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Manual de MR 7 2008-10-30

Tector
Reparações
Eixo em Tandem
Posterior

Eixo em Tandem Posterior


(MR-23-145 e MR-23-155)
Tector

Descrição de Reparações
Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Índice

Generalidades 7
Eixo traseiro posterior do tandem 8
Vista explodida - nomenclatura 9
Identificação 11
Características e dados 12
Diagnose 16
Desmontagem 17
Desmontagem do diferencial 17
Remoção do diferencial 18
Remoção das capas dos mancais 19
Desmontagem da caixa dos satélites 20
Desmontagem da caixa do pinhão e da haste do pinhão 23
Preparação para montagem 26
Limpeza 26
Secagem 26
Inspeção 26
Inspeção dos rolamentos 27
Inspeção do par coroa e pinhão 28
Inspeção da caixa dos satélites-conjunto 28
Inspeção dos semi-eixos 28
Inspeção da caixa do diferencial 28
Inspeção do garfo / flange da junta universal 28
Inspeção da carcaça 29
Estocagem 29
Manutenção - recuperação 29
Recuperação através de solda 29

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Trava líquida 30
Características das travas líquidas 30
Desmontagem 30
Limpeza 30
Montagem 30
Procedimento para aplicação 31
Junta química 31
Descrição 31
Limpeza 31
Secagem 31
Procedimento para aplicação 32
Montagem 32
Montagem da caixa do pinhão 32
Rolamentos do pinhão 34
Identificação do calço de ajuste dos rolamentos do pinhão 34
Ajuste da pré-carga dos rolamentos do pinhão 36
Método com utilização de prensa 36
Método sem utilização de prensa 37
Ajuste da profundidade de montagem do pinhão 37
Método sem ferramenta especial 43
Ajuste do diferencial L-147 44
DN = 7,625” 44
Montagem do vedador pinhão 45
Instalação da caixa do pinhão na caixa do diferencial 45
Montagem da caixa dos satélites 47
Verificação da resistência à rotação do conjunto
49
satélites / planetários
Montagem da caixa dos satélites - conjunto na caixa
50
do diferencial
Instalação da caixa do diferencial na carcaça do eixo 52

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Ajustes 52
Folga de engrenamento 52
Contato dos dentes coroa e pinhão 53
Processo de verificação 53
Contatos satisfatórios 54
Contatos incorretos 55
Verificação do contato diferencial - modelo L-147 57
Sistema de bloqueio da caixa dos satélites principal 58
Mensagens de alerta e perigo 58
Descrição 58
Remoção do conjunto do diferencial da carcaça do eixo 59
Acionamento ou bloqueio do DCDL 59
Método manual 60
Método com a fonte de ar auxiliar 61
Remoção do conjunto da caixa dos satélites principal e
62
seu sistema de bloqueio
Conjunto do mecanismo de acionamento fixado por
65
parafusos
Instalação do conjunto do mecanismo de acionamento do
66
bloqueio da caixa dos satélites
Conjunto do mecanismo do DCDL com fixação por rosca 66
Conjunto do mecanismo do DCDL com fixação por
69
parafusos
Tampas de obturação do sistema de bloqueio da caixa dos
72
satélites
Montagem do conjunto da tampa de proteção para DCDL
72
fixado por parafusos
Montagem do conjunto da tampa de proteção do DCDL
72
fixado por rosca
Montagem do conjunto do diferencial anterior na carcaça
73
do eixo
Método manual 73

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Método com suprimento de ar auxiliar 75


Verificação do sistema de bloqueio da caixa dos satélites
76
principal
Etiqueta de cuidados do condutor com o DCDL 76
Lubrificação 77
Viscosidade 77
Inspeção e recomendações 78
Períodos de troca 78
Bujão magnético 78
Momentos de aperto 79
Ferramentas especiais 81

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Generalidades

Os diferenciais Meritor de simples - Satélites e planetários com dentes côni-


velocidade são unidades motrizes que cos retos obtidos por forjamento de pre-
possuem as seguintes características: cisão.

- Coroa e pinhão hipoidais com dentes - Entalhado do pinhão com dentes finos
cortados por processo generoid que de perfil evolvente, rolados a frio para
resulta em maior capacidade de torque maior resistência e durabilidade, com
e durabilidade que as engrenagens pequeno ângulo de hélice para acoplar
convencionais devido um maior número sobre pressão, com o garfo / flange da
de dentes engrenados (1 totalmente e 2 junta universal, evitando, dessa forma,
parcialmente engrenados). o afrouxamento da porca do pinhão
quando o veículo estiver sujeito a alto
- Pinhão hipoidal montado sobre rola- nível de vibrações.
mentos de rolos cônicos, que absorvem
os esforços axiais e radiais e um rola- - Canais de lubrificação posicionados em
mento de rolos cilíndricos junto ao topo pontos estratégicos, para assegurar
da cabeça, que absorve as cargas radi- lubrificação eficiente das engrenagens
ais. e rolamentos nas velocidades mais
baixas.
- Conjunto-caixa dos satélites e coroa,
montado sobre rolamentos de rolos
cônicos.

Figura 1

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Eixo traseiro posterior do tandem

Informações de identificação do modelo do eixo na plaqueta de identificação

M R - 23 - 1 4 5
Variação da versão do eixo:
Meritor Indica o nível ou variação de
desenvolvimento do modelo.

Tipo do diferencial: Tamanho do diferencial.


Números altos indicam uma alta capacidade GCW
do diferencial (ex.: tamanho de coroa maior).

Tipo de engrenamento
1 = simples velocidade

Capacidade de carga nominal do eixo (GAWR), em milhares de libras.


Para os eixos anterior e posterior individuais do conjunto do tandem (D, N, P)
são capacidades de eixos simples. O conjunto do tandem (T) é a capacidade
combinada dos dois eixos.

Tipo do eixo
D = Eixo anterior do tandem com diferencial entre eixos
N = Eixo anterior do tandem sem diferencial entre eixos
P = Eixo anterior do tandem com diferencial entre eixos e bomba
R = Eixo posterior do tandem
T = Conjunto dos eixos do tandem

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Vista explodida - nomenclatura

Figura 2

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1. Caixa do diferencial 19. Pinhão


2. Capa do mancal 20. Coroa
3. Parafuso - fixação dos mancais 21. Parafuso (fixação da coroa)
4. Arruela 22. Porca
5. Caixa dos satélites - metade flange 23. Rolamento piloto do pinhão
6. Caixa dos satélites - metade simples 24. Anel elástico
7. Satélite 25. Calço de ajuste da caixa do pinhão
8. Arruela de encosto do satélite 26. Caixa do pinhão
9. Cruzeta do diferencial 27. Rolamento-capa (interna do pinhão)
10. Planetário 28. Rolamento-capa (externa do pinhão)
11. Arruela de encosto do satélite 29. Rolamento-cone (externo do pinhão)
12. Parafuso - fixação da caixa dos satélites 30. Calço de ajuste dos rolamentos do pinhão
13. Rolamento-cone (caixa dos satélites - metade 31. Rolamento-cone (interno do pinhão)
flange) 32. Garfo da junta universal
14. Rolamento-cone (caixa dos satélites - metade 33. Defletor de pó
simples) 34. Vedador do pinhão
15. Rolamento-capa (caixa dos satélites - metade 35. Porca do pinhão
flange) 36. Parafuso (fixação da caixa do pinhão)
16. Rolamento-capa (caixa dos satélites - metade 37. Arruela (fixação da caixa do pinhão)
simples) 38. Arruela (fixação da caixa dos satélites)
17. Anel de ajuste 39. Arruela (fixação da coroa)
18. Pino de travamento

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Identificação

A unidade apresenta placas de identifi- MODEL (modelo)


cação, nas quais estão gravadas as
CUST Nº (número do cliente)
especificações básicas do produto.
PART Nº (número do produto)
Essas informações permitirão uma identi-
ficação correta das peças de reposição RATIO (reduções do diferencial)
desejadas, permitindo a execução de SERIE Nº (número de série)
uma operação de serviço mais rápida e
precisa. DATE (data de fabricação)

Placa de identificação

Figura 3

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Características e dados

Tipo do eixo: Meritor (MR-23-145)

Redução simples 6x4

Grupo diferencial
Relação de redução
cônica 4,88:1 (39/8)
(nº de dentes: 5,29:1 (37/7)
coroa/pinhão)
Rolamentos do pinhão Dois rolamentos de rolos
cônico cônicos e um de rolos
cilíndricos
Pré-carga dos rolamentos
do pinhão (sem junta)

Rolamentos novos 0,5 - 5,0 Nm

Rolamentos reutilizados 1,1 - 3,4 Nm

Ajuste da pré-carga dos


Através de arruelas de
rolamentos do pinhão
ajuste
cônico

Espessura das arruelas de 17,77 mm 17,92 mm


ajuste da pré-carga dos 17,79 mm 17,95 mm
rolamentos do pinhão 17,82 mm 17,97 mm
cônico 17,84 mm 18,00 mm
17,87 mm 18,02 mm
17,89 mm 18,05 mm

Ajuste da folga entre o pin- Através dos anéis


hão e coroa de ajuste

Folga entre o pinhão e


0,20 - 0,46 mm
coroa

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Meritor (MR-23-145)

Ajuste da abertura das Através dos anéis


capas de mancais de ajuste

Abertura das capas de


0,15 - 0,33 mm
mancais

Pré-carga dos rolamentos


1,7 - 3,5 Nm
da caixa de satélites

Posicionamento do pinhão
Através de calços
cônico em relação à caixa
de ajuste
de satélites

Espessura dos calços de 0,08 mm


ajuste entre a 0,12 mm
meia-carcaça do pinhão e 0,25 mm
a carcaça do diferencial 0,50 mm

Óleo para o eixo traseiro Tutela W140/M-DA

Quantidade 11 litros

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Tipo do eixo: Meritor (MR-23-155)

Redução simples 6x2

Grupo diferencial
Relação de redução
4,10:1 (41/10)
cônica
4,56:1 (41/9)
(nº de dentes:
4,88:1 (39/8)
coroa/pinhão)
Rolamentos do pinhão Dois rolamentos de rolos
cônico cônicos e um de rolos
cilíndricos
Pré-carga dos rolamentos
do pinhão (sem junta)

Rolamentos novos 1,7 - 4,0 Nm

Rolamentos reutilizados 1,1 - 2,3 Nm

Ajuste da pré-carga dos


Através de arruelas de
rolamentos do pinhão
ajuste
cônico

Espessura das arruelas de 18,72 mm 18,90 mm


ajuste da pré-carga dos 18,74 mm 18,92 mm
rolamentos do pinhão 18,77 mm 18,95 mm
cônico 18,79 mm 18,98 mm
18,82 mm 19,00 mm
18,85 mm 19,03 mm
18,87 mm

Ajuste da folga entre o pin- Através dos anéis


hão e coroa de ajuste

Folga entre o pinhão e


0,25 - 0,40 mm
coroa

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Meritor (MR-23-155)

Ajuste da abertura das Através dos anéis


capas de mancais de ajuste

Abertura das capas de


0,15 - 0,33 mm
mancais

Pré-carga dos rolamentos


1,7 - 3,5 Nm
da caixa de satélites

Posicionamento do pinhão
Através de calços
cônico em relação à caixa
de ajuste
de satélites

Espessura dos calços de


0,08 mm
ajuste entre a
0,12 mm
meia-carcaça do pinhão e
0,25 mm
a carcaça do diferencial

Óleo para o eixo traseiro Tutela W140/M-DA

Quantidade 11 litros

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Diagnose

As principais anomalias de funcionamento do eixo traseiro são:


1. Ruídos no eixo traseiro 3. Ruídos no arranque
2. Ruídos ao retorno 4. Ruídos em curvas

1 Ruídos no eixo traseiro

Verifique se não existem vazamentos


Nível de óleo lubrificante insuficiente. Sim pelas guarnições ou pela carcaça do
eixo traseiro. Complete o nível.

Não

Ranhuras de união dos semi-eixos com as


Verifique o eixo traseiro e substitua as
engrenagens planetárias do diferencial Sim
peças gastas ou danificadas.
danificadas.

Não

Rolamentos dos cubos de rodas Efetue a regulagem da folga dos


Sim
desregulados. rolamentos.

Não

Regulagem incorreta ou deterioramento das


Localize o problema e efetue a revisão
engrenagens ou dos rolamentos do grupo Sim
do grupo.
diferencial.

2 Ruídos ao retorno

Desmonte a tampa de inspeção das


Folga de acoplamento incorreta entre o pinhão
Sim engrenagens e efetue a regulagem da
e a coroa cônica.
folga entre o pinhão e a coroa.

3 Ruídos no arranque

Verifique se não existem vazamentos


Lubrificação insuficiente. Sim pelas guarnições ou pela carcaça do
eixo traseiro. Complete o nível.

Não

Rolamentos da caixa de satélites


Sim Revise o grupo.
desregulados ou deteriorados.

Não

Contato incorreto dos dentes entre o pinhão e


Sim Ajuste o contato entre os dentes.
a coroa cônica.

4 Ruídos em curvas

Folga incorreta entre o grupo de satélites e Revise e, se necessário, substitua


Sim
planetárias. o grupo.

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Desmontagem

Desmontagem do diferencial

Antes de iniciar as operações de serviço, Cuidado:


identifique a unidade a ser reparada, con-
sultando as placas de identificação afixa- - Não bata diretamente no semi-eixo.
das na carcaça e na caixa do diferencial.
- Não introduza cunhas ou talhadeiras
- Remova o bujão de drenagem, locali- entre o semi-eixo e o cubo da roda,
zado na face inferior do bojo da carcaça para evitar danos irreparáveis nestas
e escoe todo o óleo existente. peças.

Figura 4

- Solte as porcas, as arruelas de pressão


e arruelas cônicas dos prisioneiros de Figura 6
fixação dos semi-eixos.
- Remova os semi-eixos.
Importante: Para remover as arruelas
cônicas, apóie uma barra de latão (com Ø - Desconecte a árvore de transmissão.
38 mm) na depressão existente no centro
do flange do semi-eixo e bata na mesma
com um martelo de bronze ou use uma
porca auxiliar, batendo com um martelo
no sextavado da porca.

Figura 5

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Remoção do diferencial

A. Solte os parafusos de fixação do dife- C. Instale a unidade em um suporte ade-


rencial e remova-os. quado.

B. Solte o diferencial da carcaça utili-


zando um suporte adequado e um
macaco.

Figura 8

D. Meça o valor da folga de engrena-


Figura 7 mento dos dentes do par coroa /
pinhão. Consulte em “Ajuste de folga
de engrenamento”.
Importante:

- Se houver necessidade de utilização de


parafusos de sacar, o flange da caixa
do diferencial dispõe de furos roscados
para esta finalidade. Pode-se utilizar os
mesmos parafusos de fixação do dife-
rencial nesta operação.

- Aplique, se necessário, golpes firmes


com martelo de borracha ou plástico
para desprender o diferencial do efeito
adesivo da junta química.

- Nunca introduza cunha ou talhadeira Figura 9


entre a caixa do diferencial e a carcaça
para não causar danos irreparáveis em Atenção: Antes de efetuar a medição,
suas superfícies. remova todo óleo existente nos dentes da
coroa e do pinhão com um dos solventes
indicados em “Limpeza” e seque em
seguida conforme está determinado em
“Secagem”.

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Remoção das capas dos mancais

A. Remova e descarte os pinos, contrapi- D. Remova, manualmente, os anéis de


nos ou trava dos anéis de ajuste da ajuste.
caixa dos satélites.

Figura 12

E. Remova a caixa dos satélites com se-


gurança e coloque-a sobre uma
bancada.
Figura 10

B. Solte os parafusos e arruelas de fi-


xação das capas dos mancais e
marque as posições originais das
capas.

C. Remova, manualmente, as capas dos


mancais.

Figura 13

Figura 11

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Desmontagem da caixa dos satélites

A. Verifique, antes da desmontagem, se


as metades das caixas dos satélites
(simples e com flange), têm posição de
montagem marcada.

Se não tiverem, marque-as para que a


posição original seja mantida na
remontagem.

B. Solte os parafusos de fixação das


duas metades da caixa.

Figura 16

Figura 14

C. Separe as duas metades da caixa e


remova seus componentes internos,
Figura 17
na seqüência indicada.

Figura 15 Figura 18

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

D. Se necessário, solte e remova os - Puncione, cuidadosamente, o centro da


parafusos, porcas e arruelas de fixa- cabeça dos rebites (no lado da coroa).
ção da coroa.

Figura 21

- Fure a cabeça dos rebites com uma


broca de 1/32” menor que o corpo dos
Figura 19
mesmos.
E. Somente se necessário, remova a
coroa utilizando um extrator adequado
ou uma prensa. Apóie a coroa sobre
blocos de metal ou madeira e prense a
caixa através da coroa.

Figura 22

Figura 20

F. Se for necessária a substituição da


coroa e a mesma estiver presa por
rebites, utilize o procedimento a seguir.

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

- Remova os rebites utilizando um pon- H. Se for necessário substituir os cones


teiro adequado e golpes de martelo ou dos rolamentos das metades da caixa
uma prensa. Nunca utilize talhadeira, dos satélites, remova-os com um
pois essa prática deformará os furos do extrator adequado ou uma prensa.
flange.

Figura 26

Figura 23

Figura 24

G. Remova a coroa hipoidal, utilizando


um extrator adequado ou uma prensa. Figura 27

Figura 25

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Desmontagem da caixa do pinhão e da


haste do pinhão
C. Remova e descarte o vedador do pi-
A. Imobilize o garfo / flange da junta uni-
nhão.
versal com uma ferramenta adequada
e solte a porca do pinhão.

Figura 30

Figura 28 Importante: Para remover o vedador de


forma fácil e segura, introduza uma
B. Saque o garfo / flange da junta univer- chave de fenda entre o flange do vedador
sal utilizando um extrator. e a caixa do pinhão e faça movimento de
alavanca em vários pontos para que o
Importante: Não remova o garfo / mesmo seja expelido gradativamente,
flange com golpes de martelo, pois isto sem danificar a caixa do pinhão.
poderá provocar o empenamento do
mesmo, além de fazer marcas profun-
das nos rolamentos, impedindo um D. Solte os parafusos de fixação da caixa
possível reaproveitamento dos mes- do pinhão e remova-os juntamente
mos. com as arruelas.

Figura 29

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E. Remova a caixa do pinhão. Cuidado:

- Não introduza cunhas ou talhadeiras


entre a caixa do pinhão e a caixa do
diferencial para evitar danos irrepará-
veis nestas peças, bem como nos cal-
ços de ajuste.

- Se os calços de ajuste estiverem em


boas condições, meça-os e guarde-os
para a remontagem.

- Mesmo que os calços estejam danifica-


dos, ainda assim meça a espessura do
pacote e grave esta dimensão, pois a
Figura 31 mesma será utilizada como referência
na remontagem da caixa do pinhão.
Notas:
F. Remova e amarre os calços de ajuste
- Dê algumas batidas na caixa do pinhão da caixa do pinhão, de forma que a
com martelo de borracha ou couro para posição original dos mesmos seja
desacomodá-la. mantida na remontagem, em caso de
reutilização desses componentes.
- A caixa do pinhão possui furos roscados
para a utilização de parafusos de sacar. G. Saque o pinhão utilizando um extrator
Podem ser utilizados os mesmos para- adequado ou uma prensa. Apóie o
fusos de fixação da caixa do pinhão flange da caixa do pinhão sobre blocos
nesta operação. de madeira ou metal e prense o pinhão
através da caixa.

Figura 32
Figura 33

Cuidado: Ao utilizar a prensa, use óculos


de proteção.

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Importante: Não remova o pinhão com K. Saque, se necessário, o cone do rola-


golpes de martelo, pois o efeito das bati- mento traseiro utilizando um extrator
das provocaria danos nos rolamentos, adequado ou uma prensa.
impedindo um possível reaproveita-
mento dos mesmos.

H. Remova, manualmente, o cone do


rolamento dianteiro.

I. Saque, se necessário, as capas dos


rolamentos dianteiro e traseiro, utili-
zando um extrator adequado ou uma
prensa.

Figura 36

L. Remova e descarte, se necessário, o


anel elástico, utilizando um alicate
adequado.

M. Saque, se necessário, o rolamento


piloto, utilizando um extrator adequado
ou uma prensa.

Figura 34

J. Remova da haste do pinhão, manual-


mente, os calços de ajuste dos rola-
mentos.

Figura 37

Figura 35

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Preparação para montagem

Limpeza

A unidade pode sofrer lavagem externa, Limpe os bujões de respiro, cuidadosa-


a fim de facilitar a sua remoção e des- mente (pode ser utilizado jato de ar). Se o
montagem. Neste caso, todas as abertu- mesmo estiver entupido ou danificado,
ras deverão estar tapadas para evitar a substitua-o.
possibilidade de entrada de água ou umi-
dade no interior do conjunto. Cuidado: Bujões entupidos provocam o
aumento de pressão interna na unidade,
Importante: Não recomendamos a lava- podendo acarretar vazamento de óleo
gem da unidade com água após a sua pelos vedadores.
desmontagem. Quando este sistema de
limpeza é utilizado, a água fica retirada
nas peças. Isto pode provocar oxidação
(ferrugem) em peças críticas e possibilitar Secagem
a circulação destas partículas de ferru-
gem no óleo. O desgaste prematuro dos As peças deverão ser totalmente secas,
rolamentos, engrenagens e outras peças imediatamente após a limpeza, que deve
pode ser causado por esta prática. Por ser feita utilizando panos de algodão, lim-
esta razão, o conjunto deverá ser total- pos e macios.
mente desmontado pois não é possível
limpar adequadamente de outra forma. Nota: O ar comprimido pode ser empre-
gado também na secagem das peças,
Não use gasolina. exceto para os rolamentos.

Lave todos os componentes que pos- Cuidado: As câmaras e recessos devem


suam superfícies usinadas ou retificadas estar bem limpos e secos para se evitar
(engrenagens, rolamentos, calços, posterior contaminação.
cruzeta) usando solventes apropriados à
base de petróleo, tais como: óleo diesel
ou querose.
Inspeção
Lave as peças fundidas (caixa dos
satélites, capas dos mancais e interior da É de vital importância a inspeção total e
caixa do diferencial) utilizando os sol- cuidadosa de todos os componentes da
ventes citados anteriormente. Remova, unidade, antes da sua remontagem. Esta
cuidadosamente, todas as partículas de inspeção vai acusar as peças com des-
junta. Consulte em “Junta química”. gaste excessivo ou trincas, que deverão
ser substituídas.

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Inspeção dos rolamentos

Inspecione os rolamentos de rolos cilín- D. Sinais de atrito na gaiola dos roletes


dricos e/ou de rolos cônicos (capas e cônicos.
cones) inclusive aqueles que não foram
removidos das sedes em que se encon-
tram montados, e substitua-os se os
mesmos apresentarem qualquer um dos
defeitos mencionados a seguir.

A. Desgaste acentuado na face larga dos


roletes cônicos, com eliminação quase
total do rebaixo central, e/ou raio des-
gastado, com canto vivo, na face larga Figura 40
dos roletes.
E. Corrosão (causada pela ação química)
ou cavidade nas superfícies de funcio-
namento.

Figura 38

B. Desgaste (com rebaixo visível) na Figura 41


pista da capa ou do cone e/ou inden-
tações profundas. F. Lascamento ou descamação na super-
fície da capa e/ou cone.
C. Trincas ou quebras nas sedes da capa
e/ou do cone, ou na superfície dos
roletes cônicos.

Figura 42

Figura 39

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Inspeção do par coroa e pinhão

Inspecione essas engrenagens, obser- A. Superfícies internas em ambas as


vando se há desgaste ou danos como metades da caixa dos satélites.
trincas, depressões, rachaduras ou las-
cas. Verifique também as sedes dos B. Superfície de apoio das arruelas de
cones dos rolamentos e o entalhado do encosto dos satélites e planetários.
pinhão.
C. Pernas da cruzeta.
Nota: A coroa e pinhão são engrenagens
usinadas e acasaladas em pares, para D. Dentes e entalhados dos planetários.
garantir a posição ideal de contato entre
os seus dentes. Portanto, se for necessá- E. Dentes e furos dos satélites.
rio trocar uma coroa ou um pinhão danifi-
cado, ambas as engrenagens do par Importante: Se houver necessidade de
deverão ser substituídas. substituir um satélite ou um planetário
danificado, troque todas as engrenagens,
inclusive as arruelas de encosto. A com-
binação de peças novas com usadas
pode resultar em falha prematura do con-
Inspeção da caixa dos satélites-con- junto.
junto

Inspecione os componentes do sistema


diferencial e substitua as peças que apre- Inspeção dos semi-eixos
sentarem depressões, trincas, ovalização
excessiva em furos e semi-furos ou des- Verifique se há trincas e desgaste exces-
gaste acentuado nas superfícies de tra- sivo nos entalhados ou dentes e também
balho. Verifique também as áreas de se há ovalização nos furos do flange.
trabalho abaixo especificadas.

Inspeção da caixa do diferencial

Observe a existência de fraturas em


qualquer superfície ou rebarbas nas
regiões usinadas.

Inspeção do garfo / flange da junta uni-


versal

Substitua o garfo / flange da junta univer-


sal, caso apresente desgaste acentuado
na área de trabalho dos lábios do veda-
Figura 43 dor.

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Inspeção da carcaça C. Sempre que a unidade for recondi-


cionada, substitua também o vedador
Verifique se há sinais de trincas, prisio- do pinhão.
neiros soltos, rebarbas ou entalhes nas
superfícies usinadas. D. Remova todas as partículas de junta.
Consulte em “Junta química”.

E. Remova entalhes, manchas, rebarbas


Estocagem ou outras imperfeições das superfí-
cies usinadas.
As peças, após lavagem, secagem e
inspeção, deverão ser imediatamente F. As roscas devem estar limpas e sem
remontadas ou cobertas com uma fina danos para se obter um ajuste exato e
camada do óleo especificado em “Lubrifi- o momento de aperto correto.
cação”, a fim de evitar oxidação.
G. Sempre que possível use uma prensa
As peças que tiverem que ser estocadas, para a remontagem das peças.
deverão ser cobertas com uma boa
camada de óleo ou qualquer outro pre- H. Aperte todos os componentes de fi-
ventivo à corrosão, e guardadas em caixa xação ou travamento com os valores
fechada ou equivalente, protegendo-as especificados em “Momentos de
da poeira, umidade e ferrugem (com aperto”.
exceção dos componentes já protegidos
com pintura, zincagem, etc.). I. Remova os entalhes ou rebarbas da
carcaça e caixa do diferencial.

Manutenção - recuperação
Recuperação através de solda
Substitua todas as peças que apresen-
tarem desgaste ou estiverem danificadas, No interesse da segurança e da pre-
utilizando sempre componentes originais venção da vida da manutenção e ser
Iveco, para garantir um serviço de efetuada, recomendamos que não sejam
manutenção com resultados satisfatórios, feitos reparos através de soldagem, os
pois o uso de peças não originais provo- quais podem afetar a integridade estru-
cará diminuição da vida da unidade. tural dos componentes, bem como provo-
car distorções naqueles já submetidos a
Para uma melhor orientação, informamos processos de tratamento térmico.
alguns critérios básicos de verificação,
para fins de reparos e/ou substituição dos O reparo com solda somente pode ser
componentes. aprovado onde são impostos rigorosos
controles com equipamentos que, nor-
A. Substitua as porcas e parafusos que malmente, só se encontram nos locais de
apresentarem os cantos da cabeça fabricação.
arredondados e/ou rosca danificada.

B. Substitua as arruelas de pressão, arru-


elas lisas, anéis elásticos, pinos elásti-
cos e contrapinos.

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Trava líquida

A trava líquida foi adotada como principal As travas líquidas curam-se na ausência
elemento de travamento dos compo- do ar e por serem líquidas preenchem
nentes. Portanto, essa seção descreve rápido e uniformemente todo o espaço
os cuidados necessários para o uso ade- existente entre as roscas, possibilitando a
quado desses adesivo líquido. obtenção de um travamento mais efi-
ciente e seguro que os sistemas conven-
cionais existentes.

Características das travas líquidas

Produto Tipo Cor Tempo de cura Torque

271 Vermelho 2 horas


Alto
Loctite 241/1243 Azul 6 horas
Médio
221 Violeta 6 horas

1334 Vermelho 6 horas Médio


Three Bond
1305 Verde 6 horas Alto

Desmontagem Limpeza

Efetue a desmontagem dos conjuntos tra- Limpe, cuidadosamente, o furo roscado e


vados originalmente com trava líquida, a rosca de fixação (parafuso, porca ou
utilizando os procedimentos normais da prisioneiro), eliminando totalmente a
desmontagem mecânica. sujeira, óleo, graxa ou umidade. A
remoção deverá ser efetuada com um
Atenção: Não utilize chaves de impacto agente de limpeza, como tricloroetileno
ou golpes de martelo, para evitar danos ou outro solvente clorado.
na cabeça desses componentes. Se a
remoção de uma porca, por exemplo, se
tornar difícil devido ao desgaste de sua
cabeça ou por necessitar de um esforço Montagem
bastante alto para o seu desaperto,
reduza a resistência da trava líquida Antes de iniciar essa operação, verifique
aquecendo a cabeça desse componente os locais de aplicação especificados em
a 150ºC, aproximadamente, ao mesmo “Montagem”. Se houver, nesse conjunto,
tempo em que se tenta afrouxá-lo. Esse por exemplo, parafusos que não foram
procedimento deve ser feito lentamente, removidos durante a desmontagem da
para evitar tensões térmicas nos compo- unidade, porém tiveram aplicação ante-
nentes desse conjunto. rior da trava líquida, é necessário que se
verifique a condição de aperto de cada
um deles. Neste caso, aplique o
momento de aperto (mínimo)
recomendado. Se o parafuso não girar, a
sua condição é satisfatória. Se girar,
remova-o e efetue os procedimentos
descritos nesta seção.
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Procedimento para aplicação Junta química


A. Aplique a trava líquida de forma a Descrição
preencher toda a folga entre as roscas.
No caso de roscas internas (com furo A junta química é um material de consis-
cego), aplique de 4 a 6 gotas nos filetes tência pastosa, que se cura à tempera-
dentro do furo tura ambiente, formando uma junta
roscado. resistente.

As juntas usadas são: 174 e 574 (Loctite)


e silicone neutro (Dow Corning 780, Loc-
tite 5699, Three Bond 1216, Rhodia 567
ou 666).

Limpeza

Limpe, cuidadosamente, ambas as


superfícies de junção, eliminando os
resíduos da junta anterior, sujeira, óleo,
Figura 44
graxa ou umidade. A remoção destes
resíduos deverá ser feita com espátula
Nota: Quando o furo não for passante,
ou lixa, seguida de limpeza com solvente
aplique trava líquida na rosca do furo,
isento de óleo como o xilol, o toluol ou
pois quando a trava é aplicada na rosca
metiletilcetona.
do parafuso e o mesmo é introduzido, o
ar existente no furo faz pressão contrária,
Evite provocar sulcos nestas superfícies,
expelindo o líquido.
pois os mesmos podem acarretar vaza-
mento posterior.
B. Aperte os componentes de fixação
com os valores especificados em
“Momentos de aperto”.
Secagem

Certifique-se, antes da aplicação, de que


as superfícies de junção estejam perfeita-
mente secas.

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Procedimento para aplicação Montagem


A. Aplique um cordão contínuo de aproxi- Montagem da caixa do pinhão
madamente 3 mm de diâmetro quando
a junta for silicone neutro ou aplique A. Instale as capas dos rolamentos (tra-
com um pincel quando for FAG-3, em seiro e dianteiro) na caixa do pinhão
toda a volta de uma das superfícies de em uma prensa, com a caixa apoiada
acoplamento e de todos os furos da sobre blocos de madeira ou metal, ou
fixação, para garantir uma vedação utilize uma ferramenta adequada.
total que evite vazamento.

Figura 46

Figura 45

Cuidado: A aplicação excessiva provoca


migração de massa de junta para o inte-
rior da unidade, e também acarreta
dificuldades em futuras desmontagens.
Falhas na aplicação do cordão de junta,
poderão provocar vazamento futuro.

B. Após a aplicação, junte as duas super-


fícies imediatamente, para que o
cordão de junta se espalhe de maneira
uniforme. Figura 47

C. Em seguida, aperte os componentes Atenção:


de fixação com os valores especifica-
dos em “Momentos de aperto”. - Verifique se as sedes das capas estão
limpas e sem rebarbas.

- Verifique durante a montagem se não


está ocorrendo arrancamento de mate-
rial da caixa do pinhão.

- Certifique-se de que as capas estão


perfeitamente encostadas em suas
sedes.

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Nota: O mesmo procedimento é usado D. Instale o novo anel elástico, utilizando


para instalar ambas as capas. um alicate adequado.

B. Monte o cone do rolamento traseiro,


utilizando uma ferramenta adequada
ou uma prensa. Certifique-se de que o
cone está perfeitamente encostado no
pinhão.

Figura 50

E. Lubrifique as capas e os cones dos


rolamentos com o óleo recomendado
em “Lubrificação”.
Figura 48 F. Instale, na haste do pinhão, os espaça-
dores dos rolamentos.
C. Monte o rolamento piloto, utilizando
uma ferramenta adequada ou uma Nota: Os espaçadores controlam o ajuste
prensa. da pré-carga dos rolamentos do pinhão.

G. Posicione o pinhão na caixa.

H. Prense o cone do rolamento dianteiro


e verifique a pré-carga.

Figura 49

Atenção: Certifique-se de que o rola-


mento está perfeitamente encostado no
pinhão. Utilize na montagem uma luva Figura 51
adequada que apóie somente na pista
interna do rolamento. Nota: Não instale o vedador do pinhão
antes de ajustar a pré-carga dos rola-
mentos do pinhão.

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Rolamentos do pinhão Identificação do calço de ajuste dos


rolamentos do pinhão
O controle da pré-carga evita que os rola-
mentos operem com pressão excessiva Está disponível para este ajuste uma
(reduz a vida dos mesmos) ou com folga série de calços que diferenciam-se pela
(gera ruídos e pode diminuir a vida útil do espessura, conforme indicam as tabelas
diferencial). “A”, “B”, “C” e “D”.

A pré-carga é obtida com a instalação de O diferencial utiliza um calço que garan-


um calço seletivo entre os cones dos tirá uma pressão entre os rolamentos,
rolamentos do pinhão. que seja equivalente aos seguintes
torques resistivos:

Rolamentos novos Rolamentos usados


Modelo
Nm lbf.pol Nm lbf.pol

147 2,2 - 2,3 20 - 30 1,3 - 2,0 12 - 18

140/145 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

155 1,7 - 4,0 15 - 35 1,1 - 2,3 10 - 20

160 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

185 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

Figura 52 Atenção: Estes valores deverão ser obti-


dos sem que o vedador esteja montado
na caixa do pinhão.

Tabela “A”

Modelo L-147

Nº da peça Nº da peça
Espessura Espessura
Iveco Iveco

12,12 12,37
12,14 12,40
12,17 12,42
12,19 12,45
12,22 12,47
12,24 12,50
12,27 12,52
12,30 12,55
12,32 12,57
12,34 12,60

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Tabela “B” Tabela “E”

Modelo 140 Modelos 160 / 185

Nº da peça Nº da peça Nº da peça Nº da peça


Espessura Espessura Espessura Espessura
Iveco Iveco Iveco Iveco

17,33 17,55 13,03 13,18


17,35 17,58 13,05 13,20
17,38 17,60 13,06 13,23
17,40 17,63 13,08 13,25
17,43 17,66 13,10 13,28
17,45 17,68 13,11 13,31
17,48 17,71 13,13 13,33
17,50 17,73 13,15 13,35
17,53 17,76 13,16 13,38

Tabela “C” Tabela “F”

Modelo 145 Faixa recomendada


Modelo
Nº da peça Nº da peça mm pol
Espessura Espessura
Iveco Iveco
L-147 12,40 - 12,52 0.488 - 0.493
503356112 17,77 503356118 17,92
503356113 17,79 503356119 17,95 140 17,48 - 17,53 0.688 - 0.690
503356114 17,82 503356120 17,97
145 17,87 - 17,97 0.704 - 0.708
503356115 17,84 503356121 18,00
503356116 17,87 503356122 18,02 155 18,79 - 18,92 0.740 - 0.745
503356117 17,89 503356123 18,05
160 13,18 - 13,28 0.519 - 0.523

185 13,18 - 13,28 0.519 - 0.523


Tabela “D”

Importante: As peças são identificadas


Modelo 155 através da gravação da espessura em
Nº da peça Nº da peça uma das faces.
Espessura Espessura
Iveco Iveco

7142425 18,72 7142432 18,90 Recomendamos que a montagem inicial


7142426 18,74 7142433 18,92 seja efetuada com os calços situados na
7142427 18,77 7142434 18,95
7142428 18,79 7142435 18,98 faixa recomendada na tabela “F”, que
7142429 18,82 7142436 19,00 possibilitará a obtenção imediata (na
7142430 18,85 7142437 19,03
7142431 18,87
maioria dos casos) do ajuste desejado.

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Ajuste da pré-carga dos rolamentos do


pinhão

O valor da pré-carga do pinhão medida é C. Enrole um cordão em volta do


o indicado na tabela a seguir. diâmetro piloto da caixa do pinhão
com um dinamômetro (balança de
boa qualidade), amarrado em sua
Rolamentos novos Rolamentos usados extremidade.
Modelo
kg lb kg lb

L-147 3,4 - 5,1 7,7 - 11,6 2,0 - 3,1 4,6 - 6,9

140/145 0,7 - 6,7 1,7 - 15,0 1,5 - 4,6 3,3 - 10,0

155 2,1 - 4,8 4,5 - 10,6 1,3 - 2,8 3,0 - 6,0

160 0,5 - 5,1 1,3 - 11,4 1,1 - 3,5 2,5 - 7,6

185 0,5 - 5,1 1,3 - 11,4 1,1 - 3,5 2,5 - 7,6

Método com utilização de prensa

Nota: Se não houver uma prensa dis- Figura 53


ponível, use o método de montagem com
o yoke (garfo / flange da junta universal). D. Puxe o dinamômetro horizontalmente
e observe o valor (libras ou quilos)
A. Lubrifique todos os rolamentos do registrando em sua escala.
pinhão com óleo especificado em
“Lubrificação”. Nota: Anote o valor registrado com a
caixa em rotação e não o valor de partida.
B. Prense o cone do rolamento dianteiro O valor de partida dá uma falsa leitura.
e gire a caixa do pinhão várias vezes
para assegurar um assentamento ade-
quado entre capas e cones. Mantenha
a caixa do pinhão sob a prensa com
uma carga aplicada.

Modelo Carga (tonelada)

L-147 12

140/145 11

155/160/185 14

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Método sem utilização de prensa Ajuste da profundidade de montagem


do pinhão
Se não houver uma prensa disponível
durante a operação de serviço, utilize o - Sem auxílio de ferramenta especial.
procedimento a seguir.
O ajuste da profundidade do pinhão tem
A. Lubrifique todos os rolamentos do por finalidade posicionar o pinhão em
pinhão hipoidal, com o óleo especifi- relação à coroa para obter um contato
cado em “Lubrificação”. ideal entre os dentes destas engre-
nagens.
B. Instale o garfo / flange da junta univer-
sal (sem o vedador do pinhão).

C. Imobilize o pinhão (através do garfo /


flange da junta universal) utilizando um
dispositivo adequado.

D. Aperte a porca do pinhão com o valor


mínimo especificado em “Momentos
de aperto”.

E. Gire a caixa do pinhão várias vezes


para assegurar um assentamento ade-
quado entre capas e cones.

F. Enrole um cordão em volta do diâmetro


piloto da caixa do pinhão com um dina- Figura 54 Figura 55
mômetro (balança de boa qualidade),
amarrando em sua extremidade.

G. Puxe o dinamômetro horizontalmente


e observe o valor (libras ou quilos)
registrado em sua escala.

Nota: Anote o valor registrado com a


caixa em rotação e não o valor de partida.
O valor de partida dá uma falsa leitura.

H. Se, após o aperto com o limite máximo


de torque não for obtida a pré-carga
desejada, substitua os calços por
outros de espessura menor e repita o
procedimento de verificação.

I. Remova o garfo / flange da junta uni-


versal e continue a montagem do dife-
rencial.

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Está disponível para ajuste da profun- Atenção:


didade do pinhão uma série de calços,
que diferenciam-se pela espessura. Nas operações descritas a seguir, veri-
fique a limpeza, principalmente:

Modelo
Nº da peça Espessura - Das faces de contato entre os compo-
Iveco (mm)
nentes da ferramenta especial.
0,12
L-147 0,25
0,08
- Das faces de contato dos componentes
da ferramenta especial com as duas
0,08
0,12
caixas do diferencial e do pinhão, a
140/145
0,20 qual é fundamental.
0,50

503356108 0,08 Ajuste a profundidade do pinhão com


145 (novo)
503356109 0,12 auxílio dos seguintes componentes das
503356110 0,25
503356111 0,50 ferramentas:
7142366 0,08
155 7142367 0,12
7142368 0,25

0,05
0,12
160/185
0,20
0,50

0,05
0,12
185
0,20
0,50

Figura 57

1. Eixo centralizado
2. Simulador do pinhão
3. Adaptador
4. Arruela de retenção
5. Porca recartilhada
6. Suporte do relógio
7. Calço
8. Disco centralizador
9. Disco centralizador
Figura 56

- Com auxílio de ferramenta especial 140


/ 145

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Instale no simulador do pinhão o adapta- Instale a caixa do pinhão com a face que
dor do rolamento traseiro do pinhão. irá encaixar na caixa do diferencial,
voltada para baixo sobre o rolamento
traseiro do pinhão.

Figura 58

1. Adaptador Figura 60
2. Simulador do pinhão
Instale na outra face da caixa do pinhão o
Instale no adaptador o rolamento traseiro rolamento dianteiro.
do pinhão.

Figura 61

Figura 59

1. Adaptador

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Coloque a arruela de retenção do rola- Coloque quatro parafusos e dê o aperto


mento dianteiro do pinhão e a porca inicial em seqüência cruzada.
recartilhada, apertando esta última manu-
almente. A seguir, com um torquímetro e na
mesma seqüência, dê o aperto final. Con-
sulte em “Momentos de aperto”.

Figura 62

1. Arruela de retenção
2. Porca recartilhada Figura 64

Verifique se as faces de contato da caixa Gire a caixa diferencial em 180º.


do pinhão e da caixa do diferencial estão
limpas e isentas de riscos ou saliências. Verifique se os mancais de alojamento
dos rolamentos da caixa de satélites e os
Instale a caixa do pinhão sem os calços discos centralizadores das ferramentas
de ajuste de altura, na caixa do diferen- estão perfeitamente limpos, lubrificando-
cial. os, a seguir, com ligeira película de óleo.

Instale o calço no topo do simulador do


pinhão.

Figura 63

Figura 65

1. Calço
2. Simulador do pinhão
3. Mancais

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Instale os discos centralizadores com seu A seguir, com o suporte do comparador


respectivo eixo nos mancais de aloja- firmemente apoiado no calço, na ponta
mento dos rolamentos da caixa de do simulador do pinhão, coloque o apal-
satélites. pador sobre o eixo centralizador.

Continuando, movimente o apalpador


transversalmente ao eixo centralizador,
até que o ponteiro do instrumento indique
um valor máximo. Valor este que indica
que o apalpador está exatamente sobre o
diâmetro do eixo centralizador.

Anote o valor máximo (Vm) assinalado


pelo ponteiro do comparador.

Figura 66

1. Disco centralizador
2. Disco centralizador
3. Eixo centralizador

Instale no suporte um comparador cen-


tesimal. Coloque o suporte e o apalpador
do comparador sobre o calço na ponta do
simulador do pinhão - superfície padrão
ajustando o quadrante do instrumento
para leitura “0” (zero). Figura 68

Figura 67

1. Calço
2. Suporte relógio
3. Comparador
4. Simulador do pinhão

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Este valor é denominado cota nominal do Relacionamos a seguir alguns casos


diferencial em questão. como exemplo para determinação da
quantidade de calços a serem instalados,
Cota nominal é a distância existente entre a caixa do pinhão e a caixa do difer-
entre a face de encosto do rolamento encial.
traseiro do pinhão e o centro da coroa.
1. Gravação (0) zero no topo do pinhão.

A. Medida obtida na leitura do relógio.

B. Gravação no topo do pinhão.

Total 0,58 mm +
Total 0,00 mm +
Total 0,58 mm +

Instale a mesma quantidade de calços


obtida na leitura do relógio (A) 0,58 mm.

Figura 69

Modelo (CN) cota nominal

L-147 193,68

140/145 195,28

155 219,08

160 235,00

185 254,00

Figura 71
Verifique e anote o número gravado no
2. Gravação (+.06) no topo do pinhão.
topo do pinhão. Este valor indica, de
acordo com o sinal que o antecede,
A. Medida obtida na leitura do relógio.
quantos centésimos de milímetros devem
ser adicionados ou subtraídos do valor
B. Gravação no topo do pinhão (+.06).
máximo (Vm) obtido na leitura do relógio
comparador.

Total 0,58 mm +
Total 0,06 mm +
Total 0,64 mm +

Figura 70
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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Neste caso, instale a quantidade de Método sem ferramenta especial


calços (0,64 mm), resultante da soma de
A + B. Se não houver troca de par coroa e
pinhão, mantenha o pacote de calços da
caixa do pinhão.

Se houver troca do par, verifique a


gravação no pinhão velho e no pinhão
novo. Calcule a diferença e acrescente
ou retire calços do pacote original.

Figura 72

3. Gravação (-.06) no topo do pinhão.

A. Medida obtida na leitura do relógio.

B. Gravação no topo do pinhão (-.06).


Figura 74
Total 0,58 mm -
Total 0,06 mm -
Total 0,52 mm - Exemplo de cálculo nº 1

Neste caso, instale a quantidade de


calços (0,52 mm) resultante da subtração Pinhão velho +06
A - B. Pinhão novo -03

Diferença +09

Ação: Retire 0,09 mm do pacote de


calços original.

Figura 73

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

Exemplo de cálculo nº 2 DN = 7,625”

Pinhão velho > -06 C. Variação do pinhão (VP)


Pinhão novo > +03
Todos os pinhões possuem uma variação
Diferença > +09 individual em relação à sua DN, que vem
gravada no topo da sua cabeça. Esta
variação é expressa em milésimos de
Ação: Acrescente 0,09 mm ao pacote de polegada e precedida por um sinal + ou -.
calços original.
Se não houver troca de par coroa e
Nota: Caso o pacote de calços original pinhão, mantenha o pacote de calços da
seja extraviado, parta do pacote nominal caixa do pinhão.
de:
Se houver troca do par, verifique a
gravação no pinhão velho e no pinhão
Modelo
Espessura Espessura novo. Calcule a diferença e acrescente
(mm) (pol)
ou retire calços do pacote original.
140/145 0,96 (.020+.010)=.038”

155 0,90 ((2).010+(2).005)=.036” Exemplo de cálculo nº 1


140/145 0,96 (.020+.010)=.038”

Pinhão velho +6

Pinhão novo -3

Diferença +9
Ajuste do diferencial L-147

O processo para ajuste dessa unidade é


Ação: Retire 0,009” do pacote de calços
basicamente o mesmo dos modelos 140
original.
e 145, exceto os cálculos que devem ser
efetuados em polegadas, pois essas
Exemplo de cálculo nº 2
engrenagens não são metrificadas.

A. Identificação dos calços de ajuste da


Pinhão velho > -6
caixa do pinhão.
Pinhão novo > +3

Diferença > +9
Espessura
Código
Modelo
Meritor mm pol

027 288-4 0,13 0.005 Ação: Acrescente 0,009” ao pacote de


L-147 027 289-2 0,25 0.010 calços original.
027 290-6 0,08 0.003
Nota: Caso o pacote de calços original
seja extraviado, parta do pacote nominal
de: 0,90 mm (0.035”).
B. Dimensão nominal de montagem do
pinhão:

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Montagem do vedador pinhão

1. Instale o vedador do pinhão conforme


indicado a seguir:

a. Se o vedador não tiver o diâmetro


externo emborrachado, aplique pasta
de vedação (adesivo industrial 847
3M) nas superfícies externas do veda-
dor do pinhão.

Cuidado: Certifique-se de que os lábios


do vedador estejam livres de sujeira ou
partículas que possam causar possíveis
vazamentos.

b. Prense o vedador do pinhão com uma


luva ou instale com o dispositivo.

Certifique-se de que o flange do vedador Figura 76


esteja nivelado com o topo da caixa do
pinhão. É importante que o diâmetro da
luva seja maior que o do vedador.
Instalação da caixa do pinhão na caixa
do diferencial

A. Instale os calços da caixa do pinhão já


selecionados, na caixa do diferencial
com dois pinos guias.

Nota: Coloque os calços mais grossos


nas extremidades do pacote e o mais fino
no meio.

Figura 75

Figura 77

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Tector / Eixo em Tandem Posterior (MR-23-145 e MR-23-155) MR 7 2008-10-30

B. Instale a caixa do pinhão. Se E. Imobilize o garfo da junta universal


necessário, use um martelo de bor- com uma ferramenta adequada e
racha ou couro. aperte a porca do pinhão com o valor
especificado. Consulte em “Momentos
de aperto”.

Figura 80

Importante: Não use martelo ou marreta


para instalar o garfo / flange da junta uni-
Figura 78 versal, pois o mesmo pode ser danifi-
cado.
C. Aplique pasta de vedação FAG-3 na
rosca dos parafusos de fixação da F. Com um torquímetro na porca do pi-
caixa do pinhão. nhão, verifique o valor do torque resis-
tivo (pré-carga) para girar o pinhão.
D. Instale e aperte as arruelas e parafu- Aumente, se necessário, o momento
sos de fixação da caixa do pinhão, aplicado na porca do pinhão (até o
com valor especificado. Consulte em limite máximo permitido), para atender
“Momentos de aperto”. os valores especificados.

Rolamentos novos Rolamentos usados


Modelo
Nm lbf.pol Nm lbf.pol

147 2,2 - 3,3 20 - 30 1,3 - 2,0 12 - 18

140/145 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

155 1,7 - 4,0 15 - 35 1,1 - 2,3 10 - 20

160 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

185 0,5 - 5,0 5 - 45 1,1 - 3,4 10 - 30

Figura 79

Figura 81
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Montagem da caixa dos satélites

A. Aplique o óleo lubrificante especificado D. Instale os componentes de fixação da


em “Lubrificação” em todos os compo- coroa e aperte os parafusos com
nentes da caixa dos satélites, antes de momento especificado em “Momentos
instalá-los. de aperto”.

B. Aqueça a coroa em água morna, à Nota: Aplique nos parafusos pasta de tra-
temperatura de, aproximadamente, vamento torque alto (Loctite 271 ou
70º - 80ºC, durante 10 minutos, para Three Bond 1305). Consulte em “Trava
permitir a sua colocação manual. líquida”.

Cuidado: Use luvas adequadas para E. Monte os novos cones dos rolamentos
manusear a peça aquecida. nas duas metades da caixa dos
satélites bipartida, utilizando uma fer-
Importante: A instalação da coroa com ramenta adequada e prensa.
preaquecimento assegura o assentam-
ento correto da mesma em toda área de
contato com a caixa dos satélites, pois
quando a coroa é montada sobre prensa
ou girada sobre a caixa dos satélites,
poderá ocorrer o arrancamento de
partículas metálicas que ficam alojadas
entre essas duas peças, provocando o
desalinhamento da coroa e dificultando
os ajustes finais do diferencial. Consulte
em “Ajustes”.

C. Instale a coroa na caixa dos satélites


metade flange. Se a coroa não assen-
tar satisfatoriamente, repita o passo 2. Figura 83

Atenção:

- Verifique se as sedes dos cones estão


limpas e sem rebarbas.

- Verifique, durante a operação de monta-


gem, se não está ocorrendo arranca-
mento do material na caixa.

- Certifique-se de que os cones estão


perfeitamente encostados em suas
respectivas sedes.
Figura 82

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F. Posicione o planetário com sua arruela I. Instale a caixa dos satélites - metade
de encosto na caixa - metade flange. simples, observando o alinhamento
original.
G. Monte a cruzeta e os satélites com as
respectivas arruelas.

Figura 86
Figura 84

H. Posicione, em seguida, o planetário J. Instale, inicialmente, quatro parafusos


oposto e sua arruela de encosto na de fixação da caixa dos satélites em
caixa - metade flange. pontos igualmente espaçados e
aperte-os com momento especificado.
Consulte em “Momentos de aperto”.

K. Monte os parafusos restantes e


aperte-os com o momento especifi-
cado. Consulte em “Momentos de
aperto”.

Nota: Aplique nos parafusos pasta de tra-


vamento torque alto (Loctite 271 ou
Three Bond 1305).

Figura 85

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Verificação da resistência à rotação do


conjunto satélites / planetários

Torque especificado: 68 Nm máximo. C. Instale a ferramenta acoplando-a no


entalhado do planetário.
Nota: Uma ferramenta adequada de veri-
ficação pode ser construída a partir de
um semi-eixo solar cortado, com uma
porca soldada em sua extremidade.

Figura 89

D. Coloque um torquímetro na extremi-


dade deste dispositivo e verifique a
Figura 87
resistência à rotação do conjunto
satélite / planetário. O valor deverá ser
A. Coloque na morsa um protetor (mor-
inferior ao especificado.
dente) de bronze, alumínio ou plástico
para proteger a coroa.

B. Prenda a caixa dos satélites na morsa.

Figura 90

E. Se o valor exceder ao especificado,


desmonte os satélites e planetários da
caixa dos satélites.

F. Verifique as peças para descobrir a


Figura 88 causa do excesso de resistência. Re-
pare a causa ou troque as peças.

G. Após sanar os problemas, monte as


peças e repita o procedimento de A a
D.

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Montagem da caixa dos satélites - con-


junto na caixa do diferencial

A. Encoste as capas nos cones e monte Atenção: Se não for possível girar os
o conjunto na caixa do diferencial. anéis, manualmente, (sem fazer força) é
porque eles devem estar fora de posição.
Remova as capas e reposicione os anéis
de ajuste para se evitar danos irrepará-
veis à caixa do diferencial e capas dos
mancais.

- Montagem da caixa dos satélites /


ajuste do engrenamento.

Figura 91

B. Coloque os anéis de ajuste nos


mancais girando-os, manualmente, até
que encostem nos rolamentos.

Figura 94

Uma forma rápida e precisa de montar a


caixa dos satélites e ajustar a folga de
engrenamento (entre dentes) e a pré-
carga dos rolamentos, é a seguinte:

Figura 92 A. Monte a caixa dos satélites, apertando


o anel do lado da coroa até eliminar a
C. Posicione as capas dos mancais folga. Em seguida solte de três a qua-
apertando-as, levemente. tro castelos (valor de aproximação
para folga entre dentes).

B. Aperte o anel oposto até eliminar a


folga dos rolamentos. Em seguida,
aperte de dois a três castelos (rola-
mentos novos) ou de um a dois caste-
los (rolamentos usados). Em seguida,
verifique a folga de engrenamento. Se
for necessário ajustá-lo, solte e aperte
os anéis de ajuste conforme a figura.

Figura 93
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C. A pré-carga indicada (1,7 - 3,5 Nm (15 D. Aplique a trava líquida (Loctite 271 ou
- 35 lbf.pol) será obtida com este pro- Three Bond 1305) na rosca dos
cedimento. parafusos de fixação dos mancais.

E. Instale e aperte os parafusos de fixa-


ção dos mancais com as respectivas
arruelas, com o valor especificado.
Consulte em “Momentos de aperto”.

F. Ajuste a pré-carga dos rolamentos da


caixa dos satélites.

Especificado: 1,7 - 3,5 Nm (15 - 35


lbf.pol).

G. Ajuste a folga de engrenamento. Con-


sulte em “Ajustes”.

Figura 95 H. Verifique o contato dos dentes do par


coroa / pinhão. Consulte em “Ajustes”.
Importante: Para mover os anéis nos
ajustes finais, utilize sempre uma barra I. Instale o contrapino e/ou a trava nos
tipo “T” ou barras comuns que encaixam anéis de ajuste com o momento espe-
em dois castelos opostos, como ilustra a cificado. Consulte em “Momentos de
figura. Nunca golpeie os castelos com aperto”.
martelos ou talhadeiras, pois poderá pro-
vocar danos irreparáveis nos anéis de
ajuste.

Figura 96
Figura 97

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Instalação da caixa do diferencial na Ajustes


carcaça do eixo
Folga de engrenamento
A. Aplique silicone neutro na boca da car-
caça. Consulte em “Junta química”. A. Verifique a folga de engrenamento do
par coroa / pinhão, utilizando o proce-
B. Posicione o diferencial na carcaça. dimento a seguir.
Use um macaco hidráulico ou uma
talha. B. Apóie o ponteiro de um relógio com-
parador no dente da coroa.

Figura 98

Atenção: Não tente colocar o diferencial


na carcaça usando martelo, pois o flange
poderá ser deformado e causar vaza-
mento. Figura 99

C. Aplique trava líquida torque alto na C. Imobilize o pinhão, movimente manu-


rosca dos parafusos de fixação da almente a coroa em ambos os senti-
caixa do diferencial. Consulte em dos de giro e efetue a leitura. O valor
“Trava líquida”. da folga deverá estar conforme a
tabela a seguir.
D. Instale os parafusos de fixação da
caixa do diferencial com suas respec-
tivas arruelas e aperte, alternada- Modelo Folga (mm)
mente, os quatro primeiros
L-147 0,13 - 0,38
espaçadamente a 180º e depois os
demais com o momento de aperto 140 0,20 - 0,46

especificado. 145 0,20 - 0,46

155 0,25 - 0,40

Parafuso Porca 160 0,25 - 0,51


Modelo
Nm lbf.pé Nm lbf.pé 185 0,25 - 0,51

L-147 64 - 85 47 - 63 92 - 125 68 - 92

140 270 - 330 200 - 245

145 270 - 330 200 - 245

155 270 - 330 200 - 245

160 270 - 330 200 - 245

185 270 - 330 200 - 245

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D. Se for necessário aumentar ou Processo de verificação


diminuir a folga de engrenamento,
desaperte o anel de ajuste lado direito A. Aplique óxido de ferro amarelo (diluído
e na mesma proporção aperte o lado em óleo fino) em alguns dentes da
esquerdo ou vice-versa, conforme a coroa.
necessidade.

Figura 101

B. Freie a coroa, com o auxílio de uma


alavanca ou sarrafo, simulando carga
Figura 100 e gire manualmente o pinhão, até
obter a impressão do contato no lado
Nota: É importante manter a proporção convexo (marcha a frente) dos dentes
entre aperto e desaperto, ou seja, o da coroa.
mesmo tanto que for desapertado em um
anel, deverá ser apertado no outro, para
que a pré-carga dos rolamentos da caixa
dos satélites seja mantida.

Importante: No caso de reutilização do


par coroa / pinhão, recomenda-se manter
a folga de engrenamento original.

Contato dos dentes coroa e pinhão


Figura 102
Verificação do contato diferenciais
C. Verifique se o contato obtido pelo pro-
Modelos 140 - 145 - 155 - 160 - 185 cesso manual atende ao padrão. Em
caso negativo, utilize os métodos de
correção indicados em “Contatos
incorretos”.

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Notas: Contatos satisfatórios

- Ao acertar o contato no lado convexo Para facilitar, indicamos a terminologia


(marcha a frente), o contato no lado utilizada nesta seção.
côncavo (marcha a ré) automatica-
mente ficará satisfatório (figura 103). O padrão de contato para processo man-
ual indica que as engrenagens estão em
- Com a aplicação de carga no veículo, posição correta, resultando uma área de
este contato praticamente abrangerá contato centrada entre a ponta e o talão/
todo o comprimento do dente, aproxi- topo e a raiz do dente (figura 103).
mando-se da ponta do mesmo (figura
104).

Figura 105
Figura 103
Se o lado convexo estiver satisfatório,
considere o contato do lado côncavo do
dente (marcha a ré) automaticamente
aceito.

O padrão com aplicação de carga mostra


o contato resultante quando as engre-
nagens aprovadas pelo processo manual
sofrem ação de carga (operação de tra-
balho). A área de contato se estende por
todo o comprimento do dente e o topo do
padrão se aproxima do topo do dente da
coroa.
Figura 104

Figura 106
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Contatos incorretos

Variações quanto à altura do dente

Se o pinhão não estiver na profundidade


correta, o contato pode apresentar varia-
ção em relação à altura do dente. Nesse
caso, corrija sua posição variando a
espessura do pacote de calços sob a
caixa do pinhão.

Diminui a Aumenta a
espessura Figura 108 espessura
Figura 107
do pacote do pacote
de calços de calços

Contato obtido Significado Como corrigir

Contato Indica que o pinhão está muito distante Aproxime o pinhão diminuindo a espes-
raso da coroa, resultando em um contato sura do pacote de calços de ajuste da
muito próximo do topo do dente (figura caixa do pinhão (consulte em “Ajuste da
107). distância de montagem do pinhão”).
Isso fará com que o contato se desloque
para a raiz do dente.

Contato Indica qque o pinhão está muito perto Afaste o pinhão aumentando a espes-
fundo da coroa, resultando em um contato sura do pacote de calços de ajuste do
muito próximo da raiz do dente (figura pinhão (consulte em “Ajuste da distân-
108). cia de montagem do pinhão”). Isso fará
com que o contato se desloque para o
topo do dente.

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Variações quanto ao comprimento do


dente

Verifique, em seguida, se o contato apre-


senta variação em relação ao compri-
mento do dente. Em caso afirmativo,
altere a profundidade da coroa, variando
a folga de engrenamento.

Contato obtido Significado Como corrigir

Contato Indica que a coroa está muito perto do Afaste a coroa aumentando a folga de
extrema pinhão, resultando em um contato muito engrenamento (se necessário, até o
ponta próximo da ponta do dente (figura 109). máximo permitido) para que a área de
contato se desloque no sentido do talão
do dente, aproximando-se da forma
indicada na figura (consulte em “Ajuste
da folga de engrenamento”).

Contato Indica que a coroa está muito distante Aproxime a coroa diminuindo a folga de
extremo do pinhão, resultando em um contato engrenamento (se necessário, até o
talão muito próximo do talão do dente (figura mínimo permitido) para que a área de
110). contato se desloque no sentido da ponta
do dente, aproximando-se da forma
indicada na figura (consulte em “Ajuste
da folga de engrenamento”).

Figura 109 Figura 110

Contato extrema ponta Contato extremo talão

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Verificação do contato diferencial -


modelo L-147

Os dentes da coroa e pinhão hipoidais do


diferencial L-147 são cortados pelo pro-
cesso convencional.

Verifique o contato dos dentes dessas


engrenagens utilizando o mesmo proce-
dimento de correção especificado para os
modelos 140, 145 e 155. Porém, conside-
rando os padrões de contato ilustrado
nas figuras 109, 110, 111, 112, 113 e 114.

Figura 113

Padrão para aplicação de carga

Figura 111

Padrão para processo manual

Figura 114

Contato fundo

Importante: Uma vez constatados que


os contatos estão corretos, trave os anéis
de ajuste com pino ou contrapino.

Atenção: Na montagem, poderá ser uti-


lizado o contrapino onde originalmente
Figura 112 era montado o pino, mas nunca monte
um pino no orifício onde era utilizado um
Contato raso contrapino.

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Sistema de bloqueio da caixa


dos satélites principal

Mensagens de alerta e perigo

Leia e observe todas as mensagens de


alerta de Advertência e Precaução conti-
das nesta publicação. Elas apresentam
informações que podem ajudar a prevenir
lesões pessoais sérias, danos a compo-
nentes, ou ambos.

Advertência: Para prevenir lesões sérias


aos olhos, use sempre óculos de segu-
rança quando executar serviços ou
manutenção no veículo.

Figura 115

Descrição
Nota: Os modelos de conjunto diferencial
Alguns eixos tratores da Meritor são equi- Meritor equipados com sistema de trava-
pados com Sistema de Bloqueio da Caixa mento da caixa dos satélites principal são
dos Satélites Principal (DCDL). Este tra- fabricados em dimensões métricas.
vamento da caixa dos satélites é operado Quando estes conjuntos de diferenciais
por um mecanismo de acionamento a ar sofrem manutenção, é muito importante
e montado no conjunto do diferencial. usar as ferramentas de tamanho métrico
Quando ativado, o mecanismo de aciona- adequadas nos componentes de fixação.
mento move um anel de travamento des-
lizando o mesmo sobre um entalhado no
semi-eixo. Quando engatado, o anel de
travamento liga o semi-eixo a um
segundo entalhado que existe em um dos
lados da caixa dos satélites. Nesse
momento, ambas as rodas motoras estão
simultaneamente engatadas, não permi-
tindo a ação diferencial da caixa dos
satélites principal.

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Remoção do conjunto do diferencial


da carcaça do eixo

Antes do conjunto do diferencial poder C. Empurre o semi-eixo para dentro da


ser removido ou instalado, o sistema de carcaça do eixo até o semi-eixo tocar o
travamento da caixa dos satélites princi- planetário da caixa dos satélites princi-
pal deve ser acionado e mantido na pal.
posição acionado ou travado. Na posição
“travada” haverá uma folga suficiente- D. Abaixe e gire o semi-eixo pelo flange
mente grande entre o anel de travamento até o entalhado do semi-eixo e do
e a carcaça do eixo para permitir a planetário do diferencial estarem
remoção ou a instalação do conjunto do engrenados.
diferencial.
E. Coloque o semi-eixo completamente
Nota: Se o semi-eixo foi removido para dentro da carcaça até que seu flange e
rebocar o veículo, e o diferencial está na a junta estejam ajustados contra o
posição destravada ou desengatada, cubo de roda.
instale o semi-eixo do lado esquerdo na
carcaça do eixo antes de continuar. Exe- Acionamento ou bloqueio do DCDL
cute os passos seguintes para reinstalar
os semi-eixos na carcaça do eixo: Advertência: Durante a desmontagem
do DCDL ou a remoção do conjunto do
1. Remova as tampas de proteção, se diferencial, quando o DCDL estiver na
usadas durante o reboque do veículo, posição travado ou engrenado e uma das
dos cubos de roda. rodas do veículo estiver levantada do
chão, não ligue o motor ou engate a
2. Se o eixo trator estiver equipado com transmissão. O veículo poderá mover-se
sistema de travamento da caixa dos e causar sérias lesões pessoais e danos
satélites principal acione o sistema aos componentes.
para a posição destravada ou desen-
gatada. Instale o semi-eixo com 2 Estacione o veículo em uma superfície
entalhados e novas juntas em seu nivelada. Bloqueie as rodas para impedir
local conforme a seguir. que o veículo se movimente. Apóie o
veículo em suportes de segurança. Não
A. Coloque o semi-eixo e a junta no cubo trabalhe debaixo de um veículo supor-
e na carcaça até o semi-eixo tocar no tado apenas por macaco, o mesmo pode
anel de engrenamento. escorregar ou quebrar. e provocar lesões
pessoais sérias e danos a componentes.
B. Abaixe, levante e gire o semi-eixo pelo
flange até o entalhado do semi-eixo e
do anel de engrenamento engrenam-
se.

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Método manual

Use o seguinte método manual para 1. Estacione o veículo em uma superfície


engatar o mecanismo do DCDL na nivelada. Bloqueie as rodas para
posição travada. impedir que o veículo se movimente.

Se uma linha de ar não estiver disponível 2. Remova o bujão de drenagem da car-


ou o conjunto do diferencial estiver caça e drene todo o lubrificante.
estocado para uso posterior, use este
método de engrenamento manual para o 3. Use um macaco para levantar a roda
DCDL. do lado esquerdo do eixo trator.

4. Coloque um suporte de segurança sob


o assento de mola do lado esquerdo
para manter o veículo na posição ele-
vada.

5. Desconecte a árvore de transmissão


do garfo ou flange de entrada do con-
junto do diferencial.

6. Desconecte a linha de ar do veículo do


sistema de acionamento do trava-
mento do diferencial entre eixos e da
caixa dos satélites principal.

7. Remova a conexão e a junta do furo


central do cilindro fixado por rosca ou
Figura 116 do cilindro flangeado fixado por parafu-
sos do DCDL.
DCDL roscado

8. Remova o parafuso de engrenamento


manual do seu furo de alojamento na
tampa do cilindro fixado por parafusos
ou na caixa do mecanismo com cilin-
dro fixado por rosca.

Nota: Para o conjunto do mecanismo


de acionamento do DCDL fixado por
parafusos, o furo de alojamento do
bujão e a junta está no lado oposto do
furo de alojamento do parafuso de
engrenamento manual.

9. Instale o plug e a junta do furo roscado


inferior de alojamento na tampa do
cilindro ou na caixa do mecanismo
fixado por rosca.
Figura 117

DCDL fixado por parafusos

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10. Instale o parafuso de engrenamento 13. Libere o travamento do diferencial


manual no furo roscado no centro do pela remoção do parafuso de engre-
cilindro ou no furo roscado da tampa namento manual e vede a tampa do
do cilindro conforme a construção. cilindro fixado por parafuso ou o cilin-
dro roscado.
Cuidado: Haverá uma pequena
resistência da mola que será sentida
quando estiver rosqueando o
parafuso de engrenamento manual. Método com a fonte de ar auxiliar
Se for sentida uma alta resistência
antes de alcançar a posição travada 1. Estacione o veículo em uma superfície
ou engrenada, pare de apertar o nivelada. Bloqueie as rodas para pre-
parafuso, ou poderão ser danificadas venir que o veículo se movimente.
a tampa, o garfo e a rosca do
parafuso. 2. Use um macaco para levantar a roda
do lado esquerdo do eixo. Coloque um
11. Gire o parafuso de ajuste manual à suporte de segurança sob o lado
direita até que a cabeça esteja a esquerdo da carcaça para manter o
aproximadamente 6 mm da tampa do veículo nesta posição elevada.
cilindro. Não gire o parafuso além de
sua parada normal. 3. Remova o bujão de drenagem da parte
inferior da carcaça e drene o lubrifi-
Uma alta resistência no parafuso cante.
indica que o entalhado do anel de
engrenamento e da caixa dos 4. Desconecte a árvore de transmissão
satélites não estão alinhados ou do garfo ou flange de entrada.
engrenados. Para alinhar os entalha-
dos, use o seguinte procedimento: 5. Desconecte a linha de ar do veículo
que aciona o sistema de bloqueio do
A. Gire a roda esquerda para alinhar o diferencial entre eixos e da caixa dos
entalhado do anel de engrenamento satélites principal.
com a caixa dos satélites enquanto
girar o parafuso de engrenamento
manual.

B. Quando sentir uma leve resistência


normal da mola novamente no para-
fuso de engrenamento os entalhados
estarão engrenados. Continue a girar
o parafuso de engrenamento manual
até a cabeça estar a aproximada-
mente 6 mm da tampa do cilindro. O
parafuso estará agora na posição
para manutenção e o sistema de tra-
vamento do diferencial estará com-
pletamente engrenado. Figura 118

12. Remova o diferencial da carcaça do 6. Instale um conector para linha de ar


eixo. adequado no conjunto do mecanismo
de acionamento da caixa dos satélites
principal.
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7. Instale a linha de ar no conector. Remoção do conjunto da caixa dos


satélites principal e seu sistema de
Cuidado: Quando usar uma fonte de bloqueio
ar auxiliar para engrenar do DCDL,
deverá manter esta fonte conectada Conjunto do mecanismo de aciona-
até a remoção do diferencial da car- mento com cilindro fixado por rosca
caça do eixo. Não desconecte a linha
de ar auxiliar ou reduza a pressão O projeto atual do grafo de travamento
para o DCDL antes de ter removido o não utiliza pinos elásticos. Ressaltos na
conjunto do diferencial da carcaça do face interna do garfo mantém o anel de
eixo. Danos aos componentes engrenamento no lugar.
poderão ocorrer.
1. Verifique se o sistema de acionamento
8. Alinha de ar deverá alimentar o está liberado e o parafuso de engrena-
mecanismo com uma pressão regu- mento manual foi removido do cilindro
lada de 120 psi (827 kPa). do mecanismo de acionamento.

9. Verifique se o DCDL está engrenado. 2. Bata no anel de engrenamento com


uma marreta de borracha para soltá-lo
10. Remova o conjunto do diferencial da e removê-lo do garfo de engrena-
carcaça do eixo. mento.

11. Feche a fonte de ar para o DCDL.

12. Desconecte a linha de ar do conector


do conjunto do mecanismo de acio-
namento da caixa dos satélites princi-
pal.

Figura 119

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3. Remova interruptor do sensor do 5. Coloque o conjunto do cilindro e pistão


mecanismo de travamento, se usado, em uma morsa protegida por mor-
e sua porca de travamento da caixa do dentes de bronze. Remova o pistão e
diferencial. o anel-O de dentro do cilindro. Use
uma barra pequena colocada através
do furo do topo do cilindro e empurre o
pistão para fora. Pode ser necessário
usar uma pequena marreta de bor-
racha, com cuidado, para bater e
remover o pistão para fora.

Figura 120

4. Remova o conjunto do cilindro e pistão


de acionamento do sistema de trava-
mento girando o mesmo para a
esquerda.

Figura 122

6. Cuidadosamente, remova o anel-O do


pistão. Use a ponta de uma ferramenta
pequena para facilitar esta remoção.
Tenha muito cuidado para não danifi-
car o pistão.

Figura 121

Figura 123

7. Verifique o anel-O para identificar


qualquer tipo de dano como cortes,
rachaduras.

• Se o anel-O estiver danificado, substi-


tua-o por um novo quando for remon-
tar os componentes.
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8. Limpe e inspecione todo as peças do 11. Se foram usados pinos elásticos, use
conjunto do mecanismo de aciona- um martelo e um punção de bronze
mento. para removê-los das capas do man-
cal e anel de ajuste. Se foram usados
9. Puxe o eixo de acionamento do garfo contrapinos ou parafusos, remova-os
de travamento e retire-o da caixa do
diferencial. 12. Remova os anéis de ajuste, os
parafusos e as arruelas de fixação
das capas dos mancais. Coloque
uma marca em uma das capas do
mancal e na caixa do diferencial para
que estas peças sejam montadas na
mesma posição quando da remonta-
gem do diferencial.

13. Levante e retire o conjunto da caixa


dos satélites da caixa do diferencial.

Figura 124

10. Remova a mola do eixo de aciona-


mento do garfo de travamento da
caixa do diferencial.

Figura 126

A desmontagem deste conjunto se faz da


mesma maneira que nos diferenciais sem
o mecanismo de travamento da caixa dos
satélites. Para continuar a desmontagem
siga os procedimentos mostrados na
Seção correspondente.

Figura 125

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Conjunto do mecanismo de aciona-


mento fixado por parafusos

1. Para remover o anel de engrenamento Nota: Alguns modelos usam vedação


do mecanismo de bloqueio, recue os de silastic ao invés de arruela plana no
dois pinos elásticos de retenção do passo E. Existe também, um pino elás-
anel até ficarem nivelados com a face tico instalado no eixo de acionamento
interna do garfo do anel de trava- e é usado como um stop para a mola.
mento. Não é necessário remover este pino
elástico durante uma desmontagem
normal.

E. Remova a mola do eixo de aciona-


mento e a arruela plana.

F. Remova o garfo de acionamento e con-


tinue com o passo 11 no procedimento
anterior.
PINOS ELÁSTICOS - Recue
até estarem faceados com a
face interna do garfo do anel
de travamento

Figura 127

2. Se necessário, remova o mecanismo


de acionamento do bloqueio.

A. Remova o interruptor do sensor do


mecanismo e sua porca de trava-
mento.
Figura 128
B. Remova os quatro parafusos e arru-
elas que fixam a tampa do cilindro.
Remova a tampa. Nos diferenciais
série 160, remova a junta de cobre.

C. Remova o cilindro e o pistão do


mecanismo de acionamento.

D. Remova o eixo do garfo do anel de tra-


vamento. Pode ser necessário usar
calor para separar o eixo do garfo.

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Instalação do conjunto do mecanismo Conjunto do mecanismo do DCDL com


de acionamento do bloqueio da caixa fixação por rosca
dos satélites
Instale o conjunto do mecanismo de acio-
Advertência: namento do bloqueio da caixa dos
satélites após a mesma ter sido instalada
- Quando aplicar junta química de sili- e as engrenagens e rolamentos terem
cone, uma pequena quantidade de sido ajustados. O mecanismo de aciona-
vapor ácido se desprenderá. Para pre- mento do bloqueio da caixa dos satélites
venir sérias lesões pessoais, assegure- fixado por rosca é mostrado na figura.
se de que a área de trabalho está bem
ventilada. Leia as instruções do fabri-
cante antes de usar a junta química de
silicone, então cuidadosamente siga as
instruções. Se os seus olhos forem
atingidos pelo material da junta química
de silicone siga os procedimentos de
emergência do fabricante. Consulte um
oftalmologista o mais rápido possível.

- Tome cuidado quando usar adesivo


Loctite para evitar lesões pessoais
sérias. Leia e siga as instruções do
fabricante antes de usar este produto,
para prevenir irritação aos olhos e pele.

Figura 129

1. Instale o garfo do anel de travamento


no eixo de acionamento no conjunto
do diferencial. A seção em forma de
“L” do garfo e o furo para o eixo de
acionamento deverão estar voltados
para o lado do alojamento do cilindro
na caixa do diferencial.

Figura 130

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2. Comprima a mola do eixo de aciona- 6. Instale o pistão em conjunto com o


mento do travamento e instale-a entre anel-O dentro do cilindro de aciona-
a parte de trás do garfo de travamento mento sendo que o lado chanfrado
e a parede interna. deverá estar voltado para o fundo do
cilindro. Empurre o pistão até que este
esteja no fundo do cilindro.

Figura 131
Figura 133

3. Alinhe a mola e o furo do garfo do anel 7. Aplique um filete contínuo de 1.5 mm


de travamento com o furo do eixo de de diâmetro de selante para flanges da
acionamento na caixa do diferencial. Loctite com número Meritor 2297-D-
7076, ao redor das roscas do cilindro
4. Instale o eixo de acionamento através do DCDL.
do furo na caixa do diferencial, do
garfo do anel de travamento e da 8. Gire o conjunto do cilindro de aciona-
mola. mento e pistão para a direita até atin-
girem o fundo do alojamento na caixa
do diferencial.

Figura 132

5. Se necessário, lubrifique um novo Figura 134


anel-O com óleo lubrificante do eixo.
Instale o anel-O dentro do canal do
pistão.

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9. Posicione o anel de travamento sobre 11. Gire o parafuso de engrenamento


o garfo. O entalhado maior do anel de manual para a direita até sua cabeça
travamento deverá estar voltado para estar a aproximadamente 6 mm do
a caixa dos satélites principal. Use topo do cilindro. Não gire o parafuso
uma marreta de borracha para bater além da parada normal do mesmo. O
no anel de travamento até o mesmo parafuso terá levado o pistão à
passar através dos ressaltos do garfo posição correta de trabalho e o
de acionamento. sistema de travamento da caixa dos
satélites principal estará completa-
mente engrenado.

Nota: O conjunto do diferencial


deverá estar em sua posição travada
para a instalação do semi-eixo na
carcaça do eixo.

12. Com o anel de travamento na posição


engrenada, instale o interruptor do
sensor no seu furo roscado na parte
frontal da caixa do diferencial.

Figura 135

10. Engrene o entalhado do anel de tra-


vamento com entalhado da caixa dos
satélites. Insira o parafuso de engre-
namento manual pelo topo do cilindro
de acionamento do mecanismo para
mover o anel de engrenamento em
direção a caixa dos satélites. Gire o
anel de engrenamento conforme
necessário para alinhar os entalha- Figura 137
dos.
13. Conecte um multímetro ao interruptor
do sensor. Selecione a função de
medição de resistência no aparelho.
Com o DCDL engrenado, o circuito
deverá estar fechado, mostrando
menos que 1 ohm de resistência. Se
a resistência estiver acima de 1 ohm,
verifique o sensor.

Figura 136
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A. Verifique se o garfo está alinhado com Conjunto do mecanismo do DCDL com


o interruptor do sensor quando o fixação por parafusos
mesmo estiver na posição engrenado.
Instale o mecanismo de acionamento
B. Verifique se os fios de conexão estão após o conjunto do diferencial estar mon-
soltos. O conector deverá estar firme- tado e os ajustes das engrenagens e dos
mente colocado em seu alojamento. rolamentos estarem prontos. O meca-
nismo de acionamento do tipo fixado por
C. Verifique se o interruptor do sensor parafusos está mostrado na figura.
está totalmente apertado contra a
caixa do diferencial.

• Se a resistência estiver maior que 1


ohm após estas verificações, substitua
o interruptor do sensor.

Figura 138

DCDL fixado por parafusos

1. Arruelas planas ou junta química


conforme necessário
2. Cilindro
3. Conexão elétrica para o sensor
4. Linha de ar
5. Anel-O
6. Pistão
7. Desengrenado
8. Engrenado
9. Junta de cobre
10. Pino
11. Garfo do anel de engrenamento
12. Anel de engrenamento
13. Eixo de acionamento e mola

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1. Nos modelos de diferenciais com garfo 5. Instale o garfo de travamento na sua


do anel de travamento com pinos elás- posição de montagem na caixa do
ticos, instale dois pinos elásticos nas diferencial.
extremidades do garfo. Introduza os
pinos até os mesmos estarem face-
ando com o lado interno do garfo. Não
instale os pinos em sua posição final
neste momento.

Figura 140

6. Mantenha o garfo do anel de engrena-


mento em sua posição. Instale a mola
de retorno do eixo de acionamento
através da abertura para o eixo na
caixa do diferencial, através do furo do
Figura 139 garfo e dentro do alojamento para a
mola.
2. Se o pino de bloqueio da mola foi
Aplique trava química
removido da cabeça do eixo de acio- de rosca Loctite 222
namento, reinstale o pino agora.

3. Nos modelos sem o pino de bloqueio


da mola, monte o garfo de travamento
em sua posição.

4. Aplique o trava rosca Loctite 222 nas


roscas do eixo de acionamento do
garfo do anel de travamento.

Figura 141

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7. Deslize o eixo de acionamento sobre a 11. Instale a junta de cobre, se usada, no


mola. Instale o eixo de acionamento no alojamento dentro da tampa do cilin-
garfo do anel de travamento. Aperte dro de ar. Coloque a tampa na sua
com 27-34 Nm. posição sobre o cilindro de forma que
a entrada de ar esteja voltada para
8. Instale a junta de cobre ou aplique o cima quando o conjunto do diferen-
selante de silastic, com número Meri- cial for instalado na carcaça do eixo.
tor 1199-Q-2981, na face de encosto Instale a tampa com os quatro
do cilindro. parafusos e arruelas de fixação.
Aperte os parafusos com 5.5-8.5 Nm.

Figura 142
Figura 144
9. Lubrifique o anel-O com óleo lubrifi-
cante do eixo. Instale o anel-O no seu 12. Aplique um cordão de selante silastic,
canal no pistão. Cuidadosamente, número Meritor 1199-Q-2981, na
instale o pistão dentro do cilindro de junta entre o cilindro e a carcaça do
ar. Não danifique o anel-O. diferencial.

10. Instale o cilindro de ar dentro do alo- 13. Deslize o anel de engrenamento para
jamento na caixa do diferencial. Veri- dentro do garfo do anel de trava-
fique se o piloto no pistão entrou no mento e engrene o entalhado do anel
alojamento do eixo de acionamento. de travamento com o entalhado da
caixa dos satélites. Use um parafuso
de atuação manual para mover o
anel de travamento sobre a caixa dos
satélites.

Figura 143

Versão fixada por parafuso

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14. Mantenha o anel de engrenamento Montagem do conjunto da tampa de


em sua posição travada ou proteção para DCDL fixado por parafu-
engrenada e bata nos dois pinos sos
elásticos nas extremidades do garfo
até que eles estejam nivelados com 1. Instale a arruela e o plug no furo
as faces externas do garfo. roscado para o interruptor do sensor.
Aperte o plug com 60-74 Nm.

Figura 145
Figura 146
Versão fixada por parafusos
2. Aplique a junta química de silicone na
15. Enquanto o anel de travamento ainda superfície de montagem da tampa de
estiver em sua posição travada, proteção na caixa do diferencial.
coloque o interruptor do sensor no
furo roscado e com a porca de trava- 3. Instale as quatro arruelas e parafusos.
mento solta. Aperte os parafusos com 10-12 Nm.
16. Conecte um multímetro no interruptor
do sensor. Selecione a função
resistência no aparelho. Gire o inter- Montagem do conjunto da tampa de
ruptor na direção dos ponteiros do proteção para DCDL fixado por rosca
relógio até ler no aparelho resistência
infinita ou menor que 1 ohm. Gire o 1. Aplique o adesivo Loctite 518 nas ros-
interruptor 1 volta adicional e aperte a cas da tampa de proteção.
porca de travamento com 35-45 Nm.

Tampas de obturação do sistema de


bloqueio da caixa dos satélites

Para diferenciais sem o sistema de blo-


queio da caixa dos satélites principal,
monte uma tampa de proteção e plug
para obturação do furo para sensor con-
forme abaixo.

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Montagem do conjunto do diferencial Método manual


anterior na carcaça do eixo
1. Use solvente de limpeza e panos para
Advertência: Solventes para limpeza limpar a parte interna e a superfície de
podem ser inflamáveis, venenosos e montagem do flange do conjunto do
causar queimaduras. Exemplos de sol- diferencial na carcaça do eixo.
ventes para limpeza são: tetracloreto de
carbono, tipos emulsão e solventes a 2. Verifique a carcaça do eixo para identi-
base de petróleo. Leia e siga as ficar a existência de danos. Se
instruções do fabricante antes de usar o necessário repare ou substitua a car-
solvente de limpeza. Siga também os caça do eixo.
procedimentos abaixo:
3. Verifique se há prisioneiros soltos na
• Use uma proteção segura para os face de montagem do conjunto do
olhos. diferencial. Remova e substitua os pri-
sioneiros quando for necessário. Apli-
• Use roupas que protejam sua pele. que adesivo nos furos roscados dos
prisioneiros. Instale e aperte os prisio-
• Trabalhe em uma área bem ventilada. neiros com 204-312 Nm.

• Não use gasolina ou solventes que con- 4. O sistema de travamento da caixa dos
tenham gasolina. Gasolina pode satélites deverá estar na posição
explodir. engatada antes da instalação do con-
junto do diferencial na carcaça do eixo.
• Poderá ser usado tanque de solução Veja o procedimento nesta seção.
quente ou solução alcalina. Leia e siga
as instruções do fabricante antes de 5. Instale o conjunto do diferencial na car-
usar tanques com solução quente e caça do eixo.
soluções alcalinas.
6. Instale e aperte os parafusos de fixa-
Nota: Para permitir a instalação do con- ção do conjunto do diferencial na car-
junto do diferencial na carcaça do eixo, o caça do eixo com o momento de
anel de travamento deverá estar na aperto especificado.
posição engatada. Isto pode ser obtido
pela aplicação de ar comprimido no cilin- 7. Instale os semi-eixos do lado esquerdo
dro ou através da atuação do parafuso de e do lado direito.
acionamento manual. Após a instalação
acione o mecanismo para a posição Nota: Quando o parafuso de engrena-
destravada para permitir a instalação do mento manual for removido da posição
semi-eixo do lado esquerdo. de serviço do centro do atuador do
DCDL, o sistema de travamento da
caixa dos satélites principal estará
desengatado.

8. Remova o parafuso longo de engrena-


mento manual do DCDL do cilindro
com fixação por rosca ou do cilindro
com fixação por parafusos.

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9. Limpe o plug, junta, tampa do cilindro


e o furo roscado do centro da tampa
do cilindro do DCDL fixado por
parafusos, ou no centro do cilindro do
DCDL fixados por rosca.

10. Verifique se a junta de vedação está


sob a cabeça do parafuso.

11. Instale o parafuso de engrenamento


manual no seu alojamento nas
versões do DCDL fixado por rosca ou
fixado por parafuso. Figura 148

A. No DCDL fixado por parafusos, Mecanismo de acionamento do


remova o plug curto e a junta do furo DCDL fixado por rosca
de alojamento.
12. Aperte o plug com 60-75 Nm. Aperte
Instale o plug curto e a junta no furo o parafuso de engrenamento manual
de serviço no centro do DCDL. 30-38 Nm para cilindros do DCDL
fixado por parafuso e 1015 Nm para
B. No DCDL fixado por rosca, instale o mecanismos do DCDL tipo reverso
parafuso curto ou plug no furo de alo- fixado por rosca.
jamento localizado no topo da caixa
do mecanismo de acionamento. 13. Conecte a linha de ar do veículo ao
mecanismo de acionamento do blo-
queio da caixa dos satélites principal.

14. Instale a conexão elétrica ao interrup-


tor do sensor localizado na caixa do
diferencial abaixo do conjunto do atu-
ador.

15. Remova o suporte de segurança


debaixo do eixo. Abaixe o veículo ao
chão.

16. Encha o eixo de óleo lubrificante.

17. Proceda a uma verificação do


sistema de travamento da caixa dos
Figura 147 satélites principal como descrito
Conjunto do DCDL fizado por parafusos
nesta seção.

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Método com suprimento de ar auxiliar

1. Use um solvente de limpeza e panos 10. Remova o acoplamento da linha de ar


para limpar a parte interna da car- do mecanismo de travamento da
caça e o flange de montagem do con- caixa dos satélites principal conjunto.
junto do diferencial.
11. Limpe o plug, junta, tampa do cilindro
2. Verifique a carcaça do diferencial e o furo roscado do centro da tampa
para identificar danos. Se necessário, do cilindro do DCDL fixado por
repare ou substitua a carcaça do parafusos, ou no centro do cilindro do
eixo. DCDL fixados por rosca.

3. Verifique se existem prisioneiros sol- 12. Aperte o plug com 60-75 Nm. Aperte
tos no flange de montagem do con- o parafuso de engrenamento manual
junto do diferencial, Remova e com 30-38 Nm cilindros do DCDL
substitua os prisioneiros quando fixado por parafuso e 10-15 Nm para
necessário. Aplique adesivo nos DCDL tipo fixado por rosca.
furos roscados. Instale e aperte o pri-
sioneiro com 204-312 Nm. 13. Conecte a linha de ar do veículo ao
mecanismo de acionamento do blo-
4. Conecte uma linha de ar ao meca- queio da caixa dos satélites principal.
nismo de bloqueio da caixa dos
satélites principal. 14. Instale a conexão elétrica ao interrup-
tor do sensor localizado na caixa do
5. A linha de ar deverá alimentar o diferencial abaixo do conjunto do atu-
mecanismo com pressão regulada de ador.
827 Kpa (120 Psi).
15. Remova o suporte de segurança sob
6. Verifique se o DCDL está engatado. o eixo. Abaixe o veículo ao chão.

7. Instale o conjunto do diferencial na 16. Encha o eixo de óleo lubrificante.


carcaça do eixo.
17. Proceda a uma verificação do
8. Instale e aperte os parafusos de fixa- sistema de bloqueio da caixa dos
ção do conjunto do diferencial com o satélites principal como descrito
momento de aperto especificado. nesta seção.

9. Instale o semi-eixo do lado esquerdo


e direito.

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Verificação do sistema de bloqueio da Etiqueta de cuidados do condutor com


caixa dos satélites principal o DCDL

1. Coloque a transmissão do veículo na Verifique se a etiqueta de cuidados do


posição desengrenada. Ligue o motor condutor está instalada na cabina do
para que o sistema pneumático do veículo. A etiqueta deverá ser colocada
veículo atinja o nível de pressão nor- em um local de fácil visibilidade para o
mal de funcionamento. condutor. O local recomendado é no
painel de instrumentos, próximo ao inter-
Advertência: Durante a desmontagem ruptor de travamento do diferencial e da
do DCDL, quando o mesmo estiver na lâmpada de indicação.
posição travada e uma das rodas do
veículo estiver fora do solo, não ligue o
motor ou engate a transmissão. O
Este veículo é equipado com sistema de bloqueio do
veículo pode mover-se e causar sérias eixo controlado pelo contor. (DCDL)
lesões pessoais e danos aos compo- • Utilize o DCDL somente em condições ruins de estrada.
• Não acione em condições de decida.
nentes. • Não acione o bloqueio em velocidades acima de 40 km/h.
Quando o bloqueio estiver acionado, o veículo pode apresentar descon-
forto na dirigibilidade, a qual requer cuidados no procedimento de ope-
2. Coloque a chave de acionamento do ração do veículo.
Quando desacionado o bloqueio, as condições de dirigibilidade voltam
bloqueio do diferencial instalado na ao nomal.
cabina do veículo na posição destra- Para maiores informações sobre utilização do bloqueio,
consulte o manual do operador do veículo.
vado.

3. Dirija o veículo a 5-10 km/h e verifique


a luz indicativa de bloqueio do diferen-
cial. A luz deverá estar apagada
quando o interruptor estiver na posição
destravado.

4. Continue a dirigir o veículo e coloque o


interruptor do sistema de bloqueio do
diferencial na posição travado. Retire o
pé do acelerador para retirar o
momento de aperto da árvore de trans-
missão e permitir a troca de posição
do bloqueio. A luz deverá estar acesa
quando o interruptor estiver na posição
travada.

• Se a luz de indicação continuar acesa


com o interruptor na posição destra-
vado, o sistema de bloqueio ainda está
na posição travado. Verifique se o
parafuso de engrenamento manual foi
removido da tampa do cilindro do
mecanismo de acionamento do blo-
queio do diferencial. Veja o procedi-
mento nesta seção.

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Lubrificação

A utilização de lubrificantes incorretos ou Viscosidade


com aditivos inadequados é, geralmente,
a maior causa das ocorrências de falhas Em geral, o grau de viscosidade alta de
em diferenciais. óleo monoviscoso é adequado para tem-
peraturas ambientais altas.
O óleo lubrificante especificado para
diferencial deve possuir características Além de prolongar a vida útil das engre-
de extrema pressão (EP), classificação nagens, a opção por um óleo multivis-
de serviço API-GL-5 do “American Petro- coso, satisfará as condições de
leum Institute” e atender aos requisitos temperaturas encontradas.
da especificação militar americana MIL-L-
2105-C. A tabela a seguir representa a seleção de
viscosidade dos óleos.
Esse tipo de óleo, mais conhecido como
óleo hipóide, possui uma película lubrifi-
cante capaz de suportar pressão de car-
gas de trabalho elevadas, o que torna
adequado para engrenagens hipoidais,
nas quais as condições de lubrificação
são bastante severas.

Especificação Temperatura ambiente


Descrição do óleo
militar mín. máx.

MIL - L2105 - C/D API GL-5 85W/140 -12ºC -

MIL - L2105 - C/D API GL-5 80W/140 -15ºC -

MIL - L2105 - C/D API GL-5 80W/90 -26ºC -

MIL - L2105 - C/D API GL-5 75W/90 -40ºC -

MIL - L2105 - C/D API GL-5 75W/140 -40ºC -

MIL - L2105 - B API GL-5 90 -40ºC -

MIL - L2105 - B API GL-5 140 ++4ºC -

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Inspeção e recomendações Períodos de troca

Verifique, a cada 2.000 km, se o nível de Unidades novas ou recondicionadas.


óleo está correto.
No período inicial (amaciamento), efetue
Efetue a operação de drenagem a troca do óleo do diferencial entre 2.000
enquanto o óleo ainda estiver morno. a 5.000 km. Essa troca inicial é
Isso permite ao lubrificante escoar livre e recomendada para garantir a remoção de
mais rapidamente, reduzindo o tempo partículas metálicas, normalmente, des-
necessário para drenar totalmente o óleo prendidas em maior quantidade durante
do diferencial. esta fase.

Complete o nível ou reabasteça até que o Após o período de amaciamento


lubrificante escorra ligeiramente pela
borda inferior do furo de enchimento e Os veículos que operam basicamente em
nível de óleo. auto-estrada, com cargas de trabalho
abaixo de sua capacidade máxima de
O eixo não deverá ser lavado interna- carga permitida.
mento com nenhum tipo de solvente
(querosene, gasolina, óleo diesel, etc.). Efetue a troca do óleo a cada 160.000 km
ou uma vez ao ano, dependendo do que
Após toda troca de óleo, e antes de colo- ocorrer primeiro.
car o veículo em operação normal, rode
limitanto a velocidade em 40 km/h, de 5 a Os veículos que operam em auto-estrada
10 minutos, ou 2 a 3 km para assegurar ou fora de estrada sob aplicações seve-
que todos os canais e bolsas foram devi- ras, utilizando a capacidade máxima de
damente preenchidos com o óleo lubrifi- carga permitida, devem efetuar a troca do
cante. óleo em intervalos de 40.000 - 50.000
km, ou a cada seis meses, dependendo
Se o diferencial for uma unidade de do que ocorrer primeiro.
reposição, não prevista para reutilização
imediata, todos os rolamentos e engre-
nagens deverão ser cobertos com uma
boa camada de óleo anticorrosivo. Bujão magnético

Nesse caso, o diferencial deverá ser Recomendamos a utilização de bujões


mantido em uma caixa fechada até a sua magnéticos, no furo de drenagem de óleo
reutilização, para evitar o contato de poe- do eixo.
ira e outras impurezas com a unidade.
Importante: O bujão magnético perde
rapidamente a sua eficiência quando acu-
mula muitas partículas metálicas. Por-
tanto, deve-se limpá-lo antes que ocorra
a perda de eficiência. O bujão removido
pode ser limpo e reutilizado. Recomenda-
se que esse procedimento seja praticado
uma ou mais vezes, dentro do período de
troca do óleo.

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Momentos de aperto

Figura 149

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Torque especificado Nm (lbf.pé)
Item Descrição
L-147 140 145 155 160 185

949 - 1.220 1.000 - 1.250 1.250 - 1.535 1.250 - 1.535 1.350 - 1.670 1.350 - 1.670
1 Porca do pinhão
(700 - 900) (740 - 920) (920 - 1.130) (920 - 1.130) (1.000 - 1.230) (1.000 - 1.230)

64 - 85 95 - 150 95 - 150 91 - 120 95 - 150 95 - 150


2 Parafuso (fixação da caixa do pinhão)
(47 - 63) (70 - 110) (70 - 110) (67 - 91) (70 - 110) (70 - 110)

135 - 169 130 - 155 130 - 155 235 - 290 300 - 420 300 - 420
3 Parafuso (fixação da caixa dos satélites)
(100 - 125) (95 - 115) (95 - 115) (175 - 215) (220 - 310) (220 - 310)

47 mín. 34 mín. 34 mín. 47 mín. 34 mín. 34 mín.


4 Bujão de enchimento e nível de óleo
(35 mín.) (25 mín.) (25 mín.) (35 mín.) (25 mín.) (25 mín.)

270 - 230 430 - 540 430 - 540 575 - 705 650 - 810 650 - 810
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5 Parafuso (fixação da capa dos mancais)


(200 - 245) (320 - 400) (320 - 400) (425 - 520) (480 - 600) (480 - 600)

245 - 312 220 - 290 220 - 290 300 - 365 265 - 355 265 - 355
6 Porcas (fixação da coroa)
(180 - 330) (160 - 210) (160 - 210) (220 - 270) (195 - 262) (195 - 262)

47 mín. 47 mín. 47 mín. 47 mín. 47 mín. 47 mín.


7 Bujão de drenagem
(35 mín.) (35 mín.) (35 mín.) (35 mín.) (35 mín.) (35 mín.)

2,3 - 2,8 2,3 - 2,8 2,3 - 2,8 27 mín. 27 mín. 27 mín.


8 Bujão de respiro
(20 - 25) (20 - 25) (20 - 25) (20 mín.) (20 mín.) (20 mín.)
MR 7 2008-10-30
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Ferramentas especiais

Desenho da Número da
Denominação
ferramenta ferramenta

Cavalete para recondicionamento dos eixos


99322215
direcional e de tração

99355025 Chave para ajustar os rolamentos da coroa

99355088 Soquete para porca do pinhão (60 mm)

99370007 Batedor

99370317 Alavanca e extensão para trava do flange do pinhão

99370509 Ferramenta para elevação da carcaça do diferencial

Batedor para montagem da pista do rolamento


99374093
(usar com 99370007)

Ferramenta de instalação do retentor dianteiro da


99374344
caixa de mudanças (usar com 99370007)

Ferramenta de medição dos calços de ajuste do


99395027
pinhão do diferencial

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Desenho da Número da
Denominação
ferramenta ferramenta

Conjunto de
Genérica Extrator universal
Ferramentas

Torquímetro
Genérica
(0 - 10 Nm, 20 - 110 Nm e 60 - 360 Nm)

Torquímetro de relógio
Genérica
(0 Nm até 10 Nm e 0 Nm até 70 Nm)

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