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B________

Hidráulica

. Página 1

Revisão 2010 – Nilton Felizardo.


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APRESENTAÇÃO
A palavra hidráulica derivou-se da raiz grega hydro, a qual significa água e de aulos
que significa cano. No entanto, a utilização deste termo é muito mais ampla que somente
este, ou seja, ele se refere a todas as leis e comportamentos relativos não apenas da água,
mas também a de outros fluidos. Portanto, a hidráulica, na realidade, é o estudo das
características e uso dos fluidos sob pressão.

Um fluido confinado é um dos meios mais versáteis de modificar o movimento e


transmitir força. É tão rígido quanto o aço, porém infinitamente flexível. Pode assumir
instantaneamente, todas as formas possíveis e introduzir-se em qualquer objeto que resista
ao seu avanço. Pode se dividir em partes, cada qual realizando um trabalho de acordo com
sua dimensão e, novamente, se reagrupar para trabalhar como um só corpo. Pode se
movimentar rapidamente em um ponto e lento em outros. Nenhum meio é capaz de
combinar o mesmo índice de positividade, exatidão e flexibilidade, mantendo a capacidade
de transmitir um máximo de força num mínimo de espaço e peso.

A hidráulica está presente em todos os setores industriais e, também, no cotidiano


das pessoas.

Os equipamentos hidráulicos são surpreendentes em força e agilidade e tornaram


possível a automatização de muitas aplicações através do controle de movimentos.

Considerando-se esses fatores, elaborou-se esse texto que trata de conceitos básicos
da hidráulica divididos em cinco capítulos.

O Capítulo 1 analisa vários conceitos básicos visando um melhor entendimento dos


fenômenos e aplicações dos sistemas hidráulicos.

Os Capítulos 2 e 3 apresentam o princípio de operação e os tipos de atuadores


lineares e rotativos (motores hidráulicos), respectivamente.

Por outro lado, os objetivos do Capítulo 4 são o de classificar símbolos e diagramas


hidráulicos, bem como conhecer os seus empregos.

Finalmente, no Capítulo 5, relacionam-se os termos técnicos e os seus respectivos


significados relativos aos sistemas hidráulicos.

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ÍNDICE
CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO A HIDRÁULICA 1
RESUMO
1.0 - INTRODUÇÃO
2.0 – CONCEITOS BÁSICOS 1
2.1 – Pressão
2.2 – Vazão
2.3 - Viscosidade

3.0 – PRINCÍPIO DE PASCAL


4.0 – TRANSMISSÃO DE FORÇA
5.0 - ACIONAMENTOS HIDRÁULICOS 4
6.0 – SISTEMAS HIDRÁULICOS BÁSICOS 4
7.0 – CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DA BOMBA
7.1 - Bombas e Fluxo de Óleo
7.2 - Pressão Em Uma Coluna de Fluido 5
7.3 - Pressão Atmosférica e Bomba
7.4 - Cavitação
7.5 – Potência e Torque

8.0 - CONSIDERAÇÕES SOBRE O FLUXO DE ÓLEO


8.1 - Fluxo em Paralelo 6
8.2 – Fluxo em Série
8.3 - Queda de Pressão Através de uma Restrição ou Orifício
8.4 - Velocidade do Fluído Hidráulico na Tubulação 7

CAPÍTULO 2: ATUADORES LINEARES 8


RESUMO
1.0 - INTRODUÇÃO -

2.0 - PARTES COMPONENTES DE UM CILINDRO


3.0 – TIPOS DE CILINDROS 8
3.1 – Cilindros de Simples Ação
3.2 – Cilindros de Dupla Ação 9
3.3 - Cilindro do Tipo Haste Telescópica
3.4 - Cilindro de Haste Dupla 10
4.0 – Tipos de Montagens 10

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CAPÍTULO 3: MOTORES HIDRÁULICOS


RESUMO
1.0 -INTRODUÇÃO
2.0 – CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES 11
2.1 - Deslocamento 11
2.2 - Torque 11
2.3 – Pressão 11

3.0 - MOTORES DE ENGRENAGEM 11


4.0 - MOTORES DE PALHETAS 12
5.0 MOTORES DE PISTÃO

CAPÍTULO 4: SÍMBOLOS GRÁFICOS E DIAGRAMAS DE HIDRÁULICA


RESUMO
1. 0 - INTRODUÇÃO
2. 0 – DIAGRAMAS
2.1 - Diagramas Representativos_ 14
2.2 - Diagramas em Corte 14
2.3 – Diagramas Gráficos 14

3.0 - LINHAS 15
4.0 - COMPONENTES ROTATIVOS 15
5.0 - CILINDROS 15
6.0 - VÁLVULAS 16
7.0 - RESERVATÓRIO 16
8.0 - SIMBOLOGIA 16
8.1 – Linhas e Suas Funções 16
8.2 – Bombas 17
8.3 – Motores e Cilindros 18
8.4 - Válvulas 18
8.5 – Válvulas - Exemplos 19
8.6 - Acionamentos 20
8.7 - Outros 21

CAPÍTULO 5: GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS 23


RESUMO -
1 . 0 - INTRODUÇÃO
2.0 -A

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3.0 - B
4.0-C
5.0-D
6.0-E
7.0-F
8.0-H
9.0-I
10. 0 - L
11. 0 - M 26
12.0 -O
13. 0 - P
14. 0 - Q
15. 0 - R
17. 0 - T
1 8. 0 - V

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CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO A HIDRÁULICA


RESUMO

Este texto apresenta vários conceitos básicos visando um melhor entendimento dos
fenômenos e aplicações dos sistemas hidráulicos.
1.0 - INTRODUÇÃO

A hidráulica está presente em todos os setores industriais e, também, no cotidiano das


pessoas.
Os equipamentos Hidráulicos são surpreendentes em força e agilidade e tornaram
possível a automatização de muitas aplicações através do controle de movimentos.
A palavra hidráulica derivou-se da raiz grega hydro, a qual significa água e de aulos
que significa cano. No entanto, a utilização deste termo é muito mais ampla que somente
este, ou seja, ele se refere a todas as leis e comportamentos relativos não apenas da água,
mas também a de outros fluidos. Portanto, a hidráulica, na realidade, é o estudo das
características e uso dos fluidos sob pressão.
Considerando-se essas definições, verifica-se que existem dois ramos na hidráulica,
ou seja, a hidrodinâmica e a hidrostática.
Nesse contexto, tem-se que:
a) os dispositivos que utilizam o impacto ou energia cinética do líquido para
transmitir força são hidrodinâmicos;
b) quando um dispositivo é operado por uma força aplicada num líquido confinado
é chamado de hidrostático.

Observa-se que, nesse texto, todos os sistemas e equipamentos a serem analisados


são hidrostáticos.
Desta forma, todos são operados pela compressão de um líquido confinado, os quais
permitem transmitir e multiplicar forças, bem como modificar movimentos.

2.0 – CONCEITOS BÁSICOS

2.1 – Pressão

Por definição, a pressão é a relação entre a força normal exercida em uma superfície
e a sua área, ou seja;

F
P= (1)
A

Onde:
“P” é a pressão;
“F”é a força aplicada à superfície;
“A” é a área da superfície.

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A figura 1 ilustra o conceito.

Figura 1 – Conceito de pressão.

A pressão atmosférica, por exemplo, é aquela devida ao peso do ar existente sobre


uma área unitária ao nível do mar. Ela varia, portanto, conforme o local, pois o peso do ar
atmosférico depende da altitude e das condições meteorológicas do local. Ao nível do mar
esta pressão é aproximadamente de 760 mmHg.
Normalmente, a pressão é medida em relação à pressão atmosférica existente no
local tomada como unidade de referência. Neste caso, é chamada de pressão efetiva,
pressão relativa ou pressão manométrica e pode ser positiva ou negativa. Observe-se que, o
fato de se omitir esta informação na indústria, significa que a maior parte dos instrumentos
mede pressão relativa.
A pressão relativa menor que a pressão atmosférica é chamada de vácuo.
A pressão absoluta, por outro lado, é a pressão positiva a partir do vácuo perfeito,
ou seja, a soma da pressão atmosférica do local e a pressão efetiva.
Note-se que ao se exprimir um valor de pressão, determinar se a pressão é relativa
ou absoluta.
Por outro lado, chama-se de pressão diferencial à diferença entre duas pressões,
sendo, normalmente, utilizada para medir vazão, nível, pressão, etc.
Ainda pode-se definir a chamada pressão estática, a qual é o peso exercido por um
líquido em repouso ou que esteja fluindo perpendicularmente a tomada de impulso, por
unidade de área exercida;
Se, entretanto, o fluído está em movimento, tem-se a pressão dinâmica ou cinética,
a qual é medida fazendo a tomada de impulso de tal forma que recebe o impacto do fluxo.
A pressão, provavelmente, é a grandeza física que possui a maior quantidade de
unidades de medida.
As mais utilizadas são:
a) atmosfera (ata ou ate: ata e atmosfera absoluta e ate é atmosfera efetiva);
b) kg/cm2;
c) p.s.i. (pounds per square inch ou libras por polegada quadrada);
d) O Pascal (Pa), ou seja, N/m2; e, as
e) unidades em altura de coluna líquida (mmHg ou mH2O)

As relações entre as várias grandezas são:

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2.2 – Vazão

A vazão (Q) pode ser definida como sendo o volume (V) de um fluido que escoa
através de uma seção de uma tubulação em um intervalo de tempo pré-definido (T), ou seja:

V
Q= (2)
T

Observa-se que a vazão também pode ser obtida pelo resultado da multiplicação da
área transversal (A) da tubulação ou canal pela velocidade média do fluido (v), ou:

Q = v.A (3)

As unidades de vazão mais utilizadas são: m3/s,


m3/h, l/h, l/m e gpm (galões por minuto).

As relações entre as várias grandezas são:

1 m3 /s = 3.600 m3 /h = 3.600.000 l/h =


60000 l/min = 15850,32 gpm

2.3 - Viscosidade

A viscosidade pode ser definida como a resistência ao escoamento que os fluidos


apresentam sob influência da gravidade. Portanto, quanto menor for a sua viscosidade,
maior será a sua capacidade de escoar (fluir).

3.0 – PRINCÍPIO DE PASCAL

Em seus estudos sobre a pressão criada pelo peso da água e dos gases, o físico e
matemático francês Blaise Pascal (1623-1662) conseguiu determinar que:
“A pressão exercida em um ponto qualquer de um líquido estático é a mesma em
todas as direções e exerce forças iguais em áreas iguais".
Este é o princípio de Pascal e para o seu melhor entendimento, considere-se na
figura 2 um recipiente cheio de um fluido praticamente incompressível, como óleo mineral,
por exemplo.

Figura 2 – Princípio de Pascal.

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Nesta situação, se for aplicada uma força de 10 kgf na rolha da garrafa com 1 cm² de
área, obtém-se como resultado uma pressão interna de 10 kgf agindo em cada centímetro
quadrado de toda a parede do recipiente com a mesma intensidade.
Se, por outro lado, o fundo da garrafa possuir uma área de 20 cm2 e cada centímetro
estiver sujeito a uma força de 10 kgf, resulta uma força de 200 kgf aplicada sobre ela.

4.0 – TRANSMISSÃO DE FORÇA

Uma consequência prática do princípio de Pascal é a possibilidade de transmissão de


força de um ponto a outro e, principalmente, a sua multiplicação, utilizando-se óleo mineral.
A utilização de óleo mineral é interessante
nesses casos, pois, além de ser praticamente
incompressível (o que permite a transmissão de
força quase instantaneamente), serve de
lubrificante e como vedador e é um veículo de
transferência de calor.
A figura 3 mostra um sistema simples
constituído por dois cilindros de mesmo diâmetro
e um tubo de óleo entre eles onde há a citada
transmissão.

Figura 3 – Sistema hidráulico simples.


No sistema da figura 3, ao se aplicar uma
força ao êmbolo (pistão) de um dos cilindros
(esquerda da figura, por exemplo), ele pressiona o
óleo. Pelo princípio de Pascal, a pressão sobre o
outro será a mesma e, desta forma, esse segundo
êmbolo, se deslocará devido à força resultante da
aplicação da pressão.

Tal fato, naturalmente, caracteriza a


transmissão de força pelo óleo, como mostra a
figura 4.
Como o óleo é incompressível, a Figura 4 – Deslocamento dos êmbolos.
eficiência do sistema é alta, ou seja, quase toda
a força aplicada no primeiro êmbolo atuará
sobre o segundo deslocando-o para cima, pois
suas superfícies possuem a mesma área. Neste
caso, como o volume do sistema é constante, a
distância percorrida por ambos é a mesma.
Se, entretanto, o sistema apresentar
cilindros com diâmetros diferentes, além da
transmissão, ocorrerá a multiplicação de forças.

A figura 5 apresenta um exemplo, onde


o diâmetro do cilindro acionado é três vezes
maior que o do cilindro acionador.
Figura 5 - Sistema hidráulico
com cilindros de diâmetros diferentes.
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Nestas condições, a área de contato do


óleo com o êmbolo do segundo é nove vezes
maior que a do primeiro, pois elas são
proporcionais ao quadrado do raio.

Aplicando-se uma determinada força no


cilindro da esquerda, pelo princípio de Pascal, a
força por unidade de área (ou seja, a pressão)
deve ser a mesma no cilindro da direita. Isto
resulta em uma força cuja intensidade é nove
vezes superior a inicial.

Figura 6 - Sistema hidráulico com cilindros de diâmetros diferentes – Multiplicação de força.

Por outro lado, como o volume do sistema é


constante, para que o cilindro da direita se desloque de
uma unidade, o da esquerda, necessariamente, deslocará
em nove unidades, como ilustra a figura 7.

Observe-se que uma das características mais


interessantes desses sistemas é que a tubulação de
óleo pode assumir qualquer forma ou tamanho.
Além disto, esta tubulação pode também se
bifurcar, de modo que apenas um cilindro (cilindro
mestre) acione um ou mais cilindros (cilindros
escravos), se desejado. Figura 7 – Deslocamento dos êmbolos.

Na realidade, nos sistemas hidráulicos industriais, este cilindro mestre é substituído


por uma bomba, enquanto os cilindros acionados são atuadores lineares.

Os atuadores também podem ser rotativos, permitindo a transmissão de energia em


um movimento circular. Neste caso, têm-se os motores hidráulicos.

Ainda, em relação a esses atuadores, é importante observar-se que:

a) de acordo com a expressão (1), a força (ou o torque) de um atuador é


diretamente proporcional à pressão e independente do fluxo;

b) conforme a expressão (3), a velocidade do atuador depende da vazão e


independente da pressão.

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5.0 - ACIONAMENTOS HIDRÁULICOS

A utilização de sistemas hidráulicos para o acionamento de atuadores apresenta


várias vantagens em relação a outros tipos, ou seja:

Velocidade variável:

A maior parte dos motores elétricos possui velocidade praticamente constante. Desta
forma, se for preciso efetuar um controle de velocidade é necessário empregar
equipamentos adicionais, como, por exemplo, um inversor.
O atuador (linear ou rotativo) de um sistema hidráulico, entretanto, pode ser
acionado a velocidades variáveis e infinitas, desde que se varie o deslocamento da bomba
ou se utilize uma válvula controladora de fluxo.

Reversibilidade:

Poucos acionadores são reversíveis e quando o são, normalmente, tem que estar
quase parados antes de poder-se inverter a direção de rotação.
O atuador hidráulico, entretanto, pode ser invertido, instantaneamente, sem
quaisquer danos, mesmo em pleno movimento.
Uma válvula direcional de 4 vias ou uma bomba reversível atua esse controle enquanto
a válvula de segurança protege os componentes do sistema de pressões excessivas.

Parada instantânea:

Para parar instantaneamente um motor elétrico, é necessário efetuar alguma forma


de frenagem elétrica. Tal situação pode exigir bastante do motor tanto térmica quanto
mecanicamente e resultar em danos. Igualmente, as máquinas não podem ser bruscamente
paradas e nem ter invertidos os seus sentidos sem a necessidade de se dar novamente a
partida.
Um atuador hidráulico, no entanto, pode ser parado sem danos quando
sobrecarregado e recomeçar a funcionar, imediatamente, assim que a carga for reduzida.
Isto é possível empregando uma válvula de segurança, a qual desvia o deslocamento do
fluxo da bomba ao tanque.
Proteção contra sobrecarga:

Utilizando-se uma válvula de segurança, o sistema hidráulico estará protegido contra


danos causados por sobrecarga. Quando esta carga excede o limite da válvula, processa-se o
deslocamento do fluxo da bomba ao tanque, com limites definidos ao tanque ou à força.
A válvula de segurança possibilita, também, ajustar uma máquina à força ou ao
tanque especificado, tal como numa operação de travamento.

Dimensões reduzidas:

Mesmo em condições de altas velocidade e pressão, os componentes hidráulicos


possibilitam transmitir um máximo de força em mínimos peso e espaço.

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6.0 – SISTEMAS HIDRÁULICOS BÁSICOS

O exposto no tópico anterior constitui-se no princípio de funcionamento dos


sistemas hidráulicos.
Desta forma, eles são constituídos por
um dispositivo para a aplicação de força
correspondente ao cilindro acionador (esquerda
nas figuras anteriores) e um cilindro
(equivalente ao da direita) para multiplicação da
força. Além disto, apresentam um elemento
para ligação entre ambas as partes.
Para as aplicações industriais, um
sistema hidráulico básico se compõe de
reservatório, bomba, válvulas de alívio e
direcional e um atuador que pode ser linear ou
rotativo.
A válvula que protege o sistema contra
sobrecargas é a válvula de alívio, também
conhecida pelo nome de válvula de segurança.

O circuito opera da seguinte maneira: Figura 8 – Circuito hidráulico básico.

a) o óleo é succionado pela bomba e levado ao sistema;


b) entrando no sistema, o óleo sofre uma redução de vazão;
c) o excesso de óleo volta para o reservatório passando pela válvula de alívio;
d) estando com a vazão reduzida, o óleo segue para o atuador que vai trabalhar com
uma velocidade menor e adequada ao trabalho;
e) a válvula direcional, por sua vez, comanda o avanço e o retorno do atuador, e
todo o sistema está protegido de sobrecargas.

7.0 – CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DA BOMBA

7.1 - Bombas e Fluxo de Óleo

A maioria das bombas utilizadas nos


sistemas hidráulicos é classificada como de
deslocamento positivo. Isto significa que, com
exceção de variações na eficiência, o
deslocamento é constante à determinada
pressão. A saída é positivamente separada da
entrada, de forma tal que o fluido que entra na
bomba é forçado para o pórtico da saída.

A função da bomba é criar o fluxo de


óleo, enquanto a pressão é causada pela
resistência a ele.
Figura 9 – Exemplo de bomba hidráulica.
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Observe-se que há uma tendência comum em se responsabilizar a bomba por


qualquer perda de pressão que ocorra. Com poucas exceções, entretanto, a perda de pressão
só ocorre quando há vazamento total.
Assim, a bomba poderá estar desgastada, perdendo praticamente toda sua eficiência,
porém, sua pressão será mantida.

7.2 - Pressão Em Uma Coluna de Fluido


O peso de um óleo varia em função de sua viscosidade. Entretanto, nas condições
normais de uso, o peso (densidade) da maioria dos óleos hidráulicos é 0,90 kg/dm3.
Um fato importante relacionado ao peso de um óleo é o efeito causado pelo mesmo
quando dá entrada em uma bomba.
O peso do óleo cria uma pressão de 0,090 kg/cm2 no fundo de uma coluna de 1 m de
óleo.
Assim, para calcular a pressão no fundo de uma coluna de óleo, basta multiplicar a
altura da coluna, em metros, por 0,09 kg/cm2, ou essa altura, em decímetros, por 0,009
kg/dm2.
Aplicando-se esse princípio, consideram-se as condições em que o reservatório está
localizado, ou seja, acima ou abaixo da entrada da bomba.
Quando o nível do óleo está acima da entrada da bomba, uma pressão positiva força
o óleo para dentro da bomba.
Por outro lado, se o nível do óleo estiver localizado abaixo da entrada da bomba, um
vácuo equivalente a 0,09 kg/cm2, por metro, será necessário para levantar o óleo até a
entrada da bomba.
Na verdade, o óleo não é levantado pelo vácuo, mas é forçado pela pressão
atmosférica no vão criado no orifício de entrada, quando a bomba está em operação.
O nível de óleo abaixo da bomba requer um vácuo para que o óleo seja succionado.
Observa-se que a água e os vários fluidos hidráulicos que resistem ao fogo são mais
pesados do que o óleo e, portanto, requerem mais vácuo por metro de levantamento.

7.3 - Pressão Atmosférica e Bomba


Uma bomba é normalmente alimentada pelo óleo proveniente da diferença de
pressão entre o reservatório e sua entrada.
Normalmente, a pressão do reservatório é a pressão atmosférica, ou seja, 1 kg/cm 2.
Desta forma, é necessário então criar um vácuo parcial ou uma pressão reduzida para
que haja vazão. Se for possível formar um vácuo completo na entrada, haverá, então, 1
kg/cm2 de pressão para empurrar o óleo para dentro da câmara.
Entretanto, a diferença de pressões deve ser bem menor.
Primeiramente, os líquidos se vaporizam no vácuo total e isto provoca a formação de
bolhas de ar no óleo; as bolhas atravessam a bomba, explodindo com força considerável
quando expostas à pressão na saída e danificando a bomba.
Mesmo que o óleo tenha boas características de vaporização, como o óleo
hidráulico, por exemplo, uma pressão muito baixa na entrada (alto índice de vácuo)
permitirá que escape o ar misturado ao óleo.
Essa mistura de ar com óleo pode causar cavitação.
Quanto mais rápido a bomba girar, menor será essa pressão, aumentando, assim, a
possibilidade de cavitação.

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7.4 - Cavitação

A cavitação é a situação em que o líquido não preenche inteiramente o espaço


existente.
Geralmente, a cavitação está associada à entrada da bomba.
A maioria dos fabricantes de bombas recomenda um vácuo máximo de 0,85 kg/cm2
absoluto na entrada da bomba.
Assim, com uma pressão de 1 kg/cm2, resta uma diferença de 0,15 kg/cm2 a
empurrar o óleo para dentro da bomba.
Evitando-se uma altura excessiva, as linhas de entrada permitem a suavidade do
fluxo com o mínimo de atrito.
Se as conexões de entrada não forem bem vedadas, o ar à pressão atmosférica
concentra-se na área de baixa pressão e entra e entra na bomba.
Essa mistura também é inconveniente e barulhenta, mas é diferente da que provoca a
cavitação. O ar, quando exposto à pressão na saída, é comprimido formando um
amortecedor e não cede violentamente. Não se dissolve no óleo, mas entra nos sistemas
como bolhas compreensíveis, que causam operações irregulares na válvula e no atuador.
O ar existente no fluido hidráulico é denominado aeração, a qual se for excessiva,
faz com que o fluido apresente aparência leitosa e leva os componentes operem
irregularmente devido à compressibilidade do ar retido no fluido.

7.5 – Potência e Torque

A potência requerida para acionar uma bomba (PB) pode ser calculada em função da
vazão (Q) e da pressão (P) do sistema hidráulico através de:

Q.P
PB = (4)
426

Sendo PB dado em CV, Q em l/m e P em kg/cm2 .

No sistema inglês, tem-se:

PB = Q . P .0,0007 (5)

Sendo PB dado em HP, Q em gpm e P em psi.

Observe-se que a potência total teórica utilizada no sistema hidráulico (PSH) para
qualquer situação é um pouco menor que o da bomba, pois o seu rendimento é inferior a
100%. Assim, tem-se:

PSH = Q . P. 0,0022 (6)

Sendo PB dado em CV, Q em l/m e P em kg/cm2 .

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8.0 - CONSIDERAÇÕES SOBRE O FLUXO DE ÓLEO

8.1 - Fluxo em Paralelo

Uma característica peculiar a todos os líquidos é o fato de que eles sempre procuram
os caminhos que oferecem menor resistência ao fluxo.
Assim, quando houver duas vias de fluxo em paralelo, cada qual com resistência
diferente, a pressão só aumenta o necessário e o fluxo procura sempre a via mais fácil.
Da mesma forma, quando a saída da bomba for dirigida a dois atuadores, o que
necessitar de menos pressão se movimentará primeiro. Como é difícil balancear cargas com
exatidão, os cilindros que devem ter sincronismo de movimentos geralmente são ligados
mecanicamente.

8.2 – Fluxo em Série

Quando houver resistências sucessivas ao fluxo (ou seja, em série), as pressões se


somam.
Os manômetros, localizados nas linhas, indicam a pressão normalmente suficiente
para superar cada resistência da válvula, mais a contrapressão que cada válvula sucessiva
ofereça. A pressão no manômetro da bomba indica a soma das pressões necessárias para
abrir cada válvula individual.

8.3 - Queda de Pressão Através de uma Restrição ou Orifício

A pressão resulta da resistência oferecida ao fluxo do óleo e esta, por sua vez, ocorre
em função de:

a) carga de um atuador;
b) restrição ou orifício na tubulação.

A carga de um atuador foi analisada anteriormente.

Um orifício, por outro lado, é uma passagem restrita em uma linha hidráulica ou em
um componente, utilizada para controlar o fluxo ou criar uma diferença de pressão (queda
de pressão).

Para que haja fluxo de óleo através de um orifício, deverá haver uma diferença ou
queda de pressão.

Inversamente, se não houver fluxo, não haverá queda de pressão. Considere-se a


condição do orifício na figura seguinte. A pressão é igual nos dois lados; assim sendo, não
haverá fluxo.

Se o fluxo for bloqueado depois do orifício, a pressão se iguala imediatamente nos


dois lados da restrição, de acordo com a lei de Pascal.

Esse princípio é essencial às operações de muitas válvulas controladas de pressão


compostas (balanceadas).
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8.4 - Velocidade do Fluído Hidráulico na Tubulação

A velocidade com que o fluido hidráulico passa pela tubulação é um fator


importante a se considerar devido ao efeito de atrito que ela acarreta, sendo as faixas de
velocidade recomendadas:
a) linha de sucção: 6 a 12 dm por segundo, ou seja, 0,6 a 1,2 m/s;
b) linha de pressão: 20 a 60 dm por segundo, ou seja, 2 a 6 m/s.

A baixa velocidade para linha de sucção é interessante, pois pouca queda de pressão
pode ser tolerada.

Além disto, deve-se notar que:

a) A velocidade do fluido através de um tubo varia inversamente ao quadrado do


diâmetro interno do tubo.
b) Normalmente, o atrito do líquido num tubo é proporcional à velocidade. Todavia,
se o fluxo for turbulento, o atrito variará em função do quadrado da velocidade. O atrito
cria turbulência no fluido oferecendo resistência ao fluxo, resultando na queda de pressão
através da linha.

NOTAS

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CAPÍTULO 2: ATUADORES LINEARES


RESUMO

O objetivo deste capítulo é o de apresentar o princípio de operação e os tipos de


atuadores lineares.

1.0 - INTRODUÇÃO

A finalidade de um atuador é transformar a energia hidráulica em mecânica. No


caso específico de um atuador linear o trabalho é realizado em linha reta, usado em
operações de prender e prensar ou para movimentos de avanço rápido e lento.

Como exposto anteriormente, os cilindros hidráulicos são atuadores lineares,


existindo vários tipos conforme a necessidade de aplicação.

Eles são analisados a seguir.

2.0 - PARTES COMPONENTES DE UM CILINDRO

As peças essenciais de um cilindro são: um tubo, um pistão, uma haste, tampas e


retentores adequados.
Os tubos, geralmente, são de aço sem costura, retificado na parte interna. O pistão,
de ferro fundido ou de aço, incorpora retentores para reduzir vazamentos entre o pistão e a
parede do tubo.

Figura 1 – Partes componentes de um cilindro.

Os anéis de segmento, do tipo usado em automóveis, são empregados quando se


pode admitir um pouco de vazamento. Para aguentar cargas ou então para controlar
velocidades lentas, alguns fabricantes usam anel T com dois anéis de encosto backup.

Os pórticos do cilindro são localizados nas tampas, que são fixadas rigidamente nas
extremidades do tubo, por meio de tirantes e porcas. O retentor da haste é do tipo de
cartucho, no qual estão montados os retentores propriamente ditos e um anel limpador para
eliminar impurezas da haste. O tipo cartucho facilita a reposição dos retentores.

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3.0 – TIPOS DE CILINDROS

Os cilindros são classificados como de simples e de dupla ação.


Os cilindros simples podem ser de haste sólida (pistão liso) ou telescópica,
enquanto que, os de dupla ação podem ser diferenciais ou de haste dupla não diferencial.
Observa-se que os cilindros de haste telescópica também são encontrados em
unidades de dupla ação.

3.1 – Cilindros de Simples Ação

Os cilindros de simples ação possuem pistão (haste) liso e se constitui no atuador de


concepção mais básica.
Neste tipo de cilindro existe apenas uma câmara para o óleo e atua somente em uma
direção. O seu retorno à posição inicial sem pressão é efetuada, na maioria das vezes,
através da ação da gravidade ou, em alguns casos, por mola ou, ainda, pela aplicação de
uma força externa.
Como o nome indica o cilindro de simples ação com retorno por mola, possui uma
mola interna, a qual arrasta o pistão à posição inicial quando a pressão do óleo é retirada.
Desta forma, cilindro de retorno por gravidade, o peso da carga o fará voltar à
posição inicial ao se retirar a aplicação de pressão.
No terceiro tipo, ainda é necessário aplicar-se uma força
externa apropriada.
Esses cilindros são adequados para aplicações que
envolvem cursos longos, ou seja, para atividades leves de
levantamento ou deslocamento de carga, tais como elevadores e
macacos para levantar automóveis.
Figura 2 – Vista em corte de um cilindro
com retorno por mola.

Figura 3 – Cilindros com retorno por mola. Figura 4 – Cilindros com retorno por gravidade.

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3.2 – Cilindros de Dupla Ação

Os cilindros de dupla ação são operados pelo fluido hidráulico em ambos os sentidos.

Isso significa que se pode realizar força


em qualquer um dos lados do movimento, ou
seja, estão habilitados, tanto para empurrar
(estendendo o pistão) a carga com pressão,
quanto puxar (retraindo o pistão).

Desta forma, para que o cilindro opere


nos dois sentidos, ele possui duas tomadas de
pressão, como ilustra a figura 5.

Figura 5 – Cilindro de dupla ação.

No entanto, isto se realizará com pressões necessariamente diferentes, pois ao se


estender o pistão, o óleo ocupa toda a câmara do cilindro, enquanto na retração ele apenas
preencherá os espaços entre o pistão e o cilindro. Como as superfícies são diferentes, as
pressões também o serão durante os movimentos de avanço e retorno.
Observa-se que, nesses cilindros, o movimento de avanço é mais lento que o de
retorno, porém exerce uma força maior.
Devido a esta diferença de pressões, o cilindro de dupla ação também é classificado
como um cilindro diferencial.

3.3 - Cilindro do Tipo Haste Telescópica

Usa-se um cilindro telescópico quando o


comprimento da camisa tem que ser menor do que se pode
conseguir com um cilindro-padrão.
Pode-se usar de 4 a 5 estágios, sendo a maioria de
simples efeito, porém são também disponíveis unidades de
dupla ação.

Figura 6 – Cilindro de haste telescópica.

3.4 - Cilindro de Haste Dupla

Cilindros de haste dupla são usados onde


é vantajoso se acoplar uma carga em cada
extremidade, ou então onde são necessárias
velocidades iguais em ambos os sentidos.

Figura 7 – Cilindro de haste dupla.

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São também considerados como


cilindros de dupla ação, porém são
classificados como não diferenciais. Com
áreas iguais em cada lado do pistão, esses
cilindros fornecem velocidades e forças
iguais em ambas às direções.
Qualquer cilindro de dupla ação pode
se tornar em um de simples efeito,
drenando-se o lado inativo para o tanque.
Figura 8 – Exemplo de aplicação de um cilindro de haste dupla.

4.0 – Tipos de Montagens

Vários tipos de montagens para cilindros fornecem flexibilidade na instalação dos


mesmos.
Geralmente, as extremidades das hastes são roscadas para serem ligadas diretamente
à carga ou a um acoplamento.

Figura 9 – Tipos de montagens de cilindros.

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CAPÍTULO 3: MOTORES HIDRÁULICOS

RESUMO

O objetivo deste capítulo é o de apresentar o princípio de operação e os tipos de


motores hidráulicos.

1.0 - INTRODUÇÃO
Os atuadores rotativos convertem a energia hidráulica em um movimento rotativo.
Tais dispositivos são compactos, simples e eficientes e produzem um torque alto.
De um modo geral aplicam-se atuadores em indexação de ferramental de máquina,
operações de dobragem, levantamento ou rotação de objetos pesados, funções de dobragem,
posicionamento, dispositivos de usinagem, atuadores de leme, etc. O motor hidráulico é um
atuador rotativo. A construção dos motores hidráulicos se parece muito com a construção
das bombas. Ao invés de empurrar um fluido, como a bomba o faz, o motor é empurrado
pelo fluido, desenvolvendo torque e movimento rotativo contínuo.

Os motores podem ser uni ou bidirecionais.


Além disto, conforme sua construção, eles podem
ser de engrenagens, de palhetas ou de pistão.

De qualquer forma, todos os motores


consistem basicamente de uma carcaça com
conexões de entrada e saída e de um conjunto
rotativo ligado a um eixo, como analisado a seguir.

Figura 1 – Motor hidráulico – Exemplo.

2.0 – CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES

Os motores hidráulicos se caracterizam pelo deslocamento, torque e limite de


pressão máxima.

2.1 - Deslocamento

O deslocamento de um motor é dado pelo volume absorvido por rotação.

O deslocamento é a quantidade de fluido que o motor aceitará para uma revolução


ou então, a capacidade de uma câmara multiplicada pelo número de câmaras que o
mecanismo contém.
Esse deslocamento é representado em litros por revolução.

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2.2 - Torque

Em um motor hidráulico pode-se ter torque sem movimento, pois este só se realizará
quando o torque gerado for suficiente para vencer o atrito e a resistência da carga.
Expressa-se o torque em kg.m ou libras-polegadas.

2.3 – Pressão

A pressão necessária em um motor hidráulico depende do torque e do movimento


necessários.
Um motor com grande deslocamento desenvolverá certo torque com menos pressão
do que um com pequeno deslocamento. A capacidade básica de torque de um motor é,
geralmente, expressa em kg.m à pressão de 7 kg/cm2.

3.0 - MOTORES DE ENGRENAGEM

Um motor de engrenagem é um motor de deslocamento positivo que desenvolve um


torque de saída no seu eixo, através da ação da pressão hidráulica nos dentes da engrenagem.

Ele consiste, basicamente, de uma carcaça com


aberturas de entrada e de saída e um conjunto rotativo
composto de duas engrenagens, ou seja, uma engrenagem
motora, ligada a um eixo que aciona uma carga e uma movida.

Figura 2 – Motor de engrenagens.

Ë possível inverter-se a rotação do motor invertendo-se a direção do fluxo.

Observe-se que o deslocamento de um motor de engrenagem é fixo e igual ao


volume entre os dois dentes multiplicado pelo número de dentes.

As engrenagens não são balanceadas hidraulicamente em relação à pressão. Assim, a


alta pressão na entrada e a baixa pressão na saída provocam altas cargas laterais no eixo,
bem como nas rodas dentadas e nos rolamentos que as suportam.

É possível balancear-se essa carga lateral abrindo-se passagens internas, as quais


distribuem pressões correspondentes a 180° da carga lateral. Esse tipo de balanceamento é
encontrado mais comumente em motores de palhetas.

Os motores de engrenagem são, frequentemente, limitados a pressões de operação


ate 140 kg/cm2 e a rotações máximas de 2.400 rpm.

O motor de engrenagem tem como vantagens principais a sua simplicidade e sua


maior tolerância a sujeira, entretanto apresenta menor eficiência.

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4.0 - MOTORES DE PALHETAS

Um motor de palhetas consiste de um rotor


e de palhetas que podem deslocar-se para dentro e
para fora de seus alojamentos.

Figura 3 – Motor de palhetas.

O rotor do motor é montado em um centro


que está deslocado do centro da carcaça. O eixo do
rotor está ligado a um objeto que oferece resistência.

Conforme o fluido entra pela conexão de entrada, a energia de trabalho hidráulica


atua em qualquer parte da palheta exposta no lado da entrada. Uma vez que a palheta
superior apresenta uma maior área exposta à pressão, a força do rotor fica desbalanceada e o
rotor gira.
Conforme o líquido alcança a conexão
de saída, onde está ocorrendo diminuição do
volume, o líquido é recolocado.
Observa-se que, antes que um motor de
palheta entre em operação, as suas palhetas
devem ser estendidas.
Existem dois métodos comuns para
estender as palhetas num motor. Um deles é
estender as palhetas por meio de molas, de
modo que elas permaneçam continuamente estendidas. Figura 4 – Operação do motor.

O outro método é o de dirigir pressão hidráulica para o lado inferior das palhetas.

5.0 MOTORES DE PISTÃO

O motor de pistão é um motor de


deslocamento positivo que desenvolve um
torque de saída no seu eixo por meio da
pressão hidráulica que age nas extremidades
dos pistões, os quais possuem movimento
alternado num bloco de cilindros nos pistões.

Figura 5 – Motor hidráulico de pistões.

O conjunto rotativo de um motor de pistão consiste basicamente de placa de


deslizamento, tambor de cilindro, pistões, placa retentora, mola de retenção, placa de
orifício e eixo.
O eixo do motor e o bloco de cilindros estão no mesmo eixo de rotação. A pressão
nas extremidades dos pistões causa uma reação contra uma placa inclinada, girando o bloco
do cilindro e o eixo.
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O torque é proporcional à área dos


pistões e, ao mesmo tempo, função do ângulo
da placa inclinada Atualmente, existe a
tendência dos motores hidráulicos de pistões
serem os mais utilizados na maquinaria e em
equipamento móvel, decorrente das
exigências de rendimento e da existência de
equipamentos mais sofisticados de filtragem.
Os motores de pistões em linha estão
sendo cada vez mais utilizados em aplicações
de máquinas-ferramenta assim como em
equipamento móvel.

Figura 6 – Motor hidráulico de pistões.

Notas

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CAPÍTULO 4: SÍMBOLOS GRÁFICOS E


DIAGRAMAS DE HIDRÁULICA
RESUMO

Os objetivos desse capítulo são o de classificar símbolos e diagramas hidráulicos,


bem como conhecer os seus empregos.

1.0 - INTRODUÇÃO

Os circuitos hidráulicos e seus componentes são representados de diferentes


maneiras. Dependendo do que a figura deve comunicar, pode ser um desenho representando
o próprio componente, um corte mostrando a construção interna, um desenho gráfico (ou
diagrama) que demonstra a função ou a combinação de quaisquer dos três.
Os símbolos gráficos são simples figuras geométricas, sem intenção de mostrar a
forma de construção interna do componente, mas somente sua função no circuito.

2.0 – DIAGRAMAS

2.1 - Diagramas Representativos

Um diagrama representativo é usado,


principalmente, para mostrar a disposição do
encanamento de um circuito. Os símbolos são
desenhos dos contornos que mostram a forma
externa efetiva dos componentes e encanamento
até as várias aberturas das unidades.
Figura 1 – Exemplo de diagrama representativo.

2.2 - Diagramas em Corte

Os diagramas em corte contêm muitas informações sobre a operação de um circuito


e sobre a construção e operação de seus componentes.
Devido ao tempo e ao custo envolvidos,
esses diagramas raramente são feitos para
outras finalidades que não a de aprendizado.
Frequentemente, fazem-se múltiplos diagramas
em corte, cada um mostrando uma fase diferente
da operação do circuito.
Códigos de cores são usados nas linhas,
para demonstrar a função do fluido durante a fase
de operação que esta sendo representada, ou seja:

Figura 2 – Exemplo de diagrama em corte.


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2.3 – Diagramas Gráficos

Os diagramas gráficos são os mais utilizados no


cotidiano industrial. São compostos de vários símbolos, os
quais devidamente distribuídos e interligados expressam a
operação de um sistema hidráulico.

Figura 3 – Exemplo de diagrama gráfico.

3.0 - LINHAS

Canos hidráulicos, tubos e passagens de líquido são demonstrados como linha


individual, conforme se observa na figura 4. Há três classificações básicas:
a) Uma linha de trabalho (sólida)
transporta o fluxo principal no sistema. Para
efeitos gráficos, isso inclui a linha de entrada
da bomba (sucção), linhas de pressão e linhas
de retorno ao tanque;
b) A linha piloto (tracejado comprido)
transporta o fluido usado para controlar a
operação de uma válvula ou um outro
componente.
c) A linha de dreno (tracejado curto)
transporta o vazamento de óleo para o
reservatório.

Figura 4 – Linhas hidráulicas.

4.0 - COMPONENTES ROTATIVOS

Um círculo é o símbolo básico para os componentes rotativos.

Triângulos (cheios) de energia são colocados


dentro dos símbolos para demonstrá-los como fontes
de energia (bombas) ou então, como receptores de
energia (motores).

Se o componente for unidirecional, o símbolo


conterá um único triângulo.

Uma bomba ou motor reversível é desenhado


com dois triângulos.

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Figura 5 – Bombas e motores.

5.0 - CILINDROS

Um retângulo com indicações de pistão,


haste e pórticos representa um cilindro, como se
vê na figura 6.
Um cilindro de simples efeito é
demonstrado aberto no lado da haste com apenas
um pórtico no lado da cabeça. Um cilindro de
duplo efeito aparece fechado com dois pórticos.

Figura 6 – Cilindros.

6.0 - VÁLVULAS

O símbolo básico de uma válvula é um


quadrado ou invólucro. Para indicar passagens e
direções de fluxo são adicionadas setas a esse
símbolo.
As válvulas de posicionamento indefinido,
tais como as válvulas de segurança, têm um único
quadrado Presume-se que estas têm várias posições
entre totalmente aberta e totalmente fechada,
dependendo do volume de líquido que as atravessa.
A figura 7 ilustra.

Figura 7 – Válvula de segurança (infinitas posições).

As válvulas de posicionamento
definido são as válvulas direcionais. Seus
símbolos contêm um quadrado individual
para cada posição em que a válvula pode ser
movida, como mostra a figura 8.

Figura 8 – Válvula direcional (posições definidas).

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7.0 - RESERVATÓRIO

O reservatório, de modo geral, é representado por um retângulo, sendo o exposto à


pressão atmosférica por um retângulo aberto na parte superior, enquanto que, para um
pressurizado, tem-se um retângulo fechado.
Observa-se que, por conveniência, vários desses símbolos podem ser desenhados
num circuito, apesar de haver apenas um reservatório.
As linhas de ligação são desenhadas até o fundo do símbolo quando estas terminam
abaixo do nível do fluido no tanque. Se uma linha termina acima do nível do fluido,
desenha-se esta acima do símbolo.

Figura 9 – Diagrama gráfico de um circuito com motor hidráulico bidirecional.

8.0 - SIMBOLOGIA
8.1 – Linhas e Suas Funções

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Notas

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CAPÍTULO 5: GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS


RESUMO

Este capítulo relaciona os termos técnicos e os seus respectivos significados


relativos aos sistemas hidráulicos.

1.0 - INTRODUÇÃO

O conhecimento dos termos técnicos é fundamental para que haja uma comunicação
adequada, sem enganos ou duplas interpretações.
Desta forma, esse capítulo relaciona os principais termos técnicos relativos aos
sistemas hidráulicos, explicando o seu significado.
Eles são agrupados pela sua letra inicial e em ordem alfabética.

2.0 - A

Absoluta — Uma medida que tem sua base ou ponto zero na completa ausência do
evento que está sendo medido.
Acumulador — Um recipiente no qual o fluido é armazenado sob pressão como
uma fonte de energia hidráulica.
Aeração — É a presença de ar no sistema hidráulico. A aeração excessiva provoca a
formação de espuma no óleo, causando um funcionamento irregular dos componentes,
devido a compressibilidade do ar retido no fluido hidráulico.
Alimentação — É a condição onde a entrada da bomba é alimentada pela colocação
da linha de sucção da bomba abaixo do nível de óleo do reservatório.
Amortecedor — Um dispositivo algumas vezes colocando nas extremidades de um
cilindro hidráulico para restringir o fluxo de óleo no pórtico de saída; em consequência
disto à velocidade do cilindro é reduzida no final de seu curso.
Amplificador — Um dispositivo que amplia o sinal de erro o suficiente para causar
alteração no controle do movimento de um atuador.
No momento vários tipos de servo-amplificadores são usados: mecânico e eletrônico
(magnético fase sensitiva, corrente contínua, corrente alternada).
Amplitude de som — É a intensidade de som de um ruído.
Área anular — Uma área no formato de um anel; frequentemente refere-se à área
efetiva do lado da haste de um cilindro, ou seja, a área do pistão menos a área seccional da
haste.
Atmosfera — Uma medida de pressão equivalente a 1Kg/cm2.
Atuador — Dispositivo que converte energia hidráulica em energia mecânica
(motor ou cilindro).
Atuador linear — Um atuador que converte energia hidráulica em movimento linear
— cilindro ou embolo.
Atuador rotativo — Um dispositivo que converte energia hidráulica em
movimento giratório... Um motor hidráulico.

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3.0 - B

Balanço hidráulico — Uma condição em que forças hidráulicas iguais e opostas


agem sobre uma peça de um componente hidráulico.
By-pass (desvio) — Uma passagem secundária para a vazão de um líquido.
Bomba — Um dispositivo que converte energia mecânica em transmissão fluida
desta energia.
Braço de alavanca — Um ganho na força de saída sobre a força da entrada
sacrificando a distância envolvida. Vantagem mecânica ou multiplicação de força.

4.0 - C
Calor — é a forma de energia que tem a capacidade de gerar aquecimento ou
aumentar a temperatura de uma substância.
Toda a energia usada para vencer atrito é convertida em
calor. O calor é medido em calorias ou em BTU.
Caloria é a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de 1 kg de
água de 1°C (de 14,5°C a 15.5°C) em 1 segundo.
1 BTU/min. = 252 calorias/seg.
Câmara — Um compartimento dentro de uma unidade hidráulica. Pode conter
elementos para ajudar na operação ou controle de uma unidade. Exemplo:
câmara de mola, câmaras de drenagem etc.
Canal — Uma passagem de fluido, cujo comprimento é grande em relação à sua
dimensão em secção transversal.
Carga — Para encher um sistema hidráulico acima da pressão atmosférica. Para
encher um acumulador com fluido sobre pressão (veja pressão de pré-carga).
Carretel — Termo aplicado indiscriminadamente a qualquer peça móvel de forma
cilíndrica, de um componente hidráulico que se move para dirigir a vazão através do
componente.
Cartucho — Elemento substituível de um filtro. Unidade de bombeamento de uma
bomba de palheta, composta de rotor, anel, palhetas, e placas laterais.
Cavalo-vapor — É a potência requerida para levantar 75 kg a uma altura de um
metro em um segundo. 1 CV = 75 kg.m/seg.
Cavitação — Uma condição gasosa localizada em uma corrente líquida que ocorre
onde a pressão é reduzida à pressão de vapor.
Centro-aberto — Condição em que o fluxo da bomba recircula livremente, para o
reservatório, na posição central de operação de uma válvula direcional.
Centro-fechado — Condição em que a bomba não descarrega livremente para o
tanque na posição neutra de operação.
Chicana — Dispositivo, geralmente uma placa, instalado no reservatório para
separar a sucção da bomba das linhas de retorno.
Cilindro — Dispositivo de movimento linear no qual o impulso ou força é
proporcional à área efetiva da seção transversal, e à pressão hidráulica que age no mesmo.
Cilindro de dupla ação — Um cilindro no qual a força do fluido pode ser aplicada
em qualquer direção.
Cilindro de simples ação — Um cilindro no qual a energia hidráulica pode
produzir impulso ou movimento em apenas uma direção (Pode voltar por meio de ação de
gravidade ou por molas).

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Cilindro diferencial -- Qualquer cilindro no qual as áreas (avanço e retorno), não são
iguais.
Circuito — A trajetória completa de um sistema hidráulico incluindo o dispositivo
gerador de fluxo.
Circuito aberto — Dispositivo do encanamento em que o volume de descarga da
bomba, depois de passar através de outros componentes hidráulicos, desvia-se para o
reservatório.
Circuito com realimentação — Circuito fechado que consiste de um ou mais
elementos de movimentação e um ou mais elementos de realimentação.
Circuito fechado — Uma disposição do encanamento na qual o volume de descarga
da bomba, depois de passar através de outros componentes hidráulicos, volta diretamente
para a entrada da bomba.
Circuito regenerativo — Uma disposição do encanamento para um cilindro do tipo
diferencial, na qual o fluido de descarga vindo do lado da haste combina com o volume de descarga
da bomba, para ser dirigido dentro do lado da cabeça do cilindro.
Compressibilidade — Mudança no volume de um fluido quando sujeito à variação
de pressão.
Componente — Uma unidade hidráulica simples.
Controle — Um dispositivo usado para regular a função de uma unidade (veja
controle hidráulico, controle manual, controle mecânico e controle do compensador).
Controle de entrada — Regula a quantidade de fluido que entra em um acionador
ou sistema.
Controle de saída — Regula a vazão de um fluido na saída de um sistema ou de um
atuador.
Controle por Compensador — Um controle para bombas e motores variáveis que
altera o deslocamento em resposta às mudanças de pressão no sistema e de conformidade
com os ajustes de pressão estabelecidos.
Controle de vazão — Para regular a quantidade ou taxa de vazão de um líquido.
Controle em desvio — Desviar uma porção específica controlável do volume de
descarga de uma bomba, diretamente ao reservatório.
Controle hidráulico — Um controle que é atuado por forças induzidas
hidraulicamente.
Controle manual — Um controle acionado pelo operador, independente do meio
de acionamento.
Ex: controle de alavanca ou pedal para as válvulas direcionais.
Controle manual de emergência — Um método de atuação manual de um
dispositivo controlado automaticamente.
Controle mecânico — Qualquer controle acionado por ligações, engrenagens,
parafusos, excêntricos ou outros elementos mecânicos.
Contrapressão — Geralmente refere-se à pressão que existe no lado de descarga de
um sistema. Acrescenta-se à pressão necessária para mover a carga.
Conversor de torque — Acoplamento rotativo capaz de multiplicar torque.
Corrente diferencial — É a soma algébrica da corrente no motor de torque. É uma
função do valor do sinal de erro e é medida em MA (miliamperes).
Curso — O comprimento de percurso de um pistão ou embolo. Algumas vezes usado
para denotar a mudança de deslocamento de uma bomba ou motor de volume variável.

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5.0 - D
Descarga — Liberar a vazão de uma bomba (geralmente diretamente ao
reservatório), para impedir que a pressão seja imposta ao sistema ou uma parte do sistema.
Descompressão — O ato de soltar lentamente o fluido confinado para reduzir
gradativamente a pressão sobre o fluido.
Deslizamento — É o vazamento interno de fluido em um componente hidráulico.
Deslocamento — A quantidade de fluido que pode passar através de uma bomba,
motor ou cilindro, em uma única revolução ou curso.
Deslocamento positivo — Característica de bomba ou motor onde a saída é bem
vedada da entrada, não permitindo recirculação do fluido dentro do componente.
Desvantagem — Fechar a ligação de vantagem de uma válvula de controle de
pressão, permitindo que a válvula funcione com o seu ajuste de pressão estabelecido.
Dither — Um sinal alternado imposto sobre o controle do curso para reduzir os
efeitos de alguma pequena irregularidade linear.
Dreno — Uma passagem em um componente hidráulico ou proveniente deste, que
faz voltar o fluido para o reservatório.

6.0 - E

Eficiência — Razão entre saída e entrada. A Eficiência volumétrica de uma bomba é a


vazão de saída (em LPM) dividida pela vazão teórica de saída. A eficiência de um sistema
hidráulico é a potência de saída pela de entrada e é usualmente expressa em porcentagem.
Embolo — Uma peça em forma de cilindro que tem apenas um diâmetro e é usada
para transmitir impulso.
Energia — Habilidade ou capacidade de realizar trabalho. É medida em unidades de
trabalho.
Energia cinética — Energia que uma substância ou corpo tem em virtude da sua
massa e velocidade.
Estrangulador — Para permitir a passagem de vazão restrita. Pode controlar a taxa
de vazão, ou gerar uma queda deliberada de pressão.

7.0 - F

Faixa morta (desenergização) — Região ou faixa sem resposta onde um sinal de


erro não causará um acionamento correspondente da variável controlada.
Filtro — Dispositivo cuja função principal é reter contaminastes insolúveis no fluido.
Filtro de tela — Dispositivo para remoção de sólidos de um fluido onde a resistência
ao movimento de tais sólidos seja em linha reta.
Fluido — Líquido ou gás. Líquido composto especialmente para uso na transmissão
de potência média em um sistema hidráulico.
Fluxo Laminar — Condição onde as partículas de fluido se movem em linhas
paralelas contínuas.
Fluxo Proporcional — Em um filtro, a condição onde parte do fluxo passa através
do elemento filtrante proporcionalmente à queda de pressão.

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Fluxo Total — A condição em um filtro onde todo o fluxo passa através do


elemento filtrante.
Fluxo turbulento — Condição em que as partículas de fluido se movem em várias
direções e não em trajetórias paralelas.
Força — Qualquer causa que tende a produzir ou modificar o movimento. Em
hidráulica, a força total é expressa pelo produto P (força por unidade de área) e a área da
superfície sobre a qual a pressão age.
F=PxA
Frequência — Número de vezes que uma ação ocorre por unidade de tempo. A
frequência básica em um motor ou bomba é igual à velocidade em rotações por segundo
multiplicada pelo número de câmaras de bombeamento.

8.0 - H
Hidráulica — Ciência que trata de pressões e vazões dos fluidos.
Hidrodinâmica — Ciência que trata de líquido em movimento e mais
particularmente de sua energia cinética.
Hidrostática — Ciência que trata da pressão de líquidos.

9.0 - I
Índice de viscosidade — Uma medida da variação da viscosidade de um fluido
causada pelas variações de temperatura.
Intercambiador de calor — Um dispositivo que transfere o calor de um fluido para
outro através de uma parede divisória.
Invólucro — Um retângulo em torno de um ou mais componentes para indicar os
limites de montagem. Os pórticos são mostrados nas linhas internas.

10.0 - L
Ligação frontal — Condição de montagem onde o encanamento está em superfícies
expostas dos componentes hidráulicos.
Ligação traseira — Uma condição em que todo o encanamento está em superfícies
não expostas do equipamento hidráulico (unidades montadas em painel são deste tipo).

Linha — Um tubo, cano ou tubo flexível que age como condutor de fluido
hidráulico.
Linha de sucção — Linha hidráulica que conecta o reservatório à entrada da
bomba.
Linha de retorno — Linha usada para escoamento do fluido do atuador ao
reservatório.
Linha de pressão — Linha que transporta o fluido da saída da bomba para aberturas
pressurizadas do atuador.

11.0 - M

Manifold — Condutor de fluido com múltiplas aberturas para conexões.


Manômetro — Escala de pressão onde a pressão atmosférica é ignorada, o ponto
zero é 1 Kg/cm2 absoluto.
Micron — Milionésima parte do metro.

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Motor — Um dispositivo de movimento giratório que transforma energia hidráulica


em energia mecânica.
Motor de torque — Um dispositivo eletromagnético consistindo de bobinas e
circuito magnético próprio que fornece a atuação de uma armadura rotativa ou translatória.
Movimento alternativo — Movimento de vai e vem em linha reta.

12.0 -O

Obstrução — Uma restrição cujo comprimento é grande em relação as dimensões


da sua secção transversal.
Orifício — Uma restrição, cujo comprimento é pequeno em relação às dimensões
de sua secção transversal.

13.0 - P

Passagem — Uma ligação usinada ou provida de núcleo que está dentro ou (passa
através de um componente hidráulico e age como um condutor de fluido).
Pico de pressão — Um acréscimo momentâneo de pressão em um circuito.
Pistão — Uma peça de forma cilíndrica que se ajusta dentro de um cilindro e
transmite ou recebe o movimento, por meio de uma haste de ligação.
Placa de encosto — Placa usada nas bombas de pistão tipo axial que causa
movimento alternativo aos pistões quando o bloco de cilindro gira.
Placa oscilante — Uma placa rotativa oscilante na bomba de pistão axial que
empurra os pistões para dentro de seus alojamentos durante seu movimento.
Placa de pressão — Placa lateral no pórtico de pressão das bombas ou motores de
palhetas.
Potência — Trabalho por unidade de tempo. É medido em HP, CV ou Watts.
Potenciômetro — Um elemento nos servossistemas que mede e controla o potencial
elétrico.
Pórtico — Um terminal interno ou externo de passagem em um componente. Pressão
— É a força por unidade de área; normalmente é expressa em Kg/cm2 (atm). Pressão
absoluta — É a escala de pressão onde o ponto zero é o vácuo perfeito.
Pressão atmosférica — Pressão sobre todos os objetos na atmosfera devido ao peso do ar
ambiente. Ao nível do mar é 1 Kg/cm2 absoluta.
Pressão de abertura — A pressão com a qual uma válvula acionada por pressão
permite o início de passagem de fluido.
Pressão de alimentação — A pressão na qual o fluido é forçado para dentro do
sistema hidráulico (acima da pressão atmosférica).
Pressão de carga — A pressão do gás comprimido num acumulador, anterior ao
enchimento do fluido.
Pressão piloto — Pressão auxiliar usada para acionar ou controlar os componentes
hidráulicos.
Pressostato — Chave operada pela queda ou aumento da pressão em um fluido.

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14.0 - Q

Queda de pressão — Redução de pressão entre 2 pontos em uma linha ou


passagem, devido à energia exigida para manter o fluxo; pode ser intencional.

15.0 - R

Reabastecer — Acrescentar fluido para manter um sistema hidráulico abastecido.


Refrigerador — Trocador de calor usado para remover calor de um fluido hidráulico.
Respiradouro — Dispositivo que permite que o ar se mova de dentro para fora do
reservatório ou de um componente para manter pressão atmosférica.
Restrição — Uma redução na secção transversal de uma linha ou passagem que
produz uma queda de pressão.

16.0 - S

Sequencia — Ordem de uma série de operações ou movimentos. Desviar a vazão


para realizar uma operação ou movimento subsequente.
Servo mecanismo — Mecanismo submetido à ação de um dispositivo de controle
que operará como se fosse acionado diretamente pelo dispositivo de controle, e capaz de
fornecer uma saída de potência, derivada de uma fonte externa e independente.

Servo válvula— Válvula que controla a direção e a quantidade de fluido


proporcionalmente a um sinal de entrada. Válvula de seguimento.
Servo válvula eletro hidráulica — Uma válvula do tipo direcional que recebe um
sinal elétrico variável ou controlado, e que controla ou mede o fluxo hidráulico.
Sinal — Comando ou indicação de uma posição ou velocidade desejada.
Sinal de comando — (ou sinal de entrada) Um sinal externo que comanda os
servomecanismos.
Sinal de erro — O sinal que é a soma algébrica de um sinal de entrada e de um
sinal de realimentação.
Sinal de resposta — Sinal de saída de um elemento de realimentação.
Sincro — Dispositivo giratório eletromagnético geralmente usado como gerador de
sinal de realimentação de corrente alternada, que indica a posição. Pode ser usado como
gerador de um sinal de referência.
Sobrepressão — A diferença entre a pressão de abertura de uma válvula e a pressão
alcançada quando a válvula permite passagem total.
Subplaca — Uma montagem auxiliar para componente hidráulico que proporciona
um meio de ligar o encanamento ao componente.

17.0 - T

Tacômetro — Dispositivo que gera um sinal em corrente alternada ou contínua


proporcional à velocidade com a qual é girado e a polaridade da qual depende, na direção de
rotação do rotor.
Taxa de filtragem — Mede o tamanho das partículas que um filtro pode remover.
Taxa de fluxo — Volume, massa ou peso de um fluido que passa em um condutor
por unidade de tempo.
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18.0 - V

Válvula de Segurança — Válvula operada por pressão, que desvia o volume de


descarga para o reservatório, limitando a pressão do sistema em um valor máximo pré-
determinado.
Válvula seguidora — Uma válvula de controle que conduz óleo para um acionador,
de forma que o movimento de saída resultante seja proporcional ao movimento de entrada
da válvula.
Válvula de sequencia — Uma válvula operada por pressão que desvia o fluxo para
um acionador secundário, enquanto mantém pressão no acionador primário num valor
mínimo pré-determinado.
Vazão — Volume de fluido descarregado pela bomba em um dado tempo, expresso
em litros por minuto.
Velocidade — É a rapidez com que um fluxo se movimenta em uma linha
hidráulica. Expressa em cm/seg. A rotação de um motor medida em revoluções por minuto.
Ventagem — Para permitir à abertura de uma válvula controladora de pressão
direcionando o piloto a pressão atmosférica. Um respiradouro de ar num reservatório
hidráulico.
Viscosidade — A medida do atrito interno ou a resistência de um fluido a fluir.
Volume — O tamanho de uma câmara em centímetros cúbicos. A quantidade de
fluxo na saída de uma bomba em litros por minuto.

Notas

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