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UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE

UNIPLAC
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

MICHELLE SPIRONELLO

ESTUDO DE CASO DA OBRA DE TERRAPLANAGEM PARA


AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA CIDADE DE
CURITIBANOS

LAGES (SC)
2015
MICHELLE SPIRONELLO

ESTUDO DE CASO DA OBRA DE TERRAPLANAGEM PARA


AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA CIDADE DE
CURITIBANOS

Relatório de Estágio Supervisionado


apresentado à Coordenação do Curso de
Engenharia Civil da Universidade do
Planalto Catarinense – UNIPLAC – como
requisito para obtenção do grau de
Bacharel em Engenharia Civil.

Orientação: Prof. Eng.º William


Fritzen Branco, Bel.

Supervisão de Estágio: Prof. Carlos


Eduardo de Liz, MSc.

LAGES (SC)
2015
Spironello, Michelle

Estudo de Caso da Obra de Terraplanagem para Ampliação do


Complexo Penitenciário da Cidade de Curitibanos / por Michelle
Spironello – Lages, Santa Catarina, 2015.
68 f.; 29 cm.

Relatório de Estágio Supervisionado – Universidade do Planalto


Catarinense – Curso de Engenharia Civil, 2015.

Orientador: Prof. Eng.º William Fritzen Branco, Bel.

1. Terraplanagem 2.Estradas 3. Canteiro de Obras. I. Branco, William


Fritzen. II. Universidade do Planalto Catarinense. III. Título: Estudo de
Caso da Obra de Terraplanagem para Ampliação do Complexo
Penitenciário da Cidade de Curitibanos.

i
MICHELLE SPIRONELLO

ESTUDO DE CASO DA OBRA DE TERRAPLANAGEM PARA


AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA CIDADE DE
CURITIBANOS

Relatório de Estágio Supervisionado apresentado ao Curso de Engenharia Civil da


Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC – como requisito necessário para
obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil, apresentado pela acadêmica
Michelle Spironello.
.

Lages (SC), 23 de Novembro de 2015.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Prof. William Fritzen Branco, Bel – Orientador Conceito _________


Prof. Carlos Eduardo de Liz, MSc. – Supervisor de Estágio Conceito _________
Prof. Alexandre Tripoli Venção – Coordenador do Curso Conceito _________

LAGES (SC)
2015

ii
RESUMO

Este Relatório procura apresentar uma revisão bibliográfica sobre a importância da


terraplanagem, seus equipamentos e particularidades de execução, no ramo da construção
civil. O presente estudo busca, através de uma revisão bibliográfica e de um estudo de caso,
responder questões sobre o apontamento e o uso dos diversos equipamentos relacionados.

Palavras-chave: Terraplanagem; Estradas; Canteiro de Obras.

iii
ABSTRACT

This work seeks to present a literature review on the importance of earthmoving, their
equipment and execution of peculiarities in the construction industry. This study aims,
through a literature review and a case study, answer questions about the appointment and the
use of various related equipment.

Keywords: Earthworks; Roads; Construction Site.

iv
6

SUMÁRIO

RESUMO ........................................................................................................................4
ABSTRACT ...................................................................................................................5
LISTA DE SIGLAS .......................................................................................................8
LISTA DE FIGURAS E TABELAS ..........................................................................10
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................11
1.1 Apresentação ...........................................................................................................11
1.2 Tema: .......................................................................................................................13
1.3 Problema da Pesquisa ..............................................................................................13
1.4 Hipótese: ..................................................................................................................13
1.5 Objetivos:.................................................................................................................14
1.5.1 Geral ................................................................................................................................ 14
1.5.2 Específicos ....................................................................................................................... 14
1.6 Justificativa: .............................................................................................................14
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................16
2.1 Composição da Implantação da obra de Terraplenagem – Aspectos Técnicos ......16
2.2 Boas Práticas de Controle Tecnológico na Execução da Terraplenagem ...............25
2.3 Benefícios e Principais Resultados ..........................................................................28
2.4 Principais Etapas de Execução ................................................................................28
2.4.1 Etapas Preliminares ........................................................................................................ 29
2.4.2 Escavação ........................................................................................................................ 30
2.4.3 Carregamento .................................................................................................................. 31
2.4.4 Empréstimo ...................................................................................................................... 31
2.4.5 Espalhamento .................................................................................................................. 31
2.4.6 Transporte do Excesso de Terra...................................................................................... 31
3 METODOLOGIA DA PESQUISA .........................................................................32
3.1 Metodologia .............................................................................................................32
3.1.1 Método de abordagem:.................................................................................................... 32
3.1.2 Técnica da pesquisa: ....................................................................................................... 32
3.1.3 Estrutura Básica do Relatório de Estágio ....................................................................... 33
4 MATERIAIS E MÉTODOS ....................................................................................34
4.1 Levantamento de Dados ..........................................................................................34
4.2 Tratamento dos Dados .............................................................................................35
4.3 Integração dos Dados ..............................................................................................35
4.4 Caracterização dos Processos – Principais Técnicas e Operações ..........................35
7

4.4.1 Escavação ........................................................................................................................ 36


4.4.2 Aterro ............................................................................................................................... 36
4.4.3 Compactação de Solo ...................................................................................................... 37
4.4.4 Troca de Solo ................................................................................................................... 37
4.4.5 Drenagem de Solo ........................................................................................................... 37
4.4.6 Prevenção de Erosão ....................................................................................................... 38
4.5 Caracterização do Serviço de Terraplenagem .........................................................38
4.6 Equipamentos ..........................................................................................................41
4.7 Execução ..................................................................................................................41
4.7.1 Considerações Iniciais .................................................................................................... 41
4.8 Controle ...................................................................................................................45
4.8.1 Materiais.......................................................................................................................... 45
4.8.2 Execução .......................................................................................................................... 46
4.8.3 Geométrico ...................................................................................................................... 46
4.9 Aceitação .................................................................................................................47
4.9.1 Materiais.......................................................................................................................... 47
4.9.2 Grau de Compactação ..................................................................................................... 47
4.9.3 Geometria ........................................................................................................................ 48
4.10 Controle Ambiental ...............................................................................................48
4.11 Características Aproximadas de Alguns Materiais ...............................................49
4.12 Fases do Projeto .....................................................................................................49
4.12.1 Estudos Preliminares..................................................................................................... 50
4.12.2 Projeto Básico ............................................................................................................... 50
4.12.3 Projeto Executivo .......................................................................................................... 51
4.13 Elaboração do Projeto............................................................................................51
4.13.1 Seções Transversais....................................................................................................... 51
4.13.2 Cálculo de Áreas, Volumes, Classificação e Seleção de Materiais .............................. 52
4.13.3 Perfil de Distribuição de Volumes e Orientação do Movimento de Terra .................... 53
4.14 Forma de Apresentação .........................................................................................54
4.14.1 Estudos Preliminares..................................................................................................... 54
4.14.2 Projeto Básico ............................................................................................................... 54
4.15 Terraplenagem ou Terraplanagem – Técnicas e Operações mais Utilizadas ........55
4.15.1 Escavação ...................................................................................................................... 55
4.15.2 Aterro ............................................................................................................................. 56
4.15.3 Compactação de Solo .................................................................................................... 56
4.15.4 Troca de Solo ................................................................................................................. 56
4.15.5 Drenagem de Solo ......................................................................................................... 57
4.15.6 Prevenção de Erosão ..................................................................................................... 57
4.16 Acervo Fotográfico da Obra ..................................................................................58
5 CONCLUSÕES.........................................................................................................62
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................64
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES .................................................................67
8

LISTA DE SIGLAS

° – Graus
% – Porcentagem
Ø – Diâmetro
φ – Fator de Empolamento
γn – Massa Específica Aparente Seca Natural
γc – Massa Específica Aparente Seca Compactada
γs – Peso Específico Real dos Grãos
γw – Peso Específico do Fluído
μ – Viscosidade da Água
Δh – Desvio de Umidade
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
APP – Área de Proteção Ambiental
CaC2 – Carburato de Cálcio
CBR – California Bearing Ratio
cm – Centímetro
cm² – Centímetro Quadrado
D – Diâmetro Equivalente
DER – Departamento de Estradas de Rodagem
DMT – Distância Média de Transporte
DNER – Departamento Nacional de Estradas de Rodagem
DNIT – Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte
Eng.º – Engenheiro
ep – Empolamento
ES – Especificação de Serviços
EUA – Estados Unidos da América
GC – Grau de Compactação
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h – Porcentagem de Umidade
H2O – Água
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IP – Índice de Plasticidade
ISC – Índice de Suporte Califórnia
ISO – International Organization for Standardization
kg/cm² – Quilogramas por Centímetro Quadrado
kPa – Quilo-Pascal
kN/m³ – Quilonewton por Metro Cúbico
LL – Limite de Liquidez
LP – Limite de Plasticidade
m – Metro
m² – Metro Quadrado
m³ – Metro Cúbico
ME – Método de Ensaio
mm – Milímetro
NBR – Norma Brasileira Regulamentadora
pol/minuto – Polegada por Minuto
SC – Santa Catarina
SE – Solos Expansivos
SES – Solos Expansivos Saturados
SP – São Paulo
UNIPLAC – Universidade do Planalto Catarinense
v – Velocidade de Queda
Vc – Volume Compactado
Vn – Volume Natural
Vs – Volume Solto
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LISTA DE FIGURAS E TABELAS

Figura 01 – Gráfico de Peso específico Aparente (kN/m3) x Umidade(%) .................18


Figura 02 – Curva Granulométrica (NBR NM248) .....................................................22
Figura 03 – Aparelhos para Ensaio Speedy (DNER ME 052/94) ................................25
Figura 04 – Início das Atividades .................................................................................58
Figura 05 – Atividades Iniciais .....................................................................................58
Figura 06 – Nivelamento do Terreno ...........................................................................59
Figura 07 – Terreno sendo Nivelado (Corte e Aterro) .................................................59
Figura 08 – Movimentações de Solos ..........................................................................60
Figura 09 – Movimentações de Solos e Estaqueamento ..............................................60
Figura 10 – Equipamentos em Operação ......................................................................60
Figura 11 – Equipamentos em Operação ......................................................................61

Tabela 01 – Energias de Compactação Proctor (NBR 7182:1986) ..............................17


Tabela 02 – Umidade Estimada x Peso da Amostra (DNER-ME 052/1994) ...............25
11

1 INTRODUÇÃO

1.1 Apresentação

Os objetivos principais contidos neste Relatório de Estágio Supervisionado


são a explanação e discriminação, através de análise bibliográfica, atividades
desenvolvidas pelo maquinário de terraplanagem para ampliação do complexo
penitenciário da cidade de Curitibanos. A obra em questão foi acompanhada pela
estagiária no segundo semestre de 2015.

A necessidade de ampliação do complexo penitenciário da cidade de


Curitibanos foi motivada pela demanda excessiva de super lotação que a capitão
Florianópolis vinha apresentando em seu sistema carcerário.

Nunca o homem se vangloriou tanto de suas conquistas intelectuais,


científicas, tecnológicas, assim como nunca antes reclamou com tanta intensidade dos
prejuízos que esse desenvolvimento trouxe ao meio ambiente. (BARBOSA, 2011 p
01)

Segundo Neto (2011) a construção civil tem vivido recentemente, uma época
frutífera, cujos aumentos nos ganhos, valorização de seus profissionais e expansão do
mercado são só algumas das causas e consequências desta realidade, entretanto como
todo setor, deve estar atenta às demandas da sociedade na qual está inserida.

Pode-se afirmar, portanto, que independente do porte da obra de Engenharia


Civil, a realização de trabalhos prévios de movimentação de terras se faz necessário.
12

Por esta razão a terraplenagem teve o enorme desenvolvimento verificado no último


século. (NICHOLS, 2010)

O tema relata a grande necessidade de ampliação da infra-estrutura de etapas


construtiva de terraplanagem (ou movimento de terra) é uma atividade de fundamental
importância na construção de obras de engenharia por representar o preparo do terreno
para que se possa ser materializado o projeto de um empreendimento.

Existe a necessidade de pesquisas e agrupamento de dados que comprovem a


eficiência e eficácia destes sistemas quanto à etapas construtiva de terraplanagem,
interferindo positivamente na implantação da obra.

Por isso, é indispensável o profundo conhecimento e aplicação das


metodologias e do controle na execução dos serviços de terraplanagem, a fim de
garantir segurança e viabilidade técnico-econômica dos projetos.

As atividades de movimentação de terra são exigidas praticamente em


qualquer obra de construção. o presente Pré-Projeto de Relatório encontra-se
segmentado em capítulos. O primeiro capítulo apresenta a Introdução. O segundo
capítulo trata da Revisão Bibliográfica. O terceiro capítulo tem o objetivo de
apresentar de forma teórica a Metodologia utilizada na fundamentação deste trabalho.

É possível considerar este assunto como uma proposta no desafio ambiental e


ecológico para o combate dos danos ambientais gerados com a movimentação de solo,
pois está diretamente ligado à vida de seres humanos e demais organismos vivos. As
atividades de movimentação de terra são exigidas praticamente em qualquer obra de
construção, independente do seu porte. Porém, neste trabalho, o foco estará voltado ao
controle tecnológico de terraplenagem para implantação de uma obra de
terraplenagem, incluindo um estudo de caso de uma implantação de um complexo
penitenciário começou a ser construída na cidade de São Cristóvão do Sul, em 2015.

Devido ao crescimento desenfreado da cidade e a erosão acelerada dos solos,


através dos processos de industrialização e habitação humana, a natureza nem sempre
13

é capaz de manter o equilíbrio do ecossistema de determinada região. Portanto, os


profissionais mais qualificados desenvolvem caminhos alternativos de manutenção do
meio em que habitam, tendo como orientação os conhecimentos adquiridos
academicamente e as bibliografias disponíveis.

Na execução do aterro que servirá de base no local em que será assentada a


obra, o que poderia ser evitado na etapa de terraplenagem, com mão de obra
qualificada e equipamentos adequados. Portando, há uma série de premissas, ensaios e
verificações feitos em campo que comprovam a correta execução de um aterro,
gerando economia e segurança.

Neste trabalho a intenção é abordar o uso de Tecnologias ou Controles


Tecnológicos voltados de forma mais especifica às Obras de Terraplenagem.

1.2 Tema:

Estudo de Caso da Obra de Terraplanagem para Ampliação do Complexo


Penitenciário da Cidade de Curitibanos.

1.3 Problema da Pesquisa

Os profissionais de engenharia são indivíduos instruídos e devem ter em


mente que as tarefas de terraplanagem são normatizadas, porém, do ponto de vista
prática, nem sempre são atendidas. É a partir desse quadro que surge o principal
questionamento da pesquisa: Será que os serviços de terraplanagem acompanhados
durante o período de estágio atendem às normas e legislações vigentes estabelecidas?

1.4 Hipótese:

Nesta pesquisa, parte-se do princípio de que o gerenciamento e controle da


implantação da obra de terraplenagem resultariam em uma economia total da obra,
14

pela utilização de mão de obra qualificada e equipamentos novos. Formula-se a


hipótese que dentro do canteiro de obras, a utilização deste tipo de situação contribuirá
para melhor produção, pois, com melhor controle aumentaria a produção e a demanda
das atividades, realizando a execução da terraplenagem em tempo hábil reduzido.

1.5 Objetivos:

1.5.1 Geral

Este trabalho tem como objetivo apresentar o controle tecnológico aplicado


em uma obra de terraplenagem, pontuando boas práticas, a forma como é implantado e
as suas vantagens no desempenho da obra.

1.5.2 Específicos

 Apontar os efeitos ambientais pontuais e globais da movimentação de solos, as


quais se apresentam como uma consequência da realização de obras de
terraplenagem;
 Determinar os impactos dos equipamentos dentro do meio ambiente da região
estudada, tendo como foco a qualidade na execução da obra;
 Oferecer alternativa ao contratante para redução de investimentos nas obras de
terraplenagem, fundamentando-se na preservação ambiental e no uso adequado
dos equipamentos dentro do canteiro de obras.

1.6 Justificativa:

Sabendo que os projetos de terraplenagem representam eficientes


ferramentas utilizadas na integração e no processo de custo e vida útil de uma obra. A
diversificação de atividades envolvidas nos trabalhos realizados dentro do canteiro de
obras, seja na implantação em terrenos virgens ou melhorias e restaurações que
garantem as condições de fluidez, segurança, e estabilidade, além de minimizar os
custos totais da obra.
15

Visto que as fases e os procedimentos técnicos adotados na implantação tem


sido atualizados e complementados com o uso de modernos equipamentos e programas
computacionais que vem nos auxiliar no desenrolar das inúmeras dificuldades
encontradas, apresentamos de forma clara e objetiva os métodos para a execução da
terraplenagem em um projeto de implantação de canteiro de obras.
16

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Composição da Implantação da obra de Terraplenagem – Aspectos Técnicos

Segundo Lozano (2012) os ensaios mais difundidos para avaliação de um


solo a ser empregado em um aterro são os ensaios de compactação (Proctor), CBR ou
ISC – Índice de Suporte Califórnia, expansibilidade, análise granulométrica por
peneiramento e ensaio físico para determinação dos limites de liquidez (LL) e
plasticidade (LP) e consequente índice de plasticidade (IP). Atualmente usam-se os
mesmos corpos de prova para realização dos ensaios de Proctor, CBR e
expansibilidade, e os resultados são apresentados em um relatório, de acordo com a
recomendação da Norma DNIT 164/2013-ME – Compactação utilizando amostras não
trabalhadas.
Estes ensaios visam caracterizar o solo avaliado quanto à resistência
mecânica, compressibilidade e permeabilidade. Estes são os fatores mais importantes
na hora de se avaliar um material a ser utilizado na execução de um aterro (SOUZA,
2014 apud TRENTER, 2001).
O efeito da compactação no solo feito por alguma forma de energia (impacto,
vibração, compressão estática ou dinâmica), é o aumento do seu peso específico e
resistência ao cisalhamento, e uma diminuição do índice de vazios, permeabilidade e
compressibilidade (SOUZA, 2014 apud MANTELLI, 2012). O ensaio de compactação
visa obter a correlação entre o teor de umidade e o peso específico seco de um solo
quando compactado com determinada energia. Ensaio de Compactação (Proctor)
Divulgado em 1933, pelo engenheiro Ralph R. Proctor, o método para
controle de compactação revela um dos mais importantes princípios da mecânica dos
17

solos: “A densidade com que um solo é compactado sob uma determinada energia de
compactação depende da umidade do solo no momento da compactação.”
O ensaio determina a relação entre o teor de umidade do solo e sua massa
específica aparente seca, quando a fração de solo que passa pela peneira de 19 mm é
compactada.
Há três tipos de ensaio Proctor: Normal, Intermediário e Modificado. A
diferença entre eles está basicamente na variação de energia utilizada na compactação
devido ao maior número de golpes com o soquete.

Tabela 01 – Energias de Compactação Proctor (NBR 7182:1986)

Fonte: Norma Brasileira Regulamentadora NBR 7182:1986.

Realização do ensaio:

a) Fixa-se o molde à base metálica, ajusta-se o cilindro complementar e apóia


o conjunto em base plana e firme (não esquecer de pesar o conjunto). Compacta-se no
molde o material com o disco espaçador (caso do molde grande), com fundo falso, em
camadas iguais, cada camada receberá golpes, caindo de certas alturas, distribuídos
uniformemente sobre a superfície das camadas. O número de golpes dependerá do tipo
18

de Ensaio Proctor a realizar; Caso necessário utiliza-se o papel filtro para evitar a
aderência entre o material e a superfície metálica (ou disco espaçador);
b) A compactação de cada camada deve ser presumida de uma ligeira
escarificação da camada subjacente com espátula;
c) Após a compactação da ultima camada, remove-se o cilindro
complementar, tendo-se antes o cuidado de destacar com a espátula o material aderido.
Com uma régua de aço biselada arrasa-se o material na altura exata do molde.
Resultados:
a) Curva de compactação: traça-se a curva de compactação marcando-se nas
ordenada as massas específicas aparentes do solo seco e nas abscissas, os teores de
umidade correspondentes;
b) Massa específica aparente máxima do solo seco: este valor é determinado
pela ordenada máxima da curva de compactação;
c) Umidade ótima: é o valor da abscissa correspondente, na curva de
compactação, ao ponto de massa específica aparente máxima do solo seco;

Figura 01 – Gráfico de Peso Específico aparente (kN/m3) x Umidade(%):

Fonte: SOUZA, 2014 apud MATTOS, 2001.

Posteriormente, com o solo aprovado para uso no aterro da obra, verifica-se o


Grau de Compactação (GC) em campo pela expressão: GC(%)=γcampoγdmax x 100
19

Onde g campo é a massa específica seca obtida "in situ", e gdmax é a massa
específica seca máxima obtida em laboratório, no ensaio de Proctor, para a energia
especificada.
Os métodos para apuração da densidade em campo serão apresentados no
item.
Ensaio de expansibilidade:

Utilizando a definição da Norma DNIT 160/2012 – ME – Determinação de


expansibilidade, “Ensaio de expansibilidade de solo é o ensaio por meio do qual se
determina o aumento do volume que certos solos apresentam, quando em contato com
a água ou quando reduzida a pressão sobre eles.”. Após realização do Ensaio de
Proctor, o corpo de prova é imerso com seu molde por quatro dias, para medição da
expansão. Depois, realizam-se leituras periódicas do extensômetro até que duas
leituras com o intervalo de 2h dêem o mesmo valor ou valores decrescentes. A
expansibilidade é dada, em percentagem, pela seguinte expressão:
Δhh0 ×100= L1− L015 ×100
Em que:
Δ = variação da altura;
h0 = altura inicial = 15mm;
L0 = leitura inicial do extensômetro;
L1 = leitura final do extensômetro.

Ensaio CBR – Californian Bearing Ratio


Este ensaio, também chamado de ISC – Índice de Suporte Califórnia, tem
como objetivo avaliar a resistência mecânica dos solos, de modo a permitir a seleção
dos materiais que comporão as camadas do aterro.

Realização do ensaio:

No ensaio, é medida a resistência à penetração de um pistão padronizado na


amostra saturada pela imersão em água e que foi anteriormente submetida ao Ensaio
20

de Proctor. O pistão possui 3pol2 (19,4 cm²) de seção transversal e penetra na amostra
à velocidade de 0,05 pol/minuto (1,27mm/minuto) por um período de 6 minutos.
Anota-se a carga (ou pressão) e a penetração a cada 30 segundos, até o limite de 6
minutos. Os valores são colocados em um gráfico, do qual devem ser obtidos os
valores das cargas (ou pressões) correspondentes às penetrações de 0,1 polegadas (2,5
milímetros) e 0,2 polegadas (5 milímetros). O Índice de Suporte Califórnia (ISC –
Índice de Suporte Califórnia – ou CBR – California Bearing Ratio) é a relação, em
percentagem, entre a pressão exercida pelo pistão padronizado necessária à penetração
no solo até 0,1 polegadas (2,5 milímetros) e 0,2 polegadas (5 milímetros) e a pressão
necessária para que o mesmo pistão penetre a mesma quantidade em solo-padrão de
brita graduada. O resultado final para o CBR determinado será o maior dos dois
valores encontrados, correspondentes às penetrações de 0,1 polegadas (2,5 milímetros)
e 0,2 polegadas (5 milímetros).
CBR = Pressão encontrada Pressão padrão x 100.
A norma de referência brasileira para este ensaio é a NBR 9895 – Índice de
Suporte Califórnia.

Ensaio de Granulometria:

O ensaio de granulometria é o processo utilizado para a determinação da


percentagem em peso que cada faixa especificada de tamanho de partículas representa
na massa total ensaiada. Através dos resultados obtidos desse ensaio é possível a
construção da curva de distribuição granulométrica, tão importante para a classificação
dos solos bem como estimativa de parâmetros para filtros, bases estabilizadas,
permeabilidade, capilaridade etc. A determinação da granulometria de um solo pode
ser feita apenas por peneiramento ou por peneiramento e sedimentação, se necessário.
O processo de peneiramento é adotado para partículas (sólidos) com
diâmetros maiores que 0,075mm (#200). Para tal, utiliza-se uma série de peneiras de
abertura de malhas conhecidas, determinando-se a percentagem em peso retida ou
passante em cada peneira. Este processo divide-se em peneiramento grosso, partículas
maiores que 2 mm (#10) e peneiramento fino, partículas menores que 2 mm. Para o
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peneiramento de um material granular, a amostra é, inicialmente, seca em estufa e seu


peso determinado. Esta amostra será colocada na peneira de maior abertura da série
previamente escolhida e levada a um vibrador de peneiras onde permanecerá pelo
tempo necessário à separação das frações. Quanto o solo possui uma porcentagem
grande de finos, porém não interessa a sua distribuição granulométrica, faz-se,
primeiramente, uma lavagem do solo na peneira nº 200, seguido da secagem em estufa
do material retido e posterior peneiramento. Este procedimento leva a resultados mais
corretos do que fazer o peneiramento direto, da amostra seca.

Figura 02 – Curva Granulométrica (NBR NM248):

Fonte: Norma Brasileira Regulamentadora NBR NM248.

Para os solos finos, siltes e argilas, com partículas menores que 0,075 mm
(#200), o cálculo dos diâmetros equivalentes será feito a partir dos resultados obtidos
durante a sedimentação de certa quantidade de sólidos em um meio líquido.
A base teórica para o cálculo do diâmetro equivalente vem da lei de Stokes,
que afirma que a velocidade de queda de uma partícula esférica, de peso específico
conhecido, em um meio líquido rapidamente atinge um valor constante que é
proporcional ao quadrado do diâmetro da partícula. O estabelecimento da função,
22

velocidade de queda – diâmetro de partícula, se faz a partir do equilíbrio das forças


atuantes (força peso) e resistentes (resistência viscosa) sobre a esfera, resultando: 𝑣=
𝛾𝑠−𝛾𝑤1800.𝜇 ×𝐷2
onde:
v = velocidade de queda
γs = peso específico real dos grãos - g/cm3
γw = peso específico do fluído - g/cm3
μ = viscosidade da água - g . s/ cm2
D = diâmetro equivalente (mm)

Ensaio de Limite de Liquidez (LL) e Limite de Plasticidade (LP).

A plasticidade do solo, ou limites de consistência, é determinada através de


dois ensaios: limite de liquidez e limite de plasticidade. O Limite de plasticidade (LP)
é o teor de umidade abaixo do qual o solo passa do estado plástico para o estado semi-
sólido, ou seja, ele perde a capacidade de ser moldado e passa a ficar quebradiço.
Deve-se observar que esta mudança de estado ocorre nos solos de forma gradual, em
função da variação da umidade, portanto a determinação do limite de plasticidade
precisa ser arbitrado, o que não diminui seu valor uma vez que os resultados são
índices comparativos. Desta forma torna-se muito importante a padronização do
ensaio, sendo que no Brasil ele é realizado pelo método da norma NBR 7180.
Os ensaios de plasticidade são realizados somente com a parte fina do solo
representada pelo material que passa na peneira de abertura 0,42 mm. O limite de
liquidez (LL) é o teor em água acima do qual o solo adquire o comportamento de um
líquido. Ele é usualmente determinado pelo aparelho de Casagrande. Ele é constituído
por uma concha metálica unida a uma manivela que a move, fazendo-a cair sobre uma
base sólida um certo número de vezes, até o fechamento de 1 cm da ranhura padrão,
feita previamente no solo colocado na concha. O limite de liquidez corresponde ao teor
de umidade em que a ranhura se fecha com 25 golpes. Conhecidos o Limite de
Liquidez e Limite de Plasticidade, temos então o Índice de Plasticidade (IP):
23

𝐼𝑃=𝐿𝐿−𝐿𝑃

que é expresso em porcentagem e pode ser interpretado, em função da massa


de uma amostra, como a quantidade máxima de água que pode lhe ser adicionada, a
partir de seu Limite de plasticidade, de modo que o solo mantenha a sua consistência
plástica

Ensaios de campo

A partir desses ensaios realizados, obtém-se a base teórica para avaliação das
condições do uso do solo no aterro que se deseja fazer. Esses parâmetros são
indispensáveis para o projeto da terraplenagem de uma obra. Mas existe outro aspecto
fundamental no sucesso do empreendimento: o controle tecnológico feito durante a
execução de aterros. Este fator é crucial, e, muitas vezes, não vem sendo aplicado nas
obras de terraplenagem: controlar as tais propriedades de engenharia, que na fase de
projeto nortearam o cálculo e o dimensionamento das estruturas (obras) de terra. Sabe-
se que os parâmetros geotécnicos são indispensáveis aos cálculos de engenharia que
redundaram no projeto do aterro e temos que certificar que estas importantes
propriedades estarão sendo observadas no aterro executado.
Apresenta-se então os ensaios de campo mais difundidos na terraplenagem e
que são regulamentados pelas Normas do DNIT:

Ensaio de determinação da umidade:

Como visto, há um teor de umidade que, dada uma energia de compactação,


levará a um peso específico seco mais elevado, o que levará a uma maior resistência
mecânica do aterro.
Para a determinação do teor de umidade do aterro executado, normalmente
usa-se o ensaio conhecido como “Speedy” pela sua rapidez e praticidade na obtenção
do resultado. A Norma rodoviária DNER-ME 052/1994 descreve como o ensaio deve
ser executado. A determinação do teor de umidade de solos e agregados miúdos com a
24

utilização deste método tem base na reação química da água existente em uma amostra
com o carbureto de cálcio, realizada em ambiente confinado:
CaC2 + 2 H2O → C2H2 + Ca(OH)2
O gás acetileno ao expandir-se gera pressão proporcional à quantidade de
água existente na amostra. A leitura dessa pressão em um manômetro permite a
avaliação da quantidade de água em uma amostra, e em consequência, do seu teor de
umidade.

Aparelhagem:

Figura 03 – Aparelhos para Ensaio Speedy (DNER ME 052/94)

Fonte: Departamento Nacional de Estradas de Rodagem DNER ME 052/94.

a) Conjunto “Speedy” completo (ver fotos acima);


b) Ampolas com cerca de 6,5 g de carbureto de cálcio (CaC2)
O peso da amostra a ser utilizada é escolhido pela umidade que se admite a
amostra possuir, de acordo com a tabela:
25

Tabela 02 – Umidade Estimada x Peso da Amostra (DNER-ME 052/1994)

Fonte: Departamento Nacional de Estradas de Rodagem DNER ME 052/94.

ENSAIO: (Aqui o ensaio é descrito para o modelo denominado “alemão”)


a) Pesar a amostra e colocar na câmara do aparelho;
b) Introduzir na câmara duas esferas de aço, seguidas da ampola de carbureto
de cálcio, deixando-a deslizar com cuidado pelas paredes da câmara, para que não se
quebre;
c) Fechar o aparelho e agitá-lo repetidas vezes para quebrar a ampola, o que
se verifica pelo surgimento de pressão assinalada no manômetro;
d) Ler a pressão manométrica após esta se apresentar constante, o que indica
que a reação se completou. (Se a leitura manométrica for menor que 20 kPa [0,2
kg/cm2], o ensaio deve ser repetido com peso de amostra imediatamente superior ao
empregado, conforme a tabela. Se a leitura for maior que 150 kPa [1,5 kg/cm2],
interromper o ensaio, afrouxando a tampa do aparelho devagar, e repetir o ensaio com
um peso imediatamente inferior. Apenas na faixa de 0,2 a 1,5 kg/cm2 o aparelho
fornece leituras confiáveis.)
e) Entra-se na tabela de aferição própria do aparelho com a leitura
manométrica e o peso da amostra utilizada no ensaio, obtendo a percentagem de
umidade em relação à amostra total úmida (h1). Resultado do ensaio (se realizado em
temperatura próxima de 20ºC):
h = 100. h1 / (100 – h1).

2.2 Boas Práticas de Controle Tecnológico na Execução da Terraplenagem

Muitos responsáveis por obras de aterro diriam que através do controle


tecnológico, determina-se o grau de compactação e o desvio de umidade dos solos de
26

aterro, o que está correto, entretanto, não pode ser considerada uma resposta completa
(LOZANO, 2012). Isso se deve ao fato de que este procedimento largamente
empregado atualmente, é necessário, porém não é o suficiente, pois não determina as
propriedades de resistência; compressibilidade; e ou permeabilidade, e
consequentemente não é feita a verificação se estas propriedades encontradas
correspondem às adotadas no projeto.
A seguir, apresenta-se uma sequência de atividades construtivas que
englobam o controle tecnológico de aterros.
Deverão ser realizadas visitas periódicas com os seguintes objetivos:
1. Certificar que a geometria de execução está de acordo com o projeto:
2. Determinar a altura de escavação até o solo de fundação;
3. Demarcar faixas de compactação na largura do rolo compactador;
4. Calcular a espessura da camada compactada (no máximo 20 centímetros);
5. Dimensionar a sobrelargura dos taludes;
6. Solicitar a execução de gabarito para verificar a inclinação do talude;
7. Especificar as cotas, largura e inclinação das bermas e platôs;
8. Durante as escavações, coletar amostras indeformadas para execução de
ensaios triaxiais;
9. Garantir que o encontro do aterro com o maciço de solo natural seja feito
em degraus;
10. Garantir que a compactação no encontro fique de acordo com o projeto.
11. A drenagem provisória deverá ser executada antes da fase de
compactação e outras fases das obras e deverá ser ajustada, quando necessário, durante
a obra.
12. Lançamento e espalhamento das camadas soltas de aterro;
13. Definir previamente as faixas de compactação por meio de cruzetas e
estacas;
14. Colocar piquetes a cada 10 metros, para verificar a espessura da camada
compactada;
15. As faixas de compactação devem ser sobrepostas.
16. Controlar visualmente a homogeneidade, verificando se há mudança de
27

solo proveniente da área de empréstimo.


17. Coletar amostras para ensaios de caracterização e próctor normal para
cada mudança solo (adotando no mínimo 3 amostras);
18. Fazer um “croqui” com a locação e numeração da coleta de amostras.
19. Quando houver mudança de solo da área de empréstimo ou mudança de
jazida, devem-se ter definidas as especificações técnicas deste solo antes do
lançamento.
20. O lançamento e espalhamento deverão ser executados em uma única
faixa. Assim, mesmo após um período de chuvas, tem-se frente de trabalho no restante
da praça que se encontra compactada e selada.
21. Verificar a homogeneidade do solo de fundação, quanto à resistência;
22. Exigir uniformidade das camadas, através do número de passadas do rolo
compactador;
23. A espessura da camada não deve ter mais que 20 cm compactada, salvo
se existir na obra equipamento que permita espessuras maiores;
24. Executar coleta de corpos de prova por cravação de cilindros tipo triaxial
ou hilf, e copinhos, para determinação de densidade e umidade em laboratório a cada
300 m3, no mínimo dois por camada e, quando houver mudança do tipo de solo,
proveniente de área de empréstimo;
25. O engenheiro deverá comparar os resultados dos ensaios de laboratório
com o grau de compactação (GC) e o desvio de umidade (Δh) especificados em
projeto, e informar imediatamente ao encarregado de campo;
26. Solicitar escarificação para recompactação, secagem ou umedecimento
da camada, caso não se apresente nas condições especificadas no projeto.
27. Solicitar que a última camada seja selada sempre que os serviços forem
paralisados ou quando houver iminência de chuvas.
28. Fazer um “croqui” com a locação e numeração dos ensaios realizados;
29. Solicitar execução de proteção superficial em taludes.
28

2.3 Benefícios e Principais Resultados

O controle tecnológico quando contempla todos os aspectos citados nos


itens, certamente traz uma série de vantagens para a etapa de terraplenagem e as etapas
sub-sequentes, principalmente se tratando de uma obra viária. Materializam-se ganhos
na qualidade, na segurança e na viabilidade econômica do empreendimento. Essas
melhorias trazidas pelo advento do controle tecnológico podem ser detalhadas:
a) A qualidade preza por executar os serviços de acordo com os
procedimentos e parâmetros pré-estabelecidos em projeto e o controle tecnológico
permite criar uma memória que qualifica as diferentes etapas e resultados obtidos nas
obras de terraplenagem.
b) Aumenta-se a confiabilidade na execução, ajudando a gerar uma maior
satisfação do cliente, fundamental para qualquer empresa com um Sistema de Gestão
da Qualidade conforme requisitos da norma ISO 9001.
c) Evita o desperdício. Pode-se citar como exemplo um caso onde o solo
proveniente de um corte foi descartado sem recolhimento para ensaios de
caracterização e poderia ter sido usado como reforço de subleito.
d) Diminui o retrabalho e necessidade de manutenções futuras. Isso fica claro
ao imaginarmos uma patologia detectada no aterro quando esse já possui grande
extensão, necessitando de escarificação e recompactação.
e) Otimiza a utilização dos recursos, o que também pode gerar economia.
Serve de exemplo o caso onde se sabe o número de passadas do rolo compactador
necessárias para que a camada atinja a densidade máxima e evita-se que mais horas
sejam gastas do equipamento.

2.4 Principais Etapas de Execução

Há muitos casos de aterros sendo feitos de forma inadequada, sob as


mais variadas justificativas. Porém, sem tecnologia correta, cria-se um
mito que não condiz com a verdade. Seja qual for o volume de aterro,
qual seja o solo do local e das possibilidades de áreas de empréstimo
(de onde se remove o solo), há um procedimento executivo de
engenharia civil geotécnica adequado, que proporcionará economia e
29

segurança. Sem a devida aplicação dos conhecimentos geotécnicos na


execução destes aterros, muitos problemas poderão ocorrer, em
pequenas e grandes obras de engenharia, como exemplificados a
seguir: a) Recalques e afundamentos de piso, ruas, vias e fundações;
b) Vazamentos de redes hidráulicas e sanitárias; c) Deslizamentos de
taludes, contenções e muros de arrimo; d) Vazamentos de lagoas de
tratamento de resíduos e líquidos; e) Erosões internas em diques e
barragens; f) Não enchimento de lagoas, diques e barragem por perda
de água. Ao projetar um aterro deve-se conhecer as propriedades de
engenharia dos solos a serem utilizados e que virão do empréstimo.
Têm-se as propriedades de resistência, compressibilidade, e
permeabilidades, que serão determinadas através de ensaios de
laboratório realizados em amostras de solos extraídas das áreas de
empréstimo. Geralmente têm-se várias possibilidades de áreas de
empréstimo e, cada uma destas, têm diversas camadas de solo com
diferentes características e em profundidades distintas. Isto requer um
estudo de alternativas, procurando identificar entre elas a melhor
alternativa técnica e econômica de empréstimo. Há algumas técnicas
recomendáveis que podem ser vistas como parte integrante de um
controle tecnológico para evitar problemas futuros na obra de aterro.
Este procedimento deve ser revestido de bom senso, evidentemente,
pois, sempre se tem que observar o custo e o benefício envolvido
naquela obra. É preciso projetar a execução do aterro com
conhecimento prévio dos solos existentes, mais próximos ao local da
obra e nas áreas de menor custo de escavação. Ele deve ser projetado
para os solos de menor custo, existentes próximos à obra.
Contrariando, a prática que se vem observando, é que se desenvolve
um projeto e depois disto é que se parte para procurar um empréstimo.
Os solos para execução dos aterros são provenientes de escavações e
através dos ensaios de laboratório, se determinam as propriedades de
resistência, compressibilidade e ou permeabilidade, se e quando
necessárias para as diferentes obras. Com estes parâmetros tornam-se
possíveis os cálculos de engenharia geotécnica, que então
proporcionarão o dimensionamento dos taludes, aterros e camadas
“impermeáveis”, entre outras, que trarão a devida segurança às obras
já citadas. (LOZANO, 2012)

2.4.1 Etapas Preliminares

A preparação do terreno é composta por algumas etapas genéricas que,


obviamente, podem ser desnecessárias conforme as características especificas do
terreno encontrado. Estas etapas são as seguintes (ABRAM e ROCHA, 2000):
a) Desmatamento (retirada da vegetação de grande porte) – pode ser feita
com moto-serra ou, eventualmente, com processos mecânicos, no caso de existência de
poucas árvores (como dozer, pá carregadora, etc.);
30

b) Destocamento – retirada de tocos e raízes;


c) Limpeza – retirada da vegetação rasteira;
d) Remoção de camada vegetal – a camada de solo que pode ser considerada
um banco genético, deve ser retirada particularmente, pois não pode ser utilizada em
aterros, ou seja, possuem baixa resistência, alta compressibilidade e permeabilidade.

2.4.2 Escavação

Escavação é um processo empregado para romper a compacidade do solo em


seu estado natural, por meio do emprego de ferramentas cortantes, como a faca da
lâmina ou os dentes da caçamba de uma carregadeira, desagregando-o e tornando
possível o seu manuseio. A escavação será precedida da execução dos serviços de
desmatamento, destocamento e limpeza da área do empréstimo.
O material procedente da escavação do terreno natural, geralmente, é
constituído por solo, alteração de rocha, rocha ou associação destes tipos. São cortes
de material para atingir o nível topográfico da obra. Pode ser classificado em três
categorias: 1ª, 2ª e 3ª categoria, seguindo orientação da norma DNIT–2009 - ES -
Terraplenagem – Cortes Especificação de Serviços.
a) 1ª Categoria: São compostos por solos em geral e seixos de até Ø15cm,
praticamente há a ausência de fragmentos de rocha, corresponde ao 1º
horizonte de terra. São fáceis de ser desagregados, utilizam-se
basicamente trator de esteiras ou escavadeiras e a produtividade é alta;
b) 2ª Categoria: São compostos por materiais resistentes ao desmonte
mecânico, ou seja, fragmentos de rocha de até 25 centímetros diâmetro,
além de escavadeiras utilizam-se tratores com lâminas e com
escarificadores. Devido a resistência a produtividade é menor e seu custo
de execução é maior;
c) 3ª Categoria: São compostos por rochas sãs ou matacões (blocos de rocha
com diâmetro maior que 25 centímetros). O desmonte é feito por
perfuratrizes e explosivos. Sua produtividade é extremamente baixa e
custo elevado.
31

2.4.3 Carregamento

A carga consiste no enchimento da caçamba, ou no acúmulo diante da


lâmina, do material que já sofreu seu processo de desagregação, ou seja, que já foi
escavado.

2.4.4 Empréstimo

É a escavação de material em local definido (jazida) para complementação de


material necessário para a execução do aterro.

2.4.5 Espalhamento

Essa operação consiste em espalhar o material trazido normalmente por


caminhões basculantes e que se encontra em “montes” pela área de aterro,
uniformizando a camada que posteriormente será compactada. Essa operação é feita
normalmente por tratores e/ou motoniveladoras.

2.4.6 Transporte do Excesso de Terra

O excesso de terra proveniente do corte deverá ser transportado para outras


áreas: se o material for de boa qualidade e reaproveitável, pode ocorrer o chamado
“Bota Dentro”, que consiste em reaproveitá-lo imediatamente em algum local da obra
como material de aterro; o “Bota Espera” que significa estocar o material
temporariamente para que seja reaproveitado futuramente em alguma etapa de
terraplenagem, ou, caso o excesso retirado não possa ser utilizado (solos moles,
camada de remoção vegetal), utilizar-se-á o “Bota Fora”, que é o transporte desse
material para algum local de despejo autorizado fora da obra.
32

3 METODOLOGIA DA PESQUISA

3.1 Metodologia

O desenvolvimento se deu bibliograficamente, com levantamento de dados


através da pesquisa em fontes digitais, a fim de contextualizar os benefícios das obras
de terraplanagem e de sua implantação quanto aos aspectos relativos à movimentações
de solos, tendo como base o acompanhamento da ampliação de um complexo
penitenciário pela Estagiária.

3.1.1 Método de abordagem:

Esta pesquisa teve como objetivo a identificação dos ensaios laboratoriais


envolvidos na caracterização dos solos.
Na busca por uma análise concisa dos dados coletados, a pesquisa foi
desenvolvida através da coleta de informações em arquivos digitais e outras obras
impressas publicadas relacionadas ao assunto.

3.1.2 Técnica da pesquisa:

A pesquisa é de natureza Bibliográfica, com objetivos desenvolvidos de


forma Descritiva, com procedimentos técnicos Exploratórios e com forma de
abordagem do problema do tipo Qualitativa.
A obtenção das informações se deu através de pesquisas na internet, revistas,
jornais, entre outros meios de comunicação existentes e de conteúdo seguro e
confiável, bem como das Normas Regulamentadoras envolvidas.
33

3.1.3 Estrutura Básica do Relatório de Estágio

Esta pesquisa foi realizada conforme o projeto exposto em aula pelo


Supervisor de Estágio da disciplina Estágio Supervisionado do décimo semestre do
curso de Engenharia Civil da Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC –,
sendo analisado conjuntamente com o Orientador para a construção de uma literatura
que possa servir como embasamento bibliográfico na área de Estradas.
A Metodologia empregada está fundamentada no embasamento teórico sobre
a literatura existente, segura e confiável.
34

4 MATERIAIS E MÉTODOS

Neste capítulo, apresentam-se os materiais utilizados e os procedimentos


realizados no desenvolvimento da pesquisa. O material é listado abaixo e os
procedimentos são descritos nos itens seguintes.
Para a digitalização e tratamento dos dados, foram utilizados os programas
computacionais Acrobat Reader (Adobe Systems Inc.), Word 2007 (Microsoft
Corporation) e Google Chrome (Google Inc).
Os materiais utilizados na elaboração deste Trabalho foram pesquisas em
publicações sobre o tema, artigos, monografias, trabalhos de final de curso,
dissertações de mestrado e teses de doutorado. O método está associado à síntese
destes trabalhos, com o intuito de expor os métodos de ensaio associados à análise de
solos, bem como os métodos construtivos de terraplenagem e movimentações de terra
no ramo da construção civil.

4.1 Levantamento de Dados

A fase de levantamento de dados envolveu a coleta de material bibliográfico,


que serviram de base para o desenvolvimento do trabalho.
Em busca do conhecimento existente sobre o tema, foram consultados alguns
trabalhos disponíveis em meio eletrônico. A revisão bibliográfica efetuada a partir
deste levantamento é apresentada no Capítulo 2, juntamente com os dados gerados no
desenvolvimento da pesquisa.
35

4.2 Tratamento dos Dados

Um extensivo levantamento dos trabalhos que tratam de terraplenagem foi


realizado nas bases de dados textuais e referenciais disponíveis na Internet,
possibilitando o levantamento suficiente de informações e servindo para a elaboração
de uma visão geral do conhecimento existente sobre o assunto. Procurou-se observar
atentamente cada publicação para que se criasse uma bibliografia ampla e focada sobre
o tema. Esta compilação é apresentada de forma conclusiva no Capítulo 5.

4.3 Integração dos Dados

O país dispõe de um banco de dados de boa qualidade, servido por um


conjunto de normas e leis que procuram atender às necessidades de terraplenagem do
ramo da construção civil. O assunto tem sido alvo de discussões cada vez mais
intensas, gerando muitas opiniões acerca de preservação ambiental em instituições de
ensino, palestras, seminários, congressos e ainda entre os profissionais do ramo da
construção civil, tais como engenheiros, arquitetos, urbanistas e técnicos. Ainda assim,
as práticas construtivas que ocorreram antes dessas discussões geraram situações de
agressão no espaço urbano, mas que aos poucos vem sendo atendidas.

4.4 Caracterização dos Processos – Principais Técnicas e Operações

Como o próprio nome já dá a entender, Terraplenagem é o ato de terraplenar,


ou seja, tornar a terra ou terreno a terra ou terreno plano.
Normalmente, o trabalho de terraplenagem não é tão simples quanto pode
parecer a primeira vista. Adequar a topografia original de um terreno ao projeto de
construção pode ser um trabalho árduo e complexo dependendo das atuais condições
do mesmo.
Uma boa dica para quem pensa em construir é consultar um profissional da
área antes de adquirir o terreno, para que possa ser auxiliado de modo a escolher um
lote cuja topografia original seja condizente com seus planos de construção. Quando
36

mais próximo ao nível do pavimento térreo for a topografia do terreno, maior será a
economia com a terraplenagem, que em alguns casos pode chegar a até 20% do valor
da obra. Nem sempre o terreno mais barato é o mais indicado.
Infelizmente, nem sempre há condições de escolher o terreno com melhor
topografia, e nesta parte é que entram as técnicas de terraplenagem. As operações
básicas empregadas em terraplenagem são as seguintes:

4.4.1 Escavação

Escavação: Ato de escavar a terra, rebaixando a topografia natural do terreno


para a cota pré-determinada no projeto de construção.
a) Escavação com Remoção de terra: Nesta operação, a terra é escavada e
carregada em caminhões basculantes que transportarão o material para locais
denominados Aterros ou Bota-Foras;
b) Escavação sem Remoção de terra: A terra é escavada onde a topografia
está acima das cotas do projeto, e é utilizada no Aterro das áreas onde o nível do
terreno está abaixo das cotas do projeto de construção. Este processo também é
conhecido como "corte e compensação".

4.4.2 Aterro

Aterro: Ato de aterrar determinado local, utilizando-se preferencialmente de


terra vermelha, por seu melhor rendimento no trabalho de compactação do aterro, para
que áreas abaixo da cota do projeto de construção sejam elevadas.
a) Aterro com Importação de terra: Quando não há no próprio terreno
material (proveniente de áreas de escavação) suficiente para atingir as cotas do projeto
por meio de aterro, é necessário realizar importação de terra, vinda de outro terreno
cuja remoção desta seja necessária.
b) Aterro sem Importação de terra: Este é o processo de realizar aterro sem
importação de terra, por meio de "corte e compensação".
37

4.4.3 Compactação de Solo

Compactação de Solo: Quando é necessário Aterro em determinado local, é


imprescindível que seja feito um trabalho de Compactação do Solo. Este trabalho
consiste em compactar o solo utilizando-se de equipamento chamado Rolo
Compactador Pata (também conhecido como pé-de-carneiro) que comprime o solo
com seu peso e vibração a fim de torná-lo tão firme e resistente quanto necessário.
Normalmente um engenheiro de solos ou engenheiro calculista determina quanto
compacto deve estar o solo. Também são realizadas análises laboratoriais para
definição quanto ao solo estar apto ou não para construção.
Normalmente o processo de compactação é realizado em camadas. Um
pequeno aterro de no máximo 20 cm de altura é realizado, e logo após caso a terra
esteja seca ela é umedecida por meio de um caminhão-pipa ou "secada" por meio de
um equipamento chamado Grade caso esteja muito úmida. Somente então é que é
utilizado o Rolo Compactador Pata. E assim são utilizadas tantas camadas quantas
forem necessárias para atingir a cota existente no projeto.

4.4.4 Troca de Solo

Troca de Solo: A técnica de troca de solo é utilizada quando a consistência


do solo original não é boa, ou seja, não é firme o suficiente para suportar a carga da
futura edificação. O estudo do solo é feito por meio de Sondagem (remoção de
amostras do solo em determinadas profundidades para estudo laboratorial) para
definição de quantos metros abaixo da topografia original deverá ser feita a escavação.
Após escavado o terreno para remoção do solo inconsistente, é realizado o processo de
aterro com compactação para adequar o terreno às cotas exigidas no projeto.

4.4.5 Drenagem de Solo

Drenagem de Solo: Em terrenos onde há excesso de umidade, a drenagem é


realizada com a criação de canais (valas de nível mais baixo que o restante do terreno)
em locais estratégicos para escoamento da água existente. Quando a origem da
umidade é proveniente de nascente, deve-se respeitar um raio de aproximadamente 50
38

metros da mesma e criar um canal que desvie a água para longe do local da
construção. Se a origem da umidade for resultado de acúmulo de águas pluviais,
recomenda-se apenas inclinar suavemente o terreno para que esta escoe com maior
facilidade, e se possível, criar um canal adjacente à parte mais baixa do terreno para
escoamento da água.

4.4.6 Prevenção de Erosão

Prevenção de Erosão: Em solos sedimentares ou de composição arenosa,


taludes e terrenos de topografia em aclive ou declive é constante o aparecimento de
erosões ocasionadas pela ação de fortes chuvas. A técnica mais utilizada para prevenir
o aparecimento de erosões em grandes áreas é a criação de curvas de nível, que são
cortes ao longo do talude (ou aclive / declive) que captam a água de escorre pela terra
afim de não deixar que esta crie velocidade e desagregue o solo levando consigo
sedimentos e abrindo valas (as erosões). Normalmente, a quantidade de curvas de nível
em uma determinada área depende da sua extensão e grau de inclinação. Em taludes a
45° (inclinação natural da terra não compactada em aterros) não é aconselhável haver
mais de 5 ou 6 metros entre as curvas de nível. Quanto menor a inclinação, maior o
espaço permitido entre as curvas de nível.

4.5 Caracterização do Serviço de Terraplenagem

O serviço de terraplenagem tem como objetivo a conformação do relevo


terrestre para implantação de obras de engenharia, tais como açudes, canais de
navegação, canais de irrigação, rodovias, ferrovias, aeroportos, pátios industriais,
edificações, barragens e plataformas diversas. A literatura técnica brasileira de
engenharia carece de uniformização normativa, não existindo uma definição de
terraplenagem de consenso, cada autor definindo terraplenagem do modo que julga
mais conveniente. Alerta-se, portanto, que a definição aqui adotada não tem validade
de norma.
Por definição, terraplenagem é a técnica de engenharia de escavação e
movimentação de solos e rochas. O termo técnico mais usualmente adotado para
39

terraplenagem em rocha é desmonte de rocha. O serviço de terraplenagem compreende


quatro etapas: escavação, carregamento, transporte e espalhamento. Alguns autores
incluem, logo após a etapa de transporte, a etapa de descarga. Consideramos, porém,
que a etapa de descarga não é significativa, estando incluída na etapa transporte, visto
que todo equipamento de transporte provém a descarga do material. Outros autores e
especificações incluem, ainda, a compactação de aterros como uma quinta etapa do
serviço de terraplenagem. Entendemos, no entanto, que a compactação de aterros é um
serviço à parte do serviço de terraplenagem, existindo três fortes justificativas para
apoiar este ponto de vista: todo serviço de terraplenagem sempre contém as quatro
etapas citadas acima; nem todo material escavado em terraplenagem é destinado à
confecção de aterro, podendo ser descartado como bota-fora; os equipamentos de
compactação de aterros são de natureza diferente dos equipamentos de terraplenagem.
Na conformação do relevo terrestre o serviço de terraplenagem sempre
contém duas atividades características: escavação de material em um determinado
local e espalhamento deste material em local distinto do primeiro. Pode-se ter duas
condições para cada uma destas atividades. Para melhor compreensão, a análise a
seguir terá por base a construção de uma plataforma: a região a ser escavada está
contida na região da plataforma, sendo que as cotas do terreno natural estão acima das
cotas de projeto da plataforma, caracterizando regiões em cortes, ou simplesmente
cortes; a região a ser escavada está fora da região da plataforma, sendo que o material
escavado virá de locais externos denominados empréstimos; a região onde o material
escavado será espalhado está contida na região da plataforma, sendo que as cotas do
terreno natural estão abaixo das cotas de projeto da plataforma, caracterizando regiões
de aterro, ou simplesmente aterros; a região onde o material (ou parte do material)
escavado será espalhado é externa à região da plataforma, caracterizando região de
bota-fora, ou simplesmente bota-fora.
Em uma obra pode-se ter as quatro condições citadas acima. Casos típicos
são os de terraplenagens em rodovias e ferrovias, cujos projetos de terraplenagem são
constituídos por uma sucessão de cortes e aterros; o aproveitamento de eventuais
sobras de cortes para aterros distantes com falta de material pode ser antieconômico,
devido às grandes distâncias de transporte do material escavado, havendo a
40

necessidade de definir bota-foras e empréstimos laterais. Para as atividades


preliminares à execução da terraplenagem, a técnica de execução é a mesma,
independente do tipo de obra de engenharia a ser executada.
A classificação dos materiais de terraplenagem não é tarefa fácil, ocorrendo
freqüentemente os três materiais em um mesmo corte, com horizontes que não são
muito bem definidos.
Os materiais de 2º categoria são o de maior dificuldade de classificação. Por
exemplo: porcentagem do volume de blocos de rocha, pois os mesmos estarão
contidos em material de
1º categoria; localização do horizonte entre rocha alterada, que necessitam do
uso esporádico de explosivos, e rocha sã, que necessita do uso contínuo de explosivo.
Empolamento do Material Escavado: Se considerarmos uma determinada
massa de solo natural, de volume natural Vn, esta massa de solo apresentará um
aumento de volume, ou empolamento, após o solo ser escavado, com um volume solto
Vs maior do que Vn. A mesma massa de solo apresentará, após compactada, um
volume compactado Vc menor do que Vn. Em média, o volume solto é 25% maior do
que o volume no terreno natural, e o volume compactado é 15% menor. A massa
específica aparente seca natural (γn) será, portanto, maior do que a massa específica
aparente seca solta (γs) e menor do que a massa específica aparente seca compactada
(γc). No estudo do empolamento de solos trabalha-se com três relações.

 A primeira das relações, denominada empolamento (ep), traduz a relação entre


o volume solto e o volume natural, sendo dado por:
ep = Vs / Vn ou ep = γn / γs
 A segunda das relações, denominada porcentagem (ou taxa) de empolamento
[p(%)], nos dá a taxa de aumento, em porcentagem, do volume solto em relação
ao volume natural, sendo dada por:
p(%) = (ep – 1) 100
 A terceira delas, denominada fator de empolamento (φ), traduz a relação de
redução da massa específica aparente seca ao se escavar o material, com valor
sempre menor do que 1, (φ) sendo dado por:
41

φ = Vn / Vs ou φ = 1 / ep

4.6 Equipamentos

Antes do início da execução dos serviços todos os equipamentos devem ser


examinados e aprovados pelo DER/SP.
Os equipamentos básicos para execução dos aterros são compostos das
seguintes unidades:
a) motoniveladoras pesadas equipadas com escarificador;
b) grade de discos;
c) pá carregadeira;
d) rolos compactadores, lisos, pé de carneiro, estáticos ou vibratórios;
e) caminhão tanque irrigador;
f) trator de esteira com lâmina e ripper;
g) trator agrícola;

4.7 Execução

4.7.1 Considerações Iniciais

O início das operações deve ser precedido da execução dos serviços de


desmatamento, destocamento e limpeza. Quando a fundação do aterro for constituída
de solos compressíveis ou em zona inundada, deve ser atendido o disposto na
especificação ET-DE-Q00/004 – Aterro sobre Solos Compressíveis. No caso de
execução de aterros a meia encosta, onde o terreno natural possui inclinação superior a
25%, o talude deve ser previamente cortado em degraus com altura aproximada de 1,0
m antes do lançamento do material para execução da respectiva camada de aterro.
A execução das camadas deve ser iniciada pelo lado mais baixo, os degraus
executados no talude devem ter largura suficiente para deslocamento dos
equipamentos ao realizar as operações de descarga e compactação das camadas
42

lançadas. Os cortes horizontais para formação dos degraus devem ser iniciados na
interseção do terreno natural com a superfície da última camada lançada e compactada.
O material resultante da escavação deve ser espalhado e compactado no
aterro em execução, se a quantidade de material for insuficiente, resultando uma
camada muito delgada, isto é, inferior as espessuras definidas nesta especificação,
deve ser adicionado mais material de aterro para completar a espessura. Os materiais
devem ser misturados, homogeneizados e compactados em única camada. Nos
alargamentos de aterros ou no caso de correções de erosões, o talude existente deve ser
cortado em degraus, com largura suficiente para permitir as operações de deposição,
espalhamento e compactação do material. O alargamento ou correção das erosões são
constituídas conforme descrito nesta especificação até atingir o nível do aterro
existente Todo leito antigo deve ser escarificado, conformado e compactado com a
camada adjacente do alargamento ou correção, e a espessura total da camada
escarificada e do material adicional, se houver, não deve ser ultrapassar a espessura
máxima determinada nesta especificação. Os cortes horizontais no aterro antigo devem
ser executados conforme o especificado para aterros na meia encosta. A superfície das
camadas compactadas deve possuir inclinação para fora do aterro de alargamento ou
correção, a fim de não acumular água de chuva nos pontos de junção do aterro antigo
com o aterro novo. Desde o início das obras até seu recebimento, os aterros
construídos ou em construção devem ser protegidos contra ação erosiva das águas e
mantidos em condições que assegurem a drenagem eficiente.
Nos aterros de acesso de encontros das pontes, o enchimento das cavas das
fundações e as trincheiras de bueiros, bem como todas as áreas de difícil acesso ao
equipamento usual de compactação, devem ser compactadas com o uso de
equipamento adequado, como soquetes manuais e sapos mecânicos. Em regiões onde
houver predominância de areia, admite-se a execução de aterros com seu emprego,
desde que previsto em projeto. Exige-se a proteção das camadas de areia, através da
execução de camadas subseqüentes, na espessura definida em projeto, com material
terroso devidamente compactado. Durante todo o tempo que durar a construção, até o
recebimento do aterro, os materiais e os serviços devem estar protegidos contra a ação
43

destrutiva das águas pluviais, do trânsito e de outros agentes que possam danificá-los.
A responsabilidade desta conservação é da executante e não é objeto de medição.
Os aterros devem ser executados em camadas sucessivas, com espessura
solta, definida pela fiscalização, em função das características geotécnicas do material
e do equipamento de compactação utilizado que resultem na espessura compactada de
no mínimo de 15 cm.
O lançamento do material deve ser feito em camadas sucessivas em toda
largura da seção transversal e em extensões tais que permitam seu umedecimento e
compactação. São aceitas camadas compactadas com espessuras superiores a 15 cm,
desde que autorizadas pela fiscalização e comprovadas em aterro experimental, isto é,
desde que equipamento utilizado confira o grau de compactação mínimo exigido de
100% em relação ao Proctor Normal, conforme NBR 7182. Admitem-se espessuras de
até 30 cm de espessura para as camadas do corpo do aterro e do máximo 20 cm para as
camadas finais de aterro, isto é, o último um metro. As camadas individuais do aterro
devem ser constituídas preferencialmente por material homogêneo. Quando os
materiais provenientes da escavação forem heterogêneos, os materiais devem ser
misturados com emprego de grades de disco, motoniveladoras, a fim de se obter, ao
final destas operações, a homogeneidade do material. Quando existirem materiais em
excesso provenientes da escavação, e optar-se pela utilização de execução de aterros
com alargamento da plataforma, abrandamentos dos taludes ou for necessária à
execução de bermas de equilíbrio, estas operações devem ser efetuadas desde a etapa
inicial do aterro. Durante a compactação das camadas de aterro, o equipamento deve
deslocar-se sobre a camada de maneira a proporcionar a cobertura uniforme de toda
área. A compactação deve ser realizada com equipamentos adequados ao tipo de solo.
As condições de compactação exigidas para aterro e as variações de umidade
admitidas são: - a variação do teor de umidade admitido para o material do corpo de
aterro é de ± 3 % em relação a umidade ótima de compactação e o grau de
compactação mínimo exigido é de 95% em relação à massa específica aparente seca
máxima conforme NBR 7182, na energia normal; - para as camadas situadas no último
um metro, camada final de aterro, a variação de umidade do material admitida é de ±
3% para as camadas iniciais, e de ± 2% para as três últimas camadas, em relação à
44

umidade ótima de compactação determinado conforme NBR 7182, na energia adotada


para compactação do material; - o grau de compactação mínimo exigido para as
camadas finais situadas no último um metro é de 100% em relação à massa específica
aparente seca máxima, determinada conforme NBR 7182, na energia adotada para
compactação do material. A energia de compactação a ser adotada deve ser a maior
energia que o material empregado suporte, perante as condições dos equipamentos
utilizados. Deve-se assegurar que os valores obtidos para o CBR sejam superiores ou
iguais ao previsto no projeto, bem como as expansões sejam inferiores às especificadas
também em projeto.
Os materiais empregados na execução da camada final, quando não estiver
definido no projeto, devem possuir as seguintes características: - pertencer aos grupos
de classificação MCT, determinado conforme DER M196, especificados em projeto; -
nos 0,30 m iniciais os solos devem possuir CBR > 3% e expansão ≤ 2%; - nos 0,40 m
intermediários os solos devem possuir CBR > 5% e expansão ≤ 2%; - nos 0,30 m
finais, superficiais os solos devem possuir > 10% e expansão ≤ 2%; - nos cortes onde o
material do subleito não apresentar CBR mínimo de 10%, deve ser feita a substituição
do material, numa espessura mínima de 0,40 m, com materiais que atendam os
parâmetros CBR ≥ 10% e expansão ≤ 2%. Nas áreas de transição de aterros para corte
deve ser executada a escavação e remoção de 0,60 m abaixo da cota de terraplenagem,
na área de corte a extensão mínima de 2,0 m. O material escavado deve ser substituído
por materiais com as mesmas características dos 0,60 m finais da camada final de
aterro.
Em regiões com predominância de material rochoso, proveniente das
escavações, admite-se a construções de aterro com estes materiais, desde que prevista
em projeto. Os fragmentos de rocha não devem ser possuir dimensões superiores a 75
cm, os fragmentos de rocha que ultrapassem esta dimensão devem ser reduzidos de tal
forma que seus fragmentos maiores não ultrapassem a 75 cm.
Não devem ser admitidos fragmentos de rochas de estratificação lamelar,
facilmente fragmentáveis. Os aterros constituídos de fragmentos de rochas devem ter
em sua constituição rochas em toda a largura do aterro, por camadas sucessivas de no
45

máximo 1,0 m de espessura. Os últimos 2,0 m de aterro devem ser executados em


camadas de no máximo 0,30 m de espessura.
Os aterros devem ser executados descarregando-se o material rochoso sobre
o terreno e posteriormente sobre a camada já construída, espalhado com trator de
lâmina na espessura indicada, de maneira que os blocos maiores de rocha fiquem
colocados na parte inferior e os vazios entre as pedras de maior dimensão sejam
preenchidos por pedras menores. Devem ser compactados por meio de rolos
vibratórios. A maior dimensão de qualquer bloco de pedra, em qualquer caso deve ser
inferior a 75 % da espessura da camada. Todos os blocos que não preencham esta
condição devem ser fragmentados ou, a critério da fiscalização, removidos para fora da
área de aterro e depositados em local aprovado. Em situação que envolva alargamento
de aterro em rocha, deve ser adotado procedimento idêntico ao de aterro em solo.

4.8 Controle

4.8.1 Materiais

Devem ser executados os seguintes ensaios nos solos empregados na


execução do aterro: a) CBR e expansão conforme NBR 9895, na energia normal, um
ensaio a cada quatro amostras submetidas ao ensaio de compactação, para os materiais
constituintes do corpo de aterro durante a execução; b) CBR e expansão conforme
NBR 9895, na energia adotada para compactação do material, um ensaio a cada quatro
amostras submetidas a ensaio de compactação, para os materiais constituintes da
camada final do aterro; c) classificação MCT, conforme DER M196, através dos
ensaios de mini-MCV, conforme DER M191, e perda de massa por imersão, conforme
DER M197; uma determinação para cada grupo de quatro amostras submetidas ao
ensaio de compactação, para o material da camada final, último 1,0 m de aterro; d)
análise granulométrica conforme NBR 7181 para todo o corpo de aterro e camada
final, uma determinação para cada grupo de quatro amostras submetidas ao ensaio de
compactação.
46

4.8.2 Execução

O controle da execução é realizado através de ensaios e verificações in situ,


conforme especificado abaixo: a) determinação do teor de umidade com umidímetro
speedy conforme DER M145 ou similar, imediatamente antes da compactação do
material, a cada 150 m², a umidade deve estar compreendida no intervalo de ± 3% e ±
2%, da umidade ótima para o corpo do aterro e da camada final, respectivamente; b)
determinação da densidade aparente seca máxima e umidade ótima, conforme NBR
7182, a cada 1.500 m² de um mesmo material do corpo de aterro e a cada 750 m² de
um mesmo material das camadas finais de aterro; c) determinação da massa específica
aparente in situ conforme NBR 7185 e da umidade in situ conforme DER M145 ou
similar, na profundidade mínima de 75% da espessura da camada, imediatamente após
a compactação, e determinação do grau de compactação em relação aos valores
obtidos no item b, uma determinação a cada 350 m² de camada compactada do corpo
de aterro e a cada 250 m² de camada final de terraplenagem; d) verificação da
espessura do material solto lançado no aterro, e acompanhamento do número de
passadas do equipamento, ida e volta. A espessura solta e compactada deve ser igual à
estabelecida pela fiscalização. O número de passadas do equipamento é definido em
função do tipo de equipamento utilizado, das características geotécnicas do material e
do grau de compactação exigido para a respectiva camada, O número de passadas deve
ser constante para camadas similares.

4.8.3 Geométrico

a) Controle de Espessura e Cotas: A espessura da camada e as diferenças de


cotas devem ser determinadas pelo nivelamento da seção transversal, a
cada 20 m, conforme nota de serviço. A relocação e o nivelamento do
eixo e das bordas devem ser executados a cada 20 m; devem ser nivelados
os pontos no eixo, bordas e dois pontos intermediários. O acabamento
quanto à declividade transversal e a inclinação dos taludes devem ser as
indicadas em projeto, as verificações devem ser realizadas pela
executante e conferidas pela fiscalização desde o início e até o término
47

das operações, de modo a permitir as correções eventualmente


necessárias;
b) Controle de Largura e Alinhamentos: A verificação do eixo e das bordas
deve ser feita durante os trabalhos de locação e nivelamento, nas diversas
seções correspondentes às estacas da locação. A largura da plataforma
acabada deve ser determinada por medidas à trena, executadas pelo
menos a cada 20 m.

4.9 Aceitação

Os serviços são aceitos e passíveis de medição desde que atendam


simultaneamente as exigências de materiais, e de execução, estabelecidas nesta
especificação, discriminadas a seguir.

4.9.1 Materiais

Os constituintes do aterro devem ser aceitos quanto ao CBR desde que: - a


análise estatística dos resultados de CBR realizada de acordo com a equação 3 do
anexo B, para conjunto de no mínimo quatro e no máximo dez amostras, apresentem
CBR iguais ou superiores ao especificado em projeto, no mínimo iguais a 2%, quando
se tratar do corpo do aterro, e para camada final do aterro atenda ao especificado no
item 5.3; - os valores individuais da expansão devem ser < 4%; para corpo de aterro e
≤ 2% para camada final; ou atender às especificadas em projeto, nunca superiores às
fixadas nesta especificação; - os materiais da camada final devem pertencer aos grupos
da classificação MCT, especificados em projeto.

4.9.2 Grau de Compactação

O grau de compactação e umidade do material é aceito desde que: a) não se


obtenham, para as camadas do corpo de aterro, valores individuais de grau de
compactação inferiores 95%, e a umidade esteja compreendida no intervalo de ± 3 %;
b) não se obtenham, para a camada final, valores individuais de grau de compactação
48

inferiores 100%, e a umidade esteja compreendida no intervalo de ± 2 %; c)


alternativamente, a análise estatística dos resultados do grau de compactação realizada,
para o conjunto de no mínimo quatro e no máximo dez amostras, apresente grau de
compactação maior ou igual a 95% e 100%, para as camadas do corpo do aterro e para
camada final do aterro, respectivamente.

4.9.3 Geometria

Os serviços são aceitos com a relação à geometria se as variações de cota e


largura encontrarem-se dentro das seguintes tolerâncias: a) variação da cota ± 0,05 m
para eixo e bordas; b) variação máxima da largura da plataforma de + 0,30 m. Não se
admitindo valores inferiores para a semi-largura da plataforma.

4.10 Controle Ambiental

As medidas de controle ambiental que devem ser tomadas durante a


execução de aterros referem-se à execução dos dispositivos de drenagem, proteção
vegetal dos taludes previstos no projeto para evitar erosões e consequente carreamento
de material. Os aterros implantados em áreas de preservação permanente, próximos a
rios, várzeas etc, devem contar com cuidados especiais. Caso o aterro seja executado
sobre a várzea, esta deve ser adequadamente drenada, evitando o lançamento do
material de aterro diretamente sobre água. Se o aterro for implantado próximo a corpos
d’água, em sua APP – Área de Proteção Ambiental, os cuidados com drenagem e
estabilidade do talude devem ser redobrados. Os serviços devem ser conduzidos de
forma a causar o mínimo de danos às áreas de entorno.
49

4.11 Características Aproximadas de Alguns Materiais

Fator de
Kg/m3 Empolamento Kg/m3
MATERIAL (CORTE) conversão (SOLTO)
(multiplicar)
(peso)
Argila 1720 1,4 0,72 1140

Argila c/ pedregulho, seca 1780 1,4 0,72 1300

Argila c/ pedregulho, molhada 2200 1,4 9,72 1580

Carvão – antracítico 1450 1,35 0,74 1070

Carvão – betuminoso 1280 1,35 0,74 950

Terra comum, seca 1550 1,25 0,8 1250

Terra comum, molhada 2000 1,25 0.8 1600

Pedregulho (1-5 cm), molhado 2000 1,12 0,89 1780

Pedregulho (1-5 cm), seco 1840 1,12 0,89 1640

Hematita 3180 1,18 0,85 2700

Magnetita 3280 1,18 0,85 2780

Calcáreo 2620 1,67 0,6 1570

Areia seca, solta 1780 1,12 0,89 1580

Areia molhada, compacta 2100 1,12 0,89 1870

Arenito 2410 1,54 0,65 1570

Escória de fundição 1600 1,23 0,81 1300

Fonte: <ftp://ftp.sp.gov.br/ftpder/normas/ET-DE-Q00-003_A.pdf>

4.12 Fases do Projeto

O projeto de terraplenagem deve ser elaborado em três fases: - estudos


preliminares; - projeto básico; - projeto executivo.
50

4.12.1 Estudos Preliminares

Os estudos geológicos e geotécnicos, a serem desenvolvidos de acordo com


as Instruções de Projeto correspondentes, devem definir os diversos tipos de materiais
que serão encontrados ao longo da rodovia, assim como as seções transversais típicas a
serem adotadas, principalmente em relação às declividades, utilização de bermas e
alturas dos taludes de cortes e aterros
Locais potenciais para depósito de materiais excedentes, áreas de
empréstimos, jazidas de solos lateríticos, de areia e de cascalhos e pedreiras, devem ser
indicados com as respectivas capacidades de volume, além de serem projetados de
acordo com instrução específica. Nesta etapa os volumes de terraplenagem devem ser
estimados e separados pelas diversas categorias de materiais, bem como suas
distâncias de transporte.

4.12.2 Projeto Básico

Nesta fase, os horizontes dos diversos materiais devem estar caracterizados


ao longo do eixo da via como materiais de 1ª, 2ª e 3ª categorias, solos moles, solos
inadequados para aterros ou aproveitáveis somente para corpo, isto é, núcleo, de
aterros. Os materiais previstos devem ser caracterizados para a finalidade pretendida.
Para cálculo de volume deve-se considerar a espessura da caixa de pavimento; nos
locais em corte deve-se adicionar o volume, enquanto que nos locais de aterro deve-se
subtrair o volume em relação ao greide projetado. Os taludes de corte e aterro
definidos nos estudos preliminares devem ser reavaliados, em função das sondagens e
ensaios realizados pelos estudos geotécnicos nesta etapa. Deve-se elaborar a
movimentação dos volumes de terraplenagem, com as compensações longitudinais.
Deve ser prevista a localização dos locais de depósito de materiais excedentes e áreas
de empréstimos, se assim for necessário, de forma a atender aos aspectos geológicos,
geotécnicos, de drenagem, paisagísticos, de custo e de proteção ao meio ambiente. Os
volumes e os seus respectivos momentos de transportes devem ter grau de precisão
suficiente para contratação dos serviços e devem fornecer subsídios para refinamento
51

do projeto executivo de geometria, visto que o projeto de terraplenagem é decorrente


do projeto geométrico.

4.12.3 Projeto Executivo

O projeto executivo deve aprofundar os estudos e melhorar o grau de


detalhamento estabelecido no projeto básico. Seu objetivo principal é o
desenvolvimento do projeto em nível final de engenharia, permitindo a determinação
dos quantitativos e do orçamento da obra com maior precisão e a perfeita implantação
da obra. O volume de terraplenagem deve ser calculado considerando os intervalos das
áreas das seções transversais no mínimo a cada 20,00 m, isto é, uma estaca, caso seja
utilizado o método dos prismas. Tal método consiste em calcular o volume como
proveniente de uma série de sólidos geométricos, denominados prismóides, limitados
nos extremos por faces paralelas e nas laterais por superfícies planas. No campo, as
faces paralelas correspondem às seções transversais extremas, e as superfícies planas
laterais correspondem à plataforma da estrada, aos taludes e à superfície do terreno
natural. Pode-se adotar outro método, desde que apresente precisão semelhante ou
maior a este O projeto executivo de terraplenagem relativo aos volumes resulta dos
parâmetros estabelecidos nos estudos geológicos e geotécnicos, projetos de geometria
e de pavimentação.

4.13 Elaboração do Projeto

4.13.1 Seções Transversais

Nas seções transversais devem constar elementos que caracterizem de forma


clara os critérios adotados para elaboração do projeto, tais como: - configuração do
terreno; - configuração da plataforma, taludes, remoção de solo mole e banquetas; -
configuração dos limites de contato entre os diversos materiais encontrados e outros
elementos necessários; - notas de serviço de plataforma acabada, consistindo de
distâncias em relação a um eixo de referência e cotas; - áreas de corte, com as suas
52

respectivas classificações, de aterro, da remoção e da substituição de materiais; - áreas


para corpo de aterro, se existirem.

4.13.2 Cálculo de Áreas, Volumes, Classificação e Seleção de Materiais

Somente após a elaboração dos projetos de geometria, de pavimentação, dos


estudos geológicos e geotécnicos deve-se calcular o volume de terraplenagem. A
camada vegetal correspondente à limpeza do terreno não deve ser computada para
cálculo de volumes, tampouco a estrutura de pavimento, passeios e edificações
existentes. Quando o projeto de pavimento especificar camada de reforço, a escavação
para retirada deste material de baixa qualidade dever ser computada no volume de
corte, mas a execução da camada de reforço deve ser quantificada e remunerada no
item de pavimento. Nos trechos de obras de arte especiais, correntes ou túneis, também
se deve desconsiderar as áreas para cálculo de volumes. Os estudos geotécnicos devem
classificar os diversos tipos de materiais encontrados nos cortes ou empréstimos e
selecioná-los para utilização em aterros. No cálculo de volumes, os materiais de
terraplenagem devem ser separados e calculados nas seguintes categorias: - limpeza de
terreno e destocamento; - 1ª e 2ª categoria; - 2ª categoria com escarificador; - 2ª
categoria com explosivos; - 3ª categoria; - solo mole. Outras categorias de materiais
podem ser encontradas, tais como material utilizável somente para corpo de aterro. Os
volumes das compensações laterais devem ser calculados nesta planilha de volumes.
a) Seleção de Materiais de Terraplenagem: Para seleção de materiais de
terraplenagem, deve-se avaliar as características mecânicas e físicas
através dos ensaios descritos na instrução para serviços geotécnicos. O
material de aterro pode ser solo, pedregulho ou solo contendo fragmentos
de rochas. Os parâmetros de projeto são a capacidade de suporte do
material e a expansão. Em princípio e salvo outra indicação, devem ser
obedecidos os seguintes valores, conforme especificação técnica do item
aterros de terraplenagem: - aterro: no caso do corpo de aterro ser
constituído por solos expansivos, SE, ou solos expansivos saturados,
SES, os metros finais do aterro da plataforma e do talude devem ser
executados por solos de comportamento laterítico e compactado na
53

energia normal do ensaio de compactação, conforme indicação de projeto,


de forma a envelopar o corpo de aterro. Caso não se disponha de volume
suficiente deste material, os metros finais do aterro devem ser executados
com solos que apresentem CBR maior ou igual a 6%, expansão menor do
que 2% e os últimos 30 cm executados por solo selecionado de
comportamento laterítico compactado na energia intermediária do ensaio
de compactação; - corte: no caso do subleito do pavimento apresentar
solos expansivos, SE, ou solos expansivos saturados, SES, deve-se
substituir o solo, na espessura mínima de 1,50 m, constituído por solos de
comportamento laterítico e compactado na energia normal do ensaio de
compactação. Caso não se disponha de volume suficiente deste material,
a substituição deverá ser executada por solos que apresentem CBR maior
ou igual a 6%, expansão menor do que 1% e os últimos 30 cm executados
por solo selecionado de comportamento laterítico compactado na energia
intermediária do ensaio de compactação;
b) Determinação do Fator de Contração dos Materiais: Os ensaios para
determinação da densidade in situ ou natural devem ser realizados de
acordo com a metodologia preconizada na instrução de projeto referente a
serviços geotécnicos.

4.13.3 Perfil de Distribuição de Volumes e Orientação do Movimento de Terra

A distribuição teórica do material escavado deve definir a origem e o destino


dos materiais envolvidos na terraplenagem, considerando seus volumes, as
classificações e as distâncias médias de transporte, através da elaboração do diagrama
de Bruckner. Esta distribuição deve fornecer a solução mais econômica sob o ponto de
vista da distância média de transporte e aproveitamento dos materiais dos cortes,
considerando o percurso possível dos equipamentos de transporte de terraplenagem.
No caso de travessia de rio ou via férrea, por exemplo, deve-se avaliar se é possível
realizar a transposição do material através de ponte ou viaduto existente ou se é
necessário contornar o obstáculo, aumentando a distância a ser percorrida.
54

4.14 Forma de Apresentação

4.14.1 Estudos Preliminares

Nesta fase deve-se estimar e apresentar os volumes totais de terraplenagem,


com suas respectivas classificações, bem como a indicação dos locais para depósito de
materiais excedentes e das áreas de empréstimos, com a estimativa dos seus volumes e
caracterização geológica e táctil visual dos solos feita por geólogo ou geotécnico de
campo. Deve-se estimar e apresentar os momentos de transporte no relatório técnico
correspondente.

4.14.2 Projeto Básico

a) Memorial Descritivo: O memorial descritivo deve conter os critérios


adotados para a elaboração do projeto de terraplenagem, abrangendo pelo
menos os seguintes dados: - resumo de limpeza e destocamento; - resumo
dos volumes escavados, distribuídos por categoria; - distância média de
transporte, DMT, do trecho; - fator de contração dos materiais; -
localização dos depósitos de materiais excedentes e das áreas de
empréstimos;
b) Memorial de Cálculo: O memorial de cálculo deve apresentar no mínimo
os seguintes elementos: - distribuição de transporte resumida; - planilha
de volumes resumida; - planilha de áreas de limpeza e destocamento;
c) Seções-Tipo: Todas as seções-tipo representativas devem ser desenhadas
na escala 1:100 ou outra escala estabelecida em comum acordo com a
fiscalização do DER/SP. Devem ainda indicar o detalhamento das
banquetas, bermas, taludes de corte e aterro nas diversas situações. Deve-
se adotar os modelos dos projetos padrões de geometria;
d) Planilha de Quantidades: As quantidades de terraplenagem devem ser
apresentadas conforme o caderno de serviço do DER/SP vigente à época
da elaboração dos projetos.
55

4.15 Terraplenagem ou Terraplanagem – Técnicas e Operações mais Utilizadas

Como o próprio nome já dá a entender, Terraplenagem é o ato de terraplenar,


ou seja, tornar a terra ou terreno plano. O nome correto é terraplenagem e não
terraplanagem como muitos dizem.
Normalmente, o trabalho de terraplenagem não é tão simples quanto pode
parecer à primeira vista. Adequar a topografia original de um terreno ao projeto de
construção pode ser um trabalho árduo e complexo dependendo das atuais condições
do mesmo.
Uma boa dica, para quem pensa em construir, é consultar um profissional da
área antes de adquirir o terreno, para que possa ser auxiliado de modo a escolher um
lote cujo a topografia original seja condizente com seus planos de construção. Quando
mais próximo ao nível do pavimento térreo for a topografia do terreno, maior será a
economia com a terraplenagem, que em alguns casos pode chegar a até 20% do valor
da obra. Nem sempre o terreno mais barato é o mais indicado.
Infelizmente, nem sempre há condições de escolher o terreno com melhor
topografia, e nesta parte é que entram as técnicas de terraplenagem. As operações
básicas empregadas em terraplenagem são as seguintes:

4.15.1 Escavação

Ato de escavar a terra, rebaixando a topografia natural do terreno para a cota


pré-determinada no projeto de construção.
a) Escavação com Remoção de Terra: Nesta operação, a terra é escavada e
carregada em caminhões basculantes que transportarão o material para
locais denominados Aterros ou Bota-Foras;
b) Escavação sem Remoção de Terra: A terra é escavada onde a topografia
está acima das cotas do projeto, e é utilizada no Aterro das áreas onde o
nível do terreno está abaixo das cotas do projeto de construção. Este
processo também é conhecido como "corte e compensação".
56

4.15.2 Aterro

Ato de aterrar determinado local, utilizando-se preferencialmente de terra


vermelha, por seu melhor rendimento no trabalho de compactação do aterro, para
que áreas abaixo da cota do projeto de construção sejam elevadas.
a) Aterro com Importação de Terra: Quando não há no próprio terreno
material (proveniente de áreas de escavação) suficiente para atingir as
cotas do projeto por meio de aterro, é necessário realizar importação de
terra, vinda de outro terreno cuja remoção desta seja necessária;
b) Aterro sem Importação de Terra: Este é o processo de realizar aterro sem
importação de terra, por meio de "corte e compensação".

4.15.3 Compactação de Solo

Quando é necessário Aterro em determinado local, é imprescindível que seja


feito um trabalho de Compactação do Solo. Este trabalho consiste em compactar o
solo utilizando-se de equipamento chamado Rolo Compactador Pata (também
conhecido como pé-de-carneiro) que comprime o solo com seu peso e vibração afim
de torná-lo tão firme e resistente quanto necessário. Normalmente um engenheiro de
solos ou engenheiro calculista determina quanto compacto deve estar o solo.
Também são realizadas análises laboratoriais para definição quanto ao solo estar
apto ou não para construção.
Normalmente o processo de compactação é realizado em camadas. Um
pequeno aterro de no máximo 20 cm de altura é realizado, e logo após caso a terra
esteja seca ela é umedecida por meio de um caminhão-pipa ou "secada" por meio de
um equipamento chamado Grade caso esteja muito úmida. Somente então é que é
utilizado o Rolo Compactador Pata. E assim são utilizadas tantas camadas quantas
forem necessárias para atingir a cota existente no projeto.

4.15.4 Troca de Solo

A técnica de troca de solo é utilizada quando a consistência do solo original


não é boa, ou seja, não é firme o suficiente para suportar a carga da futura
57

edificação. O estudo do solo é feito por meio de Sondagem (remoção de amostras


do solo em determinadas profundidades para estudo laboratorial) para definição de
quantos metros abaixo da topografia original deverá ser feita a escavação. Após
escavado o terreno para remoção do solo inconsistente, é realizado o processo de
aterro com compactação para adequar o terreno às cotas exigidas no projeto.

4.15.5 Drenagem de Solo

Em terrenos onde há excesso de umidade, a drenagem é realizada com a


criação de canais (valas de nível mais baixo que o restante do terreno) em locais
estratégicos para escoamento da água existente. Quando a origem da umidade é
proveniente de nascente, deve-se respeitar um raio de aproximadamente 50 m da
mesma e criar um canal que desvie a água para longe do local da construção. Se a
origem da umidade for resultado de acúmulo de águas pluviais, recomenda-se
apenas inclinar suavemente o terreno para que esta escoe com maior facilidade, e se
possível, criar um canal adjacente à parte mais baixa do terreno para escoamento da
água.

4.15.6 Prevenção de Erosão

Em solos sedimentares ou de composição arenosa, taludes e terrenos de


topografia em aclive ou declive é constante o aparecimento de erosões ocasionadas
pela ação de fortes chuvas. A técnica mais utilizada para prevenir o aparecimento de
erosões em grandes áreas é a criação de curvas de nível, que são cortes ao longo do
talude (ou aclive / declive) que captam a água de escorre pela terra afim de não
deixar que esta crie velocidade e desagregue o solo levando consigo sedimentos e
abrindo valas (as erosões). Normalmente, a quantidade de curvas de nível em uma
determinada área depende da sua extenção e grau de inclinação. Em taludes a 45°
(inclinação natural da terra não compactada em aterros) não é aconselhável haver
mais de 5 ou 6 metros entre as curvas de nível. Quanto menor a inclinação, maior o
espaço permitido entre as curvas de nível.
58

4.16 Acervo Fotográfico da Obra

Figura 04 – Início das Atividades. Fonte: (A Autora, 2015).

Figura 05 – Atividades Iniciais. Fonte: (A Autora, 2015).


59

Figura 06 – Nivelamento do Terreno. Fonte: (A Autora, 2015).

Figura 07 – Terreno sendo Nivelado (Corte e Aterro). Fonte: (A Autora, 2015).


60

Figura 08 – Movimentações de Solos. Fonte: (A Autora, 2015).

Figura 09 – Movimentações de Solos e Estaqueamento. Fonte: (A Autora, 2015).

Figura 10 – Equipamentos em Operação. Fonte: (A Autora, 2015).


61

Figura 11 – Equipamentos em Operação. Fonte: (A Autora, 2015).


62

5 CONCLUSÕES

Os profissionais da construção civil devem ter um envolvimento direto com a


sociedade, indicando e aplicando em seus projetos ações e materiais que potencializem
o desenvolvimento e a harmonia dos meios urbanos.
As prefeituras, em parceria com profissionais da construção civil como
arquitetos, geólogos, engenheiros, dentre outros, deve desempenhar juntamente com a
população uma educação ambiental enfocando este tema para que possam fazer parte
do cotidiano das construções dos Municípios. (ALMEIDA et al., 2002 p 22)
Os especialistas devem estar preparados para discutir conceitos, apresentar
casos e novas tecnologias que estão sendo difundidas no ramo da construção civil. É
preciso que os empresários deste setor comecem a buscar, nas universidades e centros
de pesquisa, novas tecnologias e técnicas que auxiliem na melhoria da qualidade de
vida da população. É importante que os trabalhos produzidos não fiquem restritos no
meio acadêmico, mas que sejam levados para o mercado e para a prática profissional.
A engenharia preconiza prazos, custos, eficiência e eficácia técnica e
ambiental, aplicação de conhecimentos científicos e empíricos e certas habilitações
específicas na criação de estruturas, dispositivos e processos para converter recursos
naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.
Um dos pontos mais interessantes e instigantes da profissão de engenheiro é
a necessidade de, através do uso de técnicas, encarar desafios, superar obstáculos e
vencer dificuldades impostas, as quais exigem muita técnica para sua superação.
Tendo em vista o engenheiro como profissional e construtor do hábitat humano, este
deve fazer uso, além da criatividade e competência, de toda uma gama de variáveis
humanas, naturais e econômicas próprias de cada lugar. A importância do engenheiro
no controle e funcionalidade de uma cidade é fundamental, pois quando uma solução
63

bem sucedida é utilizada em larga escala, modifica significativamente o contexto de


uma região.
Espera-se com este relatório, ter contribuído para um melhor entendimento
em relação aos impactos gerados pelas obras de terraplenagem sobre a população,
permitindo traçar cenários de construção confiáveis integrados ao crescimento da
cidade e, ainda, que novos trabalhos introduzam uma discussão mais profunda com
aspectos distintos de análise em relação ao tema discutido (ALMEIDA et al., 2002 p
25). Ante as informações expostas, revela-se que os resultados gerados não devem
estar restritos ao âmbito acadêmico. Pretende-se que, a partir da Universidade, a
presente obra proporcione mudanças à sociedade como um todo, na qualidade de
Instituição formadora de opinião e cujas ações apresentam forte efeito multiplicador
dentro do ambiente social onde está inserida.
Ao resgatar o objetivo da pesquisa, verifica-se que este foi atingido e
consequentemente obteve-se credibilidade na pesquisa desenvolvida.
64

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67

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Escavation, 6th .ed. - McGraw-Hill Professional.