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Gestão Social como Caminho para a Redefinição da Esfera Pública

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS

APRESENTAÇÃO
O V Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social (ENAPEGS) ocorrerá nos dias 26 (quinta), 27
(sexta) e 28 (sábado) de maio de 2011, em Florianópolis – SC, sediado pela Universidade do Estado de Santa
Catarina (UDESC) / Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas (ESAG).

O ENAPEGS é realizado anualmente, desde 2007, no âmbito da Rede de Pesquisadores em Gestão Social
(RGS – www.rgs.wiki.br), formada por pesquisadores articulados em torno da produção e difusão de
conhecimentos relacionados à gestão social. As quatro edições anteriores aconteceram nos seguintes locais,
tendo como temas centrais:
 2007 - Juazeiro do Norte (CE) - Campus Cariri da Universidade Federal do Ceará (UFC) - Gestão Social:
práticas em debate, teorias em construção.
 2008 – Palmas (TO) - Universidade Federal do Tocantins (UFT) – Os desafios da formação em gestão
social.
 2009 – Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) - Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) –
Gestão Social e Políticas Públicas de Desenvolvimento: Ações, Articulações e Agenda.
 2010 – Lavras (MG) – Universidade Federal de Lavras (UFLA) – Gestão Social e Gestão Pública:
Interfaces e Delimitações.

Na edição de 2011, o tema central do evento será Gestão Social como caminho para a redefinição da esfera
pública. Pretende-se dar continuidade à discussão iniciada em Lavras, tratando de nossa compreensão a
respeito do que constitui e caracteriza atualmente a esfera pública e de que maneiras a prática da gestão
social pode constituir um caminho para sua ampliação e redefinição. Esfera pública entendida como espaço
de diálogo e de intermediação de visões de mundo e de interesses diversos, associados a sujeitos e
instituições que se articulam e agem coletivamente em torno de propósitos comuns, seja no âmbito estatal,
das relações entre Estado e sociedade e nas interfaces entre a esfera pública e a esfera privada.

Um dos princípios que norteiam a construção do ENAPEGS 2011 é que o próprio evento constitua espaço de
experiência e experimentação metodológica na forma como é construído e nas reflexões que promove. A
intenção é privilegiar a diversidade - de formatos, de áreas do conhecimento científico e não científico, de
organizações, de regiões e de pessoas participantes, bem como o diálogo, a dialógica, a interdependência, a
a incerteza e a inclusividade.

O evento será constituído por oito eixos temáticos propostos por pesquisadores ligados a RGS. Quatro eixos
temáticos estarão abertos para submissão de trabalhos e outros quatro terão programação definida pelos
coordenadores, conforme detalhado no quadro a seguir.

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EIXOS TEMÁTICOS DO ENAPEGS 2011


Eixo Temático Proponentes/Coordenadores
Com chamada para submissão de trabalhos
1 - Coprodução e Inovação Social Carolina Andion – UDESC/ESAG – carolandion@terra.com.br
na Esfera Pública Daniel Pinheiro – UDESC/ESAG – daniel.m.pinheiro@gmail.com
Enio Luiz Spaniol - UDESC/ESAG – elspnl@yahoo.com.br
Maurício Serafim - UDESC/ESAG – serafim.esag@gmail.com
Paula Chies Schommer - UDESC/ESAG – paulacs3@gmail.com
Vinícius Zomkowski Salvi - UDESC/ESAG - vinicius.salvi@gmail.com
2 - Gestão Social, Redes e Armindo dos Santos Sousa Teodósio – PUC-MG / PPGA / NUPEGS -
Movimentos Sociais teodosio@pobox.com
Luciano Prates Junqueira- PUC-SP / NEATS - junq@pucsp.br
Mario Aquino Alves- EAESP-FGV - mario.alves@fgv.br
Patrícia Maria Mendonça- Centro Universitário FEI- São Paulo
patriciammendonca@gmail.com
Sylmara Lopes Francelino Gonçalves-Dias- PUC-SP/NEATS -
sylmaraldias@gmail.com
3 - “Democracias” nos processos Júlio Andrade - UFBA e UFF - jandrade0@gmail.com
de construção de “Outras Carolina Leão - Universidade Técnica de Lisboa - carolinaleao@modevida.com
Economias”: Trilhas para a Cristiano de França - Universidade de Coimbra - cristiano.fralima@gmail.com
Redefinição da Esfera Pública Igor Valentim – Universidade Técnica de Lisboa - UFF - valentim@gmail.com
4 - Gestão Social, Arte e Cultura: Eloisa Helena de Souza Cabral – FAAP,SP - elocabral@uol.com.br.
valores e tecnologias para a Paulo de Tarso Muzy – FAAP,SP - ptmuzy@uol.com.br.
gestão do patrimônio das cidades Luis Antonio Eguinoa, APPA, Belo Horizonte - eguinoa.bh@terra.com.br.
Alpeniano Silva Filho, Faculdade de Artes e Comunicação da Univale -
Governador Valadares - tim.filho@uol.com.br
Eixos temáticos para os quais não haverá submissão de trabalhos (detalhes sobre a
programação de cada um dos eixos a seguir estarão disponíveis no site
www.rgs.wiki.br):
5 - O papel das Metodologias Valéria Giannella - UFC Cariri - valeriagiannella@gmail.com
Integrativas na ampliação da Vivina Machado - UFBA/CIAGS - machado.vivina@gmail.com
esfera pública Maria Suzana Moura - UFBA/CIAGS - mariasuzana@gmail.com
Edgilson Tavares de Araújo – PUC/SP e Unijorge - edgilson@gmail.com.
6 - Construção da teoria do Airton Cardoso Cançado - UFT - airtoncardoso@yahoo.com.br
conhecimento em Gestão Ariádne Scalfoni Rigo - UNIVASF - ariadnescalfoni@gmail.com
Social José Roberto Pereira - UFLA - jrobpereira25@yahoo.com.br
Fernando Guilherme Tenório - EBAPE/FGV - fernando.tenorio@fgv.br
Vânia Aparecida Rezende de Oliveira - UFLA - vrezende9@yahoo.com.br
7 - Filosofia da diferença, Luiz Manoel Lopes - UFC Cariri – LIEGS - lluizmanoel@hotmail.com
biopolítica, produção de Jeová Torres - UFC Cariri – LIEGS - jeovatorres@uol.com.br
subjetividade Guilherme Castelo Branco – UFRJ – guicbranco@ig.com.br
Eladio Craia – PUC/PR – eladiocraia@hotmail.com
8 - Ensino, pesquisa e Fernando Guilherme Tenório – EBAPE/FGV - fernando.tenorio@fgv.br
extensão em Gestão Social Tânia Fischer – CIAGS/UFBA - nepol.ciags@gmail.com
Rosana de Freitas Boullosa – CIAGS/UFBA – zanzanzan@gmail.com

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Os melhores trabalhos avaliados serão premiados com a submissão em regime de fast track para periódicos
ou com a publicação no volume 5 da Coleção ENAPEGS, em livro que agrupa os principais temas debatidos
no evento1. Entre os periódicos que já são parceiros da RGS/ENAPEGS estão: Organizações & Sociedade, RAP
(Revista de Administração Pública), ADM.MADE, RGSA, Cadernos Gestão Social, APGS e Gestão.Org. As
edições anteriores da Coleção ENAPEGS estão disponíveis para download em www.rgs.wiki.br/bilbioteca.

Modalidades e Parâmetros para Formatação das Propostas


As modalidades de propostas aceitas para a submissão ao evento são:
A) Artigo; B) Artigo Iniciação Científica/Trabalho de Conclusão de Curso; C) Oficina; D) Relato de Prática;
E) Janela Cultural.

As especificações definidas a seguir deverão ser observadas na elaboração das propostas, sob pena de
exclusão do processo de avaliação, caso não sejam cumpridas.
I. As propostas devem ser apresentadas em língua portuguesa.
II. A autoria não deve ser identificada no corpo do trabalho.
III. Na página do endereço eletrônico no qual o trabalho será submetido existem campos específicos
para a identificação de até 04 autores/co-autores e suas respectivas instituições.
IV. Para cada trabalho submetido será gerada uma identificação e uma senha, com as quais os
autores poderão oportunamente consultar a situação do trabalho.
V. As páginas devem ser numeradas no rodapé, desde a primeira página.
VI. O número de páginas deve seguir o estabelecido para cada modalidade, no formato A4 (21,0 cm x
29,7 cm - margens superior e esquerda 3,0 cm, margens inferior e direita 2,0 cm), fonte Times
New Roman, corpo 12pt, espaçamento simples (entre caracteres, palavras e linhas).
VII. O título da proposta deve estar em negrito e em Letras Maiúsculas apenas nas Iniciais do Título,
com Corpo12pt, na Fonte Times New Roman, com Espaçamento e Entre Linhas Simples.
VIII. As referências devem seguir as normas da ABNT.
IX. As notas devem ser incluídas como notas de final de texto em fonte Times New Roman, corpo
10pt, com espaçamento simples entre caracteres, palavras e linhas. [Não serão aceitas notas de
rodapé].
X. As propostas devem ser editadas em Word/Office, com extensão de arquivo tipo “.doc” ou
“.docx”, ou em programas com extensão de arquivo “.odt”. Recomenda-se que o tamanho do
arquivo não seja superior a 1,0 MB (megabyte) ou 1000 Kb (kilobites). [Atenção para NÃO enviar
o arquivo do trabalho com extensão “.rtf” e “.pdf”].

A) ARTIGO
O artigo deve se apresentado com o mínimo de 08 (oito) e o máximo de 16 (dezesseis) páginas, incluindo: I.
Título do Trabalho; II. Resumo, Palavras-chave e Eixo Temático: iniciado logo após o título do trabalho, o
resumo deverá ter no mínino 10 linhas e no máximo 250 palavras em fonte Times New Roman, corpo 12pt
com espaçamento simples (entre caracteres e palavras). O resumo deverá expor o objetivo, o quadro teórico
1
Os trabalhos escolhidos poderão necessitar de ajustes em função das normas para publicação de cada periódico e do
livro. Trabalhos que não forem inéditos não poderão ser indicados para periódicos que exijam essa condição. Nesse
caso, poderão compor o livro relativo ao evento.

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de referência, a metodologia e os principais resultados ou conclusões. Após o resumo, apresentar até três
palavras-chaves e o eixo temático no qual se insere o trabalho; III. Texto do Trabalho, incluindo ilustrações;
IV. Referências; V. Notas de Final de Texto, se for o caso.

B) ARTIGO INICIAÇÃO CIENTÍFICA/TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO


Mesmo formato do Artigo, porém, com o número de páginas entre 07 (sete) e 10 (dez). Esta opção de
trabalho tem o intuito de permitir que estudantes de graduação que estejam envolvidos em pesquisas e
extensão ou elaborando seus trabalhos de conclusão de curso elaborem e submetam artigos, sem
concorrência direta com trabalhos enviados por pesquisadores seniores.
Os autores devem ser estudantes de graduação (graduandos ou já graduados durante o ano de 2010). Ao
inserir o nome dos autores na área de inscrição do artigo, caso o professor orientador seja co-autor do
trabalho, este deverá ser identificado com a palavra “orientador” entre parênteses, após o nome: Nome
Professor (orientador).

C) OFICINA
O formato da Oficina é livre, esperando-se que seja um espaço no qual os participantes possam produzir
algo coletivamente, durante a atividade. A proposta deve conter de 2 a 5 páginas (espaçamento simples),
definindo: título, eixo temático do evento no qual se insere, objetivo, metodologia, resultados esperados,
quantidade de pessoas que poderão participar e recursos a serem utilizados.

D) RELATO DE PRÁTICA
O relato de prática tem o intuito de abrir espaço para o compartilhamento de aprendizagens decorrentes de
experiências vivenciadas em gestão social, sejam elas desenvolvidas por governos, organizações da
sociedade civil, movimentos sociais, empresas, universidades, indivíduos ou na interação entre essas. A
proposta deve conter de 2 a 5 páginas (espaçamento simples), contemplando: título; eixo temático no qual
se insere; em que consiste a prática (experiência, vivência) a ser relatada; em que contexto (social, cultural,
ambiental, econômico) ocorre; a que público se direciona; procedimentos adotados (metodologia) na prática
a ser relatada; resultados alcançados com a prática até o momento; o que se aprendeu com a experiência;
relação da prática relatada com o eixo temático do evento escolhido. Podem ser informados na proposta
links para folder, site ou vídeos sobre a prática a ser relatada.
As apresentações dos relatos poderão ser filmadas durante o ENAPEGS para posterior difusão.

E) JANELA CULTURAL
A Janela Cultural receberá propostas que incentivem as discussões dos temas centrais do eixo a partir de
modalidades e expressões artísticas e culturais diversas, como a música, o teatro, a dança, as artes plásticas,
a literatura, as atividades lúdicas e a expressão corporal, dentre outras. São exemplos de proposições
sessões de exibição de filmes, apresentações musicais e de grupos culturais ou teatrais diversos, sarais,
discussões sobre ensaios fotográficos ou obras literárias e demais formas de produção, desde que
direcionadas às temáticas propostas no eixo e que contemplem a interação com o público do evento. A
proposta deve conter de 1 a 3 páginas (espaçamento simples), contemplando: título; eixo temático do
evento no qual se insere; o que pretende apresentar; objetivo das discussões e debates que deseja gerar;
metodologia a ser utilizada; quantidade de pessoas que poderão participar; recursos necessários para a
apresentação.

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DESCRIÇÃO DOS EIXOS TEMÁTICOS PARA OS QUAIS SERÃO


ACEITAS SUBMISSÕES DE TRABALHOS
A seguir estão brevemente descritos os conteúdos de cada eixo temático do ENAPEGS 2011 para os quais
serão aceitas submissões de trabalhos. Informações mais detalhadas sobre cada um dos eixos estarão
disponíveis no site da RGS, atualizadas à medida que seja detalhada a programação de cada um dos eixos.

EIXO 1 – COPRODUÇÃO E INOVAÇÃO SOCIAL NA ESFERA PÚBLICA

Coordenadores:
Carolina Andion – UDESC/ESAG – carolandion@terra.com.br
Daniel Pinheiro – UDESC/ESAG – daniel.m.pinheiro@gmail.com
Enio Luiz Spaniol - UDESC/ESAG - elspnl@yahoo.com.br
Maurício Serafim - UDESC/ESAG – serafim.esag@gmail.com
Paula Chies Schommer - UDESC/ESAG – paulacs3@gmail.com
Vinícius Zomkowski Salvi - UDESC/ESAG - vinicius.salvi@gmail.com

Neste eixo temático pretende-se tratar de perspectivas teóricas e experiências de coprodução do bem
público para a inovação social, na expectativa de que nos permitam refletir e aprender sobre suas
implicações para (re) configurar a esfera pública e suas interfaces com a esfera privada.

Entende-se coprodução do bem público como estratégia de produção de bens e serviços públicos em rede,
contando com engajamento mútuo de governos e cidadãos, individualmente ou em torno de organizações
associativas ou econômicas. A coprodução pressupõe práticas compartilhadas e a existência de canais de
expressão de diferentes interesses e perspectivas, intermediados pelo diálogo e pela construção de
consensos e objetivos comuns, em processos também permeados por conflitos, relações de poder e
articulações negociadas entre os diferentes atores em cena. Por meio da participação direta e ativa de
diferentes atores, são definidas prioridades nos processos de elaboração, implementação, controle e
avaliação de políticas públicas, tendo a democracia como um critério fundamental de desenvolvimento dos
serviços públicos. Por meio da ação coletiva, são mobilizados e articulados conhecimentos, recursos e
capacidades de pessoas e organizações públicas e privadas, viabilizando a construção de soluções
compartilhadas, contando-se com a responsabilização dos envolvidos.

Trata-se de um processo que exige intensa participação cidadã, contribuindo para aproximar governantes e
cidadãos. Uma vez que diferentes ideias, saberes e capacidades são empregadas no processo de
coprodução, estimula-se a criatividade, a inovação e a aprendizagem, ampliando-se as possibilidades de
solução para desafios coletivos e o desenvolvimento de capacidades dos sujeitos envolvidos. O processo não
é dado a priori e nem sempre é harmônico. Nesse sentido, é relevante compreender a construção dessas
práticas enquanto formas de ação coletiva que visam transformar o espaço público, incluindo seus dilemas e
desafios. Trata-se, assim, de um processo de aprendizagem social que se aproxima diretamente da gestão
social enquanto modo de gerir, por isso nosso interesse em discutir este tema no âmbito do ENAPEGS.

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Algumas das perguntas que motivam nossa exploração desse eixo temático são: quais as aproximações entre
gestão social e gestão pública, uma vez que esta seja orientada pela noção de coprodução do bem público?
De que modo os estudos relativos à gestão social (e seu repertório teórico-conceitual e metodológico)
podem contribuir para nossa compreensão de experiências de coprodução do bem público? Em que medida
as inovações sociais geradas por essa experiências demonstram capacidade para promover
institucionalização de novos saberes e práticas e transformar padrões da esfera pública? Qual o alcance de
inovações sociais oriundas da sociedade civil e do mercado na esfera pública? Quais os dilemas da
aproximação de diferentes lógicas na articulação entre as esferas privada e pública?

O eixo Coprodução e Inovação Social na Esfera Pública divide-se em quatro subtemas, dentro dos quais são
sugeridos tópicos que podem ser abordados pelos trabalhos submetidos:

i) Coprodução e inovação social em governos locais – fundamentos da coprodução do bem público


como noção que orienta a gestão pública e sua relação com a gestão social; experiências de
coprodução de bens e serviços públicos no âmbito local de governo, envolvendo participação
direta e compartilhada de governos e sociedade; cidadania, participação e democracia em
governos locais; inovação social na gestão pública municipal; estruturas e estratégias de
coprodução de bens e serviços públicos (redes, parcerias, conselhos, fóruns); participação e
coprodução em políticas públicas; inovação social e desenvolvimento local; governança pública
para a coprodução e inovação social.
ii) Coprodução e inovação social em experiências de base associativa – coprodução de bens e serviços
públicos originadas na mobilização e articulação da sociedade civil em torno de organizações e
projetos compartilhados e/ou em rede; modos alternativos de organização social e econômica
articuladas à política e à cidadania; cooperativismo e associações de produtores e seu papel no
desenvolvimento territorial; economia social e solidária e seus impactos nas dinâmicas de
desenvolvimento; tecnologias sociais geradas a partir de experiências de base associativa.
iii) Coprodução e inovação social na prática do investimento social privado – relações entre setor
privado, governo e sociedade civil em experiências de investimento social privado; formas de
investimento, perfil e dinâmica de atuação dos atores envolvidos; formação de redes de
investidores; definição e redefinição teórica e perspectivas para o debate acerca do
investimento social privado; organizações da sociedade civil e o investimento social privado;
limites e perspectivas do movimento do investimento social privado; setor privado e sua relação
com desenvolvimento comunitário; investimento social privado e as questões da
sustentabilidade; o papel do Estado na prática do investimento social privado; tecnologia social e
inovação social.
iv) Coprodução, inovação e gestão social na iniciativa privada – empresas – papéis e práticas de
inovação social para o desenvolvimento; cooperativismo e associações de produtores; redes de
franquias; pólos, aglomerações e redes empresariais e institucionais; filosofia enxuta, logística
reversa e produção socialmente responsável; empreendedorismo e sua relação com novas
demandas de ordem social, ambiental e econômica; responsabilidade social empresarial e seus
impactos na esfera pública.

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EIXO TEMÁTICO 2 – GESTÃO SOCIAL, REDES E MOVIMENTOS SOCIAIS

Coordenadores:
Armindo dos Santos Sousa Teodósio – PUC-MG / PPGA / NUPEGS - teodosio@pobox.com
Luciano Prates Junqueira- PUC-SP / NEATS - junq@pucsp.br
Mario Aquino Alves- EAESP-FGV - mario.alves@fgv.br
Patrícia Maria Mendonça- Centro Universitário FEI- São Paulo patriciammendonca@gmail.com
Sylmara Lopes Francelino Gonçalves-Dias- PUC-SP/NEATS - sylmaraldias@gmail.com

O estudo da gestão social, numa perspectiva multidisciplinar, não deveria se ater à análise de formas
institucionalizadas de articulação localizadas no nível associativo local. A interlocução da gestão social com
as perspectivas de análise centrada nos movimentos sociais pode oferecer potencial para elaboração de
modelos de análise dinâmicos, que busquem não apenas situar a gestão social em espaços multiescalares de
articulação da Sociedade Civil, Estado e Mercado, mas também traçar as conexões entre os diferentes
formatos organizacionais envolvidos, em suas dimensões simbólica e estratégica, sem que se perca de vista
sua inserção em um contexto permeado por contradições, conflitos e relevantes desigualdades que irão
delinear a construção de alternativas de intervenção social. Portanto, os desafios da gestão social estão em
captar esses processos organizativos, que não se resumem às institucionalidades, sejam elas legais ou
promovidas pela organização interna de determinada associação. Ao mesmo tempo, não pode deixar de
lado a articulação com esta mesma institucionalidade, uma vez que o próprio processo organizativo dos
movimentos, bem como a construção de alternativas para atender a suas demandas, irão envolver a
mobilização de recursos e a emergência de lideranças e estruturas, formais e informais, que irão penetrar
nos arranjos institucionais existentes. É neste contexto que emerge a necessidade de melhor se delimitar os
movimentos sociais, para ir além de olhar o seu papel de mediação entre sociedade e esfera pública para
refletir – tanto teórica quanto empiricamente – sobre seu papel organizacional, quais são seus processos de
legitimação e suas dinâmicas e estratégias de atuação.

Os proponentes deste eixo convidam os pesquisadores a apresentarem trabalhos que visem o entendimento
de como os movimentos sociais se organizam e os formatos que emergem a partir de suas relações com o
governo e políticas públicas ou com outros atores envolvidos em processos de gestão social, em especial
através do olhar das redes sociais. Daí pode-se desdobrar outras duas perspectivas que interessam a este
eixo:

- Redes e parcerias inter-setoriais: análise da interação entre identidades, imagens e reputações


organizacionais na construção da relação entre organizações dos movimentos sociais, outras organizações e
a audiência (outsiders do campo);

- Movimentos Sociais e Políticas Públicas: análise do engajamento para a construção de políticas, enfocando
as relações de conflito/cooperação envolvidas e suas estruturas de governança e controle social.

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EIXO TEMÁTICO 3 – “DEMOCRACIAS” NA CONSTRUÇÃO DE “OUTRAS ECONOMIAS”: TRILHAS PARA A
REDEFINIÇÃO DA ESFERA PÚBLICA?

Coordenadores:
Júlio Andrade - UFBA e UFF - jandrade0@gmail.com
Carolina Leão - Universidade Técnica de Lisboa - carolinaleao@modevida.com
Cristiano de França - Universidade de Coimbra - cristiano.fralima@gmail.com
Igor Valentim – Universidade Técnica de Lisboa - UFF - valentim@gmail.com

Este eixo temático tem como proposta a análise e a vivência de experiências acerca dos processos de
democracia que buscam a emancipação social, bem como a construção de novas realidades econômicas.
Através de um contraponto entre os modelos dominantes de democracia e de economia, objetiva-se, neste
eixo, dialogar com outras construções democráticas (como experiências de democracia participativa,
democracia de protagonismo etc.) e outras construções econômicas (economia solidária, comércio justo
etc.) construídas, vivenciadas e estudadas pela academia e por movimentos sociais. Pretende-se reflexionar
de modo dialogado com questões norteadoras tais como:

- Que conteúdos outras práticas econômicas acrescentam aos processos democratizantes e à própria
democracia?
- A partir de exemplos concretos, o que podem ser consideradas democracias?
- Onde são percebidas democracias radicais e no que se constituem?
- Quais podem ser consideradas redefinições na/da esfera pública?
- Que experiências de movimentos sociais contribuem para a democratização da esfera pública?
- Como os movimentos sociais dialogam com o poder público na construção de elementos democratizantes
da esfera pública?

EIXO TEMÁTICO 4 – GESTÃO SOCIAL, ARTE E CULTURA: VALORES E TECNOLOGIAS PARA A GESTÃO DO
PATRIMÔNIO DAS CIDADES.

Coordenadores:
Eloisa Helena de Souza Cabral, Faculdade de Administração da Fundação Armando Álvares Penteado –
FAAP,SP; elocabral@uol.com.br.
Paulo de Tarso Muzy Faculdade de Administração da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP,SP;
ptmuzy@uol.com.br.
Luis Antonio Eguinoa, Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes - APPA, Belo Horizonte.
eguinoa.bh@terra.com.br.
Alpeniano Silva Filho, Faculdade de Artes e Comunicação da Univale - Governador Valadares.
tim.filho@uol.com.br.

Pretende-se receber nesta temática trabalhos e debates acerca de fundamentos teóricos, abordagens
metodológicas e análises teórico-empíricas (estudo de casos, por exemplo) acerca da gestão das iniciativas e
dos bens culturais, artísticos e do patrimônio, como expressões do espaço público, refletindo a intensidade
da vida cultural e artística contemporânea. Ela pretende acolher o diálogo entre pesquisadores, produtores,
agentes e demais atores sociais da área, atentos à importância social e econômica deste campo. Trata da

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gestão de experiências organizacionais como iniciativas, mostras, eventos e festivais de artes visuais e
plásticas, literatura, música, cinema, moda, design, gastronomia, dança, museus e expressões do patrimônio
histórico, oficinas de arte-educação enfim, a gestão da manifestação organizada das atividades artístico-
culturais nas cidades e organizações. Pretende-se examinar tecnologias de gestão destas iniciativas e da
capacidade de transmissão de valores associados à qualidade de bens públicos dos bens culturais, artísticos
e do patrimônio. A temática considera o interesse e a participação dos atores sociais, das articulações do
Estado, do mercado e da sociedade civil, do Terceiro Setor na gestão das iniciativas. Contempla os esforços
visando à expressão, descoberta, identificação, preservação, acesso, disponibilização, guarda, apreciação,
usufruto e comunicação dos bens culturais, artísticos e do patrimônio, avaliação, usufruto, monetarização,
valores pecuniários e valores sociais destes bens. Incentiva-se que os trabalhos examinem o tema
relacionando-o com a esfera pública, as instituições, a organização, o desenvolvimento, as políticas públicas,
a participação, o protagonismo social, a cidadania, a gestão das cidades, o patrimônio imaterial, a identidade
social, a memória, o financiamento público e privado, a qualidade cultural, a convivência social, a educação,
a economia da cultura, ente outros aspectos.

Sugestão de questões a serem tratadas:


1. Esfera pública e a organização de eventos culturais públicos;
2. Eventos culturais, turismo e desenvolvimento de localidades;
3. Gestão compartilhada - Poder Público e Terceiro setor;
4. Eventos culturais, qualificação da Cidade e protagonismo social;
5. Patrimônio, cidadania e gestão das cidades.
6. Patrimônio Imaterial como identidade social e sentido de pertinência;
7. Museus: Espaços da Memória, representação Social e mediação cultural.
9. Gestão Social e protagonismo da identidade;
10. Financiamento público de eventos e avaliação sistemática.
11. Qualidade cultural. O ganho social para além dos vetores quantitativos;
12. Cidade, cultura, e novas interferências/necessidades urbanas.
13. O espaço da convivência social como apropriação coletiva;
14: Cultura, multiculturalismo e economia da cultura: ajustes conceituais e encontros.

PROCEDIMENTOS PARA ENVIO DOS TRABALHOS


Os trabalhos serão submetidos exclusivamente pela Internet, a partir de 13 de dezembro de 2010 até a
meia-noite (horário oficial de Brasília) do dia 21 de fevereiro de 2011, por meio do site da Rede de
Pesquisadores em Gestão Social – RGS (www.rgs.wiki.br).

Os trabalhos serão analisados por dois avaliadores com notório saber no eixo temático no qual o trabalho for
submetido, em sistema double blind review. Para voltar a acessar o trabalho, o autor principal receberá,
após a submissão, um número de identificação e senha, no email informado no cadastro.

A Comissão de Avaliadores de Trabalhos divulgará no site da RGS, até o dia 21 de março de 2011, a relação
dos trabalhos selecionados para o V ENAPEGS.

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Caso o trabalho seja aprovado, o prazo final para inscrições de pelo menos um dos autores por trabalho
selecionado será 11 de Abril de 2011.

O anúncio dos trabalhos selecionados para os periódicos e para compor o volume 5 da Coleção ENAPEGS
será realizado na sessão de encerramento do evento, no final da manhã de 28 de maio de 2011.

Datas Importantes
Limite para a submissão de propostas: 21/fevereiro/2011
Divulgação dos resultados: 21/março/2011
Limite para inscrição dos autores de propostas aprovadas: 11/abril/2011
Realização do Enapegs: 26-28/maio/2011

Informações Adicionais
1) Antes de enviar os trabalhos, certifique-se de que seus arquivos não estão infectados por vírus,
eliminando-os cuidadosamente com antivírus atualizado;
2) Os trabalhos não podem possuir identificação e aqueles cuja autoria seja identificada serão excluídos do
processo de avaliação. Por essa razão, certifique-se de que seu trabalho não contenha identificação explícita
(nome digitado no corpo do trabalho ou em seu resumo) nem identificação oculta;
3) As despesas relativas à participação no V ENAPEGS (inscrição, deslocamento, hospedagem e alimentação)
serão por conta do(s) autor(es);
4) Em caso de dúvidas, entre em contato com enapegs2011@gmail.com.

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