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FINANÇAS EMPRESARIAIS

= ANÁLISE FINANCEIRA =

Jaime Sousa Pinto Nuno Almeida Sérgio Baptista


Análise Financeira – SUMOL+COMPAL, S.A.

Índice

I. Introdução.......................................................................................................................................................... 2

I.i. Apresentação do tema............................................................................................................................ 2

I.ii. Objectivos .................................................................................................................................................. 2

I.iii. Organização ............................................................................................................................................. 3

I.iv. Metodologia ............................................................................................................................................. 3

II. Breve Historial ................................................................................................................................................. 4

II.i. Apresentação da Entidade. ............................................................................................................... 4

II.ii. Contexto Sectorial ................................................................................................................................. 6

II.iii. A Situação da Entidade ....................................................................................................................... 7

III. Solvabilidade e Equilíbrio de Médio e Longo Prazo ........................................................................... 8

III.i. Autonomia Financeira.......................................................................................................................... 8

III.ii. Solvabilidade ............................................................................................................................................ 9

III.iii. Cobertura ................................................................................................................................................. 9

III.iv. Taxa de Juro Aparente ....................................................................................................................... 9

IV. Liquidez e Equilíbrio de Curto Prazo..................................................................................................... 10

V. Equilíbrio Financeiro da Entidade .......................................................................................................... 11

VI. Rendibilidade Vs. Risco.............................................................................................................................. 12

VII. Conclusões ..................................................................................................................................................... 13

VIII. Bibliografia ...................................................................................................................................................... 15

IX. Anexos .............................................................................................................................................................. 16

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Análise Financeira – SUMOL+COMPAL, S.A.

I. INTRODUÇÃO

No âmbito da unidade curricular de Finanças Empresariais, apresentamos um estudo de análise


financeira e económica à informação financeira da entidade SUMOL+COMPAL – Distribuição, S.A.,
anterior Cibal, S.A., tendo por base a recolha de dados nos Relatórios e Contas da entidade nos
últimos quatro anos.

I.I. APRESENTAÇÃO DO TEMA

A análise financeira da “SUMOL+COMPAL - Distribuição, S.A.” tem com objectivo caracterizar a


situação económico-financeira da entidade e a sua evolução ao longo de um período de tempo 4
anos, com base no estudo das demonstrações financeiras e anexos. Determina até que ponto os
meios financeiros empregues, pela entidade, são adequados à manutenção do seu
desenvolvimento estável e lhe permitem fazer face aos seus compromissos à medida que se
vençam.

I.II. OBJECTIVOS

Com este trabalho pretende-se verificar:

• Se a entidade dispõe dos meios financeiros adequados às necessidades operacionais, ou


pode vir a dispor deles sem criar relações de dependência perante terceiros

 EQUILÍBRIO FINANCEIRO

• Se a entidade tem capacidade de gerar valor que permita satisfazer todos os agentes com
interesses na organização e garantir a sua sobrevivência e expansão a longo prazo

 RENDIBILIDADE/ PRODUTIVIDADE

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I.III. ORGANIZAÇÃO

Este trabalho apresenta-se constituído por capítulos, sendo tratado, em cada um, os seguintes
assuntos:

Introdução Apresentação do tema, objectivos, organização e metodologia do trabalho;

No Capítulo II É feita uma apresentação da entidade, a sua contextualização sectorial e o


resumo das conclusões da análise efectuada;

No Capítulo III É feita uma análise do equilíbrio de médio e longo prazo, com ênfase na
solvabilidade da entidade;

No Capítulo IV Estuda-se o equilíbrio no curto prazo e a liquidez;

No Capítulo V Em consequência dos capítulos anteriores, conclui-se sobre o Equilíbrio


Financeiro da entidade.

No Capitulo VI Apresenta-se um estudo sobre a Rendibilidade e o Risco e o trade-off entre


aquele e o Equilíbrio Financeiro.

No Capítulo VII Apresentam-se as conclusões do trabalho, recuperando os principais


indicadores, compatibilizando os resultados parciais e abordando algumas
medidas aconselhadas, face aos resultados observados;

No Capítulo VIII Indica-se a bibliografia e referências literárias.

No Capítulo IX Apresenta-se, em anexos, a informação recolhida que esteve na base do


estudo.

I.IV. METODOLOGIA

Para a obtenção de informação necessária à elaboração deste trabalho, foram analisadas as


contas individuais e os relatórios dos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009.

A metodologia adoptada neste trabalho é a simplificação da metodologia comum a todos os


relatórios de análise financeira:

1 – Recolha de informação contabilística e extra-contabilística;

2 - Comparação ao longo de um determinado período de tempo das peças contabilísticas =>


Estudo da Situação Económica e Financeira; utiliza-se, neste estudo, a análise de rácios
económicos, financeiros e de gestão;

3 – Elaboração das Conclusões

Em todas as pesquisas e consultas efectuadas, houve o cuidado de recorrer sempre a fontes


fidedignas e de reconhecida credibilidade.

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II. BREVE HISTORIAL

Iremos falar sobre a evolução histórica da entidade em estudo.

II.I. APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE.

A SUMOL+COMPAL resulta da integração de duas grandes entidades de fabricação e distribuição


de bebidas não alcoólicas, Sumolis e Compal, uma fundada em 1945 e a outra em 1952.

A SUMOL+COMPAL - Distribuição, S.A. é a entidade responsável pela colocação dos produtos do


grupo SUMOL+COMPAL nos mercados.

Como apresentam no seu sítio na World Wide Web, www.sumolcompal.pt, “a SUMOL+COMPAL é


uma entidade empresarial com uma posição muito relevante no mercado português de bebidas e
de produtos alimentares já que é detentora ou representa algumas das marcas de produtos de
grande consumo com maior notoriedade e preferência em Portugal, com quotas de mercado
bastante fortes em refrigerantes com gás, em sumos, néctares e bebidas de fruta sem gás, em
água sem e com gás, incluindo as aromatizadas.”

Recolhemos, para este trabalho, os Relatórios e Contas Individuais da “SUMOL+COMPAL –


Distribuição, S.A.”, anterior “Cibal - Distribuição, S.A.”, para concluir sobre a sua situação financeira.

Dos elementos analisados, apresentamos os principais dados:

a) Dos Balanços, retiram-se os seguintes elementos:

BALANÇO 2009 2008 2007 2006


ACTIVO NÃO CORRENTE 207.790.494,69 210.679.499,15 116.237.431,43 109.858.427,94
ACTIVO CORRENTE 6.329.842,38 9.453.138,92 8.861.757,24 10.433.852,11
MEIOS FINAC. LÍQUIDOS 21.388,65 17.180,63 24.021,80 3.631,11
ACTIVO TOTAL 214.120.337,07 220.132.638,07 125.099.188,67 120.292.280,05

CAPITAL PRÓPRIO 133.550.458,73 148.752.440,44 82.305.409,31 72.844.986,45


PASSIVO NÃO CORRENTE 25.935.236,29 24.105.166,73 19.893.604,95 24.536.339,44
PASSIVO CORRENTE 54.634.642,05 47.275.030,90 22.900.174,41 22.910.954,16
PASSIVO TOTAL 80.569.878,34 71.380.197,63 42.793.779,36 47.447.293,60

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b) Das Demonstrações de Resultados:

Rendimentos e Gastos 2009 2008 2007 2006


RENDIMENTOS OPERACIONAIS
RÉDITOS 20.584.412,64 17.375.365,82 19.031.542,67 19.602.453,24
TOTAL DOS RENDIMENTOS OPERACIONAIS 27.081.849,39 22.447.162,54 24.324.178,30 24.010.739,07

GASTOS DAS VENDAS -11.281.336,08 -8.794.015,35 -9.904.301,77 -10.042.754,24


AMORT. E DEPRECIAÇÕES -1.959.304,25 -1.762.047,83 -1.790.611,44 -1.977.383,78
PROVISÕES E IMPARIDADES -11.501.659,30 -1.600.000,00
TOTAL DOS GASTOS OPERACIONAIS -40.928.400,05 -24.345.762,46 -22.441.309,50 -23.463.029,89

RESULTADOS OPERACIONAIS -13.846.550,66 -1.898.599,92 1.882.868,80 547.709,18

RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS -7.386.442,53 -13.793.280,10 250.128,38 -1.298.085,76

Impostos sobre o rendimento 1.591.809,98 116.101,86 22.576,53 12.914,22

RESULTADO LIQUIDO DO PERIODO -5.794.632,55 -13.677.178,24 272.704,91 -1.285.171,54

RESULTADO POR ACÇÃO


Básicos -0,06 -0,14 0,03 0,05
Diluídos -0,06 -0,14 0,03 0,05

EBIT -13.846.550,66 -1.898.599,92 1.882.868,80 547.709,18

EBITDA -385.587,11 1.463.447,91 3.673.480,24 2.525.092,96

Autofinanciamento 7.666.331,00 -10.315.130,41 2.063.316,35 692.212,24

c) Em relação à Demonstração de Fluxos de Caixa:

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 2009 2008 2007 2006


ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Fluxos das actividades operacionais 1.065.534,08 5.024.251,65 5.455.034,56 687.254,23

ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Fluxos das actividades de investimento -1.693.850,65 -51.124.018,87 -12.834,68 2.671.225,30

ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 11.000.000,00 71.200.000,00 2.000.000,00 30.000.000,00
Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios
10.000.000,00
de emissão30.000.000,00
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos -27.525.528,24 -54.047.025,06 -3.156.726,83 -30.750.000,00
Amortização de contratos de locação financeira -229.996,80 -231.274,56 -386.317,86 -365.461,08
Juros e custos similares -3.976.935,21 -5.690.550,52 -1.463.411,57 -1.202.052,79
Fluxos das actividades de financiamento -17.732.460,25 41.048.106,27 -3.006.456,26 -2.317.539,87

Variação de caixa e seus equivalentes -18.360.776,82 -5.051.660,95 2.435.743,62 1.040.939,66


Caixa e seus equivalentes no inicio do periodo -14.669.894,80 -9.618.233,85 -12.053.977,47 -13.094.917,13
Caixa e seus equivalentes no fim do periodo -33.030.671,62 -14.669.894,80 -9.618.233,85 -12.053.977,47

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II.II. CONTEXTO SECTORIAL

A economia mundial e a economia portuguesa viveram em 2009 um dos anos mais difíceis das
últimas décadas. A crise económica e financeira, muito agravada a partir de Setembro de 2008,
caracterizou-se pelo significativo decréscimo da actividade económica, forte aumento dos níveis de
desemprego, enorme instabilidade nos mercados financeiros e substancial redução da confiança
dos agentes económicos.

O segmento de Sumos & Néctares cresceu apenas marginalmente em 2009, mas com algumas
alterações de estrutura relevantes.

Com efeito, assistiu-se a um aumento significativo de quota de mercado das marcas de distribuição
(MDD), acompanhado de forte transferência de consumo “fora de casa” para consumo “em casa”.

O impacto combinado destes efeitos com o baixo crescimento do segmento resultou numa
deterioração do valor de mercado, em termos do valor unitário de transacção dos produtos. Sendo
uma categoria de valor por litro acima da média em bebidas não alcoólicas, a agressividade das
MDD encontrou o enquadramento ideal no ambiente de recessão económica que se viveu ao longo
do ano.

O segmento de Bebidas de Fruta Diluídas sem Gás sofreu alguma contracção em 2009, bastante
afectado pelas dinâmicas agressivas de MDD nos segmentos adjacentes de Iced Teas e Sumos &
Néctares. O baixo dinamismo e nível de inovação mantêm-se como característica do segmento,
excepção feita às marcas da SUMOL+COMPAL: Um Bongo e B!, responsáveis quase exclusivas
pela dinâmica de construção e valorização de marca e do segmento. O mercado dos Refrigerantes
apresentou em 2009, uma evolução globalmente positiva, embora pautada por comportamentos
muito distintos, e mesmo assimétricos, quando analisados os diversos segmentos que o compõem.
Desde logo, há a destacar o crescimento assinalável dos Iced Teas que, pela primeira vez
ultrapassaram as Colas, tornando-se assim a categoria líder, em volume de vendas, no conjunto
dos refrigerantes. O crescimento acentuado, na casa dos dois dígitos, do segmento de Iced Teas
foi inquestionavelmente impulsionado pelas propostas de MDD a preços muito agressivos.

As Colas, não obstante terem perdido a liderança, apresentaram crescimentos acima da média
dos refrigerantes, reforçando a sua posição relativa no âmbito dos refrigerantes com gás.

As propostas com sabor a fruta, quer com gás, quer sem gás, foram aquelas que registaram as
maiores perdas de mercado. A este comportamento desinteressante dos chamados Fruit
Flavours, está associada uma migração de consumo, quer para os Iced Teas, quer para a categoria
de Sumos & Néctares, não só por uma percepção de maior naturalidade destes conceitos, mas
também pelo maior desenvolvimento e preponderância, em ano de crise económica, de propostas
de MDD focalizadas em preços baixos, nestas categorias. Lima – limão, depois de em anos
recentes ver a sua dimensão ser reduzida, registou em 2009 uma estabilização face aos volumes
de 2008.

A categoria de Águas engarrafadas cresceu em 2009 recuperando grande parte do volume


perdido em 2008. As marcas de distribuição no segmento das Águas Lisas são responsáveis por
todo este crescimento uma vez que, o segmento das Águas com Gás apresentou um ligeiro
decréscimo.

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As Águas Aromatizadas com Gás registaram novamente um decréscimo.

Estima-se que em 2009 o mercado de Cervejas tenha decrescido 4% em volume.

II.III. A SITUAÇÃO DA ENTIDADE

A SUMOL+COMPAL é líder do sector das bebidas não alcoólicas em Portugal, com uma quota de
mercado uma vez e meia superior à do segundo maior operador e ocupamos o terceiro lugar entre
os operadores de bebidas de alta rotação em Portugal.

Nascemos da integração de duas entidades reconhecidas pela qualidade e naturalidade dos seus
produtos que detinham duas marcas históricas nacionais, entre as mais conhecidas, preferidas e
consumidas pelos portugueses: SUMOL e COMPAL.

A conjugação de uma integração empresarial exigente e de uma envolvente macroeconómica


muito difícil determinou que no primeiro trimestre o nível de actividade da SUMOL+COMPAL tenha
ficado claramente aquém do planeado e do ano anterior. Ao longo dos meses seguintes, em
resultado da estabilização das operações, da força do portefólio e da dinâmica das equipas
comerciais foi possível ter uma evolução positiva das vendas. Note-se que em 2009 se acentuaram
por parte de alguns grandes grupos retalhistas e grossistas práticas que, no nosso entendimento,
são restritivas da concorrência, penalizando os fabricantes e as suas marcas.

Não obstante as difíceis condições verificadas nos mercados internacionais, o valor das
exportações aumentou em 2009. A presença no mesmo portefólio das marcas SUMOL e COMPAL
permitiu potenciar as vendas destas marcas em diversos países. Em Angola, estabeleceu-se uma
parceria com um importante grupo económico local, a qual deverá conduzir à construção de uma
fábrica para bebidas não alcoólicas e ao reforço da penetração das marcas da SUMOL+COMPAL
naquele mercado promissor. Em 2009, as marcas da SUMOL+COMPAL continuaram a inovar. Em
diversas categorias de produtos lançámos novos conceitos ou sabores. Consideramos que a
capacidade de inovar com sucesso é fundamental para consolidarmos a nossa liderança nos
mercados de bebidas não alcoólicas em Portugal e para nos afirmarmos internacionalmente como
uma entidade de referência nos mercados de bebidas de fruta.

Rentabilidade

Solvabilidade Liquidez

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III. SOLVABILIDADE E EQUILÍBRIO DE MÉDIO E LONGO PRAZO

Os rácios de Solvabilidade e Autonomia determinam a capacidade de a entidade enfrentar os seus


compromissos de médio e longo prazo, indicando o equilíbrio financeiro no longo prazo, e a
dependência da entidade face a terceiros.

Solvabilidade e Equilíbrio de ML Prazo 2009 2008 2007 2006


Autonomia Financeira 62,4% 67,6% 65,8% 60,6%
Solvabilidade
Debt-to-equit 0,60 0,48 0,52 0,65
Racio de Endividamento global 38% 32% 34% 39%
Racio da Solvabilidade 166% 208% 192% 154%
Racio da Solvabilidade Total 266% 308% 292% 254%
Cobertura
Rácio de Capacidade de Reembolso Total 8,70 -7,00 20,52 67,29
Rácio de Cobertura dos Encargos Financeiros 0,27 0,88 3,73 0,57
Rácio de Cobertura do Serviço da Dívida 0,03 0,08 1,09 0,02
Rácio capital em divida/ EBITDA -66,18 26,43 6,57 14,68
Taxa de Juro Aparente 14,29% 6,87% 8,22% 5,03%
Gastos Financeiros / Passivo 4,52% 3,72% 4,64% 3,93%

III.I. AUTONOMIA FINANCEIRA

No rácio debt-to-equity, após uma diminuição de 2006 a 2008, aumenta em 2009. O valor muito
inferior à unidade indica uma estrutura financeira com recursos maioritariamente próprios,
gerados internamente.

O Endividamento situa-se, nos quatro anos, estavelmente, por volta dos 30% a 40%.

A entidade apresenta uma autonomia financeira estável ao longo do período em análise, com um
índice muito bom, sempre superior a 60%.

Este grau de autonomia financeira implica que a entidade não está dependente de capitais
externos para o desenvolvimento da sua actividade. Indica ainda uma capacidade creditícia boa,
podendo contrair empréstimos sem pôr em causa a referida autonomia.

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III.II. SOLVABILIDADE

Analisando os indicadores de solvabilidade, verificamos que a solvabilidade (Capitais


Próprios/Passivo Total) aumentou dos 254% em 2006 para os 308% em 2008, descendo para
os 266% em 2009. Mesmo com este decréscimo, em todo o período a solvabilidade se mantém
em níveis bons, demonstrando a independência da entidade e a sua capacidade de solver os
compromissos assumidos no curto, médio e longo prazo. Desta forma, garante o seu poder de
negociação, pelas garantias que fornece aos seus credores.

III.III. COBERTURA

Da Demonstração de Fluxos de Caixa retiramos os indicadores de Cobertura, que complementam


a análise fornecida pelos rácios de Solvabilidade e Autonomia Financeira, numa óptica de curto
prazo. Em relação à Capacidade de Reembolso Total, verificamos que a relação entre o Passivo e a
Margem Bruta de Autofinanciamento apresenta fortes flutuações, pela variabilidade desta última e
dos Resultados Líquidos. Apenas em 2008 conseguiu aproximar-se de uma situação de gerar
fluxos suficientes para suportar, internamente, os financiamentos sem, no entanto, atingir essa
capacidade.

Em 2009, a entidade apresenta o mais baixo índice de cobertura dos encargos financeiros dos
últimos quatro anos, em que os fluxos gerados pelas actividades operacionais cobriram apenas
27% dos encargos financeiros. Em 2007, a relação era inversa. Em 2006 e 2008, os fluxos
operacionais foram também inferiores aos encargos financeiros.

Se à cobertura dos encargos financeiros juntarmos a cobertura dos reembolsos de empréstimos,


observamos que a Cobertura do Serviço de Dívida, com o mesmo comportamento do rácio
anterior, também denota a incapacidade de a entidade gerar fluxos operacionais para fazer face a
fluxos de financiamento.

III.IV. TAXA DE JURO APARENTE

A taxa de juro aparente, que traduz o custo médio do capital alheio, ou o custo do recurso ao
crédito, registou valores estáveis entre os 5,03% e os 8,22%, até 2008 o que, tendo em conta as
taxas praticadas no mercado, é razoável, tendo em 2009 uma alteração anormal.

Assim, podemos concluir que, apesar de, estruturalmente, a entidade apresentar uma boa
autonomia financeira e solvabilidade, tem problemas financeiros de curto prazo, com dificuldades
em gerar os fluxos operacionais para fazer face ao custo dos capitais alheios, o que acaba por se
traduzir no aumento das dívidas de curto prazo e dos elementos passivos de equivalentes de Caixa.

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IV. LIQUIDEZ E EQUILÍBRIO DE CURTO PRAZO

Os rácios de liquidez traduzem a capacidade da entidade cumprir os seus compromissos


correntes ou imediatos, medindo o equilíbrio entre as origens de recursos e as suas aplicações, no
curto prazo.

Os rácios de gestão traduzem as decisões, a duração do ciclo de exploração e a captação dos


recursos para o financiar.

Liquidez e Equilibrio de Curto Prazo 2009 2008 2007 2006


Liquidez Geral 0,12 0,20 0,39 0,46
Liquidez Reduzida 0,12 0,20 0,38 0,45
Liquidez Imediata -0,60 -0,31 -0,42 -0,15
Prazo Médios
PMR 71,04 145,95 75,33 101,90
PMP 127,94 264,85 141,43 117,90
DMI 0,00 4,41 3,92 3,86
DURAÇÃO CICLO EXPLORAÇÃO -56,90 -114,49 -62,18 -12,14
Rotação Inventários #DIV/0! 82,74 93,19 94,49

Na SUMOL+COMPAL, os indicadores de liquidez estão afectados pela existência de elementos


passivos de equivalentes de Caixa, que se traduzem em descobertos bancários que estão a
financiar activos de médio e longo prazo. Deste desequilíbrio resultam rácios de liquidez reduzida,
indicando que a entidade não tem capacidade de cumprimento das suas obrigações no curto
prazo.

Poderíamos expurgar dos equivalentes de Caixa passivos, as contas caucionadas e descobertos


bancários, se estas tiverem contratos renováveis, apresentando um carácter de capital
permanente, o que iria alterar a visão de liquidez da entidade.

Ainda, pelos níveis de inventários, baixos ou, em 2009, inexistentes, concluímos que o valor dos
inventários não é relevante para a liquidez da entidade.

Por outro lado, a entidade tem Necessidade de Fundo de Maneio negativas, isto é, a duração do
ciclo de exploração é negativa, em virtude de todo o ciclo estar a ser financiado pelos fornecedores.
Isto resulta da sua posição negocial no mercado, que impõe prazos de recebimento cada vez
menores aos seus clientes e exige prazos de pagamento cada vez mais alargados aos seus
fornecedores.

Do exposto, conclui-se que a entidade não tem equilíbrio no curto prazo, sendo o ciclo de
exploração totalmente financiado pelos fornecedores e as suas obrigações de curto prazo a
vencerem, teoricamente, depois dos seus direitos. Se considerarmos como capitais permanentes
os descobertos bancários, que estão, de facto, a financiar activos não correntes, as conclusões
alteram um pouco. Aliás, é uma situação comum nas entidades do sector, sem que a falta de
liquidez geral implique uma situação alarmante.

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V. EQUILÍBRIO FINANCEIRO DA ENTIDADE

A estrutura financeira só estará equilibrada se, por um lado, o montante dos capitais circulantes
for pelo menos igual ao do exigível a curto prazo e, pelo outro, se o montante dos capitais
permanentes for pelo menos igual ao activo fixo (não circulante), ou seja, os capitais utilizados por
uma entidade para financiar um activo fixo, inventário ou outro elemento do activo, devem ficar à
disposição da entidade durante um período de tempo que corresponda, pelo menos, ao da duração
do respectivo activo fixo, inventário ou outro elemento.

2009 2008 2007 2006


Fundo de Maneio Líquido -48.304.799,67 -37.821.891,98 -14.038.417,17 -12.477.102,05

Como podemos concluir, os Capitais Permanentes são muito inferiores aos activos fixos, exigindo
que a actividade operacional da entidade financie as decisões de investimento, desviando recursos
de curto prazo para financiar activos de longo prazo.

Desta a forma, a SUMOL+COMPAL encontra-se em Desequilíbrio Financeiro, devendo ser


repensada a política de investimentos e financiamento.

Numa abordagem Custo – Volume - Resultado, podemos verificar a situação dos réditos da
entidade face a uma situação de equilíbrio operacional:

2009 2008 2007 2006


CUSTOS FIXOS 11.322.460,43 7.154.017,64 6.982.036,87 7.440.779,72
CUSTOS VARIÁVEIS 29.605.939,63 17.191.744,82 15.459.272,63 16.022.250,17

MARGEM BRUTA 9.303.076,56 8.581.350,47 9.127.240,90 9.559.699,00


MARGEM BRUTA% 45,19% 49,39% 47,96% 48,77%

BREAKEVEN ECONÓMICO 25.052.593,73 14.485.327,68 14.558.499,55 15.257.544,87


RÉDITOS 20.584.412,64 17.375.365,82 19.031.542,67 19.602.453,24
MARGEM DE SEGURANÇA -17,84% 19,95% 30,72% 28,48%

Entre 2006 e 2008, a margem de segurança era positiva, mas com níveis baixos. A evolução foi
negativa, corolando com um nível de proveitos, em 2009, abaixo do ponto morto, ou seja, a
margem conquistada não foi suficiente para cobrir sequer os custos fixos.

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VI. RENTABILIDADE VS. RISCO

O risco é a possibilidade de incerteza devidamente relacionada com os acontecimentos futuros que


podem ocasionar dificuldades financeiras numa entidade, levando-a ao não cumprimento de suas
obrigações.

Rentabilidade versus Risco: 2009 2008 2007 2006


Rentabilidade do Activo Total
Earnig Power -6,47% -0,86% 1,51% 0,46%
ROA -2,71% -6,21% 0,22% -1,07%
Rentabilidade das Vendas
Rent. Bruta das Vendas 45,19% 49,39% 47,96% 48,77%
Rent. Operacional das Vendas -67,27% -10,93% 9,89% 2,79%
Rent. Líquida das Vendas -28,15% -78,72% 1,43% -6,56%
Rotação do Activo 0,10 0,08 0,15 0,16
Rentabilidade dos Capitais Próprios -4,34% -9,19% 0,33% -1,76%
GAO (Grau de Alavancagem Operacional) -0,24 -1,14 2,12 8,13
GAF (Grau de Alavancagem Financeira) 1,87 0,14 7,53 -0,42
GAC (Grau de Alavancagem Combinada) -0,44 -0,16 15,95 -3,43

Ao nível da rentabilidade das vendas apesar de uma margem bruta a rondar os 50%, detêm uma
rentabilidade operacional decrescente desde 2006 até 2009, com grande ênfase negativo no
último período.

Os capitais próprios têm uma rentabilidade negativa, com auge em 2008, apresentando melhoria
em 2009.

Ao nível de activos, os mesmos apresentam valores negativos, o que demonstra uma utilização
ineficiente dos activos, com tendência de inversão.

Relativamente ao Grau de Alavancagem Operacional, existe uma tendência de regressão desde


2006, tendo em 2008 e 2009 atingido valores negativos o que traduz uma redução do resultado
operacional.

No que respeita ao Grau de Alavancagem Financeira considera-se favorável, o que avalia a


capacidade de fazer face aos compromissos com encargos financeiros. E mede a capacidade de
gerar uma determinada rentabilidade face a uma alteração de desempenho operacional.

O grau de Alavancagem Combinada é um indicador de risco global da entidade, que conjuga as


vertentes operacionais e financeira. Mede a sensibilidade do resultado corrente face a uma
variação no volume de negócios, que neste caso, sendo negativa tem um efeito regressivo.

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VII. CONCLUSÕES

A entidade apresenta uma autonomia financeira estável ao longo do período em análise, com um
índice muito bom, sempre superior a 60%.

O Endividamento é estável, por volta dos 30% a 40%, indicia uma estrutura financeira com
recursos maioritariamente próprios, gerados internamente, devido desequilíbrio dos Capitais
Próprios e Alheios (Debt-to-equit).

Verificamos que a solvabilidade aumentou dos 254% em 2006 para os 266% em 2009. Mantém
bons níveis, demonstrando a independência da entidade e a sua capacidade de solver os
compromissos assumidos no curto, médio e longo prazo.

Da Demonstração de Fluxos de Caixa retiramos que a Capacidade de Reembolso Total apresenta


fortes flutuações, pela variabilidade dos Resultados Líquidos.

Nos últimos quatro anos, os fluxos gerados pelas actividades operacionais cobriram apenas 27%
dos encargos financeiros. Se à cobertura dos encargos financeiros juntarmos a cobertura dos
reembolsos de empréstimos, observamos que a Cobertura do Serviço de Dívida denota a
incapacidade de a entidade gerar fluxos operacionais para fazer face a fluxos de financiamento.

Assim, apesar de, estruturalmente, a entidade apresentar uma boa autonomia financeira e
solvabilidade, tem problemas financeiros de curto prazo, com dificuldades em gerar os fluxos
operacionais para fazer face ao custo dos capitais alheios, o que acaba por se traduzir no aumento
das dívidas de curto prazo e dos elementos passivos de equivalentes de Caixa.

Do exposto, depreende-se que a entidade não tem equilíbrio no curto prazo, sendo o ciclo de
exploração totalmente financiado pelos fornecedores e as suas obrigações de curto prazo a
vencerem, teoricamente, depois dos seus direitos. Se considerarmos como capitais permanentes
os descobertos bancários, que estão, de facto, a financiar activos não correntes, as conclusões
alteram um pouco. Aliás, é uma situação comum nas entidades do sector, sem que a falta de
liquidez geral implique uma situação alarmante.

Os capitais próprios têm uma rentabilidade negativa, com auge em 2008, apresentando melhoria
em 2009.

As vendas, apesar da margem bruta a rondar os 50%, detêm uma rentabilidade operacional
decrescente desde 2006 até 2009, com grande ênfase negativo no último período.

Ao nível de activos, os mesmos apresentam valores negativos, o que demonstra uma utilização
ineficiente dos activos, com tendência de inversão.

Relativamente ao Grau de Alavancagem Operacional, existe uma tendência de regressão desde


2006, tendo em 2008 e 2009 atingido valores negativos o que traduz uma redução do resultado
operacional.

No que respeita ao Grau de Alavancagem Financeira considera-se favorável, o que avalia a


capacidade de fazer face aos compromissos com encargos financeiros. E mede a capacidade de
gerar uma determinada rentabilidade face a uma alteração de desempenho operacional.

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Análise Financeira – SUMOL+COMPAL, S.A.

O grau de Alavancagem Combinada é um indicador de risco global da entidade, que conjuga as


vertentes operacionais e financeira. Mede a sensibilidade do resultado corrente face a uma
variação no volume de negócios, que neste caso, sendo negativa tem um efeito regressivo.

Desta a forma, a SUMOL+COMPAL encontra-se em Desequilíbrio Financeiro, devendo ser


repensada a política de investimentos e financiamento.

Os Capitais Permanentes são muito inferiores aos activos fixos, exigindo que a actividade
operacional da entidade financie as decisões de investimento, desviando recursos de curto prazo
para financiar activos de longo prazo.

Rentabilidade

Solvabilidade Liquidez

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VIII. BIBLIOGRAFIA

Páginas Web

www.sumolcompal.pt

www.cmvm.pt

www.icep.pt

Base de Dados SABI

Livros

Brandão, Elísio – “Finanças” – Porto Editora, 2003

Gomes, João e Pires, Jorge – “Sistema de Normalização Contabilística – Teoria e Prática”, Editora
VidaEconómica, 2010

Silva, Eduardo Sá – Gestão Financeira, “Análise de Investimentos” – Editora Vida Económica, 2010

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IX. ANEXOS

Demonstrações Financeiras

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Análise Financeira – SUMOL+COMPAL, S.A.

Balanço

Activo

31-Dez-09 31-Dez-08 31-Dez-07 31-Dez-06


Completo Completo Completo Completo

ACTIVO NÃO CORRENTE

Goodwill 42.689.516,52 42.689.516,53 25.288.685,44 25.288.685,44


Tangível 24.507.973,99 25.540.471,74 25.998.541,48 19.752.022,24
Investimentos financeiros em empresas de grupo e associadas 140.374.602,52 142.174.237,96 64.800.461,01 64.667.815,92
Outros investimentos financeiros 37.912,21 45.034,44 45.034,44 45.034,44
Dividas comerciais de longo prazo a receber 43.947,01 43.947,01 43.947,01 52.739,29
Activos por impostos diferidos 136.542,44 186.291,47 60.762,05 52.130,61

Total do Activo Não Corrente 207.790.494,69 210.679.499,15 116.237.431,43 109.858.427,94

ACTIVO CORRENTE

Inventários 0,00 106.281,43 106.281,43 106.281,43


Dividas comerciais de curto prazo a receber 3.582.718,39 6.245.622,05 3.511.712,45 4.901.390,80
Activos por impostos correntes 914.915,21 948.389,74 875.408,12 873.503,23
Outros activos correntes 1.810.820,13 2.135.665,07 4.344.333,44 4.549.045,54
Caixa e equivalentes a caixa 21.388,65 17.180,63 24.021,80 3.631,11

Total do Activo Corrente 6.329.842,38 9.453.138,92 8.861.757,24 10.433.852,11

TOTAL DO ACTIVO 214.120.337,07 220.132.638,07 125.099.188,67 120.292.280,05

Capital Próprio e Passivo

31-Dez-09 31-Dez-08 31-Dez-07 31-Dez-06


Completo Completo Completo Completo

CAPITAL PRÓPRIO

Capital 100.092.500,00 100.092.500,00 49.473.445,00 49.473.445,00


Acções próprias - valor nominal -2.244.500,00 -2.244.500,00 -2.087.655,00 -1.048.635,00
Acções próprias - descontos e prémios -542.179,11 -542.179,11 -515.980,52 -895.355,54
Excedentes de revalorização 15.847.802,46 15.993.775,06 16.141.480,51 17.428.049,46
Reservas legais 1.565.651,78 1.565.651,78 1.565.651,78 1.565.651,78
Outras reservas 38.299.459,89 42.542.655,83 7.572.829,20 3.924.643,64
Resultados retidos -13.673.643,74 5.021.715,12 9.882.933,43 3.682.358,65
Resultado líquido do exercício -5.794.632,55 -13.677.178,24 272.704,91 -1.285.171,54

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 133.550.458,73 148.752.440,44 82.305.409,31 72.844.986,45

PASSIVO

PASSIVO NÃO CORRENTE

Empréstimos de médio e longo prazo 12.814.012,19 19.969.294,58 17.340.549,94 21.875.000,00


Dividas comerciais de longo prazo a pagar 525.722,52 2.437.299,53 2.437.299,53 2.437.299,53
Provisões 12.541.202,90 1.628.135,30 28.135,30 118.941,55
Passivos por impostos diferidos 54.298,68 70.437,32 87.620,18 105.098,36

Total do Passivo Não Corrente 25.935.236,29 24.105.166,73 19.893.604,95 24.536.339,44

PASSIVO CORRENTE

Empréstimos de curto prazo 12.704.019,04 18.704.008,73 6.812.377,16 15.182.608,58


Dividas comerciais de curto prazo a pagar 7.169.880,00 11.855.689,69 4.934.116,66 3.742.630,91
Passivos por impostos correntes 382.879,70 174.767,90 177.160,15 258.370,23
Outros passivos correntes 1.325.803,04 1.853.489,15 1.334.264,79 205.287,81
Equivalentes a caixa 33.052.060,27 14.687.075,43 9.642.255,65 3.522.056,63

Total do Passivo Corrente 54.634.642,05 47.275.030,90 22.900.174,41 22.910.954,16

TOTAL DO PASSIVO 80.569.878,34 71.380.197,63 42.793.779,36 47.447.293,60

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 214.120.337,07 220.132.638,07 125.099.188,67 120.292.280,05

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Demonstração de Resultados

Rendimentos e Gastos

31-Dez-09 31-Dez-08 31-Dez-07 31-Dez-06


Completo Completo Completo Completo

RENDIMENTOS OPERACIONAIS

Réditos 20.584.412,64 17.375.365,82 19.031.542,67 19.602.453,24


Outros Rendimentos Operacionais 6.497.436,75 5.071.796,72 5.292.635,63 4.408.285,83

TOTAL DOS RENDIMENTOS OPERACIONAIS 27.081.849,39 22.447.162,54 24.324.178,30 24.010.739,07

GASTOS OPERACIONAIS

Gastos das vendas -11.281.336,08 -8.794.015,35 -9.904.301,77 -10.042.754,24


Fornecimentos e serviços externos -8.052.815,02 -8.552.400,35 -6.849.273,15 -6.805.505,95
Gastos com o pessoal -7.349.952,42 -3.253.869,72 -3.479.107,14 -3.762.019,45
Amortizações e depreciações -1.959.304,25 -1.762.047,83 -1.790.611,44 -1.977.383,78
Provisões e perdas de imparidade -11.501.659,30 -1.600.000,00
Outros gastos operacionais -783.332,98 -383.429,21 -418.016,00 -875.366,47

TOTAL DOS GASTOS OPERACIONAIS -40.928.400,05 -24.345.762,46 -22.441.309,50 -23.463.029,89

RESULTADOS OPERACIONAIS -13.846.550,66 -1.898.599,92 1.882.868,80 547.709,18

Gastos (perdas) em associadas 10.105.644,50 -9.236.387,44 353.693,04 19.776,43


Outros resultados financeiros -3.645.536,37 -2.658.292,74 -1.986.433,46 -1.865.571,37

RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS -7.386.442,53 -13.793.280,10 250.128,38 -1.298.085,76

Impostos sobre o rendimento 1.591.809,98 116.101,86 22.576,53 12.914,22

RESULTADO LIQUIDO DO PERIODO -5.794.632,55 -13.677.178,24 272.704,91 -1.285.171,54

RESULTADO POR ACÇÃO


Incluindo operações em descontinuação
Básicos -0,06 -0,14 0,03 0,05
Diluídos -0,06 -0,14 0,03 0,05

Excluindo operações em descontinuação


Básicos -0,06 -0,14 0,03 0,05
Diluídos -0,06 -0,14 0,03 0,05

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Fluxos de Caixa
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA

31-Dez-09 31-Dez-08 31-Dez-07 31-Dez-06


Completo Completo Completo Completo

ACTIVIDADES OPERACIONAIS

Recebimentos de clientes 32.176.554,59 24.836.737,40 29.487.478,55 22.926.818,59


Pagamentos de fornecedores -23.593.069,66 -16.507.125,66 -19.430.456,99 -18.445.895,57
Pagamentos ao pessoal -6.557.310,84 -2.909.177,22 -3.151.629,85 -2.793.084,03

Fluxo gerado pelas operações 2.026.174,09 5.420.434,52 6.905.391,71 1.687.838,99

Recebimento (pagamento) do imposto sobre o valor acrescentado -607.824,80 -636.942,29 -596.279,61 -1.064.739,24
Recebimento (pagamento) do imposto sobre o rendimento 355.267,29 53.780,18 277.704,45 381.021,05
Outros recebimentos (pagamentos) relativos à actividade operacional -708.082,50 186.979,24 -1.131.781,99 -316.866,57

Fluxos das actividades operacionais 1.065.534,08 5.024.251,65 5.455.034,56 687.254,23

ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO

Recebimentos provenientes de:


Investimentos financeiros 42.097,00 4.009.264,36
Activos fixos tangíveis 17.791,80 5.968,52 62.300,87 145.129,89
Subsidios de investimentos 231.375,65 386.868,34 1.139.760,07
Juros e proveitos similares 6.848,26 209.555,33 230.879,21 370.649,81
Dividendos 1.342.751,73

298.112,71 4.611.656,55 293.180,08 2.998.291,50


Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros -413.761,08 -54.486.207,31 -375,00 -99.500,00
Activos fixos tangíveis -1.578.202,28 -1.249.468,11 -305.639,76 -227.566,20
Activos fixos intangíveis

-1.991.963,36 -55.735.675,42 -306.014,76 -327.066,20


Fluxos das actividades de investimento -1.693.850,65 -51.124.018,87 -12.834,68 2.671.225,30

ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Recebimentos provenientes de:


Empréstimos obtidos 11.000.000,00 71.200.000,00 2.000.000,00 30.000.000,00
Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios de emissão 10.000.000,00 30.000.000,00

21.000.000,00 101.200.000,00 2.000.000,00 30.000.000,00


Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos -27.525.528,24 -54.047.025,06 -3.156.726,83 -30.750.000,00
Amortização de contratos de locação financeira -229.996,80 -231.274,56 -386.317,86 -365.461,08
Juros e custos similares -3.976.935,21 -5.690.550,52 -1.463.411,57 -1.202.052,79
Dividendos -26,00
Aquisição de acções próprias -183.043,59
Redução de capital e prestações suplementares -7.000.000,00

-38.732.460,25 -60.151.893,73 -5.006.456,26 -32.317.539,87


Fluxos das actividades de financiamento -17.732.460,25 41.048.106,27 -3.006.456,26 -2.317.539,87

Variação de caixa e seus equivalentes -18.360.776,82 -5.051.660,95 2.435.743,62 1.040.939,66


Caixa e seus equivalentes no inicio do periodo -14.669.894,80 -9.618.233,85 -12.053.977,47 -13.094.917,13
Caixa e seus equivalentes no fim do periodo -33.030.671,62 -14.669.894,80 -9.618.233,85 -12.053.977,47

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