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BLOQUEIOS NA

PRÁTICA

CLÍNICA

Dr. Herbert Lima Mendes


BLOQUEIOS

INTRAVENTRICULARES
SISTEMA EXCITO-CONDUTOR
BLOQUEIOS INTRAVENTRICULARES
CASO CLÍNICO
l MNA,20 anos, com quadro de dispnéia
aos moderados esforços, ortopnéia e
tosse seca. Quadro iniciado há 6 anos.
l Em uso irregular de captopril, metroprolol
e AAS.
l Foi avaliada pelo clínico que solicitou o
ECG abaixo:
Sgarbosa EB. Textbook of Cardiovascular Medicine, 2007
Ativação Ventricular
BRE – Ativação Ventricular

1a
1 V6

V1
BRE – Ativação Ventricular

Ia

SALTO de ONDA
BLOQUEIO DO RAMO ESQUERDO
. Duração QRS > 120 ms
. Entalhe QRS em precordiais
laterais (V5, V6)
. Onda R ausente ou pequena
em precordiais direitas com
onda S profunda
. Ausência de Q em precordiais
esquerdas
. Deflexão intrinsecóide prolon
gada
CASO CLÍNICO
l Paciente morador da zona rural, fez
tratamento para a doença de Chagas, foi
encaminhado para avaliação cardiológica
e solicitado ECG.
Scarbosa EB. Textbook of Cardiovascular Medicine, 2007
Bloqueio
de
Ramo
Direito
BRE – Ativação Ventricular
BRD - Processo de Ativação
1

SALTO de ONDA

QRS largo
BRD - Processo de Ativação

3
2
BLOQUEIO DO RAMO DIREITO
Duração do QRS > 120 ms
Padrão rsr’, rsR’,ou rSR’
em precordiais direitas
Largas e profundas ondas
S em precordiais E
Luna AB. ESC Textbook of Cardiovascular Medicine, 2006
l Bloqueios de ramo não são específicos de
nenhuma patologia.
l Não requerem tratamento.
Mirvis DM. Heart Disease, 2005

Mirvis DM. Heart Disease, 2005


1

3
BLOQUEIOS

ÁTRIO
VENTRICULARES
Análise dos Bloqueios AV
l Frequencia cardíaca: abaixo
de 50 bpm
l Intervalo PR
l Relação: ondas P x
complexos QRS
CASO 1
l Paciente de 25 anos ,jogador do ICASA
,assintomático, sem fatores de risco.
l Foi encaminhado para avaliação de rotina
l Apresentou o seguinte ritmo:
BLOQUEIO AV DE PRIMEIRO
GRAU
l Atraso de condução dos átrios para os
ventrículos.
l Valores anormais acima de 0,20 s (
quando em ritmo sinusal)
l Localização mais comum na região nodal.
BLOQUEIO ÁTRIO-VENTRICULAR

BAV-1G
CASO CLÍNICO
l Paciente de 50 anos, portador de
insuficiencia cardiaca sistólica, diabetico,
hipertenso, em uso de digoxina, carvedilol,
espironolactona. Chega à emergência
apresentando o seguinte ritmo cardiaco:
BLOQUEIO DE SEGUNDO
GRAU
l Dificuldade crescente na condução sendo
que alguns estímulos não passam para os
ventrículos.
l Dividem-se em :
l Tipo I
l Tipo II.
l Variantes: tipos 2:1 e grau avançado.
BLOQUEIO DE SEGUNDO
GRAU
l TIPO MOBITZ I- Dificuldade crescente de
condução até ocorrer uma falha.
l No ECG temos:
l Eventuais ondas P bloqueadas.
l Aumento progressivo do intervalo PR.
l Diminuição progressiva do intervalo RR.
l Relação entre os ciclos de P e QRS constante,
ex:3:2.
l Localização mais comum na região nodal.
CASO CLÍNICO
Paciente de 60 anos, portador de estenose
aortica, diabetica, fumante. Relato de três
episodios de desmaios na última semana.
Nega sintomas neurológicos após os
episódios.
Apresentou o seguinte ECG:
BLOQUEIO DO SEGUNDO
GRAU
l TIPO MOBITZ II- falhas no sistema de
condução ocorre de maneira súbita .
l Características:
l PR constante
l Falha periódica na condução AV.
l Localizado no sistema His –Purkinge.
l Patologia mais grave podendo provocar
síncopes.
CASO CLÍNICO
Paciente 30 anos, hipertenso, assintomático
até 2 meses atrás, quando começou a
referir queixas de tontura e fadiga aos
esforços. Na emergencia apresentou esse
ritmo:
BLOQUEIO 2:1
l Presença de 50% das ondas de ativação
atrial bloqueadas, alternadamente.
l Não sendo possível diferenciar e localizar
o tipo de bloqueio se tipo I ou tipo II.
BLOQUEIO ÁTRIO-VENTRICULAR
CASO CLÍNICO
Paciente de 70 anos, internado no hospital
após queda da própria altura com trauma
facial. Foi avaliado pelo neurologista que
solicitou avaliação pelo cardiologista.
Apresentou o seguinte ECG:
BLOQUEIO AV TIPO AVANÇADO
l Mais de 50% das ondas atriais estão
bloqueadas.
l Ocasionalmente uma onda atrial
consegue atingir e despolarizar os
ventriculos.
l Temos bloqueios:
l 3:1
l 4:1
l 5:1
CASO CLÍNICO
l Paciente de 45 anos internado na UCO
com relato de síncope, tonturas e
diminuição do nível de consciência.
l Refere ataque cardíaco há 1 mês sendo
tratado conservadoramente.
l O ECG do paciente está abaixo:
BLOQUEIO DE TERCEIRO
GRAU
l Completa dissociação átrio-ventricular.
l Frequencia ventricular baixa.
l Intervalo RR constantes
l Ondas P não relacionadas ao QRS
l Duração variavel do QRS - depende do
local do bloqueio no sistema de
condução
BLOQUEIO ÁTRIO-VENTRICULAR

BAV-T
Resumo dos Bloqueios AV
BAV 2G MI
BAV-T

Ashley EA. Cardiology, 2004


CASO CLÍNICO
l Paciente de 80 anos apresentando
fraqueza, adinamia e restrita ao leito.
l Não faz uso de medicação para o coração
e refere só diabetes;
l O ECG da paciente está abaixo:
BLOQUEIO SINOATRIAL

BSA 2G tipo II
BLOQUEIO
DE SAÍDA
SINO ATRIAL
BLOQUEIO SINOATRIAL
. Primeiro grau
. Impossível o diagnóstico eletrocardiográfico
. Segundo grau
. Tipo I
. Intervalos PP progressivamente menores
. Intervalo PP após a pausa mais longo que o intervalo PP precedendo
a pausa
. Intervalo PP que inclui a pausa menor que o dobro de menor interva
lo PP do ciclo

. Tipo II
. Intervalo PP constante
. Intervalo PP que inclui a pausa é o dobro do PP normal
. Terceiro grau
. Não existem ondas P no ECG