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Aula 9.

Português p/ Escrivão da Polícia Federal (com videoaulas)


Professores: Décio Terror, Equipe Décio Terror

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Português para Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror Aula 9.2

Aula 9.2: Emprego das classes de palavras. Emprego de tempos e


modos verbais. Domínio da ortografia oficial. Colocação dos
pronomes átonos.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Pronome 1
1.1. Pronomes pessoais 6
1.2. Colocação pronominal 10
1.3. Valores do pronome átono “se” 21
1.4. Pronomes indefinidos 32
1.5. Pronomes possessivos 33
1.6. Pronomes demonstrativos 33
2. Ortografia 40
3. Lista de questões para revisão 56
4. Gabarito 75

Continuando a aula 9, trabalharemos os pronomes!


O pronome é a classe gramatical que é empregada para substituir ou
acompanhar um nome. É considerado um elemento de coesão, pois retoma
ou projeta nomes no texto. Veja:
Ana Clara realizou uma prova ontem. Ela não havia levado seu material
de estudo, então pediu a um amigo que morava perto de sua casa que o
trouxesse à faculdade, pois todo o resumo se encontrava nele.
Perceba que o pronome pessoal “Ela” retomou “Ana Clara”. O pronome
possessivo “seu”, além de fazer subentender a preposição “de”, retoma “Ela”
(=material dela). O pronome relativo “que” se refere ao vocábulo “amigo”
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(amigo morava...). O pronome “sua” novamente retoma “Ela” (casa dela). Os


pronomes “o” e “nele” fazem referência à expressão “material de estudo”.
Com isso, podemos perceber o papel crucial dos pronomes na retomada
de palavras. Essa referência ao que foi dito anteriormente é chamada de
recurso anafórico recurso muito utilizado.
Mas ele também pode projetar o sentido, isto é, fazer uma abertura para
depois inserir o elemento. Veja:
Ana já soube de sua nota: cinco.
A nota de Ana foi esta: cinco.
Preciso de algo: descanso.
Chamamos isso de recurso catafórico. Não temos que decorar os
nomes, mas saber identificar a quem o nome se refere, quem ele retoma e

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quem ele projeta. Para tal, basta lermos com calma o texto e confirmarmos os
dados nele.
Verifique essa coesão referencial em um texto da prova de Analista de
Finanças e Controle (STN) 2008:
O Brasil vive hoje seu primeiro momento plenamente
democrático. Todas as experiências anteriores ou foram
autoritárias ou tinham algumas características da
democracia, mas não a realizavam por completo. Boa
parte desse resultado político se deve à Constituição de
1988, num sentido mais amplo que as regras por ela
determinadas. Além do arcabouço institucional original, o
espírito que norteou a confecção do texto constitucional
e o aprendizado posterior têm produzido efeitos
democratizantes na vida política brasileira. Ainda há, no
plano da cidadania, distância entre o Brasil legal e o
Brasil real. As formas de participação extra-eleitoral
ainda são subaproveitadas. Grande parte da população
não as usa.

Questão 1: Anatel 2014 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: “Amanhã” significa, entre outras coisas, “nunca”,
“talvez”, “vou pensar”, “vou desaparecer”, “procure outro”, “não quero”, “no
próximo ano”, “assim que eu precisar”, “um dia destes”, “vamos mudar de
assunto” etc. e, em casos excepcionalíssimos, “amanhã” mesmo. Qualquer
estrangeiro que tenha vivido no Brasil sabe que são necessários vários anos
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de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor


brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade, que fará tal ou
qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave.
O pronome “ele” (linha 7) tem como referente “Qualquer estrangeiro que
tenha vivido no Brasil” (linhas 4 e 5).
Comentário: Fica claro após a leitura do trecho que o pronome “ele” refere-
se a “interlocutor brasileiro” (linhas 6 e 7), e não a “Qualquer estrangeiro que
tenha vivido no Brasil”. Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 2: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos

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ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa


que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome “ele” refere-se a “Platão”, o referente mais próximo.
Comentário: O pronome pessoal “ele” também trabalha a coesão referencial
anafórica. Assim retoma palavra expressa anteriormente, e não
posteriormente, como a questão faz subentender.
Assim, o substantivo retomado foi “Maquiavel”, e não “Platão”.
Gabarito: E

Questão 3: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
No texto, a sequência “a Noite organiza um Mês Modernista” não atende à
expectativa de leitura criada com “propôs o seguinte:”, pois não informa, com
clareza, a proposta de que trata a carta.
Comentário: A expressão “propôs o seguinte” transmite ao leitor a
expectativa de que em seguida haverá a proposta.
A oração “a Noite organiza um Mês Modernista” ambienta o leitor sobre
a situação que posteriormente levará à proposta, que é “Durante um mês
todos os dias o jornal publicará um artiguete de meia coluna assinado por um
modernista qualquer. O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a
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gente quiser. Pagam 50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e
Prudente de Morais no Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins
de Almeida em Minas.”
Assim, somente aquela primeira oração após os dois-pontos não é clara
quanto à proposta, ela apenas ambienta a situação, mas a proposta mesmo
ocorre em seguida.
Por isso, a questão está certa.
Gabarito: C

Questão 4: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa

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que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é


que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 3, o pronome “quem”, em ambas as ocorrências, equivale a pessoas
que.
Comentário: A questão associa o nosso conhecimento de coesão referencial,
isto é, qual palavra está sendo retomada, ao conhecimento do sentido das
palavras.
Como a questão apenas informou que os pronomes equivalem, não
significa que devemos substituir uma expressão por outra, o que importa é o
valor semântico, o sentido em cada ocorrência.
A primeira ocorrência do pronome “quem” realmente faz subentender a
expressão “pessoas que” e, sintaticamente, deve haver alguns ajustes.
Confronte:
“...adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe...”
“...adjetivos conhecidos de todos, até das pessoas que não sabem...”
Já a segunda ocorrência deste pronome não envolve as pessoas de
maneira geral, mas restringe a “Platão e Maquiavel”.
Este recurso é chamado de catafórico, porque projeta o referente para
depois do pronome. Veja:
“...não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel.”

Gabarito: E

Questão 5: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996. 39407301494

O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se


certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal “las”, em “enviá-las” (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo “garrafas” (linha 7) quanto ao termo “mensagens” (linha 8).
Comentário: A forma pronominal “las" retoma explicitamente o substantivo
“mensagens”. Como essas mensagens são enviadas por meio de “garrafas”,
contextualmente, “mensagens” e “garrafas” possuem o mesmo sentido na
retomada por este pronome. Veja:
“Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se certifica de que as mensagens
estão com data. Antes de enviá-las(as mensagens, as garrafas)...”
Gabarito: C

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Questão 6: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome “todos” remete ao significado
de todas as pessoas.
Comentário: Na linha 3, realmente o pronome “todos” tem o sentido de
“todas as pessoas”, inclusive pode até haver a substituição de tais vocábulos:
“só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todos...”
“só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todas as pessoas...”
Já a ocorrência deste pronome na linha 4 recebeu o verbo “ouvimos”, o
qual faz subentender o pronome “nós”. Assim, o autor quis especificar esse
universo, inserindo ele mesmo e o leitor na situação de ter ouvido falar em
amor platônico ou em pessoas maquiavélicas.
Assim, houve mudança de sentido. Prova disso é não podermos mais
substituir o pronome “todos” pela expressão “todas as pessoas”, como fizemos
no pronome anterior.
Gabarito: E

Questão 7: Ancine 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada
por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a
sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial
mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o
remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a
realidade psicológica de sua experiência cinematográfica.
Os pronomes “ele” (linha 2), “sua” (linhas 3 e 6) e “o” (linha 4) referem-se ao
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termo “espectador” (linha 2), com o qual estabelecem uma cadeia coesiva.
Comentário: A cadeia coesiva ocorre quando há uma sequência de palavras
que retomam o mesmo referente, como ocorreu neste texto. Para ficar mais
fácil compreender, observe as indicações:
A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada por
qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador,
contra a sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência
especial mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses
distúrbios o remetem à existência de um mundo exterior, totalmente
incompatível com a realidade psicológica de sua experiência cinematográfica.

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Gabarito: C

Questão 8: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os planos com pior avaliação — durante dois períodos
consecutivos — estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização.
Quando isso ocorre, os clientes que já haviam contratado o serviço continuam
no direito de usá-lo, mas a operadora não pode aceitar novos beneficiários
nesses planos.
Em “usá-lo” (linha 4), o pronome “lo” é elemento coesivo que se refere ao
antecedente “serviço” (linha 3).
Comentário: Entendemos, de acordo com o texto, que os clientes continuam
no direito de usar o “serviço”, concorda? Assim, o pronome “-lo” retomou o
antecedente “serviço” e a questão está correta.
Gabarito: C

Bom, vimos a aplicação do pronome como elemento anafórico ou


catafórico. Agora, vamos estudar algumas nomenclaturas importantes do
pronome e seu emprego.

Pronomes pessoais:
Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do
discurso: quem fala (locutor), com quem se fala (interlocutor) e de quem se
fala (referente).
Pronomes pessoais do caso reto: são os que desempenham a função
sintática de sujeito da oração, vocativo e predicativo. São os pronomes eu, tu,
ele (ela), nós, vós, eles (elas).
Eu sou professor. O professor sou eu.
Tu és professor. O professor és tu. Tu, não deixes de estudar!
Ele é professor. O professor é ele.
Nós somos professores. Os professores somos nós.
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Vós sois professores. Os professores sois vós. Vós, aceitai a reprimenda.


Eles são professores. Os professores são eles.
sujeito predicativo vocativo

Pronomes pessoais do caso oblíquo: são os que desempenham a função


sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento
nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal.
Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os
átonos, que não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por
preposição.
a) Pronomes pessoais oblíquos átonos: são os seguintes: “me, te,
se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes”. Eles podem exercer diversos valores
morfossintáticos nas orações:

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Objeto direto: “me, te, se, o, a, nos, vos, os, as”.


Ana informou-me do ocorrido.
Ana informou-te do ocorrido.
Ana informou-se do ocorrido.
Ana informou-o (a) do ocorrido.
Ana informou-nos do ocorrido.
Ana informou-vos do ocorrido.
Ana informou-os (as) do ocorrido.
sujeito VTDI + OD + OI

Se o verbo terminar com as nasalizações “m”, ou “õe”; os pronomes o,


a, os, as transformar-se-ão em no, na, nos, nas.
Quando encontrarem o material, tragam-no até mim.
Os sapatos, põe-nos fora, para aliviar a dor.
Se o verbo terminar em “r”, “s” ou “z”; excluir-se-ão essas terminações,
e os pronomes o, a, os, as mudarão para lo, la, los, las.

Quando encontrarem as apostilas, deverão trazê-las até mim.


deverão trazer + as deverão trazê-las

As apostilas, perde-las toda semana. (sujeito oculto “tu”)


perdes + as perde-las

As garotas ingênuas, o conquistador sedu-las com facilidade.


seduz + as sedu-las

Independentemente da predicação verbal, se o verbo terminar em


“-mos”, seguido de “nos” ou de “vos”, retira-se a terminação “-s”.
Encontramo-nos ontem à noite.
Solicitamo-vos a acolhida nesta noite.
Questão 9: Assistente de Chancelaria 2008 - nível superior (banca CESPE)
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Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.


Já que eu não posso amar ela, vou procurar outro amor.
Comentário: O vocábulo “ela”, dependendo de seu valor sintático, poderá ser
pronome pessoal do caso reto ou oblíquo tônico. Como este pronome está na
função de objeto direto, deve ser substituído por “a”, com as devidas
adaptações: “amá-la”. Porém, esta estrutura pode despertar um desprestígio
linguístico, produzindo a pronúncia (a mala), em determinados contextos
causando até ambiguidade. Por isso, é relevante posicionar esse pronome
átono antes do verbo “posso”: “eu não a posso amar”.
Gabarito: E

Questão 10: Assistente de Chancelaria 2008 – nível superior (banca CESPE)


Ao escrever um texto, determinado profissional produziu a frase:
A inflação é a maior inimiga da Nação. É meta prioritária do governo eliminá-la.

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O profissional poderia substituir “eliminá-la” por eliminar-lhe, e, dessa


forma, a frase estaria mais bem formulada e de acordo com a escrita padrão.
Comentário: O verbo “eliminar” é transitivo direto e “-la” é o objeto direto,
corretamente empregado. A referida substituição implicaria erro gramatical,
pois o pronome “lhe” nunca ocupará a função de objeto direto.
Gabarito: E
Objeto Indireto: “me, te, se, lhe, nos, vos, lhes”. (valor sintático)
Ana informou-me o ocorrido.
Ana informou-te o ocorrido.
Ana informou-lhe o ocorrido.
Ana informou-nos o ocorrido.
Ana informou-vos o ocorrido.
Ana informou-lhes o ocorrido.
Ana revoga-se o direito de ficar calada.
sujeito VTDI + OI + OD + oração subordinada substantiva
completiva nominal

Se o verbo for transitivo indireto terminado em “s”, seguido de lhe,


lhes, não se retira a terminação “-s”.
Obedecemos-lhe cegamente.
Questão 11: FUNPRESP 2016 Nível Superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: Quando se cansava, sentava-se a uma grande mesa
ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado de psicologia e
trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a artigos, uns quarenta ou cinquenta,
que projetou meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se,
habitar uma casa diferente daquela e pagar ao barbeiro.
A substituição do pronome “o”, em “reduziu-o a artigos” (linha 3), por lhe
preservaria a correção gramatical do texto.
Comentário: O verbo “reduziu” é transitivo direto e indireto, o pronome “o” é
o objeto direto e “a artigos” é o objeto indireto. Assim, não pode haver tal
substituição.
Gabarito: E 39407301494

Questão 12: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: No artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, dispôs a Carta Magna de 1988: “Aos remanescentes das
comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida
a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.”
Era o reconhecimento de um direito.
Em “emitir-lhes”, o pronome exerce a função de objeto direto.
Comentário: O pronome “lhes” não pode ocupar a função sintática de objeto
direto. Neste contexto, sua função é de objeto indireto.
Gabarito: E

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Questão 13: FUB / 2010 / Médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O Teach for America consegue atrair os mais
talentosos alunos para a docência oferecendo-lhes algo bem concreto. Depois
de dois anos no papel de professor de escola pública — tempo mínimo de
estada no programa —, esses jovens ingressam quase que automaticamente
em algumas das maiores empresas americanas, com as quais o Teach for
America estabeleceu uma produtiva parceria.
O pronome “lhes” poderia ser substituído por os, sem prejuízo da correção
gramatical do texto, dada a possibilidade de dupla regência do verbo oferecer.
Comentário: O verbo “oferecendo” é transitivo direto e indireto. Seu objeto
direto é “algo” e o objeto indireto é “lhes”. Assim, este não pode ser
substituído por “os”.
Gabarito: E

Questão 14: TRE - MA / 2006 / nível superior (banca CESPE)


Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o Estado, é ser
um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o
Estado, mas afrontar o Estado. O cidadão seria tão forte quanto o Estado. O
indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a
sua situação no mundo e que, se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam
ser os seus direitos.
Estaria garantida a obediência às regras de regência verbal, caso se
substituísse a expressão “afrontar o Estado” por afrontar-lhe.
Comentário: o verbo “afrontar” é transitivo direto, então só cabe objeto
direto, por isso não se utiliza o pronome “-lhe” (objeto indireto), mas o
pronome “lo” (objeto direto) (imposição do “L” pela retirada do “r” final do
verbo). Verifique que esta troca pode ser feita porque a palavra “Estado” já
havia sido expressa no texto.
Gabarito: E

Questão 15: A substituição da expressão “capacidade de entender o mundo”


por capacidade de entendê-lo mantém a coesão e a coerência do texto,
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além de conferir ao período maior concisão.


Comentário: Observe que a expressão “o mundo” é objeto direto do verbo
“entender”. É gramaticalmente correta a substituição; porém, textualmente,
deve-se observar que o recurso de se substituir um substantivo por um
pronome oblíquo ocorre quando esse substantivo está sendo repetido; no
entanto, a palavra “mundo” não havia sido expressa no texto anteriormente, e
sua substituição causaria uma incoerência no texto.
Ficou com dúvida? Pense nesta frase iniciando um texto:
Ela chegou tarde hoje.
Ela quem? Para que esse pronome tenha coesão e coerência no texto, deve-
se substituir um substantivo escrito anteriormente no texto:
Margarida saiu às cinco horas da manhã. Ela chegou tarde hoje.
Agora se sabe quem é ela: Margarida.
Gabarito: E

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Complemento nominal: “me, te, lhe, nos, vos, lhes”.

(você) Tenha-me respeito. Tenha respeito a mim.


(eu) Tenho-te respeito. Tenho respeito a ti.
(eu) Tenho-lhe respeito. Tenho respeito a ele.
(você) Tenha-nos respeito. Tenha respeito a nós.
(eu) Tenho-vos respeito. Tenho respeito a vós.
(eu) Tenho-lhes respeito. Tenho respeito a eles.
sujeito VTD + CN + OD VTD + OD + CN

Valor de posse (algo de alguém): “me, te, lhe, nos, vos, lhes”.
Algumas gramáticas determinam a esses pronomes a função de adjunto
adnominal, outras, objeto indireto. Para nossa prova, basta entender o valor
de posse.
Doem-me as pernas. (As minhas pernas doem.)
Doem-te as pernas. (As tuas pernas doem.)
Doem-lhe as pernas. [As suas pernas doem. As pernas dele(dela) doem.]
Doem-nos as pernas. (As nossas pernas doem.)
Doem-vos as pernas. (As vossas pernas doem.)
Doem-lhes as pernas. [As suas pernas doem. As pernas deles(delas) doem.]
Sujeito acusativo: Os pronomes que funcionam como sujeito acusativo são
“me, te, se, o, a, nos, vos, os, as”, quando estiverem em um período
composto formado pelos verbos “fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir”, e
um verbo no infinitivo ou no gerúndio.
Ex. Deixei-a entrar atrasada.
Mandaram-me conversar com o diretor.
Colocação dos pronomes oblíquos átonos
Numa relação frasal, muitas vezes há dúvida quanto ao posicionamento
desses pronomes, que podem ficar antes do verbo (próclise), no meio dele
(mesóclise) e depois dele (ênclise).
a. Em relação a um só verbo: 39407301494

A estrutura básica da oração é o sujeito (S), verbo (V) e complemento


(O). Essa é a sequência natural, pois é mais prático ao falante concordar o
verbo com o sujeito que já foi dito. Os pronomes pessoais oblíquos átonos
ocupam a função de complemento (representado adiante por “O”). Então,
façamos a seguinte depreensão:

S V O
oblíquo
átono

ênclise
Ênclise: o pronome surge após o verbo. Pode ser considerada a colocação
básica do pronome, pois obedece à sequência verbo-complemento. Na língua
culta, essa sequência é observada no início das frases ou quando não houver
palavra que atraia esse pronome:

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Apresento-lhe meus cumprimentos. Contaram-te tudo?


Joana cansou-se de tanto andar.
Observação: deve-se ter em mente que não se inicia oração com pronome
oblíquo átono: estão erradas as construções “Me disseram assim.”, o ideal é
“Disseram-me assim.”
Próclise: o pronome surge antes do verbo, porque há uma palavra que o
atrai, chamada palavra atrativa, ou se houver conveniência eufônica:

S O V
oblíquo
átono

próclise
Não nos mostraram nada. Nada me disseram.
a) São palavras atrativas: advérbios¹, pronomes relativos², interrogativos³,
conjunções subordinativas4 e, normalmente, as negações5:
Sempre¹ se encontram.
É a pessoa que² nos orientou.
Quem³ te disse isso?
Nada foi feito, embora4 se conhecessem as consequências da omissão.
Não5 me falaram nada a respeito disso.
b) Se, após a palavra atrativa houver pausa (vírgula, ponto-e-vírgula, dois-
pontos etc), a atração perde força e o pronome deve posicionar-se após o
verbo:
Não nos falaram a verdade. Não, falaram-nos a verdade.
Agora nos fale a verdade. Agora, fale-nos a verdade.
c) O pronome átono, não inicial, pode vir antes da palavra negativa:
“...descia eu para Nápoles em busca de sol que o não havia nas terras do norte.”
d) A colocação pronominal enclítica ocorre por força gramatical, porém os
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autores modernos têm optado pela próclise, mesmo não havendo palavra
atrativa, haja vista o processo eufônico (soar melhor). Veja:
O marceneiro feriu-se com a lâmina.
O marceneiro se feriu com a lâmina.
Observação: a tradição fixou a próclise ainda nos seguintes casos:
1) com o gerúndio precedido da preposição em:
Em lhe chegando o turno, volte ao trabalho com eficiência.
2) nas orações exclamativas e optativas, com o verbo no subjuntivo e sujeito
anteposto ao verbo:
Bons ventos o levem! Deus te ajude!

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Note a diferença com: “Benza-o Deus!”. Nesta frase, o sujeito ficou


posposto ao verbo, porque o pronome teve de ser deslocado para não iniciar a
frase.
3) Com a preposição “para” seguida de infinitivo, a colocação pronominal é
facultativa (próclise ou ênclise), inclusive com palavra negativa:
Para se equilibrar, ele segurou um graveto.
Para equilibrar-se, ele segurou um graveto.
Para não se esquecer, escreveu o recado na mão.
Para não esquecer-se, escreveu o recado na mão.
Mesóclise: o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do
presente do indicativo ou futuro do pretérito do indicativo. Mas, se houver
palavra atrativa, mesmo com os verbos nestes tempos, a colocação é a
próclise:
Mostrar-lhe-ei meus escritos. Falar-vos-iam a verdade?
Nunca lhe mostrarei meus escritos. Jamais vos falarei a verdade.

b. Agora, veja essas regras com uma locução verbal:


O pronome oblíquo átono pode posicionar-se em qualquer das três
formas a seguir:
infinitivo gerúndio particípio
1 Vou-lhe falar. Estou-lhe falando. Tenho-lhe falado.
2 Vou lhe falar. Estou lhe falando. Tenho lhe falado.
3 Vou falar-lhe. Estou falando-lhe. —
verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal

Quando há hífen, sabe-se que ocorre ênclise. Assim, na estrutura 1, há


ênclise ao verbo auxiliar; na 2 há próclise ao verbo principal e na 3 há ênclise
ao verbo principal. Note que não pode haver ênclise com verbo no particípio.
“Dica para memorizar: o particípio não participa da colocação
pronominal.”
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Observe também que não se muda o sentido com a mudança de posição


do pronome oblíquo átono.
Outra importante observação: via de regra, com palavra atrativa, o
pronome oblíquo átono ficará proclítico ao auxiliar¹ ou ao principal², e enclítico
ao principal³:
infinitivo gerúndio particípio
1 Não lhe vou falar. Não lhe estou falando. Não lhe tenho falado.
2 Não vou lhe falar. Não estou lhe falando. Não tenho lhe falado.
3 Não vou falar-lhe. Não estou falando-lhe. —
verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal

Portanto, há de se concluir que as normas de colocação pronominal não


devem ser vistas como preceitos intocáveis, ficando, em muitos casos,
subordinados às exigências da ênfase, da harmonia e espontaneidade da
expressão.
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Questão 16: DPU 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O objetivo do referido projeto é o de ir até a população
que normalmente não tem acesso à Defensoria Pública. “Nós chegamos de
forma humanizada até essas pessoas em situação de rua. Com esse trabalho
nós estamos garantindo seu acesso à justiça e aos direitos para que consigam
se beneficiar de outras políticas públicas”, explica a coordenadora do
Departamento de Atividade Psicossocial.
Seria mantida a correção gramatical do período caso a partícula “se”, em “se
beneficiar” (linha 5), fosse deslocada para imediatamente após a forma verbal
“beneficiar” — escrevendo-se beneficiar-se.
Comentário: Como vimos anteriormente, dentre as formas de colocação de
um pronome numa locução verbal, podemos ter o pronome átono proclítico ao
verbo principal (forma adotada no texto original: consigam se beneficiar) e
enclítico ao verbo principal (forma pedida na questão: consigam beneficiar-
se).
Assim, a afirmação está correta.
Gabarito: C

Questão 17: BSF 2014 nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se trata, contudo, de luta do bem contra o mal,
pois tal embate tem uma especificação histórica cuja raiz se encontra no
próprio surgimento do Brasil como país.
Na linha 1, seria mantida a correção gramatical do texto se o pronome “se”
fosse deslocado para imediatamente depois do verbo, escrevendo-se Não
trata-se.
Comentário: O advérbio “Não” é palavra atrativa e força a próclise: Não se
trata. Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 18: TJSE 2014 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Dinheiro, também. E motivação política, isso então
nem se fala.
No segmento “isso então nem se fala”, a posição do pronome “se” justifica-se
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pela presença de palavra de sentido negativo.


Comentário: O vocábulo “não” tem valor negativo, por isso é palavra atrativa
e força a próclise: “isso então nem se fala”. Assim, a afirmativa está correta.
Gabarito: C

Questão 19: TJSE 2014 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: A vida do Brasil colonial era regida pelas Ordenações
Filipinas, um código legal que se aplicava a Portugal e seus territórios
ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações Filipinas asseguravam ao
marido o direito de matar a mulher caso a apanhasse em adultério. Também
podia matá-la por meramente suspeitar de traição.
Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso os pronomes
“se” (linha 2) e “a” (linha 4) fossem deslocados para imediatamente após as

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formas verbais “aplicava” (linha 2) e “apanhasse” (linha 4), escrevendo-se


que aplicava-se e caso apanhasse-a, respectivamente.
Comentário: Como o pronome relativo “que” e a conjunção subordinativa
condicional “caso” são palavras atrativas, elas forçam a próclise: que se
aplicava e caso a apanhasse. Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 20: CADE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


No trecho “nos teria afligido um projeto de educação totalitária”, o pronome
“nos” poderia ser corretamente empregado imediatamente após a forma
verbal “teria”, escrevendo-se teria-nos.
Comentário: Não pode haver ênclise a um verbo no futuro do pretérito do
indicativo. Neste caso, cabe, além da próclise, conforme o texto original, a
mesóclise: ter-nos-iam.
Gabarito: E

Questão 21: CADE 2014 Analista Técnico-Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Venezuela e Argentina, por sua vez, começam a se
parecer com casos econômicos sem solução. Na Venezuela, a inflação passa
de 50% ao ano — igual à da Síria, país devastado pela guerra.
Em “começam a se parecer” (linhas 1 e 2), o pronome “se” poderia ser
deslocado para imediatamente após a forma verbal “parecer”, escrevendo-se
começam a parecer-se.
Comentário: A colocação pronominal nesta locução verbal admite a próclise
ao verbo principal “começam a se parecer” e a ênclise ao verbo principal:
“começam a parecer-se”. Assim, a afirmativa da questão está correta.
Gabarito: C

Questão 22: Câmara Deputados 2014 Consultor Legislativo (banca CESPE)


Fragmento de texto: À primeira vista, o Plano Piloto de Brasília parece uma
repetição de construções. As quadras, distribuídas simetricamente pelas asas,
têm prédios com plantas semelhantes, que se repetem a cada quadradinho,
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muitas vezes até localizados de forma análoga. Dentro dos apartamentos,


entretanto, esconde-se o estilo de cada morador, que se revela não apenas
em detalhes decorativos, mas em modificações nas plantas e na função dos
cômodos.
Nas estruturas “que se repetem” (linha 3) e “que se revela” (linha 5), o
pronome “se” poderia ser deslocado, sem prejuízo da correção gramatical do
texto, para imediatamente após as formas verbais “repetem” e “revela” —
que repetem-se e que revela-se, respectivamente.
Comentário: O pronome relativo “que” é palavra atrativa e força a colocação
pronominal antes do verbo. Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

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Questão 23: MTE 2014 Contador (banca CESPE)


Fragmento de texto: Não por menos, tal massa de compradores se
converteu na locomotiva da economia brasileira e em alvo preferido das
Empresas.
Na linha 1, o pronome “se” poderia ser deslocado para imediatamente após a
forma verbal “converteu”, escrevendo-se converteu-se, sem prejuízo da
correção gramatical do texto.
Comentário: No texto original, o pronome oblíquo átono “se” encontra-se
antes do verbo “converteu”, tendo em vista a eufonia, isto é, soa agradável,
menos artificial. Então, mesmo não havendo palavra atrativa, admite-se a
próclise. A questão pede apenas para transpor o pronome para sua posição
normal, após o verbo. Assim, a afirmativa está certa.
Gabarito: C

Questão 24: Câmara Deputados 2014 Polícia Legislativa (banca CESPE)


Fragmento de texto: Assim, podemos perceber que a ideia de polícia está
intimamente ligada à noção de política. Não há como dissociá-las. A atividade
de polícia é, portanto, política, uma vez que diz respeito à forma como a
autoridade coletiva exerce seu poder.
O trecho “Não há como dissociá-las” (linha 2) poderia ser corretamente
reescrito de diferentes maneiras, a exemplo das seguintes: É impossível
separá-las; Não há forma de as dissociar; Não separam-se.
Comentário: As substituições estão corretas quanto ao sentido, porém a
última expressão possui a palavra atrativa “Não”, por isso deve haver
próclise: Não se separam. Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 25: Ancine 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Pouco lhe importam as condições técnicas e
socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam
assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela
cabeça. 39407301494

Mantendo-se a correção gramatical do texto, no último período do primeiro


parágrafo, o pronome “lhe” poderia ser deslocado para logo depois das formas
verbais “importam” (linha 1), “possibilitam” (linha 2) e “passa” (linha 3),
escrevendo-se importam-lhe, possibilitam-lhe e passa-lhe,
respectivamente.
Comentário: Quando há palavra atrativa, o pronome pessoal oblíquo átono
deve se posicionar antes do verbo. No texto, o advérbio “Pouco” e a palavra
negativa “nem” atraem o pronome “lhe” para antes do verbo
obrigatoriamente. Assim, deve permanecer a próclise. Veja:
Pouco lhe importam as condições técnicas e socioeconômicas das indústrias
que, em primeira instância, lhe possibilitam assistir aos filmes; na verdade,
esse tipo de preocupação nem lhe passa pela cabeça.
Gabarito: E

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Questão 26: Bacen 2013 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Ele é agora gerente de uma loja de sapatos. Não
porque escolheu, mas foi o que lhe restou.
No trecho “Não porque escolheu, mas foi o que lhe restou” (linhas 1 e 2), o
emprego da próclise relativa ao pronome “lhe” explica-se pela presença do
pronome relativo.
Comentário: A afirmação está corretíssima e autoexplicativa, concorda?
Vimos que o pronome relativo “que” é palavra atrativa, por isso o pronome
“lhe” está posicionado antes do verbo “restou”, isto é, ocorreu próclise.
Gabarito: C

Questão 27: TRT 10ªR / 2013 / Analista Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: A economia solidária vem-se apresentando como uma
alternativa inovadora de geração de trabalho e renda e uma resposta
favorável às demandas de inclusão social no país.
No trecho “A economia solidária vem-se apresentando”, o deslocamento do
pronome pessoal oblíquo para depois do verbo principal da locução não
prejudicaria a correção gramatical do texto: vem apresentando-se.
Comentário: Conforme vimos na teoria, com a locução verbal, cabe o
posicionamento vem-se apresentando, vem se apresentando e vem
apresentando-se. Assim, a afirmativa está correta.
Gabarito: C

Questão 28: Sec Edu AM / 2011 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se trata, nessas condições, de querer liquidar a
angústia, mas de saber se o homem deve procurar evitá-la, fugir dela por
qualquer saída, ou se, em vez disso, deve aceitá-la e aventurar-se a viver
longe da terra firme.
Em “Não se trata” (linha 1), a partícula “se” poderia ser corretamente
empregada após o verbo, escrevendo-se Não trata-se.
Comentário: A palavra atrativa “Não” obriga o posicionamento do pronome
átono “se” antes do verbo. Assim, a afirmativa está errada.
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Gabarito: E

Questão 29: TCE TO – 2009 – Superior (banca CESPE)


No trecho “se ela não parava de brigar”, o pronome “se” está anteposto ao
sujeito devido à presença do advérbio de negação.
Comentário: O vocábulo “se”, na realidade, é uma conjunção condicional.
Gabarito: E

Questão 30: TCE TO – 2009 – Superior (banca CESPE)


O trecho “Ela não o viu ficar paralítico” admite, sem prejuízo para a correção
gramatical e o sentido original do texto, a seguinte reescrita: Ela não viu ficá-
lo paralítico.
Comentário: O pronome “o” está entre dois verbos de duas orações
diferentes. Nesta estrutura não há locução verbal, por isso, o pronome não
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pode se movimentar de um verbo a outro. Assim, o sentido muda e a estrutura


fica incoerente.
Esta estrutura ocorre porque o verbo “viu” é chamado de sensitivo,
seguido de uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de
infinitivo.
Gabarito: E

Questão 31: TRT - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Em consequência, nas vilas próximas às fazendas, se
concentra uma população detritária de velhos desgastados no trabalho e de
crianças entregues a seus avós.
Seria mantida a correção gramatical caso se empregasse o pronome posposto
ao verbo: concentra-se.
Comentário: O pronome oblíquo átono “se” está antecipado do verbo por
motivo eufônico, numa liberdade expressiva. A banca, então, sugere a
recolocação em ênclise, que seria o padrão natural, pois o termo atrativo (a
locução adverbial “Em consequência”) está separado por outra locução
adverbial intercalada de vírgulas. Perceba que a banca não diz que a
colocação original em próclise está errada, mesmo não havendo palavra
atrativa, pelo motivo anteriormente exposto.
Gabarito: C

Questão 32: Banco do Brasil / 2008 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Some-se a isso o faturamento com as tarifas e chega-
se aos resultados do ano passado, com os quais as instituições financeiras do
país se elevaram à condição de instituições mais rentáveis do planeta.
As regras gramaticais de emprego dos pronomes átonos permitem também a
redação de elevaram-se à condição, em lugar de “se elevaram à condição”,
sendo ambas as construções apropriadas a documentos oficiais.
Comentário: O pronome átono “se” está proclítico ao verbo “elevaram”,
mesmo não havendo palavra atrativa, o que é natural na linguagem atual por
motivo de eufonia. Assim, esse pronome pode ser deslocado também para
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depois do verbo (ênclise).


Gabarito: C

Questão 33: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Amanhã serão definidos os nomes do presidente da
República e dos governadores de alguns estados.
A substituição da expressão “serão definidos” por definir-se-ão garante a
correção gramatical do período.
Comentário: Normalmente se poderia substituir “serão definidos os nomes”
(voz passiva analítica) por “definir-se-ão os nomes” (voz passiva sintética). O
problema é que o advérbio “Amanhã” é palavra atrativa e exige a próclise; por
isso, o correto seria: “Amanhã se definirão os nomes”.
Gabarito: E

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Questão 34: TRE-MS / 2013 / Analista Judiciário (banca CESPE)


No trecho “o de que não se trata de norma penal”, o emprego da próclise em
vez da ênclise — não trata-se — justifica-se pela presença de palavra
negativa antecedendo a forma verbal.
Comentário: Note que realmente a palavra negativa “não” é atrativa, por
isso deve haver o posicionamento do pronome oblíquo átono “se” antes do
verbo, como ocorreu no texto original. Assim, não cabe ênclise.
Gabarito: C

Questão 35: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: A terceira ideia refere-se ao princípio de que o sistema
democrático representativo deve basear-se no governo da maioria.
Em “deve basear-se”, a colocação do pronome “se” antes da forma verbal
“deve” atenderia à prescrição gramatical.
Comentário: Note que a locução verbal pode ser antecedida do pronome
oblíquo átono, mesmo sem palavra atrativa.
Gabarito: C

Questão 36: TRE - GO / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Por muitos anos, pensávamos compreender o que era
interpretado, o que era uma interpretação; inquietávamo-nos, eventualmente,
a propósito de uma dificuldade em particular, ocorrida no trabalho de
interpretação.
Preservam-se a correção gramatical e a coerência das ideias do texto ao se
deslocar o pronome átono em “inquietávamo-nos” para antes do verbo,
escrevendo nos inquietava.
Comentário: Não é previsto na norma culta iniciar enunciado com pronome
oblíquo átono. Reforça-se o erro da questão com a mudança de pessoa do
discurso. O verbo estava na primeira pessoa do plural “inquietávamos” e
passou à terceira pessoa do singular: inquietava. Isso torna o texto
incoerente, pois no texto o pronome “nos” é reflexivo (o mesmo elemento é
sujeito e objeto direto). Com a mudança, deixou-se de ter um sujeito para
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esta ação.
Gabarito: E

Questão 37: TRE - GO / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Censurar, proibir e reprimir são atitudes antipáticas,
porque geralmente são vistas pela sociedade como inimigas da liberdade
individual, da criatividade e da verdade.
A expressão, na voz passiva, “são vistas pela sociedade” corresponde à voz
ativa a sociedade vê-nas, que a pode substituir sem prejudicar a correção e
a coerência do texto.
Comentário: O problema não é a transposição de voz passiva analítica (são
vistas) para a voz ativa (a sociedade vê ...). Veja que o verbo “vê” não
termina em “m”, nem possui sinal til (~). Por isso, não se pode adicionar “n”
no pronome “as”. O correto é: a sociedade vê-as... ou ... a sociedade as vê...

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Gabarito: E

Questão 38: Procurador Federal / 2002 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Observamos a impossibilidade de surgirem
individualidades dignas de dirigir o país para melhores destinos, porque o
país, no meio de todo esse rebaixamento do caráter, do trabalho honrado, das
virtudes obscuras, da pobreza que procura elevar-se honestamente, está,
como se disse, “apaixonado por sua própria vergonha”.
Em “procura elevar-se”, estaria correta a colocação pronominal procura se
elevar.
Comentário: Vimos que, numa locução verbal antecedida de palavra atrativa
(neste caso “que”), o pronome pode ficar proclítico ao verbo auxiliar (que se
procura elevar), proclítico ao verbo principal (que procura se elevar) ou
enclítico ao verbo principal (que procura elevar-se).
Gabarito: C

Questão 39: TRE - GO / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Povo e tesouro, para os efeitos puramente pecuniários,
pode dizer-se que são a mesma coisa...
Em “pode dizer-se” estaria igualmente correta a colocação pronominal pode-
se dizer.
Comentário: As colocações naturais do pronome oblíquo átono numa locução
verbal são três: pode-se dizer; pode se dizer; pode dizer-se. Portanto, a
afirmativa está correta.
Gabarito: C

Questão 40: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: A terceira ideia refere-se ao princípio de que o sistema
democrático representativo deve basear-se no governo da maioria.
Em “deve basear-se”, a colocação do pronome “se” antes da forma verbal
“deve” atenderia à prescrição gramatical.
Comentário: Por questões de eufonia, a locução verbal pode ser antecedida
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do pronome oblíquo átono, mesmo sem palavra atrativa.


Gabarito: C

Questão 41: EBC - 2011 nível superior (banca CESPE)


Texto 1

São Paulo, 18 novembro 1925.


Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio aqui
em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a Noite
organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal publicará
um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer. O
artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam 50$

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por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no Rio,


eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas. Me
mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam, pra
eu dispor as coisas logo. Estou esperando.
Ciao.
Mário

Texto 2

Belo Horizonte, 20 novembro 1925.


Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite
para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida, avisado,
também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E desde já
te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que se
lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos

Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Os dois textos diferem quanto à colocação dos pronomes átonos: no texto 1, a
colocação é livre, alternando-se usos prescritos e não prescritos pela norma
culta; no texto 2, a posição dos pronomes átonos está de acordo com a norma
culta.
Comentário: O texto 1 realmente apresenta colocações pronominais de
acordo com o prescrito pela norma culta, como em “Dá-se isto” (ênclise,
porque o verbo inicia a frase), “ontem me apareceu” (próclise, porque o
advérbio “ontem” é uma palavra atrativa), “além de me pedir” (próclise, por
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eufonia); mas também apresenta uma colocação típica da linguagem informal,


coloquial: “Me mande” (pronome oblíquo átono não pode iniciar uma frase).
Gramaticalmente, esta colocação é errada. Por isso, a questão afirmou que no
texto 1 a colocação é livre.
O texto 2 mantém a colocação pronominal de acordo com os preceitos
gramaticais. Veja que, em “E desde já te agradeço o reclame e os cobres, pois
estou certo que foi você que se lembrou do meu nome.”, o pronome “te” está
proclítico, porque o advérbio “já” é uma palavra atrativa e o pronome “se”
também está proclítico, porque o pronome relativo “que” é uma palavra
atrativa.
Note que ambos os textos possuem uma linguagem coloquial. A questão
aborda apenas a colocação pronominal, ok!!!!
Gabarito: C

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Cabe relembrarmos aqui dois valores do pronome “se”: índice de


indeterminação do sujeito e pronome apassivador. Além disso, veremos outros
valores desse pronome que caem muito em prova.

Valor do pronome oblíquo átono “se”: (valores morfológicos)


Índice de indeterminação do sujeito (voz ativa):
Vimos na aula de concordância que o pronome “se” pode ser índice de
indeterminação do sujeito (IIS), o qual se junta a verbo transitivo indireto,
intransitivo e de ligação, na intenção de indeterminar o agente (sujeito).
Perceba que todas as orações em que ele aparece obrigatoriamente estão na
voz ativa e o verbo obrigatoriamente fica na 3ª pessoa do singular.
Trata-se de assuntos sigilosos. (verbo transitivo indireto + IIS + objeto indireto)
Morre-se de fome em várias partes do mundo. (verbo intransitivo + IIS +
adjunto adverbial de causa + adjunto adverbial de lugar)
É-se feliz aqui. (verbo de ligação + IIS + predicativo + adjunto adverbial de lugar)
Questão 42: Agente educacional / 2010 / nível médio (banca CESPE)
Fragmento do texto: Trata-se da chamada poluição urbana, observada,
sobretudo, nas grandes regiões metropolitanas de acelerado crescimento
demográfico.
Caso a expressão “da chamada poluição urbana” estivesse no plural, a forma
verbal “Trata-se” deveria também ser flexionada no plural.
Comentário: O verbo “Trata” é transitivo indireto, com isso, o pronome “se”
é índice de indeterminação do sujeito. Esse verbo ficará no singular
independentemente da flexão do objeto indireto.
Gabarito: E

Pronome apassivador (voz passiva sintética):


Também vimos naquela mesma aula que o vocábulo “se” pode ser
pronome apassivador (PAp), o qual se junta a verbo transitivo direto ou a
verbo transitivo direto e indireto, na intenção de indeterminar o agente
(agente da passiva). Perceba que todas as orações em que ele aparece
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obrigatoriamente estão na voz passiva sintética e o verbo concorda com o


sujeito paciente:

Consertam-se carrocerias. Carrocerias são consertadas.


VTD + PAp + sujeito paciente sujeito paciente locução verbal
voz passiva sintética voz passiva analítica

Questão 43: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: A avaliação das operadoras de planos de saúde em
relação às garantias de atendimento, previstas na RN 259, é realizada de
acordo com dois critérios: comparativo, cotejando-as entre si, dentro do
mesmo segmento e porte; e avaliatório, considerando evolutivamente seus
próprios resultados.
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “é realizada”
(linha 2) por realiza-se.

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Comentário: A locução verbal “é realizada” encontra-se na voz passiva


analítica. Na transposição para a voz passiva sintética, devemos conservar o
verbo principal (realizada) no mesmo tempo verbal do verbo “é” (realiza:
presente do indicativo) e devemos inserir o pronome apassivador “se”. Veja:
A avaliação ... é realizada (voz passiva analítica)
A avaliação ... realiza-se (voz passiva sintética)
Assim, a substituição está correta, porém a questão está errada, por
afirmar que a substituição prejudicaria a correção gramatical.
Gabarito: E

Questão 44: PMDF/CHOAEM 2010 (banca CESPE)


Fragmento do texto: O medo tem raízes profundas na alma dos seres.
Radica-se no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, com
destaque para a psicanálise.
Em “Radica-se”, o pronome indica que o sujeito é indeterminado.
Comentário: Afirmou-se que o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
Isso não é verdade, pois o verbo radicar é transitivo direto. Com isso o “se” é
pronome apassivador e seu sujeito paciente está subentendido como “O
medo”. Para a confirmação de ser pronome apassivador, temos sempre que
passar esta voz passiva sintética para a voz passiva analítica: O medo é
radicado no inconsciente...”
Gabarito: E

Questão 45: Polícia Federal / 2004 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se pode negar que o advento dos regimes liberais
em 1989-90, em todos os grandes Estados da América do Sul, criou uma
ilusão de modernidade. (...)
A partir de 1995, a ilusão começou a desfazer-se e a dura vida real
transformou sonhos em pesadelos.
O emprego do pronome “se” marca a formalidade da linguagem utilizada e
indica, nas duas ocorrências, que o sujeito da oração é indeterminado,
impessoal. 39407301494

Comentário: O pronome “se” é uma forma de tornar o texto objetivo,


flexionando o verbo em terceira pessoa, isso o leva mais próximo à
formalidade (não que isso seja o determinante na formalidade). O erro está
em afirmar que o “se” é uma forma de indeterminação do sujeito. O “se” nas
duas ocorrências não é índice de indeterminação do sujeito, mas pronome
apassivador. Para se ter certeza, deve-se transpor as duas construções em
voz passiva analítica e notar que o termo sublinhado é o sujeito paciente.
Assim:
Não pode ser negado que o advento dos regimes liberais... (sujeito oracional)
A ilusão começou a ser desfeita... (sujeito determinado simples)
Gabarito: E

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Pronome reflexivo (voz reflexiva):


Esse é um valor ainda não visto em nossas aulas. Diz-se que um
pronome é reflexivo quando este “reflete” a ação ao mesmo elemento. Isto é,
o sujeito age e o objeto direto sofre a ação, porém a mesma pessoa (ou coisa)
sujeito será também o objeto direto. Veja:
Ela olhou-se no espelho. (ela olhou e foi olhada)
Porém, podemos ter dúvida se esse pronome é reflexivo ou apassivador.
Por isso, vamos a suas diferenças:
Feriu-se o atleta durante a partida.
Há ambiguidade gerada a partir do se, pois não se sabe se o atleta agiu
ou sofreu a ação. Por isso há necessidade de um contexto, e é isso que tem
caído em prova.
Supondo-se que o atleta agiu contra ele mesmo (caiu sozinho, por
exemplo), o pronome se será entendido como pronome reflexivo:
Feriu-se o atleta durante a partida.
VTD + P Refl sujeito adjunto adverbial de tempo
(OD) agente

Desfar-se-á a ambiguidade, substituindo o pronome átono “se” pela


expressão tônica “a si mesmo”, da seguinte maneira:
O atleta feriu a si mesmo durante a partida.
sujeito agente VTD + P Refl (OD prep) adjunto adverbial de tempo

Supondo-se que o atleta sofreu a ação de alguém (agente da passiva)


que não foi identificado, o pronome se será entendido como pronome
apassivador:
Feriu-se o atleta durante a partida. (* O agente da passiva
está indeterminado)
VTD + P Ap sujeito adjunto adverbial de tempo
paciente

Desfar-se-á a ambiguidade da seguinte maneira:


O atleta foi ferido durante a partida. (* O agente da passiva
continua indeterminado)
sujeito locução verbal adjunto adverbial de tempo
paciente
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Pronome reflexivo recíproco (voz reflexiva recíproca):


Esse pronome transmite uma reação dos objetos direto ou indireto à
ação do sujeito, por isso é chamado de pronome reflexivo recíproco (P Rec) e
compõe a voz recíproca, que é apenas uma variação da reflexiva, com o
detalhe de que se necessita de no mínimo dois indivíduos para se efetivar a
reciprocidade. Uma forma prática de visualizar o pronome reflexivo recíproco é
subentender os advérbios de modo “reciprocamente”, “mutuamente”:

Os deputados cumprimentaram-se após a sessão plenária.


sujeito VTD + P Rec (OD) adjunto adverbial de tempo
voz reflexiva recíproca

Com base no que foi visto anteriormente sobre o pronome apassivador,


reflexivo recíproco e o puramente reflexivo, entendamos a diferença entre

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eles, dependendo do contexto. Usamos para isso o sujeito iniciado com a


expressão “mais de um”:
Feriu-se mais de um atleta durante a partida. Pronome reflexivo: cada atleta
VTD + P Refl sujeito agente adjunto adverbial de
tempo a seu tempo se machucou
durante a partida; portanto,
Mais de um atleta feriu a si mesmo durante a partida. verbo no singular.
sujeito agente VTD + P Refl adjunto adverbial de tempo

Feriu-se mais de um atleta durante a partida. Pronome apassivador: cada


VTD + P Ap sujeito paciente adjunto adverbial de atleta a seu tempo foi machucado
tempo por um agente (agente da passiva)
que não foi identificado, isto é,
Mais de um atleta foi ferido durante a partida. está indeterminado. Verbo
sujeito paciente locução adjunto adverbial de concorda no singular.
verbal tempo

Pronome recíproco: os
Feriram-se mais de um atleta durante a partida. atletas se chocaram. Um
VTD + P Rec sujeito agente adjunto adverbial de
contra o outro. Esta é a
tempo
exceção à regra da
concordância com o
Mais de um atleta feriram-se mutuamente durante a partida. sujeito “mais de um”.
sujeito agente VTD + P Rec + adj adv adjunto adverbial de Verbo no plural.
modo tempo

Questão 46: DPU 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: No Brasil, pode-se considerar marco da história da
assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país, ainda no
século XVI. O surgimento de lides provenientes das inúmeras formas de
relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição para
resolver essas contendas — já dava início a situações em que constantemente
as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos judiciais
das demandas.
Em “as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos
judiciais das demandas” (linhas 6 e 7), a partícula “se” foi empregada no
sentido de umas às outras. 39407301494

Comentário: Devemos entender que o sujeito “as partes” é agente. Assim,


eliminamos a possibilidade de o pronome “se” ser apassivador. Note que as
partes não eram vistas, elas viam a si mesmas impossibilitadas de arcar com
os possíveis custos judiciais das demandas. Assim, entendemos que há o
pronome reflexivo. A possibilidade de se entender a expressão “a si mesmas”
nos conduz a esta ideia.
A questão tentou nos induzir, por meio da expressão “uns com os
outros”, a entender o sentido de reciprocidade. Por isso, a afirmação está
errada.
Gabarito: E

Questão 47: FUNPRESP 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Parece que foi de nascença. Ele já teria vindo ao
mundo assim, com todas as certezas junto, pulou a fase dos porquês e nunca

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soube o que era curiosidade na vida. Cresceu achando natural viver


derramando afirmações pela boca. A notícia espalhou-se rapidamente. Não
demorou muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem
assíduo dos programas de TV.
A supressão da partícula “se”, em “espalhou-se” (linha 4), prejudicaria a
correção gramatical do texto e seu sentido original.
Comentário: O verbo “espalhou” é transitivo direto, o pronome “se” é
apassivador e conseguimos perceber o termo “A notícia” como sujeito
paciente, pois entendemos que a notícia foi espalhada por alguém não
informado no texto.
Com a exclusão do pronome, o sujeito passa a ser agente e o verbo
deixa de ter seu complemento verbal, o que torna a estrutura incoerente. Tal
verbo precisa de uma pessoa como agente, mesmo que fique subentendida.
Alguém espalha algo. Algo é espalhado por alguém. Algo é espalhado.
Como a questão afirmou que a exclusão do pronome prejudicaria a
correção e o sentido, está correta.
Gabarito: C

Questão 48: Bacen 2013 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Uma crise bancária pode ser comparada a um
vendaval. Suas consequências sobre a economia das famílias e das empresas
são imprevisíveis. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações
de compra, venda e troca de mercadorias e serviços de modo que cada fato
econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo,
corresponde à realização de ao menos uma operação de natureza monetária
junto a um intermediário financeiro, em regra, um banco comercial que
recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a
realização de um crédito futuro.
A ideia de reciprocidade presente em “relacionam-se” (linha 3) seria reforçada
caso fosse inserida, imediatamente após essa forma, a expressão uns com os
outros.
Comentário: Nesta questão, basta inserirmos a expressão para confirmarmos
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o valor de reciprocidade. Veja:


Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e
troca de mercadorias e serviços...
Os agentes econômicos relacionam-se uns com os outros em suas
operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços...
Questão tranquila, não é mesmo?!
Gabarito: C

Questão 49: TCE RN – 2009 – Inspetor de Controle Externo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Em todos os povos ou períodos da história, a sensação
de pertencimento a uma comunidade sempre foi construída com base nas
diferenças em relação aos que estão de fora, “os outros”. Muitas tribos

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indígenas brasileiras, por exemplo, chamam a si próprias de “homens” ou


“gente” e denominam pejorativamente integrantes de outros grupamentos —
esses são “seres inferiores” ou “narizes chatos”.
Na linha 4, seriam preservadas a coerência da argumentação e a correção
gramatical do texto se a opção fosse por não enfatizar o objeto de chamar,
conferida pelo pronome “próprias”, e se substituísse “a si” por se, escrevendo-
se chamam-se.
Comentário: Fazendo-se as trocas necessárias na questão, percebemos que
há coerência com os argumentos do texto, bem como há correção gramatical.
Compare:
Muitas tribos indígenas brasileiras, por exemplo, chamam a si próprias de
“homens” ou “gente” e denominam pejorativamente integrantes de outros
grupamentos — esses são “seres inferiores” ou “narizes chatos”.
Muitas tribos indígenas brasileiras, por exemplo, chamam-se de “homens” ou
“gente” e denominam pejorativamente integrantes de outros grupamentos —
esses são “seres inferiores” ou “narizes chatos”.
No primeiro caso, o pronome oblíquo tônico “si” foi seguido do pronome
demonstrativo de reforço “próprias”, para enfatizar o valor reflexivo.
No segundo caso, não há ênfase no valor reflexivo, mas o contexto nos
mantém com este sentido. Quando usamos a expressão “a si próprias” temos
certeza do valor reflexivo; mas, quando usamos apenas o “se”, em
determinados contextos, como este, pode-se confundir o “se” reflexivo com o
pronome apassivador. Veja:
Pronome reflexivo “se”: Muitas tribos indígenas brasileiras, por exemplo,
chamam-se de “homens” ou “gente” (chamam a si próprias de).
Pronome apassivador “se”: Muitas tribos indígenas brasileiras, por exemplo,
chamam-se de “homens” ou “gente” (são chamadas de).
Como pode haver ambiguidade na construção apenas com o “se”, a
banca perguntou simplesmente se conserva a coerência com os argumentos e
com a correção gramatical. Ela não mencionou sentido original, pois isso
poderia ser contestado pela possibilidade de se entender voz passiva nesta
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última construção.
Gabarito: C

Questão 50: PM - ES / 2010 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O currículo não é mais um fim em si, mas um meio
bem estruturado para que o indivíduo, na relação entre teoria e prática, se
torne capaz de incorporar determinadas habilidades.
Em “se torne”, o pronome “se” indica sujeito indeterminado.
Comentário: A questão afirma que o “se” é o índice de indeterminação do
sujeito. Mas note que o sujeito está expresso na oração: o indivíduo. Na
realidade esse vocábulo “se” é parte integrante do verbo, fazendo com que
“torne” seja um verbo de ligação.
Gabarito: E

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Questão 51: TRE - TO / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em um continente em que países e economias estão
interligados não apenas por fronteiras comuns ou por interesses
convergentes, mas especialmente por laços comerciais e culturais, é imperioso
que se dê atenção ao que está ocorrendo na Venezuela.
A substituição de “que se dê atenção” por que atenção seja dada mantém a
correção gramatical do período.
Comentário: O verbo “dê” é transitivo direto e indireto, seu objeto indireto é
“ao”. Note que ocorre a preposição “a” e em seguida o pronome
demonstrativo “o” (=aquele). Como o verbo é transitivo direto, o pronome
“se” é apassivador e “atenção” é o sujeito paciente. A banca apenas pediu
para transpor para a voz passiva analítica: atenção seja dada.
Gabarito: C

Questão 52: FUB / 2010 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Essas conexões seriam os nossos hiperlinks cerebrais,
e a Internet seria uma das formas de comunicação que mais se assemelha a
nós próprios. Criador e criatura se influenciam de forma parecida.
O vocábulo “se” é empregado com a mesma função nas duas ocorrências: a
de marcar reciprocidade de ação.
Comentário: Para ocorrer a reciprocidade, necessita-se de que haja uma
ação provocada por um indivíduo e uma resposta a essa ação por outro
indivíduo.
Assim, no mínimo dois agentes devem estar presentes na ação. O
primeiro “se” é reflexivo. Note que a comunicação assemelha alguma coisa a
outra, mas alguém pode assemelhar “ele mesmo” a algo. Isso confirma a ideia
reflexiva.
A segunda ocorrência do “se” realmente é de reciprocidade. Criador
influencia a criatura e vice-versa.
Gabarito: E

Questão 53: ANVISA / 2004 / Superior (banca CESPE)


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Fragmento de texto: O biólogo norte-americano Craig Venter acredita que o


código genético de microrganismos pode se transformar num excelente
negócio no futuro.
De acordo com os sentidos do texto, a troca da expressão verbal “pode se
transformar” por pode vir a ser transformado mantém a correção
gramatical e a voz passiva verbal.
Comentário: Cuidado com esta questão, pois houve a passagem da voz
passiva sintética para a analítica, porém esta transposição não foi exatamente
a mesma, mas de expressões semelhantes semanticamente. Veja:
1. O código... pode se transformar (voz passiva sintética)
2. O código... pode ser transformado (voz passiva analítica)

3. O código... pode vir a se transformar (voz passiva sintética)


4. O código... pode vir a ser transformado (voz passiva analítica)

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Sabendo-se que as frases 1 e 3 estão na voz passiva sintética e possuem


mesmo sentido, suas transposições para a voz passiva analítica (2 e 4)
também possuem mesmo sentido. Por isso a troca é possível.
Gabarito: C

Questão 54: TRE–AP / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: “Quando a gente não sabe resolver um problema, não
é preciso lutar, nem insistir, cansar-se bobamente. Basta entregá-lo à alma,
ela cuida de tudo”. Fiquei devendo à Vicentina Correias essa pérola. Foi o
Soledade que me ensinou, ela disse. Engraçado, foi exatamente o que fiz, não
por virtude, mas por fraqueza, quando parei de falar e pensar no dente. Ainda
assim deu certo. Não fui ao Clemente e tenho levado uma vida normal com
meu molar de parede derruída, faz uns catorze meses já. Até o esqueço.
Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe,
ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou
perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma,
ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu.
No trecho ‘cansar-se bobamente’ (linha 2), o pronome ‘se’ indica
reciprocidade.
Comentário: Na realidade, o pronome “se”, neste contexto, é reflexivo. Veja
que podemos entender que podemos cansar alguém, porém esse “alguém”
poderia ser “nós mesmos”. Além disso, podemos substituir o “se” pelo
pronome oblíquo tônico “si” e o reforço reflexivo “mesmo”: cansar a si
mesmo bobamente.
Gabarito: E

Questão 55: MPOG / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Se, atualmente, em raras empresas, já é aceitável que
uma mulher reivindique tempo parcial de trabalho para dedicar-se à família,
sem que isso a desqualifique aos olhos do empregador, o mesmo não
acontece com um homem.
A supressão do pronome “se” em “dedicar-se” acarretaria mudança de sentido
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do período.
Comentário: Podemos entender, na frase, que a mulher pode dedicar seu
tempo, sua atenção à família. Com a retirada desse pronome reflexivo, ela iria
dedicar o tempo parcial de trabalho à família. Assim, teríamos mudança de
sentido.
Gabarito: C

Questão 56: TRE - TO / 2007 / Técnico (banca CESPE)


Fragmento de texto: Nas décadas de 70 e 80 do século passado, foram
denunciados incêndios propositais na região, provocados por proprietários
rurais, com o objetivo de aproveitar os espaços para a pecuária.
A substituição de “foram denunciados” por denunciaram-se mantém a
correção gramatical do período.

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Comentário: Houve apenas a transformação da voz passiva analítica em voz


passiva sintética: ... denunciaram-se incêndios propositais...
VTD + Pron Ap + sujeito paciente.
Gabarito: C

Questão 57: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Geralmente, as oposições não gostam dos governos.
Partido vencido contesta a eleição do vencedor, e partido vencedor é
simultaneamente vencido, e vice-versa. Tentam-se acordos, dividindo os
deputados; mas ninguém aceita minorias.
A substituição de “Tentam-se” (linha 3) por São tentados prejudica a
correção gramatical do período.
Comentário: O erro foi afirmar que essa substituição prejudicaria a correção
gramatical, pois, em “Tentam-se”, há verbo transitivo direto, seguido de
pronome apassivador, e o sujeito paciente é “acordos”. Logo, a substituição
desta voz passiva sintética para a voz passiva analítica realmente é “São
tentados acordos”.
Gabarito: E
Questão 58: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)
Empregando-se a voz ativa e mantendo-se os tempos verbais empregados, o
trecho “O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia
sido remodelada pelo vice-rei conde dos Arcos” seria, corretamente, reescrito
da seguinte forma: O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em
1808, o vice-rei conde dos Arcos remodelou.
Comentário: Perceba a estrutura abaixo:
“...antiga cadeia pública que havia sido remodelada pelo vice-rei...”
sujeito paciente agente da passiva

O pronome relativo “que” está na função de sujeito e a locução verbal


“havia sido remodelada” está na voz passiva analítica e recebeu o verbo “ser”
no particípio. Ademais, “pelo vice-rei” cumpre a função de agente da passiva.
Para transpor para a voz ativa, o agente da passiva passa a sujeito agente e o
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sujeito paciente torna-se objeto direto. Além disso, a locução verbal deve
perder o verbo “sido”. Assim, teríamos a construção:
O vice-rei havia remodelado a antiga cadeia pública.
Como a estrutura “antiga cadeia pública” foi retomada pelo pronome
relativo “que”, cabe a esta estrutura o seguinte:
“...antiga cadeia pública que havia remodelado o vice-rei...”
OD sujeito agente

Gabarito: E

Questão 59: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em novembro de 2003, o presidente da República
assinou o Decreto n.º 4.877, que estabelece, em seu artigo 2.º: “Consideram-
se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste

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decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com


trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com
presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão
histórica sofrida.”
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir ‘Consideram-se’
(linhas 2 e 3) por São considerados.
Comentário: A substituição de “Consideram-se” (estrutura da voz passiva
sintética) por São considerados (estrutura da voz passiva analítica) está
correta; pois o sujeito paciente é “os grupos étnico-raciais”, que mantém o
verbo no plural. O erro na afirmativa está em dizer que isso prejudica a
correção gramatical.
Gabarito: E

b. Pronomes pessoais oblíquos tônicos:


Os pronomes oblíquos tônicos são os seguintes: mim, comigo, ti, contigo,
ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.
Abaixo segue a diferença entre os tipos de pronomes pessoais:
Eu, tu / Mim, ti
Eu e tu exercem a função sintática de sujeito (então são pronomes pessoais
do caso reto). Mim e ti exercem a função sintática de complemento verbal ou
nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial e sempre são precedidos de
preposição (então são pronomes pessoais do caso oblíquo tônico).
Ex. Trouxeram aquela encomenda para mim.
Era para eu conversar com o diretor, mas não houve condições.

Si, consigo
Si e consigo são pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser
usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca.
Ex. Quem só pensa em si, acaba ficando sozinho.
Gilberto trouxe consigo os três irmãos.
Assim, é considerada errada a construção de consigo com o valor de com
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você: Gostaria de falar consigo. Deve-se trocar para: Gostaria de falar com
você.
Com nós, com vós / Conosco, convosco
Usa-se com nós ou com vós, quando os pronomes pessoais são reforçados
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral.
Ex. Ele conversou com nós todos a respeito de seus problemas.
Ele disse que sairia com nós dois.
Dele, do + subst. / De ele, de o + subst.
Quando os pronomes pessoais ele(s), ela(s), ou qualquer substantivo,
funcionarem como sujeito, não devem ser aglutinados com a preposição de.

Ex. É chegada a hora de ele assumir a responsabilidade.


No momento de o orador discursar, faltou-lhe a palavra.

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Questão 60: ANTT 2013 Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O baixo custo de aquisição e manutenção da bicicleta,
assim como a facilidade de manuseio, faz que ela seja um instrumento
acessível para as diversas rendas e idades.
O trecho “faz que ela seja” (linha 2) poderia ser corretamente substituído por
faz dela.
Comentário: Note que, na oração original, o verbo “seja” tem como sujeito o
pronome pessoal do caso reto “ela”. Tal pronome, quando na função de
sujeito, não pode sofrer contração com a preposição “de” (dela). Você pode
notar que a substituição torna o texto incoerente. Veja:
O baixo custo (...) faz dela seja um instrumento acessível ...
Uma saída seria a exclusão do verbo “seja”. Assim, o pronome pessoal oblíquo
tônico “dela” ficaria na função de objeto indireto. Compare:
O baixo custo (...) faz que ela seja um instrumento acessível ...
(“ela” é pronome pessoal do caso reto na função de sujeito)
O baixo custo (...) faz dela um instrumento acessível ...
(“dela” é pronome pessoal do caso oblíquo tônico na função de objeto indireto)
Gabarito: E

Questão 61: TSE / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Às vezes quebravam só as cabeças e metiam nas
urnas maços de cédulas. Estas cédulas eram depois apuradas com as outras,
pela razão especiosa de que mais valia atribuir a um candidato algum
pequeno saldo de votos que tirar-lhe os que deveras lhe foram dados pela
vontade soberana do país.
A expressão “lhe foram dados” pode, sem prejuízo para a correção gramatical
do período, ser substituída por foram dados a ele.
Comentário: O pronome “lhe” é átono e se refere a “candidato”. A
substituição deste pronome por um tônico (a ele) preserva a correção
gramatical. 39407301494

Gabarito: C
Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de uma
maneira vaga, imprecisa, genérica. São eles:

Invariáveis Variáveis
alguém, algum, alguns, alguma, algumas, nenhum, nenhuns,
ninguém, tudo, nenhuma, nenhumas, todo, todos, toda, todas, muito,
nada, algo, muitos, muita, muitas, bastante, bastantes, pouco,
cada, outrem, , poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa, certas, tanto,
alhures, mais, tantos, tanta, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas,
menos, um, uns, uma, umas, qualquer, quaisquer, vário, vária,
demais. vários, várias, etc

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Acrescentam-se, ainda, as locuções pronominais indefinidas: cada um, cada


qual, quem quer que, todo aquele que, tudo o mais...

Usos de alguns pronomes indefinidos


Todo:
O pronome indefinido “todo” deve ser usado com artigo, se significar inteiro e
o substantivo à sua frente o exigir; caso signifique cada ou todos, não terá
artigo, mesmo que o substantivo exija.
Ex. Todo dia telefono a ela. (Todos os dias)
Fiquei todo o dia em casa. (O dia inteiro)
Todo ele ficou machucado. (Ele inteiro, mas a palavra ele não
admite artigo.)

Todos, todas:
Os pronomes indefinidos “todos e todas” devem ser usados com artigo, se o
substantivo à sua frente o exigir.
Ex. Todos os colegas o desprezam.
Todas as meninas foram à festa.
Todos vocês merecem respeito.

Algum:
O pronome indefinido “algum” tem sentido afirmativo, quando usado antes do
substantivo; passa a ter sentido negativo, quando estiver depois do
substantivo.
Ex. Amigo algum o ajudou. (Nenhum amigo)
Algum amigo o ajudará. (Alguém)

Certo:
A palavra “certo” será pronome indefinido, quando anteceder substantivo e
será adjetivo, quando estiver posposto a substantivo.
Ex. Certas pessoas não se preocupam com os demais.
As pessoas certas sempre nos ajudam.
Qualquer: Designa coisa, lugar ou indivíduo indeterminado:
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Veio duma cidade qualquer.


Dependendo do contexto, a troca de posição faz mudar o sentido
Qualquer pessoa pode entrar naquela empresa!! (sentido de “toda”)
Ele não é uma pessoa qualquer! (sentido pejorativo)

Questão 62: PGM RR / 2010 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: A cidadania exige modelos econômicos que incluam a
todos e existe uma demanda ativa e crescente em muitos países nesse
sentido.
Mantêm-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se retirar a
preposição do termo “a todos”.
Comentário: É natural ocorrer a preposição “a” antes do pronome indefinido
“todos”, mesmo com verbo transitivo direto. Isso acontece por estilo do autor,
não porque o verbo exija.
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Gabarito: C

Pronomes Possessivos
São aqueles que indicam posse, em relação às três pessoas do discurso. São
eles: meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s),
nossa(s), vosso(s), vossa(s).

Empregos dos pronomes possessivos:


O emprego dos possessivos de terceira pessoa seu, sua, seus, suas pode
dar duplo sentido à frase (ambiguidade). Para evitar isso, coloca-se à frente do
substantivo dele, dela, deles, delas, ou troca-se o possessivo por esses
elementos.
Ex. Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos.
De quem eram os documentos? Não há como saber. Então a frase está
ambígua. Para evitar a ambiguidade, coloca-se, após o substantivo, o
elemento referente ao dono dos documentos: se for Joaquim: Joaquim contou-
me que Sandra desaparecera com seus documentos dele; se for Sandra:
Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos dela.
Pode-se, ainda, eliminar o pronome possessivo: Joaquim contou-me que
Sandra desaparecera com os documentos dele (ou dela).
É facultativo o uso de artigo diante dos possessivos.

Ex. Trate bem seus amigos. ou Trate bem os seus amigos.

Pronomes Demonstrativos
Esse pronome situa os seres no tempo, no espaço e no discurso
(posição dentro do próprio texto). O posicionamento no discurso é dividido em
anafórico e catafórico, os quais trabalham a coesão referencial, por retomar
palavra ou expressão dita anteriormente e referenciar-se a termo posterior,
respectivamente. 39407301494

Os pronomes demonstrativos são este, esta, isto; esse, essa, isso;


aquele, aquela, aquilo; tal; semelhante; próprio; mesmo; o; a. Os
pronomes isto, isso, aquilo são invariáveis.
a. Uso de este, esta, isto; esse, essa, isso; aquele, aquela, aquilo:
I - Posicionamento referente a lugar e tempo:
Este, esta, isto: são usados para o que está próximo da pessoa que fala
e para o tempo presente.
Este chapéu que estou usando é de couro.
Este ano está sendo cheio de surpresas.
Esse, essa, isso: são usados para o que está próximo da pessoa com
quem se fala, para o tempo passado recente e para o futuro.
Esse chapéu que você está usando é de couro?
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Dezembro. Esse mês será marcado pelo meu casamento.


Em novembro de 2007, inauguramos a loja. Até esse mês, nada
sabíamos sobre comércio.
Aquele, aquela, aquilo: são usados para o que está distante da pessoa
que fala e da pessoa com quem se fala e para o tempo passado remoto.
Aquele chapéu que ele está usando é de couro?
Em 1980, eu tinha 15 anos. Naquela época, Campinas ainda era
considerada uma cidade pequena.
II - Posicionamento no discurso (no próprio texto):
Em uma citação oral ou escrita, usa-se “este, esta, isto” para o que
ainda vai ser dito ou escrito (recurso catafórico), e “esse, essa, isso”
(recurso anafórico) para o que já foi dito ou escrito.

A verdade é esta: o Brasil será campeão.

O Brasil será campeão. A verdade é essa.

Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente


citados, usa-se “este, esta, isto” em relação ao que foi mencionado por
último e “aquele, aquela, aquilo”, em relação ao que foi nomeado em
primeiro lugar.
(A, B. Este, aquele)

Sabemos que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é de domínio


destes sobre aquele.
Os filmes brasileiros não são tão respeitados quanto as novelas, mas eu
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prefiro aqueles a estas.


b. O, a, os, as são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto,
isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s).
Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)
Tudo o que aconteceu foi um equívoco. (aquilo que aconteceu)
A que apresentar o melhor texto será aprovada. (aquela que apresentar)
c. Tal, tais podem ter sentido próximo ao dos pronomes demonstrativos
ou de semelhante, semelhantes:
Os dois estão casados há 50 anos. Tal amor não se encontra facilmente.
Embora tenha sido o mentor do plano, ele nunca admitiu tal fato.
d. Da mesma forma, semelhante, semelhantes são demonstrativos
quando equivalem a tal, tais:
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O Brasil ficou em choque com a tragédia na Região Serrana do Rio de janeiro.


Não se veriam semelhantes catástrofes se os projetos urbanísticos municipais
fossem eficazes ou, pelo menos, existissem.
Para o romano, o mundo dos prodígios ficava a Ocidente. Semelhante
tradição vinha de longe, através dos escritores gregos, sobretudo de Platão”
(Aquilino Ribeiro).
e. Mesmo, mesmos, mesma, mesmas; próprio, próprios, própria,
próprias são demonstrativos quando têm o sentido de "idêntico", "em
pessoa":
Não é possível continuar insistindo nos mesmos erros.
Ela própria deve fiscalizar a mercadoria que lhe é entregue.
Os recursos anafóricos e catafóricos não são exclusividades do pronome
demonstrativo, a retomada, por exemplo, já foi vista com outros pronomes
substantivos, como o relativo, o pessoal, e também cabe a substantivos e a
outras classes gramaticais:
Algo me incomoda: a fome no mundo. (recurso catafórico: algo fome)
Há dois detalhes não previstos: comida e água. (recurso catafórico:
detalhes comida, água)
Questão 63: DPU 2016 Nível superior (banca CESPE)
Fragmento do texto: O surgimento de lides provenientes das inúmeras
formas de relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição
para resolver essas contendas — já dava início a situações em que
constantemente as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis
custos judiciais das demandas. A partir de então, a chamada assistência
judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua importância
atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais.
Na linha 6, o pronome “Sua” delimita o significado do substantivo
“importância”, funcionando, na oração em que ocorre, como um termo
acessório.
Comentário: Na oração “Sua importância atravessou os séculos”, o sujeito é
o termo “Sua importância”, cujo núcleo é “importância” e está determinado
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pelo pronome possessivo “Sua”. Tal pronome funciona como adjunto


adnominal, o qual é um termo acessório. Tal termo delimita, restringe o
núcleo.
Por tudo isso, a afirmação está correta.
Gabarito: C

Questão 64: MTE 2013 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


Fragmento do texto: A mera declaração formal das liberdades nos
documentos e nas legislações esboroava diante da inexorável exclusão
econômica da maioria da população. Em vista disso, já no século XIX,
buscaram-se os direitos sociais com ações estatais que compensassem tais
desigualdades, municiando os desvalidos com direitos implantados e
construídos de forma coletiva em prol da saúde, da educação, da moradia, do
trabalho, do lazer e da cultura para todos.
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A expressão “tais desigualdades” (linhas 4 e 5), empregada, no período em


que ocorre, sem um referente explícito, está associada à “inexorável exclusão
econômica da maioria da população” (linhas 2 e 3).
Comentário: De acordo com o contexto, realmente podemos entender que a
desigualdade a que se refere o texto é a inexorável exclusão econômica da
maioria da população. Assim, o pronome demonstrativo “tais” ajuda na
retomada da expressão anterior.
Gabarito: C

Questão 65: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: As operadoras de planos de saúde deverão criar
ouvidorias vinculadas às suas estruturas organizacionais. A determinação é da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em norma que será publicada
no Diário Oficial da União.
A medida está disposta na Resolução Normativa n.º 323 e objetiva
reduzir conflitos entre operadoras e consumidores, ampliando a qualidade do
atendimento oferecido pelas empresas.
A expectativa é de que o funcionamento regular dessas estruturas possa
gerar subsídios para a melhoria de processos de trabalho nas operadoras, em
especial no que diz respeito ao relacionamento com o público e à
racionalização do fluxo de demandas encaminhadas à ANS.
A expressão “dessas estruturas” (linha 8) refere-se ao antecedente
“empresas” (linha 7).
Comentário: A afirmativa está errada, pois a expressão “dessas estruturas”
faz referência à expressão “ouvidorias vinculadas às suas estruturas
organizacionais” (linha 2).
Gabarito: E

Questão 66: Bacen 2013 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Ele é agora gerente de uma loja de sapatos. Não
porque escolheu, mas foi o que lhe restou.
No segmento “mas foi o que lhe restou”, a referência do pronome “o” é a
expressão nominal “uma loja de sapatos”, e a do pronome “lhe” é o
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substantivo “gerente”.
Comentário: De acordo com o texto, podemos entender que aquilo que
restou a ele foi ser gerente de uma loja de sapatos. Assim, o pronome
demonstrativo “o” não faz referência à expressão “uma loja de sapatos”, mas
à situação de ele ser o gerente de uma loja.
O pronome “lhe” realmente retoma o substantivo “gerente”.
Tendo em vista que apenas o segundo pronome possui referência
correta, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 67: Agente educacional - ES / 2010 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Passados os tremores do sismo, a dor da perda de 230
mil mortos, enterrados muitos em valas comuns, a vida no Haiti precisa

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continuar. E o que o governo brasileiro escolheu para mostrar aos haitianos


como se pode construir um país? A educação. Um dos convênios assinados
pelo Haiti com o Brasil dá o suporte na reordenação e reconstrução de todo o
sistema educacional haitiano. Dadas as condições, será uma tarefa hercúlea,
mas vale lembrar que temos competência nesse assunto; afinal, foram os
professores que partiram das cidades brasileiras que transformaram a
realidade dos habitantes de Timor Leste depois da independência e reduziram
a influência que anos de ditadura da Indonésia haviam deixado. No caso
haitiano, esse elemento não existe, e a população não só está interessada
como apoia qualquer medida nesse sentido.
A expressão “esse elemento” (linha 11) refere-se ao antecedente “influência
que anos de ditadura da Indonésia haviam deixado” (linha 10).
Comentário: Uma leitura atenta nos remete a entender que o elemento não
existente é mesmo “a influência que anos de ditadura da Indonésia haviam
deixado”.
Gabarito: C

Questão 68: Pelos sentidos do texto, é correto inferir que a expressão


“Dadas as condições” (linha 6) faz alusão à realidade de destruição em que se
encontra o Haiti após o terremoto.
Comentário: Perceba que a retomada agora foi realizada pelo substantivo
“condições”. Entende-se, portanto, que, por causa das condições da realidade
da destruição após o terremoto no Haiti, a tarefa será hercúlea, de grande
dimensão.
Gabarito: C

Questão 69: A expressão “nesse sentido” (linha 12) retoma a ideia


antecedente de “reordenação e reconstrução de todo o sistema educacional
haitiano” (linhas 5 e 6).
Comentário: Primeiro, perceba o recurso anafórico em “esse elemento não
existe”, mostrando que não há no Haiti a barreira de problemas deixados por
uma ditadura, como ocorreu no Timor Leste em experiência anterior dos
professores brasileiros. E o que a população haitiana está interessada e apoia
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é a reordenação e a reconstrução de todo o sistema educacional haitiano,


expressão que foi retomada pelo recurso anafórico “nesse sentido”.
Gabarito: C

Questão 70: PM - ES / 2007 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: No entanto, a partir das revoluções burguesas,
principalmente da inglesa e francesa, a cidadania voltou a fazer parte dos
discursos e das práticas dos que defendiam um novo modelo de sociedade.
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “dos”, em “dos
que defendiam”, por daqueles.
Comentário: Note que o vocábulo “dos” é a contração da preposição “de”
mais o pronome demonstrativo “os”, o qual obrigatoriamente subentende
“aqueles”. Assim, “de” + “aqueles = “daqueles”

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Gabarito: C

Questão 71: TRE–AP / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: “Quando a gente não sabe resolver um problema, não
é preciso lutar, nem insistir, cansar-se bobamente. Basta entregá-lo à alma,
ela cuida de tudo”. Fiquei devendo à Vicentina Correias essa pérola. Foi o
Soledade que me ensinou, ela disse. Engraçado, foi exatamente o que fiz, não
por virtude, mas por fraqueza, quando parei de falar e pensar no dente. Ainda
assim deu certo. Não fui ao Clemente e tenho levado uma vida normal com
meu molar de parede derruída, faz uns catorze meses já. Até o esqueço.
Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe,
ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou
perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma,
ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu.
No trecho “Até o esqueço” (linha 7), o pronome “o” se refere ao antecedente
“meu molar de parede derruída” (linha 7).
Comentário: Note como é fácil perceber que o pronome “o” retomou a
expressão “meu molar de parede derruída”, por causa do contexto e também
porque é a única expressão próxima que se encontra no masculino e singular,
de acordo com o pronome “o”.
Gabarito: C

Questão 72: IBRAM / 2009 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto:
As áreas urbanas são as que mais expressam intervenções humanas no
meio natural. O desmatamento, as edificações, a canalização, a mudança do
curso dos rios, a poluição da atmosfera, dos cursos de água e a produção de
calor geram diversos efeitos sobre o ambiente. As alterações ambientais
causadas pelas atividades urbanas são sentidas pela população, tais como o
aumento da temperatura nas áreas centrais, o aumento da precipitação e as
enchentes.
Esta última consequência do processo de urbanização teve como causa
principal a construção de casas, indústrias, vias marginais implantadas nas
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áreas dos rios e proximidades e é, atualmente, um problema constante nos


períodos chuvosos nos principais centros urbanos.
A partir do último parágrafo do texto, infere-se que o termo “Esta” (linha 8)
reporta-se a “enchentes” (linha 7).
Comentário: O pronome que retoma o último termo em relação a vários
outros é o “este, esta, isto”. Note que a própria oração frisou isso: “Esta
última consequência”.
Gabarito: C

Questão 73: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


1 Um dos lugares-comuns do pensamento político é o de que o
sistema democrático exige a descentralização do poder.
Democracia não é só o governo do povo, mas o governo do povo

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4 a partir de sua comunidade. Esse é um dos argumentos clássicos


para o voto distrital: o eleitor fortalece seu poder, ao associá-lo ao
de seus vizinhos. Em países de boa tradição democrática, esses
7 vizinhos discutem, dentro dos comitês dos partidos, mas também
fora deles, suas idéias com os candidatos. Embora isso não
signifique voto imperativo — inaceitável em qualquer situação
10 —, o parlamentar escolhido sabe que há o eleitor múltiplo e bem
identificado, ao qual deverá dar explicações periódicas. Se a esse
sistema se vincula a possibilidade do recall, do contramandato,
13 cresce a legitimidade do instituto da representação parlamentar. O
fato é que, com voto distrital ou não, tornou-se inadiável a
discussão em torno do sistema federativo. Quem conhece o Brasil
16 fora das campanhas eleitorais sabe das profundas diferenças entre
os estados.
Mauro Santayana. Jornal do Brasil, 24/11/2006.
Acerca das relações lógico-sintáticas do texto acima, assinale a opção
incorreta.
(A) “-lo”, em “associá-lo” (linha 5), refere-se a “poder” (linha 2).
(B) “deles” (linha 8) refere-se a “comitês dos partidos” (linha 7).
(C) “isso” (linha 8) refere-se a “discutem, dentro dos comitês dos partidos,
mas também fora deles, suas idéias com os candidatos” (linha 7-8).
(D) “ao qual” (linha 11) refere-se a “parlamentar escolhido” (linha 10).
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o pronome “-lo” refere-se
diretamente ao substantivo “poder” da linha 5. Textualmente, entendemos
que esse poder do eleitor refere-se, mesmo que indiretamente, ao “poder”
(linha 2), cuja descentralização é exigida pelo sistema democrático.
A alternativa (B) está correta. Observe o reforço para o referente com
os advérbios “dentro” e “fora” (dentro dos comitês dos partidos, mas também
fora deles).
A alternativa (C) está correta. É natural o pronome “isso” retomar toda
a estrutura oracional anterior. Foi justamente isso que ocorreu nesta
alternativa. 39407301494

A alternativa (D) é a incorreta. A locução verbal “deverá dar” é transitiva


direta e indireta, seu objeto direto é “explicações periódicas” e seu objeto
indireto é “ao qual”. Contextualmente, entendemos que o sujeito dessa
locução verbal está elíptico, referindo-se a “parlamentar escolhido”. Ele deve
dar explicações periódicas ao eleitor múltiplo e bem identificado, por isso o
pronome relativo “ao qual” retoma esse “eleitor”.
...o parlamentar escolhido sabe que há o eleitor múltiplo e bem identificado,
ao qual deverá dar explicações periódicas.
Gabarito: D

Questão 74: MPOG / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: As empresas se transformaram profundamente.
Modernizaram sua tecnologia e seus métodos de gestão para tornarem-se
competitivas e ajustarem-se às exigências da globalização. Mexeram em seus
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horários em razão dos interesses da produção, mas mantiveram-se, em sua


esmagadora maioria, cegas e alheias à existência da vida privada de seus
empregados. Parques industriais de última geração não rimam com o
impressionante atraso no tratamento do que chamam de capital humano.
No trecho “Mexeram em seus horários”, o pronome “seus” refere-se a
“empregados”.
Comentário: O pronome “seus” retoma “empresas” (horários das empresas).
Gabarito: E

Chegamos, então, ao último assunto: a ortografia.


Ao analisarmos as provas da banca CESPE, percebemos que a ortografia
é cobrada de maneira simples e também não aparece com tanta frequência;
mas, como está prevista no edital, vamos trabalhá-la nesta aula.
Você vai notar que esse assunto fica ainda mais simples, não
necessitando de decoreba, porque muitas palavras se repetem nas questões.
Abaixo, temos as regras básicas da ortografia. São princípios norteadores
desse tema. Em seguida, inserimos um resumo da regra do hífen para que
você fique tranquilo. Mas aqui cabe uma ressalva: para montagem destas
aulas são pesquisadas questões de um universo de mais de duzentas provas e
não temos visto nenhuma questão de hífen. Mas isso tem uma explicação: a
banca CESPE evita o tema controverso. E o uso do hífen acumula indagações
de gramáticos e pesquisadores, principalmente agora com a reforma
ortográfica.
Após o ano de 2009, quando entrou em vigor essa reforma, nada foi
cobrado sobre este assunto. Isso reforça que temos que estudar pela
tendência, aplicar o tempo naquilo que cai. Então procure “ler” essa regra, sem
a preocupação de decorar, procure simplesmente associá-la ao dia a dia
(antes essa expressão tinha hífen, agora não tem mais!!!!).
Vamos, então, à regra básica da ortografia. Esse tema trabalha a
memória fotográfica. O ideal, portanto, é ler em voz alta essa regra e as
palavras que a compõem, para que se fixem na memória. Ao lermos em voz
alta, forçamos o cérebro a captar o som e consequentemente a “imagem” da
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palavra. Então, grife somente as palavras que possam ter escrita diferente ou
pouco comum ao seu conhecimento; depois volte lendo apenas as que deram
trabalho. Isso ajuda muito!
Volto a afirmar: não perca tempo com decoreba! Depois de ver as
questões, você vai entender melhor por que digo isso.

ALGUNS FONEMAS E ALGUMAS LETRAS


Usa-se a letra “X”
a) após um ditongo: ameixa, caixa, peixe, eixo, frouxo, trouxa, baixo,
encaixar, paixão, rebaixar.
Cuidado com a exceção recauchutar e seus derivados.
b) após o grupo inicial “en”: enxada, enxaqueca, enxerido, enxame,
enxovalho, enxugar, enxurrada.

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Cuidado com encher e seus derivados (lembre-se de cheio) e palavras


iniciadas por ch que recebem o prefixo en-: encharcar (de charco), enchapelar
(de chapéu), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro).
c) após o grupo inicial “me”: mexer, mexerica, mexerico, mexilhão, mexicano.
A única exceção é mecha.
d) nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas
aportuguesadas: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.
Atente para a grafia das seguintes palavras: capixaba, bruxa, caxumba,
faxina, graxa, laxante, muxoxo, praxe, puxar, relaxar, rixa, roxo, xale,
xaxim, xenofobia, xícara.
Atente para o uso de “ch” nas seguintes palavras: arrocho, apetrecho,
bochecha, brecha, broche, chalé, chicória, cachimbo, comichão, chope,
chuchu, chute, debochar, fachada, fantoche, fechar, flecha, linchar, mochila,
pechincha, piche, pichar, salsicha, tchau.
Uma boa dica para fixar a grafia de lixo é associá-la a faxina: depois da
faxina, refugos no lixo.
Há vários casos de palavras cuja grafia se distingue pelo contraste entre o “x”
e o “ch". Vamos a algumas delas:
brocha (pequeno prego) e broxa (pincel para caiação de paredes);
chá (planta para preparo de bebida) e xá (título do antigo soberano do Irã);
chácara (propriedade rural) e xácara (narrativa popular em versos);
cheque ,(ordem de pagamento) e xeque (jogada do xadrez, risco, contratempo);
cocho (vasilha para alimentar animais) e coxo (capenga, imperfeito);
tacha (mancha, defeito; pequeno prego) e taxa (imposto, tributo); daí, tachar
(colocar defeito ou nódoa em alguém) e taxar (cobrar impostos).
O FONEMA /g/ (letras “g” e “j”)
A letra g somente representa o fonema /g/ diante das letras e e i. Diante das
letras “a”, “o” e “u”, esse fonema é necessariamente representado pela letra j.
Usa-se a letra g: 39407301494

a) nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem: agiotagem, aragem,


barragem, contagem, coragem, garagem, malandragem, miragem, viagem;
fuligem, impigem (ou impingem), origem, vertigem; ferrugem, lanugem,
rabugem, salsugem.
Cuidado com as exceções pajem e lambujem.
b) nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -igio, -ógio, -úgio: adágio,
contágio, estágio, pedágio; colégio, egrégio; litígio, prestígio; necrológio,
relógio; refúgio, subterfúgio.
Preste atenção ainda às seguintes palavras grafadas com g: aborígine,
agilidade, algema, apogeu, argila, auge, bege, bugiganga, cogitar, drágea,
faringe, fugir, geada, gengiva, gengibre, gesto, gibi, herege, higiene,
impingir, monge, rabugice, tangerina, tigela, vagem.

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Usa-se a letra j:
a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo, arranje,
arranjem, por exemplo); despejar (despejo, despeje, despejem); enferrujar
(enferruje, enferrujem), viajar (viajo, viaje, viajem).
b) nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica: jê, jiboia, pajé,
jirau, caçanje, alfanje, alforje, canjica, jerico, manjericão, Moji.
c) nas palavras derivadas de outras que já apresentam j: gorjear, gorjeio,
gorjeta (derivadas de gorja); cerejeira (derivada de cereja); laranjeira (de
laranja); lisonjear, lisonjeiro (de lisonja); lojinha, lojista (de loja); sarjeta (de
sarja); rijeza, enrijecer (de rijo); varejista (de varejo).
Preste atenção ainda às seguintes palavras que se escrevem com j: berinjela,
cafajeste, granja, hoje, intrujice, jeito, jejum, jerimum, jérsei, jiló, laje,
majestade, objeção, objeto, ojeriza, projétil (ou projetil), rejeição, traje,
trejeito.

O FONEMA /z/ (LETRA “s” e “z”)


A letra s representa o fonema /z/ quando é intervocálica: asa, mesa, riso.
Usa-se a letra s:
a) nas palavras que derivam de outra em que já existe s:
casa - casinha, casebre, casinhola, casarão, casario;
liso - lisinho, alisar, alisador (não confunda com a grafia de “deslize”);
análise - analisar, analisador, analisante.
b) nos sufixos:
-ês, -esa (para indicação de nacionalidade, título, origem): chinês, chinesa;
marquês, marquesa; burguês, burguesa; calabrês, calabresa; duquesa;
baronesa;
-ense, -oso, -osa (formadores de adjetivos): paraense, caldense, catarinense,
portense; amoroso, amorosa; deleitoso, deleitosa; gasoso, gasosa;
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espalhafatoso, espalhafatosa;
-isa (indicador de ocupação feminina): poetisa, profetisa, papisa, sacerdotisa,
pitonisa.
c) após ditongos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea.
d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus, pusera, pusesse,
puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos; quis, quisera,
quisesse, quiséssemos.
Atente para o uso da letra s nas seguintes palavras: abuso, aliás, anis, asilo,
atrás, através, aviso, bis, brasa, colisão, decisão, Elisabete, evasão,
extravasar, fusível, hesitar, Isabel, lilás, maisena, obsessão (mas obcecado),
ourivesaria, revisão, usura, vaso.

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Usa-se a letra z:
a) nas palavras derivadas de outras em que já existe z:
deslize – deslizar (não confunda com a grafia do adjetivo “liso”),
baliza - abalizado;
razão - razoável, arrazoar, arrazoado;
raiz - enraizar
Como batizado deriva do verbo batizar, também se grafa com z.
b) nos sufixos:
-ez, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos): rijo,
rijeza; rígido, rigidez; nobre, nobreza; surdo, surdez; inválido, invalidez;
intrépido, intrepidez; sisudo, sisudez; avaro, avareza; macio, maciez; singelo,
singeleza.
-izar (formador de verbos) e ção (formador de substantivos): civilizar,
civilização; humanizar, humanização; colonizar, colonização; realizar,
realização; hospitalizar, hospitalização.
Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que
já apresentam s: analisar(análise), pesquisar(pesquisa), avisar(aviso).
Observe o uso da letra z nas seguintes palavras: assaz, batizar (mas
batismo), bissetriz, buzina, catequizar (mas catequese), cizânia, coalizão,
cuscuz, giz, gozo, prazeroso, regozijo, talvez, vazar, vazio, verniz.
Há palavras em que se estabelece distinção escrita por meio do contraste s/z:
cozer (cozinhar) e coser (costurar);
prezar (ter em consideração) e presar (prender, apreender);
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior).
Em muitas palavras, o fonema /z/ é representado pela letra x: exagero,
exalar, exaltar, exame, exato, exasperar, exausto, executar, exemplo,
exequível, exercer, exibir, exílio, exímio, existir, êxito, exonerar, exorbitar,
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exorcismo, exótico, exuberante, inexistente, inexorável.

O FONEMA /s/ (LETRAS “s”, “c”, “ç” e “x” ou DÍGRAFOS “sc”, “ss”,
“xc” e “xs”)
Observe os seguintes procedimentos em relação à representação gráfica desse
fonema:
a) a correlação gráfica entre nd e ns na formação de substantivos a partir de
verbos:
ascender ascensão; distender distensão; expandir expansão;
suspender suspensão; pretender pretensão; tender tensão;
estender extensão.

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b) a correlação gráfica entre ced e cess em nomes formados a partir de


verbos:
ceder cessão; conceder concessão;
interceder intercessão; exceder excesso, excessivo;
aceder acesso.
c) a correlação gráfica entre ter e tenção em nomes formados a partir de
verbos:
abster abstenção; ater atenção; conter contenção;
deter detenção; reter retenção.
Observe as seguintes palavras em que se usa o dígrafo sc: acrescentar,
acréscimo, adolescência, adolescente, ascender (subir), ascensão, ascensor,
ascensorista, ascese, ascetismo, ascético, consciência, crescer, descender,
discente, disciplina, fascículo, fascínio, fascinante, piscina, piscicultura,
imprescindível, intumescer, irascível, miscigenação, miscível, nascer,
obsceno, oscilar, plebiscito, recrudescer, reminiscência, rescisão, ressuscitar,
seiscentos, suscitar, transcender.
Na conjugação dos verbos acima apresentados, surge sç: nasço, nasça;
cresço, cresça.
Cuidado com sucinto, em que não se usa sc.
Em algumas palavras, o som /s/ é representado pela letra x: auxílio, auxiliar,
contexto, expectativa, expectorar, experiência, experto (conhecedor,
especialista), expiar (pagar), expirar (morrer), expor, expoente,
extravagante, extroversão, extrovertido, sexta, sintaxe, têxtil, texto, textual,
trouxe.
Cuidado com esplendor e esplêndido.
Há casos em que se criam oposições de significado devido ao contraste gráfico.
Observe:
acender (iluminar, pôr fogo) e ascender (subir);
acento (inflexão de voz ou sinal gráfico) e assento (lugar para se sentar);
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caçar (perseguir a caça) e cassar (anular);


cegar (tornar cego) e segar (ceifar, cortar para colher);
censo (recenseamento, contagem) e senso (juízo);
cessão (ato de ceder), seção ou secção (repartição ou departamento; divisão)
e sessão (encontro, reunião);
concerto (acordo, arranjo, harmonia musical) e conserto (remendo, reparo);
espectador (o que presencia) e expectador (o que está na expectativa);
esperto (ágil, rápido, vivaz) e experto (conhecedor, especialista);
espiar (olhar, ver, espreitar) e expiar (pagar uma culpa, sofrer castigo);
espirar (respirar) e expirar (morrer);
incipiente (iniciante, principiante) e insipiente (ignorante);
intenção ou tenção (propósito, finalidade) e intensão ou tensão (intensidade,
esforço);
paço (palácio) e passo (passada).

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Pode ocorrer ainda xc, e, mais raramente, xs: exceção, excedente, exceder,
excelente, excesso, excêntrico, excepcional, excerto, exceto, excitar;
exsicar, exsolver, exsuar, exsudar.

AINDA A LETRA “x”


Esta letra pode representar dois fonemas, soando como "ks": afluxo, amplexo,
anexar, anexo, asfixia, asfixiar, axila, boxe, clímax, complexo, convexo, fixo,
flexão, fluxo, intoxicar, látex, nexo, ortodoxo, óxido, paradoxo, prolixo,
reflexão, reflexo, saxofone, sexagésimo, sexo, tóxico, toxina.

AS LETRAS “e” E “i”


a) Cuidado com a grafia dos ditongos: os ditongos nasais /ãj/ e /ãj/ escrevem-
se ãe e õe: mãe, mães, cães, pães, cirurgiães, capitães; põe, põem, depõe,
depõem;
- só se grafa com i o ditongo /ãj/, interno: cãibra (ou câimbra).
b) Cuidado com a grafia das formas verbais:
- as formas dos verbos com infinitivos terminados em -oar, e -uar são grafadas
com “e”: abençoe, perdoe, magoe; atue, continue, efetue;
- as formas dos verbos infinitivos terminados em -air, -oer, e -uir, são
grafadas com “i”: cai, sai; dói, rói, mói, corrói; influi, possui, retribui, atribui.
c) Cuidado com as palavras se, senão, sequer, quase e irrequieto.
A oposição e/i é responsável pela diferenciação de várias palavras:
área (superfície) e ária (melodia);
deferir (conceder) e diferir (adiar ou divergir);
delação (denúncia) e dilação (adiamento, expansão);
descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade de quem é discreto);
descriminação (absolvição) e discriminação (separação);
emergir (vir à tona) e imergir (mergulhar);
emigrar (sair do país onde se nasceu) e imigrar (entrar em país estrangeiro);
eminente (de condição elevada) e iminente (inevitável, prestes a ocorrer);
vadear (passar a vau) e vadiar (andar à toa).
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AS LETRAS “o” E “u”


A oposição o/u é responsável pela diferença de significado entre várias
palavras:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação; realização);
soar (emitir som) e suar (transpirar);
sortir (abastecer) e surtir (resultar).

A LETRA “h”
É uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh e
nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em
que surge por razões etimológicas. Observe algumas palavras em que surge o
h inicial: hagiografia, haicai, hálito, halo, hangar, harmonia, harpa, haste,
hediondo, hélice, Hélio, Heloísa, hemisfério, hemorragia, Henrique, herbívoro
(mas erva), hérnia, herói, hesitar, hífen, hilaridade, hipismo, hipocondria,
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hipocrisia, hipótese, histeria, homenagem, hóquei, horror, Hortênsia, horta,


horto (jardim), hostil, humor, húmus.
Em Bahia, o h sobrevive por tradição histórica. Observe que nos derivados ele
não é usado: baiano, baianismo.
RESUMO DO USO DO HÍFEN:
Como era Nova regra Como é
ante-sala, ante-sacristia, Não se emprega antessala, antessacristia,
auto-retrato, anti-social, o hífen nos autorretrato, antissocial,
anti-rugas, compostos em antirrugas,
arqui-romântico, que o prefixo ou arquirromântico,
arqui-rivalidade, falso prefixo arquirrivalidade,
auto-regulamentação, termina em vogal autorregulamentação,
auto-sugestão, e o segundo autossugestão,
contra-senso,contra-regra, elemento começa contrassenso, contrarregra,
contra-senha, por r ou s, contrassenha,
extra-regimento, devendo essas extrarregimento,
extra-sístole, extra-seco, consoantes se extrassístole, extrasseco,
infra-som, infra-renal, duplicarem. infrassom, infrarrenal,
ultra-romântico, ultrarromântico,
ultra-sonografia, ultrassonografia,
semi-real, semi-sintético, semirreal, semissintético,
supra-renal, supra-sensível suprarrenal, suprassensível
• O uso do hífen permanece nos compostos em que os prefixos super, hiper,
inter, terminados em -r, aparecem combinados com elementos também
iniciados por -r: hiper-rancoroso, hiper-realista, hiper-requintado, hiper-
requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-
realista, super-resistente, super-revista etc.
auto-afirmação,auto-ajuda, Não se emprega o autoafirmação, autoajuda,
auto-aprendizagem, hífen nos compostos autoaprendizagem,
auto-escola, auto-estrada, em que o prefixo ou autoescola, autoestrada,
auto-instrução, falso prefixo termina
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autoinstrução,
contra-exemplo, em vogal e o contraexemplo,
contra-indicação, segundo elemento contraindicação,
contra-ordem, começa por vogal contraordem,
extra-escolar, diferente. extraescolar, extraoficial,
extra-oficial, infraestrutura,
infra-estrutura, intraocular, intrauterino,
intra-ocular, intra-uterino, neoexpressionista,
neo-expressionista, neoimperialista,
neo-imperialista, semiaberto,
semi-aberto, semi-árido, semiautomático,
semi-automático, semiárido,
semi-embriagado, semiembriagado,
semi-obscuridade, semiobscuridade,
supra-ocular,ultra-elevado supraocular, ultraelevado

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• Esta nova regra normatiza os casos do uso do hífen entre vogais diferentes,
como já acontecia anteriormente na língua em compostos como: antiaéreo,
antiamericanismo, coeducação, agroindustrial, socioeconômico etc.
• O uso do hífen permanece nos compostos com prefixo em que o segundo
elemento começa por -h: ante-hipófise, anti-herói, anti-higiênico, anti-
hemorrágico, extra-humano, neo-helênico, semi-herbáceo, super-homem,
supra-hepático etc.
antiibérico, Emprega-se o hífen anti-ibérico,
antiinflamatório, nos compostos em anti-inflamatório,
antiinflacionário, que o prefixo ou falso anti-inflacionário,
antiimperalista, prefixo termina em anti-imperalista,
arquiinimigo, vogal e o segundo arqui-inimigo,
arquiirmandade, elemento começa por arqui-irmandade,
microondas, vogal igual. micro-ondas,
microônibus, micro-ônibus,
microorgânico micro-orgânico
• Estes compostos, anteriormente grafados em uma única palavra, escrevem-
se agora com hífen por força da regra anterior.
• Esta regra normatiza todos os casos do uso do hífen entre vogais iguais,
como já acontecia anteriormente na língua em compostos como: auto-
observação, contra-argumento, contra-almirante, eletro-ótica, extra-
atmosférico, infra-assinado, infra-axilar, semi-interno, semi-integral, supra-
auricular, supra-axilar, ultra-apressado etc. (Nestes casos, o hífen
permanece.)
• Nos prefixos átonos1 co-, pre-, re- e pro-, não se usa o hífen: coordenar,
reescrever, propor, preestabelecer.
manda-chuva, pára- Não se emprega o mandachuva, paraquedas,
quedas, pára-quedista hífen em certos paraquedista
compostos em que se
perdeu, em certa
medida, a noção de
composição.
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• O uso do hífen permanece nas palavras compostas que não contêm um


elemento de ligação e constituem uma unidade sintagmática e semântica,
mantendo acento próprio, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas,
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-
doce, mal-me-quer, bem-te-vi, formiga-branca etc.
1. O uso do hífen permanece:
a) nos compostos com os prefixos ex-, vice-, soto-: ex-marido, vice-
presidente, soto-mestre;
b) nos compostos com os prefixos circum- e pan- quando o segundo
elemento começa por vogal, m ou n: pan-americano, circum-navegação;

É muito importante você perceber que os prefixos “pre” e “pro” são átonos (portanto, sem acento).
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c) nos compostos com os prefixos tônicos 2acentuados pré-, pró- e pós-


quando o segundo elemento tem vida própria na língua: pré-natal, pró-
desarmamento, pós-graduação.
d) nos compostos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que
representam formas adjetivas, como -açu, -guaçu e -mirim, quando o
primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a
pronúncia exige a distinção gráfica entre ambos: amoré-guaçu, manacá-
açu, jacaré-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.
e) nos topônimos iniciados pelos adjetivos grão e grã ou por forma verbal ou
por elementos que incluam um artigo: Grã-Bretanha, Santa Rita do Passa-
Quatro, Baía de Todos-os-Santos etc.
f) nos compostos com os advérbios mal e bem quando estes formam uma
unidade sintagmática e semântica e o segundo elemento começa por vogal
ou -h: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-estar, mal-
humorado. Entretanto, nem sempre os compostos com o advérbio bem
escrevem-se sem hífen quando este prefixo é seguido por um elemento
iniciado por consoante: bem-nascido, bem-criado, bem-visto (ao contrário
de malnascido, malcriado e malvisto).
g) nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-
mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-casados, sem-número, sem-
teto.
2. Não se emprega o hífen nas locuções de qualquer tipo (substantivas,
adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais):
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel , sala de jantar,
cor de vinho, ele próprio, à vontade, abaixo de , acerca de, a fim de que
etc.
• São exceções algumas locuções já consagradas pelo uso: água-de-colônia,
arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará,
à queima-roupa.

Vamos às questões!!!

Questão 75: BACEN / 2007 / Analista (banca CESPE) 39407301494

Julgue os itens seguintes, relativamente ao uso correto do sistema gráfico da


língua portuguesa, do vocabulário e da pontuação.
Em todas as organizações consultadas, o adestramento acontece apenas no
andar de cima; exepcionalmente, se abandonou o chão da fábrica.
Comentário: A frase encontra-se com desvios gramaticais na grafia e na
colocação pronominal.
A grafia correta é “excepcionalmente”, a colocação pronominal correta é
“abandonou-se”, porque na forma anterior, estava-se iniciando novo
enunciado com o pronome oblíquo átono.
A pontuação está correta, pois o ponto e vírgula separa a primeira
oração que já possui vírgula interna “Em todas as organizações consultadas, o
adestramento acontece apenas no andar de cima” da oração seguinte

É muito importante você perceber que os prefixos “pré” e “pró” são tônicos (portanto, acentuados).
2

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“excepcionalmente, abandonou-se o chão da fábrica”, a qual também possui


divisão interna por vírgula.
Gabarito: E

Questão 76: Posso saber o saldo de minha conta corrente, se quizer, dizendo
que a máquina projete à parede, do lado esquerdo, o extrato bancário.
Comentário: O primeiro problema na frase é a grafia “quizer”. Esse verbo
deve ser escrito com “s” (quiser). O outro problema é o adjunto adnominal
“do lado esquerdo” estar entre vírgulas. Perceba que se está restringindo a
que parede o extrato bancário será projetado. Então este termo caracteriza o
núcleo “parede”. Para evitar qualquer dúvida, veja que o verbo “projete” é
transitivo direto, “o extrato bancário” é o objeto direto e a expressão “à
parede do lado esquerdo” é o adjunto adverbial de lugar, o qual também
poderia ter sido iniciado pela preposição “em” (na).
Gabarito: E

Questão 77: MRE / 2008 / Superior (banca CESPE)


Com correção gramatical, a frase assim poderia ser expressa:
É necessário a ruptura com interpretações baseadas em esquemas alheios aos
povos latino-americanos, tal como a mistificação do passado colonial, visto
que elas constituem impecilho à compreensão da identidade destes povos bem
como a sua efetiva emancipação.
Comentário: Primeiro, vamos ao problema gráfico, por ser o tema desta
aula. A correta grafia é “empecilho”. O segundo problema é a concordância.
Veja que a expressão “É necessário” possui o sujeito “ruptura” iniciado por
artigo “a”. Portanto, o adjetivo deve se flexionar obrigatoriamente no
feminino: É necessária a ruptura...
Gabarito: E

Questão 78: SEPLAG MG / 2008 / Médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Quanto aos bilhetes com ameaças, a Subsecretaria de
Administração Prisional informou que não há ocorrência de maus-tratos aos
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detentos da Penitenciária Dutra Ladeira e que todas as ações realizadas no


interior da unidade são acompanhadas pelo Ministério Público, pela
Corregedoria do Sistema de Defesa Social, pela Ouvidoria do Sistema Prisional
e pela Defensoria Pública Estadual.
A expressão “maus-tratos” (linha 2) estaria igualmente correta se fosse
grafada como maltratos.
Comentário: Primeiro, perceba que a banca não está cobrando regra de
hífen, ela simplesmente quer que você perceba a diferença de “mal” (com “l”:
oposto de bem) e “mau” (com “u”: oposto de bom). Assim, temos o adjetivo
“maus” que caracteriza o substantivo “tratos” (bons tratos maus tratos).
Por isso, não existe a palavra “maltratos”, mas “maus-tratos”.
Mas existem as palavras maltratar, maltratado. Perceba que agora
“tratar” é verbo, e “tratado” é particípio com valor de adjetivo. Logo, o
vocábulo que se juntou a ele (mal) não pode ser um adjetivo (oposto de

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bom), deve ser um advérbio (oposto de bem). Portanto, neste outro caso só
cabe o advérbio “mal”.
Gabarito: E

Questão 79: Polícia Federal / 1997 / Delegado (banca CESPE)


A segurança da população não é prioridade, haja visto que no Brasil o salário
dos policiais foi enterrado no último prejuízo do Banco do Brasil.
Comentário: A locução conjuntiva adverbial de causa corretamente grafada é
“haja vista que”.
Gabarito: E

Questão 80: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a
forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).
Comentário: A afirmativa está correta, pois o vocábulo “traz” é a flexão do
verbo “trazer” na terceira pessoa do singular no presente do indicativo,
conservando a letra “z”. Já o vocábulo “trás” é o advérbio de lugar. Lembre-se
de “traseira”. Assim, realmente significa parte posterior.
Gabarito: C

Questão 81: CEF / 2010 / Médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Nos Estados Unidos da América (EUA), o segundo
maior mercado mundial de azeite, atrás apenas da União Europeia, o número
ficou na casa dos 20%.
O vocábulo “atrás” (linha 2) pode ser corretamente grafado também da
seguinte forma: atraz.
Comentário: Não existe o vocábulo “atraz”. Existe a forma verbal no
presente do indicativo “traz” (Ela traz sempre o livro.) e os advérbios “trás” (O
ladrão aproximou-se por trás e roubou a bolsa.) e “atrás” (A polícia está atrás
desse bandido.).
Gabarito: E

Questão 82: CEF / 2009 / Médio (banca CESPE)


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Fragmento do texto: Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de


Economia da Universidade de Brasília, aponta falhas nessa missão. Ele
identifica um abismo na transição entre o sistema escolar e o mercado de
trabalho. “Nosso modelo educacional é muito segmentado, e os
conhecimentos de línguas e matemática, por exemplo, são muito diferentes
dos valores compreendidos durante a vida profissional”, defende.
O vocábulo ‘segmentado’ (linha 4) apresenta dupla grafia, podendo ser
grafado também seguimentado, tal como ocorre com segmento e
seguimento.
Comentário: O adjetivo “segmentado” é derivado do substantivo
“segmento”. Ambos significam aquilo que é ou está dividido em partes,
diverso. A troca pela grafia “seguimentado” está incorreta, pois este vocábulo
não existe no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa.

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Já o substantivo “seguimento” existe e significa ato ou efeito de seguir,


daí se tira também o sentido de trazer como resultado, consequência:
“Sua proposta de otimização dos sistemas da empresa não teve seguimento.”
Gabarito: E

Questão 83: IPC / 2007 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Com exceção de algumas sociedades africanas — nas
quais as mulheres desempenham papéis importantes na vida ritual e
econômica —, a maior parte das sociedades humanas permite mais ampla
participação na vida cultural aos elementos do sexo masculino. Grande parte
da vida ritual do Xingu, por exemplo, é interditada às mulheres. Em alguns
segmentos de nossa sociedade, o trabalho fora de casa é considerado
inconveniente para o sexo feminino.
Segundo as regras de ortografia da língua portuguesa, e sem que se alterem
os sentidos do texto, a palavra “segmentos” também poderia ser escrita como
seguimentos.
Comentário: Como já visto na outra questão, o vocábulo “segmentos”
significa aquilo que é ou está dividido em partes, diverso. A troca pela grafia
“seguimentos” implica mudança de sentido (ato ou efeito de seguir, trazer
como resultado, consequência). Assim, há mudança de sentido com a troca e
a questão está errada.
Gabarito: E

Questão 84: TRE GO / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Vamos ao princípio geral. S. Ex.ª confunde nomeação
e vocação. Ponhamos o caso em mim. Eu, se amanhã me nomearem bispo,
poderia receber com regularidade a côngrua e os emolumentos, mas, por falta
de vocação, preferia uma boa rede a todas as câmaras eclesiásticas. S. Ex.ª
dirá, porém, que esta hipótese é absurda; aqui vai outra.
Para assegurar o paralelismo sintático e a correlação entre tempos e modos
verbais, estaria gramaticalmente correta a substituição de “preferia” (linha 4)
por prefereria.
Comentário: Quanto ao emprego verbal, a substituição estaria correta,
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porém se deve notar o erro de grafia, pois o verbo “preferir” possui a base
“preferi”, a qual recebe a desinência de futuro do pretérito “ria”. Assim, o
correto é “preferiria”.
Gabarito: E

Questão 85: Polícia Militar CE - 2012 - nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Os governos da Bélgica, França, Grã-Bretanha, Itália e
Estados Unidos da América decidiram homenagear, de forma especial, a
memória desses soldados.
Caso o verbo decidir seja suprimido da expressão “decidiram homenagear”
(linha 2), o verbo homenagear, que se conjuga pelo modelo de odiar deverá
ser grafado homenagiaram.
Comentário: Como o verbo auxiliar “decidiram” encontra-se no pretérito
perfeito do indicativo, ao transformarmos a locução verbal em verbo simples,
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deve haver a transformação do infinitivo do verbo principal em tempo verbal


(pretérito perfeito do indicativo).
Mas o verbo “homenagear” não se conjuga como “odiar” no pretérito
perfeito do indicativo. Veja:
Eu odiei, tu odiaste, ele odiou, nós odiamos, vós odiastes, eles odiaram.
Eu homenageei, tu homenageaste, ele homenageou, nós homenageamos, vós
homenageastes, eles homenagearam.
Assim, o pretérito perfeito do indicativo do verbo “homenagear” é
“homenagearam”.
O problema da questão foi ortográfico.
Gabarito: E

Questão 86: TRE GO / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fala-se (A) muito em eleições violentas e corruptas, a bico de pena, a
bacamarte, a faca e a pau. Nenhuma dessas palavras é nova aos (B) meus
ouvidos. Conheço-as desde a infância. Crespas são deveras; na entrada do
próximo século é força (C) mudar de método ou de nomeclatura (D). Ou o
mesmo sistema com outros nomes, ou estes nomes com diversa aplicação
(E).
Trecho adaptado de Machado de Assis. A semana. In: Obra
Completa, v. III, Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p. 649.

Considerando que cada opção abaixo corresponda, no texto, à expressão ou


palavra destacada em negrito que imediatamente antecede o símbolo A, B, C,
D ou E, assinale a opção que corresponde a erro gramatical.
(A) (B) (C) (D) (E)
Comentário: O único problema é gráfico. Falta um “n” na alternativa (D). O
vocábulo corretamente escrito deve ser “nomenclatura”.
Houve muita gente que não percebeu a falta do “n” e colocou a culpa no
coitado do verbo “Fala-se” colocando-o no plural...!!!!
Perceba que esse verbo é transitivo indireto e exige o objeto indireto
“em eleições violentas e corruptas”. Assim, o pronome “se” é o índice de
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indeterminação do sujeito, sobre o qual falamos em nossa aula de


concordância. Lembra?!!! Esse verbo deve permanecer na terceira pessoa do
singular, tal como está nesta alternativa.
A alternativa (B) está correta, porque “aos meus ouvidos” é o
complemento nominal do adjetivo “nova”. Esse adjetivo exigiu, neste
contexto, a preposição “a”.
A alternativa (C) está correta, tendo em vista que “força” é o predicativo
do sujeito oracional “mudar de...”. Por isso, não se flexiona.
Algumas pessoas também à época marcaram esta alternativa (E) como
a errada, alegando que “diversa aplicação” deveria estar no plural: diversas
aplicações. Primeiro, perceba que a questão pede para verificarmos o uso do
vocábulo em negrito. Assim, não podemos flexionar o substantivo
“aplicação”, se não foi permitido flexionarmos o adjetivo “diversa”. Além
disso, o sentido muda. O vocábulo “diversa” está no sentido de variada,

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diferente (variada aplicação, diferente aplicação). Não está no sentido de


muitas, várias aplicações.
Gabarito: D

Questão 87: IPEA / 2008 / Superior (banca CESPE)


Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.
Mas as empresas privadas não dispõem de capital suficiente para isso, e, se
despuzessem, esbarrariam em obstáculos históricos, como seu notório temor
de aplicações de risco e sua falta de experiência.
Comentário: O único problema na questão é a grafia do verbo derivado de
pôr. Esse verbo, flexionado na terceira pessoa do plural do tempo pretérito
imperfeito do subjuntivo, é “pusessem”. Assim, basta inserirmos o prefixo
“dis”: dispusessem.
Gabarito: E

Questão 88: MDS / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O conhecimento e a aprendizagem sobre a escala local
proporcionados pelas informações estatísticas vêm responder às exigências
imediatas de compreensão da heterogeneidade estrutural no Brasil.
De acordo com a ortografia oficial, admite-se que o termo “heterogeneidade”
seja grafado como heterogenidade.
Comentário: Este substantivo só admite uma grafia. Ele é derivado do
adjetivo “heterogêneo”. Para sua formação, troca-se o “o” por “i”, e
acrescenta-se o sufixo “-dade”.
Gabarito: E

Questão 89: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


A grafia correta do verbo correspondente a ressurreição é ressucitar.
Comentário: A afirmativa está errada, porque a grafia correta do verbo é
“ressuscitar”. O substantivo “ressurreição” é derivado deste verbo.
Gabarito: E
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Questão 90: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra “z”, o
feminino de poeta é grafado com s.
Comentário: A afirmativa está correta, pois o substantivo “poeta” recebe o
sufixo “-isa” (poetisa) para formar o feminino, e recebe o sufixo “-izar” para
formar o verbo (poetizar).
Gabarito: C

Questão 91: ANEEL / 2010/ Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O planejamento caiu em descrédito com a queda do
Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a contrarreforma neoliberal
baseada no mito dos mercados que se autorregulam. Seria ingênuo pensar
que esse mito desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das
pernas, está.

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O sentido da expressão “mal das pernas”, característica da oralidade, seria


prejudicado caso se substituísse “mal” por mau.
Comentário: É só lembrar que “mal” é oposto de bem, então é grafado com
“l”. Já “mau” é o oposto de bom, então é grafado com “u”. Por isso, a
substituição implicaria prejuízo ao sentido.
Gabarito: C

Questão 92: SEDAP PB / 2009 / Superior (banca CESPE)


Assinale a opção correspondente ao período que está de acordo com as
normas gramaticais.
(A) O poeta que nos involvia com as suas palavras, calou-se para sempre.
(B) O poeta, que envolvia-nos com as suas palavras, calou-se para sempre.
(C) O poeta que nos envolvia com as suas palavras se calou para sempre.
(D) O poeta, que involvia-nos com as suas palavras, se calou para sempre.
Comentário: Esta questão cobrou ortografia, pontuação e colocação
pronominal. O verbo “envolver” continua com o mesmo radical no pretérito
imperfeito do indicativo (envolvia), por isso eliminamos as alternativas (A) e
(D).
O pronome relativo “que” é palavra atrativa e faz com que o pronome
oblíquo átono “nos” se posicione obrigatoriamente antes do verbo (que nos
envolvia). Assim, eliminamos a alternativa (B), sobrando a (C) como correta.
Note que a frase desta alternativa está correta gramaticalmente, pois a
oração “que nos envolvia com as suas palavras” é subordinada adjetiva
restritiva, por isso está sem vírgulas. Não é qualquer poeta, mas somente
aquele que nos envolvia com suas palavras. Assim, percebe-se que realmente
há restrição.
Gabarito: C

Questão 93: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador (banca CESPE)


Cada uma das questões abaixo apresenta um trecho de texto, seguido de uma
proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente
correta. 39407301494

Fragmento de texto: As informações que deveriam ser públicas, como


contratos estabelecidos entre o Estado e os agentes privados, são de difícil
acesso; a linguagem da administração pública continua hermética aos
cidadãos comuns, a começar pelo orçamento; o processo licitatório é
flagrantemente burlado pela própria natureza oligopólica da economia
brasileira, principalmente nas obras “públicas” que envolvem bilhões de reais;
não há no país uma “cultura política” de prestação de contas, por mais que
avanços sejam observados desde a redemocratização e mesmo pela intensa
mobilização da sociedade política organizada no Brasil.
“a linguagem da administração pública continua hermética aos cidadãos
comuns” (linhas 3 e 4) – a linguagem administrativa do Estado brasileiro
permanesce impescrutável as massas
Comentário: Veja que a questão não abordou reescritura de trecho com
permanência de sentido. Então, devemos partir diretamente para verificação

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de problemas gramaticais.
O verbo corretamente grafado deve ser “permanece”.
Além disso, aquilo que é “perscrutável”, é investigado minuciosamente,
devassado, estudado, acompanhado profundamente.
Assim, o contrário disso é “imperscrutável”.
Como o adjetivo “imperscrutável” exigiu a preposição “a” e o
substantivo “massas” está antecipado do artigo “as”, deve ocorrer a crase:
“imperscrutável às massas”.
Gabarito: E

Questão 94: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador (banca CESPE)


Cada uma das questões abaixo apresenta um trecho de texto, seguido de uma
proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente
correta.
Fragmento de texto: Essa forma de veicular denúncias e indícios reafirma
muitos dos mitos acerca do fenômeno da corrupção. Podem-se inventariar
alguns: a colonização portuguesa, que seria essencialmente patrimonialista,
em contraposição ao “poder local” e ao “espírito de comunidade” da tradição
anglo-saxã; a cultura brasileira, com seu universo miscigenado, tão criticado
por perspectivas eugenistas do início do século XX, e sua “amoralidade
macunaímica”, que não teria, mesmo após a independência e a República,
conseguido separar o público do privado; a disjunção entre elites políticas e
sociedade, como se as primeiras não fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da
última; a ausência de uma base educacional formal sólida como explicação
para comportamentos não republicanos; por fim, a ausência e(ou) fragilidade
de leis e de instituições capazes de fiscalizar, controlar e punir os casos de
malversação dos recursos públicos, como se o país fosse “terra de ninguém”.
“a disjunção entre elites políticas e sociedade, como se as primeiras não
fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da última” (linhas 8 a 10) – a dissenção
das elites políticas em relação a sociedade, como se estas não refletissem
nessa, direta e(ou) indiretamente
Comentário: Novamente, devemos simplesmente observar se o texto está
corretamente escrito, pois a questão não pediu permanência de sentido:
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O verbo “dissentir” (divergir, discordar) gera o substantivo “dissensão”


(divergência, discrepância, contraste).
Além disso, veja que há um contraste entre dois termos: “elites
políticas” e “sociedade”. Note que no texto original, as duas expressões não
estão antecipadas do artigo “as”, “a”, respectivamente. Isso nos dá uma
noção de que são entendidos de maneira geral.
Na reescrita, o primeiro termo recebeu o artigo (“das elites políticas”).
Assim, o segundo termo (“sociedade”) também receberá o artigo definido
feminino. Como o substantivo “relação” exige a preposição “a”, deve ocorrer a
crase.
Note, ainda, que os pronomes demonstrativos “estas” e “nessa” estão
inadequados, pois retomam dois termos em contraste. Assim, o último termo
(“sociedade”) deve ser retomado pelo pronome singular “esta”, e o primeiro
(“elites políticas”) deve ser retomado pelo pronome “naquelas”.
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“...a dissensão das elites políticas em relação à sociedade, como se esta não
refletissem naquelas, direta e(ou) indiretamente...”
Gabarito: E

Questão 1: Anatel 2014 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: “Amanhã” significa, entre outras coisas, “nunca”,
“talvez”, “vou pensar”, “vou desaparecer”, “procure outro”, “não quero”, “no
próximo ano”, “assim que eu precisar”, “um dia destes”, “vamos mudar de
assunto” etc. e, em casos excepcionalíssimos, “amanhã” mesmo. Qualquer
estrangeiro que tenha vivido no Brasil sabe que são necessários vários anos
de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor
brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade, que fará tal ou
qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave.
O pronome “ele” (linha 7) tem como referente “Qualquer estrangeiro que
tenha vivido no Brasil” (linhas 4 e 5).

Questão 2: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome “ele” refere-se a “Platão”, o referente mais próximo.

Questão 3: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


São Paulo, 18 novembro 1925. 39407301494

Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
No texto, a sequência “a Noite organiza um Mês Modernista” não atende à
expectativa de leitura criada com “propôs o seguinte:”, pois não informa, com
clareza, a proposta de que trata a carta.
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Questão 4: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 3, o pronome “quem”, em ambas as ocorrências, equivale a pessoas
que.

Questão 5: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se
certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal “las”, em “enviá-las” (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo “garrafas” (linha 7) quanto ao termo “mensagens” (linha 8).

Questão 6: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome “todos” remete ao significado
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de todas as pessoas.

Questão 7: Ancine 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: A perfeita fruição do ato de ir ao cinema é prejudicada
por qualquer distúrbio visual ou auditivo, que lembra ao espectador, contra a
sua vontade, que ele estava a ponto de suscitar uma experiência especial
mediante a exclusão da realidade trivial da vida corrente. Esses distúrbios o
remetem à existência de um mundo exterior, totalmente incompatível com a
realidade psicológica de sua experiência cinematográfica.
Os pronomes “ele” (linha 2), “sua” (linhas 3 e 6) e “o” (linha 4) referem-se ao
termo “espectador” (linha 2), com o qual estabelecem uma cadeia coesiva.

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Questão 8: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os planos com pior avaliação — durante dois períodos
consecutivos — estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização.
Quando isso ocorre, os clientes que já haviam contratado o serviço continuam
no direito de usá-lo, mas a operadora não pode aceitar novos beneficiários
nesses planos.
Em “usá-lo” (linha 4), o pronome “lo” é elemento coesivo que se refere ao
antecedente “serviço” (linha 3).

Questão 9: Assistente de Chancelaria 2008 - nível superior (banca CESPE)


Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.
Já que eu não posso amar ela, vou procurar outro amor.

Questão 10: Assistente de Chancelaria 2008 – nível superior (banca CESPE)


Ao escrever um texto, determinado profissional produziu a frase:
A inflação é a maior inimiga da Nação. É meta prioritária do governo eliminá-la.
O profissional poderia substituir “eliminá-la” por eliminar-lhe, e, dessa
forma, a frase estaria mais bem formulada e de acordo com a escrita padrão.

Questão 11: FUNPRESP 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Quando se cansava, sentava-se a uma grande mesa
ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado de psicologia e
trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a artigos, uns quarenta ou cinquenta,
que projetou meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se,
habitar uma casa diferente daquela e pagar ao barbeiro.
A substituição do pronome “o”, em “reduziu-o a artigos” (linha 3), por lhe
preservaria a correção gramatical do texto.

Questão 12: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: No artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, dispôs a Carta Magna de 1988: “Aos remanescentes das
comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida
a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.”
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Era o reconhecimento de um direito.


Em “emitir-lhes”, o pronome exerce a função de objeto direto.

Questão 13: FUB / 2010 / Médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O Teach for America consegue atrair os mais
talentosos alunos para a docência oferecendo-lhes algo bem concreto. Depois
de dois anos no papel de professor de escola pública — tempo mínimo de
estada no programa —, esses jovens ingressam quase que automaticamente
em algumas das maiores empresas americanas, com as quais o Teach for
America estabeleceu uma produtiva parceria.
O pronome “lhes” poderia ser substituído por os, sem prejuízo da correção
gramatical do texto, dada a possibilidade de dupla regência do verbo oferecer.

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Questão 14: TRE - MA / 2006 / nível superior (banca CESPE)


Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o Estado, é ser
um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o
Estado, mas afrontar o Estado. O cidadão seria tão forte quanto o Estado. O
indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a
sua situação no mundo e que, se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam
ser os seus direitos.
Estaria garantida a obediência às regras de regência verbal, caso se
substituísse a expressão “afrontar o Estado” por afrontar-lhe.

Questão 15: A substituição da expressão “capacidade de entender o mundo”


por capacidade de entendê-lo mantém a coesão e a coerência do texto,
além de conferir ao período maior concisão.

Questão 16: DPU 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O objetivo do referido projeto é o de ir até a população
que normalmente não tem acesso à Defensoria Pública. “Nós chegamos de
forma humanizada até essas pessoas em situação de rua. Com esse trabalho
nós estamos garantindo seu acesso à justiça e aos direitos para que consigam
se beneficiar de outras políticas públicas”, explica a coordenadora do
Departamento de Atividade Psicossocial.
Seria mantida a correção gramatical do período caso a partícula “se”, em “se
beneficiar” (linha 5), fosse deslocada para imediatamente após a forma verbal
“beneficiar” — escrevendo-se beneficiar-se.

Questão 17: BSF 2014 nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se trata, contudo, de luta do bem contra o mal,
pois tal embate tem uma especificação histórica cuja raiz se encontra no
próprio surgimento do Brasil como país.
Na linha 1, seria mantida a correção gramatical do texto se o pronome “se”
fosse deslocado para imediatamente depois do verbo, escrevendo-se Não
trata-se. 39407301494

Questão 18: TJSE 2014 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Dinheiro, também. E motivação política, isso então
nem se fala.
No segmento “isso então nem se fala”, a posição do pronome “se” justifica-se
pela presença de palavra de sentido negativo.

Questão 19: TJSE 2014 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: A vida do Brasil colonial era regida pelas Ordenações
Filipinas, um código legal que se aplicava a Portugal e seus territórios
ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações Filipinas asseguravam ao
marido o direito de matar a mulher caso a apanhasse em adultério. Também
podia matá-la por meramente suspeitar de traição.
Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso os pronomes

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“se” (linha 2) e “a” (linha 4) fossem deslocados para imediatamente após as


formas verbais “aplicava” (linha 2) e “apanhasse” (linha 4), escrevendo-se
que aplicava-se e caso apanhasse-a, respectivamente.

Questão 20: CADE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


No trecho “nos teria afligido um projeto de educação totalitária”, o pronome
“nos” poderia ser corretamente empregado imediatamente após a forma
verbal “teria”, escrevendo-se teria-nos.

Questão 21: CADE 2014 Analista Técnico-Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Venezuela e Argentina, por sua vez, começam a se
parecer com casos econômicos sem solução. Na Venezuela, a inflação passa
de 50% ao ano — igual à da Síria, país devastado pela guerra.
Em “começam a se parecer” (linhas 1 e 2), o pronome “se” poderia ser
deslocado para imediatamente após a forma verbal “parecer”, escrevendo-se
começam a parecer-se.

Questão 22: Câmara Deputados 2014 Consultor Legislativo (banca CESPE)


Fragmento de texto: À primeira vista, o Plano Piloto de Brasília parece uma
repetição de construções. As quadras, distribuídas simetricamente pelas asas,
têm prédios com plantas semelhantes, que se repetem a cada quadradinho,
muitas vezes até localizados de forma análoga. Dentro dos apartamentos,
entretanto, esconde-se o estilo de cada morador, que se revela não apenas
em detalhes decorativos, mas em modificações nas plantas e na função dos
cômodos.
Nas estruturas “que se repetem” (linha 3) e “que se revela” (linha 5), o
pronome “se” poderia ser deslocado, sem prejuízo da correção gramatical do
texto, para imediatamente após as formas verbais “repetem” e “revela” —
que repetem-se e que revela-se, respectivamente.

Questão 23: MTE 2014 Contador (banca CESPE)


Fragmento de texto: Não por menos, tal massa de compradores se
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converteu na locomotiva da economia brasileira e em alvo preferido das


Empresas.
Na linha 1, o pronome “se” poderia ser deslocado para imediatamente após a
forma verbal “converteu”, escrevendo-se converteu-se, sem prejuízo da
correção gramatical do texto.

Questão 24: Câmara Deputados 2014 Polícia Legislativa (banca CESPE)


Fragmento de texto: Assim, podemos perceber que a ideia de polícia está
intimamente ligada à noção de política. Não há como dissociá-las. A atividade
de polícia é, portanto, política, uma vez que diz respeito à forma como a
autoridade coletiva exerce seu poder.
O trecho “Não há como dissociá-las” (linha 2) poderia ser corretamente
reescrito de diferentes maneiras, a exemplo das seguintes: É impossível
separá-las; Não há forma de as dissociar; Não separam-se.

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Questão 25: Ancine 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Pouco lhe importam as condições técnicas e
socioeconômicas das indústrias que, em primeira instância, lhe possibilitam
assistir aos filmes; na verdade, esse tipo de preocupação nem lhe passa pela
cabeça.
Mantendo-se a correção gramatical do texto, no último período do primeiro
parágrafo, o pronome “lhe” poderia ser deslocado para logo depois das formas
verbais “importam” (linha 1), “possibilitam” (linha 2) e “passa” (linha 3),
escrevendo-se importam-lhe, possibilitam-lhe e passa-lhe,
respectivamente.

Questão 26: Bacen 2013 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Ele é agora gerente de uma loja de sapatos. Não
porque escolheu, mas foi o que lhe restou.
No trecho “Não porque escolheu, mas foi o que lhe restou” (linhas 1 e 2), o
emprego da próclise relativa ao pronome “lhe” explica-se pela presença do
pronome relativo.

Questão 27: TRT 10ªR / 2013 / Analista Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: A economia solidária vem-se apresentando como uma
alternativa inovadora de geração de trabalho e renda e uma resposta
favorável às demandas de inclusão social no país.
No trecho “A economia solidária vem-se apresentando”, o deslocamento do
pronome pessoal oblíquo para depois do verbo principal da locução não
prejudicaria a correção gramatical do texto: vem apresentando-se.

Questão 28: Sec Edu AM / 2011 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se trata, nessas condições, de querer liquidar a
angústia, mas de saber se o homem deve procurar evitá-la, fugir dela por
qualquer saída, ou se, em vez disso, deve aceitá-la e aventurar-se a viver
longe da terra firme.
Em “Não se trata” (linha 1), a partícula “se” poderia ser corretamente
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empregada após o verbo, escrevendo-se Não trata-se.

Questão 29: TCE TO – 2009 – Superior (banca CESPE)


No trecho “se ela não parava de brigar”, o pronome “se” está anteposto ao
sujeito devido à presença do advérbio de negação.

Questão 30: TCE TO – 2009 – Superior (banca CESPE)


O trecho “Ela não o viu ficar paralítico” admite, sem prejuízo para a correção
gramatical e o sentido original do texto, a seguinte reescrita: Ela não viu ficá-
lo paralítico.

Questão 31: TRT - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Em consequência, nas vilas próximas às fazendas, se
concentra uma população detritária de velhos desgastados no trabalho e de
crianças entregues a seus avós.

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Seria mantida a correção gramatical caso se empregasse o pronome posposto


ao verbo: concentra-se.

Questão 32: Banco do Brasil / 2008 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Some-se a isso o faturamento com as tarifas e chega-
se aos resultados do ano passado, com os quais as instituições financeiras do
país se elevaram à condição de instituições mais rentáveis do planeta.
As regras gramaticais de emprego dos pronomes átonos permitem também a
redação de elevaram-se à condição, em lugar de “se elevaram à condição”,
sendo ambas as construções apropriadas a documentos oficiais.

Questão 33: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Amanhã serão definidos os nomes do presidente da
República e dos governadores de alguns estados.
A substituição da expressão “serão definidos” por definir-se-ão garante a
correção gramatical do período.

Questão 34: TRE-MS / 2013 / Analista Judiciário (banca CESPE)


No trecho “o de que não se trata de norma penal”, o emprego da próclise em
vez da ênclise — não trata-se — justifica-se pela presença de palavra
negativa antecedendo a forma verbal.

Questão 35: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: A terceira ideia refere-se ao princípio de que o sistema
democrático representativo deve basear-se no governo da maioria.
Em “deve basear-se”, a colocação do pronome “se” antes da forma verbal
“deve” atenderia à prescrição gramatical.

Questão 36: TRE - GO / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Por muitos anos, pensávamos compreender o que era
interpretado, o que era uma interpretação; inquietávamo-nos, eventualmente,
a propósito de uma dificuldade em particular, ocorrida no trabalho de
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interpretação.
Preservam-se a correção gramatical e a coerência das ideias do texto ao se
deslocar o pronome átono em “inquietávamo-nos” para antes do verbo,
escrevendo nos inquietava.

Questão 37: TRE - GO / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Censurar, proibir e reprimir são atitudes antipáticas,
porque geralmente são vistas pela sociedade como inimigas da liberdade
individual, da criatividade e da verdade.
A expressão, na voz passiva, “são vistas pela sociedade” corresponde à voz
ativa a sociedade vê-nas, que a pode substituir sem prejudicar a correção e
a coerência do texto.

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Questão 38: Procurador Federal / 2002 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Observamos a impossibilidade de surgirem
individualidades dignas de dirigir o país para melhores destinos, porque o
país, no meio de todo esse rebaixamento do caráter, do trabalho honrado, das
virtudes obscuras, da pobreza que procura elevar-se honestamente, está,
como se disse, “apaixonado por sua própria vergonha”.
Em “procura elevar-se”, estaria correta a colocação pronominal procura se
elevar.

Questão 39: TRE - GO / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Povo e tesouro, para os efeitos puramente pecuniários,
pode dizer-se que são a mesma coisa...
Em “pode dizer-se” estaria igualmente correta a colocação pronominal pode-
se dizer.

Questão 40: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: A terceira ideia refere-se ao princípio de que o sistema
democrático representativo deve basear-se no governo da maioria.
Em “deve basear-se”, a colocação do pronome “se” antes da forma verbal
“deve” atenderia à prescrição gramatical.

Questão 41: EBC - 2011 nível superior (banca CESPE)


Texto 1

São Paulo, 18 novembro 1925.


Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio aqui
em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a Noite
organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal publicará
um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer. O
artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam 50$
por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no Rio,
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eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas. Me


mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam, pra
eu dispor as coisas logo. Estou esperando.
Ciao.
Mário

Texto 2

Belo Horizonte, 20 novembro 1925.


Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite
para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida, avisado,

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também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E desde já
te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que se
lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos

Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Os dois textos diferem quanto à colocação dos pronomes átonos: no texto 1, a
colocação é livre, alternando-se usos prescritos e não prescritos pela norma
culta; no texto 2, a posição dos pronomes átonos está de acordo com a norma
culta.

Questão 42: Agente educacional / 2010 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Trata-se da chamada poluição urbana, observada,
sobretudo, nas grandes regiões metropolitanas de acelerado crescimento
demográfico.
Caso a expressão “da chamada poluição urbana” estivesse no plural, a forma
verbal “Trata-se” deveria também ser flexionada no plural.

Questão 43: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: A avaliação das operadoras de planos de saúde em
relação às garantias de atendimento, previstas na RN 259, é realizada de
acordo com dois critérios: comparativo, cotejando-as entre si, dentro do
mesmo segmento e porte; e avaliatório, considerando evolutivamente seus
próprios resultados.
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “é realizada”
(linha 2) por realiza-se.

Questão 44: PMDF/CHOAEM 2010 (banca CESPE) 39407301494

Fragmento do texto: O medo tem raízes profundas na alma dos seres.


Radica-se no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, com
destaque para a psicanálise.
Em “Radica-se”, o pronome indica que o sujeito é indeterminado.

Questão 45: Polícia Federal / 2004 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se pode negar que o advento dos regimes liberais
em 1989-90, em todos os grandes Estados da América do Sul, criou uma
ilusão de modernidade. (...)
A partir de 1995, a ilusão começou a desfazer-se e a dura vida real
transformou sonhos em pesadelos.
O emprego do pronome “se” marca a formalidade da linguagem utilizada e
indica, nas duas ocorrências, que o sujeito da oração é indeterminado,
impessoal.

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Questão 46: DPU 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: No Brasil, pode-se considerar marco da história da
assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país, ainda no
século XVI. O surgimento de lides provenientes das inúmeras formas de
relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição para
resolver essas contendas — já dava início a situações em que constantemente
as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos judiciais
das demandas.
Em “as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis custos
judiciais das demandas” (linhas 6 e 7), a partícula “se” foi empregada no
sentido de umas às outras.

Questão 47: FUNPRESP 2016 Nível Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Parece que foi de nascença. Ele já teria vindo ao
mundo assim, com todas as certezas junto, pulou a fase dos porquês e nunca
soube o que era curiosidade na vida. Cresceu achando natural viver
derramando afirmações pela boca. A notícia espalhou-se rapidamente. Não
demorou muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem
assíduo dos programas de TV.
A supressão da partícula “se”, em “espalhou-se” (linha 4), prejudicaria a
correção gramatical do texto e seu sentido original.

Questão 48: Bacen 2013 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Uma crise bancária pode ser comparada a um
vendaval. Suas consequências sobre a economia das famílias e das empresas
são imprevisíveis. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações
de compra, venda e troca de mercadorias e serviços de modo que cada fato
econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo,
corresponde à realização de ao menos uma operação de natureza monetária
junto a um intermediário financeiro, em regra, um banco comercial que
recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a
realização de um crédito futuro.
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A ideia de reciprocidade presente em “relacionam-se” (linha 3) seria reforçada


caso fosse inserida, imediatamente após essa forma, a expressão uns com os
outros.

Questão 49: TCE RN – 2009 – Inspetor de Controle Externo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Em todos os povos ou períodos da história, a sensação
de pertencimento a uma comunidade sempre foi construída com base nas
diferenças em relação aos que estão de fora, “os outros”. Muitas tribos
indígenas brasileiras, por exemplo, chamam a si próprias de “homens” ou
“gente” e denominam pejorativamente integrantes de outros grupamentos —
esses são “seres inferiores” ou “narizes chatos”.
Na linha 4, seriam preservadas a coerência da argumentação e a correção
gramatical do texto se a opção fosse por não enfatizar o objeto de chamar,

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conferida pelo pronome “próprias”, e se substituísse “a si” por se, escrevendo-


se chamam-se.

Questão 50: PM - ES / 2010 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O currículo não é mais um fim em si, mas um meio
bem estruturado para que o indivíduo, na relação entre teoria e prática, se
torne capaz de incorporar determinadas habilidades.
Em “se torne”, o pronome “se” indica sujeito indeterminado.

Questão 51: TRE - TO / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em um continente em que países e economias estão
interligados não apenas por fronteiras comuns ou por interesses
convergentes, mas especialmente por laços comerciais e culturais, é imperioso
que se dê atenção ao que está ocorrendo na Venezuela.
A substituição de “que se dê atenção” por que atenção seja dada mantém a
correção gramatical do período.

Questão 52: FUB / 2010 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Essas conexões seriam os nossos hiperlinks cerebrais,
e a Internet seria uma das formas de comunicação que mais se assemelha a
nós próprios. Criador e criatura se influenciam de forma parecida.
O vocábulo “se” é empregado com a mesma função nas duas ocorrências: a
de marcar reciprocidade de ação.

Questão 53: ANVISA / 2004 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: O biólogo norte-americano Craig Venter acredita que o
código genético de microrganismos pode se transformar num excelente
negócio no futuro.
De acordo com os sentidos do texto, a troca da expressão verbal “pode se
transformar” por pode vir a ser transformado mantém a correção
gramatical e a voz passiva verbal.
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Questão 54: TRE–AP / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: “Quando a gente não sabe resolver um problema, não
é preciso lutar, nem insistir, cansar-se bobamente. Basta entregá-lo à alma,
ela cuida de tudo”. Fiquei devendo à Vicentina Correias essa pérola. Foi o
Soledade que me ensinou, ela disse. Engraçado, foi exatamente o que fiz, não
por virtude, mas por fraqueza, quando parei de falar e pensar no dente. Ainda
assim deu certo. Não fui ao Clemente e tenho levado uma vida normal com
meu molar de parede derruída, faz uns catorze meses já. Até o esqueço.
Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe,
ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou
perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma,
ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu.
No trecho ‘cansar-se bobamente’ (linha 2), o pronome ‘se’ indica
reciprocidade.

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Questão 55: MPOG / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Se, atualmente, em raras empresas, já é aceitável que
uma mulher reivindique tempo parcial de trabalho para dedicar-se à família,
sem que isso a desqualifique aos olhos do empregador, o mesmo não
acontece com um homem.
A supressão do pronome “se” em “dedicar-se” acarretaria mudança de sentido
do período.

Questão 56: TRE - TO / 2007 / Técnico (banca CESPE)


Fragmento de texto: Nas décadas de 70 e 80 do século passado, foram
denunciados incêndios propositais na região, provocados por proprietários
rurais, com o objetivo de aproveitar os espaços para a pecuária.
A substituição de “foram denunciados” por denunciaram-se mantém a
correção gramatical do período.

Questão 57: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Geralmente, as oposições não gostam dos governos.
Partido vencido contesta a eleição do vencedor, e partido vencedor é
simultaneamente vencido, e vice-versa. Tentam-se acordos, dividindo os
deputados; mas ninguém aceita minorias.
A substituição de “Tentam-se” (linha 3) por São tentados prejudica a
correção gramatical do período.

Questão 58: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


Empregando-se a voz ativa e mantendo-se os tempos verbais empregados, o
trecho “O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia
sido remodelada pelo vice-rei conde dos Arcos” seria, corretamente, reescrito
da seguinte forma: O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em
1808, o vice-rei conde dos Arcos remodelou.

Questão 59: TRE - ES / 2011 / nível médio (banca CESPE)


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Fragmento de texto: Em novembro de 2003, o presidente da República


assinou o Decreto n.º 4.877, que estabelece, em seu artigo 2.º: “Consideram-
se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste
decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com
trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com
presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão
histórica sofrida.”
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir ‘Consideram-se’
(linhas 2 e 3) por São considerados.

Questão 60: ANTT 2013 Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O baixo custo de aquisição e manutenção da bicicleta,
assim como a facilidade de manuseio, faz que ela seja um instrumento
acessível para as diversas rendas e idades.

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O trecho “faz que ela seja” (linha 2) poderia ser corretamente substituído por
faz dela.

Questão 61: TSE / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: Às vezes quebravam só as cabeças e metiam nas
urnas maços de cédulas. Estas cédulas eram depois apuradas com as outras,
pela razão especiosa de que mais valia atribuir a um candidato algum
pequeno saldo de votos que tirar-lhe os que deveras lhe foram dados pela
vontade soberana do país.
A expressão “lhe foram dados” pode, sem prejuízo para a correção gramatical
do período, ser substituída por foram dados a ele.

Questão 62: PGM RR / 2010 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: A cidadania exige modelos econômicos que incluam a
todos e existe uma demanda ativa e crescente em muitos países nesse
sentido.
Mantêm-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se retirar a
preposição do termo “a todos”.

Questão 63: DPU 2016 Nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O surgimento de lides provenientes das inúmeras
formas de relação jurídica então existentes — e o chamamento da jurisdição
para resolver essas contendas — já dava início a situações em que
constantemente as partes se viam impossibilitadas de arcar com os possíveis
custos judiciais das demandas. A partir de então, a chamada assistência
judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua importância
atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais.
Na linha 6, o pronome “Sua” delimita o significado do substantivo
“importância”, funcionando, na oração em que ocorre, como um termo
acessório.

Questão 64: MTE 2013 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


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Fragmento do texto: A mera declaração formal das liberdades nos


documentos e nas legislações esboroava diante da inexorável exclusão
econômica da maioria da população. Em vista disso, já no século XIX,
buscaram-se os direitos sociais com ações estatais que compensassem tais
desigualdades, municiando os desvalidos com direitos implantados e
construídos de forma coletiva em prol da saúde, da educação, da moradia, do
trabalho, do lazer e da cultura para todos.
A expressão “tais desigualdades” (linhas 4 e 5), empregada, no período em
que ocorre, sem um referente explícito, está associada à “inexorável exclusão
econômica da maioria da população” (linhas 2 e 3).

Questão 65: ANS 2013 Analista Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: As operadoras de planos de saúde deverão criar
ouvidorias vinculadas às suas estruturas organizacionais. A determinação é da

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Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em norma que será publicada


no Diário Oficial da União.
A medida está disposta na Resolução Normativa n.º 323 e objetiva
reduzir conflitos entre operadoras e consumidores, ampliando a qualidade do
atendimento oferecido pelas empresas.
A expectativa é de que o funcionamento regular dessas estruturas possa
gerar subsídios para a melhoria de processos de trabalho nas operadoras, em
especial no que diz respeito ao relacionamento com o público e à
racionalização do fluxo de demandas encaminhadas à ANS.
A expressão “dessas estruturas” (linha 8) refere-se ao antecedente
“empresas” (linha 7).

Questão 66: Bacen 2013 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Ele é agora gerente de uma loja de sapatos. Não
porque escolheu, mas foi o que lhe restou.
No segmento “mas foi o que lhe restou”, a referência do pronome “o” é a
expressão nominal “uma loja de sapatos”, e a do pronome “lhe” é o
substantivo “gerente”.

Questão 67: Agente educacional - ES / 2010 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Passados os tremores do sismo, a dor da perda de 230
mil mortos, enterrados muitos em valas comuns, a vida no Haiti precisa
continuar. E o que o governo brasileiro escolheu para mostrar aos haitianos
como se pode construir um país? A educação. Um dos convênios assinados
pelo Haiti com o Brasil dá o suporte na reordenação e reconstrução de todo o
sistema educacional haitiano. Dadas as condições, será uma tarefa hercúlea,
mas vale lembrar que temos competência nesse assunto; afinal, foram os
professores que partiram das cidades brasileiras que transformaram a
realidade dos habitantes de Timor Leste depois da independência e reduziram
a influência que anos de ditadura da Indonésia haviam deixado. No caso
haitiano, esse elemento não existe, e a população não só está interessada
como apoia qualquer medida nesse sentido.
A expressão “esse elemento” (linha 11) refere-se ao antecedente “influência
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que anos de ditadura da Indonésia haviam deixado” (linha 10).

Questão 68: Pelos sentidos do texto, é correto inferir que a expressão


“Dadas as condições” (linha 6) faz alusão à realidade de destruição em que se
encontra o Haiti após o terremoto.

Questão 69: A expressão “nesse sentido” (linha 12) retoma a ideia


antecedente de “reordenação e reconstrução de todo o sistema educacional
haitiano” (linhas 5 e 6).

Questão 70: PM - ES / 2007 / nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: No entanto, a partir das revoluções burguesas,
principalmente da inglesa e francesa, a cidadania voltou a fazer parte dos
discursos e das práticas dos que defendiam um novo modelo de sociedade.

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Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “dos”, em “dos


que defendiam”, por daqueles.

Questão 71: TRE–AP / 2007 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: “Quando a gente não sabe resolver um problema, não
é preciso lutar, nem insistir, cansar-se bobamente. Basta entregá-lo à alma,
ela cuida de tudo”. Fiquei devendo à Vicentina Correias essa pérola. Foi o
Soledade que me ensinou, ela disse. Engraçado, foi exatamente o que fiz, não
por virtude, mas por fraqueza, quando parei de falar e pensar no dente. Ainda
assim deu certo. Não fui ao Clemente e tenho levado uma vida normal com
meu molar de parede derruída, faz uns catorze meses já. Até o esqueço.
Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe,
ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou
perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma,
ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu.
No trecho “Até o esqueço” (linha 7), o pronome “o” se refere ao antecedente
“meu molar de parede derruída” (linha 7).

Questão 72: IBRAM / 2009 / Superior (banca CESPE)


Fragmento de texto:
As áreas urbanas são as que mais expressam intervenções humanas no
meio natural. O desmatamento, as edificações, a canalização, a mudança do
curso dos rios, a poluição da atmosfera, dos cursos de água e a produção de
calor geram diversos efeitos sobre o ambiente. As alterações ambientais
causadas pelas atividades urbanas são sentidas pela população, tais como o
aumento da temperatura nas áreas centrais, o aumento da precipitação e as
enchentes.
Esta última consequência do processo de urbanização teve como causa
principal a construção de casas, indústrias, vias marginais implantadas nas
áreas dos rios e proximidades e é, atualmente, um problema constante nos
períodos chuvosos nos principais centros urbanos.
A partir do último parágrafo do texto, infere-se que o termo “Esta” (linha 8)
reporta-se a “enchentes” (linha 7).
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Questão 73: TRE - TO/ 2006 / Analista (banca CESPE)


1 Um dos lugares-comuns do pensamento político é o de que o
sistema democrático exige a descentralização do poder.
Democracia não é só o governo do povo, mas o governo do povo
4 a partir de sua comunidade. Esse é um dos argumentos clássicos
para o voto distrital: o eleitor fortalece seu poder, ao associá-lo ao
de seus vizinhos. Em países de boa tradição democrática, esses
7 vizinhos discutem, dentro dos comitês dos partidos, mas também
fora deles, suas idéias com os candidatos. Embora isso não
signifique voto imperativo — inaceitável em qualquer situação
10 —, o parlamentar escolhido sabe que há o eleitor múltiplo e bem
identificado, ao qual deverá dar explicações periódicas. Se a esse

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sistema se vincula a possibilidade do recall, do contramandato,


13 cresce a legitimidade do instituto da representação parlamentar. O
fato é que, com voto distrital ou não, tornou-se inadiável a
discussão em torno do sistema federativo. Quem conhece o Brasil
16 fora das campanhas eleitorais sabe das profundas diferenças entre
os estados.
Mauro Santayana. Jornal do Brasil, 24/11/2006.
Acerca das relações lógico-sintáticas do texto acima, assinale a opção
incorreta.
(A) “-lo”, em “associá-lo” (linha 5), refere-se a “poder” (linha 2).
(B) “deles” (linha 8) refere-se a “comitês dos partidos” (linha 7).
(C) “isso” (linha 8) refere-se a “discutem, dentro dos comitês dos partidos,
mas também fora deles, suas idéias com os candidatos” (linha 7-8).
(D) “ao qual” (linha 11) refere-se a “parlamentar escolhido” (linha 10).

Questão 74: MPOG / 2008 / Analista (banca CESPE)


Fragmento de texto: As empresas se transformaram profundamente.
Modernizaram sua tecnologia e seus métodos de gestão para tornarem-se
competitivas e ajustarem-se às exigências da globalização. Mexeram em seus
horários em razão dos interesses da produção, mas mantiveram-se, em sua
esmagadora maioria, cegas e alheias à existência da vida privada de seus
empregados. Parques industriais de última geração não rimam com o
impressionante atraso no tratamento do que chamam de capital humano.
No trecho “Mexeram em seus horários”, o pronome “seus” refere-se a
“empregados”.

Questão 75: BACEN / 2007 / Analista (banca CESPE)


Julgue os itens seguintes, relativamente ao uso correto do sistema gráfico da
língua portuguesa, do vocabulário e da pontuação.
Em todas as organizações consultadas, o adestramento acontece apenas no
andar de cima; exepcionalmente, se abandonou o chão da fábrica.
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Questão 76: Posso saber o saldo de minha conta corrente, se quizer, dizendo
que a máquina projete à parede, do lado esquerdo, o extrato bancário.

Questão 77: MRE / 2008 / Superior (banca CESPE)


Com correção gramatical, a frase assim poderia ser expressa:
É necessário a ruptura com interpretações baseadas em esquemas alheios aos
povos latino-americanos, tal como a mistificação do passado colonial, visto
que elas constituem impecilho à compreensão da identidade destes povos bem
como a sua efetiva emancipação.

Questão 78: SEPLAG MG / 2008 / Médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Quanto aos bilhetes com ameaças, a Subsecretaria de
Administração Prisional informou que não há ocorrência de maus-tratos aos

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detentos da Penitenciária Dutra Ladeira e que todas as ações realizadas no


interior da unidade são acompanhadas pelo Ministério Público, pela
Corregedoria do Sistema de Defesa Social, pela Ouvidoria do Sistema Prisional
e pela Defensoria Pública Estadual.
A expressão “maus-tratos” (linha 2) estaria igualmente correta se fosse
grafada como maltratos.

Questão 79: Polícia Federal / 1997 / Delegado (banca CESPE)


A segurança da população não é prioridade, haja visto que no Brasil o salário
dos policiais foi enterrado no último prejuízo do Banco do Brasil.

Questão 80: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a
forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).

Questão 81: CEF / 2010 / Médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Nos Estados Unidos da América (EUA), o segundo
maior mercado mundial de azeite, atrás apenas da União Europeia, o número
ficou na casa dos 20%.
O vocábulo “atrás” (linha 2) pode ser corretamente grafado também da
seguinte forma: atraz.

Questão 82: CEF / 2009 / Médio (banca CESPE)


Fragmento do texto: Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de
Economia da Universidade de Brasília, aponta falhas nessa missão. Ele
identifica um abismo na transição entre o sistema escolar e o mercado de
trabalho. “Nosso modelo educacional é muito segmentado, e os
conhecimentos de línguas e matemática, por exemplo, são muito diferentes
dos valores compreendidos durante a vida profissional”, defende.
O vocábulo ‘segmentado’ (linha 4) apresenta dupla grafia, podendo ser
grafado também seguimentado, tal como ocorre com segmento e
seguimento.
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Questão 83: IPC / 2007 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Com exceção de algumas sociedades africanas — nas
quais as mulheres desempenham papéis importantes na vida ritual e
econômica —, a maior parte das sociedades humanas permite mais ampla
participação na vida cultural aos elementos do sexo masculino. Grande parte
da vida ritual do Xingu, por exemplo, é interditada às mulheres. Em alguns
segmentos de nossa sociedade, o trabalho fora de casa é considerado
inconveniente para o sexo feminino.
Segundo as regras de ortografia da língua portuguesa, e sem que se alterem
os sentidos do texto, a palavra “segmentos” também poderia ser escrita como
seguimentos.

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Questão 84: TRE GO / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Vamos ao princípio geral. S. Ex.ª confunde nomeação
e vocação. Ponhamos o caso em mim. Eu, se amanhã me nomearem bispo,
poderia receber com regularidade a côngrua e os emolumentos, mas, por falta
de vocação, preferia uma boa rede a todas as câmaras eclesiásticas. S. Ex.ª
dirá, porém, que esta hipótese é absurda; aqui vai outra.
Para assegurar o paralelismo sintático e a correlação entre tempos e modos
verbais, estaria gramaticalmente correta a substituição de “preferia” (linha 4)
por prefereria.

Questão 85: Polícia Militar CE - 2012 - nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Os governos da Bélgica, França, Grã-Bretanha, Itália e
Estados Unidos da América decidiram homenagear, de forma especial, a
memória desses soldados.
Caso o verbo decidir seja suprimido da expressão “decidiram homenagear”
(linha 2), o verbo homenagear, que se conjuga pelo modelo de odiar deverá
ser grafado homenagiaram.

Questão 86: TRE GO / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fala-se (A) muito em eleições violentas e corruptas, a bico de pena, a
bacamarte, a faca e a pau. Nenhuma dessas palavras é nova aos (B) meus
ouvidos. Conheço-as desde a infância. Crespas são deveras; na entrada do
próximo século é força (C) mudar de método ou de nomeclatura (D). Ou o
mesmo sistema com outros nomes, ou estes nomes com diversa aplicação
(E).
Trecho adaptado de Machado de Assis. A semana. In: Obra
Completa, v. III, Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p. 649.

Considerando que cada opção abaixo corresponda, no texto, à expressão ou


palavra destacada em negrito que imediatamente antecede o símbolo A, B, C,
D ou E, assinale a opção que corresponde a erro gramatical.
(A) (B) (C) (D) (E)
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Questão 87: IPEA / 2008 / Superior (banca CESPE)


Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.
Mas as empresas privadas não dispõem de capital suficiente para isso, e, se
despuzessem, esbarrariam em obstáculos históricos, como seu notório temor
de aplicações de risco e sua falta de experiência.

Questão 88: MDS / 2008 / Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O conhecimento e a aprendizagem sobre a escala local
proporcionados pelas informações estatísticas vêm responder às exigências
imediatas de compreensão da heterogeneidade estrutural no Brasil.
De acordo com a ortografia oficial, admite-se que o termo “heterogeneidade”
seja grafado como heterogenidade.

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Comentário: Este substantivo só admite uma grafia. Ele é derivado do


adjetivo “heterogêneo”. Para sua formação, troca-se o “o” por “i”, e
acrescenta-se o sufixo “-dade”.
Gabarito: E

Questão 89: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


A grafia correta do verbo correspondente a ressurreição é ressucitar.

Questão 90: TRT - RJ / 2008/ Analista (banca CESPE)


Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra “z”, o
feminino de poeta é grafado com s.

Questão 91: ANEEL / 2010/ Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O planejamento caiu em descrédito com a queda do
Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a contrarreforma neoliberal
baseada no mito dos mercados que se autorregulam. Seria ingênuo pensar
que esse mito desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das
pernas, está.
O sentido da expressão “mal das pernas”, característica da oralidade, seria
prejudicado caso se substituísse “mal” por mau.

Questão 92: SEDAP PB / 2009 / Superior (banca CESPE)


Assinale a opção correspondente ao período que está de acordo com as
normas gramaticais.
(A) O poeta que nos involvia com as suas palavras, calou-se para sempre.
(B) O poeta, que envolvia-nos com as suas palavras, calou-se para sempre.
(C) O poeta que nos envolvia com as suas palavras se calou para sempre.
(D) O poeta, que involvia-nos com as suas palavras, se calou para sempre.

Questão 93: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador (banca CESPE)


Cada uma das questões abaixo apresenta um trecho de texto, seguido de uma
proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente
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correta.
Fragmento de texto: As informações que deveriam ser públicas, como
contratos estabelecidos entre o Estado e os agentes privados, são de difícil
acesso; a linguagem da administração pública continua hermética aos
cidadãos comuns, a começar pelo orçamento; o processo licitatório é
flagrantemente burlado pela própria natureza oligopólica da economia
brasileira, principalmente nas obras “públicas” que envolvem bilhões de reais;
não há no país uma “cultura política” de prestação de contas, por mais que
avanços sejam observados desde a redemocratização e mesmo pela intensa
mobilização da sociedade política organizada no Brasil.
“a linguagem da administração pública continua hermética aos cidadãos
comuns” (linhas 3 e 4) – a linguagem administrativa do Estado brasileiro
permanesce impescrutável as massas

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Questão 94: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador (banca CESPE)


Cada uma das questões abaixo apresenta um trecho de texto, seguido de uma
proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente
correta.
Fragmento de texto: Essa forma de veicular denúncias e indícios reafirma
muitos dos mitos acerca do fenômeno da corrupção. Podem-se inventariar
alguns: a colonização portuguesa, que seria essencialmente patrimonialista,
em contraposição ao “poder local” e ao “espírito de comunidade” da tradição
anglo-saxã; a cultura brasileira, com seu universo miscigenado, tão criticado
por perspectivas eugenistas do início do século XX, e sua “amoralidade
macunaímica”, que não teria, mesmo após a independência e a República,
conseguido separar o público do privado; a disjunção entre elites políticas e
sociedade, como se as primeiras não fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da
última; a ausência de uma base educacional formal sólida como explicação
para comportamentos não republicanos; por fim, a ausência e(ou) fragilidade
de leis e de instituições capazes de fiscalizar, controlar e punir os casos de
malversação dos recursos públicos, como se o país fosse “terra de ninguém”.
“a disjunção entre elites políticas e sociedade, como se as primeiras não
fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da última” (linhas 8 a 10) – a dissenção
das elites políticas em relação a sociedade, como se estas não refletissem
nessa, direta e(ou) indiretamente

1. E 2. E 3. C 4. E 5. C 6. E 7. C 8. C 9. E 10. E
11. E 12. E 13. E 14. E 15. E 16. C 17. E 18. C 19. E 20. E
21. C 22. E 23. C 24. E 25. E 26. C 27. C 28. E 29. E 30. E
31. C 32. C 33. E 34. C 35. C 36. E 37. E 38. C 39. C 40. C
41. C 42. E 43. E 44. E 45. E 46. E 47. C 48. C 49. C 50. E
51. C 52. E 53. C 54. E 55. C 39407301494

56. C 57. E 58. E 59. E 60. E


61. C 62. C 63. C 64. C 65. E 66. E 67. C 68. C 69. C 70. C
71. C 72. C 73. D 74. E 75. E 76. E 77. E 78. E 79. E 80. C
81. E 82. E 83. E 84. E 85. E 86. D 87. E 88. E 89. E 90. C
91. C 92. C 93. E 94. E

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