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Autoridade Haláchica

Adaptado por Yochanan ben Avraham                   

INTRODUÇÃO:
                        Desde que iniciamos nossa ‘Teshuvá ’, algumas palavras
passaram a fazer parte do nosso cotidiano. A pró pria palavra ‘Teshuvá ’, por
exemplo, é uma delas e o seu significado indica arrependimento no idioma
hebraico. Outra palavra que passamos a conhecer foi ‘Halachá ’. ‘Halachá ’
significa: ‘ modo de caminhar’, ‘caminhar a pé’ ou simplesmente caminhar.
Este termo é utilizado para indicar as interpretaçõ es da Torá , ou seja, tem a
finalidade de mostrar como cumprir os mandamentos (mitzvot) contidos
nEla, nos dá a idéia de ‘como caminhar na Torá ’.
                         Antes de qualquer coisa, é necessá rio entendermos que na Torá
escrita alguns aspectos sã o vagos e que algumas situaçõ es que podemos
enfrentar, sequer sã o mencionadas na Torá . Vemos um exemplo disso nos
casos do Pessach sheni (segundo Pessach) Bamidbar (Nú meros) 9.6-14 e das
filhas de Tselafchad Bamidbar 27.1-11. Em ambas situaçõ es, nã o havia na
Torá escrita uma determinaçã o específica para os casos, sendo necessá rio
haver uma deliberaçã o para se saber o que fazer. Notemos que as pessoas
que apelaram a Moshé, de certa forma, se sentiram ‘injustiçadas’.
                           Diante destas coisas, surge a pergunta: “quem tem
autoridade para fazer estas deliberações?” A pró pria Torá nos responde,
(ver Shemot (Ê xodo) 18.13-26 e Devarim (Deuteronô mio) 16.18 e 17.8-13).

SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DOS TRIBUNAIS.


                            Apó s lermos os textos indicados, podemos perceber que estes
tribunais passaram por uma espécie de ‘evoluçã o’, pois de Shemot (Ê xodo)
18.22 até Devarim (Deuteronô mio) 1.17, passando por Bamidbar (Nú meros)
11.16-17, isto é bem visível. Os decretos destes zakanim (anciã os), foram
adicionados ao que ficou conhecido como “Lei Oral”. Na verdade, existem
dois tipos de “lei Oral” e eles sã o muito diferentes um do outro, mas isso é
assunto para outro estudo em outra ocasiã o...
                              A semichá (autoridade) halá chica, segundo o que a Torá
deixa transparecer em Devarim 17.14-20, seria passada ao Rei. De fato,
vemos isto acontecer explicitamente em Melachim alef (1º Reis) 3.16-28 e
confirmado em Yeshayahu (Isaías) 22.21-22.
                               Com o cativeiro, tanto a monarquia quanto o Beit Din (Casa
de juízo/tribunal) “desapareceram”. No retorno do cativeiro, Ezra (Esdras)
restabeleceu o Beit Din (Ezra 7.25) e tomou uma série de decisõ es
“halá chicas” e ficou conhecido como “A grande Assembléia”.
                                Com o passar do tempo, o judaísmo se fragmentou em
vá rias seitas, sendo as principais os p’rushim (farizeus), os ts’dukim
(saduceus) e os assaim (essênios). Cada uma destas seitas tinha suas
pró prias características, os ts’dukim (que nã o criam na ressurreiçã o), por
exemplo, acusavam os p’rushim de fazerem acréscimos a Torá , conforme
relata Flá vio Josefo: “o que eu agora explico é isto, que os p’rushim têm
conduzido as pessoas a um grande número de observâncias pela sucessão de
seus pais, que não estão escritas na Torá de Moshé; e por esta razão os
ts’dukim os rejeitam e dizem que nós devemos considerar apenas as
observâncias que são obrigatórias, as quais estão na palavra escrita, mas não
devemos observar as que se derivam da tradição (takanot) de nossos pais.”
(Antiguidades 13.10:6).

                       Os p’rushim, por sua vez, acusavam os ts’dukim de terem se


corrompido e a “Grande Assembléia” de ter se tornado um instrumento
político de Roma.
                        Os Assaim, nã o rejeitam o conceito de “Lei Oral” como os
ts’dukim, mas nã o tinham um conjunto alternativo de tais tradiçõ es
conforme escrito nos rolos do mar morto. Em muitos documentos pode ser
percebida a diferença de suas interpretaçõ es em relaçã o à Mishná .
Resumindo, Os assaim nã o rejeitavam a “Lei Oral”, mas tinha sua pró pria
compreensã o dela.

OS OBJETIVOS DA HALACHÁ.
                         Ao lermos Shemot 18.13-26 e refletirmos no seu conteú do,
entendemos que o objetivo da halachá é ‘facilitar o cumprimento das
mitzvot’ e nã o dificultar! Cientes disso, vejam o que Malachi (Malaquias) 2.8-
9 diz:”Mas vós vos afastastes do caminho, fizeste tropeçar a muitos pelo
ensinamento; destruíste a aliança com Levi, disse YHWH Ts’va’ot. Eu também
vos tornei desprezíveis e vis a todo o povo, do mesmo modo como vós não
guardastes o meu caminho e fizestes acepção de pessoas no
ensinamento.” Combinando este texto com Lucas 17.2, entendemos melhor o
que Yeshua queria dizer.

OS TRIBUNAIS NO TEMPO DE YESHUA.


                         No primeiro século, havia três sanhedrin (tribunal má ximo), os
do ts’dukim, que era influenciado por Roma, o dos p’rushim e o dos assaim,
este ú ltimo se isolou do restante de Israel se estabelecendo no deserto em
comunidades (semelhantes a ‘mosteiros’) sendo a de Qumram a mais
conhecida, a quem se credita a autoria dos escritos do mar morto.
                           Diante desta fragmentaçã o, somente um descendente de
David, poderia resgatar o trono de YHWH e estabelecer a verdadeira
halachá .

O VERDADEIRO SANHEDRIN.
                             Considerando os fundamentos que a Torá determina em
Devarim 16.18-19 e comparando com Matitiyahu 28.12-15; Marcus 14.10-
11; Lucas 22.1-6 e Yochanan 18.28-38, podemos dizer que estes tribunais
tinham condiçõ es de exercer suas obrigaçõ es? Acredito que somos
unâ nimes em dizer NÃ O!!
                              Recordando o que é dito em Yeshayahu (Isaías) 22.21-22, e
entendendo que autoridade halá chica foi chamada de “a chave da casa de
David”, vejamos quem a possuía. Primeiramente notemos o que o Mashiach
disse: “...quem disser a seu irmão: raka, será responsável perante o
sanhedrin (Matitiyahu 5.22.)” Vemos, portanto,aqui que até mesmo Yeshua
reconhecia a autoridade do sanhedrin).
                               Leiamos também Matitiyahu 23.2: “os escribas e p’rushim
estão assentados na cadeira de Moshé”. Com isso, podemos saber que eram
os p’rushim os que possuíam as “chaves do Reino” pois o pró prio Yeshua
afirma isso como podemos observar em Lucas 11.52 e Matitiyahu 23.13. No
entanto, é possível dizer que eles, os p’rushim, perderam esta autoridade.
                               A perda da semichá (autoridade) dos p’rushim, se deu por
conta da hipocrisia em que viviam, a qual foi denunciada por Yeshua como é
descrito em Matitiyahu 23, tal hipocrisia frequentemente trazia muito
“trabalho” a Yeshua. O pró prio Talmud diz: “Não temais os p’rushim e os não
p’rushim, mas os hipócritas, porque suas ações são de Zimri, mas esperam uma
recompensa como a de Pin’chas” (B.Sotah 22b). O Tanach (VT) também nos
diz:”...Um hipócrita não virá perante Ele” (Yov 13.16).
                         Em Bamidbar 11.16-17, esta escrito que os zakanim (anciã os)
devem ter a Ruach HaKodesh sobre eles, mas se forem hipó critas nã o podem
receber a Shechinah! Logo, nã o servem como shoftim (juízes)...compare isto
com Yov 15.34 (Bíblia Thompson). Desta forma, fica fá cil compreendermos o
que Yeshua queria dizer quando afirmou que daria as “chaves do Reino” a
Kefá (Pedro) e seus talmidim (discípulos), ou seja, Yeshua estava dizendo
quem é que teria semichá para fazer halachá ! Vejamos Matitiyahu 16.18-19
e tiremos as devidas conclusõ es... (OBS. No aramaico ligar da o sentido de
‘proibir’, enquanto desligar o de ‘permitir’.)
                        Yeshua reconhecia que os p’rushim tinham a autoridade
halá chica, mas nos leva a entender que estes haviam perdido nã o só por
causa da hipocrisia, mas também por rejeitarem a oferta do Reino Unido e se
recusarem a “ajudar” o Mashiach a abrir o Reino Messiâ nico.
                         O Pró prio Yeshua, como Rei, obviamente possuía a “Chave de
David” (Autoridade Halá chica) e como vimos em Matitiyahu 16.18-19, Ele as
daria a seus talmidim. Este texto, por sua vez, é melhor compreendido
quando comparado com Matitiyahu 18.15-20, onde se diz respeito ao direito
das testemunhas, que nada mais é do que uma citaçã o de Devarim 19.15 e se
refere ao estabelecimento de quem tem o poder de proibir (ligar) e permitir
(desligar). Quando Matitiyahu 18.16 cita Devarim 19.15, é claro que esta se
referindo ao estabelecimento de um tribunal de juízes/sacerdotes que
atuassem nestes dias conforme Devarim 17.9-13. Esta autoridade pode ser
comprovada em Ma’assei há Sh’lichim (Atos) 15 (de maneira mais clara) e
subentendida em Ma’assei há sh’lichim (Atos) 1.15-26 e 6.1-6.
                           Isto significa que como talmidim de Yeshua, quando
estivermos diante de uma situaçã o que a Torá nã o é clara quanto ao
procedimento, devemos recorrer à s deliberaçõ es dos Sh’lichim (emissá rios)
de Yeshua que estã o, em sua maioria, na Brit Chadashá . É por isso que Sha’ul
(Paulo) há Sh’liach disse em curintayah alef (I Coríntios) 14.37:”...reconheça
que as coisas que vos escrevo são mitzvot do Eterno”.
                           Como “filhos da Luz”, “Nazarenos” ou “Do Caminho” nã o
devemos nos prender a um “jugo desigual” com os incrédulos (judaísmo
rabínico p’rushim) é preciso sair do meio deles e sermos separados
(Curintayah beit 6.14-16 e Yeshayahu 52.7-12). Nã o devemos nos voltar
para a “sabedoria” do “judaísmo rabínico” dos ú ltimos dois mil anos e
simplesmente aceitarmos todas as halachot rabínicas, mas devemos nos
voltar para aquilo que o Mashiach e seus talmidim de maneira clara e
definitiva estabeleceram. Por isso o Tanach já nos advertia, como podemos
ver em Yirmeyahu 8.7-12 e Yeshayahu 8.11-20, pois ele questiona a tal
“sabedoria” (compare isto com Yochanan 3.1-10).
                             Quando lemos Yochanan 1.1-14 combinado com Guilyana
19.11-14, vemos que estes “sá bios” nã o conheceram a palavra de YHWH.

TESTEMUNHOS HISTÓRICOS DA AUTORIDADE HALÁCHICA DOS


TALMIDIM DE YESHUA.
                              Existem alguns fragmentos de um antigo comentá rio
Nazareno, datado no Século IV sobre Yeshayahu, que deixa claro que estes
nã o andavam segundo a halachá p’rush (rabínica). Veja o que é dito sobre
Yeshayahu 8.14: “Os Nazarenos explicam que as duas casas aqui, são as casas
de Shammai e Hillel, das quais originaram os escribas e os p’rushim dispersos,
que contaminaram os preceitos da Torá com tradições e Mishná. Essas duas
casas não aceitaram o Salvador”. E ainda sobre os passukim (versículos) 20
e 21 do mesmo capítulo de Yeshayahu: “Quando os escribas e p’rushim dizer-
lhes para os ouvirem, respondam assim: ‘não é estranho que vocês sigam suas
próprias tradições, pois cada tribo consulta seu próprio ídolo. Nós portanto,
não devemos consultar os seus “sábios” mortos sobre a vida”. Assim fica bem
claro que os Nazarenos (ou seja qual for o nome que queiram dar) antigos
rejeitavam a halachá p’rush, que é a vertente judaica que deu origem ao
judaísmo ortodoxo.
                         Outro argumento histó rico encontra-se na Peshitta Nasrani da
Igreja Nestoriana. Nela foi preservada uma obra atribuída a Ya’akov ha
Tsadik que fala um pouco acerca da funçã o do Beit Din: “A função deles
(Sanhedrin Nazareno) é dar exemplo na observância da Torá, na verdade, na
retidão, na justiça, no exercício da caridade e da humildade entre os homens;
para mostrar como, pelo controle do yetser hará e pela contrição do espírito, a
fidelidade pode ser mantida na terra; e como, pela ativa realização da justiça
e passiva submissão às provas de punição, a violação da Torá pode ser
eliminada; e como todos os homens na qualidade da justiça e com conduta
apropriada em toda ocasião.” (Sefer B’nei Or 21.3)
                       
                      “Somente o Beit Knesset, ou aqueles a quem eles apontarem,
terão em todas as questões judiciais e de provisões, e pelo voto deles os
membros das diversas lideranças da comunidade serão determinados.” (Sefer
B’nei Or 23.9)

                   “Todo aquele que deseja se juntar a kehilá deve se comprometer


a respeitar a Elohim e ao homem; a viver conforme a halachá da kehilá.”
(Sefer B’nei Or 1.1-2)

                   “A Torá e a Halachá devem ser únicas para todos os membros


da comunidade.” (Sefer B’nei Or 21.16)

                   
                      Outro documento interessante é o seguinte comentá rio de
Jerô nimo sobre Yeshayahu 9.1-4: “Os nazarenos, cuja opinião coloquei acima,
tentam explicar esta passagem da seguinte forma: ‘Quando o Messias veio e
sua proclamação brilhou, a terra de Zebulon e Naftali primeiro de
todos foram libertas dos erros dos escribas e dos p’rushim e Ele removeu de
seus ombros o pesadíssimo jugo das tradições judaicas. Depois, contudo a
proclamação se tornou mais dominante, o que significa que a proclamação se
multiplicou através das boas novas do emissário Sha’ul (Paulo) que foi o
último dos emissários. E as boas novas do Messias brilharam para as tribos
mais distantes e pelo caminho de todo o mar. Finalmente todo o mundo que
anteriormente andava ou se assentava nas trevas e era aprisionado pelas
amarras da idolatria e da morte, viu a clara Luz das boas novas.”

CONCLUSÃO:
                       Conforme Sha’ul ha Sh’liach já dizia: “há muitos tipos de vozes no
mundo...(curintayah alef 14.10), podemos dizer que corremos o risco de
sermos confundidos devido à s diversas halachot existentes. Porém, todo
aquele que crê em YHWH nã o será confundido (Ruhomayah 9.33/Yeshayahu
49.23).
                        Se cremos que Yeshua é o Mashiach e que Ele deu “As chaves de
David (Reino)” aos seus talmidim, nã o devemos colocar suas deliberaçõ es
em segundo plano, ou seja, colocar a Brit Chadashá abaixo de tratados de
rabinos incrédulos. Devemos seguir a Halachá (o caminhar) de Yeshua, pois
é sob suas pisaduras que somos sarados (Yeshayahu 53.5).
Daian Dr. Isidor Grunfeld, Editora Sêfer, 104 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-80-4,
2008
PORTUGAL: Informações e encomendas  através do  email euronigma@sapo.pt
***
O que é Respeitar o Shabat? – Um guia para seu cumprimento e compreensão
Este livro foi escrito inicialmente há cerca de 50 anos. A presente edição foi revista e ampliada para
atender ao estilo e às normas do século 21. Nele, foram incluídas histórias da nossa literatura, para
mostrar como os princípios apresentados aqui afetaram a vida dos judeus em todas as eras.
Este singelo livro foi a estreia literária do Daian Grunfeld. Ele foi considerado “a melhor exposição
disponível em inglês sobre o Shabat”, sendo traduzido para vários idiomas, inclusive para o hebraico sob
o título de Mataná Guenuzá, e agora é publicado também em português, numa tradução de David
Gorodovits, que também assina o posfácio, e ricamente ilustrado por Ivo Minkovicius.
A particularidade deste livro sobre todos os outros que dissertam sobre o Shabat é que ele destaca seu
significado haláchico, demonstrando que a abstenção de melachá (“atividade”) em qualquer de suas
ramificações é o coração pulsante e o núcleo de sua observância. Esse é um aspecto do Shabat judaico
classificado frequentemente pelos ignorantes como “uma ênfase sem sentido sobre detalhes triviais”.
Com muita profundidade, o Rabino Hirsch apresentou um conceito majestoso sobre issur melachá, a
proibição de executar determinadas atividades. Ele a explica como sendo a abstenção de toda atividade
criativa por um dia em cada sete, o que, por meio dessa atitude, presta um testemunho eloquente da
necessidade de vivermos no mundo do Criador como uma de suas criaturas e de usar toda a
potencialidade humana a Seu serviço.
Esse conceito, tão bem apresentado neste livro, deve pôr um fim a esse tipo de incompreensão de uma
vez por todas. Seguramente, alguém que tenha lido esta obra não poderá, honestamente, voltar a
argumentar que, por exemplo, a lei do Shabat contra acender fogo aplicava-se apenas na época em que
isso envolvia o árduo trabalho de atritar pesadas pedras…
O quarto de século decorrido desde o lançamento deste livro, durante o qual houve uma crescente
desumanização e despersonalização do ser humano, assim como uma grave erosão dos padrões morais,
serviu apenas para reforçar a mensagem com a qual o Daian Grunfeld estava tão apaixonadamente
comprometido – a eterna relevância das leis da Torá, especialmente aquelas referentes ao Shabat, e a
regeneração espiritual do povo judeu e de toda a humanidade.
Rabino Aryeh Carmell
***
Sobre o autor:
O Daian (juiz rabínico) Isidor (Ishai) Grunfeld (1900-1975), que atuava no tribunal do Rabinato-Chefe da
Grã-Bretanha, era advogado, um líder comunitário, educador e escritor prolífico, além de, acima de tudo,
um ardente seguidor do Rabino Samson Raphael Hirsch (1808-1888).
Ele dedicou toda a sua vida à interpretação das ideias e dos trabalhos de seu mestre, tornando-os
acessíveis à nossa geração. Foi um advogado eloquente da aplicação dos pontos de vista “Hirschianos”
aos problemas correntes do século 20. Herdou do Rabino Hirsch a amplitude de visão que o imortalizou.
Ele tinha amplo conhecimento das correntes do pensamento secular e considerava bem-vinda cada
oportunidade que se lhe deparava para demonstrar a relevância da Torá na solução dos problemas mais
complexos da humanidade.
Ele lutou conta a mentalidade estreita do shtiebel (pequenas casas de oração características das
cidadezinhas da Europa) que consideravam que a posse e o interesse da Torá eram apanágio apenas de
uma pequena porção do povo. Entretanto, manteve-se sempre em bons termos com os participantes
desses círculos, conquistando sua admiração, afeto e respeito.
***
ÍNDICE
Introdução à 5ª Edição em Inglês
In Memoriam ao autor
In Memoriam ao editor
Prefácio do Autor
Capítulo 1 – O ESPÍRITO DO SHABAT
O significado do Shabat
O Shabat e a vida
Capítulo 2 – O CONCEITO DE MELACHÁ
O que é melachá?
A idéia contida no conceito de melachá
Classificação por objetivos
Significado especial de “transportar”
Capítulo 3 – OBSERVÂNCIA DO SHABAT NA PRÁTICA
Salvaguardas do Shabat
Visão prática das categorias de melachá
Trabalho executado por um não-judeu
Doenças no Shabat
Descanso dos animais
Capítulo 4 – A CELEBRAÇÃO DO SHABAT
1. O espírito de Menuchá
2. Recebendo o Shabat
3. As velas do Shabat
4. O início do Shabat
5. A santificação (Kidush)
6. Os dois pães do Shabat
7. A alegria do Shabat
8. A despedida do Shabat (Havdalá)
9. Atividades no Shabat e nos dias de semana
10. Viagens durante o Shabat
11. As crianças e o Shabat
Capítulo 5 – O SHABAT E O MUNDO MODERNO
1. Os aspectos econômicos da observância do Shabat
2. O Shabat e o Estado de Israel
Posfácio à Edição Brasileira