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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CAMPUS DO SERTÃO – DELMIRO GOUVEIA


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: ESTRUTURAS DE CONCRETO 1
PROFESSOR VICTOR BEZERRA FACÃO

ALUNO

DIMENSIONAMENTO DE VIGAS RETANGULARES

1. INSTRUÇÕES
Dimensões das vigas: será realizado a partir de pré-dimensionamento e cargas sobre
elas;
Cargas:
PAVIMENTO: COBERTURA
- A laje L1 transmite 10 kN/m para as vigas que estão ligadas a ela;
- A laje L2 transmite 12 kN/m para as vigas que estão ligadas a ela;
PAVIMENTO: INTERMEDIÁRIO:
- A laje L1 transmite 18 kN/m para as vigas que estão ligadas a ela;
- A laje L2 transmite 23 kN/m para as vigas que estão ligadas a ela;
- Considerar peso das paredes apenas sobre as vigas de extremidade do pavimento
intermediário (15 cm de espessura, bloco cerâmico de 9 cm, apenas com pintura – não
precisa considerar revestimento cerâmico nas paredes);
Dimensionar e detalhar as vigas;
A dupla pode utilizar FTOOL ou outro recurso computacional para definir os EIS;
Considerar apoios intermediários como simples, e os extremos engastes elásticos;
No dimensionamento das vigas, otimizar a armadura longitudinal;
Colocar em uma das pranchas o diagrama de decalagem feito para uma das vigas. Ficará
subentendido que a dupla já sabe fazer, não precisa fazer para todas as vigas (fazer
apenas o detalhamento otimizado);
Armadura transversal a 90°;
Fazer detalhes da ligação viga-pilar (utilizar livro do Prof. Fusco – Técnicas de armar
estruturas de concreto armado); Entregar: memorial de cálculo e pranchas;
Cotas desse projeto estão em centímetros;
Desconsiderar a escada.
Em dupla
Prazo: 07/02/2020 por e-mail.

2. DEFINIÇÃO DA CARGA ATUANTE NAS VIGAS DA COBERTURA

De acordo com o enunciado fornecido, foi possível estabelecer um modelo


estrutural para a viga mostrada. Tal esquema estrutural com as devidas cargas atuantes
pode ser visto na Figura 1, correspondente as Vigas 01 e 05 da cobertura.

Figura 1 – Esquema estrutural da viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

A partir da Figura 1, pode-se observar que o valor das cargas atuantes na viga.
De acordo com esses valores, foram determinados os valores dos momentos máximos,
das forças cortantes máximas, das forças horizontais atuantes e da deformada.
Os mesmos passos foram seguidos para as Vigas 02, 03 e 04 da cobertura.

3. CÁLCULO DO MOMENTO MÁXIMO E FORÇA CORTANTE MÁXIMA


DAS FORÇAS HORIZONTAIS ATUANTES E DA DEFORMADA
Para a obtenção desses valores, utilizou-se o modelo estrutural mostrado na
Figura 1. Esses valores podem ser vistos nas Figuras 2, 3, 4 e 5.
Figura 2 – Momento fletor máximo na viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama do momento fletor:


M k Positivos=6,4 kNm ; 29,7 kNm .
M k Negativo=34,7 kNm.

Figura 3 – Força cortante máxima na viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama da força cortante, os valores máximos são:


V k =11,3 kN ;−28,7 kN ; 39,3 kN ;−26,7 kN .

Figura 4 – Forças Horizontais.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Percebe-se que não há esforços horizontais na viga estudada.

Figura 5 – Deformada da viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Vigas 02, 03 e 04 da cobertura.

Figura 6 – Esquema estrutural da viga 02, 03 e 04, respectivamente.


Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Para a obtenção desses valores, utilizou-se o modelo estrutural mostrado na


Figura 6. Esses valores podem ser vistos nas Figuras 7, 8, 9 e 10.

Figura 7 – Momento fletor máximo na viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama do momento fletor:


M k Positivos =20 kNm ./44 kNm/24 kNm
M k Negativo=0 kNm.
Figura 8 – Força cortante máxima na viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama da força cortante, os valores máximos são:


V k =20 kN ;−20 kN /44 kN ;−44 kN /24 kN ;−24 kN .

Figura 9 – Forças Horizontais nas vigas 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Percebe-se que não há esforços horizontais na viga estudada.

Figura 10 – Deformada da viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

4. CÁLCULO DA ARMADURA LONGITUDINAL

Neste item estão todos os procedimentos utilizados para o dimensionamento da


armadura longitudinal da viga.
4.1. Momento majorado ( M d )

MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS VIGAS V1-V5 e V2, V3


e V4, RESPECTIVAMENTE.
MK (KN.M) Md
29 40,6 V1-V5
20 28 V2
44 61,6 V3
24 33,6 V4
MOMENTOS MAXIMOS
NEGATIVOS
MK (KN.M) Md
34,7 48,58 V1-V5

Onde,
M d =1,4 × M k

4.2. Altura útil (d)


O chute da altura será de 10% do valor do comprimento da viga.

h=0,1∗4,8=0,48 m

MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS VIGAS V1-V5 e V2, V3


e V4, RESPECTIVAMENTE.
L (cm) H (cm)
550 (maior vão
55 V1-V5
livre)
400 40 V2, V3,V4
Uma vez que os valores estimados são relativamente altos, será adotado uma
viga de 40 cm de altura para posterior verificação.

Altura útil encontrada:


d=h− −estribo−c
2

Em que  h: altura adotada; ∅: barra adotada; c: cobrimento nominal.

Sabendo que h = 40 cm; adotando brita 0 e 1, c = 2,5 cm; barra adotada: 10,0
mm; estribo adotado: 6,3 mm. Tem-se que:

1,0
d=25− −0,63−2,5
2

d=36,37 cm=0,364 m
4.3. Altura útil mínima (d mín)
Após a determinação do momento fletor, calculou-se o d mín e comparou-se esse
valor com a altura útil já calculada no item 3.2. O d mín deve ser menor que o d.

f ck 25
f cd = = =17,86 MPa
1,4 1,4

Em que  f ck : resistência característica do concreto à compressão (MPa).


Em relação a base da viga, será adotado a largura das paredes dada na descrição
do problema de 15 cm.

Sabendo que:

Md
d mín =2 ×
√ bw × fcd

Tem-se que:
MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS
MK (KN.M) Md dmin (m)

29 40,6 0,25 V1-V5

20 28 0,20 V2

44 61,6 0,30 V3

24 33,6 0,22 V4
MOMENTOS MAXIMOS
NEGATIVOS
MK (KN.M) Md dmin (m)

34,7 48,58 0,23 V1-V5


Todos os valores de d mín foram abaixo do d encontrado com a altura adotada, então
está dentro dos parâmetros de segurança.
4.4. Cálculo do KMD e Determinação da área de aço

Após a verificação da altura útil, fez-se o cálculo do KMD para posteriormente


calcular a armadura longitudinal. Os valores de KMD encontrados são utilizados na
tabela (a seguir) do livro “CALCULO E DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS
USUAIS DE CONCRETO ARMADO” do professor Roberto Chust Carvalho.
Se,

Md
KMD=
b w × fcd × d 2

E sabendo que:

Md
As=
Kz × d × fyd

f yk
f yd =
1,15

f yk 500
f yd = = =434,78 MPa ≅ 435 MPa
1,15 1,15

Sendo  f yk : resistência do escoamento do aço a tração (MPa).

MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS

MK (KN.M) Md KMD KZ As (cm2)

29 40,6 0,1144 0,9270 6,72

20 28 0,0789 0,9570 4,49

44 61,6 0,1736 0,8835 10,69

24 33,6 0,0947 0,9406 5,48


MOMENTOS MAXIMOS NEGATIVOS
MK (KN.M) Md

34,7 48,58 0,1369 0,9094 8,19

Essas são as áreas requeridas de aço, porém, podem ser alteradas de acordo com o
cálculo da área de aço mínima, descrito a seguir:

A s ,mín =ρmín × bw ×h
Sabendo que: ρmín =0,15 % , tem-se:

0,15
A s ,mín = ×15 ×50
100

A s ,mín =1,125 cm ²

4 4
A s ,máx = ×b w × h= × 15× 50
100 100

A s ,máx =30 cm ²

Portanto, como todas as áreas chegaram a valores acima do mínimo de 1,125 cm²,
serão utilizadas as áreas efetivas.

4.5. Quantidade de barras (n), Cálculo do espaçamento (e ¿ e Verificação do


espaçamento

As
n=
As∅

Em que: n: quantidade de barras por metro; As: área de aço (cm²); As , ∅: área de aço
da barra (cm²).

Sabendo que: ∅=10 mm  A s ∅=0,8 cm²

∅=12,5 mm  A s ∅=1,25 cm ²

∅=16 mm  A s ∅=2,00 cm ²

∅=6,3 mm  A s ∅=0,315 cm ²

Para o Cálculo do espaçamento (e ¿, utilizou-se a seguinte equação.

b w −2 c−2 estribo−n × ∅
e=
n−1

MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS

eh
As N° de ev N° de
MK (KN.M) Md (cm
(cm2) barras (cm) camadas
)
29 40,6 6,72 6 2,5 2,0 2
20 28 4,49 6 ∅ 10 mm 2,8 2,0 2

44 61,6 10,69 6 ∅ 16 mm 5,5 2,0 3


6
24 33,6 5,48 2,5 2,0 2
∅ 12,5 mm
MOMENTOS MAXIMOS NEGATIVOS
MK (KN.M) Md

34,7 48,58 8,19 5 ∅ 16 mm 5,5 2,0 3


e: espaçamento das barras por metro (cm).

Na verificação do espaçamento, temos que para saber se a barra que foi adotada
está correta, assim como o seu espaçamento correspondente, deve-se fazer a verificação
do espaçamento calculado (e) com o espaçamento mínimo horizontal (a h).

20 mm

{
a h ≥ diâmetro da barra
1,2 d máx ,agregado

2cm
ah≥
{ 1,0 cm
1,2 ×1,9 cm=2,3 cm
 a h=2,5 cm

Como e >ah  OK!

Se não passasse no espaçamento, teria que mudar a barra e refazer os cálculos.

5. CÁLCULO DA ARMADURA TRANSVERSAL


O modelo utilizado para o dimensionamento do estribo foi o modelo de cálculo
I, detalhado no livro “CALCULO E DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS USUAIS
DE CONCRETO ARMADO” do professor Roberto Chust Carvalho.
5.1. Verificação do esmagamento da biela de concreto

O primeiro procedimento é analisar se o estribo vai ser suficiente para combater


o cisalhamento. Para isto, deve-se fazer a verificação do esmagamento da biela de
concreto. Se não tiver esmagamento, significa que o estribo é suficiente.

V sd ≤ V rd  não há perigo de esmagamento da biela de concreto

V sd =1,4 ×V k

Sabendo que
Cortantes máximos
Vk (KN) Vsd
39,3 55 V1-V5
20 28 V2
44 61,6 V3
24 33,6 V4

tem-se que:
V Rd 2=0,27 × α V 2 × f cd × bw ×d

Sendo  V Rd 2,1: força cortante resistente de cálculo relativa à ruína das diagonais
comprimidas de concreto; f cd: resistência de cálculo do concreto a compressão; b w: base
da viga; d: altura útil da viga.
f ck
α V 2=1−
250
25
α V 2=1− =0,9
250
f ck 25
f cd = = =17,86 MPa=17860 kN /m²
1,4 1,4

V Rd 2=0,27 × 0,9× 17860× 0,15 ×0,364  V Rd 2=236,96 kN


V sd ( todos)<V Rd 2  não há esmagamento das bielas de concreto.

5.2. Parcela da força cortante resistida pela armadura transversal (V SW )

Após a análise da verificação das bielas, calcula-se a força cortante a ser


resistida pela armadura transversal.
V SW =V Sd −V c

Em que  V c : parcela de força cortante absorvida por mecanismos complementares ao


de treliça.

V c =0,6 × f ctd × bw × d

Sendo  f ctd: valor de cálculo da resistência à tração do concreto.


2
( )
f ctd=0,15× f ck 3
2
( )
f ctd=0,15× 25 3 =1,28248 MPa=1282,48 kN /m ²
V c =0,6 × 1282,48× 0,15 ×0,364=42kN
Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo
39,3 55 13 Dimensionado V1-V5
20 28 -14 Mínimo V2
44 61,6 19,6 Dimensionado V3
24 33,6 -8,4 Mínimo V4

Conforme demonstrado acima, quando o valor da força cortante resistida pela


armadura transversal apresenta valor negativo, significa que apenas o concreto resiste ao
cisalhamento e, nesse caso, o estribo mínimo é adotado para a peça. Para os casos onde
isso não foi ocorreu, calcula-se o espaçamento a partir da força cortante resistida pela
armadura.

5.3. Espaçamento entre os estribos verticais (s)

A sw ×0,9 × d × f ywd
V sw =
V sw
Em que  A SW :área total da seção transversal dos estribos; s: espaçamento entre os
estribos, medido segundo o eixo longitudinal da peça; fywd: tensão na armadura
transversal passiva, limitada ao valor fyd no caso de estribos e a 70% desse valor no caso
de barras dobradas, não se tomando, para ambos os casos, valores superiores a 435
MPa; α: ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo longitudinal
do elemento estrutural, podendo-se tomar 45º ≤ α ≤ 90º.

Admitindo que α =90 ° e fazendo a manipulação da equação, tem-se que:

A sw ×0,9 × d × f ywd
s=
V sw

f yk 500
f yd = = =434,78 MPa ≅ 435 MPa
1,15 1,15

A sw=2× A ∅ estribo

Sabendo que: ∅ estribo =6,3mm  A ∅ estribo =0,315 cm ², tem-se que:

A sw=2× 0,315=0,63 cm ²

Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo S (cm)


39,3 55 13 Dimensionado 69 V1-V5
20 28 -14 Mínimo - V2
44 61,6 19,6 Dimensionado 46 V3
24 33,6 -8,4 Mínimo - V4

smáx ≤ 0,6 d ≤ 300 mm se V sd /V Rd 2 ≤ 0,67


{
0,3 d ≤200 mm se V sd /V Rd 2 >0,67

V sd
Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo S (cm) smáx
V Rd 2
39,3 55 13 Dimensionado 69 0,05 ≤ 0,67 20 cm V1-V5
20 28 -14 Mínimo - -0,06 ≤ 0,67 20 cm V2
44 61,6 19,6 Dimensionado 46 0,08 ≤ 0,67 20 cm V3
24 33,6 -8,4 Mínimo - -0,04 ≤ 0,67 20 cm V4

smáx =s=(todas as vigas)=20 cm

5.4. Espaçamento transversal máximo

O tipo de estribo adotado foi o simples, para todas as vigas, então não houve a
necessidade do cálculo deste procedimento.

5.5. Verificação do estribo adotado


 Força cortante resistida correspondente a taxa de armadura transversal
mínima

2
V RI , ρmín=98 × bw ×d × f ck 3

2
V RI , ρmín=98 × 0,15× 0,364 ×25 3 =45,75 kN

 Força cortante resistente

2
( 3
V R=644 × bw × d [( ρsw, 90 × f yd ) + 0,1 f ck ] )
A sw 0,63
ρ sw , 90= = =0,0021
bw × s ×sen ∝ 15 ×20 ×1

2
V R=644 × 0,15 ×0,364 [ ( 0,00115 × 435 )+ 0,1× 25 3 ]( )
V R=62,75 kN
V RI , ρmín< V R  OK!

5.6. Comprimento do estribo (C)


C=( h−2 c )+(b¿¿ w−2 c )+ 10¿
C=( 40−2 ×2,5 ) + ( 15−2× 2,5 ) +10
C=55 cm

5.7. Quantidade de estribos (n)

C viga −2 c−2 estribo−s


n=
s+ 1

L (cm) n
44 estribos ∅6,3 mm
950 V1-V5
c/20 cm
18 estribos ∅6,3 mm
400 V2, V3,V4
c/20 cm

Esquematização e detalhamento da armadura em anexo.


6. DEFINIÇÃO DA CARGA ATUANTE NAS VIGAS DO PAVIMENTO
INTERMEDIÁRIO

De acordo com o enunciado fornecido, foi possível estabelecer um modelo


estrutural para a viga mostrada. Tal esquema estrutural com as devidas cargas atuantes
pode ser visto na Figura 11, correspondente as Vigas 01 e 05 do pavimento
intermediário.

Figura 11 – Esquema estrutural da viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

A partir da Figura 11, pode-se observar que o valor das cargas atuantes na viga.
De acordo com esses valores, foram determinados os valores dos momentos máximos,
das forças cortantes máximas, das forças horizontais atuantes e da deformada.
Os mesmos passos foram seguidos para as Vigas 02, 03 e 04 do pavimento
intermediário.

7. CÁLCULO DO MOMENTO MÁXIMO E FORÇA CORTANTE MÁXIMA


DAS FORÇAS HORIZONTAIS ATUANTES E DA DEFORMADA
Para a obtenção desses valores, utilizou-se o modelo estrutural mostrado na
Figura 1. Esses valores podem ser vistos nas Figuras 12, 13, 14 e 15.

Figura 12 – Momento fletor máximo na viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama do momento fletor:


M k Positivos =14,9 kNm ; 69,3 kNm.
M k Negativo=80,9 kNm.

Figura 13 – Força cortante máxima na viga.


Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama da força cortante, os valores máximos são:


V k =26,3 kN ;−65,8 kN ; 91,7 kN ;−62,3 kN .

Figura 14 – Forças Horizontais.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Percebe-se que não há esforços horizontais na viga estudada.

Figura 15 – Deformada da viga.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Para a viga V1 e V5 do pavimento intermediário será feito o processo conhecido como


decalagem ou deslocamento. Por este motivo será realizado o dimensionamento para cada
momento encontrado.

Neste item estão todos os procedimentos utilizados para o dimensionamento da


armadura longitudinal da viga.

7.1. Momento majorado ( M d )

MOMENTOS MÁXIMOS
POSITIVOS
MK (KN.M) Md
14,9 20,86
69,3 97,02
MOMENTOS MÁXIMOS
NEGATIVOS
80,9 113,26
Onde,
M d =1,4 × M k

7.2. Altura útil (d)


O chute da altura será de 10% do valor do comprimento da viga.

h=0,1∗4,8=0,48 m

MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS VIGAS V1-V5 e V2, V3


e V4, RESPECTIVAMENTE.
L (cm) H (cm)
550 (maior vão
55 V1-V5
livre)
Uma vez que os valores estimados são relativamente altos, será adotado uma
viga de 50 cm de altura para posterior verificação.

Altura útil encontrada:


d=h− −estribo−c
2

Em que  h: altura adotada; ∅: barra adotada; c: cobrimento nominal.

Sabendo que h = 50 cm; adotando brita 0 e 1, c = 2,5 cm; barra adotada: 10,0
mm; estribo adotado: 6,3 mm. Tem-se que:

1,0
d=50− −0,63−2,5
2

d=46,37 cm=0,464 m

7.3. Altura útil mínima (d mín)


Após a determinação do momento fletor, calculou-se o d mín e comparou-se esse
valor com a altura útil já calculada no item 3.2. O d mín deve ser menor que o d.

f ck 25
f cd = = =17,86 MPa
1,4 1,4

Em que  f ck : resistência característica do concreto à compressão (MPa).


Em relação a base da viga, será adotado a largura das paredes dada na descrição
do problema de 15 cm.

Sabendo que:
Md
d mín =2 ×
√ bw × fcd

Tem-se que:
MOMENTOS MÁXIMO
MK (KN.M) Md dmin (m)

14,9 20,86 0,15

69,3 97,02 0,38

80,9 113,26 0,41


Todos os valores de d mín foram abaixo do d encontrado com a altura adotada, então
está dentro dos parâmetros de segurança.

7.4. Cálculo do KMD e Determinação da área de aço


Após a verificação da altura útil, fez-se o cálculo do KMD para posteriormente
calcular a armadura longitudinal. Os valores de KMD encontrados são utilizados na
tabela (a seguir) do livro “CALCULO E DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS
USUAIS DE CONCRETO ARMADO” do professor Roberto Chust Carvalho.
Se,

Md
KMD=
b w × fcd × d 2

E sabendo que:

Md
As=
Kz × d × fyd

f yk
f yd =
1,15

f yk 500
f yd = = =434,78 MPa ≅ 435 MPa
1,15 1,15

Sendo  f yk : resistência do escoamento do aço a tração (MPa).

MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS

MK (KN.M) Md KMD KZ As (cm2)

14,9 20,86 0,0362 0,9759 1,06

69,3 97,02 0,1682 0,8873 5,42

80,9 113,26 0,1934 0,8678 6,47

Essas são as áreas requeridas de aço, porém, podem ser alteradas de acordo com o
cálculo da área de aço mínima, descrito a seguir:

A s ,mín =ρmín × bw ×h

Sabendo que: ρmín =0,15 % , tem-se:

0,15
A s ,mín = ×15 ×50
100

A s ,mín =1,125 cm ²

4 4
A s ,máx = ×b w × h= × 15× 50
100 100

A s ,máx =30 cm ²
Portanto, apenas o momento positivo esquerdo utilizará de 1,125 cm², nos demais
serão utilizadas as áreas efetivas.

7.5. Quantidade de barras (n), Cálculo do espaçamento (e ¿ e Verificação do


espaçamento

As
n=
As∅

Em que: n: quantidade de barras por metro; As: área de aço (cm²); As , ∅: área de aço
da barra (cm²).

Sabendo que: ∅=10 mm  A s ∅=0,8 cm²

∅=12,5 mm  A s ∅=1,25 cm ²

∅=16 mm  A s ∅=2,00 cm ²

∅=6,3 mm  A s ∅=0,315 cm ²

Para o Cálculo do espaçamento (e ¿, utilizou-se a seguinte equação.

b w −2 c−2 estribo−n × ∅
e=
n−1

MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS

eh
As ev N° de
MK (KN.M) Md N° de barras (cm
(cm2) (cm) camadas
)

14,9 20,86 1,13 4 ∅ 6,3 mm 3,4 2,0 2

69,3 97,02 5,42 5 ∅ 12,5 mm 2,5 2,0 2


113,2 6,47 6 ∅ 12,5 mm 2,5 2,0 2
80,9
6
e: espaçamento das barras por metro (cm).

Na verificação do espaçamento, temos que para saber se a barra que foi adotada está
correta, assim como o seu espaçamento correspondente, deve-se fazer a verificação do
espaçamento calculado (e) com o espaçamento mínimo horizontal (a h).

20 mm

{
a h ≥ diâmetro da barra
1,2 d máx ,agregado
2cm
ah≥
{ 1,0 cm
1,2 ×1,9 cm=2,3 cm
 a h=2,5 cm

Como e ≥ a h  OK!

Se não passasse no espaçamento, teria que mudar a barra e refazer os cálculos.

Vigas 02, 03 e 04 pavimento intermediário.

Figura 16 – Esquema estrutural da viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).


Para a obtenção desses valores, utilizou-se o modelo estrutural mostrado na
Figura 16. Esses valores podem ser vistos nas Figuras 17, 18, 19 e 20.

Figura 17 – Momento fletor máximo na viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).


De acordo com o diagrama do momento fletor:
M k Positivos=46,5 kNm ./92,5 kNm /56,5 kNm
M k Negativo=0 kNm.

Figura 18 – Força cortante máxima na viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

De acordo com o diagrama da força cortante, os valores máximos são:


V k =46,5 kN ;−46,5 kN /92,5 kN ;−92,5 kN /56,5 kN ;−56,5 kN .
Figura 19 – Forças Horizontais nas vigas 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Percebe-se que não há esforços horizontais na viga estudada.

Figura 20 – Deformada da viga 02, 03 e 04, respectivamente.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

8. CÁLCULO DA ARMADURA LONGITUDINAL


Neste item estão todos os procedimentos utilizados para o dimensionamento da
armadura longitudinal da viga.

8.1. Momento majorado ( M d )


MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS VIGAS V2, V3 e V4,
RESPECTIVAMENTE.
MK (KN.M) Md
46,5 65,1 V2
92,5 129,5 V3
56,5 79,1 V4

Onde,
M d =1,4 × M k

8.2. Altura útil (d)


O chute da altura será de 10% do valor do comprimento da viga.

h=0,1∗4,8=0,48 m

MOMENTOS MÁXIMOS POSITIVOS VIGAS V1-V5 e V2, V3


e V4, RESPECTIVAMENTE.
L (cm) H (cm)
550 (maior vão
55 V1-V5
livre)
400 40 V2, V3,V4
Uma vez que os valores estimados são relativamente altos, será adotado uma
viga de 50 cm de altura para posterior verificação.

Altura útil encontrada:


d=h− −estribo−c
2

Em que  h: altura adotada; ∅: barra adotada; c: cobrimento nominal.

Sabendo que h = 50 cm; adotando brita 0 e 1, c = 2,5 cm; barra adotada: 10,0
mm; estribo adotado: 6,3 mm. Tem-se que:

1,0
d=50− −0,63−2,5
2

d=46,37 cm=0,464 m

8.3. Altura útil mínima (d mín)


Após a determinação do momento fletor, calculou-se o d mín e comparou-se esse
valor com a altura útil já calculada no item 3.2. O d mín deve ser menor que o d.

f ck 25
f cd = = =17,86 MPa
1,4 1,4
Em que  f ck : resistência característica do concreto à compressão (MPa).
Em relação a base da viga, será adotado a largura das paredes dada na descrição
do problema de 15 cm.

Sabendo que:

Md
d mín =2 ×
√ bw × fcd

Tem-se que:
MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS
MK (KN.M) Md dmin (m)

46,5 65,1 0,31 V2

92,5 129,5 0,44 V3

56,5 79,1 0,34 V4


Todos os valores de d mín foram abaixo do d encontrado com a altura adotada, então
está dentro dos parâmetros de segurança.
8.4. Cálculo do KMD e Determinação da área de aço

Após a verificação da altura útil, fez-se o cálculo do KMD para posteriormente


calcular a armadura longitudinal. Os valores de KMD encontrados são utilizados na
tabela (a seguir) do livro “CALCULO E DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS
USUAIS DE CONCRETO ARMADO” do professor Roberto Chust Carvalho.
Se,

Md
KMD=
b w × fcd × d 2

E sabendo que:

Md
As=
Kz × d × fyd

f yk
f yd =
1,15

f yk 500
f yd = = =434,78 MPa ≅ 435 MPa
1,15 1,15

Sendo  f yk : resistência do escoamento do aço a tração (MPa).

MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS

MK (KN.M) Md KMD KZ As (cm2)

46,5 65,1 0,1129 0,9270 3,48

92,5 129,5 0,2239 0,8430 7,59

56,5 79,1 0,1372 0,9094 4,31

Essas são as áreas requeridas de aço, porém, podem ser alteradas de acordo com o
cálculo da área de aço mínima, descrito a seguir:

A s ,mín =ρmín × bw ×h

Sabendo que: ρmín =0,15 % , tem-se:

0,15
A s ,mín = ×15 ×50
100

A s ,mín =1,125 cm ²
4 4
A s ,máx = ×b w × h= × 15× 50
100 100

A s ,máx =30 cm ²

Portanto, como todas as áreas chegaram a valores acima do mínimo de 1,125 cm²,
serão utilizadas as áreas efetivas.

8.5. Quantidade de barras (n), Cálculo do espaçamento (e ¿ e Verificação do


espaçamento

As
n=
As∅

Em que: n: quantidade de barras por metro; As: área de aço (cm²); As , ∅: área de aço
da barra (cm²).

Sabendo que: ∅=10 mm  A s ∅=0,8 cm²

∅=12,5 mm  A s ∅=1,25 cm ²

∅=16 mm  A s ∅=2,00 cm ²

∅=6,3 mm  A s ∅=0,315 cm ²

Para o Cálculo do espaçamento (e ¿, utilizou-se a seguinte equação.

b w −2 c−2 estribo−n × ∅
e=
n−1

MOMENTOS MAXIMOS POSITIVOS

eh
As ev N° de
MK (KN.M) Md N° de barras (cm
(cm2) (cm) camadas
)

46,5 65,1 3,48 5 ∅ 10 mm 2,8 2,0 2

92,5 129,5 7,59 6 ∅ 12,5 mm 2,5 2,0 2

56,5 79,1 4,31 6 ∅ 12,5 mm 2,5 2,0 2


e: espaçamento das barras por metro (cm).
Na verificação do espaçamento, temos que para saber se a barra que foi adotada
está correta, assim como o seu espaçamento correspondente, deve-se fazer a verificação
do espaçamento calculado (e) com o espaçamento mínimo horizontal (a h).

20 mm

{
a h ≥ diâmetro da barra
1,2 d máx ,agregado

2cm
ah≥
{ 1,0 cm
1,2 ×1,9 cm=2,3 cm
 a h=2,5 cm

Como e ≥ a h  OK!

Se não passasse no espaçamento, teria que mudar a barra e refazer os cálculos.

9. CÁLCULO DA ARMADURA TRANSVERSAL


O modelo utilizado para o dimensionamento do estribo foi o modelo de cálculo
I, detalhado no livro “CALCULO E DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS USUAIS
DE CONCRETO ARMADO” do professor Roberto Chust Carvalho.
9.1. Verificação do esmagamento da biela de concreto

O primeiro procedimento é analisar se o estribo vai ser suficiente para combater


o cisalhamento. Para isto, deve-se fazer a verificação do esmagamento da biela de
concreto. Se não tiver esmagamento, significa que o estribo é suficiente.

V sd ≤ V rd  não há perigo de esmagamento da biela de concreto

V sd =1,4 ×V k

Sabendo que
Cortantes máximos
Vk (KN) Vsd
91,7 128,38 V1-V5
46,5 65,1 V2
92,5 129,5 V3
56,5 79,1 V4

tem-se que:
V Rd 2=0,27 × α V 2 × f cd × bw ×d
Sendo  V Rd 2,1: força cortante resistente de cálculo relativa à ruína das diagonais
comprimidas de concreto; f cd: resistência de cálculo do concreto a compressão; b w: base
da viga; d: altura útil da viga.
f ck
α V 2=1−
250
25
α V 2=1− =0,9
250
f ck 25
f cd = = =17,86 MPa=17860 kN /m²
1,4 1,4

V Rd 2=0,27 × 0,9× 17860× 0,15 ×0,464  V Rd 2=302,06 kN


V sd ( todos)<V Rd 2  não há esmagamento das bielas de concreto.

9.2. Parcela da força cortante resistida pela armadura transversal (V SW )

Após a análise da verificação das bielas, calcula-se a força cortante a ser


resistida pela armadura transversal.
V SW =V Sd −V c

Em que  V c : parcela de força cortante absorvida por mecanismos complementares ao


de treliça.

V c =0,6 × f ctd × bw × d

Sendo  f ctd: valor de cálculo da resistência à tração do concreto.


2
( )
f ctd=0,15× f ck 3
2
( )
f ctd=0,15× 25 3 =1,28248 MPa=1282,48 kN /m ²
V c =0,6 × 1282,48× 0,15 ×0,464=53,56 kN

Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo


91,7 128,38 74,82 Dimensionado V1-V5
46,5 65,1 11,54 Dimensionado V2
92,5 129,5 75,94 Dimensionado V3
56,5 79,1 25,54 Dimensionado V4

Conforme demonstrado acima, quando o valor da força cortante resistida pela


armadura transversal apresenta valor negativo, significa que apenas o concreto resiste ao
cisalhamento e, nesse caso, o estribo mínimo é adotado para a peça. Para os casos onde
isso não foi ocorreu, calcula-se o espaçamento a partir da força cortante resistida pela
armadura.

9.3. Espaçamento entre os estribos verticais (s)

A sw ×0,9 × d × f ywd
V sw =
V sw
Em que  A SW :área total da seção transversal dos estribos; s: espaçamento entre os
estribos, medido segundo o eixo longitudinal da peça; fywd: tensão na armadura
transversal passiva, limitada ao valor fyd no caso de estribos e a 70% desse valor no caso
de barras dobradas, não se tomando, para ambos os casos, valores superiores a 435
MPa; α: ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo longitudinal
do elemento estrutural, podendo-se tomar 45º ≤ α ≤ 90º.

Admitindo que α =90 ° e fazendo a manipulação da equação, tem-se que:

A sw ×0,9 × d × f ywd
s=
V sw

f yk 500
f yd = = =434,78 MPa ≅ 435 MPa
1,15 1,15

A sw=2× A ∅ estribo

Sabendo que: ∅ estribo =6,3mm  A ∅ estribo =0,315 cm ², tem-se que:

A sw=2× 0,315=0,63 cm ²

Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo S (cm)


91,7 128,38 74,82 Dimensionado 15 V1-V5
46,5 65,1 11,54 Dimensionado 99 V2
92,5 129,5 75,94 Dimensionado 15 V3
56,5 79,1 25,54 Dimensionado 44 V4

smáx ≤ 0,6 d ≤ 300 mm se V sd /V Rd 2 ≤ 0,67


{
0,3 d ≤200 mm se V sd /V Rd 2 >0,67

V sd
Vk (KN) Vsd Vsw Tipo de Estribo S (cm) smáx
V Rd 2
91,7 128,38 74,82 Dimensionado 15 0,25 ≤ 0,67 25 cm V1-V5
46,5 65,1 11,54 Dimensionado 99 0,04 ≤ 0,67 25 cm V2
92,5 129,5 75,94 Dimensionado 15 0,25 ≤ 0,67 25 cm V3
56,5 79,1 25,54 Dimensionado 44 0,08 ≤ 0,67 25 cm V4

smáx =s(V 2 eV 4)=25 cm

s(V 1−V 5 eV 3 )=15 cm

9.4. Espaçamento transversal máximo

O tipo de estribo adotado foi o simples, para todas as vigas, então não houve a
necessidade do cálculo deste procedimento.

9.5. Verificação do estribo adotado


 Força cortante resistida correspondente a taxa de armadura transversal
mínima

2
3
V RI , ρmín=98 × bw ×d × f ck

2
3
V RI , ρmín=98 × 0,15× 0,464 ×25 =58,32 kN

 Força cortante resistente

2
(
V R=644 × bw × d [( ρsw, 90 × f yd ) + 0,1 f ck 3 ])
A sw 0,63
ρ sw , 90= = =0,00168
bw × s ×sen ∝ 15 ×25 ×1

2
VR =644 × 0,15 ×0,464 [ ( 0,00168× 435 ) + (0,1 ×25 ) ] 3

V R=70,3 kN

V RI , ρmín< V R  OK!

9.6. Comprimento do estribo (C)


C=( h−2 c )+(b¿¿ w−2 c )+ 10¿
C=( 50−2× 2,5 )+ ( 15−2 ×2,5 ) +10
C=65 cm
9.7. Quantidade de estribos (n)

C viga −2 c−2 estribo−s


n=
s+ 1
L (cm) n
58 estribos ∅6,3 mm
950 V1-V5
c/15 cm
24 estribos ∅6,3 mm
400 V3
c/15 cm
15 estribos ∅6,3 mm
400 V2 e V4
c/25 cm

Esquematização e detalhamento da armadura em anexo.


ANCORAGEM POR ADERÊNCIA DA ARMADURA LONGITUDINAL

Ao definir os pontos de interrupção das barras, em função da distribuição dos momentos


fletores solicitantes de cálculo, há a necessidade de transferir para o concreto as tensões
a que das estão submetidas; para isso, as barras devem ser providas de um comprimento
adicional: A essa transferência dá-se o nome de ancoragem, e o comprimento adicional
é chamado de comprimento de ancoragem reto (lb).

Segundo o item 9.4.1 da ABNT NBR 6118:2014, todas as barras das armaduras devem
ser ancoradas de modo a garantir que os esforços a que estejam submetidas sejam
integralmente transmitidos ao concreto, seja por meio de aderência, de dispositivos
mecânicos ou pela combinação de ambos. Consideram-se dois tipos básicos de
ancoragem:

a) Por aderência entre aço e concreto: quando os esforços são ancorados por meio de
um comprimento reto ou com grande raio de curvatura, seguido ou não de gancho.
b) Por meio de dispositivos mecânicos: quando os esforços a ancorar são transmitidos
ao concreto por meio de dispositivos mecânicos acoplados à barra.

ADERÊNCIA ENTRE CONCRETO E AÇO

Aderência é o fenômeno que permite o funcionamento do concreto armado como


material estrutural. Sem aderência, as barras da armadura não seriam submetidas aos
esforços de tração, pois deslizariam dentro da massa de concreto e a estrutura se
comportaria como sendo apenas de concreto simples. A aderência faz com que os dois
materiais, de resistências diferentes, tenham a mesma deformação e trabalhem juntos, de
modo que os esforços resistidos por uma barra de aço sejam transmitidos para o
concreto e vice-versa. Segundo Leonhardt & Mõnnig (1977) apud Carvalho (2016) a
aderência é composta de três parcelas:

• Adesão: de natureza físico-química, com forças capilares na interface entre os dois


materiais; o efeito é de uma colagem provocada pela nata de cimento na superfície do
aço;
• Atrito: é a força que ocorre na superfície de contato entre os dois materiais, e se
manifesta quando há tendência ao deslocamento relativo entre a barra de aço e o
concreto, impedindo-o; é variável com o tipo de superfície das barras e devido à
penetração da pasta de cimento nas irregularidades das mesmas; é tanto maior quanto
maior é a pressão exercida pelo concreto sobre a barra (por isso, o atrito é maior nos
apoios e nas. partes curvas das barras e é favorecido pela retração);

• Engrenamento: resistência mecânica ao arrancamento devida à conformação


superficial das barras, cm que as mossas e saliências funcionam como peças de apoio,
aplicando forças de compressão no concreto, o que aumenta significativamente a
aderência.

DETERMINAÇÃO DA TENSÃO DE ADERÊNCIA

A aderência é um fenómeno complexo; para sua determinação, são efetuados ensaios de


arrancamento que possibilitam encontrar valores médios da tensão de aderência; nesses
ensaios, é medida a força necessária para arrancar um pedaço de uma barra de aço de
um corpo de prova de concreto; supõe-se que, na iminência do arrancamento, toda a
tensão atuante na barra seja transferida para o concreto. O esquema do ensaio,
juntamente com o desenvolvimento das tensões no aço e no concreto, é mostrado na
Figura 1.

Figura 1 - Ensaio de arrancamento e diagrama de tensões no aço e no concreto.


(CARVALHO, 2016)
Onde,
Ft – força de tração atuante;
Ftu – força de tração última;
τb – tensão de aderência no concreto;
τbu – valor ultimo de τb;
Ft Ft
τbm – = → tensão média de aderência no concreto;
área superfície barra π ∙Φ ∙ l b
lb – comprimento da barra de aço dentro do corpo de concreto;
ϕ – diâmetro da barra;
σs – tensão na barra de aço.

VERIFICAÇÃO DA ADERÊNCIA ENTRE CONCRETO E ARMADURA

Nas regiões de ancoragem, deve ser verificada a capacidade de transmissão de esforços


entre concreto e armadura. Essa verificação se faz por meio da tensão de aderência no
estado limite último. Os valores de cálculo de tensões de aderência (resistências de
aderência de cálculo) dependem, principalmente, da posição da barra durante a
concretagem (regiões propícias ou não à boa aderência), de sua conformação superficial
e de seu diâmetro.
Em situações em que exista grande concentração de armadura, com espaçamentos
pequenos ou varias camadas de armadura, é necessária também a verificação do
fendilhamento, considerando a possibilidade da colaboração de armaduras transversais.

REGIÕES FAVORÁVEIS OU DESFAVORÁVEIS QUANTO À ADERÊNCIA


As condições de boa ou má aderência das barras estão definidas no item 9.3.1 da ABNT
NBR 6118:2014, que considera cm boa situação quanto à aderência os trechos das
barras que estejam cm uma das seguintes posições:
a) Com inclinação maior que 45º sobre a horizontal (Figura 2a);
b) Horizontais ou com inclinação menor que 45º sobre a horizontal, desde que:
• localizados no máximo 30 cm acima da face inferior do elemento ou da junta de
concretagem mais próxima, para elementos estruturais com h < 60 cm (Figura
2b);
• localizados no mínimo 30 cm abaixo da face superior do elemento ou da junta de
concretagem mais próxima, para elementos estruturais com h ≥ 60 cm (Figura 2c).

Figura 2 - Situações de boa e má aderência.

(CARVALHO, 2016)

Os trechos das barras situados cm outras posições devem ser considerados em má


situação quanto à aderência, bem como quando forem utilizadas fôrmas deslizantes.
Em relação à situação b anterior, é pertinente um comentário. Se o elemento de concreto
tiver altura maior que 60 cm, mas for concretado em trechos (camadas) de no máximo
30 cm de altura, faz-se o adensamento de cada camada, espera-se o tempo necessário
para que o concreto atinja consistência tal que, ao se colocar nova camada, não haja
fuga de nata de concreto de uma camada para outra. Com esses cuidados de execução,
pode-se dizer que todas as armaduras da peça estão em uma região de boa aderência,
portanto de boa ancoragem.

VALORES DAS RESISTÊNCIAS DE ADERÊNCIA


A resistência de aderência de cálculo (tensão última de aderência) entre a armadura
passiva e o concreto, conforme o item 9.3.2.1 da norma, deve ser determinada pela
seguinte expressão:
f bd=η1 ∙ η2 ⋅ η3 ∙ f ctd
Em que:
3
0,21 √ f 2ck
fctd = é o valor de calculo da resistência a tração do concreto (MPa);
1,4
η1 – 1,0 para barras lisas (CA25);
η1 – 1,4 para barras entalhadas (CA60);
η1 – 2,25 para barras de alta resistência (CA50);
η2 – 1,0 para situações de boa aderência;
η2 – 0,7 para situações de má aderência;
η3 – 1,0 para ϕ < 32 mm (ϕ é o diâmetro da barra, em mm);
η3 – (132 – ϕ)/100 para ϕ > 32 mm (ϕ é o diâmetro da barra, em mm).

ANCORAGEM DAS BARRAS

De acordo com o que prescreve a ABNT NBR 6118:2014 no item 9.4.2, as barras
tracionadas (item 9.4.2.1) podem ser ancoradas com um comprimento retilíneo ou com
grande raio de curvatura em sua extremidade. A ancoragem deve se dar:

a) obrigatoriamente com gancho (ver seção 5.3.3) para barras lisas;


b) sem gancho nas que tenham alternância de solicitação (tração e compressão);
c) com ou sem gancho nos demais casos, não sendo recomendado o gancho para barras
de ϕ > 32 mm ou para feixes de barras.

COMPRIMENTO BÁSICO DE ANCORAGEM

A norma define (item 9.4.2.4) como comprimento reto de ancoragem básico (lb) aquele
necessário para ancorar a força limite As · fyd em uma barra de diâmetro ϕ, da armadura
passiva, admitindo, ao longo desse comprimento, tensão de aderência uniforme e igual a
fbd. Esse comprimento, que segundo a norma deve ser maior que 25 · ϕ (ϕ. é o diâmetro
da barra), pode ser calculado a partir do equilíbrio entre as forças em ação, conforme a
Figura 3:
Figura 3 - Determinação do comprimento básico de ancoragem.

(CARVALHO, 2016)
COMPRIMENTO NECESSÁRIO DE ANCORAGEM

Em situações em que a armadura existente (detalhada) em um determinado elemento é


maior que: a necessária calculada, o comprimento de ancoragem necessário (lb,nec) pode
ser reduzido, de acordo com o item 9.4.25 da norma. sendo calculado por:
A s ,calc
l b , nec =α 1 ∙l b ∙ ≥l b ,min
A s ,ef
Em que:
α1 – 1,0 (barras sem gancho);
α2 – 0,7 (barras tracionadas com gancho e cobrimento no plano normal ao do gancho ≥
3ϕ);
lb – dado na figura 3;
As,calc – área da armadura calculada para resistir ao esforço solicitante;
As,ef – área da armadura efetiva (existente);
lb,min – maior valor entre 0,3·lb, 10·ϕ e 100mm.

ARMADURA TRANSVERSAL NA ANCORAGEM


As ancoragens por aderência, com exceção das regiões situadas sobre apoios diretos,
devem ser confinadas por armaduras transversais ou pelo próprio concreto; neste último
caso, o cobrimento da barra ancorada deve ser maior ou igual a 3 · ϕ, e a distância entre
as barras ancoradas também deve ser maior ou igual a 3 · ϕ.
Segundo o item 9.4.2.6 da norma, consideram-se como armaduras t:ransvcnais as
existentes ao longo do comprimento de ancoragem, caso a soma das áreas dessas
armaduras seja maior ou igual às especificadas a seguir:

a) Barras com ϕ < 32 mm.


Ao longo do comprimento de ancoragem deve ser prevista armadura transversal capaz
de resistir a 25% da força longitudinal de uma das barras ancoradas. Se a ancoragem
envolver barras diferentes, prevalece, para esse efeito, a de maior diâmetro.

b) Barras com ϕ ≥ 32 min


Deve ser verificada a armadura em duas direções transvcrsa.is ao conjunto de barras
ancoradas. Essas armaduras transversais devem suportar os esforços de fendilhamcnto
segundo os planos críticos, respeitando o espaçamento mínimo de 5 · ϕ (onde ϕ é o
diâmetro da barra ancorada).

c) Barras comprimidas
Quando se tratar de barras comprimidas, pelo menos uma das barras constituintes da
armadura transversal deve estar. situada a uma distância igual a quatro diâmetros
(diâmetro da barra ancorada) além da extremidade da barra.

ANCORAGEM DE ESTRIBOS

De acordo com o item 9.4.6 da norma, a ancoragem dos estribos deve necessariamente
ser garantida por meio de ganchos ou barras longitudinais soldadas.

GANCHOS DE ANCORAGEM NAS EXTREMIDADES DAS BARRAS

Na norma, são previstos ganchos para ancoragem das barras tracionadas e estribos; os
ganchos possibilitam a redução do comprimento de ancoragem. Como já visto, as
armaduras comprimidas devem ser ancoradas sem ganchos.
GANCHOS DA ARMADURA DE TRAÇÃO

As recomendações para os ganchos da armadura longitudinal de tração se encontram


no item 9.4.2.3 da ABNT NBR 6118:2014.-0s comprimentos mínimos retos nas
extremidades ~as barras visam garantir o trabalho do gancho ou a efetiva ancoragem.
Os ganchos podem ser (Figura 4):
Figura 4 - geometria dos ganchos de barras tracionadas, em ângulo reto, quarenta e cinco graus interno e
semicircular.

(Carvalho, 2016)

a) semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior a 2 · ϕ;


b) em ângulo de 45º (interno), com ponta reta de comprimento não inferior a 4 · ϕ;
c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 · ϕ.

Nas barras lisas, os ganchos deverão ser semicirculares. O diâmetro interno da curvatura
do dobramento dos ganchos das armaduras longitudinais de tração (ϕ i na Figura 4),
exigido a fim de evitar fissuras no aço, deve ser, pelo menos, igual aos valores do
Quadro 1, dados em função do diâmetro da barra e do tipo de aço.

Quadro 1 - Diâmetro dos pinos de dobramento (D) dos ganchos (valores de ϕi).

(CARVALHO, 2016)

GANCHOS DOS ESTRIBOS


De acordo com o item 9.4.6,1, os ganchos dos estribos, confeccionados com barras
de diâmetro ϕ1, poderão ser:
a) semicirculares ou em ângulo de 45º (interno), com ponta reta de comprimento igual
a 5 · ϕt, porém não inferior a 5 cm;
b) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual a 10 · ϕt, porém não
inferior a 7 cm (este caso não é permitido para barras e fios lisos).
Os diâmetros internos da curvatura dos estribos deverão ser, no mínimo, iguais aos do
Quadro 2 (Tabela 9.2 da ABNT NBR 6118:2014), sendo ϕ t o diâmetro da barra do
estribo:

Quadro 2 - Diâmetro dos pinos de dobramento para estribos.

(CARVALHO, 2016)
DESLOCAMENTO DO DIAGRAMA DE MOMENTOS FLETORES
(DECALAGEM)

Como visto, os comprimentos das barras da armadura longitudinal de uma viga são
determinados por meio das medidas efetuadas no diagrama de momentos fletores, às
quais devem ser somados o comprimento de ancoragem de cada uma. É preciso
lembrar, agora, que o estudo feito considerou apenas o caso de flexão simples e pura.
Em uma viga de edifícios há sempre o efeito do cisalhamento, devido à força cortante, e
para levá-lo em conta é utilizado o modelo de treliça de Mörsch, desenvolvido no início
do século XX.
Na análise do efeito da força cortante cm vigas, parte-se de um modelo, que servirá de
base para o cálculo, que represente a viga fissurada próxima da situação de colapso.
Seja a viga da Figura 5, que, segundo Mörsch, pode ser representada por uma treliça,
em que se supõe que o carregamento atuante corresponda ao estado limite de ruptura, no
caso, por cisalhamento.
No colapso, as fissuras na região próxima ao apoio estão inclinadas em
aproximadamente
45º. Analisando esta região, pois o que interessa é o efeito do cisalhamento, e no apoio
as forças cortantes são maiores, pode-se considerar que o concreto íntegro em duas
fissuras inclinadas (biela comprimida de concreto) seja representado pelas diagonais da
treliça, com inclinação de 45º; a região de concreto comprimido na parte superior da
viga (acima da linha neutra) é representada pelo banzo superior horizontal; a armadura
longitudinal tracionada é representada pelo banzo inferior, e os montantes (verticais)
representam o efeito dos estribos.
Seccionando a treliça de Mörsch em uma seção SS (Figura 5), e fazendo o equilíbrio de
momentos cm torno do ponto K, chega-se a:
F s ∙ z=R ∙ a−P1 ∙ ( a1 +a2 ) −P2 ⋅ a2
Verifica-se que a parcela da direita (R · a - P1 · a1 - P1 · a1 - P1 · a2) é numericamente
igual ao valor do momento 6etor de cálculo (Md), pois a situação é próxima ao colapso,
atuando na seção que contém o ponto K. Assim, como a força na armadura é a área de
aço As multiplicada pela sua resistência de cálculo à tração (fyd) resulta:
Md
F s ∙ z=M d → ( f yd ∙ A s ) ∙ z =M d → A s=
z ∙ f yd

Figura 5 - Modelo de treliça de Mörsch em uma viga simplesmente apoiada


(Carvalho, 2016)

que é a mesma expressão obtida quando se calculou a armadura de flexão. A diferença é


que, naquela situação, Md atuava na seção que continha o ponto J (onde atua F s), que
está defasada da seção que contém o ponto K da distância a 2; como Md atuante na seção
do ponto J é menor que Md na seção do ponto K, a área da armadura obtida é menor que
a necessária. Em outras palavras, isso significa que a área A s da armadura foi calculada
com Fs que atua em J, quando deveria ter sido calculada com F s atuante na seção que
contém o ponto K, em que é maior.
Uma maneira de considerar esse fato é trasladar o diagrama de momentos fletores de
certa distância al na direção mais desfavorável, como indicado pelas curvas tracejadas
na Figura 6. Dessa maneira, os comprimentos ai das barras seriam tirados deste novo
diagrama. Para simplificar, pode-se usar o diagrama normal e acrescentar aos valores de
ai, além do comprimento de ancoragem lb, o valor de al.

Figura 6 - Viga continua com carga distribuída e diagrama de momento deslocado.


(CARVALHO, 2016)

Percebe-se que o cálculo da armadura transversal é básico para estabelecer o valor do


deslocamento do diagrama de momentos fletores. Segundo a ABNT NBR 6118:2014,
item 17.4.l, o cálculo da armadura transversal é baseado no modelo de treliça de banzos
paralelos, com uma parcela (Vc) da força cortante absorvida por mecanismos resistentes
complementares. São possíveis dois modelos de cálculo:

Modelo 1: admite que as diagonais de compressão (biela comprimidas) têm inclinação


θ = 45° em relação ao eixo longitudinal da peça, e que V c, tem valor constante,
independentemente de VSd (força cortante solicitante de cálculo);
Modelo II: admite que as diagonais de compressão têm inclinação 9 diferente de 45°,
arbitrada livremente no intervalo 30º ≤ θ ≤ 45°; nesse caso, a parcela V c é considerada
com valores menores, sofrendo redução com o aumento VSd.

DESLOCAMENTO (DECALAGEM) DO DIAGRAMA DE MOMENTOS


FLETORES DE ACORDO COM O MODELO I

Quando a armadura longitudinal de tração for determinada por meio do equilíbrio de


esforços na seção normal ao eixo do elemento estrutural, podem-se substituir os efeitos
provocados pela fissuração oblíqua pelo deslocamento do diagrama de força no banzo
tracionado (ou do diagrama de momentos fletores), paralelo ao eixo da peça, dado por
(item 17.4.2.2c da norma):
a l=d ∙¿

Em que:
al = d para |Vsd,máx| ≤ |Vc|;
al = 0,5d, no caso geral;
al ≥ 0,2d para estribos inclinados a 45º;
α – ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo longitudinal da
peça, podendo-se tomar 45º ≤ α ≤ 90º;
Vsd,máx – força cortante de calculo na seção mais solicitada;
Vc – parcela da força cortante absorvida por mecanismo adicionais ao de treliça.

A parcela Vc da força cortante, no caso de flexão simples, sendo b w e d a largura e a


altura útil da seção, e fctd a resistência de calculo à tração do concreto, é dada por:
V c =0,6 ∙ f ctd ∙b w ∙ d
3
0,21 √ f 2ck
Em que fctd = , com fck em MPa.
1,4
No caso da utilização de estribos verticais e, portanto, α = 0, resulta para al:
a l=d ∙¿
Ainda neste mesmo item (17.4.2.2c), a norma admite que a decalagem do diagrama de
força no banzo tracionado pode também ser obtida simplesmente empregando a força de
tração, em cada seção, dada pela equação:
F sd , cor=¿
Em que:
Msd,máx é o momento fletor de cálculo máximo no trecho em análise;
α é o ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo
longitudinal da peça;
θ = 45º é a inclinação das diagonais de compressão em relação ao eixo
longitudinal da peça.

DESLOCAMENTO (DECALAGEM) DO DIAGRAMA DE MOMENTOS


FLETORES DE ACORDO COM O MODELO II

O deslocamento do diagrama de momentos fletores, de acordo com o modelo II,


mantidas as mesmas condições estabelecidas para o modelo l, será (item 17.4.2.3c
danorma):
a l=0,5 ∙ d ∙ ¿
Em que θ é a inclinação das diagonais de compressão (bielas), variando entre 30º e 45º.
Considerando novamente estribos verticais, resulta para al:
a l=0,5 ∙ d ∙ cot θ ≥0,5 ∙ d
Também no modelo II permanece válida a alternativa para a obtenção da força de tração
dada pela expressão
F sd , cor=¿
Em que:
Msd,máx é o momento fletor de cálculo máximo no trecho em análise;
α é o ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo
longitudinal da peça;
θ = 45º é a inclinação das diagonais de compressão em relação ao eixo
longitudinal da peça.

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