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Matéria: Auditoria
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Aula – Transações e Eventos Subsequentes; Provisão, Passivo


Contingentes e Ativos Contingentes

Sumário
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1- Transações e Eventos Subsequentes 3

1.1- Objetivos 3

1.2- Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do


relatório do auditor independente 4

1.3- Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data


do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis 5
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1.4- Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a


divulgação das demonstrações contábeis 8

2- Provisões, Ativos e Passivos Contingentes 10

2.1- Definições 11

2.2- Reconhecimento 13

2.3- Mensuração 18

2.4- Reembolso 19

2.5- Mudança na provisão 20

2.6- Quadros Resumos 21

3- Questões comentadas 25

3.1- Transações e Eventos Subsequentes 25

3.2- Contingência 59

4- Lista de Exercícios (todos da aula) 75

4.1- Questões apresentadas ao longo da teoria 75

4.2- Transações e Eventos Subsequentes 77

4.3- Contingência 93

5- Gabarito 102

6- Referencial Bibliográfico 103

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1- Transações e Eventos Subsequentes

1.1- Objetivos
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Com relação as transações e eventos subsequentes, os objetivos do auditor


são:

Objetivos do auditor
(transações e eventos subsequentes)
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responder
obter evidência
adequadamente

sobre se os eventos ocorridos aos fatos que chegaram ao


entre a data das conhecimento do auditor
demonstrações contábeis e a independente após a data de
data do relatório do auditor seu relatório
independente (que, se fossem do seu conhecimento
naquela data (do relatório), poderiam
(que precisam ser ajustados ou ter levado o auditor a alterar seu
divulgados) relatório)

 A norma define eventos subsequentes como sendo:

entre a data das demonstrações contábeis e a


data do relatório do auditor independente
Eventos
subsequentes são
eventos ocorridos fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu
relatório

1- (CESPE - Contador (DPU)/2016) Em relação aos papéis


de trabalho, tipos de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o
item que se segue.

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Eventos como cancelamento de restos a pagar ou outros que afetem a posição


financeira da entidade auditada devem ser considerados no relatório do auditor,
mesmo que ocorram no início do exercício seguinte ao de referência para a
auditoria.
Certo / Errado
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Resolução:
O auditor tem como objetivo específico ao tratar os eventos subsequentes o
de obter evidência e responder adequadamente a eles.
Gabarito 1: V.

1.2- Eventos ocorridos entre a data das demonstrações


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contábeis e a data do relatório do auditor independente

Data das Divulgação das


demonstrações demonstrações
contábies contábeis

Data do relatório do
auditor
independente

Lembra do objetivo do auditor? Pois então, neste caso é responsabilidade do


auditor independente executar procedimentos de auditoria desenhados para
obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos
ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações
contábeis foram identificados.
O auditor independente deve executar os procedimentos de forma a cobrir
o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório, ou
o mais próximo possível dessa data, levando em consideração a avaliação de risco
pelo auditor para determinar a natureza e extensão desses procedimentos de
auditoria, que devem incluir o seguinte:

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obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos


pela administração para assegurar que os eventos
subsequentes são identificados

indagação à administração sobre a ocorrência de eventos


subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis
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Exemplo de
procedimentos a
leitura das atas das reuniões dos proprietários (dos
serem adotados
acionistas em sociedade anônima), da administração e dos
responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a
data das demonstrações contábeis

leitura das últimas demonstrações contábeis


intermediárias da entidade
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O auditor independente deve solicitar à administração e, quando


apropriado, aos responsáveis pela governança, uma representação formal de
que todos os eventos subseqüentes à data das demonstrações contábeis e que,
segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável, requerem ajuste ou
divulgação, foram ajustados ou divulgados.

1.3- Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor


independente após a data do seu relatório, mas antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis

Data das Divulgação das


demonstrações demonstrações
contábies contábeis

Data do relatório do
auditor
independente

O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum


procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data
do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data

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de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato


que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o
auditor a alterar seu relatório, ele deve:

O auditor deve..
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discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo
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Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor


independente deve:

aplicar os procedimentos de auditoria


necessários nas circunstâncias da alteração
Caso a administração altere as
demonstrações contábeis, o
auditor independente deve
fornecer novo relatório de auditoria sobre
as demonstrações contábeis alteradas

Se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das


demonstrações contábeis aos efeitos dos eventos subsequentes que causaram essa
alteração, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos
subsequentes a essa alteração. Nesses casos, o auditor independente deve
alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração.
Ou seja, quando o auditor independente alterar seu relatório para incluir
data adicional restrita a essa alteração, a data do relatório do auditor independente
sobre as demonstrações contábeis anterior à alteração subsequente feita pela
administração permanece inalterada, pois essa data informa ao leitor quando o
trabalho de auditoria para essas demonstrações contábeis foi concluído, sendo
incluída data adicional no relatório do auditor independente para informar os
usuários que os procedimentos do auditor independente posteriores àquela data
restringiram-se à alteração subsequente das demonstrações contábeis.

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Se a administração não alterar as demonstrações contábeis


nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário

se o relatório do se o relatório do auditor


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auditor independente independente já tiver sido


ainda não tiver sido fornecido à entidade
fornecido à entidade
o auditor independente deve notificar a
o auditor administração para que não divulguem as
independente deve demonstrações contábeis para terceiros antes
modificá-lo, e de serem feitas as alterações necessárias.
depois fornecê-lo
Se mesmo assim, as demonstrações
contábeis forem divulgadas
posteriormente sem as modificações
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necessárias, o auditor independente


deve tomar medidas para procurar
evitar o uso por terceiros daquele
relatório de auditoria.

2- (FUNDATEC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual


(SEFAZ RS)/2014) O auditor independente da Companhia AZ tomou
conhecimento de fatos relacionados a ela após a data do seu relatório, contudo
antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. Caso esses fatos fossem
do seu conhecimento na data da emissão do relatório, poderiam tê-lo alterado.
Quando a administração decide alterar as demonstrações contábeis, o auditor
deve:
a) Aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração.
b) Não fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis
alteradas.
c) Fornecer novo relatório do auditor independente, com data anterior à data de
aprovação das demonstrações contábeis alteradas.
d) Comunicar aos órgãos de fiscalização.
e) Convocar uma assembleia geral.
Resolução:
De acordo com o item 11 da NBC TA 560:
“11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
independente deve:

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(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas


circunstâncias da alteração;
(..) (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações
contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não
deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações
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contábeis alteradas. ”
Gabarito 2: A.

1.4- Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor


independente após a divulgação das demonstrações contábeis
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Data das Divulgação das


demonstrações demonstrações
contábies contábeis

Data do relatório do
auditor
independente

Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor


independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria
em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das
demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato
que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente,
poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor independente deve:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

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Este é o mesmo procedimento previsto para eventos entre a data do relatório


do auditor independente e a divulgação das demonstrações contábeis.
Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
independente deve:
a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias
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das alterações;
b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que
todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com
o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da
situação;
c) quando não é possível alterar o relatório:
i) estender os procedimentos de auditoria até a data do novo
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relatório do auditor independente e datar o novo relatório com


data posterior à data de aprovação das demonstrações contábeis
reapresentadas; e
ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as
demonstrações contábeis reapresentadas;
d) alterar o relatório do auditor independente, quando possível.

O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido,


Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais
detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas
anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.
Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir
que todos os que receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente
sejam informados da situação e não altere as demonstrações contábeis nas
circunstâncias em que o auditor considere necessário, o auditor independente
deve notificar a administração de que procurará evitar o uso por terceiros
daquele relatório no futuro. Consequentemente, o auditor independente pode
considerar apropriado buscar assessoria legal.

3- (FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal


(Cuiabá)/2016) A Cia. W é auditada pelo auditor independente João.
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório
sem ressalva assinado por João.
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W
havia pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida.

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João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as


demonstrações fossem alteradas, o que foi feito.
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido.
a) Manter o relatório sem ressalva.
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b) Adicionar um parágrafo de ênfase.


c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente.
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W.
e) Abster-se de dar uma opinião.
Resolução:
Estamos falando de um evento APÓS a divulgação das demonstrações
contábeis. Se a administração cumpriu com as modificações determinadas pelo
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auditor, não há que se falar em modificação de opinião. A previsão do parágrafo


de ênfase está no item 16 da NBC TA 560:
“16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou
reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que
esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações
contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo
auditor independente.”
Gabarito 3: B.

2- Provisões, Ativos e Passivos Contingentes

O viés dado nesta aula é o da empresa/entidade que será auditada. O auditor


independente deve verificar se a empresa está de acordo com o previsto nesta
norma. Comecemos pelo objetivo do assunto:

critérios de
reconhecimento
sejam aplicados
O objetivo
desta Norma é e bases de mensuração
estabelecer que

informação suficiente
seja divulgada
nas notas explicativas

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2.1- Definições

Vamos dar uma olhadinha nas definições esquematizadas, para facilitar o


entendimento dos senhores:
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Provisão passivo de prazo ou de valor incertos

obrigação presente da entidade, derivada de


eventos já ocorridos

Passivo
liquidação se espera que resulte em saída de
recursos da entidade capazes de gerar benefícios
econômicos
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resulta de eventos passados e


uma obrigação
possível que
cuja existência será confirmada apenas
pela ocorrência ou não de um ou mais
eventos futuros incertos não
Passivo totalmente sob controle da entidade
Contingente

uma obrigação não é provável que uma saída de


presente que resulta recursos que incorporam benefícios
de eventos passados, econômicos seja exigida para
mas que não é liquidar a obrigação
reconhecida porque
o valor da obrigação não pode
ser mensurado com suficiente
confiabilidade

ativo possível que resulta de eventos passados e


Ativo cuja existência será confirmada apenas pela
Contingente ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob controle da entidade

As provisões podem ser distintas de outros passivos tais como contas a


pagar e passivos derivados de apropriações por competência (accruals) porque há
incerteza sobre o prazo ou o valor do desembolso futuro necessário para a
sua liquidação, ok?

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4- (FCC / Auditor Fiscal Tributário de São Paulo / 2007)


Considere as afirmações a seguir:
IV. Contingências ativas são registros contábeis feitos com base em estimativas
sobre fatos que possam resultar em efeitos negativos sobre o patrimônio líquido
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da entidade auditada.
Resolução: O correto seria contingência passiva (e não ativa).
Gabarito 4: F.

 Relação entre provisão e passivo contingente


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Em sentido geral, todas as provisões são contingentes porque são incertas


quanto ao seu prazo ou valor. Porém, nesta Norma o termo “contingente” é
usado para passivos e ativos que não sejam reconhecidos porque a sua
existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos
futuros incertos não totalmente sob o controle da entidade. Adicionalmente, o
termo passivo contingente é usado para passivos que não satisfaçam os critérios
de reconhecimento.
ATENÇÃO!! Veja a diferença entre provisão x passivo contingentes:
a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que
possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e
é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos
seja necessária para liquidar a obrigação; e
b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque
são:
i) obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a
entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a
uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou
ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de
reconhecimento desta Norma (porque não é provável que seja
necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios
econômicos para liquidar a obrigação, ou não pode ser feita uma
estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação).

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Em resumo:

Obrigação presente e
Passivo
Provisão provável saída de
são
recursos e estimativa
reconhecidos
confiável do valor
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obrigação possível

Passivos não são ou


contingentes reconhecidos obrigação presente não
provável saída de recursos
ou valor não pode ser
mensurado
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2.2- Reconhecimento

2.2.1- Reconhecimento de Provisão

Uma provisão deve ser reconhecida quando:

a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não


formalizada) como resultado de evento passado

Uma provisão
deve ser seja provável que será necessária uma saída de recursos
reconhecida que incorporam benefícios econômicos para liquidar a
quando: obrigação

possa ser feita uma estimativa confiável do valor da


obrigação

ATENÇÃO!!! Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve


ser reconhecida.

Vamos detalhar cada uma das situações esquematizadas acima:

Obrigação presente
1) Quando for mais provável que sim do que não que existe uma obrigação
presente na data do balanço, a entidade deve reconhecer a provisão (se os
critérios de reconhecimento forem satisfeitos); e

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2) quando for mais provável que não existe uma obrigação presente na data
do balanço, a entidade divulga um passivo contingente, a menos que seja
remota a possibilidade de uma saída de recursos que incorporam benefícios
econômicos
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Provável
reconhece provisão
Sim > não

Passivo Não provável divulga um passivo


(chance de existir) Não > sim contingente

Remota não faz nada


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possibilidade (não divulga)

Evento passado
Um evento passado que conduz a uma obrigação presente é chamado de
um evento que cria obrigação. Para um evento ser um evento que cria obrigação,
é necessário que a entidade não tenha qualquer alternativa realista senão liquidar
a obrigação criada pelo evento. Esse é o caso somente:
a) quando a liquidação da obrigação pode ser imposta legalmente; ou
b) no caso de obrigação não formalizada, quando o evento (que pode ser uma
ação da entidade) cria expectativas válidas em terceiros de que a entidade
cumprirá a obrigação.
São reconhecidas como provisão apenas as obrigações que surgem de
eventos passados que existam independentemente de ações futuras da entidade
(isto é, a conduta futura dos seus negócios).

São exemplos de tais obrigações:


i) as penalidades ou os custos de limpeza de danos ambientais ilegais, que
em ambos os casos dariam origem na liquidação a uma saída de recursos
que incorporam benefícios econômicos independentemente das ações
futuras da entidade.
ii) a entidade reconhece uma provisão para os custos de descontinuidade
de poço de petróleo ou de central elétrica nuclear na medida em que a
entidade é obrigada a retificar danos já causados.

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Por outro lado, devido a pressões comerciais ou exigências legais, a entidade


pode pretender ou precisar efetuar gastos para operar de forma particular no
futuro (por exemplo, montando filtros de fumaça em certo tipo de fábrica). Dado
que a entidade pode evitar os gastos futuros pelas suas próprias ações, por
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exemplo, alterando o seu modo de operar, ela não tem nenhuma obrigação
presente relativamente a esse gasto futuro e nenhuma provisão é reconhecida.
Quando os detalhes de nova lei proposta ainda tiverem de ser finalizados, a
obrigação surgirá somente quando for praticamente certo que a legislação
será promulgada conforme a minuta divulgada. Para a finalidade desta Norma, tal
obrigação é tratada como obrigação legal. As diferenças de circunstâncias relativas
à promulgação tornam impossível especificar um único evento que torna a
promulgação de lei praticamente certa. Em muitos casos será impossível estar
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praticamente certo da promulgação de legislação até que ela seja promulgada.

Saída provável de recursos que incorporam benefícios econômicos


Para que um passivo se qualifique para reconhecimento, é necessário haver
não somente uma obrigação presente, mas também a probabilidade de saída de
recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar essa obrigação.
Para a finalidade desta Norma, uma saída de recursos ou outro evento é
considerado como provável se o evento for mais provável que sim do que não de
ocorrer, isto é, se a probabilidade de que o evento ocorrerá for maior do que a
probabilidade de isso não acontecer. Quando não for provável que exista uma
obrigação presente, a entidade divulga um passivo contingente, a menos que a
possibilidade de saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja
remota.
Quando há várias obrigações semelhantes (por exemplo, garantias sobre
produtos ou contratos semelhantes), a avaliação da probabilidade de que uma
saída de recursos será exigida na liquidação deverá considerar o tipo de obrigação
como um todo. Embora possa ser pequena a probabilidade de uma saída de
recursos para qualquer item isoladamente, pode ser provável que alguma saída
de recursos ocorra para o tipo de obrigação. Se esse for o caso, uma provisão é
reconhecida (se os outros critérios para reconhecimento forem atendidos).

Estimativa confiável da obrigação


O uso de estimativas é uma parte essencial da elaboração de demonstrações
contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Isso é especialmente verdadeiro
no caso de provisões, que pela sua natureza são mais incertas do que a maior

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parte de outros elementos do balanço. Exceto em casos extremamente raros, a


entidade é capaz de determinar um conjunto de desfechos possíveis e, dessa
forma, fazer uma estimativa da obrigação que seja suficientemente confiável para
ser usada no reconhecimento da provisão.
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2.2.2- Reconhecimento de Passivo contingente

ATENÇÃO! A entidade não deve reconhecer um passivo contingente.


O passivo contingente é divulgado, a menos que seja remota a possibilidade
de uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.
Os passivos contingentes podem desenvolver-se de maneira não inicialmente
esperada. Por isso, são periodicamente avaliados para determinar se uma saída
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de recursos que incorporam benefícios econômicos se tornou provável. Se for


provável que uma saída de benefícios econômicos futuros será exigida
para um item previamente tratado como passivo contingente, a provisão
deve ser reconhecida nas demonstrações contábeis do período no qual ocorre a
mudança na estimativa da probabilidade.

2.2.3- Reconhecimento de Ativo Contingente

ATENÇÃO! A entidade não deve reconhecer um ativo contingente.

Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou


de outros não esperados que dão origem à possibilidade de entrada de benefícios
econômicos para a entidade. Um exemplo é uma reivindicação que a entidade
esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho seja incerto.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis,
uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém,
quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo
relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado.

O ativo contingente é divulgado quando for provável a entrada de benefícios


econômicos.

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Se for praticamente certo que ocorrerá uma entrada de benefícios


econômicos, o ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas
demonstrações contábeis do período em que ocorrer a mudança de estimativa.
Se a entrada de benefícios econômicos se tornar provável, a entidade
divulga o ativo contingente.
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Provável a entrada de
Divulgado
benefícios econômicos

Ativo
Contingente
Praticamente certo que
Reconhecido ocorrerá uma entrada de
benefícios econômicos
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5- (FCC / ISS SP / 2012) A empresa Terceserv S.A. possui


prejuízos fiscais decorrentes de resultados negativos apurados nos últimos dois
anos no valor de R$ 1.000.000,00. Opera em mercado extremamente competitivo
e não há por parte da administração expectativa de obtenção de lucros nos
próximos 5 anos. A empresa aposta na qualidade dos serviços prestados para
superar a concorrência e começar a gerar lucro. Como não há prescrição do crédito
tributário, a empresa constituiu provisão ativa para reconhecimento do crédito.
Nesse caso, o auditor externo deve
a) abster-se de emitir o relatório de auditoria, em virtude de não atender aos
pronunciamentos contábeis vigentes.
b) solicitar que a empresa reverta o lançamento, caso a empresa não atenda
ressalvar o relatório de auditoria.
c) manter o lançamento, uma vez que o crédito é devido, e emitir relatório de
auditoria sem ressalva ou ênfase.
d) recomendar que seja apropriado parte para o resultado do período, uma vez
que o benefício já é devido, e emitir relatório de auditoria sem ressalva.
e) ressalvar o relatório de auditoria, mesmo que o valor seja irrelevante, uma vez
que a empresa infringe regra contábil e fiscal.
Resolução:
A questão afirma que foi feita uma provisão para reconhecimento do crédito
gerado pelos resultados negativos dos últimos dois anos. No entanto, não existe
expectativa (por parte da administração) de obtenção de lucro nos próximos 5
anos.

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Traduzindo: trata-se de uma provisão de um ativo contingente, com remota


possibilidade de acontecimento.
Vejamos o que traz o item 33 da NBC TG 25, ora transcrito:
"33. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações
contábeis, uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser
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realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa,


então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento
é adequado".
Sendo assim, o auditor deve solicitar a empresa que adeque o seu
lançamento, salientando os efeitos em sua opinião caso ele não seja revertido.
Gabarito 5: B.
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2.3- Mensuração

Melhor estimativa
O valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do
desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço.
A melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação
presente é o valor que a entidade racionalmente pagaria para liquidar a obrigação
na data do balanço ou para transferi-la para terceiros nesse momento.
As estimativas do desfecho e do efeito financeiro são determinadas pelo
julgamento da administração da entidade, complementados pela experiência
de transações semelhantes e, em alguns casos, por relatórios de peritos
independentes.
As incertezas que rodeiam o valor a ser reconhecido como provisão são
tratadas por vários meios de acordo com as circunstâncias. Quando a provisão a
ser mensurada envolve uma grande população de itens, a obrigação deve ser
estimada ponderando-se todos os possíveis desfechos pelas suas probabilidades
associadas. O nome para esse método estatístico de estimativa é “valor
esperado”. Portanto, a provisão será diferente dependendo de a probabilidade da
perda de um dado valor ser, por exemplo, de 60 por cento ou de 90 por cento.
Quando houver uma escala contínua de desfechos possíveis, e cada ponto nessa
escala é tão provável como qualquer outro, é usado o ponto médio da escala.
Risco e incerteza
Os riscos e incertezas que inevitavelmente existem em torno de muitos
eventos e circunstâncias devem ser levados em consideração para se alcançar a
melhor estimativa da provisão.

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O risco descreve a variabilidade de desfechos. Uma nova avaliação do risco


pode aumentar o valor pelo qual um passivo é mensurado. É preciso ter cuidado
ao realizar julgamentos em condições de incerteza, para que as receitas ou ativos
não sejam superavaliados e as despesas ou passivos não sejam subavaliados.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Valor presente
Quando o efeito do valor do dinheiro no tempo é material, o valor da provisão
deve ser o valor presente dos desembolsos que se espera que sejam exigidos para
liquidar a obrigação.

Evento futuro
Os eventos futuros que possam afetar o valor necessário para liquidar a
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

obrigação devem ser refletidos no valor da provisão quando houver evidência


objetiva suficiente de que eles ocorrerão.
O efeito de possível legislação nova deve ser considerado na mensuração da
obrigação existente quando existe evidência objetiva suficiente de que a
promulgação da lei é praticamente certa (exige-se evidência do que a legislação
vai exigir e também de que a sua promulgação e a sua implementação são
praticamente certas). Em muitos casos não existe evidência objetiva suficiente até
que a nova legislação seja promulgada.

Alienação esperada de ativo


Os ganhos na alienação esperada de ativos não devem ser levados em
consideração ao mensurar a provisão, mesmo se a alienação esperada estiver
intimamente ligada ao evento que dá origem à provisão.

2.4- Reembolso

Quando se espera que algum ou todos os desembolsos necessários para


liquidar uma provisão sejam reembolsados por outra parte, o reembolso deve:

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deve ser reconhecido quando, e somente quando


for praticamente certo que o reembolso será
recebido se a entidade liquidar a obrigação

O reembolso
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deve ser tratado como ativo separado

O valor reconhecido para o reembolso não deve


ultrapassar o valor da provisão

Na demonstração do resultado, a despesa relativa a uma provisão pode ser


apresentada líquida do valor reconhecido de reembolso.
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2.5- Mudança na provisão

As provisões devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas


para refletir a melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que seja
necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos futuros
para liquidar a obrigação, a provisão deve ser revertida. Quando for utilizado o
desconto a valor presente, o valor contábil da provisão aumenta a cada período
para refletir a passagem do tempo. Esse aumento deve ser reconhecido como
despesa financeira.

 Uso de Provisão
Uma provisão deve ser usada somente para os desembolsos para os quais a
provisão foi originalmente reconhecida.
Somente os desembolsos que se relacionem com a provisão original são
compensados com a mesma provisão. Reconhecer os desembolsos contra uma
provisão que foi originalmente reconhecida para outra finalidade esconderia o
impacto de dois eventos diferentes.

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2.6- Quadros Resumos

Provisão e passivo contingente


São caracterizados em situações nas quais, como resultado de eventos
passados, pode haver uma saída de recursos envolvendo benefícios econômicos
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futuros na liquidação de: (a) obrigação presente; ou (b) obrigação possível cuja
existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais
eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade.
Há obrigação possível
Há obrigação Há obrigação possível
ou obrigação presente
presente que ou obrigação presente
que pode requerer, mas
provavelmente cuja probabilidade de
provavelmente não irá
requer uma saída de uma saída de recursos
requerer, uma saída de
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recursos. é remota.
recursos.
A provisão é Nenhuma provisão é Nenhuma provisão é
reconhecida reconhecida reconhecida
Divulgação é exigida Divulgação é exigida Nenhuma divulgação é
para a provisão para o passivo exigida.
contingente
Uma contingência passiva também é originada em casos extremamente
raros nos quais há um passivo que não pode ser reconhecido porque não pode ser
mensurado confiavelmente. Divulgação é requerida para o passivo contingente.

Ativo contingente
São caracterizados em situações nas quais, como resultado de eventos
passados, há um ativo possível cuja existência será confirmada apenas pela
ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob
controle da entidade.
A entrada de A entrada de benefícios
A entrada não é
benefícios econômicos econômicos é provável, mas
provável.
é praticamente certa. não praticamente certa.
O ativo não é Nenhum ativo é reconhecido Nenhum ativo é
contingente reconhecido
(reconhece como Divulgação é exigida Nenhuma divulgação
ativo) é exigida

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 Análise em conjunto
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo remota aprox. zero nenhuma
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Contingente
existe menor igual 50% divulga
Passivo provável maior que 50% provisiona
(provisão)
ATIVO
Ativo provável maior que 50% divulga
Contingente
ATIVO praticamente certo aprox. 100% reconhece
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 Árvore de decisão (sobre passivo)

Obrigação presente
como resultado de
evento que gera
obrigação Obrigação
Não possível? Não

Sim Sim

Saída Remota?
provável? Não Sim

Sim Não

Estimativa
Confiável? Não (raro)

Sim

Reconhecer Divulgar o Não fazer nada


passivo contingente

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6- (FGV / AFRE-RJ / 2008) O Conselho Federal de


Contabilidade define contingência passiva como:
1. uma possível obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela
ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros, que não estejam totalmente
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sob o controle da entidade; ou


2. uma obrigação presente que surge de eventos passados, mas que não é
reconhecida porque:
2.1. é improvável que a entidade tenha de liquidála; ou
2.2. o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente segurança.
A contingência ativa é um possível ativo, decorrente de eventos passados, cuja
existência será confirmada somente pela ocorrência, ou não, de um ou mais
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eventos futuros, que não estejam totalmente sob o controle da entidade.


O tratamento a ser dado a elas consta na Resolução 1.066, que prevê, respeitadas
as peculiaridades de cada situação, o disposto nas alternativas a seguir, à exceção
de uma. Assinale-a.
a) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como
"praticamente certa", o ativo deverá ser reconhecido.
b) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como
"provável", o tratamento correto a ser dado é a divulgação.
c) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como
“possível”, o tratamento a ser dado é a divulgação.
d) Quando a chance de ocorrência de uma contingência passiva for classificada
como "provável" e ela for mensurável com suficiente segurança, deverá ser
constituída a provisão.
e) Quando a chance de ocorrência de uma contingência passiva for classificada
como "possível", deverá ser feita a divulgação.
Resolução:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo remota aprox. zero nenhuma
Contingente
existe menor igual 50% divulga
Passivo provável maior que 50% provisiona
(provisão)

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ATIVO
Ativo provável maior que 50% divulga
Contingente
ATIVO praticamente certo aprox. 100% reconhece
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Sendo assim, temos que a alternativa A, B, D e E estão corretas.


A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, já que, de acordo com o
esquema acima (e de acordo com a NBC TG 25), não se deve tomar nenhuma ação
quando o ativo contingente for "possível", ou seja, menor do que 50%.
Devo ressaltar que a norma classifica da seguinte forma:
1) Possível --> menos de 50% de chance;
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2) Provável --> mais de 50% de chance;


3) Praticamente certo --> quase 100% de chance.
Gabarito 6: C.

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3- Questões comentadas

3.1- Transações e Eventos Subsequentes


7- (FCC - Técnico de Controle Externo (TCE-CE)/Controle Externo /
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Auditoria de Tecnologia da Informação/2015) Quando ocorrerem eventos


subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor,
que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de
informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições
de formar opinião,
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado
para exercício anterior ao do período corrente auditado.
b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas,
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

administradores e outros órgãos estatutários.


c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações
e dados e dê respaldo ao parecer.
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da
publicação do resultado do exercício contábil.
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações
contábeis, mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.
Resolução:
Conforme item 7 da NBC TA 560:

obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos


pela administração para assegurar que os eventos
subsequentes são identificados

indagação à administração sobre a ocorrência de eventos


subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis
Exemplo de
procedimentos a
leitura das atas das reuniões dos proprietários (dos
serem adotados
acionistas em sociedade anônima), da administração e dos
responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a
data das demonstrações contábeis

leitura das últimas demonstrações contábeis


intermediárias da entidade

Gabarito 7: B.

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8- (FCC / ICMS PI / 2015) Suponha que a Organização XYZ S.A. teve a data
das demonstrações contábeis em 31/12/2013, a data da aprovação dessas
demonstrações em 25/01/2014, a data de relatório do auditor em 25/02/2014 e a
data programada para a divulgação das demonstrações em 25/03/2014 e que, no
segundo período de eventos subsequentes, uma ocorrência que se tivesse chegado
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a conhecimento dos auditores após a data do relatório poderia levar o auditor a


modificar seu parecer e que, diante da relevância do evento, os membros da
governança decidissem alterar as Demonstrações Contábeis. Neste caso,
(A) o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes
do primeiro período, caso a legislação não proíba a administração de restringir a
alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos
subsequentes que causaram essa alteração e que os responsáveis pela aprovação
das demonstrações contábeis não estejam proibidos de restringir a aprovação a
essa alteração.
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(B) o auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas


circunstâncias da alteração, estender os procedimentos até a data do novo relatório
e fornecer novo relatório sobre as demonstrações contábeis alteradas.
(C) o auditor deve solicitar à administração ou membros da governança, uma
representação formal de que todos os eventos subsequentes à data das
demonstrações contábeis que requerem ajuste ou divulgação sejam ajustados e
divulgados, intempestivamente.
(D) o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento
de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
(E) não se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para
assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados
tenham fornecido conclusões insatisfatórias.
Resolução:

31/12/2013
data das 25/02/2014
demonstrações data de relatório
contábies do auditor

25/01/2014 25/03/2014
aprovação das data programada
demonstrações para a divulgação
contábeis das
demonstrações

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Estamos falando de Transações e eventos subsequentes... no caso em análise, a


questão quer saber o que o auditor deve fazer com eventos APÓS seu relatório e
que a empresa resolveu alterar as demonstrações contábeis.
Para isto, vejamos o que está previsto na NBC TA 560, item 11:
“11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
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independente deve:
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias
da alteração;
(b) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis:
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos
itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e
(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as
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demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor


independente não deve ter data anterior à data de aprovação das
demonstrações contábeis alteradas.
Gabarito 8: B.

9- (FCC / TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Contabilidade / 2013)


A empresa Union S.A. após ter publicado suas demonstrações contábeis e o
relatório de auditoria externa percebeu que o inventário físico de bens patrimoniais,
encerrado após a publicação das demonstrações, constatou a necessidade de
contabilizar a baixa de R$ 4.500.000,00 de bens que já não tinham mais utilidade
ou condições de uso e estavam registrados no Ativo Imobilizado. A direção
determinou a abertura das demonstrações e a contabilização dos ajustes. O ajuste,
representa do lucro líquido 50%. Nestas condições, deve o auditor externo
a) divulgar ao mercado que seus trabalhos foram realizados até data anterior aos
novos fatos e as demonstrações contábeis, juntamente com o respectivo relatório
foram emitidos com os fatos apresentados até esta data.
b) executar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações e emitir relatório restrito à Administração sobre potenciais reflexos,
cabendo a Administração decidir se deve republicar as demonstrações e o novo
relatório de auditoria.
c) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações, revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que
todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo
relatório foram informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório
de auditoria.

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d) restringir-se aos trabalhos executados no período entre o início dos trabalhos e


a divulgação das demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da
Administração da Empresa o não reconhecimento dos fatos tempestivamente.
e) emitir comunicado ao mercado que os trabalhos foram executados conforme
informações apresentadas pela empresa e que não foi possível refazer os trabalhos
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em função da empresa não ter concordado com a complementação de honorários


para execução do trabalho complementar.
Resolução:
Estamos falando de transações e eventos subsequentes, mais especificamente
ocorrido após a publicação das demonstrações contábeis (e relatório do auditor).
O ocorrido seria a falta de baixa de 4,5 milhões do ativo da empresa, sendo o
devido ajuste feito pela administração da empresa, ou seja, retificaram as
demonstrações contábeis. Neste caso, o auditor independente deve (conforme item
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15 da NBC TA 560):
“(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas
circunstâncias das alterações;
(b) revisar as providências tomadas pela administração para
garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis
juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam
informados da situação; (...)”
Gabarito 9: C.

10- (FCC - Auditor Fiscal Tributário Municipal (São Paulo)/Gestão


Tributária/2012) A empresa Delta Petróleo S.A. está encerrando, em fevereiro
de 2012, o processo de auditoria de suas demonstrações financeiras pertinentes
ao ano de 2011. Os trabalhos da auditoria estão em fase de finalização e a empresa
informa ao mercado a ocorrência de um grande vazamento que afetará a
continuidade de suas operações no Brasil, uma vez que a multa recebida inviabiliza
a empresa. Nesse caso, o auditor deve
a) emitir relatório de auditoria com abstenção de opinião por não ter tempo hábil
para reconduzir a auditoria para uma demonstração financeira pelos critérios de
realização dos ativos e passivos.
b) manter o seu relatório de auditoria, evidenciando em notas explicativas a
descontinuidade.
c) abster-se de emitir opinião, uma vez que conjunturalmente a situação da
empresa se modificou, alterando todo o planejamento da auditoria.

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d) ressalvar o parecer, evidenciando a possibilidade de descontinuidade e


mantendo as demonstrações financeiras.
e) exigir da empresa a elaboração de demonstrações contábeis específicas para
atender às demonstrações exigidas nessa situação de descontinuidade.
Resolução:
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Em caso de impossibilidade do uso da base contábil de continuidade


operacional na elaboração das demonstrações contábeis, a empresa precisa efetuar
com bases específicas para esta situação.
Gabarito 10: E.

11- (FCC / Analista de Controle Externo TCE-SE / 2011) Segundo a NBC


TA 560, evento subsequente é aquele ocorrido entre a data
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a) de elaboração das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos


que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu
relatório.
b) das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram
ao conhecimento do auditor independente após a data de divulgação das
demonstrações contábeis.
c) das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e
fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu
relatório.
d) de aprovação das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente
após a data de aprovação das demonstrações contábeis.
e) de aprovação das demonstrações contábeis e a data da de sua divulgação e
fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de
aprovação das demonstrações contábeis.
Resolução:

entre a data das demonstrações contábeis e a


data do relatório do auditor independente
Eventos
subsequentes são
eventos ocorridos fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu
relatório

Gabarito 11: C.

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12- (FCC / Técnico de Controle Externo TCM-PA / 2010) Considere as


seguintes afirmações, relativas a transações e eventos subsequentes à conclusão
dos trabalhos de auditoria:
I. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações
e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis,
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mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustados


ou revelados adequadamente.
II. O auditor é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre
as Demonstrações Contábeis após a data do seu Parecer.
III. Após a divulgação das Demonstrações Contábeis, o auditor tem
responsabilidade de fazer indagações sobre transações e eventos subsequentes
que possam alterar de maneira relevante o conteúdo de seu Parecer.
IV. Quando a administração alterar as Demonstrações Contábeis, após a data da
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emissão do Parecer, o auditor deve executar os procedimentos necessários nas


circunstâncias e fornecer a ela novo parecer sobre as Demonstrações Contábeis
ajustadas.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) II e IV.
c) I e II.
d) I e III.
e) I e IV.
Resolução:
São 3 os casos de eventos subsequentes:
i) Entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente;
ii) após a data do relatório e antes da data da divulgação das demonstrações
contábeis;
iii) após a data da divulgação das demonstrações contábeis.
Apenas no primeiro caso é responsabilidade do auditor independente executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente de que todos os eventos.
Nos demais casos, o auditor não tem obrigação de executar nenhum novo
procedimento (após o seu relatório), MAS, se a entidade auditada ALTERAR suas
demonstrações contábeis, o no caso ii, ele deve:

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aplicar os procedimentos de auditoria


necessários nas circunstâncias da
Caso a administração altere as alteração
demonstrações contábeis, o
auditor independente deve fornecer novo relatório de auditoria
sobre as demonstrações contábeis
alteradas
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Item I – Certo. Conforme visto acima.


Item II – Errado. Conforme visto acima.
Item III – Errado. Seria certo se fosse “...alterar de maneira relevante o conteúdo
de seu Parecer” das demonstrações contábeis
Item IV – Certo. Conforme esquema citado acima.
Gabarito 12: E.
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13- (FCC / Analista Judiciário TJ-PI / 2009) Após a data de emissão de seu
parecer sem ressalva, mas antes da divulgação das demonstrações contábeis, o
auditor toma conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante as
demonstrações contábeis e ele decide que estas devam ser revisadas pela
administração. Então,
a) caso a administração concorde em revisar as demonstrações contábeis em
consonância com a opinião do auditor, ele está dispensado de emitir um novo
parecer de auditoria sobre as demonstrações contábeis revisadas.
b) caso a administração decida não alterar as demonstrações contábeis, ele deve
emitir um novo parecer descrevendo o fato no parágrafo de opinião, mas esse novo
parecer continuará sendo considerado sem ressalva.
c) ele deve comunicar aos órgãos reguladores que o parecer emitido naquela data
não tem validade legal, independentemente ou não de a administração decidir
modificar as demonstrações contábeis.
d) ele deve emitir um comunicado público externando que, exceto pelo fato
mencionado, sua opinião está correta.
e) caso a administração concorde em revisar as demonstrações contábeis em
consonância com a opinião do auditor, ele poderá emitir um novo parecer com
dupla data.
Resolução:
Conforme item A13 da NBC TA 580, temos que:
“(...) o auditor independente alterar seu relatório para incluir data adicional
restrita a essa alteração, a data do relatório do auditor independente sobre

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as demonstrações contábeis anterior à alteração subsequente feita pela


administração permanece inalterada, pois essa data informa ao leitor quando
o trabalho de auditoria para essas demonstrações contábeis foi concluído.
Entretanto, é incluída data adicional no relatório do auditor independente
para informar os usuários que os procedimentos do auditor independente
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

posteriores àquela data restringiram-se à alteração subsequente das


demonstrações contábeis. ”
Portanto, caso as demonstrações contábeis sejam revisadas e alteradas, o auditor
pode emitir novo relatório ou um com dupla data especificamente ao que se refere
à alteração subsequente feita pela administração.
Gabarito 13: E.

14- (FCC / Técnico Superior de Análise Contábil PGE-RJ / 2009) A


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empresa Clean S.A. modificou as demonstrações contábeis publicadas. A


administração não tomou as medidas necessárias para assegurar que todas as
pessoas que tinham recebido as demonstrações contábeis anteriormente
divulgadas tivessem acesso às novas, limitando-se a divulgar em seu site. O
auditor entendeu que deveria modificar seu parecer, mas a administração não
aceitou. Nesse caso, o auditor
a) não tem nenhum procedimento a fazer, uma vez que as demonstrações
contábeis publicadas não são as que serviram para o trabalho de auditoria,
podendo ele justificar com os papéis de trabalho.
b) deverá informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que
seu parecer seja utilizado por terceiros, resguardando seus direitos e obrigações
legais.
c) deverá comunicar tal ocorrência diretamente ao mercado e aos órgãos
competentes, mesmo que a empresa não seja informada de que ele tomará essas
providências.
d) só deverá se manifestar se estiver no período entre a data do encerramento das
demonstrações contábeis e a publicação, não sendo responsável por eventos
ocorridos após a publicação.
e) deverá refazer os trabalhos, complementando-os, sendo que o parecer dentro
dessas circunstâncias se torna nulo.
Resolução:
Vamos verificar o item 13 da NBC TA 580:
“(...) Entretanto, se a administração não alterar as demonstrações contábeis
nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário:

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(...) b) se o relatório do auditor independente já tiver sido fornecido à


entidade, o auditor independente deve notificar a administração e, a
menos que todos os responsáveis pela governança façam parte da
administração da entidade, os responsáveis pela governança, para
que não divulguem as demonstrações contábeis para terceiros antes
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de serem feitas as alterações necessárias. Se mesmo assim, as


demonstrações contábeis forem divulgadas posteriormente sem as
modificações necessárias, o auditor independente deve tomar
medidas para procurar evitar o uso por terceiros daquele
relatório de auditoria”.
Gabarito 14: B.

15- (FCC / Auditor Fiscal Tributário Municipal - SP / 2007) Considere as


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afirmações a seguir, relativas a transações e eventos subseqüentes ao término do


exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas:
I. A emissão de debêntures e ações não é considerada evento subseqüente
relevante.
II. Eventos subseqüentes, após a divulgação das demonstrações contábeis, não
devem ser considerados pelo auditor, uma vez que ele não pode emitir um novo
parecer.
III. Caso os eventos subseqüentes não sejam revelados adequadamente pela
companhia, o auditor deve mencioná-los, como ressalva ou em parágrafo de
ênfase, em seu parecer.
IV. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um
evento subseqüente relevante. Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Resolução:
Antes de responder esta questão, vou explicar um pouco sobre transações e
eventos subseqüentes, de acordo com a norma vigente atualmente (NBC TA 560).
Temos 3 (três) tipos de eventos subseqüentes:

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1) Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do


relatório do auditor independente;
2) Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do
seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis;
3) Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a
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divulgação das demonstrações contábeis.


No primeiro caso, o auditor independente deve:
i) executar procedimentos de auditoria para obter evidência apropriada do
período entre a data da demonstração contábil e a data do relatório do auditor.
ii) solicitar à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela
governança, de que todos os eventos subseqüentes à data das
demonstrações contábeis que requerem ajuste ou divulgação, foram
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ajustados ou divulgados, através de representação formal.


No segundo caso, o auditor independente não tem obrigação de executar
procedimentos de auditoria após a data do seu relatório.
No entanto, se o fato fosse de seu conhecimento antes da emissão de seu relatório
e pudesse levá-lo a alterar o seu relatório, o mesmo deve:
i) discutir o assunto com a administração;
ii) determinar se as demonstrações precisam ser alteradas e, caso precise:
ii’) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações
contábeis
a) Se a administração alterar as demonstrações contábeis, o auditor deverá
aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração,
fornecendo novo relatório de auditoria com data não anterior a data da
aprovação das demonstrações contábeis alteradas.
Isso só é excepcionado caso a alteração das demonstrações contábeis seja
restrita aos eventos subseqüentes (responsáveis pela alteração), fato que permite
o auditor a aplicar os procedimentos de auditoria apenas nestes eventos
subseqüentes, incluindo data adicional restrita a esta alteração no relatório do
auditor (Dupla Data).
b) Se a administração NÃO alterar as demonstrações contábeis em que o
auditor considerar necessário, o auditor deve modificar o seu relatório, caso não
tenha sido fornecido à entidade. Caso ele já tiver sido fornecido, o auditor deve
notificar a administração para que não divulguem as demonstrações contábeis para
terceiros antes das alterações. Se a entidade insistir em divulgar, o auditor deve
tomar medidas para evitar o uso, por terceiros, do seu relatório de auditoria.

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No terceiro caso, o auditor independente deve reagir como no segundo caso,


acrescentando:
a) Se a administração alterar as demonstrações contábeis, o auditor deve
revisar as providências adotadas pela administração para garantir que todos que
receberam as demonstrações com o relatório sejam informados da alteração. O
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auditor deve incluir em seu relatório, novo ou reemitido, parágrafo de ênfase, com
referência a nota explicativa da alteração.
Vamos à resolução da questão:
“I. A emissão de debêntures e ações não é considerada evento subseqüente
relevante”.
Alternativa ERRADA. Veja que a emissão de debêntures (instrumento de dívida) e
emissão de ações (aumento de capital) são fatos relevantes já que alteram a
composição do PL, ativo e passivo da empresa.
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“II. Eventos subseqüentes, após a divulgação das demonstrações contábeis, não


devem ser considerados pelo auditor, uma vez que ele não pode emitir um novo
parecer”.
Alternativa ERRADA. Conforme exposto acima, o auditor pode emitir um novo
parecer caso a entidade auditada altere suas demonstrações contábeis.
“III. Caso os eventos subseqüentes não sejam revelados adequadamente pela
companhia, o auditor deve mencioná-los, como ressalva ou em parágrafo de
ênfase, em seu parecer”.
Alternativa CORRETA. Veja que a falta de publicidade dos eventos subseqüentes
podem gerar uma necessidade de transparência por parte do auditor independente
de forma que fiquem claros os fatos ao público.
“IV. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um
evento subseqüente relevante”.
Alternativa CORRETA. Veja que desapropriação de bens altera as demonstrações
contábeis, sendo consideradas relevantes.
Gabarito 15: E.

16- (FCC / Auditor Tributário de Jaboatão dos Guararapes PE / 2007)


NÃO se caracterizam como eventos subsequentes, aqueles ocorridos
a) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer.
b) após o término do trabalho de campo, com a emissão do parecer, e a data da
divulgação das demonstrações contábeis.

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c) durante o exercício social, mas contabilizados após o término do exercício social,


como ajuste das demonstrações contábeis.
d) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada.
e) após a emissão do parecer pela firma de auditoria, antes da publicação das
demonstrações contábeis.
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Resolução:
Alternativa A – CORRETO, conforme NBC TA 560, item 6 e A6.
Alternativa B – CORRETO, de acordo com a NBC TA 560, item 14 e A17.
Alternativa C – ERRADO. Veja que tal fato não é um evento subsequente já que
ocorreu dentro do exercício social, ou seja, antes da data da demonstração
contábil.
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Alternativa D – CORRETO, conforme NBC TA 560, item 14 e A17.


Alternativa E – CORRETO, de acordo com a NBC TA 560, item 10 e A11.
Gabarito 16: C.

17- (FGV / Agente de Fiscalização – Ciências Jurídicas – TCM SP / 2015)


Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em
31 de dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório
do auditor independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações
contábeis foram divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas
em 04 de abril de 2015.
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve
executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis
é:
a) 31 de dezembro de 2014;
b) 27 de fevereiro de 2015;
c) 09 de março de 2015;
d) 22 de março de 2015;
e) 04 de abril de 2015.
Resolução:
Em uma linha do tempo, temos:

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Fim do Relatório
exercício: auditor:
31/12/2014 09/03/2015
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Aprovação das Divulgação das


demonstrações demonstrações
contábeis: contábeis:
27/02/2015 04/04/2015

O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum


procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data
do seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data
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de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato


que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o
auditor a alterar seu relatório, ele deve:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

Como a questão pergunta até quando deve “executar procedimentos”, o


correto seria a data do seu relatório.
Gabarito 17: C

18- (FGV / ISS Cuiabá / 2014) Uma empresa auditada, após a divulgação de
suas demonstrações contábeis, obteve a confirmação de que seu principal cliente
não honraria seus compromissos, o que representava saldo significante do ativo.
Se o fato fosse do conhecimento do auditor na data do relatório, este teria diferente
opinião sobre as demonstrações contábeis.
A administração da empresa decidiu alterar as demonstrações contábeis já
divulgadas, de modo a não incluir o valor a receber do cliente. Nesse caso, o auditor
(A) deve emitir um relatório sem ressalvas.

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(B) deve incluir em seu relatório parágrafo de ênfase com referência à nota
explicativa, esclarecendo a razão da alteração.
(C) deve incluir em seu relatório parágrafo de ênfase clarificando que os outros
clientes irão honrar seus compromissos.
(D) deve comunicar o fato ao órgão regulador.
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(E) não deve se pronunciar, já que as demonstrações já estavam divulgadas.


Resolução:
O tema é: eventos subsequentes. Neste caso, trata-se de um evento APÓS
a DIVULGAÇÃO das demonstrações contábeis, em que a empresa ALTERA estas
demonstrações já divulgadas. Nesta alteração, ela não incluiu o valor a receber do
cliente (diante da confirmação que não seria honrado os compromissos).
Bom, o que o auditor deve fazer? O item 15 da NBC TA 560 diz que ele deve:
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aplicar procedimentos de auditoria necessários, revisar as providências da


administração e emitir novo relatório (ou nova opinião, relatório dupla-data).
Além disto, o item 16 prevê que o auditor inclua no seu relatório (novo ou
reemitido) Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que
esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações
contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor
independente.
Gabarito 18: B.

19- (FGV - TSE (DPE RJ)/Ciências Contábeis/2014) O departamento de


contabilidade da Computerbios finalizou todos os lançamentos e conciliações
contábeis de 31/12/X1 em 16/01/X2. Duas semanas depois, no dia 30/01/X2, o
conjunto das demonstrações contábeis ficaram prontas para apreciação da
auditoria externa. A administração examina e autoriza a emissão das
demonstrações contábeis no dia 03/02/X2. As demonstrações são disponibilizadas
aos acionistas em 15/02/X2 que a aprovam na sua reunião anual de 03/03/X2.
Considerando os fatos acima, os eventos subsequentes ao período contábil a que
se referem as demonstrações contábeis incluem todos os eventos até a data de
a) 16/01/X2
b) 03/02/X2
c) 30/01/X2
d) 15/02/X2
e) 03/03/X2

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Resolução:
Item A2 da NBC TA 560:
“As (...)Em certos contextos, o processo de aprovação não é previsto na
legislação ou regulamentação e a entidade segue seus próprios
procedimentos na elaboração e finalização das demonstrações contábeis,
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levando em consideração suas estruturas de administração e governança.


Em qualquer caso, é necessária a aprovação final das demonstrações
contábeis pelos acionistas. Nesses casos, a aprovação final pelos
acionistas não é necessária para o auditor independente concluir que
foi obtida evidência de auditoria apropriada e suficiente para servir de base
para sua opinião sobre as demonstrações contábeis. A data de aprovação
das demonstrações contábeis para fins das normas de auditoria é a
primeira data em que as pessoas com autoridade reconhecida determinam
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que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis, incluindo


as notas explicativas, foram elaborados e que as pessoas com autoridade
reconhecida assumiram responsabilidade por essas demonstrações
contábeis.
Portanto, quando “a administração examina e autoriza a emissão das
demonstrações contábeis”, fica delimitado a responsabilidade do auditor, que no
caso da questão é no dia 03/02/X2.
Gabarito 19: B.

20- (FGV / Contador – SUSAM / 2014) Determinada entidade teve suas


demonstrações contábeis referentes ao ano de 2013 auditadas. Estas foram
publicadas em 05 de março de 2014. Em 10 de fevereiro, a entidade comprou uma
concorrente por um valor material. Os contadores desta entidade decidiram
apresentar a informação em nota explicativa como eventos subsequentes.
Nesse caso, o auditor deve
a) verificar os documentos da transação e concordar com a divulgação em nota
explicativa
b) não concordar com o posicionamento da entidade e indicar a contabilização da
compra em suas demonstrações contábeis de 2013.
c) apresentar uma ressalva em seu relatório, considerando a materialidade da
compra.
d) apresentar uma ênfase em seu relatório, considerando a materialidade da
compra

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e) recomendar a retirada da nota explicativa já que o fato aconteceu após


31/12/2013.
Resolução:
A data de corte que define a responsabilidade do auditor perante aos eventos
subsequentes é a do seu relatório. Como a questão não trouxe tal informação,
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apenas disse que o fato ocorreu após o ano das demonstrações contábeis, antes
da sua publicação, o auditor deve:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

apropriado, com os contábeis precisam


tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

Se o evento estiver corretamente divulgado, como o enunciado afirma estar (nota


explicativa), não há nada a ser feito além de verificar a transação e concordar com
a nota.
Gabarito 20: A

21- (FGV - Analista de Controle Interno (SEFAZ RJ)/2011) O período


compreendido entre o término do exercício social e a emissão do parecer é
denominado período subsequente, e o auditor deve considerá-lo parte normal da
auditoria. Isso ocorre porque, dependendo da natureza e da materialidade dos
eventos, ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos.
Como exemplo disso, é possível citar perdas significativas em contas a receber e
sentenças judiciais.
Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação
das demonstrações contábeis, é correto afirmar que
a) o auditor não tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as
demonstrações contábeis.
b) o parecer a ser emitido deverá obrigatoriamente estar enquadrado na
modalidade "com ressalvas".
c) o auditor ficará impedido de emitir um parecer "sem ressalvas".
d) ao tomar conhecimento, após a divulgação das demonstrações contábeis, de
fato anterior à data de seu parecer que, se fosse conhecido, poderia tê-lo levado a

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emitir documento com conteúdo diverso do que foi, deverá decidir se as


demonstrações contábeis precisarão de revisão.
e) quando a administração alterar significativamente as demonstrações contábeis
divulgadas, o auditor não deverá ignorar essas alterações, mesmo já tendo emitido
seu parecer sobre elas.
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Resolução:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

A alternativa B e C erram pois não foi dito se a administração adequou as


demonstrações contábeis, fazendo apelas ilação sobre a existência de um evento
subsequente, o que vai definir em si qual será o tipo de opinião do auditor.
A alternativa A e D estão erradas conforme esquema acima.
Já a alternativa E, conforme previsto no item 15 da NBC TA 560, temos que:
15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
independente deve (ver item A17):
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias
das alterações;
(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que
todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o
respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação;
(...)
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as
demonstrações contábeis reapresentadas”.
Lembrando que é possível também alterar o relatório emitido incluindo nova data.
Gabarito 21: E.

22- (FGV - Fiscal da Receita Estadual (AP)/2010) De acordo com a NBC TA


610 - Utilização do Trabalho de Auditoria Interna, aprovado pela Resolução

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1229/09, o auditor, se após a data do seu relatório, mas antes da data de


divulgação das demonstrações contábeis, tomar conhecimento de fato que, se
fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado a sua alteração,
deve:
a) manter o relatório sem qualquer alteração e comunicar o fato a administração
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para que, a seu critério, adote as medidas corretivas necessárias.


b) revisar as providências tomadas pela administração divulgando-as no âmbito
interno da empresa juntamente com o seu relatório para que todos sejam
informados da situação.
c) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso
afirmativo, indagar como a administração pretende tratar do assunto nas
demonstrações contábeis.
d) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
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alterações, ainda que a administração não altere as demonstrações contábeis.


e) deixar de executar qualquer procedimento de auditoria em relação às
demonstrações contábeis após a data do seu relatório, mesmo que tome
conhecimento de eventos subsequentes.
Resolução:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

Gabarito 22: C.

23- (FGV / AFRE-RJ / 2008) De acordo com o CFC, eventos subseqüentes à


data do balanço são aqueles, sejam eles favoráveis ou desfavoráveis, que ocorrem
entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração
das demonstrações contábeis.
São apresentados, nas alternativas a seguir, exemplos de eventos que requerem
ajustes nas demonstrações contábeis, considerando o disposto na Resolução 1.088
do CFC, à exceção de uma. Assinale-a.

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a) O pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionados a um


processo judicial, confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na
data do balanço. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao
processo ou registrar uma nova provisão, de acordo com as disposições contidas
na norma sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências
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Ativas.
b) A obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na data do
balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente
reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado.
c) A determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos
em troca de ativos vendidos antes da data do balanço.
d) A determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou
referente a gratificações, no caso de a entidade ter, na data do balanço, uma
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obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência


de eventos ocorridos antes daquela data.
e) O declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data
do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações
contábeis.
Resolução:
De acordo com o item 19.12.3.1.2. da Resolução CFC nº 1.088/07, temos que:
"Para exemplificar, são apresentados a seguir, alguns tipos de eventos
subsequentes à data do balanço que exigem que a entidade ajuste os valores
reconhecidos em suas demonstrações contábeis ou reconheça itens que não
tenham sido previamente reconhecidos:
a) o pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionado a um
processo judicial, confirmando que a entidade já tinha uma obrigação
presente na data do balanço. A entidade deve ajustar qualquer provisão
relacionada ao processo ou registrar uma nova provisão, de acordo com as
disposições contidas na norma sobre Provisões, Passivos, Contingências
Passivas e Contingências Ativas;
b) a obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na
data do balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração
previamente reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado;
c) a determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos
recebidos em troca de ativos vendidos antes da data do balanço;
d) a determinação do valor referente ao pagamento de participação nos
lucros ou referente a gratificações, no caso de a entidade ter, na data do

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balanço, uma obrigação presente legal não formalizada de fazer tais


pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data".
A alternativa E está incorreta pois se trata de um evento que não origina ajuste
nas demonstrações contábeis, conforme afirmado pelo item 19.12.3.2.2 da
resolução ora em análise:
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"19.12.3.2.2 Um exemplo de evento subseqüente que não origina ajustes é


o declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a
data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das
demonstrações contábeis."
Sendo assim, gabarito da questão alternativa E.
Atualmente, a legislação pertinente para este caso (eventos subsequentes, sobre
a ótica da empresa auditada), é a NBC TG 24, sendo que tais previsões continuam
existindo nos itens 8, 9, 10 e 11.
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Gabarito 23: E.

24- (ESAF / AFRFB / 2014) A administração da empresa Elevação S.A.


restringiu a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento
subsequente que causou a alteração. A legislação vigente, à qual a empresa está
subordinada, não proíbe a empresa de proceder desta forma. Nesta situação, o
auditor deve alterar o relatório de auditoria para:
a) retificar a data definitiva em que a empresa deverá fazer a publicação,
ressalvando essa alteração nas demonstrações contábeis, sem emitir posição
sobre o evento subsequente.
b) incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos
do auditor independente, sobre os eventos subsequentes, estão restritos
unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva
nota explicativa.
c) substituir a data do término dos trabalhos, ressalvando o evento subsequente,
mencionando a impossibilidade de avaliação dos impactos.
d) adicionar parágrafo de outros assuntos, evidenciando o evento subsequente,
mencionando a responsabilidade dos administradores sobre os efeitos desse novo
evento.
e) determinar a data de término dos trabalhos, evidenciando a reavaliação das
demonstrações contábeis de forma completa e evidenciando que não há impactos
nas demonstrações anteriormente apresentadas
Resolução:

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A questão é sobre transações e eventos subsequentes. Nela, é dito no item


12 da NBC TA 560 que:
“Se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das
demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes
que causaram essa alteração e em que os responsáveis pela aprovação das
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demonstrações contábeis não estão proibidos de restringir a aprovação a


essa alteração, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria
aos eventos subsequentes (...) Nesses casos, o auditor independente
deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa
alteração que indique que os procedimentos do auditor independente sobre
os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações das
demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa”
Gabarito 24: B.
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25- (ESAF / Auditor Fiscal da Receita Federal / 2009) A empresa Grandes


Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e
a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia
publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria
deve:
a) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos
trabalhos.
b) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante.
c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas.
d) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data
para publicação das demonstrações contábeis.
e) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a
administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.
Resolução:
De acordo com o item 10 da NBC TA 560, temos que:
"Se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das
demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do
seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu
relatório, ele deve:
a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os
responsáveis pela governança;

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b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas


e, caso afirmativo;
c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas
demonstrações contábeis."
Gabarito 25: E.
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26- (ESAF / Auditor do Tesouro Municipal de Natal / 2008) Não


corresponde a um evento subsequente que gera ajuste nas demonstrações
financeiras:
a) decisão definitiva de processo judicial, dando ganho ou perda da causa que
represente valor relevante.
b) perda de valor de investimentos, em decorrência do declínio do valor de mercado
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das ações.
c) descoberta de erros ou fraudes posteriores, que afetam o resultado da empresa.
d) determinação de valores referentes a pagamento de participação nos lucros ou
referente a gratificações assumidas legalmente e não formalizadas.
e) ativos deteriorados, que constavam com valor significativo e que não foram
ajustados.
Resolução:
Aqui, a correta avaliação para julgarmos se o evento subsequente deve gerar
ajustes nas demonstrações é se é algo típico ou não. Todos os casos (exceto
alternativa B) são casos ATIPICOS não constantes nas demonstrações contábeis..
portanto, o usuário destas demonstrações precisam destas informações, sendo
necessário o ajuste/divulgação.
Sobre a alternativa B, a queda do valor de mercado das ações, não se
relaciona à condição dos investimentos na data do balanço, portanto, a empresa
não ajusta e não atualiza esses valores (Deliberação CVM 505/06).
Gabarito 26: B.

27- (ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Correição/2006)


Consideram-se exemplos de transações e eventos subsequentes, havidos entre a
data de término do exercício social e até após a data da divulgação das
demonstrações contábeis, exceto
a) as operações rotineiras de compra-e-venda.

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b) a compra de nova subsidiária ou de participação adicional relevante em


investimento anterior.
c) a destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro.
d) a alteração do controle societário.
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e) o aporte de novos recursos, inclusive como aumento de capital.


Resolução:
De acordo com o item 11.16.1.6 da NBC T11.16, legislação vigente à época
do certame, temos no rol de exemplos de transações e eventos subsequentes os
descritos nas alternativas "B, C, D e E", conforme transcrito abaixo:
"11.16.1.6. Exemplos de transações e eventos subsequentes havidos entre
a data de término do exercício social e a data da divulgação das Demonstrações
Contábeis são:
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a) aporte de recursos, inclusive como aumento de capital;


b) compra de nova subsidiária ou de participação adicional relevante em
investimento anterior;
c) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro;
d) alteração do controle societário".
Cabe salientar que operações rotineiras de compra-e-venda (ou seja,
atividade operacional da empresa) não são consideradas como transações/eventos
subsequentes tendo em vista que a entidade auditada não para de funcionar para
que o auditor realize seu trabalho de auditoria, portanto, não fazem parte da
demonstração contábil ora auditada, ficando evidente a natureza "atípica" dos
eventos que constam no rol de exemplos.
Sendo assim, gabarito da questão, alternativa "A".
Gabarito 27: A.

28- (ESAF / Analista de Finanças e Controle CGU / 2004) São consideradas


situações de eventos subsequentes para a auditoria, exceto fatos ocorridos:
a) após a publicação do balanço e do parecer de auditoria.
b) durante o exercício contábil objeto da auditoria.
c) da data de fechamento do balanço até a data de emissão do parecer.
d) durante a publicação do balanço e do parecer de auditoria.
e) depois do término dos trabalhos de campo e emissão do parecer e antes da data
de publicação.

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Resolução:
De acordo com o item 5 da NBC TA 560, temos a seguinte definição para
"eventos subsequentes":
"Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações
contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao
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conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório"


Sendo assim, a alternativa "B" não é uma situação que se enquadra
como "eventos subsequentes" já que ocorreu durante o período contábil
analisado, sendo o gabarito da questão.
Gabarito 28: B.

29- (ESAF / Auditor Fiscal da Previdência Social INSS / 2002) Identifique


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um procedimento de auditoria para evidenciação de um evento subsequente.


a) Circularização do saldo de contas a receber do período findo auditado.
b) Inventário físico dos saldos de abertura e final do período auditado.
c) Exame dos pagamentos realizados no período auditado.
d) Exame de devoluções de vendas realizadas no período seguinte auditado.
e) Teste de adições de imobilizado realizado durante o período auditado.
Resolução:
De acordo com o item 5 da NBC TA 560, temos que:
"Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das
demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e
fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data
do seu relatório".
A única alternativa que corresponde a um evento ocorrido conforme a classificação
dada acima é a alternativa D.
Gabarito 29: D.

30- (ESAF - Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/Auditoria/2002)


A responsabilidade do auditor independente sobre as demonstrações contábeis é
até
a) a data base das demonstrações contábeis.
b) o último dia de serviço da equipe de campo.
c) a data de assinatura do parecer de auditoria.

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d) a data da carta de responsabilidade da administração.


e) a data de publicação das demonstrações contábeis.
Resolução:
A responsabilidade do auditor termina quando o mesmo conclui o seu
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trabalho, que comina com a emissão de sua opinião (através de seu relatório).
No entanto, de acordo com a NBC TA 560, o auditor detém responsabilidades
com transações e eventos subsequentes, como podemos verificar no seu item 10:
"10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum
procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do
seu relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato
que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o
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auditor a alterar seu relatório, ele deve:


a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os
responsáveis pela governança;
b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso
afirmativo;
c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas
demonstrações contábeis.".
Portanto, gabarito alternativa C, com a ressalva de lembrar dos casos de
eventos subsequentes ao seu relatório.
Gabarito 30: C.

31- (ESAF - Analista Técnico da SUSEP/Controle e Fiscalização/2002)


Após a data de fechamento, mas antes da emissão de seu parecer, o auditor
independente constatou que a matriz da empresa que ele audita requereu
concordata. Esse fato pode afetar a continuidade operacional de seu cliente que é
dependente financeiramente da matriz. A administração da empresa apresentou
adequada interpretação nas demonstrações contábeis; diante dessa situação, o
auditor deve emitir um parecer
a) com ressalva e parágrafo de ênfase.
b) com abstenção de opinião.
c) adverso com parágrafo de descontinuidade.
d) sem ressalva com parágrafo de ênfase.
e) de incerteza com parágrafo de descontinuidade.

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Resolução:
O auditor modifica sua opinião (ou seja, emiti um relatório com ressalva,
adverso ou com abstenção de opinião) sobre as demonstrações contábeis, quando:
"(a) o auditor conclui, com base em evidência de auditoria obtida, que as
demonstrações contábeis como um todo apresentam distorções relevantes;
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ou
(b) o auditor não consegue obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente para concluir que as demonstrações contábeis como um todo não
apresentam distorções relevantes".
A questão aborda um fato que, segundo seu julgamento, põe em risco a
continuidade da operação da entidade auditada. No entanto, a empresa diante
deste fato apresentou adequada interpretação nas demonstrações
contábeis, o que permite que os usuários de suas demonstrações tenham
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conhecimento sobre isso, conduzindo o auditor a emitir uma opinião sem


modificação (sem ressalva).
A utilização do parágrafo de ênfase esta prevista no item 05 da NBC TA 706,
conforme transcrito abaixo:
"Parágrafo de ênfase é o parágrafo incluído no relatório de auditoria
referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas
demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é de
tal importância, que é fundamental para o entendimento pelos
usuários das demonstrações contábeis".
Gabarito 31: D.

32- (ESAF - Auditor Fiscal da Previdência Social/Auditoria/2002) Se,


após a emissão das demonstrações contábeis de companhia aberta, o auditor
tomar conhecimento de um fato que poderia modificar seu parecer e, no entanto,
a administração não toma as medidas necessárias para assegurar que os usuários
sejam informados do fato, o auditor deve:
a) informar à administração da empresa auditada que tomará medidas para
impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros para tomada de decisão.
b) publicar, nos mesmos jornais onde foram publicadas as demonstrações
contábeis da empresa auditada, que o auditor está se abstendo do parecer de
auditoria publicado.
c) informar aos órgãos regulamentares competentes que irá tomar medidas para
informar aos usuários das demonstrações contábeis publicadas quanto ao risco
identificado.

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d) enviar uma carta aos administradores da empresa auditada, informando que o


trabalho de auditoria foi prejudicado e, num momento futuro, oportuno, irá se
manifestar a respeito desse fato.
e) informar aos principais acionistas da empresa que as demonstrações contábeis
publicadas podem apresentar vieses para fins de tomada de decisão.
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Resolução:
De acordo com o item 14 da NBC TA 560, temos que:
"14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de
auditoria em relação às demonstrações contábeis. Entretanto, se, após a
divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar
conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório
do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o
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auditor independente deve:


(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os
responsáveis pela governança;
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e,
caso afirmativo;
(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas
demonstrações contábeis".
Já no item A18, temos que:
"A18. Caso o auditor independente acredite que a administração, ou os
responsáveis pela governança, não tomaram as medidas necessárias para
evitar o uso indevido do relatório do auditor independente sobre as
demonstrações contábeis divulgadas anteriormente pela entidade apesar da
notificação prévia do auditor independente de que ele tomará medidas
para tentar evitar esse uso indevido, o auditor deve avaliar a adoção de
medidas a serem tomadas em função de seus direitos e das suas obrigações
legais. Consequentemente, o auditor independente pode considerar
apropriado buscar assessoria legal".
Portanto, o correto seria seguir a sequência de possibilidades tratadas no
item 14, expostas acima. Apenas no caso da administração não tomar as medidas
necessárias para evitar o uso indevido do relatório é que o auditor deve tomar
medidas para evitar tal uso indevido. Sendo assim, o gabarito da questão é a
alternativa A.
Gabarito 32: A.

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33- (ESAF - Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/Auditoria/2000)


O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos de transações e eventos
subsequentes relevantes ocorridos:
a) entre as datas do balanço e a de convocação da assembleia de acionistas
b) entre as datas do balanço e a de publicação nos jornais
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c) entre as datas do balanço e a de emissão do seu parecer


d) somente até 30 dias após a data de encerramento do balanço
e) somente até a data de conclusão dos exames de passivos
Resolução:
O auditor tem responsabilidade com as transações subsequentes ocorridas
entre a data da demonstração contábil e a data do relatório do auditor (que é
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emitido no final do seu trabalho).


Faço aqui um adendo para lembrar que, nos casos de alterações das
demonstrações contábeis após a data do relatório do auditor independente, ele
deve discutir o assunto com a administração, determinar se as demonstrações
precisam ser alteradas e indagar como a administração pretende tratar o assunto
nas demonstrações contábeis.
Gabarito 33: C.

34- (CESPE / Analista Judiciário TRE-ES / 2011) Com relação a objetivos,


técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o item seguinte.
No período entre a conclusão do trabalho de auditoria e a emissão do parecer,
podem ocorrer eventos subsequentes relevantes. Se houver necessidade de ajuste
nas demonstrações como de revelação em nota explicativa e a administração os
efetuar, o parecer não precisará conter ressalva, devendo o auditor alterar a data
do parecer para a da ocorrência do evento em questão ou, então, manter a data
original e fazer referência à data de ocorrência do evento subsequente.
Resolução:
De acordo com o item 11 da NBC TA 560, caso a administração altere as
demonstrações contábeis, o auditor independente deve:
a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração;
b) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis
alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data
anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.

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No entanto, se a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das


demonstrações contábeis aos efeitos dos eventos subseqüentes que causaram essa
alteração, o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos
subseqüentes a essa alteração. Nesses casos, o auditor independente deve alterar
o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração.
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Gabarito 34: V.

35- (CESPE / AJAC TRE BA / 2010) A venda de ativo de valor relevante


ocorrida no período entre a data do término do exercício social e a data de emissão
do parecer deve ser considerada pelo auditor, mencionada como ressalva ou em
parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente.
Certo / Errado
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Resolução:
Na época da questão a norma vigente era esta:
“11.16.1.2. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes
de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das
Demonstrações Contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo
de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente.”
Atualmente, a NBC TA 560 que regulamenta o assunto não determina o uso do
parecer com ressalva ou parágrafo de ênfase, isto vai depender da avaliação da
empresa com relação a eventual distorção que encontre-se nas demonstrações
contábeis no caso da empresa não ajustar o evento subsequente (venda de ativo
de valor relevante).
Gabarito 35: V.

36- (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ / CGM - RJ / Contador -


Conhecimentos Específicos / 2015) Os eventos subsequentes podem ser
passíveis de ajustes por meio de registro contábil ou apenas divulgação. Nesse
contexto, um exemplo de evento que vai requerer ajuste nas demonstrações
contábeis que estão sendo encerradas é:
a) reorganizações societárias após a data do balanço
b) pagamento ou conhecimento de uma decisão definitiva, após a data do balanço,
relacionado a um processo judicial, confirmando que a entidade já tinha uma
obrigação presente na data do balanço
c) anúncio ou início de uma reestruturação importante

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d) transações importantes ou potenciais, envolvendo ações ordinárias após a data


do balanço que possam impactar significativamente as demonstrações contábeis
Resolução:
Por mais que a questão seja de 2015, ela usou literalidade de norma revogada
(NBC T19.12):
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“19.12.3.1. Eventos Subseqüentes à Data do Balanço que Originam


Ajustes
(...) 19.12.3.1.2. Para exemplificar, são apresentados a seguir, alguns tipos de
eventos subseqüentes à data do balanço que exigem que a entidade ajuste os
valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis ou reconheça itens que
não tenham sido previamente reconhecidos:
a) o pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionado a
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um processo judicial, confirmando que a entidade já tinha uma obrigação


presente na data do balanço. A entidade deve ajustar qualquer provisão
relacionada ao processo ou registrar uma nova provisão, de acordo com as
disposições contidas na norma sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas
e Contingências Ativas;”
Gabarito 36: B.

37- (FEPESE / Prefeitura de Florianópolis - SC / Auditor Fiscal de


Tributos Municipais - P2 / 2014) No processo de auditoria podem ocorrer
situações de novos fatos chegarem ao conhecimento do auditor independente,
mesmo após a data do seu relatório, porém antes da data de divulgação das
demonstrações contábeis
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto:
1. O auditor independente não tem nenhuma obrigação em relação às
demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
2. O auditor independente tem a obrigação de determinar se as demonstrações
contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, deve indagar como a
administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.
3. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, em função da
determinação do auditor independente, este deve fornecer novo relatório de
auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor
independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações
contábeis alteradas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

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a) É correta apenas a afirmativa 1


b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) É correta apenas a afirmativa 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.


Resolução:

Data das Divulgação das


demonstrações demonstrações
contábies contábeis
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

Data do relatório do
auditor
independente

O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento


de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu
relatório. Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato
que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o
auditor a alterar seu relatório, ele deve:

O auditor deve..

discutir o assunto com a determinar se as


indagar como a
administração e, quando demonstrações
administração pretende
apropriado, com os contábeis precisam
tratar o assunto nas
responsáveis pela ser alteradas e,
demonstrações contábeis
governança caso afirmativo

De acordo com o item 11 da NBC TA 560:


“11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
independente deve:
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração;

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(b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis:


(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a
data do novo relatório do auditor independente; e
(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis
alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior
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à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.”


Gabarito 37: E.

38- (VUNESPE / Auditor Fiscal de São José do Rio Preto – SP / 2014) Em


relação a eventos subsequentes, de acordo com a NBC TA 560, é correto afirmar
que
a) a aprovação final das demonstrações contábeis pelos acionistas é condição
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

necessária, embora não suficiente, para o auditor independente concluir que foi
obtida evidência de auditoria apropriada e suficiente para servir de base à sua
opinião sobre as demonstrações contábeis.
b) segundo a referida norma, a data do relatório do auditor independente pode ser
anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis, desde que a
administração ou os responsáveis pela governança corporativa da entidade não se
oponham
c) caso a administração tenha divulgado as demonstrações contábeis apesar da
notificação do auditor independente para que não o fizesse devido à existência de
eventos subsequentes significativos, não é considerado apropriado pela norma que
o auditor busque assessoria legal para a adoção de medidas a serem tomadas em
função de seus direitos e das suas obrigações legais
d) o auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos
responsáveis pela governança, uma representação formal de que todos os eventos
subsequentes à data das demonstrações contábeis, que requerem ajuste ou
divulgação, foram ajustados ou divulgados
e) se eventos subsequentes que podem alterar seu relatório chegarem ao
conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, ele está
dispensado, segundo a referida norma, de efetuar qualquer procedimento adicional
de auditoria, mesmo que as demonstrações contábeis ainda não tenham sido
divulgadas
Resolução:
Alternativa A – Errada. Em certos contextos, o processo de aprovação não é
previsto na legislação ou regulamentação, sendo que nestes casos a aprovação
final das demonstrações contábeis pelos acionistas NÃO é necessária para o

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auditor independente concluir sobre as evidências encontradas, conforme item A2


da NBC TA 560.
Alternativa B – Errada. O erro está em dizer que a data do relatório do auditor
independente pode ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis,
pois não podem, conforme previsto no item A3 da NBC TA 560.
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Alternativa C – Errada. Neste caso, não É considerado adequado que o auditor


busque assessoria legal, conforme previsto no item A16 da NBC TA 560.
Alternativa D – Certo. Exatamente o que está previsto no item 9 da NBC TA 560.
Alternativa E – Errada. Vejamos o item 10 da NBC TA 560:
“(...) se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das
demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do
seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

relatório, ele deve:


(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com
os responsáveis pela governança;
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e,
caso afirmativo;
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas
demonstrações contábeis”
Portanto, ele não está dispensado, como afirma a alternativa
Gabarito 38: D

39- (FEPESE - Analista (MPE SC)/Auditoria/2014) O auditor independente


deve executar os procedimentos exigidos para determinar a natureza e extensão
desses procedimentos de auditoria, que devem incluir o seguinte:
a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações.
b) obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração
para assegurar que os eventos subsequentes sejam identificados.
c) datar o novo relatório com data posterior à data de aprovação das
demonstrações contábeis reapresentadas.
d) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações
contábeis reapresentadas.

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e) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os


que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório
do auditor independente sejam informados da situação.
Resolução:
Conforme item 7 da NBC TA 560:
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obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos


pela administração para assegurar que os eventos
subsequentes são identificados

indagação à administração sobre a ocorrência de eventos


subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis
Exemplo de
procedimentos a
leitura das atas das reuniões dos proprietários (dos
serem adotados
acionistas em sociedade anônima), da administração e dos
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a


data das demonstrações contábeis

leitura das últimas demonstrações contábeis


intermediárias da entidade

Gabarito 39: B.

40- (UEPA / AFRE-PA / 2013) Considerando os termos da NBC TA 560,


eventos subsequentes são:
a) eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório do auditor independente e os fatos que chegaram ao seu conhecimento
após a data do seu relatório.
b) eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente antes da data
do seu relatório.
c) eventos ocorridos até a data das demonstrações contábeis.
d) eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório do auditor independente.
e) eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data
do seu relatório.
Resolução:
De acordo com o item 5 da NBC TA 560, temos que:
“Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das
demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor

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independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor


independente após a data do seu relatório”
Gabarito 40: A.
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41- (CONSULPLAN / Analista Judiciário - Contabilidade TSE / 2012) Um


auditor planeja entregar seu parecer sem ressalvas em relação à auditoria de 2010
de uma empresa, em 20 de janeiro de 2011. No dia 15 de janeiro de 2011, ele
recebe a informação de que o principal cliente da empresa auditada, responsável
por 80% de suas vendas, e que já estava em má situação em 2010, pediu
concordata. Considerando que não há risco de descontinuidade da empresa, o
auditor deve
a) determinar um ajuste na conta perdas estimadas para créditos de liquidação
duvidosa no balanço patrimonial de 2010.
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

b) determinar um ajuste na conta perdas estimadas para créditos de liquidação


duvidosa no balanço patrimonial de 2011.
c) incluir no parecer de 2010, um parágrafo de ênfase destacando a nova
informação e suas consequências.
d) incluir no parecer de 2010, uma ressalva sobre a ocorrência.
Resolução:
Trata-se de um evento subsequente anterior à data do relatório do auditor
independente, e que precisa estar refletido nas demonstrações contábeis. Temos
um ingrediente a mais no enunciado, que poderia nos gerar dúvida, que é o fato
do cliente da empresa auditada representar 80% das suas vendas, ou seja, é
relevante e por isto PODERIA afetar sua continuidade, naturalmente. No entanto,
esta possibilidade é afastada pela própria questão ao dizer que “não há risco de
descontinuidade”.
Sendo assim, o auditor deve determinar que as demonstrações contábeis
reflitam os fatos. Se fosse caso de descontinuidade, não podendo elaborar as
demonstrações contábeis com a base contábil de continuidade operacional, deveria
emitir com base específica para o caso.
Gabarito 41: A.

3.2- Contingência
42- (FCC / Técnico Superior de Análise Contábil PGE-RJ / 2009) O auditor,
ao avaliar as provisões para processos judiciais decorrentes de ações trabalhistas
existentes contra a empresa, constatou que foi efetuada classificação errônea de

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dois processos. Ao invés de os processos terem sido considerados como possíveis


de perda foram classificados como remoto. Nesse caso,
a) tanto a provisão no passivo, quanto à provisão no resultado estão subavaliadas.
b) a provisão no passivo está superavaliada e a provisão no resultado está
subavaliada.
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c) tanto a provisão no passivo, quanto à provisão no resultado estão


superavaliadas.
d) a provisão está correta, por não serem base para a provisão os processos
considerados possíveis de perda.
e) a provisão no passivo está subavaliada e a provisão no resultado está
superavaliada.
Resolução:
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

Quando se classifica como remoto, a empresa não precisa fazer nada, mas quando
se classifica como possíveis, precisa divulgar. Entendo que a banca considerou a
alternativa A como correta pois avalia que a “avaliação” sobre as contas fora
subavaliadas, mas não tem impacto imediato direto nas contas de provisão, motivo
pelo qual entendo que o gabarito deveria ser a letra D.
Remoto  não faz nada; possível  divulga; provável  provisiona.
Gabarito 42: A**
(D no meu entendimento)

43- (FCC / Analista Judiciário TRT 11ª / 2005) Ao efetuar a circularização


de advogados, o auditor depara-se com a seguinte resposta: "Em resposta a vossa
circularização, dentre as ações que temos em andamento contra e a favor de nosso
cliente, há duas ações trabalhistas, sendo uma delas no valor de R$ 150.000,00,
com probabilidade de 70% de perda, R$ 1.200.000,00 com probabilidade de perda
de 20% e as demais ações com improvável insucesso. Informamos que o total das
contingências monta em R$ 1.550.000,00, sendo que R$ 200.000,00 tem risco
remoto de perda." Assim, é correto afirmar que a empresa deveria constituir
provisão trabalhista no montante de
a) R$ 150.000,00.
b) R$ 945.000,00.
c) R$ 1.350.000,00
d) R$ 1.500.000,00.
e) R$ 1.550.000,00.

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Resolução:
A empresa deve constituir provisão trabalhista apenas no que se refere ao que
possui 70% de chance de perda (mais provável que sim, do que de não), no valor
de R$150.000,00, o que torna o gabarito da questão, alternativa A.
Gabarito 43: A.
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44- (FGV / Auditor TCM-RJ / 2008) Uma das críticas às demonstrações


contábeis no serviço público diz respeito ao não-uso de provisões contábeis na
medida necessária. Como exemplo dessa situação, é possível citar a manutenção
de elevados saldos da dívida ativa constantes no balanço patrimonial quando é
sabido que parte desse valor dificilmente será arrecadado, sobretudo em função
da falta de garantias. O Conselho Federal de Contabilidade, por meio da Resolução
1.066 de 2005, quando trata de contingências e estimativas, determina que os
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

auditores considerem, ao analisar o risco Contingências Ativas, as seguintes


categorias de chance de sucesso:
a) provável, possível e remoto.
b) certo, possível e remoto.
c) provável, possível e improvável.
d) certo, provável e improvável.
e) praticamente certo, provável, possível e remoto.
Resolução:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo remota aprox. zero nenhuma
Contingente
existe menor igual 50% divulga
Passivo provável maior que 50% provisiona
(provisão)
ATIVO
Ativo provável maior que 50% divulga
Contingente
ATIVO praticamente certo aprox. 100% reconhece

Gabarito 44: E.

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45- (ESAF / Analista Técnico SUSEP / 2010) O auditor independente


constatou, durante seus trabalhos de campo, que uma contingência ativa, provável
e estimada, não constava nos registros contábeis da entidade auditada.
Nesse caso, o auditor deve emitir um parecer
a) sem ressalva.
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b) com ressalva.
c) adverso.
d) com negativa de opinião.
e) com abstenção de opinião.
Resolução:
A contingência ativa só deve ser reconhecida quando for praticamente certa
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

a sua ocorrência (e não provável, como afirma o enunciado), portanto, a empresa


auditada acerta ao não efetuar o registro nos seus livros contábeis (devendo
efetuar apenas a sua divugalção, como consta no item 34 da NBC TG 25).
Tal previsão consta no item 33 da NBC TG 25, ora transcrito:
"33. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações
contábeis, uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser
realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então
o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é
adequado".
Portanto, se não ocorreu infringência, não há no que se falar em alteração de
opinião por parte do auditor, devendo emitir uma opinião sem modificação (sem
ressalva), o que torna a alternativa A o gabarito da questão.
Gabarito 45: A.

46- (ESAF / Auditor do Tesouro Municipal de Natal SEMUT / 2008) Uma


firma de auditoria, ao circularizar os escritórios de advocacia, prestadores de
serviços da empresa auditada, recebeu a seguinte posição de contingências,
relativa aos R$ 3.000.000,00 em processos existentes:
I. Processos prováveis de perda pela empresa: 30%;
II. Processos possíveis de perda por parte da empresa: 45%;
III. Processos remotos de perdas por parte da empresa: 25%.
Assim, segundo a NPC-22, deve a empresa constituir provisão para contingências
no valor de:

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a) R$ 750.000,00
b) R$ 900.000,00
c) R$ 1.650.000,00
d) R$ 2.250.000,00
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e) R$ 3.000.000,00
Resolução:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo remota aprox. zero nenhuma
Contingente
existe menor igual 50% divulga
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

Passivo provável maior que 50% provisiona


(provisão)

Portanto, apenas o item I gera necessidade de provisão, sendo 30% dos 3milhões
= 900mil, alternativa b.
Gabarito 46: B.

47- (ESAF / Analista de Finanças e Controle CGU / 2006) Uma possível


obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela ocorrência ou
não de um ou mais eventos futuros, que não estejam totalmente sob o controle da
entidade, deve ser classificada como
a) contingência ativa.
b) provisão.
c) contingência passiva.
d) obrigação não formalizada.
e) fato gerador.
Resolução:
De acordo com o item 10 da NBC TG 25, temos que: Passivo contingente é
uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos
não totalmente sob controle da entidade.
Gabarito 47: C.

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48- (ESAF / Auditor Fiscal do Tesouro RN / 2005) Para reconhecimento dos


passivos tributários, em discussão jurídica, devem os escritórios de advocacia ou
advogados da entidade auditada classificar o sucesso das causas em remoto,
possível ou provável. Assim podemos afirmar que o auditor deve
a) calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e analisando as
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probabilidades nos processos possíveis.


b) não-contabilizar provisão para as autuações que estejam sendo discutidas
administrativamente, mesmo com posição desfavorável à entidade.
c) não-reconhecer referidos passivos porque se assim o fizer estará reconhecendo
a obrigação.
d) compor a provisão sem considerar os processos com provável perda judicial.
e) solicitar o registro contábil de provisão para processos com classificação remota
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

de perda.
Resolução:
No que se refere a reconhecimento de passivo (passivo contingente), temos
atualmente a NBC TG 25, de onde podemos concluir o seguinte:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo remota aprox. zero nenhuma
Contingente
existe menor igual 50% divulga
Passivo provável maior que 50% provisiona
(provisão)

Portanto, o auditor deve reconhecer os passivos prováveis (aqueles que são


mais prováveis que sim do que não) e divulgar os passivos contingentes (exceto
se a probabilidade de ocorrer for remota), como exposto acima.
Gabarito 48: A.

49- (ESAF / Auditor Fiscal da Previdência Social / 2002) Em decorrência


das respostas de circularização, de advogados internos e externos da empresa
auditada, o auditor independente recebeu diversas respostas com opinião sobre a
possibilidade remota de insucesso de ações de diversas naturezas, contra a
empresa, já em fase de execução. Neste caso, o auditor deve:
a) concordar integralmente com os advogados.

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b) discordar parcialmente dos advogados.


c) concordar parcialmente com os advogados.
d) discordar integralmente dos advogados.
e) não concordar nem discordar dos advogados.
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Resolução:
Aqui a ESAF prega uma pegadinha boa.. ela usa o termo “possibilidade
remota” no enunciado, fazendo com que o aluno desatento e apressado vá
correndo marcar a alternativa A como gabarito. No entanto, continuando o
enunciado, a questão nos diz que estas ações estão em FASE DE EXECUÇÃO! Ou
seja, já perderam!
Neste caso, o auditor deve discordar integralmente dos advogados requisitar
a provisão dos valores.
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Gabarito 49: D.

50- (ESAF / AFRFB / 2002) Como resposta a uma circularização de


advogados, o auditor recebeu a seguinte resposta de um dos advogados da
empresa auditada: o valor da ação, contra nosso cliente é 100.000 reais, e a
expectativa de perda é remota. Baseado no julgamento do advogado, a posição do
auditor é que a empresa
a) contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.
b) contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.
c) contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.
d) não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.
e) não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.
Resolução:
De acordo com o item 16 da NBC TG 25:
"a) quando for mais provável que sim do que não que existe uma obrigação
presente na data do balanço, a entidade deve reconhecer a provisão (se os
critérios de reconhecimento forem satisfeitos); e
b) quando for mais provável que não existe uma obrigação presente na data
do balanço, a entidade divulga um passivo contingente, a menos que seja
remota a possibilidade de uma saída de recursos que incorporam benefícios
econômicos"

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Ou seja, quando é remota a possibilidade de perda a empresa não precisa nem


contabilizar, nem divulgar.
Gabarito 50: D.
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51- (ESAF / AFRFB / 2000) Quando a chance de uma entidade incorrer em


um passivo for provável, mas o montante não puder ser razoavelmente estimado,
o auditor deverá emitir parecer:
a) Com ressalva
b) Restritivo
c) Adverso
d) Com opinião qualificada
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e) Com parágrafo de ênfase


Resolução: De acordo com a NBC TG 25, uma provisão deve ser reconhecida
quando:
a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como
resultado de evento passado;
b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam
benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e
c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.
Portanto, como o enunciado aborda um passivo que é provável, mas não
pode ser estimado razoavelmente, a entidade deve efetuar a sua divulgação (mas
não a sua provisão/reconhecimento). Tal fato não gera modificação na opinião do
auditor (o que torna as alternativas A, B, C e D erradas) sendo devido a utilização
do parágrafo de ênfase para salientar tal fato.
A previsão da utilização do parágrafo de ênfase encontra-se na NBC TA 706,
item 5:
"Parágrafo de ênfase é o parágrafo incluído no relatório de auditoria
referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas
demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é de
tal importância, que é fundamental para o entendimento pelos usuários das
demonstrações contábeis".
Gabarito 51: E.

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52- (FCM - IF Sudeste - MG /Auditor/2016) Está(ão) correta(s)


afirmativa(s)
O Departamento de auditoria interna da Empresa Mineira de Distribuição de
Produtos Alimentícios, visando a preparar as demonstrações contábeis para a
revisão externa do tribunal de contas do Estado, realizou auditoria das
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demonstrações contábeis e identificou que havia processos judiciais de diversas


naturezas com potencial impacto financeiro nas demonstrações e que não estavam
reconhecidos nas mesmas. De modo a identificar os riscos de contingenciamento,
a auditoria interna solicitou um parecer do departamento jurídico sobre a
probabilidade de perda dos mesmos. Após a análise, os advogados consideraram
que:
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Diante dos discos envolvidos nos respectivos processos, a auditoria interna deverá
I- reconhecer os valores relativos aos processos Trabalhistas e Previdenciários.
II- reconhecer apenas o valor de $ 1,5 milhões de reais, relativos aos processos
trabalhistas.
III- reconhecer os $ 4 milhões de reais em contingências em decorrência de serem
valores mensuráveis.
IV- não reconhecer nenhum dos valores, porém divulgá-los em notas explicativas
por se tratarem de processos em andamento.
V- reconhecer os processos Trabalhistas e divulgar, em notas explicativas, as
informações relevantes sobre os processos Previdenciários.
a) V.
b) IV.
c) I e II.
d) I, II e III.
e) II, III e V
Resolução:

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PASSIVO
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existe menor igual 50% divulga
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Passivo provável maior que 50% provisiona


(provisão)
Com isto, deverá reconhecer os trabalhistas e divulgar os previdenciários (e
nada fazer com relação aos cíveis).
Gabarito 52: A.

53- (FUNDATEC / SEFAZ-RS / Auditor Fiscal da Receita Estadual / 2014)


Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

Assinale a alternativa que não representa, em uma auditoria, uma fonte de


informação para identificação de possíveis contingências tributárias.
a) Relatório com opinião modificada dos auditores independentes do ano anterior.
b) Nota explicativa sobre riscos contingentes passivos considerados possíveis,
porém não provisionados
c) Relatório de consultoria tributária.
d) Resposta da confirmação externa do saldo disponível nos bancos.
e) Autuação fiscal do ano anterior.
Resolução:
Simples, né? Basta ver o que não tem relação com contingência e com tributária.
Opinião modificada do ano anterior pode ser relacionada ao assunto? Sim! Notas
explicativas, relatório de consultoria tributária e autuação fiscal também? Claro! E
resposta de saldo disponível por banco? Não tem relação nenhuma né.
Gabarito 53: D.

54- (FUNDATEC / SEFAZ-RS / Auditor Fiscal da Receita Estadual / 2014)


O auditor independente da Companhia RR identificou, nos seus testes, que há uma
obrigação possível de um passivo contingente significativo que pode requerer, mas
provavelmente não irá requerer, uma saída de recursos. O tratamento dado pela
Companhia a essa situação foi de não reconhecer nenhuma provisão e de não fazer
divulgação alguma relacionada a esse passivo contingente. Qual a recomendação
do auditor nessa situação?
a) Propor a provisão no passivo.

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b) Concordar com a posição da Companhia


c) Propor a provisão no passivo e a sua divulgação em nota explicativa.
d) Propor a divulgação em nota explicativa
e) Comunicar aos órgãos reguladores
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Resolução:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo Remota Aprox. Zero Nenhuma
Contingente
Existe Menor igual 50% Divulga
Passivo Provável Maior que 50% Provisiona
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

(provisão)

Portanto, se é provável que não vá ter saída, é possível, e a ação determinada é


divulgar a situação.
Gabarito 54: D.

55- (CFC / Exame de Suficiência Bacharel em Contabilidade 2014.1 /


2014) Uma sociedade empresária usa o método estatístico de estimativa do Valor
Esperado para calcular o montante da provisão para garantias, de acordo com a
NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Os valores
de gastos com garantia previstos e respectivas probabilidades associadas são:

Com base nos dados informados, o valor da provisão para garantias a ser
constituída é de:
a) R$760.000,00.
b) R$960.000,00.
c) R$4.000.000,00.
d) R$4.800.000,00.
Resolução:

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O CPC 25 que trata das Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes


traz em seu item 39:
“As incertezas que rodeiam o valor a ser reconhecido como provisão são tratadas
por vários meios de acordo com as circunstâncias. Quando a provisão a ser
mensurada envolve uma grande população de itens, a obrigação deve ser estimada
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

ponderando-se todos os possíveis desfechos pelas suas s associadas. O nome para


esse método estatístico de estimativa é “valor esperado”. Portanto, a provisão será
diferente dependendo de a da perda de um dado valor ser, por exemplo, de 60 por
cento ou de 90 por cento. Quando houver uma escala contínua de desfechos
possíveis, e cada ponto nessa escala é tão provável como qualquer outro, é usado
o ponto médio da escala.”

Provisão = (60% x 0) + (38% x 2.000.000,00) + (2% x 10.000.000,00)


Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

Provisão = 0 + 760.000 + 200.000


Provisão = R$ 960.000,00
Gabarito 55: B.

56- (CETRO / ISS SP / 2014) O Auditor Independente, ao verificar as


demonstrações financeiras da empresa AUDITADA S/A, verificou que a empresa
mantém valores depositados em juízo no montante aproximado de R$2.150 mil,
relacionados, principalmente, a processos trabalhistas, para os quais não possui
informações suficientes para justificar a sua manutenção como ativo, além de estar
envolvida em processos trabalhistas classificados como perdas prováveis por seus
consultores legais em montante aproximado de R$950 mil, para os quais não
mantém provisão para perdas, sendo as distorções relevantes para a empresa. Na
opinião do Auditor, exceto pelos possíveis efeitos do assunto citado anteriormente,
os demonstrativos financeiros da empresa AUDITADA S/A apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira da empresa.
Com base nas informações descritas, é correto afirmar que o Auditor Independente
deverá emitir, ao final do seu trabalho, um relatório de auditoria
(A) sem ressalvas.
(B) com abstenção de opinião.
(C) com parágrafo de ênfase.
(D) com ressalva.
(E) com negativa de opinião.

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Comentários:
No texto o auditor demonstrar ter verificado 2 distorções relevantes, e logo
depois afirma que “exceto pelos possíveis efeitos do assunto citado anteriormente,
os demonstrativos financeiros da empresa AUDITADA S/A apresentam
adequadamente”. Portanto, de cara, temos que confirmar se são situações que
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

realmente são distorções, mas já sabemos que caso sejam, o seu efeito é relevante
mas não é generalizado. Assim, já ficamos entre a alternativa A ou D.
Como a NBC TG 25 diz que se a contingência passiva é provável de perda,
deve-se fazer a provisão, portanto, é sim uma distorção. Logo, a opinião do auditor
deve ser modificada, o que leva ao gabarito da questão, alternativa D.
Gabarito 56: D.
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

57- (CETRO / ISS SP / 2014) Quanto aos procedimentos que devem ser
executados pelo Auditor Independente, no que diz respeito aos passivos não
registrados e às contingências, analise as assertivas abaixo.
I. Indagar e discutir com a administração a respeito das políticas e dos
procedimentos adotados para identificar, avaliar e contabilizar e/ou divulgar os
passivos não registrados e as contingências.
II. Examinar os documentos em poder do cliente, vinculados aos passivos não
registrados e às contingências, incluindo correspondências e faturas de consultores
jurídicos.
III. Obter, formalmente, da administração, uma descrição das contingências na
data do encerramento das Demonstrações Contábeis e para o período que abrange
essa data e a data de emissão do parecer de Auditoria sobre essas demonstrações,
incluindo a identificação dos assuntos sob os cuidados profissionais de consultores
jurídicos.
É correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) III, apenas.
(E) I, II e III.
Comentários:
Todas as alternativas mostram ações que estão no âmbito do auditor para
sua realização com relação aos passivos não registrados (distorção) e as

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contingências. Verificando mais a fundo, já que não encontrei nas normas atuais
as previsões literais, busquei nas antigas e me deparei com o seguinte: as
alternativas I, II e III são os itens da norma NBC T11.15: 11.15.2.1 – A, C e B,
respectivamente.
Gabarito 57: E.
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58- (Quadrix / Analista de TI – Contabilidade – DATAPREV / 2012) É


função do auditor certificar-se de que a empresa tomou todas as medidas
adequadas referentes ao reconhecimento de uma contingência. Analise o tipo de
contingência descrito e indique qual deverá ser o procedimento adotado pela
organização.
"Obrigação presente, com possível saída de recursos."
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a) Passivo Contingente - Provisão reconhecida e divulgada.


b) Ativo Contingente - Provisão apenas reconhecida
c) Passivo Contingente - Provisão apenas divulgada.
d) Ativo Contingente - Provisão apenas divulgada
e) Passivo Contingente - Provisão não reconhecida nem divulgada.
Comentários:
PASSIVO
Possibilidade Probabilidade Ação
Passivo Remota Aprox. Zero Nenhuma
Contingente
Existe Menor igual 50% Divulga
Passivo Provável Maior que 50% Provisiona
(provisão)
ATIVO
Ativo Provável Maior que 50% Divulga
Contingente
ATIVO Praticamente certo Aprox. 100% Reconhece

Portanto, quando se fala em "possível" a norma quer dizer que existe a


possibilidade, mas ela é menor do que 50% de que ocorra, e para isto, deve ser
divulgada.
Gabarito 58: C.

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59- (FEPESE / AFRE-SC / 2010) Quando da execução de procedimentos de


auditoria para a identificação de passivos não-registrados e contingências, o
Auditor Independente deve obter evidências para os seguintes assuntos, desde que
relevantes:
1. a existência de uma condição ou uma situação circunstancial ocorrida, indicando
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uma incerteza com possibilidade de perdas ou ganhos para a entidade.


2. o período em que foram gerados.
3. o grau de probabilidade de um resultado favorável ou desfavorável.
4. o valor ou a extensão de perda ou ganho potencial.
Assinale a alternativa que indica todos os itens corretos.
a) São corretos apenas os itens 1 e 4.
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b) São corretos apenas os itens 1, 2 e 3.


c) São corretos apenas os itens 1, 3 e 4.
d) São corretos apenas os itens 2, 3 e 4.
e) São corretos os itens 1, 2, 3 e 4.
Resolução:
Todos os itens estão corretos, pois estão de acordo com a NBC 11.15, cobrada pelo
edital da prova.
"11.15.1.3. Quando da execução de procedimentos de auditoria para a
identificação de passivos não-registrados e contingências, o Auditor
Independente deve obter evidências para os seguintes assuntos, desde que
relevantes:
a) a existência de uma condição ou uma situação circunstancial
ocorrida, indicando uma incerteza com possibilidade de perdas ou
ganhos para a entidade;
b) o período em que foram gerados;
c) o grau de probabilidade de um resultado favorável ou desfavorável;
e
d) o valor ou a extensão de perda ou ganho potencial."
Atualmente encontramos semelhante previsão na NBC TG 25, onde temos que no
seu item 12 que:
"12. Em sentido geral, todas as provisões são contingentes porque são
incertas quanto ao seu prazo ou valor. Porém, nesta Norma o termo
“contingente” é usado para passivos e ativos que não sejam reconhecidos

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porque a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de


um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controle da
entidade. Adicionalmente, o termo passivo contingente é usado para
passivos que não satisfaçam os critérios de reconhecimento".
Gabarito 59: E.
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4- Lista de Exercícios (todos da aula)

4.1- Questões apresentadas ao longo da teoria


1- (CESPE - Contador (DPU)/2016) Em relação aos papéis de trabalho, tipos
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de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o item que se segue.


Eventos como cancelamento de restos a pagar ou outros que afetem a posição
financeira da entidade auditada devem ser considerados no relatório do auditor,
mesmo que ocorram no início do exercício seguinte ao de referência para a
auditoria.
Certo / Errado
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2- (FUNDATEC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RS)/2014)


O auditor independente da Companhia AZ tomou conhecimento de fatos
relacionados a ela após a data do seu relatório, contudo antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis. Caso esses fatos fossem do seu
conhecimento na data da emissão do relatório, poderiam tê-lo alterado. Quando a
administração decide alterar as demonstrações contábeis, o auditor deve:
a) Aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração.
b) Não fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis
alteradas.
c) Fornecer novo relatório do auditor independente, com data anterior à data de
aprovação das demonstrações contábeis alteradas.
d) Comunicar aos órgãos de fiscalização.
e) Convocar uma assembleia geral.

3- (FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016)


A Cia. W é auditada pelo auditor independente João.
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório
sem ressalva assinado por João.
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W
havia pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida.
João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as
demonstrações fossem alteradas, o que foi feito.
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido.

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a) Manter o relatório sem ressalva.


b) Adicionar um parágrafo de ênfase.
c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente.
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W.
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e) Abster-se de dar uma opinião.

4- (FCC / Auditor Fiscal Tributário de São Paulo / 2007) Considere as


afirmações a seguir:
IV. Contingências ativas são registros contábeis feitos com base em estimativas
sobre fatos que possam resultar em efeitos negativos sobre o patrimônio líquido
da entidade auditada.
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5- (FCC / ISS SP / 2012) A empresa Terceserv S.A. possui prejuízos fiscais


decorrentes de resultados negativos apurados nos últimos dois anos no valor de
R$ 1.000.000,00. Opera em mercado extremamente competitivo e não há por
parte da administração expectativa de obtenção de lucros nos próximos 5 anos. A
empresa aposta na qualidade dos serviços prestados para superar a concorrência
e começar a gerar lucro. Como não há prescrição do crédito tributário, a empresa
constituiu provisão ativa para reconhecimento do crédito. Nesse caso, o auditor
externo deve
a) abster-se de emitir o relatório de auditoria, em virtude de não atender aos
pronunciamentos contábeis vigentes.
b) solicitar que a empresa reverta o lançamento, caso a empresa não atenda
ressalvar o relatório de auditoria.
c) manter o lançamento, uma vez que o crédito é devido, e emitir relatório de
auditoria sem ressalva ou ênfase.
d) recomendar que seja apropriado parte para o resultado do período, uma vez
que o benefício já é devido, e emitir relatório de auditoria sem ressalva.
e) ressalvar o relatório de auditoria, mesmo que o valor seja irrelevante, uma vez
que a empresa infringe regra contábil e fiscal.

6- (FGV / AFRE-RJ / 2008) O Conselho Federal de Contabilidade define


contingência passiva como:

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1. uma possível obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela
ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros, que não estejam totalmente
sob o controle da entidade; ou
2. uma obrigação presente que surge de eventos passados, mas que não é
reconhecida porque:
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2.1. é improvável que a entidade tenha de liquidála; ou


2.2. o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente segurança.
A contingência ativa é um possível ativo, decorrente de eventos passados, cuja
existência será confirmada somente pela ocorrência, ou não, de um ou mais
eventos futuros, que não estejam totalmente sob o controle da entidade.
O tratamento a ser dado a elas consta na Resolução 1.066, que prevê, respeitadas
as peculiaridades de cada situação, o disposto nas alternativas a seguir, à exceção
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de uma. Assinale-a.

4.2- Transações e Eventos Subsequentes


7- (FCC - Técnico de Controle Externo (TCE-CE)/Controle Externo /
Auditoria de Tecnologia da Informação/2015) Quando ocorrerem eventos
subsequentes, entre as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor,
que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de
informações nas notas explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições
de formar opinião,
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado
para exercício anterior ao do período corrente auditado.
b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas,
administradores e outros órgãos estatutários.
c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações
e dados e dê respaldo ao parecer.
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da
publicação do resultado do exercício contábil.
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações
contábeis, mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.

8- (FCC / ICMS PI / 2015) Suponha que a Organização XYZ S.A. teve a data
das demonstrações contábeis em 31/12/2013, a data da aprovação dessas
demonstrações em 25/01/2014, a data de relatório do auditor em 25/02/2014 e a
data programada para a divulgação das demonstrações em 25/03/2014 e que, no

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segundo período de eventos subsequentes, uma ocorrência que se tivesse chegado


a conhecimento dos auditores após a data do relatório poderia levar o auditor a
modificar seu parecer e que, diante da relevância do evento, os membros da
governança decidissem alterar as Demonstrações Contábeis. Neste caso,
(A) o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes
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do primeiro período, caso a legislação não proíba a administração de restringir a


alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos
subsequentes que causaram essa alteração e que os responsáveis pela aprovação
das demonstrações contábeis não estejam proibidos de restringir a aprovação a
essa alteração.
(B) o auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas
circunstâncias da alteração, estender os procedimentos até a data do novo relatório
e fornecer novo relatório sobre as demonstrações contábeis alteradas.
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(C) o auditor deve solicitar à administração ou membros da governança, uma


representação formal de que todos os eventos subsequentes à data das
demonstrações contábeis que requerem ajuste ou divulgação sejam ajustados e
divulgados, intempestivamente.
(D) o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento
de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
(E) não se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para
assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados
tenham fornecido conclusões insatisfatórias.

9- (FCC / TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Contabilidade / 2013)


A empresa Union S.A. após ter publicado suas demonstrações contábeis e o
relatório de auditoria externa percebeu que o inventário físico de bens patrimoniais,
encerrado após a publicação das demonstrações, constatou a necessidade de
contabilizar a baixa de R$ 4.500.000,00 de bens que já não tinham mais utilidade
ou condições de uso e estavam registrados no Ativo Imobilizado. A direção
determinou a abertura das demonstrações e a contabilização dos ajustes. O ajuste,
representa do lucro líquido 50%. Nestas condições, deve o auditor externo
a) divulgar ao mercado que seus trabalhos foram realizados até data anterior aos
novos fatos e as demonstrações contábeis, juntamente com o respectivo relatório
foram emitidos com os fatos apresentados até esta data.
b) executar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações e emitir relatório restrito à Administração sobre potenciais reflexos,
cabendo a Administração decidir se deve republicar as demonstrações e o novo
relatório de auditoria.

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c) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das


alterações, revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que
todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo
relatório foram informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório
de auditoria.
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d) restringir-se aos trabalhos executados no período entre o início dos trabalhos e


a divulgação das demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da
Administração da Empresa o não reconhecimento dos fatos tempestivamente.
e) emitir comunicado ao mercado que os trabalhos foram executados conforme
informações apresentadas pela empresa e que não foi possível refazer os trabalhos
em função da empresa não ter concordado com a complementação de honorários
para execução do trabalho complementar.
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10- (FCC - Auditor Fiscal Tributário Municipal (São Paulo)/Gestão


Tributária/2012) A empresa Delta Petróleo S.A. está encerrando, em fevereiro
de 2012, o processo de auditoria de suas demonstrações financeiras pertinentes
ao ano de 2011. Os trabalhos da auditoria estão em fase de finalização e a empresa
informa ao mercado a ocorrência de um grande vazamento que afetará a
continuidade de suas operações no Brasil, uma vez que a multa recebida inviabiliza
a empresa. Nesse caso, o auditor deve
a) emitir relatório de auditoria com abstenção de opinião por não ter tempo hábil
para reconduzir a auditoria para uma demonstração financeira pelos critérios de
realização dos ativos e passivos.
b) manter o seu relatório de auditoria, evidenciando em notas explicativas a
descontinuidade.
c) abster-se de emitir opinião, uma vez que conjunturalmente a situação da
empresa se modificou, alterando todo o planejamento da auditoria.
d) ressalvar o parecer, evidenciando a possibilidade de descontinuidade e
mantendo as demonstrações financeiras.
e) exigir da empresa a elaboração de demonstrações contábeis específicas para
atender às demonstrações exigidas nessa situação de descontinuidade.

11- (FCC / Analista de Controle Externo TCE-SE / 2011) Segundo a NBC


TA 560, evento subsequente é aquele ocorrido entre a data
a) de elaboração das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos
que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu
relatório.

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b) das demonstrações contábeis e a data de sua aprovação e fatos que chegaram


ao conhecimento do auditor independente após a data de divulgação das
demonstrações contábeis.
c) das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e
fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu
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relatório.
d) de aprovação das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente
após a data de aprovação das demonstrações contábeis.
e) de aprovação das demonstrações contábeis e a data da de sua divulgação e
fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de
aprovação das demonstrações contábeis.
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12- (FCC / Técnico de Controle Externo TCM-PA / 2010) Considere as


seguintes afirmações, relativas a transações e eventos subsequentes à conclusão
dos trabalhos de auditoria:
I. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações
e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis,
mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustados
ou revelados adequadamente.
II. O auditor é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre
as Demonstrações Contábeis após a data do seu Parecer.
III. Após a divulgação das Demonstrações Contábeis, o auditor tem
responsabilidade de fazer indagações sobre transações e eventos subsequentes
que possam alterar de maneira relevante o conteúdo de seu Parecer.
IV. Quando a administração alterar as Demonstrações Contábeis, após a data da
emissão do Parecer, o auditor deve executar os procedimentos necessários nas
circunstâncias e fornecer a ela novo parecer sobre as Demonstrações Contábeis
ajustadas.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) II e IV.
c) I e II.
d) I e III.
e) I e IV.

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13- (FCC / Analista Judiciário TJ-PI / 2009) Após a data de emissão de seu
parecer sem ressalva, mas antes da divulgação das demonstrações contábeis, o
auditor toma conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante as
demonstrações contábeis e ele decide que estas devam ser revisadas pela
administração. Então,
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a) caso a administração concorde em revisar as demonstrações contábeis em


consonância com a opinião do auditor, ele está dispensado de emitir um novo
parecer de auditoria sobre as demonstrações contábeis revisadas.
b) caso a administração decida não alterar as demonstrações contábeis, ele deve
emitir um novo parecer descrevendo o fato no parágrafo de opinião, mas esse novo
parecer continuará sendo considerado sem ressalva.
c) ele deve comunicar aos órgãos reguladores que o parecer emitido naquela data
não tem validade legal, independentemente ou não de a administração decidir
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modificar as demonstrações contábeis.


d) ele deve emitir um comunicado público externando que, exceto pelo fato
mencionado, sua opinião está correta.
e) caso a administração concorde em revisar as demonstrações contábeis em
consonância com a opinião do auditor, ele poderá emitir um novo parecer com
dupla data.

14- (FCC / Técnico Superior de Análise Contábil PGE-RJ / 2009) A


empresa Clean S.A. modificou as demonstrações contábeis publicadas. A
administração não tomou as medidas necessárias para assegurar que todas as
pessoas que tinham recebido as demonstrações contábeis anteriormente
divulgadas tivessem acesso às novas, limitando-se a divulgar em seu site. O
auditor entendeu que deveria modificar seu parecer, mas a administração não
aceitou. Nesse caso, o auditor
a) não tem nenhum procedimento a fazer, uma vez que as demonstrações
contábeis publicadas não são as que serviram para o trabalho de auditoria,
podendo ele justificar com os papéis de trabalho.
b) deverá informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que
seu parecer seja utilizado por terceiros, resguardando seus direitos e obrigações
legais.
c) deverá comunicar tal ocorrência diretamente ao mercado e aos órgãos
competentes, mesmo que a empresa não seja informada de que ele tomará essas
providências.

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d) só deverá se manifestar se estiver no período entre a data do encerramento das


demonstrações contábeis e a publicação, não sendo responsável por eventos
ocorridos após a publicação.
e) deverá refazer os trabalhos, complementando-os, sendo que o parecer dentro
dessas circunstâncias se torna nulo.
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15- (FCC / Auditor Fiscal Tributário Municipal - SP / 2007) Considere as


afirmações a seguir, relativas a transações e eventos subseqüentes ao término do
exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas:
I. A emissão de debêntures e ações não é considerada evento subseqüente
relevante.
II. Eventos subseqüentes, após a divulgação das demonstrações contábeis, não
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devem ser considerados pelo auditor, uma vez que ele não pode emitir um novo
parecer.
III. Caso os eventos subseqüentes não sejam revelados adequadamente pela
companhia, o auditor deve mencioná-los, como ressalva ou em parágrafo de
ênfase, em seu parecer.
IV. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um
evento subseqüente relevante. Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

16- (FCC / Auditor Tributário de Jaboatão dos Guararapes PE / 2007)


NÃO se caracterizam como eventos subsequentes, aqueles ocorridos
a) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer.
b) após o término do trabalho de campo, com a emissão do parecer, e a data da
divulgação das demonstrações contábeis.
c) durante o exercício social, mas contabilizados após o término do exercício social,
como ajuste das demonstrações contábeis.
d) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada.

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e) após a emissão do parecer pela firma de auditoria, antes da publicação das


demonstrações contábeis.

17- (FGV / Agente de Fiscalização – Ciências Jurídicas – TCM SP / 2015)


Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em
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31 de dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório


do auditor independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações
contábeis foram divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas
em 04 de abril de 2015.
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve
executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis
é:
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a) 31 de dezembro de 2014;
b) 27 de fevereiro de 2015;
c) 09 de março de 2015;
d) 22 de março de 2015;
e) 04 de abril de 2015.

18- (FGV / ISS Cuiabá / 2014) Uma empresa auditada, após a divulgação de
suas demonstrações contábeis, obteve a confirmação de que seu principal cliente
não honraria seus compromissos, o que representava saldo significante do ativo.
Se o fato fosse do conhecimento do auditor na data do relatório, este teria diferente
opinião sobre as demonstrações contábeis.
A administração da empresa decidiu alterar as demonstrações contábeis já
divulgadas, de modo a não incluir o valor a receber do cliente. Nesse caso, o auditor
(A) deve emitir um relatório sem ressalvas.
(B) deve incluir em seu relatório parágrafo de ênfase com referência à nota
explicativa, esclarecendo a razão da alteração.
(C) deve incluir em seu relatório parágrafo de ênfase clarificando que os outros
clientes irão honrar seus compromissos.
(D) deve comunicar o fato ao órgão regulador.
(E) não deve se pronunciar, já que as demonstrações já estavam divulgadas.

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19- (FGV - TSE (DPE RJ)/Ciências Contábeis/2014) O departamento de


contabilidade da Computerbios finalizou todos os lançamentos e conciliações
contábeis de 31/12/X1 em 16/01/X2. Duas semanas depois, no dia 30/01/X2, o
conjunto das demonstrações contábeis ficaram prontas para apreciação da
auditoria externa. A administração examina e autoriza a emissão das
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demonstrações contábeis no dia 03/02/X2. As demonstrações são disponibilizadas


aos acionistas em 15/02/X2 que a aprovam na sua reunião anual de 03/03/X2.
Considerando os fatos acima, os eventos subsequentes ao período contábil a que
se referem as demonstrações contábeis incluem todos os eventos até a data de
a) 16/01/X2
b) 03/02/X2
c) 30/01/X2
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d) 15/02/X2
e) 03/03/X2

20- (FGV / Contador – SUSAM / 2014) Determinada entidade teve suas


demonstrações contábeis referentes ao ano de 2013 auditadas. Estas foram
publicadas em 05 de março de 2014. Em 10 de fevereiro, a entidade comprou uma
concorrente por um valor material. Os contadores desta entidade decidiram
apresentar a informação em nota explicativa como eventos subsequentes.
Nesse caso, o auditor deve
a) verificar os documentos da transação e concordar com a divulgação em nota
explicativa
b) não concordar com o posicionamento da entidade e indicar a contabilização da
compra em suas demonstrações contábeis de 2013.
c) apresentar uma ressalva em seu relatório, considerando a materialidade da
compra.
d) apresentar uma ênfase em seu relatório, considerando a materialidade da
compra
e) recomendar a retirada da nota explicativa já que o fato aconteceu após
31/12/2013.

21- (FGV - Analista de Controle Interno (SEFAZ RJ)/2011) O período


compreendido entre o término do exercício social e a emissão do parecer é
denominado período subsequente, e o auditor deve considerá-lo parte normal da

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auditoria. Isso ocorre porque, dependendo da natureza e da materialidade dos


eventos, ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos.
Como exemplo disso, é possível citar perdas significativas em contas a receber e
sentenças judiciais.
Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação
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das demonstrações contábeis, é correto afirmar que


a) o auditor não tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as
demonstrações contábeis.
b) o parecer a ser emitido deverá obrigatoriamente estar enquadrado na
modalidade "com ressalvas".
c) o auditor ficará impedido de emitir um parecer "sem ressalvas".
d) ao tomar conhecimento, após a divulgação das demonstrações contábeis, de
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fato anterior à data de seu parecer que, se fosse conhecido, poderia tê-lo levado a
emitir documento com conteúdo diverso do que foi, deverá decidir se as
demonstrações contábeis precisarão de revisão.
e) quando a administração alterar significativamente as demonstrações contábeis
divulgadas, o auditor não deverá ignorar essas alterações, mesmo já tendo emitido
seu parecer sobre elas.

22- (FGV - Fiscal da Receita Estadual (AP)/2010) De acordo com a NBC TA


610 - Utilização do Trabalho de Auditoria Interna, aprovado pela Resolução
1229/09, o auditor, se após a data do seu relatório, mas antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis, tomar conhecimento de fato que, se
fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado a sua alteração,
deve:
a) manter o relatório sem qualquer alteração e comunicar o fato a administração
para que, a seu critério, adote as medidas corretivas necessárias.
b) revisar as providências tomadas pela administração divulgando-as no âmbito
interno da empresa juntamente com o seu relatório para que todos sejam
informados da situação.
c) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso
afirmativo, indagar como a administração pretende tratar do assunto nas
demonstrações contábeis.
d) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações, ainda que a administração não altere as demonstrações contábeis.

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e) deixar de executar qualquer procedimento de auditoria em relação às


demonstrações contábeis após a data do seu relatório, mesmo que tome
conhecimento de eventos subsequentes.

23- (FGV / AFRE-RJ / 2008) De acordo com o CFC, eventos subseqüentes à


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data do balanço são aqueles, sejam eles favoráveis ou desfavoráveis, que ocorrem
entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração
das demonstrações contábeis.
São apresentados, nas alternativas a seguir, exemplos de eventos que requerem
ajustes nas demonstrações contábeis, considerando o disposto na Resolução 1.088
do CFC, à exceção de uma. Assinale-a.
a) O pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionados a um
processo judicial, confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na
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data do balanço. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao


processo ou registrar uma nova provisão, de acordo com as disposições contidas
na norma sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências
Ativas.
b) A obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na data do
balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente
reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado.
c) A determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos
em troca de ativos vendidos antes da data do balanço.
d) A determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou
referente a gratificações, no caso de a entidade ter, na data do balanço, uma
obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência
de eventos ocorridos antes daquela data.
e) O declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data
do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações
contábeis.

24- (ESAF / AFRFB / 2014) A administração da empresa Elevação S.A.


restringiu a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento
subsequente que causou a alteração. A legislação vigente, à qual a empresa está
subordinada, não proíbe a empresa de proceder desta forma. Nesta situação, o
auditor deve alterar o relatório de auditoria para:
a) retificar a data definitiva em que a empresa deverá fazer a publicação,
ressalvando essa alteração nas demonstrações contábeis, sem emitir posição

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sobre o evento subsequente.


b) incluir data adicional restrita a essa alteração que indique que os procedimentos
do auditor independente, sobre os eventos subsequentes, estão restritos
unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva
nota explicativa.
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c) substituir a data do término dos trabalhos, ressalvando o evento subsequente,


mencionando a impossibilidade de avaliação dos impactos.
d) adicionar parágrafo de outros assuntos, evidenciando o evento subsequente,
mencionando a responsabilidade dos administradores sobre os efeitos desse novo
evento.
e) determinar a data de término dos trabalhos, evidenciando a reavaliação das
demonstrações contábeis de forma completa e evidenciando que não há impactos
nas demonstrações anteriormente apresentadas
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25- (ESAF / Auditor Fiscal da Receita Federal / 2009) A empresa Grandes


Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e
a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia
publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria
deve:
a) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos
trabalhos.
b) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante.
c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas.
d) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data