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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
DISCIPLINA: BOTÂNICA I

CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

JOHNNY DE AQUINO DA SILVA - C852NB - 20190855607

AULA TEÓRICA E PRÁTICA SOBRE BRIÓFITAS

Belém-PA
FEV-2020
JOHNNY DE AQUINO DA SILVA- 20190855607

AULA TEÓRICA E PRÁTICA SOBRE BRIÓFITAS

Atividade apresentada ao Curso de Licenciatura em Ciências


Biológicas – IFPA - para obtenção de nota parcial da segunda
bimestral da disciplina Botânica I.

Professoras: Brenda Oliveira e Ana Cláudia

Belém-PA
FEV-2020
INTRODUÇÃO

As Briófitas foram os primeiros vegetais a colonizar o ambiente terrestre. São plantas


pequenas (em média 2 cm) que ainda dependem da água para reprodução, já que o gameta
masculino é flagelado. São avasculares e não possuem raiz, nem caule, nem folhas verdadeiras, mas
apresentam estruturas como rizoides, cauloide e filoides. Os representantes mais conhecidos são os
musgos. O ciclo reprodutivo consta de duas fases:

1ª fase: gametófito → produz gametas, dura mais tempo, é verde, faz


fotossíntese;

2ª fase: esporófito → produz esporos, dura pouco e não faz fotossíntese.

Os musgos vivem agrupados e a água da chuva ou do orvalho permite o


encontro dos gametas. A fecundação ocorre no gametófito feminino
(local onde se encontra o gameta feminino). Forma-se o zigoto que se
desenvolve sobre o gametófito feminino e forma o esporófito. O
esporófito é formado de uma haste que cresce sobre o gametófito feminino e, em sua ponta, forma-
se uma cápsula (esporângio), onde são produzidos os esporos. Quando a cápsula se abre, libera os
esporos que são levados pelo vento, caem no solo, germinam e dão origem a novos gametófitos
(femininos e masculinos) que vão produzir gametas ( = anterozoides e = oosferas).

MATERIAIS UTILIZADOS

MATERIAIS E REAGENTES

Aparelhagens:

- Lupa e Microscópio, Lâmina e lamínula, Pinça, Pipeta de Pasteur e Pés de musgos

Reagentes

- (H2O) liquido
PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Cultivamos alguns pezinhos de musgos e colocamos um deles na lupa e no microscópio para


observação dos gametófitos e dos esporófitos.

Lupa Microscópio
Responda:

1. Qual a fase sexuada: gametófito ou esporófito?

R: gametófito é conhecida como fase sexuada do ciclo, já que é necessária a fecundação para a
formação do zigoto, processo que garante variabilidade genética.

2. Por que as Briófitas não podem atingir grandes alturas?

R: As briófitas, por serem plantas avasculares, não possuem um transporte eficiente de substâncias,
o que dificultaria a passagem de água e nutrientes caso a planta atingisse grandes alturas.

3. Como se chama o gameta masculino dos musgos? E o gameta feminino?

R: Existem órgãos especializados na produção de gametas chamados gametângios e que ficam


localizados no ápice dos gametófitos. O gametângio masculino é o anterídio e seus gametas, os
anterozoides. O gametângio feminino é o arquegônio que produz apenas um gameta feminino, a
oosfera.

4. Por que as Briófitas são dependentes da água para a reprodução?

R: As briófitas vivem em ambientes úmidos, pois dependem da água do meio ambiente para a
fecundação. As briófitas porque os anterozoides precisam de locomoção se possível em meio liquido
e também porque eles não têm agentes polinizadores.

5. Qual a importância da produção de esporos para os musgos?

R: Os esporos são células resistentes ao calor e á dessecação. São formados no interior de


uma célula vegetativa, por isso o nome endósporos. No interior há um material genético e enzimas.
Sendo assim, os esporos têm a possibilidade de germinarem, gerando uma nova célula vegetativa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o procedimento realizado, encontrou-se: Inicialmente foi desenvolvido uma aula teórica
sobre briófitas. Em seguida, ocorreu a organização do laboratório e coleta das plantas e estruturas
pelos alunos. Os materiais utilizados durante as aulas foram: Microscópio óptico, lupa óptica, musgo
(gametófitos, esporófitos, filidios, caulídios e rizóides), pinças, água, lâminas e lamínulas. Por motivos
estruturais do laboratório, a turma teve que ser dividida em grupos para que o mesmo não ficasse
lotado, no entanto todos os grupos visualizaram os procedimentos. Nesta primeira parte da prática
o assunto foi sobre as briófitas folhosa, sendo representada por um musgo. Os alunos retiraram uma
pequena porção de musgo com o auxílio de uma pinça, colocaram na lâmina, umedeceram com água,
cobriram com uma lamínula e visualizaram no microscópio e na lupa. Após a visualização observaram
a turgidez, rizoides e filódios. Em todo momento foram realizadas perguntas aos estudantes sobre o
que estava sendo observado, promovendo a discussão e a explicação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os alunos foram participativos durante todos os momentos. No entanto, a visualização da


estrutura da briófita folhosa, tornou a aprendizagem mais simples e significativa. O fato de dividir a
turma em grupos foi benéfico, pois permitiu uma interação maior da professora com a turma,
ressaltando algumas dificuldades e permitindo a resolução rápida das mesmas. Assim, as aulas
práticas surgem como ferramenta para mudar a forma que os assuntos da Botânica são abordados
e a percepção dos graduandos em licenciatura em biologia de que essas aulas possuem nomes
complicados e são difíceis de compreender. A metodologia adotada em aula prática promoveu
discussões para além dos conteúdos propostos. Ficando indiscutível a necessidade de que os
professores busquem tornar essas práticas mais recorrentes.