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O Oráculo Sagrado

de

Ifá

Tr adução par a o port u guês: Òs unl ékè

O rácu l o 1

1
Èjìogbè

O Odù Èj ì ogb e fal a de i l um i na ção, bem est ar ge ral , vi t óri a sobre os i ni mi gos,
despert ar espi ri t ual , vi da lon ga e paz m ent al .

Observ ação oci dent al : Novos ne gó ci os ou i nt ensi fi c açõ es nos ne góci os ex i st ent es,
novos rel aci onam ent os, ou ex peri ên ci as espi ri t uai s podem ser espe rad as. Ex ist e um a
possi bi l i dade de com port am ent o supe rz el oso que requ er bom senso para ser supe rado.

Ej i ogb e é o Odù m ai s im port ant e. El e si m bol i z a o pri ncí pi o m ascul i no e, port ant o é
consi de rado o pai dos odùs. Na ordem fix ada por Òrúnm ì l à, Ej i ogb e ocup a a prim ei r a posi ção.
Em Eji o gbe, os doi s l ados do Odù são i dênt i cos: Ogbe est á em am bos os l ados di rei t o e
esqu erdo. O Odù deve ri a ser cham ado “O gb em ej i ”, m as el e é uni vers al m ent e conh eci do com o
Ej i ogb e porqu e ej i t am bém si gni fi ca “doi s”. Há um equil í bri o de forç as em Ej i ogb e, que é
sem pr e um a boa profe ci a.
Dur ant e um a sessão di vi nat óri a, o cl i ent e par a quem Ej i ogb e é di vi nado est á buscando por paz
e prosperi dad e. O cli ent e consul t ou If á porque el e ou el a quer fil hos ou des ej a se engaj a r em
um novo proj et o. If á diz que se o cl i ent e fiz e r um a of erend a, todas as suas ex i gênci as se rão
sat i sfei t as e t odos os seus em pre endi m ent os serão bem sucedi dos. É necess ári o o sac ri fí ci o
pa ra obt er vit óri a sobr e os i nim i gos que pode ri am est ar bl oqueando os c am i nhos do cl i ent e.
S e el e ou el a t em t rabal hado sem pro gr esso ou fei t o negóci os sem l ucro, If á pr evê
prospe ri dade ou ri quez a se a pesso a fiz er os sacri fí ci os ne cessá ri os. Em Eji o gbe, If á pr evê
vi da l on ga desde que o cl i ent e cui de m ui t o bem de sua saúde.
P essoas en ca rnadas pel o Odù Ej i ogb e dev em sem pre consul t ar o or ácul o de If á ant es de tom ar
qual que r de ci são i m port ant e na vi da.

1 – 1 (t r adução do verso)

As m ãos pert enc em ao co rpo,


os pés pert enc em ao co rpo,
Ot a rat ar a consul t ou o orá cul o de If á para El erem oj u,
a m ãe de A gbonni re gun.
Foi pedi do para el a sacri fi c ar
Duas ga l i nhas, duas pom bas, e t ri nt a e doi s m il búzi os,

2
a serem usad as par a sat i sfaz e r o If á de sua cri an ça.
Di sser am que sua vi da seri a prósper a.
El a obedec eu e fez o sacri fí ci o.

Owo t ’ar a, Ese t ’a ra, e Ot ar at ar a são os nom es dos t rês di vi nado res que consul t aram o orácul o
de If á para El erem oj u, a m ãe de A gbonni r egun (um dos t ít ul os de louva ção de Òrúnm ì l à).
El er em oj u est av a enfr ent ando probl em as. El a concordou em faz e r o sac ri fí ci o e sati sf az e r o
If á de sua cri ança ( i ki n If á - d ezessei s f ru tos d e pal mei ra ). El a se t ornou prósper a porque
sa cri fi cou as coi sas que If á presc rev eu.
O sac ri fí ci o desem penha um papel essenci al no si st em a Yo rùbá de cr enças e t radi ç ão
r el i gi osa. De m odo a vi ver l onga e paci fi c am ent e na t err a, espe ra- se que os seres hum anos
f açam os sacri fí ci os necess ári os que at r ai rão boa sort e e af ast ar ão as des gr aç as.

1 – 2 (t r adução do verso)

Ot i t o omi fi - nt e l e-i sa consul t ou If á pa ra El e rem oj u,


a m ãe de A gbonni re gun.
If á di sse que o i ki n de sua cri an ça i ri a aj udá -l a.
P ort ant o foi pedi do a el a que sacri fi casse
um rat o awosi n , um a gal i nha ou c abra,
e fol has de If á (fol has e gb ee, em núm ero de dez essei s,
dev em ser esm agadas na á gu a e usad as
pa ra l av ar a cab eça do cl i ent e).
El a obedec eu e fez o sacri fí ci o.

Out ro di vi nador, cham ado Ot it ol om i fi -nt e l e- isa t am bém consul t ou If á para El erem oj u, a
m ãe de Agbonni re gun. If á confi rm ou que o iki n de sua cri an ça (frut o de pal m a sa gr ado) a
aj uda ri a se el a cont i nuasse a f az er seus sacri fí ci os.
Os di vi nador es de If á são t am bém espe ci al i st as em erv as. S upõe-se que el es est ej am bem
fund am ent ados na m edi ci na t radi ci onal . Ac redi t a- se que todas as pl ant as, erv as, e fol has do
m undo pert en cem a If á . Os conh eci m ent os sobre seus val ores espi ri t uai s e m edi ci nai s podem
ser encont r ados nos ensi nam ent os de If á. Assi m , em m uit as ocasi ões, os di vi nador es de If á
pr escr evem ervas e pl ant as par a a cura ou preven ção de doen ças e enfe rm i dades. Em seu verso
Odù, fol has egbe e são recom end adas para l avar a cab eç a do cl i ent e ( Orí ), a qual se ac redi t a
cont rol a r o dest i no da pessoa.

1 – 3 (t r adução do verso)

3
Ot ot oot o
Oro rooro
S epa radam ent e nós com em os f rut os da t err a.
S epa radam ent e nós com em os i m um u (frut o esp eci al ).
Nós est am os com a c abeç a a ci m a dos cal c anha res em am or com Oba ‘Maki n.
Todos el es di vi na ram par a Agbonni re gun.
Foi di t o que se el e fi z esse sacri fí ci o, el e seri a
ab ençoado com fi l hos; el e nem sab eri a
o núm ero de seus fi l hos
dur ant e e após sua vi da.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e
um a c abr a e fol has de If á .
S e el e ofer ec esse o sa cri fí ci o, el e deve ri a coz i nhar fol has de If á para suas esposas com er em .
El e obedec eu e fez o sacri fí ci o.
Fol h as de Ifá : Fol has m oí das ye n m e yenm e (a gbon yi n ),
i ru gba, ou ogi ri (condi m ent os) com c ravos e out ros condi m ent os.
C oz i nhe- os j unt am ent e com os t rom pas de fal ópi o da c abr a.
C ol oque o pot e de sopa em fr ent e ao t rono de Ifá
e deix e que suas esposas a com am al i .
Quando el as t erm i na ram de t om a r a sopa, el as t i veram
m ui t os fi l hos.
As espos as de Agbonni re gun est avam t endo di fi cul dad e em engravi da r e dar a l uz . Os ci nco
Awo que di vi naram pa ra A gbonni re gun enf at iz ar am a i m port ânci a do sacri fí ci o. El es di sseram
que se el e conco rdasse em faz e r o sac ri fí ci o, el e t eri a m ui t os fil hos durant e sua vi da e após a
sua mort e. Adi ci onal m ent e, os sac erdot es ti ver am que f az er uso de seu conhe ci m ent o sobre
m edi ci na t radi ci on al pa ra coz i nhar fol has de agbon yi n com as t rom pas de fal ópi o da c abra
sa cri fi c ada. Est e rem édi o foi consum i do pel as esposas de A gbonni re gun ant es que el e pudess e
t er os fi l hos pr edi t os por If á .

1 – 4 (t r adução do verso)

Okunkun- bi rim ubi ri m u consul t ou If á par a Eni unkokunj u.


Di sser am que não havi a ni n guém que l he ti vess e fei t o um a gent i l ez a
que el e não ret ri bui u com m al .
Nós pedi m os a el e pa ra sa cri fi c ar
um a al f anj e e um a esc ada.

4
El e se re cusou à sa cri fi c ar,
Eni unkokunj u - o nom e com o qual cham am os o f az endei ro.
Todas as boas coi sas que O ged e ( a banan a) forne ceu
pa ra o f az endei ro não for am apre ci adas.
O faz endei ro por fi m dec api t ou Ogede.

If á m ui t as vez es fal a por pa rábol as. Est a est óri a apr esent a um r el aci onam ent o ent r e a banana
(O ge de ) e, pe rsoni fi cad a com o al guém que foi ge nt il com o faz end ei ro (agbe ), um i ngr at o que
r et ri bui u a gent i l ez a com o m al . Não im port a o quão grand e sej a o rel a ci onam ent o, a banana é
dest ruí da ao fi nal .
Nos t em pos ant i gos, qual que r um enc arnado por est e Odù poderi a ser de capi t ado ao fi m de sua
vi da na t err a. Em t em pos m odernos, i st o se re fer e m ai s à “p erd er- se a cabe ça ” e pa ga r um al t o
cust o.

O rácu l o 2

Oyekumeji

O Odù O ye ku Mej i si gni fi ca escuri d ão e inf el i ci dade, e adve rt e sobre m ort e, doen ças,
pr eocupa ções e um m au pressa gi o, m as t am bém ca rre ga com t udo i sso a sol ução de
t odos esses probl em as.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e com m á sort e encont r a bl oquei o; o cl i ent e com boa
sort e possui fort e suport e ancest r al .

O yek um ej i é o se gundo Odù (ol odu) pri nci pal . El e sim bol iz a o pri ncí pi o fem i ni no. Os odùs
Ej i ogb e e O ye kum ej i de ram nas ci m ent o aos quat orz e odùs pri nci pai s rest ant es.
No Odù O ye kum ej i , há um O ye ku no l ado di r ei t o, que é a forç a m ascul i na, e out ro O yek u no
l ado esqu erdo, que é a forç a f em i ni na.
As pesso as par a quem est e Odù é di vi nado dev eri am form ar um hábi t o de ofer ec er sa cri fí ci os
e sat i sfaz er suas cab eç as (ori ) de t em pos em t em pos de m odo à evi t ar est ados de depr essão.

5
Adi ci onal m ent e, dev eri am ouvi r e respei t ar as opi ni ões de seus m ai s vel hos. El as nec essit am
honr ar seus ancest r ai s re gul a rm ent e.
No Odù O ye kum ej i , Ifá adv ert e cont ra o peri go de m ant er r el aci onam ent os com m ui t as
m ul heres. As mul her es se t orna rão ci um ent as, e os probl em as ge rados i m pedi rão o progresso
do cl i ent e. Dest e Odù, nós aprend em os que é m el hor t er um m ari do, um a esposa.

2 – 1 (t r adução do verso)
O ye dudu awo ori Bi j e consult ou Ifá pa ra Ol ofi n.
Nós pedi m os pa ra el e ofe rec er
um t eci do pr et o, um a cab ra, e fol has e sem ent es de bij e.
Nós di ssem os a el e que est a m ort e i m i nent e
não i ri a m at á- lo, não i ri a m at ar seus fi l hos
se el e fi z esse a ofer enda.
El e obedec eu e fez sacri fí ci o.

S e est e Odù é l an çado, a fam í l i a do cl i ent e deve apl i c ar bi j e (um a e rva af ri can a) sobre suas
f aces e cobri r o If á dos m esm os com t eci do pr et o e fol has de bi j e. El es est ão assegur ados de
que mort e, doenç as, e todos os out ros m al es não serão cap az es de r econhe cê -l os, um a vez que
a mort e não r econhe ce Oni bij e (al guém que faz uso do rem édi o bi j e presc ri t o pel o di vi nador ).

2 – 2 (t r adução do verso)

Eesi n gbona l ’ew e t ut u l ’egbo


consul t ou If á par a 165 á rvores.
A pal m ei ra e a árvor e Ayi n re
sa cri fi c aram um a gal i nh a ent re as á rvores.
Ent ão, se um torn ado est i vesse devast ando,
a j ovem fol hagem de pal m a afi rm ari a:
eu fiz sac ri fí ci o pa ra es cap ar do pe ri go.

A fol hagem de pal m ei ra nunc a é afet ada por vent os ou t ornados porqu e el a real i z ou o
sa cri fí ci o r equeri do nest e Odù. Todos os pe ri gos são desvi ados da pal m ei ra.

2 – 3 (t r adução do verso)

Vo cê é o ye

6
Eu sou o ye
Doi s o ye consul t aram If á para Ol ofi n.
El es di sser am
doi s de seus fil hos i ri am f rat ura r [ os ossos] das cox as,
m as el e não dev eri a fi car preo cupado
porqu e el es seri am bem suc edi dos na vi da.
Foi pedi do à el e que sac ri fi cass e t eci do kel eku,
pa ra se r usado com o um a prot eç ão par a as cri anç as.
El e obedec eu e fez o sacri fí ci o.

If á pr edi sse que o aci d ent e que os fi l hos de Ol ofi n i ri am sofr er não i m pedi ri a o sucesso
dest es na vi da. Tudo o que el e necessi t ava f az er er a real i z ar um sac ri fí ci o e forne cer o t eci do
esp eci fi c ado com o cob ert ura prot et ora.

2 – 4 (t r adução do verso)

Quando eu a cordei de m anhã,


eu vi um a gr ande quant i dade de cri an ças.
Eu pe rgunt ei pel o r ei no da t er ra.
Eu en cont rei os ant i gos em gra nde espl endor.
Eu pe rgunt ei pel o r ei no do céu.
Ori sa -nl a est av a i ndo vi sit a r Òrúnm ì l à
El e pergunt ou: C om o est ão seus fi l hos
que est ou l evando com i go pa ra o m undo?
C aso haj a resf ri ado,
C aso haj a dor de cabe ça,
C aso haj a m al ári a e out ras enfe rm i dades,
O que eu pode ri a f az e r por el es?
Òrúnm ì l à ordenou a el e que m arc asse Odù O ye kum ej i
sobre pó de i ye- i rosun.
Apanh e al gum as fol has fr escas de per egun e as t ri t ure.
Mi st ure- as j unt am ent e com banha de Òrí
e use i sso para esfr egar em seus co rpos.
P er egun der ram a rá á gu a sobre
a mort e devast ado ra.
P er egun der ram a rá á gu a sobre
as doenças devast ado ras.

7
O rácu l o 3

Iworimeji

Est e Odù fal a das pessoas present e adas com a habi l i dade de ver coi sas com suas
própri as perspe ct i vas. El as m uit as vez es sonham , t êm visões cl a ras, cr escem e t ornam -
se "adi vi nhos " ou espi ri t ual i st as. Cl i ent es com esse Odù devem ser acons el hados a
cul t uar If á. Is so i rá lhes t raz er boas pe rspect i vas, vi da l onga (i r e ai ku), prosperi dad e
(i r e aj e ), um a esposa (i re a ya ) e fil hos (i r e om o).

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á cui dadosam ent e ex am i nando e r eaval i ando t ant o
os c am i nhos t em por ai s com o espi ri t uai s/ em oci onai s.

Odù Iwo ri m ej i ocupa o t erc ei ro l ugar na ordem dos odùs. C om o um ol odu, Iw or i m ej i consi st e
de Iw ori no l ado di r ei t o (o pri ncí pi o m ascul i no) e Iw ori no l ado esqu erdo (o pri ncí pi o
f em i ni no).
If á di z que se al gum a coi sa foi perdi d a, o cl i ent e será assegur ado de que a coi sa será vi st a ou
r ecupe rad a. As chanc es pa ra um a prom oção no t rabal ho são boas, m as o cl i ent e ne cessi t a
of ere cer sac ri fí ci o par a evi t ar que c al uni adores causem sua dem i ssão. S e o cl i ent e desej a
vi aj a r par a for a da ci dade onde resi de ou i r par a out ros paí ses, el e dev e faz er sac ri fí ci o de
m odo que seus ol hos não vej am qual que r m al . Quando o sacri fí ci o co rret o é re al iz ado, um a
pessoa enf erm a segu ram ent e i rá fi car bem de novo.
If á con fi rm a no Odù Iw ori m ej i que os dez essei s frut os da pal m a sagrad a (i ki n If á ) são a
r epres ent aç ão de Òrúnm ìl à e seu obj et o de ado ra ção na t err a. Ei s o porqu e do sac erdot e de If á
( Bab al awo) as ut il i z a par a rev el ar os mi st éri os da vi da.

3 – 1 (t r adução do verso)

Muj i m uwa, B abal a wo de Opaker e, consul t ou par a el e.

8
P ar a evi t ar que el e adoec esse,
foi ori ent ado a el e que sa cri fi c asse
vi nt e anz ói s de pesc a e vi nt e pom bas.
El e obedec eu e fez o sacri fí ci o.
Fol h as de Ifá fo ram pr epar adas para el e
pa ra se rem usad as par a l ava r sua c abe ça (o ri ),
pa ra se rem usad as par a l ava r seu Ifá .
Opak er e nunca fi ca ri a doent e.

P ar a afast a r um a doen ça i mi nent e, Muj i m uwa aconsel hou Opak er e a f az er um sac ri fí ci o.


Adi ci onal m ent e, fol has de If á dev eri am ser prep ar adas par a el e para l ava r sua cabe ça e seu
If á .

3 – 2 (t r adução do verso)

Gbe gi j ebet e foi aquel e que consul t ou par a Ode


quando Awas a e ra seu i ni m i go.
Foi pedi do a el e (Ode ) par a of ere cer
um bordão e um a c arga de inham e.
Ode at endeu ao cons el ho e f ez sa cri fí ci o.
O inham e foi pil ado.
Todo o i nham e pi l ado foi com i do à noi t e.
El es fo ram dorm i r.
Quando vei o a escuri dão, Aw asa vei o.
Ode usou seu bordão par a m at ar Aw asa.
No di a segui nt e, pel a m anhã,
o c adáve r de Awas a foi en cont rado do l ado de for a.

Ode consul t ou If á a respei t o do que el e pode ri a faz er par a se li vra r de seu ini m i go Awasa.
El e se gui u o consel ho do di vi nador e of ere ceu al guns inham es e um bordão, que foi usado
pa ra m at a r seu i ni mi go.

3 – 3 (t r adução do verso)

Ò gún -ri bi ti consul t ou pa ra Iwo ri m ej i


quando Iwo ri m ej i est av a par a se casa r com a fil ha de Ope Ol ofi n.
Foi pedi do a el e que fi z esse um sac ri fí ci o.

9
S ua esposa j am ai s seri a est éri l .
Um a gal i nh a foi o sac ri fí ci o.
Foi di t o que am bas as pal m ei r as m acho e fêm ea
j am ai s se ri am est ér ei s.
P orque Iw ori m ej i re al iz ou o sac ri fí ci o necess ári o, as pessoas nasci das por est e Odù j am ai s
seri am i nfért ei s ou est érei s. El as seri am sem pr e aben çoad as com fi l hos.

3 – 4 (t r adução do verso)

Ti j ot a yo foi aquel e que consul t ou par a Ode.


Foi di t o que el e deve ri a vi r e sac ri fi ca r
um a ped ra de m oi nho e um a est ei r a,
pa ra f az er com que t odos que t i vessem vi ndo regoz ij a r com el e
sem pr e fi c assem com el e.
Ode re cusou e ne gl i gen ci ou o sac ri fí ci o.
El e fal ou que est av a sat i sfei t o
se el e pudesse apen as se l i vrar de Awasa.

As pessoas vi ri am sem pre re goz i j ar ou c el ebr ar com Ode. Mas porque Ode negl i genci ou o
sa cri fí ci o ne cessá ri o, ni ngu ém j am ai s fi ca ri a com el e. C onsequent em ent e, as pesso as que são
en carn adas por est e Odù t em apen as sucesso t em porári o. Nad a pare ce dura r m ui t o. Suas
ri quez as e praz er es t em sem pre curt a dura ção.

10
O rácu l o 4

Idimeji

Est e Odù fal a dos que t em i ni mi gos se cret os t ent ando l ança r enc ant am ent os sobr e el es
ou os que t êm sonhos rui ns a m ai or part e do t em po. El es preci sam apaz i guar If á par a
poderem vence r essas obst ruções mundan as.

Observ ação oci dent al : O cl i ent e est á sent i ndo aum ent o de pressõ es t ant o nas quest ões
t em porai s com o em oci on ai s.

Id i m ej i é o quart o Odù na ordem fi x ada por Òrúnm ìl à. Est e Odù é fundam ent al porque el e
com pl et a os quat ro pont os ca rdeai s do uni ve rso : Eji o gbe ( Le st e), O yekum ej i (O est e),
Iw ori m ej i (No rt e), e Id i m ej i (S ul ). Odù Id i m ej i si m bol iz a a m at erni dad e. A i nt er ação de um
Id i m ascul i no no l ado di rei t o com um Idi f em i ni no no l ado esque rdo resul t a em r eproduç ão —
o nas ci m ent o de um a c ri anç a.
S e um a pesso a esti ve r encont r ando di fi cul dad e em se est ab el ec er na vi da e esti ve r se mudando
de casa em cas a sem r esi dênci a perm an ent e, Idi m ej i diz que a pessoa dev e r et ornar à ci dad e
ou paí s de seu nasci m ent o. C om o sa cri fí ci o aprop ri ado ao ori ( cabe ça ) ou el ed a (cri ado r) da
pessoa, a vi da poderá faci l m ent e ret orna r ao norm al .
Em Odù Odi m ej i , If á vê boa sort e e vi da l onga para um hom em ou um a m ul her. Mas o cl i ent e
ne cessi t a cul t uar If á par a evi t ar m ort e súbi t a. O cl i ent e poderá se el ev ar à um a boa posi ç ão
na vi da m as dev er á ser cui dadoso com c al uni adores. É possí vel t rab al har duro no com e ço da
vi da e perd er t udo no fi nal . P ar a prosper ar, devem ser fei t as const ant es of erend as aos
an cest rai s do cl i ent e. S e al guém pl anej a vi aj a r, deve ser fei t o sacri fí ci o a Ò gún pa ra asse gur ar
um a j orn ada se gu ra e fel i z . Quando um a m ul her est i ver des esper ada para t er um fi l ho, el a é
a consel had a a sat i sfaz e r Òrúnm ìl à. Ifá di z que el a t er á um a cri ança e que est a c ri anç a será
um a m eni na.
P ar a serem bem suc edi das na vi da, as pessoas en carn adas por Odù Id i m ej i dever ão ser
con fi ávei s, honest as, e fr anc as em seus ne gó ci os com os out ros. El as deve rão t er os pés no
ch ão e serem pr át i cas em sua at i t ude com rel ação à vi da.

4 – 1 (t r adução do verso)

11
At el e wo-abi nut el u consult ou Ifá pa ra It e re.
Foi di t o que suas i déi as i ri am sem pre se m at eri al iz ar;
port ant o el e deve sac ri fi ca r
pr egos, t rês bodes, e t rês gal os.
It er e obedec eu e fez o sacri fí ci o.
Fo ram pr epar adas fol has de If á para el e beb er.

Ent re os m at eri ai s pr escri t os par a o sa cri fí ci o est av am os pre gos. P regos, que t em c abeç as,
c apaci t a ri am os sonhos de It er e a se r eal iz a rem ou suas idéi as a se concr et iz ar em .

4 – 2 (t r adução do verso)

Opa -a ro abi di j egel e ge consul t ou If á par a as pessoas em If e .


Foi di t o que um a vez que a m ort e est ava m at ando as pessoas al i ,
el as deveri am sacri fi car
um a co rrent e e um c arnei ro.
El es ouvi ram e sac ri fi ca ram .
O Bab al awo di sse: Um úni co el o nunca queb ra.
Assi m , as m ãos da mort e não podem m ai s t ocá -l os.

A m ort e pe rsoni fi cad a est ava m at ando a todos em Il e - If e . If á foi consul t ado. O B abal awo
a consel hou os resi dent es a f az er um sac ri fí ci o que incl uí a um a sim pl es co rrent e que nunc a
pode ser queb rada. Ei s com o a m ão m al évol a da m ort e pode ser det i da.

4 – 3 (t r adução do verso)

Odi di -a fi dit i consul t ou If á par a Odi di m ade.


Foi pedi do a el e que fi z esse um sac ri fí ci o:
doi s agbon ol odu ( gr andes cocos), doi s c ara cói s, e t rês mi l e duz ent os búz i os.
El e se re cusou à of ere ce r o sac ri fí ci o.
O Bab al awo disse: If á di z , “S eu fi l ho nunca
f al ará ao l on go de sua vi da.”
Id i m ej i di vi nou para Odi di m ade, m as el e se recusou a ofe re cer o sacri fí ci o r equi sit ado.
P ort ant o, confo rm e o Ifá , seu fi l ho perm ane ce ri a m udo ao l on go de sua vi da.

4 – 4 (t r adução do verso)

12
Eu sou eni - odi
Vo cê é eni -odi
Doi s eni - odi di vi nar am par a o odi (fort al ez a)
dur ant e hos t il i dades polí t i cas.
Foi di t o: O odi ci rcund ará a ci dad e.
P ort ant o el e deve ofer ece r doi s t eci dos de em bal ar.
E assi m el e fez .

Dur ant e hosti l i dades pol ít i cas ent r e duas ci dades, é de i ncum bênci a dos resi dent es const rui r
um a fo rt al ez a, que os prot eger á de seus i ni m i gos. Iss o t am bém deve ri a se apl i car à um
i ndi ví duo ou um a fam í li a que est ej a sendo am e aç ada de al gum a fo rm a.

O rácu l o 5

Irosumeji

Esse Odù fal a dos que são sem pr e popul ar es e que são t i dos em gr and e est i m a
pêl os am i gos. El es pre ci sam t om ar cui dado com sua saúde, t ant o apl a cando suas
c abeç as ( Orí ), com o ocasi onal m ent e apaz i gu ando Èsù , ou o corpo de assi st ent es de
If á . S e el es se sent em desani m ados e com eç am a perde r int er esse em qual quer coi sa

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que faç am , If á deve ser consult ado e ap azi guado para el es. Esse Odù denot a
di fi cul dad es em oci onai s e fi nanc ei ros. Mas não im port a o quant o di fí ci l a vi da possa
pa rec er, o cl i ent e pode t ri unf ar pel o ofer eci m ent o dos sac ri fí ci os cor ret os e pel a r ecusa
em gua rdar o m al no cor ação em pensam ent os e i déi as.

Obse rva ção oci dent al : As coi sas não est ão fl ui ndo fa ci lm ent e — i sso requ er m ai s
t rab al ho que o norm al para se re al iz ar qual quer coi sa.

Ir osum ej i é o qui nt o Odù na ord em i nal t er ável de Òrúnm ì l à. El e ped e por um a cui dados a
r efl ex ão sobre nosso fut uro. Nós não podem os fal har em per cebe r que “O hom em propõ e,
Deus di spõe.”
Em Odù Iro sum ej i , If á ped e que um ri t ual f am il i ar sej a r eal i z ado anual m ent e. O cl i ent e
dev eri a cont i nuar a prát i ca e t am bém honr ar e respei t a r os anc est rai s, pa rt i cul arm ent e o pai ,
est ej a vi vo ou m ort o.
Aquel es nasci dos por Iro sum ej i dev eri am f az er [ as coi sas urge nt es] deva ga r, ap rende r [ a t er]
pa ci ênci a, e a a gu arda r que os m om ent os di fí cei s se di ssi pem . El es dev eri am sem pre se
l em bra r que nenhum a condi ç ão é perm an ent e.
O sac ri fí ci o apropri ado dev erá se r ex ecut ado por um a m ul her que est ej a ansi osa par a t er um
beb ê. Ir osum ej i diz que el a engra vi dar á e t er á um bebê. A cri ança ser á um m eni no, que
dev eri a se t ornar um Bab al awo.

5 – 1 (t r adução do verso)

Ol i yeb e consul t ou If á par a In a (fo go).


Ol i yeb e consul t ou If á par a E yi n (f rut o da pal m ei r a).
Ol i yeb e consul t ou If á par a Ik o ( ráfi a).
A cad a um del es foi pedi do para sac ri fi ca r
um a est ei ra ( eni -i fi ) e um t eci do am ar el o.
Apen as Ik o fez o sacri fí ci o.
Quando o pai del es (um chef e) mor reu,
In á foi i nst al ado com o ch efe.
Vei o a chuva e dest rui u In a .
E yi n foi ent ão i nst al ado com o che fe.
Vei o a chuva par a dest rui r E yi n t am bém .
Ik o foi fi nal m ent e i nst al ado com o ch ef e.
Quando choveu, Iko se cob ri u com sua est ei ra.
Quando a chuv a c essou, Iko rem ov eu a est ei ra

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e, com o resul t ado, não m orreu.

A chuva não pode ri a dest rui r Iko (r áfi a) porque el e e ra o úni co ent re os t rês i rm ãos que
of ere ceu a est ei r a com o sac ri fí ci o. Iko usava a est ei ra com o prot eç ão cont ra a chuva. Ik o foi
port ant o capaz de m ant er o t í t ul o de seu pai por um l on go t em po.

5 – 2 (t r adução do verso)

Okak ar aka- afowot i ku, Id a segbe re gb ere w’ako


consul t ou par a Ir osu
quando Iro su est av a par a da r a luz .
Foi di t o que a vi da da cri anç a seri a dura
e que seri a di fí ci l ga nhar di nhei ro
pa ra a m anut enç ão da c ri anç a.
Mas se Ir osu des ej asse reve rt er a si t uação,
Ir osu deve ri a sac ri fi ca r doi s ca racói s.
Ir osu se re cusou a faz er o sacri fí ci o.

Fi l hos de Iro sum ej i sem pre ach ar ão a vi da di fí ci l porqu e Iro su nest e verso de Odù se r ecusou
a faz er o sacri fí ci o requi si t ado.

5 – 3 (t r adução do verso)

Is es er efogbes e’ ye consul t ou If á par a Akuko adi ye (gal o).


Foi pedi do à el e para ofe rec er seu go rro verm el ho ( cri st a de gal o )
e doi s m i l e duz ent os búz i os com o sacri fí ci o.
El e se re cusou à of ere ce r seu gor ro verm el ho.
O Bab al awo disse que o gal o se ri a m ort o.
O gal o di sse, “Que assi m sej a.”

O gal o se recusou à sac ri fi ca r seu gor ro verm el ho porque el e t i nha acei t ado a m ort e com o um a
obri ga ção da vi da

5 – 4 (t r adução do verso)

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Adei si consul t ou If á pa ra At apa ri (c abeç a).
At ap ari i a r eceb er um gor ro do Ori sa.
Foi di t o que ni n guém pode ri a a rran ca r o gorro del e
sem san gr am ent o;
é im possí vel t er doi s gorros.
Ei s o porque as pessoas nasci das por Iro sum ej i
sem pr e ach ar ão a vi da di fí ci l .

O rácu l o 6

Owonrinmeji

Na ord em est ab el eci d a de Òrunm ìl á, est e é o sex t o Odù. Esse Odù pede pel a m odera ção
em t odas as coi sas. Est e Odù predi z duas gr and es bênçãos par a qual quer um que se
en cont ra na m isé ri a, provendo el e ou el a os cor ret os sacri fí ci os. A pessoa ser á
ben efi ci ad a com di nhei ro e um a esposa ao m esm o t em po. If á nest e Odù enf at iz a a
i m port ânci a do sacri fí ci o. Qu ando um sacri fí ci o é of ere ci do, el e não deve ser som ent e
dest i nado aos Òrì sà ou para os ancest r ai s, m as t am bém usado pa ra al im ent a r a boca de
di vers as pessoas. Essa é um a m anei ra de faz er sac ri fí ci os ac ei t ávei s.

Obse rva ção oci d ent al : P ensam ent os cl aros são nec essári os para obt en ção de sucesso.

O cul t i vo da t err a é a oport uni dade m ai s grat i fi c ant e par a os fi l hos de Owon ri nm ej i . C ult i vos
bem suc edi dos e col hei t as com ga nhos em di nhei ro aux i li a rão à prom over suas fi nanç as. P ara

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suc esso na vi da, os fi l hos de Owonri nm ej i dev em apr ender a propi ci a r suas c abe ças (o ri ) de
t em pos em t em pos, ouvi r seus pai s, respei t ar os m ai s vel hos, e rev er enci ar seus an cest rai s
( egungun).
S e um a pesso a pl anej a vi aj ar, If á diz que sa cri fí ci o dev e ser re al iz ado pa ra ga rant i r
se gur anç a e um a vi aj em praz eros a. P ara l onga vi da, é ne cessá ri o of ere cer sa cri fí ci o a If á e
t am bém sat i sfaz e r o el ed a (c ri ador).

6 – 1 (t r adução do verso)

(...)
A di vi nação de If á foi r eal i z ada por Ol ogbo Oji gol o (o gat o ),
que i a vi si t ar a ci dad e das brux as (Aj e).
Foi di t o a el e que el e ret orn ari a com se gur ança se el e pudesse sacri fi c ar
um a ovel h a, duas pom bas, e fol has de If á
(t ri t ure al guns fi l et es de m et al bronz e e chum bo com sem ent es de wer ej ej e,
e esfr egue ist o sobre um a i nci são fei t a sob as pál pebr as).
El e at endeu ao consel ho e fez o sac ri fí ci o.
O rem édi o de If á foi apl i cado com o indi c ado aci m a,
depoi s de el e t er sacri fi cado.

6 – 2 (t r adução do verso)

Goorom aafi yun Goorom aa fi bo


consul t ou If á par a 165 ani m ai s
quando el es est av am em um a j ornad a.
Foi pedi do a el es que sac ri fi cass em um t eci do pret o.
Ol o gbo (o gat o ) foi o úni co
que real i z ou o sacri fí ci o.
C hegando ao seu desti no,
el es se encont rar am com as brux as (aj e),
que devora ram t odos os ani m ai s
que se re cusar am à sa cri fi c ar o t eci do pret o.
O gat o foi vist o à di st ânci a
se cobri ndo com o t eci do pret o.
El e ti nha quat ro ol hos com o as brux as,
que deci di ram não m at á- lo porqu e el e era um a del as.
O gat o vol t ou par a c asa cant ando:

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Goorom aafi yun, Goorom aa fi bo ...

Dos 165 ani m ai s que foram na vi aj em , o gat o foi o úni co que vol t ou para c asa sadi o e bem
di spost o. Isso porque el e re al iz ou t odos os sacri fí ci os presc ri t os por If á .

6 – 3 (t r adução do verso)

Ol oi rekoi r e Ol oorunkoorun,
consul t ou If á par a Op aket e
quando el a est av a se di ri gi ndo à sal a de pa rt o.
El a foi aconsel had a à sacri fi car
duz ent os Ikot i , duz ent as agul h as, duz ent os rat os,
e duz ent os pei x es.
Opak et e obedec eu e fez o sacri fí ci o.
El a se t ornou fé rt il com o If á predi sse.

Opak et e foi consult a r If á devi do à f al t a de fi l hos. Foi di t o à el a que r eal i z asse sacri fí ci o. El a
of ere ceu o sacri fí ci o e t eve mui t os fi l hos com o predi t o por Ifá .

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O rácu l o 7

Obarameji

Est e Odù denot a [ que a pesso a est á em] um est ado de i ncert ez a ou suspense, i ncap az de
t om ar deci sões. Os fil hos dest e Odù t êm um a t endên ci a em com pr ar por i m pul so e
m ui t as vez es t ornam - se ví t im as de i l usões. El es l am ent am a m ai ori a de suas de ci sões
por tom a- l as nervos am ent e e às press as. P ara prosper ar na vi da, os fi l hos dest e Odù
i rão preci s ar apl a ca r suas c abe ças ( Orí ) de t em pos em t em pos.

Obse rva ção oci dent al : Bl oquei os ou di fi cul dad es t em por ai s ou espi ri t uai s/ em oci onai s
dev em ser di scurs adas.

Odù Obar am ej i ocupa o séti m o l ugar na ordem fix ada por Òrúnm ì l à. P ara um cl i ent e que
est ej a l i dando com ne góci os, If á di z que pa ra t er um a cas a ch ei a de cl i ent es e ami gos, el e ou
el a t erá que ofe re cer sacri fí ci os e t am bém se gui r Òrúnm ì l à.
S e o Odù Obar am ej i for ap ar ece r no j o go para al guém , el e diz que à part e das di fi cul dades
fi nan cei r as, o cl i ent e est á rode ado de ini m i gos que quer em f az er um a t oc ai a cont ra el e ou
f az e r um at aque de surpr esa em sua vi da ou na sua casa. A di fi cul dade fi nan cei r a se am eniz a rá
e os ini m i gos serão derrot ados quando o cl i ent e concord ar em real i z ar todos os sac ri fí ci os
pr escri t os por If á. P or fi m , a pessoa descobri rá quem são seus i nim i gos e será cap az de
i dent i fi ca r o que ge rou seus probl em as.

7 – 1 (t r adução do verso)

19
Ot unwesi n (“a m ão di rei t a l av a a esqu erda ”).
Osi nwet un (“a m ão esque rda l ava a di r ei t a”).
Ei s o que l i m pa as m ãos.
El as fo ram as que re al iz ar am di vi nações de If á
pa ra a árvor e Awun
quando Awun i a l avar a cab eç a (ori ) de Onde ro.
Foi di t o que el e prospe rari a.
El e deveri a port ant o ofe re cer
um a ovel h a, um a pom ba, e cont as de coral .
El e obedec eu e fez o sacri fí ci o.
Foi pedi do à el e que am a rrass e as cont as
na esponj a que el e usari a par a se l avar.

7 – 2 (t r adução do verso)

Ot unwesi n, Osi nwet un, ei s o que l i m pa as m ãos.


Fo ram el as que r eal iz a ram a di vi na ção de If á par a
Onde ro
quando a árvo re Awun i a l avar sua cab eça (ori ).
Foi pedi do à el e que sac ri fi cass e
de form a à t er um a boa pessoa que l avasse sua c abeç a.
Onde ro di sse, “ Qual é o sacri fí ci o? “
O Bab al awo di sse que el e dev eri a ofer ec er t e ci do branco e um a
pom ba.
El e real i z ou o sacri fí ci o.

P ort ant o, qual que r um que re ceb er est e Odù ser á ori ent ado a usa r roupas branc as.

7 – 3 (t r adução do verso)

Oj i kut ukut u Ba ragend engend en-bi - i gbá -el epo


foi quem real i z ou di vi naç ão de If á par a Ej i -Oba ra,
que est ava vi ndo pa ra If e .
Foi ori ent ado a el e que sacri fi casse

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um a ovel h a par a evi t ar doenç a.
El e se re cusou a of ere ce r o sac ri fí ci o.
Quando Ej i -Obar a ch egou em If e ,
el e est ava ent ret i do com a carn e de um a ovel ha.
El e a com eu e fi cou t ão t erri vel m ent e doent e que seu t órax
por fim est av a gra nde de um a form a anorm al .
Desd e ent ão, aquel es que são nasci dos par a est e If á sem pre t erão
o t órax ex t rao rdi nari am ent e grand e.

Tab u : Aquel es que são nasci dos por Odù Obar am ej i não dev em com er carn e de ovel ha.

7 – 4 (t r adução do verso)

O gi gi f ’oj u-i ran -wo’l e consul t ou If á par a At aper e,


a fi l ha de Ow a- Ol ofi n.
Foi pedi do à el a para faz er um sacri fí ci o de
o gi -ori (b anha de òrí pura ), oj o-owu (m ui t a l ã de al godão ), e um a
ovel ha.
El a obedec eu e sacri fi cou.
Foi ent ão asse gu rado à el a que el a t eri a m ui t os fi l hos.
El a est ava t endo sei scent as cri anç as t odos os di as
após el a t er com i do o rem édi o de If á cozi nhado para el a.
Fol h as de Ifá : C oz i nhe o gi - ori com fol has bi ye nm e, cravos, e i ru gba;
t ri t ure junt o com out ros i n gredi ent es par a f az e r um a sopa
pa ra se r com i da por el a.

Do m esm o m odo, est e rem édi o pode ser cozi nhado pa ra cl i ent es par a quem est e If á sej a
l anç ado e que j á t enham real i z ado o sac ri fí ci o pr escri t o por If á .

21
O rácu l o 8

Okanranmeji

Est e Odù si gni fi c a probl em as, casos t ri bunai s, sofri m ent os e m ás vi braçõ es. Fi l hos
desse Odù, i rão sem pre ace rt ar em chei o por faz er em ou diz er em o que é ex at am ent e
c ert o. As pessoas pensam fr eqüent em ent e que os fi l hos desse Odù são agressi vos e
m andonas devi do a el es t ent arem prev al ec er ap esar de t odos as probabi l i dades. Em
m ui t as si t uaçõ es el e s i rão se rebel ar cont ra as conv enções da soci ed ade e
cons equent em ent e cri am probl em as par a el es m esm os. P ropensos a i nfe cções, os fi l hos
desse Odù dev em t om a r cui dado com sua saúde de form a a não se t orna rem doen ças
c rôni cas.

Obse rva ção oci d ent al : É hora de com prom et e r-se a al i vi ar probl em as.

Okan ranm ej i é o oi t avo Odù na ord em i nalt e ráv el de Òrúnm ì l à. S e Okan ranm ej i é l ançado
pa ra um cl i ent e, If á diz que o cl i ent e est á sofr endo por fal t a de fi l hos, di nhei ro, e out ras
coi sas boas da vi da. Mas se o cl i ent e cre r em Òrúnm ì l à e cul t uar If á , t odos os seus probl em as
ser ão resol vi dos. P ar a vence r os i nim i gos e t er cont rol e sobre t odas as di fi cul dad es, o cl i ent e
t er á que ofer ece r sa cri fí ci os à S àngó e Èsù .

8 – 1 (t r adução do verso)

Osunsun- i gbó- yi - kos’oj e, Oburokos’ej e


for am aquel es que consul t a ram If á
pa ra o povo na ci dade de Ow á.
Foi di t o a el es que fi z essem sa cri fí ci o de m anei ra que
um est ranho fosse f ei t o rei .
Qual qu er coi sa que o B abal awo qui sesse seri a o sa cri fí ci o.
El es at ender am o consel ho e ofer ec eram o sacri fí ci o.

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8 – 2 (t r adução do verso)

Osunsun- i gbó- yi - kos’oj e, Oburokos’ej e for am aquel es que di vi naram If á para S akot o quando
el e i a par a a ci dade de Owa.
Foi ori ent ado a el e que sacri fi casse um a pom ba, um a ovel ha e t rês bol os de fei j ão.
El e at end eu ao cons el ho e f ez o sacri fí ci o. Os Bab al awo o aconsel h aram ai nda a com er os
bol os de f ei j ão e não dá- los pa ra Èsù . Enquant o el e part i a em sua j ornada, el e l evav a os bol os
de fei j ão consi go. El e encont rou o pri m ei ro Èsù e di sse, “S e eu desse a você est e bol o de
f ei j ão, você fari a a chuva m e ati n gi r at é que eu che ga sse à ci dade de Ow a.” Ent ão el e m esm o
com eu o bol o de fei j ão e prosse gui u.
El e passou pel o segundo Èsù , est i cou sua m ão com um bol o de fei j ão pa ra Èsù , e rep et i u o que
havi a di t o pa ra o prim ei ro. Ent ão el e com eu o bol o de fei j ão. El e fez a m esm a coi sa com o
t er cei ro Èsù .
Enfu reci do, o t ercei ro Èsù fez com que a chuva at i ngi sse S akot o at é que el e che ga sse à
ci dad e de Owa.
Os Ba bal awo havi am predi t o que e próx i m a pessoa a ser i nst al ad a com o r ei da ci dad e de Owa
ch egari a bast ant e mol had a pel a chuva. Os habi t ant es de Ow a fiz e ram dest e est ranho
en char cado [pel a chuva] seu rei .

8 – 3 (t r adução do verso)

Mo da a per e o se pere consul t ou If á para Ol u-i gbo (rei da fl orest a).


Mo da a per e o se pere consul t ou If á para Ol u-odan
quando el es i am seduz i r Ewu, a esposa de In á (fogo).
Foi ori ent ado à el es que sacri fi c assem um fei x e de gi est a e fol has de If á (esm a ga r fol has
r enren na á gu a), um a gal i nha e um t eci do pr et o.
Ol u- odan se r ecusou a faz er o sacri fí ci o.
El e di sse: não na pres enç a de seu Esusu oni ’ gb a- ofon, Wari wa oni ’ gb a, e Iyor e oni -gb a- it er e
(b ast ão m á gi co).
Ol u- i gbo foi o úni co que re al iz ou o sac ri fí ci o.
Um di a, Ewu, esposa de In á , deix ou a c asa de seu esposo pa ra i r na casa de Ol u-odan. In á se
pr eparou e foi pa ra a cas a de Ol u- odan par a r esgat ar sua esposa.
Quando che gou l á, el e gri t ou al t o o nom e de sua esposa: Ewu, Ewu, Ewu.
In á quei m ou Esusu oni ’gb a- ofon, Wari wa oni ’gb a- ida, e I yo r e oni ’ gba -i t ere.
Ewu ent ão cor reu para Ol u-i gbo, que t i nha r eal iz ado o sacri fí ci o.
In á foi at é l á e gri t ou: Ewu, Ewu, Ewu.

23
Ol u- i gbo ent ão aspe rgi u o rem édi o de If á sobre In á t al com o i nst ruí do pel o B abal a wo . El e
r eci t ou t rês vez es: Mo da a per e o se pere.
O fogo ( Iná ) se ex t i ngui u, de form a que Ewu est av a di sponí vel para Ol u-i gbo.
Ol u- i gbo, a fl orest a densa, ai nd a hoj e r et ém a es curi dão que el e sacri fi cou.

8 – 4 (t r adução do verso)

Oki t i bi ri ki t i foi quem consul t ou If á par a Ol u


quando el e t i nha ap enas um fi l ho.
Foi ori ent ado a el e pa ra sa cri fi c ar
um a ovel h a bran ca sem qual quer pont o ne gr o,
um a c abr a nova, e um bode.
Foi assegur ado a el e que seu fi l ho úni co se t ornari a doi s.
El e at endeu ao consel ho e re al iz ou e sa cri fí ci o.
Em brev e, seus fil hos se torn aram doi s.
Desd e ent ão, est e Odù t em si do ch am ado Okan ranm ej i .
Qual qu er um par a quem est e If á for l ançado sem pre
t er á um fi l ho a m ai s.

O rácu l o 9

24
Ogundameji

Est e Odù adv ert e cont ra bri gas, di sput as e host i li dad es im i nent es. Durant e um a sessão
de di vi na ção, se esse Odù apar ec e para um a pessoa el a dev e ser avi sada par a t er
cui dado com t rai dores ou am i gos en ga nador es. If á di z que a pessoa deve t er con fi ado
em al guém i ndi gno de confi ança. S e o cl i ent e est á em bat al ha com probl em as
fi nanc ei ros e oposi ç ão de i ni mi gos, est e Odù di z que a pessoa dev e ofer ece r o
sacri fí ci o ce rt o a Ò gún e t am bém apl ac ar a sua c abe ça ( Orí ) para que t enha êx i t o e
prosperi dad e.

Observ ação oci d ent al : O cl i ent e est á sobre car re gado com t rab al ho e probl em as
pessoai s de out r as pessoas.

Na ord em de Òrúnm ì l à, o Odù Ogundam ej i ocupa o nono l ugar. El e é o Odù que en ca rna
Ò gún , o deus do fe rro e da gu err a. A m ai or pa rt e dos fi l hos de O gundam ej i são ador ador es de
Ò gún , que são re conhe ci dos por seu poder, cor agem e t al ent os c ri at i vos. C om suas habi l i dades
i m agi n at i vas incom uns el es abr em port as e c ri am oport uni dad es de em pr ego par a os out ros.
P essoas en ca rnadas por O gundam ej i são sem pre aben çoad as com m uit os fi l hos.

9 – 1 (t r adução do verso)

Al a gb ara ni nsokun Ade foi quem consul t ou If á par a Ò gún .


Foi ori ent ado a el e sa cri fi c ar um al f anj e, um gal o e um i nham e assado.
If á di sse que o al fanj e seri a a ch ave pa ra a prospe ri dade de Ò gún .
El e dever á sem pre cam i nha r com el e j unt o.
Foi pedi do à el e que com ess e o i nham e.
El e o com eu.
Quando el e fi cou com sede, el e foi beber água do ri o.
Após beb er a á gua, el e vi u duas pessoas
bri gando por caus a de um pei x e que el as havi am pes cado.
Ò gún os aconsel hou a ser em paci ent es e di sse
que el es dev eri am i r pa ra casa e di vi di r o peix e.
El es se recus ar am .
O prim ei ro hom em disse que el e vei o do l est e
e o segundo hom em di sse que el e vei o do oest e.
Após ouvi r as suas descul p as, Ò gún pe gou o al fanj e o qual lhe foi ori ent ado par a sem pre
port a r consi go e part i u o peix e em doi s pa ra el es.

25
O prim ei ro hom em o agrad ec eu e pedi u a el e que abri sse um a t ri l ha de l á at é a ci dade onde
r esi di a.
O hom em prom et eu enri qu ece r a vi da de Ò gún se el e at endesse o seu des ej o.
O hom em gar ant i u a Ò gún que el e t am bém re cebe ri a coi sas val i osas que i ri am el ev ar sua
con fi anç a.
O segundo hom em i gual m ent e a gr ade ceu a Ògún e fez um pedi do si m i l ar.
Ò gún concordou em faz e r t al com o el es pedi ram .
Ò gún t em si do sem pr e ch am ado de O gundam ej i desde o di a em que el e di vi di u um peix e pa ra
duas pessoas que est avam bri gando.

9 – 2 (t r adução do verso)

A go go- owo-kosei f ’ apokosi consul t ou If á para Ol ofi n


quando Ol ofi n Aj al orun est ava propondo envi a r seu fi l ho,
Ò gún , ao m undo par a abri r o cam i nho da vi da.
Ò gún foi avi sado de que el e seri a inc apaz de cum pri r
a t aref a devi do à posi ção i nfl exí vel do mundo.
Mas el e deve ri a r eal i z ar sa cri fí ci o cont r a a saúde pr ec ári a
e a m ort e súbi t a: um carn ei ro e um úni co el o de co rrent e.
El e fez o sacri fí ci o.
El es di sser am : Um úni co el o nunca quebr a.

9 – 3 (t r adução do verso)

Okel egbongbo-as ’ofun- kil o consul t ou If á par a Ò gún .


À el e foi gar ant i do que se el e pudesse re al iz ar
sa cri fí ci o, el e j am ai s m orre ri a.
O mundo i nt ei ro sem pr e i ri a pedi r
à el e pa ra aj ud á-l os à repa rar seus m odos de vi da.
Mas nenhum del es fi c ari a a seu l ado para resol ver
os seus próp ri os probl em as.
Quat ro ca rnei ros, quat ro bodes, e quat ro c aba ças cob ert as devem
ser ofe reci dos em sacri fí ci o.
El e real i z ou o sacri fí ci o em cad a um dos quat ro c ant os
do m undo.

26
9 – 4 (t r adução do verso)

Ik oko- Idi -s’akun -ber e consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.


Foi predi t o que sua esposa da ri a
a luz à t ant os fi l hos que el e não
os conh ece ri a a t odos.
El e foi port ant o ori ent ado a sac ri fi ca r um a
Gal i nha d’Angol a e duas m i l búz i os.
Òrúnm ì l à fez o sacri fí ci o.
Al a re é o nom e pel o qual ch am am os o pri m ogêni t o de Òrúnm ì l à.
Ai nda hoj e, nós ouvim os as pessoas diz e rem : om o Al a re (o fi l ho de
Al a re — prop ri et ári o).
Qual qu er um par a quem est e If á sej a di vi nado dever á t er mui t os fi l hos.

O rácu l o 10

Osameji

Est e é um Odù que si gni fi ca fal t a de cora ge m e fu ga de bri gas ou oposi ções. Fi l hos
desse Odù re al iz am um a gr ande quant i dad e de vi a ge ns, ou a negóci os ou por praz e r.
El es cr escem e t ornam - se bons adm i nist rado res se el es ge st am os ne góci os dos out ros.
C om o el es são faci l m ent e am edront ados, el es não i rão cor rer ri scos.

27
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e en ca ra m udan ça i nespe rad am ent e em t ranst ornos t ant o

no servi ço quant o nos rel aci onam ent os .

Osam ej i é o dé ci m o Odù na ordem fix a de Òrúnm ìl à.


Odù Osam ej i r ei t era a nec essi dade por auxí l i o espi ri t ual cont ra m aus sonhos e fei t i cei ras que
i nt erfi r am com o sono da pessoa. Dev er ão ser real i z ados sac ri fí ci os aprop ri ados pa ra
sat i sfaz er os fei t i cei r as (aj e) e pa ra asse gu rar a prot e ção nec essári a. Adi ci onal m ent e, se
Osam ej i é l anç ado para um cl i ent e, If á di z que o cl i ent e t em i nim i gos que est ão pl an ej ando
pr ej udi cá- l o. S e o cli ent e re al iz ar sacri fí ci o a S àn gó , el e ga nha rá fo rça aum ent ad a e
ev ent ual m ent e ven cer á os i ni mi gos.
Aquel es enc arn ados por est e Odù t endem a se descont rol ar ou l hes fal t am li m i t es. Muit o
esfo rço é exi gi do par a c apaci t á -l os a se concent r ar no que est ão faz endo ou par a que el es se
apl i quem di l i gent em ent e em seu t rabal ho.

10 – 1 (t r adução do verso)

Kas a kaj a -kat et esa consul t ou If á pa ra Ej i -Os a.


Ej i -Osa est ava i ndo à If e para um proj et o.
Foi di t o à el es que est es seri am am edront ados por
al go que poderi a evi t ar sua real i z aç ão do proj et o.
P or est e mot i vo el es dev eri am sacri fi c ar
um ca rnei ro e um a ped ra de rai o.
El es se recus ar am a faz e r o sac ri fí ci o.
Quando el es ch egar am a If e , um a l ut a acont e ceu.
El es t ent a ram r esi st i r m as não puder am e t i veram que fu gi r.
Desd e aqu el e di a, as duas pessoas que
fu gi r am t em si do ch am adas de Osam ej i .

10 – 2 (t r adução do verso)

Igbi n ko ya pal aka esse consult ou If á para um a Osa


quando el a est av a per am bul ando pel o m undo sozi nha.
Foi di t o à el a que el a encont rari a um par se el a fi z esse sacri fí ci o:
duas pom bas, doi s c ara cói s, e r em édi o de If á
(m oe r fol has de bi ye nm e e cozi nhá -l as com ovos de gal i nh a) pa ra el a
com e r.
El a obedec eu e fez o sacri fí ci o.

28
Qual qu er um par a quem est e If á é di vi nado t er á m ui t os fil hos.

10 – 3 (t r adução do verso)

Okan -at e gun -kose- i rode’l e


consul t ou If á par a
Òrúnm ì l à quando el e est ava propondo se cas ar com Ol u ye m i ,
a fi l ha de Ol ofi n.
Foi di t o que se el e c asasse apen as com Ol u yem i , sua honra se ri a
gra nde.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as, duas c abras e t rês mi l e duz ent os búz i os.

É a consel háv el a qual que r um par a quem est e If á sej a di vi nado se casa r com um a e apen as
um a m ul her.

10 – 4 (t r adução do verso)

Ol i yenm e yen m e consult ou Ifá pa ra Aj a.


Foi ori ent ado a el e sa cri fi c ar
doi s ca racói s e fol has de If á (t ri t urar fol has de t et ere gun
na água, ent ão quebr ar a pont a da concha do ca racol e dei x ar o lí qui do fl ui r dent ro do
pr epar ado).
El e deveri a se banh ar com o rem édi o par a se acal m a r.
Aj a se re cusou a sacri fi c ar.
El e di sse que sua sal i va era sufi ci ent e pa ra saci ar sua sede.
If á di sse: O cl i ent e par a quem est e If á é l anç ado não est á goz ando de boa saúde.

29
O rácu l o 11

Ikameji

Est e Odù si gni fi c a m uit as preocup açõ es e port ant o pede por m odera ção. Com o cor ret o
sa cri fí ci o é possí vel ex er cer cont rol e. Fi l hos desse Odù est ão sem pre cer cados por
pessoas que são predi spost as a im por dor aos out ros ou que t em pr az e r no sofri m ent o
dos out ros. El es t êm que est a r const ant em ent e prev eni dos devi do a el es não poder em
cont a r com f am íl i a ou ami gos pa ra aj udar.

Obse rva ção oci d ent al : Esse é um bom m om ent o para conc epção.

Odù Ik am ej i ocup a o déci m o pri m ei ro l uga r na ordem fix a de Òrúnm ìl à. Um a pessoa i rá


sem pr e col he r o que pl ant ou. Os fil hos de Ik am ej i ne cessi t am propi ci a r suas c abeç as (ori )
fr eqüent em ent e de form a a faz er as escol h as cor ret as.
S e Ik am ej i é l anç ado par a um cl i ent e, If á di z que est e enfr ent a di fi cul dad es. O cl i ent e t em
i ni mi gos ci um ent os que est ão t ent ando bl oquear suas oport uni dades. El e ou el a est á sof rendo

30
com a fal t a de fi l hos confi áv ei s e com ne cessi dades fi nanc ei ras. Mas se o cl i ent e real i z ar os
sa cri fí ci os apropri ados pa ra If á e Ògún , el e ou el a t er á oport uni dades il i m it ad as para se
t orna r produt i vo(a ) e bem sucedi do(a ).

11 – 1 (t raduç ão do verso )

Odan -gej e awo At a- nde consul t ou If á par a E yi n ( frut o da palm ei r a).


El e foi ori ent ado a faz er sacri fí ci o por caus a de aborr eci m ent os:
um gal o e qual quer coi sa
que o Bab al awo escol hesse t er com o sacri fí ci o.
E yi n di sse que, com a m a gní fi c a coro a em sua cab eça,
el e j am ai s adm i ti ri a i r à qual que r B abal a wo pa ra f az er sa cri fí ci o.
El e se re cusou abrupt am ent e a faz er sacri fí ci o.
If á di z: Qual qu er um par a quem est e
If á fo r di vi nado est ar á com probl em as.

11 – 2 (t raduç ão do verso )

Et usese fi ’nu- i gbose’l e, Oni wak awak afi ’nu -i sase ‘budo
quando aquel es que consul t ar am If á par a B ara A gbonni r egun,
que est ava indo a If e para com eç ar um pa rt o.
Foi di t o a el e par a sa cri fi c ar doi s grãos de m il ho e duas gal i nhas.
El e real i z ou o sacri fí ci o.
El e pl ant ou o m i l ho, o qual
el e col heu quando fi cou m aduro par a propi ci a r sua c abe ça (o ri ).
El es di sser am : Aquel e que co rt ou duas fol has (pal has) de m i l ho para
dei fi c ar sua cab eç a deve ri a se r cham ado Ik am ej i .
Qual qu er um par a quem est e Odù é di vi nado t erá mui t os fi l hos.
ou se torn ará bem sucedi do no mundo.

11 – 3 (t raduç ão do verso )

Oj oj ose- i di be re consult ou Ifá pa ra Òrúnm ìl à


quando sua esposa est ava prest es a com et er adul t éri o.
Foi pedi do a el e para sac ri fi ca r
duas cabe ças de cobr a e um a corda de es cal a r

31
pa ra evi t a r que as pessoas seduz i ssem sua esposa.
El e segui u o consel ho e real i z ou o sacri fí ci o.
O ye e Owore eram ri vai s de Òrúnm ì l à.
El es e ram i ncap az es de seduz i r a esposa de Òrúnm ì l à porque
Òrúnm ì l à ti nha r eal i z ado o sac ri fí ci o.
A esposa de Òrúnm ì l à se cham a Ope.

11 – 4 (t raduç ão do verso )

Om i pensen -akodun- koro consul t ou If á par a Ò gún


quando el e i a at aca r a ci dade de seu i ni mi go.
Foi ori ent ado a el e sa cri fi c ar
um pequeno barri l de vi nho de pal m ei ra, um inham e assado, e az ei t e- de-dend ê.
Ò gún se re cusou a faz er o sacri fí ci o.
Os B abal a wo s di sseram : If á di z que el e será
env enenado l á ant es de vol t ar pa ra c asa porque
el e se re cusou a real i z ar o sacri fí ci o presc ri t o.
El e foi l á, l ut ou, e venceu a bat al h a.
Em seu c am i nho de vol t a par a c asa,
um de seus hom ens l he ofe rec eu um peda ço de
i nham e assado, que el e com eu.
O inham e gr udou em
sua ga rgant a e el e fi cou inc apa ci t ado de en gol i - lo.
P or fi m , el e não conse gui a fal a r.
S e voc ê fal ar com el e,
el e usará sua c abeç a e suas m ãos par a
a rt i cul ar suas respost as at é hoj e.

32
O rácu l o 12

Oturuponmeji (Ologbonmeji)

A car act e rí st i c a m ai s im port ant e das pesso as nas ci das nest e Odù é a pe rsi st ên ci a. El es
são vi gorosos e resol ut os e i rão m ost r ar det erm i naç ão apes ar de t rat am ent o rude.

Obse rva ção oci d ent al : Quest ões r el aci onad as aos fil hos est ão na m esa .

Ot uruponm ej i , t am bém ch am ado de Ol ogbonm ej i , é o déci m o se gundo Odù pri nci pal na ordem
i nal t er ável de Òrúnm ì l à. Est e Odù si m boli z a a cri aç ão de fi l hos. P ar a t er fi l hos saud ávei s e
bem com port ados, Ot uruponm ej i diz que é nec essári o of ere ce r sac ri fí ci os aos e gun gun
( ant epassados ) e a O ri sa-nl a. Os fi l hos de Ot uruponm ej i t endem a se t orna rem com pl ac ent es.
P ar a tom ar de ci sões sábi as, el es devem ouvi r e resp ei t ar as opi ni ões de seus pai s e os pont os
de vi st a dos m ai s vel hos em ge ral .
Os fi l hos de Ot uruponm ej i t êm for ça para suport ar as nec essi dades ou a dor.
C onsequent em ent e, el es se torn am dem asi ado i m prudent es, t ei m osos, e fa ci l m ent e confusos.
S e for pa ra el es perm anec er em con cent r ados e não pe rder em suas posi ções na vi da, dever ão
ser f ei t os esfo rços persi st ent es par a propi ci ar suas cab eç as (o ri ) e sacri fí ci os a If á
r egul arm ent e.

12 – 1 (t r adução do verso)

Oka ra gb a consul t ou If á par a Ej i -O ge

33
quando el es est av am prest es a desc er para If e .
Foi predi t o que am bos
i ri am se sobressai r em If e .
Foi pedi do a el es para sacri fi car dez essei s ca ra cói s, dez essei s t art aru ga s,
dez essei s ped ra de rai os (doi s de cad a é sufi ci ent e),
e fol has de If á (fol has de okunpal e e abo- i gbo ou a gbos awa e
out ros condi m ent os, pa ra se rem m oí dos e coz i nhados com o sopa e
dados ao cl i ent e para com er; qual que r um que des ej asse usar
o r em édi o par a prospe ri dade t am bém poderi a com ê- lo).
Após com er o r em édi o,
o cl i ent e dever á deposi t ar os
edun -aa ra (pedr a de rai os) sobre seu If á .

12 – 2 (t r adução do verso)

El ul use’di be re consul t ou If á pa ra Ol ofi n,


Que i a se c asar com P upa ye m i ,
um a j ovem gar ot a do l est e.
Foi ori ent ado a el e sa cri fi c ar duas cabr as.
El e real i z ou o sacri fí ci o.
Foi di t o a el e que el e t eri a apen as doi s fil hos
do c asam ent o m as que os dois dev eri am ser bem t rat ados
porqu e el es seri am grand es na vi da.
Tam bém foi decl a rado que os doi s fil hos que foram bem t rat ados em If e
dev eri am se r cham ados de O ge -m ej i .

12 – 3 (t r adução do verso)

A gba -i gbi n-f ’i di j el u consul t ou If á para Odo.


Foi di t o a el e que est e sem pre encont r ari a um ass ent o (l ugar )
onde quer que el e foss e m as que sua im prud ênci a o m at ari a.
O sacri fí ci o: um ca ra col , um a sem ent e de pi m ent a- da-cost a,
Doi s m il e duz ent os búz i os, e fol has de If á
(m oe r fol has de gb egi com a pi m ent a -da- cost a,

34
f erve r o ca ra col , e coz i nhá- los j unt os;
est e rem édi o dev e ser dado ao cl i ent e pa ra com er ou pa ra
qual que r out ro que quei ra usá-l o).
Odo segui u o consel ho e fez o sacri fí ci o.
O rem édi o de If á foi cozi nhado para el e t al com o descri t o a ci m a,
de form a que el e pudesse est a r se gur am ent e ass ent ado.
C om o o gb egi é profund am ent e enrai z ado, Odo sem pre
est a rá fi rm em ent e ass ent ado em qual qu er l u ga r.

12 – 4 (t r adução do verso)

Kas akaj a Kat et es a consul t ou If á par a O ge .


Foi pedi do à el e faz er sacri fí ci o de m odo a
ser cui dadoso.
B anha de òrí e az eit e -de- dendê
dev eri am se r ofe reci dos com o sacri fí ci o.
El e se re cusou a f az er sa cri fí ci o.
S e el e ti vess e fei t o o sa cri fí ci o, o r em édi o de If á
(m i st ura de banha de òrí e az eit e -de- dendê )
t eri a si do prepa rado para el e esf re ga r em
seu corpo porqu e: “Ao m ei o di a o az eit e -de- dendê est á al e rt a.
Est a é a r az ão de sua vi da l onga.
Ao m ei o di a a banha de òrí est á vi gi l ant e.
Est a é a r az ão da sua habi li dad e de vi ve r at é a vel hi ce. ”
O ge é o nom e de Odo (pi l ão).

35
Or ácul o 13

Oturameji

Est e Odù sugere paz m ent al e l i berdad e de todas as i nqui et ações (ansi ed ades). Fi l hos
dest e Odù são m ei gos e mode rados em car át er.

Obse rva ção oci d ent al : Est e é o m om ent o par a novos sucessos em negóci os e
r el aci onam ent os.

Ot ur am ej i é o dé ci m o t ercei ro Odù na ordem fi x a de Òrúnm ì l à.


As pesso as nasci das sob Ot uram ej i ser ão bem suc edi das nos ne gó ci os, part i cul arm ent e na art e
de com pr ar e vende r. É im port ant e sat i sfaz er Èsù fr eqüent em ent e por causa daqu el es que
t rai r ão sua confi anç a ou pl anej arão en ga na r sua f am íl i a. Os fi l hos de Ot ur am ej i pr eci sam
ap rende r a rese rvar um t em po pa ra descans ar e não di ssi par suas energi as at é o ex t rem o de
sofr er um col apso fí si co ou nervoso.
S e Odù Ot ur am ej i é l anç ado para um cl i ent e, If á di z que o cl i ent e t em i nim i gos que o
t orna ram um a pesso a i m prudent e. Da m esm a m an ei ra que el e é pobre, el e não t em esposa nem
r el aci onam ent os fam i li a res. El e deveri a t ão rápi do quant o possí vel ofer ece r sa cri fí ci o.

36
Ot ur am ej i diz que el e deve ri a f az e r sac ri fí ci o à Ò gún , Yem onj a, e If á . El e dev eri a ent ão se r
c apaz de ven cer seus i nim i gos, ganha r al gum di nhei ro, e fi nal m ent e t er um a esposa e fi l hos.

13 – 1 (t r adução do verso)

Aru gbo -nl a ni i se ori f egunfe gun cons ul t ou If á para Ot u


quando el e i a pa ra If e faz er t rabal ho de di vi na ção.
Foi di t o a el e par a sa cri fi c ar
duas bengal as [de c am i nhada] e duas ovel has.
Foi di t o a el e que el e não ret orna ri a l o go.
Ot u r eal iz ou o sa cri fí ci o
e perm an eceu por um l ongo t em po.

13 – 2 (t r adução do verso)

(...)
consul t ou If á par a Òrúnm ì l à
quando el e i a des cobri r e est abel ece r um a ci d ade.
Foi di t o a el e par a sa cri fi c ar
um grupo de form i gas- sol dado (owo i j am j a), sabão ne gr o,
qua rent a búz i os j á prep arados em um cordão no escuro,
um peda ço de pano bran co, e um a árvor e odan.
Òrúnm ì l à at endeu ao consel ho e fez o sac ri fí ci o.
Os B abal a wo s a consel har am Òrúnm ì l à a pl ant ar a árvor e Odan
num m at agal e am ar rar as búzi os nel a.
El e deveri a l avar seu corpo com o sabão negro prepa rado com fol has de Od an e
c arr ei ras de form i gas.
El e deveri a usar o pano bran co par a se cobri r.
S e est e If á enc arna al guém , dev e ser di t o à est e al guém pa ra faz er da m esm a form a.
Os B abal a wo s di ri am a el e com se gu ranç a que o lu ga r
onde el e pl ant ou a árvor e odan t al com o descri t o a ci m a
ev ent ual m ent e se torn ari a um m er cado.

13 – 3 (t r adução do verso)

Oki t i -o gan- af ’i di j ’a go consult ou Ifá pa ra Ot u.

37
Foi di t o a el e par a of ere cer
duas t art aru gas de m odo a se t ornar ri co.
Ot u ouvi u e f ez o sacri fí ci o.
Os B abal a wo s adv ert i ram Ot u pa ra não m at ar as t art aru ga s
m as pa ra vendê- l as. Por m ei o de um sort ei o, el e deveri a
de ci di r onde i r pa ra vendê- l as.
Quando el e chegou na ci dade, foi ofer eci do à el e oi t ent a bol sas
de di nhei ro pel as t art arugas.
Èsù a consel hou Ot u à não ac ei t ar o preço.
Èsù est á sem pre a favo r de qual quer pesso a que real i z e sac ri fí ci os.
Quando o pre ço foi el ev ado par a vá ri as c ent enas de bol sas
de di nhei ro, Èsù o aconsel hou a ac ei t ar a ofe rt a.
Ei s com o Ot u se tornou ri co.
Os B abal a wo s di sseram : O di a que Ot u com prou duas t art a rugas
dev eri a ser ch am ado Ot ur am ej i .

13 – 4 (t r adução do verso)

(...)
consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.
Foi di t o a el e par a r eal iz a r sac ri fí ci o de modo
que el e pudesse gov ern ar sua ci dade adequ adam ent e.
Òrúnm ì l à di sse: “ Qual é o sacri fí ci o? ”
Os B abal a wo s di sseram : S ei s est ei r as , sei s penas de pap agai o, sei s c abras,
e mi l e duz ent os búz i os.
Foi di t o a el e que pessoas de toda part e do mundo vi ri am
pa ra honr á- lo sobre a est ei r a.
Òrúnm ì l à real i z ou o sacri fí ci o t ão rápi do quant o possí vel ,
e pessoas de toda part e do m undo vi e ram par a honr á-l o sobre a
est ei r a t al com o pr edi t o.
Desd e aqu el e di a, os B abal a wo s t em se sent ado sobre a est ei r a par a
r eal iz a r di vi nação de If á .

38
O rácu l o 14

Iretemeji

Est e Odù di z que pa ga para se i ncl i nar par a conqui st ar. Hum i l dade é um a vi rt ude m ui t o
i m port ant e. Est e Odù avi sa cont r a i nt ri gas e i nim i gos que est ão t ent ando desp acha r
pront am ent e nossas ch ances de suc esso na vi da.

Obse rva ção oci d ent al : Est a pessoa m archa pel o seu próp ri o t am bor e t em probl em a em
subm et er-se.

Na ordem fi x a de Òrúnm ì l à, Odù Ir et em ej i ocupa a déci m a -quart a posi ção. Est e Odù pede por
t ot al dedi ca ção a If á . Todos os fi l hos de Ir e t em ej i dev em ser devot os de Òrúnm ì l à. As
c ri anç as do sex o m ascul i no dev em ser ini ci ad as par a se t orna rem Bab al awo s. S e as cri an ças
c rer em em If á , Òrúnm ì l à conc eder á a el as boa sort e para di nhei ro, esposas, fi l hos, vi da
l on ga, e fel i ci dad e.
De t em pos em t em pos el es dever ão propi ci ar suas cab eç as (ori ) de m odo a evi t ar es t ress e
em oci on al ou humi l haç ão por forç as m al éfi c as. S e Ir e t em ej i for l ançado par a um cl i ent e que
est i ver doent e, If á di z que par a um a r ápi da r ecupe ra ção o cli ent e deve rá real i z ar os sa cri fí ci os
co rret os a Obal uwai ye (S anponn a) e aos fei t i cei ros (aj e ).
Os fi l hos de Ir et em ej i deveri am apr ender a rel ax ar, porque é fá ci l para el es fi c ar am fat i gados,
abo rre ci dos, e i m paci ent es quando est ão sob pressão.

14 – 1 (t r adução do verso)

39
Okan awo Ol ui gbo consul t ou If á pa ra Ò rúnm ìl à
quando el e est av a i ndo par a If e .
Foi di t o a el e que qual quer pesso a que el e i ni ci asse não m orre ri a j ovem .
Fol h as de t et e e duas pom bas devem ser sacri fi cadas.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.
O t et e foi am assado na á gu a par a ser usado par a l ava r sua
c abeç a.

14 – 2 (t r adução do verso)

Ada -i l e- o-m ukankan consul t ou If á pa ra Ir en


quando el e i a i ni ci ar doi s fil hos de Ol ofi n.
Foi di t o a el e par a f az e r sac ri fí ci o.
El e segui u o consel ho e fez sacri fí ci o.
Foi assegur ado a el e que qual qu er pesso a que el e i ni ci asse não m orreri a
j ovem .
O di a que Ir e n i ni ci ou duas pessoas que não mor rer am deve ser
ch am ado Ir e - t e-m ej i .

14 – 3 (t r adução do verso)

Odan -ab ’ori pe gunpe gun consul t ou If á par a Akon (o ca ran gu ej o).
Foi di t o a el e que el e nunca i ri a se acost um ar com as pessoas
no m er cado m as se el e qui sesse cor ri gi r est a f al ha em si m esm o, el e
dev eri a sacri fi c ar um pot e de az ei t e (at a-epo ) e um x al e.
Akon se re cusou a f az er o sa cri fí ci o num di a de m erc ado.
Akon equil i brou seu pot e de az ei t e- de- dendê na sua c abeç a.
Quando el e t ent ou se em brul har com seu x al e,
o pot e c ai u de sua cab eça e
o az ei t e m an chou suas roup as.
O az ei t e -de- dendê que m anchou o corpo
de Akon naqu el e di a perm ane ceu nas suas cost as at é hoj e.
S e qual que r um nasc er por est e If á ,
est e deveri a ser advert i do a nunca usar um x al e
pa ra cob ri r seu corpo.

40
14 – 4 (t r adução do verso)

Adi l u-abi di sum usum u consult ou If á para Ol uweri ,


que est ava indo com pr ar Akon (o car anguej o) com o um escr avo.
Foi di t o a el e que se el e com pr asse o escr avo el e j am ai s
pr eci sari a das pesso as.
Um a baci a nova, um a c abra, e e fun deve ri am ser usados
com o sa cri fí ci o.
Ol uwe ri obede ceu e re al iz ou o sac ri fí ci o.
Akon t eve m uit os fi l hos.
Ol uwe ri com prou ini ci al m ent e escr avos hum anos.
El es o dest r at ar am e o ab andonar am .
Apen as o c aran gu ej o (Akon ) perm an ec eu com el e.
C ol oque o efun na ba ci a nova e ofe re ça a cab ra à el a.

41
O rácu l o 15

42
Osemeji

Est e Odù im pl i ca em vi t óri a sobre i ni mi gos e cont rol e sobr e di fi cul dades.

Obse rva ção oci dent al : Est e é o m om ent o de i ncert ez a ou de mudan ça de condi çõ es em
ne gó ci os e rel aci onam ent os. É um bom m om ent o para am or e di nhei ro.

Osem ej i é o dé ci m o-qui nt o Odù na ordem inal t er ável de Òrúnm ì l à. S e os sac ri fí ci os cor ret os
for em ex ecut ados, os fi l hos de Osem ej i vi verão at é um a i dad e l onga, desde que el es cui dem
de sua saúde. El es t am bém devem fort al e cer sua cr enç a em If á e suas própri as cap aci dad es de
m odo a prosp era r na vi da. P ar a am or, um casam ent o f el iz , e prosp eri dad e fi nancei r a,
sa cri fí ci os ad equados dev em ser real i z ados à Osun.
S e Osem ej i é l ançado par a um cl i ent e, If á diz que o cl i ent e t em mui t os i ni mi gos e, para
ven cer os i ni m i gos, deve ofer ece r sac ri fí ci os a S àngó e Òrúnm ì l à. Acr edi t a- se que Òrúnm ì l à
t em enorm es poder es par a ven cer t odos os i ni mi gos t ant o na t erra com o no céu.
Em Osem ej i , If á nos ensi na que apenas sacri fí ci os podem sal var os seres hum anos. A vi da é
des agrad ável sem sa cri fí ci o. Fal t a de fé ou aut o-confi ança é sem pr e um a t ra gé di a.

15 – 1 (t r adução do verso)

Ti t oni -nkun’l e ti - nm uk’awot o consul t ou If á par a Arugbo (os idosos).


Foi pedi do a el es para sacri fi car em
um a gal i nha, um a ga i ol a ch ei a de al god ão, e dez essei s peda ços de gi z (efun )
de modo que el es pudess em al can çar um a i dade avanç ada ent re os odùs.
El es se gui r am o consel ho e sac ri fi ca ram .
El es vi ver am at é envel he cer em com c abel os gri sal hos.
Qual qu er um que envel he ça com cabel os gri sal hos
ent r e os odùs deve ser cham ado A gbam ej i (os doi s an ci ões).

15 – 2 (t r adução do verso)

Osek esek e (al e gr i a) consul t ou If á para Aj e (ri quez a).


Foi di t o a el a que o mundo i nt ei ro est a ri a sem pr e em sua busca.
El a pergunt ou, “Qu al é o sacri fí ci o? ”
Foi di t o a el a par a sa cri fi c ar t oda coi sa com est í vel .

43
Aj e segui u o consel ho e sacri fi cou.
O mundo i nt ei ro est á fel i z por est ar em busca de Aj e.

15 – 3 (t r adução do verso)

Akuko fi Ogbe ori r e se i na consult ou If á para Aj e (ri quez a).


Foi di t o a el a par a sa cri fi c ar
qual que r ani m al m ort o sem [ uso de] um a f aca (eki ri apada fa)
de modo a conduzi r um a vi da t ranqui l a.
Aj e se re cusou a sacri fi c ar.
P or c ausa de sua re cusa, at é o di a de hoj e
Aj e nunca se fix a em um l u ga r.

15 – 4 (t r adução do verso)

Ol uwe we gb e’nu- i gbo- t efa consul t ou If á para Eji - ose quando


el e est ava i ndo para a t err a de If e .
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e
160 rol os de l ã de al godão e dez essei s ben ga l as [ de cam i nhad a] .
El e sacri fi cou apen as doi s de cad a i t em .
Enquant o el e prosse gui a, em seu c am i nho, as duas ben gal as que el e sa cri fi cou
se quebra ram , m as el e não m orr eu.
O Bab al awo disse: De t odos os odùs, qual quer um que quebrou duas
ben gal as e não m orreu deve ri a ser cham ado de Osem ej i .
P ort ant o, qual que r um nasci do por est e If á c are ce de fé.
Is so é, el e vai sem pre quest i ona r os Bab al awo s.
Est a pesso a ach a di fí ci l ac redi t ar na ve rdade.

O rácu l o 16

Ofunmeji (Orangunmeji)

Est e Odù si gni fi c a boa fo rt una. El e pede por paci ên ci a e t ransi gênci a — um a vi da de
da r e r ec eber. C om cert os sacri fí ci os, suc esso é ga rant i do.

44
Obse rva ção oci d ent al : As coi sas est ão fl ui ndo.

Ofunm ej i , t am bém conhe ci do por Or angunm ej i , é o dé ci m o-sext o Odù na ordem r econhe ci da


de Òrúnm ì l à. P ara m ul heres j ovens, Ofunm ej i im pl i ca na possi bi l i dade de en gr avi dar e dar a
l uz.
Os fi l hos de Ofunm ej i são gene rosos. El es podem não ser ri cos [de di nhei ro] m as el es são
sem pr e ri cos em sabedori a. El es não podem vi ve r onde o ar é abaf ado porqu e el es podem
sufoc ar faci l m ent e. A m ai ori a del es t em di fi cul dade em respi ra r.
P ar a boa prosp eri dad e fi nanc ei ra, os fi l hos de Ofunm ej i t erão que re al iz ar sac ri fí ci os par a
aAj e ou par a Ol okun.
É im port ant e para el es dem onst ra r ge nt il ez a t ant o pa ra est ranhos quant o par a m em bros de sua
f am íl i a, e espe ci al m ent e pa ra os ne cessi t ados e os pobres. S e Ofunm ej i for l ançado par a um
cl i ent e, o cl i ent e pode est ar asse gu rado de que t udo dar á cert o na vi agem se el e ou el a
r eal iz a r os sac ri fí ci os pres cri t os por If á .

16 – 1 (t r adução do verso)

O gba ra ga da consult ou Ifá pa ra Odù


quando el e i a c ri ar todos os di fe rent es ti pos no m undo.
Foi ori ent ado a el e sa cri fi c ar
quat ro pil a res e um a gr and e cab aç a cont endo um a t am pa e um a corr ent e.
El e segui u o consel ho e sacri fi cou.
Foi ga rant i do a el e que ni n guém ques ti ona ri a sua aut ori dade.
Assi m el e dev eri a arm a r os quat ro pi l ar es no sol o
uni dos, col oca r a caba ça sobre el es, e usa r a co rrent e par a
at a r os pi l ares às suas m ãos.
El e obedec eu e real i z ou o sacri fí ci o t al com o i nst ruí do.
O di a em que Odù cri ou t odos os ti pos no m undo
t em si do cham ado desde ent ão Odudua
(Odù cri ou t udo o que ex i st e, Oodua, Ol odum ar e).
El e cri ou t udo o que exi st i a na caba ça.
Nós (s eres hum anos) est am os t odos vi vendo dent ro da cab aç a.

16 – 2 (t r adução do verso)

Aru gbo -i l e-fi - i re- sa-kej ekej e consul t ou If á para Ol ofi n


quando el e i a f az er nas cer os dez essei s Ir únm al e

45
(odùs pri nci pai s).
Foi predi t o que os fi l hos seri am pobres.
S e el e qui sesse que el es conse gui ssem di nhei ro, el e t eri a que
sa cri fi c ar dez essei s caba ças de fa ri nha de mi l ho, dez essei s cab aç as
de ekuru, dez essei s ol el e (f ei t o de fei j ões verm el hos), e dez essei s ovel has.
Ol ofi n se recusou à re al iz a r o sac ri fí ci o.
El e di sse que est ava sat i sfei t o apen as por f az er nas cer as cri anças.
El e sacri fi cou apen as par a si m esm o e i gno rou as cri anç as.
P ort ant o, os B abal a wo nunc a devem fi car ansi osos por
j unt ar di nhei ro ao i nvés de adqui ri r sab edori a e poder ao l ongo de
suas vi das.

16 – 3 (...)
consul t ou If á par a Ej i o gbe e os rest ant es dez essei s odùs
pri nci pai s.
Foi pedi do a el es para pagar em o débi t o de sacri fí ci o devi do por sua
m ãe.
El es se recus ar am a re al iz a r o sac ri fí ci o.
Ei s o porque os Bab al awo nunca foram ri cos,
em bor a el es sej am ri cos em sabedori a.

16 - 4
A gba gb a- il uf ’i di kodi consul t ou pa ra Or angunm ej i , à quem foi pedi do sac ri fi ca r um a ovel h a,
dez essei s pom bas, e t rês m i l duz ent os búzi os. El e se gui u o consel ho e sa cri fi cou. O B abal a wo
di vi di u os m at e ri ai s de sa cri fí ci o em duas pa rt es, rese rvando m et ade pa ra si própri o e dando a
out ra m et ade para Oran gunm ej i pa ra usar pa ra propi ci ar sua cab eça (ori ) quando el e
r et ornasse para cas a.
Ao che ga r em casa, foi di t o a Oran gunm ej i que sua m ãe gost ari a de vê- l o e a seus i rm ãos m ai s
vel hos na faz enda. Assi m , el e est av a i ncap aci t ado de re al iz ar o sac ri fí ci o de propi ci ar seu ori
em c asa. C arre ga ndo os m at eri ai s com el e, el e se j unt ou à seus i rm ãos m ai s vel hos de form a
que todos pudess em visi t ar sua m ãe com o dit o. Quando el es ch egar am na front ei ra, o
fun ci onári o da al fând ega pedi u a el es para pa ga rem um a t ax a de al fând ega. Ej i ogb e, o l í der
dos odùs, não t i nha os duz ent os búz i os ex i gi dos, e nenhum out ro dos quat orz e odùs ti nha
di nhei ro para pagar. Apenas Oran gunm ej i , o déci m o-sext o Odù, ti nha o di nhei ro, que el e
pa gou por t odos el es ant es que el es pudessem at rav essar [ a front ei ra] par a i r à faz end a.
Assi m , quando el es ch egar am à f az enda, os quat orz e odùs rest ant es deci di r am t orna r a am bos
Ej i ogb e e Oran gunm ej i os ch ef es da f am íl i a. Desde aquel e di a, nós sem pre ch am am os

46
Or angunm ej i de “ Ofunm ej i ”. Desd e aquel e di a, fal am os, “N enhum Ifá é m ai or do que
Ej i ogb e, e nenhum If á é m ai or do que Ofunm ej i .”
P or est a raz ão, ao l ança r a sort e (i bo) na di vi nação de Ifá , se Ej i ogb e ou Ofunm ej i for em
l anç ados, nós sem pre deci di m os a sort e em favo r del es.

O rácu l o 17

Ogbe‘Yeku

Ness e Odù som os acons el hados a usar a i nt el i gên ci a ao cont rári o da for ça ou
con front aç ão par a supe rar obst ácul os ou ini m i gos. Não i m port a quant o i m port ant e
al guém sej a, est a pessoa ne cessi t a obt er e se gui r o consel hos de um B abal a wo. C ren ça
i nabal ável em Ifá i rá sem pre recom p ensar o "cl i ent e".

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á ge ral m ent e dedi c ando m uit a ene rgi a a quest ões
t em porai s e pre ci sa se "ab ri r" espi ri t ual m ent e e em oci onal m ent e.

No Odù Ogbe’ Yeku, Ogbe est á na di r ei t a, repr esent ando o pri ncí pi o m ascul i no, e O ye ku est á
na esquerd a, rep res ent ando o pri ncí pi o fem i ni no. Quando O gbe vai vi si t ar com O yeku, as
t rans form açõ es r esult ant es dest e m ovi m ent o são si m bol i z adas por Odù Ogbe’ Yeku. (C om o
ant e ri orm ent e di scut i do, exi st em 256 odùs no si st em a If á de di vi naç ão: dez essei s odùs

47
pri nci pai s e 240 ram i fi c açõ es ou com bi naçõ es de Odù. Odù Ogbe’ Yeku é o pri m ei ro das
com bi na ções de odùs e el e ocupa o déci m o-sét i m o l uga r na ordem fi x a de Òrúnm ì l à.)

17 – 1 (t r adução do verso)

Ekum i ni , Ekum i ni consul t ou If á par a Ol ukot un Aj am l ol o,


o pai de Oi t ol u. Foi previ st o que el e
seri a grand em ent e favor eci do por If á est e ano.
P ouco depoi s, Ol ofi n pro curou por Ol ukot un
pa ra que vi esse e consul t asse If á pa ra el e. Ol ukot un pedi u
que di ssessem a Ol ofi n que el e est av a i ncap aci t ado de vi r
i m edi at am ent e porque el e est av a cul t uando seu If á naquel e
m om ent o. Ol ofi n cham ou por Ol ukot un pel a
se gund a vez .
Ol ukot un respond eu rep et i ndo o que el e havi a di t o
ant es. El e ai nda est ava cult uando seu If á .
Ol ofi n r espondeu e di sse, “Qu al If á Ol ukot un
Aj am l ol o est á cult uando? O If á favor eceu a el e? ”
Mai s t ard e, Ol ukot un Aj am l ol o ch egou par a re al iz a r
di vi naç ão de If á para Ol ofi n. If á di sse que não havi a nad a de
e rrado com Ol ofi n; el e ap enas est ava sent i ndo di fi cul dad e par a dorm i r à noit e.
P ort ant o, com o pa rt e do sac ri fí ci o, el e deve ri a
con cede r à Ol ukot un: sua fil ha m ai s vel ha adorn ada com
cont as em seus pul sos e t ornoz el os, um a cab ra gr ande,
e quat ro m il e quat roc ent os búz i os.
Ol ofi n r eal i zou o sa cri fí ci o.
Assi m que Ol ukot un est ava i ndo para cas a com os m at eri ai s do sacri fí ci o,
as pessoas com e çar am a ri di cul a riz á -l o e a Ol ofi n, pergunt ando,
“ Com o pode Ol ofi n conced er sua fi l ha à est e
pobr e Ol ukot un? ”. El es arr anc aram a bel a ga rot a de
Ol ukot un e a der am para um oba (r ei ).
El a se t ornou a espos a do rei .
O oba t am bém não podi a dormi r bem e foi fo rçado
a procur ar por Ol ukot un Aj am l ol o par a vi r e consult a r
If á pa ra el e. Ol ukot un vei o e di sse ao oba que
el e est ava i ncapa ci t ado de dormi r profundam ent e à noi t e. P ort ant o,
se el e qui sesse afast a r a mort e súbi t a, el e t eri a que con cede r

48
ao Bab al awo que consul t ou If á par a el e: sua
j ovem r ai nha, duas cabr as grand es, e quat ro m il e quat roc ent os búz i os.
O oba re al iz ou o sac ri fí ci o. Ol ukot un Aj am l ol o
c arr egou os m at eri ai s do sacri fí ci o para cas a e c ant ou a
se gui nt e canç ão: Ekum i ni , Ekum i ni , ei s com o If á
pode ser f avoráv el , e assi m por di ant e.
C om est e Odù nós ap rendem os com o Ol ukot un Aj am l ol o foi bel am ent e recom p ensado e
f avore ci do devi do à sua i nabal áv el cren ça em If á .

17 – 2 (t r adução do verso)

(...)
(...) consul t ou If á par a Al a gem o (c am al e ão) quando el e i a cel ebr ar as fest i vi dades anuai s com
Ol okun.
Foi pedi do a el e para sac ri fi ca r vi nt e mi l búzi os,
duz ent os pom bos, e um a vari ed ade de t eci dos. El e segui u o
cons el ho. Os di vi nado res prepa rar am rem édi o de If á par a el e.
Al a gem o ent ão envi ou um a m ensagem pa ra Ol okun di z endo que
el e i a part i ci pa r das fest i vi dad es.
El e gost ari a de com pet i r com Ol okun ao usa r
roup as i dênt i cas. Ol okun r espondeu, “ Tudo bem ! C om o voc ê
se at reve, Al a ge m o? ” El e di sse que a gu ard ari a a che ga da
de Al a gem o. Al a gem o che gou no di a propost o. Ol okun
i ni ci ou a com pet i ç ão. Qual qu er roup a que Ol okun
usasse, Al a gem o usari a a m esm a e as i gu al ari a.
Após um curt o t em po, Ol okun fi cou z angado e deci di u
que el e t ent ari a bl oquea r o cam i nho de form a que Al agem o
a chari a i m possí vel r et ornar par a cas a. El e foi
busc ar o aux íl i o dos fei t i cei ros e brux as par a col oc ar
obst ácul os no c am i nho de Al agem o. Al agem o por sua vez foi
consul t ar os Bab al awo s sobre o que el e dev eri a faz er para evi t ar
qual que r i m pedi m ent o em seu c am i nho para casa. El e foi ori ent ado a
sa cri fi c ar eni - agba fi (um a est ei r a de ráfi a ), i gba- ewo (um a cab aç a [ com ]
i nham es assados am assados ), e al gum as out ras coi sas.
El e segui u o consel ho. O r em édi o de If á foi prepa rado para
el e. Foi ensi nado a el e a se gui nt e c anç ão:

49
Oso i be e j owo m i . Aj e ibe e j owo m i . Bi Igun ba j ’ebo
a j ooegb a. (P ossam as fei t i cei ras aqui m e dei x ar em paz
P ossam as brux as aqui m e dei x arem em paz
S e um abut re com e o sacri fí ci o, el e dei x a a c abaç a aqui ).
Foi ai nda pedi do a el e que est i casse a est ei r a
no ri o e se sent asse sobre el a. Al agem o fez com o foi di t o
por seus Bab al awo e el e foi cap az de volt a r par a c asa.
Al a gem o re al iz ou os sacri fí ci os presc ri t os por seus Bab al awo e foi port ant o capaz de supera r
os obst ácul os que Ol okun am ea çou col oc ar em seu cam i nho.

Or ácul o 18

Oyekulogbe

Est e Odù sugere que o cl i ent e i rá encont r ar um confl i t o. Ao i nvés de envol ve r- se, o
cl i ent e dev e ser um m edi ador. E assi m faz endo, el e ou el a i rá t er vant a ge m . Est e Odù
t am bém nos pr evi ne para se rm os cui dadosos com am i gos que possam causa r dest rui ção
da c asa/ fam í l i a. Um c am i nho de t rabal ho ou car rei r a apar ec em bl oqueados ou
di fi cul t osos.

Na fi l osofi a Yo rùbá , não há i da sem vol t a. Odù O ye kul o gbe , o déci m o-oi t avo Odù na ordem
fi x a de Òrúnm ì l à, r epres ent a a vi si t a de ret orno de O yeku, no l ado di rei t o do Odù, à Ogbe,
a go ra na esquerd a. Port ant o est e Odù com pl et a o ci cl o de m ovim ent os de Ogbe a O ye ku e de
O yek u de vol t a a Ogbe.

18 – 1 (t r adução do verso)

A gi l a Awo, Agi l a Awo, Opa gi l agi l a Awo consul t ou If á par a al ad e


m eri ndi l o gun (dez essei s rei s) e Òrúnm ì l à.
If á pr evi u a ch egada de al guns est r anhos que i ri am
l ut ar um cont r a o out ro. Foi port ant o ori ent ado a el es pa ra ofer ece r sa cri fí ci os
de form a a t er paz após a part i da dos est ranhos.
O sacri fí ci o: dez essei s car acói s, duas cabr as, e t ri nt a e doi s
m i l búz i os.

50
Òrúnm ì l à foi o úni co que re al iz ou o sa cri fí ci o.
Quando os est ranhos chegar am , el es ent ra ram na casa de Al ara
e com eç aram a bat er um no out ro. Al a ra os col ocou par a for a. Os
est r anhos t am bém vi er am para a c asa de Aj e ro e para as [ casas] dos quat orz e
r ei s rest ant es. Todos el es puser am os est ranhos para for a. Mas quando os
est r anhos che ga ram à c asa de Òrúnm ì l à e com eça ram a bat er um
no out ro, Òrúnm ì l à t ent ou paci fi c á-l os. Di nhei ro e cont as
est av am cai ndo dest es est ranhos em l ut a. Òrúnm ì l à est ava
ocup ado re col hendo t odo o di nhei ro e cont as e j ói as preci osas.
A l ut a ent re os est ranhos conti nuou por di as, at é que
a casa de Òrúnm ì l à est ava r epl et a de di nhei ro e todas as coi sas boas.
O yek ul ogb e ! Edu se t ranqui l iz ou. Os nom es dos dez essei s
r ei s pri nci pai s são: Ol owu, Ol i bi ni , Al ar a, Aj ero, Oran gun,
Ewi , Al aa fi n-O yo, Owore, El epe, Ob a-Ad ada, Al aaj o gun, Ol u-
O yi nbo, Ol u- S abe, Ol owo, Ol u- Tapa, e Ol oko ou Osi nl e.
Os r ei s possuem ri quez as e todas as boas coi sas, m as não t em paz .
Òrúnm ì l à, o úni co a re al iz ar o sac ri fí ci o, t eve paz
com pl et a.
Est a é a r az ão porque todos os rei s devem m ant er Bab al awo com o
cons el hei ros, espe ci al m ent e quando el es se confront am com probl em as ou
pr eocupa ções.

18 – 2 (t r adução do verso)

Arun -pose- i reke consul t ou If á para Om o-nl e (l a ga rt ix a)


quando el e i a m ora r com O ro (pa rede de ba rro).
Om o- nl e foi ori ent ado a sac ri fi ca r
quat ro pom bas de m odo a ass egura r um l ugar con fort áv el par a m ora r.
El e fez o sacri fí ci o.
Oro foi acons el hada a sac ri fi ca r
de modo a não a cei t ar am iz ade com qual que r um
que a esc avasse.
Um gal o foi pedi do para est e sa cri fí ci o.
Oro se re cusou a sacri fi car.
P orque Oro se recusou a re al iz ar o sacri fí ci o pres cri t o por If á , el a t eve que forne ce r
al oj am ent o para Om o-nl e. Em out ras pal avras, as l a ga rt ix as agor a vi vem em par edes de bar ro.

51
Or ácul o 19

Ogbewehin

Est e Odù fal a de confus ão em oci onal . Tam bém asse gu ra concl usões bem sucedi das. El e
nos fal a par a con fi ar em ex peri ênci as ant eri ores.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e est á f reqüent em ent e com eç ando ou t erm i nando um
r el aci onam ent o.

19 – 1 (t r adução do verso)

(...)
r eal iz ou di vi naç ão de If á para Ogbe
quando el e i a vi si t ar com Iwo ri .
Foi pedi do a el e para sac ri fi ca r
t rês bodes, t rês gal os, a roupa que el e est ava vesti ndo,
e um r at o do m at o (o rat o deve ser m ant i do em pé at r ás de Èsù ).
P orque el e ret o rnari a com ri quez as, el e deve ri a se assegur ar que
a ri quez a não es cap ari a del e.
El e fez o sacri fí ci o.

Qual qu er pessoa par a quem est e Odù é l anç ado deve sem pre of ere cer sa cri fí ci o par a ga rant i r
um fi nal f el iz ou bem sucedi do.

19 – 2 (t r adução do verso)

O gbeho fa afa a consul t ou If á par a Al ukunri n (o co rvo).

52
Foi di t o a el e par a sa cri fi c ar as duas úni cas roupas que el e possuí a (um a pret a, um a branc a),
um bode, e um carn ei ro de modo à não enl ouquec er, e se el e desej ass e ser t rat ado pel os
B abal a wo .
O rem édi o de If á (se el e fiz ess e o sac ri fí ci o) :
De rr am ar o sangu e do bode dent ro de um pot e grand e ant es de col ocar m asi nwi n (ogbo e
fol has de esusu) dent ro do pot e. Adi ci one á gu a pa ra el e se l ava r.
Al ukunri n se recusou a faz e r o sac ri fí ci o.
Aquel es nasci dos por est e Odù ge ral m ent e enl ouquec em .

53
O rácu l o 20

Iworibogbe

Est e Odù fal a prim ei r am ent e de fi l hos e en coraj a um a at m osfe ra soci al posit i va pa ra
m ant er o bem est ar da f am íl i a.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e é m ui t o séri o e pre ci sa de "r ecr ei o" — Ter al gum a
di vers ão si m pl es e pueri l pa ra r est aur ar o equi l í bri o.

20 – 1 (t r adução do verso)

(...)
El e di sse que al go deve ri a se r ofe re ci do à
c ri anç a de fo rm a que a cri ança não vi esse a m orre r:
i nham e am assado, um a gal i nha, e t rês mi l e duz ent os búz i os.
If á di sse que el es dev eri am coz i nhar a com i da e a gal i nha
pr escri t os, reuni r t odas as c ri anç as,
e perm i ti r que os com panh ei ros de rec rea ção da cri ança doent e com am
da com i da ofe reci d a. If á di sse que a cri an ça doent e i ri a
fi c ar bem se um a fest a fosse fei t a pa ra seus com panhei ro de re cr eaç ão.

20 – 2 (t r adução do verso)

(...)
consul t ou If á par a Erukuku -i l e (pom bo) e Erukuku- oko
(pom ba ).
Am bos est av am sofrendo por fal t a de fi l hot es.
Foi pedi do a el es para sacri fi car qui abo, bast ant e i nham e, um fei x e de var et as, um pot e
gra nde, e t rês m i l e duz ent os búz i os.
O pom bo r eal iz ou o sa cri fí ci o
m as a pom ba se r ecusou.
A pom ba t eve dois fi l hot es e o pom bo t eve doi s fi l hot es.
A pom ba di sse que el a não sacri fi cou e ai nda assi m t eve doi s fi l hot es.
El a foi const rui r seu ni nho na árvor e e gun gun.

54
Vei o um a t em pest ade, a árvo re egun gun foi ar ranc ada com raí z es, e os fil hot es da
pom ba m orr er am .
El a gri t ou, “ O pri m ei ro e o segundo eu não vi .”
O pom bo gri t ou, “Eu fi quei de cost as para o pot e e não
m orri .”

O pot e era um dos m at e ri ai s que o pom bo t i nha sac ri fi cado. El e foi c apaz de prot e ge r seus
fi l hot es com o pot e. El es sobrevi ver am .

O rácu l o 21

Ogbedi

55
Est e Odù fal a da necessi dad e de ex ecut ar o sa cri fí ci o co rret o para que se evi t e
confusões ou zom bari a.

Observ ação oci d ent al : O cl i ent e est á sent i ndo ou est á com m edo de pressõ es
em oci onai s. Possi bil i dades pr at i cas não podem se r real i z adas at é que est a pressão sej a
al i vi ad a. A pressão vem mui t as vez es de quest ões de rel a ci onam ent os.

21 – 1 (t r adução do verso)

Kukut e -a gbon Ko roj ij i consul t ou If á par a O gbe


Quando Ogbe foi caç ar em um a expedi ção.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e
De m anei r a que el e não en cont rass e obst ácul os al i ;
Três cabri t os, t rês fran gos e 6 000 búz i os.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.
Quando el e chegou à fl orest a, a chuva cai u
Enquant o el e cor ri a, vi u um bura co l argo
que pensou el e est ar em um a árvor e ou em um form i guei ro
El e ent rou no bura co e não soube que era
um el ef ant e que ti nha abe rt o seu ânus.
O el efant e fe chou seu ânus com el e dent ro.
El e não pôde des cobri r um a saí da.
S eus com panh ei ros com e çar am a procur a-l o.
Depoi s de um t em po, quando el es não o puder am ach ar, el es deci di r am
ex ecut a r o sac ri fí ci o que el e t i nha ne gl i genci ado.
El e foi ex cr et ado ent ão pel o el e fant e.
P orém , el es di sse ram : O O gb e que sai u de um ânus
dev eri a ser ch am ado O gbedi .

21 – 2 (t r adução do verso)

O gbedi k aka, Ogb edi l el e consul t ar am If á par a Èsù quando el e est av a sat i sfaz endo
um perí odo de t rabal ho duro com Òrúnm ì l à, Ori s a-nl a, Ori sa- oko, e Ògún. A Èsù foi pedi do
que ofe re cesse Ees an, nove pom bos e oi t o mi l búz i os. O rem édi o de If á dev eri a ser pr epar ado
pa ra pe rm it i - lo pa ga r seus débi t os.
Èsù se recusou a sac ri fi ca r.

56
Èsù foi um pescado r naquel es t em pos. S em pre que el e pe ga va m uit o peix e em sua a rm adi l ha,
os Ir unm ol e (as quat ro cent as dei dades ) sent i am i nvej a del e. El es pens aram que l ogo Èsù
ganh ari a di nhei ro sufi ci ent e para se afi ança r dest es di l em as fi nancei ros. P or est a r az ão, el es
de ci di ram envi a -l o em mi ssão a l ugar es di st ant es no m esm o di a. Após o envi o da m ensa gem
Òrúnm ì l à pensou em consul t ar o orácul o de If á sobre o assunt o. El e cham ou os bab al awo que
consul t ar am If á e di sseram O gbedi kak a. Òrúnm ì l à foi ori ent ado a sac ri fi ca r sei s co el hos, sei s
pom bos e doz e m il búz i os.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.
O rem édi o de If á foi prepa rado para el e am arr ando os sei s coel hos na bol sa. El es o adv ert i ram
a sem pr e l evar a bol sa com el e. Ori sa -nl a pedi u a Èsù i ra at é Ìrà nj e e t raz er seu bordão (op a-
osoro) e sua sacol a. Òrì sà- oko envi ou Èsù a Òde- Ir aw o. Ògún pedi u a Èsù i r à Òde -Ir e e
t raz er seu gbam da ri (um al fanj e l argo). R api dam ent e Èsù se l evant ou e foi at é um arbust o
pe rt o onde el e supl i cou e obt eve todas as coi sas pedi d as. Lo go após Èsù part i r, t odos os
Ir unm ol e fo ram col et ar os peix es da arm adi l ha del e. Assi m que el e ret ornou, encont rou el es
pa rt il hando seus peix es. Quando el e ap are ceu i nesper adam ent e, todo o m undo em bolsou o
pei x e. El e ent r egou todos os i t ens que el es pedi r am para el e i r busca r. Èsù ent ão com e çou a
quest i onar t odo mundo, “Ond e voces obti ve ram o pei x e que est av am r epart i ndo? ”. Al guns
est av am se des cul pando; out ros não souberam o que di z er. Ent ão i m pl orando o pe rdão del e,
de ci di ram abri r m ão do seus di rei t os sobre di nhei ro el e os devi a. El e não dev eri a dei x ar
ni n guém ouvi r que el es o t i nham roubado. Era cost um e em If e naquel es t em pos que ni ngu ém
devi a roub ar. Ò rúnm ìl à di sse que el e não roubou o peix e de Èsù . Èsù di sse que Òrúnm ì l à
devi a t er roub ado o pei x e que foi col ocado na bol sa que el e est ava se gur ando. Èsù pensou que
o na riz do pei x e est ava sai ndo para for a da bol sa. El es l evar am o assunt o para cort e na ci dad e
de If e. El es di scut i ram . O t ri bunal de ci di u pedi r par a Òrúnm ì l à que desvel ass e o cont eúdo de
sua bol sa. El e solt ou a bolsa e el es vi ram os sei s coel hos que el e j o gou pa ra fo ra. El es
com e ça ram a cul par Èsù . Èsù i m pl orou pe rdão a Òrúnm ì l à. Òrúnm ì l à se r ecusou a descul pa -l o.
Èsù em penhou sua c asa e out ras possessões para Òrúnm ì l à. Òrúnm ì l à ai nda re cusou ac ei t ar o
a rgum ent o del e. Os Ot u If e (os an ci ões de If e) pe rgunt ar am para Èsù o que el e pr et endi a
f az e r. Èsù respondeu que el e i ri a par a casa com Òrúnm ì l à e cont i nuari a l he servi ndo para
sem pr e. El es ent r egar am Èsù para Òrúnm ì l à. Quando el es ch egar am à casa de Òrúnm ì l à, Èsù
qui s ent ra r com Òrúnm ì l à. Òrúnm ìl à re cusou e pedi u para Èsù que se sent asse do l ado de fo ra.
Òrúnm ì l à di sse que o que el e com esse dent ro da c asa, el e com part i l hari a do l ado de fora com
Èsù .
Èsù t em vi vi do ent ão desd e aquel e di a do l ado de fora.

57
O rácu l o 22

Idigbe

Est e Odù fal a do present e ou probl em a i mi nent e e det e rm i na o sac ri fí ci o necess ári o
pa ra ven ce r.

Obse rva ção oci d ent al : Medos t em porai s, m ui t as vez es rel a ci onados a servi ços ou part e
m onet ári a, devem ser t rat ados. Muit as vez es rel a ci onam ent os em oci onai s est ão
c aus ando i nqui et aç ão e desequi l í bri o.

58
22 – 1 (t r adução do verso)

B aba -aki ki bi ti , B aba -aki ki bi ti


consul t ou If á par a Òrúnm ì l à quando
Tant o a Mort e ( Ik u) quant o a Mol ésti a (Àrùn )
am e aç aram vi si t ar sua cas a.
El e foi ori ent ado a prepa rar doi s si gi di am onu (um a fo rm a de Èsù -El egba ra)
com doi s m il e eru (ti po de erva ) fi x ados nel es:
Lh es dê al f anj es de m adei ra par a serem cont i dos por suas as m ãos e ponha ped aços de obì nas
suas bocas.
Ent ão m at e um cabri t o e vert a o sangu e del e sobre el es.
C ol oque um na port a da fr ent e da cas a e o out ro na port a de t rás.
Òrúnm ì l à real i z ou o sacri fí ci o.
El e agi u de aco rdo com as i nst ruçõ es de If á.
Ik ú vei o at é a port a da frent e da c asa e saudou o si gi di da segui nt e m anei r a:
B aba -aki ki bi ti , B aba -aki ki bi ti ,
por favor dê passa gem , que o Awo at r avesse
S i gi di nada respond eu. Ik u deu m ei a—vol t a.
El e foi para t rás da casa e rep et i u a m esm a coi sa.
Àrùn vei o e di sse as m esm as pal avr as. S i gi di nada respondeu
Foi ist o que Ò rúnm ìl à fez par a prev eni r que Ikú (Mort e ) e Àrùn (Mol ést i a) adent r assem sua
c asa.

22 – 2 (t r adução do verso)

Ìd i gba, Ìdí gb e consul t ou If á par a S àn gó


quando el e est av a rode ado por ini m i gos.
If á ass egurou a el e vi t óri a dobr e os i nim i gos.
Um c arnei ro e 6 600 búz i os fo ram of ere ci dos em sac ri fí ci o.
S àn gó r eal iz ou o sa cri fí ci o
e foi vit ori oso dobr e seus i ni mi gos.

59
O rácu l o 23

Ogbe’rosu

Est e Odù det erm i na a sol ução pa ra a am e aça de m ort e, doença, casos j udi ci ai s, pe rdas
e inf ert i l i dade.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e est á sem pr e m eti do em al gum t i po de probl em a.
S om ent e a ção espi ri t ual pode rest au rar o equi l í bri o.

23 – 1 (t r adução do verso)

Òna gbon ran gondon -nt i -If e- wa consul t ou If á par a Abat i ,


o fi l ho de Àram f è, que foi confront ado por t odos os m al es.
El e foi assegur ado que a m ort e (i kú) não i ri a der rot a- l o,

60
que a m ol ésti a (àrùn ) i ri a derrot a -l o,
que casos j udi ci ai s (ej o ) não i ri a derrot a-l o,
que prej uíz o (o fo) não i ri a der rot a- lo.
A el e foi pedi do sacri fi car um carn ei ro e fol has de If á.
El e obedec eu e ex ecut ou o sacri fí ci o.

O rácu l o 24

Irosu-ogbe

Est e Odù enfat i z a que rel aci on am ent os espi ri t uai s pessoai s são cont rári os àquel es
m onet ári os ou com erci ai s.

Obse rva ção oci d ent al : Em oções t êm pre fe rênci a enquant o t rabal ho pes ado cam i nha a
pa ços l ent os.

24 – 1 (t r adução do verso)

Ohun ti ose bá al é i l é t i ko ni konga ra ide, oun li o se i yal e


i l e t i ko ni ’busun al a
Foi aquel e que consul t ou If á par a Agb e- Im o ri m odori
quando el e foi t om ar Bi oj el a, a fi l ha de Ol ófi n,
com o sua esposa.
O sacri fí ci o:

61
Doi s rat os, doi s pei x es, um a ga l i nha e 3 200 búz i os.
If á di z: A jovem deveri a ser dada a um babal awo com o esposa.

24 – 2 (t r adução do verso)

Ai gboni wonr an awo Ol ú-Oj e


C onsult ou Ifá pa ra Odùgb em i , que foi um hom em bast ant e ri co
e popul a r na Terr a.
Odù gbem i foi ori ent ado a faz er sacri fí ci o para evi t ar se t ornar
um hom em bast ant e ri co e popul a r no P araí so.
Um pom bo deve ri a se r sac ri fi cado se o Odù fosse di vi nado no
es ent a ye de um re cém - nasci do.
Um a ovel ha dev eri a ser sa cri fi c ada se o Odù fosse di vi nado no
It ef a.

Not a: Esent a ye (o pri m ei ro pa ço na Terr a) é re al iz ado no t ercei ro di a após o nas ci m ent o da


c ri anç a. It e fá ( Ini ci aç ão em If á ) pode ser r eal iz ado em qual quer épo ca ex cet o se a c ri anç a é
suscet í vel à doenç as ou enf rent a out ros probl em as.

62
O rácu l o 25

Ogbewonri (Ogbèwúnlé)

Est e Odù fal a da escol ha ent r e m ari dos ou esposas pot enci ai s. S acri fí ci os asse gu ram a
es col ha cor ret a e a associ aç ão bem suc edi da.

Obse rva ção oci d ent al : Um gr ande m om ent o para capi t al iz a r, t ant o com er ci al com o
em oci on al m ent e, nos at rat i vos dos cl i ent es para os out ros.

25 – 1 (t r adução do verso)

Aj aj e consul t ou If á par a Koko


quando el a est av a ponder ando c asar ou com Apat a ou com Akuro.
El a foi aconsel had a a ofer ec er um s ac ri fí ci o de quat ro pom bos e quat ro peda ços de t eci do
nodoso.
El a ouvi u e at endeu o consel ho.
Lh e foi fal ado que Akuro seri a o m ari do f avore ci do.
S e Koko ti vesse êx i t o, Akuro t am bém t eri a êx it o.

25 – 2 (t r adução do verso)

63
Oki t i -bam ba -t ii pekun -opopo consul t ou If á par a Ol ofi n.
El e foi ori ent ado of ere cer sac ri fí ci o de m an ei ra que Ogbè dari a
a el e boas com apni as.
Três gal os, t rês bol as de inham e pil ado,
e sopa deve ri a se r ofe reci do.
El e real i z ou o sacri fí ci o.

O rácu l o 26

Owonrinsogbe

Est e Odù fal a de fei t i ça ri a ou vi bra ções ne gat i vas i nt erf eri ndo com a paz m ent al do
cl i ent e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á m ui t as vez es envol vi do em um rel aci on am ent o
em oci on al que t em nubl ado seu jul gam ent o.

26 – 1 (t r adução do verso)

Bon ron yi n awo Òde- Ido , O goronbi awo Òde -Esa, Eri gi dúdú awo.
Il ú S akon foi que consul t ou If á para Ol ofi n Obel ej e
quando el e foi dorm i r e despe rt ou com m ás vi braçõ es.
Foi di t o a el e dorm i r for a de casa e de suas redond ez as,
m at ar um cabri t o sobr e o l ix o, e l evar t udo isso
pa ra a fl orest a.
Di sser am a el e que se um a pessoa l evasse o m al pa ra a fl orest a,
el e volt a ri a pa ra c asa com o bem .
A fol ha se m ost rou ser ol owonr an-nsan -san.
Hoj e Al ad e ex pul sou o m al par a a fl orest a.
S ac ri fí ci o par a P rosperi dad e (Aj é): 2 pom bos — um del es dev e ser usado par a ap az i guar a
c abeç a (o rí ) do cl i ent e.

64
S ac ri fí ci o par a um a espos a (a ya ): 2 gal i nhas — um a del as dev e ser usada usado par a
ap azi gua r a c abe ça (orí ) do cl i ent e, cont ant o que el e t enha sacri fi cado um c abri t o.
O cli ent e deve varr er sua cas a com fol has de ol owonran -nsan- san (osokot u) com o presc ri t o
a ci m a.

26 – 2 (t r adução do verso)

Èsì -pe rew e, E gba -per ewe consul t ou If á para Ol ú Oge,


Que é ex t rem am ent e am argo com a fol ha j ogbo.

O sacri fí ci o: 3 gal os, 2 600 búz i os e


fol ha de J ogbo (am argo).
S e a pessoa pa ra quem est e If á é di vi nado real i z ar o sa cri fí ci o,
ent ão esm ague as fol has am argas na á gu a e adi ci one i yè—i ròsu (pó)
dest e Odù na sol ução, e pe ça ao cl i ent e para bebe r.
If á r evel a que o cl i ent e não t em paz m ent al ou enc ara oposi ção das pessoas.

65
O rácu l o 27

Ogbe’bara

Est e Odù fal a de enf erm i dades t al com o al ergi as peri ódi c as.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e t em se esfor çado mui t o no servi ço.

27 – 1 (t r adução do verso)

Kuom i , o di vi nador pa ra a ga l i nha (adi ye ),


A el es pedi u para ofer ec er sacri fí ci o com o um a form a de prev enç ão
a um a doenç a que os assol ou dur ant e a est aç ão de seca.
Dez obì e 20 000 búz i os deveri am ser sa cri fi c ados.
Al guns del es real i z aram o sacri fí ci o; out ros não.

27 – 2 (t r adução do verso)

Ip al ero- ab’ enum ogi m o gi m am o’ni l owo consul t ou If á par a Òrúnm ì l à


quando a m ort e (k awoka wo) vei o faz er um a vi si t a vi ndo do P arai so.
El e foi ori ent ado a sacri fi car um a cab ra e dez essei s Ik i n.
A cabr a deveri a se r mort a do l ado de fo ra de m anei r a que a m ort e não est ari a apt a a apri si ona-
l o com out ros.
Òrúnm ì l à prest ou at enç ão ao consel ho e fez o sacri fí ci o.

66
O rácu l o 28

Obarabogbe

Est e Odù fal a de grand e respei t o e poder par a o cl i ent e que fi el m ent e se gui r as
pr evi sões de If á.

Obse rva ção oci d ent al : O cept i ci sm o ger al do cl i ent e est á bl oqueando o sucesso.

28 – 1 (t r adução do verso)

Oba rabobo awo Eko consul t ou If á


pa ra Eko, o fil ho de Aj al orun.
Foi predi t o que as pal avras de Eko se ri am sem pre respei t ad as
com o sendo a pal av ra fi nal .
Um a ovel ha foi of ere ci da com o sacri fí ci o.
If á diz que pa ra qual que r um que est e If á é di vi nado, ex er cer á um a gr ande i nfl uênci a no
m undo.
El e vi ve rá m ui t o t em po.

28 – 2 (t r adução do verso)

Ir of á- abe enúj i gi ni , o advi nho de Òrúnm ì l à, foi quem consul t ou If á pa ra Adi fal a, que est av a
i ndo di vi nar pa ra Osi n. Adi fal a pedi u a Osi n f az e r sac ri fí ci o de m anei ra a af ast ar m ort e
r epent i na dent ro dos set e di as se gui nt es. S et e carn ei ros e 1 000 búz i os deveri am ser
of ere ci dos. Osi n não re al iz ou o sa cri fí ci o m as a ga rrou Adi f al a e o am ar rou. Adi fal a c ant ou a
se gui nt e can ção: Eu, um adi vi nho cuj as pr edi ções de If á passarão i m edi at am ent e na t ábu a de
adi vi nha ção (opon), Ib ar at i el e, Ib ar at i el e. C ert am ent e Osi n m orre rá am anh ã, Iba rat i el e,
Ib a rat i el e. Osi n pegar á um pot e e i rá at é o ri o, Ib ar at i el e, Ib ar at i el e. El e pegar á um a vassoura
e varr erá o chão, Ib ar at i el e, Ib a rat i el e. El e pe ga rá um a esc ada e subi rá no t el hado, e assi m por
di ant e.

67
O babal awo cant ou ess a can ção todos os di as at é que um di a quando el es est av am t raz endo
um a noi va nova (i yà wó) pa ra Osi n de um lu ga r di st ant e. Osi n di sse que el e var reri a a c asa
r api dam ent e ant es da ch egad a da noi va. El e pegou a vassoura e var reu a cas a. Assim que
t erm i nou, de ci di u subi r no t el hado par a espi a- l os. El e pegou um a es cad a e foi ao t el hado pa ra
ve r a noi va que vi nha ao lon ge. El e cai u e a pa red e desm oronou sobr e el e. El es envi ar am
pessoas par a l i bert ar e t raz er Adi f al a. Adi fal a di sse que el es deveri am ofer ec er r api dam ent e
um sacri fí ci o de dez ovel has, dez gal os, dez vacas, e a esposa nova que est av a vi ndo a Osi n.
Osi n despe rt ou enquant o el es est av am ex e cut ando o sac ri fí ci o.
If á di z que nós nunca devem os duvi dar das predi çõ es de um bab al awo.

O rácu l o 29

68
Ogbe’kanran

Est e Odù fal a de possí vel perda de l ucros ant eri or es devi do à fal ha ao ex ecut ar um
com pl et o sa cri fí ci o. Mei as m edi das sem pre resul t ar ão em pe rdas.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á com m uit a pressa, el e pr eci sa cam i nhar m ai s
dev agar e com cui d ado.

29 – 1 (t r adução do verso)

Oki t i bam ba- ti i -pekun -opopo consult ou If á fo r Ogb è quando Ogb è foi a Òt uuf è. A el e foi
pedi do que sacri fi casse quat ro pr egos (S eri n) e 8 000 búzi os. El e sacri fi cou apen as t rês
pr egos e 6 000 búz i os. O babal awo di sse que el e deve ri a c rava r os pre gos no chão da rua
pri nci pal , um por vez . El e se di ri gi u à rua pri nci p al e pr egou o pri m ei ro pre go no chão. Um a
por ção de di nhei ro apa re ceu e el e a pegou. El e pregou o se gundo prego no ch ão. Um pequ eno
grupo de garot as ap are ce ram e el e as reuni u ao seu r edor. El e ent ão esp erou por um curt o
pe rí odo de t em po e pregou o t er cei ro prego no ch ão. V ári as cri anç as ap are cer am e el e as
r euni u ao seu redor. El e di sse: Há ! O que acont e ceri a se eu ti vess e re al iz ado o sacri fí ci o
com pl et am ent e? Eu t eri a ti do mui t o m ai s. El e vol t ou e r et i rou o pri m ei ro pre go. El e ent ão o
c ravou de front e a el e e casos j udi ci ai s (ej o), prej uíz os (ofo ) e out ros m al es apa rec er am para
el e.
A part i r dest e di a O gbe encont rou di fi cul dades, e est e odù t em si do cham ado de Ogb e’K anran.

O rácu l o 30

Okanransode

69
Est e Odù fal a de sobrepuj a r nossos i nim i gos ou com pet i dores par a conse gui r um a
posi ção de proem i nên ci a.

Obse rva ção oci d ent al : Um novo t rabal ho, um a prom oção ou um aum ent o est ão em um
fut uro próx i m o.

30 – 1 (t r adução do verso)

P ande re- fol u-om i -l i ki t i consul t ou If á para Ol it i kun,


o fi l ho m ai s vel ho de Èwi (rei ) de Ado.
A el e foi pedi do di st ri bui r 180 ak ar a de m an ei ra a
obt er vit óri a sobre os i ni mi gos.
Um c abri t o e 3 200 búz i os fo ram t am bém sa cri fi c ados.
Ol i t i kun real i z ou o sacri fí ci o.

30 – 2 (t r adução do verso)

P ande re- fol u-om i -l i ki t i consul t ou If á para Ol it i kun


o fi l ho m ai s vel ho de Èwi (rei ) de Ado.
S ei s ga l os e 12 000 búz i os deveri am ser of ere ci dos com o sac ri fí ci o.
Ol i t i kun real i z ou o sacri fí ci o.
El e foi inst al ado com o o T’e wi se (port a—voz de Èwi ).

O rácu l o 31

Ogbe’gunda (Ogbeyonu)

Est e Odù fal a de em i nent e suc esso m onet ári o ou m at e ri al .

70
Obse rva ção oci d ent al : Um a oport uni dade de ne gó ci os i rá se apres ent ar. A pri ncí pi o o
cl i ent e i rá r ej ei t ar com o se não val esse a pena. Um a séri a consi de raç ão da
oport uni dade l evar á a gr ande sucesso.

31 – 1 (t r adução do verso)

Kuku- ndukun, P et e-i noki


Fo ram os que consul t aram If á para as pessoas de E gún Maj o.
Foi predi t o que el es seri am ri cos.
Quat ro porcos, 80 000 búz i os e quat ro barri s de vi nho
dev eri am se r sac ri fi cados.
El es ouvi ram e re al iz ar am o sac ri fí ci o.

31 – 2 (t r adução do verso)

Ib i nu, o advi nho de Al á rá, consult ou If á para Al ár á.


Edofu fu, o advi nho de Aj erò, consul t ou If á par a Aj erò.
P el et uru, o advi nho de Òr àngún, consul t ou If á par a Òr àngún.
If á pr eveni u que al gum a coi sa seri a envi ad a a el es
e que el es não deve ri am re cusa r. Após al gum t em po,
a m ãe del es envi ou a Al ár á um present e em brul hado com fol has se cas de Koko.
Al á rá fi cou i rri t ado e espant ado de com o sua m ãe poderi a envi ar al go em brul hado em fol has
se cas de Koko; El e re cusou ac ei t a- lo. A m ãe del es fez a m esm a coi sa com Aj erò e el e t am bém
r ecusou a cei t a- l o. Abor reci dos, el es o l evar am a Òràn gún, que ac ei t ou o em brul ho. El e o
des em brul hou e en cont rou cont as. Òràn gún j á ti nha re al iz ado o sa cri fí ci o pr escri t o pel o
bab al awo. Òr àngún ofer eceu: t eci do de veado 1 , um pom bo e 16 000 búz i os. Òr àngún fi ou um
qui nt o das cont as e envi ou o col a r para Al árá porqu e el e sent i u que i sso o sati sf ari a. Al árá
com prou o col ar de Òr àngún. Òr àngún fi ou out ro col a r e o envi ou para Aj e rò, que t am bém
pa gou a Òr àngún por el e. Òràn gún foi capaz de vender os col ar es porque el e os em brul hou
el e ga nt em ent e. Òràn gún fi cou com as cont as r est ant es par a si .

1
N o o r i g i n a l e m y o r ù b á e s t á e s c r i t o “ A s o e t u ” ; p e l o FA M A’s È d è Aw o Ò r ì s à Yo r ù b à D i c t i o n a r y , “ e t u ” a s s i m
e s c r i t o s e t r a d u z p a r a o i n g l e s c o m o “ d e e r ” q u e e m p o r t u g u e s s e t r a d u z c o m o v e a d o ( N . d o T. ) .

71
O rácu l o 32

Ògúndábèdé

Est e Odù enf at iz a a nec essi dade de honest i dade e i nt egri dad e.

Observ ação oci dent al : A quest ão de i nfi del i dade m at ri m oni al em um rel aci on am ent o
m ui t as vez es apar ece.

32 – 1 (t r adução do verso)

O m ent i roso vi aj ou por vi nt e anos e não foi cap az de ret orn ar.
O m ent i roso vi aj ou por m ai s sei s m eses e não foi cap az de ret orn ar.

72
A Honest i dade -é -a- m el hor-di ret ri z consul t ou If á par a B aba Ìm àl e,
que est ava t raj ado em roupões. Foi di t o par a el e que el e seri a um m ent i roso por toda sua vi da.
P ar a el e foi pedi do sacri fi car m as el e se re cusou. At é hoj e, os ì m àl e (Muçul m anos ) ai nda
est ão m enti ndo. El es est ão sem pre diz endo que anual m ent e j ej uam por D eus. Um di a, Èsù os
quest i onou do porque di zi am el es que j ej uavam a Deus anual m ent e. Vocês est ão diz endo que
Deus est á m ort o? Ou est á Deus t ri st e? Vocês não com pr eend em que Deus é a verd ade
con gê ni t a? El e ( Èsù ) di sse: Hen! vocês j ej uam por Deus; Deus j am ai s m orr erá. Edùm are nunca
ado ece rá. Ol ódùnm ar è nunca fi ca rá t ri st e. Èsù foi forç ado a dispe rsa- l os. A can ção que Èsù
c ant ou naquel e di a foi : Nós nunca ouvim os f al ar sobr e a mort e de Ol ódùnm ar è, senão aqui l o
que provem da boca dos m ent i rosos, e assim por di ant e.

32 – 2 (t r adução do verso)

Kan ran gb ada- Àkàr à- ngb ada!


Est ou na c asa de Owá.
Que di nhei ro novo m e pro cure.
Que esposas novas m e procu rem .
Que cri an ças novas m e procu rem .
S e um a c ri anç a vê Al àkà rà, el a j o gar á for a seu pedaço de i nham e.
Ò gúndáso rí i ref ’O gb è, t ra ga - m e boa sort e.
R em édi o de If á: Com a sei s àk àrà fr escos com pó de i yè - i ròsù no qual
o odù Ò gúndáso rí i ref ’O gb è t enha si do m arcado e r ez ado com o m ost r ado a ci m a.

73
O rácu l o 33

Ogbèsá

Est e Odù fal a de fal si dad e de am i gos e da necessi dad e de t erm i nar qual quer coi sa
com e çad a.

Obse rva ção oci dent al : É um a sit ua ção di fí ci l que a go ra est á che ga ndo, m as se você não
se ent re ga r nem desi st i r t ri unfa rá no fi nal .

33 – 1 (t r adução do verso)

Le kel eke, o advi nho de O gb è, consul t ou If á par a O gbè,


Que est ava vi aj ando pa ra Al ahusa.
El e previ u que el e prospe rari a al i .
P or essa raz ão, el e deve ri a of ere ce r um sacri fí ci o de dez essei s pom bos e
3 200 búzi os.
El e at endeu ao consel ho e fez o sac ri fí ci o.

74
33 – 2 (t r adução do verso)

Af ef el egel e ge , advi nho da Ter ra,


Efu ful el e, o advi nho do C éu,
Kukut eku, o advi nho do Subt er rân eo.
O Orácul o de If á foi consul t ado por Iki ,
que foi preveni do ace rc a de um am i go
t ão gr and e quant o um carn ei ro. El e foi ori ent ado a ofe re cer um sacri fí ci o de m anei r a a
pr eveni r que seu am i go o en ga nasse e o fi x asse par a ser mort o.
um a por ção de obì , brac el et es de fe rro, 2 200 búz i os e um gr ande re ci pi ent e de m adei ra com
t am pa onde ser á col oc ada a ofe renda.
Ik i f ez o sacri fí ci o.
Um di a; o c arnei ro foi vi si t ar Ol ofi n e r eparou que o sant uá ri o do egúngún del e est ava vazi o.
El e pergunt ou a Ol ofi n o que el e usava em seu cul t o de e gún gún. Ol ofi n respondeu que el e
ut i li z ava obì com o sa cri fí ci o. O carn ei ro ri u e di sse que em bor a i sso fosse bom , el e t rari a Iki
pa ra um sac ri fí ci o. Ol ofi n o a gr ade ceu. Um di a, o ca rnei ro foi vi si t ar Iki . O ca rnei ro
pe rgunt ou a Ik i se o pai del e sem pre cont av a pa ra el e sobre um jo go que el e e o carn ei ro
cost um avam j oga r. Iki pergunt ou que j ogo que er a. O carn ei ro di sse a Iki que o j o go er a dar
vol t as um a c arr egando o out ro por quat ro pé enquant o um est av a ocul t o dent ro de um
r eci pi ent e de m adei r a. Ik i di sse que seu pai nunca ti nha fal ado sobre o j o go ap esar de par ec er
di vert i do. O carn ei ro col ocou um re ci pi ent e de m adei ra no chão e ent rou dent ro. El e pedi u a
Ik i que t am passe e ent ão o c arr egasse por quat ro pés. P erco rri da a di st ânci a, o carn ei ro di sse
que er a a sua vez . O carn ei ro ent ão ca rre gou Ik i por quat ro pés col ocou- o no chão e ao seu
t urno ent rou no r eci pi ent e. E foi a vez de Ik i ent ra r no r eci pi ent e. O carn ei ro o c arr egou por
quat ro pés, porém quando Ik i pedi u que o col ocasse no chão, o carn ei ro o i gnorou e cont i nuou
c am i nhando. Ik i i m pl orou m as o carn ei ro t ornou a não da r ouvi dos a el e. Iki com eçou a c ant ar
a cant i ga que o babal a wo ensi nou- lhe quando re al iz ou o sac ri fí ci o:
Af ef el egel e ge , advi nho da Ter ra,
Efu ful el e, o advi nho do C éu,
Kukut eku, o advi nho do Subt er rân eo.
O carn ei ro est á m e l evando pa ra Ol ofi n para ser mort o.
Eu não sabi a que est ava jo gando um jo go de m ort e com o c arnei ro.
Af ef el egel e ge , advi nho da Ter ra,
Efu ful el e, o advi nho do C éu,
Venh am poderos am ent e l i bert a r Ik i do r eci pi ent e.

75
Após al guns mom ent os, o ca rnei ro sa cudi u p reci pi ent e e ouvi u o som dos brac el et es de fe rro
e pensou que fosse Ik i . Quando el e che gou na cas a de Ol ofi n est e of ere ceu aj uda com o
r eci pi ent e. El e recusou e di sse que preci sav a i r at é o qui nt al dos fundos.
Quando el es fo ram pa ra os fundos, el es aj uda ram o c arnei ro com o re ci pi ent e.
Abri ndo o reci pi ent e, el e des cobri u que iki não est ava dent ro. Ol ofi n di sse que devi do o
c arnei ro t ent a r engana -l o, el e seri a sacri fi cado a Ee gun. Desd e esse di a, um carn ei ro sem pre é
of ere ci do a Ee gun com o sac ri fí ci o.

O rácu l o 34

Oságbè

Est e Odù fal a da nec essi dade t om ar o seu t em po e do uso da pe rc epção espi ri t ual par a
se apre ci ar os praz eres da vi da.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á ar ri scando tudo pôr est ar sendo dem asi adam ent e
t em poral e perd endo seu equi lí bri o espi ri t ual .

34 – 1 (t r adução do verso)

El e di sse Osa, eu di sse Osa’Gb e.


El e di sse que o rat o que vem de Os a seri a prot egi do por Os a.
El e di sse que o peix e que vem de Osa seri a prot egi do por Osa.
P essoas prov eni ent es de Osa se ri am prot e gi do por Osa.

34 – 2 (t r adução do verso)

At i ba m at ou um cão m as não t ev e t em po par a com e -l o.


At i ba m at ou um ca rnei ro m as não t eve t em po para com e- l o.
At i m um u m at ou um c abri t o m as não t eve t em po par a com e- l o.
Èsù- Òdàr à perm i t i ri a- m e l evar m eus t esouros de casa.
P ropi ci aç ão pa ra est e If á: Vert a az ei t e- de-dend ê no sol o

76
dent ro ou fora de c asa ou em Èsù.

O rácu l o 35

Ogbèká

Est e Odù fal a de t er que super ar ci úm e e i nvej a para al can çar fam a e resp ei t o.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pr eci sa i nj et ar m ai s senso com um e m enos i m agi n aç ão
nas at i vi dad es cot i di anas.

35 – 1 (t r adução do verso)

Esum ar e com um l i ndo dorso


consul t ou If á par a a Chuva t orren ci al .
A el a foi pedi do que of ere cesse um sacri fí ci o
de um a enx ad a, um al fanj e e um c abri t o par a evi t ar
que as pessoas a l evassem para dent ro da fl orest a.
Quando el a fi nal m ent e vei o a real i z ar o sacri fí ci o, as pessoas
com e ça ram a dar at en ção a el a.

35 – 2 (t r adução do verso)

Owó ni pebe, Esè ni pebe consul t ou If á pa ra Ari nwak a,


que foi o m édi co de Owoni ..
A el e foi di t o que t eri a f am a pel o m undo i nt ei ro.
Ent ão, el e deve ri a sa cri fi c ar um r at o, um peix e e um a gal i nh a.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

77
O rácu l o 36

Ikagbè

Est e Odù fal a em t er que defend er nossos di rei t os e ex i gi r resp ei t o.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e dev e aprend er a m oder ar suas pal avras e a ções quando
ex por um pont o de vi st a.

36 – 1 (t r adução do verso)

El e di sse gross eri a, eu di sse insol ênci a. El e di sse que nunca é possí vel rol ar pano se co no
fo go. Eu di sse que não é possí vel ut il i z ar um a cobra com o ci nt o. El es não devem ser t ão rude
quant o o gol pe do fil ho do ch ef e na c abe ça. que eu sej a resp ei t ado ent ão at é hoj e. In voqu e
est e If á no i yè - i ròsù que t enha si do m ar cado com o Odù Ìk á gb è e esfre gu e na sua cab eç a
(orí ).

36 – 2 (t r adução do verso)

Ori rot eer e, o advi nho da fl orest a, consul t ou If á para Ad ei l o ye ,


que est ava l am ent ando sua f al t a de fil hos.
O sacri fí ci o: doi s ca rnei ros e 44 000 ou 120 000 búzi os.
El a prest ou at enão nas pal av ras e re al iz ou o sac ri fí ci o.
El a fi cou m uit o ri c a e t eve fi l hos.
C ant i ga: Dei l o ye, d’opa gun.
Vej a um m ont e de cri anças at rás de m im / vej a um mont e de cri an ças at rás de mi m , e assi m
por di ant e.

78
O rácu l o 37

Ogbètúrúpòn

Est e Odù fal a sobre o cl i ent e fi ca r para t rás em um a com p et i ção. El e pode vence r
at r avés do sacri fí ci o.

Obse rva ção oci dent al : Um novo rel a ci onam ent o ou despe rt ar espi ri t ual i rá al i vi a r o
fo co t em poral co rrent e do cl i ent e.

37 – 1 (t r adução do verso)

Ji gbi nni consul t ou If á pa ra o caval o (esi n) e t am bém para a va ca (er anl a).
A vaca foi acons el hada a ofe rec er sac ri fí ci o de m anei ra que a el a seri a dada a posi ç ão soci al
do c aval o.
Três enx adas e 6 600 búzi os dev eri am ser usados com sa cri fí ci o.
A vac a ouvi u porém não re al iz ou o sac ri fí ci o.
O caval o ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.
Nos t em pos que passar am , a va ca ocupava um a posi ção soci al superi or ao cav al o.
Èsù pe rsuadi u as pesso as a t rat arem o caval o com o um bom com panh ei ro
porqu e Èsù é sem pr e a favor de qual que r um que r eal iz a seus sac ri fí ci os.
If á c ant a: Ji gbi nni o (sí m bol o de c argo) est á no pes coço do caval o / est á no pescoço do
c aval o.

37 – 2 (t r adução do verso)

Ò gbèt únm opon- Sunm osi , Bi - om o- ba-nke -i yá - re- ni -aa gb efun.


consul t ou If á par a Al aworo -Òrì sà,
que est ava sofrendo com fal t a de fi l hos e est ava sai ndo com o abut r e.
El a foi aconsel had a a faz er sacri fí ci o
um peda ço de t eci do bran co col oc ado no Òrì sà,
3 200 búzi os e duas gal i nhas.
El a prest ou at enç ão nas pal avr as e r eal i zou o sa cri fí ci o.

79
O rácu l o 38

Òtúrúpòngbè

Esse Odù fal a de probl em as que est ão por vi r ou i nqui et aç ão em c asa caus ada pôr
c ri anç as.

Obse rva ção oci d ent al : Est e é um bom m om ent o pa ra concep ção.

38 – 1 ( Tradu ção do verso)

Do’ni doni - o-gbodo fori -oko- ba-i ná, Osoro- o-gbodo yi -wo ’nu-e gun -soro, O
j opurut upar at ani i l em okuro- l ’al ede consul t ar am If á par a o cri ado de Ol ofi n, um f am oso
a crobat a (at aki t i - gba -e gb ewá ). Di sser am que probl em as despont avam m ai s adi ant e; l ogo,
dev eri a sacri fi c ar doi s gal os, 12 000 búz i os e um a cord a.
El e ouvi u m as não real i z ou o sacri fí ci o.
A m ãe do rapaz re al iz ou o sa cri fí ci o quando seu fi l ho t eve probl em as.
A hi st ori a de If á: Er a um a vez , um hom em ent rou na cas a do Ol ofi n e dorm i u com as esposa
del e. Est e at o cruel surpr eendeu o Ol ofi n que des ej ou saber com o al gu ém poderi a ser t ão
co raj oso a pont o de ent ra r no apa rt am ent o de sua esposa, desde que havi a ap enas um port ão
que l evava at é a sua ár ea. Por isso, el e ini ci ou um a invest i gaç ão. A invest i ga ção f rac assou em
r evel ar a pesso a m al i nt en ci onada. El e convocou t odos os habi t ant es da ci dade, col ocou no
ch ão 20 000 búzi os e um c abri t o, e of ere ceu ent ão um prêm i o pa ra a pessoa que pudesse pul a r
por sua par ede e che ga r at é a sua ár ea. AS pessoas t ent a ram e fal har am ; porém um rap az da
c asa de Ol ofi n t om ou a f rent e e fa ci lm ent e pul ou at é a áre a. O Ol ofi n a ga rrou o rapaz , que foi
consi de rado com o sendo o seu of ensor, e o am ar rou. Quando a m ãe do rapaz soube do
a cont eci do, rapi dam ent e real i z ou o sacri fí ci o que seu fi l ho havi a negl i gen ci ado. Tão rápi do
quant o el a re al iz ou o sac ri fí ci o, Èsù col ocou as segui nt es pal av ras na boca dos fi l hos de
Ol ofi n: Vo cê. Ol ofi n, foi o úni co que dorm i u com sua esposa. P or que am arr ari a o fi l ho de
al guém e desej ari a m at a- lo? Ol ofi n Quando el e desam arrou o rapaz e fi nal m ent e l he deu o
c abri t o e os 20 000 búzi os.

O rácu l o 39

80
Ogbètúrá

Esse Odù fal a de sac ri fí ci o gar ant i ndo paz e fel i ci d ade.

Obse rva ção oci d ent al : Um confl i t o no servi ço será resol vi do a favo r do cl i ent e.

39 – 1 ( Tradu ção do verso)

P ar a, o am i go da enx ada (oko), e Odeb e, o am i go do foi c e (àdá ), consult a ram If á pa ra


Òrúnm ì l à enquant o el e est av a vi ndo par a o m undo. El e [ If á] di sse que Òrúnm ì l à nunc a cai ri a
em des gr aç a. Um a cabr a, um rat o e um peix e dev eri am se r sac ri fi cados.
Òrúnm ì l à ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.
Ent ão, desde a cri ação do m undo at é os di as at uai s, Òrúnm ì l à nunca cai u em desgra ça. El e foi
quem pri m ei ro nel e [ mundo] pisou. El e t rei nou os Advi nhos de If á e si t uou os odù em suas
r espect i vas posi çõ es. Apesar de t odas ess as coi sas, el e nunca negl i ge nci a ri a os sac ri fí ci os
pr escri t os para el e, porqu e el e dem onst rou aos ser es hum anos que " não pode have r paz al gum a
sem sacri fí ci o". Est a cl ar am ent e ex presso em vá ri as li ções em If á que “os se res hum anos não
vi vem em paz sem of ere cer sa cri fí ci os”. Al ém do m ai s, pequ enos sacri fí ci os previ n em a m ort e
pr em at ura. Qual qu er pessoa que desej a t er boa sort e sem pr e ofer ece rá sac ri fí ci os. Qual quer
um que cul t i va o hábit o de faz er o bem , espe ci al m ent e ao pobre, sem pre se rá f el iz .

39 – 2 ( Tradu ção do verso)

Aj i wo ye- oded e consul t ou If á par a Ol om o-A gbet i .


Foi predi t o que t odas as suas aqui si ções vi ri am faci l m ent e a el e nessa var anda.
Um r at o, um peix e e duas im a ge ns deve ri am ser sacri fi cados.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

O rácu l o 40

Òtùrà-Oríkò

81
Est e Odù fal a que o cl i ent e est á nec essi t ando de aut o confi anç a, poi s el e t em sof ri do
pe rdas.

Obse rva ção oci dent al : S e a cl i ent e est á gravi d a, um a ofe rend a para gar ant i r um a
c ri anç a saudáv el deve ser f ei t a.

40 – 1 ( Tradu ção do verso)

P enr enm i ye nm i , P enrenm i ye nm i , Òràn mi d’ et e, Òr àn m i d’ero


C onsult ou Ifá pa ra o mi l ho (Àgbàdo )
Quando el e est ava vi ndo ao mundo pel a pri m ei ra vez .
Foi di t o a el e que ofer ecess e sac ri fí ci o de m anei ra a prev eni r que as pessoas
vi essem com er seus deri vados.
um t eci do novo e um cabri t o dev eri am ser sac ri fi cados.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

Est á é a r az ão pel a qual as pessoas com em mi l ho e seus deri vados.

40 – 2 ( Tradu ção do verso)

Al uke rese -f ’i rako rori n consul t ou If á par a Ol ókun- Sonde,


Que sent ou-se paci ent em ent e e fi cou ol hando a vi da passa r.
Foi pedi do a el a que ofer ec esse sacri fí ci o quando pa rec eu- lhe i nút il a sua vi da. Foi predi t o
que el a se torn ari a gr ande.
Dez ess ei s pot es d’á gua, duas ovel has e 3 200 búzi os dev eri am se r sac ri fi cados.
El a se t ornou a r ai nha de todas as cor rent ez as.

O rácu l o 41

Ogbèatè

Est e Odù fal a sobre evi t ar probl em as e pot enci al c ri at i vo em vi agens e esfor ços que
est ão pôr vi r.

82
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e en ca ra possí vel perd a de em pre go ou rel a ci onam ent o.

41 –1 ( Tradu ção do verso)

I ya l e t aj aj a consul t ou If á par a Ewon.


I ya l e t aj aj a consul t ou If á par a Ir o.
I ya l e t aj aj a consul t ou If á par a Ìgèd è, o fi l ho de A gbonni re gun.
El es fo ram adv ert i dos a não i rem par a a roça. S e fossem at é l á i ri am encont r ar Ik ú (a mort e ).
El es não ouvi ram .
Na m anh ã segui nt e el es for am at é a roça e en cont rar am Ikú, que m at ou Ewon e Iro . El e t ra gou
Ìgèd è, o fi l ho de A gbonni re gun. Quando as notí ci as che ga ram aos ouvi dos de Agbonni r egun,
el e foi at é seu babal a wo, que consult ou If á pa ra el e. A el e foi pedi do as cri fi c ar penas de
pap agai o, cont as t ut u- opon, t rês grand es bol as de i nham e pil ado e set e pom bos. El e t am bém
foi ori ent ado a l ev ar o sa cri fí ci o à roç a ao am anhec er.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
C hegando à roç a, el e encont rou o corpo de Ewon, no ch ão.
El e encont rou o co rpo de Iro no ch ão.
Ik ú cham ou Agbonni regun. El e vom i t ou Ìgèd è nas m ãos de Agbonni re gun e pedi u para que el e
en gol i sse Ìgè dè . El e di sse: A gbonni re gun sem pr e deveri a vom i t ar Ìgèd è em di as t erri vel m ent e
t ri st es.

41 – 2 ( Tradu ção do verso)

Asai gboro, A ri nni gboro, Oburi n- buri n bu-omi bo’j u


consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.
Foi predi t o que Òrúnm ì l à seri a en ri queci do na ci dade.
Ent ão el e deve ri a of ere ce r um sacri fí ci o: um r at o, um peix e e um a ga l i nha.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
O rat o, o pei x e e a gal i nha foram ut i l iz ados pa ra sati sf az e r If á .

83
O rácu l o 42

Ireteogbe

Est e Odù fal a de prospe ri dade, fel i ci dade e sat i sfa ção sex ual .

Obse rva ção oci d ent al : Um novo rel a ci onam ent o ou um aum ent o na int ensi dad e do
r el aci onam ent o corr ent e é provável .

42 – 1 ( Tradu ção do verso)

At e gb e, At egbe, o Advi nho de Ol okun, consul t ou If á pa ra Ol okun.


Um a ovel ha e 18 000 búz i os deveri am ser ofer eci dos com o sa cri fí ci o.

84
Foi predi t o que el e seri a ri co e t eri a m ui t os fi l hos.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o
El e fi cou ri co e t eve mui t os fi l hos.

42 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ir e - nt e gb e, o Advi nho de Aki sa,


consul t ou If á par a Aki sa quando est e est av a a pont o de dar m el ao If á del e.
El e foi ori ent ado a sacri fi car m el , aadun (mi l ho e az ei t e ) e obi .
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
If á ent ão deu- lhe di nhei ro

O rácu l o 43

Ogbese

Est e Odù fal a de boas not í ci as e real i z açõ es que ch am am por cel ebr açõ es.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pode esp era r mudan ças posi ti vas em seu
r el aci onam ent o em oci onal .

43 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ero -i l é-kom opet ’ona -nbo consul t ou If á par a Ol oi de,


que est av a indo se casa r com Am i . Lh e foi fal ado que o mundo sai ri a par a cel ebr ar com el es
quando el es fi c assem m uit o prósp eros em vi da. Um a cab ra deveri a ser usada em sacri fí ci o.
El e ouvi u a ori ent aç ão e real i z ou o sacri fí ci o.
A hi st ori a de Ifá : Um di a t odos os pássaros se j unt aram para pedi r a Ol oi de que ap resent asse
sua noi va Am i . Ol oi de con cordou e ordenou que el es se reuni ssem no m er cado,

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provi den ci assem vi nho de pal m a e out ras bebi das al coól i cas e assi m pôr di ant e. No di a
apont ado, t odos os páss aros da fl orest a se j unt aram com o vi nho de pal m a requi si t ado. Depoi s
de t erem t erm i nado de beb er e de com e r, o papa ga i o (Odi de re) pôs-se de pé e m ost rou a m arc a
em sua caud a (am i ) para t odos os páss aros. El e cant ou e dançou: Eu vi m para l he m ost r ar ami ,
Ol oi de. Eu vi m par a l he m ost rar am i , Ol oi de. Eu vi m para lhe m ost r ar am i aos pássaros da
fl or est a. Fi c ar am t odos el es fel i z es e j unt ar am -se a el e a cant ar e danç ar.

43 – 2 ( Tradu ção do verso)

S ees e Woowo consul t ou If á para Ir esu -el e,


Que est ava vi ndo vi si t ar Ode Aj al a ye.
Foi di t o que Ògún seri a o úni co a rep ar ar sua cab eça (orí ).
Lo go, dev eri a sacri fi car um a cest a de i wen [ i ng. pal m kernel shel l ] ,
t rês gal os, um inham e assado e 6 600 búz i os.
El e real i z ou o sacri fí ci o.
O rácu l o 44

Oso-Ogbe (Osomina)

Est e Odù previ ne cont r a associ açõ es com pessoas m ás. Um l i gei ro sofri m ent o será
subst it uí do pôr prosp eri dad e.

Obse rva ção oci d ent al : At ra ções em oci onai s resul t am em revol t a t em porá ri a.

44 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ari nn aper anj e- Ese, Ol o gbof ’osi ’orun -o-nj ar ege.


Òrúnm ì l à di sse que el e seri a ensi nado a sofr er no iní ci o e prosper ar no fi nal .
Um a cabr a dev eri a ser dad a a Èdú (Òrúnm ì l à).
El e di sse que el es com eram , el es não de ram nad a a Iga l i ye re com e r.
El es beb er am , el es não deram nada a Iga l i ye r e beb er.
Igal i yer e ofuscou os ol hos del es.
Igal i yer e é o nom e que nós cham am os a Èsù.

44 – 2 ( Tradu ção do verso)

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Ir e - yu e consul t ou If á par a Ol oj a- eru.
El e foi ori ent ado a sacri fi car
um cab ri t o e 6 600 búzi os de m anei ra a evi t ar pessoas
que ret ri bui ri am a el e com o m al .
El e se re cusou a of ere ce r sac ri fí ci o.
El e aj udou a c arr egar peso at é a fei ra e a sua ge nerosi dad e foi r et ri buí da com m al .

O rácu l o 45

Ogbèfún

Est e Odù fal a de i nst rum ent os que quando soam afugent am a m ort e e os m aus espí ri t os.

Obse rva ção oci d ent al : Com port am ent o não m onógam o pode c ausar gr ande dano.

45 – 1 ( Tradu ção do verso)

Mosaa -l i -o-ni - opa, Erogbonr e-o- m ese consul t ar am If á par a O gbè.


O gbè est a i ndo seduz i r a espos a de Òfún.
El e foi assegur ado do sucesso.
Um a gal i nh a, um rat o, e 4 400 búz i os deveri am ser sacri fi c ados.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

45 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ol i wowoj i , Ol i wowoj i wo. El es consul t ar am If á par a a m ort e Ik ú ( a m ort e).


El e consult a ram If á pa ra Àrùn (doen ça ). Am bos que ri am desposa r La sunwont an, a fi l ha de
Òrì sà. Òrì sà di sse que dari a sua fi l ha para qual quer jovem que pudesse cri ar 201 novas
c abeç as (orí ). El es part i r am e fo ram pensa r no que faz er. Ik ú foi at é a roça procur ar 201
pessoas, que for am m ort as i m edi at am ent e. Suas cab eças foram pegas, am a rr adas j unt as e

87
l evad as pôr el e. Assi m que el e foi para o cam i nho que l evava à cas a de Ori sa, el e ouvi u
al guém cant ando o segui nt e cant o:
S e eu ver Ik ú, eu i rei l ut ar com el e. Ol i wowoj i , Ol i wowoj i wo.
S e eu ver Ik ú, eu i rei l ut ar com el e. Ol i wowoj i , Ol i wowoj i wo.
Quando Ikú , col ocou as 201 c abeç as no ch ão e sai u corr endo, espant ado que al guém seri a
sufi ci ent em ent e co raj oso pa ra am eaç ar a el e e a Arun. El e não sabi a que Arun est av a pôr t rás
dest e at o di aból i co. Arun t i nha ac abado de i r ver um babal awo par a est e o aux i li asse im a gi n ar
um a m an ei ra de conse gui r que La sunwont an fi l ha de Ori sa se torn asse sua esposa. O babal awo
di sse a el e pa ra que conse gui sse 200 conchas de c aram uj o, os quai s el e provi denci ou. O
bab al awo fi ou as conch as, col ocou -as ao redor do pesco ço de Arun e di sse ensi nou a el e a
c ant i ga que el e deve ri a c ant ar. Quando Ikú j o gou as 201 c abe ças fo ra e fugi u, A run j unt ou as
201 cab eças e as l evou para Ori s a. Ori sa por sua vez deu Las unwont an, sua fi l ha, a Arun.
Ent ão nós t em os um di t ado que di z: “A Mort e t i nha sacri fi cado par a a doença pa ra t er
suc esso”. Est a hi st ori a nos cont a que qual que r inst rum ent o sonoro afugent a rá a m ort e ou
out ros espí ri t os m al i gnos.
Est a é a r az ão pel a qual a m edi ci na t radi ci onal as pesso as col oc am i nst rum ent os dest a
nat ur ez a no àbì kù (nas ci do par a m orr er) ou nout r as cri anças doent es.

88
O rácu l o 46

Òfún’gbè

Est e Odù fal a de um poderoso i ni mi go. Um a bri ga ou probl em a é est á par a acont ece r.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e f reqüent em ent e enc ara con fl it os l egai s e/ ou
gove rnam ent ai s.

46 – 1 ( Tradu ção do verso)

Igi - rer e, Igi - i gbo, Igi - rer e, Igi - odan,


P er egun nwani ni , o Advi nho de Esum eri , consul t ou If á pa ra Ò fún
quando Òfún est av a i ndo surra r O gbè at é a m ort e.
Ofun foi ori ent ado a sac ri fi ca r, de m anei ra que O gbe sobrevi vesse à surr a.
Um c arnei ro deve ri a ser sac ri fi cado.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
Est e If á most ra que um a bri ga ou probl em a est á par a acont ece r.

46 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún no’ra, aj a no’ra


consul t ou If á par a a t art aru ga (Ol obahun Ìj apá )
quando el e est av a i ndo ao m er cado com os m onst ros ( ewel e).
El e foi ori nt ado a of ere cer sac ri fí ci o de m an ei ra a ret orn ar a sal vo.
Três gal os, 6 600 búz i os e l a gost a ( ede) deve ri am ser sacri fi c ados.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

89
O rácu l o 47

Oyekubiworilodo

Est e Odù ofer ec e sol uções pa ra est eri l i dade e im pot ên ci a sex ual .

Obse rva ção oci d ent al : É um mom ent o per fei t o par a gra vi dez .

47 – 1 ( Tradu ção do verso)

O yek ubi ri consul t ou If á par a o pom bo.


Foi predi t o que o pom bo seri a fért i l .
Ent ão el e deve ri a sa cri fi c ar
2 000 f ei j ões e 20 000 búz i os
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.
O pom bo se tornou fért i l .
O Orácul o de If á foi consul t ado para a pom ba ( adaba )
Foi pedi da a el a que fiz esse um sacri fí ci o.
A pom ba re al iz ou o sa cri fí ci o
El a se t ronou fé rt il .

47 – 2 ( Tradu ção do verso)

O yek u-a wo-om ode, Iwo ri - awo- agbal a gb a


consul t ou If á par a o P êni s (Orom i na ),
que est ava indo l ut ar em um a bat al ha na ci dad e Aj at i ri .
Di sser am que el e não pen et ra ri a se fal hasse em re al iz ar sacri fí ci o.
O sacri fí ci o: Três carn ei ros, t rês cabri t os, t rês cã es m achos, t rês ga l os,
t rês t art aru ga s m acho e 6 600 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
El e penet rou.
Orom i na é o nom e pel o qual cham am os o pêni s (okó ).

O rácu l o 48

90
Iwori-Yeku

Esse Odù fal a sobre pe ri gos im i nent es e com o evi t ar ou mi ni m iz ar as conseqü ênci as.

Obse rva ção oci d ent al : Bl oquei os em oci onai s preci sam ser el i m i nados at rav és do C ult o
Anc est ral ou ofer endas.

48 – 1 ( Tradu ção do verso)

O gun- agbot el e ki i p’a ro consul t ou If á par a Ìw òrì .


A el e foi pedi do est ar prepa rado. A Mort e est av a ch egando.
Mas, se el e sa cri fi c asse,
el a seri a afast ad a.
O sacri fí ci o: um a caba ça cont endo i nham es coz i dos com ól eo ( ewo),
um a por ção de obì para ser em dist ri buí dos às pessoas,
um fr ango, um a ovel ha e 240 000 búzi os.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

48 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ohun- ti yooseni ki i gbai se’ni , Èn yì à n-kan -dand an-l i o-m aabi - Aye kun- om o
consul t ou If á par a Ol ofi n.
El es di sser am que um re cém - nasci do ado ece ri a. Após um perí odo prol on gado de t rat am ent o,
el e t eri a m el hor as m as fi c ari a al ei j ado.
El es a consel ha ram pa ra que Ol ofi n não fi c asse zan gado; se el e of ere cess e sac ri fí ci o, o bebê
ai nda prosper ari a.
O sac ri fí ci o: um a ovel ha, 440 000 búzi os, e o rem édi o de If á (qui nar fol has de i ro yi n e de
ewu ro na água com sabão pa ra banhar a pessoa par a quem If á foi consul t ado).

O rácu l o 49

Oyekuf ’oworadi

91
Em i re esse Odù fal a de sucesso pesso al e fi nan cei ro com m ul he res. Mas em i bi el e
ped e sac ri fí ci o par a evi t a r m ort e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á dando m ui t a i m port ânci a em at i vi dad e sex ual
am e aç ando o bem est a r.

49 – 1 ( Tradu ção do verso)

Bi o yi n bi Ado consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.


If á est av a i ndo em um a vi a gem de di vi naçaõ par a a ci d ade das m ul he res.
Foi predi t o que Òrúnm ì l à t eri a m uit o suc esso al i .
Ent ão el e deve ri a of ere ce r com o sa cri fí ci o
dez essei s pom bos e 3 200 búz i os.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

49 – 2 ( Tradu ção do verso)

O gi dol ’Egba, S agam o o Advi nho de Esa.


Am bos consul t ar am If á par a Òrúnm ì l à
no di a em que a m ort e est ava pergunt ando pôr sua c asa;
a doença est ava pergunt ado pôr sua casa.
El es di sser am que se Òrúnm ì l à fal has s e em r eal iz a r o sac ri fí ci o, m orr eri a.
O sacri fí ci o: doi s cã es ne gros e 4 400 búzi os.
El e escut ou e r eal i z ou o sacri fí ci o.

O rácu l o 50

Idiyeku

Em i re, esse Odù fal a de sucesso fi nan cei ro at rav és da propi ci aç ão do Orí . Em i bi ,
esp eci fi c a sac ri fí ci o par a evi t a r m ort e.

92
Obse rva ção oci d ent al : É nec essári o se com uni car com os An cest rai s para aux i li a r os
ne gó ci os ou al i vi a r pressõ es quot i di an as.

50 – 1 ( Tradu ção do verso)

Id i yeku ye ket e consul t ou If á par a Ol ori - oga.


A el e foi pedi do que of ere cesse um pedaço de t eci do branc a que el e t i nha em sua casa,
um a ovel ha e 3 200 búz i os de m an ei ra que seu corpo não seri a envol vi do com o t eci do aquel e
ano.
El e ouvi u m as não real i z ou o sacri fí ci o pres cri t o.
C ant i nga de If á: Edi - o ye ye , Edi -o ye ye / Ol ori -o ga cobri u a si m esm o com seu t eci do / Edi -
o ye ye, Edi - o ye ye .

50 – 2 ( Tradu ção do verso)

Awo- i re- i re- ni i t fi -ehi n- t an’na consul t ou If á para Okunkunsu,


que se di ri gi a à ci d ade de If e. El e foi ori ent ado a ad ent ra r à ci d ade pel a noi t e, após
Te r ofer eci do um sac ri fí ci o — um r at o, um peix e e um a gal i nha — para propi ci a r sua cabe ça.
If á di sse que el e se ri a m uit o bem sucedi do al i .
Hi st ori a de If á:
C hegando na ci dad e à noi t e, Èsù com eçou pôr vi si t ar t odas as casas pa ra anunci a r a che gad a
de Okunkunsu e di z er que um bab al awo havi a a cabado de ch egar. El e não i ri a na casa de
ni n guém . As pessoas dev eri am se esfor ça r par a i r e vê-l o onde el e perm anec eri a, porque sej a o
que for que fi z esse pel a pessoa i ri a faz er com que el a est i vesse bem , ai nda que sua
pe rsonal i dade não fosse gr ande. Ist o foi o que Èsù des crev eu pa ra as pessoas. Okunkunsu
fi nal m ent e ret ornou para cas a com m uit o di nhei ro e posses.
O rácu l o 51

Oyeku’rosu

Esse Odù fal a da i m port ânci a de se obedec er If á para obt er suc esso e evi t ar m ort e.

Obse rva ção oci d ent al : Bom pensam ent o devem se r t raduz i dos em boas açõ es pa ra
evi t ar probl em as.

51 – 1 ( Tradu ção do verso)

93
Aj a wesol a, At e- i ye -i rosu- se-ol a
consul t ou If á par a Gb ere fu, o fi l ho m ai s vel ho de Òrúnm ì l à.
El es di sser am que seus iki n o enri qu ece ri a.
Foi pedi do que el e sacri fi casse um rat o, um peix e e um a cab ra.
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

51 – 2 ( Tradu ção do verso)

Awok eker e- il é- eni -kot n’ni j e consul t ou If á pa ra Ol ofi n.


Foi pedi do que el e sacri fi casse um cão, um i nham e ass ado. vi nho de pal m a e 6 600 búzi os de
m anei r a a evi t ar o desp raz er de Ò gún.
El e ouvi u e se re cusou a sacri fi c ar. Ò gún o m at ou.
If á adv ert i u que nenhum babal awo deve ri a ser desresp ei t ado, nem m esm o um j ovem Awo.

O rácu l o 52

Irosu Takeleku

Esse Odù fal a de i nvej a e seduç ão e pede pôr sacri fí ci os pa ra evi t ar grav es
cons eqüênci as.

Obse rva ção oci d ent al : Um a m udanç a de servi ço i rá t raz er m el hor am ent o.

52 – 1 ( Tradu ção do verso)

Oro dudu awo inú i gbó consul t ou If á par a Am ure,


quando Am ure est ava i ndo l evar a esposa de S an go par a c asa.
El es di sser am que se el e f al hasse em sacri fi c ar, a m ort e o l eva ri a.
O sacri fí ci o:

94
t rês cabri t os e 6 600 búz i os.
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

52 – 2 ( Tradu ção do verso)

It akut al i - ai t a-aso, Iri kuri l i -ai ri - ofi


consul t ar am If á par a Òrúnm ì l à, que se di ri gi a à casa de
Ol oki n-sand e.
Foi di t o que a cas a de Ol oki n- sande se ri a m uit o prom i ssora a el e;
l o go, deve ri a el e sac ri fi ca r quat ro pom bos, i ye- i rosu, 8 800 búz i os.
porqu e el e seri a i nvej ado assi m que re col hesse seus honorári os.
El e ofer eceu o sacri fí ci o.
Foi pedi do para sac ri fi ca r m ai s a fr ent e t rês cab ri t os e 6 600 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e apr esent ou o sac ri fí ci o. El e foi invej ado quando
r ecol heu seus honorári os.
El e cant ou a segui nt e cant i ga:
Awo est á i ndo par a cas a par a se reab ast ec er com pó de i yè
o pó de i ye do Awo ac abou.
o pó de i ye do Awo ac abou.
Awo est á i ndo par a cas a par a t orna r a enche r seu pó de i yè
o pó de i ye do Awo ac abou.

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O rácu l o 53

Oyeku Wonrin

Esse Odù ofer ec e cur a pa ra possí vei s conseqü ênci as séri as de adul t éri o e peri go de
vi a gens dist ant es.

Obse rva ção oci d ent al : Açõ es i m pensadas i rão r esult a r em bl oquei os nos ne góci os.

53 – 1 ( Tradu ção do verso)

Oki t i bi -aket eki i t an- ni di - ope consul t ou If á par a La we ni bu.


Foi pedi do a el a que conf essasse seu adul t éri o se não qui sesse mor re r.
Um a cabr a dev eri a ser of ere ci da com o sacri fí ci o, se el a não qui sesse m orr er
devi do ao adul t éri o.
El a apres ent ou o sacri fí ci o.
If á di z que a m ul her para quem est e odù é di vi nado est á com et endo adul t éri o.

53 – 2 ( Tradu ção do verso)

96
J afi ri j afi Kem kej ade, A gad agi di wonu -odo- ef ’ar abo- om i
consul t ou If á par a o c aç ador (od e), consul t ou If á pa ra Òrúnm ìl à.
O caç ador se di ri gi a à fl or est a de Oli koroboj o.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e de m anei ra a evi t ar que al i el e mor resse:
set e gal os e 14 400 búzi os.
O caç ador real i z ou o sacri fí ci o.
Òrúnm ì l à est ava em jorn ada a um l ocal di st ant e.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e de m anei ra a evi t ar que al i el e mor resse:
um bar ri l de az ei t e- de-dend ê, nove gal os, nove cab ri t os, nove rat os, nove peix es e pom bos.
Òrúnm ì l à segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

O rácu l o 54

Owonrin Yeku

Esse Odù fal a da ne cessi dade de c aut el a em nossas at i vi dad es.

Obse rva ção oci dent al : P ensam ent os i rr aci onai s resul t ar ão em r eper cussões em oci onai s
séri as.

54 – 1 ( Tradu ção do verso)

S i pi si pi -l i -a- nri ’gba- Aj e, Du gb edugbe- li - anl u-a- gb ee -Yeb a,


A ki il u a gb ee Yeba ki om adun keredudu ker edudu
consul t ou If á par a Ori s a-nl a porque s ua esposa Yem owo, est av a i ndo
pa ra a roç a com et er adul t éri o. P ara que el a não m orr esse devi do a sua i nfi del i dade, el a
dev eri a ofer ece r um sac ri fí ci o de quat ro pom bos, 8 000 búz i os e quat ro car am uj os.
El a real i z ou o sacri fí ci o.
O m esm o Ifá foi di vi nado pa ra Aj an aa- Werepe, que er a o am ant e de Yem owo.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e t rês cabri t os e sei s mi l búz i os par a evi t ar sua m ort e.
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

54 – 2 ( Tradu ção do verso)

97
Aj al orum I kukut eku awo eba’no
consul t ou If á par a Kut e runbe, quando est e se di ri gi a à
ro ça de Al oro para o fest i val anu al .
El e foi advert i do que se el e não tom asse pre cau ções aquel e ano, el e seri a m ort o pel o produt o
de sua roç a.
O sacri fí ci o: t odo o produt o da roça. set e gal os e 14 000 búz i os.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

O rácu l o 55

Oyekubara

Esse Odù pede por sac ri fí ci os par a evi t ar as conseqü ênci as de at i vi dades norm ai s do
di a- a- di a.

Obse rva ção oci dent al : Esse Odù of ere ce ao cl i ent e a oport uni dade de evi t ar as
cons eqüênci as de m ás a ções ant eri or es.

55 – 1 ( Tradu ção do verso)

O yek u-pab al a, O yek u- pabal a consult ou If á para a t art a ruga (awun)


quando el a est av a servi ndo Esi pôr di nhei ro que a el e devi a.
El es di sser am que se el a of ere cesse sacri fí ci o — 3 600 búz i os e um a cabr a dev eri am ser
of ere ci dos — el a evi t ari a o reem bol so dest e em prést i m o. El a se gui u a ori ent aç ão e fez o
sa cri fí ci o.
A hi st ori a de Ifá :
P ôr l ongo t em po, a t art a ruga t em est ado a servi ço de seu cont r at o de re em bol so de dí vi da. el a
de ci di u fi car em cas a e fal t ar com seu cr edor pôr ci nco di as. El a em brul hou um pacot e de
ped ras com um a cont a esp eci al e o l evou at é a cas a de Esi . Quando Esi ch egou em c asa, o
pa cot e foi dado a el e, o qual el e jo gou fo ra em um a rbust o. Awun pergunt ou se el e vi u o
pa cot e que el e t i nha dei x ado em sua c asa. Esi di sse que vi u e que o j o gou for a em um arbust o.
Awun di sse, “Há ! você j ogou for a cont as de coral (i yu n) em um arbust o? ”. P ara encu rt ar a
hi st ori a, o hi st ori a vi rou c aso j udi ci al . El es foram at é os an ci ões na ci dade que a gi r am em
j uíz o. Esi foi j ul gado cul pado. Foi pedi do a el e que usasse as cont as com o re em bol so pel o
di nhei ro que el e em prest ou a Awon.

98
55 – 2 ( Tradu ção do verso)

O yek u-pab al a, O yek u- pabal a, o Advi nho de Esi n ( caval o),


consul t ou If á par a Esi n. Foi pedi do que el a ofer ecess e um sac ri fí ci o
pa ra que evi t asse puni ç ão após Ter um bebê; 2 000 varas, um cabri t o e 2 600 búz i os.
Esi n ouvi u. Esi n se re cusou a sa cri fi c ar.
S ua hi st ori a:
Esi n foi vi sit a r O yo quando el e t ev e um bebê. Èsù pesi u para as pessoas a c aval gar. El es
di sser am , “Há ! el a ac abou de t er um bebê ”. Èsù di sse que i sso não si gni fi cav a q el a não
pudesse anda r. El e di sse que el es deveri am usar um a vara par a açoi t a r. El es a m ont aram . El a
andou. Toda vez que el a não andasse corr et am ent e, el a e ra a çoi t ada. Esi n l am ent ou não Ter
f ei t o o sacri fí ci o pres cri t o pôr O yek u- pabal a, O yeku -pab al a, O ye ku- pabal a, pab al a, e assi m
por di ant e.

99
O rácu l o 56

Obara Yeku

Esse Odù previ ne cont ra insubordi na ção no l ar e no t rabal ho.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e é enc arado com o sendo o pa rcei ro dom i nant e.

56 – 1 ( Tradu ção do verso)

Al ukoso Oba (rei ) di sse que el e provav el m ent e não servi ri a ao rei .
Ib a ra -O yeku, você al gum a vez ouvi u coi sa assi m?
Al u’l u- Oba (o percussi oni st a do r ei ) di sse que el e possi vel m ent e não
servi ri a ao rei .
Oba ra -O yeku você al gum a vez ouvi u coi sa assi m?
Erú (um escr avo) di sse que el a possi vel m ent e não servi ri a seu m est re.
If á dev eri a ser propi ci ado com um a gal i nha.
S e nós ap az i guássem os If á com um a ga l i nha,
If á a cei t ari a nossa of erend a.

56 – 2 ( Tradu ção do verso)

If á foi consul t ado para Òrúnm ì l à


quando seus cl i ent es se recus aram a pat ro ci na- lo.
Dez r at os (eku- awosi n), fol has de i re e sab ão for am sacri fi cad as.
El e ouvi u as pal avras e r eal iz ou o sa cri fí ci o.
O babal awo pil ou t odos o m at eri al junt o par a el e se banh ar com o prepa rado.

100
O rácu l o 57

Oyekupelekan

Esse Odù fal a de com o o sa cri fí ci o pode nos prot e ge r cont ra m ás i nt enções e perd a de
pr estí gi o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e é t ei m oso e re cusa bons cons el hos.

57 – 1 ( Tradu ção do verso)

Kab ekukut ekurol on a-ka ri bi pade- ij ap eki peki


consul t ou If á par a Aki bol a quando est e se di ri gi a à roça par a
o f esti val anual m at ar o fi l ho de O yi (m a ca co).
El e pl an ej ou ex i bi r sua pel e.
Foi pedi do que O yi of ere cesse um sacri fí ci o:
t rês l anças, t rês gal os e 6 600 búz i os.
El e se re cusou a f az er o sa cri fí ci o.
El e foi mort o.

57 – 2 ( Tradu ção do verso)

At ori ro ra yo- Il e l ab a-Iro ko-n gbe


consul t ou If á par a Ira wos asa, es cravo de Ol odunm ar e.
Foi predi t o que se el e fal h asse em segui r o cam i nho de Ol uwa,
sua reput aç ão se ri a bani da.
Um a cabr a e 2 000 búz i os deveri am ser ofer eci dos em sa cri fí ci o.
Ir a wo (a est r el a) se re cusou a sacri fi c ar.
Ent ão, o di a que Ol odunm ar e refl et i ri a na vai dad e de um a est r el a, nós verí am os um a est rel a
r epent i nam ent e cai r do céu pa ra dent ro da escuri dão.

O rácu l o 58

101
Okanran Yeku

Esse Odù fal a de sac ri fí ci os propor ci onando ri quez as e sac ri fí ci o não real i z ados
t raz endo dest rui ção.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e gost a de cor rer ri scos ou " cam i nha r por ex t rem os" e
dev e t rab al har com seus anc es t rai s pa ra evi t a r di fi cul dades.

58 – 1 ( Tradu ção do verso)

Tekut u, o Advi nho faz cri anças,


Tek at a o Advi nho dos adul t os,
O ku ika kan ki o di Eji - O ye
consul t ou If á par a as pessoas em Igbe yi n-odo, e t am bém na c asa
de It o ri .
Foi pedi do a el es que sac ri fi cass em dez gal os e 20 000 búzi os.
As pesso as de òde It o ri não sa cri fi c aram .
A guer ra que t eri a m at ado as pessoas de Igbe yi n -odo foi pa ra a cas a de It ori .

58 – 2 ( Tradu ção do verso)

Okan ran ’Yeku di sse ri quez as.


Eu di sse m ai s ri quez as.
Assi m com o é bom par a um a caba ça de dendê,
Assi m com o é bom par a um a caba ça de banha de òrí ,
Assi m com o é bom par a um a caba ça de adi n,
o con fort o de um a casa fa ci li t ar á a um i dade do
banh ei ro e em volt a de um pot e d’á gu a.
S ac ri fi que oi t o car am uj os e 16 000 búzi os.
S e o cl i ent e real i z ar o sacri fí ci o, If á diz que t udo cor rer á bem com el e.

O rácu l o 59

Oyeku-Eguntan

Esse Odù ofer ec e prot e ção cont ra m ort e im i nent e.

102
Obse rva ção oci d ent al : Um servi ço ou rel aci on am ent o peri ga t erm i nar devi do a bat al has
em oci on ai s.

59 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eni l ’oj a Ewon, Ol a l ’oj a Owe


consul t ou If á par a O yek u, cuj a a m ort e foi predi t a em quat ro di as.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e um ca rnei ro.
El e ouvi u as pal avras e f ez o sa cri fí ci o.
O di a predi t o não vei o passar.
A revol t a sobre a m ort e de O yek u não se m at eri al i z ou.

O rácu l o 60

Ogunda’Yeku

Esse Odù fal a de bondad e e gen erosi dad e t raz endo con fort o, c resci m ent o e
prospe ri dade.

103
Obse rva ção oci dent al : Um fort e aux il i o ancest r al proporci ona um fim par a
di fi cul dad es.

60 – 1 ( Tradu ção do verso)

P oroki poroki m o l e hun’so,


Kek eke m o l e r ’erù,
Mo t a m o j er e,
Id i eni li ai wo bi ot i l ’aro si .
If á foi consul t ado para Tet e regun
quando el e est av a par a ent r egar a “ água do confort o ” a Ol okun.
Foi pedi do a el e que sac ri fi cass e
banh a de òrí , doi s c aram uj os, e 16 000 búz i os.
El e segui u as i nst ru ções e re al iz ou o sac ri fí ci o
el e ent re gou a á gu a a Ol okun.
Ol okun di sse Vo cê, Tet er egun! de agor a em di ant e, você sem pr e est a rá
em con fort o. Vo cê nunca sent i r á fal t a de roupas. Eu cont i nuarei a aben çoa -l o.
C ant i ga de If á: Tet er egun prospe rou / el e ent r egou a “á gu a do confo rt o” a Ol okun.

60 – 2 ( Tradu ção do verso)

Eki kan- il é -aba ra gb aradodo gb ar adodo


consul t ou If á par a Enu- ona- il é, Ari n- kere -kan’bi .
Foi pedi do a el e que ofe re cesse sacri fí ci o
[ de m anei r a] que el e nunc a t i vesse f al t a de pessoas:
quat ro pom bos e 3 200 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

104
O rácu l o 61

Oyeku Gasa

Esse Odù sugere com prom i sso para evi t ar perda t ot al .

Obse rva ção oci dent al : Esse Odù m ui t as vez es denot a confl i t o na soci edade ou no
r el aci onam ent o.

61 – 1 ( Tradu ção do verso)

105
Il e- ewu -ab’oj usokot o
consul t ou If á par a as pessoas em O ge re -e gb e.
Foi pedi do que el es sacri fi cassem de m anei ra
a evi t ar pes ares em suas vi das.
O sacri fí ci o: um a caba ça de vi nho de pal m a, quat ro pom bos
e 8 000 búz i os.
El es se recus ar am a re al iz a r o sac ri fí ci o.

61 – 2 ( Tradu ção do verso)

Um el e fant e m orreu na roç a de Oli j ed e, m as sua c al da fi cou


na roça de Oni t i yo. Os habi t ant es da ci dade de Oni t i yo di sseram que o el ef ant e pe rt enci a a
el es. Os habi t ant es da ci dade de Ol i j ede di sseram que o el efant e pert enci a a el es. O el e fant e
que m orr eu sobr e as duas t er ras adm i ni st r adas sim bol iz a a guer ra. El es foram adve rt i dos a
r eal iz a rem sacri fí ci o, poi s i ri am l ut ar por al gum a coi sa. Um cab ri t o e 12 000 búzi os deveri am
ser of ere ci dos em sac ri fí ci o. Após t rês m eses, el es real i z ar am o sacri fí ci o que havi am
i gnorado. O el ef ant e se decom pôs. Èsù ent ão di vi di u o m ar fi m ent re as duas part es e os
a consel hou a desi st i rem da guer ra.

O rácu l o 62

Osa Yeku

Esse Odù pede sacri fí ci o para asse gur ar lon gevi d ade e par a evi t ar possí vei s
t urbul ênci as.

Obse rva ção oci d ent al : P rocessos j udi ci ai s ou servi ços duvi dosos com bi nam com
bl oquei os em oci onai s cri ando si t uaçõ es caót i c as.

62 – 1 ( Tradu ção do verso)

Osa ye ku consul t ou If á pa ra Onat ooro.

106
Osa ye ku consul t ou If á pa ra Onagbooro.
Foi predi t o que os di as de est rada da vi da seri am prol on gados.
Lo go dev eri a ofer ec er sa cri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha e 4 200 búz i os.
el es ouvi ram e r eal i z aram o sa cri fí ci o.

62 – 2 ( Tradu ção do verso)

Osa ye ku: Is akus a- Iyak u ya ni im uni i ye ’kun


consul t ou If á par a o gal ho de um a árvo re.
Foi pedi do que ofe re cesse sacri fí ci o par a asse gu rar sua se gur anç a
no di a em que um t ornado vi esse.
Foi pedi do que ofe re cesse um a t art aru ga , um pom bo e 2 000 búzi os.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

O rácu l o 63

Oyekubeka

Esse Odù fal a da ne cessi dade do babal a wo di vi di r seus sa cri fí ci os com Esu e out ros.
S ac ri fí ci os ga ra nt i ndo segu ran ça.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa dar m ai s ên fase em sua nat ur ez a espi ri t ual e
m enos nas "coi s as" ou di nhei ro.

63 – 1 ( Tradu ção do verso)

Gbi n gbi n er eke, Adi vi nho do l ado do cór re go, consult ou Ifá pa ra
O yek u e Eka. Foi pedi do que sac ri fi cassem duas gal i nha, m i l ho e
3 200 búzi os.
O yek u não real i z ou o sacri fí ci o.

107
A hi st ori a de Ifá :
Tant o O ye ku quant o Eka for am em um a per egri na ção di vi nat óri a.
Eka t eve suc esso m as O yeku não. Eka disse, “Vam os para casa ”. Assim que el es est av am
r et ornando, el es cont rat aram um ba rquei ro. O ye ku, o pri m ei ro em che ga r l á, pedi u par a o
ba rquei ro que aj udasse a em pur rar Eka no ri o. A pri m ei ra pesso a pa gou ao barqu ei ro 2 000
búzi os. Qu em ordenou Eri nwo If è fosse jo gado na á gu a? A água nunca l eva ri a um c aran gu ej o
em bor a. El e nad ari a pa ra segur ança. O yek u inst i gou o barqu ei ro a deix ar Eka cai r na á gu a.
Edun (m a ca co) foi aquel e quem resgat ou Eka.

63 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ade rom okun o Advi nho de Ij esa.


Adebo ri o Advi nho de Egba.
Kokof akoko ye r e- o-bawon -pi n-e ru-l ’o gboo gba -orun- nii t i i -wa que é
o nom e dado a Èsù- Òdàr à.
O yek u e Eka consul t ar am If á par a Owá, que ut i li z ou
ci nco búz i os par a consul t ar em nom e das m ul her es i nfecund as na casa. Devi do a fra cassa r em
i nt erpr et ar corr et am ent e, Owa m at ou a am bos na encruz i l hada.
Kokof akoko ye r e desceu do C éu par a o l ocal do a cont eci m ent o.
el e pux ou um a fol ha e esfr egou nos ol hos e nas cabe ças del es. El e c ant ou:
Eri ru gal e- gb ende, gbende o. Gbende. Eri ru ga l e- gb ende. El es despert aram . El e os es col t ou at é
Ow a. El e pr escr eveu sacri fí ci o para Owa em 2 000. El es di sseram , “o propósi t o de sua
consul t a a If á foi a inf ert i li dad e das mul her es em sua casa. Voc ê pre feri ri a que el as fossem
f ért ei s”. Foi pedi do que el e sac ri fi cass e se não qui sesse m orr er naqu el e m esm o di a. Ow á f ez
o sacri fí ci o. El es di vi di r am o m at eri al do sa cri fí ci o e der am a Èsù sua própri a part e. Èsù disse
que el e não sabi a que er a pôr isso que os babal awo est i veram sofr endo. El e t om ou sua porç ão,
e el e di sse que el e fi ca ri a part i cul arm ent e no c éu zel ando por el es. Mas el es deveri am sepa ra r
pri m ei ro sua própri a porção de t odas as coi sas sac ri fi cad as.
Èsù foi bom para os babal awo. D esde aquel e di a, os babal awo r esol veram rep art i r seus
pri vi l égi os sac ri fi ci ai s com Èsù.

108
O rácu l o 64

Ika yeku

Esse Odù ofer ec e um a sol ução pa ra est eri l i dade m ascul i na e ped e m ais posit i vi dade na
nat ur ez a do cl i ent e.

Obse rva ção oci d ent al : Um rel a ci onam ent o est á acab ando ou a cabou. El e pode ser
r est abel e ci do.

64 – 1 ( Tradu ção do verso)

Akusab a- Iya nda, o Advi nho de Oni m eri -ap al a, consul t ou If á par a Onim e ri -apal a quando el e
est av a est éri l e t odas m enos um a de suas 1 440 m ul he res o havi a abandonado. Foi pedi do um
sa cri fí ci o de dez essei s pom bos, dez ess ei s car am uj os, dez essei s gal i nhas e fol has de If á (com
12 000 búzi os pre ço do sabão, vá e t am bém col et e as form i gas de Al adi n e um a pa rt e do
form i guei ro; pi l e junt o com as fol has de ol usesaj u, sawe repep e e ori ji ; ponha sabão em um a
c abaç a que t enha um a t am pa; m at e um a gal i nha e vert a seu san gue ni st o, pa ra t om ar banho).
Is so perm i t i rá que t odas suas m ul heres que o abandona ram ret orn ar par a el e, cont i nuem
f ért ei s e dêem a luz a cri anças. El e se gui u a ori ent aç ão e real i z ou o sacri fí ci o. O rem édi o de
If á ci t ado aci m a foi prepa rado par a el e banhar-se. Num inst ant e, a úni ca m ul her que

109
pe rm ane ceu com el e engravi dou e t eve um beb ê. Aquel as que o havi am deix ado ret orn aram à
c asa de Oni m eri quando ouvi r am as boas novas. El as t am bém en gr avi dar am e t i veram fi l hos.

64 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ari sa -i ná, Akot a- gi ri - ej o consul t ou If á par a a cobra e par a um ani m al da fl orest a especi al
( ai ka) quando as pessoas os ri di cul a riz ar am pel a fal t a de cora ge m del es. fossem des afi ados
pa ra um com bat e, el es fu gi am par a evi t ar des gr aça, i nj uri as e m ort e. S e fossem am ea çados
pel as pessoas e pel a m ort e, el es se encol he ri am . era assi m que el es prot egi am a si m esm o
cont r a at aques e m ort e. Devi do a essa condut a el es er am despr ez ados pel as pessoas. Depoi s de
al gum t em po, el es com e çar am a sent i r- se i nsat i sf ei t os e m ui t o inf el iz es com a si t uaç ão. el es
convi da ram os Advi nhos para consul t ar o or ácul o pa ra el es. Os Advi nhos di sser am que se el es
des ej assem ser em resp ei t ados na vi da. deveri am ofer ec er sa cri fí ci os e rec ebe r o rem édi o de
If á . El es pergunt ar a, “qual é o sa cri fí ci o? ”. Os Advi nhos di sser am que el es dev eri am ofer ec er
um a fl e cha, um a fa ca, um a pedra de r ai o, um gal o, pi m ent a -da- cost a, 2 400 búz i os e rem édi o
de If á (pul veri z ar l im al ha de f erro com pim ent a -da -cost a que seri a t om ado com um mi n gau; a
ped ra de rai o aque ci da at é fi ca r verm el ha, dev e ser col ocad a no m i ngau, que dev e ser cobe rt o
com koko – fol has de i nham e na caba ça; o r em édi o deve ser bebi do pel o cl i ent e. Apenas a
cob ra r eal i z ou o sacri fí ci o, porém sem a fl echa. C ert o di a t eve el a l ut ou com al gum as pesso as.
Um a del as a ga rrou a cobr a de m anei ra a der ruba -l a com o de cost um e. Èsù pergunt ou à cobra,
“P or que você sa cri fi c a a fac a? ”. S e al guém i a de rruba -l o ou t ocar sua c al da, el e devi a
cont i nuar o at aque seus assal t ant es com a fa ca que el e sac ri fi cou. A cobra at a cou ent ão.
Quando duas das pessoas c aí ram ao sol o, os dem ai s fu gi ram . O ani m al da fl or est a (ai ka ), após
prol on gado sofri m ent o, foi ao fim pa ra real i z ar pa rt e do sa cri fí ci o pr escri t o. El e ofer eceu um
c aco de l ouça e out ras coi sas. S eu corpo foi cobert o com escam as duras que t ornar am
i m possí vel às pessoas i nfri n gi r al gum puni m ent o a el e. Não havi a nenhum peri go par a ai ka no
passado.

110
O rácu l o 65

Oyeku Batutu

Esse Odù ofer ec e fuga de cas t i go por m ás açõ es m as i nsi st e no com port am ent o m oral
no fut uro.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e en ca ra probl em as l e gai s, possi vel m ent e com o
gove rno.

65 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òrúnm ì l à m e perdoa rá. O Cl em ent e perdoa rá. S e a á gu a m at a um a pessoa, el a se rá perdo ada.


S e um rei m at a um a pessoa, el e ser á pe rdoado.
Òrúnm ì l à! que possa eu ser perdoado nest e c aso. Em t odos os c asos, a chuva ( eej i ) foi
pe rdoada pel a com uni dad e. Doi s gal os e 12 000 búz i os dev em ser of ere ci so em sac ri fí ci o.
R em édi o de If á: pi l ar fol has de tude e m i st ur ar com i ye- i rosu dest e If á. Ponha a m i st ur a em
doi s búz i os, em brul he com fi o de al godão e ut i li z e com o col a r de prot eç ão.

65 – 2 ( Tradu ção do verso)

O yi n- won yi n won yi n, o Advi nho da cas a de Ol ufon, j unt o com Ib ar aj uba. Ib a raj ub a consul t ou
If á par a Ari bi j o, o j ovem prov eni ent e de Oke- Apa. El e foi a consel hado a nunc a faz er aco rdos
se cret os com rel aç ão a di nhei ro ou out ros assunt os par a sem pre. C ada a cordo monet á ri o deve
ser f ei t o ab ert am ent e e em públi co. Um cab ri t o, um r at o, um peix e duas gal i nhas, vi nho, obì e
6 000 búzi os dev em ser sacri fi c ados.

111
O rácu l o 66

Oturupon yeku

Esse Odù fal a que o cl i ent e sacri fi cou al e gri as em sua busc a pôr di nhei ro.

Obse rva ção oci d ent al : Fix aç ão por negóci os resul t am em desaven ça fam i li a r.

66 – 1 ( Tradu ção do verso)

Okeb eeb ee, o Advi nho do m undo, consul t ou para o j ogo a yo e par a as cri an ças. el es foram
a consel hados a sem pre j o gar em o j ogo a yo. J ogando com as cri an ças a pessoa pode part i l har
de sua al e gri a. Foi i sso que foi di vi nado por If á, a um hom em ri co que er a m uit o i nfel i z .
O sacri fí ci o: Um a cab aça de i nham e pi l ado, um pot e de sopa, vári os it ens de com er,
2 000 búzi os e sem ent es de a yo em suas bandej as. Convi de vari as pesso as par a um a f est a par a
j o gar a yo com você em sua cas a par a bani r a t ri st ez a e evi t a r a m ort e.

112
O rácu l o 67

Oyeku Batuye

Esse Odù fal a sobre r em oção de cul pa e rest aura ção da l i berdad e de ati vi dad es.

Obse rva ção oci dent al : Quest ões l egai s são r esol vi das e suc edi das por di ve rt im ent o
soci al .

67 – 1 ( Tradu ção do verso)

Oropot o consult ou If á para Sor angun.


el e foi ori ent ado a faz er sac ri fí ci o de m an ei ra a ser ex oner ado.
O sac ri fí ci o: doi s gal os, rat os i gb égbé, 2 600 búzi os e rem édi o de If á ( em brul he um rat o
i gbégbé com oi t o fol has de gbé gb é e ent err e na fl orest a).

67 – 2 ( Tradu ção do verso)

I ya n - bi - at ungun, Obe- bi -at unse, Ok el egbongbo- di - at unbu-baal e


consul t ou If á par a Oni - al akan -esuru,
Que seri a afort un ado em Te r duas esposas um di a.
foi pedi do que el e sacri fi c asse duas ga l i nhas e 16 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

O rácu l o 68

113
Òtúrá-àikú

Esse Odù nos previ ne cont ra a t ent aç ão de ent rar em um rel a ci onam ent o dest rut i vo.

Obse rva ção oci d ent al : Apa rent em ent e oport uni dades at rat i vas dev em ser evi t adas.

68 – 1 ( Tradu ção do verso)

Fo ri l aku, o Advi nho de Òt ú, Òt ú um barquei ro. Foi pr edi t o que um a m ul her, j unt o com seus
passa ge i ros, vi ri a a bordo. A mul her er a m uit o boni t a e el e qui s desposa- l a. S e el e fiz esse um a
propost a a el e, est a a ac ei t ari a. A m ul her se cham av a O ye . El e deveri a ex ecut a r sacri fí ci o t ão
dep ressa quant o possí vel par a im pedi r Èsù de inst i ga- lo a fal a r à m ul her que poderi a causa r a
m ort e del e. O sacri fí ci o: Dend ê à vont ad e, 2 400 búz i os e r em édi o de Ifá (qui nar fol has de
ol usesaj u e eso na água e mi st ura -l as com sab ão para banh ar- se). Òt ú se r ecusou a sacri fi ca r.
el e ac redi t ou que seus sacri fí ci os prévi os for am ac ei t os. El e não pôde faz er sem casa r com
um a m ul her boni t a.

O rácu l o 69

Oyeku-Irete

Est e odù of ere ce um a sol ução pa ra doença.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á ou fi ca rá doent e.

114
69 – 1 ( Tradu ção do verso)

Afi nj u yel e, Okunrun -koj eke wafu yi , e Awowonsan, o Advi nho da c asa de Kuseru, for am os t rês
Advi nhos que consult a ram If á pa ra Kuse ru. Os Advi nhos di sseram que em sua casa havi a um
j ovem que est eve fr aco. El e foi at acado por um a doenç a que fez suas m ãos, pernas, ol hos e
na riz i nchass em . Foi pedi do a Kuseru que ofe rec esse um sa cri fí ci o porqu e If á pr edi sse que
aqu el e r apaz i ri a se r est abel e ce r.
O sac ri fí ci o: quat ro pom bos, 4 400 búz i os e rem édi o de If á (água de chuv a em c asca de um a
á rvore a ye , fol ha de asunrun, um pouco de sal e al gum as pi m ent as verm el has pequenas;
coz i nhe em um a panel a e use o r em édi o com o banho e t am bém par a beb er).

O rácu l o 70

Irete’yeku

Esse Odù pede pôr i ni ci ação e ri goroso com port am ent o m oral .

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e prov avel m ent e com port ou- se de m anei ra
aut om edi t at i va que agor a am e aça dest rui r seu negóci o.

115
70 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ori fusi , o pai de El u, di sse que el e est ava procu rando um m ei o par a pr eveni r que a m ort e
l evass e el e, seus fi l hos e sua espos a de surp resa, ao pa ço que el es est avam se t ornando
f am osos e renom ados. Muj i m uwa o Advi nho de Opak er e, Bonron yi n o Advi nho do Est ado de
Id o, Ogo rom bi , o Advi nho de do Est ado de Esa, Gbem i ni yi o Advi nho de Il uj um oke,
Ku yi nm i nu o Advi nho da pal m ei ra, consul t aram If á para Ori fusi e P er egun, am bos que rendo
es capa r da mort e. Os Advi nhos di sseram : S e voc ê desej a esc apar da m ort e deve of ere ce r
sa cri fí ci o e se i ni ci ar. O sa cri fí ci o consi st e de dez pom bos, dez gal i nhas, 20 000 búz i os e
az ei t e- de- dendê em gr ande quant i dade ao l ado de Èsù.
If á i rá sem pre l he m ost r ar com o se conduz i r e a condut a que afast a a m ort e de você. Al ém
di sso, voc ê real i z ará o sac ri fí ci o, você com eç ari a cul t i vando o hábi t o desfaz e r o bem com o
nunc a t enha fei t o ant es. S eri a i nút il se após você Ter r eal i z ado os sacri fí ci os r eduzi sse sua
ben evol ênci a; você m orr eri a. Voc ê deve pegar os pom bos e as gal i nhas, e sol t a-l os e se
abst enh a dos m at a- l os, m as lhes dê com i da sem pr e que el es vol t arem à sua c asa. C om eç ando
por hoj e, você deve se abst er de m at ar qual quer coi sa, poi s qual quer um que não des ej a se r
l evado pel a m ort e, não deve l evar a m ort e a ni ngu ém , com ex ceç ão das cob ras venenosas.
P er egun se gui u a ori ent aç ão e r eal i z ou o sacri fí ci o.
A cant i ga de If á :
Mort e, não l eve mi nha casa à ruí na. Eu não prat i quei o m al . Doenç a, não l ev e m i nha cas a à
ruí na. Eu não prat i quei o m al . Eu sou bom par a com am i gos e i ni mi gos. Eu não pr at i quei o
m al . Quando as pessoas foram envol vi das em l it í gi o em Ak e, m e api ed ei e os aj ud ei . Eu não
pr at i quei o m al . Quando as pessoas for am envol vi das em li t í gi o em Oko, m e api ed ei e os
aj udei . Eu não prat i quei o m al . Li t i gi o, não l eve m i nha casa à ruí na. Eu não prat i quei o m al .
Eu en cont rei duas pessoas bri gando; m e api edei e os aj udei . Eu não prat i quei o m al . Mi séri a,
não l eve m i nha casa à ruí na. Eu nunca fui pre gui çoso. Èsù-Òd àrà não com e pi m ent a. Èsù-
Òdà rà não com e adi n. Eu dei az ei t e- de-dend ê para o m ol est ado r da hum ani dad e. Eu não
pr at i quei o m al . P rej uíz o, não l eve mi nha cas a à ruí na. Eu nunca furt a rei .

116
O rácu l o 71

Oyeku-Ise

Esse Odù ex pl i ca a nec essi dade da m ort e com o part e da ordem nat ur al .

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e est á r el ut ant e em a cei t ar o fi m de um r el aci onam ent o
ou soci ed ade.

71 – 1 ( Tradu ção do verso)

K’ am at et eku, o Advi nho da casa da al e gri a,


Ai t et eku- i se o Advi nho da cas a da t ri st ez a,
Bi -i ku-ba- de- ka-yi n - Ol uwa- lo go, o Advi nho de Igbo ya ew a Al ogbon -on-m aku- ni nu, Masim al e
ni nm e ye ni yi , Advi nho de Afi nj u- m aku-m ase -baj e O yek eseni yi , consul t ou If á par a os sábi os
que convi da ram os bab al awo a consi der arem sobre os probl em as da Mort e pergunt ando:

117
P orque a m ort e dev e m at ar as pessoas e ni ngu ém al gum a vez a superou? Os babal a wo
di sser am : If á indi cou que Am uni wa yé cri ou a m ort e para o bem da hum ani dad e. A á gu a que
não fl ui se t ransform a em a çude — um a çude com água pol uí da; um açud e com á gu a que pode
c ausar doen ças. A água ca rre ga as pessoas faci l m ent e e á gu a os devol ve fa ci lm ent e. Que o
doent e ret orn e à casa para cur a e r enova ção do co rpo, e o m au para renov ação do ca rát e r. O
l ouco se preocupou com sua fam í l i a. Os bab al awo pergunt aram : O que é des agrad ável sobre
i st o? Os sábi os se curva ram par a Ifá di z endo: Òrúnm ì l à! Ib or u, Ib o ye, Ibo si se. Todos el es se
di spers aram e nunca m ai s consi dera ram m ai s a m ort e com o um probl em a. Òrì sà- nl a é aquel e
ch am ado Am uni wa yé .

O rácu l o 72

Ose-Yeku

Esse Odù ofer ec e prospe ri dade e popul ari dad e.

Obse rva ção oci d ent al : O di a-a -di a na vi da do cl i ent e est á fl ui ndo.

72 – 1 ( Tradu ção do verso)

Aj i se gi ri , Ani kansekosunwon consul t ou If á para Ose, que pedi u par a el e sacri fi car de m anei r a
a torn ar- se popul ar e não pobre.
El e foi ori ent ado a sacri fi car:
Um a c abaç a com az ei t e- de- dendê, um a caba ça de banh a de òrí , 3 200 búzi os e rem édi o de If á
(pi l ar a c asca da r aiz da árvor e i ro yi n com o i nt eri or do ari dan); mi st urar o com post o com
sab ão-da -cost a; col oque um pi ngo de dend ê e de òrí na base do sabão na cab aç a). O rem édi o
dev e ser uti l iz ado para banhar-se.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

118
O rácu l o 73

Oyeku’fuu

Esse Odù previ ne de um a en ferm i dad e i mi nent e e of ere ce prot eç ão cont r a el a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e en ca ra um obst ácul o i nespe rado no di a -a- di a nos
ne gó ci os.

73 – 1 ( Tradu ção do verso)

Aduro ga ngan o Advi nho do bordão,


Aye gi ri danu o Advi nho da prat el ei ra.
Am bos consul t ar am If á par a Abari l e- osi se-osabo,
que nunca adoec eu.
El e foi preveni do sobr e um doenç a que est ava por vi r,
um a doen ça im previ st a que o dei x ari a al ei j ado.
El e pergunt ou, “Qu al é o sacri fí ci o? ”
Foi di t o: um car am uj o, um peix e, az ei t e- de-dend ê, 20 000 búzi os e rem édi o de If á.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.
A doenç a oco rreu porém não de m anei r a seve ra. El e se r ecupe rou.

119
O rácu l o 74

Ofun’yeku

Esse Odù asse gur a l ongevi d ade, resp ei t o e bons r el aci onam ent os com os sa cri fí ci os e
com port am ent os apropri ados.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pode agua rdar um perí odo de c al m a e de re al iz aç ão.

74 – 1 ( Tradu ção do verso)

O Advi nho de Am oosem at e, Am ul udun Isi m i bak al e consul t ou If á pa ra


Is i m i bakal e, Ani m asa wu, Afoj ooj um o funni ni j i j em im u, O reoni l e, Or e- al ej o, Eni -al ej i kan -ko-
gbodoki . El e di sse: S e você est á com fom e, venha e com a; se você est á com sed e, venh a e
beb a.
Após r eal i z ar o sa cri fí ci o, el e foi ori ent ado para que t ent asse evi t ar as pessoas pa rt i ndo para a
ro ça e vi aj ando rar am ent e. El e deve ser sem pr e bom com os pobres. El e ouvi u as pal avr as e
r eal iz ou o sa cri fí ci o.

120
O rácu l o 75

Iwori wo’di

Est e Odù det erm i na o concei t o de renas ci m ent o e i m ort al i dade em If á.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa de fi l hos par a encont r ar equi lí bri o espi ri t ual .

75 – 1 ( Tradu ção do verso)

Não ex i st e um a só m ul her gr ávi da que não quei r a dar a l uz a um sace rdot e de If á. Não ex i st e
um a só grá vi da que não quei r a dar a l uz a Òrúnm ì l à. Nosso pai , se el e deu- nos o nasci m ent o,
i nevi t avel m ent e ao seu t em po nós em t roca darem os nas ci m ent o a el e. Nossa m ãe, se el a deu-
nos o nasci m ent o, i nevi t avel m ent e ao seu t em po nós em t roc a dar em os nasci m ent o a el a. O
or ácul o de If á foi consul t ado para Òrúnm ì l à, que afi rm ou que el e deve ri a t raz er os c éus para a
t er ra, que el e deve ri a l evar a t er ra de volt a aos céus. A fi m de cum pri r com sua mi ssão, foi
pedi do a el e que ofer ec esse t udo em par es, um m acho e um a f êm ea — um ca rnei ro e um a
ovel ha, um cabri t o e um a c abri t a, um gal o e um a gal i nha e assi m por di ant e. Òrúnm ì l à segui u
a ori ent aç ão e real i z ou o sacri fí ci o. Assi m a t er ra tornou- se f ért i l se m ul t i pli cou gr and em ent e.

121
O rácu l o 76

Idi’wori

Esse Odù fal a da ne cessi dade de des envol ver nosso i nt el ect o e previ ne cont r a
associ ações com m al fei t ores.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á i gno rando os ri vai s pot en ci ai s em ne góci os ou em
um a r el aç ão.

76 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìd í a wo ej uri , Ìd í a wo ej um o, Okunkun de ’ni m ol e -bi -oru,


o Advi nho da c asa de Edu.
If á est á faz endo al go al ém do i nt el ect o hum ano?
É ne cessá ri o re al iz ar sacri fí ci o de m anei r a a não ser
r el egado a um a posi ção de m enor im port ân ci a.
sa cri fí ci o: quat ro pom bos, 8 000 búzi os e rem édi o de If á
(fol h as de om o e awun pi l adas junt as; m i st ur ar com sabão)
El e ouvi u as pal avras e r eal iz ou o sa cri fí ci o.

76 – 2 ( Tradu ção do verso)

S e nós t em os sabedo ri a e fal ham os em apl i c a- l a,


nos t ornam os i gnorant es.
S e nós t em os poder e fal h am os em apl i ca -l o,
nos t ornam os i ndol ent es.
If á foi consul t ado para as pessoas do subm undo
que não est ão associ ando com os hom ens sábi os e t rabal h adores.
If á adv ert e, você não est á se rel a ci onando com pesso as de bom c arát e r.
. Ist o fr eqüent em ent e t rás m á sort e pa ra a pessoa.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as e 4 400 búz i os.
O rácu l o 77

122
Iwori’rosu

Esse Odù fal a da ne cessi dade de pa ci ênci a par a obt er sol uçõ es e al c anç ar obj et i vos.

Obse rva ção oci dent al : Ger al m ent e o cl i ent e est á " enc al hado" , i ncapaz de segui r em
fr ent e na vi da.

77 – 1 ( Tradu ção do verso)

Bi oj um o- banm o-akoni i y’o gbe ri bi -oj o-ano consul t ou If á


pa ra Kom o, que est ava pensando em com o faz er al go ont em .
El e m edi t ou e dormi u. No di a segui nt e el e ai nda não sabi a o que faz er.
P ar a resol ve r o probl em a, você deve pondera r di a- a-di a, se possí vel , m ês-a- m ês,
at é que fi nal m ent e sai ba o que faz er.
O sac ri fí ci o: quat ro gal os, 8 000 búz i os e r em édi o de If á (col oqu e quat ro car am uj os em água
fri a par a beb er).
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.
el e asse gurou que suas idéi as sem pre vi ri am à sua c abe ça).

77 – 1 ( Tradu ção do verso)

If á pr evi u que el a se t orna ri a m ãe.


Eu com pr ari a um pouco de sând al o (osù 2 ) para esfr egar em m eu beb ê.
Um a m ãe não pôde aj uda r com pr ando sândal o por t er cui dado com o corpo de seu bebê?
If á foi consul t ado para Òrúnm ì l à,
que di sse que sua espos a en gr avi dari a e t eri a um bebê.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as, osù e 4 400 búzi os.
Dê a a rvore osù para m ant er a espe ranç a que el a a usará par a passa r no bebê.
O rácu l o 78

Irosu wori

Esse Odù fal a sobre não ex ist i r praz er, paz ou ganho ge nuí no proveni ent e de m ás
a ções. Di fi cul d ades e m udanças são part e do cr esci m ent o e conheci m ent o.

2
o s ù , o s ù n : p ó e x t r a í d o d a B a p h i a n i t i d a , p a p i l i o n á c e a , o u P t e ro c a r p u s o s u n , p a p i l i o n á c e a .

123
Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pr eci sa con cent ra r- se nos obj et i vos e desej os de l ongo
pr az o do que nas sat i sfa ções de curt o pr az o.

78 – 1 ( Tradu ção do verso)

F aç am os as coi sas com al egri a. Aqui l o que desej a que se vá, i rá. Aquil o que desej a que
r et orne, ret orna rá. Defi ni t i vam ent e os ser es hum anos t em escol hi do t raz e r boa sort e ao
m undo. Oni sci ênci a o Advi nho de Òrúnm ì l à, consul t ou If á par a Òrúnm ì l à, que di sse que os
ser es hum anos vi ri am e fari am um a pergunt a a el e. El e foi acons el hado a ofer ece r um
sa cri fí ci o de peix es e de 2 000 grãos de fa ri nha de mi l ho (a gi di ). Òrúnm ì l à segui u a
ori ent a ção e re al iz ou o sa cri fí ci o.
C ert o di a todo t i po de pessoas, i ncl ui ndo l adrões e out ro m al fei t ores, se reuni r am e fo ram t er
com Ò rúnm ìl à para re cl am ar em que el es est avam “ cans ados de da rem c abe çadas pel a t er ra;
Òrúnm ì l à! P erm it a -nos re fugi arm os nos C éus”.
Òrúnm ì l à di sse que não podi a evit a r que dessem cab eç adas pel a t err a at é que el es
conqui st assem a boa posi ção que Odudua ordenou para cad a i ndi ví duo; só ent ão poderi am el es
r esi di r em nos céus. El es pergunt a ram , “o que é boa posi ç ão? ”. Òrúnm ì l à pedi u a el es que
con fessassem sua i gno rênci a. El es di sser am , “nós som os i gnorant es e gost arí am os de obt er
conh eci m ent o de Ol odunm a re”.
Òrúnm ì l à di sse: A boa posi ção é o m undo. Um m undo no qual haver á conheci m ent o com pl et o
de t odas as coi sas, al egri a em t odos l ugares, vi da sem ansi edade ou m edo de i ni mi gos, at aque
de serpent es ou out ros ani m ai s peri gosos. S em m edo da mort e, doenç a, l it í gi o, perdas, brux os,
brux as ou Esu, peri go de aci dent es com á gua ou fogo, sem o m edo da mi sé ri a ou pobr ez a,
devi do ao seu poder i nt e rno, bom ca rát e r e sab edori a. Quando voc ê se abst ém de rouba r por
c ausa do sof ri m ent o pel o qual o dono passa e a desonra com est e com port am ent o é t rat ado na
pr esenç a de Odudua e out ros espí ri t os bons no c éu que são sem pre am i gávei s e
fr eqüent em ent e nos desej am o bem . Est as for ças podem ret orn ar sobr e vocês e perm i ti r com
que ret o rnem à escuri dão do m undo. Tenh am em m ent e que vocês não re ceb em nenhum favo r e
t udo que é roub ado será re em bol sado. Todos at os m al i gnos t em suas rep er cusões.
In di vi dual m ent e o que será nec essári o par a al can ça r a boa posi ção é: sabedo ri a que pode
gove rnar adequ adam ent e o m undo com o um t odo; sac ri fi que ou cul t i ve o hábi t o de faz er
coi sas boas par a os pobres ou para àquel es que ne cessi t am de sua aj uda; um desej o de
al m ent a r a prosperi dad e do m undo m ai or do que dest rui -l o.
As pessoas cont i nuar ão a i r aos céus e vi r para a t er ra após a m ort e at é que todos al can cem a
boa posi ç ão. Há um a grand e quant i dade de coi sas boas no par ai so que ai nda não est ão
di sponí vei s na t er ra e serão obti das ao devi do cu rso. Quando todos os fi l hos de Odudu a

124
est i ver em reuni dos, aqu el es sel e ci onados pa ra t ransfe ri r as boas coi sas par a o m undo ser ão
ch am ados de èni yà n ou se res hum anos.

78 – 2 ( Tradu ção do verso)

Um a vi da de doçu ra sem am argur a é m assant e. Qu al quer um que não t enha esperi m ent ado
pri va ção nunca ap re ci ará a prosp eri dade.
Est as foram as pal avr as de If á aos faz end ei ros, que di sser am que se t odas as est açõ es foss e
est a ções de chuva, o m undo seri a a gr adáv el . Di sse ram el es que ofer ec eri am ascri fí ci o e
cl am ari am a Ba ra A gbonni re gum por aux í l i o.
Òrúnm ì l à di sse que el es dev eri am re al iz ar sa cri fí ci o deavi do à l oucura del es e que o mundo
pe rm ane ceri a i nal t erado com o orden ado por Oòdu a: a est a ção chuvosa e a est a ção seca.
O sacri fí ci o: quat ro cab ras, 8 000 búz i os e assi m por di ant e. El es se recus ar am a sac ri fi ca r.
Òrúnm ì l à fez com que chov esse pes ado durant e o ano i nt eri o sem nenhum a l uz do sol . As
pessoas ado ec eram e vári as m orr eram aquel e ano; as col hei t as não vi ngaram . El e foram de
vol t a a Òrúnm ìl à par a se des cul par em e re al iz a r o sac ri fí ci o. Òrúnm ì l à di sse que o m at eri al de
sa cri fí ci o fo ram dobrados. O sac ri fí ci o t ornou- se oit o c abr as e 16 000 búz i os.

O rácu l o 79

Iwori’wonrin

Esse Odù fal a de prot e ção cont ra des ast res nat urai s e re cuper aç ão de qual quer coi sa
que se t enha perdi do.

Obse rva ção oci d ent al : Um vel ho rel a ci onam ent o pode ser r eac endi do.

79 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ol u gbem i ro, o Advi nho de Ok e-Il è,


Em i baj o, o Advi nho de Oj u-om i .

125
If á voi consul t ado pa ra Joworo,
que est a i ndo em um a vi a gem .
El e foi aconsel hado a sa cri fi c ar
c am arõ es, um a ovel ha e 4 000 búzi os.
El e ouvi u as pal avras e r eal iz ou o sa cri fí ci o.
Os Advi nhos di sse ram que Joworo nunca seri a m ort o pel a água; el e sem pre nad ará e sem pr e
fl ut uar á.

79 – 2 ( Tradu ção do verso)

Iw ori ’wonri n
foi o Ifá di vi nado pa ra o povo de Ot u-If è
quando procur avam por cert a pessoa.
El es est av am se guros de si que el es sorri ri am no fi nal ,
poi s a pesso a seri a encont r ada.
O sacri fí ci o: quat ro pom bos e 8 000 búz i os.
El es r eal i z aram o sa cri fí ci o.

O rácu l o 80

Owonrin’wori

Esse Odù fal a de t rab al ho árduo com o o rem édi o que cur a a pobr ez a. El e t am bém
of ere ce rem édi os par a en ferm i dad es em oci onai s.

Obse rva ção oci d ent al : Fr equent em ent e o cl i ent e é pre gui çoso com o resul t ado da
i nqui et aç ão espi ri t ual .

80 – 1 ( Tradu ção do verso)

In ham es er am ca ros, dendê er a ca ro, m i l ho e out ras com i das eram caros.
Foi real i z ado um j ogo di vi nat óri o pa ra Iwo ri ,
Foi observado que t odos os it ens eram c aros.
Lh e foi re com endado que ofe rec esse sacri fí ci o de form a que os i t ens se t ornass em ac essí vei s.

126
O sacri fí ci o: 2 000 enx adas, 2 000 foi ces, r at os, peix es e 12 000 búz i os.
El e real i z ou o sacri fí ci o.
O babal awo disse que t odos os hom ens dev eri am pegar suas enx adas e foi ces e i r t rabal ha r na
ro ça de form a que os i t ens se t ornassem acessí vei s.
Apen as t rab al ho árduo pode m oder ar a i ndi gên ci a.

80 – 2 ( Tradu ção do verso)

Were -nse- el e yak a’d e- wonnreri n


consul t ou If á par a Oj uo gbebi k an,
que foi ori ent ado a sacri fi car pa ra prot e ge r sua esposa cont ra l oucur a ou se el a j á fosse l ouca,
r ecupe rar sua sani dad e.
O sacri fí ci o: quat ro ca ram uj os, 8 000 búz i os e r em édi o de If á.

O rácu l o 81

Iwori’bara

Esse Odù i nsi st e na boa condut a e ofe re ce sol uçõ es par a a educa ção de cri an ças
con fi ávei s.

Obse rva ção oci d ent al : O foco do cl i ent e dev eri a ser quest ões prát i cas.

81 – 1 ( Tradu ção do verso)

Iw ori b ar abar a, Iw ori b ar abar a.


consul t ou If á par a os l adrõ es e para os m enti rosos.
el es foram aconsel hasdos a re al iz e r sac ri fí ci o e abri r m ão
de m al com port am ent o de m anei ra a evi t ar t errí vei s probl em as.
O sacri fí ci o: um a porção de obì , dendê, 44 000 búz i os, pom bos, e assi m por di ant e.
Os obì e os búz i os deveri am ser doados.
El es se recus ar am a re al iz a r o sac ri fí ci o.

127
81 – 2 ( Tradu ção do verso)

In á -kuf ’e erub ’oj ú, Ogbedekuf ’om orero ’po


consul t ou If á par a Abowoab a, o fi l ho de Afesos a ye .
Foi predi t o que el e vi veri a por m ui t o t em po e se ri a
c apaz de cont a r hi st óri as sobre sua fam í l i a.
Mas de m anei r a a t er fi l hos responsáv ei s. deveri a sac ri fi ca r sei s pom bos, 12 000 búz i os e
r em édi o de Ifá .
El e ouvi u as poal avras e r eal iz ou o sa cri fí ci o.

O rácu l o 82

Obara’wori

Esse Odù est abel e ce o conc ei t o de di nhei ro com o sendo i m port ant e, m as nunc a t ão
i m port ant e quant o a sabedo ri a, conh eci m ent o, saúde e bom ca rát e r.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e ne cessi t a pôr m ai s ênf ase no desenvol vi m ent o
espi ri t ual e equi lí bri o em oci onal .

82 – 1 ( Tradu ção do verso)

Orob ant a- awuwobi - owu consult ou If á pa ra o mundo no di a em que as pesso as do m undo


de cl ar aram que o di nhei ro é a coi sa m ai s i m port ant e no mundo. el e i ri am desi st i r de tudo e
cont i nuari am corr endo at r ás do di nhei ro. Ò rúnm ìl à di sse: S uas i déi as ace rc a do di nhei ro est ão
co rret as e não est ão. If á é o que nós devem os honrar. Nós dev erí am os cont i nuar a adror a a
am bos. Di nhei ro ex aut a um a pessoa; di nhei ro pode cor rom per o car at er da pessoa. S e al guém
m ui t o apre ço pel o di nhei ro, seu ca rat er ser á conr rom pi do. Bom ca rát e r é a essê ci a da bel ez a.
Tem di nhei ro não quer diz er que a pessoa est á i sent a de fi car ce ga , l ouca, al ei j ada ou doent e.
Vo cês podem ser i nfe ct ados por enfe rm i dades. Vo cês deveri am i r e aum ent a r vossa sab edori a,
r eaj ust ar vossos pens am ent os. Cul ti va r o bom c ar at er, adqui ri r sabedo ri a, re al iz r sacri fí ci o de
m anei r a que vocês possam est ar t ranqui l os. El e pergunt ar am , “qu al é o sac ri fí ci o? ”. O

128
sa cri fí ci o i ncl ue rat os, peix es, cabri t os, um a c aba ça de fari nh a de mi l ho ( ewo; cornm eal ), um a
c abaç a de ekuru e 20 000 búz i os. el es se r ecusa ram a sacri fi ca r. El es insul t aram e
ri cul a riz a ram os bab al awo e out ros pr at i cant es da m edi ci na t radi ci onal . Após al guns
m om ent osel es com eç ar am a passa r m al . El es est avam doent es e t ri st es e não t i veram ni ngu ém
pa ra cui dar del es. El es for am m orr endo a cada di a. El es se defront a ram com probl em as fí si cos
e não puder am pedi r aux íl i o aos babal awo e par a os out ros. Quando não pude ram m asi
suport a r a a fl i ção, for am se descul p ar com os babal awo. Desde aqu el e di a, os babal a wo t em
si do sem pre t rat ados com honra no m undo.

O rácu l o 83

Iwori-Okanran

Esse Odù est abel e ce a ne cessi dade de pri va ci dade ent re o babal awo e o cl i ent e. Iss o
ên fat i sa a im port ân ci a de pl an ej am ent o pr évi o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e m ui t as vez es não é si ncero com o babal awo.

83 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ari m as akoka- Iwo gbe o Advi nho de Òrúnm ì l à,


consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.
El e foi aconsel hado a sa cri fi c ar par a evi t ar se m et er em probl em as com as pessoas que vem a
el e se consul t a r. C onvers a descui dad a norm al m ent e m at a um a pesso a i gno rant e.
Não há nad a que um bab al awo não possa ve r.
Não há nad a que um bab al awo não possa sab er.
Um bab al awo não pode se r t a gar el a.
O sacri fí ci o: quat ro ca ram uj os, um a cab ra e 3 200 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

83 – 2 ( Tradu ção do verso)

Obel ewobel e wo, se um a cabr a dorm i sse el a ex am i na ri a o sol o,


consul t ou If á par a Mak anj u-huwa Ir i n- gb ere -ol a.

129
Foi predi t o que o que el e est av a pl anej ando i ni ci ar não cri a ri a di fi cul dad e par a el e se el e
ex ecut asse sac ri fí ci o.
O sac ri fí ci o: um a cab ra, um a gal i nh a, 8 000 búz i os e rem édi o de If á (col oque quat ro
c aram uj os em águ a l i m pa par a o cl i ent e beber e di ga a el e que seus pensam ent os sem pre vi r ão
à cabe ça ).
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

O rácu l o 84

Okanran-Iwori

Esse Odù avi sa o cl i ent e par a di vi di r seus probl em as com os out ros. Tam bém fal a de
um vi si t ant e im i nent e.

Obse rva ção oci d ent al : Medos e um a inc apaci d ade de di vi di - los est ão bl oque ando o
c am i nho do cl i ent e.

84 – 1 ( Tradu ção do verso)

Bi a dake t ’ar a eni a bani dake. Bi a ko wi t ’enu eni f ’Aye gbo a ki i n’a gbo randun
consul t ou If á par a o l a ga rt o e pa ra t odos os dem ai s r épt ei s. El e [ o l a gart o] que não
ex pressa ri a seus probl em as a ni n guém . El e bat eu com a cab eça cont ra a pal m ei r a e cont r a a
pa rede. Foi di t oent ão que ni n guém si m pat iz a ri a com el e.
O sacri fí ci o: um cab ri t o, um gal o, um pom bo e 8 000 búz i os.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

84 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ayunbol i -owo- n yu n-enu consul t ou If á Mo ye bo.


Mo yebo foi em um a vi agem e não cons egui u volt a r a t em po.
S ua m ãe est ava esper ando por el e. S eu pai est av a esp erando por el e.
Foi di t o que Mo yeb o ret orn ari a se el es fiz essem sacri fí ci o:
um a gal i nha, um pom bo, um a l a gost a e 12 000 búzi os.
El es ouvi ram as pal avr as e real i z aram o sacri fí ci o.

130
O rácu l o 85

Iwori-Eguntan

Esse Odù fal a sobre a ção ad equada com o sendo im port ant e para um a m udança posi t i va
na sort e.

Obse rva ção oci d ent al : A i ncapa ci bi li dad e do cl ent e em "pux ar o gat i l ho " est á causando
pe rda da di reç ão.

85 – 1 ( Tradu ção do verso)

O gun t án, ot è t án, Eni -nbam i i j a-o- si wo -i j a


consul t ou If á par a Ol úl at ej a Ab at asek erek ere gb ’oko.
Foi previ st o que o desa fort unado se t ornari a afo rt unado.
O sacri fí ci o: um pom bo, um pedaço de t eci do branco e 80 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

85 – 1 ( Tradu ção do verso)

Iw ow ot i ri wo consul t ou If á par a Ol oba, cuj o di a de ani ve rsári o foi a ci nco di as.


El e foi aconsel hado a sa cri fi c ar dez r at os, dez peix es e 2 000 búz i os de m anei r a a t er t em po
pa ra cel eb ra r seu f est i val . Ol oba se re cusou a sa cri fi c ar. El e de ci di u i r rapi dam ent e à fl or est a
e m at ar os r at os reque ri dos.
Quando Ol oba ad ent rou à fl orest a, Èsù obst rui u sua vi são e el e não pôde encont rar o cam i nho
de ret o rno para c asa. No di a ant e ri or ao fest i val , seus fi l hos vi e ram real i z ar o sacri fí ci o. na
m anhã do di a do fest i val , el es se reuni ram e m archa ram pa ra para a fl or est a Im al e Ol oba
c ant ando: Iw owot i ri wo o , hoj e é o ani ve rsári o de Ol oba. A ci dade i nt ei r a ouvi u a c ant i ga e
j unt ar am -se à proci ssão em di reç ão à fl orest a. F oi quando Èsù rem ov eu a escuri dão dos ol hos
de Ol oba. El e ent ão pode se gui r o som da cant i ga at é ch egar na fl or est a Im al e.

131
O rácu l o 86

Ògúndá’wòrì

Esse Odù fal a de enf erm i dad es em oci onai s e m ent ai s causad as por espí ri t os m al i gnos.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e ne cessi t a de li m pez a espi ri t ual .

86 – 1 ( Tradu ção do verso)

O louco est á se gur ando um a f ac a, um a foi c e, pra gu ej ando e


pe rsegui ndo as pesso as.
Nós não gost am os da l oucura. Ògún est á louco.
O que podem os nós faz er por Ò gún?
Vam os à cas a de Òrúnm ìl à e pe rgunt ar.
Quando che gam os `a casa de Òrúnm ì l à, Ò rúnm ìl à consul t ou
o Or ácul o de If á e di sse Ò gúnd á W òrì .
Òrúnm ì l à di sse: Ò gúndá Wòrì ! est a é um a vi br ação ne gat i v a. Um a vi br ação ne gat i v a nunca
pode t er a chan ce a rran car a f rut a de Iró kò. O mundo é repl et o de vi braçõ es negat i vas, um
t i po de vi bra ção ne gat i va. Nad a é m el hor do que ser m ai s fo rt e que toda vi bra ção ne gat i va.
Dev em os nós ser t ão fort es quant o Ògún e t ão sábi os quant o If á.
If á di z: Tra ga o l ouco pa ra ser t rat ado, poi s será curado.
O sacri fí ci o: um ca ram uj o, um a c abr a, 80 000 búzi os e fol has de Ifá .

O rácu l o 87

132
Iwori-Osa

Esse Odù fal a da ne cessi dade de se t er respons abi li dad e pel as nossas at i vi dades.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e t em o conh eci m ent o ou habi l i dade de resol v er seu
probl em a m as se r ecusa a ve r ou a ut i li z ar isso.

87 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eni a S a, Ol a a S a
consul t ou If á par a a t art aru ga (obahun i j apa)
que fugi u para a fl or est a devi do à sua m á condut a.
Foi deci di do que quando a t art a ruga fosse c apt urada
seri a el a presa l evada de vol t a par a c asa.
El a foi aconsel had a a sacri fi car de m anei r a que ser pr esa e
l evad a de vol t a para casa.
O sacri fí ci o: um pom bo, 3 200 búz i os e fol has de If á .
El a ouvi u as pal avras porém não fez o sac ri fí ci o.

87 – 2 ( Tradu ção do verso)

At i kar eset e o advi nho do C éu,


consul t ou If á par a Ol odunm ar e e para o m undo
quando as pessoas corr eram at é Ol odunm ar e pedi r consel ho
sobre vári os probl em as, chor ando, “P ap ai , P apai , eu vi m . S al ve-m e por favor ”.
El e di sse, “qual o probl em a? ”
“ Aquel es que Eu dei poder não usam o pode r. Aquel es que Eu dei sabedori a não usam sua
sab edori a int ern a que Eu lhe dei ”.
O sacri fí ci o: Teci do pret o, ovel ha pr et a, 20 000 búzi os e fol has de If á.
El e ouvi u e fez o sacri fí ci o.
Foi assumi do que se um a c ri anç a não vê seu pai , el a se de fende rá por si só.

133
O rácu l o 88

Osa’wòrì

Esse Odù fal a de boa sort e ex cepci onal . E t am bém ex pl i c a a posi ção sa gr ada do Igú n
em If á.

134
Ose rva ção oci dent al : O cl i ent e i rá en cont ra r sucesso m at eri al at rav és de a ção
espi ri t ual .

88 – 1 ( Tradu ção do verso)

Tem i gbusi , o Advi nho de Aj et unm obi , predi ce boa sort e vi nda do m ar ou l agoa par a
Aj et unm obi . Di nhei ro, vi ri a para sua c asa.
S orri ndo, el e ol hou para o babal a wo e di sse, “ Voc ê não sabe que é por i sso que t enho m e
esfo rç ado? . Foi pedi do que el e sa cri fí ci o par a obt e r a com pl et a fel i ci dade: um a ovel ha,
pom bos, banan a m adur a e 4 400 búz i os. El e segui u a ori ent ação e f ez o sa cri fí ci o. Lhe foi
dado al gum as das banan as que el e of ere ceu e foi pedi do que el e as com e ce. Foi - l he
r ecom end ado a com er ban anas frequ ent em ent e.

88 – 2 ( Tradu ção do verso)

Osa woo, Iw ori woo consul t ou Ifá par a o abut r e. O m undo int ei ro vei o esper ando para com e r
Igún. O hom em sábi o foi envi ado ao C éu par a quest i onar, Igú n foi a consel hado a sac ri fi ca r
um pacot e de obì um a ovel ha e 86 000 búz i os pa ra evi t ar que seus i ni m i gos o com esse t al qual
os out ros pássa ros. El e se gui u a ori ent aç ão e real i z ou o sacri fí ci o. Quando Om o chegou ao
C éu, el e ent re gou a Ol odum ar e as m ensagem sas pesso as. Ol odunm a re di sse que não est av a
ápt o a responde r por est ar m ui t o ocupado e que ne cessi t ava de al gum obì par a t erm i nar sua
t ar efa. El e ent ã ord enou a Om o que fosse procu rar por obì . Qu ando chegou à encruz i l hada
ent r e os C éus e a Ter ra, ao l ado de Èsù el e en cont ro al guns obì que Igún havi a of ere ci do em
sa cri fí ci o. El e l evou os obì pa ra Ol odunm a re. Após al guns i nst ant es, o própri o Igún foi at é o
pa rai so vi sit a r Ol odunm are, que o r ecep ci onou com al guns dos obì que Om o t i nha t raz i do.
Igún ex am i nou o obì e di sse que est e se pa reci a com o que el e havi a ofer eci do no out ro di a.
Ent ão el e nar raou a Ol odunm are a se gui nt e hi st óri a: El e foi ao babal awo pa ra um a consult a
quando ouvi u que as pessoas est avam di scut i ndo se Igún deveri a ser mort o e com i do com o os
dem ai s pássaros. El e di sse, “Devi do à cont rove rci a que se segui u, as pessoas foram fo rçad as a
envi a r Om o ao C éu pergunt a r a você se Igú n deveri a com i do ou m anti do i nt a ct o. Após eu
r eal iz a r o sac ri fí ci o, Èsù m e i nt rui u a vi r ao par ai so vi si t a- lo.”. Ol odum are pedi u que Igún
r et ornasse à Te rra. El e di sse, “S e as pessoas fra cassa ram em ve r Om o, não são cap az er de
m at ar você. S eu sacri fí ci o foi ac ei t o. Om o ent re gou a m ensa gem del es m as não haver á
nenhum a r espost a. Om o perm anec er á no C éu. Você pode r et ornar à Terr a”. Enquant o as
pessoas esp erav am em vão pel o ret orno de Om o, Èsù orgul hosam ent e foi anunci ando que

135
“ni n guém com eri a Igú n na Terr a”. Èsù aux i li a t odo aquel e que ofe rec e sa cri fí ci o. Foi por i sso
que Èsù foi at r ás de Igún prot e ge ndo- lhe. Desd e aquel e di a, o se gui nt e prové rbi o t em si do
usado: S e nós não vem os Ol um o, nós não com em os Igú n; Igún est á na t er ra, Ol um o no C éu.

O rácu l o 89

Iworioka

Esse Odù adve rt e cont r a roubo e vi ol ên ci a.

Obse rva ção oci d ent al : O foco do cl i ent e é monet á ri o em um m om ent o em que novos
r el aci onam ent os ou ní vei s de um rel aci onam ent o cor rent e ofe re cem gr ande
oport uni dade.

89 – 1 ( Tradu ção do verso)

136
Ani kanj a -ol e- ej o, Aj um oj a- ol e-ej o, Ij ot i ab am ’ol e
Ol e -a’ -ka ´r awon consul t ou If á para Kusi ka e seu bando,
que ti nhao o hábi t o de furt a r à noi t e sob o m ant o da escuri dão.
El es fo ram adv ert i dos que em br eve seri am presos.
S e el es não desej assem ser em presos,
t eri am que sac ri fi ca r t odos os bens furt ados que t i nham em suas c asas,
um a gra nde cabr a e 8 000 búz i os.
S e el es real i z asse o sacri fí ci o, seri am ori ent ados a deposi t ar t odos os bens furt ados
na encruz i l hada à m ei a noi t e.
Dev eri am el es abri r m ão de prat i car at os m al dosos.

O rácu l o 90

Ika’wori

Esse Odù adve rt e sobre as repe rcussões de at os m al évol os. Tam b ém f al a sobre prot eç ão
dos ent es fam í li a res cont ra a di ssi m i nação de en ferm i dad e.

Obse rva ção oci d ent al : O cam i nho m undano do cl i ent e est á bl oque ado por cól e ra.

90 – 1 ( Tradu ção do verso)

S er are -S era re.


Aquel e que jo ga fora as ci nz as é perse gui do pel as ci nz as.
S er are -S era re.
Um m al fei t or arrui n a a si m esm o pel a m et ad e dos seus c ri m es.

137
If á foi consul t ado para Inú kogun,
que pranej ava prat i car o m al .
El e foi advert i do de que suas m ás a ções pl an ej adas t rari am
r eper cusões danos as a el e.
El e foi ori ent ado a ofer ec er sa cri fí ci o e abri r m ão de seu fei t o m al i gno.
O sacri fí ci o: doi s pom bos, 4 000 búz i os e fol has de If á .

90 – 2 ( Tradu ção do verso)

Okak ar aka- af ’owo -t i -i kú


consul t ou If á par a Ìk à
el e est ava procur ando por um a pessoa de fi ci ent e em sua c asa.
A pessoa defi ci ent e ce rt am ent e i ri a m orre r.
El e foi ori ent ado a ofer ec er sa cri fí ci o pa ra evi t ar que out r as pessoas
em sua casa fossem i nfe ct ados pel a doenç a: um a cab ra, um a gal i nh a,
um pouco de bebi da e fol has de If á (t ri t urar fol has de cebol a e mi st urar com dende; ut il i z ar o
c rem e resul t ant e pa ra esfre ga r pel o corpo).

138
O rácu l o 91

Ìwòrì’túrúpòn

Esse Odù fal a sobre gra vi dez bem sucedi da e da t ransform a ção de si t uações noci vas em
suc esso at rav és de sacri fí ci o.

Obse rva ção oci d ent al : O "n asci m ent o " espi ri t ual ou em oci onal i rá t raz er fi m a m edos
m undanos.

91 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìw òrì [ foi] o m ari do de Òt úrúpòn, que t eve um bebê que m orr eu. If á di sse que est a mul her
en gr avi dari a novam ent e e que car re ga ri a o bebê em suas cost as. Ìw òrì foi ori ent ado a ofe rec er
sa cri fí ci o par a evit a r que seu fi l ho m orresse pr em at uram ent e: um a gal i nha, um a cabr a, peix e
a ro, 80 000 búzi os e fol has de Ifá (t ri t ur ar dez fol has de el a com um pouco de sem ent es i ye ré;
coz i nhe em um a sopa j unt o com o peix e; a sopa deve ser consum i da ao al vore ce r daí a
gra vi dês vi r á em ci nco m eses ). el e vouvi u as pal avr as e r eal i z ou o sacri fí ci o. Foi observ ado
que el a j am ai s dei x ari a c ai r suas fol has, quando a out ras [ pl ant as] si m .

139
91 – 2 ( Tradu ção do verso)

Eki t i bababa consul t ou If á para Òrúnm ì l à quando el e est av a econom i z ando di nhei ro para
com pr ar um es cravo. El e foi ori ent ado a sac ri fi ca r um a c abr a e 3 200 búz i os. El e se re cusou a
sa cri fi c ar. Òrúnm ì l à com prou o escr avo sem re al iz a r o sac ri fí ci o pres cri t o. O es cravo era um a
m ul her. El a m orr eu t rês di as após a aqui si ç ão. As pessoas da casa de Òrúnm ì l à com eça ram a
cho rar. Èsù vei o at é a c asa e ouvi u a l am ent a ção.
El e pergunt ou, “po rque voc ês est ão chorando dest a m anei ra? ”.
Òrúnm ì l à di sse, “a es crav a que com prei t rês di as at rás ac abou de m orr er ”.
Èsù di sse, “m eu senhor, você consul t ou o Or ácul o de If á ant es de com pra r? .

Òrúnm ì l à respondeu que el e consult ou If á.


Èsù di sse, “m eu senhor, Àbi kúj i gbo! Você ex e cut ou o sacri fí ci o ce rt o?
Òrúnm ì l à di sse, “ai nda não re al iz ei o sa cri fí ci o”.
Èsù disse, “ Você não f ez o que se e ra espe rado que fiz ess e ent ão. Você dev e i r e r eal iz a r o
sa cri fí ci o se não qui ser perde r o di nhei ro que ga st ou com a es crav a”.
Òrúnm ì l à fez o sac ri fí ci o. Èsù pe gou o cadáv er da esc rav a e o l avou e o vest i u el e ga nt em ent e.
El e l evou o corpo pa ra o m ercado e o sent ou em um en cruz il had a. Col ocou em sua m ão um
gra vet o de m ast i gar e em sua frent e col ocou um t abul ei ro cont endo pequen as m ercado ri as. O
di a e ra um di a de ,ei ra. C om m ui t as pessoas i ndo ao m ercado. El as saudav am est a mul her
com o se el a est i vesse vi va. Com o el a não r espondi a, rapi dam ent e as pesso as fu gi am del a. Èsù
se escond eu em um arbust o. Mai s t ard e, Aj é se aproxi m ou do m er cado com seus 200
es cravos ,que usual m ent e ca rre ga vam as m erc adori as que el a com pr ava. El a che gou at é o
co rpo mort o e parou par a com prar al gum a m er cadori a. Apos de fal ar com o corpo por al guns
i nst ant es sem obt er respost a, Aj é fi cou z angada. El a t om ou um a vara que est a com com um de
seus escr avos e bat eu com a m esm a no corpo, o qual foi ao sol o. Èsù pul ou para fora do
a rbust o que el e est ava escondi do.
El e di sse, Há! Aj é o que foi que voc ê f ez? m at ou a esc rav a de Ò rúnm ìl à !.
Aj é com eçou a i m pl or ar a Èsù, que r ecusou sua al egaç ão. El e di sse que Aj é devi a pegar t odos
os seus es cravos e i r com el e at é a cas a de Òrúnm ì l à. Aj é com eçou a propo r a Èsù que el a i ri a
r epor o es cravo de Òrúnm ì l à com um de seus própri os es cravos. Èsù não ac ei t ou. El a ofer ec eu
m ai s um par a que foss em dois es cravos seus a ressar ci r Òrúnm ì l à. Èsù insi sti u pa ra que Aj é
fosse j unt o com os escr avos. Aj é fi nal m ent e conco rdou e Èsù os l evou par a a casa de
Òrúnm ì l à para repor a esc rav a m ort a. Foi assim que Aj é se t ornou es crav a de Òrúnm ìl à.

140
O rácu l o 92

Òtúrúpòn’wòrì

Esse Odù fal a de m ort e r esul t ant e da fal t a de cum pri m ent o do sacri fí ci o pres cri t o.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e est á se pr eocupando dem ai s ac er ca de um novo fi l ho
ou ne gó ci o.

92 – 1 ( Tradu ção do verso)

Abam o -ni -n gbehi n- oran, Igb á l i -a- nm u- re- eri , Aki m u-a wo-r e- eri foi o If á di vi nado para as
pessoas em Ot u-Ife no di a em que el es i am l eva r um pot e de c erâm i c a para o ri o. El es for am
a consel hados a l evar de pr efe rênci a um a c abaç a do que um pot e de ce râm i c a que i ri a cai r.
El es i gnora ram o cons el ho e l eva ram um pot e. Qu ando el es est ava ap anhando água, um del es
dei xou c ai r o pot e. No desej o de sal va- lo, el e cai u no ri o e afundou. El es di sseram , “ Há! Nós
sabi a -m os que dev eri am os t er t razi do um a caba ça par a apanh ar água !”. Desde aqu el e di a um a
c abaç a t em si do ut i li z ada par a apanh ar água. El es sac ri fi ca ram 16 000 búz i os e fol has de If á;
el es nunca devi am t er f ei t o l am et ável coi sa. As fol has de Ifá dev em ser prepa rad as: Tri t ur ar
fol has de eso em água e quebr ar um ca ram uj o nel a. Todas as pessoas da ci dade dev eri am
esf re ga r seus corpos com a mi st ura par a evi t ar al go que el es vi essem a l am ent a r.

92 – 2 ( Tradu ção do verso)

A gbe rupon consul t ou If á para À gb àdo (mi l ho). El a foi ori ent ad a a ofer ec er um sac ri fí ci o de
m anei r a a t er um part o segu ro.
O sacri fí ci o: um pom bo, 3 200 búz i os, um ci nt urão (oj a -i kal e) e fol has de If á .
El a ouvi u e se re cusou a sacri fi c ar.

141
O rácu l o 93

Ìwòrì Wotúrá

Esse Odù fal a sobre des arm oni a f am il i a r.

Obse rva ção oci dent al : Os cl i ent es est ão t endo probl em as com seus fi l hos. P erceb endo
el es isso ou não.

93 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um a árvor e t ort a di spers a o fo go.


Um a pessoa l ouca se di spers a em sua própri a c asa.
Est e foi o If á di vi nado para pai cobr a e seus fi l hos.
Lh e foi fal ado que seus fi l hosnunc a conco rdari am em rep el i r um at aque j unt os.
S e o pai cob ra desej asse uni -l os, deveri a ofe rec er um sa cri fí ci o: dez essei s c aram uj os, pom bos.
ven eno e dez ess ei búz i os.
Esse se re cusou a sa cri fi c ar.

O rácu l o 94

142
Òtúrá’wòrì

Esse Odù fal a de não a gi r i m pet uosam ent e, com o se t odas as coi sas boas est ej am em
nosso cam i nho.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e não deve acei t a r de car a a prim ei r a of ert a.

94 – 1 ( Tradu ção do verso)

Lu cr o na casa, luc ro na faz enda pert enc em a Aruko.


A cri an ça deveri a com e r de t udo. A c ri anç a dev eri a t er um a
m ul her li vre de c arga.
If á fou consul t ado por Òrúnm ì l à.
Foi di t o que el e t eri a t odas as coi sas li vres de c arga.
O sacri fí ci o: um a ovel ha, um pom bo e 20 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

94 – 2 ( Tradu ção do verso)

Nós náo devem os l am be r um a sopa quant e por c ausa da fom e.


S e nós l am bessem os sopa quent e devi do a fom e, quei m a rí am os a boc a.
If á foi consul t ado para Aki nsu yi .
Foi di t o a el e, “ est e é um ano de prospe ri dade ”.
El e deve sa cri fi c ar um a cabr a, um a gal i nha, um r at o, um peix e e 18 000 búz i os.
El e ouvi u as pal avras e f ez o sa cri fí ci o.

O rácu l o 95

Ìwòrì-Ate

143
Esse Odù sobre ini ci a ção em If á com o um modo de m el horar a vi da.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e consi de rar seri am ent e sua i ni ci aç ão.

95 – 1 ( Tradu ção do verso)

Os i ni ci e cui dadosam ent e, os ini ci e cui dadosam ent e de fo rm a que as pessoas do mundo não se
port em m al . Qu al quer um que f az o bem , o faz por si só. Qual quer um que faz o m al , o faz por
si só.. Est e foi o If á di vi nado par a o Mundo. Vo cês l adrõ es dev em pri var-se do fu rt o. El es
di sser am que não podem se abst er do fu rt o. Qu al quer um que roube se rá t rat ado com
z om ba ri a. Qual que r um que roube um m il perd erá doi s mi l em sua vi da. Qu al quer um que ve r
um m endi n go deve ri a dar- l he esm ol as. Qual qu er um que fa ça m il boas ações obt er á duas mi l .
Oòduà At erí gbej i , m eu senhor, recom p ensar á boas ações. El es foram a consel hados a
sa cri fi c arem car am uj os, bagre e 3 200 búzi os.

95 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .


S e voc ê for i ni ci ado em If á , você deve rei ni ci ar seu própri o espí ri t o.
Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .
Awo! Não escal e a pal m ei r a com um a corda defei t uosa.
Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .
Awo! não m e rgul he na a´gua se não sabe nad ar.
Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .
Awo! Náo desem bai nhe um a fa ca com rai va.
Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .
Awo! não use o avent al de Awo.
Ìw òrì t ej úm ó’hun-t i i se’ni .
El es pedi r am que sacri fi c asse bagre, 3 200 búz i os e fol has de If á (coz i nhe o ba gr e com fol as
de eso faz endo um a sopa e dando ao cl i nt e pa ra que t om e).

144
O rácu l o 96

Irete’wòrì

Esse Odù adve rt e cont r a i nt ri gas e f al a da prat i ca de If á pa ra um a vi da prósper a.

Obse rva ção oci d ent al : P aci ênci a ao i nvés de rai va ou frust ra ção i rá produz i r sucesso
m at eri al .

145
96 – 1 ( Tradu ção do verso)

A guer ra prej udi ca o mundo. In t ri gas arui nam as pessoas.


Est e foi o If á di vi nado para Ol ofi n Iw at uka.
Ol ofi n foi adv ert i do que a gu er ra e ra im i nent e. S e Ol ofi n desej asse
ser vit ori oso, el e deve ri a sa cri fi c ar dez essei s ovos, um c arnei ro,
um cab ri t o, um gal o e 2 200 búzi os e fol has de Ifá .
Ol ofi n ouvi u as pal avras m as não sac ri fi cou.

96 – 2 ( Tradu ção do verso)

P ri m ei ro, eu ouvi um barul ho ressonant e.


Eu pe rgunt ei o que est ari a acont e cendo.
El es di sser am que Ire t e est ava ini ci ando Iwo ri .
If á é o P roponent e. Ori sa é o C om andant e.
A gbe negro usa de sua aut ori dade par a t raz er ovos brancos.
Al uko ve rm el ho usa de sua aut ori dad e par a t raz er ovos bran cos.
If á foi consul t ado por Òrúnm ì l à B ar a Agbonni r egun.
El e foi ori ent ado a sacri fi car 2 000 pim ent as -da- cost a, obì e 20 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
Lh e foi asse gur ado que el e seri a um com andant e.
Desd e ent ão If á se t ornou P roponent e e o C om andant e.
Gbe re fu deve se t orna r um Awo (Advi nho de Ifá ) para se t orna r ri co. Awo!

146
O rácu l o 97

Iwori-Ose

Esse Odù sobre t ransform a r des gr aç a em sucesso.

Obse rva ção oci d ent al : Mul he r de m ei a i dade pode engra vi dar.

97 – 1 ( Tradu ção do verso)

S ofri m ernt o não vem sem seus bons asp ect os..
O bem e o m al sem pre est ão j unt os.
If á foi consul t ado para Owokosi -en yi a n-kosunwon.

147
Lh e aconsel h aram que não fi c asse abat i do porque el e est av a na pobrez a.
el e deve ri a m ant er seu bom nom e. Doçu ra norm al m ent e t erm i na o gost o de um a fol ha am a rga.
Foi fal ado para el e of ere cer sac ri fí ci o de m an ei ra que sua des gr aç a pudesse se t ransfo rm ar em
prospe ri dade: pom bos, 3 200 búzi os e fol has de If á (pi l ar as fol has am a rgas de ol useaj u;
adi ci on ar ao sabão).

97 – 2 ( Tradu ção do verso)

Aum a mul her bonit a que não m enst rua, com o pode t er fi l hos?
Est e foi o If á di vi nado para Oj u-oj e deus a da bel ez a.
El a foi ori ent ada a sac ri fi ca r de m anei ra a poder t er fi l hos.
O sacri fí ci o: um a gal i nha, um a cab ra, 2 400 búz i os e fol has de If á .

O rácu l o 98

Ose’wori

Esse Odù fal a de poder e gra ndez a, por ém adve rt e que o m au em pre go desses pode
dest rui r o l ar ou f am íl i a.

Obse rva ção oci dent al : Mui t o t em po ou ênfas e no t rabal ho est á am e aç ando o
r el aci onam ent o e a fam í li a do cl i ent e.

98 – 1 ( Tradu ção do verso)

Tem i - a-set i won consul t ou If á pa ra Ose e para Iwo ri .


Qual qu er um que desafi ass e Apa seri a m ort o por Apa.
Qual qu er um que desafi ass e Ir oko seri a confront ado com Ir oko.
Foi predi t o que Ose ’wori se t ornari a um gr ande hom em .
El e t eri a cont rol e sobra as di fi cul dades e vi t óri a sobre os ini m i gos.

148
O sacri fí ci o: um ca rnei ro, 2 000 pedras, 2 200 búz i os,
e fol has de If á (m oer gra ni t o e pi m ent a- da-cost a at é vi ra r pó par a se r t om ado no mi n gal )
El e ouvi u e real i z ou o sacri fí ci o.

98 – 2 ( Tradu ção do verso)

Tul et ul e-E ga const rui u e dest rui u sua própri a t enda.


If á foi consul t ado para Ol ufi j abi Abi nut anfi -o gbungbun-t u-i l e- ka.
Foi pedi do que sac ri fi cass e de m anei ra que sua c asa não fosse dest rui da:
um ca ram uj o, banh a de òrí , az ei t e -de- denê, 16 000 búz i os e fol has de If á .
El e ouvi u as pal avras m as não sa cri fi cou.
S e el e ti vess e fei t o o sacri fí ci o, dev eri am t er- l he a consel hado a com e r freqü ent em ent e
bab anas m adur as, ve rt er az ei t e -de- dendê em El egbar a, e deveri a t er si do post o banha de òrí
em If á.
O rácu l o 99

Iwori-Ofun

Esse Odù fal a sobre m el hori as nos negóci os e sucesso.

Obse rva ção oci d ent al : As pr eocupa ções monet ári as ou com erci ai s do cl i ent e i rão lo go
des apar ec er.

99 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um bom Awo consul t ou If á para Òrúnm ì l à.


If á se gui a em um a per egri na ção di vi nat óri a par a a l a go a e pa ra o m ar.
Foi previ st o que If á cont i nuari a adqui ri ndo pr est í gi o e honra. El e ret orna ri a a
sua casa com fi nanc ei ram ent e bem .
El e deveri a sacri fi car ovel ha branc a, pom bos brancos e 8 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e re al iz ou o sac ri fí ci o.

149
O rácu l o 100

Ofun’wori

Esse Odù ex pl i ca que o uso cor ret o do di nhei ro ass egura re al iz aç ão na vi da.

Obse rva ção oci d ent al : Quest ões m onet á ri as podem c ausar cont rove rsi a em oci onal .

100 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ol ak anm i consult ou If á para Aj é.


Aj é foi ori ent ada a of ere ce r sacri fí ci o de form a que as pessoas do mundo cont i nuari am a
pro cura r por el a pra ci m a e pra bai xo.
F ei j ões bran cos, sal , m el e 2 000 búz i os seri am of ere ci dos.
El a segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
Um di a, Aj é i rri t ada foi at é o ri o e as pessoas z el osam ent e procur aram por el a no fundo do
ri o.

100 – 2 ( Tradu ção do verso)

S e t em os bom cor ação nos podem os adot ar os fi l hos de out ras pessoas consul t ou para
Obonhunbonhun, que foi ri co m as desprovi do de fi l hos, e por est a raz ão fi cou m al -a fam ado.
Foi pedi do que el e sacri fi casse dez rat os, dez peix es, dez pom bos e 2 000 búzi os. Assim el e

150
f ez . Masi t ard e, Èsù que sem pr e apoi a aquel es que re al iz am o sa cri fí ci o, o en cont rou no
c am i nho da roç a e di sse a Obonhunbonhun (besouro ) que pegasse qual que r um dos j ovens
i nset os que el e at rai u at é sua casa e cobri sse com ar ei a. El e di sse que Odudua os
t rans form ari am em cri an ças par a el e. Obonhunbonhun segui u est e consel ho e i sso é o que el e
ai nda faz at é hoj e.

O rácu l o 101

Ìdí-Rosù

Esse Odù adve rt e cont r a um a en ferm i dad e na áre a da ci nt ur a ou nád ega. Tam bém
pro gnost i ca um inc rem ent o nos ne gó ci os.

Obse rva çaõ oci dent al : Um a cl i ent e frequ ent em ent e encont rar á di fi cul d ades m enst ruai s
ou ut eri nas.

101 – 1 ( Tradu ção do verso)

El a pi c a, m e dói — a nád ega do anci ão lhe caus a di fi cul dades.


Foi consult ado par a Agb a Kuom i , que t em al gum t i po de enf erm i dade em suas nád egas.
El e foi ori ent ado que se sac ri fi cass e e r ec eber fol has de If á el e fi c ari a curado.
O sacri fí ci o: nove car am uj os, 18 000 búz i os e fol has de If á .
El e fez o sacri fí ci o.

101 – 2 ( Tradu ção do verso)

Est a é a cs a do babal awo.


Est a é a va randa do babal a wo.
Osù- ga gar a ( al t o Osù), o Advi nho de At ande,
consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.
Òrúnm ì l à foi ori ent ado a sacri fi car.
Osù o f ari a popul a r no m undo.
O papagai o é conhe ci do por sua cal da verm el ha. Um a gal i nha,

151
az ei t e- de- dendê, um rat o, um pei x e, 20 000 búz i os e um osù (bord ão de ofí ci o de If á )
dev eri am se r sac ri fi cados.
El e real i z ou o sacri fí ci o.
O osù foi pl ant ado de front e À c asa de Òrúnm ì l à. Out ros m at e ri ai s de sa cri fí ci o fo ram
col oc ados al i , nos quai s o az ei t e- de-dend ê er a ve rt i do.

152
O rácu l o 102

Ìrosù’dí

Esse Odù fal a de um a pessoa que t em um t al ent o par a cur a e of ere ce sol uções par a
con cepç ão.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e m edi t ar sobre um a car rei ra di fer ent e.

102 – 1 ( Tradu ção do verso)

Bi m oba wondi -a- san consul t ou If á par a Ìrosù que t i nha assum i do que t odas as feri d as
en faix ad as por el e ci cat ri z ari am . Foi pedi do que el e sa cri fi c asse band agem , um pei x e ara,
quat orz e mi l búz i os e fol has de If á ( esm agar fol has de Ìro sù em á gu a; ut il i z ar a mi st ura para
l ava r os i ki n do cl i ent e). el e se t orna ri a m édi co. S e esse Ifá é di vi nado em um esent a ye ou
It ef á, o cli ent e o cl i ent e sse t ornar á um especi al i st a em cur ar m achu cados.

102 – 2 ( Tradu ção do verso)

Oj a -abi am o- adi t u consul t ou If á para Ìro sù.


Foi pedi do a el e a sac ri fí ci o de modo que el a se t ornasse m ãe.
doi s rat os, doi s porqui nhos da i ndi a e 20 000 búz i os.
El a sacri fi cou.

O rácu l o 103

153
Ìdí’owonrin

Esse Odù fal a da ch egada do re conheci m ent o e da i m port ânci a da c arr ei ra do cl i ent e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á sendo pr essi onado no t rabal ho.

103 – 1 ( Tradu ção do verso)

Id i wonri nwon - Idi wonri nwon consul t ou pa ra Obahun Ij ap a. Foi pedi do a el a que sac ri fi cass e
de m anei ra de form a que el e fosse honrado em todo l u gar que fosse t ocar. O sa cri fí ci o: cont as
de cor al , quat ro pom bos e 8 000 búz i os. El e fez o sac ri fí ci o. Obahun se t ornou um im port ant e
t ocado r. El e sac ri fi cou co ral devi do ao i nt e rt eni m ent o.

103 – 2 ( Tradu ção do verso)

Em i kom aaku- Yi ye nni nm a a ye consul t ou If á para Ope, que foi ori ent ado a faz e r sac ri fí ci o
de form a que el e pudesse t er t er um a bas e fi rm e e evi t asse a m ort e. O sacri fí ci o: um a ovel ha,
um ago go, 4 400 búz i os e fol has de If á. El e ouvi u as pal av ras e sacri fi cou. Ope foi ass egura co
com um base fi rm e e vi da l onga. Fol h as de Ifá : La ve os i ki n If á com fol has de kut i e col oque
o a go go no iki n de If á. C anti ga de If á: Eu est ou enve rgonhado da m ort e; em l u gar de m orr er
eu m e t ransform ei na fol ha kuti (r epet i r quat ro vez ). O ago go deve acom panh ar est a cant i ga

O rácu l o 104

Owonrin’di

Esse Odù fal a da gen erosi dade e honest i dade com o fórm ul a de sucesso e am o r.

Obse rva ção oci d ent al : Os negóci os ap arent am est ar de "p ern as par a o ar ".

154
104 – 1 ( Tradu ção do verso)

Owo ri n-di m owo, Owonri n- dim es e foi a consel hado a prat i c ar a cari d ade de form a a re ceb er
bêns ãos. El e não agi ri a assi m . If á foi consul t ado pa ra Obahun Ij ap a, que foi ori ent ada a
sa cri fi c ar de form a que el a não fi cass e desam par ada: um a pacot ed e obì , um a gr ande t i gel a de
i nham e pi l ado, um gra nde pot e de sopa, quat ro pom bos e 2 000 búz i os.

104 – 2 ( Tradu ção do verso)

S e gur e est a coi sa, m ant enha seguro. S e voc ê é quest i onado, a coi sa deve ri a ser produzi da em
dem and a. If á foi consul t ado para c est as e sacol as. C ada um a del as foi ori end ada a dar
sa cri fí ci o de form a que as pessoas cont i nuari am as am ando. O sacri fí ci o: doi s pom bos e 2 400
búzi os. El as sacri fi c ar am . Foi decl arado que qual que r um que devol vess e coi sas a seus
propri et ári os i ri a sem pre prosp era r.

O rácu l o 105

Ìdí’bàrà

Esse Odù fal a sobre a nec essi dade de rem ove r obst ácul os e m au ent endi dos at r avés de
sa cri fí ci o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e se depar a com probl em as no rel aci onam ent o.
C om prom iss é nec essári o pa ra sal va-l o.

105 – 1 ( Tradu ção do verso)

155
Edi di os at rap al ha, Obar a os dá cobe rt ura foi di vi nado par a a árvor e em um arbust o espi nhoso
que foi aconsel h ado para sa cri fi c ar os se gui nt es m at eri ai s de form a que et i (di fi cul dades)
seri am r em ovi das de seu c am i nho. Tam bém foi di vi nado pra Op e e foi pedi do que sacri fi que:
um a foi ce, um m achado, um ci nt o para suport e (i gba ), um a pr eá, um pei x e a ro, pom bos e 18
000 búz i os. El a[ a árvor e em um arbust o espi nhoso] se r ecusou a re al iz ar o sacri fí ci o dest as
coi sas, m as Ope sa cri fi cou. Fol has de If á for am prepa rad as par a Ope e foi di t o que el e não
seri a at rasado pel os arbust os. Èsù est á sem pr e ao l ado de quem sacri fi ca. Um di a, Èsù di sse
ao faz end ei ro pegar seus ap et rechos e i r a Ope e vest i r Ope, porque Èsù de a go ra em di ant e
t orna ri a Ope bené fi co ao faz endei ro. O faz end ei ro se gui u a ori ent aç ão e vesti u Op e. Ope ao
seu t em po se t ornou bené fi co às pessoas.

105 – 2 ( Tradu ção do verso)

Edi di o Advi nho de Oko (o a rbust o), Obar a o Advi nho de Il é (a c asa). If á foi consul t ado par a
am bos e foi pedi do par a sac ri fi ca rem de form a a evi t ar em m al -ent endi dos ent r e el es par a
sem pr e. O sa cri fí ci o: duas aves(um ga l o e um a gal i nha), um a cab ra, um c abri t o e 20 000
búzi os. Edi di se r ecusou a sacri fi car, m as Obar a não. Com o de cost um e, Edi di foi a cas a de
seus par ent es, na casa de Ol ofi n, par a cum pri m ent a-l os após um di a de t rab al ho na ro ça.
Event ual m ent e el e foi a consel hado a vi r e pedi r sua noi va em casam ent o, assi m que el a
pudesse c asa r. S ua prom et i da, Ob ara, não gost a de Edi di , o qual el a ri di cul ari z a com o sendo
um l enhado r. El a pergunt ou, “o que devo eu faz e r com um l enhador? ”. Em se gui da, el e
com e çou a supl i ca r Oba ra para enc ara -l o com bons ol hos. Obar a não qui s vê- l o. Edi di ,
fi nal m ent e re al iz ou o sac ri fí ci o que l he foi pedi do, poi s de out ra m an ei ra perde ri a sua esposa.

156
O rácu l o 106

Obara’di

Esse Odù adve rt e cont r a perd a de nossa i ndependen ci a e i nt e gri d ade.

Obse rva ção oci d ent al : O rel a ci onam ent o do cl i ent e est á se desequi l i brando devi do a
r ecl am a ções do parc ei ro.

106 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eesi n- war a consul t ou If á par a Ol ofi n, que foi adve rt i do que al gum ex t ran gei ros est av am por
vi r. El es prend eri am as pessoas nas casas e na faz end a e os l evari a pra ci dades ext r angei r as.
Foi pedi do que Ol ofi n sa cri fi c asse az ei t e- de dend ê a se r veri t do sobr e Èsù, e dez essei s
pom bos, um del es par a se r usado pa ra a propi ci a ção da cab eça do cl i ent e. Esm a gu e as fol has
de ol usesaj u e ori j i em água; pe rm it a que o sangu e do pom bo got ej e na m i st ura; l eve est e
pot e de rem édi o de If á ao m er ca ado de form a que t odas as pessoas da ci dad e possam esf re ga -
l a em seus corpos.

157
106 – 2 ( Tradu ção do verso)

Igbá orí -am i , o Advi nho das m ul heres, consul t ou If á para um a prost i t ut a que est av a i ndo pra
c am a com t odos os hom ens. El a foi adv ert i da que est ava faz endo um a coi sa ar ri scad a. Um a
prost i t ut a perd e o resp ei t o. Nenhum a mul her pode prospe rar pra sem pre na prost it ui ç ão. El a
foi a consel had a a confessa r sua i gnor ânci a e a sacri fi c ar doi s pom bos, doi s car am uj os, banha
de òrí , 8 000 búz i os, e fol has de If á (esm ague fol has de eso com i yr e; coz i nhe a mi st ura com
um ca ram uj o faz endo um a sopa pa ra el a com er; você t am bém pode m ist ura r eso moi do com
banh a de òrí par a esfr egar na va gi na; as fol has de eso podem se r pi l adas com sabão par a
banh ar- se).

O rácu l o 107

Idi-Okanran

Esse Odù adve rt e que qual quer um que prat i ca at os desonest os i rá cert am ent e se r pe go
e puni do.

Obse rva ção oci d ent al : Tr ai ção por aquel es que o cl i ent e confi a l evar á a probl em as.

107 – 1 ( Tradu ção do verso)

Id i konr andi konran, Id i konran am arrou doi s i nham es j unt os di vi nou par a dois l adrões que se
di ri gi am à sua rond a norm al . El es for am a consel hados a sac ri fi ca rem para evi t a r serem presos
por fort e co rda enquant o procu rav am sua av ent ura. A t err a prend e o l adr ão em nom e do dono.
R oubo é um at o desonroso. El es fal a ram , ‘qu al é o sa cri fí ci o? ’. Foi di t o: quat ro c aram uj os, 3
200 búzi os e fol has de If á (esm a ga r fol has de eso e ol usesaj u em á gu a e l avar o co rpo com
i sso). Os l adrõ es se recus aram a sac ri fi ca r. el e for am capt ur ados e am arr ados com co rdas e
l am ent a ram por não t erem fei t o o sac ri fí ci o.

158
O rácu l o 108

Okanran-Di

Esse Odù fal a de um rel a ci onam ent o que i rá ev ent ual m ent e da ra cert o.

Obse rva ção oci d ent al : Um a soci ed ade ou r el aci onam ent o ant eri or é r eac eso.

108 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um a panel a pret a tom a cui dado com t odo o m undo al ém de si m esm a. If á foi consult ado par a
Òrúnm ì l à, que est ava i ndo desposar Ehi nm ol a. Todas as dei dad es ( Ir únm al e) t ent aram seduz i r
Ehi nm ol a sem sucesso. Òrúnm ì l à foi acons el hado a sacri fi car pom bos e 12 000 búz i os.
Òrúnm ì l à ouvi u at ent am ent e o cons el ho e sa cri fi cou. El e m ai s a di ant e foi aconsel hado a não
pe rder a pa ci ênci a se a mul her não l he dess e at en ção i m edi at am ent e. El a busc ari a por el e
onde quer que el e pudess e est a r. El a am al di çoar á o di a em recusou a propost a de Òrúnm ì l à.
Òrúnm ì l à part i u para Ado Ayi wo. Um ano depoi s depoi s que Ò rúnm ìl à part i u, Ehi nm ol a
m udou sua opi ni ão. El a desej ou se c asa r. El a foi por t oda pa rt e com as dei dades, m as ni n guém
cons egui u a m al di ção que Òrúnm ì l à j o gou sobre el a. Todos os esforços se m ost rar am i nút ei s.
Ehi nm ol a event u al m ent e ar rum ou suas m al as e se di ri gi u à c asa de Òrúnm ì l à em Ado.
Òrúnm ì l à est ava f est ej ando o Fest i val do In ham e Novo quando Ehi nm ol a ch egou. O az ei t e -de-
dend ê e o sal de Òrúnm ìl à t i nham se es got ado, o que Ehi nm ol a proveu al e gr em ent e quando el a
desf ez suas m al as. Quando Òrúnm ì l à t erm i nou a ofe rend a, el e pergunt ou a Ehi nm ol a, “o que
voc ê faz aqui? ”. Ehi nm ol a respond eu, “é você ”. Ent ão Ò rúnm ìl à ap anhou duas f at i as de
i nham e que el e sacri fi cou. El e esf re gou um a na out ra e as deu a Ehi nm ol a diz endo, “el e est á
pront o pa ra ser com i do, Ehi nm ol a. El e est á pront o para ser bebi do, Ehi nm ol a”.

159
Foi assim que Ehi nm ol a se t ornou esposa de Òrúnm ì l à. Desd e ent ão, se quest i onam os ac er ca
de quem conhe ce o fut uro, el es di ri am , “ Òrúnm ì l à conh ece o fut uro”.

O rácu l o 109

Ìdí-Ògúndá

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sab edori a e ca rát e r par a equi l i brar a fo rça fí si ca.

Obse rva ção oci d ent al : P rom i scui dad e sexual l evarão ao des ast re.

109 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òrúnm ì l à di sse Ìdì - Ògún- dá


Eu di sse Ìd ì - Ògún-dá.
Òrúnm ì l à aconsel hou Ò gún a sac ri fi ca r um a ovel ha, um pom bo,
4 400 búzi os e fol has de If á de form a que sua cabe ça fosse t ão boa
quant o o r est o do corpo.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
Tudo est avam bem com el e.

109 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òrúnm ì l à di sse que a r esi dêci a de Ò gún est av a ab andonad a,


Eu di sse que a resi d ênci a de Ò gún est av a ab andonada.
P or que nós chegam os à resi dên ci a de Ògún e não encont r am os ni nguém ?
A cas a foi t ot al m ent e ab andonada.
El es di sser am que o c arát er de Ògún est av a apavo rando [t odo mundo] .
Ent ão se nós desej áss em os que a casa de Ò gún fosse aba rrot ad a [ de pessoas]
com o esp eram os, el e dev eri a sacri fi c ar um a cabr a, 20 000 búz i os, e fol has de If á.

160
O rácu l o 110

Ògúndá’Dí

Esse Odù fal a de um a j ornada bem sucedi da, por ém adv ert e sobre possí vel desconfo rt o
i nt est i nal .

Obse rva ção oci dent al : Um a cl i ent e gr ávi da t em f reqüent em ent e al gum a hem orr agi a
pl ac ent al . S acri fí ci o i rá cu rar o probl em a.

110 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Ò gún est a i ndo vi aj ar. El e f ez suas m al as.


Òrúnm ì l à di sse que a vi aj em de Ògún seri a di vert i da e
que el e r et ornari a com se gur anç a.
O sacri fí ci o: um gal o, az ei t e- de- dendê. obì e 4 400 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

110 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Oj o- surusuru (vaz am ent os const ant es), Advi nho do par aí so,
consul t ou If á par a um a caba ça nova (ke re gbe ).
Foi predi t o que a caba ça i ri a vaz ar.
P ar a bl oquear o vaz am ent o, el a foi ori ent ada a sa cri fi c ar past a de c al ef ação (at e ),
espi nhos, 3 200 búzi os e fol has de If á (esm a gue fol has de daguro e coz i nhe com pei x e aro
pa ra o cl i ent e com er ).
If á di z: se esse odù for di vi nado, o cl i ent e sofr e de disent eri a.

O rácu l o 111

161
Ìdí’sá

Esse Odù fal a de i nqui et aç ão e desej o de fugi r de suas responsabi l i dades.

Obse rva ção oci d ent al : P ressões di ári as est ão c ausando t ranst orno em oci onal .

111 – 1 (Traduç ão do ve rso)

Ìd í ( as náde ga s) ent rou, Ìd í foi sent a r-se, Ìdí não pode sent ar- se, Ìd í se l evant ou, Ìdí não pôde
des cansa r. Foi pedi do a Ìdí sacri fi c asse para poder descans ar. O sac ri fí ci o: um pom bo, 3 200
búzi os e fol has de If á (esm ague fol has de esò e jokoj e e m ist ure com sabão -da- cost a; para o
cl i ent e usar sem pr e pa ra l av ar seu corpo).

111 – 1 (Traduç ão do ve rso)

Òrúnm ì l à di sse Ìdí - Òsá, eu di sse Ìdí -Òsá. Ìdí cor reu para t ão l onge que el a est ava sendo
pro curad a para se t orna r um a ch efe. Ìd í (as náde ga s) par a lon ge; ni ngu ém a pro curou m ai s.
El a se t ornou m ot i vo de desonr a e de vergonha. Ìd í foi aconsel had a a sacri fi car dez fol has de
owa, dez pom bos, dez ovel has, 20 000 búz i os e fol has de If á que el a dev eri a procur ar. El a fez
com o foi aconsel hado. É por i sso que t odo m undo est a a procur a de Ìdí .

O rácu l o 112

Osa’di

Esse Odù sobre rem oção de bl oquei os par a obt er um rel aci on am ent o bem sucedi do.

162
Obse rva ção oci d ent al : O m edo da car êci a de rel aci onam ent o do cli ent e t erm i nar á com
o ap are ci m ent o de um a nova pessoa.

112 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Os cam i nhos de Òsá não est ão abert os. Os cam i nhos de Òsá est ão bl oqueados. Òrúnm ì l à di sse
que um sa cri fí ci o t em que ser ex ecut ado par a abri r os cam i nhos par a Òsá. Um a l am pari n a de
ba rro, az ei t e-de -dendê, 8 000 búz i os e fol has de If á (pul ve riz a r fol has de qui abo e m ist ura r
com são para banha r-se ). A l am pad a deve ser aces a no m om ent o do sacri fí ci o.

112 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Òrúnm ì l à di sse que boas not í ci as são mot i vo de al e gri a. Eu di sse boas notí ci as. P or favor
di a ga a ot do m undo que a pessoa que est ávam os pro curando che gou. Obì , orogbo, pim ent a-da -
cost a, vi nhi de pal m a e 3 200 búz i os devem ser sacri fi cados. Os com ponent es do sa cri fí ci o
dev em ser ut i l iz ados pa ra i nt ret e r a pessoa.

O rácu l o 113

Ìdí’ká

Esse Odù adve rt e cont r a puni m ent os severos por m ás fa çanh as.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e se depar a com possí vei s t rai çõ es em ne gó ci os ou
se gr edos pessoai s.

113 – 1 (Tr aduç ão do verso )

163
Nós i nvest i gam os fei t i cei ros, brux as e quem c ausa danos a out r em ; Ai da form i ga que t em
f err ão e ferro a quando for pê ga . Is t o foi di vi nado pa ra Abat eni j e, Osi kapa- adi ye - adugbo- run,
At ’ eni ya n- at ’er anko- kon’ee wo, que di sse que seu fi m est av a próx im o. O sacri fí ci o: Qual que r
coi sa que o bab al awo pe ça e fol has de If á (esm a gu e fol has de ori j i e ol usesaj u em água;
ut i li z e um a esponj a kanri nkan nova e sabão- da-cost a par a l ava r o corpo do cl i ent e). O cl i ent e
t am bém t êm que at end er a a adve rt ênci a e dar a m ai ori a de suas posses com o esm ol as ou se
i ni ci ar em If á.

113 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Asi ri bom om o consul t ou If á par a Ol okun e Ol osa. Fo ram ori ent ados a cada um del es sacri fi car
quat ro pot es de barro, dez essei s pom bos, 80 000 búzi os e fol has de If á. Assi m fiz er am . El es
for am asse gu rados de que ni n guém veri a ou conhe ce ri a os se gr edos del es.

O rácu l o 114

Ìká’dí

Esse Odù fal a sobre m ost rar resp ei t o para evi t ar probl em as na vi da.

Obse rva ção oci dent al : A f al t a de espi rit ual i dad e do cl i ent e est á bl oqueando as
at i vi dades mundan as.

114 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Bi aba- ro- li -a roj u, La i s e-l ai ro- bi -om i nu-nko’ni , I ya Ki i gb ai j e’ni consult ou If á para Kodunm i -
A gba. Foi pedi do que el e sa cri fi c asse de m odo que não sof resse puni ç ão nã vi da.

164
O sac ri fí ci o: dez ovos ce gal i nha,b anha de òrí , pedras de rai o, 4 400 búzi os e fol has de If á
(t ri t ura r ori j i e ol usesaj u com pim ent a do rei no; faz e r um a sopa com essa m i st ura com um
ovo; col oque as pedr as de r ai o na sopa após el a est ar pront a; Aco rdar aao rom per do di a e
t om ar esse rem édi o). Agb a se recusou a sac ri fi ca r.

114 – 2 (Tr aduç ão do verso )

S e um j ovem hom em que é desca rado en cont ra um vel ho awo, el e o bofet e ará. S e el e encont r a
um vel ho herbol ári o, el e o cast i gar á seve ram ent e. S e el e encont ra um vel ho sac erdot e que se
aj oel h a em pr ece, aci dent al m ent e el e o l ança rá ao sol o. If á foi consul t ado par a os
desob edi ent es, que di sse que ni ngu ém poderi a re form a- l os. “P or quê? Vo cê não sabe que um a
c ri anç a que bat e em um sa cerdot e que est á rez ando est á procur ando por sua própri a mort e?
Ve rm es m orr em rapi dam ent e, m uit o r api dam ent e ”.

O rácu l o 115

Idi-Oturupon

Esse Odù fal a de sol uções para probl em as m édi cos que i m possi bi li t am a gr avi dez .

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pode ex peri m ent ar um despert a r em oci onal ou
espi ri t ual .

115 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Id i t i ri pon, Idi t i ri pon, Idi abi ya m o t i ri pon-t i ri pon foi consul t ado par a Ol u- Ogan,
Que foi ori ent ad a a sacri fi c ar dez ess ei s sem ent es de okoro, dez essei s i nham es fêm ea (ewu ra),
quat ro cabr as e 3 200 búz i os de m odo que el a possa pari r m uit os fi l hos.
El a fez o que foi pedi do.

165
115 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Osunsun, o a wo de Ol úi gbo,
consul t ou If á par a Odun gb e,
que foi pedi u par a sac ri fi ca r
de modo que el e não sej a at acado por doen ças nas náde gas.
O sacri fí ci o: doi s gal os, um cão, 6 600 búz i os e fol has de If á .
E, se el e j á ti vesse si do at a cado, que el e poderi a ser cu rado.

Or ácul o 116

Oturupon’Di

Esse Odù fal a de um a pesso a que est á espi ri t ual m ent e ab andonad a e em necessi dad e de
um a r enova ção espi ri t ual .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á se aut oconsum i ndo e sofrendo devi do a i st o.

116 – 1 (Tr aduç ão do verso )

O m undo é bel o. O parai so é m aravi l hoso. Odùdùa a ori ent ou as pesso as do m undo vol t arem a
el e at r avés da re enc arna ção. as cri an ças se re cusar am a i r. As pessoas idosas t am bém se
r ecusa ram a i r. el e pergunt ou a raz ão. El es di sse ram , “Não é f áci l i r ao par ai so e vol t ar”.
Òrúnm ì l à sai d, “O pa rai so é gr aci oso e é o l ar da bel ez a ”. Odùdùa j am ai s vi veri a em um l u gar
despr ez í vel .O O ri sa é sem preen cont rado em l ugares desc ent es. Qual que r um que é cham ado
dev e responde r ao ch am ado.. Nenhum a m ãe ch am ari a seu fi l ho para sofr er. As pessoas do
m undo ai nda est avam esi t ant es. El es for am ori ent ados a sacri fi c ar de m odo que seus véus de
e curi dão pudessem ser rem ovi dos. S e el es est ão t rab al hando, el es devem sem pre ol har pa ra o
pa rai so. O sa cri fí ci o: Efun, um peda ço de t eci do br anco, 20 000 búzi os e fol has de Ifá . S e o

166
sa cri fí ci o pr escri t o fosse re al iz ado, el es se abst e ri am de san gu e. El es se recus aram a
sa cri fi c ar.

116 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Hoj e voc ê recl am a que Ot urupon'Di é cul pado. Am anhã voc ê recl am ará que Èl à não est á
adm i ni st rando o m undo corr et am ent e. El e fez Odundun o rei do t odas as fol has e Tet e seu
r epres ent ant e. Você ai nda est á re cl am ando que Èl à não adm i ni st ra o mundo co rret am ent e. No
fi m ., Èl à est i rou a sua co rda e asc endeu aos C éus. Èl à est i rari a a sua cord a e des ceri a par a
r eceb er bênç ãos, Èl à! O sacri fí ci o: um pom bo, um peix e aro e fol has de If á (t ri t ur ar fol has de
ori j i com sabão e da r ao cl i ent e ao qual est e If á foi di vi nado; el e dev er á se l ava r com ess a
m i st ur a após real i z ar o sa cri fí ci o de m odo que suas boas faç anhas no mundo não sej am vi st as
com o m ás).

167
Or ácul o 117

Ìdí-Òtúrá

Esse Odù fal a de rest ri ções di et ét i c as par a saúde e sa cri fí ci o pa ra harm oni a f am il i a r.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e f reqüent em ent e t em probl em as de saúd e t al com o
pr essão al t a ou col est erol .

117 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Um pai des ej a o bem ao seu fi l ho. Um a m ãe desej a o bem ao seu fil ho. Lon gevi dad e e i dad e
av ançad a depend e de Èdú. If á foi consul t ado par a Ol u ye m i , que foi ori ent ado a sacri fi car pa ra
pr eveni r doenç a nas nádegas. O sac ri fí ci o: um pom bo, um a gal i nha, um gal o, um peix e aro, 18
000 búzi os e fol has de If á. No esent a ye ou i t ef á, essa cri an ça não deve se uni r em m at ri m ôni o
sem o cons ent im ent o de seu pai ou de sua m ãe. Eewo: O cli ent e não dev e com er noz de col a
ou c arnem as deve uti l iz ar pix e ou ca ram uj os em sua sopa.

117 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Oko (a pá ), o úni co que procur a o bem - est ar da t err a,


consul t ou par a Al árá,
que foi ori ent eado a sa cri fi c ar pa ra que sua f am íl i a se unisse ao i nvés de se di spersa r.
O sacri fí ci o: um fei x e de vassou ras, um par de pom bos j ovens e 16 000 búz i os.
Al á rá f ez o sacri fí ci o.

168
Lh e foi asse gur ado que seri a fel iz par a sem pr e.
Al á ra se t ornou bem sucedi do.

Or ácul o 118

Òtúra’dí

Esse Odù fal a sobre um a cri ança suc edendo seu pai e um rel a ci onam ent o com um
pa rcei ro domi nant e.

Obse rva ção oci d ent al : O out ro par cei ro no rel a ci onam ent o é cont rol ador em dem asi a.

118 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Ari b a de nád egas verm el has


consul t ou If á par a Orí -Awo, que foi saudado por Om uko-e gi .
Foi predi t o que el e usari a a coro a de seu pai , l ogo deve ri a
sa cri fi c ar um a ovel ha par a t er vi da l onga.

118 – 2 (Tr aduç ão do verso )

O Al vore cer (i j im j i kut u) consul t ou If á par a Adi .


Adi est av a i ndo desposar o Nasc er-do-sol (i yal et a).
El es di sser am que el e sem pre t rem eri a à vi st a de sua esposa.
O sacri fpi ci o: t rês gal os e 6 600 búzi os.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

169
Or ácul o 119

Ìdí-Irete

Esse Odù fal a da ne cessi dade de t rab al ho árduo para al can ça r um a posi ção el evad a.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e t em um a prom oção ou novo t rabal ho em seu cam i nho
por ém o m edo pode bl oquea -l o.

119 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Om o yi n, o Advi nho de bom cor ação, l avou out ra cabe ça do hom em .


A cab eç a fi cou li m pa.
Om o yi n l avou out ro co rpo do hom em . O co rpo fi cou bril hando.
If á foi consul t ado para Aw eroro gbol a.
Foi predi t o que Adegbi t e se torn ari a rei no fut uro. Dez pom bos,
pen as de pap agai o e 2 000 búz i os
El e ouvi u e sacri fi cou.

119 – 2 (Tr aduç ão do verso )

Ij i m er e, o Advi nho da apt i dão fí si ca e da bel ez a,


consul t ou If á par a Ari sem as e Ìd í ret eret e.
El e foi ori ent ado a sacri fi car de m anei r a a t rabal ha r e não
t er m edo de t rab al har.
O sacri fí ci o: um ca rnei ro, um a enx ad a, um a foi c e e um c ão.
Nós pe rgunt am os a raz ão.
If á di sse: Um a enx ada nunca fal t a ao t rabal ho. Um a foi ce nunca adoec e.
Um c ão pe ga no t rabal ho duram ent e. Um carn ei ro não t em e nenhum a oposi ç ão.

Or ácul o 120

170
Irete’di

Esse Odù al a de resi st ênci a à m udanç a, m as da nec essi dade da m esm a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa reav al i ar um r el aci onam ent o que não est á
dando m ai s cert o.

120 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ij oko- agba- bii k’ eni -m a- di de-m o, Agb a- m ’opa-l ’owo.


consul t ou If á par a a Mó (ol o) .
Ol o não queri a se l evant a r do l ugar onde el a est ava.
Foi pedi do que el a sacri fi casse dois pom bos, 4 400 búzi os e fol has de gbé gb é.
El a ouvi u o cons el ho e sac ri fi cou.
Ol o sem pr e t eri a al gu ém par a c arr ega- l a.

Or ácul o 121

Ìdí-Ose

Esse Odù fal a sobre possí vei s probl em as proveni ent es de orga ni sm os m i croscópi cos.

171
Obse rva ção oci d ent al : P rom i scui dad e i rá resul t ar em doença.

121 – 1 ( Tradu ção do verso)

Os ol hos prot e gem a c abeç a; um a pequ ena coi sa pode caus ar confusão i nc al cul ável . If á foi
consul t ado para 165 árvor es. El as for am ori ent ad as a faz er sa cri fí ci o para evi t ar r eceb er um
est r anho peri gosos. Qu at ro fa cas, az eit e -de- dendê, banha de òrí e 18 000 búz i os deveri am ser
sa cri fi c ados. El as ouvi ram o cons el ho, porém não sacri fi car am . Ope sacri fi cou m et ade do que
foi pedi do e P er egun segui u a ori ent a ção e re al iz ou pl en am ent e o sacri fí ci o. Àquel es que
sa cri fi c aram foram dad as fol has de If á . Ent ão foi de cl ar ado que parasi t as nunc a a rrui nari am
Ope e nem P eregun. P ar asit as t eim osos que t ent am at ac ar P eregun não sobrevi vem .

121 – 2 ( Tradu ção do verso)

El es sof rer am um desast re e qui ser am saber qual foi a causa, m as ni ngu ém soube com o el a
vei o at é que re al iz ar am sa cri fí ci o previ st o por Ba al e- ero, que aconsel hou a sac ri fi ca r quat ro
gal i nhas, 8 000 búz i os e fol has de If á par a perm i t i r a descove rt a.

Or ácul o 122

Ose’dí

Esse Odù adve rt e cont r a ser m ui t o am áv el , para que um i nim i go der rot ado não ret orn e.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e en ca ra um confl i t o ao qual el e dev e se com port ar
a gr essi vam ent e.

172
122 – 1 ( Tradu ção do verso)

Nós não apanh am os um gat uno e o dei x am os sem um a úni c a m ar ca. S e nós som os vi t ori osos,
nós devem os prende r o t rai do r. S e nós não prende rm os o t rai dor, a pessoa que nós
coqui st am os, depoi s de desc anç ar um pouco, cl am a rá vi t óri a sobre nós. If á foi consul t ado
pa ra S aanu- ot e, que foi ori ent ado a sac ri fi ca r para evi t ar de t rat a r um a f al t a com com pai x ão.
Deus am a a t odas as coi sas não em ex cesso. O sacri fí ci o: quat ro gr and es sacol as, 3 200 búz i os
e Fol has de If á; Um a sacol a prend e seu cont eudo.

Or ácul o 123

Ìdí-Òfún

Esse Odù fal a rem oç ão de bl oquei os e de um a vi a gem inesp erad a.

Obse rva ção oci dent al : Os ne gó ci os do cl i ent e est ão i ndo m al ; é re com endado a t om ada
de um a nova l i nha de ação.

123 – 1 ( Tradu ção do verso)

Oj i j i fi ri consul t ou If á para Ìdí e Ò fún.


Foi di t o a el es que um a inesp erad a vi aj em est av a por vi r e que deveri am sacri fi car

173
de m anei ra que t i vessem sucesso nessa j ornad a.
O sac ri fí ci o: um a ovel ha, um pom bo, 18 000 búz i os e fol has de If á (faz er um a sopa com
fol has de ai kuj e gunr e t ri t urad as, um pom bo e um pei x e aro; t eve ser com i da bem cedo pel a
m anha pel a pesso a ou por qual qu er um na casa ).

123 – 2 ( Tradu ção do verso)

Edi di os segura em cas a. Òfún os bl oquei a na fl or est a.


Quem i rá sal va -l os?
Apen as Òrúnm ì l à os l i bert a rá;
Apen as Òrúnm ì l à.
Is t o foi di vi nado às pessoas de If e- Oo ye no di a que el es
for am si ti ados.
El es fo ram ori ent ados a sa cri fi c ar um pent e, um pom bo e 2 400 búz i os poque
so o c abel o est á em bar açado, apen as um pent e pode arrum a-l o.

Or ácul o 124

Òfún’dí

Esse Odù adve rt e cont r a gul a e egoí sm o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á se pro cupando dem ai s com seus ne góci os; i sso
r esult a em di fi cul dades de rel aci onam ent o.

124 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún l i mi t a sua bondade, W àrà gb à age depr essa de form a que Òfún não possa nos m at a r. If á
foi consul t ado para Ol orí - Oga. El e di sse: Qual que r um que li m it e a ben eval ên ci a em sua c asa
nunc a rec eber á bondade da out ra part e. El e foi ori ent ado a sa cri fi c ar um pom bo, um a ovel ha,
um a por ção de ob `e 20 000 búz i os par a perm i t i r que a bondade fl ua pa ra dent ro da c asa.

174
Or ácul o 125

Ìrosù’wonrin

Esse Odù adve rt e para des frut ar a prospe ri dade que ch ega, devem os conse rvar a paz e
ha rm oni a.

Obse rva ção oci d ent al : O sucesso que che ga pode causa r probl em as fam i li a res ou de
pa rce ri a.

125 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìr osù wónrí n, Ìr osù wóri nwon consul t ou If á pa ra as pessoas de Al ed e-Ow a. Foi pedi doa a el es
que sac ri fi cass em dez essei s pom bos, um a ovel ha, dez essei s car am uj os e 16 000 ou 160 000
búzi os de m odo que pudessem ap azi gua r a m ent e e evi t ar em guer ra ci vil .

125 – 2 ( Tradu ção do verso)

175
Eri nt unde, nós est am os prosper ando. If á foi consul t ado para as pessoas de If e -Oo ye. El e
di sse: Est e é um ano de di nhei ro e fi l hos. Um a ovel has, um pom bo e 16 000 búz i os deve ri am
ser sac ri fi cados. Assi m el es fi z eram .

Or ácul o 126

Oworin’rosu

Esse Odù fal a da i m port ânci a dos sonhos.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e ne cessi t a de cont at o int i m o com sua ene rgi a ancest r al
pa ra co rri gi r di fi cul dad es m undanas.

126 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eri nm u ye o Advi nho de bom co ra ção, consul t ou If á pa ra Ol awunm i quando Ol awunm i dorm i u
e sonhou. P el a m anhã, pedi u que um sace rdot e de If á vi sse di vi na r par a el e. Eri nm u ye o
Advi nho de bom cor ação, vei o, consul t ou If á e encont rou Owon ri n’rosu. Após curt a refl ex ão,
el e di sse: Ol awunm i ! você t eve um sonho na ul t i m a noi t e. Est a é a raz ão de t er convi d ado um
bab al awo. No sonho voc ê ouvi u o som de si nos de dan ça e vi u al guém sorri do par a você. O
sonho que você t ev e t rás bons au gú ri os. Lo go, voê dev e sac ri fi ca r: doi s pom bos, duas
gal i nhas, doi s pa cot es de obì , 2 400 búzi os. El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou. S ua c abe ça
foi cul t uad a com um pom bo. Foi decl arado que “ Ol awum i sem pre seri a respei t ado ”.

176
Or ácul o 127

Ìrosù-Obara

Esse Odù fal a de di vi di r com os out ros de m anei r a a ga rant i r prosperi dad e e fel i ci dad e.

Obse rva ção oci dent al : Um en cont ro de negó ci os ou oport uni dade que est á por vi r será
bem suc edi do.

127 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um a vi da de pe ga r—e—l evar fari a o m undo um lu ga r praz ei roso para se vi ver.


If á foi di vi nado pa ra Òrúnm ìl à, que se di gi ri a a Ot u-If e pa ra ensi nar as pessoas a convi ver em
bem t ant o em casa quant o na ro ça.
Foi predi t o que Òrúnm ì l à est ari a apt o a i nt rui -l os. El es ac ei t ari am seus ensi nam ent os.
Mas ant es de em bar ca r em sua j ornad a, el e deveri a sa cri fi c ar um a porção de oro gbo, fol has de
o gbo, ban anas e 16 000 búz i os.
Assi m fez Òrúnm ì l à.

127 – 2 ( Tradu ção do verso)

Om o ko Al aj é, ot a nt a wàr à
consul t ou If á par a O yi nbo.
O yi nbo foi aconsel hado a sa cri fi c ar de m odo a cap aci t a- l o a
com e rci a r abundant em ent e.
O sacri fí ci o: um a quanti dad e de sal equi val ent e ao val or de 200 búzi os,
um a gal i nha branc a, um pom bo bran co e 20 000 búz i os.

177
O yi nbo sa cri fi cou e se tornou prospero.

Or ácul o 128

Obara-Ìrosù

Esse Odù pede por i ni ci ação em If á par a ass egura r benç ão.

Obse rva ção oci d ent al : O sucesso do cli ent e depend e de cres ci m ent o espi ri t ual .

128 – 1 ( Tradu ção do verso)

O rei t eve um fi l ho; el e o cham ou de Ade (a coro a). O ri co t eve um fi l ho; o cham ou de Aj é
(di nhei ro ). Nós ol ham os em nosso qui nt al ant es de nom earm os um a cri anç a. Voc ê não sabe
que o fi l ho de Obar a- Ìro sù é um babal a wo? Est e foi o If á di vi nado ára as pessoas no di a que
nós vi m os Obar a-Ìrosù no sant uári o de If á . Foi pedi do que sac ri fi cassem dez rat os, dea
pei x es, osùn e 20 000 búzi os. O cl i ent e deve sr i ni ci ado em If á . Enquant o el e se torn a
t ot al m ent e ve rsado em If á, um osùn dev e ser pl ant ado par a el e.

128 – 2 ( Tradu ção do verso)

If á nos f avore ceu, que cul t uem os ent ão a If á .


Ori sa nos favor ec eu, que cul t uem os ent ão Ori sa.
Ori sa -nl a nos f avore ceu com fi l hos.
If á foi consul t ado para Esusu.
Foi predi t o que Esusu seri a favo reci do com fi l hos.
Lo go el e deve ri a sa cri fi c ar um a cabr a, 3 200 búzi os e fol has de If á.

178
Or ácul o 129

Ìrosù’kanran

Esse Odù cham a pôr aut o- afi rm a ção.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e é ti m i do e f aci l m ent e dom i nado no t rab al ho.

129 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ol ukonr an-i wosi , Ol uko ya- i wosi .


Qual qu er um que l evar insul t os para casa cont i nuar á sofr endo.
If á foi consul t ado para Ol ogbo, o fi l ho de um sac erdot e.
Foi det erm i nado que Ol ogbo supera ri a t odos os obst ácul os e
conqui st ari a seus i ni mi gos.
Foi pedi do que sac ri fi cass e um a f aca, pim ent a-da -cost a, 2 200 búz i os e fol has de If á .

179
Or ácul o 130

Okanran’rosù

Esse Odù adve rt e sobre os pe ri gos de açõ es i rresponsáv ei s e de cl ar a que


a rrep endi m ent o ge nuí no sem pre será perdo ado..

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e f requent em ent e t em probl em as com seu com p anhei ro
ou fi l hos.

130 – 1 ( Tradu ção do verso)

Or an- ki i ba’ni ki a ye - ori , Eni bari -or an- Heep a-onad a,


Onani yi a duri t i won consul t ou If á para a gal i nha e seus pi nt os
quando el es est av am per am bul ando li vr em ent e.
Foi pedi do que el es sacri fi cassem se desej ass em cont i nuar
se movendo li vr em ent e sem m orr er.
O sacri fí ci o: um osùn, um rat o, um pei x e, 2 800 búz i os e fol has de If á .

130 – 2 ( Tradu ção do verso)

Má aç ão proposi t al não é bom . S e um a pessoa m á se descul p a, não haver á nenhum probl em a.


As pesso as sem pre perdo arão o i gnor ant e. Im or an- se-i bi kosunwon consul t ou If á par a Os’or an-
s’aki n Mebel ufe. Todo o m undo est ava se quei x ando del e. S e el e se des cul passe se ri a
pe rdoado. As brux as, os fei t i cei ros e Èsù o pai del es est ava bl oque ando sua boa sort e
prov eni ent e de Ol odunm are. el e foi cont udo ori ent ado a sacri fi c ar quat ro pom bos, um a
ovel ha, noz es de col a, 3 200 búz i os e fol has de If á (pil a r fol has de ol usesaj u e ori j i com
sab ão-da -cost a; usa r est e rem édi o par a banho ). El e r eal i sou o sac ri fí ci o. Lh e foi assegur ado
que Ol odunm a re pedi ari a a Èsù que o perdoasse.

Or ácul o 131

180
Ìrosù-Egúntán

Esse Odù enf at iz a a nec essi dade de sacri fí ci o e do uso da m edi ci na herb al . P ede para
que a pessoa se cont enh a em f az e r m al e se dedi ca r ao cul ti vo do bom ca rát e r.

Obse rva ção oci d ent al : As coi sas não est ão fl ui ndo para o cl i ent e.

131 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um c achor ro é agrad ável at é os dent es em sua boca. Um carn ei ro é agrad ável at é seus chi f res.
If á foi consul t ado par a a pessoa m al vada. Deus i nst rui u às pessoas do mundo a re al iz ar em
sa cri fí ci o. Òrúnm ì l à inst rui u no uso da m edi ci na. El e di sse que se as pessoas r eal i z am
sa cri fi ci o e ofer endas, el as deve ri am im pl ora r a El e gb ara pa ra que est e l eve os sa cri fí ci os at é
Ol odunm ar e. Deus não torn a o sac ri fí ci o obri gat óri o. Qual quer um que des ej a t er sucesso fa rá
o sacri fí ci o. Ori s a-nl a i nst rui u as pessoas a pri var-se de envi ar a Èsù m ensagens m al i gn as,
devi do às suas rep ercusõ es. Quat ro pom bos, sabão- da-cost a, osùn e 3 200 búzi os dev eri am se r
sa cri fi c ados. El as re al iz ar am o sac ri fí ci o e desde ent ão. Òrúnm ì l à t em fal ado às pesso as o
hábi t o de tom ar em seus banhos a cad a quat ro di as e o uso de osùn para esfr egar no corpo.

131 – 2 ( Tradu ção do verso)

Eki t i pet e consul t ou If á para Ode -a ye e para Od e-Orun, que fo ram ori ent ados a sacri fi car
quat ro pom bos e 8 000 búz i os de m odo que a ca çad a del es t eri am suc esso. Ode- a ye se re cusou
a faz e r o sac ri fí ci o, Ode- Orun real i z ou o sacri fí ci o. A Hi st óri a de If á: Um di a enqu ant o
c açav am , Ode- Orun deu de car a com ci nco gr and es ovos sob al gum as fol has. el e os pe gou.
Quando el e al cançou um a enc ruzi l had a, el e cham ou por por seu col e ga e di sse, “Od e- a ye ,
venh a e pegu e o que eu dei x ei para você aqui ”. El e ent ão ret ornou à sua caç ada. Ode- a ye não
cons egui u nada aquel e di a. Quando el e ret ornou à en cruz il had a e encont rou doi s grand es ovos,
el e os pegou com al e gr i a. Im edi at am ent e após el e vol t ar à c açad a, el e cozi nho os ovos e os
com eu. No di a segui nt e, Ode- Orun foi par a o l ocal que el e havi a col et ado os ovos. P ar a sua
gra nde surp resa, el e en cont rou 20 000 búzi os deb aix o de c ada ovo. El e rapi dam ent e em bol sou
as t rês porçõ es de di nhei ro no pri m ei ro, se gundo e t erc ei ro di a. Ent ão el e en cont rou Ode -a ye
e pergunt ou a el e, “o que voc ê fez com os ovoos do out ro di a? ”
Ode -a ye r espondeu, “ eu os coz i e com i ”.
“ Com o? ”

181
“ El es est avam del i ci osos”.
Ent ão Ode- Orun di sse, “H á! est á t erm i nado. Você est á m ort o.
Vo cê Od e-a ye nunc a prospe ra rá”.
Hoj e nos di z em os: “Òrúnm ì l à”, que si gni fi ca “S ó Deus possui prosperi d ade. El e é aquel e que
pode ri a dar a qual que r pessoa de a cordo com sua vont ade ".

Or ácul o 132

Ògúndá-Rosù

Esse Odù fal a do fi m das di fi cul dades e o com e ço da boa sort e.

Obse rva ção oci dent al : Esse é o m om ent o par a um novo negó ci o, um novo
r el aci onam ent o e novo sucesso.

182
132 – 1 ( Tradu ção do verso)

A m al di ção t erm i nou, eu est ou fel i z .


Eu fui pobr e, a gor a sou ri co.
A m al di ção t erm i nou, eu est ou fel i z .
Eu est av a só, a gor a est ou c asado.
A m al di ção t erm i nou, eu est ou fel i z .
Eu nunc a t i ve um fi l ho, agora eu t enho vá ri os.
A m al di ção t erm i nou, eu est ou fel i z .
Eu est av a doent e, agor a est ou cur ado.
If á foi consul t adso para a ovel ha, que foi am al di ço ada pel os
m ut il ados e al ei j ados.
Foi pedi doque sac ri fi cass e de modo que as m al di ções sobr e sua cabe ça
fossem bani das.
O sacri fí ci o: pom bos, obì , pim ent a -as- cost a, oro gbo e 2 800 búzi os.
El a segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

132 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ò gún est ava pro curando por sua esposa. El e a encont r ari a.
If á foi consul t ado para Òrúnm ì l à.
Òrúnm ì l à foi ori ent ado a sacri fi car e l he foi gar ant i do que
en cont rari a sua espos a queest ava des apar eci da.
O sacri fí ci o: um rat o, um c am ar ão. um ca ram uj o e 2 000 búz i os.
Foi decr et ado que, da m esm a m an ei ra que a pesso a bat e em um car acol ,
Ede t rari a de vol t a a sesposa de Òrúnm ìl à.

183
Or ácul o 133

Ìrosù-Osa

Esse Odù fal a do im port ân ci a do sa cri fí ci o pa ra vence r obst ácul os e i ni m i gos.

Obse rva ção oci d ent al : Há pesso as que est ão const ant em ent e conspi rando para
at r apal ha r o cl i ent e.

133 – 1 ( Tradu ção do verso)

Af ef ese- ori -i gi - her eher e, Efun funl el eni i ti - ewé -a gbon- ni koroni koro
consul t ou If á par a Òrúnm ì l à.

184
Foi pedi do que el e sacri fi casse um cabri t o de modo a ser vi t ori oso sobre seus i ni m i gos e
ven cer t odos os obst ácul os.
El e segui u a ori ent a ção e fez o sac ri fí ci o.

Or ácul o 134

Osa-Rosù

Esse Odù fal a de paz e di nhei ro com o sendo os i ngredi ent es essenci ai s para o sucesso e
prospe ri dade.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e se dep ara com um a mudan ça rep ent i na em c asa ou nos
ne go ci os.

134 – 1 ( Tradu ção do verso)

P az perf ei t a, Osa ’R osu.


O car am uj o vi ve um a vi da pa cí fi ca.
Osa ’R osu consul t ou If á para Al a gem o.

185
Foi pedi do a el e que vi vesse um a vi da pací fi ca e qui et a.
A vi da de Al a gem o seri a cal m a.
Foi pedi do que el e sacri fi casse az ei t e-de -dendê, banha de òrí , um gr and e pei x e aro e
18 000 búzi os.
El e fez o sacri fí ci o.

134 – 2 ( Tradu ção do verso)

Qual qu er um que t em di nhei ro est á apt o a com pra r coi sas boas.
If á foi consul t ado para Eeka -Al aj e.
Eki ka foi assegur ado que se t ornari a próspero. El e t eve mui t os fi l hos.
Quat ro gal i nhas e 3 200 búz i os seri am sa cri fi c ados.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Or ácul o 135

Ìrosù’Ká

Esse Odù fal a de paz m ent al e sacri fí ci o para evi t ar doen ça -do-sono.

Obse rva ção oci d ent al : Os negóci os est ão m ai s di fí c ei s do que dev eri am ser. Mi ut o
t rab al ho par a conse gui r resul t ados m i nim os.

135 – 1 ( Tradu ção do verso)

O som de um si no é ouvi do m undi al m ent e.


If á foi consul t ado para Òrúnm ì l à.
foi pr edi t o que o nom e de Òrúnm ìl à seri a ouvi do m undi al m ent e
e todo m undo aspi r ari a conhec e- lo.
El e foi ori ent ado a faz er sacri fí ci o para apaz i gu ar seu espí ri t o.
O sacri fí ci o: um pei x e aro, um pom bo e 20 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

186
135 – 2 ( Tradu ção do verso)

Arok a- Agbok a consul t ou If á par a Osù.


Osù foi ori ent ado a sacri fi c ar pra se preveni r cont ra a doen ça do sono
que pode resul t a r em m ort e.
O sacri fí ci o: um a fl echa em seu est oj o, um a ovel h a e 4 400 búz i os.
El e ouvi u e sacri fi cou.
Foi decr et ado que “um a fl e cha nunca dorm e em seu est oj o”.

Or ácul o 136

Ìká’rosù

Esse Odù fal a de vi da l on ga e popul ari dad e.

Obse rva ção oci d ent al : Com pet i ção em um rel a ci onam ent o pode ser r esol vi do a favor
do cl i ent e.

136 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ayi nka, o Adi vi nho de Ìrosù,


consul t ou If á par a Ìrosù.
Foi pedi do a Ìr osù que sac ri fi cass e de modo que el a fosse
apont ad a com o a m ai s popul a r das árvor es.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a gal i nha br anca e 12 000 búz i os.
El a segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

136 – 2 ( Tradu ção do verso)

187
Ayi nka, o Adi vi nho de Ìrosù,
consul t ou If á par a Ìrosù.
Foi pedi do a Ìr osù que sac ri fi cass e de modo que ti vesse vi da l onga.
O sacri fí ci o: ovel ha, pepe reku e 3 200 búz i os.
El a sacri fi cou.
Foi decr et ado: “P ep ereku vi verá lon gam ent e”.

Or ácul o 137

Ìrosù’Túrúpòn

Esse Odù adve rt e cont r a m al ca rat e r e ofer ece um a sai da para se t er fil hos saud ávei s.

Obse rva ção oci d ent al : Esse Odù aj uda as m ul heres a evi t ar abort os.

137 – 1 ( Tradu ção do verso)

P upadam ofun fun consul t ou If á par a S òpònná Af ’ol ugbo roda’j u -oran -ru,
cuj o ca rát e r não deix ava que as pessoas fal ass em de seu nom e. Foi pedi do a el e que
sa cri fi c asse de form a que Òrúnm ì l à pudesse aj uda- l o a am eni z ar seu ca rat e r.
O sacri fí ci o: um pom bo (sem m anch as), 1 800 búz i os e fol has de If á. S òpònná se
r ecusou a sacri fi ca r. S e el e t i vesse fei ro o sac ri fí ci o, Òrúnm ìl à t eri a am eniz ado seu ca rát e r de
form a que seu nom e fosse bem fal ado no mundo.

137 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìr osù ’Tu rupon consul t ou If á par a Abim oku. Abi m oku foi ori ent dado a faz er sacri fí ci o.
Abi m oku sem pre dari a a l uz a cri na ças que sobrevi ve ri am . O sac ri fí ci o: um a t art a ruga e 16
000 búz i os. El a sac ri fi cou. Foi aconsel h ado que o nom e del a fosse m udado para Mol a (um a
c ri anç a sobrevi ve ). " É proi bi do. Um a t art aruga j ovem nunca mor re" .

188
Or ácul o 138

Oturupon’Rosù

Esse Odù adve rt e cont r a desa rm oni a em um rel a ci onam ent o.

Obse rva ção oci dent al : Esse Odù ped e por m ai or i nti m i dade, r el aç ão abert a com o
com panh ei ro da pessoa.

138 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ot urupon’R osu, Ari wo ni


consul t ou If á par a D el um o.
El a foi preveni da de que seu m ari do a pert uba ri a.
P orém , se el a fi z essa sa cri fí ci o, seu m ari do l he da ri a paz m ent al .
O sacri fí ci o: doi s ca ram uj os e 4 400 búz i os.
El a sacri fi cou.
Foi decl ar ado: “doi s c aram uj os nunc a se chocam ”.

138 – 2 ( Tradu ção do verso)

Esuru awo Ir e
consul t ou If á par a Ot urupon quando est e est ava indo desposa r Ìr osù.
Lh e foi asse gur ado que el e t eri a m ui t os fi l hos e net os pel o casam ent o.
Um a porção de obì , um a gal i nha e 3 200 búz i os deve ri am ser sacri fi cados.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

189
Or ácul o 139

Ìrosù’Túrá

Esse Odù fal a de coi sas que são- nos boas m esm o que não gost em os del as.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e t em um a desagra dável porém nec essári a t ar efa a
cum pri r.

139 – 1 ( Tradu ção do verso)

Há di as em que nós louvam os as pessoas m ás. Ifá foi consult ado para Ol odunm are, que foi
a consel hado a sac ri fi ca r para asse gu ra r que a pesso a que el e pl an ej ava envi a r em m i ssão não
r ecusass e a t ar ef a de faz er do m undo um l ocal pací fi co. Du as t art arugas, fol has de o gbo e 6
600 búz i os fo ram sacri fi cados. Após o sacri fí ci o, el e envi ou Ìr osù’Tú rá ao m undo. As pesso as
quei x aram - se que o ca rát e r de Ìro sù’Túr á não era bom . Odùdùa di sse que el e envi ou
Ìr osù ’Túr á para o bem da hum ani dad e; ent ão el e não o subst i t ui ri a por out ro qual que r. El e
di sse: S e um grupo de pessoas se reun e, após al gum t em po o m esm o se di spersa. Qual
i m pressão dari a se as pesso as se r euni ssem durant e um t em po m ui t o lon go, at é fi ca rem
i m possi bi l it ados de se di spers ar e i r par a suas r espect i vas casas?

190
Or ácul o 140

Òtúrá-Ìrosù

Esse Odù fal a de a honesti dad e ser o úni co cam i nho pa ra se conse gui r paz -de- espí ri t o e
ha rm oni a.

Obse rva ção oci dent al : Fr eqüent em ent e, as r el açõ es com erci ai s do cl i ent e est ão em
pe ri go.

140 – 1 ( Tradu ção do verso)

Gbasi di gba ra consult ou Ifá pa ra Oni ko yi .


Oni ko yi t om ari a a propri ed ade de al guém .
Oni ko yi se deci di ri a a uti l iz ar a prop ri edad e par a si .
Foi predi t o que o c aso ger ari a cal orosa di scussão.
Ent ão el e deve ri a f az er um sac ri fí ci o de dez c ar am uj os e 3 200 búz i os.
Foi pedi do que devol vess e t udo que não lhe pert en cesse.

140 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úr á desc ançou, Ìro sù di scan çou: el a consul t ou If á


pa ra Ol ú- Iwo .
Ol ú- Iwo e sua esposa foram ass egurados da paz -de -espí ri t o.
Um pom bo e 4 400 búz i os seri am ofe re ci dos em sacri fí ci o.
El e ouvi u e sacri fi cou.

191
Or ácul o 141

Irosu-Ate

Esse Odù pede por i ni ci ação em If á par a cons egui r sucesso e vi da l on ga.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa segui r um cam i nho espi ri t ual .

141 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìr osù -At e consult ou If á para Òrúnm ì l à.


foi pr edi t o que Òrúnm ì l à i ni ci ari a pessoas por t odo o mundo.
Foi pedi do que sac ri fi cass e um a gal i nha, fol has de t et e, 3 200 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

141 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ài kú- egbon-Ìw a consul t ou If á pa ra Ìro sù e Ìr et e,


que foram avi sados a sa cri fi c ar pa ra que cont i nuassem a serem favor eci dos
por Òrúnm ìl à e não pere ce rem .
Um a cabr a e 20 000 búz i os seri am sa cri fi c ados.
El es sa cri fi c aram .
Foi decl ar ado que Òrúnm ì l à sem pre vi veri a no i yè- i ròsù.

Or ácul o 142

192
Irete’Rosù

Esse Odù fal a de em pe ci l hos e di fi cul dades i nesper adas.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e com freqü ênci a est á sent i ndo press ão — sem um a
c aus a f aci l m ent e i dent i fi c ável .

142 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ir e t e’R osu consul t ou If á pa ra Ol ofi n.


Ol ofi n foi a consel hado a ofe re cer sacri fí ci o devi do probl em as inesp erados.
Um pom bo bran co, um a gal i nha branc a e 20 000 búz i os. deveri am ser sacri fi c ados.

Or ácul o 143

Irosu-Ose

Esse Odù fal a de ven cer di fi cul dades e m el horar os negóci os.

193
Obse rva ção oci d ent al : C ami nhos novos ou aprox im a ções resul t am em sucesso.

143 – 1 ( Tradu ção do verso)

Nós ouvi m os o som do osù de Ose saud ando as pessoas.


Nós pe rgunt am os o que Ose est av a faz endo, soando seu osù.
Ose est ava conqui st ando seus i ni mi gos. Ose est ari a preocup ado com seu t rabal ho de
di vi nhaç ão.
O sacri fí ci o: um pom bo, um rat o, um peix e e 2 800 búz i os.
El e obedec eu e sacri fi cou.

Or ácul o 144

Ose-Rosù

Esse Odù fal a da rem o çaõ da dor e da t ri st ez a.

Obse rva ção oci d ent al : At i vi dade mundan a caót i c a est á resul t ando em inf el i ci dade.

194
144 – 1 ( Tradu ção do verso)

A bat al ha é dol orosa, a ci dad e é m i ser ável .


If á foi consul t ado por Ose.
Ose foi acons el hado a sacri fi car de form a que el e est ari a sem pre fel i z .
O sacri fí ci o: um si no, um a porç ão de obì , um a gra nde ti j el a de i nham e pi l ado, um a t i j el a de
sopa, 2 000 búz i os e fol has de If á .
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

144 – 2 ( Tradu ção do verso)

Obi yenm e ye nm e
consul t ou If á par a o gal o e par a a gal i nha.
As av es cont i nuari am a ser produt i vas.
Foi pedi do que sac ri fi cass em um a cab ra e 20 000 búzi os.
El es sa cri fi c aram .

Or ácul o 145

Ìrosù’fún

Est e Odù fal a de prot eç ão cont r a en ferm i dad es de fo rm a a t er boa sort e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á se pr eocupando dem ai s com r el aci onam ent os
pr ej udi cando os ne gó ci os.

145 – 1 ( Tradu ção do verso)

195
Ìr osù ’fún, o som da chuva é ouvi do em t odo lu ga r.
If á foi consul t ado para Ekun (o l eopa rdo). Lhe foi pedi do que
sa cri fi c asse de form a quenão pudess e ser at ac ado por S ònpònná.
O sac ri fí ci o: ve rt a az ei t e-de -dendê em um a ti j el a, m il ho t orrado e eko m ist urado com á gua em
um a c aba ça.
Ekun sa cri fi cou m as não fez co rret am ent e.
El ese ga bou que não t i nha ce rt ez a que al gu ém poderi a derrot a-l o em com bat e.
El e foi info rm ado que Sònpònná o at ac ari a m as não poderi a m at a- lo.

145 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìr osù ’fún, um a inoc ent e c ri anç a nasc eu.


Ìr osù ’fún, nós dev em os l avar a c abeç a do cl i ent e.
If á foi consul t ado por Òrúnm ì l à.
El e foi assegur ado que boa sort e est av a em seu cam i nho.
Um pom bo e 2 000 búz i os deveri am ser sa cri fi c ados.
El e ouvi u e fez o sacri fí ci o.

Or ácul o 146

Òfún’Rosù

Esse Odù fal a de sac ri fí ci o pa ra r em over t rist ez a pa ra um a vi da l onga e fel iz .

Obse rva ção oci d ent al : Esse Odù é um a boa i ndi ca ção pa ra novos e i nt i m os
r el aci onam ent os.

146 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún ’R osùn consul t ou If á para Ewa- ol ú.


Foi predi t o que Ew a-ol ú seri a t eri a um a vi da fel i z .

196
O sacri fí ci o: Um a ga rr af a de m el e 14 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

146 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún est á di st ri bui ndo bondade.


Òfún não f az nenhum al arde sobre isso.
P essoas com o Òfún são di fí c ei s de se encont ra r na t erra.
Qual qu er um que desej a real i z ar m aravi l has dev e ol ha r para o parai so. O P arai so é o l ar da
honr a.
If á foi consul t ado par a os ser es hum anos, que f al aram que a m ort e sem pre os l evari am a ver
as m aravi l has em céu.
Foi pedi do que sacri fi cassem de m anei ra que a es curi dão e a t ri st ez a fossem bani das de seus
c am i nhos.
O sac ri fí ci o: quat ro gal i nhas, quat ro t art a rugas, quat ro peda ços de t eci do br anco e quat ro
pa cot es de obì .
El es ouvi ram m as não sac ri fi ca ram .

Or ácul o 147

Owonrin’Bara

Esse Odù pede para ol harm os dent ro de nós m esm os para obt erm os respost as para
nossos probl em as.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pode esper ar um a m udança posit i va na sort e.

147 – 1 ( Tradu ção do verso)

El e m e ve, Eu não o vej o.


Owon ri n’B ar a di vi nou para Owa.
Foi di t o que o que procu ram os est á pert o de nós,
m as por ci rcunst an ci as i nespe radas.
Foi pedi do sacri fí ci o par a que B ar a Agbonni re gun

197
possa most ra r-nos.
Òrúnm ì l à, Test em unha do D est i no, S egundo S er Supr em o de
Ol odunm ar e di sse:
O que est am os procu rando est á pert o de nós; nada nos i m pede de ver
que el e sal va da i gno rân ci a.
O sacri fí ci o: um a gal i nha, 20 000 búz i os e r em édi o de If á (duas Orí awonri won).
El e sacri fi cou.
Foi di t o ent ão que Oow a sem pre encont r ari a o que el e procur asse.

147 – 2 ( Tradu ção do verso)

As r edes abundam par a o pes cador Ib ada di vi nou pa ra De’do.


Foi predi t o que el e deve ri a ser um pescado r.
Foi pedi do que fi z esse sa cri fí ci o pa ra vi da l onga e saúd e.
O sacri fí ci o: pep ereku, um a ovel ha, um pom bo e 2 800 búz i os.
El e fez o sacri fí ci o.
Or ácul o 148

Obara’Wonrin

Em i bi , esse Odù fal a de um a pessoa agi ndo i rra ci onal m ent e; em i ré fal a de
prospe ri dade pot enci al .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa se t ranqui l iz ar-se para obt er suc esso.

148 – 1 ( Tradu ção do verso)

A gbe t em a voz de jo go. Al uko t em a voz de veneno, Ob ara ’Wonri n t em a voz de


m asorom aso ro (eu far ei o m al , eu f arei o m al ) foi di vi nado pa ra E gbi n-ol ’orun -gogoro, que
est av a i ndo se en cont rar par a danç ar e l he foi pedi do que sac ri fi casse duas gal i nhas e 3 200
búzi os. E gbi n ouvi u e sa cri fi cou. quando el e che gou ao l ocal , el e ult r apassou t odos os out ros
na dan ça com o predi t o. S eus com panhei ros fi c aram furi osos e envi ar am Esi n para busc ar um
ven eno que el es pudessem ut i li z ar par m at a r E gbi n. Quando Esi n est av a ret o rnando, com eçou
a chover e a roda de danç ari nos di spersou- se. A chuv a um ede ceu a dro ga no corpo do caval o

198
( esi n). O ven eno fez Esi n fi ca r furi oso e cor re r. D esde ent ão, o veneno fez esi n fu gi r
r epent i nam ent e com m edo e co rre r sem ni n guém o gui ar.

148 – 2 ( Tradu ção do verso)

O que sabem voc ês sobre i st o?


Nós conh ec em os ist o com o al e gr i a.
Is t o foi di vi nado pa ra Ò rúnm ìl à Al ad e quando
est av a el e em di fi cul dade.
El es di sser am : O ano de ri quez as che gou.
Foi pedi do que sac ri fi cass e um pom bo, sal e 2 000 búzi os.
El e sacri fi cou.

Or ácul o 149

Owonrun’Konran

Em ibi esse Odù fal a da nec essi dade de sac ri fí ci o para evi t ar a cusaçõ es cont ra o
cl i ent e. Em i ré fal a de m om ent os de pr az er pa ra o cli ent e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e ne cessi t a se r m ai s re al i st a com respei t o assunt os
cot i di anos.

149 – 1 ( Tradu ção do verso)

Há um di a, um di a de al e gri a; há um out ro di a, um di a de l ágri m as.


Qual di a é est e? Di sser am el es que est e é um di a de t ri st ez a.
Is t o foi di vi nado pa ra Ob ahun-Ij a pa (t a rt aru ga ) af ’oran -bi -ekun -s’e ri n.
El es di sser am : Hoj e é di a de a cusaçõ es i nj ust as. Ent ão el a foi aconsel had a a
sa cri fi c ar efun, osùn, um pom bo, fol has de al godoei ro e 2 200 búz i os. El a ouvi u as pal av ras
m as ná fez o sac ri fí ci o. El a di sse que não im port a quão grand e t rist ez a pudesse re cai r sobre
seus om bros que el a não pudesse m ant er o sorri so em seus l ábi os. El a sac ri fi cou depoi s,
quando fal s as a cusa ções se torn aram m uit os pesad as pa ra el a. Ant es que fol has de If á fossem
pr epar adas par a Ìj a pá, foi - lhe di t o que a ofe rend a dobrou. El a ouvi u e sa cri fi cou. Lh e for am

199
dad as fol has de If á (t ri t urar as fol has com out ros i ngr edi ent es m enci onados a ci m a com sabão
pa ra o cl i ent e uti l iz a r no banho).

149 – 2 ( Tradu ção do verso)

Há um di a, um di a de al e gri a; há um out ro di a, um di a de l ágri m as.


Is t o foi di vi nado pa ra E gas ese, o pássaro no al godo ei ro.
El e pergunt ou, “qu e di a é esse? ’.
Lh e foi dit oque é o di a de al egri a e de fol gu edo.
El e foi aconsel hado a sa cri fi c ar um pom bo, um a cab aç a cont endo i nham e pi l ado,
um a t i j el a de sopa, vi nhode pal m a e 3 200 búzi os.
El e ouvi u o cons el ho e sac ri fi cou.
Or ácul o 150

Okanra’wonrin

Esse Odù fal a sobre probl em as j udi ci ai s e de suas rep ercussõ es. C ri m es serão puni dos.

Obse rva ção oci d ent al : Com fr equên ci a, o cl i ent e enca ra probl em as j udi ci ai s — com o
gove rno ou com a R ecei t a F ede ral , por ex em pl o.

150 – 1 ( Tradu ção do verso)

S ofri m ent o prol on gado foi di vi nado para Okanr an cont r a quem pro cessos j udi ci ai s for am
i nsti gados. El es di sseram que sacri fí ci o dev eri a ser f ei t o de form a que Ok anran não fal ecess e
dur ant e o proc esso. O sa cri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha e 2 200 búz i os. El e sa cri fi cou. Foi
di t o que: Okanr an desc ança rá. P om bos j unt am bênç ãos a tort o e a di rei t o em cas a. Lo ngo é o
t em po de vi da da ovel ha; el a re ceb eu a bênção de um a ex ist ên ci a pa cí fi ca. O m undo int ei ro
gost a de di nhei ro. Not a: A m ai or part e do di nhei ro de sa cri fí ci o deve ser dad a aos out ros;
ap enas um a pequena porç ão ser á do babal awo.

150 – 2 ( Tradu ção do verso)

J ekoseka (l he deix e f az er m al ) apoi a Osi ka;


J ekosebi (l he dei x e prat i ca r cru el dade ) apoi a Asebi .

200
If á foi consul t ado par a o pet ul ant e, que di z que Òrúnm ì l à é chei o de advert ên ci as m as que
f ará o que l he de r na t el ha. El es est ão prat i cando o m al; el es est ão f az endo m al dade; as coi sas
m undanas são boas pa ra el es. Is t o foi rel at ado a Òrúnm ì l à, que di sse, “P or ém , quant o t em po
possa l evar, vi n gan ça est á por vi r, da m esm a m anei r a que as ondas d’oc eano quebram ,
suav em ent e a rruí na a ca rga e os ne goci os enquant o t rab al ha. Quando a hor a che ga r, el es
fu gi r ão". Um sac ri fí ci o deve ser fei t o para im pedi r Jekosek a e J ekosebi adent r arem em nós,
de form a que sem el hant es não nos esc arne ça no fi m .
O sacri fí ci o: dez essei s car am uj os, az ei t e -de- dendê e 18 000 búzi os.
El es ouvi ram e sac ri fi ca ram .

201
Or ácul o 151

202
Oworin-Egúntán

Esse Odù fal a de confl i t os e di fi cul dad es nos ne gó ci os e no l a r.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á envol vi do em um confl i t o que não pode venc er.
Dev e co rt ar gast os.

151 – 1 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n-E gúnt án di vi nou par a Odan


que est ava em m ei o a i nim o gos (ou sej a, t odas as árvor es da f az enda
e ram host i s à árvo re Edan ).
El es cont r at ar am um m onst ro que poderi a bat er em Odan que est á di a e noi t e ao a r l i vre.
Foi pedi do a Odan sacri fi car de m anei ra que o m onst ro náo pudesse pega- l o.
O sacri fí ci o: um rat o, um pei x e aro, dendê, banha de òrí , 2 400 búz i os e fol has de If á .
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
El es di sser am : “o m onst ro não pode pegar Odan ao ar li vr e. Odan sem pre será respei t ado ”.

151 – 2 ( Tradu ção do verso)

P er egun-susu consul t ou par a Owon e E gúnt án. Foi pedi do


que sacri fi cassem de m anei ra que est a ri a bem com Owon e Egúnt án sua esposa.
O sac ri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha, 4 400 búz i os e fol has de If á . ( esm a ga r fol has ol o yi nwi n
em á gu a pa ra o cl i ent e l avar sua c abeç a com sab ão). El e sacri fi cou.

Or ácul o 152

Ogunda Wonrin

Esse Odù fal a depossí vel i nvej a, ci úm es e confl i t os devi do ao suc esso do cl i ent e.

203
Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e evi t ou um a confront a ção. A confront ação dev e se
r eal iz a r.

152 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um a pessoa pr egui çosa dorm e enquant o um ope rári o t rabal ha; o t rabal hador fi nda sua j ornada
e out ros com eç am a i nvej a -l o. Is t o foi di vi nado para Ò gún. Foi pedi do que el e sacri fi casse de
m odo que aqu el es que o i nvej av am fossem dest rui dos. O sacri fí ci o: um pot e d’á gua, um
c arnei ro, 2 400 búz i os e fol has de If á. El e sac ri fi cou. Foi dit o que “A c aba ça que faz do pot e
d’ água um i nim i go, quebr ar á a cam i nho do ri o; aquel es que t em ave rsão por você mor rer ão”.

152 – 2 ( Tradu ção do verso)

Marqu e o Odù Ògúnd á Wonri n no i ye - ì rosù e i nvoque If á dest e m odo:


“ Ògúndá Wonri n! Qu e a bat al ha que eu lut ar ei sej a para m i nha honra. Vi t óri a após a lut a
pe rt enc e ao l e ão. Vit óri a após a l ut a pert enc e a Ààr á. Ògúnd á! Vo cê os j o ga ao chão no
com bat e t odos os di as, em t odos os l u gar es. Que a bat al h a que eu l ut a rei sej a par a m i nha
honr a. Aj a gbu yi ”. P onha o i ye- ì rosù no dendê e l am be i st o ant es de sai r par a o cam po de
bat al h a. Ou m oa j unt o com ipe -el e (l i m al ha de fer ro), i yi -ekun (pel e de l eopa rdo) e pi m ent a-
da -cost a de ai j a com edun-à àrá, m arque o Odù Ò gúndá Wonri n nel e, e i nvoque com o assim a.
Esfr egue na c abeç a ant es de l ut ar.

Or ácul o 153

Owonrin-Osa

Esse Odù fal a da ne cessi dade de co ragem em confl i t os que est ão por vi r e t er c aut el a
com novos r el aci onam ent os.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e t om ar cui dado no rel aci onam ent o com um a
pessoa ”pobr e”.

204
153 – 1 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n-Osa: El e gb ara não fu gi r á no di a de um a bat al ha. Um a gl o ri osa bat al h a par a El e gba ra.
Àà rá não fu gi rá no di a de um a bat al ha. Um a gl ori osa bat al ha pa ra Ààr á . Ekun (o l eão) não
fu gi r á no di a de um a bat al ha. Um a gl o ri osa bat al ha par a Ekun. Eu não fugi rei no di a de um a
bat al h a; que m eus sol dados não fuj am no di a de um a bat al ha. Not a: P ronunci e as pal avras
a ci m a sobre o i ye -ì rosù m ar cado com Owonri n- Osa. Tri t ure ipe -el e, col oque em um a caba ça e
m i st ur e com a gi di (fub á) e beba com seus sol dados.

153 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ik un, o Awo da est rad a, di vi nou para Owon ri n, al e rt ando- o que um a m ul he r fugi t i va vi ri a a
ser sua esposa. Foi pedi do que sacri fi casse par a que el a pudesse adent r ar à sua cas a com
cui dado. O sac ri fí ci o: ca ram uj o, 2 000 búzi os e fol has de If á (cozi nha r um cal do com fol has
de èso com c aram uj os pa ra se r t om ado pel o cl i ent e ). el e ouvi u e ascri fi cou.

Or ácul o 154

Osawonrin

Esse Odù fal a sobre a i nut i l i dade de se fu gi r de probl em as e quest ões ve rgonhosas.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pode en cont ra r mudan ças subit as desa gr ad ávei s nos
r el aci onam ent os.

154 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ew é Om o di vi nou par a Osa, al ert ando -o que fugi r seri a i nút i l porqu e o m undo o veri a e ri ri a
del e. Lhe foi a consel hado faz er sacri fí ci o de m odo que os assunt os ve rgonhosos não pudess em

205
sobrevi r. O sacri fí ci o: um c aram uj o, um pom bo e 3 200 búz i os. El e fez com o acons el hado.
Após o sa cri fí ci o, o babal awo ouvi u a segui nt e c ant i ga de Ifá : Osa não roubou, hen! Osa não
ut i li z ou fei t i ços m al éfi cos, hen! Osa não cont ou os segredos de seus am i gos, he! Os a não
m ent i u, hen! Mi nha quest ão se tornou honrada; Eu ofer eci um pássa ro em sa cri fí ci o (t r ês
vez es). Mi nha quest ão se tornou honr ada, e assi m por di ant e. Todas as pessoas que est avam
al i c ant aram em coro.

154 – 2 ( Tradu ção do verso)

At ewo gb a ( consent i m ent o) di vi nou para Asol e (sent i nel a; c ão). Asol e foi ori ent ado a
sa cri fi c ar de m anei ra que seu ca rát e r pudesse ser ac ei t ável pel as pessoas do m undo. O
sa cri fí ci o: m el , um a gal i nha e 2 000 búz i os. El e se gui u a ori ent aç ão e sacri fi cou.

Or ácul o 155

Owonrin’Ká (Erinsija)

Esse Odù ga ra nt e sucesso at rav és da m oder aç ão. Em i bi , el e prev ê sol uções at rav és de
sa cri fí ci os, pa ra m ort e e host il i dade.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e pens ar cui dados am ent e ant es de agi r.

155 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òrúnm ì l à di sse Owonri n’K á, eu di sse Owonri n’ Ká. Eu pergunt ei por que Owon est á ri ndo
ani m ad am ent e. Òrúnm ì l à di sse: H á di nhei ro, um a espos a, fi l hos e coi sas boas em sua casa. A
vi da de Owon é perf ei t a. Owon col ocou t udo em equi lí bri o. Owon não com e sem ant esaval i a r
aqui l o que com e. Owon não bebe água sem ant es av al i ar aqui l o que bebe. Owon não usa
roup as sem ant es aval i ar aqui l o que vest e. Owon não const roi um a casa sem ant esav al i ar
aqui l o que const roi . Ist o foi di vi nado por Afi won- se-ohun- gbo gbo em If e- Oo ye, e t am bém

206
pa ra O yi nbo. Foi pedi do que el es sac ri fi cass em pa ra que nunca perd esse o equi lí bri o. O
sa cri fí ci o: quat ro pi m ent as- da- cost a, quat ro bol sas, fol has de m eu, quat ro mor ce gos e 4 200
búzi os. El es sacri fi c ar am . Lh es for am dadas fol has de If á com a ga rant i a que qual que r coi sa
que el es se gur assem , não deix ari am cai r. Um a m orce go não se prend e em um a árvo re par a
depoi s desi st i r e cai r.

155 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ka ri nl o, Ka ri m bowal e. S e um a c ri anç a não c am i nha, não pare cer á ex pe rt a. Ist o foi di vi nado
pa ra par a Adem oori n Aya nkal e. Lh e foi pedi do que sacri fi c asse de m anei r a a não t rope ça r nas
m ão da m ort e, ou se el e se sent i sse nas m ãos da m ort e, que est a não pudesse l eva-l o. O
sa cri fí ci o: um a t art a ruga, eso- i ku (um ti po de sem ent e) e 20 000 búzi os. El e se gui u a
ori ent a ção e sac ri fi cou.

155 – 3 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n’Ká di vi nou pa ra Òrúnm ì l à, que est ari a c am i nhando ao r edor do m undo. Foi pedi do
que sacri fi casse para que as m ãos daquel es que o m enosprez a não t i vessem poder sobre el e. O
sa cri fí ci o: noz es de kol a se cas, orogbo, om o-a yo (um ti po de sem ent e), um pom bo, um a
gal i nha, 20 000 búzi os e fol has de If á. El e ouvi u e sac ri fi cou. El es di sser am : as unhas dos
hom ens não i nfect am as noz es de kol a, orogbo, om o- a yo ; as m ãos dos que m enospr ez am a t i
não t e af et arão.

207
Or ácul o 156

Ìká’wonrin

Esse Odù pede para evi t ar ações preci pi t adas par a que se evi t ar des gost os.

Obse rva ção oci d ent al : Desequi l í bri o em oci onal causa rá pe rdas a t rabal ho.

156 – 1 ( Tradu ção do verso)

A pessoa m á não pes a suas a ções. Ist o foi di vi nado pa ra Al abam o (aquel e que pes a), que foi
ori ent ado a sa cri fi c ar quat ro ca ram uj os, 3 200 búz i os e fol has de If á pa ra que el e possa faz er
coi sas boas. El e ouvi u as pal av ras m as não sac ri fi cou.

156 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -npo yi nka ’won (m al fei t or es são dando vol t as em t orno de si ); Òwon est ava gargal hando.
Is t o foi di vi nado para as pessoas em If e -Oo ye. El as fo ram ori ent adas a sac ri fi ca r de m anei ra
que seus i ni m i gos não as ret i rassem de sua posi ção ou as rel egassem a t are fas secundá ri as. O
sa cri fí ci o: efun, osùn, um pom bo, um a ovel h a e 2 400 búz i os. El es ouvi r am e sa cri fi c aram . O
bab al awo di sse: Foi Abari won que di sse que If e não deve ri a se ex pandi r na t err a poi s seri a

208
dest ruí da. Òrúnm ì l à! Nós não di ssem os que If e não se ex pandi ri a. Que vi vam os lon ga vi da.
Que nossas pe gad as no m undo não sej am apa ga das.

Or ácul o 157

Owonrin-Oturupon

Esse Odù propõe t ant o sol uçõ es pa ra m ort es prem at ur as de cri anç as, quant o pa ra o
suc esso de um a vi a gem que est á por vi r.

Obse rva ção oci d ent al : Esse Odù of ere ce ao cl i ent e preven ção cont ra abo rt o.

157 – 1 ( Tradu ção do verso)

S im pat i z ant es di vi naram para Eku-de’d e (o l am uri ant e não faz nada )
devi do `m ort e prem at u ra de seu fi l ho.
El e foi ori ent ado a faz er sacri fí ci o para cap aci t a- l o a fi ndar as
m ort es pr em at uras de seus fi l hos.
O sacri fí ci o: quat ro ga l i nhas, 2 800 búzi os e fol has de If á.

157 – 2 ( Tradu ção do verso)

Owo ri n est ava i ndo em um a j ornada; el e en cont rou Ot urupon pel o cam i nho.
Is t o foi di vi nado por Òrúnm ìl à.
El es di sser am : Òrúnm ì l à ret ri bui r á com bondad e.
O sacri fí ci o: doi s pom bos e 4 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

209
Or ácul o 158

Oturupon-Owonrin

Esse Odù fal a de al e gri a que est á por vi r e da ne cessi dad e de prot eger sua reput ação.

Obse rva ção oci d ent al : Um rel a ci onam ent o não mono gâm i co pode caus ar probl em as.

158 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ot urupon- Owonri n, nós est am os dançando, nós est am os nos re goz i j ando.
Ot urupon- Owonri n nós est am os bri ncando.
Is t o foi di vi nado pa ra aqu el es em O yo.
El es di sseram : Al go que cont ent ar á os cor açõ es del es est á próx im o. S e ap rox i m ando r ápi do,
m as el es deve ri am sac ri fi ca r quat ro pom bos, bast ant e az ei t e-de -dendê e 8 000 búz i os.
El es ouvi ram e sac ri fi ca ram .
El es di sser am : Èsù não ser á c apaz de t i rar sua al e gri a.

158 – 2 ( Tradu ção do verso)

O di nhei ro m e vê e m e segue, Ot urupon-Owon ri n.


Um a esposa m e vê e m e segu e, Ot urupon- Owonri n.
Um fi l ho m e vê e m e se gu e, Ot urupon- Owonri n.
Is so foi di vi nado pa ra Ol asim bo At epam ose -Kol am al el o, que
foi a consel hado a sac ri fi ca r de m anei ra que sua honr a não lhe fosse t i rad a.
O sacri fí ci o: um a ovel ha e 4 200 búz i os.
El e sacri fi cou.

210
Or ácul o 159

Owonrin-Òtúrá

Esse Odù fal a sobre evi t a r confl i t os com um fort e oponent e.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e dev e evi t ar um confl i t o fí si co ou um desej o de "i r a
desfo rr a" com al guém .

159 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ij am j a sem pre est á prep ar ado di vi nou para Ìgbí n (c aram uj o) Om eso quando el e est ava i ndo
l ut ar com Ekun (l eopa rdo).
El es di seram : O l eopardo est á sem pre pr epar ado e o ca ram uj o não deveri a se av ent ura r [a
des afi a- l o] . Nós dei x am os por cont a daqu el e que é m ai s poderoso que nós, Ol orun.
El e foi aconsel hado a f az er sa cri fí ci o de form a que dest i no poderi a l ut a r por el e.
O sacri fí ci o: um abahun -ì j apá (t art a ruga) e 3 200 búzi os.
O car am uj o sacri fi cou.

159 – 2 ( Tradu ção do verso)

Nós pro curam os mui t o por i st o; nós o a cham os.


Is t o foi di vi nado para a fol ha gbé gb é, a qual foi orden ada a sacri fi car de fo rm a que podesse
t er boa sort e em confi a r.
O sacri fí ci o: dez essei s orogbo e 4 400 búzi os.
El a ouvi u as pal avras e sa cri fi cou.
El es di sser am : A m ort e não l evará gb égbé, doenç a não a j ogará ao sol o. Gbé gb é sem pre est ar á
ve rde.

Or ácul o 160

211
Otura-Wonrin

Esse Odù fal a da m ort e com o part e da ordem cósm i ca com o t am bém da ne cessi dade de
cons ci ent iz aç ão fí si ca e espi ri t ual .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e não est á sendo at enci osos ou am oroso o sufi ci ent e
com seus fi l hos.

160 – 1 ( Tradu ção do verso)

O Onisci ent e conh ece aquel es que t rat am o próx im o com m al dade. P essoas do cam po
r econhe cem pessoas da ci dade. Vi aj ant es da Ter ra e vi aj ant es do C éu, nós ve rem os cad a um
del es novam ent e. Cupi ns não se di spersam sem lo go em segui d a se r ea grup ar em . Is t o foi
di vi nado par a nós ser es hum anos que se l am ent am pel o o mort o.
As pessoas da t err a est ão ret ornando pa ra onde el es vi eram . P ara quê as l a gri m as? P ar a quê
t ri st ez a? P ar a quê move r a si m esm o par a ci m a e par a bai xo? P ara quê j ej uar? Aqu el e que nos
envi a é o m esm o que nos ch am a de volt a à c asa. Aqui l o que nos agra da na t err a não agrad a a
Edùm ar è. As pessoas na t err a se reunem e faz em o m al . Edùm ar è não gost a di sso; Edùm arè
não acei t a i sso. Ent ão, se eu di go vai , voc ê vai e se eu di go vem , voc ê vem . S e um a cri anç a
não conh ece seu pai , a t err a não est á c ert a. A m ort e é aqui l o que l eva um a cri an ça a conhe cer
o C éu. Qu em est á pens ando em Edùm ar è? S e não houvesse Èsù, o que pensa ri am os pobres?
Todo m undo est á pensando em si m esm o; el es est ão pro curando com i da e bebi da. Mi st é ri o da
es curi dão! Um a c ri anç a não conh ec e seu pai ! Fal e com i go par a que eu fal e com você; por
nossas voz es re conhe cem os um ao out ro na escu ri dão. S e um a c ri anç a não conhec e seu pai , a
t er ra não est á c ert a. O sac ri fí ci o: quat ro pom bos bran cos, quat ro ovel has e 8 000 búz i os. El es
ouvi ram e sac ri fi ca ram de modo que puderam t er vi da l on ga e ver a bondade e bên çãos.

Or ácul o 161

Owonrin-Irete

Esse Odù fal a de não ser superst i ci oso ou pa ranói co.

212
Obse rva ção oci d ent al : É nec essári o que o cl i ent e m edi t e sobr e seus obj et i vos e aj a de
m anei r a a at i ngi - l os.

161 – 1 ( Tradu ção do verso)

Não há bat al h a no cam po; não há conspi r ação na ci dad e.


Is t o foi di vi nado pa ra Ol ofi n Iw aj o.
El es di sser am que o m andat o del e com o ch ef e seri a bom .
El es di sser am que Ol ofi n dev eri a sacri fi car par a que a al egri a
de seu rei nado não t orna ri a as pessoas pr egui çosas ou m ás.
O sacri fí ci o: dez essei s car am uj os, um c ão e 14 000 búz i os.
El e ouvi u as pal avras e sa cri fi cou.

161 – 2 ( Tradu ção do verso)

Owon ri u desdenhosam ent e de Ir et e, o desa fi ando a agi r, pe rgunt ando, " o que f ará Ir et e? ”.
El es di sser am que Ire t e pode pi sot e ar e pode o subm e rgi r.
Is t o foi di vi nado por Afi ’ni s’ egan (z om bet ei ro ),
Que foi acons el hado a sacri fi car de m odo que Èsù não o j ogasse cont r a al guém m ais pode roso.
O sacri fí ci o: um a caba ça de i gb a ewo (i nham e pi l ado e assado) e nove car am uj os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Or ácul o 162

Irete Wonrin

Esse Odù fal a de se conserv ar um a posi ç ão de honr a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e ganh a; oponent e perde !

162 – 1 ( Tradu ção do verso)

213
Ir e t e Wonri n di vi nou para Òrúnm ì l à, que di sse que t odos aquel es que conspi ram cont ra el e,
c ai ri am em ve rgonha e que nós não ouvi rí am os m ai s os seus nom es, m as si m , nós ouvi rem os
pa ra sem pr e com honr a o nom e de Òrúnm ì l à pel o m undo.
O sacri fí ci o: um a ovel ha, um a gal i nha d’angol a e 3 200 búz i os.
El e sacri fi cou.

162 – 2 ( Tradu ção do verso)

A gbe est á t raz endo bondade à cas a; Ir et e est á apent ando -os na m ão.
Is t o foi di vi nado pa ra Tem it a yo, a quem foi pedi do sacri fi car par a t er
vi da l onga na t erra. O sac ri fí ci o: um a ovel ha, um pom bo, peper eku (t i po de erv a) e 4 400
búzi os.
El e ouvi u e sacri fi cou.

Or ácul o 163

Owonrin-Se

Esse Odù fal a de vi t óri a sobre adve rsári os.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e sem pr e ser á a cusado de prom i scui dade sex ual .

163 – 1 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n-S e di vi nou par Ò rúnm ìl à.


El es di sser am : Òrúnm ì l à e as pessoas de sua cas a nunc a
t i vessem do que se l am ent ar.

214
El e foi ori ent ado a sacri fi car um pom bo e 3 200 búz i os.
el e sacri fi cou.

163 – 2 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n não pe ca; Owon ri n não pr at i ca o m al ; Owonri n est a sendo


f al sam ent e a cusado.
Foi di t o que Owonri n venc eri a e que el e dev eri a sacri fi c ar
um gal o, um edùn- ààr á e 2 200 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou e col ocou a pedra de r ai o em seu If á .

Or ácul o 164

Ose-Owonrin ( Ose-Oniw o, Ose-Oloogun )

Esse Odù fal a de sac ri fí ci os par a r epar ar nossa forç a e prot eç ão.

Obse rva ção oci d ent al : Desassosse go no negóci o ou c arr ei ra do cl i ent e pode ser
equi l i brado at rav és de r enovaç ão espi ri t ual .

164 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eu est ou des gost oso, a wo da Terr a; eu est ou c ansado awo do C éu.


Is t o foi di vi nado pa ra P okol aka quando est e est ava i ndo cur ar Ogi ri (par ede ).
El e foi ori ent ado a sacri fi car de m odo que O gi ri não m orresse sobre el e.
O sacri fí ci o: t rês gal os e 6 600 búzi os.
El e ouvi u por ém não sac ri fi cou.

215
P okol aka é o nom e pel o qual ch am am os um a forqui l ha.

164 – 2 ( Tradu ção do verso)

C ol oque i ye - ì rosù que foi m ar cado com o Odù Ose- Oni wo em em um pot e gra nde; adi ci on e
um a quant i dad e gen erosa de rai z es de it o e de eenu (t i po de frut a); vert er á gu a dent ro e cobri r
o pot e; m i st ur e ci nz as à á gu a e l acr ar a mi st ura por set e di as. Am ar re nove ee ru com l i nhas
pr et as e branc as no pesco ço do pot e. Abr a o a gbo (i nfus ão) no sét i m o di a par a t om a r banho.
S eu efei t o: Enquant o voc ê est á usando est e agbo, nenhum fei t i ço nem enc ant o o afet arão, e
t odas suas bênçãos serão re cebi das.

Or ácul o 165

Owonrin Fú

Esse Odù fal a de c al am i dade im i nent e e a suprem aci a de If á .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e não pode fi c ar focando em qual quer coi sa.

165 – 1 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n Fú, Owon ri n Fú di vi nou par a as pessoas de If e- Oo ye.


El es di sseram : Tem po vi r á no qual as cri anç as do m undo cam i nhar ão a m ei o cam i nho do C éu e
da Ter ra ( com o um pássaro ).
Foi pedi do às pessoas de If e que fiz essem sacri fí ci o de m anei r a a evit a r que sofressem um a
gra nde pe rda naquel e t em po. Náo com e çari a em Il e- If e m as seri a m undi al .
O sacri fí ci o: òwú egúngún, quat ro pom bos bran cos, quat ro vac as bran cas, quat ro ovel has
br ancas, i ye -à gb e (t i po de pássaro) e 3 200 búzi os.
El es ouvi ram as pal avr as m as não sa cri fi c aram . El es di sse ram que el es j á t i nham sacri fi c ado
pa ra and ar no sol o. El es não andam pel o ar.

216
165 – 2 ( Tradu ção do verso)

Owon ri n sopra a t rom bet a di vi nou par a Òrúnm ì l à.


El es di sser am que a casa de Òrúnm ì l à não fi ca ri a deso cupad a (vá ri as pessoas est ari am
pro curando por el e ). Todas as pessoas ouvi ri am fal ar de sua fam a e est ari am a sua pro cura. O
sa cri fí ci o: um ca ram uj o e 20 000 búz i os al ém de fol has de If á (eso ).
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
Fol h as de Ifá for am pr epar adas par a el e e el e foi ass egurado de que t odas as bênçãos vi ri am
f aci l m ent e.

Or ácul o 166

Òfún-Wonrin

Esse Odù fal a de boas ações que t raz em suas próp ri as re com pensas.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e se sent e dep reci ado em l ugar de sat i sfei t o.

166 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún dá pa ra se r ac ari ci ado; Òfún dá para ser cui dado.


Is t o foi di vi nado para Odùdù a, que far á bem ao m undo i nt ei ro. El e di sse que faz er bem
m undi al é a m el hor ca ra ct erí st i ca do car át er.
El es di sser am : Um a part e do m undo não o a gr ade cer á. Al guns nem m esm o saber ão o bem que
el e f ez a el es. El es não conhec erão seu uso. El e di sse: Um pai não dá senão coi sas boas aos
seus fi l hos. A m ãe de um a cri an ça não dá senão coi sas boas à sua cri anç a. Foi pedi do a
Odùdùa que sa cri fi c asse de m odo que t oas as coi sas bouas dadas a el es, se não aprovei t ad as,
pudessem ret orna r- lhe.
O sacri fí ci o: um pom bo, um ewi (t art aruga do ri o), 16 000 búzi os e fol has de If á.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

217
166 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún os deu a aca ri ci ar; Òfún os deu a ri r.


Is t o foi di vi nado pa ra Ol ak anm i ,
que di sse que Edùm ar è t rari a coi sas boas.
Foi pedi do que el e sacri fi casse de m odo que seus ini m i gos
não ti vessem poder sobr e el e e fi z essem com que el e perd esse sua propri ed ade.
O sacri fí ci o: t rês fac as, t rês gal os e 6 000 búzi os.
Ol ak anm i sacri fi cou.

Or ácul o 167

Òbàràkànràn

Esse Odù fal a de um a possí vel di scordân ci a com am i gos e sóci os e de sol uções par a as
cont rol a r.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e en ca ra con fl it os no t rab al ho.

167 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òba ràk ànràn di vi nou pa ra Iwo (o pap agai o),


que foi aconsel h ado a sacri fi c ar de m odo a evi t ar cai r em desgost o
com os out ros páss aros.
O sacri fí ci o: m i l ho, pi m ent a -da- cost a e 2 000 búz i os.
El e ouvi u as pal avras m as di sse que não sacri fi cari a.

167 – 2 ( Tradu ção do verso)

El e desej ou fal ar m as foi im pedi do por Òbàrà ràk ànràn.


Aquel e que eu ofendi ! El e qui s fal ar m as não pôde;
Òbà rà ràkàn ràn im pedi u- lhe de se queix ar de mi m par a o m undo.
A vara i m pede ao peix e de fal a r; A var a im ped e ao rat o de fal ar. El em berun nunca f al ar á aos
ouvi dos das pessoas. As fol has de Ifá ut i li z adas: A vara na qual um pei x e foi t ost ado, a var a

218
na qual um rat o foi tost ado, um oro gbo e fol has de El em berun. Est es el em ent os devem ser
am a rrados em faz end a de al god ão com l i nhas pret as e branc as. O pacot e deve fi c ar bem
ap ert ado. A prep ara ção deve se r m anti da no bol so do dono, e o usuári o sem pr e deve m asti ga r
pi m ent a- da-cost a, nove grã os em núm ero, para os enc ant am ent os.

Or ácul o 168

Òkànràn-Bàrà

Esse Odù fal a de af ast am ent o de m ort e prem at ura e da pr evenç ão de desast re nat ur al
que pode abat er nossas casas.

Obse rva ção oci dent al : Esse Odù i ndi ca um a fort e possi bi l i dade de confl i t os com
c ri anç as e pai s.

168 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òkàn ràn -B àrà di vi nou pa ra Ol asoni ,


que foi ori ent ado a sacri fi car um a ovel ha e 4 400 búzi os de modo que ti vesse vi da l onga e
saud ável .
el e não sa cri fi cou.

168 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òkàn ràn -B àrà di vi nou pa ra Ol a-Ò gún, que foi ori ent ado
a sacri fi car de m odo que o r ai o não di st rui sse sua c asa.
O sacri fí ci o: um ca rnei ro, ge neros a quant i dad e de az ei t e- de- dendê,
pequ enas banan as m aduras, 2 400 búz i os e fol has de If á . C ave um bura co no ch ão da casa,
ve rt a o az ei t e- de-dend ê nel e e col oque o r est ant e dos i t ens descri t os aci m a. C ubra t udo com
a rei a e suavi se o l u gar com á gua.

219
Or ácul o 169

Òbàrà-Ògùndà

Est e Odù fal a da nec essi dade de se rep ara r um a m á reput a ção de form a a gar ant i r
suc esso.

Obse rva ção oci dent al : O t rab al ho do cl i ent e est á fi c ando pra t rás. Aç ão espi ri t ual i rá
cons ert ar i sso.

169 – 1 ( Tradu ção do verso)

Nós ol ham os à frent e e ni n guém é vi st o; nós ol ham os at rás e ni ngu ém é vi st o.


Is t o foi di vi nado pa ra Ol ofi n Iw at uka,
a quem foi pedi do sac ri fi ca r se desej asse t er um a c asa chei a.
El e pergunt ou, “qu al é o sa cri fi ci o? ”
El es di sser am : um pom bo, 20 000 búzi os, fol has de If á (t ri t ure j unt o fol has de ol usesaj u e
saw er epepe com um pequ eno form i gu ei ro com al gum as form i gas dent ro; mi st ure t udo com
sab ão-da -cost a [o sabão no val or de 1 200 ou 2 000 búz i os] ; que o san gue do pom bo sej a
ve rt i do em todo o pr eparo; use par a l ava r o corpo do cl i ent e).
O cli ent e ser á acons el hado a m udar de nom e após o sa cri fí ci o.

169 – 2 ( Tradu ção do verso)

A cas a de Ol u é boa; sua varand a é t ão boa quant o.


Is t o foi di vi nado pa ra Ol u- Iwo , que foi dit o que el e nunc a c ai ri a em des crédi t o.
Lh e foi t am bem acons el hado a sacri fi car de m odo a evi t a r m ort e pr em at ura; um a ovel ha, um a
t art a ruga, 4 400 búz i os e fol has de If á .
El e sacri fi cou.
Fol h as de Ifá fo ram pr epar adas para seu uso (t ri t urar fol has de i fosi e ori j i , i yer e e i ru gba;
f aça um cal do com a carn e da ij ap a; i sso é par a ser com i do de m anhã bem cedo ).

220
El es di sser am : O ruí do de i fosi (sem ent e) não dani fi c a el et i (fol ha ). Vo cê não ser á m ovi do
pel as fofoc as da t erra.

221
Or ácul o 170

222
Ògúndá-Bàrà

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra m ant e r um rel a ci onam ent o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á envol vi do em um i nt enso m as fút il
r el aci onam ent o.

170 – 1 ( Tradu ção do verso)

Odi di -Afi di t i di vi nou pa ra Ògún quando el e est ava i ndo


t om ar Òbàrà por esposa.
Er a de conheci m ent o ge ral que Òbà rà nunca fi cou m uit o t em po com um hom em ant es de
m udar-se.
Ò gún di sse que el e est ava f asci nado por el a. El e foi ori ent ado a sac ri fi ca r um a gal i nha epi pi
(um a ave com penas escassas ), um vi vei ro de gal i nha, 4 400 búz i os e fol has de If á .
El e ouvi u e sacri fi cou.

170 – 2 ( Tradu ção do verso)

Um sol o em que há danç a sem pr e est á i rregul ar; um c am po de bat al h a t am bém é desar rum ado.
Is t o foi di vi nado pa ra Ò gún quando el e est ava indo l ut ar com Òbàr à.
El e foi assegur ado que t eri a sucesso m as que dev eri a sacri fi c ar de m odo a evi t ar a m ort e de
Òbà rà na bri ga.
O sacri fí ci o: doi s cest os com papel sol t o e fol has, duas gal i nh as e 4 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
El es di sser am : Duas gal i nhas não m orrem por l ut a r. C est os ch ei os de pap el e fol has não m orre
quando car re ga dos.

Or ácul o 171

Òbàrà-Òsá

Esse Odù adve rt e cont r a fr eguesi a fraudol ent a.

Obse rva ção oci d ent al : Desassosse go em oci onal conduz a erros prát i cos..

223
171 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òbà rà -Òsá di vi nou par a Et a, que foi i nform ado que um de seus cl i ent es est ava pl anej ando
fu gi r com seu di nhei ro. El e foi ori ent ado a sacri fi car de m odo que seu cl i ent e
prov avel m ent e pa gass e seus débi t os. O sa cri fí ci o: pom bos, um a gal i nha, 2 200
búzi os e fol has de If á (pi l ar j unt o fol has de eesi n e t agi ri com sabão- da- cost a;
que o sangue da ga l i nha sej a vert i do na m i st ura).
El e sacri fi cou.
Foi - l he di t o que Eesi n não fr ac assari a em obt er seu di nhei ro na dem anda. Est e sabão é para
banho.

171 – 2 ( Tradu ção do verso)

Tri t ure fol has de j àsókè com sabão -da- cost a. C ol oque a mi st ura em um a cab aça li m pa e
esp arr am e sobre el e o pó da pl ant a se ca e run (obo). Tr ac e o Odù Òb àrà -Òsá nel e e reci t e o
se gui nt e encant am ent o: Quando o f ei ti c ei ro m e vi u, pe rgunt ou que eu era. Eu di sse, “eu sou o
fi l ho de Òbàrà -Òsá ”. Quando a brux a, a m ort e e Èsù m e vi ram e quest i onar am que eu er a, eu
di sse a cada um del es, “ eu sou o fi l ho de Òbà rà -Òsá ”. O fi l ho de Òbàrà -Òsá não co rre; O fi l ho
de Òbà rà- Òsá nunca m orr e; el e nunca adoe ce; ”. “O fi l ho de Òbà rà- Òsá nunca l eva m á
r eput aç ão”. Not a: Ponha a cab aç a em um a sacol a de pano bran co e pendure -a no t et o se você
pr efe ri r. Ist o é par a ser usado no banho.

Or ácul o 172

Òsá-Bàrà

Esse Odù fal a do peri go de pat roci nado res pe rdi dos ou de um i ndi ví duo.

Obse rva ção oci dent al : Esse Odù m ost ra par a o cl i ent e com o rea cend er cham as
ap arent em ent e m ort as.

224
172 – 1 ( Tradu ção do verso)

Os cov ard es ced em ao sofri m ent o foi di vi nado para Ake re gb e (a cab aça ),
que dependeu das m ul heres e c ri anç as j ovens.
El e foi ori ent ado a sacri fi car um pom bo, um a gal i nha e 6 600 búzi os de m anei ra que el e não
se decep ci onasse de rep ent e com seus part i dári os enquant o el e est ava em gl óri a.
El e ouvi u as pal avras m as não sa cri fi cou.

172 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òsá ret orn a rapi d am ent e se el e fu gi u; el e ret orna à c asa rapi dam ent e;
despr ez í vel vol t a à cas a rapi d am et e. Um a cri an ça pequena sai cor rendo r api dam ent e do cam po
e esi n. Desp rez í vel r et orna à cas a rapi dam ent e. Fol has de If á; P art a um obì de sei s gom os;
pe gu e sei s fol has de eesi n bran cas (e esi n-wà rà); t ra ce o Odù Òsáb àrà no t abul ei ro de If á com
i ye- ì rosù. com o m enci onado a ci m a, usando o nom e da pessoa que part i u. Ent ão col oque um
pouco de I ye - ì rosù na fol ha de eesi n com um dos gom os do obì e l evar i st o a Èsù fora ou no
port ão da ci dad e. R epit a i sso sei s vez es. Is t o é uti l iz ado par a t raz er um fu gi t i vo de vol t a à
c asa. A coi sa surpr eend ent e a crc a di st o é que, não im port a a di st ânci a do fugi t i vo, el e é
obri gado a ouvi r seu nom e sendo cham ado. Um a fol ha de e esi n, um gom o de obì e um pouco
de i ye -ì rosù usado sei s vez es é sufi ci ent e a ess e propósi t o. Vert er az ei t e- de- dendê assim que
com pl et a r a opera ção.

Or ácul o 173

Òbàrà-Ká

Esse Odù fal a fal a de m ant er poder e i nfl uênci a..

Obse rva ção oci dent al : Di fi cul dades m undanas podem ser evi t adas at r avés de um a nova
ex peri ên ci a espi ri t ual ou em oci on al .

173 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òbà rà -Ká di vi nou par a Ol ubol aj i ,

225
que fal ou que que el e seri a um a pessoa i m port ant e e am ada por vári as pessoas m as que
dev eri a faz er sacri fí ci o de m odo a evi t ar perd a de bens.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a gal i nha, um a t art aru ga e 3 200 búz i os.
El e sacri fi cou.
Após sac ri fi ca r el e cant ou: Eu est ou fel iz , Òbàr à- Ká. Nós est am os danç ando e regoz ij ando,
Òbà rà -Ká.

173 – 2 ( Tradu ção do verso)

Kow ee, o Adi vi nho da t er ra; O gbi gbi , o Adi vi nho dos C éus. S e Kow ee, indi ca a ch egada do
j ovem em t er ra. O pé do R ei é com um; O pé do R ei é com um . El es ut i li z aram enc ant am ent o
pa ra Òrúnm ì l à, que foi rode ado por ant agoni st as. El e foi asse gur ado da vi t óri a sobre el es. Foi
de cret ado que as fol has ewo dra ga ri am seus ant agoni st as par a o C éu, e eeru l evari a a des gr aç a
a seus i ni m i gos. Òb àrà -Ká se gur ari a as m ãos del es. As fol has de If á: Le ve fol has de e wo de
c asa (as pequen as, arr anc adas com seus dent es, não suas m ãos). C onsi ga t am bém eeru a woi ka
( aquel e que pi nga sem a rran car, um só) e um ca ram uj o. Tor rar t udo j unt o, pul veri z e e gu arde
em um a àdó. S e você t em um ou m ai s i ni mi gos, esp al he o pó no ch ão l im po de sua cas a. Tra ce
o Odù Òbàrà -Ká e r eci t e a i nvocaç ão aci m a. Espar ram e em ge nufl ex ão. Fei t o isso, você deve
pi n gar az ei t e-de -dendê em vol t a da m edi ci na. Fa ça isso por um m ês.
Or ácul o 174

Ìká-Bàrà

Esse Odù fal a de m ei os de se t ornar adoráv el e at r at i vo ao out ros.

Obse rva ção oci dent al : Há a probabi l i dade de conc epç ão. O cl i ent e dev e ser cui dadoso
se a conc epç ão não for desej ada; grat o se fo r.

174 – 1 ( Tradu ção do verso)

C am i nhe r api dam ent e que nós podem os fugi r ao t em po. Voe rapi dam ent e que nós podem os
r et ornar no t em po. Ist o foi di vi nado t ant o para Asa quent o par a Awodi . For am -l hes pedi do que
sa cri fi c assem de m odo que fossem am ados por t odos os hom ens.
O sacri fí ci o: oi t o ca ram uj os, 16 000 búz i os e fol has de If á .
El es ouvi ram as pal avr as m as não acri fi car am .

226
174 – 2 ( Tradu ção do verso)

Kek e pode danç ar, o páss aro pode voar foi di vi nado para Lek el ek e e sua esposa.
Lh es foi fal ado que o pom bo sem pre os consult a ri a em qual quer coi sa que el e qui sesse f az e r,
se el es sac ri fi cass em doi s Efun, doi s m ecani sm os de fi a ção e 2 400 búzi os.
El es sa cri fi c aram .
Not a: Desde ent ão, nós diz em os, “voc ê não vê a bel ez a de Le kel eke, cuj a el e gâ nci a a fet ou a
pom ba? ”.

Or ácul o 175

Òbàràtúrúpòn

Esse Odù fal a das sol uções para inf ert i l i dade e abort os.

Obse rva ção oci d ent al : S acri fí ci o ao Òrì sà é i ndi c ado pa ra a conc epção.

175 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ol adi pupo di vi nou par a Aroko (qui abo ), que est av a chor ando porque sua esposa não ti nha
fi l hos.
Lh e foi dit o que sacri fi casse um a cab ra e 16 000 búz i os de m odo que seus des ej os fossem
con cedi dos.
El e ouvi u e sacri fi cou.

175 – 2 ( Tradu ção do verso)

227
Om o- Maar a di vi nou para Ol ofi n, que est av a i ndo com pra r um a es crav a.
el e foi adve rt i do a sac ri fi ca r de modo que não perdess e di nhei ro com a escr ava devi do a
const ant e perd a de cri anç as del a.
O sacri fí ci o: um a t art aru ga, um a ovel ha e 16 000 búzi os.
El e sacri fi cou.
El e foi assegur ado que a m ul he r seri a fé rt il e que el e ga nhari a por el a sem pesa res.

Or ácul o 176

Òtúrúpòn’Bàrà

Esse Odù fal a da i m port ânci a de m ant er a saúd e par a asse gu rar um a vi da l on ga.

Obse rva ção oci d ent al : Os Fi l hos são host i s a um novo rel a ci onam ent o dos pai s.

176 – 1 ( Tradu ção do verso)

Honr a vai , honr a vem di vi nou par a I ya m ool e,


que di sse que sua fi l ha seri a saudável m as que não des ej ari a est ar em
sua com panhi a quando el a c resc er.
O sacri fí ci o: um pom bo (e yel é- ej i gb ere ) e 12 000 búz i os.
El a ouvi u e sacri fi cou.

176 – 2 ( Tradu ção do verso)

Mari dos louvam as suas esposas; os m ari dos de out ras pesso as nunca nos louva ri am .
Is t o foi di vi nado pa ra Teni m aasunwon, o m ari do de Aj em oori n.

228
Foi di t o a Teni m a asunwon que a mul her que el e est av a propondo casam ent o seri a um a boa
esposa m as que dev eri a sacri fi car de m odo que el a não m orr esse jovem .
O sacri fí ci o: um a ovel ha, um ca ram uj o e 3 200 búz i os.
El e ouvi u as pal avras e sa cri fi cou.

Or ácul o 177

Òbàrà-Túrá

Esse odù foca no respei t o em nosso l ar e no t rab al ho.

Obse rva ção oci d ent al : Um rel a ci onam ent o est á causando desarm oni a.

177 – 1 ( Tradu ção do verso)

O pequeno adi vi nho de Ol o yo di vi nou pa ra o rei de Ol o yo,


que propos com pra r a mul her que el e gost ou com o escr ava.
El e foi advert i do pa ra não com pra r a mul her pois el a er a um di sperdi saro ra.
Ol o yo di sse, “qu al o sac ri fí ci o par a pr eveni r que el a di spe rdi ce se eu a com pra r? ”.
O sac ri fí ci o: oi t o c aram uj os, um a caba ça de ewo, quat ro pom bos, 16 000 búz i os e fol has de
If á .
El e não sac ri fi cou.

177 – 2 ( Tradu ção do verso)

Apap at i ako, At uwon-ni l et uwon- loko


di vi nou para a gal i nha e seus pi nt os.
Lh e foi dit o que um fort e i ni mi go est av a vi ndo at a ca- l os;

229
se sai ssem de cas a pa ra o c am po, el e os perse gui ri a, m as
m as se sacri fi cassem , t ri um fa ri am .
O sac ri fí ci o: um car am uj o, 3 200 búzi os e fol has de If á (f az er um c al do com fol has de owo
m oi das e com o car am uj o e t om ar).
foi decl a rado que: O fal cão não dani fi c ari a um car am uj o; t udo que el e pode faz e r é obse rva-
l o. Voc ê se rá r espei t ado.

Or ácul o 178

Òtúrá-Bàrà

Esse Odù fal a da ne cessi dade de se não vi ol ar t abus.

Obse rva ção oci d ent al : A opi ni ão ou deci são do cl i ent e ser ão quest i onados.

178 – 1 ( Tradu ção do verso)

P aa rakoda di vi nou pa ra Ol obede Ip et u, que di sse pa ra sa cri fi c ar um c abri t o e a fac a em suas


m ãos ant es de i r pa ra a roç a. El e se re cusou e foi pa ra o c am po. Assi m que est ava r et ornando
pa ra c asa após seu t rab al ho na ro ça, el e t ent ou col her al gum as beri n gel as. P ara a surpr esa
del e, um crâni o seco pe rt o da beri nj el a fal ou a el e, “não m e toque, não m e t oque, você não m e
vê? ” Ol obed e Ip et u fi cou com m edo e cor reu para rel at a r o ocor ri do ao r ei . El e i m pl orou ao
r ei que m andass e al gu ém de vol t a com el e, di z endo que se el es en cont rassem al gum a coi sa
cont r ari a ao que el e di sse, el e poderi a ser m ort o. O r ei apont ou doi s hom ens para i r com el e.
C hegando ao l ocal , Ol obede f ez ex at am ent e com o ti nha fei t o na prim ei r a vez , m as para seu
horro r não houve nenhum a respost a. El e foi m ort o no l ocal de aco rdo com a prom essa de
Ol obed e e as i nst ru ções do r ei . Assi m que os hom ens est av am se pr epar ando pa ra r et orna r ao
r ei para cont ar o que fi z eram , o crâni o seco di sse, “Mui t o obri gado, eu est ou m ui cont ent e”.
El es for am na rra r o acont eci do. O rei envi ou out ros oi t o hom ens com os doi s prim ei ros. Os
doi s hom ens di sseram ex at am ent e com o fi z eram , e par a o horro r del es o crêni o se co nad a
f al ou. El es t am bém foram m ort os no loc al . P ar a encurt ar a hist ori a. vári as pessoas mor rer am
des as m an ei ra, quase c em pesso as. Event u al m ent e, o ocor ri do foi rel at ado a Òrúnm ìl à, a quem
foi pedi do consel ho sobre o que deve ri a se r fei t o pa ra t erm i nar est a cat ást ro fe. Òrúnm ìl à
ori ent ou a sac ri fi ca r um a c abra, um a ga l i nha, 4 400 búz i os e fol has de If á . El es se gui r am a
ori ent a ção e sac ri fi ca ram . Ò rúnm ìl à em segui da os ori ent ou a i r ao l oc al e rem ov er o c râni o e

230
ent e rra -l o com o um se r hum ano, em confo rm i dade com os ri t os fune rá ri os. El e t am bém os
a consel hou a não toc ar qual quer coi sa onde que r que el es a chassem m ar cada com aal e (um a
m ar ca para um a coi sa não ser toc ado por ni n guém com ex cess ão do dono). A m esm a
adv ert ên ci a foi passad a ao redor da ci dad e, que el es nunc a deve ri am m ex er com qual que r
coi sa m arc ada com aal e.
Or ácul o 179

Òbàrà-Retè

Esse Odù fal a de sucesso e est abi l i dade se sac ri fí ci o for re al iz ado.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e t em boas perspe ct i vas par a um novo t rabal ho ou
ne gó ci os.

179 – 1 ( Tradu ção do verso)

Oba ra -ret e, boas coi sas vi r ão at é mi nha m ão.


Is t o foi di vi nado pa ra Agbonni re gum ,
que foi dit o que al gum a coi sa boa est áva rese rvado a el e e que
el e deve ri a sac ri fi ca r um pom bo, um car am uj o e fol has de If á .
El e ouvi u as pal avras e sa cri fi cou.

179 – 2 ( Tradu ção do verso)

Oba ra -ret e di vi nou pa ra Òrúnm ìl à,


a quem foi dit o que deve ri a sac ri fi ca r de modo que não en cont rasse gr and es probl em as e
sem pr e podesse est ar por ci m a onde quer que el e foss e.
O sacri fí ci o: um ca ram uj o, t eci do branco, 3 200 búz i os e fol has de If á .
El e sacri fi cou.
Foi ent ão de cret ado que nad a de de t ão di fí ci o at r avessa ri a seu cam i nho. Òrúnm ì l à i ni ci uo a si
m esm o em If á , e el e sem pr e i ni ci ari a t odos os est udant es de Ifá .

231
179 – 2 ( Tradu ção do verso)

Oba ra -ret e di vi nou pa ra Aki nt el u a quem foi di t o que deve ri a sac ri fi ca r de m odo que o
vi l arej o que el e fundou t i vesse suc esso.
Oi t o ca ram uj os, um a ovel ha, 16 000 búz i os e fol has de If á dev eri am se r sac ri fi cados.
El e sacri fi cou.

232
Or ácul o 180

Irete-Òbàrà

Esse Odù fal a do uso de fei t i ço para cont rol ar di fi cul d ades.

Obse rva ção oci d ent al : Cui dado com pessoa t rap ac ei ra.

180 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ni n guém est á al ém da regra do rei ; ni n guém est á al ém da im press ão de Tet e.


Is t o foi di vi nado por Òrúnm ìl à ao r ei quando est e se encont r ava cer cado de i nim i gos.
Foi - l he asse gu rada a vi t óri a sobr e el es.
O sacri fí ci o: um cab ri t o e 6 600 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

180 – 2 ( Tradu ção do verso)

Asej ej esa ye, Asej ej es a ye , Asej ej esa ye, War awa ram ase,
Wara war am ase, Waraw aram ase, Ir et e -Oba ra t ra ga t oda bondade
pa ra as fol has de If á. Coz i nhe fol has de t et e at et ed a ye com o um a sopa para ser com i da em
t oda com i da. Ou t ri t ure fol has de woro e i yer e e as coz i nhe em um a sopa para vel hacos, com
pei x e a ro para com i da. Quando a sopa esf ri ar, t rac e o odù Ir et e-Ob ara no i ye - ì rosù, re ci t e a
i nvoca ção aci m a e ac resc ent e à sopa.

Or ácul o 181

233
Òbàrà-Òsé

Esse Odù fal a de m ei os de cont rol ar as forç as nat ur ai s.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e ne cessi t a de puri fi ca ção para se l i vrar de en ergi as
ne gat i v as.

181 – 1 ( Tradu ção do verso)

El es di sser am , “onde est á m eu pai? ”. Eu di sse “m eu pai m orr eu”. “Onde est á m i nha m ãe? ”. Eu
di sse “Mi nha m ãe est á na c at acum ba e f al a rui dosam ent e”. El es di sser am , “vo cê é fi l ho de
quem? ”. Eu di sse ” eu sou o fi l ho de Oba ra -Ose, que i gno rou as r egras ”. Eu fui esp anc ado
sev eram ent e e fui esbof et eado aqui e l á, li vrem ent e com o as cab ras com em . O fi l ho de Obar a-
Ose nunca sofre, Obar a-Os e não pe rm it e que seu fil ho pad eç a sem ne cessi dade. Fol has de If á:
P ul veri se fol has de ej a (ha ri ha) e fol has de àrè re que for am col hi das da árvo re m ãe. P onha o
pó na fac e de um c ar am uj o e t rac e o odu Ob ara -Ose nel e. R eci t e o encant am ent o aci m a e o
em brul he com um ped aço de t eci do pret o e com l i nha pret a. F ech e os ol hos e j ogu e em um
a rbust o.

181 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ai si re f ’a gbon i sal e pal e. S e a chuva foi i nvoc ada, el a deve c ai r. S e a pausa da chuva é
i nvocad a, el a deve cessa r. Ist o foi di vi nado para Òrúnm ì l à, que foi assegurado que Eri nwo
Osi n nunca seri a m ol hada pel a chuv a. Obar a-Ose, eu t e i nvoco, sal ve est e boni t o vest i do de
ser ab at i do pel a chuv a. C anti ga: Não dei x e chov er, não deix e chove r, Obara -Ose não dei x e
chov er. Fol has de If á: P egu e um peda ço de t eci do bran co e t race o odù Obar a- Ose com i ye-
ì rosù em sol o seco do l ado de for a [do l ocal ] . R eci t e o enc ant am ent o aci m a e ent ão am ar re
est e i ye -ì rosù com o t eci do bran co e pendure a t roux a em um a arvo re. N ão chove rá nesse di a.
S e ni n guém j o gar água naquel e m esm o l u gar onde o Ifá foi pl ant ado, não chov erá aquel e di a.
Or ácul o 182

Òsébàrà

Esse Odù fal a de m ei os de gar ant i r o fut uro suc esso de um a cri an ça e adv ert e adul t os sobr e
qual que r j ornad a que possa apa rec er.

234
Obse rva ção oci d ent al : Há m ui t a ba gunç a nas at i vi dad es quot i di an as dos cl i ent es. El e ou el a
pr eci sa vol t ar passo e r econsi de rar suas at i vi dades.

182 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òséb àr à di vi nou para um r ec ém -nasci do, cuj os pai s foram ori ent ados a faz er um sa cri fí ci o de
m odo que a cri an ça não sofr esse por fal t a de mor adi a quando cres cesse.
O sac ri fí ci o: ba gr e, 2 400 búzi os e fol has de Ifá que a cri an ça de form a que a cri ança possa
l eva r um a vi da próspera.

182 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òséb àr à di vi nou para o est al aj ad ei ro que est ava i ndo à resi dênci a de out ro hom em em um a
t er ra ex t rangei r a. Foi -l he di t o que sua j orn ada não t eri a suc esso; l ogo, não deve ri a i r. Foi - lhe
pedi do que sacri fi casse duas gal i nhas, 8 000 búz i os e fol has de If á.

Or ácul o 183

Òbàrà-Òfún

Esse Odù fal a de um gr and e sucesso fi nanc ei ro.

Obse rva ção oci d ent al : Esse é um ót im o m om ent o par a um novo t rabal ho ou um ri sco
com e rci al .

235
183 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ar al em i kaka awo Ob ara -Òfún (t rês vez es )!


O ro mi gbed egbed e awo Oli pom oj e (t r ês vez es) !
Oro mi po kel e (t rês vez es)!
If á foi consul t ado para A gbonni r egun.
C ant i ga: Há um a gr and e quant i dade de di nhei ro nest e l ugar; nenhum cont ado r
cont a rá os luc ros do mi l ho no sol o.
Fol h as de Ifá : t rit ur e sem ent es de aj é e gr ãos de sorgo 3 at é vi rar pó. Tr ac e o odù Obara -Ofun
no pó. R eci t a r a i nvoc ação a ci m a e mi st ure o pó com sabão- as-cost a; col oque al guns i koode e
um t ant o de sab ão em um a l am pa ri na de barro nova. Que a pen a de papagai o fi que apoi ad a no
bi co da l am pari na e som ent e um a part e sobressai a. O sab ão é pa ra l ava r as m ãos t odas as
m anhãs. Fa ça um a rranj o de búzi os [ sem cont ar quant os] ao r edor da l am pari na de bar ro. Que
o san gu e de um pom bo sej a vert i do no sabão; m et a t am bém a cab eç a do pom bo no sabã. Abr a
um obì de quat ro gom os e disponha ao r edor da l am pari na. Ent oe a c ant i ga de If á enquant o faz
essa prep ara ção.

183 – 2 ( Tradu ção do verso)

It un est á refo rm ando- m e, If á est á os at r ai ndo com seus di nhei ros. Vi sit ant es de um a l onga
di st ânci a est ão procu rando -m e.
Is t o foi di vi nado por Òrúnm ìl à, que ori ent ou a sac ri fi ca r de m odo que el e vi sse coi sas boas
t odos os di as de sua vi da.
O sacri fí ci o: um peda ço de pano bran co, um pom bo bran co um a gal i nha branc a e 4 400 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

183 – 3 ( Tradu ção do verso)

3
É uma planta de orige m africana, da mesma família botânica do milho, que é utilizada na alimentaçã o animal,
principalmente de bovinos (guinea corn).

236
di nhei ro ci ngi ndo, espos a ce rc ando. di vi nou para Tewo gbol a,
que foi ori ent ado a sacri fi car quat ro pom bos, um a gal i nha e 16 000 búzi os, poque
foi pr evi st o que um pássaro t rari a bondade a el e.
El e ouvi u e sacri fi cou.

Or ácul o 184

Òfún’Bàrà

Esse Odù fal a da ne cessi dade de prot e ge r nossos bens.

Obse rva ção oci d ent al : Condi ções de ne gó ci o favor ávei s podem sofrer por c ausa de um
i ndi ví duo indi gno de con fi anç a.

184 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ofun ’B ar a di vi nou para Ol u- Ot a, que di i se que mui t as pessoas o pat ro ci nari am e


cons equent em ent e el e fi cari a ri co. El e foi aconsel h ado a sacri fi c ar cont ra m al f ei t ores.
O sacri fí ci o: quat ro pom bos, 4 400 búz i os e fol has de If á.

237
El e ouvi u e sacri fi cou.

184 – 2a (Tr aduç ão do verso )

Òfún est av a dando Obar a, Òfún est ava dando ca ri nho à um a i ngrat a. Is t o foi di vi nado para um
hom em a quem foi dit o que um a c ert a m ul her que el e gost ou, pl anej ou furt a -l o e ab andona -l o.
El e deveri a sacri fi car um cabri t o, az ei t e, obì e fol has de If á.

184 – 2b ( Tradu ção do verso)

Òfún est av a dando Obar a di vi nou para um hom em cuj os pert enc es est avam sendo ex i gi dos por
um i m post o r. El e foi ori ent ado a sa cri fi c ar um c abri t o, ax ei t e -de- dendê, obì e fol has de If á de
m odo que el e não foss e seduz i do por Èsù a con cede r os pert ences ao i m post o r.

Or ácul o 185

Òkànràn-Egúntán

Esse Odù est abel e ce a cri ação da Terr a.

Obse rva ção oci dent al : Est e é um mom ent o auspi ci oso pa ra um novo t rabal ho ou
r el aci onam ent o se for ini ci ado com caut el a.

185 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um a corr ent e c ai e f az o som woroj o. Ist o foi di vi nado para Òrúnm ì l à e os quat ro cent os
Ir únm al e quando Ol odunm a re reuni u t oda sua ri quesa em um úni co lu ga r. El e convocou todos
os Ir únm ol e para que el es a l evass em par a t err a.
Foi pedi do a el es que fi z essem sac ri fí ci o porque Ol odunm are desej ou i ncum bi -l os de um a
t ar efa. O sac ri fí ci o: um a gen erosa quant i dade de i nham e pi l ado, um a pan el a ch ei a de sopa,
bast ant e obì , ovel ha, um pom bo, gal i nh a e 3 200 búz i os. El es deveri am ent ret e r os vi sit ant es
com a com i da usada par a o sac ri fí ci o. Apenas Òrúnm ì l à re al iz ou o sac ri fí ci o. Após al guns

238
di as, Ol odunm are j unt ou seus pert ences e os envi ou pa ra os quat ro cent os Ir únm al e. O
m ensa gei ro de Ol odunm a re procu rou os quat ro cent os Irú nm al e e ent re gou a m ensa ge m , porém
nenhum del es o re cepci onou com com i da. Quando el e foi à cas a de Òrúnm ìl à, ent ret ant o,
Òrúnm ì l à anim ad am ent e deu-l he boas vi ndas e o r ecep ci onou com com i da. Devi do a ess a
gent i l ez a o m ensa gei ro revel ou a Òrúnm ì l à que el e não deveri a fi car ansi oso em l ev ar as
c argas r euni das na frent e de Ol odunm ar e, desde que a ca rga m ai s i m port ant e est av a debaix o
do assent o de Ol odunm ar e. Quando todso os Ir únm al e se reuni ram , rec eber am a m ensagem de
Ol odunm ar e. El es se l evant ar am e com e ça ram a bri gar pel as ca rgas; al guns pegar am di nhei ro,
out ros al gum as roupas e assim suc essi vam ent e, m as o m ensagei ro de Ol odunm are est ava
f al ando pel a sua t rom bet a a Òrúnm ì l à, diz endo, "Ò rúnm ìl à, apen as fi que qui et o sent ado. A
coi sa m ai s im port ant e est á na concha do ca racol ”. Assi m Òrúnm ì l à se sent ou e pa ci ent em ent e
assi st i u os out ros Ir únm al e que l ei vav am para t er ra t oda a ri quez a, prosp eri dade, e out ros
a rt i gos de vári os ti pos. Assi m que t odos os Irú nm al e pa rt i ram , Òrúnm ìl à se l evant ou e foi
di ret am ent e para a c adei r a de Ol odunm a re; el e pegou a concha do ca racol e part i u em di re ção
à t erra. Òrúnm ì l à en cont rou os out ros Ir únm al e ao fi nal da est rad a que conduz ao céu e
pe rgunt ou-l hes o que est av a err ado. El es l he fal a ram que a t err a est ava cobe rt a com á gu a e
não havi a nenhum l ugar seco onde el es pudessem at er ri ssar. Òrúnm ìl à m et eu a m ão del e na
con cha do car am uj o, t i rou um a red e, e a l ançou em ci m a da á gu a. El e m et eu a m ão del e
novam ent e e t i rou t err a que el e l ançou em ci m a da red e. Ent ão el e m et eu a m ão del e um a
t er cei r a vez , el e t i rou um a gal i nha de ci nco dedos, e a l ançou na rede par a espar ram a r a t erra
na red e e na água. A água est av a ret roc edendo e o sol o est ava se ex pandi ndo. Quando par ec eu
que o t rabal ho cam i nhav a mui l ent o, o próp ri o Òrúnm ì l à desc eu e m andou a pequ ena quant i a
de t er ra aum ent a r: S e espal he depr essa, se espal he dep ressa, se espal h e depressa !!! ". El e
pa rou, e o m undo se expandi u. Havi a gra nde al e gri a em c éu. O l u gar onde Òrúnm ì l à m andou o
m undo se ex pandi r é at é hoj e cham ado de If e -Wara, em Il e- If e . Todos os dem ai s Irú nm al e
des cer am após Òrúnm ì l à. Foi Òrúnm ì l à quem c ri ou a t er ra e foi el e quem pri m ei ro nel a
c am i nhou. C om o t al , el e não pe rm it i u naque nenhum dos Ir únm al e descess e na t er ra at é que
el e t i vesse pê go t udo el es t roux eram e dado a c ada um del es o que el e j ul gou j ust o. El es
r eceb er am al e gr em ent e as suas porçõ es. Ent ão Òrúnm ì l à com e çou a cant ar, " O m undo exi st i u,
exi st ênci a na frent e, ex i st ênci a at rás ".
Not a: O 256 odù são cham ados Ir únm al e nest e c aso; at é m esm o um úni co i m al e se ri a ch am ado
Ir únm al e, com o el e est á fora dos quat rocent os Im al e.

185 – 2 ( Tradu ção do verso)

239
Quem é rápi do ge ral m ent e é auxi l i ado por Ògun a se r vi t ori oso durant e as l ut as. Aquel e que
não conse gu e l ut a r nem f al ar não pode cam i nhar na t er ra por m ui t o t em po. O com bat e pode
t raz er ri quez a e honra. Is t o foi di vi nado par a Ògún -gbem i , que foi ori ent ado a não fu gi r,
m esm o que não sent i sse cor agem o bast ant e para desa fi ar al guém durant e um a bri ga. É o
pode roso que des frut a o mundo; ni n guém resp ei t a um a pessoa fr ac a. É o varoni l que cont rol a
a t erra; as pessoas não dão at enção aos cov ardes. Lhe pedi r am que fi z esse sa cri fí ci o de form a
que el e não rel ax asse e pudesse se r fi si cam ent e fort e. O sac ri fí ci o: um gal o, t rês fa cas, um a
pi m ent a- da-cost a, 3 200 búz i os e fol has de If á (ponh a um gr ão de pi m ent a-da -cost a na á gua
em um a caba ça; dê a água par a o gal o bebe r; o cl i ent e deve ent ão beb er a água rem anesc ent e
na caba ça e com e r a pi m ent a- da- cost a e m ais al guns gr ãos).
Or ácul o 186

Ògúndá-Kànràn

Esse Odù fal a de se usar as cap aci dad es t ant o espi ri t uai s com o i nt el ect uai s par a se
obt er sucesso.

Obse rva ção oci d ent al : Esse é o m om ent o par a o cl i ent e m udar de t rabal ho.

186 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ò gúndá kan, Òk ànràn kan, Òkàn ràn- kàngún- kànge di vi nou


pa ra E gún gún, que est ava em um com ér ci o im produt i vo.
El e di sse que o sofri m ent o del e t eri a fi m aqu el e ano. el e dev eri a sacri fi c ar
um a c est a de obì e um pacot e de chi cot es.
El e ouvi u e sacri fi cou.

186 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ò gúndá o awo das m ãos. Òkàn ràn o a wo dos pés.


Foi di t o que am bos t rari am boa sort e à Terr a,
l o go, el es deveri am sacri fi c ar um a ovel ha.
El es ouvi ram e sac ri fi ca ram .

240
Or ácul o 187

Òkànràn-Sá

Esse Odù fal a de se saber quando evi t ar confront a ções.

Obse rva ção oci d ent al : Confl i t os em um a soci ed ade devem ser deci di dos paci fi cam ent e.

187 – 1 ( Tradu ção do verso)

Aki n é associ ado com o pri ncí pi o do "com b at er e evi t ar ".


Qual qu er aki n (pessoa val ent e) que sabe com o l ut ar m as não se evadi r de c ert as lut as , será
c apt urado por out ro aki n.
Is t o foi di vi nado pa ra Aki nsu yi , que foi a consel hado a sac ri fi ca r de modo a sem pre ser
r espei t ado.
O sacri fí ci o: um a gal i nha d’Angol a, 3 200 búz i os efol has de If á (e wé i m o-ope, oj el eew é, ew é
Ol usesaj u para faz er um a i nfusão que será usada para banha r o cl i ent e, que deve rá sem pre se
cob ri r com t eci do et u).
El e ouvi u e sacri fi cou.

187 – 2 ( Tradu ção do verso)

Enx adas não cult i vam um a roça por si só. Nós, seres hum anos som os a forç a por det rás del as.
Ma chados não podem em pre ende r nada com êxi t o. Nós, ser es hum anos som os a for ça que os
põem a t rabal ha r. Os al fan ge s não podem por si só abri r um a cl ar ei ra. Nós, seres hum anos
som os o seu auxí l i o. Um i nham e col oc ado dent ro de um pil ão não pode moe r a si m esm o, m as
nós seres hum anos o aj udam os. Mas, quai s fo rças est ão t rab al hando no aux íl i o à hum ani dad e,
di fe rent es de Ol orun e dos própri os ser es hum anos? Is t o foi di vi nado pa ra o el efant e e para os

241
ser es hum anos. Foi pedi do ao el ef ant e que fiz esse sa cri fí ci o de m odo que os se res hum anos
não pudesse c api t ura- l o.
O sac ri fí ci o: dez essei s ca ram uj os, 660 búzi os e fol has de If á (as fol has de owo e os ca ram uj os
dev em ser coz i dos e com i dos de m anhã, ant es que o cl i ent e fal e com qual quer out r a pessoa ).
O el ef ant e se re cusou a f az er o sa cri fí ci o. Os seres hum anos segui ram a ori ent aç ão e
sa cri fi c aram .

242
Or ácul o 188

Òsákànràn

Esse Odù fal a do sacri fí ci o de form a a evit a r i nfort úni o e assegura r t ranqui l i dade.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e é propenso à i rri t aç ão

188 – 1 ( Tradu ção do verso)

Osak anr an foi di vi nado par a o ant í l ope,


que pedi u um sacri fí ci o para que el e não m orr esse com o resul t ado de inci dent es i nsul t ant es.
O sacri fí ci o: um gal o, um a quant i dad e de al j avas, a rcos, fl ex as e 2 200 búz i os.
El e ouvi u m as não sacri fi cou.
El e al egou que seus chi fr es ga ra nt i am sua i m uni dad e a insul t os.
El es di sser am que i ni mi gos t ra ri am -l he probl em as de lu ga res di st ant es.
El e di sse el e depend eri a dos seus chi fr es.

188 – 2 ( Tradu ção do verso)

A pessoa que não pode sofre r i nsult os dev e const rui r sua cas a em um a áre a sepa rad a.
Is t o foi di vi nado pa ra o Ìgbí n (ca ram uj o),
a quem foi pedi do que sacri fi c asse um a t art aru ga e 18 000 búz i os.
Ìgbí n sa cri fi cou, e el e foi assegur ado que el e goz ari a de paz e t ranqui l i dade na c asa que el e
const rui u.
É di t o que as pessoas nunc a j ej uam na casa do ca ram uj o e que ni ngu ém chora na c asa de Ahun
(t a rt aru ga ).

Or ácul o 189

Òkànràn-Ká

Esse Odù fal a de cor agem e honest i dade para se prev eni r de i nfort úni o.

243
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e t em que sust ent a r o que el e a credi t a.

189 – 1 ( Tradu ção do verso)

Lu t ando na fr ent e, l ut ando na ret agua rda, se não r esul t a na m ort e da pessoa, norm al m ent e f az
del a um com panhei ro val ent e que, por l ut ar, adqui r e honr a e ri quez a. Ist o foi di vi nado par a a
t art a ruga, a quem foi pedi do que sac ri fi casse um carn ei ro, 2 400 búz i os e fol has de If á de
m anei r a a não m orr er com o resul t ado de um a lut a.
El a ouvi u e sacri fi cou.
Fol h as de Ifá for am pr epar adas par a el a com a prom e ça de que el a nunca m orr eri a dur ant e
um a bat al ha. Foi di t o que el a nunca seri a mort a durant e l ut as que são conh eci das pel o m undo.
Nunc a fo ram m ort os ca rnei ros durant e bri gas.

189 – 2 ( Tradu ção do verso)

Não há ni n guém cuj a cas a sej a inc apaz de se t ornar um a faz enda. Não há ni ngu ém cuj a
f az end a sej a i ncapaz de se t ornar um a faz end a enorm e e vel ha. A honest i dade em m im não
pe rm it i rá que a faz end a se t orne um t erreno bal di o. Não há ni ngu ém cuj a mort e não possa
l eva r, e não há ni n guém cuj o o fi l ho a m ort e não possa l evar, ex cet o Orunm i l a, m eu senhor,
àbi kú- ji gbo, e aquel es dent re os fil hos de Edùm arè que são honr ados.
If á foi consul t ado para Ap at a (ro cha ), que pedi u um sa cri fí ci o pa ra que el e nunca pudess e
m orr er, de form a que as gram a pode ri a c resc er.
O sacri fí ci o: um a ovel ha, 2 200 búzi os e fol has de If á.
El a segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Or ácul o 190

Ìká-Kònràn

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra evit a r as conseqüên ci as de ações


m al i gn as.

Obse rva ção oci dent al : Um a im port ant e es col ha est á pendent e — Um a deci são deve se r
t om ada sobre o que é ce rt o e bom .

244
190 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -Kònr àn foi di vi nado par a Eka, a quem foi di t o que a mort e est av a chendo par a el e devi do
aos seus m aus at os. S e Eka não desej ass e m orr er, dev eri a el e sa cri fi c ar um a ovel ha e as
roup as pret as que est av a usando. El e deveri a t am bém par ar de ser m au e vest i r roup as bran cas
dal i pra fr ent e.
El e ouvi u as pal avras m as se r ecusou a sacri fi ca r.

190 – 2 ( Tradu ção do verso)

It o di vi nou par a Owó (as m ãos),


que foram ori ent adas a faz er sacri fí ci o de m odo a sem pre t er em coi sas boas
e nunca ex peri em et ar o m au.
O sacri fí ci o: um pom bo bran co, um a gal i nha branc a, 20 000 búzi os e fol has de If á.
El as ouvi ram m as não sac ri fi ca ram .
El es ent ão di sseram : As m ãos sem pre ex pe ri m ent arão do bem e do m al .

Or ácul o 191

Òkànràn’Túrúpòn

Esse Odù fal a do conhe ci m ent o de Òrúnm ì l à sobre t odas as coi sas, i ncl ui ndo a a rt e da
m edi ci na t radi ci onal .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e não est á sendo honest o com o Ba bal áwo.

191 – 1 ( Tradu ção do verso)

245
È at rav és do est udo de If á que a pessoa ent end e If á. É perd endo-se pel o cam i nho que a pessoa
se fam i l i ari z a com o m esm o. A pessoa sem pre pe ram bul a ao l ongo de um a est rad a que el a
nunc a passou. Ifá foi consult ado pa ra Osan yi n no di a em que Ol odunm a re cobri u um a cab aça e
convi dou a Orunm i l a i r e descob ri r- l a at r avés da consul t a ao orácul o. Osan yi n i nsi st i u em
a com panha r Orunm il a, m esm o sendo a consel hado a fi c ar porque el e est av a em di fi cul dad e.
Osan yi n, por ém , foi i nfl ex í vel . Ant es que el es che gass em l á, Ol odunm ar e tocou o sangue de
sua esposa com um t eci do branco de al godão, gu ardou em um a cab aça sobre a est ei ra na qual
Orunm i l a foi se sent ar enquant o consul t av a If á . Orunm i l a consul t ou If á e di sse,
“ Okanr an’ Turupon”. Após a di vi na ção Orunm i l a soube o que ti nha dent ro da caba ça branc a.
Ol odunm ar e o l ouvou. O runm il a ent ão pedi u que Ol odunm are sa cri fi c ar um cão e um a cab ra.
Ol odunm ar e sacri fi cou. Osan yi n em oci onadam ent e se j unt ou a Orunm i l a na procu ra dos
m at eri ai s pa ra o sa cri fí ci o. Enquant o est ava se esfo rçando pa ra aj uda r a m at a r o ca chor ro, a
f aca que el e est ava segurando esc apou de sua m ão e c ai u sobre a sua pe rna fez endo um a f eri da
m ui t o grand e. Orunm i l a pedi u que l evassem Osan yi n par a a casa de Orunm i l a. Orunm i l a o
cu rou, m as Osan yi n nunca pode ri a usa r novam ent e a pern a pa ra t rabal hos árduos. Orunm i l a
t eve pena del e e deu-l he vi nt e fol has de Ifá pa ra cada ti po de enfe rm i dade, para proporci on ar-
l he um a font e de renda. Foi assi m que Osan yi n se t ornou um herbol á ri o.

Or ácul o 192

Òtúrúpòn Kòràn

Esse Odù fal a de se evit a r pos sí vei s di fi cul dades com as cri anças e i nim i gos.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e t er cui dado em procedi m ent os em pr esari ai s.

192 – 1 ( Tradu ção do verso)

Om ot ol am o yo , I yo wukod e- m aar ’ eni s’ehi n- demi


foi di vi nado pa ra Efunbunm i ,
a quem foi di t o que t eri a vári os fi l hos, m as que el a dev eri a sac ri fi ca r de modo que a cri an ça
que el a est av a c arr egando em suas cost as não se t ornasse um cri m i noso quando cr escess e.
O sacri fí ci o: um pom bo, 4 400 búz i os e fol has de If á .
El a ouvi u as pal avras porém não sacri fi cou.

246
S e t i vesse s a cri fi c ado, a el a seri am dadas fol has de Ifá pa ra banhar a cri ança.
Fol h as de Ifá : Masc er e ol usesaj u e eso em á gu a, ou pi l e as fol has e m i st ur e com sabão -da -
cost a para o uso da c ri anç a quando el a for m ai s vel ha.

192 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ot urupon Konran, Ot urupon Koran foi di vi nado par a Orunm i l a.


Doi s de seus i ni mi gos est avam faz endo um r el at óri o sobr e el e para Èsù e pedi ndo a Èsù par a
os aj uda r a m at ar Orunm i l a. Foi pedi do a O runm il a que fi z esse um sac ri fí ci o com duas
c abaç as, duas gal i nhas e 480 búz i os. El e ouvi u e sa cri fi cou. El e am ar rou as duas c abaç as em
seus om bros e pô-se em m arch a em di re ção ao sant uári o de Èsù par a faz e r o sac ri fí ci o.
Enquant o el e i a, as duas c aba ças bat i am um a cont r a a out r a com o se el as est i vessem diz endo,
" eu m at ar ei Ok anran, eu m at ar ei Ot urupon", e assi m por di ant e. Assi m que el e se ap rox i m ou
do sant uári o de Èsù, os doi s i ni m i gos ouvi ram esse vot o f ei t o pel as c abaç as e pergunt a ram a
si m esm os o que acont ece ri a se Orunm i l a os vi sse, um a vez que ant es de os ver j á est ava
f az endo t al j ura. El es ent ão fugi ram ant es que Orunm il a ch egasse ao sant uá ri o de Èsù. Foi
i sso que Orunm i l a fez para derrot ar os seus ini m i gos.

247
Or ácul o 193

Òkànràn-Òtúrá

Esse Odù fal a de confl i t os em f am íl i a e em out ros rel a ci onam ent os.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e en frent a um confl i t o com par ent es com r el aç ão a
possessões m at eri ai s.

193 – 1 ( Tradu ção do verso)

“ O que voc ê faz pa ra m im , eu faço pa ra você ” sem pre di fí cul t a a resol uç ão rápi da de um a
di sput a.
Is t o foi di vi nado pa ra Ol úko ya,
que foi aconsel h ado a sacri fi c ar par a que a di sput a ent re el e e seus paent es não pr ej udi casse
suas ami z ades.
O sacri fí ci o: quat ro ga l i nhas, az ei t e- de-dend ê e 16 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

193 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òkàn ràn -Òt úrá foi di vi nado pa ra a lí de r das cob ras, que foi avi sado a não ent r ar em um a bri ga
que resul t a ri a em não t er m ai s am i gos ent re seus própri os par ent es. S e a l í der das cobras

248
des ej asse est ar em condi çõ es am i gáv ei s com os seus par ent es, deve ri a sacri fi car ven enos e
fl ex as, um a al j av a, fei t i ços pe ri gosos, um cabri t o e 2 000 búz i os. El a ouvi u as pal avr as m as
não sacri fi cou. C om o r esul t ado, as cob ras nunc a for am am i gas um as das out ras.

Or ácul o 194

Òtúrákònràn

Ésse Odù fal a de se evit a r as conseqüên ci as de m aus com port am ent os.

Obse rva ção oci d ent al : A "bo ca gr ande " do cl i ent e t em caus ado prej uí z o.

194 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òt úr ákònràn, a ci dad e a ci dade est á t ranqüi l a foi di vi sada par a Al afur a.


el es di sser am : Os ani m ai s no bosque nunca argum ent am com o l eopardo; os pássa ros no
bosque nunca a rgum ent am com o fal cão. Os ser es hum anos nunc a argum ent ar ão com i go ac erc a
de m eu ca rát er t am pouco a cer ca sobre m eu t rabal ho. As pessoas não m at arão os cã es por c ausa
de seus l at i dos t am pouco os carn ei ros por seus bal i dos. As pesso as nunca ent ra rão em li t í gi o
com i go. Fol has de If á : Tra ce o Odù Òt úrákònr àn no i ye- ì rosù e r eci t e o en cant am ent o aci m a
nel e ant es de mi st ura r-l o com az ei t e- de- dendê e l am be-l o (pa ra ser usado sem pre que houver
um caso j uduci al ).

194 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ori j i , o Adi vi nho das coi sas boas, consult ou Ifá pa ra Òt ú, que desej ava
desposa r Òkòràn, a fi l ha do Ol ofi n. As pessoas est av am di z endo que i st o c ausari a um a
di sput a. O hom em a quem Òkòràn foi prom et i da com o esposa t i nha gast ado mui t o nel a.
Mas Ori ji , o Adi vi nho das coi sas boas, disse que Òt ú c asari a com Òkòr àn; no ent ant o, el e
dev eri a sacri fi c ar oi t o c aram uj os. um pom bo, 16 000 búz i os e fol has de If á .
El e sacri fi cou.

249
Or ácul o 195

Òkànràn-Atè

Esse Odù fal a da ne cessi dade do cl i ent e se r i ni ci ado.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e t rab al har sua espi ri t ual i dade.

195 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òkàn rà -At è di vi nou par a Eni a yew u,


que foi aconsel h ado a se i ni ci a r em If á, de m odo que sua vi da no mundo pudess e ser
a gr adáv el .
O sacri fí ci o: doi s pom bos, um r at o, um peix e e 3 200 búz i os.

250
Or ácul o 196

Irete-Okanran

Esse Odù fal a da ne cessi dade de c aut el a com rel aç ão a um a conspi r aç ão ent re pessoas
da m esm a i dade da pessoa.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e t er cui dado com com pet i ções no t rab al ho.

196 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ir e t e- Okanr an foi di vi nado para O runm il a no di a em que os bab al awo se reuni r am na c asa do
Ol ofi n pa ra prepa rar veneno com o qual o m at ari am quando al i che ga sse. Foi -l he pedi do que
j ej eu asse ao l ongo daquel e di a pa ra evi t ar ser env enenado. El e dev eri a sac ri fi ca r 3 200 búz i os
e az ei t e- de-dend ê. El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou. Naquel e di a, os babal awo que se
r euni ram na casa deo Ol ofi n ch am ar am Orunm i l a par a que fosse pa rt i ci par com el es de um
banqu et e. Tendo conspi rado j unt o com o Ol ofi n, el es col oc aram veneno nos vi nhos e t am bém
puser am at ara gb a (ven eno que c ausa m ort e) no t eci do e na est ei r a par a Orunm il a. Quando
Orunm i l a che gou na c asa de Ol ofi n, el es l he der am vi nho para beb er.El e ol hou par a aqui l o por
al guns m om ent os e di sse, “o que est á boi ando no pot e (oru )? É veneno que est á boi ando no
pot e. Ir et e- Okanran, não beb erá hoj e, Ir e t e- Okanr an”. Após um curt o espaço de t em po, el es
t roux eram ogu ro (vi nho) para el e, m as Orunm i l a ol hou e disse a m esm a coi sa. Após i sso, o
Ol ofi n col ocou seu If á no chão par a consul t a em nom e do fi l ho pri m ogêni t o del e que est ava
fi n gi ndo est ar doent e. Todos os babal awo present es di sseram que a c ri anç a não morr eri a.
Quando o Ol ofi n pergunt ou a opi ni ão de O runm il a, el e di sse que a cri ança m orre ri a a m enos
que Ol ofi n ent re ga sse seu vest uári o r eal e a est ei r a que habi t ual m ent e est ende em seu t rono de
form a que el es poderi am ser ut i li z ados na fabri c aç ão de um m edi cam ent o par a a c ri anç a.
Ol ofi n que est ava procur ando por m ei os de m at ar O runm il a, pensou t er encont rado um a
ch ance, poi s poderi a pôr at ar agba dent ro do vest uári o e na est ei ra ant es dos ent re ga r para
Orunm i l a. Mas assi m que el es fo ram t raz i dos, um pássaro com eçou a gri t arm pe rsi st et em ent e,
di z endo a Orunm i l a, “Orunm i l a, não sent e- se na est ei r a hoj e, não sent e- se na est ei ra hoj e.
S ent e- se no i fi n, sent e -se no i fi n! ”. Quando el es t erm i nar am de t raz er o vest uári o e a est ei ra,
Orunm i l a pedi u que el es usassem a est ei r a pa ra se sent ar em . El es obede ce ram e foram
env enenados. Orunm i l a dei xou o l ocal sem ser pr ej udi cado.

251
Or ácul o 197

Okànràn’Se

Esse Odù fal a da ne cessi dade de des envol vim ent o espi ri t ual para evi t ar an gust i a e
t ri bul açõ es.

252
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e sof reu um rev és fi nan cei ro.

197 – 1 ( Tradu ção do verso)

Quest õ es de an gúst i a não são bons; um a quest ão probl em át i ca é um m au espet á cul o. Is t o foi
di vi nado para o fi l ho de um hom em abast ado, a quem foi pedi do sac ri fi ca r de modo que el e
não sofresse t ri bul ações.
O fil ho do hom em ri co pergunt ou, “o que é sofri m ent o? ”
El es di sser am : O at o de abran ge r é sofri m ent o; a vont ade das pessoas é an gúst i a.
El e di sse que i sso era bast ant e.
O fil ho do hom em ri co pergunt ou qual seri a o sa cri fí ci o.
El es di sser am : um t e ci do branco, um pom bo, um a ovel ha, um a gal i nha e 20 000 búzi os.

197 – 2 ( Tradu ção do verso)

Le m br e- se do P ossesso r.
Nós nos l em br am os do Possessor, nós ai nda est am os vi vos.
Le m br e- se do P ossesso r.
Nós nos l em br am os do Possessor, nós est am os re goz i j ando.
O Possessor nunca ap al pa no es curo; Edum ar e nunc a t em prej ui z os.
Não há nenhum a t ri st ez a l á na c asa do P ossessor, nenhum a pobrez a ou penúri a.
Orunm i l a Ol owa Ai ye re di sse que se nós nos depar ássem os com qual que r t ri bul a ção,
dev erí am os nos l em bra r do P ossessor.
O Possessor nunca se ent ri st eceu.
O P ossesso r sacri fi cou um pom bo, duas cabe ças de i gu ana, 20 000 búzi os e fol has de If á (a
ser em dadas À pessoa que é apl i cada em seu t rab al ho).

253
Or ácul o 198

ÒséKòràn

Esse Odù fal a da ne cessi dade de um a com p anhei ra na vi da do cli ent e.

Obse rva ção oci dent al : Condi ções de t rab al ho i nconst ant es ne cessi t am de equi l i bri o
em oci on al para se ha rm oniz ar em .

198 – 1 ( Tradu ção do verso)

254
Vo cê não gost a del e, Eu não gost o del e.
A pobrez a cam i nhou por si m esm a.
Is t o foi di vi nado pa ra um a pessoa des afort unad a,
que foi aconsel h ada sacri fi c ar para que pudesse adi qui ri r um a com panh ei ra.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as, doi s chapéus ou dois t urbant es fem i ni nos, 2 000 búz i os e fol has
de If á.
El e não sac ri fi cou.

198 – 2 ( Tradu ção do verso)

S asam ur a di vi nou para OseKonr an,


A quem foi di t o que t eri a i ni m i gos e sucesso sobre el es.
O sacri fí ci o: um a t art aru ga, efun, osùn, 2 400 búz i os e fol has de If á .
El e sacri fi cou.

Or ácul o 199

Okanran-Òfún

Esse Odù fal a do fi m de probl em as e t ri bul ações.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e i rá ex pe ri m ent ar um novo r el aci onam ent o ou aum ent ar
a int ensi dad e de um r el aci onam ent o corr ent e.

199 – 1 ( Tradu ção do verso)

S e al guém t eve m á sort e por l ongo t em po, ist o ser á m udado pa ra boa sort e. Is t o foi di vi nado
pa ra Ok anran -Abas ewol u, que foi aconsel h ado a sa cri fi c ar um pom bo, um a gal i nha e 12 000
búzi os.

255
El e sacri fi cou.

199 – 2 ( Tradu ção do verso)

Àr àbà -nl á ( gr ande al am o) di vi nou par a Okan ran e Ofun.


Foi - l hes cont ado que el es nunca se ri am suj ei t ados a sofr er sem vi ngan ça. Al guém sem pr e se
r ecusa ri a a vê-l os sofr er sem vi n gan ça.
Foi pedi do que sac ri fi cass em um carn ei ro e 2 200 búz i os.
El es sa cri fi c aram para que nunc a sofr essem sem vi nganç a.

Or ácul o 200

Òfún’Konran

Esse Odù adve rt e sobre abuso de poder.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á sendo pr esunçoso.

200 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún ’Kònr àn foi di vi nado par a Ol odunm ar e quando el e est av a se prepa rando pa ra envi ar as
pessoas par a a Terr a.
El es di sseram que Ol odunm are est av a refl et i ndo no c ast i go que os poderosos infl i gi ri am aos
fr acos, no cast i go que os r ei s e che fes infl i gi ri am às pessoas que foram di st it ui das ou em
pe ri go. El e vi u pessoas i nocent es sendo m ort as na Ter ra e desej ou defend er aquel es que não
t i nham chan ce de se vi n ga r.

256
Foi pedi do para El e sac ri fi ca r um a t art aruga, um a fa ca, um a rco e um a fl echa, um a pi m ent a e
18 000 búzi os. S e El e sacri fi c asse, poderi a os dei x ar l i vre na Te rra.
El e sacri fi cou.

Or ácul o 201

Ògúndá’Sá

Est e Odù fal a de ganho m onet á ri o par a a pesso a verd adei r am ent e espi rit ual .

Obse rva ção oci d ent al : For ça no t rab al ho conduz a ganho si gni fi c ant e.

201 – 1 ( Tradu ção do verso)

C el i bat o foi di vi nado par a If á quando o mundo t odo est av a diz endo que i fá est ava só. F oi
pedi do a If á que es col hesse um a com panhei r a. If á di sse que escol heu di nhei ro com o sua
com panh ei ra. Foi pedi do a el e que sacri fi casse um pom bo e 24 000 búz i os. El e sac ri fi cou.

201 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ò gúndá ’S á foi di vi nado pa ra o r ec ém -nasci do.


El es di sser am que sa cri fí ci o e ra necess ári o se o bebê fosse vi ver e apr eci ar a vi da.

257
O sacri fí ci o: um a gal i nha d’Angol a, um pom bo e 24 000 búz i os.
El e ouvi u e sacri fi cou.

Or ácul o 202

Òsá’Gúndá

Esse Odù fal a de boa sort e que não vem sem sac ri fí ci o.

Obse rva ção oci d ent al : Há al guém que o cl i ent e não deve confi a r.

202 – 1 ( Tradu ção do verso)

Osa ’Gunda pode l ut ar. Oi der e, o awo de Igba do, Al uko, o awo de Igba do, Ai j agogorogo, o
awo de Ol i bar a, t odos di vi na ram pa ra Oli ba ra. Oi de re, o awo de Igb ado, di sse que descobri u
boa sort e par a Ol i bara. ent ão Ol i bar a deveri a sacri fi c ar um pom bo, um a ovel ha e 44 000
búzi os. El e sacri fi cou. Al uko, o awo de Igb ado, di sse que el e vi u nasci m ent o de fi l hos (t ant o
Oi de re quant o Al uko er am ext ran ge i ros); ent ão, Ol i bara deve ri a sa cri fi c ar um a gal i nha, um a
c abra e 32 000 búzi os. Ol i bara sa cri fi cou. Aij a go go rogo, o awo da c asa de Ol i bara, que previ u
um a gu er ra. El e t am bém pedi u que Ol i bara sa cri fi c asse: um carn ei ro e 66 000 búz i os. el e
di sse que se Oli ba ra não ofer ec esse o sa cri fí ci o, have ri a gu err a em onz e di as. Ol i bar a não
of ere ceu o sacri fí ci o. No déci m o pri m ei ro di a, a guer ra vei o. Ol i bara fugi u da ci dad e.

202 – 2 ( Tradu ção do verso)

258
S un-m i s’ebe, S un-m i s’aporo consul t ou para Ai kuj egun re (t i po de e rva) e Ol oko ( faz endei ro ).
Ai kuj e gunr e foi a consel hado a sac ri fi ca r um ca ram uj o, um a gal i nha e um carn ei ro. El es
di sser am a Ai kuj egun re que não m orre ri a m as est a ri a enr aiz ado e col oc ado em um alt o obj et o
a ci m a do chão.
Ai kuj e gunr e sacri fi cou. Ao faz endei ro foi pedi do que ofer ecess e em sa cri fí ci o um c arnei ro,
um al fan ge e 66 000 búz i os de m odo que el e não m orr esse. El e sacri fi cou. Quando o
f az end ei ro est av a c api nando, el e j unt ou Ai kuj egunre com o al f ange em um l u ga r. Ai kuj egunre
di sse, “Eu m e fa ço not ar sendo reuni do, assim m e aj ud e a fal ar para m eus pai s no C éu”.
Quando o faz endei ro fi nal iz ou a c api nagem e j unt ou a erv a cham ad a Ai kuj egunr e com um
al f ange e o col ocou em um t ronco, a e rva di sse, “di ga- m e pai do C éu que eu sou not ável ”.
Ent ão, as ult i m as pal avr as usual m ent e f al adas pel a erv a são: “qu e ofaz endei ro não m orr a. Que
eu t am bém não m orr a, de fo rm a que am bos perm an eçam para sem pre ”.

259
Or ácul o 203

Ògúndá’Kaa

Esse Odù fal a da ne cessi dade de c aut el a e sacri fí ci o pa ra sol uci onar probl em as
m onet ári os.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e se depar a com confl i t os ou a cusa ções no t rab al ho.

203 – 1 ( Tradu ção do verso)

Orunm i l a di sse Ogund a’K aa, Eu di go O gund a’K aa.


Is t o foi di vi nado pa ra Om ot ad e.
el es disse ram que est am os supli c ando a Orunm il a para im pedi r que Om ot ade fosse cont ado
com o l adr ão.
O sacri fí ci o: quat ro ga l i nhas, rat os, peix e, az ei t e- de-dend ê e 8 000 búz i os.
El e sacri fi cou.

203 – 2 ( Tradu ção do verso)

O gunda ’Ka a foi di vi nado pa ra Orunm il a, o rei , que est ava com probl em as.
Foi - l he asse gu rado que conse gui ri a al gum di nhei ro l ogo.
O sacri fí ci o: doi s pom bos e 2 000 búzi os,
el e sacri fi cou.

260
Or ácul o 204

Ìká-Ògúndá

Esse Odù fal a de sac ri fí ci o a Ogun par a desenvol v er co ra gem em al guém t ím i do.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á fi ngi ndo um probl em a que não exi st e.

204 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ò gún prova m i nha i nocen ci a


Ò gún, por favor m e apói e.
Não há ni n guém com probl em as que não peç a auxí l i o a Ò gún.
Quem quer que sej a que fa ça o bem rec eber á o bem .
É um a pessoa em pa rt i cul ar que Ògún auxi l i ar á.
Is t o foi di vi nado pa ra Adet ut u, o fi l ho do cova rde que respi r a m edrosam ent e, que era m ei o-
m ort o ant es da bri ga.
El e foi aconsel hado a sa cri fi c ar um c ão, az ei t e- de-dend ê, i nham e ass ado e vi nho de pal m a.
El e ouvi u m as não sacri fi cou.

Or ácul o 205

261
Ògúndá-Òtúrúpòn

Esse Odù fal a de boa fort una r esul t ant e de m el hora de com port am ent o.

Obse rva ção oci d ent al : Di fi cul dades e bl oquei os são di ssol vi dos com des envol vim ent o
espi ri t ual .

205 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ò gún di r eci onou boa sort e par a a casa de Ot urupon.


Is t o foi di vi nado pa ra as pessoas em If e- Oo ye .
El es di sser am que um ano de ri quez as t i nha vi ndo, um ano de abund ânci a,
um ano de nasci m ent o de mui t as c ri anç as.
Foi - l hes pedi do que sac ri fi cass em dez pom bos, dez gal i nhas e 20 000 búz i os de fo rm a que
el es não di sput ari am novam ent e.
El es of ere ce ram o sa cri fí ci o.

205 – 2 ( Tradu ção do verso)

As á rvores est ão sent i ndo dores de c abeç a na fl orest a.


O Iro ko est á sent i ndo dor no pei t o.
A árvo re curat i va est á rem edi ando a todos.
Is t o foi di vi nado pa ra Ò gún e Ot urupon.
De m anei r a a com port ar- se bem , foi - lhes pedi do que sa cri fi c asse um cão, az ei t e-de -dend ê, um
gal o e 18 000 búz i os.
El es of ere ce ram o sa cri fí ci o.
Ò gún ent ão deu Ot urupon boa sort e.
Ò gún li bert ou Ot urupon da es cravi dão. Nós est am os r egoz i j ando, nós est am os dançando.

Or ácul o 206

Òtúrúpòn-Egúntán

Esse Odù fal a do present e, sendo um m al m om ent o par a um a nova c ri anç a, m as m ant ém
um a gra nde prom essa pa ra o fut uro.

262
Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e t ev e rec ent em ent e perd eu um a c ri anç a, ant es ou l ogo
depoi s do nas ci m ent o. Al gum a coi sa est ava err ada com a c ri anç a.

206 – 1 ( Tradu ção do verso)

Os ram os do i roko deve ri am ser podados enquant o a árvor e é j ovem . Quando fi c a vel ha e alt a,
seus gal hos j á não podem ser fa ci l m ent e cort ados. Ist o foi di vi nado pa ra Òt ú, a m ãe de um
beb ê novo. El es disse ram que a cri anç a seri a um l a crão quando cr esc esse. Foi pedi do pa ra que
os pai s of ere cessem sacri fí ci o para que a cri an ça pudess em obede ce- l os. O sacri fí ci o: um
c aram uj o, um pei x e a ro, um pom bo, um a banana, 66 000 búz i os e fol has de i fá. S e o sacri fí ci o
for r eal i z ado, as fol has eso são as fol has de If á a ser em usad as. Esprem er as fol has em água
com fl ui do do car am uj o e banh ar a cri an ça. S e a cri anç a cr esce r, dar- lhe um a sopa fei t a com
fol ha eso, ca ram uj o ou pei x e aro para com er. El a t am bém deve com e r ban anas.

206 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ot urupon- Egunt an foi di vi nado par a Orunm i l a.


El es di sser am que a esposa de Orunm i l a conc ebe ri a.
Foi pedi do que Orunm i l a of ere cess e sac ri fí ci o par a que a cri ança vi esse em um m om ent o m ai s
propí ci o a el es.
O sacri fí ci o: um a gal i nha gr and e, um a c abra e 66 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Or ácul o 207

Ògúndá-Túrá

Esse Odù fal a da saúde do cl i ent e, el e sent i ndo-se fi si c am ent e doent e com o resul t ado
de pressão e i nim i gos.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e é hi pocondrí aco.

263
207 – 1 ( Tradu ção do verso)

S akam da (Eu sou bast ant e li m po) foi di vi nado pa ra Ot a (ped ra) na á gu a.
Nós t em em os a doenç a. Foi pedi do a Ot a- mi não t em ar a doenç a e l he foi pedi do que
of ere cesse sacri fí ci o de fo rm a que el e perm anec esse fix o.
O sacri fí ci o: um ca ram uj o, um pom bo, 32 000 búz i os e fol has de If á .
El e sacri fi cou e se vi u l i vre de doenç as.

207 – 2 ( Tradu ção do verso)

O gunda -Tu ra. É bom que perm i t e à pessoa supe rar um ini m i go. Um a pessoa m al favor eci da
pode ser f aci l m ent e at r ai da pel o seu i ni m i go.
Quem m e pari u?
Ò gúndát at úráp a, faç a com que m eus i ni m i gos c ai am um após o out ro e m at e -os em gra nde
quant i dad e. Eu não deveri a conhe cer qual quer i ni m i go ou qual quer oponent e.
Quem é um a pessoa m al favor eci da?
Um a pessoa m al favor eci da é aqu el a a quem a m ai ori a das pessoas ac redi t a est ar a rrui nad a e
el a ai nda pens a que é m uit o am ado. Em vent os fort es, pl ant a egbe e cai um a sobre as out ras;
de cert a form a, m eus i ni m i gos m orre rão um após out ro. El es nunca se aj udar ão m ut uam ent e;
os l a ga rt os m achos não aj udam uns aos out ros em um cu rt o espaço de t em po.
Fol h as de Ifá : Tr ac e o Odù Ogunda- Tur a no pó de ì rosù e i nvoque If á com o det erm i nado
a ci m a. Um a pequ ena porção do pó deve ser col oc ado no t opo da cabe ça e esf regado da t est a à
pa rt e inf ero- post eri or da cab eça. Is t o deve ser f ei t o pel a m anhã, à t ard e ou a noi t e at é o pó
a caba r. É par a ser ut i l iz ado apenas um a vez ao di a.

264
Or ácul o 208

Òtúrá-Egúntán

Esse Odù fal a da ne cessi dade de r em over energi as negat i vas do cl i ent e.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e ne cessi t a de puri fi ca ção par a rem ove r energi a
espi ri t ual ne gat i v a.

208 – 1 ( Tradu ção do verso)

El es fi z er am m ui t o m al a m i m . Eu não sou m acul ado; el es não m e podem supera r; el es est ão


am al di ço ando, j urando, e m e des ej ando m al . Ot ur a-E gunt an di sse que eu não deve ri a t er m edo
nem se preocup ar com el es. El e prom et eu corri gi r m eus cam i nhos de fo rm a que eu possa vi ver

265
um a vi da m el hor. El e di sse que m i nha vi da seri a prósper a. É Ot ur a- Egunt an que que l ava
m i nha c abeç a de m anei ra que nenhum a m al di ç ão, m al edi c ênci a, fei t i ço ou en cant o m e a fet e.
Fol h as de Ifá : Quei m ar j unt o fol has ol usesaj u, i fen e eso. Mi st ure o pó com sabão- da- cost ae
col oque -o em um a caba ça. Jogue um pouco de pó de i yè - ì rosù sobre o sab ão, t rac e o odù sobr e
el e e i nvoque o en cant am ent o aci m a. Uti l iz ar par a t om ar banho.

Or ácul o 209

Ògúndáketè

Esse Odù fal a de doi s conc ei t os im port ant es: o pap el de El e gb ara (E s u) com o um
m ensa gei ro ent r e os ser es hum anos e Deus; e E gúngun ( anc est rai s) com o o cam i nho
dos ser es hum anos pa ra a suprem a ci a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á sendo dom i nado por um a fem e a.

209 – 1 ( Tradu ção do verso)

Os pesc adores não sabem em qual lu ga r o m ar obt em suas á gu as nem a ori gem da l ago a. Ist o
foi di vi nado pa ra El egbar a, a quem foi di t o que el es deve ri am supl i ca r a el e um a va ri edad e de
coi sas de m odo que el e ca rre ga sse seus sacri fí ci os para o C éu.
Orunm i l a pergunt ou com o El e gb ara conse gui ri a m ost ra r pa ra el es que os seus sacri fí ci os
t i nham al can çado o C éu. El egbar a di sse que qual quer um cuj o sacri fí ci o t enha si do ac ei t o
sab eri a por si só que el e foi ac ei t o. Quando as pessoas que nunc a ofer ece ram sac ri fí ci o

266
fi z erem um a ofert a, el es t êm que diz er: Meu sac ri fí ci o che gou ao m ar e à l agun a. El e se rá
a cei t o. Mas qual que r um que t enha ofe reci do sac ri fí ci o, e o sac ri fí ci o foi a cei t o, t em que
di z er: Meu sa cri fí ci o al can çou o C éu. Foi pedi do a El e gba ra que sac ri fi cass e de form a que as
pessoas do m undo o obedec essem .O sacri fí ci o: um a palm ei r a, um a corda de esc al ar, um gal o,
um òkét é e 66 000 búzi os. el e ouvi u e ac ei t ou.

209 – 2 ( Tradu ção do verso)

S e nós desej am os m ent i r, nós pare ce rem os est a r a gi t ados. S e nós desej am os diz er a verd ade,
nós pare ce rem os est ar confo rt ávei s. Nós não podem os engan ar um ao out ro quando es t am os
c ara a c ara. Ist o foi di vi nado par a Ò gún, que est ava indo r eal i sar os rit uai s prescri t os pel a
I ya l od e nas ruas. Todas as m ul he res est avam cast i gando t odos os hom ens. Foi pedi do que
Ò gún sacri fi c asse um boné, um c ão, 14 000 e al gum as out ras coi sas desconhe ci das por não
i ni ci ados. El e sacri fi cou.
Depoi s di sso, o m i st é ri o de E gúngún e de out ros cul t os que cob rem as suas fa ces, c abe ças ou
co rpos i nt ei ros ti ve ram i ní ci o. As mul her es er am ant i gam ent e as cont rol ado ras dest e mi st éri o.
El as assust ar am os hom ens com el e e não obede cer am os hom ens mui t o. Os hom ens,
esp eci al m ent e Ògún, descob ri ram um m odo m el hor que o m odo das mul her es.

267
Or ácul o 210

Irete-Egúntán

Esse Odù fal a da ne cessi dade de i ni ci aç ão.

Obse rva ção oci dent al : Desenvol vi m ent o espi ri t ual az -se é necess ári o para paz e
prospe ri dade.

210 – 1 ( Tradu ção do verso)

Tet e, venha e aj a de form a que el es possam ser conform ados.


Is t o foi di vi nado pa ra P èr ègún (pl ant a de c erc a),
a quem foi pedi do ofe re cer sacri fí ci o de form a que pudesse sent i r- se
bem sendo i ni ci ado em If á .
O sacri fí ci o: um a banana, m ant ei ga de cari t é e 44 000 búzi os.
El e sacri fi cou. El e foi i ni ci ado.
El es di sser am que el e se sent i ri a bem . De f at o, P èrè gún se sent i a m ui t o t ranqui l o e
con fort ável .

210 – 2 ( Tradu ção do verso)

Bo a sort e vei o par a m im .

268
Is t o foi di vi nado por Orunm il a ao r ei quedo el e est ava em desgra ça.
El e di sse que um ano de sort e est ava por vi r.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse um pom bo, um a gal i nha, um c am ar ão (ed e) e 2 000 búzi os.
El e sacri fi cou.

Or ácul o 211

Egúntán’sé

Esse Odù fal a para não c ast i gar pesso as por suas car act e rí st i c as fí si cas.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e m ar cha pel a t oque de seu própri o t am bor.

211 – 1 (Tr aduç ão do verso )

Ò gúndá ofend eu a ni n guém , Ò gúnd á não m achucou ni n guém . É proi bi do, não é bom cast i gar
Ò gúndá.
Is t o foi di vi nado pa ra Ol ówó,
a quem foi pedi do que ofer ecess e sac ri fí ci o par a não ser puni do durant e sua vi da.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha e 44 000 búzi os.
El e ouvi u e sacri fi cou.
Honr ai s e r espei t ai s os out ros; é m el hor deix ar o fi l ho de um hom em honrado im pune. Um a
á rvore é resp ei t ada por caus a de seus nós [de m adei ra] ; Ent ão t am bém é um resp ei t ado um
hom em al bi no por c ausa do Òrì sà. Vo cê deve t oda a honra mi m .

269
Or ácul o 212

Òsé-Egúntán

Esse Odù fal a do im pedi m ent o de boa fort un a.

Obse rva ção oci dent al : Mudanças r ápi das em at i vi dades t em porai s i rão resul t ar em
ganhos.

212 – 1 ( Tradu ção do verso)

P obrez a e sofri m ent o t erm i nam foi di vi nado pa ra Tot o.


Foi pedi do a Tot o ofe re cer sacri fí ci o de fo rm a que el e seri a sem pre ri co.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha, um a gal i nh a e 32 000búz i os.
El e ouvi u e sacri fi cou.

212 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìs é- E gúnt án, nós conh ec em os bom t raj e em À gb e.


Ìs é- E gúnt án, nós conh ec em os bom t raj e em Àl ùkò.
Ìs é- E gúnt án, nós conh ec em os bom t raj e em Odi de re.
Toda boa sort e est á nas m ãos de Ol ókun — Ol ókun o che fe de t oda á gua.
Ìs é- E gúnt án Tot o com anda a t oda boa sort e venha a m im .
Fol h as de Ifá : pul veri z e as penas à gb e, àl ùkò e i koode com fol has de t ot o;
col oque em um a quant i dade de sabão- da- cost a corr espondent e a 2 000 búz i os e t ra ce o odù
Òsé -E gúnt án nel e; usar pa ra banho.
Not a: Em qual que r m om ent o que a pena de um àgbe é m enci onad a, sai ba que um a pen a de
r abo deve rá ser usad a.
Todos os m at eri ai s a ser em usados par a a wure (m edi cam ent o para sort e boa ) deve est ar li m po,
pe rfei t o e em bom est ado.

270
Or ácul o 213

Ògúndá-Fú

Esse Odù fal a de possí vei s di sput as sobre posses.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á se dep arando com al gum a esp éci e de di st ri bui ç ão
de heran ça ou cri an ças que sent em que os pai s não os est ão t rat ando i gu al m ent e.

213 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ò gúndá, dê o cont r at o ao dono. S e voc ê não der o cont r at o ao dono, tom al o- ei de t i à for ça e
bri ga rei , em bor a eu não t er adent rado à sua casa procur ando bri ga.
Is t o foi di vi nado pa ra um vi aj ant e que se hosped ari a na c asa de um hom em av aro. Foi pedi do
que el e of ere cesse sacri fí ci o par a que não perd esse seus pert enc es pa ra o pat r ão av aro.
O sac ri fí ci o: um a gal i nha, 12 000 búz i os e fol has de If á (pi l ar fol has de t agi ri e eesi n- war a e
um a quant i dade de sabão -da- cost a equi val ent e a 12 000 búzi os: col ocar em um c ant o da c asa e
ve rt er o sangu e da gal i nh a nel e; usa r par a banho).

213 – 2 ( Tradu ção do verso)

Dê par a m im , eu não vou dá- l o a você. Nós não podem os lut ar em ci m a de cont as t odo o
c am i nho para O yo e at é que nós chegam os à cas a do Ol ofi n. S e nós l ut am os secr et am ent e, nós
dev em os fal a r a ve rdad e no di a em que a bri ga al can ça o rei ..
Is t o foi di vi nado pa ra o r ei quando um saco de cont as foi t raz i do por gu ardi ões e que m ai s
t ard e deci di ram enven ena r o propri et ári o das cont as de m odo que as m esm as fi cass em pa ra
el es.
Foi pedi do que sac ri fi cass e um pom bo e 2 000 búzi os.
A hi st óri a da quest ão: Havi a um hom em com doi s fi l hos. É um cost um e em nossa t erra que os
f am il i ar es não perm i t am aos fi l hos de um pai fal eci do t er qual quer coi sa for a do propri edade
do pai del es. P or est a r az ão, a f am íl i a do pai dos doi s fi l hos fal e ci do t om aram a propri ed ade e
a di vi di ram t ot al m ent e ent r e el es.

271
Est es doi s fi l hos roub aram um a bol sa de cont as e a m ant i veram escondi d a em al gum lu ga r, e
vend eram as val i osas cont as um a a um a. quando a bol sa fi cou quase vaz i a, e m ai s da m et ade
j á se fora, o fi l ho m ai s vel ho quis en ga na r seu i rm ão. El e l evou as cont as rest ant es ao rei para
cust ódi a e fal ou pa ra seu i rm ão que as cont as t i nham si do roubadas. Al ém di sso, o rei t am bém
est av a pensando em um m odo de m at ar o fi l ho m ai s vel ho de form a a poder m ant er as cont as
consi go.

Or ácul o 214

Òfún-Egúntán

272
Esse Odù fal a das consequ ênci as de se i gnor ar com port am ent o m oral e sacri fí ci o.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á envol vi do ou desej oso de um possí vel
r el aci onam ent o sex ual noci vo.

214 ( Tradu ção do verso)

Osupaj erej ere, advi nho de Oni bar a, di vi nou para Oni ba ra, a quem foi pedi do que sacri fi casse
um ca rnei ro e 22 000 búzi os de modo que el e não ent rasse em probl em as por caus a de um a
m er et riz .
Oni ba ra não ofer ec eu o sac ri fí ci o.
El e pergunt ou que ti po de probl em a poderi a ofe re cer um a m eret ri z a el e, o l í der de um a
na ção?
A hi st ori a de Oni ba ra após el e t er re cusado sa cri fi c ar: No ano que Ifá foi consult ado para
Oni ba ra, um a mul her ch egou de um a t er ra l ongí qua pa ra desposa -l o. A m ul her foi prost i t ut a.
Vá ri as pess oas que a conhe ci am e aqu el as que ouvi r am f al ar sobre el a vi er am para pr eveni - lo
a não se c asar com el a. Oni bara sendo um rei , r egei t ou a advert ê ci a das pessoas. El e se
r ecusou a desprez a r a m ul her poi s el a er a m uit o boni t a. A im a gem dest a m ul her ocupou a
m ent e do rei de m anei ra que el e não er a capaz de repel i r ou m udar os pedi dos da mul he r. A
m ul her di sse ao r ei que não com i a out ra coi sa senão c arne, ent ão o rei m at ou t odas as aves,
c arnei ros e c apri nos que el e ti nha par a a causa da m ul her. Ent ão o rei com eçou a arm ar
a rapuc as par a as aves, c arn ei ros e c apri nos que pudessem ent r ar no seu pal áci o. Qu ando o
dono vi esse procur ar o anim al no di a segui nt e, o rei di ri a que el e l he est ava cham ando de
l adr ão. Mas quando não t i nha m ai s aves, c arnei ros e c apri nos na vi zi nhan ça, o rei pensou em
um a out rra m anei r a par a obt e r carn e para a m ul her. ent ão el e consegui u um fei t i ço com o qual
as pessoas se t ransform av am em t i gr es. Após i sso, o rei i a t oda m anhã at é os post es onde os
ani m ai s eram presos pa ra ao abat e e os l evavam dal i . C onsequent em ent e, as pessoas
com e ça ram se cansa ram com os horro res que o t i gr e est av a c ausando pel o assassí ni o de seus
ani m ai s dom ést i cos. Os c aç adores da viz i nhanç a fi z eram um a vi gi l i a e at i rar am no ti gr e.
Quando el e foi at i n gi do pel as fl ex as, fugi u e foi cai r na fr ent e da casa de Oni ba ra. Int o
oco rreu nas pri m ei ras horas da noit e à l uz da l ua. Quando am anhe ceu, Oni ba ra foi encont r ado
na pel e do t i gre; t odas as fac as que el e usou par a pe rfur ar as vít i m as est av am em suas m ãos e
o ani m al que el e havi a ab at i do est av a ao l ado del e. As pessoas se surp reend er am em ver que o
r ei del as t eve t al hábi t o rui m . Ent ão el as a char am um l uga r depress a para o ent er rar
se cret am ent e. El as l ev aram cabo da m ul her, a m at ar am , e a ent e rra ram na abóbada de Ob a.
Desd e est e t em po, se um t i gre é m ort o, sua fa ce é cobe rt a, e será l ev ado para um l u gar se cret o

273
ant es de ser esfol ado. Isso é por que um ti gr e é ch am ado de rei . P rové rbi o: Um ti gre, apesa r
de sua m al dade, pedi u par a as pesso as que não deix em sua fac e descob ert a.

Or ácul o 214

Òsá-Ká

Esse Odù prev ê um novo bebê e fal a da prot e ção do segredo de al guém .

Obse rva ção oci dent al : Um com ent á ri o sobr e um ant i go em pr egado pode caus ar
probl em a par a o cl i ent e.

215 – 1 ( Tradu ção do verso)

274
Òsá c am i nha ao redor di vi nou par a um re cém - nasci do. Foi predi t o que el e seri a um
ap aix onado por vi aj ar pel o mundo quando el e fosse m ai s vel ho.
el es disse ram : Um sac ri fí ci o deve ser fei t o de m odo que el e possa t er um a habi t aç ão em t er ra
e possa est ar m ui t o bem .
O sacri fí ci o: um ca ram uj o, um ai ka (ani m al espe ci al do m at o), sab ão-da -cost a, 32 000 búz i os
e fol has de If á . As fol has de If á dev em ser m oi das e cozi das na sopa com ai ka ou ca ram uj o
pa ra o cl i ent e bebe r e as fol has de If á devem se r m ist urad as no sab ão-da -cost a.

215 – 2 ( Tradu ção do verso)

P al avr as part i cul ar es torn a-se -ão públ i cas foi di vi nado por Ayéko gb ej e. Um con fi dent e est á
r evel ando segredos. Foi pedi do que sacri fi c asse para que não fiz esse coi sas ve rgonhosas em
se gr edo, e que seus se gr edos não fossem di vul gados.
O sac ri fí ci o: um car am uj o, az ei t e- de- dênde, banha de òri , um pom bo, 66 000 búzi os e fol has
de If á.
El e ouvi u e sacri fi cou.

Or ácul o 216

Ìká-Sá

Esse Odù adve rt e às pessoas a não faz er em nada desonest o.

Obse rva ção oci d ent al : Confus ão em oci onal pode l evar a de ci sões peri gosas.

216 – 1 ( Tradu ção do verso)

Um m al c arát e r ger a um cov arde


foi di vi nado pa ra um l adr ão.
El es di sser am que um l adr ão não se ri a t ão br avo quat o o prop ri et ári o.
O l adrão foi advert i do a sacri fi c ar de m anei r a a adqui ri r coi sas faci l m ent e ou honest am ent e.

275
O sac ri fí ci o: quat ro c aram uj os, 8 000 búz i os e fol has de If á (woro e èso par a serem coz i das e
com i das com os car am uj os).
el e não sa cri fi cou.

216 – 2 ( Tradu ção do verso)

O mundo é fri o. Nós est am os des can çando; pessoas fra cas deix am a ci dad e.
Is so foi di vi nado par a Jokoj e que desej ou des canç ar, el e dev eri a sac ri fi ca r pano branco, um
pom bo, um a ovel ha e 20 000 búzi os.
El e sacri fi cou.
El es f al ar am que el e est ari a usando verd e com o pano prot et or.

Or ácul o 217

Òsá-Òtúrúpòn

Esse Odù fal a de i nfe rt il i dade e de sacri fí ci o para vi da l onga.

Obse rva ção oci d ent al : Esse é o m om ent o par a sa cri fi c ar a Ògún par a con cepç ão.

217 – 1 ( Tradu ção do verso)

El a- não- car re ga -c ri anç a-em - suas-cost as foi di vi nado par a Òsá At i nusoj o,
a quem foi pedi do que sacri fi c asse de m odo a poder dar a l uz .
O sacri fí ci o: um a cabr a, um a gal i nha, 16 000 búz i os e fol has de If á .
El a se re cusou a sa cri fi c ar.

217 – 2 ( Tradu ção do verso)

276
Òsá -Òt úrúpòn, Òsá-Òt úrúpòn
foi di vi nado pa ra a pel e de um ani m al .
el es disse ram que a pel e seri a saudável e vi veri a m ai s que qual quer out ro ani m al no m undo.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a ovel ha, obì e 44 000 búz i os.
A pel e sacri fi cou.

Or ácul o 218

Òtúrúpòn-Òsá

Esse Odù fal a de t i rar um a cri an ça do peri go.

Obse rva ção oci d ent al : Um a nova cri anç a ou novas responsabi l i dades est ão cri ando um a
pr eocupa ção t em porári a.

218 – 1 ( Tradu ção do verso)

Igbok egbodo foi di vi nado par a Konkon


El es di sser am que el e deve ri a f az e r sac ri fí ci o pa ra que um rec ém -nas ci do não envol vess e os
pai s em probl em as ou desassosse go.
O sac ri fí ci o: um pi l ão, um c aram uj o, az ei t e-de -dend ê em abund ânci a, 32 000 búzi os e fol has
de If á (j okoj e e èso).
Konkon m a yi k an se r ecusou a sacri fi ca r.

218 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- Òsá foi di vi nado para as pessoas na ci dad e cham ada Il ar a.

277
El es di sser am que t odos os bebes nasci dos naquel e ano seri am ca rr egados nas cost as de suas
m ães enquant o est as fugi ri am de um a bat al ha.
As pessoas pergunt aram o que deveri am sac ri fi ca r e foi respondi do: az ei t e-de -dendê, ban anas
m adur as, banha de ori , fol has If en, fol has j okoj e, fol has woro e 42 000búz i os.
El es não sacri fi car am .

Or ácul o 219

Òsa-Òtúrá

Esse Odù fal a dos deuses f avore cendo aquel es que fal am a verd ade.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e con front ar um probl em a que el e vem evi t ando.

219 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òsá -Òt úrá diz , o que é verd ade?


Eu di go, o que é verd ade?
Òrunm i l a di z: Verdad e é o S enhor do P arai so gui ando a t err a.
Òsá -Òt úrá diz , o que é verd ade?
Eu di go, o que é verd ade?
Òrunm i l a diz : Verdad e é o In vi sí vel gui ando a t er ra, a sabedo ri a que Ol odunm a re est á usando
— gra nde sab edori a, mui t as sab edori as.
Òsá -Òt úrá diz , o que é verd ade?
Eu di go, o que é verd ade?
Òrunm i l a diz : Verdad e é o c arát er de Ol odunm are. Ve rdad e é a pal avra que não cai . If á é a
ve rdade. Verd ade é a pal avra que não se cor rom pe. P oder que ul t rapass a a t udo. B ênç ão
pe rpét ua.
Is t o foi di vi nado para a Terr a. El es di sser am que as pessoas do mundo deve ri am se r
ve rdadei r as. P ar a cap aci t a- l os a ser em verd adei ros e honest os que i dabo (m edi ci na de If á) sej a
apl i c ada por m arc ar o Odù Òsá- Òt úrá no i yè- ì rosù. Após reci t a r o If á a ci m a sobre o pó,

278
m i st ur e- o com eko e beba- o, ou col óque- o no az ei t e -de- denê e o com a, de modo que srá fá ci l
ser honest o e ve rdad ei rao.
C ant i ga de If á: Fal e a verd ade, di ga os fat os. F al e a verdad e, di ga os f at os. Aqu el es que fal am
a verdad e são aquel es a quem as dei d ades aux il i am .

Or ácul o 220

Òtúrá-Sá

Esse Odù fal a das consequ enci as de se fal har com os sacri fí ci os e da recom p ensa
daqu el es que faz em sac ri fi ci o.

Obse rva ção oci d ent al : O t em per am ent o do cl i ent e est á caus ando probl em as.

220 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eu não t enho m edo, eu não sou m edroso. Meu corpo é fres co. Is so foi di vi nado pa ra Ol ókun a
quem foi pedi do sacri fi car de m odo que seu corpo pudess es est ar sem pre fres co.
O sacri fí ci o: um a caba ça de az ei t e- de-dend ê, um a c abaç a de banha de ori , um a c abaç a de adi n,
um car am uj o, um a ovel ha, um pom bo, um carn ei ro, um a pedra -de- rai o, 44 000 búz i os e fol has
de If á.
El e sacri fi cou.

220 – 2 ( Tradu ção do verso)

C om prar e fu gi r, com prar e fu gi r. Um a pessoa m á fu gi u com m eu di nhei ro. Is so foi di vi nado


pa ra o pat o.
El es di sser am que a pessoa m á chegou pa ra com prar del e e fugi ri a sem pagar. Foi - l he pedi do
que sacri fi casse de m odo que não perdess e seu di nhei ro.
O sacri fí ci o: 18 000 búz i os, um pom bo e fol has de If á ( eesi n e casc as de c aro ço de pal m ei r a).
El e não sac ri fi cou.
O assunt o se t ornou de âm bi t o i nt erj ect i vo: Há ! Há ! Há ! esse é a prát i ca do pat o par a esse di a.
S e t i vesse sa cri fi c ado com o ori ent ado, fol has de If á seri am prepa radas para el e. Ent ão que

279
ni n guém se una à soci ed ade de a gbebom arú ( esses que foram ori ent ados à sacri fi c ar m as assi m
não proced er am ).
Or ácul o 221

Òsá-Retè

Esse Odù i ndi c a que a úni cas sol uç ão par a os probl em as corr ent es vem das dei dades.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e não est á r eceb endo suport e prát i co nem mor al de seu
com panh ei ro.

221 – 1 ( Tradu ção do verso)

S e a pessoa que dorm e sozi nha dorm e m al , som ent e deus pode di spert a -l a.
Is so foi di vi nado pa ra um est r angei ro que est av a i ndo para o cam po (ej uj u) pa ra esp era r.
De form a que a consegui r al gu ém para l he aj uda r a l evar o f ardo em sua cab eç a, l he pedi r am
que sacri fi casse um a ave, 3 200 búz i os e fol has de If á (fol has ol usesaj u par a ser em
espr em i das em á gu a par a banho com sabão ).
El e ouvi u o cons el ho e sac ri fi cou.
O est ranho foi ao cam po e prep arou o seu fa rdo. El e ol hou para di rei t a e pa ra a esquerd a, par a
fr ent e e par a t rás, e não vi u ni ngu ém .
El e di sse, “Est e fardo é a gor a o f ardo de Deus. Ent ão, Efuful el e auxi l i a- m e a c arr egar est a
c arga em m i nha cab eç a, Efuful el e. Vo cê não sabe que aqu el es que não t êm pessoas deposi t a rão
sua confi anç a no S enhor t eu Deus? ”.

Or ácul o 222

280
Ìretè-Sá

Esse Odù fal a que prev eni r é m el hor que rem edi a r.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e pode se dep ara r com com pet i ç ão no seu
r el aci onam ent o am oroso.

222 – 1 ( Tradu ção do verso)

Aquel e que gua rda cont r a mot i m não é um cov arde. As ab el has part i ram m as deix ar am o seu
f avo de m el ; as fo rm i gas sol dado part i r am e dei ch aram seus rem an esc ent es.
Is t o foi di vi nado para o povo da t er ra e no parai so quando ent ra ram em gue rra. Foi pedi do que
am bos sa cri fi c assem um j arro de m el e um a caba ça de eko. Apen as as pesso as do C éu
sa cri fi c aram ; as pessoas da t erra não.
A hi st óri a: As pesso as da t er ra fora para um a bat al ha com as pessoas do C éu, m as assi m que
ch egar am ao port ão do C éu, el es vi r am um pot e de eko m ist urado col m el . Não sabendo que
el e est av a mi st urado com veneno, el es beb eram a mi st ura, e t odos aqu el es que beber am
m orr eram al i m esm o. As pessoas do C éu m arch aram at é os port ões do out ro l ado do C éu e
en cont rar am corpos no ch ão. El es bat e ram em set e corpos com um a var a aos quat ro cant os da
c abana del es. El es m anda ra aquel es set e c arr egar em os corpos dos out ros m ort os pa ra l onge
do port ão.
Após os set e t er em car regado seus cam arad as para l on ge do port ão as pesso as do C éu
com e ça ram a cant ar e es carn ec er- l os vergonhos am ent e assi m : “Nós beb em os m el e não
com bat em os as pessoas do C éu; nós beb em os m el . Todos os povos pre gui çosos est ão em
bat al h a. Nós beb em os m el e não com b at em os as pessoas do C éu. Todos os povos pre gui çosos
est ão em bat al ha. Nós bebem os m el e não com bat em os as pessoas do C éu; nós beb em os m el ”.
At é hoj e, você não vê as pessoas na t err a car re ga ndo seus m ort os aqui e al i? Os mort os est ão
c arr egando os mort os.

222 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìr e t è- Òsá foi di vi nado pa ra Aduroj à -Aba ya ko.


El es pedi r am par a el e vi r e f az er sa cri fí ci o de m anei ra a sobrepuj ar os i ni mi gos.
O sacri fí ci o: um ca rnei ro, um gal o e 22 000 búzi os.

281
El e sacri fi cou.
El es di sser am que Aduroj à -Aba yak o ven ceri a seus i ni mi gos.

Or ácul o 223

Òsá-Sé

Esse Odù adve rt e cont r a fal sas acus ações.

282
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pode se dep ara r rep ent i nam ent e com mudan ças em seu
servi ço ou t rab al ho.

223 – 1 ( Tradu ção do verso)

Osá -sé, Ori n-sé, o fil ho se gu e o ex em pl o do pai .


Is so foi di vi nado pa ra Ol úi gbó e Ol úodàn.
Foi pedi do a am bos sa cri fi c ar um a cabr a.
Ol úi gbó sac ri fi cou sozi nho.
El es pedi r am a Ol úi gbó que todas as boas coi sas est i vessem em suas m ãos e pessoas vi ri am
supl i car por el es.

223 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òsá não of endeu. Òs á não m a guou. A pessoa que pensam os t er nos ofendi do, não nos ofendeu.
Is t o foi di vi nado pa ra Ow a que est ava procur ando por um hom em com o se fosse um l adrão
m as na verdad e e ra inoc ent e.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse de m odo que Èsù não o im pul si onasse a acusa r fal s am ent e um
hom em i nocent e.
O sacri fí ci o: doi s pom bos, um a cab aça de i nham e pi l ado e t orrado (ewo ) e 4 400 búz i os.

Or ácul o 224

Òsé-Sá

Esse Odù fal a fal a de conci l i a ção em lu ga r de confront a ção para resol ver di sput as.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e est á num a di sput a — m ui t as vez es com o gov erno. O
pa gam ent o est á em ordem .

224 – 1 ( Tradu ção do verso)

283
Òsé -S á foi di vi nado par a El é gb árá.
Foi pedi do a El é gbá rá que sac ri fi cass e de m odo a não m orra devi do a probl em as de t ri bunal .
O sacri fí ci o: pano, um obì de t rês gom os, az ei t e-de -dendê, 6 600 búz i os e fol has de If á .
El e ouvi u e sacri fi caou.
Fol h as de Ifá fo ram pr epar adas para el e. El es di sser am -l he: Òsé -S á obì nunca mor re em um
c aso com o t al ; El égbár á não mor rer á em um c aso.

224 – 2 ( Tradu ção do verso)

Aki n (um a brava pesso a) est á associ ad a com o pri ncí pi o de “l ut a e esqui va ”. Isso foi di vi nado
pa ra Ol obahun Ìj a pá ( a t art aru ga ). Foi - lhe pedi do que sacri fi casse de m odo a não t er que l ut ar
e m orr er e perm an ece r respi t ado onde quer que fosse. O sacri fí ci o: oro gbo, sal , sem ent es a yo ,
um gal o e 3 200 búzi os. El e se gui u a ori ent a ção e sacri fi cou e foi -l he dado fol has de If á. El es
di sser am que as pal avr as de sua boca nunca i ri a abor reç er as pessoas do mundo. As pessoas
sem pr e procu rar ão por di nhei ro e sal . Qu ando nós vem os awun (um a t art a ruga) , nenhum
bast ão é ne cessá ri o.

Or ácul o 225

Òsá-Fú

Esse Odù fal a de ent endi m ent o e obedi ênci a de t abus.

Obse rva ção oci d ent al : C aos nas at i vi dades di ári as est á di st orc endo o j ul gam ent o do
cl i ent e.

225 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òrunm i l a di sse Òsá-F ú, Eu di sse Òsá- Fú. Nós est am os fugi ndo da pi c ada da cobr a. Nós
est am os fu gi ndo de m anei r a que o el efant e não nos pe gu e. Nós est am os fu gi ndo de m anei r a
que o búfal o (e fòn) não l ut e conosco. Nós est am os fu gi ndo de m anei ra que o fo go não nos
quei m e. Nós est am os fu gi ndo das dí vi das de m anei r a que as pesso as da t er ra não nos esca rne.

284
Nós est am os fugi ndo da propri ed ade de out ras pessoas par a não nos torn arm os l adrõ es, de
m odo que as pessoas de repent e não el evem suas voz es cont r a nós um di a. Nós est am os
fu gi ndo do am ul et o de m odo que sua pal avr a m á não nos afet e. Não há praz er par a aquel es
que di z em que não fugi rão de nada na t er ra.
Is so foi di vi nado pa ra os fil hos dos hom ens, que di sse ram vi r e sacri fi car de form a que el es
soubessem evi t ar t udo aqui l o que é èèwò (um at o proi bi do).
O sac ri fí ci o: dez essei s ca ram uj os, fol has om o, az ei t e-de -dendê, sal e 32 000 búz i os. Apen as
al guns del es sacri fi car am .
El es di sseram : Aquel es dent r e vocês que sac ri fi ca ram , t erão vi da l onga na t er ra e a t err a será
boa para vocês.

Oráculo 226

Òfún-Sá

Esse Odù fal a da vi da i nt ei r a de um a pesso a vi r ando de c abe ça par a baix o, e da


r edenç ão espi ri t ual com o úni c a sol ução.

Obse rva ção oci d ent al : Enquant o t udo pare ce bom no m om ent o, desast r e se aprox i m a.

226 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ot ooro! A Te rra gi ra em t orno de si no esp aço. Ogba ara ! A Terr a é rasgad a ex pondo seu
núcl eo. S e o m undo fi ca podre em nossa época, é porqu e nós j á não sabem os nos com port a r.
If á foi consul t ado par a os an ci ões de If è quando a sober ani a de If è assem el hava -se a um a
c abaç a r achado. Nós di ssem os: Quem nos aux i l i ará a rest au ra ri a a soberani a de If è t al qual
r epar am os um a cab aç a rach ada? Nós m andam os cham a r Ol ot a da ci dad e de Ado. El e vei o —
pode rosos sa cerdot e — m as nada pôde faz e r. Nós m and am os ch am ar Eri nm i da ci dad e de Owo.

285
el e vei o m as nada pôde f az er. Mesm o sendo Ado o domi cí l i o de If á e Owo o ass ent o da sábi a
Et u. Nós m andam os cham ar Ògún em Ir e a fi m de rest au rar a sobe rani a de If è . El e vei o m as
t ent ou em vão. OS hom ens t orna ra- se árvor es secas em suas raiz es, a chuv a se r ecusav a a cai r,
a fom e vei o; hom ens e ani m ai s pere cer am . El es cho rar am em desesp ero: Quem acab ari a com
nossa mi séri a e r est aura ri a o est ado perdi do de If è? . Um a voz di sse: Voc ês ai nda não
ch am ar am por Obal ufon em I yi n de, Láb éri j o em Ido , Ji gún rè em Ot unm oba, e Ese gb a, o Awo
de È gbá. Vo cês ai nda não m andar am cham ar Asada em Ij esa e Akódá e As èdá em Il e -If è par a
vi rem aj udar a rest au rar If è. Quando el es for am cham ados, el es vi er am e t ent at am , porém
f al haram . Foi t udo em vão.

226 – 2 ( Tradu ção do verso)

O pom bo conh ece os segredos m ai s int i m os de Esel u. O c ar am uj o conhec e a sabedori a de


Apako. el es di vi nar am pa ra os an ci ões de If è quando est á se assem el h ava a um a caba ça
r achad a, quando ni n guém pôde ser en cont rado par a para r a m aré de dest rui ção. Nós cham am os
Ol um o, o sac erdot e de Im ori em Ij es a, por Ògún, o sac erdot e de Al árá, por O gbón Enit a ara, o
sa cerdot e da m ont anha de Ij èr o, por Odudu gbunudu, o sace rdot e de Esem owe, por
Obol eboo gun, o lí der em Ket ú. El es vi e ram e m ost ra ram t oda sua for ça, m as tudo e ram em
vão. El es foram im pot ent es cont r a as forç as de dest rui ção que est ava l evando If è à ruí na.

. . .

Ent ão nós ch am am os pro Akoni l ogbon, nós envi am os em i ssári os a Af ’òn àhan ’ni . Nós
pro curam os o aux íl i o del es. El es vi eram e di sse ram pa ra nós ch am ar Ot ot o-en yi an, o sace rdot e
da ci dade Arufi n, par a el e vi r e soar a t robet a pa ra cham ar Al aj ó gun, cham ar por Ol ofi n m eu
senhor Àj àl á yé e m eu S enhor Àj àl órun e m eu S enhor A gi ri - Il ó gbón, a cri an ça nasci da na
m ont anha It ase, o l ugar de onde o sol nas ce. P oi s el e soz i nho pode r est aur ar If è. Ot ot o- en yi a n
( “o hom em per fei t o”) vei o. El e pergunt ou: P orque vocês m e cham a ram pa ra seu m undo? Nós
r espondem os: Vós podei s t oca r a t rom bet a par a cham ar Al áj ogun e que el e por sua vez cham e
o Che fe Úni co. Ot ot o-en yi an r ecusou- se di z endo: Eu não t ocar ei . Buscando des esper adam ent e
m udar deci são del e, nós di ssem os: O esqui l o não anunci a a vi nda do ji bói a? El e novam ent e se
r ecusou: Eu não toc arei a t rom bet a. Nós di ssem os: O sapo não procl am a a presen ça da ví bora?
El e não se rende ri a. Ai nda el e di sse: Eu não sopra rei .Foi ent ão que nós di ssem os a el e: A

286
gal i nhol a soz i nha procl am a o deus de m ar. O àl ùkò soz i nho anun ci a a deusa do ri o. O ol oburo
sozi nho anun ci a os ci dad ãos doe céu. Você soz i nho, do am anhe ce r de t em po, sem pr e ch am ou
Al áj o gun (o capi t ão das Host es Mi li t ar es do c éu).

226 – 3 ( Tradu ção do verso)

A gor a, o Hom em P er fei t o respond eu. El e t om ou sua t rom bet a e t ocou. Os Gr andes do C éus
des cer am . O pâni co envol veu os fi l hos da Terr a. El ef ant es co rre ram pa ra suas casas nas
fl or est as. Bú fal os fu gi r am para a fl or est a. As aves al adas buscar am seu própri o hábi t at; os
r épt ei s, os poderosos ani m ai s da á gu a acel era ram às suas r egi õ es pel o m a r. Os cacho rros
for am di r et o pa ra a t err a dos ca chor ros, as ovel ha pa ra a t err a das ovel has, os ser es hum anos
pa ra o l u gar dos hum anos. C onfusão absol ut a rei nava; al guns ent rar am nas c asas err adas e
out ros se gui r am as di re ções e rrad as. Fo ram r asgadas roupas em fra gm ent os. O anci ão disse:
r ei na! Eu respondi : C aos rei na. Vo cê est á i ncom pl et o, eu est ou i ncom pl et o, at é m esm o os di as
do m ês l unar est ão i ncom pl et os.

226 – 4 ( Tradu ção do verso)

El es di vi na ram par a o S enhor dos P oder es da Terr a. El es di vi naram par a os pode res do C éu e
pa ra m eu S enhor, o S enhor da P erfei t a S abedori a, a cri an ça nasci da na m ont anha de It a se, a
C asa do Al vore ce r. Foi el e quem di sse: S e r eal m ent e If è deve ser cu rada e r est abel e ci da,
dep ressa a fol ha de al asuw al u ( a fol ha que refo rm a o c arát e r do hom em , li m pa- o e puri fi c a-o)
dev e ser cul ti vad a. Ent ão e não ant es a paz ret orn ar á par a a t erra. Fr enet i c am ent e nós
busc am os a fol ha al asuwal u. Nós l evam os um a fol ha a el e. El e di sse: não é a fol ha. Nós
l evam os out ra fol ha a el e. Is so não é a fol ha. Ent ão, em com paix ão el e di sse a nós: Conf esse
sua m al dade que eu posso cobri r sua nudez . Dep ressa nós respondem os: Nós con fessam os
nossa m al dade, S enhor, cubr a nossa nudez . Ent ão el e m et eu sua m ão na bol sa de S abedo ri a
P ri m ordi al e t i rou a fol ha al asuw al u. Nós est áv am os l ado a l ado com al í vi o e com al e gri a. Nós
dan çam os.Nós nos r egoz i j am os. Nós c ant am os:

" Nós r eceb em os a fol ha de al asu wal u.


A cri an ça com a c abe ça co road a nos dot ou,
Dot ou a todos nós de car át er perf ei t o! “

287
Naqu el e di a, a chuva cai u de céu. A sober ani a de If è foi renov ada, se re gen erou. Foi
r est abel e ci da a caba ça que ra chou.

Oráculo 227

Ìká-Òtúrúpòn

Esse Odù fal a da ne cessi dade de um rel a ci onam ent o espi ri t ual .

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e vem abri ndo m áo de um r el aci onam ent o que pode ri a
ser bené fi co.

227 – 1 ( Tradu ção do verso)

A t art aru ga est á r ecol hendo o benefí ci o do cas co em sua part e de t rás. Ir e re t em um pei t o bem
gra nde. Um vel ho Ài rá ( redem oi nho de vent o) freqü ent em ent e co rt a o t opo da cop a de um a
á rvore i rókò. Iss o foi di vi nado para um a propri et á ri a de t err as que const rui u um a m ansão de
dez essei s quart os. foi pedi do que el a sac ri fi cass e de modo que el a pudesse encont r ar um a boa
e honest a pessoas que i ri a prot e ge - l a cont ra o roubo de sua propri ed ade, fat o que l he t rari a
gra nde dor. O sac ri fí ci o: dez essei s pom bos, doi s pat os, dez essei s car am uj os, 3 200 búzi os e
fol has de If á . A prop ri et ári a de t er ras se re cusou a sa cri fi c ar. El a di sse que não nec essi t ava de
um segu ran ça. Donde um l adr ão vi ri a roubar a sua propri ed ade com dez essei s qua rt os?
Obal ù fòn t ent ou desposa- l a e el a recusou. Ò gún t ent ou despos a-l a e el a re cusou. Orunm il a
t ent ou e el a recusou. A propri et ári a de t err as cost um av a dorm i r nos dez essei s quart os de m odo
que não pudesse ser c apt urad a por nenhum a pessoa m á. El a t am bém f echa ri a à noit e as port as
da c asa quando el a qui sesse dorm i r. No di a em que Orunm i l a est ava prep arado pa ra
env ergonh ar a m ul he r, com o i rofá em sua m ão e decl ara ções de If á em sua boca, O runm il a
ab ri u t odas as port as e che gou at é à m ul he r. Durant e t udo aquil o que Orunm i l a fez à casa e a
m ul her, ni ngu ém desp ert ou. El a ol hou o co rpo del a e vi u t udo aqui l o que t i nha si do fei t o a
el a, e el a não soube quem ti nha fei t o i st o. El a pergunt ou pa ra os vi gi l ant es da casa; el es só
pude ram lhe f al ar que el es t i nham dorm i do at é de m anhã. El a com andou par a todas as

288
c ri anç as da c asa del a sai r soando os si nos e j ura r naquel e hom em que ti nha vi ndo par a a casa
del a pa ra ex ecut ar t al ação m á durant e a noi t e. El es di sser am tudo que el es puderam , e rai o
t udo que que el es pude ram , m as el es não adqui ri r am ni ngu ém par a respond er a el es. Mui t o
c edo a m anhã que vem . Orunm i l a s ai u com os cam arad as del e, soa o si no e c ant a t husl y:
S wea rl i ng wi ll ki l l the swea rer - aw erep epe, swea ri ng wi ll ki l l the swea rer - aw er epepe, and
so on. quando a m ul her soube que er a Orunm i l a que ti nha t ent ado a casa r er a um a vez , el a o
ch am ou e l he f al ou que el e só poderi a ser o m ari do e ent ão el e dev e, venha par a a casa del a.
O si gni fi c ado dest e If á: S e est e If á é di vi ned durant e o gbi gbo- ri ou esent a ye de um a m eni na,
pa ra o pai deve ri a ser fal ado que a m eni na dev e ser a esposa de um babal a wo. El a se rá
próspe ra, e est ar t ranqüi l o em vi da, a deix e si do dado a um babal awo.

289
Oráculo 228

Òtúrúpòn-Ká

Esse Odù fal a de grand e prosp eri dade e saúd e.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á preo cupado com doença.

228 – 1 ( Tradu ção do verso)

Aum ent o na cas a, aum ent o m ai or na faz end a foi di vi nado par a Òt ú.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse; suas esposas en gr avi dar am e os f rut os das árvo res de sua ro ça
de ram bons frut os em gr ande quant i dade.
O sacri fí ci o: um a banana, bast ant e obì , bast ant e orogbo, ar ei a e fol has de If á.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou t odos os ít ens.

228 – 2 ( Tradu ção do verso)

Osan ge de gb e b’okunri n- j á di vi nou para Dej ugbe Okunrunt agobol e, Awuwol ap a. El es di sser am
que se Dej u gbe desej ass e que seu bra ço fosse curado, el e dev eri a sacri fi car doi s pom bos, duas
gal i nhas, 8 000 búzi os e fol has de Ifá (t ri t urar fol has i t apà ra mi st ura r com sab ão-da -cost a e
az ei t e- de- dendê; esf re ga r no co rpo).
El e segui u a i nst ru ção e sac ri fi cou.

Oráculo 229

290
Ìká-Òtúrá

Esse Odù fal a do fi m de um probl em a e do i ní ci o de boa sort e.

Obse rva ção oci d ent al : A sort e do cl i ent e est á a pont o de m udar de m á par a boa sort e.

229 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìk á m e em pur rou; Eu nunca c aí . Ìk á est á envi ando m al es pa ra m i nha c asa; mi nha c asa não
di spersou. Todas as coi sas boas est avam acum ul and as. Ist o foi di vi nado par a Orunm i l a. El es
di sser am que o mot i m cont r a Orunm il a se ri a mot i vo de ve rgonha. Foi pedi do que el e
sa cri fi c asse sei s pom bos, 12 000 búz i os, pi m ent a-da -cost a e fol has de If á (t orr ar fol has kuti ,
fol has it o e pi m ent a -da- cost a t udo j unt o; m i st urar com sabão- da- cost a. Usa r par a banho).
El e sacri fi cou.

229 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -Òt úr á, O a cum ul ador, o r euni dor, aux i li a -m e a j unt a r di nhei ro, aux il i a- m e a r euni r
esposas, aux i l i a-m e a t er m ui t os fil hos. Venha e reun a t oda as coi sas boas em m i nha vi da.
Fol h as de Ifá : Tr aç ar o Odù Ìk à- Òt úrá no Ìr osù; i nvoque com o m ost rado aci m a sobre o pó;
usar par a m ar car a c abeç a ou col oc ar no az ei t e e com e r.

Oráculo 230

Òtúrá-Ká

Esse Odù fal a de di spersa r nossos i nim i gos par a gar ant i r nossa prosp eri dade.

291
Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa ser l i m po espi ri t ualm ent e das en ergi as
ne gat i v as.

230 – 1 ( Tradu ção do verso)

Asa re ge ge é o nom e dado à Mort e,


Abi ri n gbe re é o nom e dado à Mol ésti a.
S e o el e fant e che ga à est r ada, el e se al egra rá.
S e o búf al o che ga a um l ocal pant anoso, el e est ará li vr e e se al egra rá.
Òt úr ákát úrák á! aj udai - m e a di spers ar bruxos e fei t i cei r as; aj udai -m e a di spe rsar m eus
i ni mi gos e oponent es.
Fol h as de Ifá : m oer fol ha èl a e ì yer e. C ol oque em um m ont e de coz i nhar argi l a e as fol has
m oi das com um peix e aro. Ent ão col ocar sobr e essa sopa um pouco de pó de If á no qual o Odù
Òt úr á-K á t enha si do t aç ado e a i ncant a ção de If á a ci m a deve ser r eci t ada. Ve rt er az ei t e no
ch ão ao redor do mont e ant es de t om ar a sopa.

230 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úr á-K á foi di vi nado par a Ade yi bo,


a quem foi pedi do sac ri fí ci o de m anei ra que um l adr ão não pudesse fal sam ent e m enci onar seu
nom e.
O sacri fí ci o: quat ro ca ram uj os, um pom bo, 16 000 búz i os e fol has de If á.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

230 – 2 ( Tradu ção do verso)

Orunm i l a di sse Òt úrá- Ká, eu di sse Òt úrá- Ká.


El es pe rgunt ar am o que Òt úr á est av a cal cul ando.
Orunm i l a di sse que Òt úrá est ava cont ando di nhei ro.
Is t o foi di vi nado pa ra Il é- sanm i que era ex t rem am ent e pobre.
El es di sser am a el e que seu ano de prosperi dad e che gou.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse quat ro pom bos e 32 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

292
Oráculo 231

Ìká-Ìretè

Esse Odù fal a de a gi r indep endent em ent e par a gar ant i r prosp eri dade.

Obse rva ção oci d ent al : Um novo negóci o não deve envol ver um a soci edade.

231 – 1 ( Tradu ção do verso)

293
Ìk á -Ìre t è foi di vi nado para Awofusi .
El es di sser am que em qual quer l u gar que el e fosse, boas coi sas est a ri am em su cam i nho.
Foi - l he pedi do que sac ri fi cass e um pom bo, um a ga l i nha, 12 000 búz i os e fol has de If á (t orra r
a c abeç a de um a cob ra [ oká] com ol usesaj u e fol has èso; m i st ure o pó com sabão- da-cost a;
usar par a banho).
El e sacri fi cou.

231 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -Ìre t è foi di vi nado para At i kar eset e.


El es di sser am que At i kares et e não deveri a confi a r em ni n guém e nem t er pa rc eri a em
ne gó ci os.
Foi - l he ent ão pedi do que sa cri fi c asse um a gar ra fa de m el , quat ro pom bos, um ai ka (ani m al
esp eci al do m at o), e 20 000 búzi os.
El e sacri fi cou.
El es di sseram que a vi da de At i kares et i re seri a m uit o boa. Boam , m uit o boa, nós f al am os do
m el .

Oráculo 232

Ìretè-Ká

Esse Odù fal a de proem i nên ci a e sucesso.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e i rá t ri unfar num a di sput a corr ent e (at ual ).

232 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìr e t è- Ká foi di vi nado para Orunm i l a.


El es di sseram que Orunm i l a sem pre t eri a t rab al ho de awo pa ra faz er; el e seri a cham ando em
t odos l ugares para re al iz ar o t rabal ho de um awo.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse quat ro pom bos e 8 000 búzi os.

294
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

232 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìr e t è- Ká foi di vi nado para o rei de Beni n, À gbÀ Il e si Adaket e -pem pe pari akun.
El es di sser am que o r ei de B eni n est ari a apt o à gov erna r o seu paí s.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse um a cord a de es cal a r fei t a de pal m ei r a e 24 000 búz i os.
El e sacri fi cou.

Oráculo 233

Ìká-Sé

Est e Odù fal a da nec essi dade de se r evert er a pobrez a e a f al t a de sort e.

Obse rva ção oci d ent al : Mudanças em oci onai s est ão causando resul t ados m at e ri ai s
ne gat i vos.

233 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìk ás é, Ìk á sé foi di vi nado pa ra Osì kàl ekà.


El es di sser am que el e seri a m ui t o pobre em sua vi da.
El e pergunt ou o que seri a ne cessá ri o sac ri fi ca r par a que el e não fosse pobr e.
El es pedi r am que el e sac ri fi cass e sei s pom bos, bast ant e obì , t odos os fei t i ços m aus que
est i vessem em sua cas a ou roç a e fol has de If á.
El e se re cusou a sa cri fi c ar.

295
233 – 2 ( Tradu ção do verso)

El es est av am acus ando f al sam ent e um hom em que era inoc ent e de qual quer cri m e. D epoi s de
m ui t o t em po, o vi n gador l evari am vi ngan ça nesses que acusou um hom em i nocent e
f al sam ent e.
Is t o foi di vi nado para Ol abosi po, a quem as pesso as ol hav am vi am com o sendo um hom em
m ui t o cruel . F oi -l he pedi do que sacri fi casse form a que seus i ni mi gos pudessem ser pê gos
pel as forç as da t erra.
O sagri fí ci o: cas ca de ca roço de dendê, nove pom bos, um gal o e dez oi t o mi l búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Oráculo 234

Òsé-Ká

Est e Odù fal a do cont rol e das di fi cul d ades e vit óri as sobre os i ni mi gos.

Obse rva ção oci d ent al : Há um a possí vel am e aç a l e gal pa ra o cl i ent e de associ açõ es ou
ne gó ci os do passado.

234 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òsé -Ka a foi di vi nado pa ra D e yu nl enu Abowose ri n.


Foi - l he pedi do que sac ri fi cass e de m anei ra que el e não fosse m enci onado pel os pec ador es em
um di a m uit o rui m .
O sacri fi c e: oi t o ovos, a var et a de m ast i ga ção que el e est av a usando e 16 000 búzi os.
El e não sac ri fi cou.

234 – 2 ( Tradu ção do verso)

296
Òsé superando o m undo foi di vi nado para Orunm i l a. El es di sser am que Orunm i l a ven ce ri a
t odos seus i nim i gos por t odo o m undo.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse um c arn ei ro, um a ped ra- de- rai o e 22 000 búz i os.

Oráculo 235

Ìká-Fú

Esse Odù fal a da ne cessi dade de da r par a poder re cebe r.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e t em e est ar em oci onal m ent e " ab ert o" (ou ex post o).

235 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -Fú foi di vi nado par a a t art aru ga.


Foi - l he pedi do que sacri fi casse dez pom bos, 2 000 búzi os e fol has de If á de m anei r a que um a
gra nde dádi v a pudesse ser dad a a al a.
El a se re cusou a sa cri fi c ar.
El es di sser am : Aquel e que não cont ri bui por si só não pode rec eber dos out ros.
Not a: A pessoa pa ra qual esse Ifá fo r di vi nado est á esper ando pres ent es, m as nad a re ceb erá.

235 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìk á -Fú foi di vi nado pa ra a t art a ruga, a qual foi pedi do que sacri fi casse de e m anei ra que seus
dev edores pagassem o di nhei ro q l he devi am .

297
O sacri fí ci o: um pom bo, 2 000 búz i os e fol has de If á ( esfr egar a t est a com fol has bran cas
e esi n; as fol has dev em ser torr adas com pim ent a -da -cost a e usadas para m asrc ar a cab eça;
gua rde o pr epar ado em um a ado e cubra -a com t eci do et u; uti l iz a r quando fo r cobr ar o
di nhei ro de um devedor ).

Oráculo 236

Òfún-Ká

Esse Odù fal a do fi m de di fi cul dades fi nanc ei ras e o com eço de pro em i nênci a.

Obse rva ção oci dent al : O t rab al ho do cl i ent e ou sua c arr ei ra est á a pont o de m el hor ar
si gni fi cam ent e.

236 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ò gún di fundi u coi sas boas foi di vi nado par a Orunm i l a o prí nci pe que est ava sof rendo com a
pobr ez a.
El es di sseram que Orunm i l a rec eberi a di nhei ro m as que deve ri a sacri fi car um pom bo, obì em
abund ânci a (par a ser em di st ri buí dos com o pr esent es), az ei t e-de -dendê e 32 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou. O az ei t e deve ser vert i do sobr e Èsù. O cl i ent e deve
ado rnar sua cab eç a com o pom bo após t om ar banho e col ocar um a boa roup a).

236 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún -Ká foi di vi nado par a Dek asi (o hom em que o r ei não qui s re conhe cer ), a quem foi dit o
que deveri a ocupa r o t rono de seu pai .
Foi - l he pedi do que sacri fi casse sei s pom bos, 12 000 búz i os e fol has de If á.
El e sacri fi cou.

298
Oráculo 237

Òtúrúpòn-Túrá

Esse Odù fal a do est abel e ci m ent o da ord em e da im port ân ci a (ou si gni fi cado ) dos di as
da sem ana.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e dev e pl anej ar suas a ções de acordo com di as
f avoráv ei s nos Odù.

237 – 1 ( Tradu ção do verso)

Al akon eri ( “um sonho não t em nenhum a t est em unh a”), o advi nho de Al ár á.
Um a pessoa não se com port a i m paci ent em ent e e im pl ora aos pés de out ro hom em para pa rar
com sua im pa ci êci a.
Est a foi a base de adi vi nhaç ão pa ra O runm il a que i a i m pl orar luz do di a (sol ) pa ra
Ol odunm ar e (D eus) de form a que el e pudesse t er poder sobre o sol .
Foi - l he di t o que sac ri fi cass e dez essei s c aram uj os, dez essei s gal i nhas, dez essei s cab ras e 32
000 búzi os.
Orunm i l a obedec eu e sacri fi cou.
Ent ão Ol odum a re di sse que não l he pode ri a da r o cont rol e sobre a l uz do di a, porém o
dei x ari a conh ec er os nom es dos di as e as coi sas que est ão m ai s de acordo par a re al iz ar nel es.

Obse rva ção:


Ori sa -nl a foi o prim ei ro a es col her um di a.
Orunm i l a escol heu o se gundo.
Ò gún escol heu o t er cei ro.
S àn gó es col heu o quart o.

Est es quat ro di as são os di as ut i li z ados par a cul t uar t odos os Ò rì sà nas t er ras Yorubas: Ij e bu,
È gbá e assi m por di ant e. Ent ão, há quat ro di as na sem an a. Mas nossos pai s di zi am que el es

299
cul t uav am seus Òrì sà t odo qui nt o di a; são os quat ro di as que el es cham ar am de ci nco. P ara
uni fi ca r os di as dos Òrì sà, os di as de m er cado de t oda a t erra ou ci dades m enci on adas de Il é -
If è são quat ro di as que per faz um a sem an a. Em out ro arr anj o, nossos pai s t êm out ros set e di as
com os seus si gni fi cados:

Oj ó Ài kú — O di a da i m ort al i dade.
Oj ó Aj é — O di a da deusa das ri quez as.
Oj ó Is é gun — O di a da vit óri a.
Oj ó’ rú — O di a de abri r a port a e sai r.
Oj ó’bo — O di a do ret orno do sol em seu curso norm al .
Oj ó Et i — O di a das di fi cul d ades ou di sput a.
Oj ó Aba- (Eem o) — O di a dos t rês desej os ou o di a das t rês m aravi l has.

S ai ba poi s que só um Òrì sà t em um di a com seu nom e dent ro dess es set e di as. Est e é Aj é (a
deus a das ri quez as). O runm il a não cri ou est es set e di as para cul t uar qual qu er Òrì sà. El e os
c ri ou com a fi nal i dade de observ ar m at ri m ôni os e ani vers ári os, para com e ça r um negóci o ou
pa ara se m udar para um a cas a nova, e assi m por di ant e. Os di as da sem an a dos Òrì sà est ão em
um ci cl o dent ro dest es di as em favor de observ ânci a im port ant e de t udo que pode acont e ce r no
di a do Ò rì sà. Vi nt e e oit o di as, que form am sem an as de set e di as dos Òrì sà, form am um m ês.

Oráculo 238

300
Òtúrá-Tutu

Esse Odù fal a da ne cessi dade de com pl et a r o sac ri fí ci o i nt ei ro.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pode t er probl em as de subst ânci a -abuso.

238 – 1 ( Tradu ção do verso)

Az ei t e- de-dend ê separ adam ent e, t e ci do br anco sepa radam ent e, foi di vi nado para Ob at al a
Òse er è-Igbo quando el e est ava chegando de Ìr à nj e (C éu) pa ra ser ent ron ado no m undo.
Di sser am -l he que sac ri fi casse um pano de envolt ur a bran co, um ca ra col e vi nt e m il búz i os.
Lh e l he acons el har am que não bebesse vi nho de pal m a nad a. El e obed eceu e sa cri fi cou a m ei o
c am i nho. Di sse ram - lhe que se vesti ss e em pano br anco que é a vest im ent a do Òrì sà. Disse ram -
l he que usasse i st o no m undo. El e usou o pano bran co, m as el e não at endeu a adve rt ênci a
cont r a vi nho de pal m a. El e se em beb edou e dendê espi rrou -l he nas roupas del e. El e ent ão
fi nal m ent e sacri fi cou um ca racol e com ve rgonha jurou nunca m ais beb er vi nhos.
Not a: P ar a qual que r um quem est e é di vi nado em sua i ni ci aç ão, t em que se pri var t ot al m ent e
de ál cool .

238 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úr á-Tut u foi di vi nado para Ol ubol ade.


El es di sser am que Ol ubol ade t eri a um a esposa que dari a a el e m ui t os fi l hos.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse para que seus fil hos não fossem m udos.
O sac ri fí ci o: duas av es (um a gal i nha e um gal o), doi s pom bos, duas gal i nhas d’An gol a e 8 000
búzi os.
El e sacri fi cou.
El es ent ão di sseram : os pi nti nhos da gal i nh a d’An gol a nunca são m udos. Não há um di a em
que o gal o não c ant e.

301
Oráculo 239

Òtúrúpòn-Retè

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o com a fi nal i dade de evi t ar doenç a e
i ni mi gos.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e ne cessi t a de est rat é gi a e pl an ej am ent o para al c anç ar o
suc esso.

302
239 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- R et è foi di vi nado par a a m ãe de Adepòn.


A m ãe de Adepòn adv ert i da a faz er sacri fí ci o de m odo que seus fil hos não sofressem de l epr a.
O sacri fí ci o: quat ro aves negras (gal os e gal i nhas ), 66 000 búzi os e fol has de If á.
El a não sac ri fi cou.
A m ãe de Adepòn é o nom e pel o qual cham am os o m am ão.

239 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- R et è foi di vi nado par a Ow á de Il e sa.


El es di sser am : Owá de Il esa um a guer ra est á por vi r!
El e foi advert i do a sacri fi car de m odo a se defend er de seus i ni mi gos.
O sacri fí ci o: a cab eça de um ca rnei ro, fol has de If á e 22 000 búzi os.
(S e o cl i ent e sac ri fi ca r, nós devem os no If á do cl i enet com a segui nt e i nvoca ção, “ com a
c abeç a que o Ai se [ca rnei ro] venc e a bat al ha”.
Ow á ouvi u as pal av ras m as não sac ri fi cou.

Oráculo 240

Ìretè-Tutu

Esse Odù fal a da ne cessi dade de obed ece r a aut ori dade e sac ri fi ca r de form a a t er
m ui t os fi l hos.

Obse rva ção oci d ent al : a pal av ra ou i déi as do cl i ent e ser ão consi de radas seri am ent e.

240 – 1 ( Tradu ção do verso)

Eu t er ei um fi l ho para car re ga r em m eu dorso. Eu t er ei um a cri an ça com a qual bri nc ar.


Is t o foi di vi nado pa ra Àdón (o m orce go ) e t am bém para Oode.

303
El es f al ar am par a sac ri fi ca r de m anei ra que el as ti vessem ui t os fi l hos no mundo.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as, duas c abras, e 32 000 búzi os.
El es ouvi ram e sac ri fi ca ram .

240 – 2 ( Tradu ção do verso)

A grand e serp ent e (ok á) vi ve na cas a do pai e t em sua própri a peçonh a em sua boca.
Er e vi ve na casa do pai e t em sua própri a vendit a (owun).
A honra dada ao el ef ant e é a r az ão de que, em bora não al t o, el e t em um a boca lon ga.
E yo é a qual i dad e de m ari wo (fol ha ge m j ovem de pal m ei r a).
Is t o foi di vi nado pa ra Ob at al a Òs eer e- i gbó que i a se sent a r em um l ugar e ser ali m ent ado
pel os quat ro cent os Irú nm al è.
El e di sse que se desse par a qual que r um del es um a ord em que não fosse obed eci da, el es i ri am
t odos j unt os quest i ona -l o.
El e sacri fi cou um gal o, vi nt e mi l búz i os e fol has de If á .

Oráculo 241

Òtúrúpòn-Sé

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra se t er vi da praz ei rosa.

Obse rva ção oci dent al : O cl i ent e ne cessi t a rel ax ar e expe ri m ent ar praz e res posit i vos,
i nocent es.

241 – 1 ( Tradu ção do verso)

O mundo não é doce o bast ant e para vi ver pr a sem pre nel e. S ó um a cri ança diz que o mundo é
a gr adáv el .
Is t o foi di vi nado pa ra O runm il a e par a as pessoas.
Foi - l he pedi do que sacri fi casse de m anei r a que o mundo fosse agra dável aos ser es hum anos.
O sacri fí ci o: um pom bo, um a gal i nha d’An gol a, m el e 42 000 búz i os.

304
Orunm i l a di sse que se el es não fi z essem por si m esm os, com o poderi am el es conhec er a
al e gri a do m undo? “ Um a c ri anç a com e aqui l o que ganha, em bora o pai da c ri anç a t enha que
ganh ar pri m ei ro para que a cri an ça com a”.
Orunm i l a obedecu e sac ri fi cou.
Ent ão os se res hum anos foram ori ent ados a sa cri fi c arem por sua vez . Apenas al guns poucos
sa cri fi c aram . Aquel es que sac ri fi ca ram t i ver am um a vi da a gr adáv el .

241 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- S é foi di vi nado par a a árvor e j ewe re, que t eve um beb ê. El es di sser am que t ant o a
m ãe quant o o bebê par asari am por pri vaçõ es. S e el es não qui sesse pad ec er, dev eri am
sa cri fi c ar sei s pom bos, sei s gal i nhas, 12 000 búz i os e fol has de If á . A á rvore j ew er e é o nom e
pel o qual cham am os as pi m ent ei r a.
El a não sac ri fi cou.

Oráculo 242

Òsé-Òtúrúpòn

Esse Odù fal a de um a r el aç ão que é di fí ci l em bora possa ser frut í fer a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e est á envol vi do em um rel a ci onam ent o sem ven cedor es.

242 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òsé -Òt úrúpòn foi di vi nado para Ol ú-nl a.


El es di sser am que seus fil hos se defend eri am cont ra conspi r açõ es e i ni mi gos m as dev eri am
sa cri fi c ar um porr et e, um ca rnei ro, um gal o e 22 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

242 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òsé -Òt úrúpòn foi di vi nado para um a m ul he r.

305
El es di sser am que um hom em que el a est ava a pont o de desposar i ri a deix a- l a pobre e i a faz e -
l a sof rer, em bora el a est i vesse gr ávi da.
Foi pedi do que el a sacri fi casse para se pr eveni r cont ra i sso.
Foi - l he di t o que sacri fi c asse doi s c aram uj os, t eci do et u, um pot e de az ei t e- de-dend ê e 18 000
búzi os. El es di sser am : “Doi s c aram uj os nunc a di sput am ”.
El a não sac ri fi cou.
El a di sse, “Voc ê di sse que eu t erei fi l hos. Is so é o bast ant e ".

Oráculo 243

Òtúrúpòn-Fún

Esse Odù fal a da ne cessi dade de pa rt il ha r-m os nossa boa sort e.

Obse rva ção oci dent al : A vi da do cl i ent e est á repl et a de boa sort e, m onet ari am ent e e
em oci on al m ent e.

243 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- Fún foi di vi nado pat a a árvor e osan.


A árvo re osan foi i nst rui da a da r de beb er e com er par a os out ros e que nunca passari a por
pri va ções se el a sa cri fi c asse.
O sacri fí ci o: um pacot e de sal , um c est o de c am arõ es, t eci do br anco e 18 000 búz i os.
El a obedec eu e sacri fi cou.
Òt úrúpòn- Fún (el es di sser am ): Qu al quer um que t enha abund ânci a, dev e dar al go para aqu el es
que passam por ne cessi dad es. Font e et ern a! Você nunca passar á por pri va ções.

243 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òt úrúpòn- Fún foi di vi nado para o propri et á ri o.

306
El es di sser am que o prop ri et ári o r ec eberi a l ogo um a est ranh a, um a m ul her em l act aç ão.
Foi - l he di t o que sac ri fi cass e de m an ei ra que el e adent rass e à sua cas a com bons pés (so rt e).
O sacri fí ci o: doi s pom bos e 44 000 búzi os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Oráculo 244

Òfún-Òtúrúpòn

Esse Odù fal a da fe rt i li dad e e da ne cessi dad e de sacri fí ci o par a se evi t ar disput as em
r el aci onam ent os.

Obse rva ção oci dent al : C ri an ças i rão t raz er al e gri a, m as um rel a ci onam ent o preci sa de
aj uda.

244 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún -Òt úrúpòn foi di vi nado par a Obat al a Òse erè -i gbó, a quem foi di t o que t eri a m ui t os
fi l hos.
O mundo i nt ei ro vi ri a im pl orar as cri anças del a.
Mai s à frent e foi -l he di t o que el a seri a l ouvada por est as cri anças.
Obat al a di sse, “ Orunm i l a os t rei nar á”.
Foi - l he di t o que sac ri fi cass e de m odo que Orunm il a pudesse est ar f el iz com seu t rabal ho.
El a sacri fi cou m el , sal , vári os pom bos e 42 000 búz i os.

244 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún -Òt úrúpòn foi di vi nado para um a m ul he r que est ava pro curando por um m ari do.
El es di sseram que o hom em que el a est ava i ndo despos ar a surra ri a const ant em ent e se el a não
sa cri fi c asse um ai ka, doi s c aram uj os (Doi s car am uj os nunca bri gam ent re si ) e 32 000 búzi os.
El a ouvi u as pal avras m as não sa cri fi cou, di z endo que seu m ari do e ra m ui t o boni t o par a bri ga r
com ni n guém . Um a pessoa boni t a não bri ga ou sua bel ez a ser á di st rui da.

307
Oráculo 245

Òtúrá-Retè

Esse Odù fal a da re afi rm a ção de nossa espi ri t ual i dad e.

Obse rva ção oci d ent al : Modera ção é di fí ci o par a o cl i ent e.

245 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òrú rá- R et è l evant e -se novam ent e. S e voc ê nasc e, t ent e ge ra r a si m esm o novam ent e.
Òrú rá- R et è, Am uwon,Am uwon, aqu el e que conhec e a mode ra ção nunc a c ai rá em desgra ça.
Eu di go: Quem conh ece a m oder aç ão?
Orunm i l a di z: Aquel e que est á t rabal hando.
Eu di go: Quem conh ece a m oder aç ão?
Orunm i l a di z: Aquel e que não desperdi ç ar á seu di nhei ro.
Eu di go: Quem conh ece a m oder aç ão?
Orunm i l a di z: Aquel e que não rouba.
Eu di go: Quem conh ece a m oder aç ão?
Orunm i l a di z: Aquel e que não t em dí vi das.
Eu di go: Quem conh ece a m oder aç ão?
Orunm i l a di z: Aquel e que nunc a bebe al cool , aqu el e que nunca queb ra sua pal avr a com os
am i gos. Òrú rá- R et è, aquel e que l ev ant a bem c edo e m edit a em suas at i vi dades! Ent re os
espi nhos e cardos, a j ovem fol hagem de pal m a cres cer á, Joworo nunca usar á todo o seu
di nhei ro, j okoj e nunca cont rai r á dí vi das. S e Eesan deve m ui t o di nhei ro, el e pagar á a dí vi da.
Am uwon é o am eso ( aquel e que t em senso do que é cor ret o).
Fol h as de Ifá : Moer fol has de j owóro, èso e j okoj e j unt os e mi st ura r com sab ão-da -cost a no
val or do preço de 120 ou 200 búz i os.C ol oque nove búzi os um a um no sabão. Trac e o Odù
Òt úr á-R et è em i yè -ì rosù sobr e o sabão na c abaç a. B anha r- se com el e.

245 – 2 ( Tradu ção do verso)

308
Òrú rá- R et è foi di vi nado par a Ewi na ci dade Ado. El e foi re cent em ent e ent ronado rei .
El es di sser am : S e Ewi pode sac ri fi ca r, não haver á gue rra ou desent endi m ent os dur ant e o seu
r ei nado.
O sacri fí ci o: duas gal i nh as d’An gol a e doi s ou quat ro pom bos (br ancos).
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.

Oráculo 246

309
Ìretè-Túrá

Esse Odù fal a da i ncant a ção nec essári a para evi t ar si t uaçõ es (prox im as da m ort e).

Obse rva ção oci d ent al : Esse Odù of ere ce um a sol uç ão pa ra doen ça/ en ferm i dad e.

246 – 1 ( Tradu ção do verso)

Enc ant am ent o:


A m ort e não conhec e um awo; o C éu não conhe ce um m édi co.
A m ort e l evou Ol am b a e pr eocupou o rei de Ej i o.
El a l evou Eji - Ogo go -A gbebi kopon ’wol a.
Os vent os do l ado di r ei t o est ão a gi t ando as fol has do coqu ei ro vi ol ent am ent e.
Os vent os do l ado esquerdo est ão a gi t ando as fol has do coqu ei ro vi ol ent am ent e.
If á foi consul t ado para Orunm i l a À gbonni rè gún,
Que est ava i ndo faz er Ikú (m ort e) em um hom em de If á . El e a chou m el hor pedi r A go
(d escul pa) por ser um vi gi l ant e.
A m ort e que m at ari a Awo hoj e, para t rás! para t rás!
Awo est á i ndo, par a t rás! para t rás!
Awo est á i ndo, par a t rás! para t rás!
A doenç a que m at ari a Awo hoj e, para t rás! para t rás!
Awo est á i ndo, par a t rás! para t rás!
Not a: Nós podem os ut il i z ar est e If á di z endo (ì gèdè) pa ra um a pessoa que desfal e ceu de
r epent e ou est á mor rendo. Odù Ìr et è -Túr á será m ar cado na ar ei a em que est a pesso a enfe rm a
est á dei t ada. A arei a ser á se gur ada na fr ent e do hom em que est á doent e, o nom e del e será
ch am ado, e ent ão nós di rem os o en cant am ent o a ci m a. O nom e do en ferm o ser á usado ao i nvés
de “Awo”. S e nós est am os com m edo quando vi aj am os, dev em os sem pr e reci t a r o ì gèdè a ci m a.
Ent ão a ar ei a seri a l evad a à um a árvor e grand e no B osque de S acri fí ci os.

Oráculo 247

Òtúrá-Sé

Esse Odù fal a da ch egada do peri go em casa ou no t rabal ho.

310
Obse rva ção oci d ent al : Mudanças em oci onai s dev em ser t rat adas cui d adosam ent e.

247 – 1 ( Tradu ção do verso)

O yer e (O yeh er e) do topo da fol hagem da pal m ei ra foi di vi nado para Òt ú.


Òt ú est av a i ndo gu er rea r na ci dade de Aj ase.
Foi - l he acos el hado a sacri fi car par a venc ec era bat al ha:
doi s cab ri t os e 44 000 búz i os.
El e ouvi u o cons el ho, sacri fi cou e venceu o i ni m i go.

247 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òsé os prej udi cou foi di vi nado para as pessoas da ci dad e de O yo. Foi pedi do que el es
sa cri fi c assem um cest o de esuru, sabão, um c arnei ro, um pom bo, um a gal i nh a e 20 000 búz i os.
El es sa cri fi c aram tudo. El es não sofr eram m asi i nfort úni os. Òsé não m ai s os prej udi cou. O
sab ão l avaou todos os seus probl em as.

247 – 3 ( Tradu ção do verso)

Òsé os prej udi cou seri am ent e foi di vi nado para par a el es quando Iku m i j a foi si ti a r a ci d ade de
E yó. Foi -l hes pedi do que sacri fi cassem nove cab ri t os e 180 000 búzi os.
El es não sacri fi car am .

Oráculo 248

Òsétúrá

Esse Odù fal a da en carn aç ão de Èsú- Òdàr à.

Obse rva ção oci d ent al : Nada acont e ce sem a aj uda de Èsú.

248 – 1 ( Tradu ção do verso)

311
Enc ant am ent o:
Akak ani ka, Akak ani ka, Al akak ani ka, Al apasap a- ij ak a’l u.
um pássa ro voa vi ol ent am ent e par a dent ro da cas a.
Akak ani ka é o nom e dado a If á .
Al ak akani ka é o nom e dado aos Odù.
Al ap asapa -i j aka’l u é o nome dado a Èsú- Òdàr à.
um pássa ro voa vi ol ent am ent e par a dent ro da cas a, é o nom e dado à Aj é,
o fi l ho de Ol ókun-sande, o rei das á gu as abund ant es, Ò gò- Owoni .
Èsú- Òdàr à, t u fundast e est a ci dad e.
Tu li vr ast e os babal áwo da ci dade da fom e.
Tu li vr ast e os os m édi cos da ci dade da fom e, e o m esm o fiz est es com os herb al ist as.
Eu sou o bab al áwo da ci dade.
Eu sou o m édi co da ci dad e.
Eu sou o he rbal i st a da ci d ade.
Èsú- Òdàr à, não dei x ai que eu passe fom e.
Fol h as de Ifá : P egu e um a fol has de abam od a, arei a de um a l oj a de f err ei ro, efun e osùn.
Marqu e o Odù Òset úr á na fol ha de abam oda. Mi st ur e efun com a a rei a da l oj a de fer rei ro,
m arqu e o Odù Òs é e osùn com a ar ei a e m arque Òt úrá na fol ha de abam oda. P art a um obì de
quat ro gom os. Ut i l iz e set e grãos de at a are e um gom o de obì par a i nvoca arna fol ha de
ab am oda di ári am ent e, com o a ci m a. pendur e a fol ha com l i nhas br ancas e pret as na c asa.

248 – 2 ( Tradu ção do verso)

Enc ant am ent o:


Òsét úr á Am uker e ( gr avet o), It e kun Òrì sà Daj i , Apoj oj om at e.
Di nhei ro é bom par a a honra, di nhei ro é bom para al t a posi ção. Nós usam os di nhei ro par a t er
cont as de cor al no pesco ço, que di gni fi c a a pessoa.
Tu, Òsét úrá, soube com o da r.
Tu dest e Al ér á e el e pôs a co roa.
Tu dest e Aj erò e el e usou um vest i doenf ei t ado de cont as.
Tu dest e Òr àngún e el e usou um a va ra de fe rro pa ra i r at é o c am po.
Tu dest e Ol úpopo Am u yu n-bo’l e; Eri nm agaj i -ehi n- eku- j am o o rei de Ado, o an ci ão de Il e se
usando um pequ eno boné em ci m a de Akun, Ol ú- O yi nbo Am ’okun-su’ re; o rei de Ij ebu
O gboro ga n- ni da Ako ye be ye be ya ’ gun, El e yo- Aj ori , Aj e ’gi -em i - san’ra, Ol om u- Aperan, Ol oro -
a go go; Ol ú- Tapa Lem p e ododo i na jo ba rausa, Oj o pat apat a m ul e d’Ekùn, Ol owo Ari n gi nj i n

312
Adubul ef ’ agad a i de j u’r a. Ol owu Odu ru . . ., t u dest e Ol of a-Ari nni l u Ayi nki nni bo om o l ’enu,
e assim por di ant e. Oh! Jal a, dê- m e; Èsù-Òdà rà, dê-m e; B ar a-P et u, dê- m e coi sas boas.
Fol h as de Ifá : Tr ac e o Odù Òsét úrá no i yè - ì rosù em fi no ól eo e l am ber o dedo m édi o. Todas as
coi sas boas vi rão a ti . Hon ra e respei t o est a rão cont i go at ravés dos anos quando você usa r
esse enc ant am ent o.

Oráculo 249

Òtúrá-Fún

Esse Odù fal a de boa sort e i mi nent e se o cl i ent e evi t ar m aus at os.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev e r esi st i r à prát i ca de adul t é ri o.

249 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òt úr á dá. Òt úr á com prou pra el e foi di vi nado par a Ol új i mi Um a pessoa i m port ant e i rá nos
con cede r boas coi sas. Foi - lhe pedi do que sa cri fi c asse, pa ra a fort una da deus as do di nhei ro
est a r à m ão.
O sacri fí ci o: um t eci do br anco, i fere (sem ent e ), doi s pom bos brancos e 2 000 búzi os.
El e ouvi u e sacri fi cou.
Foi - l he di t o que não com et esse adul t é ri o.

313
249 – 2 ( Tradu ção do verso)

At uwonka, Ad awonnu foi di vi nado pa ra Ol ófi n Iw at uka.


Ol ófi n foi a consel hado a sac ri fi ca r pa ra que el e não ac ei t asse um m au consel ho que poderi a
a caba r com a sua ci dad e.
O sacri fí ci o: um a cabr a, oi t o fran gos, az ei t e -de- dendê, 20 000 búz i os e fol has de If á (kol ej o).
El e não sac ri fi cou.

Oráculo 250

Òfún-Túrá

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra est abi li z ar um rel aci onam ent o.

Obse rva ção oci dent al : C asam ent o com at ual par cei ro do cl i ent e é apropri ado e
ben éfi co.

250 – 1 ( Tradu ção do verso)

Òfún provou az ei t e, Òfún der rubou ol el e (bol o fei t o de fei j ão) no sal . Òfún pro curou por
t odas as coi sas agrad ávei s para com er. Is t o foi di vi nado par a Èsù-Òdàr à que i a despos ar Epo
( az ei t e -de- dendê ). Foi -l he acons el hado a sacri fi c ar de m odo que el es nunc a se sep arass em . O
sa cri fí ci o: t rês gal os e 6 000 búzi os.
El e sacri fi cou.

250 – 2 ( Tradu ção do verso)

314
Ar er em are, A rer em ar e foi di vi nado par a Ol ówu.
El es di sser am que t udo i a t ão bem para Ol ówu que el e deve ri a sa cri fi c ar de m anei ra a t orna r- se
um hom em do cam po.
O sacri fí ci o: t rês carn ei ros, t rês enx ad a, t rês foi c es e 6 000 búz i os.
El e sacri fi cou.

Oráculo 251

Ìretè-Sé

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra evit a r fei t i ç ari a e t odos as out ras
en ergi as negat i vas.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e se depar a com um con fl it o gove rnam ent al ou em sua
soci ed ade.

251 – 1 ( Tradu ção do verso)

Enc ant am ent o:


A gbo gboni wonr an, Agbogboni wonran, A gbo gboni wonr an.
Ekun Am om oni buu, Ekun Am om oni buu, Ekun Am om oni buu.
El e que col i de com espi nhos èsù, os espi nhos èsù o fe ri rá; el e que col i de com Èsù, Èsù o far á
m al ; e assi m ser á.
Fol h as de Ifá : P egu e um a ped ra l at eri t a, t rês fa cas novas (fei t as pel o fer rei ro l ocal ), c asc a da
á rvore i para, vári os t i pos árvor es e pl ant as espi nhas (use a cas ca ou part e da pl ant a), e vári os
t i pos de espi nhos, pl ant as r ast ei j ant es (cort e pedaços del a ). Ponha t udo em um pot e. t ri t ure a
c asca de i par a at é vi rar pó. Ponha o pó de fr ent e ao pot e, t ra ce o Odù Ìr èt è -S é nel e, e reci t e o
en cant am ent o aci m a. J unt e ent ão o pó no pot e com á gu a. C obri r e l acr ar o pot e com argi l a ou
ci nz as úm i das. Após set re di as, abra e use com o banho. Não deve ser bebi do.

315
251 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ij al a, Ij al a, Ij a l a.
Al a ge re -i de, Al ager e- i de, Al a ge re -i de.
Owo roni koko, Oworoni koko, Owo roni koko.
Ondes e é sua m ãe. Quando el es desce ram em duas coi sas col ossai s, Ol odunm are est ab el ec eu a
r egra que duas coi sas col ossai s não c aem um a sobre a out r a. O beb ê t art a ruga não se gue a
t art a ruga de m ãe; O bebÊ c aram uj o não segue a m ãe car am uj o; o beb ê serp ent e não segue a
m ãe serpent e; e assi m por di ant e. Um hom em mort o de If á não a fet a o fi l ho de out ro hom em .
Que t oda fei t i ça ri a l an çada sobre mi m sej am i naf et i va.
Fol h as de Ifá : Tom e um a t art aru ga , um ca ram uj o, um a cob ra, a cas ca de duas árvo res Iro ko e
If á okú (m ort o de If á ). Torra r t uodos os el em ent os j unt os e m ant er o pó em um ado. P egu e
um a pequ ena porção na oc asi ão e t race o Odù Ir u- Ekùn (Odù Ìr et è-S é) nel e, e reci t e o
en cant am ent o um pouco ant es de m i st ur ar com dendê e l am be- lo. Tam bém pode ser usado
com o un güent o para esfr egar no corpo. Um pouco del e pode ser dado par a out ra pessoa usa r.
Est e If á é um a pre cau ção cont ra f ei ti ç ari a.

316
Oráculo 252

Òsé-Bi-Ìretè-Sile-Ajé

Esse Odù fal a de boa fort una pa ra di nhei ro, respei t o e i nfl uenci a.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e dev eri a proced er confi den ci al m ent e com pe rspect i vas
e rel a ci onam ent os.

252 – 1 ( Tradu ção do verso)

If á di sse, se tornou Al áj uba rak a.


Eu di sse, se tornou Al áj uba rak a.
S e nós usam os j ubar aka, que el e sej a J ubar aka.
el e deu nas ci m ent o a Ol ot ooro, Ol ot ee re, e Onàwo funm i ri n.
Onà wofunm i ri n pari u Aj é.
Aj é pa ri u os seres hum anos. Aj é se prep arou e foi pel o m a r. Os se res hum anos t am bém se
pr epar aram e for am par a Ir a da.
Òsé corr a r api dam ent e para o deus do m ar e m e t ra ga di nhei ro.
Ìr e t è corr a rapi dam ent e pa ra Ir ada par a m e t raz er pessoas.
Ape não dei x e mi nha boa sort e che ga r at r asada a m i m .
Ej i ri n não dei x e que m i nha boa sort e vaguei e ao l onge ant es de vi r a m im . S e nós varr em os a
c asa e o cam i nho, o re fugo é l evado at é a l ix ei ra.
In gre di ent es de If á: P il a r fol has ape e ej i ri n, suj ei r a de ent ul ho, sabão -da- cost a na m edi da de
1 200 búzi os. Tra ce o Odù Òsé- Ìr et è na pared e do quart o usando efun para m arc ar Ose e osun
pa ra m arc ar Ìr et è. O efun e o osun devem ser mi st urados sep arad am ent e com água ant es do
uso. Abat er doi s pom bos bem boni t os, um para Ose e o out ro para Ìr et e. O san gu e dev e ser
m i st ur ado com o sab ao pi l ado com as fol has. Fix a r o sabão aci m a dos Odù fei t os na pa rede.
Use o sabão frequ ent em ent e para banhar-se.

317
252 – 2a (Tr aduç ão do verso )

Ase waa nit i Ài rá (pode res dom i nant es pe rt enc et es ao t rovão).


Quando nós dam os a á rvore de pal m a a cord a de pal m a, el a se agar ra nist a
Is t o foi di vi nado pa ra o gal o,
A quem foi pedi do que sa cri fi c asse de m odo que seus col egas ac ei t asse qual quer coi sa que el e
di ssesse para el es.
Osa cri fí ci o: um pom bo e 2 000 búzi os.
el e sacri fi cou.
el e ent ão ord enou que qual quer coi sa que o gal o di ssesse, seus col e ga s ac ei t ari am .

252 – 2b ( Tradu ção do verso)

Òsé -bi -Ìr e t è (Òsé pa ri u Ìr et è) foi di vi nado para Ol ófi n.


Foi - l he pedi do que sacri fi casse um c arn ei ro e 20 000 búz i os.
El e segui u a ori ent a ção e sac ri fi cou.
Foi procl am ado que “ a ordem del e funda rá um a ci dade ”

318
Oráculo 253

Ìretè-Òfún

Esse Odù fal a da popul ari dad e e sucesso de If á.

Obse rva ção oci d ent al : Os negóci os do cl i ent e ou seu t rab al ho i rão c resc er.

253 – 1 ( Tradu ção do verso)

Ìr e t è- Òfún foi di vi nado pa ra Orunm il a.


El es di sseram que Orunm i l a t eri a m ui t os cl i ent es. Mui t os vi ri am rec ebe r If á; m ui t os vi ri am
pa ra se i ni ci a r; m ui t os vi ri am a el e par a di vi naç ão.
Foi - l he pedi do um sac ri fi ci o de um pom bo, um a gal i nha e 20 000 búz i os.
El e obedec eu e sacri fi cou.

253 – 2 ( Tradu ção do verso)

Ìr e t è- Òfún foi di vi nado pa ra Ani m o-ol a Ani m asahun.


Foi - l he di t o para que sac ri fi cass e. El es di sser am que el e deve ri a sac ri fi ca r t udo que foss e
com est í vel .
O sacri fí ci o: um a caba ça de i nham e pi l ado, um pot e de sopa, bast ant e obì e 20 000 búz i os.
El e obedec eu e sacri fi cou.
El es di sser am : Um a pessoa ge neros a nunc a passa rá por pri vaçõ es.

Oráculo 254

319
Òfún-Retè

Esse Odù fal a da ne cessi dade de sa cri fí ci o pa ra obt e r resp ei t o e prot eç ão.

Obse rva ção oci d ent al : O cl i ent e pr eci sa quebra r um a si t uaç ão e se r m ai s seguro.

254 – 1 ( Tradu ção do verso)

El es m e t rei nar am , eu t ornei a m e t rei na r foi di vi nado par a Ol úseso.


El es di sser am que Ol úseso cont i nuari a f az endo o que est av a a gr adando par a o m undo.
Foi - l he di t o que sac ri fi cass e de m an ei ra que as pessoas do m undo pudessem resp ei t a-l o.
O sacri fí ci o: quat ro pom bos, 20 000 búz i os e fol has de If á (t ri t ure fol has de a gb a yu nkun e
a yì nr é em águ a; ut il i z ar pa ra l av ar a cab eça e o If á do cl i ent e ).
El e fez o sacri fí ci o.

254 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún -R et è foi di vi nado pa ra Omi ( água).


Foi di t o que el e sac ri fi cass e de m anei ra que ni ngu ém pudesse conspi rar cont ra el e ou boi cot a-
l o.
O sacri fí ci o: sal , um pom bo, um a t art a ruga, t eci do et u e 32 000 búz i os.
el e obede ceu e sac ri fi cou.
El es di sser am : Quem i nsti t ui r a si m esm o com o i nim i go da água, m orr er á prem at u ram ent e. O
t eci do et u é par a cob ri r o corpo do cl i ent e.

Oráculo 255

Òséfú

Esse Odù fal a da habi l i dade de If á em r esol ver todos os probl em as.

320
Obse rva ção oci d ent al : Qual quer que sej a o probl em a do cli ent e, exi st e um a sol ução.

255 – 1 ( Tradu ção do verso)

S e a pessoa é az arad a, el a não é sábi a o bast ant e.


Há água na c asa do deus do m ar; o m ar é a c abeç a das águas.H á á gua na c asa do deus da
l a goa; a l a goa é a se gund a c abeç a de todas as á guas.
Há sabedo ri a em Akódá, Akódá que fal a a pal avra de If á .
Há sabedo ri a em Asèdá, Asèd á que fal a o consel ho de todos os sábi os an ci ões.
Há sabedo ri a em Orunm i l a, o ori ent ador das for ças do m undo, o rep ar ador da sort e, aqu el e
cuj o em penho é reconst rui r a cri at ura com um orí ruim .
Is t o foi di vi nado para os kom oosekom oowa (pessoa não -i nt el i gent e) que se l am ent avam
di ari am ent e por não t ere rem boa sort e, di z endo que o c ri ador os est av a m al t rat ando.
El es for am ori ent ados a sa cri fi c ar sabão- da- cost a, l ençol branco e 2 000 búzi os. Aos poucos
que real i z aram o sacri fí ci o foi dit o que se l avassem com o sabão (el es dev eri am se l avar por
t rês ou ci nco di as enqu ant o se vest i am com o l en çol branco ). el es foram para casa e se
i ni ci ar am em If á , e após a i ni ci aç ão el es aprend er am If á.
El es se gui r am a ori ent ação e sa cri fi c aram .
É di t o que os kom oosekom oowa que aprende ram Ifá t erão sort e em fi m .

255 – 2 ( Tradu ção do verso)

Orunm i l a di sse Arol e, Eu di sse Arol e, foi di vi nado par a um as c ri anci nhas que se di ri gi am pa ra
o m undo que est av am sendo m and ados de vol t a pel o port ei ro e m orr endo com o beb ês.
el es pergut a ram a raz ão.
Is t o porqu e não esp eram por Orunm i l a. Orunm i l a questi onou doi s del es (um m eni no e a out ra
m eni na). diz endo, “P or quem vocês esper am? ”.
El es di sser am , “P or Orunm i l a ”.

321
El e di sse, “Bom , ent ão si gam -m e”. Ent ão el esse gui r am Orunm i l a at é o port ão, é o port ei ro
qui s m anda- l os de volt a. Orunm i l a i nt erc edeu e pa gou 240 búz i os por cad a um del es. Est a é a
quant i a que nós pagam os hoj e em res gat e par a um bebê re cém - nasci do.

Oráculo 256

Òfún-Sé

Esse Odù fal a de vi nganç a e advert e sobre possí vei s pe rdas.

Obse rva ção oci d ent al : Aquel es que est ão t ent ando i m pedi r o pro gr esso do cl i ent e i rão
sofr er.

253 – 1 ( Tradu ção do verso)

322
Òfún -S é foi di vi nado par a o eni m ani da ci dade de Osó.
Foi - l he pedi do um sac ri fí ci o de modo que suas pri m ei ras possessõ es não foss em perdi dad as..
O sacri fí ci o: um a t art aru ga, um car am uj o, 66 000 búz i os e fol has de If á .
El e não sac ri fi cou.

253 – 2 ( Tradu ção do verso)

Òfún não of endeu, Ò fún não pl an ej ou o m al cont ra ni n guém .


El es conspi r ar am cont ra Òfún.
Òfún foi acons el hado a sacri fi car para que o vi n gador pudesse aj udar a pagua r nas suas
ve rdadei r as m oedas.
O sacri fí ci o: um a t art aru ga, um a fa ca, casc a de caro ço de dendê e 18 000 búz i os.
El e sacri fi cou.
Fol h as de Ifá fo ram pr epar adas para col oca r sob o t ravess ei ro dos cl i ent es.



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