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TRIBUTÁRIO NA CF/88 não viola o art. 145, II, da CF.
Súmula vinculante 29-STF: É constitucional a adoção, no cál-
CAPÍTULO I culo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cál-
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL culo própria de determinado imposto, desde que não haja in-
Seção I tegral identidade entre uma base e outra.
DOS PRINCÍPIOS GERAIS Súmula vinculante 41-STF: O serviço de iluminação pública
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios NÃO PODE ser remunerado mediante taxa.
poderão instituir os seguintes tributos: Súmula 595-STF: É inconstitucional a taxa municipal de con-
I – impostos; servação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela idêntica a do imposto territorial rural.
utilização, efetiva OU potencial, de serviços públicos específi- Súmula 665-STF: É constitucional a Taxa de Fiscalização dos
cos E divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua dis- Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei
posição; 7.940/89.
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. Súmula 667-STF: Viola a garantia constitucional de acesso à ju-
§ 1º Sempre que possível, os IMPOSTOS terão caráter pessoal risdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da
e serão graduados segundo a capacidade econômica do con- causa.
tribuinte, facultado à administração tributária, especialmente
para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados Art. 146. Cabe à LC:
os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendi- I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributá-
mentos e as atividades econômicas do contribuinte ria, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
§ 2º As taxas NÃO PODERÃO ter base de cálculo própria de II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
impostos. III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tribu-
tária, especialmente sobre:
Taxas e contribuições de melhorias são tributos vinculados. a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em rela-
ção aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respec-
Medida Provisória poderá instituir ou majorar IMPOSTOS
tivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;
PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. Segundo enten- b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tri-
dimento do STF, na ADI 948/GO, a aplicação do princípio da ca- butários;
pacidade contributiva não deve se limitar somente aos impos- c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo pratica-
tos, podendo ser estendido as demais espécies tributárias, sem- do pelas sociedades cooperativas.
pre que as particularidades dessas exações permitirem. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as
O princípio encontra aplicação plena aos tributos com fato ge- microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusi-
rador não vinculado, quais sejam, os impostos e, normalmente, ve regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previs-
também os empréstimos compulsórios e as contribuições. to no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12
e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239.
As custas, a taxa judiciária e os emolumentos constituem es-
Parágrafo único. A LC de que trata o inciso III, d (tratamento di-
pécie tributária, são taxas, segundo a jurisprudência iterativa
ferenciado e favorecido para ME e EPP), também poderá insti-
do STF. (ADI 1.145/PB)
tuir um regime único de arrecadação dos impostos e contri-
A regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindí- buições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
vel para a cobrança da taxa de localização e fiscalização pios, observado que:
I - será opcional para o contribuinte;
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento
TAXA DE POLÍCIA TAXA DE SERVIÇO
diferenciadas por Estado;
O poder de polícia deve ser O serviço pode ser efetiva ou III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribui-
EFETIVAMENTE realizado, não potencialmente utilizado pelo ção da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes
se admitindo poder de polícia contribuinte, podendo a taxa federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicio-
"potencial", podendo o exercí- ser cobrada a partir do mo- namento;
cio da atividade ser constatada mento que o serviço é coloca- IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser
pela existência de órgão admi- do à disposição do sujeito pas- compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacio-
nistrativo de fiscalização, dota- sivo. nal único de contribuintes.
do de estrutura e pessoal com-
petente para tanto. Art. 146-A. LC poderá estabelecer critérios especiais de tributa-
ção, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência,
sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer nor-
SÚMULAS SOBRE TAXA
mas de igual objetivo.
Súmula vinculante 12-STF: A cobrança de taxa de matrícula
nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, inciso IV, Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos
da Constituição Federa estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumu-
Súmula vinculante 19-STF: A taxa cobrada exclusivamente em lativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem
razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento os impostos municipais.
ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis,

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Art. 148. A União, mediante LC, poderá instituir empréstimos STF
compulsórios (EC):
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de ca- Súmula Vinculante 40-STF: A contribuição confederativa de
lamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; que trata o artigo 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de dos filiados ao sindicato respectivo.
relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, Súmula 659-STF: É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do
III, "b" (princípio da anterioridade). FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica,
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de em- serviços de telecomunicações, derivados de petróleo,
préstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamen- combustíveis e minerais do País.
tou sua instituição. Súmula 732-STF: É constitucional a cobrança da contribuição
do salário-educação, seja sob a Carta de 1969, seja sob a
Constituição Federal de 1988, e no regime da Lei 9.424/96.
Tributos que devem ser dispostos por LC:
1 - Imposto Residual; STJ
2 - Contribuição Social Residual;
Súmula 77-STJ: A Caixa Econômica Federal é parte ilegítima
3 - Empréstimo Compulsório;
para figurar no polo passivo das ações relativas às contribuições
4 - Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF).
para o fundo PIS/PASEP.
Os demais são instituídos por meio de LO.
Súmula 351-STJ: A alíquota de contribuição para o Seguro de
Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribui- desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ,
ções sociais (CS), de intervenção no domínio econômico ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando
(CIDE) e de interesse das categorias profissionais ou econômi- houver apenas um registro.
cas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, ob- Súmula 396-STJ: A Confederação Nacional da Agricultura tem
servado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural.
do previsto no art. 195, § 6º (Contribuição social para seguridade Súmula 423-STJ: A contribuição para financiamento da
social: só pode ser exigida após decorridos 90 dias da data da pu- Seguridade Social – Cofins incide sobre as receitas
blicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se provenientes das operações de locação de bens móveis.
lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b"), relativamente às Súmula 458-STJ: A contribuição previdenciária incide sobre a
contribuições a que alude o dispositivo. comissão paga ao corretor de seguros, independentemente da
§ 1º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios insti- existência de contrato de trabalho.
tuirão, por meio de lei, contribuições para custeio de regime Súmula 468-STJ: A base de cálculo do PIS, até a edição da MP
próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, n. 1.212/1995, era o faturamento ocorrido no sexto mês anterior
dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquo- ao do fato gerador.
tas progressivas de acordo com o valor da base de contribui- Súmula 499-STJ: As empresas prestadoras de serviços estão
ção ou dos proventos de aposentadoria e de pensões. (EC sujeitas às contribuições ao Sesc e Senac, salvo se integradas
103/19) noutro serviço social.
§ 1º-A. Quando houver deficit atuarial, a contribuição Súmula 508-STJ: A isenção da Cofins concedida pelo artigo 6º,
ordinária dos aposentados e pensionistas poderá incidir sobre o II, da LC 70/91 às sociedades civis de prestação de serviços
valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que supere profissionais foi revogada pelo artigo 56 da Lei 9.430/96.
o salário-mínimo. (EC 103/19) Súmula 516-STJ: A contribuição de intervenção no domínio
§ 1º-B. Demonstrada a insuficiência da medida prevista no § 1º-A econômico para o Incra (Decreto-Lei nº 1.110/1970), devida por
para equacionar o deficit atuarial, é facultada a instituição de empregadores rurais e urbanos, não foi extinta pelas Leis ns.
contribuição extraordinária, no âmbito da União, dos servidores 7.787/1989, 8.212/1991 e 8.213/1991, não podendo ser
públicos ativos, dos aposentados e dos pensionistas. (EC 103/19) compensada com a contribuição ao INSS.
§ 1º-C. A contribuição extraordinária de que trata o § 1º-B de -
verá ser instituída simultaneamente com outras medidas para
Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir
equacionamento do deficit e vigorará por período determina-
CONTRIBUIÇÃO, na forma das respectivas leis, para o CUS-
do, contado da data de sua instituição. (EC 103/19)
TEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, observado o dis-
§ 2º As contribuições sociais (CS) e de intervenção no domínio
posto no art. 150, I e III.
econômico (CIDE) de que trata o caput deste artigo:
Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se
I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação;
refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica.
II - incidirão também sobre a importação de produtos estran-
geiros ou serviços;
III - poderão ter alíquotas: Súmula vinculante 41-STF: O serviço de iluminação pública não
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou pode ser remunerado mediante taxa.
o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; As instituições de assistência social são imunes apenas ao paga-
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. mento de impostos e de contribuições para a seguridade social.
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importa- NÃO HÁ IMUNIDADE AO PAGAMENTO DE CONTRIBUIÇÃO
ção poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei. PARA ILUMINAÇÃO PÚBLICA.
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão
uma única vez.
Seção II
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR
SÚMULAS SOBRE CONTRIBUIÇÕES

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Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contri- c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusi-
buinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e ve suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores,
aos Municípios: das instituições de educação e de assistência social, sem fins
I - [PRINCÍPIO DA LEGALIDADE] exigir ou aumentar tributo lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
sem lei que o estabeleça; Súmula 730 do STF. "A imunidade tributária conferida a institui-
Medida Provisória poderá instituir ou majorar IMPOSTOS ções de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c,
II - [PRINCÍPIO DA IGUALDADE TRIBUTÁRIA OU VEDAÇÃO DE da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de
PRIVILÉGIO ODIOSO] instituir tratamento desigual entre con- previdência social privada se não houver contribuição dos
tribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibi- beneficiários."
da qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou Súmula Vinculante 52: ainda quando alugado a terceiros, per-
função por eles exercida, independentemente da denomina- manece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das
ção jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal,
“Autolimitação do poder fiscal, por meio da Constituição ou de desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para
lei formal, consistente na permissão, destituída de razoabilidade, as quais tais entidades foram constituídas.
para que alguém deixe de pagar os tributos que incidem generi-
A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA SUBJETIVA aplica-se a seus bene-
camente sobre todos os contribuintes ou recebe benefícios
ficiários na posição de contribuinte de direito, mas não na
inextensíveis aos demais”
de simples contribuinte de fato, sendo irrelevante, para a veri-
III - cobrar tributos: ficação da existência do beneplácito constitucional, a repercus-
a) [PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA] em rela- são econômica do tributo envolvido. (RE 608872/MG)
ção a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da
d) [IMUNIDADE CULTURAL] livros, jornais, periódicos e o pa-
lei que os houver instituído ou aumentado ;
pel destinado a sua impressão
b) [PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE] no mesmo exercício fi-
nanceiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou au- A imunidade tributária constante do art. 150, VI, “d”, da
mentou ; Constituição Federal (CF), aplica-se ao livro eletrônico (“e-
book”), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para
Súmula vinculante 50-STF: Norma legal que altera o prazo de
fixá-lo (RE 330817/RJ).
recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princí-
pio da anterioridade A imunidade da alínea “d” do inciso VI do art. 150 da CF/88 al-
c) [PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL OU ANTE- cança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente,
RIORIDADE ESPECÍFICA] antes de decorridos 90 dias da data a integrar unidade didática com fascículos (RE 595676/RJ).
em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, Jornais: Os jornais gozam de imunidade, mesmo que conte-
observado o disposto na alínea b ; nham publicidade em seu corpo (anúncios, classificados etc.),
IV - utilizar tributo com efeito de confisco; considerando que isso constitui fonte de renda necessária para
A multa moratória, embora não seja tributo, não pode ter continuar a difusão da cultura (Ricardo Alexandre); Contudo, al-
um importe que lhe confira característica confiscatória, invi- gumas vezes, junto com o jornal vêm alguns folhetos separa-
abilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. dos contendo publicidade de supermercados, lojas etc. Tais
V - [PRINCÍPIO DA LIMITAÇÃO DE TRÁFEGO] estabelecer limi- encartes publicitários não são parte integrante (indissociável)
tações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos do jornal e não se destinam à difusão da cultura (possuem finali-
interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de dade apenas comercial), razão pela qual NÃO gozam de imu-
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público ; nidade (RE 213.094/ES).
VI - INSTITUIR IMPOSTOS sobre: Filmes e papéis fotográficos: Súmula 657-STF - A imunidade
a) [IMUNIDADE RECÍPROCA] patrimônio, renda ou serviços, prevista no art. 150, VI, “d”, da Constituição Federal abrange os
uns dos outros; filmes e papeis fotográficos necessários à publicação de jornais
b) [IMUNIDADE RELIGIOSA] templos de qualquer culto; e periódicos.
Deve abranger não somente os prédios destinados ao culto, Listas telefônicas: SÃO imunes.
mas, também, o patrimônio, a renda e os serviços relacionados Papel para propaganda: NÃO é imune.
com as finalidades essenciais das entidades nelas menciona- Chapas de impressão: NÃO são imunes.
das (RE 325.822) Serviços de distribuição de livros, jornais e periódicos: NÃO
são imunes
Não cabe à entidade religiosa demonstrar que utiliza o bem de
Serviços de composição gráfica: NÃO são imunes.
acordo com suas finalidades institucionais, ao contrário, compe-
te à Administração tributária demonstrar a eventual tredestina- e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no
ção do bem gravado pela imunidade. (ARE 800.395 AgR) Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores bra-
sileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros
Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os con -
cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada tenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas
no art. 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da inci- de leitura a laser.
dência de IPTU em relação a eles. § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos
A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III,
aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e
maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previs-
tos nos arts. 155, III, e 156, I.

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NÃO SE APLICA O PRINCÍPIO NÃO SE APLICA O PRINCÍPIO nossa CF/88, afirmando-as ain- qualquer culto (imunidade reli-
DA ANTERIORIDADE DA NOVENTENA da mais. giosa), conferida em razão de
uma vontade política do legis-
EC para atender despesas ex- EC para atender despesas extra-
lador frente aos interesses reli-
traordinárias ordinárias
giosos que vigoram no nosso
II II
país e na nossa sociedade, ex-
IE IE
pressamente cristã.
IPI IR
IOF IOF
IEG IEG SÚMULAS SOBRE IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS
Fixação da BC do IPVA e IPTU
STF
Súmula Vinculante 50: Norma legal que ALTERA O PRAZO DE
Súmula vinculante 52-STF: Ainda quando alugado a tercei-
RECOLHIMENTO de obrigação tributária não se sujeita ao
ros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qual-
princípio da anterioridade.
quer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, desde
A anterioridade da súmula entende-se como sendo a anteriori-
que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as
dade anual e a anterioridade nonagesimal.
quais tais entidades foram constituídas
Súmula 75-STF: Sendo vendedora uma autarquia, a sua imuni-
§ 2º A vedação do inciso VI, "a" (imunidade recíproca), é exten- dade fiscal não compreende o imposto de transmissão "inter
siva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo vivos", que é encargo do comprador.
Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos ser- Súmula 336-STF: A imunidade da autarquia financiadora, quan-
viços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decor- to ao contrato de financiamento, não se estende a compra e
rentes. venda entre particulares, embora constantes os dois atos de
§ 3º As vedações do inciso VI, "a" (imunidade recíproca), e do um só instrumento.
parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos Súmula 591-STF: A imunidade ou a isenção tributária do com-
serviços, relacionados com exploração de atividades econô- prador não se estende ao produtor, contribuinte do imposto
micas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos sobre produtos industrializados.
privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de Súmula 657-STF: A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF
preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publica-
comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao ção de jornais e periódicos.
bem imóvel. Súmula 730-STF: A imunidade tributária conferida a instituições
§ 4º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", com- de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c, da
preendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacio- Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previ-
nados com as finalidades essenciais das entidades nelas menci- dência social privada se não houver contribuição dos beneficiá-
onadas. rios.
§ 5º A lei determinará medidas para que os consumidores sejam
esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias STJ
e serviços. Súmula 352-STJ: A obtenção ou a renovação do Certificado de
§ 6º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálcu- Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) não exime a
lo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, rela- entidade do cumprimento dos requisitos legais supervenien-
tivos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser conce- tes.
dido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que Súmula 612-STJ: O certificado de entidade beneficente de as-
regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o cor- sistência social (CEBAS), no prazo de sua validade, possui na-
respondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no tureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus
art. 155, § 2.º, XII, g. efeitos à data em que demonstrado o cumprimento dos requisi-
§ 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tribu- tos estabelecidos por lei complementar para a fruição da imuni-
tária a condição de responsável pelo pagamento de imposto dade.
ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente,
assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga,
Art. 151. É VEDADO à União:
caso não se realize o fato gerador presumido.
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território
nacional ou que implique distinção ou preferência em relação
a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de
IMUNIDADES ONTOLÓGICAS IMUNIDADES POLÍTICAS outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a
São aquelas que existiriam São aquelas que se destinam promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico en-
ainda que a CF/88 não as pre- a proteger princípios presen- tre as diferentes regiões do País;
visse em seu texto, uma vez tes expressamente na CF/88, II - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Esta-
que são fundamentais para a mas são decorrentes da von- dos, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como a remune-
observância dos princípios tade política do legislador ração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em ní-
contidos na nossa Carta Mag- constitucional, e não em virtu- veis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus
na de 1988, quais sejam, da de da falta de capacidade con- agentes;
isonomia e do pacto federativo. tributiva dos beneficiários. III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados,
Estão, sobremaneira, relaciona- Como exemplo, temos a imuni- do Distrito Federal ou dos Municípios [VEDAÇÃO ÀS ISEN-
das às cláusulas pétreas da dade conferida aos templos de ÇÕES HETERÔNOMAS]

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Súmula 556-STJ: É indevida a incidência de imposto de renda
Art. 152. É VEDADO aos Estados, ao Distrito Federal e aos Mu- sobre o valor da complementação de aposentadoria pago por
nicípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, entidade de previdência privada e em relação ao resgate de
de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou desti- contribuições recolhidas para referidas entidades patrocinadoras
no (não se aplica à União) no período de 1º/1/1989 a 31/12/1995, em razão da isenção
concedida pelo art. 6º, VII, b, da Lei n. 7.713/1988, na redação
Seção III anterior à que lhe foi dada pela Lei n. 9.250/1995.
DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Súmula 590-STJ: Constitui acréscimo patrimonial a atrair a inci-
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: dência do Imposto de Renda, em caso de liquidação de entidade
I - (II) importação de produtos estrangeiros; de previdência privada, a quantia que couber a cada participan-
II – (IE) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou na- te, por rateio do patrimônio, superior ao valor das respectivas
cionalizados; contribuições à entidade em liquidação, devidamente atualiza-
III - (IR) renda e proventos de qualquer natureza; das e corrigidas.
IV - (IPI) produtos industrializados; Súmula 598-STJ: É desnecessária a apresentação de laudo
V – (IOF) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a tí- médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do Im-
tulos ou valores mobiliários; posto de Renda, desde que o magistrado entenda suficiente-
VI - (ITR) propriedade territorial rural; mente demonstrada a doença grave por outros meios de
VII - (IGF) grandes fortunas, nos termos de lei complementar. prova.
§ 1º É facultado ao Poder Executivo (por meio de decreto), Súmula 627-STJ: O contribuinte faz jus à concessão ou à
atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, ALTE- manutenção da isenção do imposto de renda, não se lhe
RAR AS ALÍQUOTAS dos impostos enumerados nos incisos I (II), exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas
II (IE), IV (IPI) e V (IOF). da doença nem da recidiva da enfermidade.
§ 2º O imposto de renda (IR):
I - será informado pelos critérios da generalidade, da universali-
§ 3º O imposto sobre produtos industrializados (IPI):
dade e da progressividade, na forma da lei;
I - será SELETIVO, em função da essencialidade do produto;
II - será NÃO-CUMULATIVO, compensando-se o que for devido
SÚMULAS SOBRE IR em cada operação com o montante cobrado nas anteriores;
STF III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao
exterior.
Súmula 93-STF: Não está isenta do imposto de renda a ativi- IV - terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de
dade profissional do arquiteto. capital pelo contribuinte do imposto, na forma da lei.
Súmula 584-STF: Ao imposto de renda calculado sobre os ren-
dimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício fi-
SÚMULAS SOBRE IPI
nanceiro em que deve ser apresentada a declaração. • Polê-
mica, mas prevalece que continua válida. STF
Súmula 586-STF: Incide imposto de renda sobre os juros reme-
Súmula 591-STF: A imunidade ou a isenção tributária do com-
tidos para o exterior, com base em contrato de mútuo.
prador não se estende ao produtor, contribuinte do imposto
Súmula 587-STF: Incide imposto de renda sobre o pagamento
sobre produtos industrializados.
de serviços técnicos contratados no exterior e prestados no Bra-
sil. STJ

STJ Súmula 411-STJ: É devida a correção monetária ao creditamen-


to do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento decorrente
Súmula 125-STJ: O pagamento de férias não gozadas por ne-
de resistência ilegítima do Fisco
cessidade do serviço não está sujeito à incidência do Imposto
Súmula 494-STJ: O benefício fiscal do ressarcimento do crédito
de Renda.
presumido do IPI relativo às exportações incide mesmo quan-
Súmula 136-STJ: O pagamento de licença-prêmio não gozada
do as matérias-primas ou os insumos sejam adquiridos de
por necessidade do serviço não está sujeito ao Imposto de
pessoa física ou jurídica não contribuinte do PIS/PASEP.
Renda.
Súmula 495-STJ: A aquisição de bens integrantes do ativo per-
Súmula 215-STJ: A indenização recebida pela adesão a progra-
manente da empresa não gera direito a creditamento de IPI.
ma de incentivo à demissão voluntária não está sujeita à inci-
dência do Imposto de Renda.
Súmula 262-STJ: Incide o Imposto de Renda sobre o resultado JURISPRUDÊNCIA EM TESES DO STJ
das aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas.
EDIÇÃO N. 118: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
Súmula 386-STJ: São isentas de Imposto de Renda as indeniza-
INDUSTRIALIZADOS - I
ções de férias proporcionais e o respectivo adicional.
1) O fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados -
Súmula 447-STJ: Os Estados e o Distrito Federal são partes le-
IPI, incidente sobre mercadoria importada, é o desembaraço
gítimas na ação de restituição de imposto retido na fonte pro-
aduaneiro (art. 46, I, do Código Tributário Nacional - CTN),
posta por seus servidores.
sendo irrelevante se o bem é adquirido a título de compra e
Súmula 463-STJ: Incide Imposto de Renda sobre os valores
venda ou de arrendamento, incidindo o tributo sobre a base
percebidos a título de indenização por horas extraordinárias tra-
de cálculo proporcional nos casos de ingresso do bem em
balhadas, ainda que decorrentes de acordo coletivo.
caráter temporário no território nacional, nos termos do art. 79
Súmula 498-STJ: Não incide imposto de renda sobre a indeni-
da Lei n. 9.430/1996.
zação por danos morais.

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2) Os produtos importados estão sujeitos a uma nova 1%, assegurada a transferência do montante da arrecadação nos
incidência do IPI quando de sua saída do estabelecimento seguintes termos:
importador na operação de revenda, mesmo que não I – 30% para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme
tenham sofrido industrialização no Brasil. a origem;
3) Não incide o IPI sobre alimentos e outras preparações II – 70% para o Município de origem.
utilizadas na alimentação de cães e gatos quando
acondicionados e comercializados em embalagens com peso OURO
superior a 10 kg (dez quilos).
ATIVO FINANCEIRO NÃO ATIVO FINANCEIRO
4) Não incide Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI nos
serviços de composição e de impressão gráfica. Incide apenas IOF Incide ICMS
5) Combustíveis, lubrificantes e energia elétrica, embora
consumidos durante o processo de industrialização, não podem
SÚMULAS SOBRE IOF
ser considerados como matéria-prima, insumos ou produtos
intermediários, para o fim de inclusão no cálculo do crédito STF
presumido de IPI.
Súmula 664-STF: É inconstitucional o inciso V do art. 1º da Lei
6) Não incide Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
8.033/90, que instituiu a incidência do imposto nas operações
sobre a venda de produtos, na hipótese em que ocorre
de crédito, câmbio e seguros – IOF sobre saques efetuados em
roubo ou furto de mercadoria, antes da entrega ao
caderneta de poupança.
comprador, porquanto não configurado o fator gerador,
com a efetivação da operação mercantil. STJ
7) A ficção jurídica prevista no art. 11 da Lei n. 9.779/1999 não
Súmula 185-STJ: Nos depósitos judiciais, não incide o imposto
alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre
sobre operações financeiras.
Produtos Industrializados - IPI que a antecedeu.
8) Não se admite interpretação extensiva do art. 11 da Lei n.
9.779/1999 para permitir o creditamento, após a sua vigência, Art. 154. A União poderá instituir:
dos produtos finais não tributados, pois o benefício somente foi I - mediante LC, impostos não previstos no artigo anterior,
reconhecido pela lei para os produtos finais isentos ou sujeitos desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador
ao regime de alíquota zero. ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constitui-
9) É legítima a aplicação das alíquotas previstas na Resolução da ção;
Comissão de Incentivo à Exportação - CIEX 02/1979, para fins de II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos ex-
cálculo do crédito-prêmio do IPI. traordinários, COMPREENDIDOS OU NÃO EM SUA COMPE-
10) Em se tratando de ressarcimento de crédito-prêmio de IPI, a TÊNCIA TRIBUTÁRIA, os quais serão suprimidos, gradativa-
liquidação da sentença se dará por artigos, oportunidade em mente, cessadas as causas de sua criação.
que a parte deverá apresentar toda a documentação suficiente à
comprovação da efetiva operação de exportação, bem como do Seção IV
ingresso de divisas no País, sem o que não se habilita à fruição DOS IMPOSTOS DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL
do benefício, mesmo estando ele reconhecido na sentença. Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir
impostos sobre:
I - (ITCMD) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer
§ 4º O imposto sobre propriedade territorial rural (ITR):
bens ou direitos;
I - SERÁ PROGRESSIVO e terá suas alíquotas fixadas de forma
II - (ICMS) operações relativas à circulação de mercadorias e so-
a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas;
bre prestações de serviços de transporte interestadual e inter -
O ITR é um imposto progressivo: quanto mais alto for o valor do municipal e de comunicação, ainda que as operações e as presta-
objeto que recebe o gravame tributário, maior será a alíquota e, ções se iniciem no exterior;
portanto, o ônus imputado ao contribuinte. III - (IPVA) propriedade de veículos automotores.
II - não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, § 1º O ITCMD:
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel; I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, compete
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim op- ao Estado da situação do bem, ou ao Distrito Federal
tarem, na forma da lei, desde que não implique redução do im- II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao
posto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou ti-
STJ: "Não incide IPTU, mas ITR , sobre imóvel localizado na ver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal;
área urbana do Município, desde que comprovadamente uti- III - terá competência para sua instituição regulada por LC:
lizado em exploração extrativa, vegetal, agrícola, pecuária a) se o doador tiver domicílio ou residência no exterior;
ou agroindustrial (art. 15 do DL 57 /1966)" b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou
teve o seu inventário processado no exterior;
IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal;
SÚMULAS SOBRE ITR
Súmula 139-STJ: Cabe à Procuradoria da Fazenda Nacional pro- ITCMD
por execução fiscal para cobrança de crédito relativo ao ITR.
BEM IMÓVEL BEM MÓVEL

§ 5º O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou Estado da situação do bem Estado onde se processa o
instrumento cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do inventário ou do domicílio do
IOF, devido na operação de origem; a alíquota mínima será de doador

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nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às pre-
SÚMULAS SOBRE ITCMD vistas para as operações interestaduais;
VII - nas operações e prestações que destinem bens e serviços
Súmula 112-STF: O imposto de transmissão "causa mortis" é a consumidor final, CONTRIBUINTE OU NÃO do imposto, lo-
devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da calizado em outro Estado, adotar-se-á a alíquota interestadual
sucessão. e caberá ao Estado de localização do destinatário o imposto
Súmula 113-STF: O imposto de transmissão "causa mortis" é correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado
calculado sobre o valor dos bens na data da avaliação. destinatário e a alíquota interestadual;
Súmula 114-STF: O imposto de transmissão "causa mortis" não VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto cor-
é exigível antes da homologação do cálculo. respondente à diferença entre a alíquota interna e a interesta-
Súmula 115-STF: Sobre os honorários do advogado contratado dual será atribuída:
pelo inventariante, com a homologação do juiz, não incide o a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;
imposto de transmissão "causa mortis". b) ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte
Súmula 331-STF: É legítima a incidência do imposto de do imposto;
transmissão "causa mortis" no inventário por morte IX - incidirá também:
presumida a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do ex-
Súmula 590-STF: Calcula-se o imposto de transmissão "causa terior por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contri-
mortis" sobre o saldo credor da promessa de compra e venda buinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade,
de imóvel, no momento da abertura da sucessão do promitente assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o
vendedor. imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o esta-
belecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço;
§ 2º O ICMS atenderá ao seguinte: b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem
I - SERÁ NÃO-CUMULATIVO, compensando-se o que for devi- fornecidas com serviços não compreendidos na competência
do em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou tributária dos Municípios;
prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores X - NÃO INCIDIRÁ:
pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal; a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior,
II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrá- nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, as-
rio da legislação: segurada a manutenção e o aproveitamento do montante do im-
a) NÃO IMPLICARÁ CRÉDITO para compensação com o mon- posto cobrado nas operações e prestações anteriores;
tante devido nas operações ou prestações seguintes; As operações que destinem mercadorias para o exterior não são
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações an- isentas de ICMS e sim IMUNES.
teriores;
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo,
III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das merca-
inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele
dorias e dos serviços;
derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º (quan-
IPI ICMS do for ativo financeiro – só incide IOF);
 SERÁ seletivo  PODERÁ SER seletivo d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades
 Será não-cumulativo  Será não-cumulativo de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre
e gratuita;
XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante
IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da
do IPI, quando a operação, realizada entre contribuintes e re-
República ou de 1/3 dos Senadores, aprovada pela maioria abso-
lativa a produto destinado à industrialização ou à comerciali-
luta de seus membros, estabelecerá as alíquotas aplicáveis às
zação, configure fato gerador dos dois impostos;
operações e prestações, interestaduais e de exportação;
XII - CABE À LC:
V - é facultado ao Senado Federal:
a) definir seus contribuintes;
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, medi-
b) dispor sobre substituição tributária;
ante resolução de iniciativa de 1/3 e aprovada pela maioria
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
absoluta de seus membros;
d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabeleci-
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver
mento responsável, o local das operações relativas à circulação
conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante
de mercadorias e das prestações de serviços;
resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o
2/3 de seus membros;
exterior, serviços e outros produtos além dos mencionados no
inciso X, "a";
ALÍQUOTA MÍNIMA ALÍQUOTA MÁXIMA f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à re-
Iniciativa: 1/3 Iniciativa: Maioria Absoluta messa para outro Estado e exportação para o exterior, de ser-
viços e de mercadorias;
Aprovação: Maioria Absoluta Aprovação: 2/3 g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e
do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais
VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Fe- serão concedidos e revogados.
deral, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as alíquotas in- h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o im-
ternas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e posto incidirá uma única vez, qualquer que seja a sua finalida-
de, hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X, b;

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i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do impos- tos industrializados ou do imposto de importação não implica
to a integre, também na importação do exterior de bem, mer- redução do ICMS.
cadoria ou serviço. Súmula 129-STJ: O exportador adquire o direito de transferên-
§ 3º À exceção do ICMS e o II e IE, nenhum outro imposto po- cia de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto
derá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, servi- e não ao estocar a matéria-prima.
ços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis Súmula 135-STJ: O ICMS não incide na gravação e distribuição
e minerais do País. de filmes e videoteipes.
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h (combustíveis e lubrificantes), Súmula 155-STJ: O ICMS incide na importação de aeronave,
observar-se-á o seguinte: por pessoa física, para uso próprio.
I - nas operações com os lubrificantes e combustíveis deriva- Súmula 163-STJ: O fornecimento de mercadorias com a simul-
dos de petróleo, o imposto caberá ao ESTADO ONDE OCOR- tânea prestação de serviços em bares, restaurantes e estabeleci-
RER O CONSUMO; mentos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre
II - nas operações interestaduais, entre contribuintes, com gás o valor total da operação.
natural e seus derivados, e lubrificantes e combustíveis não Súmula 166-STJ: Não constitui fato gerador do ICMS o sim-
incluídos no inciso I deste parágrafo, o imposto será repartido ples deslocamento de mercadoria de um para outro estabeleci-
entre os Estados de origem e de destino, mantendo-se a mes- mento do mesmo contribuinte.
ma proporcionalidade que ocorre nas operações com as de- Súmula 198-STJ: Na importação de veículo por pessoa física,
mais mercadorias; destinado a uso próprio, incide o ICMS.
III - nas operações interestaduais com gás natural e seus deri- Súmula 237-STJ: Nas operações com cartão de crédito, os en-
vados, e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I cargos relativos ao financiamento não são considerados no cál-
deste parágrafo, destinadas a não contribuinte, o imposto ca- culo do ICMS.
berá ao Estado de origem; Súmula 334-STJ: O ICMS não incide no serviço dos provedo-
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante delibera- res de acesso à Internet.
ção dos Estados e Distrito Federal, nos termos do § 2º, XII, g, Súmula 350-STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de habili-
observando-se o seguinte: tação de telefone celular.
a) serão uniformes em todo o território nacional, podendo ser Súmula 391-STJ: O ICMS incide sobre o valor da tarifa de ener-
diferenciadas por produto; gia elétrica correspondente à demanda de potência efetivamen-
b) poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, te utilizada.
ou ad valorem, incidindo sobre o valor da operação ou sobre o Súmula 395-STJ: O ICMS incide sobre o valor da venda a prazo
preço que o produto ou seu similar alcançaria em uma venda em constante da nota fiscal.
condições de livre concorrência; Súmula 431-STJ: É ilegal a cobrança de ICMS com base no va-
c) poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplican- lor da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal.
do o disposto no art. 150, III, b (princípio da anterioridade). Súmula 432-STJ: As empresas de construção civil não estão
ICMS-COMBUSTÍVEIS: incide a anterioridade especial (nona- obrigadas a pagar ICMS sobre mercadorias adquiridas como in-
gesimal) no que se refere à diminuição e restabelecimento sumos em operações interestaduais.
de alíquotas Súmula: 433-STJ: O produto semielaborado, para fins de inci-
§ 5º As regras necessárias à aplicação do disposto no § 4º, inclusi- dência de ICMS, é aquele que preenche cumulativamente os três
ve as relativas à apuração e à destinação do imposto, serão esta- requisitos do art. 1º da Lei Complementar n. 65/1991.
belecidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, Súmula 457-STJ: Os descontos incondicionais nas operações
nos termos do § 2º, XII, g. mercantis não se incluem na base de cálculo do ICMS.
Súmula 509-STJ: É lícito ao comerciante de boa-fé aproveitar
os créditos de ICMS decorrentes de nota fiscal posteriormente
SÚMULAS SOBRE ICMS
declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da com-
STF pra e venda.
Súmula vinculante 32-STF: O ICMS não incide sobre alienação
de salvados de sinistro pelas seguradoras. § 6º O IPVA:
Súmula vinculante 48-STF: Na entrada de mercadoria importa- I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal;
da do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e
desembaraço aduaneiro. utilização.
Súmula 573-STF: Não constitui fato gerador do imposto de
circulação de mercadorias a saída física de máquinas, utensílios A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA per-
e implementos a título de comodato. fectibiliza a constituição definitiva do crédito tributário, inici-
Súmula 574-STF: Sem lei estadual que a estabeleça, é ilegítima ando-se o prazo prescricional para a execução fiscal no dia se-
a cobrança do imposto de circulação de mercadorias sobre o guinte à data estipulada para o vencimento da exação.
fornecimento de alimentação e bebidas em restaurante ou esta-
belecimento similar. • Polêmica.
SÚMULAS SOBRE IPVA
Súmula 662-STF: É legítima a incidência do ICMS na comerci-
alização de exemplares de obras cinematográficas, gravados em Súmula 585-STJ: A responsabilidade solidária do ex-proprietá-
fitas de videocassete. rio, prevista no art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB,
não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no
STJ que se refere ao período posterior à sua alienação
Súmula 95-STJ: A redução da alíquota do imposto sobre produ-

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Seção V imóvel, maior a alíquota inci- tempo mantida a situação
DOS IMPOSTOS DOS MUNICÍPIOS dente. agressiva à finalidade social
Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: da propriedade, maior será a
I – (IPTU) propriedade predial e territorial urbana; alíquota aplicável no lança-
II – (ITBI) transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato mento do lPTU.
oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de
direitos reais sobre imóveis, EXCETO OS DE GARANTIA, bem
como cessão de direitos a sua aquisiçã o; SÚMULAS SOBRE IPTU
III - (ISSQN) serviços de qualquer natureza, não compreendidos STF
no art. 155, II, definidos em lei complementar.
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refe- Súmula vinculante 52-STF: Ainda quando alugado a tercei-
re o art. 182, § 4º, inciso II, o IPTU poderá: ros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qual-
I – ser PROGRESSIVO em razão do valor do imóvel (aplicação quer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, desde
do princípio da função social da propriedade); e que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as
II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o quais tais entidades foram constituídas.
uso do imóvel. Súmula 539-STF: É constitucional a lei do município que reduz
o imposto predial urbano sobre imóvel ocupado pela residência
do proprietário, que não possua outro.
PROGRESSIVIDADE FISCAL PROGRESSIVIDADE
Súmula 583-STF: Promitente-comprador de imóvel residencial
EXTRAFISCAL
transcrito em nome de autarquia é contribuinte do imposto pre-
A EC 29/2000 autorizou, no art. Segundo o art. 182, § 4º, da CF, dial territorial urbano. • Válida, mas para isso, o promitente-
156, § 1º, I, da CF/88, que as é facultado ao Poder Público comprador deverá estar previsto na lei municipal como contri-
alíquotas do IPTU sejam pro- municipal, mediante lei espe- buinte do imposto (Súmula 399-STJ).
gressivas em razão do valor cífica para área incluída no Súmula 589-STF: É inconstitucional a fixação de adicional pro-
do imóvel. plano diretor, exigir, nos ter- gressivo do imposto predial e territorial urbano em função do
No que concerne à progressivi- mos da lei federal, do proprie- número de imóveis do contribuinte.
dade de alíquotas com base no tário do solo urbano não edifi- Súmula 668-STF: É inconstitucional a lei municipal que tenha
valor do imóvel, devem ser ob- cado, subutilizado ou não utili- estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquo-
servados os seguintes requisi- zado, que promova seu ade- tas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o
tos e características: quado aproveitamento. cumprimento da função social da propriedade urbana
a) somente é legítima a partir A previsão desse art. 182, § 4º,
STJ
do advento da EC 29, de 13 já constava do texto originá-
de setembro de 2000 - confor- rio da CF/88 não decorrendo Súmula 160-STJ: É defeso, ao município, atualizar o IPTU, me-
me a Súmula 668, STF de emenda. diante decreto, em percentual superior ao índice oficial de cor-
b) tem objetivo fiscal, pois, ao No caso de o particular não reção monetária.
aumentar as alíquotas inciden- atender à exigência do Poder Súmula 397-STJ: O contribuinte do IPTU é notificado do lan-
tes sobre os imóveis mais vali- Público, o próprio dispositivo çamento pelo envio do carnê ao seu endereço.
osos - presumivelmente per- prevê um conjunto de provi- Súmula 399-STJ: Cabe à legislação municipal estabelecer o su-
tencentes a pessoas de maior dências sucessivas. A segunda jeito passivo do IPTU.
capacidade econômica-, visa a delas, logo após o parcelamen- Súmula 614-STJ: O locatário não possui legitimidade ativa
incrementar a arrecadação, to ou edificação compulsórios, para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas refe-
retirando mais de quem mais é a adoção de IPTU progressi- rentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tri-
pode pagar; vo no tempo: butos.
c) deve-se ater aos limites do a) Tem objetivo extrafiscal, Súmula 626-STJ: A incidência do IPTU sobre imóvel situado em
razoável, sob pena de incidir pois o escopo da regra é esti- área considerada pela lei local como urbanizável ou de expan-
em efeito confiscatório, vedado mular o cumprimento da são urbana não está condicionada à existência dos melhoramen-
pelo art. 150, IV, da CF/1988. função social da propriedade tos elencados no art. 32, § 1º, do CTN.
por meio de um agravamento
da carga tributária suportada § 2º O ITBI:
pelo proprietário do solo urba- I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorpo-
no que não promove seu ade- rados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capi-
quado aproveitamento. A arre- tal, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente
cadação advinda de tal situa- de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica,
ção é mero efeito colateral do salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adqui-
tributo. rente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação
b) O parâmetro para a pro- de bens imóveis ou arrendamento mercantil;
gressividade não é o valor do II - compete ao Município da situação do bem.
imóvel, mas, sim, o passar do
tempo sem o adequado apro-
SÚMULAS SOBRE ITBI
veitamento do solo urbano.
Súmula 75-STF: Sendo vendedora uma autarquia, a sua
Na PROGRESSIVIDADE FIS- Na PROGRESSIVIDADE EX-
imunidade fiscal não compreende o imposto de transmissão
CAL prevista no art. 156, § 1º, I, TRAFISCAL, prevista no art.
"inter vivos", que é encargo do comprador.
da CF, quanto mais valioso o 182, § 4º, II, da CF, quanto mais

11
Súmula 110-STF: O imposto de transmissão "inter vivos" não rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarqui-
incide sobre a construção, ou parte dela, realizada pelo as e pelas fundações que instituírem e mantiverem;
adquirente, mas sobre o que tiver sido construído ao tempo da II – 20% do produto da arrecadação do imposto que a União
alienação do terreno. instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo
Súmula 470-STF: O imposto de transmissão "inter vivos" não art. 154, I.
incide sobre a construção, ou parte dela, realizada,
inequivocamente, pelo promitente comprador, mas sobre o Art. 158. Pertencem aos Municípios:
valor do que tiver sido construído antes da promessa de venda. I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda
Súmula 656-STF: É inconstitucional a lei que estabelece e proventos de qualquer natureza (IR), incidente na fonte, sobre
alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarqui-
de bens imóveis – ITBI com base no valor venal do imóvel as e pelas fundações que instituírem e mantiverem;
II – 50% do produto da arrecadação do imposto da União sobre a
propriedade territorial rural (ITR), relativamente aos imóveis neles
§ 3º Em relação ao ISSQN, cabe à LC:
situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se
I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas;
refere o art. 153, § 4º, III;
II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o
III - 50% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre
exterior.
a propriedade de veículos automotores licenciados em seus terri-
III – regular a forma e as condições como isenções, incentivos
tórios (IPVA);
e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.
IV – 25% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre
operações relativas à circulação de mercadorias e sobre presta-
DF pode instituir ISS ções de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação (ICMS).
SÚMULAS SOBRE ISS
PERTENCEM AOS MUNICÍPIOS
STF
IR 100%
Súmula vinculante 31-STF: É inconstitucional a incidência do
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS sobre ope- ITR 50% ou 100% se ficar responsável por fiscalizar e cobrar
rações de locação de bens móveis.
IPVA 50%
Súmula 588-STF: O imposto sobre serviços não incide sobre os
depósitos, as comissões e taxas de desconto, cobrados pelos es- ICMS 25%
tabelecimentos bancários.
Súmula 663-STF: Os §§ 1º e 3º do art. 9º do DL 406/68 foram Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municí-
recebidos pela Constituição. pios, relativas ao ICMS, serão creditadas conforme os seguintes
STJ critérios:
I – 3/4, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas ope-
Súmula 138-STJ: O ISS incide na operação de arrendamento rações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de
mercantil de coisas móveis. serviços, realizadas em seus territórios;
Súmula 156-STJ: A prestação de serviço de composição gráfica, II - até 1/4, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no
personalizada e sob encomenda, ainda que envolva forneci- caso dos Territórios, lei federal.
mento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS.
Súmula 167-STJ: O fornecimento de concreto, por empreitada,
As participações dos Municípios na arrecadação do ICMS são
para construção civil, preparado no trajeto até a obra em beto-
determinadas pelos valores adicionados nas operações rela-
neiras acopladas a caminhões, é prestação de serviço, sujei-
tivas às prestações de serviços e circulação de mercadorias
tando-se apenas à incidência do ISS.
ocorridas nos territórios municipais e por outros critérios fi-
Súmula 274-STJ: O ISS incide sobre o valor dos serviços de as-
xados em lei estadual
sistência médica, incluindo-se neles as refeições, os medicamen-
1º Critério: 3/4 desse valor [18,75% dos 25%] será entregue a
tos e as diárias hospitalares.
cada municipal na proporção das operações e prestações de
Súmula 424-STJ: É legítima a incidência de ISS sobre os servi-
serviço feitas em seus respectivos territórios.
ços bancários congêneres da lista anexa ao DL nº 406/1968 e à
2º Critério: 1/4 desse valor [6,25% dos 25%] o constituinte
LC n. 56/1987.
deixou em aberto o critério, pois deverá ser definido por lei
Súmula 524-STJ: No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide
estadual ou, no caso de território, lei Federal.
apenas sobre a taxa de agenciamento quando o serviço presta-
do por sociedade empresária de trabalho temporário for de in-
termediação, devendo, entretanto, englobar também os valores Art. 159. A União entregará:
dos salários e encargos sociais dos trabalhadores por ela contra- I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e pro-
tados nas hipóteses de fornecimento de mão de obra. ventos de qualquer natureza (IR) e sobre produtos industrializa-
dos (IPI), 49%, na seguinte forma:
a) 21,5% ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito
Seção VI
Federal;
DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS
b) 22,5% ao Fundo de Participação dos Municípios;
Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:
c) 3%, para aplicação em programas de financiamento ao setor
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda
produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, atra-
e proventos de qualquer natureza (IR), incidente na fonte, sobre
vés de suas instituições financeiras de caráter regional, de acordo

12
com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegura- Região, na forma que a lei estabelecer
da ao semiárido do Nordeste a metade dos recursos destina- 1% - FPM (entregue no primeiro decêndio do
dos à Região, na forma que a lei estabelecer; mês de dezembro de cada ano)
d) 1% ao Fundo de Participação dos Municípios, que será en- 1% - FPM (entregue no primeiro decêndio do
tregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada mês de julho de cada ano)
ano;
e) 1% ao Fundo de Participação dos Municípios, que será en- 10% - E/DF
tregue no primeiro decêndio do mês de julho de cada ano; IPI 25% do que o E/DF receber será repassado ao
II - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos indus- M
trializados (IPI), 10% aos Estados e ao Distrito Federal, propor- 29% - E/DF
cionalmente ao valor das respectivas exportações de produ- CIDE 25% do que o E/DF receber será repassado ao
tos industrializados. M
III - do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no
domínio econômico prevista no art. 177, § 4º (CIDE), 29% para os
Art. 160. É VEDADA a retenção ou qualquer restrição à entrega
Estados e o Distrito Federal, distribuídos na forma da lei, ob-
e ao emprego dos recursos atribuídos, nesta seção, aos Esta-
servada a destinação a que se refere o inciso II, c, do referido pa-
dos, ao Distrito Federal e aos Municípios, neles compreendi-
rágrafo (financiamento de programas de infraestrutura de
dos adicionais e acréscimos relativos a impostos.
transportes).
Parágrafo único. A vedação prevista neste artigo NÃO IMPEDE a
§ 1º Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo
União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos:
com o previsto no inciso I, excluir-se-á a parcela da arrecadação
I – ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarqui-
do imposto de renda e proventos de qualquer natureza per-
as;
tencente aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios,
II – ao cumprimento do disposto no art. 198, § 2º, incisos II e III
nos termos do disposto nos arts. 157, I, e 158, I.
(aplicação em serviço de saúde).
§ 2º A nenhuma unidade federada poderá ser destinada par-
cela superior a 20% do montante a que se refere o inciso II,
Art. 161. Cabe à LC:
devendo o eventual excedente ser distribuído entre os demais
I - definir valor adicionado para fins do disposto no art. 158, pa-
participantes, mantido, em relação a esses, o critério de partilha
rágrafo único, I;
nele estabelecido.
II - estabelecer normas sobre a entrega dos recursos de que trata
§ 3º Os Estados entregarão aos respectivos Municípios 25%
o art. 159, especialmente sobre os critérios de rateio dos fundos
dos recursos que receberem nos termos do inciso II (10% IPI),
previstos em seu inciso I, objetivando promover o equilíbrio soci-
observados os critérios estabelecidos no art. 158, parágrafo único,
oeconômico entre Estados e entre Municípios;
I e II.
III - dispor sobre o acompanhamento, pelos beneficiários, do cál-
§ 4º Do montante de recursos de que trata o inciso III que cabe a
culo das quotas e da liberação das participações previstas nos
cada Estado (29% CIDE), 25% serão destinados aos seus Muni-
arts. 157, 158 e 159.
cípios, na forma da lei a que se refere o mencionado inciso.
Parágrafo único. O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo
das quotas referentes aos fundos de participação a que alude o
REPARTIÇÃO DE RECEITAS inciso II.
OURO COMO 30% - E/DF/T
ATIVO 70% - M Art. 162. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
FINANCEIRO divulgarão, até o último dia do mês subsequente ao da arrecada-
ção, os montantes de cada um dos tributos arrecadados, os recur-
100% - E/DF/M incidente na fonte, sobre ren- sos recebidos, os valores de origem tributária entregues e a en-
IR dimentos pagos, a qualquer título, por eles, tregar e a expressão numérica dos critérios de rateio.
suas autarquias e pelas fundações que institu- Parágrafo único. Os dados divulgados pela União serão discrimi-
írem e mantiverem nados por Estado e por Município; os dos Estados, por Município.
50% - M
ITR 100% - M (quando o M optar por fiscalizar e
cobrar, desde que não implique redução do
imposto ou qualquer outra forma de renúncia
fiscal)
IPVA 50% - M
ICMS 25% - M
21,5% - FPE
22,5% - FPM
IR e IPI 3% - aplicação em programas de financia-
mento ao setor produtivo das Regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste, através de suas ins-
tituições financeiras de caráter regional, de
acordo com os planos regionais de desenvol-
vimento, ficando assegurada ao semiárido do
Nordeste a metade dos recursos destinados à

13
CTN § 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por
ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha
conferido.
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
§ 3º NÃO CONSTITUI DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA o
Art. 1º Esta Lei regula, com fundamento na Emenda Consti-
cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da
tucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, o sistema tributário
função de ARRECADAR tributos.
nacional e estabelece, com fundamento no artigo 5º, inciso XV,
alínea b, da Constituição Federal as normas gerais de direito tri-
butário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos A capacidade tributária ativa é delegável; compreende as ga-
Municípios, sem prejuízo da respectiva legislação complementar, rantias e privilégios processuais; é revogável a qualquer tempo.
supletiva ou regulamentar.
Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defe-
LIVRO PRIMEIRO re a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a
SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Constituição a tenha atribuído.
TÍTULO I
Disposições Gerais Súmula 69-STF: A Constituição Estadual não pode estabelecer
Art. 2º O sistema tributário nacional é regido pelo disposto limite para o aumento de tributos municipais
na Emenda Constitucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, em
leis complementares, em resoluções do Senado Federal e, nos li-
CAPÍTULO II
mites das respectivas competências, em leis federais, nas Consti-
Limitações da Competência Tributária
tuições e em leis estaduais, e em leis municipais.
SEÇÃO I
Disposições Gerais
Art. 3º TRIBUTO é toda prestação pecuniária compulsória,
Art. 9º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não consti-
Municípios:
tua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
I - instituir ou majorar tributos sem que a lei o estabeleça,
atividade administrativa plenamente vinculada.
ressalvado, quanto à majoração, o disposto nos artigos 21, 26 e
65;
Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determi-
II - cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda com base em
nada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrele-
lei posterior à data inicial do exercício financeiro a que
vantes para qualificá-la:
corresponda;
I - a denominação e demais características formais adota-
III - estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional,
das pela lei;
de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.
interestaduais ou intermunicipais;
IV - cobrar imposto sobre:
Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de
a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;
melhoria (TEORIA TRIPARTITE)
b) templos de qualquer culto;
c) o patrimônio, a renda ou serviços dos partidos políticos,
STF adota a TEORIA PENTAPARTITE: impostos, taxas, contribui- inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos
ções de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições trabalhadores, das instituições de educação e de assistência
especiais. social, sem fins lucrativos, observados os requisitos fixados na
Seção II deste Capítulo;
TÍTULO II d) papel destinado exclusivamente à impressão de jornais,
Competência Tributária periódicos e livros.
CAPÍTULO I § 1º O disposto no inciso IV não exclui a atribuição, por lei, às
Disposições Gerais entidades nele referidas, da condição de responsáveis pelos
Art. 6º A atribuição constitucional de competência tributá- tributos que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa da
ria compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento
limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos de obrigações tributárias por terceiros.
Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, § 2º O disposto na alínea a do inciso IV aplica-se, exclusivamente,
e observado o disposto nesta Lei. aos serviços próprios das pessoas jurídicas de direito público a
Parágrafo único. Os tributos cuja receita seja distribuída, no que se refere este artigo, e inerentes aos seus objetivos.
todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público
pertencerá à competência legislativa daquela a que tenham sido Art. 10. É vedado à União instituir tributo que não seja
atribuídos. uniforme em todo o território nacional, ou que importe
distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou
Art. 7º A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo Município.
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de
executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em Art. 11. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza,
público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição. em razão da sua procedência ou do seu destino.
§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilé-
gios processuais que competem à pessoa jurídica de direito pú- SEÇÃO II
blico que a conferir. Disposições Especiais

14
Art. 12. O disposto na alínea a do inciso IV do artigo 9º,
observado o disposto nos seus §§ 1º e 2º, é extensivo às Art. 20. A base de cálculo do imposto é:
autarquias criadas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal I - quando a alíquota seja específica, a unidade de medida
ou pelos Municípios, tão-somente no que se refere ao adotada pela lei tributária;
patrimônio, à renda ou aos serviços vinculados às suas finalidades II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que
essenciais, ou delas decorrentes. o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da importação,
em uma venda em condições de livre concorrência, para entrega
Art. 13. O disposto na alínea a do inciso IV do artigo 9º não se no porto ou lugar de entrada do produto no País;
aplica aos serviços públicos concedidos, cujo tratamento III - quando se trate de produto apreendido ou abandona-
tributário é estabelecido pelo poder concedente, no que se refere do, levado a leilão, o preço da arrematação.
aos tributos de sua competência, ressalvado o que dispõe o
parágrafo único. Art. 22. Contribuinte do imposto é:
Parágrafo único. Mediante lei especial e tendo em vista o I - o importador ou quem a lei a ele equiparar;
interesse comum, a União pode instituir isenção de tributos II - o arrematante de produtos apreendidos ou abandona-
federais, estaduais e municipais para os serviços públicos que dos.
conceder, observado o disposto no § 1º do artigo 9º.
SEÇÃO II
Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é Imposto sobre a Exportação - IE
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a expor-
entidades nele referidas: tação, para o estrangeiro, de produtos nacionais ou nacionaliza-
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de dos tem como fato gerador a saída destes do território nacio-
suas rendas, a qualquer título; nal.
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na
manutenção dos seus objetivos institucionais; Art. 24. A base de cálculo do imposto é:
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros I - quando a alíquota seja específica, a unidade de medida
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. adotada pela lei tributária;
§ 1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, ou no § 1º II - quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que
do artigo 9º, a autoridade competente pode suspender a o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da exportação, em
aplicação do benefício. uma venda em condições de livre concorrência.
§ 2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º Parágrafo único. Para os efeitos do inciso II, considera-se a
são exclusivamente, os diretamente relacionados com os entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produ-
objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo, to, deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a opera-
previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. ção de exportação e, nas vendas efetuadas a prazo superior aos
correntes no mercado internacional o custo do financiamento.
Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais,
pode instituir empréstimos compulsórios: Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do
I - guerra externa, ou sua iminência; valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor
II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por
atender com os recursos orçamentários disponíveis; ela estabelecidos.
III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder
aquisitivo. Art. 27. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a
Parágrafo único. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do lei a ele equiparar.
empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que
for aplicável, o disposto nesta Lei. CAPÍTULO III
Impostos sobre o Patrimônio e a Renda
TÍTULO III SEÇÃO I
Impostos Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
CAPÍTULO I Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propri-
Disposições Gerais edade territorial rural tem como fato gerador a propriedade, o
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato ge- domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como definido
rador uma situação independente de qualquer atividade esta- na lei civil, localização FORA DA ZONA URBANA do Município.
tal específica, relativa ao contribuinte.
Art. 30. A base do cálculo do imposto é o valor fundiário.
FG não vinculado.
Arrecadação não vinculada. Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imó-
vel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qual-
quer título.
CAPÍTULO II
Impostos sobre o Comércio Exterior
SEÇÃO II
SEÇÃO I
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU
Impostos sobre a Importação - II
Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a
Art. 19. O imposto, de competência da União, sobre a impor-
propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a
tação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entra-
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por
da destes no território nacional.

15
natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, LOCA- a venda ou locação de propriedade imobiliária ou a cessão de di-
LIZADO NA ZONA URBANA do Município. reitos relativos à sua aquisição.
§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona § 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante
urbana a definida em lei municipal; observado o requisito referida neste artigo quando mais de 50% da receita operacional
mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo me- da pessoa jurídica adquirente, nos 2 anos anteriores e nos 2
nos 2 dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações mencio-
Público: nadas neste artigo.
I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas § 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades
pluviais; após a aquisição, ou menos de 2 anos antes dela, apurar-se-á a
II - abastecimento de água; preponderância referida no parágrafo anterior levando em conta
III - sistema de esgotos sanitários; os 3 primeiros anos seguintes à data da aquisição.
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamen- § 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tor-
to para distribuição domiciliar; nar-se-á devido o imposto, nos termos da lei vigente à data da
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.
máxima de 3 km do imóvel considerado. § 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de
§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas ur- bens ou direitos, quando realizada em conjunto com a da totali-
banizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos dade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.
aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à
indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas Art. 38. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos
definidas nos termos do parágrafo anterior. bens ou direitos transmitidos.

Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites fixa-
imóvel. dos em resolução do Senado Federal, que distinguirá, para efeito
Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se de aplicação de alíquota mais baixa, as transmissões que atendam
considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter per- à política nacional de habitação.
manente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utiliza-
ção, exploração, aformoseamento ou comodidade. Art. 40. O montante do imposto é dedutível do devido à
União, a título do imposto de que trata o artigo 43, sobre o pro-
Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imó- vento decorrente da mesma transmissão.
vel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qual-
quer título. Art. 41. O imposto compete ao ESTADO DA SITUAÇÃO DO
IMÓVEL TRANSMITIDO, ou sobre que versarem os direitos cedi-
SEÇÃO III dos, mesmo que a mutação patrimonial decorra de sucessão
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles aberta no estrangeiro.
Relativos - ITCMD
Art. 35. O imposto, de competência dos Estados, sobre a Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na
transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos tem operação tributada, como dispuser a lei.
como fato gerador:
I - a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do SEÇÃO IV
domínio útil de bens imóveis por natureza ou por acessão física, Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR
como definidos na lei civil; Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda
II - a transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a
imóveis, exceto os direitos reais de garantia; aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
III - a cessão de direitos relativos às transmissões referidas I - de renda, assim entendido o produto do capital, do tra-
nos incisos I e II. balho ou da combinação de ambos;
Parágrafo único. Nas transmissões causa mortis, ocorrem II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos
tantos fatos geradores distintos quantos sejam os herdeiros os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior.
ou legatários. § 1o A incidência do imposto independe da denominação
da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica
Art. 36. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o imposto ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percep-
não incide sobre a transmissão dos bens ou direitos referidos no ção.
artigo anterior: § 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do
I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se
pessoa jurídica em pagamento de capital nela subscrito; dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto refe-
II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma rido neste artigo.
pessoa jurídica por outra ou com outra.
Parágrafo único. O imposto não incide sobre a transmissão Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real,
aos mesmos alienantes, dos bens e direitos adquiridos na forma arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributá-
do inciso I deste artigo, em decorrência da sua desincorporação veis.
do patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos.
Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibili-
Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando dade a que se refere o artigo 43, sem prejuízo de atribuir a lei
a pessoa jurídica adquirente tenha como atividade preponderante

16
essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produto- II - o industrial ou quem a lei a ele equiparar;
res de renda ou dos proventos tributáveis. III - o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os
Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da ren- forneça aos contribuintes definidos no inciso anterior;
da ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo IV - o arrematante de produtos apreendidos ou abandona-
imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam. dos, levados a leilão.
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se
CAPÍTULO IV contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de impor-
Impostos sobre a Produção e a Circulação tador, industrial, comerciante ou arrematante.
SEÇÃO I
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI SEÇÃO IV
Art. 46. O imposto, de competência da União, sobre produ- Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e sobre
tos industrializados tem como fato gerador: Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários - IOF
I - o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência Art. 63. O imposto, de competência da União, sobre opera-
estrangeira; ções de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a tí-
II - a sua saída dos estabelecimentos a que se refere o pa- tulos e valores mobiliários tem como fato gerador:
rágrafo único do artigo 51; I - quanto às operações de crédito, a sua efetivação pela
III - a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado entrega total ou parcial do montante ou do valor que consti-
e levado a leilão. tua o objeto da obrigação, ou sua colocação à disposição do
Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se interessado;
industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer II - quanto às operações de câmbio, a sua efetivação pela
operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento
aperfeiçoe para o consumo. que a represente, ou sua colocação à disposição do interessa-
do em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional
Art. 47. A base de cálculo do imposto é: entregue ou posta à disposição por este;
I - no caso do inciso I do artigo anterior, o preço normal, III - quanto às operações de seguro, a sua efetivação pela
como definido no inciso II do artigo 20, acrescido do montante: emissão da apólice ou do documento equivalente, ou recebi-
a) do imposto sobre a importação; mento do prêmio, na forma da lei aplicável;
b) das taxas exigidas para entrada do produto no País; IV - quanto às operações relativas a títulos e valores mo-
c) dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importa- biliários, a emissão, transmissão, pagamento ou resgate des-
dor ou dele exigíveis; tes, na forma da lei aplicável.
II - no caso do inciso II do artigo anterior: Parágrafo único. A incidência definida no inciso I exclui a de-
a) o valor da operação de que decorrer a saída da mercado- finida no inciso IV, e reciprocamente, quanto à emissão, ao paga-
ria; mento ou resgate do título representativo de uma mesma opera-
b) na falta do valor a que se refere a alínea anterior, o preço ção de crédito.
corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista da
praça do remetente; Art. 64. A base de cálculo do imposto é:
III - no caso do inciso III do artigo anterior, o preço da arre - I - quanto às operações de crédito, o montante da obriga-
matação. ção, compreendendo o principal e os juros;
II - quanto às operações de câmbio, o respectivo montante
Art. 48. O imposto é SELETIVO em função da essencialida- em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à disposição;
de dos produtos. III - quanto às operações de seguro, o montante do prêmio;
IV - quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliá-
Art. 49. O imposto é NÃO-CUMULATIVO, dispondo a lei de rios:
forma que o montante devido resulte da diferença a maior, em a) na emissão, o valor nominal mais o ágio, se houver;
determinado período, entre o imposto referente aos produtos saí- b) na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor da
dos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos cotação em Bolsa, como determinar a lei;
nele entrados. c) no pagamento ou resgate, o preço.
Parágrafo único. O saldo verificado, em determinado perío-
do, em favor do contribuinte transfere-se para o período ou perí- Art. 66. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na
odos seguintes. operação tributada, como dispuser a lei.

O IPI é um IMPOSTO PLURIFÁSICO, ou seja, incide mais de uma CAPÍTULO V


vez em uma cadeia de industrialização. Impostos Especiais
SEÇÃO II
Impostos Extraordinários
Art. 50. Os produtos sujeitos ao imposto, quando remetidos
Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a Uni-
de um para outro Estado, ou do ou para o Distrito Federal, serão
ão pode instituir, temporariamente, impostos extraordinários
acompanhados de nota fiscal de modelo especial, emitida em
compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos,
séries próprias e contendo, além dos elementos necessários ao
gradativamente, no prazo máximo de 5 anos, contados da ce-
controle fiscal, os dados indispensáveis à elaboração da estatística
lebração da paz.
do comércio por cabotagem e demais vias internas.

TÍTULO IV
Art. 51. Contribuinte do imposto é:
Taxas
I - o importador ou quem a lei a ele equiparar;

17
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo nais, decorrente da delegação do poder de polícia, está inserida
Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respecti- no âmbito do direito administrativo, não podendo ser conside-
vas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do rada relação de trabalho e, por consequência, não está incluí-
poder de polícia, ou a utilização, efetiva OU potencial, de ser- da na esfera de competência da Justiça Trabalhista.
viço público específico E divisível, prestado ao contribuinte 9) Não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por so-
OU posto à sua disposição. ciedade de economia mista, facultado o exercício do poder
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou de polícia fiscalizatório.
fato gerador i dênticos aos que correspondam a imposto nem 10) É legítima a cobrança da taxa de localização, fiscalização
ser calculada em função do capital das empresas. e funcionamento quando notório o exercício do poder de polí-
cia pelo aparato administrativo do ente municipal, sendo dis-
Art. 78. Considera-se PODER DE POLÍCIA atividade da ad- pensável a comprovação do exercício efetivo de fiscalização.
ministração pública que, limitando ou disciplinando direito, in- 11) Quando as balanças de aferição de peso estiverem relacio-
teresse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de nadas intrinsecamente ao serviço prestado pelas empresas ao
fato, em razão de interesse público concernente à segurança, consumidor, incidirá a Taxa de Serviços Metrológicos, decorren-
à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e te do poder de polícia do Instituto Nacional de Metrologia, Nor-
do mercado, ao exercício de atividades econômicas depen- matização e Qualidade Industrial - Inmetro em fiscalizar a regu-
dentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tran- laridade desses equipamentos.
quilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos 12) É legitima a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados
individuais ou coletivos. de Títulos e Valores Mobiliários decorrente do poder de polícia
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder atribuído à Comissão de Valores Mobiliários CVM, visto que os
de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos li- efeitos da Lei n. 7.940/89 são de aplicação imediata e se prolon-
mites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tra- gam enquanto perdurar o enquadramento da empresa na cate-
tando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem goria de beneficiária de incentivos fiscais.
abuso ou desvio de poder. 13) Os valores cobrados a título de contribuição para o Fundo
Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades
JURISPRUDÊNCIA EM TESES DO STJ de Fiscalização - FUNDAF têm natureza jurídica de taxa, tendo
em vista que o seu pagamento é compulsório e decorre do
EDIÇÃO N. 82: PODER DE POLÍCIA
exercício regular de poder de polícia.
1) A administração pública possui interesse de agir para tutelar
em juízo atos em que ela poderia atuar com base em seu poder
de polícia, em razão da inafastabilidade do controle jurisdicio- Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 con-
nal. sideram-se:
2) O prazo prescricional para as ações administrativas punitivas I - utilizados pelo contribuinte:
desenvolvidas por Estados e Municípios, quando não existir le- a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer tí-
gislação local específica, é quinquenal, conforme previsto no tulo;
art. 1º do Decreto n. 20.910/32, sendo inaplicáveis as disposi- b) potencialmente, quando, sendo de utilização compul-
ções contidas na Lei n. 9.873/99, cuja incidência limita-se à sória, sejam postos à sua disposição mediante atividade admi-
Administração Pública Federal Direta e Indireta. nistrativa em efetivo funcionamento;
3) Prescreve em 5 anos, contados do término do processo II - específicos, quando possam ser destacados em unida-
administrativo, a pretensão da Administração Pública de des autônomas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades
promover a execução da multa por infração ambiental. (Sú- públicas;
mula n. 467/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/ III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separada-
73 - TEMA 324) mente, por parte de cada um dos seus usuários.
4) A prerrogativa de fiscalizar as atividades nocivas ao meio Art. 80. Para efeito de instituição e cobrança de taxas, consi-
ambiente concede ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e deram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União,
dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA interesse jurídico dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, aquelas que,
suficiente para exercer seu poder de polícia administrativa, segundo a Constituição Federal, as Constituições dos Estados, as
ainda que o bem esteja situado dentro de área cuja compe- Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação
tência para o licenciamento seja do município ou do estado. com elas compatível, competem a cada uma dessas pessoas de
5) Ante a omissão do órgão estadual na fiscalização, mesmo direito público.
que outorgante da licença ambiental, o IBAMA pode exercer
o seu poder de polícia administrativa, já que não se confun- TÍTULO V
de a competência para licenciar com a competência para fis- Contribuição de Melhoria
calizar. Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pe-
6) O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON los Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito
detém poder de polícia para impor sanções administrativas de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao cus-
relacionadas à transgressão dos preceitos ditados pelo Códi- to de obras públicas de que decorra valorização imobiliária,
go de Defesa do Consumidor art. 57 da Lei n. 8.078/90. tendo como limite total a despesa realizada e como limite indi-
7) O PROCON tem competência para aplicar multa à Caixa vidual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada
Econômica Federal CEF por infração às normas do Código de imóvel beneficiado.
Defesa do Consumidor, independentemente da atuação do
Banco Central do Brasil. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
8) A atividade fiscalizatória exercida pelos conselhos profissio-
LIMITE TOTAL LIMITE INDIVIDUAL

18
Despesa realizada Acréscimo de valor que da V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões
obra resultar para cada imóvel contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela defi-
beneficiado. nidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades.
Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da
seguintes requisitos mínimos:
sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do
a) memorial descritivo do projeto;
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor mone-
b) orçamento do custo da obra;
tário da respectiva base de cálculo.
c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada
pela contribuição;
Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais REVO-
d) delimitação da zona beneficiada;
GAM OU MODIFICAM a legislação tributária interna, e serão
e) determinação do fator de absorção do benefício da valori-
observados pela que lhes sobrevenha.
zação para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas,
nela contidas;
Art. 99. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se
II - fixação de prazo não inferior a 30 dias, para impugna-
aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados
ção pelos interessados, de qualquer dos elementos referidos no
com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta
inciso anterior;
Lei.
III - regulamentação do processo administrativo de instrução
e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior,
SEÇÃO III
sem prejuízo da sua apreciação judicial.
Normas Complementares
§ 1º A contribuição relativa a cada imóvel será determi-
Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados
nada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a
e das convenções internacionais e dos decretos:
alínea c, do inciso I, pelos imóveis situados na zona beneficiada
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades admi-
em função dos respectivos fatores individuais de valorização.
nistrativas;
§ 2º Por ocasião do respectivo lançamento, cada contribuinte
II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de juris-
deverá ser notificado do montante da contribuição, da forma e
dição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;
dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integram o
III - as práticas reiteradamente observadas pelas autorida-
respectivo cálculo.
des administrativas;
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados,
LIVRO SEGUNDO
o Distrito Federal e os Municípios.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Parágrafo único. A observância das normas referidas neste
TÍTULO I
artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros
Legislação Tributária
de mora e a atualização do valor monetário da base de cálcu-
CAPÍTULO I
lo do tributo.
Disposições Gerais
SEÇÃO I
CAPÍTULO II
Disposição Preliminar
Vigência da Legislação Tributária
Art. 96. A expressão "LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA" com-
Art. 101. A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tri-
preende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os
butária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas ju-
decretos e as normas complementares que versem, no todo
rídicas em geral, ressalvado o previsto neste Capítulo. (Aplica-se
ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles perti-
a LINDB)
nentes.
Abrange atos editados pelo Poder Executivo. Art. 102. A legislação tributária dos Estados, do Distrito Fede-
ral e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos terri-
SEÇÃO II tórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialida-
Leis, Tratados e Convenções Internacionais e Decretos de os convênios de que participem, ou do que disponham esta
Art. 97. SOMENTE A LEI pode estabelecer: ou outras leis de normas gerais expedidas pela União.
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram em vigor:
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; I - os atos administrativos, na data da sua publicação;
A CF/88 não excepcionou a alteração da base de cálculo do II - as decisões administrativas com eficácia normativa, 30
II, IE, IPI e IOF do princípio da legalidade, mas apenas as dias após a data da sua publicação;
alíquotas, desde que atendidas as condições e os limites es- III - os convênios, na data neles prevista.
tabelecidos em lei.
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária Atos normativos Data da publicação
principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e Decisões administrativas com 30 dias após
do seu sujeito passivo; eficácia normativa publicação
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálcu-
lo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65 (não re- Convênios entre U/E/DF/M Data neles prevista
cepcionado);

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Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício se- Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o con-
guinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos teúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito pri-
de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda: vado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Fe-
I - que instituem ou majoram tais impostos; deral, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do
II - que definem novas hipóteses de incidência; Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar compe-
III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dis- tências tributárias.
puser de maneira mais favorável ao contribuinte, e observado o
disposto no artigo 178. Art. 111. Interpreta-se LITERALMENTE (e não restritiva-
mente) a legislação tributária que disponha sobre:
CTN, art. 104 CF/88, art. 150, III, “b” I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;
Princípio da anterioridade II - outorga de isenção;
anual III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias
acessórias.
Aplica-se apenas aos impos- Aplica-se aos tributos em geral
tos sobre patrimônio Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina
ou renda penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acu-
sado, em caso de dúvida quanto:
Refere-se à entrada em vigor Refere-se à eficácia da lei
I - à capitulação legal do fato;
da lei
II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à
natureza ou extensão dos seus efeitos;
CAPÍTULO III III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;
Aplicação da Legislação Tributária IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.
Art. 105. A legislação tributária aplica-se IMEDIATAMENTE
aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos
aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja comple- TÍTULO II
ta, nos termos do artigo 116. Obrigação Tributária
CAPÍTULO I
Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: Disposições Gerais
I - em qualquer caso, quando seja expressamente inter- Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
pretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos § 1º A OBRIGAÇÃO PRINCIPAL surge com a ocorrência do
dispositivos interpretados; fato gerador, tem por OBJETO o pagamento de tributo ou pe-
II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: nalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito
a) quando deixe de defini-lo como infração; dela decorrente.
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer § 2º A OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA decorre da legislação tri-
exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido frau- butária (e não apenas da lei em sentido estrito) e tem por ob-
dulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tri- jeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no
buto; interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
c) quando lhe comine penalidade menos severa que a pre- § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inob-
vista na lei vigente ao tempo da sua prática. servância, CONVERTE-SE EM OBRIGAÇÃO PRINCIPAL relativa-
mente à penalidade pecuniária.
CAPÍTULO IV
Interpretação e Integração da Legislação Tributária
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
Art. 107. A legislação tributária será interpretada conforme o
disposto neste Capítulo. Surge com a ocorrência do FG Decorre da legislação tributária
Objeto: pagamento de tributo Objeto: prestações, positivas/
Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade
OU penalidade pecuniária negativas, previstas no interes-
competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessiva-
se da arrecadação ou fiscaliza-
mente, na ordem indicada (formas de integração):
ção dos tributos
I - a analogia;
II - os princípios gerais de direito tributário; Extingue-se com o crédito dela Em caso de sua inobservância,
III - os princípios gerais de direito público; decorrente converte-se em Obrigação
IV - a equidade. Principal, relativamente à pena
§ 1º O emprego da analogia NÃO poderá resultar na exi- pecuniária
gência de tributo não previsto em lei.
§ 2º O emprego da EQUIDADE NÃO poderá resultar na CAPÍTULO II
DISPENSA DO PAGAMENTO DE TRIBUTO devido. Fato Gerador
Art. 114. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL é a
Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se situação definida em lei como necessária e suficiente à sua
para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus ocorrência.
institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos res-
pectivos efeitos tributários. Art. 115. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA é
qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe

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a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação CAPÍTULO IV
principal. Sujeito Passivo
SEÇÃO I
FG OBRIGAÇÃO PRINCIPAL FG OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Disposições Gerais
Art. 121. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL é a
Situação definida em lei como Qualquer situação que, na for- pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pe-
necessária e suficiente à sua ma da legislação aplicável, cuniária.
ocorrência. impõe a prática ou a abstenção Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal
de ato que não configure obri- diz-se:
gação principal. I - CONTRIBUINTE, quando tenha relação pessoal e direta
com a situação que constitua o respectivo fato gerador;
Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, CONSI- II - RESPONSÁVEL, quando, sem revestir a condição de
DERA-SE OCORRIDO O FATO GERADOR e existentes os seus contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de
efeitos: lei.
I - tratando-se de SITUAÇÃO DE FATO, desde o momento
em que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios; Pessoa obrigada ao pagamento de tributo
II - tratando-se de SITUAÇÃO JURÍDICA, desde o momen- ou penalidade pecuniária.
to em que esteja definitivamente constituída, nos termos de
direito aplicável. CONTRIBUINTE RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO
Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá des- Tem relação pessoal e direta Sem ser contribuinte, sua
considerar atos ou negócios jurídicos praticados com a finali- com a situação que constitua obrigação decorra de dispo-
dade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou o respectivo fato gerador sição expressa de lei.
a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributá-
ria, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei
Art. 122. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA é
ordinária.
a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.

OCORRÊNCIA DO FG Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as conven-


SITUAÇÃO DE FATO SITUAÇÃO JURÍDICA ções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamen-
to de tributos, NÃO PODEM SER OPOSTAS À FAZENDA PÚBLI-
Desde o momento em que o se Desde o momento em que es- CA, para modificar a definição legal do sujeito passivo das
verifiquem as circunstâncias teja definitivamente constitu- obrigações tributárias correspondentes.
materiais necessárias a que ída, nos termos de direito apli-
produza os efeitos que normal- cável. SEÇÃO II
mente lhe são próprios; Solidariedade
Art. 124. SÃO SOLIDARIAMENTE OBRIGADAS:
Art. 117. Para os efeitos do inciso II do artigo anterior e salvo I - as pessoas que tenham interesse comum na situação
disposição de lei em contrário, os atos ou negócios jurídicos que constitua o fato gerador da obrigação principal;
condicionais reputam-se perfeitos e acabados: II - as pessoas expressamente designadas por lei.
I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo NÃO
implemento; COMPORTA BENEFÍCIO DE ORDEM.
II - sendo resolutória a condição, desde o momento da
prática do ato ou da celebração do negócio. Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguin-
tes os EFEITOS DA SOLIDARIEDADE:
Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aprovei-
abstraindo-se: ta aos demais;
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os
pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da na- obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles, sub-
tureza do seu objeto ou dos seus efeitos – Princípio da Interpre- sistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo sal-
tação Objetiva do FG ou Princípio da Cláusula Non Olet; do;
II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos
obrigados, favorece ou prejudica aos demais.
CAPÍTULO III
Sujeito Ativo SEÇÃO III
Art. 119. SUJEITO ATIVO da obrigação é a pessoa jurídica Capacidade Tributária
de direito público, titular da competência para exigir o seu Art. 126. A CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA independe:
cumprimento. I - da capacidade civil das pessoas naturais;
II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que im-
Art. 120. Salvo disposição de lei em contrário, a pessoa ju- portem privação ou limitação do exercício de atividades civis,
rídica de direito público, que se constituir pelo desmembramento comerciais ou profissionais, ou da administração direta de
territorial de outra, subroga-se nos direitos desta, cuja legislação seus bens ou negócios;
tributária aplicará até que entre em vigor a sua própria. III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída,
bastando que configure uma unidade econômica ou profissional

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– Princípio da Interpretação Objetiva do FG ou Princípio da posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obriga-
Cláusula Non Olet ções tributárias surgidas até a referida data.

SEÇÃO IV Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo


Domicílio Tributário fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de
Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsá- bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de
vel, de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria,
considera-se como tal: subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo
I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, quando conste do título a prova de sua quitação.
ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a
sua atividade; sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço.
II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às fir-
mas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou Art. 131. São pessoalmente responsáveis:
fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento; I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos
III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qual- bens adquiridos ou remidos;
quer de suas repartições no território da entidade tributante. II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tri-
§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em butos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação,
qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como domicílio limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do lega-
tributário do contribuinte ou responsável o LUGAR DA SITUA- do ou da meação;
ÇÃO DOS BENS ou da OCORRÊNCIA DOS ATOS OU FATOS que III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data
deram origem à obrigação. da abertura da sucessão.
§ 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio
eleito, quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de
fiscalização do tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é
anterior. responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas
pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou
Regra: o sujeito passivo escolhe seu domicílio tributário incorporadas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos
de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a
CAPÍTULO V exploração da respectiva atividade seja continuada por qual-
Responsabilidade Tributária quer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou ou-
SEÇÃO I tra razão social, ou sob firma individual.
Disposição Geral
Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que
atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tri- adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou esta-
butário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respecti- belecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a
va obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob
atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao
parcial da referida obrigação. fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
SÚMULAS SOBRE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade;
Súmula 430-STJ: O inadimplemento da obrigação tributária
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir
pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade
na exploração ou iniciar dentro de 6 meses a contar da data da
solidária do sócio-gerente.
alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de co-
Súmula 435-STJ: Presume-se dissolvida irregularmente a
mércio, indústria ou profissão.
empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal,
§ 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipó-
sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o
tese de alienação judicial:
redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente.
I – em processo de falência;
Súmula 554-STJ: Na hipótese de sucessão empresarial, a
II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de
responsabilidade da sucessora abrange não apenas os tributos
recuperação judicial.
devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias
§ 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o
ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a
adquirente for:
data da sucessão
I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou
Súmula 585-STJ: A responsabilidade solidária do ex-proprie-
sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação ju-
tário, prevista no art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro –
dicial;
CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automo-
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o grau, consan-
tor, no que se refere ao período posterior à sua alienação.
guíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou
de qualquer de seus sócios; ou
SEÇÃO II III – identificado como agente do falido ou do devedor em
Responsabilidade dos Sucessores recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributá-
Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos ria.
créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial
constituição à data dos atos nela referidos, e aos constituídos de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em

22
conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de da importância arbitrada pela autoridade administrativa,
1 ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utili- quando o montante do tributo dependa de apuração.
zado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de crédi- Parágrafo único. NÃO SE CONSIDERA ESPONTÂNEA a de-
tos que preferem ao tributário. núncia apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a
SEÇÃO III infração.
Responsabilidade de Terceiros
Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do TÍTULO III
cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, res- Crédito Tributário
pondem solidariamente com este nos atos em que intervierem CAPÍTULO I
ou pelas omissões de que forem responsáveis: Disposições Gerais
I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; Art. 139. O CRÉDITO TRIBUTÁRIO decorre da obrigação
II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus principal e tem a mesma natureza desta.
tutelados ou curatelados;
III - os administradores de bens de terceiros, pelos tribu- Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tribu-
tos devidos por estes; tário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilé-
IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; gios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afe-
V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela tam a obrigação tributária que lhe deu origem.
massa falida ou pelo concordatário;
VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, Art. 141. O crédito tributário regularmente constituído somen-
pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou pe- te se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa
rante eles, em razão do seu ofício; ou excluída, nos casos previstos nesta Lei, fora dos quais não
VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pesso- podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional
as. na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias.
Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em
matéria de penalidades, às de CARÁTER MORATÓRIO. CAPÍTULO II
Constituição de Crédito Tributário
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos
correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos pra- SÚMULAS SOBRE CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO
ticados com EXCESSO DE PODERES ou INFRAÇÃO de lei, con-
trato social ou estatutos: Súmula 436-STJ: A entrega de declaração pelo contribuinte
I - as pessoas referidas no artigo anterior; reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário,
II - os mandatários, prepostos e empregados; dispensada qualquer outra providência por parte do fisco
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas ju- Súmula 555-STJ: Quando não houver declaração do débito, o
rídicas de direito privado. prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito
tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do
SEÇÃO IV CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o
Responsabilidade por Infrações dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabi- autoridade administrativa.
lidade por infrações da legislação tributária independe da in- Súmula 622-STJ: A notificação do auto de infração faz cessar
tenção do agente ou do responsável e da efetividade, nature- a contagem da decadência para a constituição do crédito
za e extensão dos efeitos do ato. tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do
prazo para a impugnação ou com a notificação de seu
Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente: julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido pela
I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou Administração para o pagamento voluntário, inicia-se o prazo
contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de prescricional para a cobrança judicial.
administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cum-
primento de ordem expressa emitida por quem de direito;
II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico SEÇÃO I
do agente seja elementar; Lançamento
III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamen- Art. 142. Compete privativamente à autoridade adminis-
te de dolo específico: trativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim
a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a
quem respondem; ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, de-
b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus terminar a matéria tributável, calcular o montante do tributo
mandantes, preponentes ou empregadores; devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a
c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas ju- aplicação da penalidade cabível.
rídicas de direito privado, contra estas. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é
VINCULADA E OBRIGATÓRIA, sob pena de responsabilidade
Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia es- funcional.
pontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do paga-
mento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o
valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lança-

23
mento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou
dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, servi-
ços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omis-
fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, sos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos
ainda que posteriormente modificada ou revogada. prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou
§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormen- pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de con-
te à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído no- testação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial.
vos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado
os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, autoridade administrativa nos seguintes casos:
neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tri- I - quando a lei assim o determine;
butária a terceiros. II - quando a declaração não seja prestada, por quem de
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lan- direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
çados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha
fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de
ocorrido. atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedi-
do de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa,
Aspectos Legislação vigente na DATA recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo
formais DO LANÇAMENTO daquela autoridade;
IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão
Aspectos Legislação vigente na DATA DO quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária
materiais FATO GERADOR como sendo de declaração obrigatória;
Taxa de câmbio DATA DO FATO GERADOR V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por par-
te da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a
que se refere o artigo seguinte;
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito pas-
passivo só pode ser alterado em virtude de:
sivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à apli-
I - impugnação do sujeito passivo;
cação de penalidade pecuniária;
II - recurso de ofício;
VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou ter-
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos ca-
ceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simula-
sos previstos no artigo 149.
ção;
VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou
Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em conse-
não provado por ocasião do lançamento anterior;
quência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídi-
IX - quando se comprove que, no lançamento anterior,
cos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lan-
ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efe-
çamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo
tuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formali-
sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormen-
dade especial.
te à sua introdução.
Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser ini-
ciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.
SEÇÃO II
Modalidades de Lançamento
Art. 150. O LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, que
ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito
1º) De Ofício ou Direto: O sujeito passivo não participa da passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame
atividade; da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a refe-
2º) Por Declaração ou Misto: Equilíbrio entre a participação do rida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exer-
sujeito passivo e a atividade do sujeito ativo; cida pelo obrigado, expressamente a homologa.
3º) Por Homologação ou “Autolançamento”: O sujeito passivo § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos
realizar quase todos os atos que compõem a atividade. deste artigo extingue o crédito, sob CONDIÇÃO RESOLUTÓRIA
da ulterior homologação ao lançamento.
Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declara- § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer
ção do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passi-
forma da legislação tributária, presta à autoridade administrati- vo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do
va informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua crédito.
efetivação. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, po-
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio de- rém, considerados na apuração do saldo porventura devido e,
clarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissí- sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação.
vel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de 5
de notificado o lançamento. anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, con-
exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a sidera-se homologado o lançamento e definitivamente extin-
que competir a revisão daquela. to o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, frau-
de ou simulação (Lançamento por homologação tácita)

24
II - as condições da concessão do favor em caráter individu-
CAPÍTULO III al;
Suspensão do Crédito Tributário III - sendo caso:
a) os tributos a que se aplica;
SÚMULAS SOBRE SUSPENSÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro do
prazo a que se refere o inciso I, podendo atribuir a fixação de uns
Súmula vinculante 28-STF: É inconstitucional a exigência de e de outros à autoridade administrativa, para cada caso de con-
depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação cessão em caráter individual;
judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficia-
tributário. do no caso de concessão em caráter individual.
Súmula 112-STJ: O depósito somente suspende a
exigibilidade do crédito tributário se for integral e em Art. 154. Salvo disposição de lei em contrário, a moratória
dinheiro somente abrange os créditos definitivamente constituídos à
data da lei ou do despacho que a conceder, ou cujo lançamen-
SEÇÃO I to já tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente
Disposições Gerais notificado ao sujeito passivo.
Art. 151. SUSPENDEM A EXIGIBILIDADE do crédito tributá- Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de
rio: dolo, fraude ou simulação do sujeito passivo ou do terceiro
I - moratória; em benefício daquele.
II - o depósito do seu montante INTEGRAL;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis regu- Art. 155. A CONCESSÃO DA MORATÓRIA em caráter indi-
ladoras do processo tributário administrativo; vidual NÃO GERA DIREITO ADQUIRIDO e será REVOGADO DE
IV - a concessão de medida liminar em MS. OFÍCIO, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipa- ou deixou de satisfazer as condições ou não cumprira ou dei-
da, em outras espécies de ação judicial; xou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, co-
VI – o parcelamento. brando-se o crédito acrescido de juros de mora:
Parágrafo único. O disposto neste artigo NÃO DISPENSA O I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de
CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ASSESSÓRIOS dependentes dolo ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em benefício
da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conse- daquele;
quentes. II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.
Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o tempo
SUSPENDEM o crédito tributário (art. 151, CTN): "DEMORE decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se
LIMPAR" computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédi-
1) DE: depósito do montante integral; to; no caso do inciso II deste artigo, a revogação só pode ocorrer
2) MO: moratória; antes de prescrito o referido direito.
3) RE: reclamações ou recursos;
4) LIM: liminar em MS ou ação judicial; Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e
5) PAR: parcelamento. condição estabelecidas em lei específica.
§ 1o Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento
do crédito tributário NÃO EXCLUI a incidência de juros e mul-
SEÇÃO II
tas.
Moratória
§ 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as
Art. 152. A moratória somente pode ser concedida:
disposições desta Lei, relativas à moratória.
I - em caráter geral:
§ 3o Lei específica disporá sobre as condições de parcelamen-
a) pela pessoa jurídica de direito público competente
to dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial.
para instituir o tributo a que se refira;
§ 4o A inexistência da lei específica a que se refere o § 3 o des-
b) pela União, quanto a tributos de competência dos Es-
te artigo importa na aplicação das leis gerais de parcelamento do
tados, do Distrito Federal ou dos Municípios, quando simulta-
ente da Federação ao devedor em recuperação judicial, não po-
neamente concedida quanto aos tributos de competência fe-
dendo, neste caso, ser o prazo de parcelamento inferior ao conce-
deral e às obrigações de direito privado;
dido pela lei federal específica.
II - em caráter individual, por despacho da autoridade ad-
ministrativa, desde que autorizada por lei nas condições do in-
CAPÍTULO IV
ciso anterior.
Extinção do Crédito Tributário
Parágrafo único. A LEI concessiva de moratória pode cir-
SEÇÃO I
cunscrever expressamente a sua aplicabilidade à determinada
Modalidades de Extinção
região do território da pessoa jurídica de direito público que
Art. 156. EXTINGUEM o crédito tributário:
a expedir, ou a determinada classe ou categoria de sujeitos
I - o pagamento;
passivos.
II - a compensação;
III - a transação;
Art. 153. A lei que conceda moratória em caráter geral ou
IV - remissão;
autorize sua concessão em caráter individual especificará, sem
V - a prescrição e a decadência;
prejuízo de outros requisitos:
VI - a conversão de depósito em renda;
I - o prazo de duração do favor;

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VII - o pagamento antecipado e a homologação do lança- Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento
mento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determi-
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do dispos- nante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades ca-
to no § 2º do artigo 164; bíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previs-
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida tas nesta Lei ou em lei tributária.
a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser obje- § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de
to de ação anulatória; mora são calculados à taxa de 1% ao mês.
X - a decisão judicial passada em julgado. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de
XI – a dação em pagamento em bens IMÓVEIS, na forma e consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para
condições estabelecidas em lei. pagamento do crédito.
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção
total ou parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregula- Art. 162. O pagamento é efetuado:
ridade da sua constituição, observado o disposto nos artigos 144 I - em moeda corrente, cheque ou vale postal;
e 149. II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel se-
lado, ou por processo mecânico.
SUSPENSÃO EXTINÇÃO § 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exi-
gidas para o pagamento por cheque ou vale postal, desde que
Moratória; Pagamento; não o torne impossível ou mais oneroso que o pagamento em
Depósito do seu montante IN- Compensação; moeda corrente.
TEGRAL; Transação; § 2º O crédito pago por cheque somente se considera extin-
Reclamações e os recursos; Remissão; to com o resgate deste pelo sacado.
Liminar em MS; Prescrição § 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto
Liminar ou de tutela antecipa- Decadência; com a inutilização regular daquela, ressalvado o disposto no arti-
da, em outras espécies de Conversão de depósito em go 150.
ação judicial; renda; § 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pa-
Parcelamento. Pagamento antecipado e a gamento por esta modalidade, não dão direito a restituição, salvo
homologação do lançamen- nos casos expressamente previstos na legislação tributária, ou na-
to nos termos do disposto no quelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa.
artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; § 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecâni-
Consignação em pagamento, co equipara-se ao pagamento em estampilha.
nos termos do disposto no §
2º do artigo 164; Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos
Decisão administrativa irre- vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa
formável; jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes
Decisão judicial passada em tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros
julgado. de mora, a autoridade administrativa competente para rece-
Dação em pagamento em ber o pagamento determinará a respectiva imputação, obede-
bens IMÓVEIS. cidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas:
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria,
SEÇÃO II e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade tri-
Pagamento butária;
Art. 157. A imposição de penalidade NÃO ILIDE o paga- II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois
mento integral do crédito tributário. às taxas e por fim aos impostos;
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;
Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em IV - na ordem decrescente dos montantes.
presunção de pagamento:
I - quando parcial, das prestações em que se decompo- 1° Débitos por obrigação própria
nha; 2° Débitos decorrentes de responsabilidade
II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo tributária
ou a outros tributos. IMPUTAÇÃO EM
1° Contribuição de melhoria
PAGAMENTO
Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a res- 2° Taxas
peito, o pagamento é efetuado na repartição competente do 3° Impostos
domicílio do sujeito passivo. Ordem CRESCENTE prazo de prescrição

Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo Ordem DECRESCENTE montantes
do pagamento, o vencimento do crédito ocorre 30 dias depois
da data em que se considera o sujeito passivo notificado do Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser con-
lançamento. signada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder des- I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao
conto pela antecipação do pagamento, nas condições que esta- pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumpri-
beleça. mento de obrigação acessória;

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II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de a partir da data da intimação validamente feita ao represen-
exigências administrativas sem fundamento legal; tante judicial da Fazenda Pública interessada.
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de di-
reito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gera- SEÇÃO IV
dor. Demais Modalidades de Extinção
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que es-
consignante se propõe pagar. tipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade ad-
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se re- ministrativa, autorizar a compensação de créditos tributários
puta efetuado e a importância consignada é convertida em renda; com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do su-
julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, co- jeito passivo contra a Fazenda pública.
bra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passi-
penalidades cabíveis. vo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do
seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que
SEÇÃO III a correspondente ao juro de 1% ao mês pelo tempo a decorrer
Pagamento Indevido entre a data da compensação e a do vencimento.
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemen-
te de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, Art. 170-A. É VEDADA a compensação mediante o apro-
seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o veitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo su-
disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: jeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva deci-
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevi- são judicial.
do ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicá-
vel, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça,
efetivamente ocorrido; aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação TRANSAÇÃO que, mediante concessões mútuas, importe em
da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na determinação de litígio e consequente extinção de crédito tri-
elaboração ou conferência de qualquer documento relativo butário.
ao pagamento; Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão autorizar a transação em cada caso.
condenatória.
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a
Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parci-
natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente al do crédito tributário, atendendo:
será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, I - à situação econômica do sujeito passivo;
no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressa- II - ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo,
mente autorizado a recebê-la. quanto a matéria de fato;
III - à diminuta importância do crédito tributário;
Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à IV - a considerações de equidade, em relação com as carac-
restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das pe- terísticas pessoais ou materiais do caso;
nalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter V - a condições peculiares a determinada região do território
formal não prejudicadas pela causa da restituição. da entidade tributante.
Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizá- Parágrafo único. O despacho referido neste artigo NÃO
veis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a GERA DIREITO ADQUIRIDO, aplicando-se, quando cabível, o dis-
determinar. posto no artigo 155.

Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito
com o decurso do prazo de 5 anos, contados: tributário extingue-se após 5 anos, contados:
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o
extinção do crédito tributário; lançamento poderia ter sido efetuado;
II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se II - da data em que se tornar definitiva a decisão que
tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormen-
decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou res- te efetuado.
cindido a decisão condenatória. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extin-
gue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto (5
Súmula 625-STJ: O pedido administrativo de compensação ou anos), contado da data em que tenha sido iniciada a constitui-
de restituição NÃO INTERROMPE o prazo prescricional para a ção do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo,
ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamen-
do CTN nem o da execução de título judicial contra a Fazenda to.
Pública.
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário pres-
Art. 169. Prescreve em 2 anos a ação anulatória da decisão creve em 5 anos, contados da data da sua constituição defini-
administrativa que denegar a restituição. tiva.
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade,

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I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execu- requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se
ção fiscal; aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração.
II - pelo protesto judicial; Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o de- região do território da entidade tributante, em função de condi-
vedor; ções a ela peculiares.
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial,
que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção
NÃO É EXTENSIVA:
CAPÍTULO V I - às taxas e às contribuições de melhoria;
Exclusão de Crédito Tributário II - aos tributos instituídos posteriormente à sua conces-
SEÇÃO I são.
Disposições Gerais
Art. 175. EXCLUEM o crédito tributário: Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e
I - a isenção – só por LEI (art. 97, VI); em função de determinadas condições, pode ser revogada ou
II - a anistia. modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no
Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário NÃO DIS- inciso III do art. 104.
PENSA O CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS de-
pendentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter ge-
dela consequente. ral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade
administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça
A isenção configura dispensa legal do pagamento do tributo, prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos
com base no exercício da competência tributária, e não no plano requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão.
de sua definição, isto é, com base em norma constitucional. § 1º Tratando-se de tributo lançado por período certo de
tempo, o despacho referido neste artigo será renovado antes da
expiração de cada período, cessando automaticamente os seus
Moratória; efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interes-
Depósito do seu montante INTEGRAL; sado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da
Reclamações e os recursos; isenção.
SUSPENSÃO Liminar em MS; § 2º O despacho referido neste artigo NÃO GERA DIREITO
Liminar ou de tutela antecipada, em outras ADQUIRIDO, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo
espécies de ação judicial; 155.
Parcelamento.
Pagamento; Não enquadramento normativo a uma con-
Compensação; NÃO duta.
Transação; INCIDÊNCIA O fato não pode ser contemplado legalmente
Remissão; como gerador de determinado tributo.
Prescrição
É norma de não competência instituída
Decadência;
IMUNIDADE constitucionalmente, de onde resulta a im-
EXTINÇÃO Conversão de depósito em renda;
possibilidade de sua revogação, até mesmo
Pagamento antecipado e a homologação
por emenda constitucional
do lançamento nos termos do disposto no
artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; Criada pela legislação infraconstitucional
Consignação em pagamento, nos termos do que atua diretamente no exercício da com-
disposto no § 2º do artigo 164; petência tributária.
Decisão administrativa irreformável; ISENÇÃO Para o STF é dispensa legal de pagamento,
Decisão judicial passada em julgado. ocorrendo, pois, a formação de obrigação tri-
Dação em pagamento em bens IMÓVEIS. butária. Constitui exceção instituída por lei à
regra jurídica da tributação
EXCLUSÃO Isenção
Anistia ALÍQUOTA Concessão ao contribuinte de situação de não
ZERO pagamento – semelhante à isenção – porém,
sem obediência ao princípio da legalidade
ISENÇÕES TÉCNICAS ISENÇÕES POLÍTICAS
*Tabela montada a partir de informações retiradas dos sites seguintes: http://www.conteudo-
juridico.com.br/artigo,diferencas-entre-imunidade-isencao-e-nao-incidencia-
Reconhecidas ante a ausência Há a capacidade contributiva,
tributaria,56460.html e https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2202376/o-que-se-entende-por-
da capacidade contributiva entretanto, por razões de po- aliquota-zero-joice-de-souza-bezerra
da pessoa lítica fiscal, há a dispensa do
pagamento. SÚMULAS SOBRE ISENÇÃO
Súmula 544-STF: Isenções tributárias concedidas, sob condição
SEÇÃO II
onerosa, não podem ser livremente suprimidas
Isenção
Súmula 581-STF: A exigência de transporte em navio de ban-
Art. 176. A ISENÇÃO, ainda quando prevista em contrato,
deira brasileira, para efeito de isenção tributária, legitimou-se
É SEMPRE DECORRENTE DE LEI que especifique as condições e
com o advento do Decreto-Lei 666, de 02.07.69.

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Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica na hi-
SEÇÃO III pótese de terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas
Anistia suficientes ao total pagamento da dívida inscrita.
Art. 180. A anistia abrange exclusivamente as infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não Art. 185-A. Na hipótese de o devedor tributário, devida-
se aplicando: mente citado, não pagar nem apresentar bens à penhora no
I - aos atos qualificados em lei como crimes ou contra- prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis, o juiz
venções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam pratica- determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos, co-
dos com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por municando a decisão, preferencialmente por meio eletrônico, aos
terceiro em benefício daquele; órgãos e entidades que promovem registros de transferência de
II - salvo disposição em contrário, às infrações resultantes bens, especialmente ao registro público de imóveis e às autorida-
de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas. des supervisoras do mercado bancário e do mercado de capitais,
a fim de que, no âmbito de suas atribuições, façam cumprir a or-
Art. 181. A anistia pode ser concedida: dem judicial.
I - em caráter geral; § 1o A indisponibilidade de que trata o caput deste artigo
II - limitadamente: limitar-se-á ao valor total exigível, devendo o juiz determinar o
a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo; imediato levantamento da indisponibilidade dos bens ou valores
b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até de- que excederem esse limite.
terminado montante, conjugadas ou não com penalidades de ou- § 2o Os órgãos e entidades aos quais se fizer a comunicação
tra natureza; de que trata o caput deste artigo enviarão imediatamente ao juí-
c) a determinada região do território da entidade tributante, zo a relação discriminada dos bens e direitos cuja indisponibilida-
em função de condições a ela peculiares; de houverem promovido.
d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado
pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma SEÇÃO II
lei à autoridade administrativa. Preferências
Art. 186. O crédito tributário prefere a qualquer outro,
Art. 182. A anistia, quando não concedida em caráter ge- seja qual for sua natureza ou o tempo de sua constituição,
ral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade ressalvados os créditos decorrentes da legislação do trabalho
administrativa, em requerimento com a qual o interessado faça ou do acidente de trabalho.
prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos Parágrafo único. Na falência:
requisitos previstos em lei para sua concessão. I – o crédito tributário não prefere aos créditos extraconcur-
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo NÃO sais ou às importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei
GERA DIREITO ADQUIRIDO, aplicando-se, quando cabível, o dis- falimentar, nem aos créditos com garantia real, no limite do valor
posto no artigo 155. do bem gravado;
II – a lei poderá estabelecer limites e condições para a prefe-
CAPÍTULO VI rência dos créditos decorrentes da legislação do trabalho; e
Garantias e Privilégios do Crédito Tributário III – a multa tributária prefere apenas aos créditos subordina-
SEÇÃO I dos.
Disposições Gerais
Art. 183. A enumeração das garantias atribuídas neste Capí- Art. 187. A cobrança judicial do crédito tributário não é sujei-
tulo ao crédito tributário não exclui outras que sejam expressa- ta a concurso de credores ou habilitação em falência, recuperação
mente previstas em lei, em função da natureza ou das caracte- judicial, concordata, inventário ou arrolamento.
rísticas do tributo a que se refiram. Parágrafo único. O concurso de preferência somente se veri-
Parágrafo único. A natureza das garantias atribuídas ao fica entre pessoas jurídicas de direito público, na seguinte ordem:
crédito tributário não altera a natureza deste nem a da obri- I - União;
gação tributária a que corresponda. II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente e
pró rata;
Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre de- III - Municípios, conjuntamente e pró rata.
terminados bens, que sejam previstos em lei, responde pelo pa-
gamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários de-
rendas, de qualquer origem ou natureza, do sujeito passivo, correntes de fatos geradores ocorridos no curso do processo
seu espólio ou sua massa falida, inclusive os gravados por ônus de falência.
real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade, § 1º Contestado o crédito tributário, o juiz remeterá as partes
seja qual for a data da constituição do ônus ou da cláusula, exce- ao processo competente, mandando reservar bens suficientes à
tuados unicamente os bens e rendas que a lei declare absolu- extinção total do crédito e seus acrescidos, se a massa não puder
tamente impenhoráveis. efetuar a garantia da instância por outra forma, ouvido, quanto à
natureza e valor dos bens reservados, o representante da Fazenda
Art. 185. PRESUME-SE FRAUDULENTA a alienação ou one- Pública interessada.
ração de bens ou rendas, ou seu começo, por sujeito passivo § 2º O disposto neste artigo aplica-se aos processos de con-
em débito para com a Fazenda Pública, por CRÉDITO tributá- cordata.
rio regularmente INSCRITO COMO DÍVIDA ATIVA.
Art. 189. São pagos preferencialmente a quaisquer crédi-
tos habilitados em inventário ou arrolamento, ou a outros encar-

29
gos do monte, os créditos tributários vencidos ou vincendos, a à fiscalização, cópia autenticada pela autoridade a que se refere
cargo do de cujus ou de seu espólio, exigíveis no decurso do este artigo.
processo de inventário ou arrolamento.
Parágrafo único. Contestado o crédito tributário, proceder- Art. 197. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar
se-á na forma do disposto no § 1º do artigo anterior. à autoridade administrativa todas as informações de que dispo-
nham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros:
Art. 190. São pagos preferencialmente a quaisquer outros os I - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;
créditos tributários vencidos ou vincendos, a cargo de pessoas ju- II - os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais
rídicas de direito privado em liquidação judicial ou voluntária, exi- instituições financeiras;
gíveis no decurso da liquidação. III - as empresas de administração de bens;
IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;
Art. 191. A extinção das obrigações do falido requer pro- V - os inventariantes;
va de quitação de todos os tributos. VI - os síndicos, comissários e liquidatários;
VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei desig-
Art. 191-A. A concessão de recuperação judicial depende ne, em razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou
da apresentação da prova de quitação de todos os tributos, profissão.
observado o disposto nos arts. 151, 205 e 206 desta Lei. Parágrafo único. A obrigação prevista neste artigo não
abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre os
Art. 192. Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segre-
adjudicação será proferida sem prova da quitação de todos os tri- do em razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou pro-
butos relativos aos bens do espólio, ou às suas rendas. fissão.

Art. 193. Salvo quando expressamente autorizado por lei, ne- Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é
nhum departamento da administração pública da União, dos Es- VEDADA a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de
tados, do Distrito Federal, ou dos Municípios, ou sua autarquia, seus servidores, de informação obtida em razão do ofício so-
celebrará contrato ou aceitará proposta em concorrência pública bre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou
sem que o contratante ou proponente faça prova da quitação de de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios
todos os tributos devidos à Fazenda Pública interessada, relativos ou atividades.
à atividade em cujo exercício contrata ou concorre. § 1o Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos
previstos no art. 199, os seguintes:
TÍTULO IV I – requisição de autoridade judiciária no interesse da jus-
Administração Tributária tiça;
CAPÍTULO I II – solicitações de autoridade administrativa no interesse
Fiscalização da Administração Pública, desde que seja comprovada a ins-
Art. 194. A legislação tributária, observado o disposto nesta tauração regular de processo administrativo, no órgão ou na
Lei, regulará, em caráter geral, ou especificamente em função da entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passi-
natureza do tributo de que se tratar, a competência e os poderes vo a que se refere a informação, por prática de infração adminis-
das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da sua trativa.
aplicação. § 2o O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Ad-
Parágrafo único. A legislação a que se refere este artigo ministração Pública, será realizado mediante processo regular-
aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou mente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autorida-
não, inclusive às que gozem de imunidade tributária ou de de solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e as-
isenção de caráter pessoal. segure a preservação do sigilo.
§ 3o NÃO É VEDADA A DIVULGAÇÃO de informações relati-
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm vas a:
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limita- I – representações fiscais para fins penais;
tivas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, do- II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública;
cumentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerci- III – parcelamento ou moratória.
antes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de
exibi-los. Art. 199. A Fazenda Pública da União e as dos Estados, do
Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração co- Distrito Federal e dos Municípios prestar-se-ão mutuamente as-
mercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetua- sistência para a fiscalização dos tributos respectivos e permuta
dos serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos de informações, na forma estabelecida, em caráter geral ou espe-
tributários decorrentes das operações a que se refiram. cífico, por lei ou convênio.
Parágrafo único. A Fazenda Pública da União, na forma esta-
Art. 196. A autoridade administrativa que proceder ou presi- belecida em tratados, acordos ou convênios, poderá permutar in-
dir a quaisquer diligências de fiscalização lavrará os termos neces- formações com Estados estrangeiros no interesse da arrecadação
sários para que se documente o início do procedimento, na forma e da fiscalização de tributos.
da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a conclusão
daquelas. Art. 200. As autoridades administrativas federais poderão re-
Parágrafo único. Os termos a que se refere este artigo serão quisitar o auxílio da força pública federal, estadual ou municipal, e
lavrados, sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos; reciprocamente, quando vítimas de embaraço ou desacato no
quando lavrados em separado deles se entregará, à pessoa sujeita exercício de suas funções, ou quando necessário à efetivação dê

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medida prevista na legislação tributária, ainda que não se confi- para evitar a caducidade de direito, respondendo, porém, todos
gure fato definido em lei como crime ou contravenção. os participantes no ato pelo tributo porventura devido, juros de
mora e penalidades cabíveis, exceto as relativas a infrações cuja
CAPÍTULO II responsabilidade seja pessoal ao infrator.
Dívida Ativa
Art. 201. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de Art. 208. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude,
crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartição ad- que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pes-
ministrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, soalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e
para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em juros de mora acrescidos.
processo regular. Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a respon-
Parágrafo único. A fluência de juros de mora NÃO EXCLUI, sabilidade criminal e funcional que no caso couber.
para os efeitos deste artigo, a liquidez do crédito.
Disposições Finais e Transitórias
Art. 202. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado Art. 209. A expressão "Fazenda Pública", quando empre-
pela autoridade competente, indicará obrigatoriamente: gada nesta Lei sem qualificação, abrange a Fazenda Pública
I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos corresponsáveis, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
bem como, sempre que possível, o domicílio ou a residência de
um e de outros; Art. 210. Os prazos fixados nesta Lei ou legislação tributária
II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia de início
acrescidos; e incluindo-se o de vencimento (-C+F).
III - a origem e natureza do crédito, mencionada especifica- Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem em
mente a disposição da lei em que seja fundado; dia de expediente normal na repartição em que corra o proces-
IV - a data em que foi inscrita; so ou deva ser praticado o ato.
V - sendo caso, o número do processo administrativo de que
se originar o crédito. Art. 211. Incumbe ao Conselho Técnico de Economia e Finan-
Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos des- ças, do Ministério da Fazenda, prestar assistência técnica aos go-
te artigo, a indicação do livro e da folha da inscrição. vernos estaduais e municipais, com o objetivo de assegurar a uni-
forme aplicação da presente Lei.
Art. 203. A omissão de quaisquer dos requisitos previstos
no artigo anterior, ou o erro a eles relativo, são causas de nulida- Art. 212. Os Poderes Executivos federal, estaduais e munici-
de da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente, pais expedirão, por decreto, dentro de 90 dias da entrada em vi-
mas a nulidade poderá ser sanada até a decisão de primeira gor desta Lei, a consolidação, em texto único, da legislação vigen-
instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao te, relativa a cada um dos tributos, repetindo-se esta providência
sujeito passivo, acusado ou interessado o prazo para defesa, que até o dia 31 de janeiro de cada ano.
somente poderá versar sobre a parte modificada.
Art. 213. Os Estados pertencentes a uma mesma região geo-
Art. 204. A dívida regularmente inscrita goza da PRESUN- econômica celebrarão entre si convênios para o estabelecimento
ÇÃO DE CERTEZA e LIQUIDEZ e tem o efeito de prova pré- de alíquota uniforme para o imposto a que se refere o artigo 52.
constituída. Parágrafo único. Os Municípios de um mesmo Estado proce-
Parágrafo único. A presunção a que se refere este artigo é derão igualmente, no que se refere à fixação da alíquota de que
relativa e pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do sujei- trata o artigo 60.
to passivo ou do terceiro a que aproveite.
Art. 214. O Poder Executivo promoverá a realização de con-
CAPÍTULO III vênios com os Estados, para excluir ou limitar a incidência do im-
Certidões Negativas posto sobre operações relativas à circulação de mercadorias, no
Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de caso de exportação para o exterior.
determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão
negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, Art. 215. A lei estadual pode autorizar o Poder Executivo a
que contenha todas as informações necessárias à identificação de reajustar, no exercício de 1967, a alíquota de imposto a que se re-
sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e in- fere o artigo 52, dentro de limites e segundo critérios por ela es-
dique o período a que se refere o pedido. tabelecidos.
Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida
nos termos em que tenha sido requerida e será fornecida dentro Art. 216. O Poder Executivo proporá as medidas legislativas
de 10 dias da data da entrada do requerimento na repartição. adequadas a possibilitar, sem compressão dos investimentos pre-
vistos na proposta orçamentária de 1967, o cumprimento do dis-
Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior posto no artigo 21 da Emenda Constitucional nº 18, de 1965.
a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos,
em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a
penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.

Art. 207. Independentemente de disposição legal permissiva,


será dispensada a prova de quitação de tributos, ou o seu su-
primento, quando se tratar de prática de ato indispensável

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DEMAIS SÚMULAS SOBRE DIREITO TRIBUÁRIO Súmula 425-STJ: A retenção da contribuição para a seguridade
social pelo tomador do serviço não se aplica às empresas op-
STF
tantes pelo Simples
Súmula vinculante 8-STF: São inconstitucionais o parágrafo Súmula 437-STJ: A suspensão da exigibilidade do crédito tribu-
único do artigo 5º do Decreto-lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 tário superior a quinhentos mil reais para opção pelo Refis pres-
e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadên- supõe a homologação expressa do comitê gestor e a constitui-
cia de crédito tributário ção de garantia por meio do arrolamento de bens
Súmula 70-STF: É inadmissível a interdição de estabelecimento Súmula 446-STJ: Declarado e não pago o débito tributário pelo
como meio coercitivo para cobrança de tributo. contribuinte, é legítima a recusa de expedição de certidão nega-
Súmula 239-STF: Decisão que declara indevida a cobrança do tiva ou positiva com efeito de negativa
imposto em determinado exercício não faz coisa julgada em Súmula 448-STJ: A opção pelo Simples de estabelecimentos
relação aos posteriores dedicados às atividades de creche, pré-escola e ensino funda-
Súmula 262-STF: Não cabe medida possessória liminar para li- mental é admitida somente a partir de 24/10/2000, data de vi-
beração alfandegária de automóvel. gência da Lei nº 10.034/2000.
Súmula 323-STF: É inadmissível a apreensão de mercadorias Súmula 460-STJ: É incabível o mandado de segurança para
como meio coercitivo para pagamento de tributos. convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte.
Súmula 439-STF: Estão sujeitos a fiscalização tributária ou pre- Súmula 461-STJ: O contribuinte pode optar por receber, por
videnciária quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos meio de precatório ou por compensação, o indébito tributário
pontos objeto da investigação. certificado por sentença declaratória transitada em julgado.
Súmula 546-STF: Cabe a restituição do tributo pago indevida- Súmula 464-STJ: A regra de imputação de pagamentos estabe-
mente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de lecida no art. 354 do Código Civil não se aplica às hipóteses de
jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" res- compensação tributária.
pectivo. Súmula 467-STJ: Prescreve em 5 anos, contados do término
Súmula 547-STF: Não é lícito à autoridade proibir que o contri- do processo administrativo, a pretensão da Administração
buinte em débito adquira estampilhas, despache mercadorias Pública de promover a execução da multa por infração am-
nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. biental.
Súmula 563-STF: O concurso de preferência a que se refere o Súmula 523-STJ: A taxa de juros de mora incidente na repetição
parágrafo único, do art. 187, do Código Tributário Nacional, é de indébito de tributos estaduais deve corresponder à utilizada
compatível com o disposto no art. 9º, inciso I, da Constituição para cobrança do tributo pago em atraso, sendo legítima a in-
Federal. cidência da taxa Selic, em ambas as hipóteses, quando prevista
Súmula 575-STF: A mercadoria importada de país signatário do na legislação local, vedada sua cumulação com quaisquer ou-
GATT, ou membro da ALALC, estende-se a isenção do imposto tros índices.
sobre circulação de mercadorias concedida a similar nacional. Súmula 569-STJ: Na importação, é indevida a exigência de nova
certidão negativa de débito no desembaraço aduaneiro, se já
STJ
apresentada a comprovação da quitação de tributos federais
Súmula 20-STJ: A mercadoria importada de país signatário do quando da concessão do benefício relativo ao regime de draw-
GATT é isenta do ICM, quando contemplado com esse favor o back.
similar nacional.
Súmula 106-STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o seu
exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao meca-
nismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de
prescrição ou decadência.
Súmula 127-STJ: É ilegal condicionar a renovação da licença de
veículo ao pagamento de multa, da qual o infrator não foi no-
tificado.
Súmula 162-STJ: Na repetição de indébito tributário, a correção
monetária incide a partir do pagamento indevido.
Súmula 188-STJ: Os juros moratórios, na repetição do indébito
tributário, são devidos a partir do transito em julgado da sen-
tença.
Súmula 212-STJ: A compensação de créditos tributários não
pode ser deferida em ação cautelar ou por medida liminar cau-
telar ou antecipatória.
Súmula 213-STJ: O mandado de segurança CONSTITUI AÇÃO
ADEQUADA para a declaração do direito à compensação tribu-
tária.
Súmula 355-STJ: É válida a notificação do ato de exclusão do
programa de recuperação fiscal do Refis pelo Diário Oficial ou
pela Internet.
Súmula 360-STJ: O benefício da denúncia espontânea não se
aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação re-
gularmente declarados, mas pagos a destempo

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