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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS


DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

ESTÁGIO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ESTUDO DAS SINGULARIDADES DO ESTÁGIO


CURRICULAR DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DA UFAM

Discente: Escarlete Raíssa Evangelista da Silva


Orientadora: Profª Drª Marinez Gil Nogueira Cunha

MANAUS, 2018
INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

ROTEIRO DA PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS


APRESENTAÇÃO
CATEGORIAS TEÓRICO-ANALÍTICAS

RESULTADOS FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

2
USE CHARTS
TO
INTRODUÇÃO DO EXPLAIN
ESTUDO
YOUR IDEAS
RAZÃO DA
OBJETO DE
TEMA ESCOLHA
ESTUDO
DO TEMA

DIFICULDADES NA OPERACIONALIZAÇÃO DO
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

FORMAÇÃO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO VIVÊNCIAS DOS DISCENTES NO ESTÁGIO

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OBJETIVO GERAL

Analisar as principais dificuldades vivenciadas pelos discentes na inserção, permanência e


acompanhamento no estágio supervisionado do curso de Serviço Social da UFAM que
incidem na fragilização da formação profissional.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS I OBJETIVOS ESPECÍFICOS II OBJETIVOS ESPECÍFICOS III

Discorrer sobre os principais aspectos Identificar as visões dos Caracterizar as visões dos
do debate atual sobre a importância do discentes sobre as dificuldades discentes sobre as dificuldades
estágio supervisionado na formação do vivenciadas na inserção e de acompanhamento pelo
assistente social; permanência no estágio em supervisor de ensino e campo;
diferentes espaços sócio-
ocupacionais que são campos de
estágio na UFAM
4

4
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
MÉTODO DE ANÁLISE
DA PESQUISA
AMOSTRAGEM DA
PESQUISA
DELINEAMENTO
DA PESQUISA ESSÊNCIA-APARÊNCIA
ABORDAGEM DA CAUSA-EFEITO
PESQUISA UNIVERSO
CLASSIFICAÇÃO LOCUS
DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA AMOSTRA
DOCUMENTAL
QUANTITATIVA
CAMPO
QUALITATIVA
DESCRITIVA
EXPLICATIVA

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ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

CAPÍTULO II
CAPÍTULO I CAPÍTULO III
AS SINGULARIDADES
A CENTRALIDADE DO O ACOMPANHAMENTO
DO ESTÁGIO NA UFAM
ESTÁGIO NA DOS ESTAGIÁRIOS
NOS ANOS DE 2017 E
FORMAÇÃO PELO SUPERVISOR DE
2018: AS
PROFISSIONAL DO ENSINO E CAMPO:
DIFICULDADES DE
ASSISTENTE SOCIAL DIFICULDADES E
INSERÇÃO E
PERMANÊNCIA POSSIBILIDADES

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RESULTADOS E
DISCUSSÕES
OBJETIVO ESPECÍFICO I

Discorrer sobre os principais aspectos do debate atual sobre a importância do estágio


supervisionado na formação do assistente social;

FORMAÇÃO ESTÁGIO POLÍTICA DE


PROFISSIONAL SUPERVISIONADO ESTÁGIO UFAM

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OBJETIVO ESPECÍFICO II:

Identificar as visões dos discentes sobre as dificuldades vivenciadas na inserção e permanência no estágio em diferentes espaços
sócio-ocupacionais que são campos de estágio na UFAM

GRÁFICO 01: QUANTITATIVO DE DISCENTES MATRICULADOS NA


DISCIPLINA ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO SEMESTRE 2018/01 VESPERTINO NOTURNO
37% (18) 63% (31)
VESPERTINO NOTURNO

16 TURMA 04: 22% (11)


TURMA 01: 14% (07)
TURMA 02: 10% (05) TURMA 05: 24% (12)
11
9 TURMA 03: 12% (06 TURMA 06: 16% (08)

5
4 SEXO
(31) ESPAÇOS DE INSERÇÃO
2 43% (13) SAÚDE
43% 41% 1 1 39% (12) SOCIOJURÍDICA
10% 4% 2%
96% (46) FEMININO 10% (03) ASSISTÊNCIA SOCIAL
6% (02) EDUCAÇÃO
SAÚDE SÓCIOJURÍDICO ASSISTÊNCIA EDUCAÇÃO EMPRESA 4% (02) MASCULINO 3% (01) EMPRESARIAL

Fonte: Pesquisa Documental no Departamento de Serviço Social - Folha de frequência das turmas de Estágio Supervisionado II no semestre 2018/01. 9
DIFICULDADES DE INSERÇÃO
CONCILIAÇÃO
DE TEMPO
GRÁFICO 02: DIFICULDADES DE INSERÇÃO NOS CAMPOS QUE OFERECIAM
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO SEMESTRE 2017/02

PREFERÊNCIA POR SUJEITOS FORMADOS 13 27%

DISPONIBILIDADE
DE VAGAS
PREFERÊNCIA POR DISCENTES DO NOTURNO 13 27%

INDICAÇÃO DE QUEM JÁ ESTAVA DENTRO 14 29%

FALTA DE APOIO DA COORDENAÇÃO DE


ESTÁGIO
15 31%
CRITÉRIOS E
PREFERÊNCIAS

PRIORIDADES PARA FACULDADES


22 46%
CADASTRADAS

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 – Dificuldades de Inserção – Questão Múltipla Escolha. 10


DIFICULDADES DE INSERÇÃO NOS CAMPOS DE ESTÁGIO

DIFICULDADES OPINIÃO DOS DISCENTES SOBRE AS DIFICULDADES DE INSERÇÃO NOS CAMPOS DE ESTÁGIO

“Sim, senti muitas dificuldades, primeiro porque eu que fui procurar [...] a gente não teve apoio nenhum da coordenação, a gente ia
FALTA DE APOIO DA começar o estágio e tinha quer ter um estágio, eles não deram no primeiro momento nenhum suporte, [...] quem foi atrás fui eu, passei
COORDENAÇÃO DE dias e dias andando pra conseguir um estágio e nos lugares que eu fui sempre tinha algum critério [...] eu tive sim, muita dificuldade de
ESTÁGIO encontrar, por causa da falta de apoio da coordenação, por causa [...] das instituições que tinha limites e critérios pra gente conseguir”.
(Entrevistado n° 14/Sociojurídico).

“Eu senti dificuldades devido a não ter tempo para estagiar, porque eu trabalhava” (Entrevistado n° 04/Assistência).

CONCILIAÇÃO DE TEMPO “Porque como eu trabalho, fica muito limitada à questão do estágio, ou você se encaixa num horário, ou então o horário tem que se
COM OUTRAS ATIVIDADES encaixar com você”. (Entrevistado n°23 /Saúde).

“Eu senti uma dificuldade enorme, devido ao fato de eu trabalhar”. (Entrevistado n°25 / /Saúde).

AUSÊNCIA DE “[...] a alegação de todos os locais que eu fui, era que a universidade não tinha convênio, a universidade não faz parceria. A universidade
PARCERIA/CONVÊNIO nunca compareceu nos locais para abrir campo de estágio pra nós aqui [...] onde eu bati, eu falei: Tem estágio obrigatório curricular? Eu
preciso fazer! Eu tenho disponibilidade de tempo! Mesmo assim eles disseram: não, não podemos!”. (Entrevistado n°26 / Educação)

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Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01
POSSÍVEIS CAUSAS E EFEITOS

FORMAÇÃO PROFISSIONAL + EXPANSÃO DO CURSO

RESISTÊNCIA DO VISÃO DA ADEQUAÇÃO DO


RESISTÊNCIA
ASSISTENTE INSTITUIÇÃO DISCENTE NA
DA INSTITUIÇÃO
SOCIAL SOBRE O ESTÁGIO REALIDADE

[...] o processo de supervisão figura enquanto elemento integrante do processo de


trabalho do Serviço Social, portanto não é “sobre - trabalho”. [...] Significa
ultrapassar a lógica institucional, que concebe a sua prática restrita à prestação
de serviço e exclui o processo de supervisão (SANTANA, 2008, p.02).

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DIFICULDADES DE PERMANÊNCIA
CONCILIAÇÃO DE TEMPO
GRÁFICO 03: DIFICULDADES DE PERMANÊNCIA NOS ESTÁGIOS EM QUESTÕES
DEVIDO A CARGA
CAMPO NOS SEMESTRES 2017/02 E 2018/01 FINANCEIRAS/DISTÂNCIA
HORÁRIA DO ESTÁGIO

ESTÁGIO I ESTÁGIO II
39

32 NÃO IDENTIFICAÇÃO LONGA PERMANÊNCIA


COM ÁREA NO ESTÁGIO

16

9
DIFICULDADES COM DISTANCIAMENTO DA
SUPERVISORES TEORIA
33% 19% 67% 81%

SIM NÃO

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 . 13


DIFICULDADES DE PERMANÊNCIA NO ESTÁGIO SUPERVISIOANDO
DIFICULDADES OPINIÃO DOS DISCENTES SOBRE AS DIFICULDADES DE PERMANÊNCIA NOS CAMPOS DE ESTÁGIO

“No estágio um, foi por conta da questão financeira, eu não tinha como me manter, o dinheiro da passagem era contado, a
instituição não pagava nada pra mim, mas eu precisava ir. E agora estou tendo muita dificuldade de permanecer no estágio II, pois
QUESTÕES FINANCEIRAS anteriormente eu não era bolsista, só consegui a bolsa no estágio II, então antes só ia quando minha supervisora estava. Agora vou
cinco vezes à semana e trabalho com todos os assistentes sociais.” (Entrevistado n° 01/ Saúde).

“Porque no primeiro momento que eu entrei nesse estágio, eu já entrei um mês atrasada, a supervisora de estágio foi uma pessoa
bem flexível comigo, eu fiz durante todos os dias da semana pra poder cumprir a minha carga horária, ai pra mim permanecer, ela
CONCILIAÇÃO DE TEMPO meio que me intimou a conciliar outro horário, tentar uma nova forma de ficar mais tempo, ai eu consegui agora no segundo
estágio conciliar esse horário” (Entrevistado n°25 / Saúde).

“Eu realmente não consegui me identificar com essa área, eu até gosto do sociojurídico, mas não na área da segurança pública, eu
NÃO IDENTIFICAÇÃO COM
só permaneci porque preciso passar na disciplina estágio e porque depois consegui o estágio remunerado”. (Entrevistado n°09
ÁREA /Sociojurídico).

“Somente no estágio um, porque a experiência foi péssima, eu particularmente preciso de um tempo pra me adaptar e tenho
DIFICULDADES COM
dificuldade de pegar as coisas rápido e na saúde era uma correria, não tinha tempo pra perguntar nada, fora que te comparam
SUPERVISORES com estagiários antigos que já tem experiência, não é legal pra quem tá tendo a primeira experiência”. (Entrevistado n°12 /
Assistência).

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 14


POSSÍVEIS CAUSAS E EFEITOS DAS DIFICULDADES

A cotidianidade do processo de formação apresenta uma multiplicidade de atividades que, ao


se tornarem rotineiras e reprogramáveis, correm o risco de absorver e ofuscar o exercício de
pensar sobre o realizado, de forma alienante e alienadora (LEWGOY , 2013, p.72) .

QUESTÃO ESTÁGIO COM IMPACTOS E FRAGILIDADES NA


SOCIOECONÔMICA, CARÁTER DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
SOB A LÓGICA EMPREGO
NEOLIBERAL

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OBJETIVO ESPECÍFICO III

Caracterizar as visões dos discentes sobre as dificuldades de acompanhamento pelo supervisor de ensino e campo;

DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO DA SUPERVISÃO DE ENSINO

GRÁFICO 04: VISÃO DOS DISCENTES SOBRE AS CAUSAS DA


INDISPONIBILIDADE DE TEMPO DO SUPERVISOR DE ENSINO

87,50%
81,25%

52,08%

37, 50%
31,25 %
27,08%

APENAS DUAS HORAS DE AULA INTENSA E EXTENSA JORNADA DE


MUITOS ALUNOS PARA ORIENTAR
NA SEMANA TRABALHO
ESTÁGIO I 25 15 39
ESTÁGIO II 18 13 42

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 – Questão Múltipla Escolha. 16


DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO DO SUPERVISOR DE ENSINO

DIFICULDADES OPINIÃO DOS DISCENTES SOBRE AS DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO

“Eu acho que é a precarização do ensino, a exploração do trabalho do docente porque é humanamente impossível você dar conta de quinze
alunos de estágio, tendo que visitar quinze campos de estágios e o professor ter que disponibilizar tempo individual pra cada aluno e tendo
uma outra turma de outra disciplina de vinte, trinta alunos e tendo orientação de outra coisa, então é humanamente impossível, isso
sobrecarrega os professores e a qualidade das aulas, dependendo do professor caí muito e a dos alunos também, porque se o professor não
PRECARIZAÇÃO DO
tá muito bem pra dar aquela disciplina, os alunos também não vão acompanhar muito bem. No dois menos, porque na disciplina de estágio
TRABALHO houve uma reconfiguração da disciplina, das turmas e as professoras agora estão com uma turma de sete alunos, por ai, diminuiu um pouco
mais o que possibilita mais orientação individuais, um pouco mais de tempo disponível pra ler, até porque são o pie, o relatório, esses
instrumentais multiplicados por quinze alunos, então é uma pilha imensa de trabalho, o professor não dá conta” (Entrevistado n° 15/
Assistência).

“Acho que a falta de organização do professor também foi uma das causas, porque a nossa turma começou atrasada e quando a professora
FALTA DE ORGANIZAÇÃO E chegou foi uma decepção, porque saímos de um ritmo e entramos em outro. A professora do Estágio I é mil vezes mais organizada que a de
PLANEJAMENTO agora, eu não entendo nada do que ela explica e a forma como ela trata a gente, não é legal! Já estamos quase no meio do semestre e não
tivemos nenhuma leitura e ela já estava cobrando o relatório” (Entrevistado n° 07/ Sociojurídico).

“No estágio II, a linguagem usada pela docente, tem me causado dificuldades para compreender, são usados muitos termos técnicos e muitas
INCOMPREENSÃO DA
vezes quando realizo a leitura pré-aula, acho que compreendi o conteúdo, mas quando ela vai explicar fica clara a diferença dos nossos
LINGUAGEM DO DOCENTE entendimentos” (Entrevistado n° 01/ Saúde).

“[...] a dificuldade que eu encontro dentro da disciplina de estágio é que não existe consenso na forma que eles vão lecionar a disciplina,
METODOLOGIA ABORDADA porque alguns não sabem, por exemplo, de acordo com a ementa no estágio dois, você aplica o projeto de intervenção e no três você faz o
PELO DOCENTE relatório do projeto aplicado, aí no caso dessa professora do II, ela não sabia e já estava pedindo o relatório como nota de avaliação, [...] eu
percebo assim, que não existe um conhecimento do que, que é a disciplina mesmo” (Entrevistado n° 13/ Sóciojurídico).

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 17


POSSÍVEIS CAUSAS DAS DIFICULDADES

TRABALHO + TEMPO + DEMANDA

PRODUTIVISMO + COMPETITIVIDADE

MUDANÇA NO
INTENSA PROCESSO DE RELAÇÃO
PRESSÃO SOBRE ENSINAR, DISCENTE E
OS DOCENTES PESQUISAR E DOCENTE
ORIENTAR

Para docentes não existe mais o “tempo formal ou regulamentar” de


trabalho. As 8 horas diárias de um docente em dedicação exclusiva
se multiplicam em 12, 14, 16 horas cotidianas de trabalho,
remetendo-nos, em intensidade, às jornadas extenuantes .”
(BOSCHETTI, 2016, p. 25 ).

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DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO DA SUPERVISÃO DE CAMPO

GRÁFICO 05: VISÃO DOS DISCENTES SOBRE AS CAUSAS DA INDISPONIBILIDADE DE TEMPO DO SUPERVISOR DE CAMPO
PARA DAR ORIENTAÇÕES NO ESTÁGIO I E II

ESTÁGIO I ESTÁGIO II

77,08%
72,91%

35,41% 33,33%
29,16% 31,25%
18,75% 18,75%

INTENSA E EXTENSA JORNADA FALTA DE ORGANIZAÇÃO E REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES


FALTA DE CONHECIMENTO
DE TRABALHO DO ASSISTENTE PLANEJAMENTO DA SUPERVISÃO QUE NÃO SÃO COMPETÊNCIAS
SOBRE O PAPEL DA SUPERVISÃO
SOCIAL DE CAMPO DO ASSISTENTE SOCIAL
ESTÁGIO I 37 14 17 9
ESTÁGIO II 35 15 16 9

Fonte: Pesquisa de Campo – 2018/01 – Questão Múltipla Escolha. 19


DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO DO SUPERVISOR DE CAMPO

DIFICULDADES OPINIÃO DOS DISCENTES SOBRE AS DIFICULDADES DE ACOMPANHAMENTO

“No estágio I e II, eu tive o acompanhamento do mesmo supervisor de campo, porém, no estágio II estou sem nenhum acompanhamento
documentado, quando tenho dúvidas questiono do assistente social que está na escala. Todos os itens marcados fazem parte da rotina na saúde, pois o
ORGANIZAÇÃO E assistente social exerce muitas atividades e na maioria das vezes, coisas que não são da sua atribuição privativa. No meu caso, sou a primeira discente a
PLANEJAMENTO ser supervisionada pela minha supervisora, é notório, a falta de organização e planejamento da mesma, o trabalho a ser exercido no setor, afeta
fortemente nosso tempo de supervisão. Um exemplo é que ela demorou quase dois meses pra fazer a correção dos meus instrumentais e a professora
de ensino, me cobrando a entrega, mas eu não podia ficar cobrando da supervisora de campo” (Entrevistado n° 01/ Saúde).

“Nós aprendemos na sala de aula que o estágio é espaço de formação, mas nem sempre isso é refletido dentro do campo, pois às vezes os supervisores
de campo acham que a gente já deve saber de certas coisas, ficam chateados quando perguntamos algo ou dizemos que não sabemos, parece que a
partir do momento que chegamos lá, é a folga deles, como se fossemos uma espécie de secretários deles, isso só mostra o quanto eles não conhecem o
CAPACITAÇÃO CONTINUADA papel da supervisão. Acredito que a maior causa é a formação deles, eles estudaram em uma época que o serviço social tinha um caráter mais
conservador e faz tanto tempo que eles estiveram em uma sala aula, que não sabem como fazer a profissão diferente” (Entrevistado n°09 /
Sociojurídico).

“Porque ela confunde supervisão com trabalho, ela acha que sou uma secretária, tipo uma funcionária dela, faço coisas que não era pra fazer e tenho
consciência, faço mais para ajudar” (Entrevistado n°04 / Assistência).

“Ela entende, mas às vezes faz umas cobranças estranhas, como se eu tivesse que mostrar trabalho pra ela” (Entrevistado n° 07/ Sociojurídico).
CONFUSÃO DA SUPERVISÃO
COM TRABALHO “Percebi que sou tratada como alguém que exerce um trabalho, as cobranças que me fazem são as cobranças de produtividade, tanto meu supervisor
quantos outros profissionais do setor, entendem que estágio é espaço de formação, mas as cobranças são de uma postura de profissionais que não
entendem, embora tenham um discurso bonito, sou vista como o estagiário que tem que atender a demanda, principalmente agora que sou bolsista”
(Entrevistado n°01 / Saúde).

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POSSÍVEIS CAUSAS E EFEITOS DAS DIFICULDADES

REFORÇO DE MECANISMOS
IDEOLÓGICOS
MASSIFICAÇÃO E PERDA SUBMISSÃO DOS
DA QUALIDADE DA PROFISSIONAIS ÀS “NORMAS
FORMAÇÃO DO MERCADO”

CONHECIMENTO
FORMAÇÃO
CAPACITAÇÃO E DAS
PROFISSIONAL
FORMAÇÃO COMPETÊNCIAS
DOS
CONTINUADA DA SUPERVISÃO
SUPERVISORES
DE CAMPO

RETROALIMENTAÇÃO DE FRAGILIDADES NO PROCESSO


FORMATIVO DE OUTROS PROFISSIONAIS

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

DESAFIOS

LIMITES POSSIBILIDADES

RELEVÂNCIAS

Fonte: Conselho Federal de Serviço Social , 2018. 22


REFERÊNCIAS
ALVES, Suéllen Bezerra e ALVES, Vanessa Castro. Formação em Serviço Social e demandas sociais contemporâneas: o envelhecimento em debate. In: I Congresso
Internacional De Política Social E Serviço Social: Desafios contemporâneos, 01, Londrina PR, de 09 a 12 de junho de 2015.

BOSCHETTI, Ivanete. Implicações da crise do capital na politica de educação superior no Brasil no contexto atual. In: A Supervisão de Estágio em Serviço Social:
Aprendizados Processos e Desafios, 01 ª ed. Rio de Janeiro, Lúmen Juris, 2016.

IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na Cena Contemporânea. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009.

LEWGOY, Alzira Maria. O estágio supervisionado em serviço social: desafios e estratégias para a articulação entre formação e exercício profissional. Temporális. Brasília
(df), ano 13, n. 25, p. 63-90, jan./jun. 2013.

OLIVEIRA, Cirlene Aparecida Hilário da Silva. Formação Profissional em Serviço Social: “velhos” e novos tempos, constantes desafios. Serviço Social e Realidade, Franca,
v.13, n.2, p. 55-78, Franca: UNESP maio, 2004.

PEREIRA, Larissa Dahmer. Perfil expansionista do ensino superior brasileiro e impactos na formação profissional em Serviço Social. In: A Supervisão de Estágio em Serviço
Social: Aprendizados Processos e Desafios, 01 ª ed. Rio de Janeiro, Lúmen Juris, 2016.

SANTANA, Necilda de Moura. O processo de supervisão na formação profissional do assistente social. Novo Enfoque, Rio de Janeiro, n. 07, v. 07, p. 01-10, 2008. Disponível
em: < http://www.castelobranco.br/sistema/novoenfoque/files/07/03.pdf> Acesso em: 11/06/17 às 19:13h

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