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Assembleia Municipal da Covilhã - Partido Socialista

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DECLARAÇÃO
O Partido Socialista com a discussão dos Regulamentos de Água, Águas Residuais e
Resíduos Sólidos e limpeza pretendeu, de uma forma construtiva e responsável,
alertar para algumas questões legais que pudessem ainda não ter sido atendidas e
apresentar propostas de alteração a alguns pontos que entendemos não defenderem os
utilizadores dos referidos serviços.

Primeiro ponto. Foram estes regulamentos enviados para o ERSAR - Entidade


Reguladora de Serviços de água e Resíduos, de acordo com o DL nº 194/2009, se não
porquê é que não foram? Se sim, porque razão não consta o referido parecer nos
documentos enviados aos deputados, quais foram as recomendações da Entidade
Reguladora. Uma vez que está em causa cumprimentos legais, nomeadamente o nº 4
do artigo 62º, respeitante ao Regulamento de Serviço.

Segundo ponto. Relativamente ao regulamento de resíduos, ele prevê o pagamento de


todo e qualquer serviço que seja efectuado, independentemente do tarifário aplicado,
ou seja, enquanto temos muitos municípios que providenciam um serviço gratuito
nomeadamente na recolha de monstros, na recolha de resíduos verdes, entre outros
uma vez que entendem que o valor já se encontra incorporado na tarifa paga pelo
consumidor mensalmente, a nossa câmara com este regulamento não define mas deixa
a possibilidade de serem colocadas tarifas no futuro. Necessita de haver um equilíbrio
claro entre os custos e a defesa do nosso meio ambiente, porque nestes casos, se
queremos que os serviços resultem, necessitamos de os potenciar, nem que seja
através da redução ou inexistência de custos. É nosso entender que perdemos receitas
por um lado mas potenciamos serviço e protecção do meio ambiente no nosso
concelho que será difícil de quantificar mas que no nosso entender apresenta um valor
superior.

Terceiro ponto. Em relação ao regulamento da água ele é basicamente técnico, e


parece-nos que está de acordo com o estado da arte, no entanto, chamamos a atenção
para o nº 5 do artigo 70º, onde a ADC pode de forma discricionária passar os
contadores que se encontram dentro das habitações para fora às expensas dos
munícipes...não podemos concordar com esta medida...uma vez que desde que o
munícipe não impeça o acesso ao seu contador ou não esteja em causa qualquer outro
tipo de anomalia, a passagem para fora do contador será única e exclusivamente no
interesse da ADC e não do consumidor, como tal deverá o custo associado a essa
operação passar para a empresa, podendo ficar um valor residual afecto ao munícipe.
Por último, falar do artigo 80º referente ao Regime Tarifário, onde claramente fica
explícito que desde que esteja em causa o equilíbrio económico e financeiro da
empresa as tarifas podem ser alteradas pelo conselho de administração de forma
discricionária, sem que sejam ouvidos os órgãos municipais.

Assembleia Municipal da Covilhã________________________________________________


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