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CITOLÓGIA DO GENITAL FEMININO

COMO SE DIVIDEM?
S -Superficiais (c. adultas).
I -Intermediárias (c. intermediárias).
P -Parabasais (c.jovens).

CÉLULAS ESCAMOSAS SUPERFICIAIS:


-Aparecem, na maioria das vezes, de forma isolada.
-Geralmente apresenta grânulos citoplasmáticos.
-Diâmetro 40 a 60μm.

CÉLULAS ESCAMOSAS INTERMEDIÁRIAS:


-Descamam isoladamente ou em forma de lâminas ou aglomerados;
-Diâmetro de 30 a 40μm;
-O citoplasma, rico em glicogênio, costuma ser cianofílico.

CÉLULAS ESCAMOSAS PARABASAIS:


-Removidas forçadamente, costumam formar lâminas ou agrupamentos;
-Medem de15 a 30μm;
-Podem representar o elemento dominante em mulheres menopausadas.
Citólise?
-Resulta da fermentação do glicogênio por lactobacilos. (mediados por Bacilos de
Doederlein)

CÉLULAS ESCAMOSAS METAPLÁSICAS:


-Provenientes das regiões de metaplasia escamosa;
CÉLULAS ENDOCERVICAIS:
-Quando vistas em seu maior eixo (DE LADO) surgem como células colunares;
-Quando vistas na forma aplainada (DE CIMA), possuem aspecto é descrito como favo
de mel.

CÉLULAS ENDOMETRIAIS:
-Se encontrada após o 12° dia do ciclo ou após a menopausa, deve ser considerada
patológica.
-As células endometriais normais, são observadas com maior frequência à medida que
inicia o ciclo menstrual até o 10º dia.

FLORA VAGINAL NORMAL:


-Predominam os lactobacilos – Bacilos de Doederlein (Döderlein)
-Transformam glicogênio em ácido láctico (pH em torno de 4)

ANATOMIA E HISTOLOGIA DO TRATO GENITAL FEMININO


O TRATO GENITAL FEMININO É COMPOSTO POR:
V -VULVA,
V -VAGINA,
U -ÚTERO (corpo e colo),
T -TUBAS DE FALÓPIO
O -OVÁRIOS

VULVA
É A REGIAO EXTERNA:
M -MONTE PUBIANO,
L (MM) -LÁBIOS MAIORES E MENORES,
C -CLITÓRIS,
V -VESTÍBULO
M -MEATO URETRAL

VAGINA
É O CANAL QUE CONDUZ DA VULVA AO ÚTERO. É REVESTIDA INTERNAMENTE
POR EPITÉLIO ESCAMOSO

ÚTERO
-FORMA SEMELHANTE À PÊRA.
-CANAL ENDOCERVICAL E CAVIDADE ENDOMETRIAL.
Corpo uterino: parte superior ao orifício interno do útero
Divide-se em:
Colo uterino: parte inferior ao orifício interno do útero
ENDOCÉRVICE: superfície do colo uterino que limita todo o canal cervical.

O colo uterino apresenta duas mucosas:


ESCAMOSA : É revestida pelo epitélio escamoso estratificado não ceratinizado
GLANDULAR: É revestida por epitélio cilíndrico ou colunar mucíparo.
TUBAS DE FALÓPIO: MEDEM CERCA DE 7cm E DIÂMETRO DE 5 A 8mm
OVÁRIOS: ESTRUTURA OVÓIDE DE 4 x 2 x 2cm

HISTOLOGIA

⮚ EPITÉLIO MALPIGHIANO: (pavimentoso estratificado queratinizado)


DIVIDIDO EM:
P -Pele
L -Lábios maiores da vulva.
C -Colo uterino e do endométrio. OBS: (São encontrados em certos estados patológicos,
ao nível da vagina)

Apresenta células fortemente queratinizadas e anucleadas

⮚ EPITÉLIO ESCAMOSO: (estratificado não ceratinizado)


DIVIDIDOS EM:
L -Lábios menores da vulva
V -vagina
E -exocérvice

Camada profunda
Formado por três camadas: Camada intermediária
Camada superficial
Camada profunda: Formada pelas células basais e parabasais. (C. JOVENS)
Camada intermediária: Atividade mitótica baixa ou nula.
Camada superficial: Mitose nula
⮚ EPITÉLIO CILÍNDRINCO ENDOCERVICAL:
-Monoestratificado
-Células glandulares
-Células ciliadas
-Células de reserva- pluripotentes

JUNÇÃO ESCAMOCOLUNAR (JEC)


Localizado na junção do epitélio do tipo endocervical com o epitélio estratificado escamoso.

METAPLASIA TUBÁRIA E ESCAMOSA: (É a substituição de um epitélio por outro).


Ex: AS CÉLULAS ESCAMOSAS SE ORIGINAM DAS CÉLULAS DE RESERVA DO
EPITÉLIO ENDOCERVICAL.
ENDOMÉTRIO:
ENDOMÉTRIO ACÍCLICO: ]
-ANTES DA PUBERDADE O ENDOMÉTRIO APRESENTA-SE ATRÓFICO.
-MENOPAUSA: DEMONSTRA ATROFIA DAS GLÂNDULAS E DO ESTROMA –
PROCESSO DE ATROFIA
TUBAS DE FALÓPIO: - CÉLULAS COLUNARES CILIADAS E CÉLULAS
SECRETORAS
OVÁRIOS: - A SUPERFÍCIE É REVESTIDA POR EPITÉLIO CUBÓIDE.
LESOES INFLAMATÓRIAS

INFLAMAÇÃO: É a resposta dos tecidos às lesões ocasionadas por vários agentes.


formação de novos capilares e migração de lesões pré-neoplásicas (LPN) para dentro do
-Aguda: local lesado. Exp: (presença de tecidos necróticos).
Pode ser:
-Crônica: Ocasionam modificações nas estruturas epiteliais. Exp: (hiperplasia, metaplasia e
reparação)
CITOLOGIA DAS LESÕES INFLAMATÓRIAS
Independente da causa, as reações inflamatórias estão representadas por extravasamento de
fluidos pró-inflamatório composto por leucócitos, macrófagos e detritos que constituem uma
evidência de necrose celular (“esfregaços sujos”).

MODIFICAÇÕES INFLAMATÓRIAS
São essenciais para o diagnóstico de inflamação.
Modificações inespecíficas incluem: aumento nuclear, binucleação, hipercromasia, ...

INFECÇÕES BACTERIANAS
A vagina e o colo do útero contem numerosas espécies bacterianas. O que ocasionando
inflamações, muitas das vezes acompanhadas por uma secreção de odor desagradável.

Gardnerella: é uma bactéria em forma de bastão como gram variável. Como principal
marcador uma secreção vaginal abundante, de odor fétido, coloração acinzentada e pH elevado.
Cocos gram-positivos: Os mais comuns são os estafilococos e os estreptococos.
Cocos Gram-negativos: Exp: Neisseria gonorrhoeae- Na fase aguda costuma apresentar
secreção vaginal purulenta.
Chlamydia trachomatis: É um parasita intra-celular obrigatório. Ocasiona vaginite, cervicite,
uretrite e salpingite, que pode levar à esterilidade.
Actinomyces: Bactéria filamentosa gram-negativa de difícil classificação. Forma de “bolas”,
comumente encontrado em mulheres que usam o (DIU).

INFECÇÕES FUNGICAS
Candida albicans: Nos esfregaços pode aparecer sob duas formas: leveduras e filamentos.
Pode ser assintomática ou estar associada a uma secreção espessa esbranquiçada, prurido e
ardência.
INFECÇÕES POR PROTOZOÁRIOS
Trichomonas Vaginalis: forma arredondada ou ovalada por vezes irregular evidencia pequenas
hemorragias puntiformes de aspecto de “morango”. Costumam produzir alterações nas células
escamosas como eosinofilia citoplasmática, halos perinucleares, aumento do número de células
parabasais.
Amebas: Exp: (A.histolytica, A.vorticella, A.gengivalis)
Helmintos e Artrópodes: Exp: Enterobius vermicularis

INFECÇÕES VIRAIS
Herpes: os núcleos aumentam de tamanho e assumem um aspecto de “vidro fosco”, células
multinucleadas.
CERVICITE FOLICULAR
É caracterizada pela formação de folículos linfóides na região subepitelial da cérvice uterina.