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Faculdade de Ciências

Departamento de Química
Licenciatura em Química Industrial
3º Nível
Tratamento e Controlo de Qualidade da Água para o Consumo Humano
Trabalho No 5

Tema:
Análise de qualidade da água do Poço

Discentes:
Changule, João António
Cossa, Jaime Alfredo Docente:
Tila, Fernandes Alfredo Prof. Doutor Eutilério Chaúque

Maputo, Novembro de 2019


Análise de Qualidade da Água do Poço

Índice
CAPÍTULO I.........................................................................................................................................1

1. Introdução......................................................................................................................................1

1.1. Objectivos..............................................................................................................................1

1.1.1. Objectivo geral...............................................................................................................1

1.1.2. Objectivos específicos....................................................................................................1

1.2. Metodologia...........................................................................................................................2

1.3. Descrição do ponto de amostragem.......................................................................................2

CAPÍTULO II........................................................................................................................................3

2. Parte Experimental........................................................................................................................3

2.1. Determinação da Dureza (Volumetria)..................................................................................3

2.1.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários...........................................................3

2.1.2. Procedimentos................................................................................................................3

2.2. Determinação de teor de cloretos (Volumetria).....................................................................4

2.2.1. Materiais, reagentes necessários....................................................................................4

2.2.2. Procedimentos................................................................................................................4

2.3. Determinação de pH e Conductividade Específica (CE)........................................................5

2.4. Determinação de Fosforo (Espectrofotômetro)......................................................................5

2.4.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários...........................................................5

2.4.2. Procedimentos................................................................................................................5

2.5. Determinação da demanda química de oxigénio na água (DQO)...........................................6

2.5.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários.................................................................6

2.5.2. Procedimentos......................................................................................................................7

2.6. Determinação de Dióxido de Carbono livre...........................................................................7

2.6.1. Materiais e Reagentes necessários.................................................................................7

2.6.2. Procedimentos................................................................................................................7

2.7. Determinação de Carbonato e Bicarbonatos..........................................................................8

2.7.1. Materiais e Reagentes necessários.................................................................................8

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2.7.2. Procedimentos................................................................................................................8

2.8. Determinação de Sulfatos......................................................................................................8

2.8.1. Materiais e Reagentes necessários.................................................................................8

2.8.2. Procedimentos................................................................................................................8

CAPÍTULO III......................................................................................................................................9

3. Resultados e discussão...................................................................................................................9

3.1. Dureza...................................................................................................................................9

3.2. Cloretos................................................................................................................................11

3.3. pH e Condutividade.............................................................................................................12

3.4. Determinação de Fosforo.....................................................................................................13

3.5. Determinação da demanda química de oxigénio (DQO)......................................................14

Os volumes usados para a titulação da água destilada e a amostra foram registados na tabela. 8....14

3.6. Determinação de Carbono livre...........................................................................................14

3.7. Determinação de Carbonatos e Bicarbonatos.......................................................................15

3.8. Determinação de Sulfatos....................................................................................................15

4. Considerações Finais...................................................................................................................17

Referências Bibliográficas...................................................................................................................18

Anexos.................................................................................................................................................19

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Análise de Qualidade da Água do Poço

CAPÍTULO I.
1. Introdução

A água é um recurso natural indispensável ao ser humano e aos demais seres vivos. É de
total necessidade para a vida e essencial ao ecossistema. A qualidade necessária da água para
o consumo humano é de suma importância, pois a mesma deve ser tratada, limpa e estar livre
de qualquer contaminação, seja de origem microbiológica, química, física ou radioactiva, não
devendo, em hipótese alguma, apresentar riscos à saúde humana (Souza, 2000).

O acesso à água potável e ao saneamento seguro continua a ser um dos maiores desafios
em África e em Moçambique, em particular, aplicam-se esforços para que mais pessoas
tenham acesso á água potável (Costa, 1987).

Dessa maneira, na busca por fontes alternativas, as comunidades voltam-se para a


extracção de água subterrânea. No uso desta opção, são motivos pelo baixo custo de captação
e porque também na maioria das vezes não é necessário nenhum tipo de tratamento, pois os
processos de filtração lenta e depuração do subsolo promovem a purificação natural da água,
tornando-a potável (Bastos, 2013).

A qualidade da água pode ser comprometida por influente de origem inorgânica,


complexos inorgânicos ou por influente orgânico como coliformes e diversos complexos
derivados de esgotos domésticos e industriais. O acumulo dessas alterações pelos agentes
orgânicos pode causar modificações enormes na concentração do oxigênio e nos valores
referentes ao pH, com resultados irremediáveis para a vida humana (Muller, 2001).

A qualidade da água indicada para consumo é a aquela que, cujas características físicas,
químicas, microbiológicas e radioactivas estão com o padrão de potabilidade não causando
danos a saúde. As normas que determinam a potabilidade da água em Moçambique foram
estabelecidas pelo Diploma Ministerial n° 180/2004, do Ministério da Saúde de 15 de
setembro de 2004.

1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo geral


 Estudar a qualidade da água do poço para fins de consumo humano.
1.1.2. Objectivos específicos
 Realizar análises físico-químicas da água do poço;

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 Comparar os resultados obtidos com os padrões estabelecidos pela legislação.

1.2. Metodologia

A realização do presente relatório consistiu na pesquisa bibliográfica e trabalho


laboratorial. A pesquisa bibliográfica baseou-se na recolha de informação, tais como: livros
artigos científicos e livros de química analítica, sobre os aspectos que caracterizam a
qualidade da água e os métodos de análise para os parâmetos identificados ao longo do
presente relatório.
O trabalho laboratorial baseou-se na determinação de pH, dureza total, cloretos, dióxido de
carbono livre, condutividade, sulfatos, carbonatos e bicarbonatos, fosfatos, Matéria orgânica
(DQO)

1.3. Descrição do ponto de amostragem

As amostras de água foram colectadas no distrito municipal Ka Mabucuana, no bairro 25


de Junho (Choupal), Av. de Moçambique – Maputo e foram transportadas para o Laboratório
de águas do Departamento de Química da UEM, onde foi conservada numa geleira.

Figura 1. Localização do ponto de amostragem.

Fonte: Google Maps, 2019.


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CAPÍTULO II.
2. Parte Experimental

2.1. Determinação da Dureza (Volumetria)

2.1.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários

 Copos  CaCO3 0.1M  Balança analítica


 Erlenmeyer  NaOH 0.1M  Manta elétrica
 Bureta  EDTA
 Proveta  NH4Cl
 Espátula  EBT
 Suporte Universal  Murexida

2.1.2. Procedimentos
A. Aferição de uma solução de EDTA

Pipetou-se 20 mL da solução-padrão de CaCO3 para um Erlenmeyer;

Juntou-se 50 mL de H2O, 3 gotas da solução de Mg2+, 10 mL da solução tampão (pH 10


NH4Cl/NH3) e uma pequena quantidade do indicador EBT sólido (com o auxilio de uma
espátula);

Titulou-se com a solução de EDTA contida numa bureta até a viragem da cor da solução de
vermelho para azul;

B. Determinação da dureza total na amostra

Pipetou-se 100 mL de água para um Erlenmeyer;

Juntou-se 10 mL da solução tampão e indicador EBT sólido;

Titulou-se com a solução de EDTA contida numa bureta até a viragem da cor da solução de
vermelho para azul.

C. Determinação do teor de Ca2+ na amostra

Pipetou-se 100 mL de água para um erlenmeyer;

Juntou-se 5 mL de NaOH (0.1N) e indicador murexida sólido;

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Titulou-se com a solução de EDTA contida uma bureta até viragem da cor da solução de
vermelho a azul violeta.

2.2. Determinação de teor de cloretos (Volumetria)

2.2.1. Materiais, reagentes necessários

 Copos  NaHCO3
 Erlenmeyer  Solução de AgNO3
 Buretas  Solução de K2CrO4 a 5%
 Proveta  Tampão CH3COOH-CH3COONa
 Espátula  Solução de CaCO3
 Suporte Universal  Fluoresceína a 0.5%
 Funil  Solução de amido
2.2.2. Procedimentos
A. Método de Mohr

Pipetou-se uma quantidade considerável de 20 mL da solução amostra para um erlenmeyer.

De seguida ajustou-se o pH da solução com NaHCO3

Adicionou-se 1 mL da solução de indicador a 5%

Preparou-se uma bureta com solução aferida de AgNO3

Titulou-se fortemente a solução, ate ao aparecimento da cor vermelho tijolo

Fez-se o ensaio em branco, adicionando-se uma pequena quantidade de CaCO3 para simular o
precipitado.

B. Método de Fajans

Pipetou-se 20 mL da solução amostra para um erlenmeyer

Juntou-se 1 mL do tampão ácido acético-acetato de sódio 0,5M

De seguida adicionou-se 8 mL da solução de amido a 0,5% e 3 gotas de fluoresceína a 0,5%.

Titulou-se com a solução aferida de AgNO3 até a viragem da cor vermelha a rosa.

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2.3. Determinação de pH e Conductividade Específica (CE)

O parâmetro CE foi medido pelo condutímetro (figura 2a) e o pH pelo pH metro


(figura 2b).

B
A

Figura 2. Equipamentos laboratoriais, A - Condutímetro; B - pH metro.

2.4. Determinação de Fosforo (Espectrofotômetro)

2.4.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários


 Balões de 50 mL  Persulfato de potássio
 Balança analítica
 Copos  Molibdato de amônio
 Erlenmayer  Espectrofotômetro
 Metavanadato de amônio
 Proveta  Ácido clorídrico  Manta elétrica
 Vidro de relógio  KH2PO4 anidro
 Espatula  Água destilada
2.4.2. Procedimentos
A. Digestão da amostra
Com auxílio de uma proveta, mediu-se 250 mL da amostra, adicionou-se 2,532g de K 2S2O8.
Posteriormente levou-se o copo contendo a solução para o aquecimento.

Deixou-se a amostra evaporar, de modo que o volume final seja menor que 50 mL, de
seguida retirou-se o copo do aquecimento e esperou-se até esfriar.

Transferiu-se a amostra do copo para um balão com capacidade volumétrica de 50 mL e


completou-se o balão até o menisco com água destilada.

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B. Preparação do reagente molibdanovanadato


Solução A: Dissolveu-se 25,021g de molibdato de amônio em 300 mL de água destilada.

Solução B: Dissolveu-se 1,262 g de metavanadato de amônio em 300 mL de água, aqueceu-


se a mistura com objectivo de dissolver completamente o sal. Esfriu-se a solução, de seguida
adicionou-se 330 mL de HCl concentrado;

Esperou-se até o resfriamento da Solução B até temperatura ambiente. Posteriormente


adicionou-se as soluções À e B, de seguida misturou-se num balão de 1 L e completou-se o
volume até o menisco.

C. Determinação do fósforo da amostra


Transferiu-se 35 mL da amostra digerida (parte A) para um balão volumétrico de 50 mL,
adicionou-se 10 mL do reagente molibdanovanadato e completou-se o balão com água
destilada até o menisco;

Preparou-se o branco repetindo o procedimento descrito acima, tendo substituído a amostra


por água destilada;

Porque a cor é estável e a intensidade não é afectada com a variação da temperatura


ambienre, conservou-se as amostras por cerca de 3 horas e leu-se a absorvância da amosttra
em comprimeto de onda de 294 nm.

D. Preparação da curva de calibração


Solução padrão de fosfato: dissolveu-se em água destilada 215,5 mg de KH2PO4 anidro e
diluiu-se para 1L. Cada 1mL dessa solução contém 50,0 µg de PO43-/P.

Preparou-se a curva de calibração utilizando volumes adequados da solução padrão e


procedeu-se conforme o exposto em C.

2.5. Determinação da demanda química de oxigénio na água (DQO)

2.5.1. Materiais, reagentes e equipamentos necessários


 Erlenmayer  H2SO4  Manta elétrica
 Proveta  H2C2O4
 Bureta  KMnO4
 Conta-gota  Água destilada

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2.5.2. Procedimentos
Colocou-se num Erlenmeyer 100 mL de água destilada, adicionou-se 5 mL de H 2SO4 e uma
gota de KMnO4 e ferveu-se a mistura durante 10 minutos, até o aparecimento da cor
vermelha. De seguida adicionou-se com bureta o H 2C2O4 0,01N, até que a solução
descolorisse.

Posteriormente acrescentou-se uma gota de KMnO4 até ao aparecimento de um tom rosa,


adicionou-se 10 mL de H2C2O4 e aqueceu-se a solução. De seguida adicionou-se com uma
bureta 0,2 mL até aparecer a cor rosa.

Retirou-se o conteúdo do Erlenmeyer e sem lavar, adicionou-se 100 mL da amostra e


adicionou-se 5 mL de H2SO4 e manteu-se em ebulição durante 10 minutos. Tendo-se reposto
com água destilada o volume perdido durante a ebulição.

A solução em ebulição adicionou-se 5 mL da solução de KMnO 4 e de seguida aqueceu-se até


a ebulição durante 10 minutos, adquirindo uma coloração vermelha. Logo de seguida
adicionou-se 10 mL de H2C2O4, até o aparecimento de uma coloração rosa. No fim tendo
registado o volume de KMnO4 utilizado.

2.6. Determinação de Dióxido de Carbono livre

2.6.1. Materiais e Reagentes necessários


Tabela 1: Referente aos Materiais e Reagentes necessários

Materiais Reagentes
Bureta NaOH (0.02 N)
Pipeta volumétrica Fenolftaleína
Erlenmeyer
Fonte: Própria, 2019
2.6.2. Procedimentos
Para a determinação do gás carbónico livre na água do poço, primeiramente mediu-se 100
mL da amostra com o auxílio de uma proveta e introduziu-se em um Erlenmeyer de 250 mL,
posteriormente foram introduzidas exactamente 10 gotas do indicador ácido-base
fenolftaleína e observou-se para analisar se a cor iria mudar ou não, caso não mudasse a
experiência deveria prosseguir, depois que a cor da água não mudou, ela foi titulada com uma
solução de Hidróxido de sódio 0.02 N até ao aparecimento da cor rosa. As titulações foram
feitas em duplicata e registou-se os volumes gastos de NaOH.

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2.7. Determinação de Carbonato e Bicarbonatos

2.7.1. Materiais e Reagentes necessários


Tabela 2: Referente aos Materiais e Reagentes necessários

Materiais Equipamentos Reagentes


Béquer pH Metro BaCl2 10%
Proveta Manta eléctrica HCl 0.1 N
Fonte: Própria, 2019
2.7.2. Procedimentos
Mediu-se com uma proveta 25 mL da amostra para posterior determinação do pH da mesma e
registou-se o valor. Feito isso transferiu-se 5 mL da amostra para um copo béquer e
adicionou-se 10 gotas da solução de BaCl2 10% e pôs-se a ferver durante 1 minuto, com a
esperança de que se formasse um precipitado que é indicativo da presença de carbonatos,
bicarbonatos e sulfatos.

2.8. Determinação de Sulfatos

2.8.1. Materiais e Reagentes necessários


Tabela 3: Referente aos Materiais e Reagentes necessários

Materiais Equipamentos Reagentes


Erlenmeyer Manta eléctrica K2SO4
Bequer Indicador (NBT)
Pipeta HCl
Bureta BaCl2 0,1M
C2H5OH
NH4OH
EDTA 0.1 M
Fonte: Própria, 2019 Fonte: Própria, 2019

2.8.2. Procedimentos
Mediu-se 50 mL (duplicado) da amostra com o auxílio de uma proveta e introduziu-se em um
Erlenmeyer de 250 mL, de seguida as amostras foram fracamente aciduladas com uma
solução de ácido clorídrico (duas gotas) e posteriormente foram aquecidas até a ebulição com
o auxílio de uma manta eléctrica. Após o aquecimento, adicionou 25 mL da solução de
cloreto de bário e aqueceu-se novamente ate a ebulição, feito isso, esfriou-se a solução em
análise durante 15 minutos. Depois de a solução ter esfriado adicionou-se 25 mL de etanol e
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5 mL de hidróxido de amónio e três gotas do indicador NBT. O excesso de bário foi titulado
com EDTA até a mudança de cor do indicador.

Foi feita uma outra análise, mas desta vez, ao envés de se usar água usou a solução de sulfato
de potássio e seguiu-se o procedimento acima descrito.

CAPÍTULO III.
3. Resultados e discussão

3.1. Dureza

A. Aferição da solução de EDTA

Os resultados inerentes a padronização da solução de Etilenodiaminotetracético (EDTA)


usando solução de carbonato de cálcio 0.1M, estão descritos na tabela 1. No que tange o
cálculo da concentração esperada e experimental vide anexo A.1

Tabela 4. Volumes gastos na aferição de EDTA e as respectivas concentrações.

Concentração de EDTA (mol/L)


Volume (mL) de Volume médio
EDTA gasto (mL) Esperada Experimental
24,4
24,6 24,5 0,1 0,0816
Fonte: Própria, 2019
De acordo com a tabela 4, a concentração determinada experimentalmente pelo método
volumétrico difere da concentração que se esperava obter caso apenas tivesse-se pesado e
dissolvido o EDTA. Esta constatação converge com o exposto por Costa (1987) ao afirmar
que a solução de EDTA adsorve a humidade e o CO 2 do ar reduzindo assim a sua
concentração.

B. Determinação da dureza total

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Abaixo encontram-se ilustrados na tabela 5, os resultados referentes a dueza total.

Tabela 5. Resultados da determinação da dureza total.

Volume (mL) de Volume médio


EDTA gasto (mL) Concentração de EDTA (mol/L) Dureza total
(ppm)
Esperado Experimental
3,8
306,266
3,7 3,75 0,1 0,0816
Fonte: Própria, 2019
Como mostram os cálculos em anexo A.1.1, a dureza total foi de 306,266 ppm. De acordo
com Ministério da Saúde (MISAU), o valor da dureza encontra-se dentro dos valores
admissíveis. Segundo Prado (2010), quanto a classificação da dureza, a amostra analisada
pode-se considerar dura. Consequentemente causa sabor desagradável, reduz a formação da
espuma do sabão, aumentando o seu consumo, provoca incrustações nas tubulações e
caldeiras.

C. Determinação do teor de Ca2+ na amostra

Os volumes obtidos nas duas titulações estão listados na tabela 6. Com base nos cálculos vide
anexo A.1.2, o teor de Ca2+ na amostra foi de 88,304 ppm, segundo o Instittuto Nacional de
Normalização e Controle da Qualidade (INNOQ) o valor encontra-se dentro do intervalo
recomendado.

Vide anexo a tabela A.1. Valores limites e recomendáveis de parâmetros físico-químicos


referentes a qualidade da água para o consumo.

Tabela 6. Resultados do teor de Ca2+.


Dureza
Concentração de EDTA (mol/L) Cálcica
(ppm)
Volume (mL) de Volume médio
EDTA gasto (mL) Esperado Experimental
2,6
88,304
2,8 2,7 0,1 0,0816

3.2. Cloretos

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Os volumes obtidos nas duas titulações utilizando os diferentes métodos tais como Mohr e
Fajans estão listados na tabela abaixo, na mesma tabela também estão presentes a
concentração de AgNO3 e o volume gasto para a titulação do branco.

Tabela 7. Resultados da determinação de cloretos pelos métodos de Mohr e Fajans.

Volume (mL) de Volume médio Volume (mL) do Teor de Cloretos


Método AgNO3 gasto (mL) Branco
3,4
3,1
Mohr 3,25 48,747
6,5
2,7
6,2
Fajans 6,35 323,509
Fonte: Própria, 2019
Segundo Ohlweiler (1980) a limitação mais séria do método de Mohr é a necessidade do
controle cuidadoso do pH da solução, que deve ficar entre 6,5 e 10,5. Por isso há necessidade
de se adicionar o NaHCO3.

 Quando o pH é inferior a 6,5 o cromato de prata torna-se excessivamente solúvel


devido à reacção:

2CrO4 2 - + 2H 2HCrO 4 - Cr2O7 2 - + H2O

O dicromato de prata é consideravelmente mais solúvel do que o cromato de prata, o que


aumenta o erro do indicador.

 Quando o pH é superior a 10,5, o ião prata pode reagir com o hidróxido ao invés do
ião cloreto, formando o hidróxido de prata ou o óxido de prata insolúveis.

2Ag + 2OH 2AgOH(s) Ag2O(s) + H2O

Os catiões dos metais de transição são interferentes para o método de Mohr porque formam
hidróxidos insolúveis ou sais básicos em meio neutro ou em soluções alcalinas que tendem a
co-precipitar os iões cloreto.

A adição da solução de AgNO3 forma-se primeiro o precipitado de AgCl e imediatamente


após o ponto de equivalência a concentração de iões prata torna-se grande o suficiente para
iniciar a precipitação do cromato de prata, que sinaliza o fim da titulação. Segundo Harris
(2005), isso é baseado no facto de que a solubilidade molar do Ag2CrO4 (Kps = 1,1.10-12) é
cerca de 5 vezes maior do que a do AgCl (Kps = 1,75.10-10)

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Reacção de titulação: Ag + Cl AgCl(s) (Precipitado branco)


2- Ag2CrO4 (s) (Precipitado vermelho tijolo)
Reacção do indicador: 2Ag + CrO4

O valor obtido com resurso a este método foi de 48,747 ppm e o mesmo encontra-se dentro
do valor estabelicido pelo MISAU.

Ao passo que com o método de Fajans obteve-se um valor aproximadamente igual a 323,51
ppm, e segundo o MISAU este valor está muito acima do limite máximo recomendado e
consequentemente o seu consumo causa sabor desagradável e corrosão.

Neste método usou-se o indicador de adsorção (fluoresceína), que no ponto de equivalência


foi adsorvido pelo precipitado, ocorrendo uma mudança na coloração, passando para uma cor
rosa, as reacções estão descritas nas equações abaixo.

AgNO3(aq) + Cl (aq) AgCl(s) + NO3(aq)


Ind(aq) + H(aq) HInd(aq) (pH < 6,5)
Ag(aq) + Ind(aq) AgInd(s) (precipitado rosa)
2AgNO3 (aq) + 2OH (aq) 2AgOH(s) + H2O(l) (pH > 10)

3.3. pH e Condutividade

Tabela 8. Resultados da análise de pH e CE da amostra.


Temperatura Unidade
Calibração Valor real (°C)
pH -
7,33 7,39 23,8
Condutividade μS/cm
- 1602 23,8
Fonte: Própria, 2019
O valor de pH está dentro do intervalo recomendado pelas normas do INNOQ cujo grau de
restrição vária de 6,5-8,5 (vide anexo tabela A.1).

Referente a condutividade, o valor também encontra-se dentro do recomendado pelas normas


da INNOQ.

3.4. Determinação de Fosforo

Tabela 9. Resultados da leitura das absorvâncias.

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Solução Concentração (ppm) Absorvância


P0 0 -2,5105
P1 0,02 -2,4546
P2 0,08 -2,4408
P3 0,10 -2,4225
P4 0,14 -2,4094
P5 0,16 -2,3589
P6 0,18 -2,3250
P7 0,20 -2,2967
Amostra - -2,2149
Fonte: Própria, 2019
O comprimento de onda usado foi 294 nm, porém segundo Gonçalves (2001) o comprimento
de onda ideal é o de 420 nm, pois este permite a leitura de absorvâncias baixas com mais
precisão.

-2.15
0 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25
-2.2

-2.25

-2.3
Absorvância

f(x) = 0.93 x − 2.5 Absorvância


-2.35 R² = 0.91 Linear (Absorvância)
-2.4

-2.45

-2.5

-2.55
Concentração (ppm)

Figura 3. Curva de calibração de Fosforo.

Com base na equação da recta foi possível determinar a concentração de fosforo (vide anexo
A.3). A concentração foi de 0,312 ppm, valor este que é aproxidamente três vezes maior que
o limite máximo admissível pelo MISAU. Podendo aumentar a proliferação dos
microorganismos.

3.5. Determinação da demanda química de oxigénio (DQO)

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O dados referentes a padronização de KMnO4 e o seu respectivo cálculo vide anexo A.3, cujo
o valor encontra-se ilustrado na tabela abaixo.

Tabela 7. Resultados da padronização de KMnO4

Concentração de KMnO4 (N)


Volume (mL) de Volume médio
EDTA gasto (mL) Esperada Experimental
O,2
0,1 0,167 0,1 0,479
0,2

Os volumes usados para a titulação da água destilada e a amostra foram registados na tabela.
8.

Tabela 8. Resulatdos dos volumes de H2C2O4 e KMnO4 gasto


Volume (mL) de Volume (mL) de Volume (mL) Volume (mL)
Etapas H2C2O4 gasto KMnO4 gasto total de KMnO4 total de H2C2O4
gasto gasto
1,1 0,1
- 0,1
1ª Titulação 0,2 1,1

2ª Titulação 10 0,2 0,2 10

3ª Titulação 11 5 5 11

A primeira titulação é referente a água destilada e as duas últimas titulações são referentes a
amostra.

3.6. Determinação de Carbono livre

O gás carbónico livre, é um componente normal de todas as águas naturais e ocorre na água
sob a forma de um gás dissolvido com as propriedades de um ácido, o ácido carbónico, muito
instável. A concentração do gás carbónico livre em águas superficiais normalmente é menor
que 10 mg/L, enquanto em águas subterrâneas pode existir em maior concentração
(Ohlweiler, & Otto Alcides 1976).
O valor quantificado do gás carbónico na água do poço analisada foi de 12,32 mg/L, valor
este que coincide com o que diz o autor acima citado.
Reacções:
H2O + CO2 ↔ H2CO3

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Análise de Qualidade da Água do Poço

H2CO3 + NaOH ↔ NaHCO3


Os dados da determinação do gás carbónico livre na amostra de água do poço tem seus
resultados apresentados na Tabela 10.
Tabela 10: Dados da análise para a determinação do Gás carbónico livre

Volume da Volume médio Valor Quantificado Valor estabelecido


amostra (mL) gasto de EDTA (mL) (mg/L) (mg/L)
100,0 1.4 12,32 10
Fonte: Própria, 2019
3.7. Determinação de Carbonatos e Bicarbonatos

A amostra da água do poço analisada teve um pH igual à 7.55 e mediante o teste qualitativo
feito, não foi detectado a presença de carbonatos e bicarbonatos. A ausência dos carbonatos e
bicarbonatos nessa água pode ser explicada com base no valor do pH obtido. Segundo a
literatura consultada, uma água que apresenta pH no intervalo de 8,3-9,4 é devido a presença
de carbonatos e bicarbonatos.

3.8. Determinação de Sulfatos

Reacções:

SO42- + BaCl2 —> 2 Cl- + BaSO4 (s)↓

Ba2+ + Y4- → BaY2-

Os dados da determinação de Sulfatos na amostra de água do poço e na solução de sulfato de


potássio tem seus resultados apresentados na Tabela 11.

Tabela 11: Dados da análise para a determinação Sulfatos na água e na solução de sulfato de
potássio
Volume da Volume médio Valor Quantificado Valor estabelecido
amostra (mL) gasto de NaOH (mL) (mg/L) (mg/L)
50 0,1 38,424 250
Volume de Volume Valor Quantificado Valor estabelecido
K2SO4 (mL) gasto de NaOH (mL) (mg/L) (mg/L)
50 0,2 76,845 ---------
Fonte: Própria, 2019

O anião sulfato surge nas águas subterrâneas através da dissolução de solos e rochas como o
gesso (CaSO4) e sulfato de magnésio (MgSO4), bem como pela oxidação da pirita.

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Análise de Qualidade da Água do Poço

Após adição de cloreto de bário a solução, verificou-se que a mesma ficou esbranquiçada, e
formou-se um precipitado como ilustram as equações a cima.

O teor de sulfatos em águas naturais varia em geral na faixa de 2 a 80 mg/L, embora possam
exceder a 1000 mg/L em áreas próximas a descargas industrias ou em regiões áridas onde
sulfatos minerais estão presentes. O teor de sulfatos na água para o abastecimento humano
não pode exceder 250 mg/L (Andrade et., 2004). Contudo, o valor quantificado na nossa
amostra foi de 38,424 mg/L, valor este que esta muito abaixo do limite máximo, estando
dentro dos Padrões de potabilidade ora em vigor.

4. Considerações Finais
Terminadas as aulas laboratoriais de análise da qualidade da água do poço, pode-se verificar
que os níveis de dióxido de carbono livre na água subterrânea são considerados altos, como
cita Ohlweiler, & Otto Alcides (1976). Quanto ao parâmetro de Dureza, a amostra de água
analisada foi classificada como sendo uma água moderadamente dura e esta dentro dos
padrões permitidos pelo Ministério da Saúde (MISAU).

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Análise de Qualidade da Água do Poço

Quanto aos iões cloretos, utilizando o método de Mohr, a água analisada foi classificada
como própria para o consumo humano devido a concentração dos mesmos estar dentro dos
padrões estabelecidos pela INNOQ, tendo sido quantificado uma concentração igual a 48,747
mg/L de Cl-.

O fosforo determinado para a amostra foi o único parâmetro que ficou fora dos padrões
estabelecidos pela legislação que é de 0,1 mg/L.

Diante dos resultados, percebe-se que a água do poço colectada no distrito municipal Ka
Mabucuana, no bairro 25 de Junho (Choupal), Av. de Moçambique – Maputo esta dentro dos
padrões permitidos por lei e não periga a vida dos que a consomem.

Referências Bibliográficas
1. Andrade, I.C., Baccan, N., Godinho, O.E et al. (2004). Quimica Analitica Quantitativa
Elementar. 3 edicao São Paulo: Blucher LTDA.

2. Bastos, M. L. (2013). Caracterização da qualidade da água subterrânea – estudo de


caso no município de cruz das almas. Graduação em Engenharia Sanitária e
Ambiental, URFB, Brasil, pp 8, 15.

3. Costa, M. (1987). Métodos de Análise de Água. Editor Ministério da Saúde, LNHAA.

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Análise de Qualidade da Água do Poço

4. Google maps. (2019, Acedido em 09 de Novembro de 2019, em


https://www.google.co.mz/maps/@-25.8962586,32.6106835,12z?hl=pt-PT

5. Gonçalves, M. L. S. S. (2001). Métodos Instrumentais para Análise de Soluções,


Análise Quantitativa, Fundação Calouste Gulbenkian, 4a Edição, Lisboa. p. 96-157.

6. Harris, D. C. (2005). Análise química quantitativa. 6ª Edição. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos..

7. MISAU- Ministério da Saúde (2004). Regulamento sobre a Qualidade de Água para


o Consumo Humano, Unicef, Moçambique, pp 26-31.

8. Muller, S. (2001)Gestão Ambiental de Recursos Hidrícos. Belo Horizonte: Ecolatina.

9. Ohlweiler, O. A. (1980). Química analítica quantitativa. 2ª Edição. Rio de Janeiro:


Livros Técnicos e Científicos.

10. Sousa, D. A. Desenvolvimento de metodologia analitica para determinação de


multiresíduos de pesticidas em águas de abastecimento de São Carlos – SP. 2000. 109
f. Dissertação (doutorado em ciências da engemharia ambiental). Escola de
engenharia de são Carlos, Universidade de são Paulo, São Carlos,2000).

Anexos

A.1. Cálculos da concentração esperada e experimental de EDTA após aferição

Dados Formula/Resolução
m = 29,247 g
m
g C=
Mr[EDTA] = 292,2 Mr EDTA × v solu çã o
mol
29,247
Vsolução = 1000 mL C=
292,2× 1
Cesperada = ?
C = 0,1M
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CaCO3 + EDTA4 -(aq) Ca(EDTA)2 -(aq) + CO32 -(aq)

VCaCO3 = 20 mL

Segu ndo a estequiometria da reacção (1:1):

n(Ca2+) = C(CaCO3) x V(CaCO3)

mol
n(Ca2+) = 0.1 x 20 x 10-3 L = 2 x 10-3 mol
L

n(Ca2+) = n(CaCO3) = n(EDTA)

n(EDTA) = 2 x 10-3 mol

Vmédio = 24,5 mL

n
C=
V

0.002mol mol
C= = 0,0816
0,0245 L L

A.1.1. Cálculos da dureza total


Dados Resolução
mol mol
CEDTA = 0,0816 nEDTA = 0,0816 × 3,75.10-3 L = 3,06.10-4 mol
L L
V médio = 3,75.10-3 L nEDTA = nCaCO3 = 3,06.10-4 mol
CaCO3 (mg/l) = ? g
3,06.10−4 mol .× 100,0869 g
-3
Vamostra = 100.10 L CCaCO3 = mol = 0,306266
L
100.10−3 L
g
Mr[CaCO3] = 100,0869
mol CaCO3 (mg/l) = 306,266 mg
L

A.1.2. Cálculo da dureza cálcica.


Dados Resolução
mol mol
CEDTA = 0,0816 nEDTA = 0,0816 × 2,7.10-3 L = 2,2032.10-4 mol
L L
Vmédio = 2,7.10-3 L nEDTA = nCa 2+ = 2,2032.10-4 mol
Ca2+ (mg/l) = ? g
2,2032.10−4 mol .× 40,08 g
CCa 2+
= mol = 0,08830
−3 L
Licenciatura em Química Industrial Página 19100. 10 L
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Vamostra = 100.10-3 L
g
Mr[Ca 2+] = 40,08
mol
A.2. Expressão usada para o cálculo do teor de cloretos aplicados diferentes
métodos.
( A−B ) × M × MrCl ×1000
mgCl-/L =
V amostra

Onde:
A = Volume médio da solução de AgNO3 gasto para titular a amostra, em mL
B = Volume da solução de AgNO3 gasto para titular o branco, em mL
M = Concentração molar da solução de AgNO3
g
MrCl = Massa relativa de Cloro (35,453 )
mol
Vamostra = Volume utilizado na amostra, em mL
A.2.1 . Cálculo do teor de cloretos usado o método de Mohr.
Dados Resolução
( A−B ) × M × MrCl ×1000
Vmédio = 3,25 mL mgCl-/L =
V amostra
Vbranco = 2,7 mL
mgCl-/L =
mol
[AgNO3] = 0,05 ( 3,25−2,7 ) × 0,05× 35,453× 1000
L
20
g
MrCl = 35,453
mol
Vamostra = 20 mL
A.2.2. Cálculo do teor de cloretos usado o método de Fajans.
Dados Resolução

Vmédio = 6,35 mL ( A−B ) × M × Mr Cl ×1000


mgCl-/L =
V amostra
Vbranco = 2,7 mL
mgCl-/L =
mol
[AgNO3] = 0,05 ( 6,35−2,7 ) × 0,05× 35,453× 1000
L
20
g
MrCl = 35,453 mgCl-/L = 323,509 ppm
mol
Vamostra = 20 mL
A.3. Cálculo da concentração de fosforo.
Dados Resolução
Y = 0.9254Cp - 2.504
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-2,2149 = 0.9254Cp - 2.504
−2,2149+2,504
Cp =
0,9254
Análise de Qualidade da Água do Poço

Absamostra = -2,2149
CP =?
Onde:
Cp = Concentracao de Fosforo
Y = Absorvância
A.4. Padronização de KMnO4

2MnO4-(aq) + 5C2O42 - + 16H+ 2Mn2+ + 10CO2 + 8H2O


Dados
A partir da equação acima tem –se:
VH2C2O4 = 20 mL
2 mol MnO4- ------------- 5 mol C2O42-
CH2C2O4 = 0,01N
Vmédio gasto = 0,167 mL X meq MnO4- ------------ 0,2 meq C2O42-
0,2 meq× 2mol C =
X meq MnO4- =
5 mol ¿
X meq Mn O 4 − ¿
- V médio gasto
X meq MnO4 = 0,08 meq
A.4. Quantificação do Gás carbónico livre 0,08
C= = 0,479 N
0,167
Mr (CO2) = 44, 01 g/mol
Vgasto de NaOH = 1.5 mL
Vgasto de NaOH = 1.3 mL (réplica)
Vmedio = 1,4 mL
1 mol de CO2 ----------- 1 mol de Na+
Mr x N x V x 1000
[CO2] =
Va
44,01 x 0,02 x 1,4 x 1000
[CO2] = =12,32 mg/L (ppm)
100
Onde:
V = Volume do titulante (NaOH)
Va = Volume da amostra
1000 = Massa em mg
N = Normalidade do NaOH 0,02 N
A.5. Quantificação de Sulfatos (amostra)
neq(SO42-) = neq(EDTA) = CEDTA x VEDTA

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mol
neq(EDTA) = 0.1 x 1.10-4 L = 1.10-5 mol
L
g
1.10−5 mol x 96,06 x 1000
2
[SO4 ] = mol = 38,424 mg/L
2 5 x 10−3 L
A.6. Quantificação de sulfatos na solução de sulfato de potássio
neq(SO42-) = neq(EDTA) = CEDTA x VEDTA
mol
neq(EDTA) = 0.1 x 2.10-4 L = 2.10-5 mol
L
g
2.10−5 mol x 96,06 x 1000
2
[SO4 ] = mol = 76,845 mg/L
2 5 x 10−3 L
A.7. Dterminação de DQO na água
Para a determinação de DQO usou-se a seguinte expressão:
A =[(V +10) × f -10] ×C
Onde: Dados
V = Volume total de KMnO4 gsto na titulação da amostra V = 5,2

f = Factor da solução de KMnO4 10


f= ;
M
C = Concentração de KMnO4
C = 0,479
M = Volume de KMnO4 gasto na titulação da água destilada

A =[(V +10) × f -10] ×C


A = [(5,2+10) ×50 -10] ×0,479
A = 359,25

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Tabela A.1. Valores limites e recomendáveis de parâmetros físico-químicos referentes a


qualidade da água para o consumo.

Fonte: Instituto Nacional de Normalização e Controle da Qualidade (INNOQ)

A.7. Valores comparativos dos parâmetros analisados

A partir dos procedimentos e cálculos dos parâmetros analisados foi possível comparar os
valores encontrados, como pode ser observado na tabela 2.

Tabela A.2. Valores comparativos dos parâmetros analisados

Parâmetros Unidade Valor Quantificado Resultado da análise


pH - 6,5-8,5 7.39
Condutividade µS/cm 50-2000 1602
Gas carbónico livre mg/L 10 12,32
Dureza Total mgCaCO3/L 500 306,266
Cloretos (Cl-) mg/L 250 48,747 (M) e 323,509 (F)
DQO mg/L 3 ---------
CO32- e HCO3- mg/L ---------
Sulfatos mg/L 250 38,424

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Fosforo mg/L 0,1 0,3


Fonte: Própria, 2019

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