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FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ

A COLABORAÇÃO DA NEUROPSICOPEDAGOGIA PARA A APRENDIZAGEM

CURITIBA/PR

2018
FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ

A COLABORAÇÃO DA NEUROPSICOPEDAGOGIA PARA A APRENDIZAGEM

Trabalho entregue à Faculdade de Educação São


Braz, como requisito legal para convalidação de
competências, para obtenção de certificado de Pós
Graduação Educacional, do curso de
Neuropsicopedagogia, conforme Norma Regimental
Interna e Art. 47, inciso 2, da LDB 9394/96.

CURITIBA/PR

2018
RESUMO

O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, baseada em autores de livros, artigos de
internet e estudos monográficos, tendo como tema o trabalho do neuropsicopedagogo que
profissional capacitado para compreender qual região do cérebro foi afetada para depois oferecer
propostas de intervenções e medidas para favorecimento da aprendizagem. Ele busca novos
caminhos, novas rotas neuronais. Este profissional é o quem tem licença pedagógica, liberdade de
atuação no ambiente escolar (respeitando as políticas e normas), a fim de desvendar novas formas
para que o aprendizado aconteça. Este artigo tem o objetivo de analisar de forma global todas as
vertentes do processo educativo, propondo alterações na rotina, ambiente, estrutura, metodologia
para o desenvolvimento de todos os educandos com dificuldades, a fim de oferecer reformulações na
forma de aprender e ensinar; revolucionando o processo de ensino aprendizagem fazendo assim o
desenvolvimento e estimulo de novas sinapses. É importante ressaltar que a psicopedagogia trata do
processo de aprendizagem do ser humano, e sendo assim, torna-se necessária a busca em outras
áreas de conhecimento para aprimorar os desafios. Ao se tratar do tema aprendizagem depara-se
com um leque de questionamentos. Afinal o processo de aprendizagem é complexo, e por isso torna-
se necessário que haja o engajamento de outros profissionais de outras áreas para atuação. Cabe
aos profissionais passar a ter um novo olhar para a educação com a intensidade e complexidade que
tem, e não trabalhar sozinho. Sempre procurar auxílio de parcerias que lhe sirva de estímulo,
supervisão e busca conjunta de soluções.

Palavras-chave: Aprendizagem. Educação. Neurociências. Neuropsicopedagogia.


1 INTRODUÇÃO

A neuropsicopedagogia é capaz de auxiliar todas as pessoas no processo


ensino aprendizagem, uma das definições correntes indica que a aprendizagem
corresponde a aquisição de novos conhecimentos do meio e, como resultado desta
experiência, ocorre a modificação do comportamento, enquanto que a memória é a
retenção deste conhecimento”; e é capaz de auxiliar adequadamente aqueles com
características cognitivas e emocionais diferentes porque ela estuda a estrutura e
função cerebral. Considera a anatomia e a fisiologia do cérebro que aprende,
considerando o sujeito cerebral.
Tão importante quanto observar e avaliar, o neuropsicopedagogo precisa
saber intervir com ações positivas que possibilitem o avanço cognitivo do indivíduo.
Essas ações variam de cada caso, pois os déficits cognitivos também variam.
O neuropsicopedagogo está preparado cientificamente e em constante
aprendizado para lidar com as diversas queixas e casos apresentados. Pois o
mesmo não vai encontrar informações e técnicas pré-formuladas sobre sua atuação.
Ele deve conhecer os diagnósticos para que ele mesmo prepare estratégias de
intervenções. Sua necessidade nos processos de inclusão dos alunos com
dificuldades de aprendizagem. Sendo sua atuação no cenário educacional
relativamente nova tem se mostrado fundamental. Pois é através deste profissional
que dificuldades são superadas e/ou adaptadas para que o indivíduo desfrute o
máximo possível do que a aprendizagem, de modo geral, possa lhe proporcionar.
Porque, não podemos permitir que os cromossomos ou dificuldades determinassem
o que o indivíduo será ao longo de sua vida, impondo-lhe uma vida de restrições ao
aprendizado. O nosso encéfalo é surpreendente e capaz de se adaptar as mais
diversas situações.
O estudo se justifica, pois as compreensões das dificuldades de
aprendizagem tornam-se necessária para que se possa detectar a sua origem, pois
este é um fator importante para que se possa compreender o educando no processo
de aprendizagem.
A psicopedagogia apresenta um ponto de vista inclusivo, dada a sua
preocupação com as dificuldades apresentadas pelos educandos em sua
aprendizagem, assunto este que atualmente tem preocupado cientistas, pais e
educadores. A hipótese inicial que norteou este trabalho é que a psicopedagogia
oferece um grande potencial para nortear a educação na instituição escolar.
Contudo, é necessário construir elos entre a aplicação da neurociência e a prática
educacional, para que essas ligações sejam engajadas no decorrer do percurso na
unidade escolar.
O cérebro é o comando do corpo, e o desenvolvimento desses comandos,
depende dos estímulos ambientais que irão moldar as atitudes, os conhecimentos e
o modo de vida do individuo. O fato de conhecer como o cérebro funciona, e as
causas das dificuldades de aprendizagem, não é o mesmo que saber o que fazer
para que o problema seja sanado, ou pelo menos minimizado?
Então, faz-se necessário estabelecer novas estratégias de conduta
profissional, que facilitem o alcance dos objetivos almejados e promover uma
condição facilitadora de aprendizagem para todos os educandos.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A Educação que Inclui a Neuropsicopedagogia, Psicopedagogia e Neurociência

Este é o século da informação, da sociedade do conhecimento. Atualmente,


os conhecimentos servem para desvendar as dificuldades cerebrais na esfera
emocional e cognitiva do ser humano. As pesquisas têm agregada a importância da
neurociência em outras áreas do desenvolvimento intelecto.
Segundo Relvas (2011), as equipes multidisciplinares e interdisciplinares só
tem sucesso quando agem de forma integrada com a família e a escola a fim de
aperfeiçoar resultados e focar o melhor desempenho da aprendizagem.
Sendo assim esta nova base de conhecimentos permite ao educador agregar
possibilidades na área da transmissão do saber e do aprendizado. Vários métodos
de investigação são utilizados pela neurociência cognitiva. Um exemplo é o
eletroencefalograma.
Aprendizagem, memória e emoção estabelecem ligações entre certos
estímulos e respostas quando ativadas pelo processo de aprender. O educando
necessita de oportunidades para discutir temas, de ambiente tranquilo, e coragem
para expor seus sentimentos e ideias.
Diferentes áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas no
percurso de nova experiência de aprendizagem. Para tanto o educando terá que
refletir sobre situações de contexto da vida real, de forma que a informação nova
seja assimilada de maneira correta.
O mundo está em constante transformação, então, faz-se necessário que o
educador esteja atualizado, qualificado. O educando requer informações mais
precisas, e a unidade escolar precisam fazer com que seu educando se torne
questionador, um cidadão critico, formador de opiniões, independente em seus
pensamentos.
O professor com conhecimento de neurociências é mais consciente em
relação às limitações e potencialidades dos alunos e sabe como aproveitá-las de
modo positivo. Ser capaz de correlacionar os objetivos de formação educacional
com os mecanismos neurobiológicos envolvidos na aquisição de conhecimento, de
forma a facilitar e persistência da informação transmitida. O professor que começa a
ter conhecimento da neurociência faz um diferencial, pois começa a perceber que é
preciso ensinar o indivíduo a aprender a aprender, a aprender a pensar, a aprender
a estudar, a aprender a se comunicar, e não apenas reproduzir e memorizar
informações, mas, sim, desenvolver competências de resolução de problemas.
(ROTTA Apud COSENZA, 2010)
Quanto mais engajamento dos profissionais multidisciplinares houver, melhor
será o resultado. Afinal a aprendizagem se dá quando o individuo se mostra apto a
mudar seu comportamento e isso só acontece quando as conexões cerebrais se
fortalecem. Para que esse fortalecimento aconteça, cabe ao educador,
psicopedagogo, e outros profissionais transformarem uma simples aula, um simples
atendimento, em um momento propicio para a observação e a experimentação,
gerando a motivação necessária à aprendizagem, transformando o que poderia ser
fracasso, em sucesso.
Jogo, brincadeiras, roda de conversa, dinâmica de grupo, tipos variados de
atividades podem funcionar como estímulos modificadores nas várias disciplinas
escolares.
Relvas (2011) enfatiza que, embora, o conhecimento sobre o cérebro não
seja satisfatório, é conveniente que os profissionais envolvidos com a educação
compreendam e aceitem que existem anormalidades que geram déficits cognitivos
de graus variados.
Cabe ressaltar que se pode observar que, apesar de indivíduos apresentarem
uma mesma anomalia, na unidade escolar, por exemplo, o desempenho de cada um
vai depender mais de sua vivência fora da unidade escolar, do que do desempenho
acadêmico propriamente dito, independente do esforço do profissional.
É importante ressaltar que a psicopedagogia trata do processo de
aprendizagem do ser humano, e sendo assim, torna-se necessária a busca em
outras áreas de conhecimento para aprimorar os desafios.

2.2 Neuropsicopedagogia e Aprendizagem

Além das atribuições do psicopedagogo de estudar as características da


aprendizagem humana, processos de “ensinagem” e a origem das alterações na
aprendizagem promovendo a identificação, diagnóstico, reabilitação e prevenção
frente às dificuldades e distúrbios das aprendizagens, o neuropsicopedagogo,
mediante seus saberes e conhecimentos em neurociências, poderá elaborar
pareceres de encaminhamento para neurologistas, pediatras e psiquiatras,
auxiliando-os na identificação diagnóstica, mediante o quadro de sintomas e queixa
principal.
Na Unidade Escolar, irá atuar com os pais mediante a explanação clínica do
distúrbio e as condutas a serem desenvolvidas, com intuito de realizar um processo
sistêmico de tratamento e intervenção, colocando a família como principal agente
prognóstico do sucesso da intervenção. Sempre num trabalho interdisciplinar com o
Orientador Educacional. Caso a escola possua esse profissional.
De acordo com o Código de Ética da Associação Brasileira de
Psicopedagogia – (artigo 1º, 2012):
O Neuropsicopedagogo:
1. Possibilita intervenção visando à solução dos problemas de aprendizagem
tendo como enfoque o aprendiz ou a instituição de ensino público ou privado;
2. Realiza o diagnóstico e intervenção psicopedagógica, utilizando métodos,
instrumentos e técnicas próprias da Psicopedagogia;
3. Atua na prevenção dos problemas de aprendizagem.
4. Desenvolve pesquisas e estudos científicos relacionados ao processo de
aprendizagem e seus problemas;
5. Oferece assessoria aos trabalhos realizados em espaços institucionais;
6.Orienta, coordena e supervisiona cursos de especialização de
psicopedagogia, em nível de pós-graduação expedidos por instituições, devidamente
autorizadas.
O psicopedagogo institucional deve:
a. distanciar-se afetivamente segundo o "ambiente" em que pretende
ingressar;
b. manter um "relacionamento harmonioso" com toda a equipe e superiores
diretos e indiretos,
não confundindo: situações de conflitos que necessitam ser enfrentados;
relacionamentos afetivos
e laços de amizade;
c. dominar a ansiedade, isto é, não pode e nem deve ter pressa;
d. efetuar sóbria, segura, estruturada e bem planejada observação;
e. aproximar-se do poder instituindo (chefes; supervisores; coordenadores;
diretores; presidente, etc.), evitando, contudo a carga de estereótipos que temos
contra esses atores mandantes em seus "locus descontroles" e que condicionam os
relacionamentos pessoais e interpessoais – buscando sempre preservar pela
qualidade do trabalho do que segurar o emprego de um determinado ator.
O profissional em Neuropsicopedagogia tem como princípio compreender as
respostas cerebrais que surgem através dos estímulos externos.

É fundamental que os educadores e os pais conheçam as estruturas


cerebrais como “interfaces” da aprendizagem para a ininterrupção do
desenvolvimento também biológico. E, para isso, os estudos da biologia do
cérebro vêm contribuindo para a práxis em sala de aula, na compreensão
das dimensões cognitivas, motoras, afetivas e sociais no
redimensionamento do sujeito aprendente e suas formas de interferir nos
ambientes pelos quais perpassa”. (RELVAS, 2005, p.31).

Relvas (2011) enfatizam que, embora, o conhecimento sobre o cérebro não


seja satisfatório, é conveniente que os profissionais envolvidos com a educação
compreendam e aceitem que existem anormalidades que geram déficits cognitivos
de graus variados.
Para a criança, o ato de aprender deve começar a partir de uma
compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos
fazem antes mesmo de conhecer ou ler a palavra. A psicologia da aprendizagem
estuda o comportamento das pessoas como aprendizes. É facilmente compreensível
que antes do professor se engajar na tarefa de ensinar, ele deve ter um
conhecimento profundo do assunto que se propõe a ensinar.
A aprendizagem vem sendo estudada cientificamente desde o século
passado, embora tenha tomado maior espaço e relevância no meio acadêmico entre
as décadas de 1950 e 1970. Junto com os avanços obtidos com as pesquisas,
diversos conceitos foram apresentados como uma tentativa de melhor explicar a
aprendizagem e como se dá o seu processo. Apesar de existir diferentes conceitos,
todos eles concordam que a aprendizagem implica numa relação bilateral, tanto da
pessoa que ensina como da que aprende (ABUD, 1987, p. 5).
De acordo com Teixeira (2005, p. 184), alguns fatores são fundamentais
para a aprendizagem:
A Motivação: representa a força que induz uma pessoa em direção a um
propósito. É sem dúvida um dos fatores de maior influência no processo de
aprendizagem. É responsabilidade de o professor acordar essa força que em alguns
alunos, está dormente. A aprendizagem começa com a Motivação. Dificilmente um
aluno aprenderá determinado assunto (Aquisição, Retenção e Aplicação) se ele não
tiver sido motivado adequadamente. Quantas pessoas já tiveram pavor de
determinados assuntos, de determinadas matérias? Teriam sido realmente os
assuntos os culpados, ou teria sido responsável a falta de motivação? O professor
necessita criar um "desejo de aprender" nos alunos.
A Aptidão: para a aprendizagem, o aluno deverá estar apto a receber a
instrução. Se o assunto a ensinar está em nível demasiado elevado, há necessidade
de ser dada uma instrução preparatória, visando prepará-lo para a assimilação do
assunto em nível mais elevado. Especial atenção deverá ser dada à motivação
nesta fase.
A Compreensão da aprendizagem: Um aluno poderá aprender
suficientemente bem um assunto para que possa dar respostas certas a várias
questões, não sendo, porém, capaz de aplicar o conhecimento adquirido em outras
situações que diferem das iniciais. Para aplicação do conhecimento adquirido há
necessidade de que o aluno tenha compreendido, realmente, o que aprendeu. O
aluno deverá ter habilidade de baseado em princípios-chave, resolver diferentes
problemas nos quais as situações e os dados se apresentam de modo diverso.
Dessa forma, a aprendizagem é um processo no qual o aluno deve
participar, ativamente. O professor deverá motivar os alunos e guiá-los através os
diferentes estágios do processo da aprendizagem. Como as habilidades de
aprendizado e memória não estão geralmente desenvolvidas por completo em todas
essas áreas, as abordagens educacionais que usam o conceito de sistemas de
memória múltipla podem levar a um conhecimento mais profundo e com maior
retenção.
Entende-se que o professor é só uma parte do todo que constitui o ambiente
social do aluno. Ele deve ser um mediador de satisfações e manifestador de
incentivos. E, a partir daí sim, fazer com que as crianças tenham conhecimentos,
desenvolvam capacidades e descubram aptidões, das quais, sozinhos não
conseguiriam, havendo uma ligação emocional entre o professor e a turma, ligação
se faz desde o primeiro momento, desde as primeiras palavras, já no primeiro dia de
aula. A preocupação com a aprendizagem se faz presente em diversos períodos da
história da humanidade, porém em cada um deles, há uma preocupação primordial,
uma característica própria, a fim de que algumas necessidades sociais sejam
supridas pelo processo educacional. A cada informação recebida, se aprende e se
tira algo de novo e bom para a vida e assim, acaba por fim, modelando a
personalidade, e o modo de ser.
Lima (1999, p. 13), lembra de que a aprendizagem quer dizer aprendizado,
que é um ato de tomar conhecimento de algo e reter na memória, graças ao estudo,
à observação, à experiência segundo o autor, desde que se inventou a escola, o
aprendizado é conseguido através de prémio ou castigo, ou seja, em vez de se
provocar o interesse no educando estratégias didáticas usasse castigo, ameaça e
outros mecanismos. Apesar dos esforços, alguns professores ainda encontram
dificuldades em descobrir a maneira para transformar a sala de aula em algo
prazeroso, tornando a aprendizagem agradável para os educandos. Esses
professores trazem, para a sala de aula, receitas prontas, aulas teóricas, as quais
também não ajudam a desenvolver a personalidade, mas, sim aprende muito com a
prática, com a resolução das suas dificuldades.
Segundo Morais (1995) a criança com transtornos de aprendizagem tem
uma linha desigual em seu desenvolvimento; seus problemas de aprendizagem não
são causados por pobreza ambiental; os problemas não são devidos a atraso mental
ou transtornos emocionais. O que se pode observar, de modo geral, em alunos com
dificuldades de aprendizagem inclui problemas mais localizados nos campos da
conduta e da aprendizagem, através da literatura, de modo geral, em alunos com
dificuldades de aprendizagem inclui problemas mais localizados nos campos da
conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos: hiperatividade ou hipoatividade,
dificuldade de coordenação, problemas em seriações, inversão de números,
irregularidades na lecto-escrita, disgrafia, dificuldades de fixação, inversão de letras
e sociabilidade, agressividade e dislexia. As metodologias usadas em sala devem
atender às determinações de um planejamento previamente elaborado, valendo-se
de estratégias que façam com que o aluno se interesse pelos conteúdos
ministrados, evitando que a escola passe a ser um castigo para o aluno.
Ainda para Morais (1995, p. 7), “a razão principal de fracasso parece ser,
mesmo em línguas com a maior parte da ortografia regular ou transparente, a
dificuldade apresentada por certas crianças na descoberta do fonema, peça principal
para a compreensão do princípio alfabético da escrita”. Essas duas aprendizagens,
aprender a técnica, o código (decodificar, usar o papel, usar o lápis etc.) e aprender
também a usar isso nas práticas sociais, as mais variadas, que exigem o uso de tal
técnica, constituem dois processos, e um não está antes do outro. Saber ler e
escrever é competência básica necessária para o conhecimento de qualquer área,
por este motivo é fundamental que os professores busquem mais conhecimento
sobre esse distúrbio, já que frequentemente nas salas de aula encontram-se alunos
inteligentes, porém com dificuldades na leitura e na escrita.
Consciente de seu papel no processo de ensino/aprendizagem, o educador
pode realizar um trabalho de ação pedagógica com enfoque no desenvolvimento e
construção de gestos, sons, imagens, fala e escrita, cuja prática pedagógica se
apresente em forma de propostas de jogos de linguagem.

O que poderíamos chamar de acesso ao mundo da escrita, num sentido


amplo, é o processo de um indivíduo entrar nesse mundo, e isso se faz
basicamente por duas vias: uma, através do aprendizado de uma "técnica".
Chamo a escrita de técnica, pois aprender a ler e a escrever envolve
relacionar sons com letras, fonemas com grafemas, para codificar ou para
decodificar. Envolve, também, aprender a segurar um lápis, aprender que se
escreve de cima para baixo e da esquerda para a direita; enfim, envolve
uma série de aspectos que chamo de técnicos (SOARES, 2003, p. 84).

Surge então, a necessidade de o professor intervir para mediar à construção


do conhecimento através do lúdico, mostrando que a aprendizagem é ativa,
dinâmica e continua, ou seja, uma experiência basicamente social, que tem a
capacidade de conectar o indivíduo com sua cultura e o meio social mais amplo.
Assim, torna-se evidente que a Neuropsicopedagogia é um campo de
conhecimento para avaliação e intervenção emergente, tanto para pedagogia,
quanto para as Neurociências.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O referido artigo iniciou-se com a problemática que aflige alguns indivíduos


que é dificuldade de aprendizagem, e precisou ser delimitado e não deve ser
aplicada para outras finalidades, servindo para estudos específicos de acordo com a
problemática em estudo, e compreender cientificamente qual procedimento
adequado para com estes indivíduos, que possam contribuir pedagogicamente com
o ensino/aprendizagem e com isso fazer que os alunos possam avançar em sua
aprendizagem e na sua vida socialmente.
Tendo como objetivo propor conhecimentos pedagógicos necessários ao
desenvolvimento do processo pedagógico; auxiliar em seu trabalho de
autoconhecimento, fator essencial ao processo evolutivo dos educandos a você
confiado; motivar para que você construa no seu dia a dia, a partir de suas próprias
experiências; enriquecer o conhecimento de que é oportuna aos educadores no
processo de aprendizagem e na compreensão dos sintomas apresentados pelos
educandos melhorando assim, a aplicabilidade dos conteúdos podendo facilitar ou
não a aprendizagem.
A hipótese inicial que norteou este trabalho é que a neurociência oferece um
grande potencial para nortear a educação e que o diálogo entre as áreas é possível.
Contudo é necessário construir elos entre aplicação da neurociência e a prática
educacional para que essas ligações sejam engajadas nas fases do aprendizado.
Na prática a aproximação entre a Neurociência e a Psicopedagogia podem
reverter em melhorias de qualidade de vida e propiciar grande contribuição para
compreensão no processo de aprender e aprender.
E analisando a pesquisa em diferentes aspectos se faz necessário e para
melhor compreensão, deve-se conhecer o individuo avaliar sua dificuldade e sugerir
conteúdos que possam ser mais bem assimilado pelo individuo, e em outros casos,
encaminhar o individuo a um medico especialista para que o mesmo possa ter
assistência adequada.
Para melhor compreender é necessário fazer laboratório em sala de apoio
multifuncional para observação de vários alunos com dificuldade de aprendizagem e
outros com especificidades diferentes. A neuropsicopedagogia visa estudar
cientificamente a dificuldade de aprendizagem e especificas na linha de pesquisa, e
uma de suas atribuições é avaliar e encaminhar os indivíduos de acordo com sua
problemática e/ou sintomas apresentados. Em outra abordagem da neuropsicologia,
a neuropsicopedagogia, trata dos distúrbios neurológicos e a incapacidade de
aprendizagem, sendo de grande utilidade para o psicopedagogo clínico, pois
possibilita o diagnóstico de processos anormais na estrutura, na organização e no
funcionamento do sistema nervoso central, por meio de textos de avaliação
neuropsicológica, aplicáveis a indivíduos portadores de problemas de aprendizagem.
Assim alguns exemplos de sintomas poderão ajudar os profissionais a
perceberem os sinais da dificuldade de aprendizagem
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABUD, M. J. M. O ensino da leitura e da escrita na fase inicial de escolarização.


São Paulo: EPU, 1987.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA. Faq- Mercado de Trabalho e


Atuação do Psicopedagogo. São Paulo, [2012] Disponível online em:
http://www.abpp.com.br/faq_aspectos.htm Acesso em 10/12/2017.

IZQUIERDO I. Memória. Porto Alegre: Ed. Artmed. 2002.

LIMA, L.M.S. Motivação em sala de aula: A mola propulsora da aprendizagem.


Petrópolis: Vozes. 1999

MORAIS A. M. P. Uma Abordagem Psicopedagógica. 7. ed. São Paulo: Edicon,


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PORTO, O. Bases da Psicopedagogia, diagnóstico e intervenção nos


problemas de aprendizagem, Ed. Wak, 2007.

RELVAS, M. P. Fundamentos biológicos da educação: despertando


inteligências e afetividade no processo de aprendizagem. 5ª ed. Rio de Janeiro:
Wak, 2005.

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humanos na sala de aula. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010

-----------------------------. Neurociências e transtornos de aprendizagem: as


múltiplas eficiências para uma educação inclusiva. 5. ed. Rio de Janeiro: Wak
Editora, 2011.

ROTTA, N. T. Transtorno de atenção: aspectos clínicos. In: ______. Transtorno


da Aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre:
Artmed, 2006.

SOARES, M. Linguagem e Escola: uma perspectiva social. São Paulo: Ática,


2003.

TEIXEIRA, C. F. Percepção e processamento auditivo. São Paulo: Lavoisier,


2005.

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