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Disciplina: Estruturas em Concreto Protendido.

Identificação da tarefa: Tarefa 3. Unidade 3. Envio de arquivo.


Pontuação: 15 pontos.

Tarefa 3

1) De acordo com o diagrama da flecha versus carregamento da viga da Figura 1 a


seguir, explique, com suas palavras, o que representa cada um dos pontos
marcados de 1 a 9 neste diagrama. (Máximo 15 linhas)

Figura 1. Diagrama carga x flecha de viga protendida subarmada com armadura


aderente (modificado de Bastos, 2015)

Onde:
api: contraflecha da viga devida à protensão inicial;
ape: contraflecha da viga devida à protensão efetiva;
ag1: flecha devido ao peso próprio.
Solução:

- Pontos 1 e 2: Com a viga em repouso os pontos 1 e 2 indicam a existência da


contraflecha na peça, estando esta, portanto, sem ação de carregamento. Assim que a
força de protensão é aplicada, o peso próprio da viga é acionado, diminuindo a
contraflecha do ponto 1 para o ponto 2.
- Pontos 3 e 4: Já sob ação da protensão, o peso a contraflecha continua diminuindo
como consequência das ações tanto do peso próprio quanto da protensão
aplicada. No ponto 4 o valor da contraflecha é nulo e corresponde à uniformidade de
tensões na seção.
- Pontos 5, 6 e 7: Nesse intervalo a viga ainda não apresenta fissuras permanentes e o
carregamento está equilibrado com a protensão. Assim, no ponto 5 tem o início da
descompressão e em 6 forma-se a primeira fissura não permanente. Isso ocorre até o
ponto 7, a partir do qual a viga se comporta como uma peça de concreto armado
convencional.
- Pontos 8 e 9: o ponto 8 marca o fim da variação do carregamento de serviço e do
regime elástico. Então, as deformações já passam a ser permanentes. A partir daí o aço
entra na fase de escoamento até o ponto 9, o qual representa a capacidade máxima da
viga no que se refere ao carregamento e aos momentos fletores ditos últimos.

Referência:
BASTOS, P. S. S. Concreto Protendido. Bauru: Universidade Estadual Paulista.
Maio/2015. <Disponível em wwwp.feb.unesp.br/pbastos>.
2) A força efetiva de protensão varia em todo o comprimento do cabo e é menor do
que a que foi aplicada pelo dispositivo de protensão. Dá-se o nome de perda de
protensão à diminuição desta força. Quais são os principais fatores que
influenciam nas perdas de protensão? (Máximo 10 linhas)

Solução:

- Perdas por atrito: são devidas ao atrito dos cabos nas bainhas.
- Perdas por acomodação: ocorre devido ao escorregamento dos fios e acomodação das
cunhas nos furos portacunhas. Seu valor depende do comprimento da pista de protensão.
- Perdas por encurtamento do concreto: ocorre na fase de protensão quando se esticam
os cabos sequencialmente, visto que a protensão num cabo provoca deformações no
concreto em relação ao cabo anteriormente esticado.
- Perdas progressivas: são provocadas pela fluência e retração do concreto e pela
relaxação da armadura. A fluência e a relaxação provocam, ao longo do tempo,
deformações e aumento das tensões, respectivamente. Ambas expõem o sistema de
protensão às intempéries. A retração do concreto leva a uma perda de tensão na
armadura em função do ambiente de cura e depende do intervalo de tempo entre a
concretagem e a transferência da protensão.
3) Calcule as perdas por atrito nas seções B, C e D da viga contínua da Figura 2
com cabos pós-tracionados.

Figura 2. Esquema da viga contínua (Bastos, 2015)

Dados:
µ = 0,20
k = 0,002/m
σPi = - 1.400 Mpa
Ap = 9,87 cm2
Solução:

Da figura ao lado depreende-se:

m
tan∝=
xB
Figura 1 Adaptado de Bastos

Para pequenas dimensões:

m ≅ 2. y B ; e
tan∝=∝ ; então:

2. y B
∝B =
xB

yB = 45,7 m = 0,457 cm
xB = 7,32 m
2. y B 0,457
∝B = =2. => ∝B =0,1248 rad
xB 7,32

∝C =2. ∝B

∝c =2.0,1248=¿∝c =0,2496rad

Seção A B C
x (m) 0 7,32 14,64
α 0 0,1248 0,2496
μ.α = 0,20.α 0 0,02496 0,04992
k.x = 0,002.x 0 0,01464 0,02928
μ.α + k.x 0 0,0396 0,0792
e-(μ.α + k.x) 1 0,9612 0,9238

σ P=σ P . e−(μ . α +k . x)
i
- Cálculo da perda em B:

σ P =σ P . 0,9612
B i

Perda em B = (1 – 0,9612).100 = 3,88 %

- Cálculo da perda em C:

σ P =σ P . 0,9238
c i

Perda em C = (1-0,9238).100 = 7,62%

REFERÊNCIAS
1 - BASTOS, P. S. S. Concreto Protendido. Bauru: Universidade Estadual Paulista,
2015.
2 - MANFRED, T. S. Perdas da força de protensão. Publicação Técnica. Rudloff
Industrial Ltda. Disponível em<http://www.rudloff.com.br/downloads/publicacao2_
perdas_da_forca_de_protensao.pdf>.

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