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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO 1ª JUIZADO

ESPECIAL CÍVEL DA CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DO GAMA - DF

Processo nº 0700591-78.2016.8.07.0004
CARLOS ANTUNES ARCANJO DE OLIVEIRA
SMAFF AUTOMÓVEIS LTDA

SMAFF AUTOMÓVEIS LTDA, pessoa jurídica de direito privado, já


devidamente qualificada nos autos do processo em epígrafe, vem, respeitosamente, à douta
presença de Vossa Excelência, através de seu advogado abaixo assinado, que desde já requer
que as futuras publicações e intimações sejam feitas em nome do advogado Dr. DANIEL
SARAIVA VICENTE, inscrito na OAB/DF 35.526, apresentar sua

CONTESTAÇÃO

nos autos do presente processo proposto por CARLOS ANTUNES ARCANJO DE


OLIVEIRA, já devidamente qualificados, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

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BREVE HISTÓRICO

Em síntese, o Demandante relata que em 21/03/2014 comprou um veículo


usado com a Demandada SMAFF AUTOMÓVEIS LTDA. Aduz que após mais de 02 (dois)
anos utilizando o automóvel, veio a descobrir que em 2012 o veículo havia sido objeto de
sinistro e, consequentemente, leiloado.

Afirma que, em razão disso, o valor pago à Ré foi acima daquele praticado
pelo mercado, fazendo jus ao ressarcimento do importe de R$ 27.469,73 (vinte e sete mil,
quatrocentos e sessenta e nove reais e setenta e três centavos), bem como ao importe de
R$ 5.000,00 (cinco mil, reais) a título de danos morais.

Porém, conforme se verá a seguir, razão alguma assiste ao Requerente,


uma vez que a Ré apenas agiu nos limites de sua obrigação legal e contratual, conforme veremos
a seguir.

PRELIMINARES

- Da Incompetência dos Juizados Especiais – Violação ao artigo 51, inciso II, da Lei 9.099/95

Inicialmente, cumpre-nos destacar a manifesta incompetência deste d.


Juizado Especial para julgar a presente causa. Isso porque, conforme inteligência do artigo 51,
inciso II, da Lei de regência dos juizados especiais, o procedimento instituído não comporta
perícia técnica.

Ocorre, Excelência, que o Autor é enfático em atribuir o importe de 30%


(trinta por cento) do valor do veículo como sendo o prejuízo causado pela desvalorização do
automóvel, quantia que não corresponde a qualquer estudo técnico realizado ou índice
oficialmente instituído, senão, vejamos.

“Desse modo cabe ao fornecedor reparar o dano causado, sendo que o


requerente escolhe o abatimento proporcional no preço do veículo,
devendo a requerida pagar ao requerente a quantia de R$ 27.469,73 (vinte

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e sete mil reais quatrocentos e sessenta e nove reais e setenta e três
centavos) valor correspondente à 30% do valor pago no veículo
(R$ 22.500,00 – vinte e dois mil e quinhentos reais) corrigido
monetariamente da data da compra do veículo até a presente data.”

Ora, por óbvio, apenas a perícia técnica no automóvel do Autor poderá


afirmar se a alienação do veículo em leilão ocorrida em meados de 2012, lhe retirou o valor de
mercado e em que limites ou condições esse prejuízo pode ser efetivamente calculado,
demonstrando cabalmente haver dano ou não.

Dessa feita, a resolução da causa petendi sofre a incidência imprescindível


de perícia técnica para verificar se o automóvel alienado em 2014 estava a margem dos valores
aceitáveis no mercado, apurando sua eventual responsabilidade ou de terceiros que
eventualmente sejam identificados.

Douto Julgador, caso não seja acolhida a presente incompetência, estará


sendo violado o princípio da reserva legal, pois a lei dos Juizados não permite a produção de
prova pericial, tal qual requer desde já a Demandada. Assim, para que não se viole o artigo 5º,
LV, e artigo 98, I, da Carta Magna, além da própria Lei que criou os Juizados Especiais, acima
apontada, deve ser extinta a ação sem julgamento de mérito por incompetência material.

- Da Ilegitimidade Passiva

Ultrapassado o entendimento acima, cumpre-nos aventar a incorrigível


ilegitimidade passiva da Ré – SMAFF AUTOMÓVEIS LTDA, eis que não possui qualquer
ingerência na compra do automóvel em leilão e a sua reinserção no mercado e,
consequentemente, responsabilidade direta no alegado vício a que reclama o Autor.

De fato, Excelência, o pleito do Demandante se restringe à compra do


automóvel em um leilão ocorrido em 2012 realizado por terceiros, já que a Requerida adquiriu
o automóvel da empresa REGIANE DA SILVA CORTES ME, inscrita no CNPJ sob o nº
08.394.576/0001-92, com sede na Rua Buritis nº 366 – Centro – Unaí/GO.

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Ocorre que, conforme se extrai da Nota Fiscal Eletrônica nº 376541,
expedida em 16/12/2013, em nome da referida empresa, a SMAFF AUTOMÓVEIS LTDA
adquiriu o automóvel pelo importe de R$ 66.500,00 (sessenta e seis mil, e quinhentos reais),
como parte do pagamento de outro veículo.

Segundo se observa da Proposta de Veículo – Frotista, em anexo, a


sociedade REGIANE DA SILVA CORTES ME deu em pagamento o automóvel vendido
posteriormente ao Autor, visando a compra de uma S10 LT CAB DUPLA 2.4L FLEX 4X2,
Ano/Modelo 13/14, com zero quilometragem.

Por essa razão, considerando que não foi a Ré quem adquiriu o automóvel
em leilão – cerne do descontentamento do Autor, deve o Demandante destinar a presente
demanda a quem efetivamente recolocou o veículo no mercado de consumo, hipótese que não
pode ser atribuída à Requerida, devendo o feito ser extinto sem julgamento do mérito.

MÉRITO

Douto Julgador, percebe-se claramente a aventura jurídica empenhada


pelo Demandante, que se for avalizada por esse d. Juízo apenas terá o condão de promover a
famigerada indústria do dano moral e o ressarcimento de valores manifestamente indevidos,
tudo em razão de um mero descontentamento quanto a origem de um veículo que vem
utilizando perfeitamente há mais de 02 (dois) anos.

Ora, não há nos autos qualquer insatisfação quanto ao automóvel em si ou


a existência de uma única avaria. Nesse sentido, em que pese o debate estar adstrito à ocorrência
ou não de dano ao Autor, a Ré demonstrará a inexistência de ato ilícito, apta por si só a afastar
o pedido da inicial.

- Da Inexistência de Ato Ilícito

Conforme mencionado, não há nos autos qualquer reclamação quanto à


higidez do automóvel, que vem sendo utilizando pelo Requerente desde de sua compra em

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21/03/2014, demonstrando que o veículo se encontrava apto a ser vendido pelo preço
devidamente pago.

Inobstante esta assertiva, que será aprofundada mais adiante no tópico da


inexistência de dano, há que se observar que a Ré não cometeu qualquer ato ilícito, elemento
caracterizador da responsabilidade civil. Frise-se: Não há que se falar em culpa pela ótica do
Código de Defesa do Consumidor, mas efetivamente de um ato omissivo ou comissivo da
Requerida, que não ocorreu!

Ocorre, Excelência, que, conforme mencionado, a SMAFF


AUTOMÓVEIS LTDA adquiriu o automóvel de REGIANE DA SILVA CORTES ME, inscrita
no CNPJ sob o nº 08.394.576/0001-92, com sede na Rua Buritis nº 366 – Centro – Unaí/GO,
pelo importe de R$ 66.500,00 (sessenta e seis mil, e quinhentos reais), segundo informação
extraída da Nota Fiscal Eletrônica nº 376541, expedida em 16/12/2013.

Quando do recebimento do veículo a Demandada acautelou-se em realizar


a Avaliação de Usados em anexo, que atesta a utilidade do produto para o fim pretendido,
hipótese que não pode ser negada pelo Autor que está utilizando do automóvel há mais de 02
(dois) anos.

Portanto, é certo que se o automóvel não foi adquirido em leilão pela


Requerida, afastando qualquer ato comissivo nos alegados prejuízos do Autor. Igualmente, não
podemos atestar qualquer omissão da Ré, pois o automóvel estava em perfeito funcionamento
quando de sua aquisição e posterior venda ao Autor.

Por esse motivo, não há aplicação do artigo 186, do Código Civil, o que
afasta a reponsabilidade civil da Requerida quanto aos alegados infortúnios do Autor.

- Da Inexistência de Comprovação dos Fatos Constitutivos pelo Autor

Tecidos estes esclarecimentos, caso Vossa Excelência entenda de forma


diversa, cabe-nos salientar que a Demandada desconhece qualquer instituição pública que

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oficialmente elabore uma relação de veículos que foram objeto de leilão e forneça informações
ao público em geral.

Isso significa dizer que se um automóvel é vendido em leilão, sequer o


órgão máximo que regula as transferências de automóveis no Distrito Federal, o Departamento
de Trânsito do Distrito Federal – DETRAN/DF, consigna essas informações em seu sistema,
por serem manifestamente inúteis para fins de regulação.

De fato, o DETRAN/DF apenas inutiliza o cadastro de veículos vendidos


em leilões e que não possam transitar novamente, as denominadas carcaças, o que não é o caso
dos autos!

Neste particular, o documento denominado CARCHECK, apresentado


pelo Requerente no ID nº 3136676, não tem o condão de informar oficialmente se o automóvel
foi ou não objeto de leilão, tratando-se de serviço particular e que carece da comprovação de
fontes fidedignas.

Sendo assim, o Demandante não logrou comprovar documentalmente – de


forma indene de dúvidas, que o automóvel foi alienado a terceiros em um leilão ocorrido em
2012, incidindo a regra do artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil.

- Da Inexistência de Dano

Não obstante a clara comprovação de ausência de ato ilícito pela Requerida


ou a falta de comprovação dos atos constitutivos do Autor, impende-nos destacar que também
não há dano a ser ressarcido ao Requerente, nos exatos limites do disposto no artigo 944, do
Código Civil.

Ocorre, Excelência, que ainda que se acredite que veículo objeto da


presente demanda foi objeto de leilão em 2012, é certo que este se encontrava com suas
funcionalidades perfeitas quando de sua compra pela Demandada em 16/12/2013 e posterior
venda ao Autor em 21/03/2014.

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Concessa venia, as alegações trazidas pelo Autor revelam uma má
compreensão dos automóveis que são objeto de leilão, pois em sua concepção – isolada por
óbvio, todo e qualquer veículo que foi alienado em um ato análogo possui defeitos irreparáveis
ou foram inutilizados e vendidos como sucata.

Esta não é a realidade! Conforme é de sabença geral, há nos leilões, por


exemplo, veículos vendidos por ocasião de uma busca e apreensão ou em razão do excesso de
carros nos pátios de empresas, seguradoras, instituições públicas ou privadas, sem que a sua
venda represente a queda de sua valorização no mercado.

Ora, conforme já demonstrado, o veículo do Autor foi comprado pela Ré


por R$ 66.500,00 (sessenta e seis mil, e quinhentos reais), valor este que não foge à regra do
mercado para veículos usados utilizados como parte de pagamento de um automóvel zero
quilômetros.

É o próprio Demandante quem afirma que o valor pago na posterior


revenda, qual seja, R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais), refletia o que era praticado no
mercado à época, in fine.

“Após a escolha do veículo o requerente compareceu a loja da requerente


para efetuar a compra, tendo sido a compra feita em 21/03/2014, sendo
que pelo veículo foi pago o valor de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil
reais) valor de mercado do veículo na data da compra.”

Douto Julgador, não é crível que um veículo em perfeito estado seja


condenado à pecha de desqualificado ou ruim pelo simples fato de ter sido objeto de leilão, se
no momento de sua venda refletia o preço praticado no mercado! Quer o Autor então que todo
e qualquer veículo vendido em leilão receba um carimbo e seja vendido abaixo do mercado?

Com o devido acatamento, é ilógico esse pensamento. E mais! Irá o Autor


revender o seu veículo com o aludido desconto de 30% (trinta por cento) no mercado?
Certamente não, pois o seu veículo atualmente é o espelho daquilo que efetivamente vale no

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mercado, levando-se em consideração o ano/modelo, a conservação, o asseio, entre outros, mas
jamais se este foi ou não objeto de leilão.

Portanto, inexistindo dano, surge a manifesta tentativa do Requerente em


locupletar-se ilicitamente, o que não pode ser avalizado por esse d. Juízo.

- Da Inexistência de Dano Material

Ad argumentandum tantum, caso seja diverso o entendimento perfilado


por esse d. Juízo, impende-nos destacar que os alegados danos materiais perseguidos pelo Autor
não refletem o disposto no artigo 944, do Código Civil, pois carecem de comprovação do valor
atribuído pela desvalorização do veículo. Nesse sentido, a Requerida refuta o suposto cálculo
em sua totalidade.

Dessa forma, observa-se que o Requerente sequer indica e comprova a real


extensão de seu dano. Inexistindo a extensão do prejuízo autoral, também inexiste a
possibilidade de seu ressarcimento, pois em hipótese alguma podemos hipoteticamente alcançar
determinada quantia.

- Da Inexistência de Dano Moral e do Enriquecimento Indevido

Ultrapassados os entendimentos acima, caso seja outra a conclusão de


Vossa Excelência, o Requerente alega ter sofrido infortúnios diversos, sem afirmar quais
prejuízos seriam estes e se decorrentes de algum ato direto da Requerida – que sempre agiu
com boa-fé.

De fato, cabe-nos ressaltar que a Demandada não praticou qualquer ato


ilícito. Ainda assim, a narrativa emprestada aos autos não induz a qualquer violação da honra,
imagem ou direito da personalidade da Requerente, sendo que os fatos retratam apenas meros
aborrecimento passiveis de ocorrer em qualquer circunstância.

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Doutrina e jurisprudências são fartas em assumir que os aborrecimentos
naturais à convivência em sociedade não geram dano moral, sem que haja sua comprovação
mínima, senão, vejamos.

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. PERDAS E DANOS. AQUISIÇÃO DE


VEÍCULO. TROCA DE MOTOR. DEPRECIAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DANOS MORAIS. MEROS
ABORRECIMENTOS. RECURSO IMPROVIDO. Incumbe à parte autora
comprovar a existência de depreciação no valor do veículo e que esta foi
causada em decorrência da necessidade de troca do motor. Os lucros
cessantes somente são devidos em caso de demonstração inequívoca de
prejuízo econômico suportado pela parte. Meros aborrecimentos são
insuscetíveis de reparação por dano moral. Recurso improvido.
(Apelação Cível 1.0024.10.120508-6/001, Relator(a): Des.(a) Amorim
Siqueira , 9ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 10/06/2014, publicação
da súmula em 16/06/2014)

EMENTA: AÇÃO DE OUTORGA DE ESCRITUTA - EXCEÇÃO DO


CONTRATO NÃO CUMPRIDO - INAPLICABILIDADE - FRUIÇÃO
DE IMÓVEL ALIENADO - IMPOSSIBILIDADE - DANO MORAL -
AUSÊNCIA DE AFRONTA AOS DIREITOS DA PERSONALIDADE -
MEROS ABORRECIMENTOS - DANOS MATERIAIS - ÑÃO
COMPROVAÇÃO - JUROS REMUNERATÓRIOS - NÃO
INCIDÊNCIA - RESSARCIMENTOS DE VALORES - CORREÇÃO
MONETÁRIA - TERMO INICIAL - DESEMBOLSO - SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA.
A exceção do contrato não cumprido protege aos contratantes que não
poderiam ser coagidos a efetuar a obrigação acessória enquanto os réus
não regularizassem o imóvel alienado.
Não há que se falar em indenização pela fruição do imóvel por aqueles que
o receberam em face da aquisição através de promessa de compra e venda,
tendo quitado integralmente o valor pactuado.
A configuração do dano moral pressupõe ofensa de ordem não
patrimonial que atinge, sobretudo, a esfera personalíssima do
indivíduo, excluídos meros incômodos ou aborrecimentos, o que afasta
a possibilidade do seu reconhecimento ante a situação em que se
apurou mero descumprimento de obrigação contratual.
Para que se reconheça a existência de danos materiais é necessária a
comprovação cabal da sua ocorrência, sendo incabível qualquer presunção.
Ante a inexistência de norma legal ou estipulação contratual, incabível a
incidência de juros remuneratórios sobre o valor a ser ressarcido aos
autores.
O valor a ser restituído há de ser corrigido monetariamente a partir da data
do desembolso, objetivando a manutenção do real valor da moeda.
(Apelação Cível 1.0390.10.001803-0/002, Relator(a): Des.(a) Wanderley
Paiva , 11ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 26/06/2014, publicação da
súmula em 30/06/2014) (grifos nossos)

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Ad argumentandum tantum, caso Vossa Excelência entenda presente o
suposto dano moral, o que se admite apenas a título de argumentação, deve fixar o eventual
valor de modo a não possibilitar o enriquecimento indevido da Autora, considerando a boa-fé
da segunda Requerida, a falta de provas do alegado dano sofrido, bem como os atos
efetivamente praticados.

DO PEDIDO

Ante o exposto, requer a Vossa Excelência, preliminarmente, o


indeferimento do pedido de gratuidade de justiça e, no mérito, sejam julgados
IMPROCEDENTES todos os pedidos formulados pela Autora, acatando-se os termos da
fundamentação supra, por ser medida de lídima justiça.

Termos em que,
Pede deferimento.

Brasília, 14 de setembro de 2016.

DANIEL SARAIVA VICENTE BRUNO FELIZOLA FERNANDES


OAB/DF 35.526 OAB/DF 42.440

BENJAMIM BARROS
OAB/DF 37.795

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