu órgão especial, onde houver.
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Art. 949, NCPC


(...)
”Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos
tribunais não submeterão ao plenário ou ao
órgão especial a arguição de
inconstitucionalidade quando já houver
pronunciamento destes ou do plenário do
Supremo Tribunal Federal sobre a questão”.

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Súmula Vinculante no 10 STF
”Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que,
embora não declare expressamente a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder
público, afasta sua incidência, no todo ou em parte”

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EFEITOS DA DECISÃO NO CONTROLE


DIFUSO

 Eficácia: será “inter partes” - não vincula os demais órgãos do


Judiciário e a Administração; apenas as partes processuais
envolvidas no caso concreto é que sofrerão os efeitos da
declaração de inconstitucionalidade.

 Aspecto temporal: em regra temos que os efeitos da decisão


serão retroativos (“ex tunc”)

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PAPEL DO SENADO FEDERAL
 Possibilidade excepcional de ser atribuída eficácia geral (“erga
omnes”) ampliando o sentido e alcance de uma decisão tomada
no âmbito do controle difuso. (Resolução do Senado)

Art. 52, X, CRFB/88


(...)
Compete privativamente ao Senado...
“suspender a execução, no todo ou em parte, de lei
declarada inconstitucional por decisão definitiva do
Supremo Tribunal Federal.”
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“mesmo ao se declarar incidentalmente a


inconstitucionalidade de uma lei, essa decisão
assim como acontece no controle abstrato,
também produz eficácia erga omnes e efeito
vinculante. (STF Informativo 886)

 Fenômeno da mutação constitucional do art.


52, X, da CRFB/88: admite-se que o papel do
Senado no controle de constitucionalidade é
simplesmente de, mediante publicação, divulgar
a decisão do STF. Teoria da “abstrativização do
controle difuso”.
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SÚMULA VINCULANTE
Art. 103-A, CRFB/88
(...)
O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação,
mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas
decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir
de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em
relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração
pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal,
bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma
estabelecida em lei.
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 Não vincula o próprio STF (elas vinculam todos os demais órgãos do Poder
Judiciário).
 Não vincula o Poder Legislativo, no exercício de sua função
típica de legislar (quando o Poder Legislativo exerce função administrativa,
deverá observar as Súmulas Vinculantes).
 Não vincula o Poder Executivo, no exercício de sua função
atípica de legislar (quando o Presidente edita uma medida provisória, ele não
precisa observar as Súmulas Vinculantes).

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EFICÁCIA E EFEITOS DA SÚMULA
VINCULANTE

 Regra geral: a eficácia da súmula vinculante é imediata;

 Exceção: tendo em vista razões de segurança jurídica ou de


excepcional interesse público, o STF poderá, por decisão de 2/3
dos seus membros, restringir seus efeitos ou decidir que a
súmula só tenha eficácia a partir de outro momento.

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RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL
 Preservar a competência do Tribunal: evitar que o órgão
jurisdicional de primeiro grau venha a usurpar a competência
de tribunal;

 Súmula Vinculante: garantir a observância de súmula


vinculante editada pelo STF (Art. 103, § 3º, CRFB/88)

 Decisões em controle concentrado: garantir que decisões do


STF em controle concentrado de constitucionalidade sejam
respeitadas.
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AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE - ADI

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OBJETO

 Lei ou ato normativo federal ou estadual editados


posteriormente à promulgação da Constituição. (art. 102, I, a, CRFB/88)

 E no caso das leis e atos normativos do Distrito Federal? Se


editada no exercício de competência estadual apenas, ela
poderá ser objeto de ADI perante o STF.

 E leis Municipais? Não podem ser objeto de ADI.

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OBJETO

 Atos que possuem normatividade: São os atos dotados de


generalidade e abstração; pluralidade de condutas e sujeitos.

 Não pode ser objeto de ADI: atos administrativos, em regra,


são dotados de efeitos concretos; são determinados,
específicos (ex: ato de nomeação de servidor). Assim, como ato judicial também não pode.

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Espécies normativas do art. 59, Normas constitucionais originárias


CF/88 (Emendas, LC´s, LO´s, leis
delegadas, MP´s, decretos Súmulas e súmulas vinculantes
legislativos e resoluções do Poder Leis e atos normativos revogados ou
Legislativo. cuja eficácia tenha se exaurido
Decretos autônomos. Direito pré-constitucional
Tratados internacionais Atos normativos secundários
Regimentos Internos dos Tribunais e
das Casas Legislativas
Constituições e leis estaduais
Demais atos normativos de caráter
autônomo

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LEGITIMADOS ATIVOS

Legitimados universais Legitimados especiais

Presidente da República
Procurador-Geral da Governador de Estado e do DF
República
Mesa do Senado Federal e da Mesa de Assembleia
Câmara dos Deputados Legislativa e da Câmara
Legislativa do DF
Conselho Federal da OAB
Partido político com Confederação sindical ou
representação no Congresso entidade de classe de âmbito
Nacional nacional

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PERTINÊNCIA TEMÁTICA

 Relação entre o objeto da ação e o interesse do grupo..



 Comprovação da interesse de agir: pertinência entre a matéria
do ato impugnado e as funções exercidas pelo legitimado. Esta
é um pressuposto qualificador de legitimidade ad causa.

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PROCESSO E JULGAMENTO

 Cabe desistência? O autor da ação não poderá dela desistir;


trata-se de uma ação indisponível. Estamos diante processo
objetivo, que tem como fim a defesa do ordenamento
jurídico.
 E intervenção de terceiros? Não se admite intervenção de
terceiros
 E o “amicus curiae”? Sim.

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NATUREZA DÚPLICE OU AMBIVALENTE

 A decisão de mérito proferida produz eficácia quando o


pedido é concedido ou quando é negado. Se o STF considerar
que a lei ou ato normativo é inconstitucional, a ADI será
julgada procedente;
 Por outro lado, caso entenda ser compatível com a
Constituição, a ADI será julgada improcedente.

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EFEITOS DA DECISÃO DE MÉRITO

 Efeitos retroativos (“ex tunc”): aplica-se, aqui, a teoria da


nulidade, segundo a qual considera-se que a lei já “nasceu
morta”. Os efeitos são todos considerados inválidos desde
sua origem, com consequente restauração da vigência
daquelas por ela revogadas (efeito repristinatório).

 Eficácia geral (“erga omnes”): contra todos e efeito


vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário
e à Administração Pública direta e indireta, (U, E, DF e M).
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EFEITOS DA DECISÃO DE MÉRITO

 Não vincula o próprio STF (elas vinculam todos os demais


órgãos do Poder Judiciário);

 Não vincula o próprio Poder Legislativo na atividade típica


de legislar.

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MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS

Art. 27, da Lei nº 9.868/99


(...)
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo,
e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional
interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de
dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração
ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em
julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.

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POSSIBILIDADE DE RECURSO

 A decisão de mérito em ADI é definitiva/irrecorrível,


ressalvada a oposição de embargos declaratórios.

 Não cabe ação rescisória contra decisão proferida em ADI.

 Cuidado! Caso haja desrespeito à decisão tomada em ADI, o


prejudicado poderá propor reclamação perante o STF.

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AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE POR
OMISSÃO - ADO

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ADO

 Finalidade: combater a omissão inconstitucional, quando a CRFB/88


impõe um dever de agir decorrente do “descumprimento de ordem
constitucional específica”.
 Norma de eficácia limitada: a norma para ter total aplicabilidade
depende ou de uma medida legislativa ou administrativa.
 Inércia do poder constituído competente: durante tempo considerado
razoável para promover a implementação da norma regulamentadora
faltante.

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OBJETO

 O objeto de impugnação da ADO são omissões de órgãos


federais e estaduais em face da CF/88 e também omissões de
órgãos do DF quanto às suas competências estaduais.

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INÉRCIA NAS FASES DE DISCUSSÃO E


DELIBERAÇÃO DAS CASAS LEGISLATIVAS

“No caso dos órgãos legislativos não deliberarem dentro de um


prazo razoável sobre o projeto de lei em tramitação, é possível
que a inércia na deliberação configure omissão passível de vir a
ser reputada inconstitucional”. (STF, ADI 3.682/MT)

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LEGITIMIDADE PASSIVA

 Se o projeto de lei tiver sido apresentado pela autoridade


detentora da iniciativa reservada, a ela não mais poderá ser
imputada a omissão. A edição da norma passará, nessa
situação, a ser de responsabilidade do Poder Legislativo,
sendo a este imputada a omissão.

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EFEITOS DA DECISÃO NA ADO

1. Ciência ao Poder competente para a adoção


das providências necessárias (caso a omissão
seja de um dos Poderes do Estado); ou

2. Notificação ao órgão administrativo para


que adote as providências necessárias em 30
(trinta) dias a partir da ciência da decisão.

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AÇÃO DECLARATÓRIA DE
CONSTITUCIONALIDADE - ADC

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OBJETO E PRESSUPOSTOS

 Objeto: leis e atos normativos federais apenas. Não podem ser


objeto as normas secundárias e normas já revogadas.

 Pressuposto: divergência entre juízes e demais tribunais. Há


um estado de incerteza acerca da legitimidade da lei e que esta
esteja provocando um dissenso (controvérsia) em âmbito
judicial (risco a presunção de constitucionalidade).

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ADC

 Cabe ADC contra entendimento doutrinário?

ADC n°. 8 o STF:


“é preciso ser convencido de que há um
volume expressivo de decisões
controvertidas acerca da norma objeto da
ação”.

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ARGUIÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO
FUNDAMENTAL

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ASPECTOS INICIAIS
 Nasce com a CRFB/88 para suprir lacunas ainda existentes no
controle concentrado de constitucionalidade.

 Direito pré-constitucional
 Controvérsia constitucional sobre normas revogadas
 Controle sobre leis municipais face à Constituição Federal.
 Interpretações judiciais violadoras de preceitos fundamentais;
 Direito pós-constitucional já revogado ou de efeitos exauridos;
 Atos normativos e atos não-normativos, dentre os quais os atos
administrativos.

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PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE

 Questões que não puderem ser apreciadas por meio de ADI, ADO
e ADC poderão ser submetidas a exame da ADPF.

Lei 9.882/99, em art. 4º


(...)
§ 1o Não será admitida arguição de descumprimento de preceito
fundamental quando houver qualquer outro meio eficaz de sanar
a lesividade.

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PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE

 ADI e a ADPF são consideradas ações fungíveis, substitutivas. Em


razão do feito, uma ADPF ajuizada perante o STF poderá ser
conhecida como ADI. Da mesma forma, uma ADI poderá ser
conhecida como ADPF. (ADI 4.180-MC. Rel. Min. Cezar Peluso. Julgamento em 10.03.2010).

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LEGITIMIDADE

Legitimados universais Legitimados especiais

Presidente da República
Governador de Estado e do
Procurador-Geral da DF
República
Mesa do Senado Federal e Mesa de Assembleia
da Câmara dos Deputados Legislativa e da Câmara
Conselho Federal da OAB Legislativa do DF
Partido político com Confederação sindical ou
representação no entidade de classe de
Congresso Nacional âmbito nacional

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EFEITOS DA DECISÃO NA ADPF

 Decisão: mesmas regras da ADI e demais ações;


 Efeitos retroativos (“ex tunc”) e vinculante;
 Eficácia geral “erga omnes”;
 Decisão irrecorrível (salvo oposição de embargos de declaração).
 Possibilidade de modulação temporal dos efeitos (art. 11 Lei.
9.882/99)

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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO

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MODELO FEDERATIVO NO BRASIL

CRFB/88, Art. 1º, caput:


“República Federativa do Brasil é formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”.

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ESTADOS

 É possível a alteração na estrutura dos Estados?

Art.18, § 3º, CRFB/88 (...)


Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou
desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem
novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação
da população diretamente interessada, através de
plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

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ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA DOS
ESTADOS
 Consulta prévia, por plebiscito, às populações diretamente
interessadas:

 “população diretamente interessada”: deve ser consultada, mediante


plebiscito, toda a população do (s) Estado (s) afetado (s), e não apenas
a população da área a ser desmembrada, incorporada ou subdividida.

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ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA DOS


ESTADOS
Modificação Se se a
População é
territorial será população for
desfavorável?
impossível. favorável?

A competência
Ato
é do Congresso
discricionário
Nacional

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ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA DOS
ESTADOS
 Edição de lei complementar pelo Congresso Nacional. Ato de
natureza discricionária do Congresso Nacional.

 Oitiva das Assembleias Legislativas (art. 48, VI, CF/88): a consulta


é meramente opinativa; se a assembleia legislativa for
desfavorável, o Congresso Nacional ainda pode editar a lei
complementar que aprova a subdivisão, incorporação ou
desmembramento.

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MUNICÍPIOS

Art. 18, § 4º, CRFB/88


(...)
“A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período
determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal,
apresentados e publicados na forma da lei ”(EC 15/96)

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ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA DOS MUNICÍPIOS
 Fixar genericamente o
período dentro do qual
poderá ocorrer a
alteração no município. Aprovação de lei
ordinária federal

Edição de Lei Determinar requisitos


Complementar Federal genéricos e a forma de
divulgação, apresentação
e publicação dos estudos Divulgação do “EVM”,
de viabilidade; na forma estabelecida
pela lei ordinária
federal; Plebiscito

Consulta prévia às
Estudo de viabilidade populações dos
Municipal Municípios envolvidos. Se
favorável, caberá à
Assembleia Legislativa  Aprovação de lei
decidir; ordinária estadual pela
Assembleia Legislativa
 Ato discricionário.

Lei Estadual

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 Congresso até hoje não editou a LC. Atualmente, esses


entes não podem ser criados.
 “Municípios putativos”: existiam de fato, mas sua
criação havia sido inválida; inconstitucional.
 STF: ADIN nº 3.682/MT: a Corte reconheceu a mora
do Congresso Nacional. Foi atestada a
inconstitucionalidade da criação dos Municípios.
Todavia, em nome da segurança jurídica, o STF
“passou a bola” para o Congresso, já que, não poderia
o STF, da noite para o dia, determinar a extinção de
Municípios.
 O Congresso acabou editando a EC nº. 57/2008
convalidando os Municípios criados (cuja lei tivesse
sido publicada até 31/12/2006).

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REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS

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COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 22, CRFB/88
•CIVIL
C
•AGRÁRIO
Compete privativamente à União legislar
A
•PENAL
sobre:
P

A •AERONÁUTICO I - direito civil, comercial, penal, processual,


C •COMERCIAL eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico,
E •ELEITORAL espacial e do trabalho;
T •TRABALHO

E •ESPACIAL

•PROCESSUAL E MARÍTIMO
PM

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COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 22, CRFB/88
Compete privativamente à União legislar sobre:
(...)
II - desapropriação;
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
V - serviço postal;
VIII - comércio exterior e interestadual;
IX - diretrizes da política nacional de transportes;

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COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 22, CRFB/88
Compete privativamente à União legislar sobre:
(...)
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea
e aeroespacial;
XI - trânsito e transporte;

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COMPETÊNCIA PRIVATIVA

 É competência privativa da União LEGISLAR sobre trânsito e


transporte. Agora, muito cuidado. É competência comum da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
estabelecer e implantar política de educação para a segurança do
trânsito.

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COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 22, CRFB/88 (...)
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de
estrangeiros;
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional

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 É competência privativa da União legislar
sobre seguridade social. No entanto, legislar
sobre previdência social é competência
concorrente da U, E e DF (art. 24).

 É competência privativa da União legislar


sobre diretrizes e bases da educação
nacional. No entanto, legislar sobre
educação é competência concorrente da U,
E e DF (art. 24).
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COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 22, CRFB/88 (...)
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
(...)
XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as
modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e
fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e
sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a
legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste
Direito Constitucional artigo
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COMPETÊNCIA CONCORRENTE
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal
legislar concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e
urbanístico;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza,
defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio
ambiente e controle da poluição;
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia,
pesquisa, desenvolvimento e inovação;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
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COMPETÊNCIA CONCORRENTE

 A regra do art. 24, I e II despenca em prova (rs).

 Vamos levar o seguinte mnemônico: “PUFET”:

Penitenciário – Urbanístico – Financeiro – Econômico – Tributário

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COMPETÊNCIA CONCORRENTE
(...)
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da
União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais
não exclui a competência suplementar dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados
exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas
peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais
suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.
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RESPONSABILIZAÇÃO DO
PRESIDENTE

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CLÁUSULA DA IRRESPONSABILIDADE PENAL
RELATIVA
 Na vigência do mandato, o PR só pode ser responsabilizado por
atos praticados no exercício da função (in officio) ou em razão
dela (propter officium).
 Não pode ser responsabilizado por atos estranhos. Há relativa
irresponsabilidade de atos estranhos ao exercício das funções.
 Imunidade temporária à persecução penal.
 Somente se aplica às infrações de natureza penal.

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AUTORIZAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

 Crimes comuns e de responsabilidade: necessidade de prévio


juízo de admissibilidade político pela Câmara dos Deputados.

 O Presidente somente será processado e julgado após autorização


da Câmara por 2/3 dos seus membros, em votação nominal -
aberta. (art.51, I, CRFB/88)

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CONDIÇÃO DOS GOVERNADORES

Informativo 863 STF: não há necessidade de prévia autorização da


assembleia legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa e
instauração de Ação penal contra governador de Estado, por crime comum,
cabendo ao STJ, no ato de recebimento ou no curso do processo, dispor,
fundamentadamente, sobre a Aplicação de medidas cautelares penais,
inclusive afastamento do cargo.

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CRIMES COMUNS

 PR é processado e julgado perante o STF: após autorização


da Câmara dos Deputados. A denúncia/queixa-crime é
apresentada ao STF, mas este só poderá recebê-la após o
juízo de admissibilidade político da Câmara dos Deputados.

 STF pode rejeitar denúncia/queixa-crime mesmo após a


autorização da Câmara dos Deputados? SIM.

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35
CRIMES COMUNS

 Recebida a denúncia: PR ficará suspenso das suas funções e


só retornará caso seja absolvido ao final do julgamento, ou se
decorrerem mais de 180 dias sem que o julgamento tenha
sido concluído.

 Condenação: seus direitos políticos serão suspensos (art. 15,


III, CRFB/88); haverá perda do mandato presidencial, sem
prejuízo da sanção penal cabível.

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CRIMES DE RESPONSABILIDADE

 PR é processado e julgado pelo Senado Federal: após juízo


de admissibilidade político da Câmara dos Deputados.

 Se a acusação for admitida pela Câmara (votação nominal,


por 2/3 dos seus membros), o processo será remetido ao
Senado Federal, a fim de que este órgão processe e julgue o
Presidente. (art. 51, CRFB/88)

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36
 No Senado, haverá novo juízo de admissibilidade da denúncia
(por maioria simples). O Senado Federal possui discricionariedade
para decidir pela instauração ou não do processo contra o PR.

 O Senado Federal não está vinculado ao juízo de admissibilidade


da Câmara dos Deputados. (ADPF 378. Rel. Min. Luiz Edson Fachin. Julg. 17.12.2015.)

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CRIMES DE RESPONSABILIDADE
 Admitida a denúncia pelo Senado Federal (por maioria simples),
será instaurado o processo contra o Presidente. A casa atuará
como “Tribunal político”, sendo presidido pelo Presidente do
STF.

 Após a instauração do processo pelo Senado: PR ficará suspenso


das suas funções e só retornará caso seja absolvido ao final do
julgamento, ou se decorrerem mais de 180 dias sem que o
julgamento tenha sido concluído.

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CRIMES DE RESPONSABILIDADE

 A condenação do Presidente pelo Senado Federal depende do


voto nominal (aberto) de 2/3 dos seus membros;

 Condenação: i) perda do cargo e; ii) inabilitação, por 8 (oito)


anos, para o exercício de função pública, seja via concurso
público, cargos comissionados ou mandatos eletivos. (não
haverá pena privativa de liberdade) (art. 52, CRFB/88).

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ATRIBUIÇÕES DO LEGISLATIVO

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38
ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

Art. 49, CRFB/88


(...) É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos
internacionais que acarretem encargos ou compromissos
gravosos ao patrimônio nacional;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar
o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;

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ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

Art. 49, CRFB/88


(...) É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem
do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da
República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de
governo;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
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ATRIBUIÇÕES DO CÂMARA DOS DEPUTADOS
Art. 51. CRFB/88
Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de
processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e
os Ministros de Estado;
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República,
quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de
sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;

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ATRIBUIÇÕES DO SENADO FEDERAL


Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República
nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado
e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos
crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os
membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional
do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o
Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;
(...)
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40
IMUNIDADES PARLAMENTARES

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IMUNIDADE MATERIAL

 Garantir aos parlamentares a liberdade de opinião, palavras e


votos.

”(...)são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas


opiniões, palavras e votos”. (art. 53, CRFB/88)

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IMUNIDADE MATERIAL

 Requisito: deve existir uma relação entre a conduta praticada e


o exercício do mandato; uma conexão entre a manifestação oral
do parlamentar e o exercício da função.

 Eficácia temporal permanente: persiste mesmo após o término


do mandato.

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IMUNIDADE MATERIAL

Presunção “quase”
absoluta
Dentro do
Congresso?
Ex: depoimento
Manifestação prestado em CPI
parlamentar
Precisa do vínculo com
Fora do
a atividade de
Congresso?
representação política

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42
IMUNIDADE MATERIAL
“a cláusula de inviolabilidade constitucional, que
impede a responsabilização penal e/ou civil do
membro do Congresso Nacional, por suas palavras,
opiniões e votos, também abrange, sob seu manto
protetor, as entrevistas jornalísticas, a transmissão,
para a imprensa, do conteúdo de pronunciamentos
ou de relatórios produzidos nas Casas Legislativas e
as declarações feitas aos meios de comunicação
social, eis que tais manifestações – desde que
vinculadas ao desempenho do mandato – qualificam-
se como natural projeção do exercício das atividades
parlamentares”. (Inq 2.332-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello. 10-2-2011)

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PRERROGATIVA DE FORO

Art. 53, § 1º, CRFB/88 (...)


Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão
submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

 Abrange apenas as infrações penais comuns.


 Nas ações civis, não farão jus a foro por prerrogativa de
função (Justiça Comum)

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 O Supremo restringiu as hipóteses de prerrogativa de foro.
Somente se aplicará aos crimes praticados durante o exercício do
cargo e que tenham relação com as funções desempenhadas
pelo parlamentar. (AP nº. 937/STF)

 Ocorrendo o crime antes da diplomação, o parlamentar não será


pelo STF. Este julgamento ocorrerá na 1ª instância do Poder
Judiciário.
 Se o parlamentar cometer um crime que não se relacione ao
exercício do mandato, também estará́ sujeito a julgamento na 1ª
instância do Poder Judiciário.

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IMUNIDADE NO PLANO ESTADUAL E


MUNICIPAL
Possuem imunidade material Não possuem imunidade
e formal; formal (processual);
Serão aplicadas as regras Apenas imunidade material.
previstas sobre sistema Serão invioláveis por suas
eleitoral, inviolabilidade, opiniões, palavras e votos no
imunidades...(art. 27, § 1º, exercício do mandato apenas
da CRFB/88). na circunscrição do
Município.

Deputados
Vereadores
Estaduais/Distritais

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88

44
PROCESSO LEGISLATIVO

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INICIATIVA PRIVATIVA (RESERVADA)


61, §1º, CF/88
São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração
direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e
orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos
Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;
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45
INICIATIVA PRIVATIVA (RESERVADA)

 Princípio da simetria: o art. 61, §1º, CF/88, é de observância


obrigatória para os Estados-membros, que, ao disciplinar o
processo legislativo ordinário em suas respectivas
Constituições, não podem se afastar desse modelo (STF)

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PRINCÍPIO DA IRREPETIBILIDADE

Art. 67, CRFB/88


a matéria constante de projeto de lei rejeitado não poderá ser
objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa, salvo por
proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das
Casas Legislativas

SLO: Período correspondente ao ano de trabalho parlamentar (02 de fevereiro e


encerrando-se em 22 de dezembro, com recesso de 18 a 31 de julho.
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46
VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 O veto é o ato unilateral do Presidente da República;

 O Presidente manifesta a discordância com o projeto de lei


aprovado.

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93

VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Art. 66, §1º, CRFB/88


“se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou
em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público,
vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis,
contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os
motivos do veto”.

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47
VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 Motivado e expresso: não há veto tácito em nosso


ordenamento jurídico. Caso o PR não manifeste sua posição
em relação a um projeto de lei no prazo de 15 dias úteis, este
será sancionado tacitamente.

 Ao vetar um projeto de lei, o PR deverá informar ao Presidente


do Senado, dentro de 48 horas, os motivos do veto.

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VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Art. 66, CRFB/88


§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta
dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo
voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores.
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para
promulgação, ao Presidente da República.
(...)

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48
VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 Se o Presidente considerar que o projeto de lei é


inconstitucional, estaremos diante do veto jurídico;

 Se entender que o projeto de lei é contrário ao interesse


público, teremos um veto político.

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VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 O veto pode ser total ou parcial. Mas, deverá abranger texto


integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. Não se
admite que o veto parcial que sobre palavras ou expressões.

 O veto é relativo, ou seja, pode ser superado (rejeitado). Será


apreciado em sessão conjunta do Congresso Nacional, dentro
de 30 dias a contar do seu recebimento. Poderá, então, ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos deputados e
senadores, em votação aberta.
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49
VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 Se, dentro do prazo de 30 dias, não houver a deliberação do


veto, este será colocado na ordem do dia da sessão imediata,
retardando as demais deliberações do Congresso Nacional,
até que ocorra a sua votação Magna (art. 66, § 6º, CF).

 Haverá o trancamento de pauta da sessão conjunta do


Congresso Nacional, não de sessão da Câmara ou do Senado.

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EMENDAS CONSTITUCIONAIS

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100

50
INICIATIVA DE EMENDAS CONSTITUCIONAIS

Art. 60, CRFB/88:


A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos
Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das
unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros.

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101

DISCUSSÃO E VOTAÇÃO

Art. 60, CRFB/88:


§ 2º A proposta será discutida e votada em
cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, considerando-se aprovada se obtiver,
em ambos, três quintos dos votos dos
respectivos membros.

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102

51
EMENDA CONSTITUCIONAL

 Rejeição de proposta: Caso a proposta seja rejeitada ou


havida por prejudicada, será arquivada, não podendo a
matéria dela constante ser objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa.

 Princípio da irrepetibilidade: Vedação absoluta.

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103

PROMULGAÇÃO

Art. 60, CRFB/88:


3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo
número de ordem.

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104

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LIMITAÇÕES MATERIAIS
 Limitações explícitas: (art. 60, § 4º CRFB/88) Certas matérias
não poderão ser objeto de emendas constitucionais
tendentes a aboli-las. São as chamadas cláusulas pétreas.

CLÁUSULAS PÉTREAS

VOTO
FORMA DIRETO, SEPARAÇÃO DIREITOS E
FEDERATIVA SECRETO, DOS GARANTIAS
DE ESTADO UNIVERSAL E PODERES INDIVIDUAIS
PERIÓDICO

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105

LEI COMPLEMENTAR E LEI


ORDINÁRIA

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53
LC X LO

 Aspecto material: consiste no fato de que os assuntos tratados por


lei complementar estão expressamente previstos na Constituição, o
que não acontece com as leis ordinárias. Estas têm campo material
residual.
 Aspecto formal: (processo legislativo). Enquanto o quórum para a
aprovação da lei ordinária é de maioria simples (art. 47, CF), o da lei
complementar é de maioria absoluta (art. 69), ou seja, o primeiro
número inteiro subsequente à metade dos membros da Casa
Legislativa.

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107

JURISPRUDÊNCIA….
 As leis complementares têm o mesmo nível
hierárquico das leis ordinárias: O que diferencia
é o conteúdo.
 As leis complementares podem tratar de tema
reservado às leis ordinárias: deriva da ótica do
“quem pode mais, pode menos”. Caso isso ocorra,
a LC será considerada materialmente ordinária;
essa lei complementar poderá ser
revogada/modificada por simples lei ordinária.
 Leis ordinárias não podem tratar de tema
reservado às leis complementares: caso isso
ocorra, estaremos diante de um caso de
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inconstitucionalidade formal (nomodinâmica).
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108

54
MEDIDAS PROVISÓRIAS

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109

MEDIDAS PROVISÓRIAS

Art. 62 CRFB/88
Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República
poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo
submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:


I - relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e
direito eleitoral;

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55
MEDIDAS PROVISÓRIAS

(...)
b) direito penal, processual penal e processual civil;
III - reservada a lei complementar;
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso
Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da
República.

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PRAZO

§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12


perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em
lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º,
uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional
disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas
decorrentes.

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REGIME DE URGÊNCIA

 No 45º dia sem apreciação, a medida provisória trancará a


pauta da Casa Legislativa em que estiver tramitando; (§ 6º art.
62)
 O fato não interromperá a contagem do prazo (60 + 60). É
possível que, mesmo com o trancamento de pauta, haja
expiração do prazo da MP.
 Nessa situação, a medida provisória perderá sua eficácia,
desde a sua edição, por decurso de prazo (ex tunc).

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PRINCÍPIO DA IRREPETIBILIDADE

 A irrepetibilidade de Medidas provisórias rejeitada ou havida


por prejudicada é absoluta;
 Matéria constante da medida provisória revogada não
poderá ser reeditada, em nova medida provisória, na mesma
sessão legislativa.

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57
@profdiegocerqueira

diegocerqueira@estrategiaconcursos.com.br

OBRIGADO
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