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Um novo olhar sobre os desafios da maternidade: abordagens psicológicas e emocionais

A new look at maternity challenges: psychological and emotional approaches


Una nueva mirada a los desafíos de la maternidad: enfoques psicológicos y emocionales
Daniele Lopes Araújo1
Jessica Rodrigues Soares2
Maircon Rasley Gonçalves Araújo3
RESUMO
Introdução: A maternidade é compreendida como uma construção social, que se diversifica em
diferentes contextos históricos, sociais, econômicos e políticos. E é a partir desse questionamento e
inquietações que esse trabalho teve como objetivo apresentar a percepção das mulheres em relação
aos sentimentos que permeiam a maternidade. Metodologia: A presente pesquisa é de análise
qualitativa e corte transversal e possui caráter exploratória. Resultados e Discussão: Os resultados
revelaram que a maternidade é na vida da mulher uma experiência subjetiva, que varia a cada contexto
em que a mulher está inserida, tendo as variáveis de humor e comportamento a cada situação
vivenciada. Conclusão: A vivencia da maternidade foi apresentada pelas participantes como uma
experiência satisfatória e única. Mas também como um momento de muitas dificuldades, o que
demonstra que a maternidade não é apenas romantização.
Palavras Chaves: Maternidade. Psicologia. Gestação. Sentimento.
Área Temática: Saúde
ABSTRACT
Introduction: Motherhood is understood as a social construction that diversifies into different
historical, social, economic and political contexts. And it is from this questioning and concerns that
this work aimed to present the perception of women in relation to the feelings that permeate
motherhood. Methodology: This research is qualitative analysis and cross-sectional and exploratory.
Results and Discussion: The results revealed that motherhood is in the woman's life a subjective
experience, which varies with each context in which the woman is inserted, having the mood and
behavior variables for each situation experienced. Conclusion: The experience of motherhood was
presented by the participants as a satisfactory and unique experience. But also as a time of many
difficulties, which shows that motherhood is not just romanticization.
Keywords: Maternity. Psychology. Gestation. Feeling
Subject Area: Health
RESUMEN
Introducción: la maternidad se entiende como una construcción social que se diversifica en diferentes
contextos históricos, sociales, económicos y políticos. Y es a partir de estas preguntas y
preocupaciones que este trabajo tuvo como objetivo presentar la percepción de las mujeres en relación
con los sentimientos que impregnan la maternidad. Metodología: Esta investigación es análisis
cualitativo y transversal y exploratorio. Resultados y discusión: Los resultados revelaron que la
maternidad es en la vida de la mujer una experiencia subjetiva, que varía con cada contexto en el que
se inserta la mujer, teniendo las variables de humor y comportamiento para cada situación
experimentada. Conclusión: La experiencia de la maternidad fue presentada por los participantes
como una experiencia satisfactoria y única. Pero también como un momento de muchas dificultades,
lo que demuestra que la maternidad no es solo la idealización.
Palabras clave: maternidad. Psicologia Gestación. Sentimiento

1
Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE, acadêmica do curso de Psicologia -
dani.araujojanu28@gmail.com
2
Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE, acadêmica do curso de Psicologia - jessicapsicoa@gmail.com
3
Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE, Professor do curso de Psicologia – maircon@ymail.com
1
Área temática: salud
Introdução

Desde o momento da concepção, dar-se início nos seres humanos um processo de


transformação que continuará até o final da vida. Uma única célula se desenvolve até se tornar um
ser vivo, uma pessoa, que respira, anda e fala. E, embora essa célula única vá se tornar um indivíduo
único, as transformações que as pessoas experimentam durante a vida apresentam certos padrões. Os
bebês crescem e se tornam crianças, que crescem e se tornam adultos (PAPALIA; OLDS;
FELDMAN, 2012).
Em muitos países ocidentais, as normas atuais para estilos de vida socialmente aceitáveis, são
mais flexíveis do que eram durante a primeira metade do século XX. As pessoas casam mais tarde,
quando se casam; mais pessoas têm filhos fora do casamento, se tiverem filhos; e mais pessoas
rompem seus casamentos. Algumas pessoas permanecem solteiras, algumas casam novamente, e
outras vivem com um parceiro de qualquer sexo. Algumas pessoas casadas, com carreiras distintas,
têm casamentos itinerantes, às vezes chamados de convivência à distância (ADAMS, 2004 apud
PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2012).
Nos primórdios, a mulher teve a sua vida atrelada à família e, em decorrência disto, sua
identidade foi construída em torno do casamento, da maternidade e da vida doméstica (SOUZA;
SANTOS, 2014). Nesse sentido, Venâncio (2000) apud Souza e Santos (2014) recorda que, no Brasil
Colônia, as mulheres ocupavam essa posição, de modo que eram educadas para casarem e terem
filhos, sendo a procriação a única finalidade do casamento. Entretanto, como é evidenciado por
Emídio (2008) apud Souza e Santos (2014), com as mudanças sociais, essa configuração patriarcal
começou a ser questionada e modificada. Muitas mulheres começaram a refletir sobre o seu papel,
culminando no delineamento de novos espaços ocupados pelas mulheres na sociedade.
A desigualdade e opressão na contemporaneidade ainda convoca a mulher para a luta, por
outro lado, uma conquista alcançada parece permanente e irreversível: o rompimento das correntes
que a aprisionavam à maternidade, pela criação dos métodos anticoncepcionais, ou seja, o
esfacelamento do laço, aparentemente indissociável, entre maternidade e destino (ALBERTUNI;
STENGEL, 2016).
Os novos modos de vivenciar a maternidade propicia a mulher a fazer o seu tempo, adaptado
ao seu cotidiano e em relação à sua dependência ao homem. A mulher veio a ganhar voz, onde ela
pode se expressar, fazer escolhas, podendo decidir entre casar ou não, ter uma gestação ou não,
fazendo aquilo que ela deseja e que aos seus olhos lhe convêm (ALBERTUNI; STENGEL, 2016).
A gestação é um momento único e subjetivo na vida da mulher, onde ocorre mudanças e
modificações em seu corpo, alterando os hormônios, o crescimento dos seios, o ganho de peso;
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alterações físicas, como enjoos, inchaços, mal-estar; alterações psicológicas, que podem gerar
diversos sentimentos, como depressões e ansiedades, pois pode tornar a mulher mais propícia a
desenvolver perturbações emocionais e; alterações sociais, onde modifica seu modo de vida, sua
rotina, suas relações, sendo essas modificações complexas, individuais, e que variam entre as
mulheres (LEITE et al., 2014). A gravidez, seja na vida das mães de primeira viagem ou para aquelas
que já possuem filhos, exige certa preparação e readaptação de sua vida, haja vista que esse momento
necessita ser vivido e experienciado de forma tranquila e saudável, tanto para as mães quanto para os
bebês (SIMAS; SOUZA; COMIN, 2013).
A maternidade é compreendida como uma construção social, que se diversifica em diferentes
contextos históricos, sociais, econômicos e políticos. Historicamente, o valor dado à maternidade, ao
ser mãe e ao amor materno, nem sempre foi o mesmo, pois as concepções relacionadas à mesma, são
produzidas por discursos e práticas sociais (RESENDE, 2017). Dentro desse contexto, Colares e
Martins (2016) diz que ser mãe é uma escolha da mulher, é uma opção que faz parte de seus
propósitos, associados ou não a projetos pessoais, a realização profissional, a independência
financeira e a sexualidade.
Experienciar a maternidade possibilita desenvolvimento psíquico, desenvolvimento da
personalidade e amadurecimento na vida da mulher. E é importante levar em consideração que a
forma como a mulher vivenciará sua gestação irá influenciar negativamente ou positivamente no
relacionamento com o seu filho a posteriori (SIMAS; SOUZA; COMIN, 2013).
A busca é por problematizar os modos de exercer a maternidade e seus significados,
considerando-a como uma construção histórica e social, sendo entendida de diferentes maneiras, de
acordo com os tempos e possibilidades. Olhar a maternidade desta perspectiva é dificultoso, pois
geralmente ser mãe está associado a um assunto considerado sagrado, porquanto os filhos são vistos
como presentes de Deus (LAUXEN; QUADRADO, 2018).
O nascimento de um filho e a responsabilidade pela sua vida provocam mudanças na
identidade feminina e implica transformações em seus relacionamentos pessoais e no conjunto das
relações sociais. Por um lado, na mudança de sua identidade, a mulher passa a assumir uma nova
condição de si, da vida, das relações, dos outros, provocando uma transformação de comportamento,
postura e uma mudança completa na sua autoimagem. E, por outro, a sociedade ao lhe impor papéis,
fundamentalmente, exige certos posicionamentos e atitudes que a relegam a uma condição de
cumpridora do seu “dever” (GIORDANI et al., 2018). Entretanto, Koshiyama (2017) evidencia que
o sofrimento materno só é aceito na sociedade se a experiência da maternidade for válida, como as
dificuldades em se criar um filho sem rejeitá-lo, caso contrário, rotulariam a mulher como louca.
Segundo Munslinger et al. (2016), a maternidade na vida da mulher, apresenta diferentes
perspectivas, pois os significados atribuídos a essa vivência dependem do contexto familiar e social
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em que ela está inserida. As consequências da maternidade refletem negativamente sobretudo nos
aspectos biológicos e sociais de sua vida. Ao mesmo tempo, proporciona sentimentos de felicidade e
aceitação do novo papel social, instituindo um novo status e marcando uma nova etapa na vida da
mulher.
Acredita-se que as imposições feitas pela sociedade ao exercício da maternidade das
primíparas, vem a influenciar de forma negativa na vida dessas mães, podendo gerar nelas frustrações,
angústias, irritação, desconforto, ansiedade e até sentimento de que não sabem exercer bem esse
papel. E, por se tratar de mães de primeira viagem, se torna mais difícil lidar com essas imposições,
pois é um período de grandes transformações na vida da mulher, onde ocorre mudanças em suas
relações, papeis sociais, seu status, rotina, seu modo de viver, abalando o seu físico, psíquico e social,
podendo interferir na sua forma de lidar e enfrentar as mudanças.
E é a partir destes questionamentos e inquietações que este trabalho teve como objetivo
apresentar a percepção das mulheres em relação aos sentimentos que permeiam a maternidade.

Metodologia

A presente pesquisa é de análise qualitativa e corte transversal e possui caráter exploratória, o


qual está centrado na produção de conteúdos; a sua orientação teórica está voltado para geração de
hipóteses, o desenvolvimento de modelos e teorias, enquanto que a prática tem como alvo a produção
de novas ideias, a identificação das necessidades, expectativas, e a descoberta de outros usos para um
produto específico, envolvendo um levantamento de dados sobre o assunto pesquisado (GONDIM,
2003).
Para a realização do estudo foi construído um projeto de pesquisa, submetido ao Comitê de
Ética em Pesquisa da Soebras e aprovado sob o número de parecer 3.271.288. Para coleta de dados
foi utilizada a técnica de Grupo Focal juntamente com a aplicação do Questionário Perfil Pós-Parto
Imediato, autoaplicável, adaptado de Alencar (2014). O Grupo Focal funcionou como um debate,
onde os pesquisadores, juntamente com as mães participantes da pesquisa, tiveram um momento de
conversação sobre um assunto específico, a saber sobre as percepções de cada mãe em relação aos
seus sentimentos, ao cuidar do(a) filho(a) e as mudanças do dia a dia, após serem mães. Já o
Questionário Perfil Pós-Parto Imediato (Alencar, 2014) que consiste em um roteiro de entrevista com
questões sobre a reação ao nascimento, o grau de expectativa do trabalho de parto e o parto, interação,
orientação e intervenção da equipe de saúde, se houve a presença de um acompanhante, intensidade
da dor no momento do parto, o nível de satisfação com o parto, das experiências no trabalho de parto
e parto, assim como no contato inicial de cuidados com o bebê e sentimentos relacionados com a
vivência da maternidade. Inclusos neste roteiro também estão questões sobre a utilização de uso de

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recursos não-farmacológicos para alívio da dor, necessidade de intervenção clínica no recém-nascido
após o parto, realização do contato pele a pele e rede de apoio social neste período inicial do puerpério.
A população foi constituída por mulheres participantes de um grupo de discussão virtual
(WhatsApp), o qual foi criado por três gestantes em Janeiro de 2018, onde as mesmas viram a
necessidade de terem um espaço para compartilharem suas experiências relacionadas à maternidade.
O grupo é composto por 24 mulheres, mas para a realização desta pesquisa, contou-se como
proposta inicial de uma amostra censitária de 18 puérperas, primíparas, devido as demais não se
encaixarem nos critérios de inclusão que foram definidos como: ter mais de 18 anos, concordar em
assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. As mulheres que ainda estiverem em período
gestacional e/ou que possuíam algum tipo de transtorno mental não fizeram parte dessa pesquisa.
Outro fator de restrição foi a idade superior a 45 anos. As mulheres são do Município de Montes
Claros, localizado no Norte de Minas Gerais, que tiveram ou tem alguma experiência com a questão
abordada.
É importante ressaltar que durante o decorrer da coleta de dados e desenvolvimento da
pesquisa, todos os critérios éticos de pesquisa que envolvem seres humanos foram cumpridos
conforme apresentado pela legislação vigente constantes das Resoluções 466/12 e 510/16 do
Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde.

Resultados e Discussão

O Grupo focal é uma forma de conversação, acontecendo em forma de debate, onde as mães
pesquisadas abordam sobre a temática proposta pelas pesquisadoras falando sobre suas opiniões,
percepções e sentimentos que permeiam a maternidade. Esse momento aconteceu no mês de abril de
2019, em um local reservado que acomodou de forma confortável todas as participantes da pesquisa.
O início do grupo focal ocorreu através de apresentações simultâneas de todas as participantes, onde
cada uma pôde falar o nome, e o nome do (a) filho (a). Após as apresentações iniciais as pesquisadoras
explicaram como ocorreria o Grupo Focal e o preenchimento do questionário pós realização do grupo,
além de pedir permissão para que as falas fossem gravadas. Precedeu o momento das apresentações
a leitura, explicação e coletas de assinaturas nos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido. As
participantes que não se sentiram à vontade com a gravação, foram respeitadas, e no momento dessas
falarem, o áudio foi pausado para não gerar nenhum desconforto. Assim essas se dispuseram a
escrever suas opiniões, quanto ao que foi questionado à elas de forma a qual se sentiram mais
confortáveis. Compuseram a amostra da presente pesquisa, 8 mães que se enquadravam nos critérios
de inclusão apresentados, com idade entre 18 a 25 anos, todas moradoras da cidade de Montes Claros.

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Os questionamentos feitos as mães durante a realização do Grupo Focal foram sobre os
sentimentos que caracterizam a vivência da maternidade; as mudanças na rotina; se a vivência da
maternidade está próxima ou distante do que elas imaginavam à realidade da maternidade e; como
está sendo o cuidar do(a) filho(a) no momento atual. Sobre os sentimentos que caracterizam a
maternidade os mais citados por elas foram alegria e medo. Sobre este assunto, Souza, Souza e
Rodrigues (2013), salientam que o pós-parto é um período gerador de muitos conflitos em que vários
sentimentos se misturam, indo de um extremo ao outro, ou seja, da alegria à frustração. Em meio a
esses sentimentos, a mulher passa por mudanças profundas, a iniciar pela perda da autonomia, se
colocando a um segundo plano em favor do filho e aos papéis que ainda venham a desempenhar na
sociedade.
Sobre as mudanças na rotina, pôde-se perceber que a maioria das mães relatam que após se
tornarem mães o seu tempo tornou-se voltado para o cuidado com o bebê. Como enfatiza Rapoport e
Piccinini (2011), com um bebê recém-nascido em casa, a mãe acaba não mantendo o seu ritmo e o
seu cotidiano como antigamente, e muitas vezes fica sem tempo para outras atividades e também para
descansar. O dia da mãe passa a ser voltado para servir as necessidades do bebê. Apesar desses
sacrifícios, os filhos podem trazer para a família um amor que surpreende, domina e gratifica,
compensando as possíveis frustrações e as dificuldades presentes na família.
A vivência da maternidade para as mães pesquisadas está próximo e distante ao mesmo tempo,
pois só descobre a realidade da maternidade a partir do momento que se é mãe; a dor; o parto; a
responsabilidade de cuidar do filho. Observa-se, assim, que o nascimento do primeiro filho configura-
se como uma experiência nova, marcando um período de aprendizagem para todos os envolvidos.
Além disso, precisa ser considerada a singularidade das mudanças que essa experiência confere à vida
desses sujeitos. Diante disso, percebe-se que a maternidade pode se configurar em um acontecimento
intenso na vida familiar e, em especial na vida da mulher, envolvendo mudanças em diversos âmbitos.
Sendo assim, torna-se importante conhecer como ocorre essa experiência a partir de relatos de
mulheres que estão vivenciando a maternidade pela primeira vez (STRAPASSON; NEDEL, 2010
apud ZANATTA; PEREIRA; ALVES, 2017).
Sobre os cuidados com os bebês, é notório que não é fácil, mas todas as mães dizem ser
maravilhoso. É fato que o bebê, ao nascer, é um ser ainda incapaz de sobreviver sozinho e de prover
suas necessidades, dependendo de um adulto cuidador e responsivo, que lhe propicie os recursos que
faltam para a nutrição física e higiene e lhe ofereça suporte emocional. Se isso ocorre com uma figura
constante – a mãe ou um cuidador substituto competente e essa relação poderá proporcionar à criança
um desenvolvimento biopsicoafetivo seguro e saudável (SANTO; ARAÚJO, 2016).
O parto é o momento onde a mulher irá conceber o seu filho (dar à luz), podendo ser de várias
formas, dependendo das condições da mulher e do bebê. Em relação ao questionamento se o bebê já
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nasceu 100% das participantes afirmaram que sim, visto que este também foi um dos critérios de
inclusão estabelecidos para cumprimento dos objetivos proposta na pesquisa. Sobre o aspecto método
de nascimento, 75% das participantes afirmaram que o parto ocorreu de forma normal, e 25% delas
afirmaram ter passado pelo parto normal/ humanizado. Através dos resultados obtidos pôde-se
perceber que o parto normal é predominante entre as pesquisadas, apesar de relatarem ser um parto
doloroso, a maioria consideram a experiência satisfatória. O parto normal é o método natural de
nascer, com o mínimo de intervenções, recuperação imediata e complicações menos graves quando
comparadas ao parto cirúrgico, principalmente ao se referir a rápida recuperação e maior autonomia
no cuidado com o bebê e autocuidado (STRAPASSON; NEDEL, 2010).
Sobre o plano de parto, a maioria (75%) das participantes não o possuía. Porém, esse se faz
muito importante pois origina-se no respeito ao Princípio Bioético de Autonomia, aumentando assim
o controle das mulheres sobre o processo do parto, contribuindo para produzir um efeito positivo
sobre a satisfação, servindo como ferramenta importante na preparação para o parto e diminuindo “os
medos” da mulher graças à informação e comunicação proporcionadas; constituindo um processo de
reflexão para as mulheres (CORTÉS et al., 2015). Quando perguntado se ficaram satisfeitas e se foi
da forma como planejaram o parto, a maioria (75%) sinalizaram respostas positivas. Sobre a
insatisfação em relação a algum aspecto relacionado ao parto 63% das mães participantes
responderam que não houve nenhuma insatisfação e 37% pontuaram insatisfações no momento do
parto.
Todas as participantes afirmaram que contaram com a presença de algum acompanhante antes
e durante o parto e que eles ajudaram durante o seu trabalho de parto e no parto propriamente dito. A
participação do acompanhante no processo do parto da mulher é um direito assegurado pela lei 11.108
de 2005. O surgimento dessa lei e o incentivo à participação do acompanhante ocorreram devido ao
reconhecimento de que essa prática contribui para a humanização do parto e nascimento (DODOU et
al., 2014). Quando questionadas se a equipe lhe encorajou, a maioria (87,5%) das participantes
afirmaram que houve encorajamento por parte da equipe. Sobre o aspecto se houve alguma atitude
ou procedimento inadequado da equipe, 63% das participantes discordaram dessa afirmativa, sendo
que 37% afirmaram ter passado por situações que consideraram procedimentos inadequados da
equipe hospitalar.
Em relação as informações ou orientações sobre o trabalho de parto, a maioria das
participantes (75%) afirmaram ter tido acesso as orientações. Sobre o controle de dor, 37% das
participantes disseram que não utilizaram recursos ou técnicas para tal controle, sendo que e 63%
afirmaram ter utilizado alguma técnica. Sobre o aspecto intensidade da sua dor no parto, 50%
disseram que a dor é excessiva, 25% disseram que é muita dor, 12,50% disseram que é razoável e
12,50% consideraram como pouca a intensidade perceptiva de dor. Pôde-se perceber que a dor
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excessiva na hora do parto é predominante, entretanto, como é evidenciado por Ruano et al. (2007),
a dor do parto tem um aspecto importante e diferenciado de acordo com cada sociedade, uma vez que
é influenciada por fatores biológicos, culturais, socioeconômicos e emocionais. Por vezes, ela é vista
pelas mulheres como o marco inicial da maternidade e como o "preço a ser pago" por esta, que poderia
ficar "quase esquecido" após receber o prêmio: ter o filho nos braços. No imaginário de algumas
mulheres, a boa mãe é aquela que sofreu ao dar à luz a seus filhos, a fim de cumprir seu papel. Sendo
assim, poderíamos apontar como possibilidade, de que este seria um fator motivador, ao ponto que a
dor não fosse causa impeditiva à procriação, o que permitiu a postergação da espécie.
Em relação ao aspecto “desespero” durante o trabalho de parto, a maioria (63%) das mulheres
afirmaram não se desesperaram no trabalho de parto, sendo que todas as participantes afirmaram
terem utilizado recursos não farmacológicos para alívio da dor. A maioria (75%) das participantes
afirmaram que seus bebês não foram encaminhados a UTI ou de algum procedimento pós parto.
Pele a pele é o contato físico da pele da mãe com a pele do bebê, é onde ocorre o início a um
vínculo entre mãe e filho, o que é muito importante para ambos. Quando investigadas se as mães
tiveram contato pele a pele com o seu bebê nos primeiros minutos após o nascimento a maioria (63%)
afirmaram não terem tido este contado. Quando questionadas se o bebê mamou na primeira hora após
o nascimento a maioria (63%) sinalizaram afirmativamente. O Ministério da Saúde brasileiro
preconiza que todo recém-nascido deva ser colocado junto à mãe para sugar seu leite durante a
primeira meia hora de vida, sempre que ambos estiverem em boas condições (ROSA et al.,2010).
Sobre o primeiro contato visual com o bebê após o nascimento, 75% das mães afirmaram que esse
momento ocorreu por parte e colaboração da equipe hospitalar.
Em relação ao aspecto de se sentir segura atualmente, 88% das mães participantes da pesquisa
afirmaram que não se sentem seguras, sendo que apenas 12% afirmaram se sentirem seguras. Ao
avaliar o aspecto ânimo para a maternidade, quando questionadas sobre essa questão, a maioria (88%)
afirmaram se sentirem desanimadas, contudo quanto ao critério de sentimento de felicidade, todas as
participantes afirmaram estarem felizes. Conforme ilustrado pela fala da Mãe 5 “É a melhor coisa
que uma mulher pode sentir na vida”. A fala dessa participante relata a satisfação dessa em ser mãe,
demonstrando que sua experiência tem sido positiva, porém não se pode através dessa, generalizar o
que uma mãe sente ao se tornar mãe, pois essa é uma experiência vivenciada de formas diferentes por
cada mulher, e algumas podem ver essa experiência de forma negativa.
Sobre o aspecto físico, esgotamento físico e cansaço, todas as participantes afirmaram se
sentirem cansadas, conforme ilustrado pela fala da Mãe 08 “A gente só descobre a realidade da
maternidade a partir do momento em que a gente tem um filho, antes de ter a gente não faz ideia do
que é a maternidade. A gente não faz ideia do amor que é rodeado a maternidade, a gente não faz
ideia da dor que é rodeada a maternidade. A gente tem que parar um pouco de romantizar a
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maternidade, porque mãe também sofre, mãe também cansa. Então até a gente se tornar mãe a gente
não sabe a realidade da maternidade, e é uma coisa muito difícil, ser mãe é muito difícil, a gente ter
responsabilidade por um ser é muito difícil. Mas graças a Deus ele nos deu capacidade para aguentar
tudo isso e é um amor incondicional, a pesar de tudo é o amor que prevalece, Então eu acho que até
a gente ser mãe a gente não sabe a realidade da maternidade.”. Segundo Strapasson e Nedel (2010),
o impacto da nova realidade e do novo ser que acabou de chegar é carregado de sensações de
estranhamento, despertando na mãe sentimentos de insegurança e medo, principalmente no período
do sono do recém-nascido, permanecendo acordada e atenta aos mínimos movimentos do bebê,
sentindo-se sobrecarregada e cansada. Nas falas das mães, em geral, todas relatam sentimentos como
esses descritos pela mãe 08, a maternidade é rodeada de sentimentos como medo e dor, mas também
sentimento de amor e esperança.
Sobre se elas têm se sentido aliviada hoje, momento após o parto, 75% das participantes
responderam que sim, sendo que algumas verbalizam que se sentem “muito aliviadas” e 25%
disseram que sim, mas consideram como “um pouco aliviadas”. Sobre o aspecto se a mãe participante
tem se sentido com medo por qualquer motivo, 75% disseram que não e 25% disseram que sim, ou
possuem algum tipo de medo, conforme ilustrado pela fala da mãe 04 “Sempre imaginei a
maternidade um círculo de realidade em que os acontecidos fossem esses, como, sono, insegurança,
tarefas sem fim, dor, medo. Enfim, a maternidade é isso, não imaginava algo diferente”. Segundo
Zanatta e Pereira (2015), além de voltar-se ao seu bebê, a mulher, agora mãe, precisa também lidar
com o confronto entre as expectativas projetadas durante a gestação e a realidade do bebê com quem
passa a interagir.
Sobre se elas tem se sentido esperançosa atualmente, 87,5% afirmaram que sim. A experiência
da maternidade é único na vida de cada mulher, no qual são cercado de expectativas e sentimentos,
que são vivenciado de modo diferente por cada uma. Com o nascimento do primeiro filho caracteriza
uma experiência nova, instituindo um período de novas aprendizagem para todos aqueles que estão
envolvidos (ZANATTA; PEREIRA; ALVES, 2017). Sobre o aspecto tristeza, 75% disseram que não
e 25% disseram que sim. A tristeza é uma alteração psicológica frequente na puérpera por que essa
se encontra em um período de instabilidade emocional, pois ela se depara com dificuldades e dúvidas
em sua condição, pois enfrenta um período onde ocorre várias mudanças em seu cotidiano. No entanto
compreende-se que a maioria das novas mães encontra-se em um período onde a tristeza não
prevalece. Sobre otimismo, 87,50% das participantes disseram que sim, muito e 12,50% disseram
que não. Percebe-se nessa fala que as mães tem uma percepção positiva quanto ao futuro, esperando
por coisas boas, mesmo passando por este momento que transformou tanto suas vidas.
Todas as participantes disseram que não se sentem desamparadas. Nesse discurso o desamparo
não se faz presente, compreendendo sim que as mães possuem um apoio familiar quanto a sua nova
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condição de mãe. Assim como foi relatado por elas nas respostas do questionário relacionadas a essa
questão. Todas as participantes responderam que tem se sentindo muito confiantes. O apoio de outras
pessoas experientes em relação a maternidade nos cuidados com o primeiro filho vem a gerar na mãe
um sentir-se mais confiante no exercício desse papel (ZANATTA; PEREIRA; ALVES, 2017). Sobre
o aspecto raiva, 87,50% das participantes disseram que não estão se sentindo com raiva hoje e 12,50%
disseram que sim, um pouco. A raiva é um sentimento comum no ser humano o qual advém de um
evento frustrante, que não supra aquilo que você esperava, e nota se que este aspecto se é mínimo
entre as mães.
Sobre o sentimento de tranquilidade 50% das participantes disseram que se sentem muito
tranquila, 37,50% disseram que sim, um pouco e 12,50 disseram que não. Quando questionado se
elas tem se sentindo angustiada 75% responderam que não e 25% disseram que sim, um pouco. Sobre
o aspecto motivação, 75% das participantes disseram se sentir muito motivada hoje e 25%
responderam sim, um pouco. Sobre plenitude, 50% responderam sim, muito e 50% responderam sim,
um pouco. Sobre o sentimento de fragilidade, 62,50% das participantes responderam que não se
sentem fragilizadas, e 37,50% disseram que sim, um pouco. Quando questionado se elas sente
realizadas hoje 87,50% responderam que sim, muito e 12,50% responderam sim, um pouco, conforme
a fala da mãe 06 “Para mim o sentimento que caracteriza é o sentimento de conquista, de realização
(por ser um sonho que eu sempre sonhava). Eu sempre quis, eu sonhava muito em ser mãe, então eu
estou vivendo um sonho de realização. O meu sentimento é realização”. No discurso dessa mãe
percebe se que ela alcançou sua expectativa quanto à maternidade, e expressa isso através de seu
sentimento de realização, que vem descrever o quanto tem sido positivo essa experiência em sua vida.
Todas as participantes disseram que não se sentem incapazes hoje. Sobre elas se sentirem
sobrecarregadas hoje, 62,50% responderam que sim, um pouco, 25% responderam que não e 12,50%
responderam que se sentem muito sobrecarregadas, conforme ilustrado pela mãe 06“Meu tempo era
dedicado para resolver as coisas do meu respeito e organizar as coisas da casa, a fazeres pessoais
eu tinha mais tempo, e depois que eu virei mãe isso mudou. O foco não é mais em mim, o foco agora
é para o bebê, tudo é voltado para ele”. Podemos perceber, pela fala das mães, que um filho tem a
capacidade de mudar toda a sua rotina que antes era voltada pra si e passa a ser dedicado para o filho,
sendo que este necessita de todo cuidado e atenção. Todas as participantes disseram que não se sentem
incompetentes hoje. Sobre o aspecto decepção 75% responderam não se sentir decepcionada e 25%
responderam que se sentem um pouco. Sobre o sentimento de culpa e vergonha, todas as participantes
afirmaram que não se sentem culpadas e envergonhadas hoje. Segundo Zanatta, Pereira e Alves
(2017), o modo como cada mulher vivencia a experiência da maternidade é singular. Assim, também
é a forma como as mudanças decorrentes desse momento foram sentidas pelas participantes. Para

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algumas mães, as mudanças corporais, influencia na autoimagem em relação ao companheiro pelo
sentimento de vergonha.
Rede social é um meio de comunicação onde as pessoas se relacionam, compartilhando
conhecimentos, opiniões de diversos assuntos. Sobre o estado civil das participantes 87,50%
responderam que são solteiras e 12,50% casadas. A maioria das participantes contam com o apoio
emocional de alguém (75%), conforme diz a mãe 06 “Ele já está com sete meses, e até então a maior
parte quem cuidou foi eu, com algumas ajudas de minha mãe. Mas me surpreendi mais do que eu
imaginava com o meu desenvolvimento como mãe”. Percebemos que por se tratarem de mães jovens,
e a maioria delas ainda morarem com o seus pais, todas elas relatam uma certa independência nos
cuidados com seus filhos. Se elas contam com o apoio financeiro de alguém 62,50% responderam
que sim, e 37,50 responderam que não. Sobre o apoio nos cuidados com o bebê a maioria das
participantes responderam que contam com o apoio de alguém (87,50%).
A maioria das participantes não tiveram acompanhamento psicológico durante a gravidez
(75%). A gravidez pode acarretar muitos transtornos do humor, em particular a depressão. A literatura
nos mostra que a maioria das gestantes e puérperas encontra na vivência da maternidade algum nível
de sofrimento psíquico, físico e social no período pré e pós-parto. Nessas fases, pode-se observar nas
mães sentimentos como tristeza ou de diminuição do prazer a qual poderá ser transitória ou irá se
tornar crônica. Isso contradiz a crença de que essa fase é um período de felicidade para todas as
mulheres (ARRAIS; MOURÃO; FRAGALLE, 2014).

Considerações

Através das percepções advindas das puérperas e primíparas dessa pesquisa, percebe se que a
maternidade na vida da mulher é uma experiência que envolve diversos sentimentos que vão de
alegria à medo. Ao se tornar mãe a mulher passa a ter que lidar com uma rotina adaptada ao bebê,
pois esse necessita de seus cuidados e atenção em tudo, pois é um ser dependente que não tem
capacidade de se auto cuidar.
A psicologia tem um papel importante na vida da mulher desde a gestação, onde irá auxiliar
nesse processo de mudanças físicas, emocionais e sociais, preparando a mulher emocionalmente para
lidar com cada uma dessas questões. Com o trabalho da psicologia a mulher irá se desenvolver melhor
em seus aspectos emocionais, se tornando mais segura para vivenciar a maternidade. De forma geral,
a vivencia da maternidade foi apresentada pelas participantes como uma experiência satisfatória e
única. Mas também como um momento de muitas dificuldades, o que demonstra que a maternidade
não é apenas romantização.
Vivenciar essa experiência leva a mulher a realidade do ser mãe que nem todas imaginam
como é, já outras consegue ter pensamentos próximos dessa vivência. E essa realidade se faz através
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da convivência no dia a dia com o bebê, onde se descobre que além de aspectos positivos, se faz
presente ali alguns negativos, onde a mulher se depara com o prazer em cuidar do filho, amar, tê-lo
em seu colo, e também algumas transformações em suas relações sejam pessoais ou sociais, que são
modificadas nesse período, é onde percebem que a maternidade é maravilhosa, mas é trabalhoso.
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