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Bioma é uma comunidade de plantas e animais, com formas de vidas e condições
ambientais semelhantes, cada bioma é representado por um tipo de vegetação principal
que lhe confere uma característica visual. Comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e
suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar. Área biótica é a área
geográfica ocupada por um bioma. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma
pode ter uma ou mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo
de solo, condição do substrato e outros fatores físicos, não havendo barreiras
geográficas; ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens, apesar
de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência evolutiva.
Os Biomas são grandes ecossistemas constituídos por comunidades que atingiram o
estágio-clímax.
São influenciados por vários fatores, tais como a latitude, as temperaturas médias
e extremas da região, o relevo, o regime de chuvas e o tipo de solo.
Um bioma é composto da comunidade clímax e todas as subclímax associadas ou
degradadas. é geralmente identificado pela flora clímax, pela estratificação vertical ou
pela adaptação da vegetação.

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A distribuição dos biomas terrestres e seus tipos de vegetação e fauna estão


diretamente ligados ao clima, uma vez que são diferentes condições de temperatura,
chuva e incidência de luz solar nas várias regiões do planeta que facilitam ou impedem
a existência de qualquer tipo de vida. Desse modo, praticamente, a cada tipo climático
corresponde um bioma, marcado por uma determinada cobertura vegetal.
O relevo (altitude), as águas continentais e oceânicas e os solos também influenciam a
distribuição dos biomas na superfície da Terra. Os biomas, portanto, não se distribuem
aleatoriamente, mas conservam uma certa sequência, tanto no sentido horizontal
(latitude) como no sentido vertical (altitude).

Em um mesmo bioma, podemos encontrar vários ecossistemas ± uma unidade


natural caracterizada pelas interações dos seres vivos entre si e destes com o meio
ambiente. Podemos citar como exemplos a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, que
são ecossistemas dentro do bioma das florestas tropicais e que, por sua vez, também
possuem diferentes ecossistemas em seu interior.

Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma área específica. Por


exemplo, um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe na Ásia central, savana no
sul da África, pampa na América do Sul e campina na América do Norte. A savana é
chamada cerrado no Brasil.

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Formada há cerca de 10 mil anos, a tundra é o bioma mais jovem da Terra. Suas
áreas de ocorrência são as regiões próximas ao oceano Glacial ártico: Alasca, norte do
Canadá, Groelândia, norte da Rússia e da Escandinávia.
A tundra possui ecossistemas cuja composição botânica é influenciada pelas
condições de solo e clima. O solo fica congelado a maior parte do ano, a estação mais
quente dura mais ou menos 60 dias e a temperatura mais alta não ultrapassa 10 ºC. A
tundra, portanto, só cresce nos períodos de degelo. Suas principais espécies são os
musgos e os liquens, plantas rasteiras, pois as árvores não sobrevivem nesse tipo de
clima. A palavra tundra vem do finlandês tununa, que significa planícies de árvores.
Esse é o bioma mais frio do mundo e é basicamente um deserto gelado, pois apresenta
poucas precipitações (neve) durante o ano.

Podemos classificá-lo na categoria E dos climas de Köppen.

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Nas grandes altitudes (acima de 3.000 m) as montanhas não apresentam


vegetação. A cobertura vegetal, que alcança de 2.500 a 3.000 m, é composta de plantas
orófilas, que formam uma vegetação rasteira ± os campos alpinos, com cerca de 200
espécies que se adaptaram às baixas temperaturas e à seca. Esse bioma aparece nas
grandes cadeias montanhosas, como os Andes, as Montanhas Rochosas, os Alpes e
outros.
Quando subimos uma área montanhosa, passamos por vários biomas. O mais
baixo é a vegetação da região onde a montanha está situada. Por exemplo, nas
montanhas Rochosas começamos em um deserto. À medida que a altitude aumenta,
vemos sucessivamente a floresta temperada, a floresta de coníferas e os campos alpinos.
Conforme a localização da montanha, podemos passar também por campos e estepes.
O fator climático que caracteriza esse bioma é a altitude, por isso encontramos neve em
altas montanhas, em plena zona tropical, como na parte central da Cordilheira dos
Andes. É também um clima muito frio, com temperatura de 10ºC a 15ºC no verão e
abaixo de zero no inverno, do tipo alpino (H), na classificação de Köppen.

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A Taiga é também chamada de Floresta Boreal porque ocorre apenas no
hemisfério norte, entre as latitudes de 50ºN e 60ºN. Os invernos são muitos rigorosos,
com queda de neve, e os verões são quentes (clima temperado continental ou Dfc e Dfb,
na classificação de Köppen). Podemos dizer que a Taiga é uma floresta homogênea,
pois é formada quase só por coníferas (abertos e pinheiros), que possuem folhas
aciculares, resistentes e perenes.

Cobre grandes extensões da Rússia, do Alasca, da Noruega, da Suécia, da


Finlândia e do Canadá. Na Escandinávia e no Canadá alimenta importantes indústrias
madeireiras, de papel e celulose, dos quais a madeira que fornece é a principal matéria-
prima.

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Vegetação típica de clima temperado, com estações do ano bem definidas, do


tipo Cf na classificação de Köppen. Recobria as áreas que hoje são as mais povoadas na
superfície terrestre ± Europa, China, Japão, leste da América do Norte. No hemisfério
sul, pode ser encontrada na Austrália, Nova Zelândia e Chile.

É uma floresta decícula, pois perde suas folhas no inverno. No outono, as folhas
mudam de cor, assumindo um tom avermelhado. É o bioma mais devastado do mundo,
pois seu solo fértil foi muito aproveitado para a agricultura. Dentre suas áreas de
ocorrência, o maior número de espécies está na América do Norte.

As florestas temperadas não são todas iguais. Podem ser encontradas espécies
perenes entre as decíduas, bem como flores e tapetes de musgos e cogumelos. Suas
principais espécies são o abeto, a faia e o carvalho. Nas regiões onde o clima é mais
chuvoso, aparecem árvores de grande porte, como o eucalipto gigante, na Austrália, e a
sequóia, na costa ocidental da América do Norte.

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Os desertos têm em comum o fato de receber poucas e irregulares precipitações,


apresentar baixíssimas taxas de umidade relativa do ar, céu com poucas nuvens e
evaporação alta.

As temperaturas do deserto apresentam grandes amplitudes térmicas, podendo


atingir 50ºC durante o dia e cair para -1ºC à noite.

Os solos são sempre muito pobres, pedregosos ou arenosos. Nestas áreas


encontramos plantas xerófitas e, em algumas regiões com mais umidade, aparecem as
³ilhas de vegetação´ ± os chamados oásis.

Presença de correntes marítimas frias no litoral, altas pressões subtropicais,


grandes altitudes e barreiras montanhosas que impedem a passagem de massas de ar
úmido vindas do oceano são as principais causas da formação de desertos. O Saara, na
África Setentrional, e o deserto da Atacama, no Chile, são exemplos de desertos que se
formaram em áreas onde chove muito pouco ou onde não cai sequer uma gota de chuva.
Temos tanto desertos quentes como desertos frios. Em ambos, a vegetação é composta
de plantas de pequeno porte, muito espalhadas pela extensão arenosa. Os desertos
cobrem cerca de 1/5 da superfície terrestre. Os quentes estão localizados nas
proximidades dos trópicos de Câncer e de Capricórnio e os frios, nas latitudes mais
altas. Nesses últimos há queda de neve pouca chuva na primavera (150 a 260 mm por
ano). As chuvas nos desertos quentes estão concentradas em curtos períodos,
intercalados com prolongadas épocas de seca. Na classificação de Köppen, os desertos
têm clima BW, sendo BWh nos desertos quentes.

Nas bordas de grandes desertos, aparecem regiões menos secas que esses
biomas, consideradas semidesertos. Em muitos continentes são classificadas como
estepes, como veremos logo a seguir.

NO Brasil, a caatinga ± classificada por alguns especialistas como savana; e pelo


IBGE, como estepe (conforme Atlas do Meio Ambiente do Brasil, Embrapa) ± é um
ecossistema de clima semi-árido ou semidesértico (Bsh, na classificação de Köppen
adaptada para o Brasil), apesar de não estar localizada nas margens dos grandes
desertos. A caatinga é um ecossistema com plantas rasteiras e árvores, como as savanas,
mas, por apresentar características diferentes dessa formação vegetal, é classificada
como semideserto: além da vegetação xerófita, a caatinga possui um tipo de clima
ligado aos climas secos de Köppen (B), e não aos climas tropicais (Aw) das savanas.

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Esse bioma pode ser chamado assim porque suas características básicas se
destacam nas margens da região banhada pelo mar Mediterrâneo, na Europa, África e
Ásia. Mas ele aparece em outras partes do mundo, como o oeste dos EUA (Califórnia),
o extremo sul da África do Sul, o oeste e o sul da Austrália. O clima desse bioma é
marcado por uma estação muito seca e quente: o verão. O inverno é ameno e chuvoso
(Cs, segundo Köppen). Formado por uma vegetação arbustiva ou por bosques de ávores
de folhas duras 9esclerófilas), esse bioma se estende entre 30º e 40º LN ou LS.
Na região do Mediterrâneo (Csa, segundo Köppen), a vegetação de arbustos recebe
denominações como:

- garrigue: formação bem aberta, encontrada em solos calcários;


- maqui: formação bem fechada que cresce em solos silicosos.
Na Austrália, as espécies dominantes nos bosques esclerofilos são árvores do gênero
dos eucaliptos. Chaparral é o nome que a vegetação recebe na Califórnia, onde
predominam várias espécies de cacto. No Chile, predominam os bosques esclerofilos.

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Esse bioma é seco, frio, com vegetação rasteira. Geralmente as estepes estão na
faixa de transição entre o deserto e a floresta, longe da influência marítima e perto de
barreiras montanhosas. São encontradas principalmente nos EUA, na Mongólia, na
Sibéria, no Tibete e na China. Nas estepes os verões são quentes e os invernos muitos
frios; em altas latitudes, cai muita neve. Com um pouco mais de chuva, a estepe poderia
ser classificada como pradaria; com um pouco menos, como deserto. Corresponde ao
tipo BS, de Köppen.



Este tipo de vegetação herbácea (rasteira) recebe o nome de pradaria, na


América do Norte, e pampas, na América do Sul (Brasil e Argentina), onde o clima é
mais úmido. As pradarias do hemisfério sul recebem mais chuvas do que as do
hemisfério norte. Na América do Norte, ocupam uma área que se estende desde o
Canadá (Alberta, Saskatchewan e Manitoba), continuando pelas planícies Centrais dos
Estados Unidos, até o Texas, ao sul, e Indiana, a oeste.



São formações típicas de regiões de clima tropical, com estação chuvosa e outra
seca (tipo Aw, de Köppen). Localizam-se entre o bioma da floresta tropical e o dos
desertos.
Existem vários tipos diferentes de savanas; as mais conhecidas são africanas, onde
vivem muitos leões, zebras, girafas, elefantes, gazelas, entre outros animais.
A savana apresenta dois ³andares´ de vegetação tropófila: um mais alto, formado por
árvores; e outro mais baixo, composto de gramíneas.

Na América do Sul, as savanas ocupam áreas da Venezuela e da Colômbia


(llanos), na bacia do rio Orenoco; o cerrado, vegetação correspondente no Brasil, cobre
grande parte da região Centro-Oeste. Também encontramos savana no norte da
Austrália, onde se destacam os eucaliptos,e na Índia, onde é denominada jungle.

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A área de ocorrência desse bioma é delimitada pelos dois trópicos (zona


tropical) e atravessada pelo Equador. Portanto, é o domínio de elevadas temperaturas e
grande quantidade de chuva.

Apesar de podermos distinguir subtipos de florestas tropicais, elas têm algumas


características comuns: heterogêneas, perenes, higrófilas, latifoliadas. No bioma das
florestas tropicais encontramos a maior biodiversidade, ou seja, a variedade de espécies
de plantas, animais e microorganismos encontrados em todos os biomas da Terra. Nas
áreas próximas ao Equador, as florestas são mais fechadas, apresentam-se estratificadas
em acamadas, com árvores de várias alturas e tipos, com muitos cipós em seus troncos e
galhos. Os principais exemplos são a floresta Amazônica, a floresta do Congo (África) e
a da Indonésia (Ásia).

Mais afastadas do Equador, as florestas tropicais recebem menor quantidade de


calor e chuva, por isso são menos exuberantes que as equatoriais e já foram quase
destruídas pelo homem. Ocupavam grande parte da faixa tropical da América do Sul
(Brasil), da América Central, do norte da Austrália e do Sudeste Asiático, onde
aparecem hoje em pequenas manchas que foram conservadas.