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Petróleo Brasileiro S.A.

PETROBRAS
Técnico(a) de Operação Júnior
Edital Nº 1 - PETROBRAS/PSP RH 2017.1, de 11 de Agosto de 2017

AG052-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS

Cargo: Técnico(a) de Operação Júnior

(Baseado no Edital Nº 1 - PETROBRAS/PSP RH 2017.1, de 11 de Agosto de 2017)

• Língua Portuguesa
• Matemática
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Suelen Domenica Pereira

Capa
Natália Maio

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Interpretação textual. ............................................................................................................................................................................................. 01


Pontuação: emprego da vírgula. ....................................................................................................................................................................... 06
Emprego do acento indicativo de crase. ........................................................................................................................................................ 11
Ortografia (escrita correta das palavras e acentuação gráfica - em conformidade com o novo acordo ortográfico). ......16
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise). ............................................................ 24
Uso dos pronomes relativos. .............................................................................................................................................................................. 24
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................................................ 33
Regência verbal. ....................................................................................................................................................................................................... 38
Uso das palavras: porque, por que, por quê e porquê, que, se, há e a. ............................................................................................. 45
Classes das palavras e suas funções sintáticas.............................................................................................................................................. 47

Matemática

Teoria dos Conjuntos. Conjuntos Numéricos. Relações entre conjuntos;.......................................................................................... 01


Funções exponenciais, logarítmicas e trigonométricas............................................................................................................................. 07
Equações de 1º grau............................................................................................................................................................................................... 15
Equações Polinomiais reduzidas ao 2º grau.................................................................................................................................................. 19
Equações exponenciais, logarítmicas e trigonométricas;.......................................................................................................................... 24
Análise Combinatória: permutação, arranjo, combinação....................................................................................................................... 30
Eventos independentes; Progressão Aritmética. Progressão Geométrica;........................................................................................ 34
Matrizes........................................................................................................................................................................................................................ 46
Determinantes........................................................................................................................................................................................................... 50
Sistemas Lineares; Trigonometria....................................................................................................................................................................... 56
Geometria Plana........................................................................................................................................................................................................ 70
Geometria Espacial;.................................................................................................................................................................................................. 76
Geometria Analítica: equação da reta, parábola e círculo;....................................................................................................................... 83
Matemática Financeira: capital, juros simples, juros compostos, montante..................................................................................... 91

Conhecimentos Específicos

BLOCO 1 - Ácidos, bases, sais e óxidos, Reações de óxido-redução, Cálculos estequiométricos, Transformações quími-
cas e equilíbrio, Condições de Equilíbrio, Soluções aquosas, Dispersões, Natureza elétrica da matéria, Leis de Newton,
Eletrostática, Cargas em movimento, Eletromagnetismo, Termodinâmica Básica, Noções de Instrumentação, Química
orgânica: hidrocarbonetos e polímeros, Noções de Metrologia, Noções de eletricidade e eletrônica................................. 01
BLOCO 2 - Estática, Cinemática e Dinâmica, Conservação de Energia Mecânica, Propriedades e processos térmicos, Má-
quinas Térmicas e processos naturais, Termoquímica, Radiação eletromagnética, Hidrostática, Escalas de Temperatura,
Estudo dos Gases...................................................................................................................................................................................................... 94
BLOCO 3 - Noções de controle de processo, Noções de Operações Unitárias, Noções de Equipamentos de Processo:
Bombas centrífugas e alternativas, Permutadores de casco/tubo, Tubulações industriais, válvulas e acessórios, Seguran-
ça, Meio Ambiente e Saúde, Mecânica dos Fluidos, Transmissão e transmissores pneumáticos e eletrônicos................133
LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretação textual. ............................................................................................................................................................................................. 01


Pontuação: emprego da vírgula. ....................................................................................................................................................................... 06
Emprego do acento indicativo de crase. ........................................................................................................................................................ 11
Ortografia (escrita correta das palavras e acentuação gráfica - em conformidade com o novo acordo ortográfico). ... 16
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise). ............................................................ 24
Uso dos pronomes relativos. .............................................................................................................................................................................. 24
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................................................ 33
Regência verbal. ....................................................................................................................................................................................................... 38
Uso das palavras: porque, por que, por quê e porquê, que, se, há e a. ............................................................................................. 45
Classes das palavras e suas funções sintáticas.............................................................................................................................................. 47
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação – na semântica (significado das palavras)


INTERPRETAÇÃO TEXTUAL. incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
gem, entre outros.
- Capacidade de observação e de síntese e
É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi- - Capacidade de raciocínio.
co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso,
vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento Interpretar X compreender
de responder às questões relacionadas a textos.
Interpretar significa
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio- - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de - Através do texto, infere-se que...
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar - É possível deduzir que...
e decodificar ). - O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz Compreender significa
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con- - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. está escrito.
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que - o texto diz que...
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma - é sugerido pelo autor que...
frase for retirada de seu contexto original e analisada se- - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele - o narrador afirma...
inicial.
Erros de interpretação
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de ci- É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
tações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações,
apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
na prova.
entendimento do tema desenvolvido.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamen- cadas e, consequentemente, errando a questão.
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais Observação - Muitos pensam que há a ótica do es-
definem o tempo). critor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança prova de concurso, o que deve ser levado em consideração
ou de diferenças entre as situações do texto. é o que o autor diz e nada mais.
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado
com uma realidade, opinando a respeito. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun- relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
dárias em um só parágrafo. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala- pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
vras. me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito.
Condições básicas para interpretar OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
Fazem-se necessários: do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
literários, estrutura do texto), leitura e prática; também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
texto) e semântico; cedente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes relativos são muito importantes na in- No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de reduzido no qual o menino detém sua atenção é
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que (A) fresta.
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, (B) marca.
a saber: (C) alma.
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden- (D) solidão.
te, mas depende das condições da frase. (E) penumbra.
- qual (neutro) idem ao anterior.
- quem (pessoa) Texto para a questão 2:
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois DA DISCRIÇÃO
o objeto possuído. Mário Quintana
- como (modo) Não te abras com teu amigo
- onde (lugar) Que ele um outro amigo tem.
quando (tempo) E o amigo do teu amigo
quanto (montante) Possui amigos também...
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade)
Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto) 2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMUNI-
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria TÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o poema,
aparecer o demonstrativo O ). é correto afirmar que
(A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
Dicas para melhorar a interpretação de textos é algo ruim.
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do (B) amigo que não guarda segredos não merece respeito.
assunto; (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros ami-
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa gos.
a leitura; (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto (E) entre amigos, não devem existir segredos.
pelo menos duas vezes;
- Inferir; 3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITENCIÁ-
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do RIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à questão.
autor;
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor Casamento
compreensão;
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de Há mulheres que dizem:
cada questão; Meu marido, se quiser pescar, pesque,
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. mas que limpe os peixes.
Fonte: Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
gues/como-interpretar-textos É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
QUESTÕES ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – e faz o gesto com a mão.
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques- O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
tão, considere o texto abaixo. atravessa a cozinha como um rio profundo.
A marca da solidão Por fim, os peixes na travessa,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de vamos dormir.
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a Coisas prateadas espocam:
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de somos noivo e noiva.
penumbra na tarde quente. (Adélia Prado, Poesia Reunida)
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com que
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas (A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não
plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham
de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da difícil limpar os peixes.
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. (B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulhe-
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janei- res que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem
ro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) os esbarrões de cotovelos na cozinha.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) há mulheres casadas que não gostam de ficar so- 7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
zinhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
peixes. — Carta para o 9.326!!!
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada. em
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noi- branco, e um outro pergunta:
te, para limpar, abrir e salgar o peixe. — Quem te mandou essa carta?
— Minha irmã.
4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- — Mas por que não está escrito nada?
PE/2012) — Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con- adaptações).
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É, acima decorre
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em A) da identificação numérica atribuída ao louco.
todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
mundo. carta no hospício.
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o C) do fato de outro louco querer saber quem enviou
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: a carta.
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
co.
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
“O riso”.
(...) CERTO ( ) ERRADO 8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin- — O senhor tem hora?
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge O sujeito olha para o relógio e diz:
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e — Sim. São duas e meia.
generalizado de energia no final de 2009. — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es- paga o aluguel do consultório...
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
900 km que separam Itaipu de São Paulo. adaptações).
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in-
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri- homem para saber se ele
buição de energia do país desde o traumático racionamento A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
de 2001. dos do dr. Pedro.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta- B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
ções). mento do aluguel.
C) tem relógio e sabe esperar.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas D) marcou consulta e está calmo.
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 dados do dr. Pedro.
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
(...) CERTO ( ) ERRADO (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As
6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS- questões de números 9 a 12 referem-se ao texto abaixo.
TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura, Liderança é uma palavra frequentemente associada a
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte feitos e realizações de grandes personagens da história e da
de São Paulo.” vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al-
Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom
em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar
a) vigilantes. outras e, assim, obter e manter o poder.
b) carga. Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a
c) viatura. maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos
d) foi. desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide-
e) desviada. rança.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns 11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun- CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da
to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo)
algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto No contexto, inter-relação significa
através das experiências da vida, quanto da formação volta-
da para essa finalidade. (A) o respeito que os membros de uma equipe devem
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades resultarem em benefício de todo o grupo.
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, (B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um
que requerem a interação cooperativa dos membros envol- grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos-
vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode- tos pela organização a que prestam serviço.
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que
equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
viveu noutra época. [...]
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação os de menor capacidade.
do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse (D) a criação de interesses mútuos entre membros de
poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre çadas por todos.
liderança.
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder 12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e
humana possível. [...] proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na (A) a presença física de um líder natural é fundamen-
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
Macedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secre- aceitos.
taria de Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
290 e 292, com adaptações) pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
autores diversos.
9-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
texto, liderança mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não aquele que influencia e aquele que é influenciado.
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
tarefas em seu ambiente de trabalho. e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de mais propícia.
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes
feitos e se tornaram poderosos através deles.
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até 13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da- FGV PROJETOS/2010)
queles que constituem a equipe de trabalho.
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os Painel do leitor (Carta do leitor)
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes- Resgate no Chile
soais.
Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa
claro que de uma mina de cobre e ouro no Chile.
(A) a importância do líder baseia-se na valorização de Um a um os mineiros soterrados foram içados com
todo o grupo em torno da realização de um objetivo co- sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum-
mum. primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode
(B) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga- esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos,
nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen-
ou objetivo.
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E,
(C) pode não haver condições de liderança em algumas
equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons-
para cada um de seus membros. trando coragem e desprendimento, desceram na mina para
(D) a liderança é um dom que independe da participa- ajudar no salvamento.
ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de (Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai-
trabalho. nel do leitor – 17/10/2010)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex- 16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde,
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará
ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO: para um lugar
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...” (A) repulsivo e populoso.
B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma (B) sombrio e desabitado.
mina de cobre e ouro no Chile.” (C) comercial e movimentado.
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” (D) bucólico e sossegado.
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.” (E) opressivo e agitado.
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
ceram na mina...” 17-) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-
PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 14 a 16.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as


malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra- (Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da
própria vida. A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
E eu vou para a Ilha do Nanja. ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as que o tema apresentado é
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra soas.
ilha. (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. derna.
Adaptado)
Resolução
*fissuras: fendas, rachaduras
1-)
14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA- Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre- do cabe numa fresta.
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora
mostra que seus amigos estão RESPOSTA: “A”.
(A) serenos.
(B) descuidados.
2-)
(C) apreensivos.
Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
(D) indiferentes.
ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
(E) relaxados.
pode ser arriscado.
15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
– VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar RESPOSTA: “D”.
que, assim como seus amigos, a autora viaja para
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. 3-)
(B) escapar do lugar em que está. Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a auto-
(C) reencontrar familiares queridos. ra narra um momento simples, mas que é prazeroso ao casal.
(D) praticar esportes radicais.
(E) dedicar-se ao trabalho. RESPOSTA: “D”.

5
LÍNGUA PORTUGUESA

4-) 11-)
Com palavras do próprio texto responderemos: o mun- Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
do cabe numVamos ao texto: O riso é tão universal como a das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
seriedade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”. bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
alcançadas por todos”.
RESPOSTA: “CERTO”.
RESPOSTA: “D”.
5-)
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo 12-)
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração su- aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
bordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, temos houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração influencia e aquele que é influenciado.
principal. A construção seria: “do apagão, que atingiu pelo
menos 1800 cidades em 18 estados do país”); quando não RESPOSTA: “C”.
há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, delimita a infor-
mação – como no caso do exercício). 13-)
Em todas as alternativas há expressões que represen-
RESPOSTA: “CERTO’. tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
6-) enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, aban-
donada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Trata-se RESPOSTA: “B”.
da figura de linguagem (de construção ou sintaxe) “zeugma”,
que consiste na omissão de um termo já citado anteriormen- 14-)
te (diferente da elipse, que o termo não é citado, mas facil- “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
mente identificado). No enunciado temos a narração de que
fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
a carga foi desviada e de que a viatura foi abandonada.
tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar
nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”.
7-)
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, 15-)
porque nós brigamos e não estamos nos falando”. Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
da própria autora!
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “B”.
8-)
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se o 16-)
senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele mar- Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
cou horário e se é paciente do Dr. Pedro.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “E”.
17-)
9-) Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar à observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-re-
lação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de ne- RESPOSTA: “A”.
cessidades para serem atendidas ou objetivos para serem
alcançados, que requerem a interação cooperativa dos
membros envolvidos = equipe
PONTUAÇÃO: EMPREGO DA VÍRGULA.
RESPOSTA: “C”.

10-)
O texto deixa claro que a importância do líder baseia- Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
se na valorização de todo o grupo em torno da realização servem para compor a coesão e a coerência textual, além
de um objetivo comum. de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
RESPOSTA: “A”. nhecidos pelo uso da língua portuguesa.

6
LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto 2- Indica interrupção violenta da frase.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. - Este mal... pega doutor?
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. - Deixa, depois, o coração falar...
Ponto e Vírgula ( ; ) Vírgula
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância. Não se usa vírgula
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
gam-se diretamente entre si:
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas. Sujeito predicado
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
nhas, frio e cobertor. - entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realiza-
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo- dores.
tivos, decreto de lei, etc. V.T.D.I. O.D. O.I.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola; Usa-se a vírgula:
- Caminhada na praia; - Para marcar intercalação:
- Reunião com amigos. a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
dância, vem caindo de preço.
Dois pontos b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
1- Antes de uma citação produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
2- Antes de um aposto querem abrir mão dos lucros altos.
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
tarde e calor à noite. - Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven- chadas.
do a rotina de sempre. b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
4- Em frases de estilo direto
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
Maria perguntou:
maio de 1982.
- Por que você não toma uma decisão?
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, tos em enumeração):
susto, súplica, etc. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto! - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
- João! Há quanto tempo! Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- Para isolar:
Ponto de Interrogação - o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. ra, possui um trânsito caótico.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze- - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
vedo)
Fontes:
Reticências http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
1- Indica que palavras foram suprimidas. http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
- Comprei lápis, canetas, cadernos... la.htm

7
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Pontuação c) Maria, você trouxe os documentos?


d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter- e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen-
nativa em que a pontuação está corretamente empregada, tação estranha.
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi- Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- após o acréscimo das vírgulas.
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
dona. pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, nica ao grupo ou acione o código na internet.
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- onde o código foi acionado.
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
dona.
dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
que a criança foi encontrada.
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. primeiro às, areias do Guarujá.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi- lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en- ferência
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona. 06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013)
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical-
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi- mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação.
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en- Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re-
dona. gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais
minúsculas.
02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP- O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re- crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B)
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
em sua certidão de nascimento. (...) vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici-
A oração subordinada “que não possuem o nome do pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa
vírgula porque tem natureza restritiva. possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
( ) Certo ( ) Errado ças e transformação das comunidades em lugares melhores
para se viver.
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada,
a) A
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão?
b) B
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
c) C
treino.
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es- d) D
portes? e) E
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
prepara para o evento. 07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU-
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri- NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
moramento do desportista. pontuação.
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
judô, natação e canoagem. circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
viada.
04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012) (B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por-
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta. que você está junto; com os outros motoristas cujos com-
a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem! portamentos, são desconhecidos.
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran- (C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem
sação. ser uma extensão de nossa personalidade.

8
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au- (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
mentar os níveis de estresse em alguns motoristas. embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in-
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando ,
na rua, são as principais causas da ira de trânsito. (X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
a sua dona.
08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU- 2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que
para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.” dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do
No período acima, as vírgulas foram empregadas em pai na certidão.
“Paciência, minha filha, este é [...]”, para separar RESPOSTA: “CERTO”.
(A) aposto.
(B) vocativo. 3-)
(C) adjunto adverbial. (A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
(D) expressão explicativa. treino. = mantê-la (termo deslocado)
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL portes? = mantê-la (vocativo)
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío- (C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
do corretamente pontuado é: prepara para o evento.
(A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência = mantê-la (explicação)
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
espectadores. moramento do desportista.
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- = pode retirá-la (advérbio de tempo)
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
judô, natação e canoagem.
história ficcional.
= mantê-la (enumeração)
(C) A história de heroísmo e de determinação que nem
sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado,
4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal-
pelo frio.
tante:
(D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem!
riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da
(E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a
transação.
liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível.
c) Maria, você trouxe os documentos?
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
GABARITO e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo-
vimentação estranha.
01. C 02. C 03. D 04. C 05. E
06. D 07. A 08. B 09.B 5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
quadas
RESOLUÇÃO (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma pais de onde o código foi acionado.
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
sua dona. dizendo que a criança foi encontrada.
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a 6-)
sua dona. O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti- lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
sua dona. atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti-

9
LÍNGUA PORTUGUESA

cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas Introdução


PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian- Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
ças e transformação das comunidades em lugares melhores tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
para se viver. etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem
A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi- rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o
ção (D), pois antecipa um termo explicativo. texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título.
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas: Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali- ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação,
viada. pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que
(B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri-
porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos meiro parágrafo.
comportamentos, (X) são desconhecidos.
(C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros Desenvolvimento
podem ser uma extensão de nossa personalidade.
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) A maior parte do texto está inserida no desenvolvi-
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas. mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo-
na rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito. radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam
e dão base às explicações e posições do autor. É carac-
8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado terizado por uma “ponte” formada pela organização das
para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo. ideias em uma sequência que permite formar uma relação
equilibrada entre os dois lados.
9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina- O autor do texto revela sua capacidade de discutir um
dequadas ou faltantes: determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele
(A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X) dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões
são fundamentadas a partir daqui.
aos espectadores.
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con-
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
clusão. Por isso a importância do planejamento de texto.
história ficcional.
Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex-
(C) A história de heroísmo e de determinação (X) que
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre-
nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no
marcado, (X) pelo frio. formato de parágrafos medianos e curtos.
(D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é Os principais erros cometidos no desenvolvimento são
correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre- o desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está
vivência. relacionado ao autor tomar um argumento secundário que
(E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra
a liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans- em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O
ponível. segundo caso acontece quando quem redige tem muitas
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido,
Estrutura Textual não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul-
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha
Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a ca- lógica de raciocínio.
pacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento,
elaboramos todas as informações que recebemos e orien- Conclusão
tamos as ações que interferem na realidade e organização
de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensa- Considerada como a parte mais importante do texto,
mento transformado em texto. é o ponto de chegada de todas as argumentações elabo-
Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen- radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa
sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira parte, em que a exposição ou discussão se fecha.
organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina- Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma
lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer brecha para uma possível continuidade do assunto; ou
dizer, por meio da comunicação. seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser
Para isso, os elementos que compõem o texto se sub- encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na
dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To- medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já
dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada. dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”.

10
LÍNGUA PORTUGUESA

Sua proporção em relação à totalidade do texto deve uso apropriado do acento grave depende da compreensão
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o
características de textos bem redigidos. entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi- nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a cra-
cam muito longas: se, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.
→ O problema aparece quando não ocorre uma explo- Observe:
ração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma in-
vasão das ideias de desenvolvimento na conclusão. Vou a + a igreja.
→ Outro fator consequente da insuficiência de funda- Vou à igreja.
mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar
de maiores explicações, ficando bastante vazia. No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
→ Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no tex- “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência
to em que o autor fica girando em torno de ideias redun- do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
dantes ou paralelas. no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
→ Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita- elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.
mente dispensáveis. Observe os outros exemplos:
→ Quando não tem clareza de qual é a melhor con-
clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final. Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
Em relação à abertura para novas discussões, a con-
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co-
fatores: nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
→ Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te- transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige
mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto. a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
→ Para estimular o leitor a ler uma possível continuida- termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito. “a” ou um dos pronomes já especificados.
→ Por apenas apresentar dados e informações sobre
o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o
assunto. Casos em que a crase NÃO ocorre:
→ Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
tor enumera algumas perguntas no final do texto. - diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au- Fomos a pé.
tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica Passou a camisa a ferro.
é um roteiro, em que estão presentes os planejamentos. Fazer o exercício a lápis.
Nele devem estar indicadas as melhores sequências a se- Compramos os móveis a prazo.
rem utilizadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto
possível. - diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Fonte: Ela não tem nada a dizer.
http://producao-de-textos.info/mos/view/Caracter%- Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/ exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá
crase.

- diante da maioria dos pronomes e das expressões


EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO de tratamento, com exceção das formas senhora, se-
DE CRASE. nhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de on-
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, tem.
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
“junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân-
cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a” Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pro-
(s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s), nomes podem ser identificados pelo método: troque a pa-
aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escri- lavra feminina por uma masculina, caso na nova construção
ta, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:

11
LÍNGUA PORTUGUESA

Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo in- Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a]
divíduo.) França.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
senhor.) Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Por-
próprio Cláudio para sair mais cedo.) to Alegre.)

- diante de numerais cardinais: *- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase
Chegou a duzentos o número de feridos. HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Daqui a uma semana começa o campeonato. Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifi-
- diante de palavras femininas: cado, ocorrerá crase. Veja:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
Sempre vamos à praia no verão. que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. Irei à Salvador de Jorge Amado.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde. Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
Este aparelho é posterior à invenção do telefone. (s), Aquela (s), Aquilo

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à Haverá crase diante desses pronomes sempre que o
moda de” (mesmo que a expressão moda de fique suben- termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
tendida): Refiro-me a + aquele atentado.
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Preposição Pronome
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Refiro-me àquele atentado.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) pas-
sarinho.
O termo regente do exemplo acima é o verbo transi-
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
tivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige
preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro
- na indicação de horas:
exemplo:
Acordei às sete horas da manhã.
Aluguei aquela casa.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não
- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
de que participam palavras femininas. Por exemplo: outros exemplos:
à tarde às ocultas às pressas à medida que Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
à noite às claras às escondidas à força Quero agradecer àqueles que me socorreram.
à vontade à beça à larga à escuta Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
às avessas à revelia à exceção de à imitação de Não obedecerei àquele sujeito.
à esquerda às turras às vezes à chave Assisti àquele filme três vezes.
à direita à procura à deriva à toa Espero aquele rapaz.
à luz à sombra de à frente de à proporção que Fiz aquilo que você disse.
à semelhança de às ordens à beira de Comprei aquela caneta.

Crase diante de Nomes de Lugar Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais

Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do A ocorrência da crase com os pronomes relativos a
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege es-
que diante deles haverá crase, desde que o termo regente ses pronomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É pos-
exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar ad- sível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando
mite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se a substituição do termo regido feminino por um termo re-
substituir o termo regente por um verbo que peça a prepo- gido masculino. Por exemplo:
sição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, O monumento ao qual me refiro fica no centro da ci-
haverá crase. Por exemplo: dade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a - diante de pronome possessivo feminino:
crase. Veja outros exemplos: Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. artigo. Observe:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperan-
responder nenhuma das questões. do por você.
A sessão à qual assisti estava vazia. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está es-
perando por você.
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo
as frases abaixo das seguintes formas:
“a” também pode ser detectada através da substituição do
termo regente feminino por um termo regido masculino. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Veja: Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Minha revolta é ligada à do meu país. - depois da preposição até:
Meu luto é ligado ao do meu país. Fui até a praia. ou Fui até à praia.
As orações são semelhantes às de antes. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o
Os exemplos são semelhantes aos de antes. até à porta.
Suas perguntas são superiores às dele. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
Seus argumentos são superiores aos dele. palestra vai até às cinco horas da tarde.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. Questões sobre Crase

A Palavra Distância 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis-


cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju-
Se a palavra distância estiver especificada, determina- rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
da, a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à dis- estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri-
tância de 100km daqui. (A palavra está determinada) minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
pública como programas de esclarecimento e prevenção, de
palavra está especificada.)
tratamento para dependentes e de reintegração desses____
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou
não pode ocorrer. Por exemplo: clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
Os militares ficaram a distância. própria família?
Gostava de fotografar a distância. (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Pau-
Ensinou a distância. lo, 17.09.2012. Adaptado)
Dizem que aquele médico cura a distância. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Reconheci o menino a distância. respectivamente, com:
(A) aos … à … a … a
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambi- (B) aos … a … à … a
guidade, pode-se usar a crase. Veja: (C) a … a … à … à
Gostava de fotografar à distância. (D) à … à … à … à
Ensinou à distância. (E) a … a … a … a
Dizem que aquele médico cura à distância.
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA o texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor-
- diante de nomes próprios femininos:
reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no-
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar- causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto-
tigo. Observe: mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. deu-a por ter feito o que fez.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode- ordem dada:
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas: A) à – a – a
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Ro- B) a – a – à
berto. C) à – a – à
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro- D) à – à – a
berto. E) a – à – à

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LÍNGUA PORTUGUESA

03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamente retamente empregado em:
empregado em: A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
(A) A população, de um modo geral, está à espera de com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. desejos.
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re- B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
pensarem a sua postura. nos mecanismos biológicos de controle emocional.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
punições muito mais severas. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a de alimentam a violência crescente nas cidades.
vida dos demais motoristas e de pedestres. E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento dade atinge os mais vulneráveis.
da nova lei para que ela possa funcionar.
08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não O sinal indicativo de crase está correto em:
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
efervescente. área de biotecnologia.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
se o segmento grifado for substituído por: à educação dos filhos.
A) leitura apressada e sem profundidade. C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
B) cada um de nós neste formigueiro. as instalações do prédio.
C) exemplo de obras publicadas recentemente. D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
D) uma comunicação festiva e virtual. detalhe que envolva a segurança das pessoas.
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
que comprometa o bem-estar do cidadão.
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
NESP – 2013).
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho-
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí-
-lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e
(Adaptado de P.D.James, op.cit.)
uma vida digna. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/ ordem dada:
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces- (A) à - à - a
so em: 18.08.2012. Adaptado) (B) a - à - a
(C) à - a - à
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti- (D) a - à - à
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa- (E) à - a – a
drão da língua portuguesa.
A) à … à … à B) a … a … à C) a … à … à 10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
D) à … à ... a E) a … à … a SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op-
ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente
06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- indicado?
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura.
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a B) Ninguém se referira à essa ideia antes.
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo C) Esta era à medida certa do quarto.
com a norma-padrão. D) Ela fechou a porta e saiu às pressas.
Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cedere- E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo.
mos espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ preju-
dicar nossas instituições. GABARITO
(A) à … à … à
(B) a … à … à 01. B 02. A 03. A 04. A 05. D
(C) à … a … a 06.C 07. E 08. B 09.B 10. D
(D) à … à … a
(E) a … a … à RESOLUÇÃO

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LÍNGUA PORTUGUESA

1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais. * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
não há crase) Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a no infinitivo – “prejudicar”).
vida = à)
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en- 7-)
caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
pronome indefinido/relativo) com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vi- B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
mos que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___ nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
ter feito o que fez. crase)
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
3-) (artigo indefinido)
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
para substituir por “esperando”) de que de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re- masculina)
pensarem (antes de verbo) E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
punições (generalizando, palavra no plural) nal: desfavorável a?)
(D) À ninguém (pronome indefinido)
(E) Cabe à todos (pronome indefinido) 8-)
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa- A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
da e sem profundidade. área de biotecnologia. (artigo indefinido)
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono- B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
me indefinido) à educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra a)
masculina) C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefini- as instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
do) D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa- detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
lavra masculina) indefinido)
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__ definido)
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa-
rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando 9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está
em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão no singular e “frases”, no plural)
e uma vida digna. Impassível à propensão (regência nominal: pede pre-
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição; posição)
- retorno a? regência nominal pede preposição; A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
- antes de verbo no infinitivo não há crase. to indicativo de crase)
Sequência: a / à / a.
6-) Vamos por partes!
- Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por- 10-)
tanto: pede preposição; A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo
- quem cede, cede algo A alguém, então teremos ob- e substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do
jeto direto e indireto; dia)
- quem se propõe, propõe-se A alguma coisa. B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (an-
Vejamos: tes de pronome demonstrativo)
Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cedere- C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (arti-
mos espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudi- go e substantivo, no caso. Diferente da conjunção propor-
car nossas instituições. cional: À medida que lia, mais aprendia)
* Sujeitar A + A corrupção; D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (ad-
* ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto vérbio de modo = apressadamente)
indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu- E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
ma” é pronome indefinido); palavra masculina

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LÍNGUA PORTUGUESA

O fonema z:
ORTOGRAFIA (ESCRITA CORRETA DAS
PALAVRAS E ACENTUAÇÃO GRÁFICA - EM Escreve-se com S e não com Z:
CONFORMIDADE COM O NOVO ACORDO *os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
ORTOGRÁFICO).
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
tamorfose.
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
A ortografia é a parte da língua responsável pela gra- quiseste.
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão *nomes derivados de verbos com radicais terminados
culto da língua. em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
As palavras podem apresentar igualdade total ou par- empresa / difundir - difusão
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten- *os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, *após ditongos: coisa, pausa, pouso
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas *em verbos derivados de nomes cujo radical termina
dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa- Escreve-se com Z e não com S:
lácio ou passo, movimento durante o andar). *os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem- tivo: macio - maciez / rico - riqueza
se observar as seguintes regras: *os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con-
O fonema s: cretizar
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan- *como consoante de ligação se o radical não terminar
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / inho - lapisinho
ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
/ submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im- O fonema j:
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir Escreve-se com G e não com J:
- consensual *as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri- *estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
- agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / Observação: Exceção: pajem
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer - litígio, relógio, refúgio.
compromisso / submeter - submissão *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- gir.
trico / re + surgir - ressurgir *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- nado com j: ágil, agente.
plos: ficasse, falasse
Escreve-se com J e não com G:
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, boia, manjerona.
Juçara, caçula, cachaça, cacique *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, O fonema ch:
esperança, carapuça, dentuço
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / Escreve-se com X e não com CH:
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*após ditongos: foice, coice, traição caxi, muxoxo, xucro.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção xampu, lagartixa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

*depois de ditongo: frouxo, feixe. Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se
*depois de “en”: enxurrada, enxoval. preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as
expressões
Observação: Exceção: quando a palavra de origem A) A fim ...a partir ... as
não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) B) A fim ...à partir ... às
C) A fim ...a partir ... às
Escreve-se com CH e não com X: D) Afim ...a partir ... às
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, E) Afim ...à partir ... as
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
As letras e e i: FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se-
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. guinte frase:
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. (A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os geiros nos aeroportos.
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui. (B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei-
- atenção para as palavras que mudam de sentido dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su- pessoa cortês.
perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan- (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só-
dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do
estância, que anda a pé), pião (brinquedo). pátio.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má-
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu- goa pode estar sendo o grande impecilho na superação
gues/ortografia dessa sua crise.
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces-
Questões sobre Ortografia
são de privilégios ilegítimos.
01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
as frases que seguem, a única correta é:
escrita?
a) Ele se esqueceu de que?
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri-
pansa.
bui-lo entre os presentes.
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí- ça.
ticas. C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações sa.
dos funcionários. D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. pansa.
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter- 06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
com a norma- -padrão. ela cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. verbo no tempo futuro.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (A) Mas elas cresceram...
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- (B) Mas elas cresciam...
cal. (C) Mas elas cresçam...
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. (D) Mas elas crescem...
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! (E) Mas elas crescerão...

03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 07. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –


2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para FUJB/2011) Assinale a alternativa em que a frase NÃO con-
informar os usuários sobre o festival Sounderground. traria a norma culta:
Prezado Usuário A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do por isso posso me queixar com razão.
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
começa o Sounderground, festival internacional que presti- passarmos os infortúnios da vida.
gia os músicos que tocam em estações do metrô. C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
tarão e divirta-se! vida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento, 5-)


principalmente daqueles que procuram viver com dignida- A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
de e simplicidade. pansa. = mendigo/caderneta/poupança
E) As dificuldades por que passamos certamente nos C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida. sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
GABARITO pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança

01.E 02. D 03. C 6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas
04. A 05. B 06. E 07. E elas crescerão...

RESOLUÇÃO 7-) Fiz as correções entre parênteses:


A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
1-) túnios, por isso posso me queixar com razão.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê? B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
de nossa vida.
cessivos nas críticas.
D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi- frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
cações dos funcionários. dignidade e simplicidade.
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas-
samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
2-) para os infortúnios da vida.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta-
beliães O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
= cidadãos ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- receram-me; vê-lo-ei).
cal. = certidões Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de- vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
graus duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).

3-) Prezado Usuário Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- tográfica:
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú- 1. Em palavras compostas por justaposição que formam
sicos que tocam em estações do metrô. uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
tarão e divirta-se! luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
antes de horas: há crase
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e zoo-
4-) Fiz a correção entre parênteses: lógicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-menina,
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é erva-doce, feijão-verde.
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
geiros nos aeroportos. 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casado,
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) aquém- -fiar, etc.
sua reputação de pessoa cortês.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algumas
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza exceções continuam por já estarem consagradas pelo uso:
(frondosa) árvore do pátio. cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia,
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe-
cilho) na superação dessa sua crise. 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni- históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Alsá-
vente na concessão de privilégios ilegítimos. cia-Lorena, etc.

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6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super- Questões sobre Hífen
quando associados com outro termo que é iniciado por r: hi-
per-resistente, inter-racial, super-racional, etc. 01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
novo Acordo, está sendo usado corretamente:
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito. B) Ela é muito mal-educada.
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: pré- D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abraça 02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do
-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. hífen:
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que
10. Nas formações em que o prefixo tem como segundo faria uma superalimentação.
termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, eletro-higró- B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
metro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospi- C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
talar, super- -homem. D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje-
tos.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo E) O autodidata fez uma autoanálise.
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas,
eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc. 03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros ter-
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar. do campeonato.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu- D) O recém-chegado veio de além-mar.
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja forma- E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
da por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escreverei
anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na linha 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as linhas). (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
hífen é obrigatório:
Não se emprega o hífen: A) em nenhuma delas.
B) na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termi- C) na terceira palavra.
na em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou “s”. Nesse D) em todas as palavras.
E) na primeira e na segunda palavra.
caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, con-
trarregra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiogra- 05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
fia, etc. Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
A) sobreumano/interregional
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefi- B) sobrehumano-interregional
xo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal C) sobre-humano / inter-regional
diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, D) sobrehumano/ inter-regional
autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, in- E) sobre-humano /interegional
fraestrutura, etc.
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos 06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
mano, inábil, desabilitar, etc. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
A) (sub) chefe
B) (sub) entender
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
C) (sub) solo
o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coo- D) (sub) reptício
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, E) (sub) liminar
etc.
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção tão grafadas corretamente:
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis- A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
ta, etc. B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei- D) supervida, superelegante, supermoda
to, benquerer, benquerido, etc. E) sobre-saia, mini-saia, superssaia

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08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor- 6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
reto. diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da
B) bem-vindo / antessala /contra-regra palavra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), su-
C) contramestre / infravermelho / autoescola bliminar
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
7-)
A) autocrítica, contramestre, extraoficial
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
quanto ao emprego do hífen. B) infra-assinado, infravermelho, infrassom
A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura C) semicírculo, semi-humano, semi-internato
para relacionamento extraconjugal. D) supervida, superelegante, supermoda = corretas
B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extrater- E) sobressaia, minissaia, supersaia
reno.
C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultra- 8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra
marinas.
D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an- 9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina
tirrábica. antirrábica.
E) Era um suboficial de uma superpotência.
10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto
ao emprego do hífen.
ACENTUAÇÃO
A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) O contrarregra comeu um contra-filé. A acentuação é um dos requisitos que perfazem as
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. regras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque. compõe de algumas particularidades, às quais devemos
estar atentos, procurando estabelecer uma relação de fa-
GABARITO miliaridade e, consequentemente, colocando-as em práti-
ca na linguagem escrita.
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
RESOLUÇÃO
Regras básicas – Acentuação tônica
1-)
A) autocrítica
A acentuação tônica implica na intensidade com que
C) pontapé
D) supermercado são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se
E) infravermelhos dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba
tônica. As demais, como são pronunciadas com menos in-
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- tensidade, são denominadas de átonas.
brada. De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
cadas como:
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
a última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju –
4-) papel
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo-
leque (doce) Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não recai na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque –
apresentam elementos de ligação.
retrato – passível
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé-
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara –
elementos de ligação. tímpano – médico – ônibus

5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam- Como podemos observar, os vocábulos possuem
peonato inter-regional. mais de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. com uma sílaba somente: são os chamados monossíla-
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma bos que, quando pronunciados, apresentam certa dife-
letra com que se inicia a outra palavra renciação quanto à intensidade.

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Tal diferenciação só é percebida quando os pronun- -ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei
podemos observar no exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada, Regras especiais:
Seus segredos sei de cor”.
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de- Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
mais, como átonos (que, em, de). abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
Os acentos palavras paroxítonas.
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras * Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
tongos abertos) Antes Agora
assembléia assembleia
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, idéia ideia
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: geléia geleia
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a”
paranóico paranoico
com artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom-
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total-
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. – baú – país – Luís
Ex.: mülleriano (de Müller)
Observação importante:
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, forman-
do hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Regras fundamentais:
Antes Agora
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, bocaiúva bocaiuva
“e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) feiúra feiura
– cipó(s) – armazém(s) Sauípe Sauipe
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se- O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há abolido. Ex.:
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
seguidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – Antes Agora
compô-lo crêem creem
lêem leem
Paroxítonas: vôo voo
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: enjôo enjoo
- i, is : táxi – lápis – júri
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os ver-
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax –
fórceps bos que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos mais acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.

-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para Repare:


quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações 1-) O menino crê em você
das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua Os meninos creem em você.
UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memo- 2-) Elza lê bem!
rização! Todas leem bem!

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Espero que ele dê o recado à sala. Questões sobre Acentuação Gráfica
Esperamos que os garotos deem o recado!
4-) Rubens vê tudo! 01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA –
Eles veem tudo! VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que
* Cuidado! Há o verbo vir: justificam, respectivamente, as acentuações de: década,
relógios, suíços.
Ele vem à tarde!
(A) flexíveis, cartório, tênis.
Eles vêm à tarde!
(B) inferência, provável, saída.
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato (C) óbvio, após, países.
quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra (D) islâmico, cenário, propôs.
-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz (E) república, empresária, graúda.

Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti- 02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha. LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segun-
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vie- do as regras de acentuação, respectivamente, de inter-
rem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba câmbio e antropológico.
(A) Distúrbio e acórdão.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na (B) Máquina e jiló.
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de (C) Alvará e Vândalo.
“e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.: (D) Consciência e características.
(E) Órgão e órfãs.
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue 03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE –
averigúe (averiguar) averigue TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa-
argúi (arguir) argui lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pes- ( ) CERTO ( ) ERRADO
soa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm
(verbo vir) 04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
A regra prevalece também para os verbos conter, ob- GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
ter, reter, deter, abster. afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
ele contém – eles contêm A) tevê – pôde – vê
ele obtém – eles obtêm B) únicas – histórias – saudáveis
ele retém – eles retêm C) indivíduo – séria – noticiários
ele convém – eles convêm D) diário – máximo – satélite

Não se acentuam mais as palavras homógrafas que 05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras se- PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego
melhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algu- do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
(...) CERTO ( ) ERRADO
mas exceções, como:
06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
recebem acento gráfico com base na mesma regra de
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
acentuação gráfica.
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: (...) CERTO ( ) ERRADO
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... 07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES-
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”,
da preposição por. respectivamente, são
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co- a) trajetória, inútil, café e baú.
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto: b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex: c) necessário, túnel, infindáveis e só.
Faço isso por você. d) médio, nível, raízes e você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? e) éter, hífen, propôs e saída.

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LÍNGUA PORTUGUESA

08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen- 4-)


tuados graficamente de acordo com a mesma regra de A) tevê – pôde – vê
acentuação gráfica os vocábulos Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per-
A) também e coincidência. feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva-
B) quilômetros e tivéssemos. lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de
C) jogá-la e incrível. “pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi-
D) Escócia e nós. nada em “e”
E) correspondência e três. B) únicas – histórias – saudáveis
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi-
09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em
PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de ditongo.
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. C) indivíduo – séria – noticiários
(...) CERTO ( ) ERRADO Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxíto-
GABARITO na terminada em ditongo.
D) diário – máximo – satélite
01. E 02. D 03. E 04. C 05. E Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo =
06. C 07. D 08. B 09. E proparoxítona; satélite = proparoxítona.

RESOLUÇÃO 5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxí-


tona. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepe-
1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona núltima sílaba é tônica, “mais forte”).
terminada em ditongo / suíços = regra do hiato RESPOSTA: “ERRADO”.
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em
ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida 6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo;
de “s”) diária = paroxítona terminada em ditongo; paciência =
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / paroxítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra acentuados devido à mesma regra.
do hiato
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após RESPOSTA: “CERTO”.
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do
hiato 7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona 1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em 2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
“o” + “s” 3-) países = regra do hiato
(E) república = proparoxítona / empresária = paro- 4-) será = oxítona terminada em “a”
xítona terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
a) trajetória, inútil, café e baú.
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, pri-
meiro temos que classificar as palavras do enunciado Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil
quanto à posição de sua sílaba tônica: = paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; em “e”
Antropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Agora, vamos à análise dos itens apresentados: Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaús-
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; tre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i
acórdão = paroxítona terminada em “ão” + s”; sofá = oxítona terminada em “a”.
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada c) necessário, túnel, infindáveis e só.
em “o” Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro- = paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona
paroxítona terminada em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; d) médio, nível, raízes e você.
características = proparoxítona
Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível =
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em
“ão” e “ã”, respectivamente. paroxítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será
= oxítona terminada em “a”.
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hia- e) éter, hífen, propôs e saída.
to; calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxíto-
paroxítona terminada em ditongo. na terminada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o
RESPOSTA: “ERRADO”. + s”; saída = regra do hiato.

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LÍNGUA PORTUGUESA

8-) - Pronomes demonstrativos:


A) também e coincidência. Isso me deixa muito feliz!
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidên- Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
cia = paroxítona terminada em ditongo
B) quilômetros e tivéssemos. - Preposição seguida de gerúndio:
Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparo- Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site
xítona mais indicado à pesquisa escolar.
C) jogá-la e incrível.
Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona ter- - Conjunção subordinativa:
minada em “l’ Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
D) Escócia e nós.
Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós = Ênclise
monossílaba terminada em “o + s”
E) correspondência e três. A ênclise é empregada depois do verbo. A norma cul-
Correspondência = paroxítona terminada em diton- ta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos
go; três = monossílaba terminada em “e + s” átonos. A ênclise vai acontecer quando:
9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monos- - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
sílaba terminada em “o”; céu = monossílaba terminada Amem-se uns aos outros.
em ditongo aberto “éu”. Sigam-me e não terão derrotas.
RESPOSTA: “ERRADO”. - O verbo iniciar a oração:
Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL DOS - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da


PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (PRÓCLISE, preposição “a”:
MESÓCLISE E ÊNCLISE). Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Passaram a cumprimentar-se mutuamente.

- O verbo estiver no gerúndio:


Colocação Pronominal
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de des-
preocupada.
A colocação pronominal é a posição que os prono-
mes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em rela- Despediu-se, beijando-me a face.
ção ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos
átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
na oração em relação ao verbo: mesmo instante.
1. próclise: pronome antes do verbo Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo Mesóclise
Próclise
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
- Palavras com sentido negativo: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (=
Nada me faz querer sair dessa cama. ela se realizará)
Não se trata de nenhuma novidade. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
proposta a você)
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio.

- Pronomes relativos: USO DOS PRONOMES RELATIVOS.


A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me fala-
ram.

- Pronomes indefinidos: Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome,


Quem me disse isso? ou a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualifican-
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. do-o de alguma forma.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so- Pronome Reto
nhos!
[substituição do nome] Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo- tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujei-
nita! to.
[referência ao nome] Nós lhe ofertamos flores.
Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome] Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
Grande parte dos pronomes não possuem significa- principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
dos fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim con-
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a re- figurado:
ferência exata daquilo que está sendo colocado por meio - 1ª pessoa do singular: eu
dos pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos - 2ª pessoa do singular: tu
pronomes interrogativos e indefinidos, os demais prono- - 3ª pessoa do singular: ele, ela
mes têm por função principal apontar para as pessoas do - 1ª pessoa do plural: nós
discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situa- - 2ª pessoa do plural: vós
ção no tempo ou no espaço. Em virtude dessa caracterís- - 3ª pessoa do plural: eles, elas
tica, os pronomes apresentam uma forma específica para
cada pessoa do discurso. Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
como complementos verbais na língua-padrão. Frases
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxe-
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] ram eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se formal, devem ser usados os pronomes oblíquos corres-
fala] pondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxe-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. ram-me até aqui”.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem
se fala] Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- próprias formas verbais marcam, através de suas desinên-
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto:
através do pronome seja coerente em termos de gênero Fizemos boa viagem. (Nós)
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome Oblíquo

Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na


Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da
sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto
nossa escola neste ano. direto ou indireto) ou complemento nominal.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordân- Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
cia adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
adequada] variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = con- indica a função diversa que eles desempenham na oração:
cordância inadequada] pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblí-
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, quo marca o complemento da oração.
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo
com a acentuação tônica que possuem, podendo ser áto-
nos ou tônicos.
Pronomes Pessoais
Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, indican-
do diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou es- São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
creve assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os prono- são precedidos de preposição. Possuem acentuação tôni-
mes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se ca fraca: Ele me deu um presente.
dirige e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim
pessoa ou às pessoas de quem fala. configurado:
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- - 1ª pessoa do singular (eu): me
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto - 2ª pessoa do singular (tu): te
ou do caso oblíquo. - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 1ª pessoa do plural (nós): nos - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco


- 2ª pessoa do plural (vós): vos - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas

Observações: Observe que as únicas formas próprias do pronome


tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti).
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
As demais repetem a forma do pronome pessoal do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por reto.
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome - As preposições essenciais introduzem sempre pro-
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na ora- nomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do
ção. caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser obje- da língua formal, os pronomes costumam ser usados des-
tos diretos como objetos indiretos. ta forma:
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como Não há mais nada entre mim e ti.
objetos diretos. Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem com- Não há nenhuma acusação contra mim.
binar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a
Não vá sem mim.
formas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos,
lha, lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la,
Atenção: Há construções em que a preposição, ape-
vo-las. Observe o uso dessas formas nos exemplos que
seguem: sar de surgir anteposta a um pronome, serve para intro-
- Trouxeste o pacote? duzir uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses ca-
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. sos, o verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for
- Não contaram a novidade a vocês? um pronome, deverá ser do caso reto.
- Não, no-la contaram. Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
No português do Brasil, essas combinações não são
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego - A combinação da preposição “com” e alguns pro-
é muito raro. nomes originou as formas especiais comigo, contigo, con-
sigo, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas frequentemente exercem a função de adjunto adverbial
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o de companhia.
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma Ele carregava o documento consigo.
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação ver- - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
bal é suprimida. Por exemplo: por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
fiz + o = fi-lo são reforçados por palavras como outros, mesmos, pró-
fazeis + o = fazei-lo prios, todos, ambos ou algum numeral.
dizer + a = dizê-la Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome notícias.
assume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
Ele disse que iria com nós três.
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na Pronome Reflexivo
tem + as = tem-nas
São pronomes pessoais oblíquos que, embora fun-
Pronome Oblíquo Tônico cionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedi- a ação expressa pelo verbo.
dos por preposições, em geral as preposições a, para, de O quadro dos pronomes reflexivos é assim configu-
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a rado:
função de objeto indireto da oração. Possuem acentuação - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tônica forte. Eu não me vanglorio disso.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Assim tu te prejudicas.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela Conhece a ti mesmo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.

- 1ª pessoa do plural (nós): nos.


Lavamo-nos no rio.

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de
tratamento, que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no por-
tuguês do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem
uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em
relação à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com
a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem
ficar na 3ª pessoa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro- 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o posses-
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. sivo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros
- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos e anotações.
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais
longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicial-
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou se-
mente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar al-
guir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
guém de “você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso
correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa. Pronomes Demonstrativos
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
teus cabelos. (errado) Os pronomes demonstrativos são utilizados para ex-
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos plicitar a posição de uma certa palavra em relação a ou-
seus cabelos. (correto) tras ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos de espaço, no tempo ou discurso.
teus cabelos. (correto) No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que
o carro está perto da pessoa que fala.
Pronomes Possessivos
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical pessoa que fala.
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que
(coisa possuída). o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do quem falo.
singular)
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo
NÚMERO PESSOA PRONOME quanto por meio de correspondência, que é uma moda-
singular primeira meu(s), minha(s) lidade escrita de fala), são particularmente importantes o
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
singular segunda teu(s), tua(s)
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
singular terceira seu(s), sua(s)
pode causar ambiguidade.
plural primeira nosso(s), nossa(s) Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de soli-
plural segunda vosso(s), vossa(s) citar informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da
plural terceira seu(s), sua(s) universidade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em par-
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa ticipar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da univer-
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- sidade que envia a mensagem).
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua
contribuição naquele momento difícil. No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
Observações: refere ao ano presente.
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resul- Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito obriga- refere a um passado próximo.
do, seu José. Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
está se referindo a um passado distante.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis
posse. Podem ter outros empregos, como: ou invariáveis, observe:
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
aquela(s).
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 Invariáveis: isto, isso, aquilo.
anos.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disses-
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, te.)
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
trouxe sua mensagem? que te indiquei.)

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LÍNGUA PORTUGUESA

- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas - Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
que o procuraram ontem. lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres na
frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano,
- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
o problema. Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
- semelhante(s): Não compre semelhante livro.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um
- tal, tais: Tal era a solução para o problema. ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quanti-
dade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
Cada povo tem seus costumes.
Note que:
Certas pessoas exercem várias profissões.
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para Note que: Ora são pronomes indefinidos substanti-
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, vos, ora pronomes indefinidos adjetivos:
essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. Des- algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, mui-
frutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! tos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, ne-
nhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s),
- O pronome demonstrativo neutro ou pode repre- qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal,
sentar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vá-
caso em que aparece, geralmente, como objeto direto, rios, várias.
predicativo ou aposto: O casamento seria um desastre. To- Menos palavras e mais ações.
dos o pressentiam. Alguns se contentam pouco.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente riáveis e invariáveis. Observe:
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vá-
fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que rio, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita,
faz as vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, al-
ela o fizesse. guns, nenhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, ou-
tros, quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas,
várias, tantas, outras, quantas.
- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em algo, cada.
primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram
amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: São locuções pronominais indefinidas:
este solteiro, aquele casado]
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que),
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor? (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro,
uma ou outra, etc.
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Cada um escolheu o vinho desejado.
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no Indefinidos Sistemáticos
= naquilo)
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
Pronomes Indefinidos percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressan-
afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
do quantidade indeterminada.
negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
-plantadas. e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pes- construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
soa de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que
ser humano que seguramente existe, mas cuja identidade os pronomes indefinidos destacados imprimem às afirma-
é desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: ções de que fazem parte:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático.


Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.

Pronomes Relativos

São aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Quem casa, quer casa.

Observe:

Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.

Note que:

- O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substi-
tuído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos. To-
dos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)

- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
de ser poeta, que era a sua vocação natural.
- O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos
quais, das quais.
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
(antecedente) (consequente)

- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição.


É um professor a quem muito devemos.
(preposição)

- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa
onde morava foi assaltada.
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Sinto saudades da época em que (quando) morávamos Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
no exterior. tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as diferentemente dos segundos que são sempre precedidos
palavras: de preposição.
- como (= pelo qual): Não me parece correto o modo - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
como você agiu semana passada. eu estava fazendo.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim
podíamos jogar videogame. o que eu estava fazendo.
- Os pronomes relativos permitem reunir duas ora-
ções numa só frase. Questões sobre Pronome
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte. 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,
não está claro até onde pode realmente chegar uma políti-
- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
ca baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a
gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do
Pronomes Interrogativos carbono e da água faça em si diferença, as companhias
não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40
São usados na formulação de perguntas, sejam elas dólares por tonelada de carbono, sem qualquer prepara-
diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefini- ção. Portanto, elas começam a usar preços-sombra. Ain-
dos, referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo da assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem eles
(e variações), quanto (e variações). a maioria das políticas de crescimento verde sempre será a
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. segunda opção.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto,
quantos passageiros desembarcaram. referem- -se, respectivamente, a
(A) dúvidas e preços.
Sobre os pronomes: (B) dúvidas e insumos básicos.
(C) companhias e insumos básicos.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem fun- (D) companhias e preços do carbono e da água.
ção de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblí- (E) políticas de crescimento e preços adequados.
quo quando desempenha função de complemento. Va-
mos entender, primeiramente, como o pronome pessoal 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-
surge na frase e que função exerce. Observe as orações: adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri-
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. fado está corretamente substituído por um pronome em:
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo
lhe ajudar. B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
lhes desalentado
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem
reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
de conhecê-lo?
exercendo função de complemento, e, consequentemen-
D) ...não parecia ser um importante industrial... −
te, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discur- não parecia ser-lhe
so, o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta E) incomodaram o general... − incomodaram-no
para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não
sabia se devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). 03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor-
Importante: Em observação à segunda oração, o em- respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do modo INCORRETO em:
verbo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo A) mostrando o rio= mostrando-o.
pode estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o B) como escolher sítio= como escolhê-lo.
verbo principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes.
gerúndio. D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam =
Eu desejo lhe perguntar algo. nada lhes acrescentariam.
Eu estou perguntando-lhe algo. E) viu uma dessas marcas= viu uma delas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
a alternativa em que o pronome destacado está posicio- grifados acima foram corretamente substituídos por um
nado de acordo com a norma-padrão da língua. pronome, na ordem dada, em:
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família. (B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais. (C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha. (D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança. (E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los

05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alter- 10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
nativa cujo emprego do pronome está em conformidade 2013- adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras
com a norma padrão da língua. dos estabelecimentos felizmente comprovam os aconteci-
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. mentos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investiga-
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba-
ção. – de acordo com a norma-padrão, os pronomes que
lada.
substituem, corretamente, os termos em destaque são:
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
A) os comprovam … ajudá-la.
(D) Conformado, se rendeu às punições.
B) os comprovam …ajudar-la.
(E) Todos querem que combata-se a corrupção.
C) os comprovam … ajudar-lhe.
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de E) lhes comprovam … ajudá-la.
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se GABARITO
que eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa- 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
(C) Nos sentimos impotentes quando não consegui-
mos restituir um objeto à pessoa que o perdeu. RESOLUÇÃO
(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe
que abrisse a bolsa que encontrara. 1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Pri-
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma meiro, não está claro até onde pode realmente chegar
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do- uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços
nos. adequados para o carbono, a água e (na maioria dos paí-
ses pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça
07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). dos preços do carbono e da água faça em si diferença,
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram as companhias não podem suportar ter de pagar, de re-
produtos______ não necessitam e______ tendo de pagar pente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem
tudo______ prazo. qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar pre-
Assinale a alternativa que preenche as lacunas, cor- ços-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora
reta e respectivamente, considerando a norma culta da uma maneira de quantificar adequadamente os insumos
língua. básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento
A) a que … acaba … à B) com que … acabam … à verde sempre será a segunda opção.
C) de que … acabam … a D) em que … acaba … a
E) dos quais … acaba … à
2-)
08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP –
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
2013-adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os
respectivamente, as lacunas do trecho.
______alguns anos, num programa de televisão, uma desalentado
jovem fazia referência______ violência______ o brasileiro es- C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem
tava sujeito de forma cômica. de conhecê-las ?
A) Fazem... a ... de que B) Faz ...a ... que D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
C) Fazem ...à ... com que D) Faz ...à ... que parecia sê-lo
E) Faz ...à ... a que
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las
09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014) 4-)
As sereias então devoravam impiedosamente os tripu- (A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
lantes. (B) A menina tinha se distanciado muito da família.
... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabeça... (C) A garota disse que se perdeu dos pais.
... e fez de tudo para convencer os tripulantes... (E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança

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LÍNGUA PORTUGUESA

5-) plificando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o


(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos. verbo apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba- faz referência a um sujeito, assim também expresso (ele).
lada. Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
(D) Conformado, rendeu-se às punições. atrasados.
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
Casos referentes a sujeito simples
6-)
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situa- 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
(C) Sentimo-nos impotentes quando não consegui-
mos restituir um objeto à pessoa que o perdeu. 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes-
que abrisse a bolsa que encontrara.
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma
Observação:
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do-
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
nos.
adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram poderá ir para o plural:
produtos de que não necessitam e acabam tendo Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
de pagar tudo a prazo. Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.

8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma 3) Quando o sujeito é representado por expressões
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte
estava sujeito de forma cômica. de, a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no sin- tanto pode concordar com o núcleo dessas expressões
gular quanto com o substantivo que a segue: A maioria dos alu-
nos resolveu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar.
9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome 4) No caso de o sujeito ser representado por expres-
oblíquo no/na (fizeram-na, colocaram-no) sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”,
impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto; o verbo concorda com o substantivo determinado por
“lhe” é para objeto indireto elas: Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso.
convencer - verbo transitivo direto = pede objeto di-
reto; “lhe” é para objeto indireto 5) Em casos em que o sujeito é representado pela
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular:
Mais de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabe- Observação:
lecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, e - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
felizmente os comprovam ... ajudá-la necessariamente, deverá permanecer no plural:
(advérbio)
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram
na campanha de doação de alimentos.
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni-
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL. dades de formatura.

6) Quando o sujeito for composto da expressão “um


dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos um dos que atuaram na Copa América.
nos referindo à relação de dependência estabelecida en-
tre um termo e outro mediante um contexto oracional. 7) Em casos relativos à concordância com locuções
Desta feita, os agentes principais desse processo são re- pronominais, representadas por “algum de nós, qual de
presentados pelo sujeito, que no caso funciona como su- vós, quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se ne-
bordinante; e o verbo, o qual desempenha a função de cessário nos atermos a duas questões básicas:
subordinado. - No caso de o primeiro pronome estar expresso no
Dessa forma, temos que a concordância verbal ca- plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá
racteriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os também concordar com o pronome pessoal: Alguns de
quesitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exem- nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão.

33
LÍNGUA PORTUGUESA

- Quando o primeiro pronome da locução estiver ex- - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin- as demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
gular: Algum de nós o receberá. - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexio-
nar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo são primos.
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pes-
soa do singular ou poderá concordar com o antecedente 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
desse pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus
para ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para dois filhos compareceram ao evento.
ela.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que ou permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai
e seus dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que to-
filhos.
mamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém
10) No caso de o sujeito aparecer representado por com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no
expressões que indicam porcentagens, o verbo concorda- singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda a
rá com o numeral ou com o substantivo a que se refere felicidade do mundo.
essa porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a
decisão da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras si-
nônimas ou ordenado por elementos em gradação, o ver-
Observações: bo poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Mi-
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por- nha vitória, minha conquista, minha premiação são frutos
centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova- de meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. premiação é fruto de meu esforço.
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos
singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da demais termos da oração para que concordem em gê-
diretoria. nero e número com o substantivo. Teremos que alterar,
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
de determinantes no plural, o verbo permanecerá no plu- Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à
ral: Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da dire- sua maneira.
toria. Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono-
me concordam em gênero e número com o substantivo.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado - A pequena criança é uma gracinha.
por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre- - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas
Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à
agradeceu o convite. regra geral mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
12) Casos relativos a sujeito representado por subs-
plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
tantivo próprio no plural se encontram relacionados a al-
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
guns aspectos que os determinam: - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do
verbo ser, este permanece no singular, contanto que o - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural
predicativo também esteja no singular: Memórias póstu- masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
mas de Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis. - Ela tem pai e mãe louros.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam- - Ela tem pai e mãe loura.
bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
tência mundial. - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria-
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que mente para o plural.
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados - O homem e o menino estavam perdidos.
Unidos é uma potência mundial. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.

Casos referentes a sujeito composto b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos


- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas mais próximo.
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es- Comi delicioso almoço e sobremesa.
tando relacionado a dois pressupostos básicos: Provei deliciosa fruta e suco.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: k) Tal Qual


concorda com o mais próximo ou vai para o plural. - “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
Estavam feridos o pai e os filhos. com o consequente.
Estava ferido o pai e os filhos. As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
- antecede todos os adjetivos com um artigo. l) Possível
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. - Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”,
“melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
- coloca o substantivo no plural. expressões.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em-
d) Pronomes de tratamento presa.
- sempre concordam com a 3ª pessoa. As piores situações possíveis são encontradas nas fave-
Vossa Santidade esteve no Brasil. las da cidade.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
- Concordam com o substantivo a que se referem. m) Meio
- Como advérbio: invariável.
As cartas estão anexas.
Estou meio (um pouco) insegura.
A bebida está inclusa.
- Como numeral: segue a regra geral.
Precisamos de nomes próprios.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Obrigado, disse o rapaz.
n) Só
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
- apenas, somente (advérbio): invariável.
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no
Só consegui comprar uma passagem.
singular e o adjetivo no plural.
- sozinho (adjetivo): variável.
Renato advogou um e outro caso fáceis. Estiveram sós durante horas.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/con-
- Essas expressões não variam se o sujeito não vier cordancia-verbal.htm
precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa. Questões sobre Concordância Nominal e Verbal
É necessário sua presença. / É necessária a sua presen-
ça. 01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en- concordância verbal e nominal está inteiramente correta
trada é proibida. na frase:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
h) Muito, pouco, caro lores que determinam as escolhas dos governantes, para
- Como adjetivos: seguem a regra geral. conferir legitimidade a suas decisões.
Comi muitas frutas durante a viagem. (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
Pouco arroz é suficiente para mim. vem ser embasados na percepção dos valores e princípios
Os sapatos estavam caros. que regem a prática política.
- Como advérbios: são invariáveis. (C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda-
Comi muito durante a viagem. deiro regime democrático, em que se respeita tanto as
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. liberdades individuais quanto as coletivas.
Comprei caro os sapatos. (D) As instituições fundamentais de um regime de-
mocrático não pode estar subordinado às ordens indiscri-
i) Mesmo, bastante minadas de um único poder central.
- Como advérbios: invariáveis (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
Preciso mesmo da sua ajuda. para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi-
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. niões existentes na sociedade.
- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con-
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. cordância verbal e nominal estão inteiramente respeita-
das em:
j) Menos, alerta A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
- Em todas as ocasiões são invariáveis. leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
Preciso de menos comida para perder peso. ramento intelectual, estão na capacidade de criação do
Estamos alerta para com suas chamadas. autor, mediante palavras, sua matéria-prima.

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Obras que se considera clássicas na literatura sem- (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o controu até agora uma maneira adequada para que os
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem insumos básicos seja quantificado.
seus autores, gênios no domínio das palavras, sua maté- (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
ria-prima. controu até agora uma maneira adequada de se quantifi-
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, carem os insumos básicos.
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per-
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar 05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATI-
os leitores, numa verdadeira interação com a realidade. VO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do
D) As possibilidades de comunicação entre autor e texto:
leitor somente se realiza plenamente caso haja afinidade I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o gativa...
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que sificação do continente americano (2,0)...
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
época. exemplos, em:
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da
responder à questão. maioria?
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juni-
não está claro até onde pode realmente chegar uma po- nas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadri-
lítica baseada em melhorar a eficiência sem preços ade- lha.
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Qua-
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos se todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
preços do carbono e da água em si ___________diferença, as (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas
companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, também existem umas que não merecem nossa atenção.
digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qual- (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
quer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma 06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
maneira de quantificar adequadamente os insumos bási- FCC/2012) Os folheteiros vivem em feiras, mercados, pra-
cos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde ças e locais de peregrinação.
sempre ___________ a segunda opção. O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no
(Carta Capital, plural caso o segmento grifado seja substituído por:
27.06.2012. Adaptado) (A) Há folheteiros que
De acordo com a norma-padrão da língua portugue- (B) A maior parte dos folheteiros
sa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e (C) O folheteiro e sua família
respectivamente, com: (D) O grosso dos folheteiros
(A) Restam… faça… será (B) Resta… faz… será (E) Cada um dos folheteiros
(C) Restam… faz... serão (D) Restam… façam…
serão 07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
(E) Resta… fazem… será FCC/2012) Todas as formas verbais estão corretamente
flexionadas em:
04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alter- (A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel
nativa em que o trecho sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir
– Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- dessas criações poéticas tão originais.
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.– (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa- atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado
drão da língua portuguesa. hoje nas melhores universidades do país.
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon- (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
os insumos básicos. mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en- (D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização
controu até agora uma maneira adequada de os insumos e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode
básicos ser quantificados. ser resultado do puro e simples desconhecimento.
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon- (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os pro-
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- blemas dos cordelistas estavam diretamente ligados à fal-
mos básicos sejam quantificado. ta de representatividade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – RESOLUÇÃO


FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de con-
cordância verbal e nominal em: 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisti- lores que determinam as escolhas dos governantes, para
cadas às mais humildes, são cada vez mais comuns nos conferir legitimidade a suas decisões.
dias de hoje. (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
b) A importância de intelectuais como Edward Said e vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões valores e princípios que regem a prática política.
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
escreveram. dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto (D) As instituições fundamentais de um regime de-
sofrimento, estejam próximos de serem resolvidos ou mocrático não pode (podem) estar subordinado (subor-
pelo menos de terem alguma trégua. dinadas) às ordens indiscriminadas de um único poder
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a central.
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detrato- tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem
res que admiradores. (expõe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
e) No final do século XX já não se via muitos intelec-
tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era 2-)
notícia pelos livros que publicavam como pelas posições A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
que corajosamente assumiam. leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do
09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - autor, mediante palavras, sua matéria-prima. = correta
FCC/2012) O verbo que, dadas as alterações entre pa- B) Obras que se consideram clássicas na literatura
rênteses propostas para o segmento grifado, deverá ser sempre delineiam novos caminhos, pois são capazes de
colocado no plural, está em: encantar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) que vivem seus autores, gênios no domínio das palavras,
(B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla- sua matéria-prima.
neta) C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
consumo mundial de barris de petróleo) sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se os leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos) D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es- tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
climáticas) crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que
10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) As- constituem leitura obrigatória e se tornam referências por
sinale a alternativa em que a concordância das formas seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de
verbais destacadas está de acordo com a norma-padrão época.
da língua. 3-) _Restam___dúvidas
(A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higie- mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
nização subterrânea. água em si __faça __diferença
(B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os a maioria das políticas de crescimento verde sempre
trabalhadores da área de limpeza. ____será_____ a segunda opção.
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla:
riscos de se contrair alguma doença. tanto no plural quanto no singular. Nas alternativas não
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era há “restam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as
sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço. opções adequadas.
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
começou a adotar medidas mais rigorosas para a prote- 4-)
ção de seus funcionários. (A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
controu até agora uma maneira adequada de se quantifi-
GABARITO car os insumos básicos.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A controu até agora uma maneira adequada de os insumos
06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C básicos serem quantificados.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en- b) A importância de intelectuais como Edward Said e
controu até agora uma maneira adequada para que os Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
insumos básicos sejam quantificados. polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos li-
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en- vros que escreveram.
controu até agora uma maneira adequada para que os c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
insumos básicos sejam quantificados. árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en- sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
controu até agora uma maneira adequada de se quantifi- (ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter)
carem os insumos básicos. = correta alguma trégua.
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Va-
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
mos aos itens:
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detrato-
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
res que admiradores.
tem (singular)
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos in-
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise- telectuais e escritores como Edward Said, que não apenas
ram (plural) era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem posições que corajosamente assumiam.
umas (plural)
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas 9-)
as formas estão no plural) (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
= “há” permaneceria no singular
6-) (B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto neta) = “sabe” permaneceria no singular
“folheterios”) (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O
B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcio- consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane-
nal) ceria no singular
C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito compos- (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se
to) no custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “re-
D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional) flete” passaria para “refletem-se”
E – Cada um dos folheteiros vive = somente no sin- (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
gular forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
climáticas) = “pressiona” permaneceria no singular
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a con- 10-) Fiz as correções:
siderar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão (A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = sin-
capazes de fruir dessas criações poéticas tão originais. gular)
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status (B) Ainda existe muitas pessoas = existem
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
hoje nas melhores universidades do país.
riscos
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
que a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que
sete da manhã = eram
eles mesmos requizessem (requeressem) o respeito que
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
faziam por merecer.
(D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a des- começou = começaram
valorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão
rica só pode (podem) ser resultado do puro e simples des-
conhecimento.
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que REGÊNCIA VERBAL.
os problemas dos cordelistas estavam diretamente liga-
dos à falta de representatividade.

8-) Fiz as correções entre parênteses: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple-
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis- mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala-
ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns vras, criando frases não ambíguas, que expressem efeti-
(comum) nos dias de hoje. vamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Regência Verbal - Comparecer


O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
Termo Regente: VERBO em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
A regência verbal estuda a relação que se estabelece último jogo.
entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos Verbos Transitivos Diretos
adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar Os verbos transitivos diretos são complementados
nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade por objetos diretos. Isso significa que não exigem pre-
de conhecermos as diversas significações que um verbo posição para o estabelecimento da relação de regência.
pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma Ao empregar esses verbos, devemos lembrar que os pro-
nomes oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos.
preposição. Observe:
Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
(após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na,
contentar.
nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais),
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais,
agrado ou prazer”, satisfazer.
objetos indiretos.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
“agradar a alguém”. nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad-
mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
Saiba que: castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender,
O conhecimento do uso adequado das preposições eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
verbal (e também nominal). As preposições são capazes Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
de modificar completamente o sentido do que se está como o verbo amar:
sendo dito. Veja os exemplos: Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Cheguei ao metrô. Amo aquela moça. / Amo-a.
Cheguei no metrô. Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses
A oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim verbos para indicar posse (caso em que atuam como ad-
de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da juntos adnominais).
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de al- Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
guns verbos, e a regência culta. reira)
Para estudar a regência verbal, agruparemos os ver- Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
bos de acordo com sua transitividade. A transitividade, mor)
porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode
atuar de diferentes formas em frases distintas. Verbos Transitivos Indiretos

Os verbos transitivos indiretos são complementados


Verbos Intransitivos
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi-
gem uma preposição para o estabelecimento da relação
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
terceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se uti-
- Chegar, Ir lizam os pronomes o, os, a, as como complementos de
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos ad- verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que
verbiais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas não representam pessoas, usam-se pronomes oblíquos
para indicar destino ou direção são: a, para. tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos prono-
Fui ao teatro. mes átonos lhe, lhes.
Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
- Consistir - Tem complemento introduzido pela pre-
Ricardo foi para a Espanha. posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direi-
Adjunto Adverbial de Lugar tos iguais para todos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada
mentos introduzidos pela preposição “a”: para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar,
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. prevenir.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Comparar
- Responder - Tem complemento introduzido pela
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indi-
car “a quem” ou “ao que” se responde. as preposições “a” ou “com” para introduzir o comple-
Respondi ao meu patrão. mento indireto.
Respondemos às perguntas. Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
Respondeu-lhe à altura. criança.

Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto Pedir


quando exprime aquilo a que se responde, admite voz Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
passiva analítica. Veja: na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
O questionário foi respondido corretamente.
de pessoa.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoria-
mente. Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus comple-
mentos introduzidos pela preposição “com”. Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Antipatizo com aquela apresentadora. Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Simpatizo com os que condenam os políticos que go- Objetiva Direta
vernam para uma minoria privilegiada.
Saiba que:
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acom- gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na lín-
panhados de um objeto direto e um indireto. Merecem gua culta. No entanto, é considerada correta quando a
destaque, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São palavra licença estiver subentendida.
verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
e objeto indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos: casa.
Agradeço aos ouvintes a audiência. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
Objeto Indireto Objeto Direto uma oração subordinada adverbial final reduzida de infi-
nitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
- A construção “dizer para”, também muito usada po-
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito pularmente, é igualmente considerada incorreta.
com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Preferir
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in-
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. direto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Paguei minhas contas. / Paguei-as. Prefiro trem a ônibus.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.

Informar Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usa-


- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e obje- do sem termos intensificadores, tais como: muito, antes,
to indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada
Informe os novos preços aos clientes. pelo prefixo existente no próprio verbo (pre).
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no-
vos preços) Mudança de Transitividade X Mudança de Signifi-
cado
- Na utilização de pronomes como complementos,
veja as construções:
Há verbos que, de acordo com a mudança de tran-
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos pre-
ços. sitividade, apresentam mudança de significado. O co-
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou nhecimento das diferentes regências desses verbos é um
sobre eles) recurso linguístico muito importante, pois além de permi-

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LÍNGUA PORTUGUESA

tir a correta interpretação de passagens escritas, oferece Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre - Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
os principais, estão: apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre-
dicativo preposicionado ou não.
AGRADAR A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- A torcida chamou o jogador de mercenário.
nhos, acariciar. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agra-
da quando o revê. CUSTAR
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adver-
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar bial: Frutas e verduras não deveriam custar muito.
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição “a”. - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransiti-
O cantor não agradou aos presentes. vo ou transitivo indireto.
O cantor não lhes agradou. Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Oração Subordinada Substantiva
ASPIRAR Subjetiva
Intransitivo Reduzida de Infinitivo
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins-
pirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aque-
la atitude.
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, Objeto Oração Subordinada Substantiva
ter como ambição: Aspirávamos a melhores condições de Subjetiva
vida. (Aspirávamos a elas) Indireto Reduzida de Infinitivo

Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é Obs.: a Gramática Normativa condena as construções
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
átonas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, por pessoa. Observe:
“ a ela (s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência Custei para entender o problema.
melhor. (= Aspiravam a ela) Forma correta: Custou-me entender o problema.

ASSISTIR IMPLICAR

- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, - Como transitivo direto, esse verbo tem dois senti-
prestar assistência a, auxiliar. Por exemplo: dos:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitu-
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. des implicavam um firme propósito.
b) Ter como consequência, trazer como consequência,
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, pre- acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadu-
senciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos: recimento político de um povo.
Assistimos ao documentário. - Como transitivo direto e indireto, significa compro-
Não assisti às últimas sessões. meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
Essa lei assiste ao inquilino. econômicas.

Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran-
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de sitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa com quem não trabalhasse arduamente.
conturbada cidade.
PROCEDER
CHAMAR
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo,
solicitar a atenção ou a presença de. ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha- se, agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompa-
má-la. nhado de adjunto adverbial de modo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

As afirmações da testemunha procediam, não havia gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
como refutá-las. clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
Você procede muito mal. Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a pre- - Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
posição” de”) e fazer, executar (rege complemento intro- - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
duzido pela preposição “a”) é transitivo indireto. O verbo lembrar também pode ser transitivo direto
O avião procede de Maceió. e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de
Procedeu-se aos exames. alguma coisa).
O delegado procederá ao inquérito.
SIMPATIZAR
QUERER
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não
simpatizei com os jurados.
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
vontade de, cobiçar.
NAMORAR
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor. É transitivo direto, ou seja, não admite preposição:
Maria namora João.
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afei-
ção, estimar, amar. Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina. OBEDECER
Despede-se o filho que muito lhe quer.
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com
VISAR a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.

- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque. VER

- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele
viu o filme.
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Regência Nominal
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-es-
tar público. É o nome da relação existente entre um nome (subs-
tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por
ESQUECER – LEMBRAR esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma
preposição. No estudo da regência nominal, é preciso le-
- Lembrar algo – esquecer algo var em conta que vários nomes apresentam exatamente
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (prono- o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer
minal) o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer
o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Ver-
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, bo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o li- complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
vro. Obedecer a algo/ a alguém.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) Obediente a algo/ a alguém.
e exigem complemento com a preposição “de”. São, por-
tanto, transitivos indiretos: Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
- Ele se esqueceu do caderno. da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
atentamente e procure, sempre que possível, associar es-
- Eu me esqueci da chave.
ses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
- Eles se esqueceram da prova.
conhece.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-


brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).


... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, não raro, quem...

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LÍNGUA PORTUGUESA

D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
na serra de Tunuí... a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
o gentio, mestre e colaborador... Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento a mídia pode exercer sobre os jovens.
que o da frase acima se encontra em: A) dos … na
A) A palavra direito, em português, vem de directum, B) nos … entre a
do verbo latino dirigere... C) aos … para a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão D) sobre os … pela
das sociedades... E) pelos … sob a
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regula-
08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
do pela justiça.
Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-pa-
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
drão da língua, assinale a alternativa em que os trechos
rações da justiça... destacados estão corretos quanto à regência, verbal ou
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o nominal.
sentimento de justiça. A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais
de dez mil tomadas.
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de ha-
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de
nominal e à pontuação. criar logotipos e negociar.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapi- D) O taxista levou o autor a indagar no número de
damente, seu espaço na carreira científica ainda que o tomadas do edifício.
avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é um E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor
exemplo, do que em outros. reparasse a um prédio na marginal.
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
exemplo!, do que em outros. frase, conforme as regras de regência da norma-padrão
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra- da língua e sem alteração de sentido.
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um direitos dos trabalhadores domésticos.
exemplo, do que em outros. A) da
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam ra- B) na
pidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o C) pela
avanço seja mais notável em alguns países – o Brasil é um D) sob a
exemplo – do que em outros. E) sobre a
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapi-
GABARITO
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
exemplo) do que em outros. 06. A 07. C 08. A 09. C
06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina- RESOLUÇÃO
le a alternativa correta quanto à regência dos termos em
destaque. 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a outras ciências ...
responsabilidade pelo problema. Facilitar – verbo transitivo direto
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de
ter se perdido. ligação
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo
de um índio na porta do prédio. de ligação
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo
perdido de sua família. transitivo direto e indireto
(E) A família toda se organizou para realizar a procura E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro
à garotinha. = verbo transitivo indireto

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re-
nos filhos do sueco. portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios
Pedir = verbo transitivo direto e indireto da imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = pela mídia.
transitivo direto A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo que a mídia pode exercer sobre os jovens.
de ligação
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- 8-)
cia... =verbo intransitivo B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atre- haver um homem que estaria ouvindo as notas de um
vimento. =transitivo direto oboé.
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada criar logotipos e negociar.
em partes desiguais... D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número
Constar = verbo intransitivo de tomadas do edifício.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha- E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor
do nos troncos mais robustos. =ligação reparasse em um prédio na marginal.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
rientam, não raro, quem... =transitivo direto 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de di-
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho reitos dos trabalhadores domésticos.
na serra de Tunuí... = transitivo direto
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto
USO DAS PALAVRAS: PORQUE, POR QUE,
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... POR QUÊ E PORQUÊ, QUE, SE, HÁ E A.
Lidar = transitivo indireto
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão
das sociedades... =transitivo direto
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regula-
O uso dos porquês  é um assunto muito discutido e
do pela justiça. =ligação
traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
esclarecer o emprego dos porquês para que não haja
rações da justiça... =transitivo direto e indireto
mais imprecisão a respeito desse assunto.
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
sentimento de justiça. =transitivo direto Por que
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon- O por que tem dois empregos diferenciados:
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re- Quando for  a junção dapreposição  por  +  pronome
gência (pontuação encontra-se em tópico específico) interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, “por qual razão” ou “por qual motivo”:
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon- Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual
tuação) razão)
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quan-
to à pontuação) Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi- Quando for a junção da preposição por + pronome re-
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o lativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
exemplo) do que em outros. Exemplo:  Sei bem  por que motivo permaneci neste
lugar. (pelo qual)
6-)
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por Por quê
ter se perdido.
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de Quando vier antes de um ponto, seja final, interro-
um índio na porta do prédio. gativo, exclamação, o por quê  deverá vir acentuado e
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se per- continuará com o significado de “por qual motivo”, “por
dido de sua família. qual razão”.
(E) A família toda se organizou para realizar a procura Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
pela garotinha. Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Porque • Advérbio: modifica um adjetivo ou um advérbio.


Equivale a quão. Quando funciona como advérbio, a
É  conjunção  causal ou explicativa, com valor aproxi- palavra que exerce a função sintática de adjunto adverbial;
mado de “pois”, “uma vez que”, “para que”. no caso, de intensidade.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estu- Que lindas flores!\rQue barato!
dar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas  porque  prejudicará você mes- • Pronome:  como pronome, a palavra que pode
mo. (uma vez que) ser:
 
Porquê ⇒  Pronome relativo: retoma um termo da oração
antecedente, projetando-o na oração consequente.
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a ra- Equivale a o qual e flexões.
zão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo Não encontramos as pessoas que saíram.
ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é por- ⇒ Pronome indefinido: nesse caso, pode funcionar
que quero estar concentrada. (motivo) como pronome substantivo ou pronome adjetivo:
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma
razão) ⇒  Pronome substantivo: equivale a que coisa.
Quando for pronome substantivo, a palavra queexercerá
A palavra que em português pode ser: as funções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto,
• Interjeição:  exprime espanto, admiração, objeto indireto, etc.)
surpresa. Que aconteceu com você?
Nesse caso, será acentuado e seguido de ponto
de exclamação. Usa-se também a variação “o quê”! A ⇒  Pronome adjetivo: determina um substantivo.
palavra que não exerce função sintática quando funciona Nesse caso, exerce a função sintática de adjunto
adnominal.
como interjeição.
Que vida é essa?
Quê! Você ainda não está pronto?\rO quê! Quem
• Conjunção:  relaciona entre si duas orações.
sumiu?
Nesse caso, não exerce função sintática. Como conjunção,
a palavra que pode relacionar tanto orações coordenadas
• Substantivo: equivale a alguma coisa.
quanto subordinadas, por isso, classifica-se como
conjunção coordenativa ou conjunção subordinativa.
Nesse caso, virá sempre antecedido de artigo
Quando funciona como conjunção coordenativa ou
ou outro determinante  e receberá acento por ser
subordinativa, a palavra  que  recebe o nome da oração
monossílabo tônico terminado em e. Como substantivo,
que introduz. Por exemplo:
designa também a 16ª letra de nosso alfabeto. Quando a  
palavra que for substantivo, exercerá as funções sintáticas Venha logo, que é tarde. (conjunção coordenativa
próprias dessa classe de palavra (sujeito, objeto direto, explicativa)
objeto indireto, predicativo etc.) Falou tanto que ficou rouco. (conjunção subordinativa
Ele tem certo quê misterioso.  (substantivo na função consecutiva)
de núcleo do objeto direto) Quando inicia uma oração subordinada substantiva, a
palavra que recebe o nome de conjunção subordinativa
• Preposição: liga dois verbos de uma locução integrante.
verbal em que o auxiliar é o verbo ter. Equivale Desejo que você venha logo.
a  de.  Quando é preposição, a palavra  que não exerce
função sintática. Palavra “se” Pode ser:
Tenho que sair agora.\rEle tem que dar o dinheiro hoje. • Conjunção:  relaciona entre si duas orações.
Nesse caso, não exerce função sintática. Como conjunção,
• Partícula expletiva ou de realce: pode ser a palavra se pode ser:
retirada da frase, sem prejuízo algum para o sentido. ⇒ Conjunção subordinativa integrante: inicia uma
Nesse caso, a palavra  que  não exerce função sintática; oração subordinada substantiva.
como o próprio nome indica, é usada apenas para dar Perguntei se ele estava feliz.
realce. Como partícula expletiva, aparece também na
expressão é que. ⇒ Conjunção subordinativa condicional: inicia uma
Quase  que não consigo chegar a tempo.\rEla  é oração adverbial condicional (equivale a caso).
que conseguiu chegar. Se todos tivessem estudado, as notas seriam boas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

• Partícula expletiva ou de realce: pode ser


retirada da frase sem prejuízo algum para o sentido. Nesse CLASSES DAS PALAVRAS E SUAS
caso, a palavra  se  não exerce função sintática. Como o FUNÇÕES SINTÁTICAS
próprio nome indica, é usada apenas para dar realce.
Passavam-se os dias e nada acontecia.

• Parte integrante do verbo: faz parte integrante Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
dos verbos pronominais. Nesse caso,  não exerce função característica do ser e se relaciona com o substantivo.
sintática. Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
Ele arrependeu-se do que fez. cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
moça bondosa, pessoa bondosa.
• Partícula apassivadora: ligada a verbo que
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua-
pede objeto direto, caracteriza as orações que estão na
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho-
voz passiva sintética. É também chamada de pronome
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade,
apassivador. Nesse caso, não exerce função sintática.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Vendem-se casas.
Aluga-se carro. Morfossintaxe do Adjetivo:
Compram-se joias.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
• Índice de indeterminação do sujeito: liga-se a dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuan-
um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito do como adjunto adnominal ou como predicativo (do su-
indeterminado. Não exerce propriamente uma função jeito ou do objeto).
sintática. Lembre-se de que, nesse caso, o verbo deve
estar na terceira pessoa do singular. Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
Trabalha-se de dia.
Precisa-se de vendedores. Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
Observe alguns deles:
• Pronome reflexivo: quando a palavra se é Estados e cidades brasileiros:
pronome pessoal, deve estar sempre na mesma pessoa
do sujeito da oração de que faz parte. Por isso, o pronome Alagoas alagoano
oblíquo  se  sempre será reflexivo (equivalendo a  a si Amapá amapaense
mesmo), podendo assumir as seguintes funções sintáticas: Aracaju aracajuano ou aracajuense
⇒ Objeto direto\rEle cortou-se com o facão. Amazonas amazonense ou baré
⇒ Objeto indireto\rEle se atribui muito valor. Belo Horizonte belo-horizontino
⇒ Sujeito de um infinitivo Brasília brasiliense
“Sofia deixou-se estar à janela.” Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos
Adjetivo Pátrio Composto 

à Europa.
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primei-
Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há me-
ro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente,
ses.
erudita. Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana
“Procure o seu caminho
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto
Eu aprendi a andar sozinho -inglesas
Isto foi há muito tempo atrás América américo- / Companhia américo-africana
Mas ainda sei como se faz Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
Minhas mãos estão cansadas China sino- / Acordos sino-japoneses
Não tenho mais onde me agarrar.” Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
(gravação: Nenhum de Nós) França franco- ou galo- / Reuniões franco-italia-
nas
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há Grécia greco- / Filmes greco-romanos
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão dos adjetivos elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra
palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como
O adjetivo varia em gênero, número e grau. é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
ficará invariável. Por exemplo:
Gênero dos Adjetivos Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se Olhos verde-claros.
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
substantivos, classificam-se em: Telhados marrom-café e paredes verde-claras.

Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas- Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sem-
mau e má, judeu e judia.
pre invariáveis.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-verme-
feminino somente o último elemento. Por exemplo: o
lha têm os dois elementos flexionados.
moço norte-americano, a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
Grau do Adjetivo
Uniformes - têm uma só forma tanto para o mascu- Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a in-
lino como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e tensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adje-
mulher feliz. tivo: o comparativo e o superlativo.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável
no feminino. Por exemplo: conflito político-social e desa- Comparativo
vença político-social.
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
Número dos Adjetivos buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi-
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de
Plural dos adjetivos simples igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo os exemplos abaixo:
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e fe- No comparativo de igualdade, o segundo termo da
lizes, ruim e ruins boa e boas comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a pa- Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
lavra que estiver qualificando um elemento for, original- rioridade Analítico
mente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. No comparativo de superioridade analítico, entre os
Exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo; dois substantivos comparados, um tem qualidade supe-
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...
como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cin- do que” ou “mais...que”.
za, ternos cinza.
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Su-
perioridade Sintético
Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/supe-
Adjetivo Composto
rior, grande/maior, baixo/inferior.
Observe que:
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor- a) As formas menor e pior são comparativos de su-
malmente, esses elementos são ligados por hífen. Ape- perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau,
nas o último elemento concorda com o substantivo a que respectivamente.
se refere; os demais ficam na forma masculina, singular. b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Caso um dos elementos que formam o adjetivo composto (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações
seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, de-
ficará invariável. Por exemplo: a palavra rosa é original- ve-se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais
mente um substantivo, porém, se estiver qualificando um grande e mais pequeno. Por exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
elementos. tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica
duas qualidades de um mesmo elemento. a ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade
faz referência ao processo verbal, no sentido de caracte-
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de rizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias em que esse
Inferioridade processo se desenvolve.
Sou menos passivo (do) que tolerante. O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen-
tido de caracterizar os processos expressos por ele. Con-
Superlativo tudo, ele não é modificador exclusivo desta classe (ver-
O superlativo expressa qualidades num grau muito bos), pois também modifica o adjetivo e até outro advér-
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser bio. Seguem alguns exemplos:
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalida- Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
des: você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
de um ser é intensificada, sem relação com outros seres. O artista canta muito mal.
Apresenta-se nas formas: Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” mo-
difica outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de exemplos pudemos verificar que se tratava de somente
palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por uma palavra funcionando como advérbio. No entanto,
exemplo: O secretário é muito inteligente. ele pode estar demarcado por mais de uma palavra, que
mesmo assim não deixará de ocupar tal função. Temos
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrés- aí o que chamamos de locução adverbial, representada
cimo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentís- por algumas expressões, tais como: às vezes, sem dúvida,
simo. frente a frente, de modo algum, entre outras.
Dependendo das circunstâncias expressas pelos ad-
Observe alguns superlativos sintéticos: vérbios, eles se classificam em distintas categorias, uma
benéfico beneficentíssimo vez expressas por:
bom boníssimo ou ótimo
comum comuníssimo de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
cruel crudelíssimo sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
difícil dificílimo poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
doce dulcíssimo frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
fácil facílimo parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
fiel fidelíssimo mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de mente
um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
Essa relação pode ser:
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
de todo, de muito, por completo.
Note bem:
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
meio dos advérbios muito, extremamente, excepcional-
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já,
mente, etc., antepostos ao adjetivo.
enfim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imedia-
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob tamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente,
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra po- às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
pular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, tempos em tempos, em breve, hoje em dia
-imo ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupér-
rimo. A forma popular é constituída do radical do adjetivo de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca- abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter-
as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em
desagradável hiato i-í. cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta

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LÍNGUA PORTUGUESA

de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo al- Combinação dos Artigos
gum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
É muito presente a combinação dos artigos definidos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, prova- e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
velmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe essas combinações:
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, Preposições Artigos
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, in-
o, os
dubitavelmente (=sem dúvida).
a ao, aos
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- de do, dos
mente, simplesmente, só, unicamente em no, nos
por (per) pelo, pelos
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam- a, as um, uns uma, umas
bém à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - -
de designação: Eis
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan- com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é
do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensida-
conhecida por crase.
de), para quê? (finalidade)

Locução adverbial Constatemos as circunstâncias em que os artigos


se manifestam:
É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad-
vérbio. Exemplo: - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) das olimpíadas.

Há locuções adverbiais que possuem advérbios cor- - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
respondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
saiu apressadamente. A Bahia...
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode
modo são flexionados, sendo que os demais são todos
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
categoria dos advérbios é a de grau:
- No caso de nomes próprios personativos, denotan-
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe do a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - uso do artigo: O Pedro é o xodó da família.
inconstitucionalissimamente, etc.; - No caso de os nomes próprios personativos estarem
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - os Incas, Os Astecas...
pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to-
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substanti- do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso
vo, indica se ele está sendo empregado de maneira defi- dele (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
nida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
tempo, o gênero e o número dos substantivos.
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
Classificação dos Artigos dos. (qualquer classe)

Artigos Definidos: determinam os substantivos de - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é


maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o ani- facultativo:
mal. Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.

Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de - A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve
um animal. ter é uns vinte anos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe da Conjunção


oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê
de tudo isso. As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome Classificação
relativo cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu. - Conjunções Coordenativas
Este é o autor cuja obra conheço. - Conjunções Subordinativas

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( Conjunções coordenativas
no sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão
firme), a menos que venham especificadas. Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex.
Eles estavam em casa. Gosto de cantar e de dançar.
Eles estavam na casa dos amigos. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas
Os marinheiros permaneceram em terra. também, não só...como também.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tra- sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
tamento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Principais conjunções adversativas: mas, porém, con-
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. tudo, todavia, no entanto, entretanto.

- Não se une com preposição o artigo que faz parte - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
do nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
em O Estado de S. Paulo. Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
quer...quer, já...já.
Morfossintaxe
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnomi- Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
nal do substantivo a que se refere. Tal função independe (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
da função exercida pelo substantivo:
A existência é uma poesia. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão.
Uma existência é a poesia. Ex. É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito
frio lá fora.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas ora- Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
ções ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. (antes do verbo), porquanto.
Por exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as Conjunções subordinativas
amiguinhas.
- CAUSAIS
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Principais conjunções causais: porque, visto que, já
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu que, uma vez que, como (= porque).
as amiguinhas Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Cada informação está estruturada em torno de um - COMPARATIVAS


verbo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...
orações: como, mais...do que, menos...do que.
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e Ela fala mais que um papagaio.
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, - CONCESSIVAS
e a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quan- Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
do”. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição,
Observe: Gosto de natação e de futebol. um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra de estar cansada)
“e” está ligando termos de uma mesma oração. Apesar de ter chovido fui ao cinema.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- CONFORMATIVAS Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-


Principais conjunções conformativas: como, segundo, ções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir
conforme, consoante sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comporta-
Cada um colhe conforme semeia. mento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de es-
Expressam uma ideia de acordo, concordância, con- truturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
formidade. Droga! Preste atenção quando eu estou falando!

- CONSECUTIVAS No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.


Expressam uma ideia de consequência. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele pode-
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, ria ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição
Falou tanto que ficou rouco.
Droga!
- FINAIS As sentenças da língua costumam se organizar de for-
Expressam ideia de finalidade, objetivo. ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
Todos trabalham para que possam sobreviver. os distribui em posições adequadas a cada um deles. As
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, interjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-
porque (=para que), frase”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou
um conjunto de palavras - locução interjetiva) que po-
- PROPORCIONAIS deria ser colocada em termos de uma sentença. Veja os
Principais conjunções proporcionais: à medida que, exemplos:
quanto mais, ao passo que, à proporção que. Bravo! Bis!
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi
muito bom! Repitam!”
- TEMPORAIS Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = sen-
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, tença (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
logo que.
Quando eu sair, vou passar na locadora. A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
que não há uma ideia organizada de maneira lógica,
Diferença entre orações causais e explicativas
como são as sentenças da língua, mas sim a manifestação
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- situação particular, um momento ou um contexto espe-
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração cífico. Exemplos:
causal de uma explicativa. Veja os exemplos: Ah, como eu queria voltar a ser criança!
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
ser atropelado”: Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justifi- hum: expressão de um pensamento súbito = inter-
cativa ou uma explicação do fato expresso na oração an- jeição
terior. O significado das interjeições está vinculado à manei-
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen- ra como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as que dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada
orações que vêm marcadas por vírgula. contexto de enunciação. Exemplos:
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperati- chamando! Ei, espere!”
vo, ela será explicativa. Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
são em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
perativo)
“Por favor, faça silêncio!”
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
cidade porque não havia cemitério no local.” puxa: interjeição; tom da fala: euforia
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordi- Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
nada (parte destacada) mostra a causa da ação expressa puxa: interjeição; tom da fala: decepção
pelo verbo da oração principal. Outra forma de reconhe-
cê-la é colocá-la no início do período, introduzida pela As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. 1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo ale-
Como não havia cemitério no local, precisavam enter- gria, tristeza, dor, etc.
rar os mortos em outra cidade. Você faz o que no Brasil?
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmen- Eu? Eu negocio com madeiras.
te dependentes uma da outra. Ah, deve ser muito interessante.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2) Sintetizar uma frase apelativa processo natural dessa classe de palavra, mas tão só uma
Cuidado! Saia da minha frente. variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizi-
As interjeições podem ser formadas por: nho, bravíssimo, até loguinho.
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
- palavras: Oba!, Olá!, Claro! Locução Interjetiva
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Deus!, Ora bolas! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora
bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus!
Ó de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a
A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
Deus! Alto lá! Muito bem!
zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Observações:
Por exemplo: - As interjeições são como frases resumidas, sintéti-
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra- cas. Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão!
riedade) = Peço-lhe que me desculpe.
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o
Classificação das Interjeições seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes
gramaticais podem aparecer como interjeições.
Comumente, as interjeições expressam sentido de: Viva! Basta! (Verbos)
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Fora! Francamente! (Advérbios)
Atenção!, Olha!, Alerta! - A interjeição pode ser considerada uma “palavra-
frase” porque sozinha pode constituir uma mensagem.
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
Ex.: Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! - Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi-
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, tativas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau!
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, quá-quá!, etc.
Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó”
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, com a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, ale-
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, gria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” excla-
Ora! mativo e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
- Desculpa: Perdão! Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
- Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
Oh!, Eh!
de palavras de outras classes, podem aparecer flexiona-
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, das no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusi-
Epa!, Ora! nho! Obrigadinho!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Interjeições, leitura e produção de textos
Hein?, Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Usadas com muita frequência na língua falada infor-
Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! mal, quando empregadas na língua escrita, as interjeições
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de colo-
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, quialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha- traços pessoais do falante - como a escassez de vocabulá-
me, Deus! rio, o temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a ori-
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! gem geográfica. É nos textos narrativos - particularmente
nos diálogos - que comumente se faz uso das interjeições
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
com o objetivo de caracterizar personagens e, também,
graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Nature-
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, za sintética e conteúdo mais emocional do que racional
isto é, não sofrem variação em gênero, número e grau fazem das interjeições presença constante nos textos pu-
como os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, blicitários.
aspecto e voz como os verbos. No entanto, em uso es-
pecífico, algumas interjeições sofrem variação em grau. Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
Deve-se ter claro, neste caso, que não se trata de um morf89.php

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LÍNGUA PORTUGUESA

Numeral é a palavra que indica os seres em termos Os numerais ordinais variam em gênero e número:
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os primeiro segundo milésimo
situa em determinada sequência. primeira segunda milésima
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. primeiros segundos milésimos
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] primeiras segundas milésimas
Eu quero café duplo, e você?
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esfor-
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequên- ço e conseguiram o triplo de produção.
cia de “fila”] Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que triplas do medicamento.
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/
se trata de numerais, mas sim de algarismos. duas terças partes
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala- dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
vras consideradas numerais porque denotam quantidade, É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização
dúzia, par, ambos(as), novena. de sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
Classificação dos Numerais
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. =
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número
segunda divisão de futebol)
básico: um, dois, cem mil, etc.
Emprego dos Numerais
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa sé-
rie dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e
partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a
até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o nume-
divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
ral venha depois do substantivo:
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi au- Ordinais Cardinais
mentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc. João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Leitura dos Numerais Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Separando os números em centenas, de trás para Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de cen-
tenas e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o
esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
conjunção “e”. Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos
e vinte e seis. *Ambos/ambas são considerados numerais. Signifi-
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. cam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e
são largamente empregados para retomar pares de seres
Flexão dos numerais aos quais já se fez referência.

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/ Pedro e João parecem ter finalmente percebido a im-
uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/ portância da solidariedade. Ambos agora participam das
duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/ atividades comunitárias de seu bairro.
quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão,
variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
cardinais são invariáveis. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou - nongentésimo
noningentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, nor-
malmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na
estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreen-
são do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com,
contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma
delas: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao
redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A preposição, como já foi dito, é invariável. No en- Dicas sobre preposição


tanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer
concordância em gênero ou em número. Ex: por + o = 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
pelo por + a = pela. pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís- seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele ser-
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. virá para determiná-lo como um substantivo singular e
Esse processo de junção de uma preposição com ou- feminino.
tra palavra pode se dar a partir de dois processos: A dona da casa não quis nos atender.
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Como posso fazer a Joana concordar comigo?
preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao - Quando é preposição, além de ser invariável, liga
preposição a + advérbio onde dois termos e estabelece relação de subordinação entre
a + onde = aonde eles.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Preposição + Artigos Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para
De + o(s) = do(s) procurar um tratamento adequado.
De + a(s) = da(s)
De + um = dum - Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
De + uns = duns lugar e/ou a função de um substantivo.
De + uma = duma Temos Maria como parte da família. / Nós a temos
De + umas = dumas como parte da família
Em + o(s) = no(s) Creio que conhecemos nossa mãe melhor que nin-
Em + a(s) = na(s) guém. / Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + um = num
Em + uma = numa 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por
Em + uns = nuns meio das preposições:
Em + umas = numas Destino = Irei para casa.
A + à(s) = à(s) Modo = Chegou em casa aos gritos.
Por + o = pelo(s) Lugar = Vou ficar em casa;
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Por + a = pela(s)
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Preposição + Pronomes
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + ele(s) = dele(s)
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + ela(s) = dela(s)
tratamento.
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + esse(s) = desse(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + essa(s) = dessa(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + aquele(s) = daquele(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + aquela(s) = daquela(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + isto = disto Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + isso = disso Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + aquilo = daquilo Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + aqui = daqui Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aí = daí Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + ali = dali
De + outro = doutro(s) Fonte:
De + outra = doutra(s) http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s) Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pes-
Em + esse(s) = nesse(s) soa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre
Em + aquele(s) = naquele(s) outros processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno
Em + aquela(s) = naquela(s) (chover); ocorrência (nascer); desejo (querer).
Em + isto = nisto O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
Em + isso = nisso os seus possíveis significados. Observe que palavras como
Em + aquilo = naquilo corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
A + aquele(s) = àquele(s) ao de alguns verbos mencionados acima; não apresen-
A + aquela(s) = àquela(s) tam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses
A + aquilo = àquilo verbos possuem.

56
LÍNGUA PORTUGUESA

Estrutura das Formas Verbais ** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, rea-
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode lizar-se ou fazer (em orações temporais).
apresentar os seguintes elementos: Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
- Radical: é a parte invariável, que expressa o sig- Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
nificado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
fal-am. (radical fal-)
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
fala-r Era primavera quando a conheci.
São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (fa- Estava frio naquele dia.
lar), 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática
- I - (partir). ** Todos os verbos que indicam fenômenos da natu-
reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
- Desinência modo-temporal: é o elemento que de- amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói,
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: “Amanheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “ama-
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicati- nhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal,
vo.) empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
- Desinência número-pessoal: é o elemento que de- Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
(singular ou plural):
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) ** São impessoais, ainda:
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
tempo: Já passa das seis.
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, fêmias.
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em 3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem
referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos,
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas ainda, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético,
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acen- de “ser possível”. Por exemplo:
to tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro,
Não deu para chegar mais cedo.
por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
Dá para me arrumar uns trocados?
não cai no radical, mas sim na terminação verbal: opinei,
aprenderão, nutriríamos.
* Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
Classificação dos Verbos
gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
plural.
Classificam-se em:
A fruta amadureceu.
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências
As frutas amadureceram.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al-
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
terações no radical: canto cantei cantarei cantava
verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão ama-
cantasse. dureceu bastante.
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alte- Entre os unipessoais estão os verbos que significam
rações no radical ou nas desinências: faço fiz farei vozes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: croco-
fizesse. dilo, cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
- Defectivos: são aqueles que não apresentam con- Os principais verbos unipessoais são:
jugação completa. Classificam-se em impessoais, unipes- 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
soais e pessoais: (preciso, necessário, etc.):
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- bastante.)
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
principais verbos impessoais são: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)

57
LÍNGUA PORTUGUESA

2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

* Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
que provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.
- verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo
de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvol-
vimento e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno cos-
tuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
curtas (particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou,
vais, ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

58
LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

59
LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita
no próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibi-
lidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço
da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen-
respectivos pronomes): te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por
Eu me arrependo exemplo:
Tu te arrependes É preciso ler este livro.
Ele se arrepende Era preciso ter lido este livro.
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis - Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
Eles se arrependem pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im-
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transi- 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
tivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma
pronomes mencionados, formando o que se chama voz boa colocação.
reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjeti-
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: vo ou advérbio. Por exemplo:
Maria penteou-me. Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de
advérbio)
Observações: Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes adjetivo)
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
função sintática. curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
- Há verbos que também são acompanhados de pro- plo:
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle- Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pes-
soa idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por - Particípio: quando não é empregado na formação
exemplo: dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular nero, número e grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Modos Verbais
Quando o particípio exprime somente estado, sem
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- função de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a
tem três modos:
aluna escolhida para representar a escola.
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu
sempre estudo. Tempos Verbais

Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tomando-se como referência o momento em que se
Talvez eu estude amanhã. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos. Veja:
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda
agora, menino.
1. Tempos do Indicativo
Formas Nominais
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- colégio.
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo,
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
nominais. Observe: num momento anterior ao atual, mas que não foi com-
pletamente terminado: Ele estudava as lições quando foi
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do ver- interrompido.
bo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e fun-
ção de substantivo. Por exemplo: - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
Viver é lutar. (= vida é luta) momento anterior ao atual e que foi totalmente termina-
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) do: Ele estudou as lições ontem à noite.

61
LÍNGUA PORTUGUESA

- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha estudado
as lições quando os amigos chegaram. (forma composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma
simples).

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.

- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se eu
tivesse dinheiro, viajaria nas férias.

2. Tempos do Subjuntivo

- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
o jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele
vier à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier
à loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

62
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo


Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

63
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pe-
dido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Verbo prego, PODE melhorar o quadro aqui sumariamente des-
crito.”, se passarmos o verbo destacado para o futuro do
01. (Agente Polícia Vunesp 2013) Considere o trecho pretérito do indicativo, teremos a forma:
a seguir. A) puder.
É comum que objetos ___________ esquecidos em locais B) poderia.
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se C) pôde.
as pessoas _____________ a atenção voltada para seus per- D) poderá.
tences, conservando-os junto ao corpo. E) pudesse.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respec-
tivamente, as lacunas do texto. 06. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna-
(A) sejam … mantesse tiva em que todos os verbos estão empregados de acordo
(B) sejam … mantivessem com a norma- -padrão.
(C) sejam … mantém (A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da
(D) seja … mantivessem impressão definitiva.
(E) seja … mantêm (B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em
silêncio.
02. (Escrevente TJ SP Vunesp 2012-adap.) Na frase –… (C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a tra-
os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando balhar no feriado.
quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em (D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
destaque expressa ação (E) Se você quer a promoção, é necessário que a re-
(A) concluída. quera a seu superior.
(B) atemporal.
(C) contínua. 07. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013-adap.) Assi-
(D) hipotética. nale a alternativa que substitui, corretamente e sem al-
terar o sentido da frase, a expressão destacada em – Se
(E) futura.
a criança se perder, quem encontrá-la verá na pulseira
instruções para que envie uma mensagem eletrônica ao
03. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013-adap.) Sem que-
grupo ou acione o código na internet.
rer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser
(A) Caso a criança se havia perdido…
cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante
(B) Caso a criança perdeu…
da pergunta “débito ou crédito?”.
(C) Caso a criança se perca…
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(D) Caso a criança estivera perdida…
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. (E) Caso a criança se perda…
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
dela.
(C) adotar como referência de qualidade. 08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-
(D) julgar de acordo com normas legais. adap.). Assinale a alternativa em que o verbo destacado
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. está no tempo futuro.
A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
04. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna- B) … somente eles podem decidir se irão ou não com-
tiva contendo a frase do texto na qual a expressão verbal prar.
destacada exprime possibilidade. C) É como se abrissem em nós uma “caixa de neces-
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sidades”…
sistema capaz de disponibilizar um grande número de D) … de onde vem o produto…?
obras literárias... E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
(B) Funcionando como um imenso sistema de infor-
mação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enor- 09. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
me arquivo virtual. le a alternativa em que a concordância das formas verbais
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por destacadas se dá em conformidade com a norma-padrão
associação, e não mais por sequências fixas previamente da língua.
estabelecidas. (A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vi-
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse zinhos.
conceito está ligado a uma nova concepção de textuali- (B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia
dade... ter acontecido com a criança.
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponi- (C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já
bilizar toda a literatura do mundo... estavam preocupados.
(D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi en-
05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO contrada.
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O (E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a
crescimento econômico, se associado à ampliação do em- criança se perdeu mesmo assim.

65
LÍNGUA PORTUGUESA

10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- 7-) Caso a criança se perca…(perda = substantivo:
NESP – 2013-adap.). Leia as frases a seguir. Houve uma grande perda salarial...)
I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de ma-
deira no animal. 8-)
II. Existiam muitos ferimentos no boi. A) Os consumidores são assediados pelo marketing
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida = presente
movimentada. C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi-
Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e dades”… = pretérito do Subjuntivo
este pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamen- D) … de onde vem o produto…? = presente
te: E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… =
A) Existia – Haviam – Existiam pretérito perfeito
B) Existiam – Havia – Existiam
C) Existiam – Haviam – Existiam 9-)
D) Existiam – Havia – Existia (A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos e
E) Existia – Havia – Existia vizinhos.
(B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter
GABARITO acontecido com a criança.
(D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi
01. B 02. C 03. E 04. B 05. B encontrada.
06. A 07. C 08. B 09. C 10. D (E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a
criança se perdeu mesmo assim.
RESOLUÇÃO
10-) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços
1-) É comum que objetos sejam esquecidos em lo- de madeira no animal.
cais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evita- II. Existiam muitos ferimentos no boi.
dos se as pessoas mantivessem a atenção voltada para III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
seus pertences, conservando-os junto ao corpo. movimentada.
Haver – sentido de existir= invariável, impessoal;
2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresen- existir = variável. Portanto, temos:
tando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução I – Existiam onze pessoas...
verbal em destaque expressa ação contínua (= não con- II – Havia muitos ferimentos...
III – Existia muita gente...
cluída)
Vozes do Verbo
3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando:
trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de da ação. São três as vozes verbais:
classificar segundo ideias preconcebidas.
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de in-
ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
formação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um
Ele fez o trabalho.
enorme arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito
sujeito agente ação objeto (paciente)
5-) Conjugando o verbo “poder” no futuro do pre-
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
térito do Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia,
nós poderíamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
da oração é crescimento econômico (singular), portanto, O trabalho foi feito por ele.
terceira pessoa do singular (ele) = poderia. sujeito paciente ação agente da passiva

6-) - Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo


(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por
em silêncio. exemplo:
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a O menino feriu-se.
trabalhar no feriado.
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a re- com a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se.
queira a seu superior. (um ao outro)

66
LÍNGUA PORTUGUESA

Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
1- Voz Passiva Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.

Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das
frases seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)

b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)

c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)

Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcio-
nar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou marcada pela doença.

2- Voz Passiva Sintética


A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam
com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação
sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA
PASSIVA.

Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva

Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase.
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto

A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva)


Sujeito da Passiva Agente da Passiva

Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. Observe mais exemplos:
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mestres.

- Eu o acompanharei.
Ele será acompanhado por mim.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, (A) perceba.


não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: (B) foi percebido.
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. (C) tenham percebido.
(D) devam perceber.
Saiba que: (E) estava percebendo.
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou re-
flexivos, são chamados neutros. 04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM
O vinho é bom. ESPECIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas
Aqui chove muito. pela multidão...
A forma verbal resultante da transposição da frase
- Há formas passivas com sentido ativo: acima para a voz ativa é:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) (A) ocupava-se.
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nas- (B) ocupavam.
cido.) (C) ocupou.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) (D) ocupa.
- Inversamente, usamos formas ativas com sentido (E) ocupava.
passivo: 05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) FCC/2012) A frase que NÃO admite transposição para a
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) voz passiva está em:
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no senti- (A) Quando Rodolfo surgiu...
do cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo (B) ... adquiriu as impressoras...
o sujeito é paciente. (C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa.
Chamo-me Luís. (D) ... acolheu-o como patrono.
Batizei-me na Igreja do Carmo. (E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do
Operou-se de hérnia. Recife ...
Vacinaram-se contra a gripe.
06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou a
morf54.php constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said
...
Questões sobre Vozes dos Verbos Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for-
ma verbal resultante é:
01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI- a) se constituiu.
NISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulga- b) chegou a ser constituído.
dos ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão des- c) teria chegado a constituir.
tacada é d) chega a se constituir.
(A) adjunto adnominal. e) chegaria a ser constituído.
(B) sujeito paciente.
(C) objeto indireto. 07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS
(D) complemento nominal. CIVIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indis-
(E) agente da passiva. tintamente as músicas produzidas no interior do país...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for-
02. (FCC-COPERGÁS – Auxiliar Técnico Administrati- ma verbal resultante será:
vo - 2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. (A) vinham indicadas.
Transpondo- -se a frase acima para a voz passiva, a (B) era indicado.
forma verbal resultante será: (C) eram indicadas.
(A) era abatido. (D) tinha indicado.
(B) fora abatido. (E) foi indicada.
(C) abatera-se.
(D) foi abatido. 08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO –
(E) tinha abatido PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 -
adaptada) Um exemplo de construção na voz passiva está
03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) em:
... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
dade como tais. (A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos”
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo (B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di-
passará a ser, corretamente, nheiro”

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) “enviar o brinquedo por sedex” 5-)


(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de B = as impressoras foram adquiridas...
Defesa do Consumidor” C = família numerosa é sustentada...
(E) “A empresa fez campanha para recolher” D – foi acolhido como patrono...
E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada...
09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010) 6-) O engajamento moral e político não chegou a
constituir um deslocamento da atenção intelectual de
Transpondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde
Said = dois verbos na voz ativa, mas com presença de pre-
vim a entender a tradução completa, a forma verbal resul-
posição e, um deles, no infinitivo, então o verbo auxiliar
tante será: “ser” ficará no infinitivo (na voz passiva) e o verbo princi-
(A) veio a ser entendida. pal (constituir) ficará no particípio: Um deslocamento da
(B) teria entendido. atenção intelectual de Said não chegou a ser constituído
(C) fora entendida. pelo engajamento...
(D) terá sido entendida.
(E) tê-la-ia entendido. 7-)’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas
produzidas no interior do país.
As músicas produzidas no país eram indicadas pelo
10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL sertanejo, indistintamente.
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAP-
8-)
TADA)
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série (B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di-
Mulheres. nheiro” = voz ativa
(C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- (D) “A empresa também é obrigada pelo Código de
ma verbal resultante será: Defesa do Consumidor” = voz passiva
(A) foi empreendida. (E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ati-
(B) são empreendidos. va
(C) foi empreendido.
(D) é empreendida. 9-)Mais tarde vim a entender a tradução completa...
(E) são empreendidas. A tradução completa veio a ser entendida por mim.

GABARITO 10-) ele empreende, de maneira quase clandestina, a


série Mulheres.
01. E 02. D 03. A 04. E 05. A A série de mulheres é empreendida por ele, de manei-
06. B 07. C 08. D 09. A 10. D ra quase clandestina.
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome.
Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis,
RESOLUÇÃO
as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e
fenômenos, os substantivos também nomeiam:
1-) No enunciado temos uma oração com a voz passi-
va do verbo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Insti- -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
tuto Sou da Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da -sentimentos: raiva, amor...
Paz” funciona como sujeito da oração, ou seja, na passiva -estados: alegria, tristeza...
sua função é a de agente da passiva. O sujeito paciente é -qualidades: honestidade, sinceridade...
“os dados”. -ações: corrida, pescaria...

2-) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = Morfossintaxe do substantivo


Ele foi abatido...
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em
3-) ... valores e princípios que sejam percebidos pela geral exerce funções diretamente relacionadas com o
sociedade como tais = dois verbos na voz passiva, então verbo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos
teremos um na ativa: que a sociedade perceba os valores verbais (objeto direto ou indireto) e do agente da passi-
va. Pode ainda funcionar como núcleo do complemento
e princípios...
nominal ou do aposto, como núcleo do predicativo do
sujeito, do objeto ou como núcleo do vocativo. Também
4-) As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois encontramos substantivos como núcleos de adjuntos ad-
verbos na passiva, um verbo na ativa: nominais e de adjuntos adverbiais - quando essas funções
A multidão ocupava as ruas. são desempenhadas por grupos de palavras.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos Substantivos

1- Substantivos Comuns e Próprios


Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no
Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).

Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cida-
de. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.

Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, ho-
mem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio:
é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

2 - Substantivos Concretos e Abstratos



LÂMPADA MALA

Os substantivos lâmpada e mala designam seres com existência própria, que são independentes de outros seres.
São substantivos concretos.

Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, independentemente de outros seres.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.

Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O substantivo beleza designa uma qualidade.

Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou
coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abs-
trato.

Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abs-
traídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).

3 - Substantivos Coletivos

Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.

Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais
outra abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma
espécie (abelhas).

O substantivo enxame é um substantivo coletivo.


Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da
mesma espécie.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivo coletivo Conjunto de:


assembleia pessoas reunidas
alcateia lobos
acervo livros
antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas
banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores
batalhão soldados
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
cacho frutas
cáfila camelos
cancioneiro canções, poesias líricas
colmeia abelhas
chusma gente, pessoas
concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas.
elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
enxoval roupas
falange soldados, anjos
fauna animais de uma região
feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
girândola fogos de artifício
horda bandidos, invasores
junta médicos, bois, credores, examinadores
júri jurados
legião soldados, anjos, demônios
leva presos, recrutas
malta malfeitores ou desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
matilha cães de raça
molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
penca bananas, chaves
pinacoteca pinturas, quadros
quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
rebanho ovelhas
récua bestas de carga, cavalgadura
repertório peças teatrais, obras musicais
réstia alhos ou cebolas
romanceiro poesias narrativas
revoada pássaros
sínodo párocos
talha lenha
tropa muares, soldados
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos

Substantivos Simples e Compostos


Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou radical. É um substantivo simples.

Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemento.


Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele-
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.

Substantivos Primitivos e Derivados


Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...

O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O subs-
tantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra palavra.

Flexão dos substantivos

O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exem-
plo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos Feminino: menina
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho

Flexão de Gênero

Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois
gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o,
os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia

Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas

Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está rela-
cionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Observe: gato
– gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita

Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
para o feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a doente,
o artista e a artista.

Saiba que: Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o sistema,
o sintoma, o teorema.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Existem certos substantivos que, variando de gêne- Sobrecomuns:


ro, variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) Entregue as crianças à natureza.
e a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
(cidade) A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo
masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso,
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identifi-
car o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
A criança chorona chamava-se João.
- aluna.
A criança chorona chamava-se Maria.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino: freguês - freguesa Outros substantivos sobrecomuns:
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma
- Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino boa criatura.
de três formas: o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
Marcela faleceu
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Comuns de Dois Gêneros:
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.

-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme.
- sultana A distinção de gênero pode ser feita através da análi-
se do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o subs-
- Substantivos terminados em -or:
tantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa; repór-
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
ter francês - repórter francesa
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn- - A palavra personagem é usada indistintamente nos
sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque dois gêneros.
- duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nu-
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e vens os personagens dos contos de carochinha.
final por -a: elefante - elefanta b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femini-
no: O problema está nas mulheres de mais idade, que não
- Substantivos que têm radicais diferentes no mascu- aceitam a personagem.
lino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
- Substantivos que formam o feminino de maneira es- Observe o gênero dos substantivos seguintes:
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
Formação do Feminino dos Substantivos Unifor- maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o
mes soprano, o proclama, o pernoite, o púbis.
Epicenos:
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma
forma para indicar o masculino e o feminino. - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
Alguns nomes de animais apresentam uma só for- gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
ma para designar os dois sexos. Esses substantivos são grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema,
houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
palavras macho e fêmea. coma, o hematoma.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Gênero dos Nomes de Cidades: Atenção: O plural de caráter é caracteres.

Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. - Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexio-
A histórica Ouro Preto. nam-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quin-
A dinâmica São Paulo. tais; caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e ma-
A acolhedora Porto Alegre. les, cônsul e cônsules.
Uma Londres imensa e triste.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. - Os substantivos terminados em “il” fazem o plural
de duas maneiras:
Gênero e Significação:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
Muitos substantivos têm uma significação no mas-
culino e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
que, que à frente da tropa, indica os movimentos que se
deve realizar em conjunto; o que vai à frente de um blo- Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
co carnavalesco, manejando um bastão), a baliza (marco, maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
estaca; sinal que marca um limite ou proibição de trânsi-
to), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do corpo), o cisma - Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
(separação religiosa, dissidência), a cisma (ato de cismar, duas maneiras:
desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a cinza (resíduos de
combustão), o capital (dinheiro), a capital (cidade), o coma - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
(perda dos sentidos), a coma (cabeleira), o coral (pólipo, a acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
cor vermelha, canto em coro), a coral (cobra venenosa), o
crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva-
de outros sacramentos), a crisma (sacramento da confirma- riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
ção), o cura (pároco), a cura (ato de curar), o estepe (pneu
sobressalente), a estepe (vasta planície de vegetação), o - Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural
guia (pessoa que guia outras), a guia (documento, pena de três maneiras.
grande das asas das aves), o grama (unidade de peso), a
grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (re- - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
cipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
(vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade, - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol),
a nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomo- - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
tiva a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor),
o pala (poncho), a pala (parte anterior do boné ou que- - Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
pe, anteparo), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação o látex - os látex.
emissora), o voga (remador), a voga (moda, popularidade).
Plural dos Substantivos Compostos
Flexão de Número do Substantivo -A formação do plural dos substantivos compostos
depende da forma como são grafados, do tipo de palavras
Em português, há dois números gramaticais: o singu- que formam o composto e da relação que estabelecem
lar, que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, entre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-
que indica mais de um ser ou grupo de seres. A caracte- se como os substantivos simples: aguardente/aguarden-
rística do plural é o “s” final. tes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malme-
quer/malmequeres.
Plural dos Substantivos Simples O plural dos substantivos compostos cujos elementos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
e “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã
– ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: câ-
- Flexionam-se os dois elementos, quando forma-
non - cânones.
dos de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
em “ns”: homem - homens.
feitos
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho-
plural pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz mens
- raízes. numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Flexiona-se somente o segundo elemento, quan- mão(s) + zinhas = mãozinhas


do formados de: papéi(s) + zinhos = papeizinhos
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e funi(s) + zinhos = funizinhos
alto- -falantes túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re- pai(s) + zinhos = paizinhos
cos pé(s) + zinhos = pezinhos
pé(s) + zitos = pezitos
- Flexiona-se somente o primeiro elemento, quan-
do formados de: Plural dos Nomes Próprios Personativos
substantivo + preposição clara + substantivo = água-
de-colônia e águas-de-colônia Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
substantivo + preposição oculta + substantivo = ca- sempre que a terminação preste-se à flexão.
valo-vapor e cavalos-vapor Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
substantivo + substantivo que funciona como deter-
minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
Plural dos Substantivos Estrangeiros
do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
-relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bom-
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser
ba, homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
escritos como na língua original, acrescentando-se “s”
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os
- Permanecem invariáveis, quando formados de: shorts, os jazz.
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa- Substantivos já aportuguesados flexionam-se de
ca-rolhas acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os cho-
pes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os gar-
- Casos Especiais çons, os réquiens.
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis Observe o exemplo:
o bem-me-quer e os bem-me-queres Este jogador faz gols toda vez que joga.
o joão-ninguém e os joões-ninguém. O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.

Plural das Palavras Substantivadas Plural com Mudança de Timbre


Certos substantivos formam o plural com mudança de
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
classes gramaticais usadas como substantivo, apresen-
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
tam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras. Singular Plural
O aluno errou na prova dos noves. corpo (ô) corpos (ó)
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. esforço esforços
fogo fogos
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou forno fornos
“z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui fosso fossos
muitos seis e alguns dez. imposto impostos
olho olhos
Plural dos Diminutivos osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” fi- poço poços
nal e acrescenta-se o sufixo diminutivo. porto portos
pãe(s) + zinhos = pãezinhos posto postos
animai(s) + zinhos = animaizinhos tijolo tijolos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-
farói(s) + zinhos = faroizinhos sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne),
flore(s) + zinhas = florezinhas de molho (ó) = feixe (molho de lenha).

75
LÍNGUA PORTUGUESA

Particularidades sobre o Número dos Substantivos Realizei a correção nos itens:


- Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
norte, o leste, o oeste, a fé, etc. cial está = estão
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
- Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsa- gem
mes, as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
mais pobres é um fenômeno crescente.
- Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, cado = criticada
bom nome) e honras (homenagem, títulos). (E) Os debates relacionado = relacionados

- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas RESPOSTA: “C”.


com sentido de plural:
Aqui morreu muito negro. 2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Seguin-
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas do a norma-padrão da língua portuguesa, a frase – Um le-
improvisadas. vantamento mostrou que os adolescentes americanos con-
somem em média 357 calorias diárias dessa fonte. – recebe
Flexão de Grau do Substantivo o acréscimo correto das vírgulas em:
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir americanos consomem em média 357 calorias, diárias des-
as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: sa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho conside- americanos consomem, em média 357 calorias diárias des-
rado normal. Por exemplo: casa
sa fonte.
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho (C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
do ser. Classifica-se em: americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
sa fonte.
Analítico = o substantivo é acompanhado de um ad- (D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes
jetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande. americanos, consomem em média 357 calorias diárias des-
sa fonte.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi- (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
cador de aumento. Por exemplo: casarão. americanos, consomem em média 357 calorias diárias, des-
sa fonte.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
do ser. Pode ser: Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada
ou faltante:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjeti- (A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes
vo que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X)
diárias dessa fonte.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi- (B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes
cador de diminuição. Por exemplo: casinha. americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
sa fonte.
(D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes
1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/SP americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
– ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a alternativa diárias dessa fonte.
correta quanto à concordância, de acordo com a norma (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
-padrão da língua portuguesa. americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- diárias, (X) dessa fonte.
cial está no centro dos debates atuais.
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge em relação RESPOSTA: “C”.
aos efeitos da desigualdade social.
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos 3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2011)
mais pobres é um fenômeno crescente. Estão plenamente observadas as normas de concordância
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti- verbal na frase:
cado por alguns teóricos. a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível nas
(E) Os debates relacionado à distribuição de riquezas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a visibili-
não são de exclusividade dos economistas. dade social.

76
LÍNGUA PORTUGUESA

b) As duas tábuas em que se comprimem o famigera- (B) Sempre deverão haver bons motivos, junto àqueles
do homem-placa carregam ditos que soam irônicos, como que são contra a obrigatoriedade do ensino religioso, para
“compro ouro”. se reservar essa prática a setores da iniciativa privada.
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
exposição pública a que se submetem os guardadores de contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
carros. pública, consistem nos altos custos econômicos que acar-
d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na retarão tal medida.
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma demons- (D) O número de templos em atividade na cidade de
tração de mau gosto. São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados em ção maior do que ocorrem com o número de escolas pú-
apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles velhos blicas.
carros-placa. (E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
Fiz as correções entre parênteses: veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu- nas escolas públicas.
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri-
mida a visibilidade social. (A) Provocam = provoca (o posicionamento)
b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime) (B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá ha-
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô- ver
nicos, como “compro ouro”. (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
exposição pública a que se submetem os guardadores de pública, consistem = consiste.
carros. (D) O número de templos em atividade na cidade de
d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
ção maior do que ocorrem = ocorre
-placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
demonstração de mau gosto.
a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in-
veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da-
nas escolas públicas.
queles velhos carros-placa.
RESPOSTA: “E”.
RESPOSTA: “C”.
6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) Se-
gundo o Manual de Redação da Presidência da República,
4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) NÃO se deve usar Vossa Excelência para
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a (A) embaixadores.
mesma regra que distribuídos. (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(A) sócio (C) prefeitos municipais.
(B) sofrê-lo (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(C) lúcidos (E) vereadores.
(D) constituí (...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria
(E) órfãos (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o
Distribuímos = regra do hiato seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da
(A) sócio = paroxítona terminada em ditongo Presidência da República (1991).
(B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome (Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-
oblíquo. Nunca!) detail.php?id=393)
(C) lúcidos = proparoxítona
(D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui” RESPOSTA: “E”.
– oxítona: cons-ti-tui)
(E) órfãos = paroxítona terminada em “ão” 7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
... valores e princípios que sejam percebidos pela socie-
RESPOSTA: “D”. dade como tais.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo pas-
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012) A sará a ser, corretamente,
concordância verbal está plenamente observada na frase: (A) perceba.
(A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e ma- (B) foi percebido.
terialistas, o posicionamento de alguns religiosos e par- (C) tenham percebido.
lamentares acerca da educação religiosa nas escolas pú- (D) devam perceber.
blicas. (E) estava percebendo.

77
LÍNGUA PORTUGUESA

... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te- do.
remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
princípios... grande diversidade de fenômenos.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
RESPOSTA: “A” explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
concordância verbal e nominal está inteiramente correta
vida (...).
na frase:
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
e da falsa consciência.
lores que determinam as escolhas dos governantes, para
conferir legitimidade a suas decisões. RESPOSTA: “B”.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
vem ser embasados na percepção dos valores e princípios 10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRATIVO
que regem a prática política. - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias, vê deze-
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadei- nas de caminhões parados”, revelou o analista ambiental
ro regime democrático, em que se respeita tanto as liber- Geraldo Motta.
dades individuais quanto as coletivas. Substituindo-se Quando por Se, os verbos sublinha-
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- dos devem sofrer as seguintes alterações:
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi- (A) entrar − vira
nadas de um único poder central. (B) entrava − tinha visto
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados (C) entrasse − veria
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi- (D) entraria − veria
niões existentes na sociedade. (E) entrava − teria visto
Fiz os acertos entre parênteses:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve-
ria = entrasse / veria.
lores que determinam as escolhas dos governantes, para
conferir legitimidade a suas decisões.
RESPOSTA: “C”.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos 11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A
valores e princípios que regem a prática política. pontuação está inteiramente adequada na frase:
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver- a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei- crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a ver
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. com as de ontem.
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que as
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina- crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver, com
das) às ordens indiscriminadas de um único poder central. as de ontem.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol- c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que as
tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex- crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver com
põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade. as de ontem.
d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que as
RESPOSTA: “A”. crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver com
as de ontem.
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que as
crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver com
frase que admite transposição para a voz passiva é:
as de ontem.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
do.
Devido à igualdade textual entre os itens, a apresenta-
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma ção da alternativa correta indica quais são as inadequações
grande diversidade de fenômenos. nas demais.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. RESPOSTA: “E”.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
e da falsa consciência.

78
MATEMÁTICA

Teoria dos Conjuntos. Conjuntos Numéricos. Relações entre conjuntos;.......................................................................................... 01


Funções exponenciais, logarítmicas e trigonométricas............................................................................................................................. 07
Equações de 1º grau............................................................................................................................................................................................... 15
Equações Polinomiais reduzidas ao 2º grau.................................................................................................................................................. 19
Equações exponenciais, logarítmicas e trigonométricas;.......................................................................................................................... 24
Análise Combinatória: permutação, arranjo, combinação....................................................................................................................... 30
Eventos independentes; Progressão Aritmética. Progressão Geométrica;........................................................................................ 34
Matrizes........................................................................................................................................................................................................................ 46
Determinantes........................................................................................................................................................................................................... 50
Sistemas Lineares; Trigonometria....................................................................................................................................................................... 56
Geometria Plana........................................................................................................................................................................................................ 70
Geometria Espacial;.................................................................................................................................................................................................. 76
Geometria Analítica: equação da reta, parábola e círculo;....................................................................................................................... 83
Matemática Financeira: capital, juros simples, juros compostos, montante..................................................................................... 91
MATEMÁTICA

Pela propriedade de seus elementos: Conhecida


TEORIA DOS CONJUNTOS. uma propriedade P que caracteriza os elementos de um
CONJUNTOS NUMÉRICOS. RELAÇÕES ENTRE conjunto A, este fica bem determinado.
CONJUNTOS; P termo “propriedade P que caracteriza os elementos
de um conjunto A” significa que, dado um elemento x
qualquer temos:
Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem
Conjuntos a propriedade P é indicado por:
{x, tal que x tem a propriedade P}
É uma reunião, agrupamento de pessoas, seres ou ob-
jetos. Dá a ideia de coleção. Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou |
ou ainda :, podemos indicar o mesmo conjunto por:
Conjuntos Primitivos {x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
{x : x tem a propriedade P}
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência são
primitivos, ou seja, não são definidos. Exemplos
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou uma
porção de livros são todos exemplos de conjuntos. - { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm - {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo
elementos. Um elemento de um conjunto pode ser uma que {0, 1, 2, 3}
banana, um peixe ou um livro. Convém frisar que um - {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que
{0, 1}
conjunto pode ele mesmo ser elemento de algum outro
conjunto. Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um Euler consiste em representar o conjunto através de um
feixe de retas é um conjunto onde cada elemento (reta) é “círculo” de tal forma que seus elementos e somente eles
também conjunto (de pontos). estejam no “círculo”.
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras
maiúsculas A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras Exemplos
minúsculas a, b, c, ..., x, y, ..., embora não exista essa - Se A = {a, e, i, o, u} então
obrigatoriedade.
Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados
por letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de
pontos) por letras minúsculas.
Outro conceito fundamental é o de relação de
pertinência que nos dá um relacionamento entre um
elemento e um conjunto.

Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos - Se B = {0, 1, 2, 3 }, então


x∈ A
Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.

Se x não é um elemento de um conjunto A, escreveremos


x∉ A
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.

Como representar um conjunto


Conjunto Vazio
Pela designação de seus elementos: Escrevemos os
elementos entre chaves, separando os por vírgula. Conjunto vazio é aquele que não possui elementos.
Representa-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou,
Exemplos simplesmente { }.
Simbolicamente: ∀ x, x ∉ 0/
- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos
3, 6, 7 e 8. Exemplos
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos - 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1}
a, b e m. - 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4}
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1, - 0/ = {x | x ≠ x}
{2; 3} e {3}.

1
MATEMÁTICA

Subconjunto - {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂


Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é {2,2,2,4}. Isto nos mostra que a repetição de elementos é
também elemento de B, dizemos que A é um subconjunto desnecessária.
de B ou A é a parte de B ou, ainda, A está contido em B e - {a,a} = {a}
indicamos por A ⊂ B. - {a,b = {a} ⇔ a= b
Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ ( ∀ x)(x ∈ ∀ ⇒ x ∈ B) - {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1)

Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto Conjunto das partes


de B ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido Dado um conjunto A podemos construir um novo
em B. conjunto formado por todos os subconjuntos (partes) de A.
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo Esse novo conjunto chama-se conjunto dos subconjuntos
menos, um elemento de A que não é elemento de B. (ou das partes) de A e é indicado por P(A).
Simbolicamente: A ⊄ B ⇔ ( ∃ x)(x ∈ A e x ∉ B) Simbolicamente: P(A)={X | X ⊂ A} ou X ⊂ P(A) ⇔ X ⊂
A
Exemplos
Exemplos
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
- {2, 3, 4} ⊄ {2, 4}, pois 3 ∉ {2, 4} a) = {2, 4, 6}
P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈ {5, 6} e 6 ∈ {5, 6}
b) = {3,5}
Inclusão e pertinência P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B}
A definição de subconjunto estabelece um
relacionamento entre dois conjuntos e recebe o nome de c) = {8}
relação de inclusão ( ⊂ ). P(C) = { 0/ , C}
A relação de pertinência ( ∈ ) estabelece um
relacionamento entre um elemento e um conjunto e, d) = 0/
portanto, é diferente da relação de inclusão. P(D) = { 0/ }
Simbolicamente
x ∈ A ⇔ {x} ⊂ A Propriedades
x ∉ A ⇔ {x} ⊄ A
Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio.
Valem as seguintes propriedades
Igualdade
Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a B
e indicamos por A = B se, e somente se, A é subconjunto de 0/ ≠( 0/ ) 0/ ∉ 0/ 0/ ⊂ 0/ 0/ ∈ { 0/ }
B e B é também subconjunto de A. 0/ ⊂ A ⇔ 0/ ∈ P(A) A ⊂ A ⇔ A ∈ P(A)
Simbolicamente: A = B ⇔ A ⊂ B e B ⊂ A
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais
equivale, segundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B Se A tem n elementos então A possui 2n subconjuntos
e B ⊂ A. e, portanto, P(A) possui 2n elementos.
Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, e
União de conjuntos
somente se, possuem os mesmos elementos.
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Portanto A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o conjunto
A ≠ B se, e somente se, A não é subconjunto de B ou B não formado por todos os elementos que pertencem a A ou a
é subconjunto de A. Simbolicamente: A ≠ B ⇔ A ⊄ B ou B. Representa-se por A ∪ B.
B⊄A
Simbolicamente: A 4 ∉
BN= {X | X ∈ A ou X ∈ B}
Exemplos
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2} ⊂ {2,4}. Isto nos
mostra que a ordem dos elementos de um conjunto não
deve ser levada em consideração. Em outras palavras, um
conjunto fica determinado pelos elementos que o mesmo
possui e não pela ordem em que esses elementos são
descritos.

2
MATEMÁTICA

Exemplos Observações:

- {2,3} ∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6} a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo


- {2,3,4} ∪ {3,4,5}={2,3,4,5} um deles estiver contido no outro, ainda assim a relação
- {2,3} ∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4} dada será verdadeira.
- {a,b} ∪ φ {a,b} b) Podemos ampliar a relação do número de elementos
Intersecção de conjuntos para três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
Observe o diagrama e comprove.
por todos os elementos que pertencem, simultaneamente,
a A e a B. Representa-se por A ∩ B. Simbolicamente: A ∩ B
= {X | X ∈ A ou X ∈ B}

Exemplos

- {2,3,4} ∩ {3,5}={3}
- {1,2,3} ∩ {2,3,4}={2,3}
- {2,3} ∩ {1,2,3,5}={2,3}
- {2,4} ∩ {3,5,7}= φ

Observação: Se A ∩ B= φ , dizemos que A e B são


conjuntos disjuntos.
Subtração

A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto


formado por todos os elementos que pertencem a A e não
pertencem a B. Representa-se por A – B. Simbolicamente:
A – B = {X | X ∈ A e X ∉ B}

Número de Elementos da União e da Intersecção de


Conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura


abaixo, podemos estabelecer uma relação entre os
respectivos números de elementos.
O conjunto A – B é também chamado de conjunto
complementar de B em relação a A, representado por CAB.
Simbolicamente: CAB = A - B{X | X ∈ A e X ∉ B}

Exemplos

- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A = φ

- A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}

Note que ao subtrairmos os elementos comuns - A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5}


evitamos que eles sejam contados duas vezes. CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5}

3
MATEMÁTICA

Observações: Alguns autores preferem utilizar o Sejam:


conceito de completar de B em relação a A somente nos A o conjunto dos meninos ruivos e n(A) = x
casos em que B ⊂ A. B o conjunto das meninas ruivas e n(B) = 9
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto C o conjunto dos meninos não ruivos e n(C) = 13
D o conjunto das meninas não ruivas e n(D) = y
complementar de B em relação a A. Simbolicamente: B ⊂ A
De acordo com o enunciado temos:
⇔ B = A – B = CAB`
n( B ∪ D) = n( B ) + n( D) = 9 + y = 42 ⇔ y = 33

n( A ∪ D) = n( A) + n( B) = x + 9 = 24 ⇔ x = 15

Assim sendo
a) O número total de crianças da escola é:
n( A ∪ B ∪ C ∪ D ) = n( A) + n( B ) + n(C ) + n( D ) = 15 + 9 + 13 + 33 = 70

b) O número de crianças que são meninas ou são


Exemplos
ruivas é:

Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então: n[( A ∪ B ) ∪ ( B ∪ D )] = n( A) + n( B ) + n( D ) = 15 + 9 + 33 = 57

a) A = {2, 3, 4} ⇒ A = {0, 1, 5, 6}
b) B = {3, 4, 5, 6 } ⇒ B = {0, 1, 2}
c) C = φ ⇒ C = S Questões

1 – (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD-


Número de elementos de um conjunto MINISTRATIVO – FCC/2014) Dos 43 vereadores de uma
Sendo X um conjunto com um número finito de cidade, 13 dele não se inscreveram nas comissões de Edu-
elementos, representa-se por n(X) o número de elementos cação, Saúde e Saneamento Básico. Sete dos vereadores
de X. Sendo, ainda, A e B dois conjuntos quaisquer, com se inscreveram nas três comissões citadas. Doze deles se
inscreveram apenas nas comissões de Educação e Saúde e
número finito de elementos temos:
oito deles se inscreveram apenas nas comissões de Saúde e
n(A ∪ B)=n(A)+n(B)-n(A ∩ B) Saneamento Básico. Nenhum dos vereadores se inscreveu
A ∩ B= φ ⇒ n(A ∪ B)=n(A)+n(B) em apenas uma dessas comissões. O número de vereado-
n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B) res inscritos na comissão de Saneamento Básico é igual a
B ⊂ A ⇒ n(A-B)=n(A)-n(B) A) 15.
B) 21.
C) 18.
Resolução de Problemas D) 27.
E) 16.
Exemplo:
2 – (TJ-SC) Num grupo de motoristas, há 28 que diri-
Numa escola mista existem 42 meninas, 24 crianças gem automóvel, 12 que dirigem motocicleta e 8 que diri-
ruivas, 13 meninos não ruivos e 9 meninas ruivas. Pergunta- gem automóveis e motocicleta. Quantos motoristas há no
grupo?
-se
A) 16 motoristas
a) quantas crianças existem na escola? B) 32 motoristas
b) quantas crianças são meninas ou são ruivas C) 48 motoristas
D) 36 motoristas

3 – (TRT 19ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014)


Dos 46 técnicos que estão aptos para arquivar documentos
15 deles também estão aptos para classificar processos e
os demais estão aptos para atender ao público. Há outros
11 técnicos que estão aptos para atender ao público, mas
não são capazes de arquivar documentos. Dentre esses
últimos técnicos mencionados, 4 deles também são capa-
zes de classificar processos. Sabe-se que aqueles que clas-
sificam processos são, ao todo, 27 técnicos. Considerando
que todos os técnicos que executam essas três tarefas fo-
ram citados anteriormente, eles somam um total de

4
MATEMÁTICA

A) 58. 7 – (Agente Administrativo) Em uma cidade existem


B) 65. duas empresas de transporte coletivo, A e B. Exatamente
C) 76. 70% dos estudantes desta cidade utilizam a Empresa A e
D) 53. 50% a Empresa B. Sabendo que todo estudante da cidade
é usuário de pelo menos uma das empresas, qual o % deles
E) 95.
que utilizam as duas empresas?
A) 20%
4 – (METRÔ/SP – OFICIAL LOGISTICA –ALMOXARI- B) 25%
FADO I – FCC/2014) O diagrama indica a distribuição de C) 27%
atletas da delegação de um país nos jogos universitários D) 33%
por medalha conquistada. Sabe-se que esse país conquis- E) 35%
tou medalhas apenas em modalidades individuais. Sabe-se
ainda que cada atleta da delegação desse país que ganhou 8 – (METRÔ/SP – ENGENHEIRO SEGURANÇA DO
uma ou mais medalhas não ganhou mais de uma meda- TRABALHO – FCC/2014) Uma pesquisa, com 200 pessoas,
lha do mesmo tipo (ouro, prata, bronze). De acordo com o investigou como eram utilizadas as três linhas: A, B e C do
diagrama, por exemplo, 2 atletas da delegação desse país Metrô de uma cidade. Verificou-se que 92 pessoas utilizam
ganharam, cada um, apenas uma medalha de ouro. a linha A; 94 pessoas utilizam a linha B e 110 pessoas utili-
zam a linha C. Utilizam as linhas A e B um total de 38 pes-
soas, as linhas A e C um total de 42 pessoas e as linhas B e
C um total de 60 pessoas; 26 pessoas que não se utilizam
dessas linhas. Desta maneira, conclui-se corretamente que
o número de entrevistados que utilizam as linhas A e B e
C é igual a
A) 50.
B) 26.
C) 56.
D) 10.
E) 18.

9 – TJ/RS – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁ-


A análise adequada do diagrama permite concluir cor- RIA E ADMINISTRATIVA – FAURGS/2012) Observando-
retamente que o número de medalhas conquistadas por -se, durante certo período, o trabalho de 24 desenhistas
esse país nessa edição dos jogos universitários foi de do Tribunal de Justiça, verificou-se que 16 executaram
A) 15. desenhos arquitetônicos, 15 prepararam croquis e 3 rea-
lizaram outras atividades. O número de desenhistas que
B) 29.
executaram desenho arquitetônico e prepararam croquis,
C) 52. nesse período, é de
D) 46. A) 10.
E) 40. B) 11.
C) 12.
5 – (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM D) 13.
SAÚDE NM – AOCP/2014) Qual é o número de elementos E) 14.
que formam o conjunto dos múltiplos estritamente positi-
vos do número 3, menores que 31? 10 - (TJ/RS – OFICIAL DE TRANSPORTE – CE-
A) 9 TRO/2013) Dados os conjuntos A = {x | x é vogal da pa-
B) 10 lavra CARRO} e B = {x | x é letra da palavra CAMINHO}, é
C) 11 correto afirmar que A∩ B tem
A) 1 elemento.
D) 12
B) 2 elementos.
E) 13 C) 3 elementos.
D) 4 elementos.
E) 5 elementos.
6 - (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM
SAÚDE NM – AOCP/2014) Considere dois conjuntos A e
B, sabendo que A ∩ B = {3}, A ∪ B = {0; 1; 2; 3; 5} e A – B = Respostas
{1 ; 2}, assinale a alternativa que apresenta o conjunto B.
A) {1; 2; 3} 1 - RESPOSTA: “C”
B) {0; 3} De acordo com os dados temos:
C) {0; 1; 2; 3; 5} 7 vereadores se inscreveram nas 3.
APENAS 12 se inscreveram em educação e saúde (o
D) {3; 5}
12 não deve ser tirado de 7 como costuma fazer nos con-
E) {0; 3; 5} juntos, pois ele já desconsidera os que se inscreveram nos
três)

5
MATEMÁTICA

APENAS 8 se inscreveram em saúde e saneamento bá- 4 - RESPOSTA: “D”.


sico. O diagrama mostra o número de atletas que ganharam
São 30 vereadores que se inscreveram nessas 3 comis- medalhas.
sões, pois 13 dos 43 não se inscreveram.
No caso das intersecções, devemos multiplicar por
Portanto, 30-7-12-8=3
Se inscreveram em educação e saneamento 3 verea- 2 por ser 2 medalhas e na intersecção das três medalhas
dores. multiplica-se por 3.

Intersecções:

Somando as outras:
Só em saneamento se inscreveram: 3+7+8=18 2+5+8+12+2+8+9=46

5 -RESPOSTA: “B”.
2 – RESPOSTA: “B” Se nos basearmos na tabuada do 3 , teremos o seguin-
te conjunto
A={3,6,9,12,15,18,21,24,27,30}
10 elementos.

6 - RESPOSTA: “E”.
A intersecção dos dois conjuntos, mostra que 3 é ele-
mento de B.
Os que dirigem automóveis e motocicleta: 8 A-B são os elementos que tem em A e não em B.
Os que dirigem apenas automóvel: 28-8 = 20 Então de A∪B, tiramos que B={0;3;5}.
Os que dirigem apenas motocicleta: 12-8= 4
A quantidade de motoristas é o somatório: 20+8+4 =
32 motoristas. 7 - Resposta “A”.

3 - RESPOSTA: “B”.
Técnicos arquivam e classificam: 15
Arquivam e atendem: 46-15=31
classificam e atendem: 4
Classificam: 15+4=19 como são 27 faltam 8
Dos 11 técnicos aptos a atender ao público 4 são capa- 70 – 50 = 20.
zes de classificar processos, logo apenas 11-4 = 7 técnicos 20% utilizam as duas empresas.
são aptos a atender ao público.
Somando todos os valores obtidos no diagrama tere- 8 - RESPOSTA: “E”.
mos: 31+15+7+4+8 = 65 técnicos.

6
MATEMÁTICA

92-[38-x+x+42-x]+94-[38-x+x+60-x]+110-[42- A palavra função foi posteriormente usada por Euler em


x+x+60-x]+(38-x)+x+(42-x)+(60-x)+26=200 meados do século XVIII para descrever uma expressão en-
92-[80-x]+94-[98-x]+110-[102-x]+38+42-x+60- volvendo vários argumentos; i.e:y = F(x). Ampliando a defi-
x+26=200 nição de funções, os matemáticos foram capazes de estudar
92-80+x+94-98+x+110-102+x+166-2x=200 “estranhos” objetos matemáticos tais como funções que não
x+462-180=200 ➜ x+182 = 200 ➜ x = 200-182 ➜ são diferenciáveis em qualquer de seus pontos. Tais funções,
x = 18 inicialmente tidas como puramente imaginárias e chamadas
genericamente de “monstros”, foram já no final do século XX,
identificadas como importantes para a construção de mode-
9 - RESPOSTA: “A”. los físicos de fenômenos tais como o movimento Browniano.
Durante o Século XIX, os matemáticos começaram a for-
malizar todos os diferentes ramos da matemática. Weiers-
trass defendia que se construisse o cálculo infinitesimal sobre
a Aritmética ao invés de sobre a Geometria, o que favorecia
a definição de Euler em relação à de Leibniz (veja aritmetiza-
ção da análise). Mais para o final do século, os matemáticos
começaram a tentar formalizar toda a Matemática usando
Teoria dos conjuntos, e eles conseguiram obter definições
de todos os objetos matemáticos em termos do conceito
de conjunto. Foi Dirichlet quem criou a definição “formal” de
função moderna.
16-x+x+15-x+3=24 ➜ x+34 = 24 ➜ -x = 24-34 ➜
-x = -10, como não existe variável negativa neste caso Função Exponencial
multiplica-se por (-1) ambos os lados , logo x = 10.
Conta a lenda que um rei solicitou aos seus súditos que
10 - RESPOSTA: “B”. lhe inventassem um novo jogo, a fim de diminuir o seu tédio.
Como o conjunto A é dado pelas vogais: A={A,O}, e O melhor jogo teria direito a realizar qualquer desejo. Um
B é dado pelas letras : B={ C,A,M,I,N,H,O}, portanto A∩ dos seus súditos inventou, então, o jogo de xadrez. O Rei
B={A,O} ficou maravilhado com o jogo e viu-se obrigado a cumprir a
sua promessa. Chamou, então, o inventor do jogo e disse que
ele poderia pedir o que desejasse. O astuto inventor pediu
FUNÇÕES EXPONENCIAIS, LOGARÍTMICAS então que as 64 casas do tabuleiro do jogo de xadrez fos-
E TRIGONOMÉTRICAS. sem preenchidas com moedas de ouro, seguindo a seguinte
condição: na primeira casa seria colocada uma moeda e em
cada casa seguinte seria colocado o dobro de moedas que
havia na casa anterior. O Rei considerou o pedido fácil de ser
Função Exponencial atendido e ordenou que providenciassem o pagamento. Tal
foi sua surpresa quando os tesoureiros do reino lhe apresen-
Uma função é uma maneira de associar a cada valor do taram a suposta conta, pois apenas na última casa o total de
argumento x um único valor da função f(x). Isto pode ser feito moedas era de 263, o que corresponde a aproximadamente
especificando através de uma fórmula um  relacionamento 9 223 300 000 000 000 000 = 9,2233.1018. Não se pode
gráfico entre diagramas representando os dois conjuntos, e/ esquecer ainda que o valor entregue ao inventor seria a
ou uma regra de associação, mesmo uma tabela de corres- soma de todas as moedas contidas em todas as casas. O
pondência pode ser construída; entre conjuntos numéricos é rei estava falido!
comum representarmos funções por seus gráficos, cada par A lenda nos apresenta uma aplicação de funções expo-
de elementos relacionados pela função determina um pon- nenciais, especialmente da função y = 2x.
to nesta representação, a restrição de unicidade da imagem As funções exponenciais são aquelas que crescem ou
implica em um único ponto da função em cada linha de cha- decrescem muito rapidamente. Elas desempenham papéis
mada do valor independente x. fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com
Como um termo matemático, “função” foi introduzido ela, como: Física, Química, Engenharia, Astronomia, Econo-
por Leibniz em 1694, para descrever quantidades relaciona- mia, Biologia, Psicologia e outras.
das a uma curva; tais como a inclinação da curva ou um pon-
to específico da dita curva. Funções relacionadas à curvas são Definição
atualmente chamadas funções diferenciáveis e são ainda o A função exponencial é a definida como sendo a inver-
tipo de funções mais encontrado por não-matemáticos. Para sa da função logarítmica natural, isto é:
este tipo de funções, pode-se falar em limites e derivadas;
ambos sendo medida da mudança nos valores de saída as-
sociados à variação dos valores de entrada, formando a base
do cálculo infinitesimal.

7
MATEMÁTICA

Podemos concluir, então, que a função exponencial é O número e é um número irracional e positivo e em
definida por: função da definição da função exponencial, temos que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao
matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos
Gráficos da Função Exponencial primeiros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 40 dígitos de-
Função exponencial Função exponencial cimais, é:
0<a<1 a> 1 e = 2,71828182845904523536028747135266249
  f: lR  lR 7757
f: lR   lR        x  ax Se x é um número real, a função exponencial exp(.)
x   ax pode ser escrita como a potência de base e com expoen-
te x, isto é: 
ex = exp(x)

Exercícios

01- Resolver a equação exponencial 7x – 8-1.7x = 8x.

02- As soluções reais da inequação


são todos os números tais que:
  a) – 3 < x < - 2
● Domínio = lR  ● Domínio = lR b) x > - 3
● Contradomínio = lR+ ● Contradomínio = lR+
c) x > - 2
 

●f é injectiva  
●f é injectiva
d) x < - 2
●f(x) >0 ,   ⍱ x Є lR  
●f(x) >0 ,   ⍱ x Є lR
● f é continua e diferenciável  
● f é continua e diferenciável e) 0 < x < 3
em lR em lR
●A função é estritamente de-  
●A função é estritamente 03- A solução da equação logarítmica é:
crescente. crescente. a) 0
●limx→ -∞ax= + ∞  
●limx→ +∞ax= + ∞ b) 8
●limx→ +∞ax = 0  
●limx→ -∞ax = 0 c) 0 e 8
●y = 0 é assimptota horizontal   ●y = 0 é assimptota d) – 8
horizontal e) 0 e – 8

Propriedades da Função Exponencial   04- O número de indivíduos de um certo grupo é


Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um
número racional, então: dado por , sendo x o tempo
- axay= ax + y
- ax / ay= ax - y medido em dias. Desse modo, entre o 2º e o 3º dia, o
- (ax) y= ax.y
- (a b)x = axbx número de indivíduos do grupo:
- (a / b)x = ax / bx a) Aumentará em exatamente 10 unidades.
- a-x = 1 / ax   b) Aumentará em exatamente 90 unidades.
c) Diminuirá em exatamente 9 unidades.
Estas relações também são válidas para exponenciais d) Aumentará em exatamente 9 unidades.
de base e (e = número de Euller = 2,718...) e) Diminuirá em exatamente 90 unidades.
- y = ex se, e somente se, x = ln(y)
- ln(ex) =x 05- O preço de um imóvel varia, em R$, no decorrer
- ex+y= ex.ey do tempo, obedecendo a equação : .
- ex-y = ex/ey Após quanto tempo o imóvel valerá R$ 10.000,00?
- ex.k = (ex)k a) t = log(5/6)
  b) t = - log(2/15)
c) t = log(2/3)/log(4/5)
A Constante de Euler
d) t = log(4/5)/log(2/3)
Existe uma importantíssima constante matemática
e) t = - log(4/5)/log(2/3)
definida por
e = exp(1)

8
MATEMÁTICA

Resoluções

01- Resposta: x = - 1
Solução:

7x – 8-1.7x = 8x

7x - = 8x (colocando 7x em evidência)

x=-1

02- Resposta a
Solução: primeiro temos a condição de existência de logaritmo, o logaritmando tem que ser maior que zero.
x+3>0
x>-3

(cancelamos a base 1/2 que é menor que um, invertemos o sinal da inequação).

x+3<1
x<1–3
x<-2

Então, da condição de existência: - 3 < x < - 2

03- Resposta b
Solução: pela condição de existência de logaritmos temos que x > 0.

x2 = 8x
x2 – 8x = 0
x.(x – 8) = 0
x = 0 ou x – 8 = 0  x = 8, a única solução é 8, pois, x > 0 pela condição de existência.

9
MATEMÁTICA

04- Resposta d
Solução: basta substituir o x por 2 e 3 na função exponencial dada.

= = 9,99.1000 = 9.990

= (10 – 0,001).1000 = 9,999.1000 = 9.999

f(3) – f(2) = 9.999 – 9.990 = 9

05- Resposta c
Solução: queremos calcular o valor de t quando T = 10.000.

(a solução agora é colocar logaritmo nos dois membros da equação).

t = log(2/3)/log(4/5)

Função Logarítmica

Toda equação que contém a incógnita na base ou no logaritmando de um logaritmo é denominada equação logarít-
mica. Abaixo temos alguns exemplos de equações logarítmicas:

Perceba que nestas equações a incógnita encontra-se ou no logaritmando, ou na base de um logaritmo.Para solucio-
narmos equações logarítmicas recorremos a muitas das propriedades dos logaritmos.

10
MATEMÁTICA

Solucionando Equações Logarítmicas


Vamos solucionar cada uma das equações acima, começando pela primeira:

Segundo a definição de logaritmo nós sabemos que:

Logo x é igual a 8:

De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando deve ser um número real positivo e já que 8 é um número
real positivo, podemos aceitá-lo como solução da equação.A esta restrição damos o nome de condição de existência.

Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e positivo além de ser diferente de 1.Então a nossa condi-
ção de existência da equação acima é que:

Em relação a esta segunda equação nós podemos escrever a seguinte sentença:

Que nos leva aos seguintes valores de x:

Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois este valor de x não satisfaz a condição de existência, já
que -10 é um número negativo.
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois 10 é um valor que atribuído a x satisfaz a condição de exis-
tência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.

Neste caso temos a seguinte condição de existência:

Voltando à equação temos:

Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos anteriores e desenvolvendo os cálculos temos:Como 25
satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o conjunto solução da equação.Se quisermos recorrer a outras proprie-
dades dos logaritmos também podemos resolver este exercício assim:

Lembre-se que e que log5 625 = 4, pois 54 = 625.

Neste caso a condição de existência em função da base do logaritmo é um pouco mais complexa:

E, além disto, temos também a seguinte condição:

Portanto a condição de existência é:

Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo anterior:Como x = 2 satisfaz a condição de existência da
equação logarítmica, então 2 é solução da equação.Assim como no exercício anterior, este também pode ser solucionado
recorrendo-se à outra propriedade dos logaritmos:

11
MATEMÁTICA

Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro O que queremos aqui é descobrir como é o gráfico de
vamos solucionar a equação e depois vamos verificar quais uma função logarítmica natural geral, quando comparado
são as condições de existência:Então x = -2 é um valor can- ao gráfico de y=ln x, a partir das transformações sofridas
didato à solução da equação.Vamos analisar as condições por esta função.Consideremos uma função logarítmica cuja
de existência da base -6 - x: expressão é dada por y=f1(x)=lnx+k, onde k é uma cons-
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portan- tante real. A pergunta natural a ser feita é: qual a ação da
to x = -2 não satisfaz a condição de existência e não pode constante k no gráfico dessa nova função quando compa-
ser solução da equação.Embora não seja necessário, vamos rado ao gráfico da função inicial y=f0(x)=ln x ?
analisar a condição de existência do logaritmando2x: Ainda podemos pensar numa função logarítmica que
seja dada pela expressão y=f2(x)=a.ln x onde a é uma cons-
tante real, a 0. Observe que se a=0, a função obtida não
será logarítmica, pois será a constante real nula. Uma ques-
Como x = -2, então x também não satisfaz esta con- tão que ainda se coloca é a consideração de funções lo-
dição de existência, mas não é isto que eu quero que você garítmicas do tipo y=f3(x)=ln(x+m), onde m é um número
veja.O que eu quero que você perceba, é que enquanto real não nulo. Se g(x)=3.ln(x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico,
uma condição diz que x < -6, a outra diz que x > 0.Qual fazendo os gráficos intermediários, todos num mesmo par
é o número real que além de ser menor que -6 é também de eixos. y=a.ln(x+m)+k
maior que 0?
Como não existe um número real negativo, que sen- Conclusão: Podemos, portanto, considerar funções lo-
do menor que -6, também seja positivo para que seja garítmicas do tipo y = f4(x) = a In (x + m) + k, onde o coe-
maior que zero, então sem solucionarmos a equação nós ficiente a não é zero, examinando as transformações do
podemos perceber que a mesma não possui solução, já gráfico da função mais simples y = f0 (x) = In x, quando
que nunca conseguiremos satisfazer as duas condições fazemos, em primeiro lugar, y=ln(x+m); em seguida, y=a.
simultaneamente.O conjunto solução da equação é por- ln(x+m) e, finalmente, y=a.ln(x+m)+k.
tantoS = {}, já que não existe nenhuma solução real que
satisfaça as condições de existência da equação. Analisemos o que aconteceu:
- em primeiro lugar, y=ln(x+m) sofreu uma translação
horizontal de -m unidades, pois x=-m exerce o papel que
Função Logarítmica
x=0 exercia em y=ln x;
- a seguir, no gráfico de y=a.ln(x+m) ocorreu mudan-
A função logaritmo natural mais simples é a função
ça de inclinação pois, em cada ponto, a ordenada é igual
y=f0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é da forma (x, lnx) pois a
àquela do ponto de mesma abscissa em y=ln(x+m) multi-
ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa.
plicada pelo coeficiente a;
- por fim, o gráfico de y=a.ln(x+m)+k sofreu uma
translação vertical de k unidades, pois, para cada abscissa,
as ordenadas dos pontos do gráfico de y=a.ln(x+m)+k fica-
ram acrescidas de k, quando comparadas às ordenadas dos
pontos do gráfico de y=a.ln(x+m).

O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia


na resolução de equações ou inequações, pois as opera-
ções algébricas a serem realizadas adquirem um signifi-
cado que é visível nos gráficos das funções esboçados no
mesmo referencial cartesiano.

Função logarítmica de base a é toda função


 
, definida por com
e .

Podemos observar neste tipo de função que a variável


  independente x é um logaritmando, por isto a denomina-
mos função logarítmica. Observe que a base a é um valor
real constante, não é uma variável, mas sim um número
real.
O domínio da função ln é e a imagem é o A função logarítmica de é inversa da função
exponencial de e vice-versa, pois:
conjunto .
O eixo vertical é uma assíntotaao gráfico da função. De
fato, o gráfico se aproxima cada vez mais da reta x=0

12
MATEMÁTICA

Representação da Função Logarítmica no Plano Car- Função Crescente e Decrescente


tesiano
Assim como no caso das funções exponenciais, as fun-
Podemos representar graficamente uma função lo- ções logarítmicas também podem ser classificadas como
garítmica da mesma forma que fizemos com a função função crescente ou função decrescente.Isto se dará em
exponencial, ou seja, escolhendo alguns valores para x e função da base a ser maior ou menor que 1. Lembre-se que
montando uma tabela com os respectivos valores de f(x). segundo a definição da função logarítmica
Depois localizamos os pontos no plano cartesiano e tra-
çamos a curva do gráfico.Vamos representar graficamente , definida por , temos que e
a função e como estamos trabalhando .
com um logaritmo de base 10, para simplificar os cálculos
vamos escolher para x alguns valores que são potências Função Logarítmica Crescente
de 10:

0,001, 0,01, 0,1, 1, 10 e 2.

Temos então seguinte a tabela:

x y = log x
0,001 y = log 0,001 = -3
0,01 y = log 0,01 = -2
0,1 y = log 0,1 = -1
1 y = log 1 = 0
10 y = log 10 = 1

Se temos uma função logarítmica crescen-


te, qualquer que seja o valor real positivo de x.No gráfico
da função ao lado podemos observar que à medida que x
aumenta, também aumenta f(x)ou y. Graficamente vemos
que a curva da função é crescente.Também podemos ob-
servar através do gráfico, que para dois valor de x (x1 e x2),
que , isto para x1,
x2 e a números reais positivos, com a > 1.

Função Logarítmica Decrescente

Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no


qual localizamos cada um dos pontos obtidos da tabela e
os interligamos através da curva da função:Veja que para
valores de y < 0,01 os pontos estão quase sobre o eixo
das ordenadas, mas de fato nunca chegam a estar.Note
também que neste tipo de função uma grande variação no
valor de x implica numa variação bem inferior no valor de
y.Por exemplo, se passarmos de x = 100 para x = 1000000,
a variação de y será apenas de 2 para 6.Isto porque:

13
MATEMÁTICA

Se temos uma função logarítmica de-


crescente em todo o domínio da função.Neste outro gráfico
podemos observar que à medida que xaumenta,y diminui.
Graficamente observamos que a curva da função é decres-
cente.No gráfico também observamos que para dois valores
de x (x1 e x2), que
, isto para x1, x2 e a números reais positivos, com 0 < a
< 1.É importante frisar que independentemente de a
função ser crescente ou decrescente, o gráfico da fun-
ção sempre cruza o eixo das abscissas no ponto (1, 0),
além de nunca cruzar o eixo das ordenadas e que o
, isto para x1, x2
e a números reais positivos, com a ≠ 1.

Função trigonométrica É uma função periódica, pois a partir de 2π começam


No círculo trigonométrico temos arcos que realizam a se repetir os seus valores. Logo, o período da função
mais de uma volta, considerando que o intervalo do círculo seno é 2π.
é [0, 2π], por exemplo, o arco dado pelo número real x =
5π/2, quando desmembrado temos: x = 5π/2 = 4π/2 + π/2 Domínio = R
= 2π + π/2. Note que o arco dá uma volta completa (2π
= 2.180º = 360º), mais um percurso de 1/4 de volta (π/2 Imagem = {y
= 180º/2 = 90º). Podemos associar o número x = 5π/2 ao
ponto P da figura, o qual é imagem também do número Gráfico da função f(x) = senx
π/2. Existem outros infinitos números reais maiores que 2π
e que possuem a mesma imagem. Observe:

Função cosseno 

É uma função f : R → R que associa a cada número real


9π/2 = 2 voltas e 1/4 de volta 
x o seu cosseno, então f(x) = cosx.  O sinal da função f(x) =
13π/2 = 3 voltas e 1/4 de volta 
cosx é positivo no 1º e 4º quadrantes, e é negativo quando
17π/2 = 4 voltas e 1/4 de volta 
x pertence ao 2º e 3º quadrantes. Observe:
Podemos generalizar e escrever todos os arcos com
essa característica na seguinte forma: π/2 + 2kπ, onde k
Є Z. E de uma forma geral abrangendo todos os arcos com
mais de uma , x + 2kπ.
Estes arcos são representados no plano cartesiano
através de funções circulares como: função seno, função
cosseno e função tangente. 

Função seno

É uma função f : R → R que associa a cada número real


x o seu seno, então f(x) = senx..  O sinal da função f(x) =
senx é positivo no 1º e 2º quadrantes, e é negativo quando
x pertence ao 3º e 4º quadrantes. Observe: Domínio = R
Imagem = {y

14
MATEMÁTICA

Gráfico da função f(x) = cosx


EQUAÇÕES DE 1º GRAU.

EQUAÇÃO DO 1º GRAU

Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita:

3x – 2 = 16 (equação de 1º grau)

2y3 – 5y = 11 (equação de 3º grau)

1 – 3x + =x+ 1 (equação de 1º grau)


2
5 2
Função tangente  O método que usamos para resolver a equação de
1º grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita
É uma função f : R → R que associa a cada número real sozinha em um dos lados da igualdade. Para conseguir
x a sua tangente, então f(x) = tgx.  isso, há dois recursos:
- inverter operações;
Sinais da função tangente: - efetuar a mesma operação nos dois lados da
igualdade.
¬ Valores positivos nos quadrantes ímpares. 
Exemplo 1
¬ Valores negativos nos quadrantes pares.  Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo
operações.
¬ Crescente em cada valor. 
Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-
se que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração).
Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6
(invertemos a multiplicação por 3).

Registro

3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18

x=
18
3
x=6

Exemplo 2
Gráfico da função tangente
Resolução da equação 1 – 3x + =x+ , efetuando
2 1
5 2
a mesma operação nos dois lados da igualdade.

Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois


lados da equação por mmc (2;5) = 10. Dessa forma, são
eliminados os denominadores. Fazemos as simplificações
e os cálculos necessários e isolamos x, sempre efetuando a
mesma operação nos dois lados da igualdade. No registro,
as operações feitas nos dois lados da igualdade são
indicadas com as setas curvas verticais.

15
MATEMÁTICA

Registro Questões
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 30x + 4 = 10x + 5 1 - (PRF) Num determinado estado, quando um veículo
-30x - 10x = 5 - 10 - 4 é rebocado por estacionar em local proibido, o motorista
-40x = +9(-1) paga uma taxa fixa de R$ 76,88 e mais R$ 1,25 por hora
40x = 9 de permanência no estacionamento da polícia. Se o valor
x = 9/40 pago foi de R$ 101,88 o total de horas que o veículo  ficou
x = 0,225 estacionado na polícia corresponde a:
A) 20       
Há também um processo prático, bastante usado, que B) 21      
se baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual. C) 22      
- Se a + b = c, conclui-se que a = c + b. D) 23     
E) 24
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no
lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo
no lado direito da igualdade. 2 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMA-
- Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0. RUÍ/2014) Certa quantia em dinheiro foi dividida igual-
Na primeira igualdade, o número b aparece mente entre três pessoas, cada pessoa gastou a meta-
multiplicando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece de do dinheiro que ganhou e 1/3(um terço) do restante
dividindo no lado direito da igualdade. de cada uma foi colocado em um recipiente totalizando
O processo prático pode ser formulado assim: R$900,00(novecentos reais), qual foi a quantia dividida ini-
- Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com cialmente?
incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do A) R$900,00
outro lado. B) R$1.800,00
- Sempre que mudar um termo de lado, inverta a C) R$2.700,00
operação.
D) R$5.400,00
Exemplo
(x+2) . (x-3) 3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um quadrado é
Resolução da equação = - ,
5(x+2) x2
chamado mágico quando suas casas são preenchidas por
usando o processo prático.
2 3 3
números cuja soma em cada uma das linhas, colunas ou
diagonais é sempre a mesma.
Procedimento e justificativa: Iniciamos da forma
O quadrado abaixo é mágico.
habitual, multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) = 6.
A seguir, passamos a efetuar os cálculos indicados. Neste
ponto, passamos a usar o processo prático, colocando
termos com a incógnita à esquerda e números à direita,
invertendo operações.

Registro
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
- =
2 3 3
6. 5(x+2) - 6. (x+2) . (x-3) = 6. x
2

2 3 3
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x2
15x + 30 – 2(x2 – 3x + 2x – 6) = – 2x2
15x + 30 – 2(x2 – x – 6) = – 2x2
15x + 30 – 2x2 + 2x + 12 = – 2x2
17x – 2x2 + 42 = – 2x2
17x – 2x2 + 2x2 = – 42
17x = – 42 Um estudante determinou os valores desconhecidos
corretamente e para 3x − 1 atribuiu
x=- A)14
42
17 B) 12
Note que, de início, essa última 2equação aparentava C) 5
ser de 2º grau por causa do termo - no seu lado direito. D) 3
x
Entretanto, depois das simplificações,
3 vimos que foi E) 1
reduzida a uma equação de 1º grau (17x = – 42).

16
MATEMÁTICA

4 - (PGE/BA – ASSISTENTE DE PROCURADORIA –


FCC/2013) A prefeitura de um município brasileiro anun-
ciou que 3/5 da verba destinada ao transporte público se-
riam aplicados na construção de novas linhas de metrô. O
restante da verba seria igualmente distribuído entre quatro
outras frentes: corredores de ônibus, melhoria das estações
de trem, novos terminais de ônibus e subsídio a passagens.
Se o site da prefeitura informa que serão gastos R$ 520 mi-
lhões com a melhoria das estações de trem, então o gasto
com a construção de novas linhas de metrô, em reais, será
de

A) 3,12 bilhões.
B) 2,86 bilhões.
C) 2,60 bilhões.
D) 2,34 bilhões.
E) 2,08 bilhões.

9 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁ-


5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO – FCC/2014) Um funcionário de uma empresa RIA I - FCC/2013) Glauco foi à livraria e comprou 3 exem-
deve executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário plares do livro J. Comprou 4 exemplares do livro K, com
executou 3/8 da tarefa na 1a semana. Na 2a semana, ele preço unitário de 15 reais a mais que o preço unitário do
executou 1/3 do que havia executado na 1a semana. Na 3a livro J. Comprou também um álbum de fotografias que
e 4a semanas, o funcionário termina a execução da tarefa e custou a terça parte do preço unitário do livro K.
verifica que na 3a semana executou o dobro do que havia Glauco pagou com duas cédulas de 100 reais e recebeu
executado na 4a semana. Sendo assim, a fração de toda a
o troco de 3 reais. Glauco pagou pelo álbum o valor, em
tarefa que esse funcionário executou na 4ª semana é igual
a reais, igual a
A) 5/16. A) 33.
B) 1/6. B) 132.
C) 8/24. C) 54.
D)1/ 4. D) 44.
E) 2/5.
E) 11.
6 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINIS-
TRATIVO – FCC/2014) Bia tem 10 anos a mais que Luana, 10 - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I -
que tem 7 anos a menos que Felícia. Qual é a diferença de FCC/2013) Hoje, a soma das idades de três irmãos é 65
idades entre Bia e Felícia? anos. Exatamente dez anos antes, a idade do mais velho era
A) 3 anos. o dobro da idade do irmão do meio, que por sua vez tinha
B) 7 anos. o dobro da idade do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a
C) 5 anos.
D) 10 anos. idade do irmão mais velho será, em anos, igual a
E) 17 anos. A) 55.
B) 25.
7 -(DAE AMERICANAS/SP – ANALISTA ADMINSTRATI- C) 40.
VO – SHDIAS/2013) Em uma praça, Graziela estava conver- D) 50.
sando com Rodrigo. Graziela perguntou a Rodrigo qual era E) 35.
sua idade, e ele respondeu da seguinte forma:
- 2/5 de minha idade adicionados de 3 anos correspon-
dem à metade de minha idade.
Qual é a idade de Rodrigo? Respostas
A) Rodrigo tem 25 anos.
B) Rodrigo tem 30 anos. 1 - RESPOSTA “A”.
C) Rodrigo tem 35 anos. Devemos inicialmente equacionar através de uma
D) Rodrigo tem 40 anos. equação do 1º grau, ou seja:
y= 76,88 + 1,25. x ➜ 101,88 = 76,88 + 1,25x ➜
8 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁ- 101,88 – 76,88 = 1,25x
RIA I - FCC/2013) Dois amigos foram a uma pizzaria. O mais 1,25x = 25 ➜ x = ➜ x = 20 horas.
velho comeu da pizza que compraram. Ainda da mesma
pizza o mais novo comeu da quantidade que seu amigo
havia comido. Sendo assim, e sabendo que mais nada des- Obs.: y é o valor pago pela multa x corresponde ao
sa pizza foi comido, a fração da pizza que restou foi número de horas de permanência no estacionamento.

17
MATEMÁTICA

2 - RESPOSTA: “B”. 5 - RESPOSTA: “B”.


Quantidade a ser dividida: x Tarefa: x
Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e Primeira semana: 3/8x
deu R$900,00, quer dizer que cada uma colocou R$300,00.
2 semana:

1ª e 2ª semana:

Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade, pois


ele executou a metade na 1ª e 2ª semana como consta na
fração acima (1/2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y

6 - RESPOSTA: “A”.
Luana: x
x = 1800 Bia: x+10
Felícia: x+7
3 - RESPOSTA: “A”. Bia-Felícia= x+10-x-7 = 3 anos.
Igualando a 1ª linha com a 3ª , temos:
7 - RESPOSTA: “B”.
Idade de Rodrigo: x

3x-1=14

4 - RESPOSTA: “A”. Mmc(2,5)=10


520 milhões para as melhorias das estações de trem,
como foi distribuído igualmente, corredores de ônibus, no-
vos terminais e subsídio de passagem também receberam
cada um 520 milhões.
Restante da verba foi de 520.4 = 2080 ; 106 = notação
científica de milhões (1.000.000).
Verba: y
8 - RESPOSTA: “C”.

ou 3,12 bi-
lhões. Sobrou 1/10 da pizza.

18
MATEMÁTICA

9 - RESPOSTA: “E”.
Preço livro J: x
Preço do livro K: x+15 EQUAÇÕES POLINOMIAIS REDUZIDAS
AO 2º GRAU.

Valor pago:197 reais (2.100 – 3) EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x toda


equação da forma :
ax2 + bx + c = 0, em que a, b, c são números reais e a
≠ 0.
Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os
números reais expressos por a, b, c são chamados
coeficientes da equação:
- a é sempre o coeficiente do termo em x2.
- b é sempre o coeficiente do termo em x.
- c é sempre o coeficiente ou termo independente.
Equação completa e incompleta:
- Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz
O valor pago pelo álbum é de R$ 11,00. completa.

Exemplos
10 - RESPOSTA: “C”.
Irmão mais novo: x 5x2 – 8x + 3 = 0 é uma equação completa (a = 5, b =
Irmão do meio: 2x – 8, c = 3).
Irmão mais velho:4x y2 + 12y + 20 = 0 é uma equação completa (a = 1, b =
12, c = 20).
Hoje: - Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º
Irmão mais novo: x+10 grau se diz incompleta.
Irmão do meio: 2x+10
Irmão mais velho:4x+10 Exemplos
x2 – 81 = 0 é uma equação incompleta (a = 1, b = 0 e
x+10+2x+10+4x+10=65 c = – 81).
7x=65-30 10t2 +2t = 0 é uma equação incompleta (a = 10, b = 2
7x=35 e c = 0).
x=5 5y2 = 0 é uma equação incompleta (a = 5, b = 0 e c = 0).
Todas essas equações estão escritas na forma ax2 +
hoje:
bx + c = 0, que é denominada forma normal ou forma
Irmão mais novo: x+10=5+10=15
Irmão do meio: 2x+10=10+10=20 reduzida de uma equação do 2º grau com uma incógnita.
Irmão mais velho:4x+10=20+10=30 Há, porém, algumas equações do 2º grau que não
estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio de
Daqui a dez anos transformações convenientes, em que aplicamos o princípio
Irmão mais novo: 15+10=25 aditivo e o multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma.
Irmão do meio: 20+10=30
Irmão mais velho: 30+10=40 Exemplo: Pelo princípio aditivo.

O irmão mais velho terá 40 anos. 2x2 – 7x + 4 = 1 – x2


2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0

Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.

- =
2 1 x
x 2 x-4
4.(x - 4) - x(x - 4) 2x2
=
2x(x - 4) 2x(x - 4)

19
MATEMÁTICA

4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2 −b± ∆ −b± 0 −b±0 −b


4x – 16 – x2 + 4x = 2x2 x= = x= = =
– x2 + 8x – 16 = 2x2 2.a 2.a 2.a 2a
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0
– 3x2 + 8x – 16 = 0 Observamos, então, a existência de um único valor real
para a incógnita x, embora seja costume dizer que a equa-
Resolução das equações incompletas do 2º grau com ção tem duas raízes reais e iguais, ou seja:
uma incógnita. −b
- A equação é da forma ax2 + bx = 0. x’ = x” =
x2 + 9 = 0 ➜ colocamos x em evidência 2a
x . (x – 9) = 0
x=0 ou x–9=0 3º caso: é um número real negativo ( < 0).
x=9 Neste caso, ∆ não é um número real, pois não há no
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da conjunto dos números reais a raiz quadrada de um número
equação. negativo.
Dizemos então, que não há valores reais para a incóg-
- A equação é da forma ax2 + c = 0. nita x, ou seja, a equação não tem raízes reais.
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas
x2 – 16 = 0 ➜ Fatoramos o primeiro membro, que é serem duas ou uma única dependem, exclusivamente, do
uma diferença de dois quadrados. discriminante = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa
(x + 4) . (x – 4) = 0
expressão.
x+4=0 x–4=0
Na equação ax2 + bx + c = 0
x=–4 x=4
- = b2 – 4.a.c
Logo, S = {–4, 4}.
- Quando ≥ 0, a equação tem raízes reais.
- Quando < 0, a equação não tem raízes reais.
Fórmula de Bháskara
- > 0 (duas raízes diferentes).
- = 0 (uma única raiz).
Usando o processo de Bháskara e partindo da equação
escrita na sua forma normal, foi possível chegar a uma fór-
Exemplo: Resolver a equação x2 + 2x – 8 = 0 no con-
mula que vai nos permitir determinar o conjunto solução
junto R.
de qualquer equação do 2º grau de maneira mais simples.
temos: a = 1, b = 2 e c = – 8
Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fór-
= b2 – 4.a.c = (2)2 – 4 . (1) . (–8) = 4 + 32 = 36 > 0
mula de Bháskara.
−b± ∆ Como > 0, a equação tem duas raízes reais diferen-
x= tes, dadas por:
2.a
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai
depender do discriminante ; temos então, três casos a
estudar.

1º caso: é um número real positivo ( > 0). −2+6 4 − 2−6 −8


x’ = = =2 x” = = = −4
Neste caso, ∆ é um número real, e existem dois va- 2 2 2 2
lores reais diferentes para a incógnita x, sendo costume re-
presentar esses valores por x’ e x”, que constituem as raízes
Então: S = {-4, 2}.
da equação.

−b± ∆ −b+ ∆ Propriedade das raízes


x= x' =
2.a 2.a
Dada a equação ax2 + bx + c=0 , com a , e S e P a soma
e o produto respectivamente dessas raízes.
−b− ∆
x '' =
2.a
2º caso: é zero ( = 0).

Neste caso, ∆ é igual a zero e ocorre:


Logo podemos reescrever a equação da seguinte for-
ma: x2 – Sx +P=0

20
MATEMÁTICA

Questões 7 – (TEC. JUD. – 2ª FCC) Em certo momento, o núme-


ro x de soldados em um policiamento ostensivo era tal que
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA- subtraindo-se do seu quadrado o seu quadruplo, obtinha-
MA/2013) Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0 seja uma -se 1845. O valor de x é:
equação de segundo grau, o valor de m deverá, necessaria-
A) 42.
mente, ser diferente de:
A) 1. B) 45.
B) 2. C) 48.
C) 3. D) 50.
D) 0. E) 52.
E) 9.
8 - (CPTM - Médico do trabalho – Makiyama) A me-
2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – trologia anunciou que o dia de amanhã será frio, com al-
INDEC/2013) Qual a equação do 2º grau cujas raízes são
gumas pancadas de chuva. A temperatura mínima prevista
1 e 3/2?
A) x²-3x+4=0 é A e a temperatura máxima é B. Sabendo que A e B são as
B) -3x²-5x+1=0 raízes da equação x² - 26x + 160 = 0, podemos afirmar que
C) 3x²+5x+2=0 A e B são respectivamente, em graus Celsius.
D) 2x²-5x+3=0 (A) 10° e 16°.
(B) 12° e 16°.
3 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – (C) 10° e 18°.
INDEC/2013) O dobro da menor raiz da equação de 2º (D) 15° e 17°.
grau dada por x²-6x=-8 é:
(E) 12° e 18°.
A) 2
B) 4 9 - (Prefeitura de São Paulo - SP - Guarda Civil Me-
C) 8 tropolitano - MS CONCURSOS) Se x1 > x2 são as raízes da
D) 12 equação x2 - 27x + 182 = 0, então o valor de é:

4 - (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF/2012) Um seg-


mento de reta de tamanho unitário é dividido em duas par-
tes com comprimentos x e 1-x respectivamente.
Calcule o valor mais próximo de x de maneira que
x = (1-x) / x, usando √5=2,24.
A) 0,62
B) 0,38
C) 1,62
C) 0,5
D) 1/
10 - (Pref. Mogeiro/PB - Professor – Matemática –
5 - Antônio gastou R$ 240,00 na compra de brindes EXAMES) A soma das raízes da equação (k - 2)x² - 3kx +
iguais para distribuir no final de ano. Com um desconto de 1 = 0, com k ≠ 2, é igual ao produto dessas raízes. Nessas
condições. Temos:
R$ 2,00 em cada brinde, teria comprado 10 brindes a mais A) k = 1/2.
com os mesmos R$ 240,00. A equação cuja solução levará B) k = 3/2.
ao valor do brinde sem o desconto é dada por: C) k = 1/3.
A) b2 - 2b + 48 = 0 D) k = 2/3.
B) b2 + 10b - 1200 = 0 E) k = -2.
C) b2 - 2b - 48 = 0 Respostas
D) b2 - 10b + 1200 = 0
E) b2 + 2b - 240 = 0 1 - RESPOSTA: “C”.
Neste caso o valor de a
6 - (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATE- 3m-9≠0
3m≠9
MÁTICA – IMA/2014) Temos que a raiz do polinômio p(x) m≠3
= x² – mx + 6 é igual a 6. O valor de m é:
A) 15 2 - RESPOSTA: “D”.
B) 7 Como as raízes foram dadas, para saber qual a equa-
C) 10 ção:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S=
D) 8 duas raízes somadas resultam no valor numérico de b; e P=
E) 5 duas raízes multiplicadas resultam no valor de c.

21
MATEMÁTICA

3 - RESPOSTA: “B”.
x²-6x+8=0

Dobro da menor raiz: 2⋅2=4

4 - RESPOSTA: “A”.

5 - RESPOSTA “C”.
Dados:
→ preço de cada brinde
→ total de brindes
De acordo com o enunciado temos:

22
MATEMÁTICA

Substituindo em teremos:

6 – RESPOSTA: “B”.
Lembrando que a fórmula pode ser escrita como :x²-Sx+P, temos que P(produto)=6 e se uma das raízes é 6, a outra é 1.
Então a soma é 6+1=7
S=m=7

7 – RESPOSTA “B”
Montando a expressão
x2 – 4x =1845 ; igualando a expressão a zero teremos: x2 – 4x -1845=0
Aplicando a formula de Bháskara:

Logo o valor de x = 45

8 - RESPOSTA: “A”.
Resolvendo a equação pela fórmula de Bháskara:
x2 – 26x + 160 = 0; a = 1, b = - 26 e c = 160

∆ = b2 – 4.a.c
∆ = (- 26)2 – 4.1.160
∆ = 676 – 640
∆ = 36

9 - RESPOSTA: “D”.
Primeiro temos que resolver a equação:
a = 1, b = - 27 e c = 182
∆ = b2 – 4.a.c
∆ = (-27)2 – 4.1.182
∆ = 729 – 728
∆=1

O mmc entre x1 e x2 é o produto x1.x2

23
MATEMÁTICA

10 - RESPOSTA: “C”. 2. a) 5! = 5²
Vamos usar as fórmulas da soma e do produto: S = Se as bases são iguais, então igualamos os expoentes,
. logo x = 2

(k – 2)x2 – 3kx + 1 = 0; a = k – 2, b = - 3k e c = 1

S=P

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS,
LOGARÍTMICAS E TRIGONOMÉTRICAS;

Equação exponencial

Equações exponenciais são aquelas em que a incógnita


se encontra no expoente de pelo menos uma potência.
Ex:
10x = 100
2x + 12 = 20
9x = 81 A solução da equação exponencial 2x + 8 = 512 é x = 1.
5x+1 = 25

Para resolvermos uma equação exponencial precisamos


igualar as bases, assim podemos dizer que os expoentes são
iguais. Observe a resolução da equação exponencial a se-
guir:
Logaritmo
Logaritmo é um estudo da matemática que depende do
3x = 2187 (fatorando o número 2187 temos: 37) conhecimento sobre potenciação e suas propriedades, pois
3x = 37 para encontrar o valor numérico de um logaritmo, é preciso
x=7 desenvolver uma potência transformá-la em um logaritmo.
Obs: se as bases são iguais, os expoentes são iguais.
Ao estudarmos a potenciação aprendemos que, por
exemplo, o produto de 3 por 3, que é igual a 9, pode ser
Problemas:
representado na forma de uma potência: 3² = 9
1. Classificar cada uma das funções em crescente ou
decrescente:
Utilizando a notação dos logaritmos também podemos
a) y = 10x
representá-la assim:
b) y= 0.8x
c) y= 5x
d) y = 0.7x
Pela nomenclatura dos logaritmos nesta sentença te-
2. Resolva as equações exponenciais: mos:
2 é o logaritmo de 9 na base 3;
3 é a base do logaritmo;
9 é o logaritmando.
Genericamente de forma simbólica temos a seguinte
definição de logaritmo:

Respostas:
Para os números reais positivos a e b, com b ≠ 1, deno-
1. a) A base é 10, maior que 1, então é crescente mina-se logaritmo de a na base b o expoente real x, tal que
b) A base é 0,8, menor que 1, então é decrescente bx = a
c) A base é 5, maior que 1, então é crescente Vejamos a sentença abaixo:
d) A base é 0,7, menor que 1 , então é decrescente

24
MATEMÁTICA

O expoente desta potência, no caso 3, é o logaritmo de Então chegamos a:


1000 que podemos representar assim:

O logaritmo de 243 na base 3 é igual a 5, pois este é o


expoente ao qual 3 precisa ser elevado para obtermos 243.
Ao trabalharmos com logaritmos na base 10 normal-
mente a omitimos, então em vez de , utilizamos 4)
, que teve a base 10 omitida. Estas simplificações
têm por objetivo simplificar tanto a escrita, quanto a leitura O logaritmo na base b do quociente de M por N é igual
de tais símbolos, facilitando assim a compreensão de tais à diferença entre o logaritmo na base b de M e o logaritmo
expressões. na base b de N.
Assim sendo a expressão em geral é
escrita como Agora vamos utilizar o neste outro exemplo.

Propriedades dos Logaritmos Segundo a propriedade do quociente de um logaritmo


temos:
Considerando a, b, c, M e N números reais positivos,
com b ≠ 1 e c ≠ 1, temos as seguintes propriedades dos
logaritmos:
1) Já que como visto o e te-
Para qualquer logaritmo cujo logaritmando seja igual a mos que:
base, o logaritmo será igual a 1.

2) O logaritmo de 3 na base 3 é igual a 1, já que este é o


expoente ao qual a base 3 é elevada para 3 ser obtido.
Qualquer logaritmo cujo logaritmando seja igual a 1, o
logaritmo será igual a 0. 5)

Veja abaixo um exemplo onde arbitramos 6 para um dos Para qualquer valor real M, o logaritmo na base b da po-
possíveis valores de b: tência NM é igual ao produto do expoente M pelo logaritmo
na base b de N, a base da potência.

Calculemos o logaritmo de .
3)
Ao decompormos 15625 em fatores primos iremos ob-
O logaritmo na base b do produto de M por N é igual ter 56:
à soma do logaritmo na base b de M com o logaritmo na
base b de N.
Vamos tomar como exemplo o .
De acordo com a propriedade do logaritmo de uma po-
Pela propriedade do logaritmo de um produto temos: tência temos:

O log5 5 é igual a 1, pois 51 = 5, portanto:


O logaritmo de 15625 na base 5 é igual a 6, visto que
Como vimos acima o , pois a base 3 ele- este é o expoente ao qual 5 deve ser elevado para obtermos
vada ao expoente 2 é igual a 9: 15625.

6)

Claramente o , já que devemos elevar a Para qualquer valor natural M, não nulo, o logaritmo na
base 3 ao expoente 3 para obtermos 27: base b da raiz é igual ao produto do inverso do índice
M pelo logaritmo na base b de N, o radicando da raiz.

Vamos calcular o logaritmo da raiz cúbica de 343 na


Substituição na expressão original temos: base 7.

25
MATEMÁTICA

Pela propriedade do logaritmo de uma raiz, temos que:

log7 343 é igual a 3, pois 73 = 343, logo:

é igual a 1, como já era de se esperar, já que 73 = 343, obviamente , então


, pois 71 = 7.

7)

Esta é uma propriedade muito importante, pois através dela podemos realizar a mudança da base de um logaritmo.
Como exemplo vamos mudar o logaritmo de log4 256 para a base 16:

Segundo a propriedade da mudança de base temos:

Vamos realizar a conferência deste resultado, verificando se a igualdade é verdadeira. Para isto nós sabemos que:

Portanto, substituindo tais logaritmos confirmamos a igualdade:

Razões trigonométricas

Catetos e Hipotenusa

Em um triângulo chamamos o lado oposto ao ângulo reto de hipotenusa e os lados adjacentes de catetos.

Hipotenusa:    
Catetos:           e 

26
MATEMÁTICA

Seno, Cosseno e Tangente

Considere um triângulo retângulo BAC:

Hipotenusa:     , m( ) = a.
Catetos:          , m( ) = b.

                        , m( ) = c.

Ângulos:          ,    e   .

Tomando por base os elementos desse triângulo, podemos definir as seguintes razões trigonométricas:

Seno de um ângulo agudo é a razão entre a medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da hipotenusa.

Assim:

27
MATEMÁTICA

Cosseno de um ângulo agudo é a razão entre a medida do cateto adjacente a esse ângulo e a medida da hipotenusa.

   Assim:

Tangente de um ângulo agudo é a razão entre a medida do cateto oposto e a medida do cateto adjacente a esse
ângulo.

Assim:

28
MATEMÁTICA

Exemplo:

As relações mais importantes entre as razões trigonométricas são:

sen2 α + cos2 α = 1
tg α =sen α / cos α

Exemplos de Aplicações:

1º)  Ao soltar uma pipa, um menino já usou toda a linha de seu carretel, que tem 100 metros da linha. O ângulo que a
linha forma com a horizontal é igual a 18º. A que altura está a pipa? (Dado:    sen18° = 0,3090)

Solução:

Para resolver o problema, vamos admitir que a linha fique em linha reta (na verdade, ela forma em pequena “barriga”
devido ao peso da própria linha).
Usando um modelo matemático temos:

Na figura, temos sen 18° =  h/100 . Logo, h = 100 sen18° = 100 x 0,3090 = 30,9 metros. A altura que calculamos é me-
dida a partir da mão do menino. Para calcular em relação ao solo devemos somar a distância da mão ao solo, que pode ser
estimada em 1 m. Logo, a pipa está a aproximadamente 31,9 metros do solo.

2º) Sabendo que a tangente de um ângulo agudo é igual a 2, calcule senα e cosα .

29
MATEMÁTICA

Solução: Resolução: Segundo o Principio Fundamental da Con-


Temos tg α = sen α/cos α = 2, ou seja, senα = 2 cos α. tagem, Alice tem 3×5 opções para fazer, ou seja,ela poderá
Substituindo na relação sen² α + cos² α = 1, obtemos 4cos² optar por 15 carros diferentes. Vamos representar as 15 op-
α + cos² α  = 1. ções na árvore de possibilidades:
Portanto, cos2 α = 1/5 e, como as razões trigonomé-
tricas de ângulos agudos são números positivos, cos α =
1/√5  = (√5)/5 .
Finalmente, sen α  = 2 cos α = (2√5)/5

ANÁLISE COMBINATÓRIA: PERMUTAÇÃO,


ARRANJO, COMBINAÇÃO.

Análise Combinatória

Análise combinatória é uma parte da matemática que


estuda, ou melhor, calcula o número de possibilidades, e
estuda os métodos de contagem que existem em acertar
algum número em jogos de azar. Esse tipo de cálculo nas-
ceu no século XVI, pelo matemático italiano Niccollo Fon-
tana (1500-1557), chamado também de Tartaglia. Depois,
apareceram os franceses Pierre de Fermat (1601-1665) e
Blaise Pascal (1623-1662). A análise desenvolve métodos
que permitem contar, indiretamente, o número de elemen-
tos de um conjunto. Por exemplo, se quiser saber quantos
números de quatro algarismos são formados com os alga-
rismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 9, é preciso aplicar as propriedades
da análise combinatória. Veja quais propriedades existem: Generalizações: Um acontecimento é formado por k
estágios sucessivos e independentes, com n1, n2, n3, … , nk
- Princípio fundamental da contagem possibilidades para cada. O total de maneiras distintas de
- Fatorial ocorrer este acontecimento é n1, n2, n3, … , nk
- Arranjos simples Técnicas de contagem: Na Técnica de contagem não
- Permutação simples importa a ordem.
- Combinação Considere A = {a; b; c; d; …; j} um conjunto formado por
- Permutação com elementos repetidos
10 elementos diferentes, e os agrupamentos ab, ac e ca”.
ab e ac são agrupamentos sempre distintos, pois se di-
Princípio fundamental da contagem: é o mesmo
que a Regra do Produto, um princípio combinatório ferenciam pela natureza de um dos elemento.
que indica quantas vezes e as diferentes formas que um ac e ca são agrupamentos que podem ser considera-
acontecimento pode ocorrer. O acontecimento é formado dos distintos ou não distintos pois se diferenciam somente
por dois estágios caracterizados como sucessivos e inde- pela ordem dos elementos.
pendentes: Quando os elementos de um determinado conjunto A
forem algarismos, A = {0, 1, 2, 3, …, 9}, e com estes algaris-
• O primeiro estágio pode ocorrer de m modos dis- mos pretendemos obter números, neste caso, os agrupa-
tintos. mentos de 13 e 31 são considerados distintos, pois indicam
• O segundo estágio pode ocorrer de n modos dis- números diferentes.
tintos. Quando os elementos de um determinado conjunto A
forem pontos, A = {A1, A2, A3, A4, A5…, A9}, e com estes pon-
Desse modo, podemos dizer que o número de formas tos pretendemos obter retas, neste caso os agrupamentos
diferente que pode ocorrer em um acontecimento é igual
são iguais, pois indicam a mesma reta.
ao produto m . n
Conclusão: Os agrupamentos...
Exemplo: Alice decidiu comprar um carro novo, e ini-
cialmente ela quer se decidir qual o modelo e a cor do seu 1. Em alguns problemas de contagem, quando os agru-
novo veículo. Na concessionária onde Alice foi há 3 tipos pamentos se diferirem pela natureza de pelo menos um
de modelos que são do interesse dela: Siena, Fox e Astra, de seus elementos, os agrupamentos serão considerados
sendo que para cada carro há 5 opções de cores: preto, distintos.
vinho, azul, vermelho e prata. Qual é o número total de ac = ca, neste caso os agrupamentos são denominados
opções que Alice poderá fazer? combinações.

30
MATEMÁTICA

Pode ocorrer: O conjunto A é formado por pontos e o n - (k - 1) → possibilidades na escolha do kº elemento,


problema é saber quantas retas esses pontos determinam. pois l-1 deles já foi usado.

2. Quando se diferir tanto pela natureza quanto pela No Princípio Fundamental da Contagem (An, k), o núme-
ordem de seus elementos, os problemas de contagem se- ro total de arranjos simples dos n elementos de A (tomados
rão agrupados e considerados distintos. k a k), temos:
ac ≠ ca, neste caso os agrupamentos são denominados
arranjos. An,k = n (n - 1) . (n - 2) . ... . (n – k + 1)
(é o produto de k fatores)

Pode ocorrer: O conjunto A é formado por algarismos


e o problema é contar os números por eles determinados. Multiplicando e dividindo por (n – k)!

Fatorial: Na matemática, o fatorial de um número natu-


ral n, representado por n!, é o produto de todos os inteiros
positivos menores ou iguais a n. A notação n! foi introdu-
zida por Christian Kramp em 1808. A função fatorial é nor-
malmente definida por:
Note que n (n – 1) . (n – 2). ... .(n – k + 1) . (n – k)! = n!

Podemos também escrever

Permutações: Considere A como um conjunto com n


Por exemplo, 5! = 1 . 2 . 3 . 4 . 5 = 120
elementos. Os arranjos simples n a n dos elementos de A,
são denominados permutações simples de n elementos. De
Note que esta definição implica em particular que 0!
acordo com a definição, as permutações têm os mesmos
= 1, porque o produto vazio, isto é, o produto de nenhum
número é 1. Deve-se prestar atenção neste valor, pois este elementos. São os n elementos de A. As duas permutações
faz com que a função recursiva (n + 1)! = n! . (n + 1) fun- diferem entre si somente pela ordem de seus elementos.
cione para n = 0. Cálculo do número de permutação simples:
Os fatoriais são importantes em análise combinatória.
Por exemplo, existem n! caminhos diferentes de arranjar n O número total de permutações simples de n elemen-
objetos distintos numa sequência. (Os arranjos são chama- tos indicado por Pn, e fazendo k = n na fórmula An,k = n (n
dos permutações) E o número de opções que podem ser – 1) (n – 2) . … . (n – k + 1), temos:
escolhidos é dado pelo coeficiente binomial.
Pn = An,n= n (n – 1) (n – 2) . … . (n – n + 1) = (n – 1)
(n – 2) . … .1 = n!
Portanto: Pn = n!

Combinações Simples: são agrupamentos formados


Arranjos simples: são agrupamentos sem repetições
com os elementos de um conjunto que se diferenciam so-
em que um grupo se torna diferente do outro pela ordem
mente pela natureza de seus elementos. Considere A como
ou pela natureza dos elementos componentes. Seja A um
um conjunto com n elementos k um natural menor ou igual
conjunto com n elementos e k um natural menor ou igual
a n. Os agrupamentos de k elementos distintos cada um,
a n. Os arranjos simples k a k dos n elementos de A, são os
agrupamentos, de k elementos distintos cada, que diferem que diferem entre si apenas pela natureza de seus elemen-
entre si ou pela natureza ou pela ordem de seus elementos. tos são denominados combinações simples k a k, dos n
elementos de A.
Cálculos do número de arranjos simples:
Exemplo: Considere A = {a, b, c, d} um conjunto com
Na formação de todos os arranjos simples dos n ele- elementos distintos. Com os elementos de A podemos for-
mentos de A, tomados k a k: mar 4 combinações de três elementos cada uma: abc – abd
n → possibilidades na escolha do 1º elemento. – acd – bcd
n - 1 → possibilidades na escolha do 2º elemento, pois Se trocarmos ps 3 elementos de uma delas:
um deles já foi usado.
n - 2 → possibilidades na escolha do 3º elemento, pois Exemplo: abc, obteremos P3 = 6 arranjos disdintos.
dois deles já foi usado.

31
MATEMÁTICA

abc abd acd bcd Permutações com elementos repetidos


acb Considerando:
bac
bca α elementos iguais a a,
β elementos iguais a b,
cab
γ elementos iguais a c, …,
cba λ elementos iguais a l,

Se trocarmos os 3 elementos das 4 combinações obte- Totalizando em α + β + γ + … λ = n elementos.


mos todos os arranjos 3 a 3:
Simbolicamente representado por Pnα, β, γ, …, λ o nú-
abc abd acd bcd mero de permutações distintas que é possível formarmos
com os n elementos:
acb adb adc bdc
bac bad cad cbd
bca bda cda cdb
cab dab dac dbc
cba dba dca dcb
Combinações Completas: Combinações completas de
n elementos, de k a k, são combinações de k elementos
(4 combinações) x (6 permutações) = 24 arranjos não necessariamente distintos. Em vista disso, quando
vamos calcular as combinações completas devemos levar
Logo: C4,3 . P3 = A4,3 em consideração as combinações com elementos distintos
(combinações simples) e as combinações com elementos
Cálculo do número de combinações simples: O número repetidos. O total de combinações completas de n elemen-
total de combinações simples dos n elementos de A re- tos, de k a k, indicado por C*n,k
presentados por C n,k, tomados k a k, analogicamente ao
exemplo apresentado, temos:
a) Trocando os k elementos de uma combinação k a k,
obtemos Pk arranjos distintos.
b) Trocando os k elementos das Cn,k . Pk arranjos dis-
tintos.
Portanto: Cn,k . Pk = An,k ou QUESTÕES
A
C n,k = n,k 01. Quantos números de três algarismos distintos po-
Pk dem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8?
02. Organiza-se um campeonato de futebol com 14
Lembrando que:
clubes, sendo a disputa feita em dois turnos, para que cada
clube enfrente o outro no seu campo e no campo deste. O
número total de jogos a serem realizados é:

(A)182
Também pode ser escrito assim:
(B) 91
(C)169
(D)196
(E)160

Arranjos Completos: Arranjos completos de n elemen- 03. Deseja-se criar uma senha para os usuários de um
tos, de k a k são os arranjos de k elementos não necessa- sistema, começando por três letras escolhidas entre as cin-
riamente distintos. Em vista disso, quando vamos calcular co A, B, C, D e E, seguidas de quatro algarismos escolhidos
os arranjos completos, deve-se levar em consideração os entre 0, 2, 4, 6 e 8. Se entre as letras puder haver repetição,
mas se os algarismos forem todos distintos, o número total
arranjos com elementos distintos (arranjos simples) e os
de senhas possíveis é:
elementos repetidos. O total de arranjos completos de n (A) 78.125
elementos, de k a k, é indicado simbolicamente por A*n,k (B) 7.200
dado por: A*n,k = nk (C) 15.000
(D) 6.420
(E) 50

32
MATEMÁTICA

04. (UFTM) – João pediu que Cláudia fizesse cartões 09. Seis pessoas serão distribuídas em duas equipes
com todas as permutações da palavra AVIAÇÃO. Cláudia para concorrer a uma gincana. O número de maneiras di-
executou a tarefa considerando as letras A e à como di- ferentes de formar duas equipes é
ferentes, contudo, João queria que elas fossem conside-
radas como mesma letra. A diferença entre o número de (A) 10
cartões feitos por Cláudia e o número de cartões espera- (B) 15
dos por João é igual a (C) 20
(A) 720 (D) 25
(B) 1.680
(C) 2.420 (E) 30
(D) 3.360
(E) 4.320 10. Considere os números de quatro algarismos do sis-
tema decimal de numeração. Calcule:
05. (UNIFESP) – As permutações das letras da pala-
a) quantos são no total;
vra PROVA foram listadas em ordem alfabética, como se
fossem palavras de cinco letras em um dicionário. A 73ª b) quantos não possuem o algarismo 2;
palavra nessa lista é c) em quantos deles o algarismo 2 aparece ao menos
(A) PROVA. uma vez;
(B) VAPOR. d) quantos têm os algarismos distintos;
(C) RAPOV.
(D) ROVAP. e) quantos têm pelo menos dois algarismos iguais.
(E) RAOPV.
Resoluções
06. (MACKENZIE) – Numa empresa existem 10 dire-
tores, dos quais 6 estão sob suspeita de corrupção. Para
que se analisem as suspeitas, será formada uma comissão
especial com 5 diretores, na qual os suspeitos não sejam 01.
maioria. O número de possíveis comissões é:
(A) 66
(B) 72
02. O número total de jogos a serem realizados é A14,2
(C) 90
(D) 120 = 14 . 13 = 182.
(E) 124
03.
07. (ESPCEX) – A equipe de professores de uma esco-
la possui um banco de questões de matemática compos-
to de 5 questões sobre parábolas, 4 sobre circunferências
e 4 sobre retas. De quantas maneiras distintas a equipe Algarismos
pode montar uma prova com 8 questões, sendo 3 de pa-
rábolas, 2 de circunferências e 3 de retas?
(A) 80
(B) 96
(C) 240 Letras
(D) 640
(E) 1.280 As três letras poderão ser escolhidasde 5 . 5 . 5 =125
maneiras.
08. Numa clínica hospitalar, as cirurgias são sempre
Os quatro algarismos poderão ser escolhidos de 5 . 4 .
assistidas por 3 dos seus 5 enfermeiros, sendo que, para
3 . 2 = 120 maneiras.
uma eventualidade qualquer, dois particulares enfermei-
O número total de senhas distintas, portanto, é igual a
ros, por serem os mais experientes, nunca são escalados
125 . 120 = 15.000.
para trabalharem juntos. Sabendo-se que em todos os
04.
grupos participa um dos dois enfermeiros mais experien- I) O número de cartões feitos por Cláudia foi
tes, quantos grupos distintos de 3 enfermeiros podem
ser formados?
(A) 06
(B) 10 II) O número de cartões esperados por João era
(C) 12
(D) 15
(E) 20 Assim, a diferença obtida foi 2.520 – 840 = 1.680

33
MATEMÁTICA

05. Se as permutações das letras da palavra PROVA fo-


rem listadas em ordem alfabética, então teremos: EVENTOS INDEPENDENTES; PROGRESSÃO
P4 = 24 que começam por A ARITMÉTICA. PROGRESSÃO GEOMÉTRICA;
P4 = 24 que começam por O
P4 = 24 que começam por P

A 73.ª palavra nessa lista é a primeira permutação que Probabilidade


começa por R. Ela é RAOPV.
Ponto Amostral, Espaço Amostral e Evento
Em uma tentativa com um número limitado de
06. Se, do total de 10 diretores, 6 estão sob suspeita
resultados, todos com chances iguais, devemos considerar:
de corrupção, 4 não estão. Assim, para formar uma comis-
Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos
são de 5 diretores na qual os suspeitos não sejam maioria,
podem ser escolhidos, no máximo, 2 suspeitos. Portanto, o resultados possíveis.
número de possíveis comissões é Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos
resultados possíveis; será representado por S e o número
de elementos do espaço amostra por n(S).
Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do
espaço amostral; será representado por A e o número de
elementos do evento por n(A).

Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S,


portanto são eventos.
07. C5,3 . C4,2 . C4,3 = 10 . 6 . 4 = 240 Ø = evento impossível.
S = evento certo.
08. Conceito de Probabilidade
I) Existem 5 enfermeiros disponíveis: 2 mais experientes
As probabilidades têm a função de mostrar a chance
e outros 3.
II) Para formar grupos com 3 enfermeiros, conforme o de ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrer
enunciado, devemos escolher 1 entre os 2 mais experientes um determinado evento A, que é simbolizada por P(A), de
e 2 entre os 3 restantes. um espaço amostral S ≠ Ø, é dada pelo quociente entre
III) O número de possibilidades para se escolher 1 entre o número de elementos A e o número de elemento S.
os 2 mais experientes é Representando:

Exemplo: Ao lançar um dado de seis lados, numerados


IV) O número de possibilidades para se escolher 2 en-
de 1 a 6, e observar o lado virado para cima, temos:
tre 3 restantes é
- um espaço amostral, que seria o conjunto S {1, 2, 3,
4, 5, 6}.
- um evento número par, que seria o conjunto A1 = {2,
4, 6} C S.
V) Assim, o número total de grupos que podem ser - o número de elementos do evento número par é n(A1)
formados é 2 . 3 = 6 = 3.
- a probabilidade do evento número par é 1/2, pois

09.

Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não


10.
a) 9 . A*10,3 = 9 . 103 = 9 . 10 . 10 . 10 = 9000 Vazio
b) 8 . A*9,3 = 8 . 93 = 8 . 9 . 9 . 9 = 5832
c) (a) – (b): 9000 – 5832 = 3168 - Em um evento impossível a probabilidade é igual a
d) 9 . A9,3 = 9 . 9 . 8 . 7 = 4536 zero. Em um evento certo S a probabilidade é igual a 1.
e) (a) – (d): 9000 – 4536 = 4464 Simbolicamente: P(Ø) = 0 e P(S) = 1.
- Se A for um evento qualquer de S, neste caso: 0 ≤
P(A) ≤ 1.
- Se A for o complemento de A em S, neste caso: P(A)
= 1 - P(A).

34
MATEMÁTICA

Demonstração das Propriedades Eventos Exaustivos


Considerando S como um espaço finito e não vazio,
temos: Quando os eventos A1, A2, A3, …, An de S forem, de dois
em dois, mutuamente exclusivos, estes serão denominados
exaustivos se A1 A2 A3 … An = S

Então, logo:

Portanto: P(A1) + P(A2) + P(A3) + ... + P(An) = 1

Probabilidade Condicionada
União de Eventos
Considere A e B como dois eventos de um espaço Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S,
amostral S, finito e não vazio, temos: finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a A é
dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo que
já ocorreu A. É representada por P(B/A).
A

Veja:
B
S

Logo: P(A B) = P(A) + P(B) - P(A B)


Eventos Independentes
Eventos Mutuamente Exclusivos
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral
S, finito e não vazio. Estes serão independentes somente
A
quando:

P(A/N) = P(A) P(B/A) = P(B)


B
S Intersecção de Eventos
Considerando A e B como dois eventos de um espaço
amostral S, finito e não vazio, logo:
Considerando que A ∩ B, nesse caso A e B serão
denominados mutuamente exclusivos. Observe que A ∩ B
= 0, portanto: P(A B) = P(A) + P(B). Quando os eventos
A1, A2, A3, …, An de S forem, de dois em dois, sempre
mutuamente exclusivos, nesse caso temos, analogicamente:

P(A1 A2 A3 … An) = P(A1) + P(A2) + P(A3) + ... +


P(An)

35
MATEMÁTICA

Assim sendo: 02. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o


Ensino Médio há 10 anos se encontraram em uma reunião
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A) comemorativa. Várias delas haviam se casado e tido filhos.
P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B) A distribuição das mulheres, de acordo com a quantidade
Considerando A e B como eventos independentes, logo de filhos, é mostrada no gráfico abaixo. Um prêmio
P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩ B) = P(A) foi sorteado entre todos os filhos dessas ex-alunas. A
. P(B). Para saber se os eventos A e B são independentes, probabilidade de que a criança premiada tenha sido um(a)
podemos utilizar a definição ou calcular a probabilidade de filho(a) único(a) é
A ∩ B. Veja a representação:

A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou


A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) . P(B)

Lei Binominal de Probabilidade

Considere uma experiência sendo realizada diversas


vezes, dentro das mesmas condições, de maneira que
os resultados de cada experiência sejam independentes.
Sendo que, em cada tentativa ocorre, obrigatoriamente, (A) (B) (C) (D) (E)
um evento A cuja probabilidade é p ou o complemento A
cuja probabilidade é 1 – p. 03. Retirando uma carta de um baralho comum de 52
cartas, qual a probabilidade de se obter um rei ou uma
Problema: Realizando-se a experiência descrita dama?
exatamente n vezes, qual é a probabilidade de ocorrer o
evento A só k vezes? 04. Jogam-se dois dados “honestos” de seis faces,
numeradas de 1 a 6, e lê-se o número de cada uma das
Resolução: duas faces voltadas para cima. Calcular a probabilidade
- Se num total de n experiências, ocorrer somente de serem obtidos dois números ímpares ou dois números
k vezes o evento A, nesse caso será necessário ocorrer iguais?
exatamente n – k vezes o evento A. 05. Uma urna contém 500 bolas, numeradas de 1 a 500.
- Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do Uma bola dessa urna é escolhida ao acaso. A probabilidade
evento A é 1 – p, nesse caso a probabilidade de ocorrer k de que seja escolhida uma bola com um número de três
vezes o evento A e n – k vezes o evento A, ordenadamente, algarismos ou múltiplo de 10 é
é: (A) 10%
(B) 12%
(C) 64%
(D) 82%
(E) 86%

06. Uma urna contém 4 bolas amarelas, 2 brancas e 3


- As k vezes em que ocorre o evento A são quaisquer bolas vermelhas. Retirando-se uma bola ao acaso, qual a
entre as n vezes possíveis. O número de maneiras de probabilidade de ela ser amarela ou branca?
escolher k vezes o evento A é, portanto Cn,k.
- Sendo assim, há Cn,k eventos distintos, mas que 07. Duas pessoas A e B atiram num alvo com
possuem a mesma probabilidade pk . (1 – p)n-k, e portanto a probabilidade 40% e 30%, respectivamente, de acertar.
probabilidade desejada é: Cn,k . pk . (1 – p)n-k Nestas condições, a probabilidade de apenas uma delas
acertar o alvo é:
QUESTÕES (A) 42%
(B) 45%
01. A probabilidade de uma bola branca aparecer (C) 46%
ao se retirar uma única bola de uma urna que contém, (D) 48%
exatamente, 4 bolas brancas, 3 vermelhas e 5 azuis é: (E) 50%

(A) (B) (C) (D) (E) 08. Num espaço amostral, dois eventos independentes
A e B são tais que P(A U B) = 0,8 e P(A) = 0,3. Podemos
concluir que o valor de P(B) é:

36
MATEMÁTICA

(A) 0,5 Temos an = a1 + (n – 1) . r → 500 = 10 + (n – 1) . 10 →


(B) 5/7 n = 50
(C) 0,6
(D) 7/15 Dessa forma, p(B) = 50/500.
(E) 0,7
A Ω B: o número tem 3 algarismos e é múltiplo de 10;
09. Uma urna contém 6 bolas: duas brancas e quatro A Ω B = {100, 110, ..., 500}.
De an = a1 + (n – 1) . r, temos: 500 = 100 + (n – 1) . 10
pretas. Retiram-se quatro bolas, sempre com reposição de
→ n = 41 e p(A B) = 41/500
cada bola antes de retirar a seguinte. A probabilidade de só
a primeira e a terceira serem brancas é: Por fim, p(A.B) =
(A) (B) (C) (D) (E)
06.
10. Uma lanchonete prepara sucos de 3 sabores: Sejam A1, A2, A3, A4 as bolas amarelas, B1, B2 as brancas
laranja, abacaxi e limão. Para fazer um suco de laranja, são e V1, V2, V3 as vermelhas.
utilizadas 3 laranjas e a probabilidade de um cliente pedir Temos S = {A1, A2, A3, A4, V1, V2, V3 B1, B2} → n(S) = 9
esse suco é de 1/3. Se na lanchonete, há 25 laranjas, então A: retirada de bola amarela = {A1, A2, A3, A4}, n(A) = 4
a probabilidade de que, para o décimo cliente, não haja B: retirada de bola branca = {B1, B2}, n(B) = 2
mais laranjas suficientes para fazer o suco dessa fruta é:

(A) 1 (B) (C) (D) (E)

Respostas

01.
Como A B = , A e B são eventos mutuamente
02. exclusivos;
A partir da distribuição apresentada no gráfico: Logo: P(A B) = P(A) + P(B) =
08 mulheres sem filhos.
07 mulheres com 1 filho.
06 mulheres com 2 filhos.
02 mulheres com 3 filhos.

Como as 23 mulheres têm um total de 25 filhos, a 07.


probabilidade de que a criança premiada tenha sido um(a) Se apenas um deve acertar o alvo, então podem ocorrer
filho(a) único(a) é igual a P = 7/25. os seguintes eventos:
03. P(dama ou rei) = P(dama) + P(rei) =
(A) “A” acerta e “B” erra; ou
(B) “A” erra e “B” acerta.
04. No lançamento de dois dados de 6 faces,
numeradas de 1 a 6, são 36 casos possíveis. Assim, temos:
Considerando os eventos A (dois números ímpares) P (A B) = P (A) + P (B)
e B (dois números iguais), a probabilidade pedida é: P (A B) = 40% . 70% + 60% . 30%
P (A B) = 0,40 . 0,70 + 0,60 . 0,30
05. Sendo Ω, o conjunto espaço amostral, temos n(Ω) P (A B) = 0,28 + 0,18
= 500 P (A B) = 0,46
P (A B) = 46%
A: o número sorteado é formado por 3 algarismos;
A = {100, 101, 102, ..., 499, 500}, n(A) = 401 e p(A) =
401/500
08.
B: o número sorteado é múltiplo de 10; Sendo A e B eventos independentes, P(A B) = P(A) .
B = {10, 20, ..., 500}. P(B) e como P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B). Temos:
P(A B) = P(A) + P(B) – P(A) . P(B)
Para encontrarmos n(B) recorremos à fórmula do termo 0,8 = 0,3 + P(B) – 0,3 . P(B)
geral da P.A., em que
0,7 . (PB) = 0,5
a1 = 10
an = 500 P(B) = 5/7.
r = 10

37
MATEMÁTICA

09. Representando por a 1. Igualdade


probabilidade pedida, temos: As sequências são apresentadas com os seus termos
= entre parênteses colocados de forma ordenada. Sucessões
= que apresentarem os mesmos termos em ordem diferente
serão consideradas sucessões diferentes.
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais
se, e somente se, apresentarem os mesmos termos, na
mesma ordem.

Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à
10. Supondo que a lanchonete só forneça estes três sequência (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x = 5; y = 8; z =
tipos de sucos e que os nove primeiros clientes foram 15; e t = 17.
servidos com apenas um desses sucos, então: Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3,
I- Como cada suco de laranja utiliza três laranjas, não é 2, 1) são diferentes, pois, embora apresentem os mesmos
possível fornecer sucos de laranjas para os nove primeiros elementos, eles estão em ordem diferente.
clientes, pois seriam necessárias 27 laranjas.
2. Formula Termo Geral
II- Para que não haja laranjas suficientes para o próximo Podemos apresentar uma sequência através de uma
cliente, é necessário que, entre os nove primeiros, oito determina o valor de cada termo an em função do valor de
tenham pedido sucos de laranjas, e um deles tenha pedido n, ou seja, dependendo da posição do termo. Esta formula
outro suco. que determina o valor do termo an e chamada formula do
A probabilidade de isso ocorrer é: termo geral da sucessão.

Exemplos
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência
cujo termo geral e igual a:
an = n – 2n,com n € N* a
Progressão Aritmética (PA) Teremos:
A1 = 12 – 2 . 1 a a1 = 1
Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas se- A2 = 22 – 2 . 2 a a2 = 0
quências como, por exemplo, a sucessão de cidades que A3 = 32 – 2 . 3 a a3 = 3
temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Pau- A4 = 42 – 4 . 2 a a4 = 8
lo ou a sucessão das datas de aniversário dos alunos de A5 = 55 – 5 . 2 a a5 = 15
uma determinada escola.
Podemos, também, adotar para essas sequências uma - Determinar os cinco primeiros termos da seqüência
ordem numérica, ou seja, adotando a1 para o 1º termo, a2 cujo termo geral é igual a:
para o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos que an = 3 . n + 2, com n € N*.
o termo an é também chamado termo geral das sequências, a1 = 3 . 1 + 2 a a1 = 5
em que n é um número natural diferente de zero. Eviden- a2 = 3 . 2 + 2 a a2 = 8
temente, daremos atenção ao estudo das sequências nu- a3 = 3 . 3 + 2 a a3 = 11
méricas. a4 = 3 . 4 + 2 a a4 = 14
As sequências podem ser finitas, quando apresentam a5 = 3 . 5 + 2 a a5 = 17
um último termo, ou, infinitas, quando não apresentam um
último termo. As sequências infinitas são indicadas por re- - Determinar os termos a12 e a23 da sequência cujo
ticências no final. termo geral é igual a:
an = 45 – 4 + n, com n € N*.
Exemplos:
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, Teremos:
7, 11, 13, 17, 19, ...). Notemos que esta é uma sequência a12 = 45 – 4 . 12 a a12 = -3
infinita com a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc. a23 = 45 – 4 . 23 a a23 = -47
- Sequência dos números ímpares positivos: (1, 3, 5, 7,
9, 11, ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com 3. Lei de Recorrências
a1 = 1; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 9; a6 = 11 etc. Uma sequência pode ser definida quando oferecemos
- Sequência dos algarismos do sistema decimal de o valor do primeiro termo e um “caminho” (uma formula)
numeração: (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Notemos que esta é que permite a determinação de cada termo conhecendo-
uma sequência finita com a1 = 0; a2 = 1; a3 = 2; a4 = 3; a5 = se o seu antecedente. Essa forma de apresentação de uma
4; a6 = 5; a7 = 6; a8 = 7; a9 = 8; a10 = 9. sucessão é dita de recorrências.

38
MATEMÁTICA

Exemplos Assim, um dos números, o termo médio da PA, já é


- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência conhecido.
em que: Dessa forma a sequência passa a ser:
a1 = 3 e an+1 = 2 . an - 4, em que n € N*. (5 – r), 5 e ( 5 + r ), cujo produto é igual a 105, ou seja:

Teremos: (5 – r) .5 . (5 + r) = 105 → 52 – r2 = 21
a1 = 3 r2 = 4 → 2 ou r = -2.
a2 = 2 . a1 – 4 a a2 = 2 . 3 – 4 a a2 = 2 Sendo a PA crescente, ficaremos apenas com r= 2.
a3 = 2 . a2 – 4 a a3 = 2 . 2 - 4 a a3 = 0 Finalmente, teremos a = 3, b = 5 e c= 7.
a4 = 2 . a3 – 4 a a4 = 2 . 0 - 4 a a4 = -4
a5 = 2 . a4 – 4 a a5 = 2 .(-4) – 4 a a5 = -12 5. Propriedades

- Determinar o termo a5 de uma sequência em que: P1: para três termos consecutivos de uma PA, o termo
a1 = 12 e an+ 1 = an – 2, em que n € N*. médio é a media aritmética dos outros dois termos.

a2 = a1 – 2 → a2 = 12 – 2 → a2=10 Exemplo
a3 = a2 – 2 → a3 = 10 – 2 → a3 = 8
a4 = a3 – 2 → a4 = 8 – 2 → a4 = 6 Vamos considerar três termos consecutivos de uma PA:
a5 = a4 – 2 → a5 = 6 – 2 → a5 = 4 an-1, an e an+1. Podemos afirmar que:
I - an = an-1 + r
Observação 1 II - an = an+ 1 –r
Devemos observar que a apresentação de uma se- Fazendo I + II, obteremos:
quência através do termo geral é mais pratica, visto que 2an = an-1 + r + an +1 - r
podemos determinar um termo no “meio” da sequência 2an = an -1+ an + 1
sem a necessidade de determinarmos os termos interme-
diários, como ocorre na apresentação da sequência através Logo: an = an-1 +
an + 1
da lei de recorrências. 2
Portanto, para três termos consecutivos de uma PA o
Observação 2
termo médio é a media aritmética dos outros dois termos.
6. Termos Equidistantes dos Extremos
Algumas sequências não podem, pela sua forma “de-
sorganizada” de se apresentarem, ser definidas nem pela
Numa sequência finita, dizemos que dois termos são
lei das recorrências, nem pela formula do termo geral. Um
equidistantes dos extremos se a quantidade de termos que
exemplo de uma sequência como esta é a sucessão de nú-
precederem o primeiro deles for igual à quantidade de ter-
meros naturais primos que já “destruiu” todas as tentativas
de se encontrar uma formula geral para seus termos. mos que sucederem ao outro termo. Assim, na sucessão:

4. Artifícios de Resolução (a1, a2, a3, a4,..., ap,..., ak,..., an-3, an-2, an-1, an), temos:

Em diversas situações, quando fazemos uso de apenas a2 e an-1 são termos equidistantes dos extremos;
alguns elementos da PA, é possível, através de artifícios de a3 e an-2 são termos equidistantes dos extremos;
resolução, tornar o procedimento mais simples: a4 an-3 são termos equidistantes dos extremos.
PA com três termos: (a – r), a e (a + r), razão igual a r.
PA com quatro termos: (a – 3r), (a – r), (a + r) e (a + 3r), Notemos que sempre que dois termos são equidistantes
razão igual a 2r. dos extremos, a soma dos seus índices é igual ao valor de
PA com cinco termos: (a – 2r), (a – r), a, (a + r) e (a + 2r), n + 1. Assim sendo, podemos generalizar que, se os termos
razão igual a r. ap e ak são equidistantes dos extremos, então: p + k = n+1.

Exemplo Propriedade

- Determinar os números a, b e c cuja soma é, igual a Numa PA com n termos, a soma de dois termos
15, o produto é igual a 105 e formam uma PA crescente. equidistantes dos extremos é igual à soma destes extremos.

Teremos: Exemplo
Fazendo a = (b – r) e c = (b + r) e sendo a + b + c =
15, teremos: Sejam, numa PA de n termos, ap e ak termos equidistantes
(b – r) + b + (b + r) = 15 → 3b = 15 → b = 5. dos extremos.

39
MATEMÁTICA

Teremos, então: Calculo da soma:


I - ap = a1 + (p – 1) . r a ap = a1 + p . r – r
(a1 + an )n (a + a ).60
II - ak = a1 + (k – 1) . r a ak = a1 + k . r – r Sn = → S60 = 1 60
2 2
Fazendo I + II, teremos:
Ap + ak = a1 + p . r – r + a1 + k . r – r (2 + 179).60
S60 =
Ap + ak = a1 + a1 + (p + k – 1 – 1) . r 2

Considerando que p + k = n + 1, ficamos com: S60 = 5430


ap + ak = a1 + a1 + (n + 1 – 1) . r
ap + ak = a1 + a1 + (n – 1) . r Resposta: 5430
ap + ak = a1 + an
Progressão Geométrica (PG)
Portanto numa PA com n termos, em que n é um
numero ímpar, o termo médios (am) é a media aritmética PG é uma sequência numérica onde cada termo, a partir
dos extremos. do segundo, é o anterior multiplicado por uma constante q
a1 + an chamada razão da PG.
Am =
2 an+1 = an . q
Com a1 conhecido e n € N*
7. Soma dos n Primeiros Termos de uma PA
Exemplos
Vamos considerar a PA (a1, a2, a3,…,an-2, an-1,an ) e
representar por Sn a soma dos seus n termos, ou seja: - (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a1 =
Sn = a1 + a2 + a3 + …+ an-2 + an-1 + an 3 e razão q = 2.
(igualdade I)
- (-36, -18, -9, −9 , −9 ,...) é uma PG de primeiro termo
Podemos escrever também: a1= -36 e razão q =2 1 . 4
Sn = an + an-1 + an-2 + ...+ a3 + a2 + a1 2
(igualdade II) - (15, 5, 5 , 5 ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15
e razão q = 13 . 9
Somando-se I e II, temos: 3
2Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + (a3 + an-2) + …+ (an-2 + a3) + - (-2, -6, -18, -54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 =
(an-1 + a2) + (an + a1) -2 e razão q = 3.
Considerando que todas estas parcelas, colocadas - (1, -3, 9, -27, 81, -243, ...) é uma PG de primeiro termo
entre parênteses, são formadas por termos equidistantes a1 = 1 e razão q = -3.
dos extremos e que a soma destes termos é igual à soma - (5, 5, 5, 5, 5, 5,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 5
dos extremos, temos: e razão q = 1.
- (7, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 7
2Sn = (a1 + an) + (a1 + an) + (a1 + an) + (a1 + an) + e razão q = 0.
+… + (a1 + an) → 2Sn = ( a1 + an) . n - (0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 0
e razão q qualquer.
E, assim, finalmente:
(a1 + an ).n Observação: Para determinar a razão de uma PG, basta
Sn = efetuar o quociente entre dois termos consecutivos: o
2 posterior dividido pelo anterior.
Exemplo an + 1
q= (an ≠ 0)
- Ache a soma dos sessenta primeiros termos da PA (2 an
, 5, 8,...). Classificação

Dados: a1 = 2 As classificações geométricas são classificadas assim:


r=5–2=3 - Crescente: Quando cada termo é maior que o ante-
Calculo de a60: rior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e
A60 = a1 + 59r → a60 = 2 + 59 . 3 0 < q < 1.
a60 = 2 + 177 - Decrescente: Quando cada termo é menor que o an-
a60 = 179 terior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1
< 0 e q > 1.
- Alternante: Quando cada termo apresenta sinal con-
trario ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.

40
MATEMÁTICA

- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto PG com três termos:
ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA
de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG a a; aq
estacionaria. q
- Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto
ocorre quando a1 = 0 ou q = 0. PG com quatro termos:
a q
Formula do Termo Geral ; ; aq; aq3
q3 q
A definição de PG está sendo apresentada por meio de
uma lei de recorrências, e nos já aprendemos nos módu- PG com cinco termos:
los anteriores que a formula do termo geral é mais pratica.
Por isso, estaremos, neste item, procurando estabelecer, a a q ; a; aq; aq2
;
partir da lei de recorrências, a fórmula do termo geral da q2 q
progressão geométrica.
Exemplo
Vamos considerar uma PG de primeiro termo a1 e Considere uma PG crescente formada de três números.
razão q. Assim, teremos: Determine esta PG sabendo que a soma destes números é
a2 = a1 . q 13 e o produto é 27.
a3 = a2 . q = a1 . q2 Vamos considerar a PG em questão formada pelos
a4 = a3 . q = a1 . q3 termos a, b e c, onde a = e c = b . q.
a5 = a4 . q = a1 . q4 Assim,
. .
. . b . b . bq = 27 → b3 = 27 → b = 3.
. . q
an= a1 . qn-1
Temos:
Exemplos 3
- Numa PG de primeiro termo a1 = 2 e razão q = 3, + 3 +3q = 13 → 3q2 – 10q + 3 = 0 a
temos o termo geral na igual a: q

an = a1 . qn-1 → an = 2 . 3n-1 q = 3 ou q = 1
Assim, se quisermos determinar o termo a5 desta PG, 3
faremos: Sendo a PG crescente, consideramos apenas q = 3. E,
A5 = 2 . 34 → a5 = 162 assim, a nossa PG é dada pelos números: 1, 3 e 9.

- Numa PG de termo a1 = 15 e razão q = , temos o Propriedades


termo geral na igual a: P1: Para três termos consecutivos de uma PG, o
an = a1 . qn-1 → an = 15 . n-1 quadrado do termo médio é igual ao produto dos outros
dois.
Assim, se quisermos determinar o termo a6 desta PG,
faremos: Exemplo
5 Vamos considerar três termos consecutivos de uma PG:
(1).5
A6 = 15 . → a6 = an-1, an e an+1. Podemos afirmar que:
2 81
- Numa PG de primeiro termo a1 = 1 e razão = -3 temos I – an = an-1 . q e
o termo geral na igual a: II – an = an+1
an = a1 . qn-1 → an = 1 . (-3)n-1 q

Assim, se quisermos determinar o termo a4 desta PG, Fazendo I . II, obteremos:


faremos: an+1
A4 = 1 . (-3)3 → a4 = -27 (an)2 = (an-1 . q). ( ) a (an )2 = an-1 . an+1
q
Artifícios de Resolução Logo: (an)2 = an-1 . an+1

Em diversas situações, quando fazemos uso de apenas Observação: Se a PG for positive, o termo médio será a
alguns elementos da PG, é possível através de alguns media geométrica dos outros dois:
elementos de resolução, tornar o procedimento mais an = √an-1 . an+1
simples.

41
MATEMÁTICA

P2: Numa PG, com n termos, o produto de dois termos a1 .(1+ q n )


equidistantes dos extremos é igual ao produto destes Sn =
extremos. 1− q
Evidentemente que por qualquer um dos “caminhos”
Exemplo o resultado final é o mesmo. É somente uma questão de
Sejam, numa PG de n termos, ap e ak dois termos forma de apresentação.
equidistantes dos extremos.
Observação: Para q = 1, teremos sn = n . a1
Teremos, então:
I – ap = a1 . qp-1
II – ak = a1 . qk-1 Série Convergente – PG Convergente
Dada a sequência ( a1, a2, a3, a4, a5,..., an-2, an-1, an),
Multiplicando I por II, ficaremos com: chamamos de serie a sequência S1, S2, S3, S4, S5,..., Sn-2, sn-1,
ap . ak = a1 . qp-1 . a1 . qk-1 sn,tal que:
ap . ak = a1 . a1 . qp-1+k-1
S1 = a1
Considerando que p + k = n + 1, ficamos com: S2 = a1 + a2
ap . ak = a1 . an S3 = a1 + a2 + a3
Portanto, numa PG, com n termos, o produto de dois S4 = a1 + a2 + a3 + a4
termos equidistantes dos extremos é igual ao produto S5 = a1 + a2 + a3 + a4 + a5
destes extremos. .
Observação: Numa PG positiva, com n termos, onde .
n é um numero impar, o termo médio (am) é a media .
geométrica dos extremos ou de 2 termos equidistantes dos Sn-2 = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2
extremos. Sn-1 = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2 + an-1
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2 + an-1 + an
am = √a1 . an
Vamos observar como exemplo, numa PG com primeiro
Soma dos termos de uma PG termo a1 = 4 e razão q = , à série que ela vai gerar.

Soma dos n Primeiros Termos de uma PG Os termos que vão determinar a progressão geométrica
são: (4, 2, 1, 1 , 1, 1, 1, 1, 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 1 1 1
Vamos considerar a PG (a1, a2, a3, ..., an-2, an-1, an), com ...) 2
, ,
128 256 512
q diferente de 1 e representar por Sn a soma dos seus n
termos, ou seja:
E, portanto, a série correspondente será:
Sn = a1 + a2 + a3 + ...+an-2 + an-1 + an
( igualdade I) S1 = 4
Podemos escrever, multiplicando-se, membro a S2 = 4 + 2 = 6
membro, a igualdade ( I ) por q: S3 = 4 + 2 + 1 = 7

q . Sn = q . a1 + q . a2 + q . a3 + ...+ q . an-2 + 1 15
S4 = 4 + 2 + 1 + = = 7, 5
+ q . an-1 + q . an 2 2
1 1 31
S5 = 4 + 2 + 1 + + = = 7, 75
Utilizando a formula do termo geral da PG, ou seja, an 2 4 4
= a1 . qn-1, teremos:
q . Sn = a2 + a3 + ... + an-2 + an-1 + an + a1 . qn S6 = 4 + 2 + 1 +
1 1 1 63
+ + = = 7, 875
(igualdade II) 2 4 8 8

Subtraindo-se a equação I da equação II, teremos: S7 = 4 + 2 + 1 +


1 1 1 1 127
+ + + = = 7, 9375
2 4 8 16 16
q . Sn – Sn = a1 . qn – a1 → sn . (q – 1) =
= a1 . (qn – 1) S8 = 4 + 2 + 1 +
1 1 1 1
+ + + +
1 255
= = 7, 96875
2 4 8 16 32 32
E assim: S = a1 .(q − 1)
n

1 1 1 1 1 1 511
q −1
n
S9 = 4 + 2 + 1 + + + + + + =
Se tivéssemos efetuado a subtração das equações em 2 4 8 16 32 64 64 = 7,
984375
ordem inversa, a fórmula da soma dos termos da PG ficaria:

42
MATEMÁTICA

1 1 1 1 1 1 1 1023 Solução:
S10 = 4 + 2 + 1 + + + + + + + =
= 7, 9921875 2 4 8 16 32 64 128 128

Devemos notar que a cada novo termo calculado,


na PG, o seu valor numérico cada vez mais se aproxima
de zero. Dizemos que esta é uma progressão geométrica
convergente.
Por outro lado, na serie, é cada vez menor a parcela que
se acrescenta. Desta forma, o ultimo termos da serie vai
tendendo a um valor que parece ser o limite para a série em
estudo. No exemplo numérico, estudado anteriormente,
nota-se claramente que este valor limite é o numero 8.
Bem, vamos dar a esta discussão um caráter matemático.
É claro que, para a PG ser convergente, é necessário
que cada termo seja, um valor absoluto, inferior ao anterior Temos: perímetro do 1º triangulo = 30
a ele. Assim, temos que: perímetro do 2º triangulo = 15
perímetro do 3º triangulo = 15
PG convergente → | q | < 1 2
Logo, devemos calcular a soma dos termos da PG
ou infinita 30, 15, 15 ,... na qual a1 = 30 e q =. 1
2 2
PG convergente → -1 < 1 30 30
S = a1 → s = 1− q = 1 = 60.
Resta estabelecermos o limite da serie, que é o Sn para 1−
2
quando n tende ao infinito, ou seja, estabelecermos a soma
dos infinitos termos da PG convergente. Exercícios

Vamos partir da soma dos n primeiros termos da PG: 1. Uma progressão aritmética e uma progressão geo-
métrica têm, ambas, o primeiro termo igual a 4, sendo que
Sn =
a1 .(1+ q n ) os seus terceiros termos são estritamente positivos e coin-
1− q cidem. Sabe-se ainda que o segundo termo da progressão
aritmética excede o segundo termo da progressão geomé-
Estando q entre os números -1e 1 e, sendo n um trica em 2. Então, o terceiro termo das progressões é:
expoente que tende a um valor muito grande, pois estamos a) 10
somando os infinitos termos desta PG, é fácil deduzir que qn b) 12
vai apresentando um valor cada vez mais próximo de zero. c) 14
Para valores extremamente grandes de n não constitui erro d) 16
considerar que qn é igual a zero. E, assim, teremos: e) 18

a1 2. O valor de n que torna a sequência (2 + 3n; –5n; 1 –


S= 4n) uma progressão aritmética pertence ao intervalo:
1− q a) [– 2, –1]
b) [– 1, 0]
Observação: Quando a PG é não singular (sequência c) [0, 1]
com termos não nulos) e a razão q é de tal forma que q | ≥ d) [1, 2]
1, a serie é divergente. Séries divergentes não apresentam e) [2, 3]
soma finita. 3. Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …)
obedecem a uma lei de formação. Se an, em que n pertence
Exemplos a N*, é o termo de ordem n dessa sequência, então a30 +
a55 é igual a:
- A medida do lado de um triângulo equilátero é 10. a) 58
Unindo-se os pontos médios de seus lados, obtém-se o b) 59
segundo triângulo equilátero. Unindo-se os pontos médios c) 60
dos lados deste novo triangulo equilátero, obtém-se um d) 61
terceiro, e assim por diante, indefinidamente. Calcule a e) 62
soma dos perímetros de todos esses triângulos.
4. A soma dos elementos da sequência numérica infini-
ta (3; 0,9; 0,09; 0,009; …) é:

43
MATEMÁTICA

a) 3,1 Reescrevendo (2) e (3) utilizando as fórmulas gerais dos


b) 3,9 termos de uma PA e de uma PG e (1) obtemos o seguinte
c) 3,99 sistema de equações:
d) 3, 999 4 - a3 = a1 + 2r e g3 = g1 . q2 → 4 + 2r = 4q2
e) 4 5 - a2 = a1 + r e g2 = g1 . q → 4 + r = 4q + 2

5. A soma dos vinte primeiros termos de uma progres- Expressando, a partir da equação (5), o valor de r em
são aritmética é -15. A soma do sexto termo dessa PA., com função de q e substituindo r em (4) vem:
o décimo quinto termo, vale: 5 - r = 4q + 2 – 4 → r = 4q – 2
a) 3,0 4 - 4 + 2(4q – 2) = 4q2 → 4 + 8q – 4 = 4q2 → 4q2 – 8q = 0
b) 1,0 → q(4q – 8) = 0 → q = 0 ou 4q – 8 = 0 → q = 2
c) 1,5
d) -1,5 Como g3 > 0, q não pode ser zero e então q = 2. Para
e) -3,0 obter r basta substituir q na equação (5):
r = 4q – 2 → r = 8 – 2 = 6
6. Os números que expressam os ângulos de um qua- Para concluir calculamos a3 e g3:
drilátero, estão em progressão geométrica de razão 2. Um a3 = a1 + 2r → a3 = 4 + 12 = 16
desses ângulos mede: g3 = g1.q2 → g3 = 4.4 = 16
a) 28°
b) 32° 2) Resposta “B”.
c) 36° Solução: Para que a sequência se torne uma PA de ra-
d) 48° zão r é necessário que seus três termos satisfaçam as igual-
e) 50° dades (aplicação da definição de PA):
(1) -5n = 2 + 3n + r
7. Sabe-se que S = 9 + 99 + 999 + 9999 + ... + 999...9 (2) 1 – 4n = -5n + r
onde a última parcela contém n algarismos. Nestas condi- Determinando o valor de r em (1) e substituindo em
ções, o valor de 10n+1 - 9(S + n) é: (2):
a) 1 (1) → r = -5n – 2 – 3n = -8n – 2
b) 10 (2) → 1 – 4n = -5n – 8n – 2 → 1 – 4n = -13n – 2
c) 100 → 13n – 4n = -2 – 1 → 9n = -3 → n = -3/9 = -1/3
d) -1
e) -10 Ou seja, -1 < n < 0 e, portanto, a resposta correta é a b.

8. Se a soma dos três primeiros termos de uma PG de- 3) Resposta “B”.


crescente é 39 e o seu produto é 729, então sendo a, b e c Solução: Primeiro, observe que os termos ímpares da
os três primeiros termos, pede-se calcular o valor de a2 + sequência é uma PA de razão 1 e primeiro termo 10 - (10;
b2 + c2. 11; 12; 13; …). Da mesma forma os termos pares é uma PA
de razão 1 e primeiro termo igual a 8 - (8; 9; 10; 11; …).

9. O limite da expressão   onde x Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte
é positivo, quando o número de radicais aumenta indefini- formato:
damente é igual a: (1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1
a) 1/x
b) x Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a re-
c) 2x gra geral de formação da sequência, que está intrinseca-
d) n.x mente relacionada às duas progressões da seguinte forma:
e) 1978x - Se n (índice da sucessão) é impar temos que n = 2i - 1,
ou seja, i = (n + 1)/2;
10. Quantos números inteiros existem, de 1000 a 10000, - Se n é par temos n = 2i ou i = n/2.
que não são divisíveis nem por 5 nem por 7 ? Daqui e de (1) obtemos que:
Respostas an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar
an = 8 + (n/2) - 1 se n é par
1) Resposta “D”. Logo:
Solução: a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e
Sejam (a1, a2, a3,…) a PA de r e (g1, g2, g3, …) a PG de a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37
razão q. Temos como condições iniciais:
1 - a1 = g1 = 4 E, portanto:
2 - a3 > 0, g3 > 0 e a3 = g3 a30 + a55 = 22 + 37 = 59.
3 - a2 = g2 + 2

44
MATEMÁTICA

4) Resposta “E”. Deseja-se calcular o valor de 10n+1 - 9(S + n)


Solução: Sejam S as somas dos elementos da sequên- Temos que S + n = [(10n+1  – 10) / 9] – n + n = (10n+1  –
cia e S1 a soma da PG infinita (0,9; 0,09; 0,009;…) de razão q 10) / 9
= 10 - 1 = 0,1. Assim:
S = 3 + S1 Substituindo o valor de S + n encontrado acima, fica:
Como -1 < q < 1 podemos aplicar a fórmula da soma 10n+1  – 9(S + n) = 10n+1  – 9(10n+1  – 10) / 9 = 10n+1  –
de uma PG infinita para obter S1: (10 – 10) = 10.
n+1 

S1 = 0,9/(1 - 0,1) = 0,9/0,9 = 1 → S = 3 + 1 = 4


8) Resposta “819”.
5) Resposta “D”. Solução: Sendo q a razão da PG, poderemos escrever
Solução: Aplicando a fórmula da soma dos 20 primei- a sua forma genérica: (x/q, x, xq).
ros termos da PA: Como o produto dos 3 termos vale 729, vem:
S20 = 20(a1 + a20)/2 = -15 x/q . x . xq = 729 de onde concluímos que: x3 = 729 =
Na PA finita de 20 termos, o sexto e o décimo quinto 36 = 33 . 33 = 93 , logo, x = 9.
são equidistantes dos extremos, uma vez que:
15 + 6 = 20 + 1 = 21 Portanto a PG é do tipo: 9/q, 9, 9q
E, portanto: É dado que a soma dos 3 termos vale 39, logo:
a6 + a15 = a1 + a20 9/q + 9 + 9q = 39 de onde vem: 9/q + 9q – 30 = 0

Substituindo este valor na primeira igualdade vem: Multiplicando ambos os membros por q, fica: 9 + 9q2 –
20(a6 + a15)/2 = -15 → 10(a6 + a15) = -15 → a6 + a15 = 30q = 0
-15/10 = -1,5. Dividindo por 3 e ordenando, fica: 3q2  – 10q + 3 = 0,
que é uma equação do segundo grau.
6) Resposta “D”. Resolvendo a equação do segundo grau acima encon-
Solução: Seja x o menor ângulo interno do quadrilátero traremos q = 3 ou q = 1/3.
em questão. Como os ângulos estão em Progressão Geo- Como é dito que a PG é decrescente, devemos consi-
métrica de razão 2, podemos escrever a PG de 4 termos: derar apenas o valor 
(x, 2x, 4x, 8x). q = 1/3, já que para q = 3, a PG seria crescente.
Ora, a soma dos ângulos internos de um quadrilátero
vale 360º. Portanto, a PG é: 9/q, 9, 9q, ou substituindo o valor de
q vem: 27, 9, 3.
Logo, O problema pede a soma dos quadrados, logo:
x + 2x + 4x + 8x = 360º a2 + b2 + c2 = 272 + 92 + 32 = 729 + 81 + 9 = 819.
15.x = 360º
9) Resposta “B”.
Portanto, x = 24º. Os ângulos do quadrilátero são, por- Solução: Observe que a expressão dada pode ser es-
tanto: 24º, 48º, 96º e 192º. crita como:
O problema pede um dos ângulos. Logo, alternativa D.
x1/2. x1/4 . x1/8 . x1/16 . ... = x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ...
7) Resposta “B”.
Solução: Observe que podemos escrever a soma S O expoente é a soma dos termos de uma PG infinita de
como: primeiro termo a1 = 1 /2 e razão q = 1 /2.
S = (10 – 1) + (100 – 1) + (1000 – 1) + (10000 – 1) + ...
+ (10n – 1) Logo, a soma valerá:
S = (10 – 1) + (102  – 1) + (103  – 1) + (104  – 1) + ... + S = a1 / (1 – q) = (1 /2) / 1 – (1 /2) = 1
(10n – 1) Então, x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ... = x1 = x
Como existem n parcelas, observe que o número (– 1)
é somado n vezes, resultando em n(-1) = - n. 10) Resposta “6171”.
Logo, poderemos escrever: Solução: Dados:
S = (10 + 102 + 103 + 104 + ... + 10n ) – n M(5) = 1000, 1005, ..., 9995, 10000.
Vamos calcular a soma Sn = 10 + 102 + 103 + 104 + ... + M(7) = 1001, 1008, ..., 9996.
10 , que é uma PG de primeiro termo a1 = 10, razão q = 10
n
M(35) = 1015, 1050, ... , 9975.
e último termo an = 10n. M(1) = 1, 2, ..., 10000.
Teremos: Para múltiplos de 5, temos: an = a1+ (n-1).r → 10000 =
Sn  = (an.q – a1) / (q –1) = (10n  . 10 – 10) / (10 – 1) = 1000 + (n - 1). 5 → n = 9005/5 → n = 1801.
(10 – 10) / 9
n+1 
Para múltiplos de 7, temos: an = a1+ (n-1).r → 9996 =
1001 + (n - 1). 7 → n = 9002/7 → n = 1286.
Substituindo em S, vem: Para múltiplos de 35, temos: an = a1 + (n - 1).r → 9975
S = [(10n+1 – 10) / 9] – n = 1015 + (n - 1).35 → n = 8995/35 → n = 257.

45
MATEMÁTICA

Para múltiplos de 1, temos: an = a1 = (n -1).r → 10000 2º)


= 1000 + (n - 1).1 → n = 9001. ⎡ 1 ⎤
0 1
Sabemos que os múltiplos de 35 são múltiplos comuns ⎢ ⎥
de 5 e 7, isto é, eles aparecem no conjunto dos múltiplos de ⎢ 2 3 3 ⎥ é uma matriz 3 x 3
5 e no conjunto dos múltiplos de 7 (daí adicionarmos uma 3º)
⎢⎣ 1 4 2 ⎥⎦
vez tal conjunto de múltiplos).
⎡⎣ 1 0 3 ⎤⎦
Total = M(1) - M(5) - M(7) + M(35). é uma matriz 1 x 3
Total = 9001 - 1801 - 1286 + 257 = 6171
4º)
⎡ 2 ⎤
⎢ ⎥
MATRIZES. ⎣ 0 ⎦ é uma matriz 2 x 1
O nome de uma matriz é dado utilizando letras
maiúsculas do alfabeto latino, A, por exemplo, enquanto
os elementos da matriz são indicados por letras latinas
A tabela seguinte mostra a situação das equipes no minúsculas, a mesma do nome de matriz, afetadas por dois
Campeonato Paulista de Basquete masculino. índices, que indicam a linha e a coluna que o elemento
ocupa na matriz.
Campeonato Paulista – Classificação Assim, um elemento genérico da matriz A é representado
Time Pontos por aij.
1º Tilibra/Copimax/Bauru 20 O primeiro índice, i, indica a linha que esse elemento
2º COC/Ribeirão Preto 20
ocupa na matriz, e o segundo índice, j, a coluna desse
comando.
3º Unimed/Franca 19
4º Hebraica/Blue Life 17 A = ⎡⎣ aij ⎤⎦ ← i − ésima ⋅linha
5º Uniara/Fundesport 16
6º Pinheiros 16 ↑
7º São Caetano 16
j − ésima ⋅ coluna
8º Rio Pardo/Sadia 15
9º Valtra/UBC 14
10º Unisanta 14 Exemplo
11º Leitor/Casa Branca 14 Na matriz B de ordem 2 x 3 temos:
12º Palmeiras 13 ⎡ 1 0 3 ⎤
13º Santo André 13 B=⎢ ⎥
14º Corinthians 12 ⎢⎣ 2 −1 4 ⎥⎦
São José
b11 = 1; b12 = 0; b13 = 3;
15º 12

Fonte: FPB (Federação Paulista de Basquete) b21 = 2; b22 = -1; b23 = 4


Folha de S. Paulo – 23/10/01
Observação: O elemento b23, por exemplo, lemos assim:
Observando a tabela, podemos tirar conclusões por “b dois três”
meio de comparações das informações apresentadas, por
exemplo: De uma forma geral, a matriz A, de ordem m x n, é
→ COC/Ribeirão lidera a classificação com 20 pontos representada por:
juntamente com Tilibra/Bauru ⎡ a11 a12 a13 ... a1n ⎤
→ Essa informação encontra-se na 2ª linha e 3ª coluna. ⎢ ⎥
⎢ a21 a22 a23 ... a2n ⎥
⎢ ⎥
Definições A=⎢ ⎥
Chamamos de matriz m x n (m Є N* e n Є N*) qualquer ⎢ ... a32 a33 ... a3n ⎥
tabela formada por m . n elementos (informações) dispostos ⎢ ⎥
em m linhas e n colunas ⎢⎣ am1 am 2 am 3 ... amn ⎥⎦

Exemplos Ou com a notação abreviada: A = (aij)m x n


1°)
Matrizes Especiais
⎡ 1 0 −2 3 ⎤
⎢ ⎥ Apresentamos aqui a nomenclatura de algumas
⎣ 1 1 3 2 ⎦ é uma matriz 2 x 4
matrizes especiais:

46
MATEMÁTICA

1ª. Matriz Linha Exemplos


É a matriz que possui uma única linha.
⎡ 2 0 0 ⎤
Exemplos ⎢ ⎥
1 )A = ⎢ 0 1 0 ⎥
⎢ ⎥
- A = [-1, 0] ⎢⎣ 0 0 3 ⎥⎦
- B = [1 0 0 2]

2ª. Matriz Coluna 6ª) Matriz Identidade


É a matriz que possui uma única coluna. É a matriz diagonal que apresenta todos os elementos
da diagonal principal iguais a 1.
Exemplos
⎡ 0 ⎤ Representamos a matriz identidade de ordem n por In.
⎡ 2 ⎤ ⎢ ⎥
−A = ⎢ ⎥ −B = ⎢ −1 ⎥
⎣ 1 ⎦ ⎢⎣ 3 ⎥⎦ Exemplos

⎡ 1 0 0 ⎤
3ª) Matriz Nula ⎡ 1 0 ⎤ ⎢ ⎥
É a matriz que possui todos os elementos iguais a 1 )I 2 = ⎢ ⎥ 2 )I 3 = ⎢ 0 1 0 ⎥
⎢⎣ 0 1 ⎥⎦ ⎢ ⎥
zero. ⎢⎣ 0 0 1 ⎥⎦
Exemplos
⎡ 0 0 ⎤ ⎡ 0 0 0 ⎤ Observação: Para uma matriz identidade In = (aij)n x n
1 )A = ⎢

⎥ 2 )B = ⎢


⎢⎣ 0 0 ⎥⎦ ⎢⎣ 0 0 0 ⎥⎦ 7ª. Matriz Transposta
Dada uma matriz A, chamamos de matriz transposta
de A à matriz obtida de A trocando-se “ordenadamente”,
4ª. Matriz Quadrada suas linhas por colunas. Indicamos a matriz transposta de
É a matriz que possui o número de linhas igual ao A por At.
número de linhas igual ao número de colunas.
Exemplo
Exemplos ⎡ 1 2 ⎤
⎡ 1 0 3 ⎤ ⎢ ⎥
⎡ 1 3 ⎤ A=⎢ ⎥ ,então At =⎢ 0 1 ⎥
1 )A = ⎢ ⎥ ⎢⎣ 2 1 4 ⎥⎦ ⎢ ⎥
⎢⎣ 2 −1 ⎥⎦ É a matriz quadrada de ordem 2. ⎢⎣ 3 4 ⎥⎦

Observações: Quando uma matriz não é quadrada, ela


Observação: Se uma matriz A é de ordem m x n, a
é chamada de retangular.
matriz At, transposta de A, é de ordem n x m.
Dada uma matriz quadrada de ordem n, chamamos de
diagonal principal da matriz ao conjunto dos elementos
Igualdade de Matrizes
que possuem índices iguais.
Exemplo
Sendo A e B duas matriz de mesma ordem, dizemos
{a11, a22, a33, a44} é a diagonal principal da matriz A.
que um elemento de matriz A é correspondente a um
3ª) Dada a matriz quadrada de ordem n, chamamos de elemento de B quando eles ocupam a mesma posição nas
diagonal secundária da matriz ao conjunto dos elementos respectivas matrizes.
que possuem a soma dos dois índices igual a n + 1.
Exemplo
Exemplo
{a14, a23, a32, a41} é a diagonal secundária da matriz A. Sendo A e B duas matrizes de ordem 2 x 2,
⎡ a11 a12 ⎤ ⎡ b11 b12 ⎤
5ª. Matriz Diagonal A=⎢ ⎥ e B= ⎢ ⎥
É a matriz quadrada que apresenta todos os elementos, ⎢ a a ⎥ ⎢ b b ⎥
não pertencentes à diagonal principal, iguais a zero. ⎣ 21 22 ⎦ ⎣ 21 22 ⎦

São elementos correspondentes de A e B, os pares:


a11 e b11; a12 e b12; a21 e b21; a22 e b22.

47
MATEMÁTICA

Definição Exemplo
Duas matrizes A e B são iguais se, e somente se, têm a
mesma ordem e os elementos correspondentes são iguais. Sendo:
Indica-se:
A=B ⎡ 3 2 ⎤ ⎡ 4 5 ⎤
Então: A=⎢ ⎥ e B=⎢ ⎥
⎢⎣ 1 −2 ⎥⎦ ⎢⎣ −2 1 ⎥⎦ , então
A = (aij)n x n e B = (bij)p x q
⎡ ⎤ ⎡ 4 5 ⎤
Observações: Dada uma matriz A = (aij)m x n , dizemos
3 2
A− B= ⎢ ⎥−⎢ ⎥
que uma matriz B = (bij)m x n é oposta de A quando bij = -aij ⎢⎣ 1 −2 ⎥⎦ ⎢⎣ −2 1 ⎥⎦
para todo i, Ī ≤ i ≤ m, e todo j, Ī ≤ j ≤ n. ⎡ 3 2 ⎤ ⎡ −4 −5 ⎤
A− B= ⎢ ⎥+⎢ ⎥
Indicamos que B = -A. ⎢⎣ 1 −2 ⎥⎦ ⎢⎣ 2 −1 ⎥⎦

Exemplo
⎡ 3 −1 ⎤ ⎡ −3 1 ⎤ ⎡ −1 −3 ⎤
A=⎢ ⎥ ⇒ B= ⎢ ⎥ A− B= ⎢ ⎥
⎢⎣ 2 4 ⎥⎦ ⎢⎣ −2 −4 ⎥⎦ ⎢⎣ 3 −3 ⎥⎦

- Dizemos que uma matriz quadrada A = (aij)m x n é Observação: Na prática, para obtermos a subtração de
simétrica quando aij = aji para todo i, Ī ≤ i ≤ m, e todo j, Ī ≤ matrizes de mesma ordem, basta subtrairmos os elementos
j ≤ n. Isto é, A = At. correspondentes.
- Dizemos que uma matriz quadrada A = (aij)m x n é anti-
simétrica quando aij = -aij para todo i, Ī ≤ i ≤ m, e todo j, Ī ≤ Multiplicação de Matrizes por um Número Real
j ≤ n. Isto é, A é anti-simétrica quando At = -A.
Definição
Adição e Subtração de Matrizes Consideremos uma matriz A, de ordem m x n, e um
número real. O produto de por A é uma matriz B, de ordem
Definição m x n, obtida quando multiplicamos cada elemento de A
Dadas duas matrizes A e B, de mesma ordem m x n, por.
denominamos soma da matriz A com a matriz B à matriz Indicamos:
C, de ordem m x n, cujos elementos são obtidos quando
somamos os elementos correspondentes das matrizes A e B= α . A
B. Indicamos:
C=A+B Exemplo

Assim: Sendo:
⎡ 1 3 4 ⎤ ⎡ 2 1 1 ⎤ ⎡ 3 4 5 ⎤
⎢ ⎥+⎢ ⎥=⎢ ⎥ ⎡ 1 3 ⎤
⎢⎣ 2 1 −2 ⎥⎦ ⎢⎣ 3 2 3 ⎥⎦ ⎢⎣ 5 3 1 ⎥⎦ A=⎢ ⎥
⎢⎣ 2 5 ⎥⎦ , temos

Propriedades da Adição ⎡ 2.1 2.3 ⎤ ⎡ 2 6 ⎤


2 . A =⎢ ⎥=⎢ ⎥
Sendo A, B e C matrizes m x n e O a matriz nula m s n, ⎢⎣ 2.2 2.5 ⎥⎦ ⎢⎣ 4 10 ⎥⎦
valem as seguintes propriedades.
- A + B = B + A (comutativa) Matrizes – Produtos
- (A + B) + C = A + (B + C) (associativa)
- A + O = O + A = A (elemento neutro) Multiplicação de Matrizes
- A + (-A) = (-A) + A = O (elemento oposto)
O produto (linha por coluna) de uma matriz A = (aij)
- (A + B)t = At + Bt
m x p
por uma matriz B = (bij)p x n é uma matriz C = (cij)m x
, de modo que cada elemento cij é obtido multiplicando-
Definição n
se ordenadamente os elementos da linha i de A pelos
Consideremos duas matrizes A e B, ambas de mesma
elementos da coluna j de B, e somando-se os produtos
ordem m x n. Chamamos de diferença entre A e B (indicamos
assim obtidos. Indicamos:
com A – B) a soma de A com a oposta de B.
A – B = A + (B) B= α . A

48
MATEMÁTICA

Da definição, decorre que: Como A.B=B.A=12, a matriz B é a inversa de A, isto é,


- Só existe o produto de uma matriz A por uma matriz B=A-1.
B se o número de colunas de A é igual ao número de
linhas de B. Observação: É bom observarmos que, de acordo com a
- A matriz C, produto de Am x p por BP x n, é do tipo m x n. definição, a matriz A também é a inversa de B, isto é, A=B-1,
ou seja, A=(A-1)-1.
Propriedades 3 1
Sendo A uma matriz de ordem m x n, B e C matrizes - Encontre a matriz inversa da matriz A=   , se existir.
convenientes e, são válidas as seguintes propriedades. 2 1
- ( A . B) . C = A . (B . C) (associativa) Resolução
- C . (A + B) = C . A + C . B (distributiva pela esquerda) a b 
- (A + B) . C = A . C + B (distributiva pela direita) Supondo que B=   é a matriz inversa de A, temos:
c d 
- A . In = Im . A = A (elemento neutro)
- (α . A) . B = A . (α . B ) = . (A . B) 3 1 a b  1 0
- A . On x p = Om x p e Op x m . A = Op x n A.B=  . =
2 1 c d  0 1
- (A . B)t = Bt . At
3a + c 3b + d  1 0
Observação: Para a multiplicação de matrizes não vale 2a + c 2b + d  = 0 1
a propriedade comutativa (A . B ≠ B . A). Esta propriedade    
só é verdadeira em situações especiais, quando dizemos
que as matrizes são comutáveis. Assim:
3a + c = 1 e 3b + d = 0
Devemos levar em consideração os fatos seguintes:  
1º) (A + B) ≠ A2 + 2AB + B2, pois (A + B)2 = (A + B)(A+B) 2a + c = 0 2b + d = 1
+ A2 + AB + BA + B2
2º) (A . B)t ≠ At . Bt, pois, pela 7ª propriedade, devemos Resolvendo os sistemas, encontramos:
ter (A . B)t = Bt . At A=1,b=-1,c=-2 e d=3
1 −1
Matriz Inversa Assim, B=  
− 2 3
No conjunto dos números reais, para todo a ≠ 0, existe
um número b, denominado inverso de a, satisfazendo a Por outro lado:
condição:  1 − 1  3 1 1 0
B.A=  . = 
a.b=b.a=1 − 2 3 2 1 0 1
1
Normalmente indicamos o inverso de a por a ou a-1. Portanto, a matriz A é inversível e sua inversa é a matriz:
Analogamente para as matrizes temos o seguinte: 1 −1
B=A-1=  
− 2 3
Definição
Uma matriz A, quadrada de ordem n, diz-se inversível
se, e somente se, existir uma matriz B, quadrada de ordem Observação: Quando uma matriz é inversível, dizemos
n, tal que: que ela é uma matriz não-singular; caso a matriz não seja
A.B=B.A=In inversível, dizemos que ela é uma matriz singular.
A matriz B é denominada inversa de A e indicada por
A-1. Propriedades
Sendo A e B matrizes quadradas de ordem n e
Exemplos inversíveis, temos as seguintes propriedades:
4 − 3
- Verifique que a matriz B=  - (A-1)-1=A
 é a inversa da matriz
A=  
1 3 − 1 1  - (A-1)t= At)-1
1 4  - (A.B)-1=B-1..A-1
 
- Dada A, se existir A-1, então A-1 é única.
Resolução
Exemplo
1 3 4 − 3 1 0 Sendo A, B e X matrizes inversíveis de ordem n, isolar
A.B=   .   =
1 4  − 1 1  0 1 X em (X.A)-1‑=B.

B.A= 4 − 3 . 1 3 = 1 0
− 1 1  1 4  0 1
    

49
MATEMÁTICA

Resolução Chamamos de determinante dessa matriz o número:


(X.A)-1=B­⇒ A-1.X-1=B
⎡ a11 a12 ⎤
Multiplicando os dois membros à esquerda por A, det A = ⎢ ⎥=a . a −a . a
⎢ a ⎥ 11 22 21 12

encontramos: a
⎣ 21 22 ⎦
A.A-1.X-1=A.B
Como A.A-1=In, então:
Para facilitar a memorização desse número, podemos
In.X-1=A.B
dizer que o determinante é a diferença entre o produto dos
Como In é elemento neutro na multiplicação de
matrizes, temos: elementos da diagonal principal e o produto dos elemen-
X-1=A.B tos da diagonal secundária. Esquematicamente:
Elevando os dois membros da igualdade, ao expoente ⎡ a11 a12 ⎤
-1, temos: det A = ⎢ ⎥=a . a −a . a
(X-1)-1=(A.B)-1 ⎢ a a ⎥ 11 22 21 12

⎣ 21 22 ⎦
Assim, X=(A.B)-1, ou então X=B-1.A-1
O sistema obtido está escalonado e é do 2º Exemplos
1 2
- A=  
DETERMINANTES. 5 3
det A=1.3-5.2=-7

Determinantes 2 − 1
- B=  
2 3 
Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por
matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e Seki det B=2.3-2.(-1)=8
Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para deter-
minar as soluções de um “Sistema linear”, assunto que es- Determinante de uma Matriz de Ordem 3
tudaremos a seguir.
Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada Seja a matriz quadrada de ordem 3:
A, um único número real que denominamos determinante ⎡ a11 a12 a13 ⎤
de A e que indicamos por det A ou colocamos os elementos ⎢ ⎥
da matriz A entre duas barras verticais, como no exemplo A = ⎢ a21 a22 a23 ⎥
⎢ ⎥
abaixo: ⎢ ⎥
1 2  12 ⎢⎣ a31 a32 a33 ⎥⎦
A=   → det A=
4 5 45
Chamamos determinante dessa matriz o numero:
Definições
Determinante de uma Matriz de Ordem 1
Seja a matriz quadrada de ordem 1: A=[a11]
Chamamos determinante dessa matriz o número:
det A=[ a11]= a11

Exemplos detA= a11 a22 a33+ a12 a23 a31+a32 a21 a13-a31 a22 a13+
1º) A=[-2] → det A= -2 -a12 a21 a33-a32 a23 a11
2º) B=[5] → det B=5
3º) C=[0] → det C=0 Para memorizarmos a definição de determinante de
ordem 3, usamos a regra prática denominada Regra de
Determinante de uma Matriz de ordem 2 Sarrus:

Seja a matriz quadrada de ordem 2: 1º) Repetimos a 1º e a 2º colunas às direita da matriz.


a11 a12 a13 a11 a12
⎡ a11 a12 ⎤ a21 a22 a23 a21 a22
A=⎢ ⎥ a31 a32 a33 a31 a32
⎢ a a ⎥
⎣ 21 22 ⎦

50
MATEMÁTICA

2º) Multiplicando os termos entre si, seguindo os traços Propriedade 3: Sendo B uma matriz que obtemos de
em diagonal e associando o sinal indicado dos produtos, uma matriz quadrada A, quando multiplicamos uma de sua
temos: filas (linha ou coluna) por uma constante k, então detB =
k.detA

Consequência da Propriedade 3: Ao calcularmos um


determinante, podemos “colocar em evidência”um “fator
comum” de uma fila (linha ou coluna).

Exemplo
detA= a11 a22 a33+ a12 a23 a31+a13 a21 a32-a13 a22 a31+
-a11 a23 a32-a12 a21 a33 ka kb ⎡ a b ⎤
= k. ⎢ ⎥
c d ⎢⎣ c d ⎥⎦
Observação: A regra de Sarrus também pode ser
utilizada repetindo a 1º e 2º linhas, ao invés de repetirmos - Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, a matriz
a 1º e 2º colunas. k. A é obtida multiplicando todos os elementos de A por
k, então:
Determinantes – Propriedades - I
Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que det(k.A)=kn.detA
visam a simplificar o cálculo dos determinantes:
Exemplo
Propriedade 1: O determinante de uma matriz A é ⎡ a b c ⎤ ⎡ ka kb kc ⎤
igual ao de sua transposta At. ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
A = ⎢ d e f ⎥ ⇒ k.A = ⎢ kd ke kf ⎥
Exemplo ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
a c  ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
a b  ⎢⎣ g h i ⎦⎥ ⎢⎣ kg kh ki ⎥⎦
A=   ⇒ A =
t  
c d  b d 
⎡ ka kb kc ⎤ ⎡ a b c ⎤
det A = ad − bc  ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
 ⇒ det A = det A det(k.A) = kd ke kf = k.k.k d e f ⎥
⎢ ⎥ ⎢
t

det At = ad − bc  ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢⎣ kg kh ki ⎥⎦ ⎢⎣ g h i ⎦⎥
Propriedade 2: Se B é a matriz que se obtém de uma
matriz quadrada A, quando trocamos entre si a posição de Assim:
duas filas paralelas, então: det(k.A)=k3.detA
detB = -detA
Propriedade 4: Se A, B e C são matrizes quadradas de
Exemplo mesma ordem, tais que os elementos correspondentes de
A, B e C são iguais entre si, exceto os de uma fila, em que
os elementos de C são iguais às somas dos seus elementos
a b c d
A=  e B=  correspondentes de A e B, então.
c

d a b 
detC = detA + detB
B foi obtida trocando-se a 1º pela 2º linha de A.
detA=ad-bc Exemplos:
detB=BC-ad=-(ad-bc)=-detA
+ r
Assim,
a b x a b r a b x
detB=-detA c d y + c d s = c d y + s
Consequência da Propriedade 2: Uma matriz A que e f z e f z e f z + t
possui duas filas paralelas “iguais”tem determinante igual
a zero.
Justificativa: A matriz que obtemos de A, quando Propriedades dos Determinantes
trocamos entre si as duas filas (linha ou coluna “iguais”,
é igual a A. Assim, de acordo com a propriedade 2, Propriedades 5 (Teorema de Jacobi)
escrevemos que detA = -detA O determinante não se altera, quando adicionamos
Assim: detA = 0 uma fila qualquer com outra fila paralela multiplicada por
um número.

51
MATEMÁTICA

Exemplo Exemplo

Exemplo
abc 1 2 8
Considere o determinante detA= d e f SejaD = 3 2 12
g hi
4 −1 05
Somando a 3ª coluna com a 1ª multiplicada por m,
teremos:
Observe que cada elemento de 3ª coluna é igual à
a b c + ma a b c a b ma 1ª coluna multiplicada por 2 somada com a 2ª coluna
multiplicada por 3.
d e f + md (P4) d e f + d e md
8 = 2(1) + 3(2) = 2 + 6
g h i + mg g h i g h mg 12 = 2(3) + 3(2) = 6 + 6
5 = 2(4) + 3(-1) = 8 - 3
Portanto, pela consequência da propriedade 5, D = 0
a b c + ma a b a Use a regra de Sarrus e verifique.
d e f + md = det A + m d e d Propriedade 6 (Teorema de Binet)
Sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem,
g h i + mg g h g então:
det(A.B) = detA . detB
Igual a zero Exemplo
a b c + ma 1 2 
A=   ⇒ detA=3
d e f + md = det A  0 3
 4 3
g h i + mg B=   ⇒ detB=-2
2 1

Exemplo 8 5 
A.B=   ⇒ det(A.B)=-6
 6 3
Vamos calcular o determinante D abaixo. Logo, det(AB)=detA. detB

Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e n ∈


N*, temos:
det(An) = (detA)n
D=8+0+0-60-0-0=-52 Sendo A uma matriz inversível, temos:
1
Em seguida, vamos multiplicar a 1ª coluna por 2, detA-1=
somar com a 3ª coluna e calcular: det A
Justificativa: Seja A matriz inversível.
A-1.A=I
det(A-1.A)=det I
detA-1.detA=det I
1
detA-1=
det A
D1=48+0+0-100-0-0=-52 Uma vez que det I=1, onde i é a matriz identidade.
Observe que D1=D, de acordo com a propriedade. Determinantes – Teorema de Laplace
Menor complementar e Co-fator
Dada uma matriz quadrada A=(aij­)nxn (n ≥ 2), chamamos
Consequência menor complementar do elemento aij e indicamos por Mij
o determinante da matriz quadrada de ordem n-1, que se
Quando uma fila de um determinante é igual à soma obtém suprimindo a linha i e a coluna j da matriz A.
de múltiplos de filas paralelas (combinação linear de filas Exemplo
paralelas), o determinante é igual a zero.
1 2 3 
4 1 0 
Sendo A=   , temos:
2 1 2

52
MATEMÁTICA

1 0 3 2
M11= =2 A31=(-1)3+1. =-3
1 2 0 −1

1 2
M12= 4 0 =8 A32=(-1)3+2. =3
2 2 1 −1

M13= 4 1 =2 A33=(-1)3+3.
1 3
=-3
2 1 1 0
Assim:
Chamamos co-fatorn do elemento aij e indicamos com
Aij o número (-1)i+j.Mij, em que Mij é o menor complementar ⎡ 2 −5 2 ⎤ ⎡ 2 1 −3 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
de aij. cofA = ⎢ 1 −7 10 ⎥ e adjA = ⎢ −5 −7 3 ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
Exemplo ⎢⎣ −3 3 −3 ⎥⎦ ⎢⎣ 2 10 −3 ⎥⎦
 3 −1 4
Sendo A  2 1 3  , temos: Determinante de uma Matriz de Ordem n
− 1 3 0
1 3 Definição.
A11=(-1)1+1.M11=(-1)2. =-9 Vimos até aqui a definição de determinante para
matrizes quadradas de ordem 1, 2 e 3.
3 0
2 3 Seja A uma matriz quadrada de ordem n.
A12=(-1)1+2.M12=(-1)3. − 1 0 =-3
Então:
3 −1 - Para n = 1
A33=(-1)3+3.M33=(-1)6. =5 A=[a11] ⇒ det A=a­11
2 1

Dada uma matriz A=(aij)nxm, com n ≥ 2, chamamos ma-


- Para n ≥ 2:
triz co-fatora de A a matriz cujos elementos são os co-fa-
tores dos elementos de A; indicamos a matriz co-fatora por
cof A. A transposta da matriz co-fatora de A é chamada de
matriz adjunta de A, que indicamos por adj. A. a11 a12 .... a1n 
a 
 21 a2 ... a2 n
n
 ⇒ det A = a . A
Exemplo A= .......................  ∑
j =1
1j 1j

 1 3 2  
Sendo A=  1 0 − 1 , temos: an1 an 2 ... an 
 
 4 2 1 
ou seja:
0 −1 detA = a11.A11+a12.A12+…+a1n.A1n
A11=(-1)1+1. =2
2 1
Então, o determinante de uma matriz quadrada de
1 −1 ordem n, n ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos da
A12=(-1)1+2. 4 1 =-5 primeira linha da matriz pelos respectivos co-fatores.

Exemplos
1 0 ⎡ a11 a12 ⎤
A13=(-1)1+3. =2 1º) Sendo A = ⎢ ⎥ , temos:
4 2 ⎢ a a ⎥
⎣ 21 22 ⎦
3 2
A21=(-1)2+1. =1 detA=a11.A11+a12.A12, onde:
2 1 A11=(-1)1+1.|a22|=a22
1 2 A12=(-1)1+2.|a21|=a21
A22=(-1)2+2.
4 1 =-7
Assim:
1 3 detA=a11.a22+a12.(-a21)
A23=(-1)2+3. =10 detA=a11.a22-a21.a12
4 2

53
MATEMÁTICA

Nota: Observamos que esse valor coincide com a - A aplicação sucessiva e conveniente do teorema
definição vista anteriormente. de Jacobi pode facilitar o cálculo do determinante pelo
teorema de Laplace.
⎡ 3 0 ⎤ 0 0
⎢ ⎥ Exemplo  1 2 3 1
⎢ 1 2 3 2 ⎥  0 −1 1 
− Sendo A = ⎢ ⎥ ,temos : Calcule det A sendo A= 
2
⎢ 23 5 4 3 ⎥ −2 3 1 2
⎢ ⎥  
 3 4 6 3
⎢⎣ −9 3 0 2 ⎥⎦
A 1ª coluna ou 2ª linha tem a maior quantidade de
zeros. Nos dois casos, se aplicarmos o teorema de Laplace,
det A = 3.A11 + 0.A12 + 0.A13 + 0.A14 calcularemos ainda três co-fatores.
 
zero
Para facilitar, vamos “fazer aparecer zero”em A31=-2 e
 2 3 2 A41=3 multiplicando a 1ª linha por 2 e somando com a 3ª e
A11=(-1)1+1. 1 4 3 =-11 multiplicando a 1ª linha por -3 e somando com a 4ª linha;
  fazendo isso, teremos:
3 0 2 
 1 2 3 1
Assim:  0 −1 2 1 
A=  
detA=3.(-11) ⇒ det A = -33  0 7 7 4
 
 0 − 2 − 3 0
Nota: Observamos que quanto mais “zeros”
aparecerem na primeira linha, mais o cálculo é facilitado. Agora, aplicamos o teorema de Laplace na 1ª coluna:

Teorema de Laplace  −1 2 1   −1 2 1
 4  =  7
Seja A uma matriz quadrada de ordem n, n ⇒ 2, seu detA=1.(-1)1+1.  7 7
 7 4 
determinante é a soma dos produtos dos elementos de  − 2 − 3 0  − 2 − 3 0
uma fila (linha ou coluna) qualquer pelos respectivos co-
fatores. Aplicamos a regra de Sarrus,

Exemplo
5 0 1 2
3 2 1 0 
Sendo A= 
4 1 0 0
 
3−2 2
Devemos escolher a04ª coluna para a aplicação do det A=(0-16-21)-(-14+12+0)
teorema de Laplace, pois, neste caso, teremos que calcular detA=0-16-21+14-12-0=-49+14
apenas um co-fator. detA=-35

Assim: Uma aplicação do Teorema de Laplace


detA=2.A14+0.A24+0.A34+0.A44 Sendo A uma matriz triangular, o seu determinante é
o produto dos elementos da diagonal principal; podemos
3 2 1 verificar isso desenvolvendo o determinante de A através
A14=(-1)1+4 4 1 0  =+21 da 1ª coluna, se ela for triangular superior, e através da 1ª
  linha, se ela for triangular superior, e através da 1ª linha, se
3 − 2 2 
ela for triangular inferior.
detA=2.21=42
Assim:
Observações Importantes: No cálculo do determinante 1ª) A é triangular superior
de uma matriz de ordem n, recaímos em determinantes de
matrizes de ordem n-1, e no cálculo destes, recaímos em a11 a12 a13 .... a1n 
determinantes de ordem n-2, e assim sucessivamente, até 0 a22 a23 ... a2 n 

recairmos em determinantes de matrizes de ordem 3, que
calculamos com a regra de Sarrus, por exemplo. A= 0 0 a33 ... a3n 
 
 ...
... ... ... ... 
- O cálculo de um determinante fica mais simples,  0
 0 0 ... ann 
quando escolhemos uma fila com a maior quantidade de detA=a11.a22.a33. ... .ann
zeros.

54
MATEMÁTICA

2ª) A é triangular inferior Exemplo


Calcule o determinante:
a11 a12 a13 .... a1n 
 
a a22 0 ... a2 n  1 2 4
A=  21
a31 a32 a33 ... a3n  det A = 1 4 16
 
 ... ... ... ... ... 
1 7 49
a 
 n1 an 2 an 3 ... ann 
Sabemos que detA=detAt, então:
detA=a11.a22.a33. ... .ann
1 1 1
 1 0 0 0 det At = 2 4 7

 0 1 0 0 
1 16 49
In=  0 0 1 0
 
  Que é um determinante de Vandermonde de ordem
 1
3, então:
0 0 0
detA=(4-2).(7-2).(7-4)=2.5.3=30
det/n=1
Exercícios

Determinante de Vandermonde e Regra de Chió 1. Escreva a matriz A = (aij)2 x 3 tal que aij = 2i + j.
Uma determinante de ordem n ≥ 2 é chamada 2. Obtenha o valor de x e y sabendo que a matriz A
determinante de Vandermonde ou determinante das
= é nula.
potências se, e somente se, na 1ª linha (coluna) os
elementos forem todos iguais a 1; na 2ª, números
quaisquer; na 3ª, os seus quadrados; na 4ª, os seus cubos e
assim sucessivamente. 3. Calcule a soma dos elementos da diagonal
principal com os elementos da diagonal secundária da
Exemplos matriz .
1º) Determinante de Vandermonde de ordem 3

1 1 1 4. Calcule o valor a e b, sabendo que =


a b c
a 2 b2 c2

5. Sabendo que a matriz A = é


2º) Determinante de Vandermonde de ordem 4 matriz diagonal, calcule x, y e z.
1 1 1 1
a b c d 6. Sabendo que I2 = calcule x e y.
2 2 2 2
a b c d
7. Escreva a matriz oposta de A = (aij) 2x 2 sabendo que
a 3 b3 c3 d 3 aij = i + j.

Os elementos da 2ª linha são denominados elementos 8. Escreva a matriz transposta A = (aij)3 x 3 dada por
característicos. aij = i – 2j.

Propriedade 9. Dada a matriz A = calcule o valor de a


para que A seja simétrica.
Um determinante de Vandermonde é igual ao produto
de todas as diferenças que se obtêm subtraindo-se de 10. Calcule A + B sabendo que A = e
cada um dos elementos característicos os elementos
precedentes, independente da ordem do determinante. B=

55
MATEMÁTICA

Respostas 8) Solução:
⎡ a11 a12 a13 ⎤
1) Solução: Sendo a matriz A do tipo 2 x 3, temos: ⎢ ⎥
A = ⎢ a 21 a22 a23 ⎥
⎡ a11 a12 a13 ⎤ ⎢ ⎥
⎢ ⎥
A=⎢ ⎥
⎢⎣ a31 a32 a33 ⎥⎦
⎢ a a a23 ⎥
⎣ 21 22 ⎦
a11 = 1 – 2 . 1 = -1
a12 = 1 – 2 . 2 = -3
a11 = 2 . 1 + 1 = 3 a13 = 1 – 2 . 3 = -5
a12 = 2 . 1 + 2 = 4 a21 = 2 – 2 . 1 = 0
a13 = 2 . 1 + 3 = 5 a22 = 2 – 2 . 2 = -2
a21 = 2 . 2 + 1 = 5 a23 = 2 – 2 . 3 = -4
a22 = 2 . 2 + 2 = 6 a31 = 3 – 2 . 1 = 1
a23 = 2 . 2 + 3 = 7 a32 = 3 – 2 . 2 = -1
a33 = 3 – 2 . 3 = -3
Portanto, A = ⎡ −1 −3 −5 ⎤ ⎡ −1 0 1 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
Portanto, A = ⎢ 0 −2 −4 ⎥ e At = ⎢ −3 −2 −1 ⎥
2) Solução: Como a matriz A é nula, então todos os . ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
seus elementos são nulos. Logo: ⎢⎣ 1 −1 −3 ⎥⎦ ⎢⎣ −5 −4 −3 ⎥⎦

x + 1 = 0 → x = -1
y – 2 = 0 → y = -2 9) Solução: A matriz A será simétrica se At = A.

3) Solução: Os elementos da diagonal principal são 1, 5 At = .


e 9; logo, 1 + 5 + 9 = 15.
Os elementos da diagonal secundária são 3, 5 e 7; logo,
3 + 5 + 7 = 15. Então devemos ter → a² = 4
Portanto, a soma procurada é 15 + 15, ou seja, 30.
Portanto, a = 2 ou a = -2.
4) Solução: Como as matrizes são iguais, devemos ter: 10) Solução:
a+4=5→a=1
b² = 4 → b = 2 ou b = -2 ⎡ 1 0 3 ⎤ ⎡ −1 1 2 ⎤
A+ B= ⎢ ⎥+⎢ ⎥
⎢⎣ −2 4 2 ⎥⎦ ⎢⎣ 3 −2 5 ⎥⎦
5) Solução: Como a matriz A é matriz diagonal,
devemos ter: ⎡ 1+ ( −1) 0 + 1 3 + 2 ⎤ ⎡ 0 1 5 ⎤
x + 2 = 0 → x = -2 =⎢ ⎥=⎢ ⎥
y–1=0→y=1 ⎢ ⎥ ⎢ 1 2 7 ⎥
⎢⎣ −2 + 3 4 + (−2) 2 + 5 ⎥⎦ ⎣ ⎦
z – 4 = 0 → z = 4.

Portanto, x = -2, y = 1 e z = 4.
SISTEMAS LINEARES; TRIGONOMETRIA.
6) Solução:

Como I2 = , devemos ter x – y = 1 e x + y = 0.


Resolvendo o sistema encontramos x = Sistema Linear
O estudo dos sistemas de equações lineares é de
7) Solução: fundamental importância em Matemática e nas ciências em
⎡ a11 a12 ⎤ geral. Você provavelmente já resolveu sistemas do primeiro
⎥ → a11 = 1 + 1 = 2, a12 = 1 + 2 = 3, a21 = grau, mais precisamente aqueles com duas equações e
A=⎢
⎢ a a ⎥ duas incógnitas.
⎣ 21 22 ⎦ Vamos ampliar esse conhecimento desenvolvendo
= 2 + 1 = 3, a22 = 2 + 2 = 4.
métodos que permitam resolver, quando possível, sistemas
de equações do primeiro grau com qualquer número de
⎡ 2 3 ⎤ ⎡ −2 −3 ⎤ equações e incógnitas. Esses métodos nos permitirão não
Logo, A = ⎢ ⎥e − A = ⎢ ⎥ só resolver sistemas, mas também classificá-los quanto ao
⎢⎣ 3 4 ⎥⎦ ⎢⎣ −3 −4 ⎥⎦ número de soluções.

56
MATEMÁTICA

Equações Lineares
Equação linear é toda equação do tipo a1x1 + a2x2 +
a3x3+...anxn = b, onde a1, a2, a3,.., an e b são números reais e
x1, x2, x3,.., xn são as incógnitas.
Os números reais a1, a2, a3,.., an são chamados de
coeficientes e b é o termo independente.

Exemplos

- São equações lineares: Equação Linear Homogênea


x1 - 5x2 + 3x3 = 3 Uma equação linear é chamada homogênea quando o
2x – y + 2z = 1 seu termo independente for nulo.
0x + 0y + 0z = 2
0x + 0y + 0z = 0 Exemplo
2x1 + 3x2 - 4x3 + 5x4 - x5 = 0
- Não são equações lineares:
x3-2y+z = 3 Observação: Toda equação homogênea admite como
(x3 é o impedimento) solução o conjunto ordenado de “zeros” que chamamos
2x1 – 3x1x2 + x3 = -1 solução nula ou solução trivial.
(-3x1x2 é o impedimento)
Exemplo
2x1 – 3 3 + x3 = 0 (0, 0, 0) é solução de 3x + y - z – 0
x2
( 3 é o impedimento) Equações Lineares Especiais
x2
Dada a equação:
Observação: Uma equação é linear quando os a1x1 + a2x2 +a3x3+...anxn = b, temos:
expoentes das incógnitas forem iguais a l e em cada termo
da equação existir uma única incógnita. - Se a1 = a2 = a3 =...= na = b = 0, ficamos com:
0x1 + 0x2 +0x3 +...+0xn, e, neste caso, qualquer
Solução de ama Equação Linear
seqüências (α1, α2, α3,..., αn) será solução da equação dada.
Uma solução de uma equação linear a1xl +a2x2 +a3x3+...
- Se a1 = a2 = a3 =... = an = 0 e b ≠ 0, ficamos com:
anxn = b, é um conjunto ordenado de números reais α1, α2,
0x1 +0x2 + 0x3 +...+0xn= b ≠0, e, neste caso, não existe
α3,..., αn para o qual a sentença a1{α1) + a2{αa2) + a3(α3) +...
seqüências de reais (α1, α2, α3,...,αn) que seja solução da
+ an(αn) = b é verdadeira.
equação dada.
Exemplos
Sistema Linear 2 x 2
- A terna (2, 3, 1) é solução da equação:
x1 – 2x2 + 3x3 = -1 pois: Chamamos de sistema linear 2 x 2 o conjunto de
(2) – 2.((3) + 3.(1) = -1 equações lineares a duas incógnitas, consideradas
- A quadra (5, 2, 7, 4) é solução da equação: simultaneamente.
0x1 - 0x2 + 0x3 + 0x4 = 0 pois: Todo sistema linear 2 x 2 admite a forma geral abaixo:
0.(5) + 0.(2) + 0.(7) + 0.(4) = 0 a1 x + b1 y = c1

Conjunto Solução a2 + b2 y = c2
Chamamos de conjunto solução de uma equação linear
o conjunto formado por todas as suas soluções. Um par (α1, α2) é solução do sistema linear 2 x 2 se, e
somente se, for solução das duas equações do sistema.
Observação: Em uma equação linear com 2 incógnitas,
o conjunto solução pode ser representado graficamente Exemplo
pelos pontos de uma reta do plano cartesiano. (3, 4) é solução do sistema
⎧ x − y = −1
Assim, por exemplo, na equação ⎨
2x + y = 2 ⎩2x + y = 10

Algumas soluções são (1, 0), (2, -2), (3, -4), (4, -6), (0, 2), pois é solução de suas 2 equações:
(-1,4), etc. (3)-(4) = -l e 2.(3) + (4) = 10
Representando todos os pares ordenados que são
soluções da equação dada, temos:

57
MATEMÁTICA

Resolução de um Sistema 2 x 2
 8 − 2x 
Resolver um sistema linear 2 x 2 significa obter o - 4 x - 6 .  3/ 
 =-16 →-4x-2(8-2x)=-16
conjunto solução do sistema.
Os dois métodos mais utilizados para a resolução de -4x-16+4x=-16→-16=-16
um sistema linear 2x2 são o método da substituição e o - 16= -16 é uma igualdade verdadeira e existem infinitos
método da adição. pares ordenados que são soluções do sistema.
Para exemplificar, vamos resolver o sistema 2 x 2 abaixo 5   8
usando os dois métodos citados. Entre outros, (1, 2), (4, 0),  ,1 e  0,  são soluções do
 2   3
sistema.
2x + 3y = 8 Sendo a, um número real qualquer, dizemos que
 ⎛ 8 − 2α ⎞ é solução do sistema.
x - y = - 1 α,
⎜⎝ ⎟⎠
3
1. Método da Substituição:
(Obtemos 8 − 2α substituindo x =α na equação (I)).
2x + 3y = 8 (I) 3

x - y = - 1 (II)
Sistema Linear 2 x 2 com nenhuma solução
Da equação (II), obtemos x = y -1, que substituímos na Quando duas equações lineares têm os mesmos
equação (I) coeficientes, porém os termos independentes são
2(y- 1) +3y = 8  5y = 10  y = 2 diferentes, dizemos que não existe solução comum para as
duas equações, pois substituindo uma na outra, obtemos
Fazendo y = 2 na equação (I), por exemplo, obtemos: uma igualdade sempre falsa.
Assim: S = {(1,2)} Exemplo
2x+3y=6(I) e 2x+3y=5(II)
2. Método da Adição:
2x + 3y = 8 (I) Substituindo 2x+3y da equação (I) na equação (II)
 obtemos:
x - y = - 1 (II)
6=5 que é uma igualdade falsa. Se num sistema
Multiplicamos a equação II por 3 e a adicionamos, 2x2 existir um número real que, multiplicado por uma
membro a membro, com a equação I. das equações, resulta uma equação com os mesmos
 2x + 3y = 8
coeficientes da outra equação do sistema, porém com
 3 x − 3 y = −3 termos independentes diferentes, dizemos que não existe

 par ordenado que seja solução do sistema.
5x = 5 ⇒ x = 5 = 1
 5
Exemplo
Fazendo x = 1 na equação (I), por exemplo, obtemos:
 x + 2 y = 5( I )
Assim: S = {(1,2)} 
2 x + 4 y = 7( II )
Sistema Linear 2 x 2 com infinitas soluções
Multiplicando-se equação (I) por 2 obtemos:
Quando uma equação de um sistema linear 2 x 2 puder 2x+4y=10
ser obtida multiplicando-se a outra por um número real,
ao tentarmos resolver esse sistema, chegamos numa Que tem os mesmo coeficientes da equação (II), porém
igualdade que é sempre verdadeira, independente das os termos independentes são diferentes.
incógnitas. Nesse caso, existem infinitos pares ordenados Se tentarmos resolver o sistema dado pelo método de
que são soluções do sistema. substituição, obtemos uma igualdade que é sempre falsa,
independente das incógnitas.
Exemplo  x + 2 y = 5( I )

⎧2x + 3y = 8(I ) 2 x + 4 y = 7( II )
⎨  5− x 
⎩−4x − 6y = −16(II ) Da equação (I), obtemos ,  y = 2  que substituímos
 
na equação (II)
Note que multiplicando-se a equação (I) por (-2) 5 − x
obtemos a equação (II). 2x- 4.   =7→2x+2(5-x)=7
 2/ 
Resolvendo o sistema pelo método da substituição temos:
2x+10-2x=7→10=7
8 − 2x
Da equação (I), obtemos y = , que substituímos
na equação (II). 3 10=7 é uma igualdade falsa e não existe par ordenado
que seja solução do sistema.

58
MATEMÁTICA

Classificação Matriz Incompleta

De acordo com o número de soluções, um sistema Chamamos de matriz incompleta do sistema linear a
linear 2x2 pode ser classificado em: matriz formada pelos coeficientes das incógnitas.
- Sistema Impossíveis ou Incompatíveis: são os sistemas
que não possuem solução alguma. a a12 a13 a1n 
- Sistemas Possíveis ou compatíveis: são os sistemas  11 
 
que apresentam pelo menos uma solução. a21 a22 a23 a2 n 
- Sistemas Possíveis Determinados: se possuem uma  
única solução. A = a31 a32 a33 a3 n 
- Sistemas Possíveis Indeterminados: se possuem  
infinitas soluções. ..................................... 
 
am1 am 2 am 3 amn 
Sistema Linear m x n  
Chamamos de sistema linear M x n ao conjunto de m Exemplo
equações a n incógnitas, consideradas simultaneamente,
que podem ser escrito na forma: No sistema:

a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + ... + a1n xn = b1 x − y + 2z = 1

a x + a x + a x + ... + a x = b x + z=0
 21 1 22 2 23 3 2n n 2

 31 1
a x + a x + a x + ... + a x = b − x + y = 5
32 2 33 3 3n n 3

.........................................................

am1 x1 + am 2 x2 + am 3 x3 + ... + amn xn = bm A matriz incompleta é:
 
 1 −1 2 
 
Onde: A= 1 0 1
X1, x2, x3,…,xn são as incógnitas;  
aij, com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ n, são os coeficientes das  
 − 
incógnitas; bi, com 1 ≤ i ≤ m, são os termos independentes.
1 1 0
 

Exemplos
Forma Matricial
1.
 x − 2 y + 3z = 5 Consideremos o sistema linear M x n:

x + y − z + 2 a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + + a1n xn = b1
(sistema 2 x 3) 
a21 x1 + a22 x2 + a23 x3 + + a2 n xn = b2

2.
a31 x1 + a32 x2 + a33 x3 + + a3n xn = b3
........................................................
 x1 + 3 x2 − 2 x3 + x4 = 0 
 am1 x1 + am 2 x2 + am 3 x3 + + amn xn = bm
 x1 + 2 x2 − 3 x3 + x4 = 2 
x − x + x + x = 5
 1 2 3 4
Sendo A a Matriz incompleta do sistema chamamos,
(sistema 3 x 4) respectivamente, as matrizes

3.  x1   
  b1 
x + 2 y = 1 b2 
  x2 
x − y = 4  
2 x − 3 y = 0 X =  x3  e B = b3 
    
   
(sistema 3 x 2)    
 xn  bm 

59
MATEMÁTICA

de matriz incógnita e matriz termos independentes. Resolução


E dizemos que a forma matricial do sistema é A.X=B, Isolando a incógnita x na equação (I) e substituindo nas
ou seja: equações (II) e (III), temos:
a11 a12 a13 a1n      x + 2y – z = -1 → x = -2y + z - 1
   x1  b1 
a   x2  b2 
 21
a 22 a 23 a 2n      Na equação (II)
   x3  b3  2(-2y + z - 1) – y + z = 5 →5y + 3z = 7 (IV)
a31 a32 a33 a3 n     
      Na equação (III)
...................................      (-2y + z - 1) + 3y - 2z = -4 → y – z = -3 (V)
   xn  bm 
am1 am 2 am 3 amn 
Tomando agora o sistema formado pelas equações (IV)
 
e (V):

⎪⎧−5y + 3z = 7 (IV )
Sistemas Lineares – Escalonamento (I) ⎨
Resolução de um Sistema por Substituição ⎪⎩ y − z = −3 (V )
Resolvemos um sistema linear m x n por substituição,
do mesmo modo que fazemos num sistema linear 2 x 2. Isolando a incógnita y na equação (V) e substituindo na
Assim, observemos os exemplos a seguir. equação (IV), temos:

Exemplos y – z = -3 → y = z - 3
- Resolver o sistema pelo método da substituição. -5(z - 3) + 3z = 7 → z = 4
 x + 2 y − z = −1 ( I )
 Substituindo z = 4 na equação (V)
 y – 4 = -3 → y = 1
2 x − y + z = 5 ( II )
 Substituindo y = 1 e z = 4 na equação (I)
 x + 3 y − 2 z = −4( III ) x + 2(1) - (4) = -1 → x = 1

Resolução
Isolando a incógnita x na equação (I) e substituindo nas Assim:
equações (II) e (III), temos: S={(1, 1, 4)}
x + 2y – z - 1→ x = -2y + z - 1 2º) Resolver o sistema pelo método da substituição:
Na equação (II) ⎧ x + 3y − z = 1 (I )
2(-2y + z - 1) – y + z = 5 → -5y + 3z = 7 (IV) ⎪
Na equação (III) ⎨ y + 2z = 10 (II )
(-2y + z - 1) + 3y - 2z = -4 → y – z = -3 (V) ⎪
Tomando agora o sistema formado pelas equações (IV) ⎩ 3z = 12 (III )
e (V):
⎧⎪−5y + 3z = 7 (IV ) Resolução
⎨ Na equação (III), obtemos:
⎩⎪ y − z = −3 (V ) 3z = 12 → z = 4
Isolando a incógnita y na equação (V) e substituindo na Substituindo z = 4 na equação (II), obtemos:
equação (IV), temos: y + 2 . 4 = 10 → y = 2
y – z = -3 → y = z - 3 Substituindo z = 4 e y = 2 na equação (I), obtemos:
-5 (z - 3) + 3z = 7→ z = 4 x + 3 . 2 – 4 = 1 → x = -1
Assim:
Substituindo z = 4 na equação (V) S{(-1, 2, 4)}
y – 4 = -3 → y = 1
Substituindo y = 1 e z = 4 na equação (I) Observação: Podemos observar que a resolução
x + 2 (1) - (4) = -1 →x = 1 de sistemas pelo método da substituição pode ser
Assim:
demasiadamente longa e trabalhosa, quando os sistemas
S={(1, 1, 4)}
não apresentam alguma forma simplificada como no
2º) Resolver o sistema pelo método da substituição: primeiro exemplo. No entanto, quando o sistema apresenta
a forma simples do segundo exemplo, que denominamos
⎧ x + 3y − z = 1 (I ) “forma escalonada”, a resolução pelo método da
⎪ substituição é rápida e fácil.
⎨ y + 2z = 10 (II ) Veremos, a seguir, como transformar um sistema linear
⎪ m x n qualquer em um sistema equivalente na “forma
⎩ 3z = 12 (III )
escalonada”.

60
MATEMÁTICA

Sistemas Lineares Escalonados Como D ≠ 0, os sistemas deste tipo são possíveis e


Dizemos que um sistema linear é um sistema determinados e, para obtermos a solução única, partimos da
escalonado quando: n-ésima equação que nos dá o valor de xn; por substituição
- Em cada equação existe pelo menos um coeficiente nas equações anteriores, obtemos sucessivamente os
não-nulo; valores de xn-1,xn-2,…,x3,x2 e x1.
- O número de coeficiente nulos, antes do primeiro
coeficiente não-nulo, cresce “da esquerda para a direita, de
equação para equação”. Exemplo
Exemplos
Resolver o sistema:
2 x + y − z = 3
1º) 
 2 y + 3z = 2
 ⎧2x + y − z + t = 5(I )

 ⎪ y + z + 3t = 9(II )
x + 2 y − 3z = 4 ⎨
2º)  ⎪ 2z − t = 0(III )

 y + 2z = 3 ⎪ 3t = 6(IV )
 ⎩
 z =1

Resolução
x + y + z + t = 5
3º) 
y−t =2
 Na equação (IV), temos:
3t = 6 → t = 2
 2 x1 + 3x2 − x3 + x4 = 1 Substituindo t = 2 na equação (III), temos:

 2z – 2 = 0 → z = 1
4º)  x 2 + x3 − x 4 = 0
Substituindo t = 2 e z = 1 na equação (II), temos:

 3 x4 = 5 y + 1 +3 . 2 = 9 → y = 2
 Substituindo t = 2, z = 1 e y = 2, na equação (I), temos:
2x + 2 – 1 + 2 = 5 → x = 1
Existem dois tipos de sistemas escalonados:
Assim:
S {(1, 2, 1, 2)}
Tipo: número de equações igual ao número de
incógnitas.
Tipo: número de equações menor que o número de
a11 x1 + a12 x2 + a13 x 3 + + a1n xn = b1 incógnitas.
 Para resolvermos os sistemas lineares deste tipo,
 a22 x2 + a23 x3 + + a2 n xn = b2 devemos transformá-los em sistemas do 1º tipo, do
 seguinte modo:
 - As incógnitas que não aparecem no inicio de
 a33 x33 + + a3n xn = b3
 nenhuma das equações do sistema, chamadas variáveis
................................................... livres, devem ser “passadas” para os segundos membros
 das equações. Obtemos, assim, um sistema em que
 ann xn = bn consideramos incógnitas apenas as equações que
Notamos que os sistemas deste tipo podem ser “sobraram” nos primeiros membros.
analisados pelo método de Cramer, pois são sistemas n x n. - Atribuímos às variáveis livres valores literais, na
Assim, sendo D o determinante da matriz dos coeficientes verdade “valores variáveis”, e resolvemos o sistema por
substituição.
(incompleta), temos:
Exemplo

Resolver o sistema:
a11a12 a13 a1n
0 a22 a23 a2 n
 x + y + 2 z = 1
 2y − z = 2
D = 0 0 a33 a3n = D = a11 .a 22 .a33 . .ann ≠ 0 

.................
0 0 0 ann

61
MATEMÁTICA

Resolução Exemplo

A variável z é uma “variável livre” no sistema.  


Então: x + 2 y + z = 5 2 y + z + x = 5
 x + y = 1 − 2 z  
 2y = 2 + z (S ) =  x + 2 z = 1 ~ ( S1 ) 2z + x = 1
  
 3x = 5  3x = 5
 
Fazendo z = α, temos:
⎧⎪ x + y = 1− 2α - Multiplicar (ou dividir) uma equação por um número
⎨ real não-nulo.
⎪⎩ 2y = 2 + α
2 +α Exemplo
2y = 2 + α → y =
2
x + 2 y = 3  x + 2 y = 3
( S ) ~ ( S1 )
2 + α na 1ª equação, temos: 3 x − y = 1 6 x − 2 y = 3
Substituindo y =
2
2 +α Multiplicamos a 2ª equação de S por 2, para obtermos
x+ = 1− 2α
2 S1.
Agora para continuar fazemos o mmc de 2, e teremos: - Adicionar a uma equação uma outra equação do
sistema, previamente multiplicada por um número real
2x + 2α = 2(1-2α) não-nulo.
2x + 2α = 2 - 4α
4α + 2x + 2 + α - 2 = 0 Exemplo
5α + 2x = 0
2x = -5α  x + 3 y = 5
x + 3 y = 5
x = −5α (S ) =  ~ ( S1 )
2 2 x + y = 3  − 5 y = −7

Assim:
Multiplicamos a 1ª equação do S por -2 e a adicionamos
⎧⎛ 5α 2 + α ⎞ ⎫ à 2ª equação para obtermos s1.
S = ⎨⎜ , , α ⎟ , α ∈R ⎬
⎩ ⎝ 2 2 ⎠ ⎭
Para transformarmos um sistema linear (S) em outro,
Observações: Para cada valor real atribuído a α, equivalente e escalonado (S1), seguimos os seguintes
encontramos uma solução do sistema, o que permite passos.
concluir que o sistema é possível e indeterminado.
- A quantidade de variáveis livres que um sistema - Usando os recursos das três primeiras transformações
apresenta é chamada de grau de liberdade ou grau de elementares, devemos obter um sistema em que a 1ª
indeterminação do sistema. equação tem a 1ª incógnita com o coeficiente igual a 1.
- Usando a quarta transformação elementar, devemos
Sistema Lineares – Escalonamento (II) “zerar” todos os coeficientes da 1ª incógnita em todas as
equações restantes.
Escalonamento de um Sistema - “Abandonamos”a 1ª equação e repetimos os dois
Todo sistema linear possível pode ser transformado primeiros passos com as equações restantes, e assim por
num sistema linear escalonado equivalente, através das diante, até a penúltima equação do sistema.
transformações elementares a seguir.
- Trocar a ordem em que as equações aparecem no Exemplos
sistema.
1º) Escalonar e classificar o sistema:
Exemplo
2 x + y + z = 5
x + 3 y = 2 2 x − y = 5 
(S ) =  ~ ( S1 ) 3 x − y 2 z = −2
 2 x − y = 5 x + 3 y = 2 x + 2 y − z = 1

- Inverter a ordem em que as incógnitas aparecem nas
equações.

62
MATEMÁTICA

Resolução O sistema obtido é impossível, pois a terceira equação


nunca será verificada para valores reais de y e z.
⎧ x + 2y − z = 1 ⎧ x + 2y − z = 1 ⎧ x + 2y − z = 1
⎪ ⎪ ⎪
⎨ 3x − y − 2z = −2 ~ ⎨ 3x − y − 2z = −2 ← −3 ~ ⎨−7y + z = −5 Observação
⎪2x + y + z = 5 ⎪ ⎪
⎩ 2x + y + z = 5 ← −2 ⎩−3y + 3z = 3 : −3
⎩ Dado um sistema linear, sempre podemos “tentar” o
seu escalonamento. Caso ele seja impossível, isto ficará
⎧ x + 2y − z = −1 ⎧ x + 2y − z = 1 ⎧ x + 2y − z = 1 evidente pela presença de uma equação que não é satisfeita
⎪ ⎪ ⎪ por valores reais (exemplo: 0x + 0y = 3). No entanto, se o
⎨−7y + z = 5 ~ ⎨ y − z = −1 ~ ⎨ y − z = −1
⎪ y − z = −1 ⎪−7y + z = −5 ← 7 ⎪ sistema é possível, nós sempre conseguimos um sistema
⎩ ⎩ ⎩ − 6z = −12 escalonado equivalente, que terá nº de equações igual ao
nº de incógnitas (possível e determinado), ou então o nº
O sistema obtido está escalonado e é do 1º tipo (nº de equações será menor que o nº de incógnitas (possível e
de equações igual ao nº de incógnitas), portanto, é um indeterminado).
sistema possível e determinado. Este tratamento dado a um sistema linear para a sua
resolução é chamado de método de eliminação de Gauss.
2º) Escalonar e classificar o sistema:
Sistemas Lineares – Discussão (I)
3 x + y − z = 3 Discutir um sistema linear é determinar; quando ele é:

2 x − y + 3 z = 5 - Possível e determinado (solução única);
8 x + y + z = 11 - Possível e indeterminado (infinitas soluções);
 - Impossível (nenhuma solução), em função de um ou
mais parâmetros presentes no sistema.
Resolução Estudaremos as técnicas de discussão de sistemas com
o auxilio de exemplos.

Sistemas com Número de Equações Igual ao


Número de Incógnitas
Quando o sistema linear apresenta nº de equações
igual ao nº de incógnitas, para discutirmos o sistema,
inicialmente calculamos o determinante D da matriz dos
coeficientes (incompleta), e:
1º) Se D ≠ 0, o sistema é possível e determinado.
O sistema obtido está escalonado e é do 2º tipo (nº de 2º) Se D = 0, o sistema é possível e indeterminado ou
equações menor que o nº de incógnitas), portanto, é um impossível.
sistema possível e indeterminado. Para identificarmos se o sistema é possível,
(*) A terceira equação foi eliminada do sistema, visto indeterminado ou impossível, devemos conseguir um
que ela é equivalente à segunda equação. Se nós não sistema escalonado equivalente pelo método de eliminação
tivéssemos percebido essa equivalência, no passo seguinte de Gauss.
obteríamos na terceira equação: 0x+0z=0, que é uma
equação satisfeita para todos os valores reais de x e z. Exemplos
01 – Discutir, em função de a, o sistema:
3º) Escalonar e classificar o sistema: ⎧ x + 3y = 5

 ⎩2x + ay = 1
2 x + 5 y + z = 5

 x + 2y − z = 3 Resolução

4 x + 9 y − z = 8 1 3
Resolução D= = a−6
2 a

D = 0⇒ a−6 = 0⇒ a = 6
Assim, para a≠6, o sistema é possível e determinado.
Para a≠6, temos:

 x + 3 y = 5 x + 3 y = 5
2 x + 6 y = 1 ← −2
~
 0 x + 0 y = −9

que é um sistema impossível.

63
MATEMÁTICA

Assim, temos:
a≠6 → SPD (Sistema possível e determinado)  x + y = K x + y = K
a=6 → SI (Sistema impossível) x + y = K 2 ← −1
~
0 x + 0 y = − K + K
2

02 – Discutir, em função de a, o sistema:

⎧x + y − z = 1 Se –k + k2=0, ou seja, k=0 ou k=1, o sistema é possível


⎪ e indeterminado.
⎨2x + 3y + az = 3
⎪ x + ay + 3z = 2
⎩ Se –K+k2≠0, ou seja, k≠0 ou k≠1, o sistema é impossível.

Resolução Para m=-1, temos:


1 1−1

D2 3 1 = 9 + a − 2a + 3 − 6 − a 2
Se k2+k=0, ou seja, k=0 k=-1, o sistema é possível e
indeterminado.
1 a 3

D=0 → -a2-a+6=0 → a=-3 ou a=2 Se k2+k≠0, ou seja, k≠0 k≠-1, o sistema é indeterminado.

Assim, para a≠-3 e a≠2, o sistema é possível e Assim, temos:


determinado. m = +1 e k = 0 ou k = 1 ⎫

Para a=-3, temos:
ou ⎬ ⇒ SPI
m = −1 e k = 0 ou k = −1⎪⎪

 

x + y − z =1 
x + y − z = 1 x + y − z = 1 m = +1 e k ≠ 0 ou k ≠ 1 ⎫
   ⎪
2 x + 3 y − 3 z = 3 ~  y − z =1
⎬ ⇒ SI
← −2 ~  y − z =1
  
ou
 x − 3 y + 3z = 2

← −1 − 4 y + 4 z = 1

←4  y + z = 5 sistema impossível
 m = −1 e k ≠ 0 ou k ≠ −1⎪⎪

Para a=2, temos:


Sistemas com Número de Equações Diferente do
Número de Incógnitas

x + y − z =1 
Quando o sistema linear apresenta número de equa-

 x + y − z = 1 x + y − z = 1
  
2 x + 3 y + 2 z = 3 ← −2

~  y + 4z = 1

~

y + 4z = 1 sistema possível in det er min ado ções diferente do número de incógnitas, para discuti-lo,
 x + 2 y + 3 z = 2 ← −1

 y + 4z = 1
 devemos obter um sistema escalonado equivalente pelo
método de eliminar de Gauss.
Assim, temos: Exemplos
01 – Discutir, em função de m, o sistema:
a≠-3 e a ≠ 2 →SPD
a=-3 → SI ⎧x + y = 3
a=2 → SPI ⎪
⎨2x + 3y = 8
03 – Discutir, em função de m e k, o sistema: ⎪ x − my = 3

⎧ mx + y = k
⎨ Resolução
⎪⎩ x + my = k
2

Resolução ⎧ x+y= 3
m 1 ⎪⎪
D= = m2 −1 ⎨2z + 3y = 8 → −2 ~

⎪⎩ x − my = 3 → −1
1 m

D=0 → m2-1=0→ m=+1 ou m=-1 ⎧ x+y= 3 ⎧x + y = 3


⎪⎪ ⎪
Assim, para m≠+1 e m≠-1, o sistema é possível e ~⎨ y=2 ~ ⎨y = 2
determinado. ⎪ ⎪
⎪⎩(−1− m)y = 0 → 1+ m ⎩0y = 2 + 2m
Para m=1, temos: 2+2m=0→m=-1

64
MATEMÁTICA

Assim, temos: Discussão e Resolução


m≠-1→ SI
m=-1→ SPD Lembre-se que: todo sistema linear homogêneo
tem ao menos a solução trivial, portanto será sempre
02 – Discutir, em função de k, o sistema: possível.

⎧ x + 2y − z = 5 Vejamos alguns exemplos:



⎪2x + 5y + 3z = 12 01 – Classifique e resolva o sistema:

⎪ 3x + 7y − 2z = 17
⎪5x + 12y + kz = 29 3 x + y + z = 0
⎩ 
x + 5 y − z = 0
x + 2 y − z = 0
Resolução: 

Resolução

3 1 1
D = 1 5 − 1 = −12
1 2 −1
Como D≠0, o sistema é possível e determinado
admitindo só a solução trivial, logo:

02 – Classifique e resolva o sistema:

Assim, para ∀k ∈ R , o sistema é possível e


 a + b + 2c = 0
determinado. 
a − 3b − 2c = 0
Sistemas Lineares – Discussão (II) 2 a − b + c = 0

Sistema Linear Homogêneo Resolução
Já sabemos que sistema linear homogêneo é todo
sistema cujas equações têm todos os termos independentes 1 1 2
iguais a zero. D = 1− 3 − 2 = 0
São homogêneos os sistemas:
2 −1 1
3 x + 4 y = 0
01  Como D=0, o sistema homogêneo é indeterminado.
x − 2 y = 0 Fazendo o escalonamento temos:

 a + b + 2c = 0  a + b + 2c = 0
x + 2 y + 2z = 0    a + b + 2c = 0
 
a − 3b + −2c = 0

~ 0 − 4b − 4c = 0

~ 0 + b + 4c = 0
02 3 x − y + z = 0
  0 + 0 + 0 = 0
5 x + 3 y − 7 z = 0 2a − b + c = 0 0 − 3b − 3c = 0 
  
Teremos, então:
Observe que a dupla (0,0) é solução do sistema 01 e a
terna (0,0,0) é solução do sistema 02. a + b + 2c = 0
Todo sistema linear homogêneo admite como solução  b+c =0

uma seqüência de zero, chamada solução nula ou solução
trivial. Observamos também que todo sistema homogênea
é sempre possível podendo, eventualmente, apresentar Fazendo c=t, teremos:
outras soluções além da solução trivial, que são chamadas =-c→b=-t
soluções próprias. a-t+2t=0→a=-t

65
MATEMÁTICA

Portanto: São equivalentes, então o valor de a2 + b2 é igual a:


a) 1
S = {( −t,−t,t ) ,t ∈R}
b) 4
c) 5
Note que variando t obteremos várias soluções, d) 9
inclusive a trivial para t=0. e) 10

03 – Determine K de modo que o sistema abaixo tenha 9. Resolva o seguinte sistema usando a regra de
solução diferente da trivial. Cramer:
x + 3y - 2z = 3
⎧x + y + z = 0 2x - y + z = 12
⎪ 4x + 3y - 5z = 6
⎨ x − ky + z = 0
⎪ kx − y − z = 0 2 x − y = 7
⎩ 10. Resolver o sistema  .
 x + 5 y = −2
Resolução Respostas
O sistema é homogêneo e, para apresentar soluções
diferentes da trivial, devemos ter D=0 1) Resposta “S= {(1, 2)}”.
1 1 1 Solução: Calculemos inicialmente D, Dx e Dy:
2 3
D = 1− k 1 = k 2 + 2k + 1 = (k + 1) 2 = 0 ⇒ k = −1 D= = −4 − 9 = −13
3 −2
k −1−1
8 3
Resposta: k=-1 Dx = = −16 + 3 = 13
−1 −2
Exercícios
2 8
2 x + 3 y = 8 Dy = = −2 − 24 = −26
1. Resolver e classificar o sistema: 
−1
3 x − 2 y = −1
3

2. Determinar m real, para que o sistema seja Como D =-13 ≠ 0, o sistema é possível e determinado
possível e determinado: ⎧2x + 3y = 5 e:
⎨ Dx −13 −26
⎩ x + my = 2
3 x − y + z = 5 x= =
D
=1 y = y = =2
 D −13 e D −13
3. Resolver e classificar o sistema:  x + 3 y = 7
2 x + y − 2 z = −4 Assim: S= {(1, 2)} e o sistema são possíveis e

determinados.
4. Determinar m real para que o sistema seja
possível e determinado. ⎧ x + 2y + z = 5 2) Resposta “ m ∈ R / m ≠  ”.
3
⎪  2
⎨2x − y + 2z = 5
⎪ 3x + y + mz + 0 Solução: Segundo a regra de Cramer, devemos ter D
⎩ ≠ 0, em que:
2 3
5. Se o terno ordenado (2, 5, p) é solução da equação D= = 2m − 3
linear 6x - 7y + 2z = 5, qual o valor de p? 1 m
6. Escreva a solução genérica para a equação linear 3
5x - 2y + z = 14, sabendo que o terno ordenado ( , Assim: 2m -3 ≠ 0 → m ≠
2
, ) é solução.
Então, os valores reais de m, para que o sistema seja
possível e determinado, são dados pelos elementos do
7.  Determine o valor de m de modo que o sistema conjunto:
de equações abaixo, 
⎧ 3⎫
2x - my = 10 ⎨ m ∈R / m ≠ ⎬
3x + 5y = 8, seja impossível. ⎩ 2⎭

8. Se os sistemas: 3) Resposta “ S = {(1, 2, 4)}”.


S1: x + y = 1 e S2: ax – by = 5 Solução: Calculemos inicialmente D, Dx, Dy e Dz
X – 2y = -5 ay – bx = -1

66
MATEMÁTICA

6) Solução:
Podemos escrever: 5 α- 2 β + γ = 14. Daí, tiramos: γ =
14 - 5 α + 2 β. Portanto, a solução genérica será o terno
ordenado (α,β, 14 - 5 α + 2 β).
Observe que se arbitrando os valores para α e β, a ter-
ceira variável ficará determinada em função desses valores.
Por exemplo, fazendo-se α = 1, β= 3, teremos:
γ = 14 - 5 α+ 2 β = 14 – 5 . 1 + 2 . 3 = 15,
ou seja, o terno (1, 3, 15) é solução, e assim, sucessi-
vamente.

Verificamos, pois que existem infinitas soluções para a


equação linear dada, sendo o terno ordenado (α, β, 14 - 5
α + 2β) a solução genérica.

7) Solução:
Teremos, expressando x em função de m, na primeira
equação:
x = (10 + my) / 2

Substituindo o valor de x na segunda equação, vem:


Como D= -25 ≠ 0, o sistema é possível e determinado e: 3[(10+my) / 2] + 5y = 8

Dx −25 D −50 D 100 Multiplicando ambos os membros por 2, desenvolven-


x= = = 1; y = y = = 2; z = z = =4
D −25 D −25 D −25 do e simplificando, vem:
3(10+my) + 10y = 16
Assim: S = {(1, 2, 4)} e o sistema são possíveis e 30 + 3my + 10y = 16
determinados. (3m + 10)y = -14
y = -14 / (3m + 10)
4) Resposta “ {
m ∈R / m ≠ 3} ”.
Ora, para que não exista o valor de y e, em consequên-
cia não exista o valor de x, deveremos ter o denominador
Solução: Segundo a regra de Cramer, devemos ter D igual a zero, já que , como sabemos, não existe divisão por
≠ 0. zero.
Assim: Portanto, 3m + 10 = 0, de onde se conclui m = -10/3,
para que o sistema seja impossível, ou seja, não possua
1 2 1 solução.
D = 2 − 1 2 = −m + 12 + 2 + 3 − 2 − 4m 8) Resposta “E”.
3 1 m Solução: Como os sistemas são equivalentes, eles pos-
suem a mesma solução. Vamos resolver o sistema:
D = -5m + 15 S 1: x + y = 1
Assim: -5m + 15 ≠ 0 → m ≠ 3 x - 2y = -5
Então, os valores reais de m, para que o sistema seja
possível e determinado, são dados pelos elementos do Subtraindo membro a membro, vem: x - x + y - (-2y)
conjunto: = 1 - (-5).
Logo, 3y = 6 \ y = 2.
{m ∈R / m ≠ 3} Portanto, como x + y = 1, vem, substituindo: x + 2 =
1 \ x = -1.
5) Resposta “14”. O conjunto solução é, portanto S = {(-1, 2)}.
Solução:
Teremos por simples substituição, observando que x = Como os sistemas são equivalentes, a solução acima é
2, y = 5 e z = p, 6 . 2 – 7 . 5 + 2 . p = 5. também solução do sistema S2.
Logo, substituindo em S2 os valores de x e y encontra-
Logo, 12 - 35 + 2p = 5. dos para o sistema S1, vem:

a(-1) - b(2) = 5 → - a - 2b = 5


Daí vem imediatamente que 2p = 28 e, portanto, p =
a(2) - b (-1) = -1 → 2 a + b = -1
14.

67
MATEMÁTICA

Multiplicando ambos os membros da primeira equa- det A2 −11


ção por 2, fica: y= = = −1
-2 a - 4b = 10 det A 11
Somando membro a membro esta equação obtida
Resposta: S={(3,-1)}
com a segunda equação, fica:
-3b = 9 \ b = - 3

Substituindo o valor encontrado para b na equação em TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


vermelho acima (poderia ser também na outra equação em
azul), teremos: Em todo triângulo retângulo os lados recebem no-
mes especiais. O maior lado (oposto do ângulo de 90°) é
2 a + (-3) = -1 \ a = 1. chamado de Hipotenusa e os outros dois lados menores
Portanto, a2 + b2 = 12 + (-3)2 = 1 + 9 = 10. (opostos aos dois ângulos agudos) são chamados de Ca-
tetos.
9) Resposta “S = {(5, 2, 4)}”. Observe a figura:
Solução: Teremos:

1 3 −2
Δ = 2 −1 1 = 24
4 3 −5

1 3 −2
Δx1 = 12 −1 1 = 120
6 3 −5 Para estudo de Trigonometria, são definidos no triân-
gulo retângulo, três razões chamadas trigonométricas:
1 3 3 seno, cosseno e tangente.
Δx3 = 2 −1 12 = 96
4 3 6 -

1 3 −2
Δx2 = 2 12 1 = 48 -
4 6 −5
-
Portanto, pela regra de Cramer, teremos:
x1 = D x1 / D = 120 / 24 = 5
x2 = D x2 / D = 48 / 24 = 2
x3 = D x3 / D = 96 / 24 = 4
Logo, o conjunto solução do sistema dado é S = {(5,
2, 4)}.

10) Solução:
⎡ 2 −1 ⎤
A=⎢ ⎥ ⇒ det A = 11
⎣ 1 5 ⎦
⎡ 7 −1 ⎤
A1 = ⎢ ⎥ ⇒ det A1 = 33 No triângulo acima, temos:
⎣ −2 5 ⎦

⎡ 2 7 ⎤
A2 = ⎢ ⎥ ⇒ det A2 = −11
⎣ 1 −2 ⎦

det A1 33
x= = =3
det A 11

68
MATEMÁTICA

Como podemos notar, e . 02- (UDESC) Sobre um plano inclinado deverá ser
Em todo triângulo a soma dos ângulos internos é igual construída uma escadaria.
a 180°.
No triângulo retângulo um ângulo mede 90°, então:
90° + α + β = 180°
α + β = 180° - 90°
α + β = 90°

Quando a soma de dois ângulos é igual a 90°, eles


são chamados de Ângulos Complementares. E, neste caso,
sempre o seno de um será igual ao cosseno do outro.

Valores Notáveis Sabendo-se que cada degrau da escada deverá ter um


altura de 20 cm e que a base do plano inclinado medem
280√3 cm, conforme mostra a figura acima, então, a escada
deverá ter:
a) 10 degraus
b) 28 degraus
c) 14 degraus
d) 54 degraus
e) 16 degraus

03- (FUVEST) A uma distância de 40 m, uma torre é


vista sob um ângulo , como mostra a figura

Relações Fundamentais da Trigonometria

I)

II)

III)
Sabendo que sen20° = 0,342 e cos20° = 0,940, a altura
da torre, em metros, será aproximadamente:
VI) a) 14,552
b) 14,391
c) 12,552
V) d) 12,391
e) 16,552

Nestas relações, além do senx e cosx, temos: tg (tan-


gente), cotg (cotangente), sec (secante) e cossec (cossecan- 04- (U. Estácio de Sá) Simplificando a expressão , en-
te). contramos:
a) – 2
Questões b) – 1
c) 2
01- Um avião levanta voo formando um ângulo de 30° d) 1
com a horizontal. Sua altura, em metros, após ter percorri- e) 5
dos 600 m será:
a) 100
b) 200
c) 300
d) 400
e) 500

69
MATEMÁTICA

05- Qual das afirmativas abaixo é falsa: Como podemos ver h e 40 m são catetos, a relação a
ser usada é a tangente. Porém no enunciado foram dados o
a) sen3x + cos3x = 1 sen e o cos. Então, para calcular a tangente, temos que usar
b) a relação fundamental:
c) sen2x + cos2x = 1
d)   tg = 0,3638
e) senx + cosx = 1
  h = 40.0,363  h = 14,552 m
Resoluções

01- Alternativa c 04- Alternativa d


Solução: do enunciado temos a seguinte figura. Solução: temos que usar as relações fundamentais.

600 m é a hipotenusa e h é o cateto oposto ao ângulo


dado, então temos que usar o seno. Sendo 17° + 73° = 90° (ângulos complementares), lem-
brando que quando dois ângulos são complementares o
seno de um deles é igual ao cosseno do outro, resulta que
sen73° = cos17°. Então:

 2h = 600  h = 600 : 2 = 300 m


05- Alternativa e
02- Alternativa c Solução: teórico.
Solução: para saber o número de degraus temos que
calcular a altura do triângulo e dividir por 20 (altura
de cada degrau). No triângulo ABC, e são catetos,
a relação entre os dois catetos é a tangente.

GEOMETRIA PLANA.

 3. = 280  3. = 280.3  = 280 cm


A Geometria é a parte da matemática que estuda as
Número de degraus = 280 : 20 = 14 figuras e suas propriedades. A geometria estuda figuras
abstratas, de uma perfeição não existente na realidade.
03- Alternativa a Apesar disso, podemos ter uma boa ideia das figuras
Solução: observando a figura, nós temos um triângulo geométricas, observando objetos reais, como o aro da
retângulo, vamos chamar os vértices de A, B e C. cesta de basquete que sugere uma circunferência, as portas
e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere um
cubo.

Reta, semirreta e segmento de reta

70
MATEMÁTICA

Definições.
a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma
medida.

b) Ponto médio de um segmento.


Um ponto P é ponto médio do segmento AB se
pertence ao segmento e divide AB em dois segmentos
congruentes.

c) Mediatriz de um segmento.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto Colocaríamos 25m de rodapé.
médio A soma de todos os lados da planta baixa se chama
Perímetro.
Ângulo Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura
plana.

Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua
superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos
em uma malha quadriculada, a sua área será equivalente
à quantidade de quadradinho. Se cada quadrado for uma
unidade de área:
Definições.
a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas
de mesma origem.

b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos


congruentes se têm a mesma medida.

c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no


vértice do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos
congruentes.

Perímetro: entendendo o que é perímetro. Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades
de área.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de A unidade de medida da área é: m² (metros quadrados),
comprimento. cm² (centímetros quadrados), e outros.
Quantos metros lineares serão necessários para Se tivermos uma figura do tipo:
colocar rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m
de largura e que nela não se coloca rodapé?

Sua área será um valor aproximado. Cada é uma


A conta que faríamos seria somar todos os lados da unidade, então a área aproximada dessa figura será de 4
sala, menos 1m da largura da porta, ou seja: unidades.
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1 No estudo da matemática calculamos áreas de figuras
P = 26 – 1 planas e para cada figura há uma fórmula pra calcular a
P = 25 sua área.

71
MATEMÁTICA

Retângulo

É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos


congruentes e iguais a 90º.

Sua área também é calculada com o produto da base


pela altura. Mas podemos resumir essa fórmula:

No cálculo da área de qualquer retângulo podemos


seguir o raciocínio:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que


base é igual a e a altura igual a , então, substituindo na
fórmula A = b . h, temos:

A= .
Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha A= ²
quadriculada onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm.
Se contarmos, veremos que há 24 quadrados de 1 cm de Trapézio
dimensões no retângulo. Como sabemos que a área é a É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura
medida da superfície de uma figuras podemos dizer que de um trapézio é a distância entre as retas suporte de suas
24 quadrados de 1 cm de dimensões é a área do retângulo. bases.

O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o


outro, só que representado de forma diferente. O cálculo
da área do retângulo pode ficar também da seguinte forma: Em todo trapézio, o segmento que une os pontos
A = 6 . 4 A = 24 cm² médios dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é: vale a média aritmética dessas bases.

A=b
.h

Quadrado A área do trapézio está relacionada com a área do


É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos triângulo que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
os ângulos internos a congruentes (90º). A = b . h (b = base e h = altura).
2

72
MATEMÁTICA

Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos AT = B . h + b . h


mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua 2 2
área):

AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-


2
dência, pois é um termo comum aos dois fatores.

AT = h (B + b)
2

Um trapézio é formado por uma base maior (B), por Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer
uma base menor (b) e por uma altura (h). utilizamos a seguinte fórmula:
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso
dividi-lo em dois triângulos, veja como: A = h (B + b)
Primeiro: completamos as alturas no trapézio: 2

h = altura
B = base maior do trapézio
b = base menor do trapézio

Losango

É o quadrilátero que tem os lados congruentes.


Segundo: o dividimos em dois triângulos:

Em todo losango as diagonais são:


A área desse trapézio pode ser calculada somando as
áreas dos dois triângulos (∆CFD e ∆CEF). a) perpendiculares entre si;
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo
separadamente observamos que eles possuem bases b) bissetrizes dos ângulos internos.
diferentes e alturas iguais.
A área do losango é definida pela seguinte fórmula:
Cálculo da área do ∆CEF: d .D Onde D é a diagonal maior e d é a menor.
S=
2
A∆1 = B . h
2 Triângulo
Figura geométrica plana com três lados.
Cálculo da área do ∆CFD:

A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo
da área de um trapézio qualquer:

AT = A∆1 + A∆2

73
MATEMÁTICA

Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer 4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base
polígono convexo é o ângulo formado entre um lado e o são congruentes. Observação - A base de um triângulo
prolongamento do outro lado. isósceles é o seu lado diferente.

Classificação dos triângulos.

a) quanto aos lados:


- triângulo equilátero.
- triângulo isósceles.
- triângulo escaleno.

b) quanto aos ângulos:


- triângulo retângulo.
- triângulo obtusângulo.
- triângulo acutângulo. Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do
lado oposto.
Propriedades dos triângulos

1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 Área do triangulo


ângulos internos é 180º.

Segmentos proporcionais
2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo
Teorema de Tales.
é igual à soma das medidas dos 2 ângulos internos não
adjacentes.
Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma
reta transversal, a razão entre dois segmento quaisquer
de uma transversal é igual à razão entre os segmentos
correspondentes da outra transversal.

3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3


ângulos externos é 360º.

Semelhança de triângulos

Definição.
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos
dois a dois congruentes e os lados correspondentes dois a
dois proporcionais.

Definição mais “popular”.


Dois triângulos são semelhantes se um deles é a
redução ou a ampliação do outro.

74
MATEMÁTICA

Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a


proporcionalidade se mantém constante para quaisquer
dois segmentos correspondentes, tais como: lados,
medianas, alturas, raios das circunferências inscritas, raios
das circunferências circunscritas, perímetros, etc.

Considerando AF=16cm e CB=9cm, determine:


a) as dimensões do cartão;
b) o comprimento do vinco AC

7. Na figura, os ângulos assinalados sao iguais, AC=2 e


AB=6. A medida de AE é:
a)6/5 b)7/4 c)9/5 d)3/2 e)5/4

Exercícios

1. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da


altura respectivamente, indicadas por b e h. Se construir-
mos um outro paralelogramo que tem o dobro da base e o
dobro da altura do outro paralelogramo, qual será relação
entre as áreas dos paralelogramos?
8. Na figura a seguir, as distâncias dos pontos A e B à
reta valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre
2. Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que
Qual é a área deste triângulo equilátero? distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD,
para que CÊA=DÊB
a)3
3. Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas me- b)4
didas da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm? c)5
d)6
e)7
4. As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm.
Qual é a medida da sua superfície?

9. Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente


5. Considerando as informações constantes no triangulo 400 peças iguais de cerâmica na forma de um quadrado.
PQR, pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: Sabendo-se que a área da sala tem 36m², determine:
a) a área de cada peça, em m².
b) o perímetro de cada peça, em metros.

10. Na figura, os ângulos ABC, ACD, CÊD, são retos. Se


AB=2 3 m e CE= 3 m, a razão entre as áreas dos triângu-
los ABC e CDE é:

a)6
b)4
c)3
a)5 b)6 c)7 d)8 d)2
e) 3
6. Num cartão retangular, cujo comprimento é igual ao
dobro de sua altura, foram feitos dois vincos AC e BF, que
formam, entre si, um ângulo reto (90°). Observe a figura:

75
MATEMÁTICA

Respostas 8.

1. A2 = (2b)(2h) = 4bh = 4A1

2. Segundo o enunciado temos:


l=5mm

Substituindo na fórmula:
l² 3 5² 3
=
S ⇒=S = 6, 25 3 ⇒ =
S 10,8
4 4
3. Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos: 9.
h=10
b=20

Substituindo na fórmula:
= .h 20.10
S b= = 100cm
= ² 2dm²

4. Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula


que envolve as diagonais, cujos valores temos abaixo:
d1=10 10.
d2=15

Utilizando na fórmula temos:


d1.d 2 10.15
S= ⇒ = 75cm ²
2 2
5. 4 6 36
= ⇒ PR = =6
PR 9 6

x 96.
= ⇒ x ² = 144 ⇒ x = 12
16 x
= =
a ) x 12( altura ); 2 x 24(comprimento) GEOMETRIA ESPACIAL;
b) AC = 9² + x ² = 81 + 144 = 15

Sólidos Geométricos
7. Para explicar o cálculo do volume de figuras geométri-
cas, podemos pedir que visualizem a seguinte figura:

a) A  figura representa a planificação de um prisma reto;


b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da
área da base pela altura do sólido, isto é
V = Ab x a

c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;


d) O volume do cilindro também se pode calcular da
mesma forma que o volume de um prisma reto.
Os formulários seguintes, das figuras geométricas são
para calcular da mesma forma que as acima apresentadas:

76
MATEMÁTICA

Figuras Geométricas: Classificação do cone

Quando observamos a posição relativa do eixo em re-


lação à base, os cones podem ser classificados como retos
ou oblíquos. Um cone é dito reto quando o eixo é perpen-
dicular ao plano da base e é oblíquo quando não é um
cone reto. Ao lado apresentamos um cone oblíquo.

Observação: Para efeito de aplicações, os cones mais


importantes são os cones retos. Em função das bases, os
cones recebem nomes especiais. Por exemplo, um cone é
dito circular se a base é um círculo e é dito elíptico se a
base é uma região elíptica.

O conceito de cone

Observações sobre um cone circular reto


1. Um cone circular reto é chamado cone de revolução
por ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo
retângulo em torno de um de seus catetos
Considere uma região plana limitada por uma curva 2. A seção meridiana do cone circular reto é a interse-
suave (sem quinas), fechada e um ponto P fora desse pla- ção do cone com um plano que contem o eixo do cone. No
no. Chamamos de cone ao sólido formado pela reunião de caso acima, a seção meridiana é a região triangular limitada
todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em pelo triângulo isósceles VAB.
P e a outra num ponto qualquer da região.
3. Em um cone circular reto, todas as geratrizes são
Elementos do cone congruentes entre si. Se g é a medida de cada geratriz en-
- Base: A base do cone é a região plana contida no tão, pelo Teorema de Pitágoras, temos: g2 = h2 + R2
interior da curva, inclusive a própria curva.
- Vértice: O vértice do cone é o ponto P. 4. A Área Lateral de um cone circular reto pode ser
- Eixo: Quando a base do cone é uma região que pos- obtida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da
sui centro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo base do cone):ALat = Pi R g
vértice P e pelo centro da base.
- Geratriz: Qualquer segmento que tenha uma extre- 5. A Área total de um cone circular reto pode ser ob-
midade no vértice do cone e a outra na curva que envolve tida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da base
a base. do cone):
- Altura: Distância do vértice do cone ao plano da base. ATotal = Pi R g + Pi R2
- Superfície lateral: A superfície lateral do cone é a
reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extre-
midade em P e a outra na curva que envolve a base.
- Superfície do cone: A superfície do cone é a reunião
da superfície lateral com a base do cone que é o círculo.
- Seção meridiana: A seção meridiana de um cone é
uma região triangular obtida pela interseção do cone com
um plano que contem o eixo do mesmo.

77
MATEMÁTICA

Cones Equiláteros volumes de regiões esféricas a partir do conhecimento da


altura do líquido colocado na mesma. Por exemplo, quan-
do um tanque é esférico, ele possui um orifício na parte
superior (pólo Norte) por onde é introduzida verticalmente
uma vara com indicadores de medidas. Ao retirar a vara,
observa-se o nível de líquido que fica impregnado na vara
e esta medida corresponde à altura de líquido contido na
região esférica. Este não é um problema trivial, como ob-
servaremos pelos cálculos realizados na sequência.
Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua
seção meridiana é uma região triangular equilátera e neste
caso a medida da geratriz é igual à medida do diâmetro
da base.
A área da base do cone é dada por:
ABase=Pi R2

Pelo Teorema de Pitágoras temos:


(2R)2 = h2 + R2
h2 = 4R2 - R2 = 3R2

Assim:
h=R
Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto A seguir apresentaremos elementos esféricos básicos e
da área da base pela altura, então: algumas fórmulas para cálculos de áreas na esfera e volu-
mes em um sólido esférico.
V = (1/3) Pi R3
Como a área lateral pode ser obtida por: A superfície esférica
ALat = Pi R g = Pi R 2R = 2 Pi R2 A esfera no espaço R³ é o conjunto de todos os pontos
então a área total será dada por: do espaço que estão localizados a uma mesma distância
ATotal = 3 Pi R2 denominada raio de um ponto fixo chamado centro.
Uma notação para a esfera com raio unitário centrada
O conceito de esfera na origem de R³ é:
A esfera no espaço R³ é uma superfície muito impor- S² = { (x,y,z) em R³: x² + y² + z² = 1 }
tante em função de suas aplicações a problemas da vida. Uma esfera de raio unitário centrada na origem de R4
Do ponto de vista matemático, a esfera no espaço R³ é con- é dada por:
fundida com o sólido geométrico (disco esférico) envolvido S³ = { (w,x,y,z) em R4: w² + x² + y² + z² = 1 }
pela mesma, razão pela quais muitas pessoas calculam o
volume da esfera. Na maioria dos livros elementares sobre Você conseguiria imaginar espacialmente tal esfera?
Geometria, a esfera é tratada como se fosse um sólido, he- Do ponto de vista prático, a esfera pode ser pensada
rança da Geometria Euclidiana. como a película fina que envolve um sólido esférico. Em
Embora não seja correto, muitas vezes necessitamos uma melancia esférica, a esfera poderia ser considerada a
falar palavras que sejam entendidas pela coletividade. De película verde (casca) que envolve a fruta.
um ponto de vista mais cuidadoso, a esfera no espaço R³ é É comum encontrarmos na literatura básica a definição
um objeto matemático parametrizado por duas dimensões, de esfera como sendo o sólido esférico, no entanto não
o que significa que podemos obter medidas de área e de se devem confundir estes conceitos. Se houver interesse
comprimento, mas o volume tem medida nula. Há outras em aprofundar os estudos desses detalhes, deve-se tomar
esferas, cada uma definida no seu respectivo espaço n-di- algum bom livro de Geometria Diferencial que é a área da
mensional. Um caso interessante é a esfera na reta unidi- Matemática que trata do detalhamento de tais situações.
mensional:
So = {x em R: x²=1} = {+1,-1}
Por exemplo, a esfera
S1 = { (x,y) em R²: x² + y² = 1 }
é conhecida por nós como uma circunferência de raio
unitário centrada na origem do plano cartesiano.

Aplicação: volumes de líquidos


Um problema fundamental para empresas que arma-
zenam líquidos em tanques esféricos, cilíndricos ou esfé-
ricos e cilíndricos é a necessidade de realizar cálculos de

78
MATEMÁTICA

O disco esférico é o conjunto de todos os pontos do Se rodarmos esta circunferência maximal C em torno
espaço que estão localizados na casca e dentro da esfera. do eixo OZ, obteremos a esfera através da rotação e por
Do ponto de vista prático, o disco esférico pode ser pen- este motivo, a esfera é uma superfície de revolução.
sado como a reunião da película fina que envolve o sólido Se tomarmos um arco contido na circunferência ma-
esférico com a região sólida dentro da esfera. Em uma me- ximal cujas extremidades são os pontos (0,0,R) e (0,p,q) tal
lancia esférica, o disco esférico pode ser visto como toda que p²+q²=R² e rodarmos este arco em torno do eixo OZ,
a fruta. obteremos uma superfície denominada calota esférica.

Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o cen-


tro da esfera pelo ponto (0,0,0), a equação da esfera é dada
por:
x² + y² + z² = R²

e a relação matemática que define o disco esférico é o


conjunto que contém a casca reunido com o interior, isto é:
x² + y² + z² < R²
Na prática, as pessoas usam o termo calota esférica
para representar tanto a superfície como o sólido geomé-
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o cen-
tro da esfera pelo ponto (xo,yo,zo), a equação da esfera é trico envolvido pela calota esférica. Para evitar confusões,
dada por: usarei “calota esférica” com aspas para o sólido e sem as-
(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² = R² pas para a superfície.
A partir da rotação, construiremos duas calotas em
e a relação matemática que define o disco esférico é o uma esfera, de modo que as extremidades dos arcos se-
conjunto que contém a casca reunido com o interior, isto é, jam (0,0,R) e (0,p,q) com p²+q²=R² no primeiro caso (calota
o conjunto de todos os pontos (x,y,z) em R³ tal que: Norte) e no segundo caso (calota Sul) as extremidades dos
(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² < R² arcos (0,0,-R) e (0,r,-s) com r²+s²=R² e retirarmos estas duas
calotas da esfera, teremos uma superfície de revolução de-
Da forma como está definida, a esfera centrada na ori- nominada zona esférica.
gem pode ser construída no espaço euclidiano R³ de modo
que o centro da mesma venha a coincidir com a origem do
sistema cartesiano R³, logo podemos fazer passar os eixos
OX, OY e OZ, pelo ponto (0,0,0).

De um ponto de vista prático, consideremos uma me-


lancia esférica. Com uma faca, cortamos uma “calota esféri-
ca” superior e uma “calota esférica” inferior. O que sobra da
melancia é uma região sólida envolvida pela zona esférica,
Seccionando a esfera x²+y²+z²=R² com o plano z=0,
algumas vezes denominada zona esférica.
obteremos duas superfícies semelhantes: o hemisfério
Consideremos uma “calota esférica” com altura h1 e
Norte (“boca para baixo”) que é o conjunto de todos os
raio da base r1 e retiremos desta calota uma outra “calota
pontos da esfera onde a cota z é não negativa e o hemis-
fério Sul (“boca para cima”) que é o conjunto de todos os esférica” com altura h2 e raio da base r2, de tal modo que
pontos da esfera onde a cota z não é positiva. os planos das bases de ambas sejam paralelos. A região só-
Se seccionarmos a esfera x²+y²+z²=R² por um plano lida determinada pela calota maior menos a calota menor
vertical que passa em (0,0,0), por exemplo, o plano x=0, te- recebe o nome de segmento esférico com bases paralelas.
remos uma circunferência maximal C da esfera que é uma
circunferência contida na esfera cuja medida do raio coin-
cide com a medida do raio da esfera, construída no plano
YZ e a equação desta circunferência será:
x=0, y² + z² = R2
sendo que esta circunferência intersecta o eixo OZ nos
pontos de coordenadas (0,0,R) e (0,0,-R). Existem infinitas
circunferências maximais em uma esfera.

79
MATEMÁTICA

No que segue, usaremos esfera tanto para o sólido r² = R² - (h-R)² = h(2R-h)


como para a superfície, “calota esférica” para o sólido en- A região circular S de integração será descrita por
volvido pela calota esférica, a letra maiúscula R para en- x²+y²<R² ou em coordenadas polares através de:
tender o raio da esfera sobre a qual estamos realizando 0<m<R, 0<t<2Pi
os cálculos, V será o volume, A(lateral) será a área lateral e A integral dupla que representa o volume da calota em
A(total) será a área total. função da altura h é dada por:
Vc(h) = ∫ ∫ s (h − z)dxdy
Algumas fórmulas (relações) para objetos esféricos

Objeto Relações e fórmulas ou seja


Volume = (4/3) Pi R³ Vc(h) = ∫ ∫ s (h − R + R 2 − (x 2 + y 2 ))dxdy
Esfera
A(total) = 4 Pi R²
R² = h (2R-h)
Escrita em Coordenadas Polares, esta integral fica na
Calota esférica (altura h, A(lateral) = 2 Pi R h
forma:
raio da base r) A(total) = Pi h (4R-h) 2x R
V=Pi.h²(3R-h)/3=Pi(3R²+h²)/6
R² = a² + [(r1² -r2²-h²)/2h)]²
Vc(h) = ∫ ∫ (h − R +
t=0 m=0
R 2 − m 2 )mdmdt
Segmento esférico (altura A(lateral) = 2 Pi R h
h, raios das bases r1>r²) A(total) = Pi(2Rh+r1²+r2²) Após realizar a integral na variável t, podemos separá
Volume=Pi.h(3r1²+3r2²+h²)/6 -la em duas integrais:
R R
Estas fórmulas podem ser obtidas como aplicações do Vc(h) = 2π { ∫ (h − R)m dm + ∫ R 2 − m 2 mdm}
Cálculo Diferencial e Integral, mas nós nos limitaremos a
apresentar um processo matemático para a obtenção da
0 0

ou seja:
fórmula do cálculo do volume da “calota esférica” em fun- R
ção da altura da mesma. Vc(h) = π {(h − R)R 2 − ∫ R 2 − m 2 (−2m)dm}
0

Volume de uma calota no hemisfério Sul


Com a mudança de variável u=R²-m² e du=(-2m)dm
Consideremos a esfera centrada no ponto (0,0,R) com
poderemos reescrever:
raio R. R2

Vc(h) = π {(h − R)R + ∫


2
u du}
u=0

Após alguns cálculos obtemos:


VC(h) = Pi (h-R) [R² -(h-R)²] - (2/3)Pi[(R-h)³ - R³]
e assim temos a fórmula para o cálculo do volume da
calota esférica no hemisfério Sul com a altura h no intervalo
[0,R], dada por:
VC(h) = Pi h²(3R-h)/3

Volume de uma calota no hemisfério Norte


Se o nível do líquido mostra que a altura h já ultrapas-
A equação desta esfera será dada por:
sou o raio R da região esférica, então a altura h está no
x² + y² + (z-R)² = R²
intervalo [R,2R]
A altura da calota será indicada pela letra h e o plano
que coincide com o nível do líquido (cota) será indicado
por z=h. A interseção entre a esfera e este plano é dado
pela circunferência
x² + y² = R² - (h-R)²

Obteremos o volume da calota esférica com a altura


h menor ou igual ao raio R da esfera, isto é, h pertence ao
intervalo [0,R] e neste caso poderemos explicitar o valor de
z em função de x e y para obter:
z = R − R 2 − (x 2 + y 2 ) Lançaremos mão de uma propriedade de simetria da
esfera que nos diz que o volume da calota superior assim
Para simplificar as operações algébricas, usaremos a
como da calota inferior somente depende do raio R da es-
letra r para indicar:
fera e da altura h e não da posição relativa ocupada.

80
MATEMÁTICA

Aproveitaremos o resultado do cálculo utilizado para a Nesta tabela, a notação R[z] significa a raiz quadra-
calota do hemisfério Sul. Tomaremos a altura tal que: h=2R da de z>0.
-d, onde d é a altura da região que não contém o líquido.
Como o volume desta calota vazia é dado por: Prisma

VC(d) = Pi d²(3R-d)/3 Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces


e como h=2R-d, então para h no intervalo [R,2R], po- planas, no qual as bases se situam em planos paralelos.
deremos escrever o volume da calota vazia em função de h: Quanto à inclinação das arestas laterais, os prismas podem
VC(h) = Pi (2R-h)²(R+h)/3 ser retos ou oblíquos.

Para obter o volume ocupado pelo líquido, em função


da altura, basta tomar o volume total da região esférica e Prisma reto
retirar o volume da calota vazia, para obter: As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
V(h) = 4Pi R³/3 - Pi (2R-h)²(R+h)/3 As arestas laterais são perpendiculares ao plano da
que pode ser simplificada para: base.
V(h) = Pi h²(3R-h)/3 As faces laterais são retangulares.
Independentemente do fato que a altura h esteja no
intervalo [0,R] ou [R,2R] ou de uma forma geral em [0,2R], o Prisma oblíquo
cálculo do volume ocupado pelo líquido é dado por: As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
V(h) = Pi h²(3R-h)/3 As arestas laterais são oblíquas ao plano da base.
As faces laterais não são retangulares.
Poliedro
Poliedro é um sólido limitado externamente por planos Bases: regiões poligonais
no espaço R³. As regiões planas que limitam este sólido são congruentes
as faces do poliedro. As interseções das faces são as ares- Altura: distância entre
tas do poliedro. As interseções das arestas são os vértices as bases
do poliedro. Cada face é uma região poligonal contendo Arestas laterais
n lados. paralelas: mesmas
Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais medidas
formados por planos adjacentes têm medidas menores do Faces laterais:
que 180 graus. Outra definição: Dados quaisquer dois pon- paralelogramos
tos de um poliedro convexo, o segmento que tem esses Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo
pontos como extremidades, deverá estar inteiramente con-
tido no poliedro. Seções de um prisma

Poliedros Regulares Seção transversal


Um poliedro é regular se todas as suas faces são re- É a região poligonal obtida pela interseção do prisma
giões poligonais regulares com n lados, o que significa que com um plano paralelo às bases, sendo que esta região
o mesmo número de arestas se encontram em cada vértice. poligonal é congruente a cada uma das bases.

Tetraedro Hexaedro (cubo) Octaedro Seção reta (seção normal)


É uma seção determinada por um plano perpendicular
às arestas laterais.
Princípio de Cavaliere
Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados
dois sólidos com a mesma altura. Se todo plano paralelo
ao plano dado interceptar os sólidos com seções de áreas
iguais, então os volumes dos sólidos também serão iguais.

Áreas e Volumes Prisma regular


Poliedro regular Área Volume É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais
Tetraedro a2 R[3] (1/12) a³ R[2] regulares.
6 a2
Exemplos:
Hexaedro a³
Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja
Octaedro 2 a2 R[3] (1/3) a³ R[2]
Dodecaedro 3a2 R{25+10·R[5]}
(1/4) a³ base é um triângulo equilátero.
(15+7·R[5]) Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja
Icosaedro 5a2 R[3] (5/12) a³ (3+R[5]) base é um quadrado.

81
MATEMÁTICA

Planificação do prisma A reta que contém o segmento PQ é denominada ge-


ratriz e a curva que fica no plano do “chão” é a diretriz.

Um prisma é um sólido formado por todos os pontos


do espaço localizados dentro dos planos que contêm as fa- Em função da inclinação do segmento PQ em relação
ces laterais e os planos das bases. As faces laterais e as ba- ao plano do “chão”, o cilindro será chamado reto ou oblí-
ses formam a envoltória deste sólido. Esta envoltória é uma quo, respectivamente, se o segmento PQ for perpendicular
“superfície” que pode ser planificada no plano cartesiano. ou oblíquo ao plano que contém a curva diretriz.
Tal planificação se realiza como se cortássemos com
uma tesoura esta envoltória exatamente sobre as arestas Objetos geométricos em um “cilindro”
para obter uma região plana formada por áreas congruen- Num cilindro, podemos identificar vários elementos:
tes às faces laterais e às bases. - Base É a região plana contendo a curva diretriz e todo
A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas o seu interior. Num cilindro existem duas bases.
lateral e total. - Eixo É o segmento de reta que liga os centros das
Volume de um prisma bases do “cilindro”.
O volume de um prisma é dado por: - Altura A altura de um cilindro é a distância entre os
dois planos paralelos que contêm as bases do “cilindro”.
Vprisma = Abase . h - Superfície Lateral É o conjunto de todos os pontos
do espaço, que não estejam nas bases, obtidos pelo deslo-
Área lateral de um prisma reto com base poligonal camento paralelo da geratriz sempre apoiada sobre a curva
regular diretriz.
A área lateral de um prisma reto que tem por base uma - Superfície Total É o conjunto de todos os pontos
região poligonal regular de n lados é dada pela soma das da superfície lateral reunido com os pontos das bases do
áreas das faces laterais. Como neste caso todas as áreas das cilindro.
faces laterais são iguais, basta tomar a área lateral como: - Área lateral É a medida da superfície lateral do ci-
lindro.
- Área total É a medida da superfície total do cilindro.
- Seção meridiana de um cilindro É uma região poli-
gonal obtida pela interseção de um plano vertical que pas-
sa pelo centro do cilindro com o cilindro.
Classificação dos cilindros circulares
Cilindros Cilindro circular oblíquo Apresenta as geratrizes oblí-
quas em relação aos planos das bases.
Cilindro circular reto As geratrizes são perpendicula-
res aos planos das bases. Este tipo de cilindro é também
chamado de cilindro de revolução, pois é gerado pela rota-
ção de um retângulo.
Cilindro equilátero É um cilindro de revolução cuja se-
Seja P um plano e nele vamos construir um círculo de ção meridiana é um quadrado.
raio r. Tomemos também um segmento de reta PQ que não
seja paralelo ao plano P e nem esteja contido neste plano Volume de um “cilindro”
P.
Um cilindro circular é a reunião de todos os segmentos Em um cilindro, o volume é dado pelo produto da área
congruentes e paralelos a PQ com uma extremidade no da base pela altura.
círculo. V = Abase × h
Observamos que um cilindro é uma superfície no es- Se a base é um círculo de raio r, então:
paço R3, mas muitas vezes vale a pena considerar o cilindro V = r2 h
com a região sólida contida dentro do cilindro. Quando Áreas lateral e total de um cilindro circular reto
nos referirmos ao cilindro como um sólido usaremos aspas, Quando temos um cilindro circular reto, a área lateral
isto é, “cilindro” e quando for à superfície, simplesmente é dada por:
escreveremos cilindro. Alat = 2 r h

82
MATEMÁTICA

onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro.


Atot = Alat + 2 Abase
GEOMETRIA ANALÍTICA: EQUAÇÃO
Atot = 2 r h + 2 r2
DA RETA, PARÁBOLA E CÍRCULO;
Atot = 2 r(h+r)

Exercícios
1. Dado o cilindro circular equilátero (h = 2r), calcular a A Geometria Analítica é a parte da Matemática que
área lateral e a área total. trata de resolver problemas cujo enunciado é geométrico,
empregando processos algébricos.
2. Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e al- Criada por René Descartes (1596-1650), a Geometria
tura 3cm. Calcular a área lateral, área total e o seu volume. Analítica contribui para a visão moderna da Matemática
como um todo, substituindo assim a visão parcelada
3. As áreas das bases de um cone circular reto e de um das chamadas “matemáticas”, que colocava em
prisma quadrangular reto são iguais. O prisma tem altura compartilhamentos separados Geometria, Álgebra e
12 cm e volume igual ao dobro do volume do cone. Deter- Trigonometria.
minar a altura do cone. Essa integração da Geometria com Álgebra é muito rica
em seus resultados, propriedades e interpretações. São
4. Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro inúmeras as aplicações da Geometria Analítica nas Ciências
de uma lata cilíndrica de mesma base, mesmo raio R e mes- e na Técnica.
ma altura h da casquinha. Qual é o volume do espaço (va-
zio) compreendido entre a lata e a casquinha de sorvete? 1- Abscissa de um ponto

Respostas Considere-se uma reta r. Sobre ela, marque-se um


ponto O arbitrário, que chamaremos de origem, e seja
1) Solução: No cilindro equilátero, a área lateral e a adotada uma unidade (u) de comprimento com a qual
área total é dada por: serão medidos os segmentos contidos na reta r.
Alat = 2 r. 2r = 4 r2 O r
Atot = Alat + 2 Abase
Atot = 4 r2 + 2 r2 = 6 r2 u
V = Abase h = r2. 2r = 2 r3
Tome-se na reta r os pontos P à direita de O e P’ à
esquerda de O, tais que, relativamente a (u), os segmentos
e tenham a mesma medida m.
P’ O P r
m m

O sentido de O para P será considerado positivo e


2) Solução: Cálculo da Área lateral Alat = 2 r h = 2
2.3 = 12 cm2 indicado por uma ponta de seta. Assim associa-se ao ponto
Cálculo da Área total Atot = Alat + 2 Abase Atot = 12 + 2 P o número real positivo m e ao ponto P’, o número –m.
22 = 12 + 8 = 20 cm2
P’(-m) O P(m)
Cálculo do Volume V = Abase × h = r2 × h V = 22 × r
3 = × 4 × 3 = 12 cm33
3) Solução: Dessa forma, associa-se a cada ponto da reta r um
hprisma = 12 único número real, que será denominado abscissa (ou
Abase do prisma = Abase do cone = A coordenada) do ponto; a abscissa é positiva se, a partir
Vprisma = 2 Vcone da origem, o ponto for marcado no sentido positivo, e é
A hprisma = 2(A h)/3 negativa em caso contrário.
12 = 2.h/3 B O A
h =18 cm r
-2 3
4) Solução:
A(3): ponto A de abscissa 3
V = Vcilindro - Vcone B (-2): ponto B de abscissa -2
V = Abase h - (1/3) Abase h
V = Pi R2 h - (1/3) Pi R2 h O conjunto {reta, origem, unidade, sentido} será
V = (2/3) Pi R2 h cm3 chamado eixo.

83
MATEMÁTICA

Notas
1) A abscissa da origem é o número real 0 (zero). 2) O comprimento d de um segmento orientado ,é
2) Cada ponto de um eixo possui uma única abscissa, e o módulo (valor absoluto) da medida algébrica de , ou
reciprocamente para cada abscissa existe um único ponto seja, .
do eixo. Em símbolos:
3) Costuma-se indicar pela letra x a abscissa de um d= = |XB - XA|
ponto.

Exemplo 1 Exemplo 3

Marcar sobre o eixo x, representado abaixo, os pontos a) O comprimento do segmento orientado , dados
A(2), B(-3) e C . A(2) e B(11) é
= |XB - XA| = |11 – 2| = |9| = 9
0 1 x
b) O comprimento do segmento orientado , dados
A(3) e B(8) é
Resolução = |XB - XA| = |3 - 8| = |-5| = 5
-3 0 ½ 1 2 x

C A
Exemplo 4
Na figura abaixo, os pontos A, B e C estão sobre o eixo
B
2- Segmento Orientado x de origem O.
A O C B
Dado um segmento de reta AB, é possível associar a ele x
o sentido de A para B ou o sentido de B para A. adotando-
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

se, por exemplo, o sentido de A para B, tem-se o segmento Calcular:


orientado de origem A e extremidade B.
a)

A B b)

3- Medida Algébrica
c)
Considere-se sobre um eixo r um segmento orientado
. Resolução
r
Da figura, tem-se XA = -3, XB = 4 e XC = 2.
A B Assim,
a) = XC – XA = 2 – (-3) = 5
A medida algébrica de , que será indicada por
, é definida pelo número XB – XA, onde XB e XA são b) = XO – XB = 0 – 4 = -4
respectivamente as abscissas de B e de A.
Assim:
c)
= XB – XA

Exemplo 2 Exemplo 5
a) A(3) Dados os pontos A(1) e B(9), determinar o ponto C tal
B(10)
= XB – XA = 10 – 3 = 7 que .
b) A(1)
= XB – XA = 1 – 8 = 7 Resolução
B(8)
Seja XC a abscisssa do ponto C:

Observações
Substituindo-se as coordenadas dos pontos:
1) Quando o sentido de é o mesmo do eixo, a
XC – 1 = 3(9 - XC) → XC = 7
medida algébrica é positiva; em caso contrário, é
Resposta: C(7).
negativa. Nessas condições, se tem medida algébrica
positiva, então tem medida algébrica negativa.

84
MATEMÁTICA

Exemplo 6 Resolução
Dado o ponto A(3), determinar um ponto B que diste 5
unidades do ponto A.
Resposta: M(6).
Resolução
Seja XB a abscissa de B. Tem-se: = 5, ou seja, |XB - c) A(-1) e B(-12)
XA| = 5
Resolução
XB – 3 = 5 → XB = 8
Então |XB – 3| = 5 ou
XB – 3 = -5 → XB = -2
Resposta: M .
De fato, existem dois pontos B que distam 5 unidades
de A:
Exemplo 8
Dados os pontos A(1) e B(16), obter os pontos que
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8
B A B dividem o segmento em três partes congruentes.

5 5 Resolução
Resposta: B(8) ou B(-2). Considere-se a figura abaixo, onde R e S são os pontos
pedidos.
1 16
4- Ponto Médio
A R S B
Considerem-se os pontos A(XA) e B(XB). Sendo M(XM) o Como são iguais, pode-se escrever
ponto médio de (ou de ), tem-se: , ou seja,
XS – XA = 2(XB – XS)
XS – 1 = 2(16 – XS) ∴ XS = 11
Sendo R o ponto médio de , vem:

De fato, Resposta: R(6) e S(11).


XA XB
Sistema Cartesiano
A B B
1- Coordenadas de um ponto

Sejam x e y dois eixos perpendiculares entre si e com


origem O comum, conforme a figura abaixo. Nessas
condições, diz-se que x e y formam um sistema cartesiano
retangular (ou ortogonal), e o plano por eles determinado
Portanto, a abscissa do ponto médio M do segmento é chamado plano cartesiano.
(ou de ) é a média aritmética das abscissas de A e
de B. Eixo x (ou Ox): eixo das abscissas
Eixo y (ou Ou): eixo das ordenadas
Exemplo 7 O: origem do sistema
Determinar o ponto médio M do segmento , nos y
seguintes casos:
a) A(1) e B(7)

Resolução
1 x

Resposta: M(4). 0 1

b) A(-3) e B(15)

85
MATEMÁTICA

A cada ponto P do plano corresponderão dois y


números: a (abscissa) e b (ordenada), associados às
projeções ortogonais de P sobre o eixo x e sobre o eixo y, 2º Q 1º Q
respectivamente.
Assim, o ponto P tem coordenadas a e b e será indicado
analiticamente pelo par ordenado (a, b). x
0
y
3º Q 4º Q
b • P
2) Neste curso, a reta suporte das bissetrizes do 1º e
3º quadrantes será chamada bissetriz dos quandrantes
ímapares e indica-se por bi.a do 2º e 4º quadrantes será
x chamado bissetriz dos quadrantes pares e indica-se por bp.
• •

0 a y
bp
bi

x
0
Exemplo 1

Os pontos, no sistema cartesiano abaixo, têm suas


coordenadas escritas ao lado da figura.
A (3, 2)
B (0, 2) 2- Propriedades
C (-3, 2)
D (-3, 0) 1) Todo ponto P(a, b) do 1º quadrante tem abscissa
E (-3, -2) positiva (a > 0) e ordenada positiva (b > 0) e reciprocamente.
F (0, -2)
G (3, -2) P(a, b) 1º Q a>0eb>0
H (3, 0)
O (0, 0) Assim P(3, 2) 1º Q
y
y
2 P

C B A x
2 0 3

-3 -2 -1
1 1 2 3 x 2) Todo ponto P(a, b) do 2º quadrante tem abscissa

negativa (a < 0) e ordenada positiva (B > 0) e reciprocamente.
D 0 H
-1
P(a, b) 2º Q a<0eb>0
-2
E G
F Assim P(-3, 2) 2º quadrante
y

Nota
Neste estudo, será utilizado somente o sistema
P 2

cartesiano retangular, que se chamará simplesmente


x

sistema cartesiano.
-3 0

3) Todo ponto P(a, b) do 3º quadrante tem


Observações abscissa negativa (a < 0) e ordenada negativa (b < 0) e
1) Os eixos x e y dividem o plano cartesiano em quatro reciprocamente.
regiões ou quadrantes (Q), que são numeradas, como na
figura abaixo. P(a, b) 3º Q a<0eb<0

86
MATEMÁTICA

Assim P(-3, -2) 3º Q 7) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes ímpares
y tem abscissa e ordenada iguais (a = b) e reciprocamente.

P(a, b) bi a=b
Assim P(-2, -2) bi
-3 x
0 y
P -2

4) Todo ponto P(a, b) do 4º quadrante tem abscissa


positiva (a > 0) e ordenada negativa (B < 0) e reciprocamente. -2 0 x

P(a, b) 4º Q a>0eb<0
P
Assim P(3, -2) 4º Q
-2

8) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes pares


tem abscissa e ordenada opostas (a = -b) e reciprocamente.

P(a, b) bp a = -b
3 x
0

-2
Assim P(-2, 2) bp
P

5) Todo eixo das abscissas tem ordenada nula e


y
reciprocamente.
P
P(a, b) Ox b=0 2

Assim P(3, 0) Ox x
y
-2 0

P x
0 3

Exemplo 2
Obter a, sabendo-se que o ponto A(4, 3ª -6) está no
6) Todo ponto do eixo das ordenadas tem abscissa nula eixo das abscissas.
e reciprocamente.
Resolução
P(a, b) Oy a=0 A Ox 3a – 6 = 0 ∴ a = 2

Assim P(0, 3) Oy Resposta: 2.

y Exemplo 3
3 P Obter m, sabendo-se que o ponto M(2m – 1, m + 3)
está na bissetriz dos quadrantes ímpares.

Resolução
x
M bi 2m – 1 = m + 3 ∴ m = 4
0
Resposta: 4.

87
MATEMÁTICA

3- Ponto Médio 4 – Baricentro


Considerem-se os pontoa A(xA, yA) e B(xB, yB). Sendo Seja o triângulo ABC de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC,
M(xM, yM) o ponto médio de (ou ), tem-se: yC). sendo G(xG, yG) o baricentro (ponto de encontro das
medianas) do triângulo ABC, tem-se:
e , ou seja,

o ponto médio é dado por:


ou seja, o ponto G é dado por

B’’ (yB) y

C
M’’ (yM)

M
A’’ (yA)
G

x
A
0 A’ (yA) M’ (yM) B’ (yB)
B x

De fato: 0 A’(xA) G’(xG) M’(xM)

Se M é o ponto médio de (ou ), pelo teorema de


Tales, para o eixo x pode-se escrever: De fato, considerando a mediana AM, o baricentro G é
tal que

Pelo Teorema de Tales, para o eixo x podemos escrever

Analogicamente, para o eixo y, tem-se

e, como , vem

Portanto, as coordenadas do ponto médio M do


segmento (ou ) são respectivamente as médias das
abscissas de A e B e das ordenadas de A e B. ou seja,

Exemplo 4 Analogamente, para o eixo y, tem-se


Obter o ponto médio M do segmento , sendo dados:
A(-1, 3) e B(0, 1).

Resolução Portanto, as coordenadas do baricentro de um triângulo


ABC são, respectivamente, as médias aritméticas das
abscissas de A, B e C e das ordenadas A, B e C.

Exemplo 5

Sendo A(1, -1), B(0, 2) e C(11, 5) os vértices de um


Resposta: . triângulo, obter o baricentro G desse triângulo.

88
MATEMÁTICA

Resolução Resolução

Logo, G(4, 2). Exemplo 7

Qual é o ponto da bissetriz dos quadrantes pares cuja


5- Distância Entre Dois Pontos distância ao ponto A(2, 2) é 4?

Considerem-se dois pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, Resolução


yB), tais que o segmento não seja paralelo a algum dos
eixos coordenados. Seja P o ponto procurado.
Traçando-se por A e B as retas paralelas aos eixos Como P pertence à bissetriz dos quadrantes pares (bp),
coordenados que se interceptam em C, tem-se o triângulo pode-se representá-lo por P(a, -a).
ACB, retângulo em C. Sendo 4 a distância entre A e P, tem-se
y

B
Quadrando

d
(2 – a)2 + (2 + a )2 = 16

a=2
A

C 4 – 4a + a2 + 4 + 4a + a2 = 16 ∴ a2 = 4 ou
a = -2
x

0 Assim se a = 2, tem-se o ponto (2, -2)


se a = -2, tem-se o ponto (-2, 2)
A distância entre os pontos A e B qie se indica por d é
tal que De fato, existem dois pontos P da bissetriz dos
quadrantes pares (bp) cuja distância ao ponto A(2, 2) é 4.
Observe-se a figura:
y

bp
Portanto: P 2 A

Observações 0 x
-2 2
1) Como (xB - xA)2 = (xA - xB)2, a ordem escolhida para a
diferença das abscissas não altera o cálculo de d. O mesmo P
ocorre com a diferença das ordenadas. -2

2) A fórmula para o cálculo da distância continua válida


se o segmento é paralelo a um dos eixos, ou ainda se
os pontos A e B coincidem, caso em que d = 0.

Exemplo 6
Calcular a distância entre os pontos A e B, nos seguintes
casos:
a) A(1, 8) e B(4, 12)

Resolução

b) A(0, 2) e B(-1, -1)

89
MATEMÁTICA

Exercícios 07- Achar o ponto T da bissetriz dos quadrantes ímpares


que enxerga o segmento de extremindades A(2, 1) e B(5, 2)
01- Dar as coordenadas dos pontos A, B, C, D, E, F e G sob ângulo reto.
da figura abaixo:
08- O paralelogramo ABCD tem lados , , e
. Sendo A(0, 0), B(4, 2) e D(8, 0), determine as coordenadas
y do ponto C.

B