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MÉTODO DO BALANÇO DE VAZÕES (CORNISH)

Segundo Baptista (2010) o método do balanço de vazões ou de Cornish é um


método bastante utilizado para resolução de problemas envolvendo reservatórios
interligados, podendo ser utilizado para um número N de reservatórios.

O processo tem início com a estimativa do da cota piezométrica da junção

PE
Z E+ e a partir daí as vazões são calculadas para cada trecho, pelas equações (1) a
γ
(4) e testadas na equação da continuidade (5). O “sinal” indicado nas equações seguintes
deverá ser positivo, caso a diferença entre as piezométricas no trecho seja positiva,
indicando que o fluxo está na direção da junção, e negativo em caso contrário, ou seja,
caso a vazão escoada no trecho em questão esteja saindo da junção.

Figura 1 – Esquema de 4 reservatórios interligados em uma única junção E

PE 0,0827. f 1 . Q12 . L1
(
Z1 − Z E +
γ )
=¿ ±
D1
5 (1)

PE 0,0827. f 2 . Q 22 . L2
(
Z2 − Z E +
γ )
=¿ ±
D 25
(2)

PE 0,0827. f 3 .Q32 . L3
(
Z3 − Z E +
γ )
=¿ ±
D3
5 (3)

PE 0,0827. f 4 . Q 42 . L4
(
Z 4− Z E +
γ )
=¿ ±
D 45
(4)
4

∑ Qi =0 (5)
i=1

Conforme citado anteriormente, o método pode ser aplicado para um número N


de reservatórios, modificando a quantidade de equações, apenas.

PE
Se o valor da cota piezométrica estimada ( Z E+ ) não gerar as vazões que
γ
atendam a equação (5), uma correção ∆ Z 0 deve ser dada na cota piezométrica. A
dedução desta fórmula está detalhada na bibliografia, mas de uma forma mais objetiva,
o valor ∆ Z 0 é dado por:

∑ Qi 0
i=1
∆ Z 0= 2. N
(6)
∑ Qi 0
i=1
∆ hi

Onde:

∆ Z 0= incremento a ser dado à carga piezométrica do entroncamento

Q i = vazão que chega (+) ou sai (-) no nó do entroncamento


0

∆ hi= perda de carga nas tubulações ligadas ao nó do entroncamento

É importante lembrar que as correções ∆ Z devem ser repetidas até que a equação (5)
seja atendida.

EXEMPLO DE APLICAÇÃO

Determinar as vazões do sistema mostrado na figura, desprezando as perdas de cargas


localizadas.

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