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Aula 06

Direito Civil p/ TJ-SC (Técnico Judiciário


Auxiliar) - Com videoaulas - Pós-Edital

Autor:
Paulo H M Sousa
Aula 06

5 de Abril de 2020
Paulo H M Sousa
Aula 06

Sumário

Livro III – Fatos jurídicos ...................................................................................................................................... 2

1 – Considerações iniciais ............................................................................................................................... 2

Título IV – Prescrição e decadência ................................................................................................................ 3

Capítulo I – Prescrição ................................................................................................................................ 6

Capítulo II – Decadência ........................................................................................................................... 12

2 – Considerações finais ............................................................................................................................... 13

Questões Comentadas ................................................................


...................................................................... 15

Lista de Questões .............................................................................................................................................. 57

Gabarito ........................................................................................................................................................... 70

Resumo .............................................................................................................................................................. 72

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LIVRO III – FATOS JURÍDICOS

1 – Considerações iniciais

Inicialmente, lembro que sempre estou disponível, para você, aluno Estratégia, no Fórum de Dúvidas do
Portal do Aluno e, alternativamente, também, nas minhas redes sociais:

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Fórum de Dúvidas do Portal do Aluno

Na aula de hoje, você verá o tema Prescrição. Sabe no Direito Administrativo? Tem prescrição? E no Direito
do Trabalho? Também tem prescrição. E no Direito Tributário. Idem. Mas, no Direito Penal? De novo, tem.
Pois é... tem prescrição em TODO o Direito.

Basicamente, é necessário colocar freio no Direito e é prescrição a fazer isso. Ela estabelece os limites
temporais de aplicação do Direito, basicamente. Será que eu preciso dizer mais a respeito de quão
importante é essa aula?

No mais, segue a aula pra gente bater um papo! =)

Ah, e o que, do seu Edital, você vai ver aqui?

Prescrição e decadência.

Boa aula!

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Título IV – Prescrição e decadência

Como a pacificação do social é um dos objetivos do Direito, o Código Civil adotou medidas para dar limites
ao conflito social. Além disso, simplificou a matéria. Por exemplo, não há prazo prescricional que não em
anos. Se o prazo em questão for em dias ou meses, certamente será decadencial; se for em anos, pode ser
prescricional ou decadencial.

O novo Código Civil procurou ainda concentrar os prazos prescricionais nos arts. 205 e 206, ao passo que os
prazos decadenciais se encontram espalhados pelo Código.

Agora, como distinguir prescrição e decadência?

Para isso, você precisa ter algumas noções de Direito Processual Civil. Sem isso, prescrição e decadência
viram d-e-c-o-r-e-b-a puro. Um horror no dia da prova.

Eu claro, não vou entrar em maiores detalhes, já que para isso você precisa se socorrer lááá no Direito
Processual Civil. Resumidamente, Chiovenda divide as ações em três:

1. Condenatórias: objetivam obter uma prestação (positiva ou negativa).

Por exemplo, uma pessoa compra seu celular e não paga. Você tem direito a uma prestação
positiva, que é o pagamento. Se ela continua não pagando, você vai ao Judiciário e cobra.
O que o juiz faz? “Condeno a pessoa ao pagamento de X”.

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Em todos os casos de ações condenatórias eu tenho uma pretensão a permitir a


condenação da pessoa, situações nas quais a outra pessoa tem obrigação.

2. Constitutivas: servem para a criação, modificação ou extinção de um estado jurídico. Se


forem para criação, são chamadas de constitutivas; se forem para extinção, desconstitutiva
ou constitutivas negativas; se forem para modificação, não é relevante distinguir.

Por exemplo, uma ação renovatória. Por meio dela, o locatário de um imóvel não
residencial urbano (previsão na Lei 8.245/1991) quer que o locador seja forçado a renovar
o contrato por mais um período. O que ele pede ao juiz? Justamente que crie um contrato
de locação novo, constitua uma nova relação jurídica. Ele, então, determina que “o locador
celebre [constitua] novo contrato de locação”.

Outro exemplo é a ação de divórcio. Eu, casado, não quero mais ficar casado. O que eu
quero? Extinguir meu matrimônio. Peço ao juiz que desconstitua meu casamento, para que
eu volte a ficar solteiro.

Em todos os casos de ações constitutivas eu tenho um direito potestativo a permitir a


(des)constituição da relação, situações nas quais a outra pessoa simplesmente se sujeita.

3. Declaratórias: servem para aclarar uma verdade jurídica, ou seja, conseguir do Judiciário
uma declaração confirmando o que eu digo.

Por exemplo, quando não há, no registro da pessoa, a paternidade fixada. Eu descubro
quem é o pai e exijo dele o reconhecimento. Ele não reconhece. Eu peço ao juiz para que
ele declare que o cidadão em questão é meu pai (depois de um teste de DNA, por exemplo).

Em todos os casos de ações declaratórias eu não tenho nem um direito potestativo nem
uma pretensão, eu quero apenas a verdade jurídica.

A ação condenatória também é constitutiva e declaratória, mas se classifica como condenatória porque sua
carga preponderante é condenatória. O mesmo vale para as demais ações.

Em resumo, cada ação tem um verbo mais forte: condenar, constituir, declarar. Isso é facilmente
visto numa decisão judicial que “declara extinta a dívida e condena o réu...”. OK, e aí, o que isso tem
a ver com a prescrição e a decadência.

Chamo atenção para o fato que somente nos direitos em que há prestação se pode falar em prescrição.
Nos direitos potestativos, que não trazem em si uma prestação, não há prescrição. Portanto, todas as ações
condenatórias – e somente elas – estão sujeitas à prescrição.

Como isso funciona? Pense que a prescrição ataca a responsabilidade. Por isso, na cobrança da dívida
prescrita o devedor não paga porque não tem mais responsabilidade, apesar de o débito
persistir.

Nos direitos potestativos, ao contrário, não há prazo geral, mas apenas prazos especiais. Logo,
se não há prazo, o direito não se perde. Se há prazo, o direito se extingue, e não apenas a
pretensão. Ou seja, a decadência ocorre com o não-uso do direito por determinado lapso de

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tempo. Portanto, os direitos potestativos são os únicos que podem ter prazo decadencial estabelecido em
lei e as ações constitutivas, que têm prazo fixado em lei – e somente elas – implicam decadência.

Volto aos dois exemplos que dei no quadro.

Uma vez que meu contrato de locação vai acabar, o que eu posso fazer? Uma ação renovatória.

Uma vez que meu casamento vai acabar, o que eu posso fazer? Uma ação de divórcio.

E qual é o prazo que eu tenho para fazer isso? Tenho prazo? Ou não?

Se você ler o art. 51º, §5º, da Lei 8.245/1991 vai ver que o prazo para renovar o contrato de locação é de 6
meses a um ano antes de terminar o contrato em curso. Ou seja, se eu não constituo um novo contrato de
locação nesse período, perdi o prazo.

Que prazo é esse? Um prazo decadencial.

Se você ler o Código Civil, a Constituição Federal, o Código de Processo Civil e todo o resto do ordenamento
jurídico brasileiro, não vai encontrar um prazo para a ação de divórcio. Ou seja, não há prazo para
desconstituir o casamento.

Assim, repito que as ações constitutivas, que têm prazo fixado em lei – e somente elas – implicam
decadência.

Já nas ações declaratórias o que se quer é uma certeza jurídica, ou seja, mero respaldo judicial para um fato
jurídico, como a declaração de união estável. Não é necessário um prazo prescricional ou decadencial.

Igualmente, há ações constitutivas que não têm prazo especial fixado em lei. Chamam-se essas ações de
imprescritíveis. Cuidado, porém, pois quando se fala imprescritível se quer dizer que não sofre nem
prescrição, nem decadência! Portanto todas as ações declaratórias e as ações constitutivas que não têm
prazo em lei fixado são imprescritíveis.

Assim permite-se encontrar em qualquer norma qual será o efeito do tempo. Você consegue
identificar se a situação jurídica se sujeita à prescrição ou à decadência, sem precisar procurar
no texto da norma o termo prescreve ou decai.

Professor, cá entre nós. Páginas de explicações a respeito dessas distinções. Eu já entendi


que distinguir as situações jurídicas perpétuas daquelas que se sujeitam à fluência do tempo
é importantíssimo. De vez em quando até aparece uma questão a respeito, eu sei.

Agora, pra quê tanta lengalenga em distinguir prescrição e decadência? O efeito não é idêntico? A pessoa
não perde o prazo, e ponto? Não posso resumir prescrição e decadência em perda do prazo para ajuizar a
ação, de maneira bem mais simples?

Infelizmente, a resposta é negativa. Apesar de terem o mesmo efeito principal de fazer perder o prazo de
alguma coisa, o Código Civil consolida um rol de distinções entre ambas.

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Capítulo I – Prescrição

Seção I – Disposições gerais

Pois bem. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, que se extingue nos prazos legais, diz o art.
189. A mesma regra vale para a exceção 1, determina o art. 190.

Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes (art. 192).

Cuidado, porque mesmo que o prazo seja benéfico para uma pessoa, ele não pode ser
mudado. Assim, se o segurador colocar no contrato que, se houver um acidente, posso
eu cobrar ele em 20 anos, essa ampliação de prazo é nula, porque o Código Civil tem
regra expressa sobre a prescrição.

Além disso, pode-se renunciar à prescrição. De modo expresso ou tácito, mas a renúncia só valerá,
sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar, segundo o art. 191. Pode
ainda ser feita judicialmente ou extrajudicialmente, devendo ser inequívoca.

Exemplifico. Você deve R$50 para mim. Eu tenho cinco anos para cobrar. Não cobro. O que acontece?
Prescreveu. Mas você, de bom grado, me paga, 10 anos depois. Bom pra mim, porque você acaba de
renunciar tacitamente à prescrição, depois que ela se consumara.

Como se trata de contradireito, a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a
quem aproveita, como expõe o art. 193. Depois de revogado o art. 194, a prescrição passou a poder ser
reconhecida de ofício – sem que eu precise indicar a ele – pelo magistrado.

Mesmo que eu veja que a dívida estava prescrita somente quando a ação estiver no Tribunal de Justiça,
posso alegar a prescrição e o juiz precisa conhecer ela de ofício.

Uma vez iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor a prescrição,
por previsão expressa do art. 196. Assim, por exemplo, a morte da pessoa não suspende
nem interrompe a prescrição já em curso contra o falecido; se eu tinha três anos para
cobrar, demorei dois anos e 11 meses, tenho só um mês para cobrar dos herdeiros do
morto.

Além disso, diz o art. 195 que os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente. Uma
regra lógica.

1Exceção é um contradireito. Se o Direito fosse boxe, quando um lutador lança um direto, o oponente lança um bloqueio. Nenhum dos dois se
atinge, ou seja, ambos permanecem como estavam antes. Assim, quando você me cobra, você exerce um direito e eu posso, eventualmente,
exercer algum contradireito. É o caso de você não ter ainda terminado o serviço pelo qual me cobra. O que eu faço? Lanço um bloqueio contra
o seu ataque. Veja que eu não acerto a sua cara, não digo que você não tem direito de receber, mas apenas que só pagarei quando você cumprir
a sua parte, bloqueando o seu soco. As exceções podem ser processuais ou materiais, a depender do caso, mas isso já é outra história...

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Imagine que uma pessoa cause um dano a meu filho de 16 anos. Como ele é
relativamente incapaz, não exerce os atos da vida civil pessoalmente, sendo por mim
assistido. Se ele tem um seguro para receber, tem o prazo de um ano para cobrar.

Como eu não entro com a ação, sei lá a razão, ele perde o prazo de um ano. Justo que
ele perca uma indenização por minha culpa? Não, pelo que ele, atingindo a
maioridade, pode me responsabilizar por isso.

Seção II – Causas de impedimento e suspensão da prescrição

O que distingue o impedimento da suspensão? Leia os arts. 197 a 200 do Código Civil, que
tratam das causas de impedimento e suspensão da prescrição, para você ver se
reconhece a diferença, antes que eu fale.

Estabelece o art. 197 do Código Civil que não corre a prescrição:

I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;


II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;
III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.

O inc. I não se limita à hipótese ao casamento, visto que não corre a prescrição entre os companheiros, na
constância de união estável. Quanto ao inc. II, corre a prescrição contra o menor emancipado.

Já o art. 198 do Código Civil prevê que não corre a prescrição:

I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;


II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.

Lembre que os incapazes do art. 3º do Código Civil são apenas os absolutamente incapazes. Quem são eles
mesmo? Os menores de 16 anos!

Ou seja, corre prescrição contra os relativamente incapazes do art. 4º do Código Civil? Sim,
corre prescrição contra os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, contra os ébrios
habituais, contra viciados em tóxicos, contra os que por causa transitória ou permanente
não podem exprimir sua vontade e contra os pródigos.

Continua o art. 199 do Código Civil, destacando que não corre a prescrição:

I - pendendo condição suspensiva;


II - não estando vencido o prazo;
III - pendendo ação de evicção.

Se o inc. I trata da condição, o inc. II trata do termo, ainda que o diga por vias tortas. De toda forma,
ambos impedem a fluência do prazo.

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Por sua vez, quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, também não correrá
a prescrição, antes da sentença definitiva, como expõe o art. 200 do Código Civil. A lógica é que apesar de
independentes não se esperam decisões conflitantes em ambas esferas.

Imagine que a pessoa atropelou um pedestre e está respondendo por homicídio culposo e os filhos do
falecido entraram com uma ação de indenização. Pense só no rolo que seria se o juiz criminal condena o
motorista e o juiz cível inocenta ele e não dá indenização.

Como evitar esse problema? Suspendendo a ação cível enquanto a criminal tramita. Cuidado, porém,
porque para isso é necessário existir questão criminal.

Mas professor, como faço para distinguir o impedimento da suspensão? Você NÃO me
respondeu!

Fácil! No impedimento, a prescrição nunca correu; na suspensão, ela começou a correr,


mas parou. O efeito é o mesmo: parar a fluência do tempo. É como se fosse uma corrida.

Com o impedimento, ainda não há tempo a contar. Imagine, por exemplo, que você recebeu uma herança
quando tinha 12 anos e seu pai se desfez dela indevidamente. Você ainda não correu, porque está sob o
poder familiar; quando sair do poder familiar (maioridade ou emancipação), o tiro do juiz ocorre, e é dada a
largada para a prescrição.

De outro lado, pense em uma partida de futebol; para-se a partida e ela recomeça do momento no qual
parou, não se reinicia a partida desde o começo. É por isso que quando a prescrição fica
suspensa, ela não começa a ser contada do início, novamente, conta-se também o tempo
anterior à suspensão.

Atenção, porém, porque se suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, 2


só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível, segundo esclarece o art. 201 do Código
Civil.

Imagine e seguinte situação. Você e sua irmã devem R$50 para mim e, um ano depois, eu me caso com ela.
A prescrição se suspende, por força do art. 197, inc. I, do Código Civil. Como o prazo pra cobrar a dívida é de
5 anos, tenho mais quatro anos para cobrar de vocês.

E esse prazo aí suspendeu em desfavor de vocês dois? Não. Eu continuo tendo 4 anos para cobrar de
vocês, mas quanto à sua irmã, suspendeu. Se em 2040 eu me divorcio dela, terei mais 4 anos para
cobrar dela, mas não poderei mais cobrar nada de você, já que a prescrição não se suspendeu em seu
desfavor.

Agora, se você e ela devessem me entregar um carro (bem indivisível), aí o meu casamento com ela
suspenderia a prescrição em desfavor de vocês dois, se fosse a obrigação solidária.

2Obrigação solidária é tema de Direito das Obrigações. Em resumo, numa obrigação de pagar R$50 ou de entregar um carro, eu e você nos
obrigados solidariamente, isto é, como se fôssemos um único devedor. Por hora, basta você saber disso.

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Seção III – Causas de interrupção da prescrição

Já o art. 202 do Código Civil traz a previsão das hipóteses de interrupção da prescrição:

I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a


promover no prazo e na forma da lei processual;
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente;
III - por protesto cambial;
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.

Extrema atenção, porque a interrupção da prescrição somente pode ocorrer uma vez (uma segunda
interrupção é, portanto, absolutamente ineficaz). Se eu protestei você, fazer um novo protesto não vai
interromper a prescrição de novo. 3

Segundo o parágrafo único do art. 202, a prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a
interrompeu, ou do último ato do processo que a interromper, podendo ser interrompida por qualquer
interessado, como expõe o art. 203.

Aqui é o contrário da prescrição. E eu volto com o exemplo da corrida e do jogo de futebol.

Se a corrida foi interrompida, vai ser reiniciada; se a partida do jogo foi interrompida, começa do zero,
novamente, em outro momento. Ou seja, na interrupção da prescrição o tempo volta à estaca zero; reinicia-
se a contagem desde o começo.

3A única exceção é o inc. I. Se eu protestei você, ao entrar com a ação e pedir a sua citação, o despacho do juiz faz interromper a prescrição
novamente. Há aqui uma problema técnico com o Código Civil, mas não vale a pena entrar em detalhes. Importa salientar, apenas, que o
despacho do juiz faz retroagir a interrupção da prescrição à data da propositura da demanda.

Assim, se eu tinha prazo de três anos para manejar a ação, e fiz isso no último dia do prazo, está tudo certo. Mesmo que o juiz demore três meses
para despachar, ordenando a citação do réu, quando ele faz isso, a interrupção da prescrição retroage à data da propositura da demanda. Há
ainda alguns aspectos processuais vinculados ao caso, mas, novamente, é irrelevante discutir isso no Direito Civil.

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Atenção, porém, porque lembra que suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só
aproveitam os outros se a obrigação for indivisível? Pois é, aqui não é bem assim.

O art. 204 destaca que a interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; a
mesma regra vale quanto ao codevedor ou seu herdeiro, que não prejudica aos demais
coobrigados. Se eu entro protesto você, mas não sua irmã, a prescrição se interrompeu contra
você, mas não ela (e eu vou perder o prazo quanto a ela, se não me acelerar).

Agora, no caso de solidariedade há uma inversão. A interrupção operada por um dos credores
solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os
demais (§1º).

Se a dívida em questão for solidária, quando eu protesto você, automaticamente a prescrição se interrompeu
também em face de sua irmã, ainda que não tenha eu protestado ela.

Nesse mesmo sentido de indivisibilidade do objeto, a interrupção operada contra um dos herdeiros do
devedor solidário prejudica os outros herdeiros ou devedores apenas quando se trata de obrigação
indivisível (§2º). Ainda, o §3º prevê que a interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o
fiador.

Seção IV – Prazos da prescrição

Quais são os prazos prescricionais? Se não houver a lei fixado prazo menor, a prescrição ocorre em dez
anos, segundo o art. 205 do Código Civil. O art. 206, por sua vez, estabelece os demais casos de prescrição
com prazo.

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É PURO DECOREBA, infelizmente. Prescreve:

§1º Em um ano
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento,
para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos;
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação
de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de
emolumentos, custas e honorários;
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade
anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo;
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da
publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.
§ 2º Em dois anos
§ 2º a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.
§ 3º Em três anos
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não
maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
V - a pretensão de reparação civil;
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi
deliberada a distribuição;
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo:
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a
violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar conhecimento;
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação;
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as
disposições de lei especial;

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IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de


responsabilidade civil obrigatório.
§ 4º Em quatro anos
§4º a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.
§5º Em cinco anos
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

Pois é. Quando a banca quer sacanear, o que ela faz? Pergunta prazos. DECORE!

Capítulo II – Decadência

Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou
interrompem a prescrição, nos termos do art. 207 do Código Civil. A decadência não se impede (não evita
o termo inicial do fluxo do tempo), não se interrompe (rompe o fluxo, mas não se reinicia), não se suspende
(não se detém temporariamente o fluxo de tempo) nem se renuncia (o fluxo temporal não pode ser
“adiantado” e terminar por escolha).

Viu aí uma das enooormes diferenças entre a prescrição e a decadência?

Imagine que eu alugue uma loja de uma mulher e ela bata no meu carro. Se eu me casar com ela, para tudo?
Mais ou menos.

O prazo para a propositura da ação de indenização será suspenso, por aplicação do art. 197, inc. I, do
Código Civil. Lembre-se que ao pedir ao juiz para que ela me indenize ele vai condenar ela, pelo que
a ação é condenatória, sujeita a prazo prescricional.

O prazo para a propositura da ação renovatória de aluguel, porém, não se suspenderá, porque o art. 197,
inc. I, do Código Civil não se aplica. Lembre-se que ao pedir ao juiz para que ela renove o contrato ele vai
constituir uma nova relação locatícia, pelo que a ação é constitutiva, sujeita a prazo decadencial.

Em resumo, no primeiro caso, 30 anos depois eu ainda estou no prazo para propor a ação de indenização.
No segundo, não, terei perdido o prazo há três décadas.

A única exceção está prevista no art. 208 do Código Civil, que fica por conta dos incapazes. Não corre prazo
decadencial (situação de impedimento da decadência), por aplicação do art. 208:

Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I.

Assim, não corre decadência contra os absolutamente incapazes e, caso seus responsáveis legais percam o
prazo, eles têm ação regressiva contra eles, para obrar o prejuízo.

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Como não se impede, suspende ou interrompe a decadência, não pode, igualmente, renunciar-se a ela,
sob pena de nulidade, segundo o art. 209 do Código Civil. A exceção é a decadência convencional, que pode
ser renunciada.

Por isso, também, deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida
por lei, consoante leciona o art. 210 do Código Civil. A exceção é o caso de decadência
convencional, em que somente a parte a quem aproveita a pode alegar, e em qualquer
grau de jurisdição, mas não o juiz, conforme estabelece o art. 211.

Ou seja, a única hipótese que o juiz não pode reconhecer de ofício a caducidade é com a decadência
convencional, quando as partes acordam um prazo decadencial diverso do legal.

DISTINÇÕES

Prescrição Decadência

Pode renunciar Não pode renunciar *

Alegável por quem a aproveita, apenas Alegável por quem a aproveita e o MP

Pode ser conhecida de ofício pelo juiz Deve ser alegada de ofício pelo juiz *

Se impede, suspende ou interrompe Não se impede, suspende ou interrompe *

Atente para os asteriscos do quadro acima, que estabelecem a existência de exceções, vistas anteriormente.

2 – Considerações finais

Chegamos ao final da aula! Essa é uma aula mais pesada, com um dos conteúdos mais teóricos que existem
no Direito Civil. Tentei, ainda assim, deixar as coisas o mais didático possível, para que você consiga estudar
de maneira mais suave.

Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entre em contato comigo. Estou disponível no Fórum de Dúvidas
do Curso, e-mail e mesmo redes sociais, para assuntos menos sérios.

Aguardo você na próxima aula. Até lá!

Paulo H M Sousa

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QUESTÕES COMENTADAS

FCC

1. (FCC / TRT - 2ª REGIÃO – 2018) A empresa “X”, fabricante de peças automotivas, contrata o
engenheiro de segurança do trabalho Ricardo para atuar como assistente em uma reclamação trabalhista
movida por três funcionários demitidos da empresa. As partes assinam contrato e estabelecem a
remuneração pelos serviços que serão prestados. Ricardo conclui o seu trabalho e apresenta o laudo para
o qual foi contratado. Contudo, a empresa “X” deixa de pagar os honorários contratados, no importe de
R$ 8.000,00. Neste caso, concluído o trabalho e inadimplida a obrigação, a pretensão de Ricardo para
cobrança dos seus honorários prescreve em:
a) 5 anos.
b) 1 ano.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 4 anos.

Comentários

Previamente, devemos compreender que o engenheiro é considerado um profissional liberal. Profissionais


liberais são aqueles que possuem uma formação, seja acadêmica ou técnica, e são livres para executarem as
atividades de sua profissão sendo empregados de alguma empresa ou independentes. Diferentemente dos
profissionais autônomos, que independem de qualificação profissional para atuarem no mercado e sempre
são independentes. Exemplos de profissionais liberais, podemos citar: Médicos, engenheiros, advogados,
arquitetos, dentistas, entre outros profissionais.

A alternativa A está correta, dado que, o Código Civil admite que os profissionais liberais, no seu amplo
sentido, assim como procuradores judiciais, curadores e professores, têm seu direito de pretensão por
respectivos honorários submetidos à prazo prescricional de 5 anos, contado a partir do momento em que o
serviço é concluído ou havendo término do seus contratos ou mandatos respectivos. Conforme art. 206 § 5º
do Código Civil.

Prazo prescricional é tempo que alguém lesado tem para fazer valer seu direito de ser indenizado perante
ao autor do direito violado, esse prazo começa a ser contado do instante em que o direito foi violado, ou
quando aquele que foi prejudicado tenha conhecimento dessa violação. Quando alguma pretensão

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prescreve, entende-se que se perdeu o direito de reclamar por seu direito. Os prazos prescricionais estão
entranhados no Código Civil através dos arts. 205 e 206.

Art. 206. Prescreve: § 5º Em cinco anos: II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores
judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da
cessação dos respectivos contratos ou mandato;

A alternativa B está incorreta, uma vez que, o prazo prescricional de 1 ano determinado pelo Código Civil,
dispõe de 5 incisos, dentre eles não está relacionado a pretensão de reparação relacionado ao pagamento
de honorários não pagos, como também não há obrigações nesse inciso que prevaleçam os profissionais
liberais.

Art. 206. Prescreve: § 1º Em um ano:

I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio


estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos;

II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:

a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à
ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do
segurador;

b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;

III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção
de emolumentos, custas e honorários;

IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de
sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo;

V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da
publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção
de emolumentos, custas e honorários;

A alternativa C está incorreta, visto que, dentre os prazos prescricionais previstos no art. 206 do Código Civil,
o prazo de 3 anos, previsto no § 3º do art. 206, é notavelmente o mais abrangente no seu contexto, apesar
de não prever a pretensão de reparação de profissionais liberais lesionados, este parágrafo conta com 9
incisos que prescrevem pretensões adversas entre si, dentre elas está a reparação civil.

§ 3 o Em três anos:

I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;

II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;

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III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não
maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;

IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;

V - a pretensão de reparação civil;

VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em
que foi deliberada a distribuição;

VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo:

a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;

b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que
a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento;

c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação;

VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as
disposições de lei especial;

IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de


responsabilidade civil obrigatório.

A alternativa D está incorreta, porque o prazo prescricional de 10 anos, previsto no art. 205 do Código Civil,
só caberá em casos em que a lei não lhe fixar prazo menor. Portanto, havendo caso evasivo, ou melhor, que
não se encaixe em nenhum inciso do art. 206, o prazo avençado para reparação será de 10 anos, não sendo
o caso dos profissionais liberais que possuem prazo prescricional determinado pelo art. 206.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa E está incorreta, pois, o prazo prescricional de 4 anos previsto pelo art. 206 § 4º do Código Civil,
é exclusivamente inclinado para a pretensão em relação à tutela. A relação jurídica de tutela é aquela em
que há um representante na vida civil de um menor, o tutelado.

Art. 206. Prescreve: § 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das
contas.

2. (FCC / TRT - 6ª REGIÃO – 2018) Com relação à prescrição


a) sua interrupção, produzida contra o principal devedor, não prejudica o fiador, pois este se obriga
autonomamente.
b) sua interrupção, produzida por um credor aproveita aos outros; do mesmo modo, a interrupção operada
contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados.
c) pode ser interrompida por qualquer interessado.
d) ocorre em cinco anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

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e) suspensa em favor de um dos credores solidários, só aproveitam aos outros se a obrigação for divisível.

Comentários

A alternativa A está incorreta, tendo em vista que o fiador tem relação subsidiária, não há possibilidade de
o principal devedor responder autonomamente. Com isso o fiador será também prejudicado, assim como
determina o § 3ª do art. 204 do Código Civil.

Art. 204. §3º. A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

A alternativa B está incorreta, visto que, o caput do art. 204 do Código Civil determina que, a interrupção da
prescrição ocasionada pelo credor não irá aproveitar os outros, como também, aquela que é contra o
codevedor, ou seu herdeiro, não prejudicará os demais.

Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a
interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.

A alternativa C está correta, uma vez que, em regra, a prescrição pode ser interrompida, desde que seja
alavancada por qualquer interessado. Ou seja, todos os envolvidos têm legitimidade para interromper a
prescrição, sendo compreendido em um sentido bem amplo de "todos os envolvidos", titular do direito,
viador, herdeiros e credores do credor. De acordo com o Código Civil:

Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.

A alternativa D está incorreta, pois, conforme determina o art. 205 do Código Civil, o prazo prescricional que
é imposto em casos não determinado prazo menor na lei, é de 10 anos. O art. 206, desse mesmo código,
prescreve prazos para determinadas pretensões que variam de 1 à 5 anos.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa E está incorreta, porque se suspensa a prescrição só aproveitam os outros se a obrigação for
indivisível, e a alternativa alega que só aproveitam os outros se a obrigação for divisível. Conforme prevê o
art. 201 do Código Civil.

Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

3. (FCC / SEFAZ-SC – 2018) De acordo com o Código Civil de 2002, os prazos prescricionais
a) podem ser alterados mediante acordo entre as partes.
b) são interrompidos por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do
direito pelo devedor.
c) podem ser renunciados validamente pelo interessado antes de sua consumação, desde que não acarrete
prejuízo a terceiro.
d) são de vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
e) interrompidos contra o devedor principal não prejudicam o fiador.

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Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que, em regra, é determinado que não podem ser alterados de
acordo com as partes, também porque a prescrição é objeto de ordem pública, sendo inalterável pelas
partes, assim como a suspensão e interrupção da prescrição. De acordo com o Código Civil:

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa B está correta, porque de acordo com o Código Civil, os prazos prescricionais poderão ser
interrompidos por qualquer ato inequívoco, podendo ser interrompido uma única vez. A interrupção da
prescrição se dá pelo titular de direito, quando esse, por vontade própria decide usufruir do seu direito. Vide
art. 202 inc. VI do Código Civil.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo
devedor.

A alternativa C está incorreta, uma vez que não é vigorada a renúncia feita anteriormente à consumação da
prescrição, então só será possível renunciar à esse direito após consumada a prescrição, de forma expressa,
abrir literalmente mão desse direito, ou tácita, quando em razão de outros interesses dos interessados puder
valer-se da consumação. Conforme o art. 191 do Código Civil.

Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa D está incorreta, em virtude de que são de 10 anos quando a lei fixar prazo menor, não de 20
anos como é mencionado na alternativa.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa E está incorreta, pois a interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador,
tendo em vista que, o fiador responde subsidiariamente com o devedor, esse não sanando a dívida que lhe
compete, deverá então o fiador arcar com a dívida.

Art. 204. § 3º. A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

4. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em contrato de compra e venda a prazo, as partes convencionaram
que o prazo de prescrição para cobrança de valores inadimplidos seria de 6 meses, apenas, e não o previsto
na lei civil. Essa cláusula
a) não tem validade, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, seja
para reduzir, seja para ampliar esse prazo.
b) não tem validade porque o acordo diminui o prazo prescricional, só sendo possível ampliar esse prazo, em
benefício do titular do direito violado.

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c) tem validade, porque se trata de um negócio jurídico privado, prevalecendo o princípio de que o contrato
faz lei entre as partes.
d) tem validade nesse caso específico, porque se trata de compra e venda a prazo, que possui regra específica
autorizando a diminuição dos prazos prescricionais.
e) tem validade por diminuir o prazo da prescrição; não teria validade para ampliar o prazo, pois isso
prejudicaria o devedor da obrigação contraída.

Comentários

A alternativa A está correta, visto que na literalidade do Art. 192. "os prazos de prescrição não podem ser
alterados por acordo das partes". A finalidade dessa decisão tomada pela lei é compreensível, pois, foi
tomada visando a pacificação das partes relacionadas em um determinado interesse, caso contrário
poderíamos ver casos se eternizando por conta da inexistência dessa condição.

A alternativa B está incorreta, uma vez que não diminui os prazos prescricionais, porque estes não podem
ser alterados por acordo das partes conforme dispõe o art. 192 do Código Civil.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa C está incorreta, dado que está cláusula não tem validade, sabendo que a prescrição é objeto
de ordem pública não podendo as partes alterarem-na por livre espontânea vontade.

A alternativa D está incorreta, em virtude de as partes não podem convencionar o prazo de prescrição para
valores inadimplidos, é errado afirmar que possui regra específica autorizando qualquer alteração dos prazos
prescricionais. Conforme art. 192 do Código Civil.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa E está incorreta, uma vez que não podem as partes convencionar os prazos prescricionais,
conforme determinado pelo art. 192 do Código Civil.

5. (FCC / ALESE – 2018) Considere as proposições abaixo, a respeito do tema prescrição e decadência:

I. Se a parte não alegar prescrição na contestação, opera-se a preclusão, sendo vedado que o faça em
grau de recurso.

II. O falecimento do devedor interrompe o curso do prazo prescricional.

III. A prescrição não corre entre os cônjuges, mesmo depois do fim da sociedade conjugal.

IV. É possível a renúncia à prescrição, expressa ou tácita, desde que não traga prejuízo a terceiros e
desde que seja realizada depois de se consumar.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e III.
b) I e IV.
c) III e IV.

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d) IV.
e) II.

Comentários

A afirmativa I está incorreta, uma vez que, de acordo com o ordenamento do Código Civil, "a prescrição
pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição".

Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

A afirmativa II está incorreta, uma vez que não conta no rol do art. 202 do Código Civil, artigo esse que regula
as condições em que haverá a interrupção da prescrição, ou seja, não se tem uma previsão legal para casos
em que o devedor vem à falecer.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo
e na forma da lei processual;

II - por protesto, nas condições do inciso antecedente;

III - por protesto cambial;

IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;

V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo
devedor.

Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do
último ato do processo para a interromper.

A afirmativa III está incorreta, uma vez que a prescrição não correrá enquanto o casamento vigorar, em caso
de desassociação conjugal, a prescrição poderá correr normalmente. Conforme indica o art. 197 do Código
Civil.

Art. 197. Não corre a prescrição:

I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

A afirmativa IV está correta, pois está repetindo a literalidade do art. 191 do Código Civil. Aonde, a prescrição
pode ser renunciada expressamente, por espontânea vontade de renunciar, ou tacitamente, quando as
partes avençam em acordo distinto, pondo fim a prescrição. Desde que seja feita respeitando a sua
consumação e sem prejudicar terceiros.

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Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa D está correta, visto que apresenta a única afirmativa correta – IV.

As alternativas A, B, C e E estão incorretas, consequentemente.

6. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à prescrição, considere:

I. A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários é personalíssima e não beneficia


os demais em nenhuma hipótese.

II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

III. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa em relação ao seu sucessor.

Está correto o que consta APENAS de


a) I e IV.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e IV.
e) II e III.

Comentários

A afirmação I está incorreta, uma vez que a suspensão da prescrição em favor dos credores solidários
beneficia os demais em caso de a obrigação ser indivisível entre os credores. Sendo assim, é errado afirma
que não beneficia em nenhuma hipótese, só não beneficiará os demais quando a obrigação for divisível. Vide
art. 201 do Código Civil.

Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

A afirmação II está correta, visto que a alternativa repete a literalidade do art. 193 do Código Civil. Desde
que seja feita antes do trânsito em julgado do processo, a alegação de prescrição pode ser feita a qualquer
momento que convir para o titular de direito.

Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

A afirmação III está correta, conforme o Código Civil art. 205. O art. 206 discorre sobre várias ocasiões em
que haverá prescrição nos prazos entre um e cinco anos, não havendo o caso se encaixado em qualquer
condições predispostas na lei, ficará sujeito ao prazo de 10 anos.

Art. 205. A prescrição ocorre em 10 anos, quando a lei não fixar outro prazo.

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A afirmação IV está incorreta, pois, a prescrição iniciada contra uma pessoa não cessa, ela continua a correr
contra o seu sucessor. O sucessor pode ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, legatário ou
qualquer tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou singular. Vide art. 196
do Código Civil.

Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

A alternativa E está correta, na literalidade dos seguintes artigos:

Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

As alternativas A, B, C e D estão incorretas, consequentemente.

7. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Considere as afirmações a seguir.

I. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

II. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

III. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

IV. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por serem disponíveis.

V. A prescrição iniciada contra uma pessoa deixa de correr contra seus sucessores.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e III.
b) I, IV e V.
c) I, II, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III, IV e V.

Comentários

A afirmação I está correta, pois, a exceção pode também ser compreendida com defesa, portanto, no
momento em que se encerra a pretensão juntamente se encerra a necessidade de defesa. Conforme art. 190
do Código Civil:

Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

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A afirmação II está correta, a prescrição pode ser renunciada expressamente, por espontânea vontade de
renunciar, ou tacitamente, quando as partes avençam em acordo distinto, pondo fim a prescrição. Desde
que seja feita respeitando a sua consumação e sem prejudicar terceiros. Vide art. 191 do Código Civil.

Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A afirmação III está correta, em perfeita concordância com a redação do art. 195

Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

A afirmação IV está incorreta, pois, os prazos prescricionais não podem ser alterados por acordo entre as
partes, partindo do princípio que a prescrição é objeto de ordem pública, portanto, caso pudesse ser alterada
de alguma forma, este instituto viria à falência. De acordo com o art. 192 do Código Civil.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A afirmação V está incorreta, porque a prescrição iniciada contra uma pessoa não deixa de correr contra
seus sucessores. Podendo o sucessor ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, legatário ou
qualquer tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou singular. Conforme
art. 196 do Código Civil.

Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

A alternativa A está correta, uma vez que traz os itens I, II e III.

As alternativas B, C, D e E estão incorretas, consequentemente.

8. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova dos fatos
jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor,
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários
e terceiros mencionados.
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência,
modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor.
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo
valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados.
d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor.
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração da
vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original.

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A alternativa A está incorreta, uma vez que as declarações constantes de documentos assinados se
presumem verdadeiras em relação aos signatários apenas. A alternativa trouxe signatários e terceiros
mencionados, por isso está errada. Por conta da ausência de fé pública, em documentos particulares, sua
comprovação é estritamente direcionada ao signatário, havendo contra esse a presunção relativa da
veracidade. Conforme art. 219 do Código Civil.

Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos
signatários.

Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade das
partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las.

A alternativa B está incorreta, uma vez que não são imóveis de qualquer valor, o Código Civil determina no
seu dispositivo art. 108 que a escritura pública é elementar em relação a validade de negócios jurídicos que
pretendam à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis que
ultrapassem o montante 30 vezes o maior salário mínimo em execução dentro do território nacional.

Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos
que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor
superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

A alternativa C está incorreta, pois este era o teor do art. 227 que foi revogado pelo novo CPC.

Art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível
como subsidiária ou complementar da prova por escrito.

A alternativa D está correta, visto que, o instrumento particular, independentemente se feito por aquele
que se classifique na livre disposição e administração de seus bens, desde que assinado por esse, irá provar
obrigações convencionais de qualquer valor, o mesmo não vale para os seus efeitos. Vide art. 221 do Código
Civil.

Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja na livre disposição
e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos,
bem como os da cessão, não se operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro público.

A alternativa E está incorreta, uma vez que, a cópia fotográfica pode ser utilizada como prova de declaração
de vontade, porém, caso seja contestada a sua autenticidade deverá ser apresentada a original, afim de
provar sua autenticidade. Conforme art. 223 do Código Civil.

Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de
declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original.

Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou
as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição.

9. (FCC / DPE-AP – 2018) No Direito Civil brasileiro atual, a prescrição


a) se interrompe e é contada desde o seu início, no caso de morte do credor.

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b) admite renúncia tácita, quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.
c) não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, salvo para beneficiar incapaz.
d) não corre entre os cônjuges até o momento do divórcio ou de outra causa extintiva do matrimônio.
e) se interrompe pela citação válida.

Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que, quando interrompida a prescrição, essa que poderá ocorrer
apenas uma vez, recomeça a correr novamente de onde parou, seja da data do ato que resultou na
interrupção ou processo. Vide art. 202 parágrafo único do Código Civil. Em caso de morte do credor, a
prescrição será ininterrupta por conta desse acontecimento, conforme o art. 196 do CC, continuará correndo
contra o seu sucessor.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do
último ato do processo para a interromper.

Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

A alternativa B está correta, dado que se admite renúncia tácita, ou seja, pode o lesado optar por negociar
com o devedor de alguma forma, obstante da prescrição, tendo como respaldo dessa negociação obstante
a renúncia da prescrição. A renúncia da prescrição pode também ser expressa, ou seja, por livre escolha de
renunciar esse direito. Vide art. 191 do Código Civil.

Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa C está incorreta, uma vez que, mediante respaldo no Código Civil, art. 203, poderá interromper
a prescrição, seja o titular de direito, fiador, herdeiros, credor, credores do credor, enfim, qualquer
interessado.

Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.

A alternativa D está incorreta, a prescrição não corre entre cônjuges, enquanto houver sociedade conjugal,
que é diferente de divórcio ou extinção do matrimônio, pode comumente haver casamento sem que haja a
sociedade conjugal, essa, por sua vez, significa que um casal se une com a intenção de constituir família,
apresentando assim um vínculo jurídico. Conforme o art. 197 do CC.

Art. 197. Não corre a prescrição:

I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

A alternativa E está incorreta, uma vez que a prescrição não necessita que a citação seja válida, sendo por
ordem do juiz, é desnecessária a competência da citação. Vide art. 202 do Código Civil.

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Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo
e na forma da lei processual;

10. (FCC / PGE-TO – 2018) Em 20/03/2017 a Fazenda Pública do Estado de Tocantins ajuizou ação
indenizatória em face do causador de um acidente de trânsito, ocorrido em 20/02/2014, do qual resultou
a destruição de uma viatura oficial. Na sentença, de ofício, reconheceu-se que o prazo prescricional para
a pretensão de reparação civil era de 3 anos, razão por que se julgou improcedente o pedido. Em recurso
de apelação, poderá o Procurador do Estado alegar a não ocorrência de prescrição,
a) se estiver demonstrado que, desconsiderados os períodos em que houve suspensão dos prazos
processuais, o prazo trienal não se consumou.
b) exclusivamente pela impossibilidade de seu reconhecimento de ofício, por ser a autora a Fazenda Pública.
c) fundando-se no Decreto no 20.910/1932, aplicável por isonomia, o qual estabelece que o prazo
prescricional nas ações contra a Fazenda Pública é quinquenal, existindo recentes julgados do Superior
Tribunal de Justiça neste sentido.
d) se estiver demonstrado que, descontado o tempo em que tramitou sindicância interna para apuração de
responsabilidade do condutor da viatura oficial, não se completou o triênio prescricional.
e) se estiver demonstrado que desde a notificação extrajudicial do réu, por meio da qual solicitou o
pagamento da indenização, não se completou o triênio prescricional.

Comentários

Decreto-Lei 20.910/1932. Art. 1º. As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim
todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza,
prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.

Informativo 512 STJ:

DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRAZO PRESCRICIONAL DA PRETENSÃO INDENIZATÓRIA


CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRAZO QUINQUENAL DO DEC. N. 20.910/1932. RECURSO REPETITIVO (ART.
543-C DO CPC E RES. N. 8/2008-STJ).

Aplica-se o prazo prescricional quinquenal – previsto no art. 1º do Dec. n. 20.910/1932 – às ações


indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, e não o prazo prescricional trienal – previsto no art. 206,
§ 3º, V, do CC/2002. O art. 1º do Dec. n. 20.910/1932 estabelece que “as dívidas passivas da União, dos
Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou
municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual
se originarem”. Por sua vez, o art. 206, § 3º, V, do CC/2002 dispõe que prescreve em três anos a pretensão
de reparação civil. Ocorre que, no que tange às pretensões formuladas contra a Fazenda Pública, deve-se
aplicar o prazo prescricional do Dec. n. 20.910/1932 por ser norma especial em relação ao CC, não revogada
por ele. Nesse aspecto, vale ressaltar que os dispositivos do CC/2002, por regularem questões de natureza
eminentemente de direito privado, nas ocasiões em que abordam temas de direito público, são expressos
ao afirmarem a aplicação do Código às pessoas jurídicas de direito público, aos bens públicos e à Fazenda

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Pública. No caso do art. 206, § 3º, V, do CC/2002, em nenhum momento foi indicada a sua aplicação à
Fazenda Pública. Certamente, não há falar em eventual omissão legislativa, pois o art. 178, § 10, V, do
CC/1916 estabelecia o prazo prescricional de cinco anos para as ações contra a Fazenda Pública, o que não
foi repetido no atual código, tampouco foi substituído por outra norma infraconstitucional. Por outro lado,
o art. 10 do referido decreto trouxe hipótese em que o prazo quinquenal não seria aplicável, qual seja, a
existência de prazos prescricionais reduzidos constantes de leis e regulamentos já em vigor quando de sua
edição. Esse dispositivo deve ser interpretado pelos critérios histórico e hermenêutico e, por isso mesmo,
não fundamenta a afirmação de que o prazo prescricional nas ações indenizatórias contra a Fazenda Pública
teria sido reduzido pelo CC/2002. Ademais, vale consignar que o prazo quinquenal foi reafirmado no art. 2º
do Dec.-lei n. 4.597/1942 e no art. 1º-C da Lei n. 9.494/1997, incluído pela MP n. 2.180-35, de 2001.
Precedentes citados: AgRg no AREsp 69.696-SE, DJe 21/8/2012, e AgRg nos EREsp 1.200.764-AC, DJe
6/6/2012. REsp 1.251.993-PR, Rel. Min. Mauro Campbell, julgado em 12/12/2012.

A alternativa C está correta.

As alternativa A, B, D e E estão incorretas, consequentemente.

11. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Em janeiro de 2010, acidente de trânsito culposamente provocado
por Ricardo causou danos materiais a Tereza, pessoa maior e capaz. Dois anos depois do acidente, em
janeiro de 2012, Tereza promoveu em face de Ricardo protesto interruptivo da prescrição. Dois anos
depois, em janeiro de 2014, promoveu novo protesto. Dois anos mais tarde, em janeiro de 2016, ajuizou
contra Ricardo ação pleiteando indenização por conta do acidente. Nesse caso, considerando que
prescreve em três anos a pretensão de reparação civil, conclui-se que
a) ao tempo do ajuizamento da ação, a pretensão não estava prescrita.
b) a prescrição ocorreu no ano de 2015, podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz.
c) a prescrição ocorreu no ano de 2015, não podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz.
d) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que poderá ser pronunciada de ofício
pelo juiz.
e) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que não poderá ser pronunciada de
ofício pelo juiz.

Comentários

A alternativa A está incorreta, tendo em vista que na data em que foi ajuizada a ação de indenização já havia
prescrito em 1 ano, sabendo que o prazo prescricional, previsto pelo art. 206 do Código Civil, para a
pretensão de reparação civil se dá em 3 anos, portanto, já havia prescrito.

Art. 206. Prescreve: § 3º Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa B está correta, sendo necessário lembrar a redação do art. 202, inc. II: “art. 202. A interrupção
da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: II - por protesto, nas condições do inciso
antecedente”. Então, o protesto interrompe a prescrição, cuja contagem se reinicia, da data do
acontecimento que resultou na interrupção, ou do último ato do processo que também tenha resultado na
interrupção. Assim, o protesto de 2012 fez começar a correr novamente o prazo prescricional trienal.

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O caput do art. 202 limita a interrupção da prescrição à uma única vez. Sendo assim, o protesto de 2014 é
ineficaz para interromper a fluência do prazo prescricional, que continuou a correr mesmo com ele.

A alternativa C está incorreta, visto que, desde que consumada a ocorrência de decadência ou prescrição,
conforme entranhas do art. 332 § 1º do Código de Processo Civil, terá a possibilidade do juiz reaver
liminarmente improcedente a requisição.

Art. 332. § 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a
ocorrência de decadência ou de prescrição.

A alternativa D está incorreta, uma vez que, apesar de poder ser pronunciado de ofício pelo juiz, como já
afirmado anteriormente, o segundo protesto não tem validade diante do entendimento do Código Civil, pois,
estabeleceu-se, no art. 202 do Código Civil, que a requisição de interrupção da prazo prescricional fosse
única, não podendo se repetir. Portanto, apenas o primeiro pedido de interrupção tem validade.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

A alternativa E está incorreta, apesar de poder ser pronunciado de ofício pelo juiz, como já afirmado
anteriormente, o segundo protesto não tem validade, por simplesmente não tem respaldo na lei, inclusive é
vetado realizar um segundo protesto, art. 202 do Código Civil. Ao passo que, se fosse possível realizar um
segundo protesto, este não teria se consumado, pois, prescreve em 3 anos a pretensão para reparação civil,
e está ainda estaria correndo.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

12. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Por força de contrato, Antônio e Joaquim se tornaram credores
solidários de Beatriz, que deixou de cumprir no vencimento a prestação a que se havia obrigado. Nesse
caso, suspensa a prescrição em favor de Antônio, por conta da sua incapacidade absoluta, essa suspensão
a) não aproveitará a Joaquim, independentemente de a obrigação ser ou não divisível.
b) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for indivisível.
c) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for divisível.
d) aproveitará a Joaquim independentemente de a obrigação ser ou não divisível.
e) aproveitará a Joaquim, seja a obrigação divisível ou indivisível, porém limitada ao prazo máximo de cinco
anos.

Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que Joaquim só aproveitará se a reponsabilidade foi indivisível.

A alternativa B está correta, pois, nos casos de suspensão só aproveita se for indivisível

Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

A alternativa C está incorreta, a uma inversão de indivisível para divisível.

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Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

A alternativa D está incorreta, uma que só aproveita Joaquim se a reponsabilidade for indivisível.

A alternativa E está incorreta, vide art.201 do Código Civil.

Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

13. (FCC / TST – 2017) Acerca da prescrição e da decadência, considere:

I. A prescrição iniciada contra uma pessoa se interrompe na hipótese do seu falecimento, voltando a
correr, pelo prazo integral, contra os seus sucessores.

II. O juiz deverá conhecer de ofício da decadência, salvo se for convencional, caso em que só poderá
pronunciá-la se alegada pela parte a quem ela aproveita.
III. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, desde que se trate de direito
disponível.

IV. É nula a renúncia à decadência fixada em lei, admitindo-se, porém, a renúncia da prescrição, que
poderá ser expressa ou tácita.

V. Em regra, salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem,
suspendem ou interrompem a prescrição.

Está correto o que consta APENAS em


a) I e V.
b) II e III.
c) I e III.
d) II e IV.
e) IV e V.

Comentários

A afirmativa I está incorreta, porque a prescrição iniciada contra uma pessoa não deixa de correr contra seus
sucessores. Podendo o sucessor ser compreendido entre um herdeiro, cessionário, legatário ou qualquer
tipo de sucessor compreendido, independentemente se esse for universal ou singular. Conforme art. 196 do
Código Civil.

A afirmativa II está correta, conforme dispõe o Código Civil.

Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.

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Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de
jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.

A afirmativa III está incorreta, pois, os prazos prescricionais não podem ser alterados por acordo entre as
partes, partindo do princípio de que a prescrição é objeto de ordem pública, portanto, caso pudesse ser
alterada de alguma forma, este instituto viria à falência. De acordo com o art. 192 do Código Civil.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A afirmativa IV está correta, pois, conforme fixa o art. 209 do Código Civil, é nula a renúncia fixada em lei,
ou seja, nos casos em que a decadência é previamente estabelecida na lei, não poderão as partes
renunciarem, porém, caso não seja fixado na lei, podem as partes livremente acordarem o prazo de
decadência, portanto, nesses casos, poderão as partes, no mesmo direito, renunciarem. Ainda, vide art. 191
do CC, admite-se a renúncia da prescrição, que pode ser expressa ou tácita, por livre espontânea vontade ou
por acordo entre as partes, respectivamente.

Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.

A afirmativa V está incorreta, vide art.207 e 208 do Código Civil, quando determinado na lei, a decadência
não poderá ser interrompida, suspensa ou impedida, assim como é possível na prescrição.

Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem,
suspendem ou interrompem a prescrição.

Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I.

Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o ;

A alternativa D está correta.

As alternativas A, B, C e E estão incorretas, consequentemente.

14. (FCC / DPE-RS – 2017) Rodrigo, de 18 anos de idade, está cursando universidade e, após demandar
em juízo, demonstrando que não tem condições financeiras para pagar suas despesas, obtém a fixação de
alimentos pelo Magistrado no importe de R$ 2.000,00 por mês a ser suportado pelo seu genitor Paulo.
Havendo inadimplemento das prestações alimentares pelo genitor, nos termos estabelecidos pelo Código
Civil, Rodrigo deverá observar, a partir do vencimento de cada prestação, o prazo prescricional de cobrança
de

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a) 2 anos.
b) 3 anos.
c) 5 anos.
d) 1 ano.
e) 4 anos.

Comentários

A alternativa A está correta, uma vez que o prazo prescricional de cobrança de prestações alimentares é de
dois anos, exclusivamente.

Art. 206. Prescreve:

§ 2º. Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

A alternativa B está incorreta, visto que prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações
vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de ressarcimento por
enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé, contra pessoas que
violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário contra segurador (nos
casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 § 3º do Código Civil.

A alternativa C está incorreta, uma vez que o prazo o prazo prescricional da cobrança de alimentos é de 2
anos.

Art. 206. Prescreve: § 5º Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

A alternativa D está incorreta, pois, o prazo de um ano prescreve hipóteses de hospedeiros, segurado contra
segurador, tabelião, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, credores não pagos (§ 1º,
art. 206 do CC)

A alternativa E está incorreta, uma vez que prazo prescricional de quatro anos são voltados a tutela,
exclusivamente. (§ 4º, art. 206 do CC).

§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

15. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO – 2017) A empresa X, sediada na cidade de São Paulo capital, é
integralmente extinta após regular liquidação em dezembro de 2016. Rodolfo, ex-sócio da empresa,
desligado desde o ano de 2014, pretende receber uma dívida de R$ 500.000,00 dos sócios da empresa

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extinta. Neste caso, o prazo prescricional para Rodolfo exercer a sua pretensão, nos termos preconizados
pelo Código Civil, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade, será
de
a) 2 anos.
b) 1 ano.
c) 10 anos.
d) 5 anos.
e) 3 anos.

Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que o prezo de dois anos é destinado a prestação alimentares, e o
caso trazido na questão alude liquidação de sociedade.

Art. 206. Prescreve:

§ 2º. Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

A alternativa B está correta, porque dispõe de 1 ano o prazo prescricional de cobrança em caso de liquidação
de sociedade.

Art. 206. Prescreve:

§ 1 o Em um ano:

V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da
publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

A alternativa C está incorreta, uma vez que a prescrição ocorre em dez anos apenas para casos não fixados
em lei.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa D está incorreta, dado que 5 anos, é o prazo prescricional para dívidas líquidas em instrumento
particular, honorários de profissionais liberais, vencedor contra vencido por despesas em juízo.

§ 5º Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

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A alternativa E está incorreta, uma vez que o prazo de três anos prescreve a pretensão relativa à aluguéis,
prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de
ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé,
contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário
contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 § 3º do Código Civil.

16. (FCC / TJ-SC – 2017) O recebimento, pelo credor, de dívida prescrita


a) dá direito à repetição se o devedor for absoluto ou relativamente incapaz.
b) dá direito à repetição em dobro, salvo se for restituído o valor recebido no prazo da contestação.
c) dá direito à repetição fundada no enriquecimento sem causa.
d) só não confere direito à repetição, se o credor houver agido de boa-fé.
e) não dá direito à repetição por pagamento indevido ou enriquecimento sem causa, ainda que a prescrição
seja considerada matéria de ordem pública.

Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que não corre prescrição contra absolutamente incapaz. Dessa forma,
não há como alegar dívida prescrita contra absolutamente incapaz. Como também, conforme art. 882 do
Código Civil, é assegurado pela lei que a dívida prescrita sanada não poderá ser repetida.

Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente
inexigível.

A alternativa B está incorreta, tendo em vista que, no caso de restituição em dobro, é imprescindível que
tenha boa-fé, conforme incide a Súmula 159 do STF. Porém, em caso de repetição com a dívida prescrita,
não será necessário ter boa-fé.

Súmula 159, STF: Cobrança excessiva, mas de boa-fé, não dá lugar às sanções do art. 1531 (art. 940, CC/02),
do Código Civil.

Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas
ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que
houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

A alternativa C está incorreta, uma vez que não dá direito à repetição por pagamento indevido ou
enriquecimento sem causa, ainda que a prescrição seja considerada matéria de ordem pública.

A alternativa D está incorreta, uma vez que o Código Civil afasta a possibilidade de repetição de indébito
havendo uma obrigação natural ou imoral. Como também, conforme art. 882 do Código Civil, é assegurado
pela lei que a dívida prescrita sanada não poderá ser repetida.

O art. 882 do CC dispõe que não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita ou cumprir
obrigação judicialmente inexigível.

Como se pode notar, a dívida existe, mas não pode ser exigida. Apesar disso, pode ser paga. Sendo paga,
não caberá repetição de indébito.

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A alternativa E está correta, uma vez que, segundo o art.882 do Código Civil, "não se pode repetir o que se
pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível". Temos que a extinção da
pretensão do crédito é inexigível. Todavia, uma vez pago voluntariamente, o valor é irrepetível.

17. (FCC / DPE-PR – 2017) Sobre prescrição, é correto afirmar:


a) Em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de energia elétrica, o famigerado “gato”, o
prazo prescricional para a cobrança de dívida do período de irregularidade é de cinco anos, e não o prazo
geral do Código Civil de dez anos, aplicando-se, em diálogo das fontes, aquele previsto no Código de Defesa
do Consumidor, por ser mais favorável ao consumidor.
b) Segundo o STJ, não há relação de consumo entre o condomínio e seus condôminos. Como consequência,
é de dez anos o prazo para o exercício da pretensão de cobrança de dívida de condomínio edilício em face
do condômino, ante a inexistência de disposição normativa específica, não se aplicando, deste modo, o prazo
de cinco anos previsto no Código de Defesa do Consumidor.
c) A hipoteca é garantia real sobre bem imóvel sujeita a prazo de até trinta anos, contados da data do
contrato. Com efeito, a prescrição da pretensão de cobrança de dívida que lhe deu origem não extingue a
hipoteca, pois ela persiste até o advento do termo final previsto no instrumento contratual, tendo em vista
o princípio do pacta sunt servanda.
d) Na hipótese de reconhecimento de paternidade post mortem em demanda ajuizada após o trânsito em
julgado da sentença de partilha de bens deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo prescricional para o
ajuizamento da ação de petição de herança é a data do trânsito em julgado da sentença proferida na ação
de inventário.
e) Segundo jurisprudência do STJ, é de dez anos o prazo prescricional para o reembolso de despesas
alimentares do filho assumidas pelo genitor em virtude do inadimplemento de obrigação alimentar fixada
judicialmente para o outro genitor. Isto porque o pagamento é realizado por terceiro não interessado, que
intervém na gestão de negócio alheio.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de energia
elétrica, o comumente chamado “gato”, o prazo prescricional para a cobrança de dívida do período de
irregularidade é de 10 anos, pois, não há prazo menor disposto por algum dispositivo no Código Civil que 10
anos, então, conforme art. 205 do CC.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa B está incorreta, conforme o informativo 596 - Na vigência do Código Civil de 2002, é
quinquenal o prazo prescricional para que o condomínio geral ou edilício (horizontal ou vertical) exercite a
pretensão de cobrança da taxa condominial ordinária ou extraordinária constante em instrumento público
ou particular, a contar do dia seguinte ao vencimento da prestação.

A alternativa C está incorreta, informativo 572 - Pelo princípio da gravitação jurídica, pelo qual o acessório
segue o principal, tudo o que ocorre no contrato principal repercute no acessório. Desse modo, sendo nulo
o contrato principal, nulo será o acessório; sendo anulável o principal o mesmo ocorrerá com o acessório;
ocorrendo prescrição da dívida do contrato principal, o contrato acessório estará extinto; e assim

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sucessivamente. Por isso, o STJ entendeu que a prescrição da pretensão de cobrança da dívida extingue o
direito real de hipoteca estipulado para garanti-la.

A alternativa D está incorreta, vide Informativo 583 - Na hipótese em que ação de investigação de
paternidade post mortem tenha sido ajuizada após o trânsito em julgado da decisão de partilha de bens
deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de petição de
herança é a data do trânsito em julgado da decisão que reconheceu a paternidade, e não o trânsito em
julgado da sentença que julgou a ação de inventário.

A alternativa E está correta, pois, segue jurisprudência do STJ:

Informativo 574 - Segundo o STJ, se a mãe, ante o inadimplemento do pai obrigado a prestar alimentos a seu
filho, assume essas despesas, o prazo prescricional da pretensão de cobrança do reembolso é de 10 anos, e
não de 2 anos. Isto porque, conforme afirmado pela questão, o pagamento é realizado por terceiro não
interessado, que intervém na gestão de negócio alheio.

18. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Sidney foi brutalmente violentado por Sérgio quando possuía oito anos
de idade. Aos dezessete, ajuizou ação de indenização contra Sérgio, buscando compensação por danos
morais. A pretensão de Sidney
a) Está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do ajuizamento
da ação.
b) Não está prescrita, pois as ações que versam sobre direitos da personalidade são imprescritíveis.
c) Não está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, iniciando
a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação pessoalmente, embora
representado.
d) Não está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, iniciando
a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação pessoalmente, embora
assistido.
e) Está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do ajuizamento
da ação.

Comentários

A alternativa A está incorreta, uma vez que a pretensão de Sidney não está prescrita, pois, mesmo que o
prazo de três anos prescreva a pretensão relativa à reparação civil, a prescrição não corre contra os
absolutamente incapazes, portanto o prazo começou a correr quando Sidney completou 16 anos. Conforme
prevê o art. 198 do Código Civil.

Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3o;

A alternativa B está incorreta, os direitos de personalidade são aqueles que todo ser humano tem de se
expressar, seja pelo seu corpo, nome, imagem ou qualquer característica que define sua identidade, é um
direito irrenunciável e intransmissível. O caso em questão se trata de reparação civil, portanto, não há o que
se falar em direito de personalidade.

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A alternativa C está incorreta, uma vez que o prazo é de 3 anos para reparação civil. O prazo de prescrição
de 5 anos é referente à pretensão de 3 hipóteses apenas, conforme art. 206 § 5º do CC, dentre as quais não
está enquadrada a reparação civil.

Art. 206. Prescreve:

§ 5º Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

A alternativa D está correta, o prazo para pretensão de reparação civil é de 3 anos, de acordo com o art. 206
do CC. Porém, enquanto considerado absolutamente incapaz, a prescrição não irá correr, pois, de acordo
com o art. 198 do CC, contra absolutamente incapaz não corre prescrição. O prazo prescricional começou a
fluir a partir do momento em que Sidney completou 16 anos, quando tornou-se relativamente incapaz.

Art. 206. Prescreve: § 3º. Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

Deste modo, a pretensão não está prescrita, pois o prazo de três anos, não correu enquanto ele era
absolutamente incapaz, iniciando a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar
ação pessoalmente, embora assistido.

A alternativa E está incorreta, uma vez que o prazo para reparação civil é de 3 anos, não de cinco anos.

O Código Civil fixa 5 anos para, no art. 206 § 5º:

"I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo".

19. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Jonas firmou contrato com Sidney, por instrumento particular,
emprestando-lhe R$10.000,00, os quais deveriam ser devolvidos em janeiro de 2010. Em fevereiro de 2014
Jonas faleceu, deixando somente herdeiros maiores e capazes. Em fevereiro de 2015, o espólio de Jonas
ajuizou ação de execução contra Sidney, que, nos embargos, não abordou a questão da prescrição. Fê-lo,
porém, em sede de recurso. O Tribunal
a) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de três anos, findara enquanto Jonas era
vivo.

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b) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, iniciado quando Jonas era
vivo, continuou a correr contra seus sucessores.
c) Não deverá conhecer da matéria, em razão da preclusão.
d) Deverá conhecer da matéria mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, reiniciou-se, contra
os sucessores de Jonas, na data de seu falecimento.
e) Deverá conhecer da matéria mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de dez anos, não se ultimou.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas está descrita na lei em 5
anos, na forma do art. 206, §5º, inc. I: Prescreve em cinco anos a pretensão de cobrança de dívidas líquidas
constantes de instrumento público ou particular”.

A alternativa B está correta, visto que, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas prescreve em 5 anos,
como também poderá ser alegada em qualquer grau de jurisdição

conforme o art. 206, §5º, inc. I, supramencionado, em combinação com o art. 193 e o art. 196.

A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 193: “A prescrição pode ser alegada em qualquer grau
de jurisdição, pela parte a quem aproveita”.

A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 196: “A prescrição iniciada contra uma pessoa continua
a correr contra o seu sucessor”.

A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões da alternativa A, supramencionada.

20. (FCC / DPE-BA – 2016) De acordo com as disposições do Código Civil, a prescrição
a) Não corre entre pai e filho menor emancipado.
b) Não admite renúncia tácita, mas somente expressa.
c) Admite renúncia antes de sua consumação, desde que se refira a interesses disponíveis de pessoas
capazes.
d) Pode ser renunciada por relativamente incapaz, mediante assistência de seu representante legal,
independentemente de autorização judicial.
e) Corre em desfavor de pessoa relativamente incapaz.

Comentários

A alternativa A está incorreta, de acordo com o Código Civil:

Art. 197. Não corre a prescrição:

II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

A alternativa B está incorreta, uma vez que se admite renúncia tácita, de acordo com o Código Civil:

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Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa C está incorreta, visto que é permitido renúncia depois que a prescrição se consumar, não se
admite renúncia antes de sua consumação.

De acordo com o Código Civil:

Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa D está incorreta, uma vez que precisa-se de poder específico para a renúncia da prescrição.

A alternativa E está correta, uma vez que a prescrição corre em desfavor da pessoa relativamente incapaz.

De acordo com o Código Civil:

Art. 198. Também não corre a prescrição:

I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

21. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) Transitada em julgado a sentença, a pretensão do


vencedor para executar as verbas que lhe foram deferidas em razão da sucumbência processual prescreve
em
a) 3 anos.
b) 10 anos.
c) 5 anos.
d) 2 anos.
e) 1 ano.

Comentários

Para responder as alternativas foi usado como base legal o Art. 206 do Código Civil.

A alternativa A está incorreta, pois, prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações vencidas
de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de ressarcimento por
enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé, contra pessoas que
violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário contra segurador (nos
casos de seguro obrigatório, DPVAT).

A alternativa B está incorreta, porque será de 10 anos a prescrição quando a lei não fixar prazo menor.
Conforme Art. 205 do CC: “A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.”.

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A alternativa C está correta, conforme o Art. 206 do Código Civil, prescreve em 5 anos a pretensão de
cobrança de dívidas líquidas, constantes de instrumento público ou particular, dos profissionais liberais em
geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, e do vencedor para haver do
vencido o que despendeu em juízo.

Art. 206. Prescreve: § 5 o Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;

II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus
honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

A alternativa D está incorreta, visto que, prescreve em 2 anos a pretensão de prestações alimentares, a partir
da data que se vencerem.

A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores,
para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos casos de seguro
facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, árbitros e peritos, contra
os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes.

22. (FCC / PGE-MT – 2016) Francisco tomou R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) emprestados de
Eduardo e não pagou no prazo avençado. Eduardo, por sua vez, deixou de ajuizar ação no prazo legal,
dando azo à prescrição. Não obstante, Francisco pagou Eduardo depois de escoado o prazo prescricional.
Depois de realizado o pagamento, Francisco ajuizou ação contra Eduardo para reaver a quantia paga. A
alegação
a) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e sua renúncia somente é admitida, se
realizada de maneira expressa, depois que se consumar, desde que sem prejuízo de terceiro.
b) Procede, porque, embora a prescrição atinja não o direito, mas a pretensão, sua renúncia somente é
admitida quando realizada de maneira expressa, antes de se consumar, desde que feita sem prejuízo de
terceiro.
c) Improcede, porque a prescrição atinge não o direito, mas a pretensão, além de admitir renúncia, de
maneira expressa ou tácita, depois que se consumar, desde que feita sem prejuízo de terceiro.
d) Improcede, porque, embora apenas a decadência admita renúncia, a prescrição atinge não o direito, mas
a pretensão.
e) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e não admite renúncia.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, improcede já que, conforme Art. 189 do CC, a prescrição atinge a
pretensão e não o próprio direito. A renúncia pode ser tanto expressa quanto tácita, assim como o Art. 191
do CC informa.

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Art. 189 - Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos
a que aludem os Arts. 205 e 206.

Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa B está incorreta, porque improcede, visto que sua renúncia é admitida quando realizada de
maneira expressa ou tácita, depois que a prescrição se consumar.

A alternativa C está correta, visto que confere com os Art. 189 e 191 do Código Civil.

Art. 189 - Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos
a que aludem os Arts. 205 e 206.

Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

A alternativa D está incorreta, já que a renúncia à decadência é nula, conforme Art. 209 do Código Civil: “É
nula a renúncia à decadência fixada em lei.”.

A alternativa E está incorreta, uma vez que a prescrição atinge a pretensão e não o direito, e ainda, admite
a renúncia tanto expressa quanto tácita.

23. (FCC / ELETROBRAS-ELETROSUL – 2016) A empresa Eletrosul ajuizou ação de indenização contra a
empresa “X”, contratada para execução de uma obra de grande complexidade no Estado de Santa
Catarina, obra esta que não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao final da demanda
a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento da indenização, bem como
das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios. Pretendendo cobrar da empresa “X”
os valores que despendeu um juízo no curso do processo, a Eletrosul deverá exercer esta pretensão a partir
da data do trânsito em julgado, e deverá observar o prazo prescricional de
a) 5 anos.
b) 4 anos.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

Comentários

A alternativa A está correta, visto que confere com o Art. 206 do Código Civil.

Art. 206 - Prescreve: § 5 o Em cinco anos: III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que
despendeu em juízo.

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A alternativa B está incorreta, pois, em 4 anos, a pretensão relativa à tutela, conforme Art. 206 do CC.

Art. 206. Prescreve: § 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das
contas.

A alternativa C está incorreta, prescreve em 3 anos a pretensão relativa à aluguéis, prestações vencidas de
rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de ressarcimento por
enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé, contra pessoas que
violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário contra segurador (nos
casos de seguro obrigatório, DPVAT). Conforme Art. 206 § 3º do Código Civil.

A alternativa D está incorreta, porque será de 10 anos a prescrição quando a lei não fixar prazo menor.
Conforme Art. 205 do CC: “A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.”.

A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores,
para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos casos de seguro
facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, árbitros e peritos, contra
os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes.

24. (FCC / CREMESP – 2016) Considere a seguinte hipótese: Através de acordo judicial devidamente
homologado, ficou estabelecido que Caio pagaria alimentos ao filho Lucas, com três anos de idade. Porém,
passou-se um ano e Caio não pagou nenhuma prestação. No caso de Lucas, com relação à pretensão para
haver as prestações alimentares devidas, é correto afirmar que,
a) não corre a prescrição.
b) prescreve em dois anos, a partir da data em que se vencerem.
c) prescreve em três anos, a partir da data em que se vencerem.
d) prescreve em três anos, a partir do vencimento da última prestação não paga.
e) prescreve em dois anos, a partir da data da propositura da ação.

Comentários

A alternativa A está correta, conforme Art. 197 e 198 do CC, já que Lucas, filho de Caio, é menor
absolutamente incapaz.

Art. 197 - Não corre a prescrição: II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3 o ;.

A alternativa B está incorreta, embora o prazo prescricional para ser requerido alimentos seja realmente de
2 anos, Lucas, filho de Caio, é menor e absolutamente incapaz. Sendo assim, é causa impeditiva e a prescrição
não ocorre.

A alternativa C está incorreta, pois, casos que se prescreve 3 anos são: pretensão relativa à aluguéis,
prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente de
ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má fé,

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contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário
contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT).

A alternativa D está incorreta, igualmente justificada na alternativa anterior.

A alternativa E está incorreta, porque não ocorre prazo prescricional por conta de Lucas ser filho de Caio,
como também, por Lucas ser menor absolutamente incapaz.

25. (FCC / PGE-MT – 2016) Sergio sofreu acidente de trânsito quando tinha sete anos de idade. Ao
atingir a maioridade civil, ajuizou ação contra o causador do dano. Este, em contestação, alegou prescrição,
a qual
a) ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, já se ultimou.
b) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era menor de idade.
c) ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, já se ultimou.
d) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era absolutamente
incapaz.
e) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, não correu enquanto Sérgio era menor de idade.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, não ocorreu, visto que o prazo prescricional não corre contra absoluto
incapaz, como também reparação civil o prazo prescricional é de 3 anos.

A alternativa B está incorreta, o prazo prescricional começa a correr a partir dos 16 anos, quando atinge a
posição de relativamente incapaz enquanto ainda é menor de idade.

A alternativa C está incorreta, já que não ocorreu, porque prazo prescricional não corre contra menor
absolutamente incapaz, ou seja, não se ultimou ainda, visto que Sergio ajuizou assim que atingiu a
maioridade civil.

A alternativa D está correta, visto que é embasada no Art. 198 do CC que informa a incapacidade de correr
prescrição contra absolutamente incapazes e Art. 206 que cede a informação de que prescreve em 3 anos o
prazo para pretensão de reparação civil.

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa E está incorreta, o prazo prescricional para reparação civil é de 3 anos e não de 5 anos.

26. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) X e Y, maiores e capazes, mantêm relação contratual e estipularam
que, no caso de uma das partes se acidentar, o prazo prescricional, para a pretensão de reparação civil,
seria ampliado de três para cinco anos. Passados dois anos, as partes aditaram o contrato para o fim de

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renunciarem antecipadamente ao prazo de prescrição. Ocorrido o acidente, a vítima aguardou quatro anos
para então ajuizar ação de reparação civil. A pretensão
a) não está prescrita, porque o Código Civil admite a renúncia antecipada à prescrição, desde que feita de
maneira expressa.
b) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordos das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la em preliminar de
contestação, sob pena de preclusão.
c) não está prescrita, porque os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes.
d) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, podendo a parte a quem aproveita alegá-la em qualquer grau de
jurisdição.
e) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la até a sentença, sob
pena de preclusão.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, está prescrita, como também não pode ocorrer a renúncia antecipada à
prescrição.

A alternativa B está incorreta, já que a prescrição pode ser alegada pela parte a quem aproveita, em qualquer
grau de jurisdição. Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a
quem aproveita.

A alternativa C está incorreta, visto que está prescrita, como também os prazos de prescrição não podem
ser alterados por acordo das partes. Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo
das partes.

A alternativa D está correta, uma vez que corresponde a redação dos Art. 191, 192 e 193.

Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

A alternativa E está incorreta, conforme Art. 193 do Código Civil, a prescrição pode ser alegada pela parte a
quem aproveita, em qualquer grau de jurisdição.

Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

27. (FCC / PREFEITURA DE CAMPINAS - SP – 2016) Mário firmou com João negócio jurídico pelo qual se
obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da celebração do negócio, entregar obra de arte de sua confecção,

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que viria a ser apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, porém, Mário não entregou a
obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos, ajuizou ação de indenização. Em
contestação, Mário alegou prescrição, que, no caso,
a) não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo previsto para cumprimento da
obrigação.
b) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição resolutiva.
c) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos.
d) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos.
e) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição suspensiva.

Comentários

A alternativa A está correta, o prazo prescricional começa a correr após o término do prazo pactuado e dessa
data transcorreram 2 anos, o prazo prescricional para reparação civil é de 3 anos, ou seja, não pode ocorrer
ainda.

A alternativa B está incorreta, pois, trata-se, nesse caso, de termo suspensivo e não condição resolutiva, um
evento futuro e certo. O termo suspensivo, suspende a obrigação, mas não o direito. O obrigado terá que
cumpri-lo conforme pactuado.

A alternativa C está incorreta, visto que não ocorreu, a prescrição começa da data avençada, a partir do
contrato firmado, como se passaram 2 anos do fim do contrato, e a lei prevê 3 anos para reparação civil,
faltam ainda 1 ano para prescrever.

A alternativa D está incorreta, vide alternativa Anterior com embasamento no Art. 206 do Código Civil. Art.
206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa E está incorreta, observa-se a alternativa B, não cabe aqui a condição suspensiva pois, trata-se
de um evento futuro e certo e a condição impõe um evento futuro e incerto.

28. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Ricardo ajuizou ação de indenização contra Pedro, julgada
procedente pela Justiça. Na fase de instrução Ricardo foi obrigado a custear o perito judicial Flavio,
responsável pela elaboração de laudo de engenharia, pagando para o mesmo a quantia de R$ 5.000,00. O
prazo prescricional para Ricardo haver do vencido Pedro o valor despendido em juízo, nos termos
estabelecidos pelo Código Civil, será de
a) 3 anos.
b) 4 anos.
c) 5 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

Comentários

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A alternativa A está incorreta, pois o prazo prescricional de 3 anos está sujeito à pretensão relativa à
aluguéis, prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias, para haver juros/dividendos, proveniente
de ressarcimento por enriquecimento sem causa, reparação civil, de lucros ou dividendos recebidos de má
fé, contra pessoas que violaram lei ou estatuto, para haver o pagamento de título de crédito, e o beneficiário
contra segurador (nos casos de seguro obrigatório, DPVAT).

A alternativa B está incorreta, visto que aplica-se este prazo prescricional em caso de tutela, conforme Art.
206 do CC.

Art. 206. Prescreve: § 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das
contas.

A alternativa C está correta, conforme Art. 206 do Código Civil.

Art. 206 - Prescreve: § 5 o Em cinco anos: III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que
despendeu em juízo.

A alternativa D está incorreta, visto que o prazo prescricional de 10 anos aplica-se quando a lei não tenha
fixado prazo menor. Conforme Art. 205 do CC.

Art. 205 - A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa E está incorreta, dado que, prescreve em 1 ano a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores,
para pagamento da hospedagem ou dos alimentos, do segurado contra segurador (nos casos de seguro
facultativo, seguradora privada), de tabeliães, auxiliares ou serventuários da justiça, árbitros e peritos, contra
os peritos, e dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas liquidantes.

29. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Sobre a prescrição e decadência, nos termos estabelecidos pelo
Código Civil é INCORRETO afirmar:
a) O protesto cambial interrompe a prescrição, interrupção esta que somente poderá ocorrer uma vez.
b) Não corre prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União.
c) As pessoas jurídicas têm ação contra os seus representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não
a alegarem oportunamente.
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários sempre aproveita os outros.
e) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

Comentários

A alternativa A está correta, pois acompanha o Art. 202 do Código Civil.

Art. 202 - A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

III - por protesto cambial;

A alternativa B está correta, é averiguado pelo Art. 198 do Código Civil.

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Art. 198 - Também não corre a prescrição:

II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;

A alternativa C está correta, visto que o Art. 195 do Código Civil confirma a alternativa.

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

A alternativa D está incorreta, conforme Art. 195 do Código Civil, a suspensão da prescrição em favor de um
dos credores solidários só aproveita os outros se a obrigação for indivisível.

Art. 201 - Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a
obrigação for indivisível.

A alternativa E está correta, já que o Art. 204 do Código Civil decorre sobre isso.

Art. 204 - A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a
interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.

§ 3º A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

30. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia Paulo, pessoa
relativamente incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo ajuizou ação de indenização
contra Carlos. A pretensão
a) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual tem ação
contra o assistente, se este houver dado causa à prescrição.
b) não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil.
c) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual não tem ação
contra o assistente, ainda que este tenha dado causa à prescrição.
d) não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil.
e) não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz.

Comentários

A alternativa A está correta, pois, prescreve em 3 anos a pretensão de reparação civil, ainda, os
relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais que derem causa à
prescrição.

Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

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A alternativa B está incorreta, visto que, prescreve em resultado pra pretensão à reparação civil que é de 3
anos.

Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa C está incorreta, os relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes que derem
causa à prescrição.

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

A alternativa D está incorreta, a pretensão para reparação civil prescreve em 3 anos conforme a lei dita.
Prescreve em 10 anos apenas em casos não determinados prazos menor pela lei.

Art. 205 - A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa E está incorreta, está afirmação está errônea, conforme Art. 195 do Código Civil, visto que, os
relativamente capazes têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais.

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

31. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão transitada
em julgado, a pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos de idade. Passados
3 anos do trânsito em julgado, Fernando, representado por sua mãe, requereu o cumprimento da
sentença. Marcos alegou prescrição. A pretensão para cumprimento da sentença
a) prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos vencidos antes de 2 anos do pedido
de cumprimento.
b) não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade.
c) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente incapazes.
d) prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se extingue depois de 2 anos.
e) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente incapazes.

Comentários

A alternativa A está incorreta, o Art. 206 do CC determina que irá prescrever em 2 anos, a pretensão para
haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

A alternativa B está incorreta, realmente a prescrição não atinge direito da personalidade, porém, não é o
caso em questão.

A alternativa C está correta, visto que contra absolutamente incapazes não corre a prescrição, conforme o
Art. 198 do Código Civil determina.

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Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

A alternativa D está incorreta, porque a pretensão para haver prestações alimentares prescreve em 2 anos
a partir da data em que se vencerem. Art. 206 do CC.

A alternativa E está incorreta, visto que os relativamente incapazes têm ação contra os seus assistentes que
derem causa à prescrição.

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

32. (FCC / TJ-SE – 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. Passados
alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter indenização por dano
moral. Esses pedidos sujeitam-se:
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente.
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente.
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial.
d) ambos a prazo decadencial.
e) ambos a prazo prescricional.

Comentários

Tendo em vista que a indenização relacionada aos danos morais se sujeita a prazo prescricional, conforme
Art. 206 do CC, pode-se desconsiderar as alternativas B, C e D, que ou alegam que danos morais seja
decadencial ou não está sujeito a algum prazo.

A revogação de doação não está listada nas hipóteses do Art. 206 do CC, tratando-se de prazos prescricionais,
portanto fica sujeita ao Art. 557 do CC, que trata das revogações por ingratidão de doações, referindo a quem
caluniou o doador. Por se tratar de ação desconstitutiva fica sujeito à prazo decadência de 1 ano, previsto
no Art. 559.

Art. 206 - Prescreve: § 3 o Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

Art. 557 - Podem ser revogadas por ingratidão as doações: III - se o injuriou gravemente ou o caluniou;

Art. 559 - A revogação por qualquer desses motivos deverá ser pleiteada dentro de um ano, a contar de
quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a autorizar, e de ter sido o donatário o seu autor.

Portanto, podemos afirmar que revogação à doação está sujeita a prazo decadencial e a indenização por
danos morais à prazo prescricional.

A alternativa A está correta, diante das informações citadas acima.

As alternativas B, C, D e E estão incorretas, consequentemente.

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33. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) P e R firmaram contrato pelo qual P se obrigou a pagar quantia
líquida a R. No instrumento contratual, estabeleceram que, se não pago o débito, o prazo de prescrição
para cobrança da dívida seria aumentado de 5 para 10 anos. Sete anos depois do vencimento do prazo, R
ajuizou ação de cobrança, a qual foi julgada procedente. Em apelação, P alegou prescrição, o que não havia
feito em primeira instância. O Tribunal
a) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque o contrato obriga as partes contratantes,
inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais, além de ter ocorrido preclusão.
b) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque, embora a questão não preclua, o contrato
obriga as partes contratantes, inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais.
c) deverá reconhecer a ocorrência da prescrição, pois os prazos prescricionais não podem ser alterados por
acordo de vontades e porque a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a
quem aproveita.
d) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se R for absolutamente incapaz, pois esta condição
impede que as partes alterem, por acordo de vontades, os prazos prescricionais, além de evitar a preclusão.
e) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se P for absolutamente incapaz, pois esta condição
impede que as partes alterem os prazos prescricionais, por acordo de vontades, além de evitar a preclusão.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, implica o Art. 192 do Código Civil, a respeito dos prazos prescricionais,
esses não podem ser alterados por vontade das partes envolvidas.

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa B está incorreta, consoante com a alternativa A, está também não está correta pois, independe
de ser alterado, os prazos prescricionais, por vontade das partes.

A alternativa C está correta, os Art. 192 e 193 do Código Civil confirmam.

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

A alternativa D está incorreta, visto que, de acordo com o Art. 198 do Código Civil, confere que não corre
prescrição contra absolutamente incapazes. Além de não ser por tal motivo que impede que as partes
alterem os prazos prescricionais, para isso temos o Art. 192.

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa E está incorreta, uma vez que esta é consoante a alternativa D.

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34. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) J sofreu danos, causados por Y, quando tinha 5 anos de idade. De
acordo com o Código Civil, conhecido o autor do dano desde a sua perpetração, o prazo prescricional, para
a pretensão de responsabilização civil, de
a) 5 anos, começa a ser contado da prática do dano.
b) 3 anos, começa a ser contado da prática do dano.
c) 3 anos, começa a ser contado com a cessação da incapacidade absoluta de J.
d) 3 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil.
e) 5 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil.

Comentários

Conforme Art. 206 do Código Civil, prescreve em 3 anos a pretensão de reparação civil e Art. 198, não corre
a prescrição contra absolutamente incapazes. Sendo assim, logo que cessar a incapacidade absoluta a
prescrição pode começar a correr.

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º ;

Art. 206 - Prescreve: § 3º Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa A está incorreta, pois, prescreve em 3 anos e começa a ser contada quando cessar incapacidade
absoluta.

A alternativa B está incorreta, visto que, começa a ser contada quando cessar incapacidade absoluta.

A alternativa C está correta, de acordo com as informações anteriormente fornecidas.

A alternativa D está incorreta, começa a correr quando atinge a incapacidade relativa, que se dá aos 16 anos
completos.

A alternativa E está incorreta, prescreve em 3 anos e começa a correr quando atinge a incapacidade relativa,
que se dá aos 16 anos completos.

35. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO – 2015) Durante a constância do casamento, Lourenço emprestou para sua
mulher, Bianca, a quantia de R$ 10.000,00, que deveria ser devolvida em um ano. Passados mais de dez
anos sem que a dívida houvesse sido paga, o casal se divorciou. Passados dois anos e meio da decretação
do divórcio, Lourenço ajuizou ação de cobrança contra Bianca, que, em contestação, alegou decadência,
requerendo a extinção do processo com resolução de mérito. Tal como formulada, a alegação de Bianca
a) improcede, pois se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição e não se passaram mais de
quatro anos da decretação do divórcio.
b) procede, pois, salvo disposição em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem a
prescrição.
c) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional, mas o juiz deverá decretar a
prescrição de ofício, pois se passaram mais de dez anos da realização do negócio.

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d) procede, pois, embora se apliquem à decadência as normas que impedem a prescrição, passaram-se mais
de dois anos da decretação do divórcio.
e) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional e não corre durante a
constância da sociedade conjugal, além de não ter se ultimado, depois da decretação do divórcio.

Comentários

A alternativa A incorreta, salvo no Art. 207 do CC, não se aplica à decadência as normas que impedem a
prescrição.

A alternativa B está incorreta, pois, improcede, contudo o argumento é válido, confere com a redação do
Art. 207 do Código Civil.

Art. 207 - Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem,
suspendem ou interrompem a prescrição.

A alternativa C está incorreta, de acordo com Art. 197 do Código Civil, durante o casamento não corre
prescrição entre os cônjuges, portanto não importa o tempo em ralação a realização do negócio, mas sim da
data do divórcio, e este está sujeito ao Art. 205 do CC.

Art. 197 - Não corre a prescrição: I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

Art. 205 - A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

A alternativa D está incorreta, improcede, pois, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor a prescrição
ocorrerá em dez anos. Conforme redação do Art. 205 do Código Civil.

A alternativa E está correta, visto que confere com as redações dos Art. 197 e 205 do Código Civil.

Art. 197 - Não corre a prescrição: I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

Art. 205 - A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

36. (FCC / TCM-RJ – 2015) Carlos e Roberto celebraram contrato de natureza civil no âmbito do qual
estipularam que, no caso de as partes pretenderem reparação civil, o prazo legal de prescrição, de três
anos, seria majorado para cinco. Tendo tido direito violado, Carlos ajuizou ação contra Roberto quatro
anos depois do nascimento da pretensão. Carlos é relativamente incapaz e foi devidamente assistido
quando da celebração do negócio. A pretensão
a) não está prescrita, porque, embora inválida a cláusula que altera o prazo de prescrição, esta não corre
contra o relativamente incapaz.
b) está prescrita e assim deverá ser declarada, inclusive de ofício, pelo juiz.
c) não está prescrita, porque, embora corra a prescrição contra o relativamente incapaz, a ação foi ajuizada
dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida.
d) não está prescrita, porque não corre a prescrição contra o relativamente incapaz e porque a ação foi
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida.

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e) está prescrita e assim deverá ser declarada desde que a requerimento de Roberto, vedado ao juiz conhecê-
la de ofício.

Comentários

A alternativa A está incorreta, pois, está prescrita e também o fato de ser relativamente incapaz não
interfere, uma vez que, só interferiria caso Carlos fosse absolutamente incapaz.

A alternativa B está correta, é assegurada pelo Art. 487 do NCPC.

Art. 487 - Haverá resolução de mérito quando o juiz: II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a
ocorrência de decadência ou prescrição;

A alternativa C está incorreta, além de estar prescrita, conforme Art. 192 do Código Civil, o prazo
prescricional não pode ser alterado por vontade das partes, portanto não está dentro do prazo.

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

A alternativa D está incorreta, pois, pode correr a prescrição contra o relativamente incapaz, conforme Art.
195 do CC, como também, o prazo prescricional não pode ser alterado por vontade das partes, embasado
no Art. 192 do CC.

Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

A alternativa E está incorreta, visto que deve ser requerida por Carlos, interessado na prescrição.

37. (FCC / TCE-CE – 2015) Tício, pessoa absoluta e irreversivelmente incapaz, foi agredido por Caio,
sofrendo danos morais. A pretensão de Tício de se ver compensado pelos danos causados por Caio
a) decai em 4 anos.
b) prescreve em 3 anos.
c) decai em 2 anos.
d) não prescreve.
e) prescreve em 10 anos.

Comentários

O Art. 206 do Código Civil informa que para reparação civil prescreve em 3 anos a pretensão de reparação
civil, porém Tício é absoluto incapaz que, por essa condição, de acordo com o Art. 198 do CC, não corre a
prescrição. Portanto, não corre a prescrição.

Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º ;

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Art. 206 - Prescreve: § 3º Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa D está correta, uma vez que, as informações acima confirmam a alternativa.

As alternativas A, B, C e E estão incorretas, consequentemente.

38. (FCC / TCE-CE – 2015) Em relação à prescrição, considere:

I. As pretensões que protegem os direitos da personalidade e as que se vinculam ao estado das pessoas
são imprescritíveis, como regra geral.

II. Não corre a prescrição entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal.

III. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

IV. A prescrição só pode ser interrompida pelo titular do direito violado.

V. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II, III e V.
b) II, III, IV e V.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, IV e V.

Comentários

O item I está correto, são imprescritíveis os direitos que protegem a personalidade, como a vida, a honra, o
nome, a liberdade, a intimidade, a própria imagem, as obras literárias, artísticas ou científicas, etc.; o estado
da pessoa como filiação, condição conjugal, interdição dos incapazes, cidadania, etc.; o direito de família no
que concerne à questão inerente à pensão alimentícia, vida conjugal, regime de bens, etc.

O item II está correto, conforme Art. 197 do CC: “Não corre a prescrição:

I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;”.

O item III está correto, conforme Art. 196 do CC: “A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr
contra o seu sucessor.”.

O item IV está incorreto, pois, o Art. 203 do CC prevê que a prescrição pode ser interrompida por qualquer
interessado.

Art. 203 - A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.

O item V está correto, de acordo com o Art. 190 do CC: “A exceção prescreve no mesmo prazo em que a
pretensão.”.

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A alternativa A está correta.

A alternativa B está incorreta, pois, o item I também está correto e o item IV está incorreto.

A alternativa C está incorreta, visto que falta o item V que também está correto.

A alternativa D está incorreta, já que o I e V também estão corretos e o item IV não está correto.

A alternativa E está incorreta, uma vez que, os itens II e III estão corretos também e o item IV não está
correto.

39. (FCC / MANAUSPREV – 2015) Aos 20 anos de idade, Cássio ajuizou ação de reparação de dano,
fundada na responsabilidade civil, contra Roberto, seu pai, em razão de fato ocorrido quando tinha 9 anos.
A pretensão
a) não está prescrita, pois não corre prescrição entre pai e filho, ainda que cessado o poder familiar.
b) não está prescrita, pois não corre a prescrição contra os relativa e absolutamente incapazes.
c) está prescrita, pois o prazo de 10 anos, iniciado quando Cássio tinha 9 anos de idade, já se consumou.
d) está prescrita, pois o prazo de 3 anos, iniciado quando Cássio tinha 16 anos de idade, já se consumou.
e) não está prescrita, pois não corre a prescrição durante o poder familiar.

Comentários

A alternativa A está incorreta, cessado o poder familiar pode correr normalmente a pretensão. Art. 1.635 -
Extingue-se o poder familiar: III - pela maioridade;

Art. 1.630 - Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto menores.

A alternativa B está incorreta, não corre prescrição contra os absolutamente incapazes, mas sim contra os
relativamente incapazes, conforme redação dos Art. 195 e 198 do CC.

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

Art. 195 - Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

A alternativa C está incorreta, não está prescrita, pois, o prazo de 10 anos, previsto no Art. 205, só é aplicado
para casos não previstos em lei, além de não prescrever contra absolutamente incapazes, que no caso era
Cássio com 9 anos, previsto no Art. 198 do CC.

Art. 198 - Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

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A alternativa D está incorreta, não está prescrita, pois, apesar de prescrever em 3 anos a pretensão para
reparação civil, conforme previsto no Art. 206 do CC, não corre a prescrição entre ascendentes e
descendentes, durante o poder familiar, confirma a redação do Art. 197 do CC.

Art. 197. Não corre a prescrição: II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

Art. 206 - Prescreve: § 3º Em três anos: V - a pretensão de reparação civil;

A alternativa E está correta, pois, corresponde ao Art. 197 do Código Civil.

Art. 197. Não corre a prescrição: II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

40. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Por meio de contrato escrito, Henrique prometeu dar ao filho Pedro, então
com 18 anos, um veículo no dia de seu casamento, que ocorreu 12 anos depois. No entanto, Henrique
negou-se a entregar o veículo, alegando prescrição. Pedro
a) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição resolutiva.
b) não poderá exigir o cumprimento do contrato, pois, passados 4 anos, ocorreu decadência.
c) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição suspensiva.
d) não poderá exigir cumprimento do contrato, pois, passados 10 anos, ocorreu prescrição.
e) poderá exigir o cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição entre pais e filhos.

Comentários

A alternativa A está incorreta, não corre igualmente a prescrição em caso de condição suspensiva e não
resolutiva, conforme Art. 199 do Código Civil.

Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: I - pendendo condição suspensiva;

A alternativa B está incorreta, pois, do artigo que trata da decadência passados 4 anos, não ocorreu
nenhuma situação enumerada, Art. 178 do Código Civil.

Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado:

I - no caso de coação, do dia em que ela cessar;

II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o negócio
jurídico;

III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.

A alternativa C está correta, visto que, nessa questão aplica-se a condição suspensiva, previsto no Art. 125
do CC, e, de acordo com o Art. 199 do CC, pendendo condição suspensiva, não corre igualmente a prescrição.

Art. 125 - Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.

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Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: I - pendendo condição suspensiva;

A alternativa D está incorreta, tendo em vista que é uma condição suspensiva, não poderá ocorrer
prescrição.

A alternativa E está incorreta, não corre a prescrição entre pai e filho durante o poder familiar, esse se
extingue assim que o filho atinge a maioridade civil.

Art. 197 - Não corre a prescrição: II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

Art. 1.635 - Extingue-se o poder familiar: III - pela maioridade;

LISTA DE QUESTÕES
FCC

1. (FCC / TRT - 2ª REGIÃO – 2018) A empresa “X”, fabricante de peças automotivas, contrata o
engenheiro de segurança do trabalho Ricardo para atuar como assistente em uma reclamação trabalhista
movida por três funcionários demitidos da empresa. As partes assinam contrato e estabelecem a
remuneração pelos serviços que serão prestados. Ricardo conclui o seu trabalho e apresenta o laudo para
o qual foi contratado. Contudo, a empresa “X” deixa de pagar os honorários contratados, no importe de
R$ 8.000,00. Neste caso, concluído o trabalho e inadimplida a obrigação, a pretensão de Ricardo para
cobrança dos seus honorários prescreve em:
a) 5 anos.
b) 1 ano.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 4 anos.

2. (FCC / TRT - 6ª REGIÃO – 2018) Com relação à prescrição


a) sua interrupção, produzida contra o principal devedor, não prejudica o fiador, pois este se obriga
autonomamente.
b) sua interrupção, produzida por um credor aproveita aos outros; do mesmo modo, a interrupção operada
contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados.
c) pode ser interrompida por qualquer interessado.
d) ocorre em cinco anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
e) suspensa em favor de um dos credores solidários, só aproveitam aos outros se a obrigação for divisível.

3. (FCC / SEFAZ-SC – 2018) De acordo com o Código Civil de 2002, os prazos prescricionais
a) podem ser alterados mediante acordo entre as partes.

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b) são interrompidos por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do
direito pelo devedor.
c) podem ser renunciados validamente pelo interessado antes de sua consumação, desde que não acarrete
prejuízo a terceiro.
d) são de vinte anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
e) interrompidos contra o devedor principal não prejudicam o fiador.

4. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em contrato de compra e venda a prazo, as partes convencionaram
que o prazo de prescrição para cobrança de valores inadimplidos seria de 6 meses, apenas, e não o previsto
na lei civil. Essa cláusula
a) não tem validade, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, seja
para reduzir, seja para ampliar esse prazo.
b) não tem validade porque o acordo diminui o prazo prescricional, só sendo possível ampliar esse prazo, em
benefício do titular do direito violado.
c) tem validade, porque se trata de um negócio jurídico privado, prevalecendo o princípio de que o contrato
faz lei entre as partes.
d) tem validade nesse caso específico, porque se trata de compra e venda a prazo, que possui regra específica
autorizando a diminuição dos prazos prescricionais.
e) tem validade por diminuir o prazo da prescrição; não teria validade para ampliar o prazo, pois isso
prejudicaria o devedor da obrigação contraída.

5. (FCC / ALESE – 2018) Considere as proposições abaixo, a respeito do tema prescrição e decadência:

I. Se a parte não alegar prescrição na contestação, opera-se a preclusão, sendo vedado que o faça em
grau de recurso.

II. O falecimento do devedor interrompe o curso do prazo prescricional.


III. A prescrição não corre entre os cônjuges, mesmo depois do fim da sociedade conjugal.

IV. É possível a renúncia à prescrição, expressa ou tácita, desde que não traga prejuízo a terceiros e
desde que seja realizada depois de se consumar.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e III.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) IV.
e) II.

6. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) Em relação à prescrição, considere:

I. A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários é personalíssima e não beneficia


os demais em nenhuma hipótese.

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II. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

III. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

IV. A prescrição iniciada contra uma pessoa cessa em relação ao seu sucessor.

Está correto o que consta APENAS de


a) I e IV.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e IV.
e) II e III.

7. (FCC / CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – 2018) Considere as afirmações a seguir.

I. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

II. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de
terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do
interessado, incompatíveis com a prescrição.

III. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

IV. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por serem disponíveis.

V. A prescrição iniciada contra uma pessoa deixa de correr contra seus sucessores.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e III.
b) I, IV e V.
c) I, II, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III, IV e V.

8. (FCC / DPE-AP – 2018) A respeito das disposições gerais do negócio jurídico e da prova dos fatos
jurídicos, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor,
a) as declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários
e terceiros mencionados.
b) a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência,
modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de qualquer valor.
c) salvo os casos expressos, a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo
valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados.

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d) o instrumento particular, feito por terceiro e somente assinado por quem esteja na livre disposição e
administração de seus bens, prova as obrigações convencionais de qualquer valor.
e) a cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como prova de declaração da
vontade, e, ainda que impugnada sua autenticidade, dispensa a exibição do original.

9. (FCC / DPE-AP – 2018) No Direito Civil brasileiro atual, a prescrição


a) se interrompe e é contada desde o seu início, no caso de morte do credor.
b) admite renúncia tácita, quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.
c) não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, salvo para beneficiar incapaz.
d) não corre entre os cônjuges até o momento do divórcio ou de outra causa extintiva do matrimônio.
e) se interrompe pela citação válida.

10. (FCC / PGE-TO – 2018) Em 20/03/2017 a Fazenda Pública do Estado de Tocantins ajuizou ação
indenizatória em face do causador de um acidente de trânsito, ocorrido em 20/02/2014, do qual resultou
a destruição de uma viatura oficial. Na sentença, de ofício, reconheceu-se que o prazo prescricional para
a pretensão de reparação civil era de 3 anos, razão por que se julgou improcedente o pedido. Em recurso
de apelação, poderá o Procurador do Estado alegar a não ocorrência de prescrição,
a) se estiver demonstrado que, desconsiderados os períodos em que houve suspensão dos prazos
processuais, o prazo trienal não se consumou.
b) exclusivamente pela impossibilidade de seu reconhecimento de ofício, por ser a autora a Fazenda Pública.
c) fundando-se no Decreto no 20.910/1932, aplicável por isonomia, o qual estabelece que o prazo
prescricional nas ações contra a Fazenda Pública é quinquenal, existindo recentes julgados do Superior
Tribunal de Justiça neste sentido.
d) se estiver demonstrado que, descontado o tempo em que tramitou sindicância interna para apuração de
responsabilidade do condutor da viatura oficial, não se completou o triênio prescricional.
e) se estiver demonstrado que desde a notificação extrajudicial do réu, por meio da qual solicitou o
pagamento da indenização, não se completou o triênio prescricional.

11. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Em janeiro de 2010, acidente de trânsito culposamente provocado
por Ricardo causou danos materiais a Tereza, pessoa maior e capaz. Dois anos depois do acidente, em
janeiro de 2012, Tereza promoveu em face de Ricardo protesto interruptivo da prescrição. Dois anos
depois, em janeiro de 2014, promoveu novo protesto. Dois anos mais tarde, em janeiro de 2016, ajuizou
contra Ricardo ação pleiteando indenização por conta do acidente. Nesse caso, considerando que
prescreve em três anos a pretensão de reparação civil, conclui-se que
a) ao tempo do ajuizamento da ação, a pretensão não estava prescrita.
b) a prescrição ocorreu no ano de 2015, podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz.
c) a prescrição ocorreu no ano de 2015, não podendo ser pronunciada de ofício pelo juiz.
d) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que poderá ser pronunciada de ofício
pelo juiz.

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e) ao tempo do segundo protesto, já se havia consumado a prescrição, que não poderá ser pronunciada de
ofício pelo juiz.

12. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) Por força de contrato, Antônio e Joaquim se tornaram credores
solidários de Beatriz, que deixou de cumprir no vencimento a prestação a que se havia obrigado. Nesse
caso, suspensa a prescrição em favor de Antônio, por conta da sua incapacidade absoluta, essa suspensão
a) não aproveitará a Joaquim, independentemente de a obrigação ser ou não divisível.
b) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for indivisível.
c) somente aproveitará a Joaquim se a obrigação for divisível.
d) aproveitará a Joaquim independentemente de a obrigação ser ou não divisível.
e) aproveitará a Joaquim, seja a obrigação divisível ou indivisível, porém limitada ao prazo máximo de cinco
anos.

13. (FCC / TST – 2017) Acerca da prescrição e da decadência, considere:

I. A prescrição iniciada contra uma pessoa se interrompe na hipótese do seu falecimento, voltando a
correr, pelo prazo integral, contra os seus sucessores.

II. O juiz deverá conhecer de ofício da decadência, salvo se for convencional, caso em que só poderá
pronunciá-la se alegada pela parte a quem ela aproveita.

III. Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, desde que se trate de direito
disponível.

IV. É nula a renúncia à decadência fixada em lei, admitindo-se, porém, a renúncia da prescrição, que
poderá ser expressa ou tácita.

V. Em regra, salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem,
suspendem ou interrompem a prescrição.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e V.
b) II e III.
c) I e III.
d) II e IV.
e) IV e V.

14. (FCC / DPE-RS – 2017) Rodrigo, de 18 anos de idade, está cursando universidade e, após demandar
em juízo, demonstrando que não tem condições financeiras para pagar suas despesas, obtém a fixação de
alimentos pelo Magistrado no importe de R$ 2.000,00 por mês a ser suportado pelo seu genitor Paulo.
Havendo inadimplemento das prestações alimentares pelo genitor, nos termos estabelecidos pelo Código
Civil, Rodrigo deverá observar, a partir do vencimento de cada prestação, o prazo prescricional de cobrança
de

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a) 2 anos.
b) 3 anos.
c) 5 anos.
d) 1 ano.
e) 4 anos.

15. (FCC / TRT - 24ª REGIÃO – 2017) A empresa X, sediada na cidade de São Paulo capital, é
integralmente extinta após regular liquidação em dezembro de 2016. Rodolfo, ex-sócio da empresa,
desligado desde o ano de 2014, pretende receber uma dívida de R$ 500.000,00 dos sócios da empresa
extinta. Neste caso, o prazo prescricional para Rodolfo exercer a sua pretensão, nos termos preconizados
pelo Código Civil, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade, será
de
a) 2 anos.
b) 1 ano.
c) 10 anos.
d) 5 anos.
e) 3 anos.

16. (FCC / TJ-SC – 2017) O recebimento, pelo credor, de dívida prescrita


a) dá direito à repetição se o devedor for absoluto ou relativamente incapaz.
b) dá direito à repetição em dobro, salvo se for restituído o valor recebido no prazo da contestação.
c) dá direito à repetição fundada no enriquecimento sem causa.
d) só não confere direito à repetição, se o credor houver agido de boa-fé.
e) não dá direito à repetição por pagamento indevido ou enriquecimento sem causa, ainda que a prescrição
seja considerada matéria de ordem pública.

17. (FCC / DPE-PR – 2017) Sobre prescrição, é correto afirmar:


a) Em se tratando de procedimento irregular de ligação direta de energia elétrica, o famigerado “gato”, o
prazo prescricional para a cobrança de dívida do período de irregularidade é de cinco anos, e não o prazo
geral do Código Civil de dez anos, aplicando-se, em diálogo das fontes, aquele previsto no Código de Defesa
do Consumidor, por ser mais favorável ao consumidor.
b) Segundo o STJ, não há relação de consumo entre o condomínio e seus condôminos. Como consequência,
é de dez anos o prazo para o exercício da pretensão de cobrança de dívida de condomínio edilício em face
do condômino, ante a inexistência de disposição normativa específica, não se aplicando, deste modo, o prazo
de cinco anos previsto no Código de Defesa do Consumidor.
c) A hipoteca é garantia real sobre bem imóvel sujeita a prazo de até trinta anos, contados da data do
contrato. Com efeito, a prescrição da pretensão de cobrança de dívida que lhe deu origem não extingue a
hipoteca, pois ela persiste até o advento do termo final previsto no instrumento contratual, tendo em vista
o princípio do pacta sunt servanda.

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d) Na hipótese de reconhecimento de paternidade post mortem em demanda ajuizada após o trânsito em


julgado da sentença de partilha de bens deixados pelo de cujus, o termo inicial do prazo prescricional para o
ajuizamento da ação de petição de herança é a data do trânsito em julgado da sentença proferida na ação
de inventário.
e) Segundo jurisprudência do STJ, é de dez anos o prazo prescricional para o reembolso de despesas
alimentares do filho assumidas pelo genitor em virtude do inadimplemento de obrigação alimentar fixada
judicialmente para o outro genitor. Isto porque o pagamento é realizado por terceiro não interessado, que
intervém na gestão de negócio alheio.

18. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Sidney foi brutalmente violentado por Sérgio quando possuía oito anos
de idade. Aos dezessete, ajuizou ação de indenização contra Sérgio, buscando compensação por danos
morais. A pretensão de Sidney
a) Está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do ajuizamento
da ação.
b) Não está prescrita, pois as ações que versam sobre direitos da personalidade são imprescritíveis.
c) Não está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, iniciando
a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação pessoalmente, embora
representado.
d) Não está prescrita, pois o prazo, de 3 anos, não correu enquanto ele era absolutamente incapaz, iniciando
a fluir ao se tornar maior de dezesseis anos, quando passou a poder ajuizar ação pessoalmente, embora
assistido.
e) Está prescrita, pois o prazo, de 5 anos, por que não impedido, já havia se ultimado quando do ajuizamento
da ação.

19. (FCC / SEGEP-MA – 2016) Jonas firmou contrato com Sidney, por instrumento particular,
emprestando-lhe R$10.000,00, os quais deveriam ser devolvidos em janeiro de 2010. Em fevereiro de 2014
Jonas faleceu, deixando somente herdeiros maiores e capazes. Em fevereiro de 2015, o espólio de Jonas
ajuizou ação de execução contra Sidney, que, nos embargos, não abordou a questão da prescrição. Fê-lo,
porém, em sede de recurso. O Tribunal
a) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de três anos, findara enquanto Jonas era
vivo.
b) Deverá conhecer da matéria e decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, iniciado quando Jonas era
vivo, continuou a correr contra seus sucessores.
c) Não deverá conhecer da matéria, em razão da preclusão.
d) Deverá conhecer da matéria mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de cinco anos, reiniciou-se, contra
os sucessores de Jonas, na data de seu falecimento.
e) Deverá conhecer da matéria mas não decretar a prescrição, cujo prazo, de dez anos, não se ultimou.

20. (FCC / DPE-BA – 2016) De acordo com as disposições do Código Civil, a prescrição
a) Não corre entre pai e filho menor emancipado.
b) Não admite renúncia tácita, mas somente expressa.

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c) Admite renúncia antes de sua consumação, desde que se refira a interesses disponíveis de pessoas
capazes.
d) Pode ser renunciada por relativamente incapaz, mediante assistência de seu representante legal,
independentemente de autorização judicial.
e) Corre em desfavor de pessoa relativamente incapaz.

21. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) Transitada em julgado a sentença, a pretensão do


vencedor para executar as verbas que lhe foram deferidas em razão da sucumbência processual prescreve
em
a) 3 anos.
b) 10 anos.
c) 5 anos.
d) 2 anos.
e) 1 ano.

22. FCC / PGE-MT – 2016) Francisco tomou R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) emprestados de Eduardo
e não pagou no prazo avençado. Eduardo, por sua vez, deixou de ajuizar ação no prazo legal, dando azo à
prescrição. Não obstante, Francisco pagou Eduardo depois de escoado o prazo prescricional. Depois de
realizado o pagamento, Francisco ajuizou ação contra Eduardo para reaver a quantia paga. A alegação
a) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e sua renúncia somente é admitida, se
realizada de maneira expressa, depois que se consumar, desde que sem prejuízo de terceiro.
b) Procede, porque, embora a prescrição atinja não o direito, mas a pretensão, sua renúncia somente é
admitida quando realizada de maneira expressa, antes de se consumar, desde que feita sem prejuízo de
terceiro.
c) Improcede, porque a prescrição atinge não o direito, mas a pretensão, além de admitir renúncia, de
maneira expressa ou tácita, depois que se consumar, desde que feita sem prejuízo de terceiro.
d) Improcede, porque, embora apenas a decadência admita renúncia, a prescrição atinge não o direito, mas
a pretensão.
e) Procede, porque a prescrição atinge o próprio direito de crédito e não admite renúncia.

23. (FCC / ELETROBRAS-ELETROSUL – 2016) A empresa Eletrosul ajuizou ação de indenização contra a
empresa “X”, contratada para execução de uma obra de grande complexidade no Estado de Santa
Catarina, obra esta que não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao final da demanda
a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento da indenização, bem como
das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios. Pretendendo cobrar da empresa “X”
os valores que despendeu um juízo no curso do processo, a Eletrosul deverá exercer esta pretensão a partir
da data do trânsito em julgado, e deverá observar o prazo prescricional de
a) 5 anos.

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b) 4 anos.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

24. (FCC / CREMESP – 2016) Considere a seguinte hipótese: Através de acordo judicial devidamente
homologado, ficou estabelecido que Caio pagaria alimentos ao filho Lucas, com três anos de idade. Porém,
passou-se um ano e Caio não pagou nenhuma prestação. No caso de Lucas, com relação à pretensão para
haver as prestações alimentares devidas, é correto afirmar que,
a) não corre a prescrição.
b) prescreve em dois anos, a partir da data em que se vencerem.
c) prescreve em três anos, a partir da data em que se vencerem.
d) prescreve em três anos, a partir do vencimento da última prestação não paga.
e) prescreve em dois anos, a partir da data da propositura da ação.

25. (FCC / PGE-MT – 2016) Sergio sofreu acidente de trânsito quando tinha sete anos de idade. Ao
atingir a maioridade civil, ajuizou ação contra o causador do dano. Este, em contestação, alegou prescrição,
a qual
a) ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, já se ultimou.
b) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era menor de idade.
c) ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, já se ultimou.
d) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de três anos, não correu enquanto Sérgio era absolutamente
incapaz.
e) não ocorreu, porque o prazo prescricional, de cinco anos, não correu enquanto Sérgio era menor de idade.

26. (FCC / TRT - 20ª REGIÃO – 2016) X e Y, maiores e capazes, mantêm relação contratual e estipularam
que, no caso de uma das partes se acidentar, o prazo prescricional, para a pretensão de reparação civil,
seria ampliado de três para cinco anos. Passados dois anos, as partes aditaram o contrato para o fim de
renunciarem antecipadamente ao prazo de prescrição. Ocorrido o acidente, a vítima aguardou quatro anos
para então ajuizar ação de reparação civil. A pretensão
a) não está prescrita, porque o Código Civil admite a renúncia antecipada à prescrição, desde que feita de
maneira expressa.
b) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordos das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la em preliminar de
contestação, sob pena de preclusão.
c) não está prescrita, porque os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes.
d) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, podendo a parte a quem aproveita alegá-la em qualquer grau de
jurisdição.

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e) está prescrita, porque os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes, nem pode
ocorrer renúncia antecipada à prescrição, devendo a parte a quem aproveita alegá-la até a sentença, sob
pena de preclusão.

27. (FCC / PREFEITURA DE CAMPINAS - SP – 2016) Mário firmou com João negócio jurídico pelo qual se
obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da celebração do negócio, entregar obra de arte de sua confecção,
que viria a ser apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, porém, Mário não entregou a
obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos, ajuizou ação de indenização. Em
contestação, Mário alegou prescrição, que, no caso,
a) não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo previsto para cumprimento da
obrigação.
b) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição resolutiva.
c) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos.
d) ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos.
e) não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição suspensiva.

28. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Ricardo ajuizou ação de indenização contra Pedro, julgada
procedente pela Justiça. Na fase de instrução Ricardo foi obrigado a custear o perito judicial Flavio,
responsável pela elaboração de laudo de engenharia, pagando para o mesmo a quantia de R$ 5.000,00. O
prazo prescricional para Ricardo haver do vencido Pedro o valor despendido em juízo, nos termos
estabelecidos pelo Código Civil, será de
a) 3 anos.
b) 4 anos.
c) 5 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

29. (FCC / TRT - 14ª REGIÃO – 2016) Sobre a prescrição e decadência, nos termos estabelecidos pelo
Código Civil é INCORRETO afirmar:
a) O protesto cambial interrompe a prescrição, interrupção esta que somente poderá ocorrer uma vez.
b) Não corre prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União.
c) As pessoas jurídicas têm ação contra os seus representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não
a alegarem oportunamente.
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários sempre aproveita os outros.
e) A interrupção da prescrição produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.

30. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia Paulo, pessoa
relativamente incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo ajuizou ação de indenização
contra Carlos. A pretensão

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a) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual tem ação
contra o assistente, se este houver dado causa à prescrição.
b) não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil.
c) prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente incapaz, o qual não tem ação
contra o assistente, ainda que este tenha dado causa à prescrição.
d) não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil.
e) não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz.

31. (FCC / TRT - 23ª REGIÃO – 2016) Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão transitada
em julgado, a pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos de idade. Passados
3 anos do trânsito em julgado, Fernando, representado por sua mãe, requereu o cumprimento da
sentença. Marcos alegou prescrição. A pretensão para cumprimento da sentença
a) prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos vencidos antes de 2 anos do pedido
de cumprimento.
b) não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade.
c) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente incapazes.
d) prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se extingue depois de 2 anos.
e) não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente incapazes.

32. (FCC / TJ-SE – 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. Passados
alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter indenização por dano
moral. Esses pedidos sujeitam-se:
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente.
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente.
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial.
d) ambos a prazo decadencial.
e) ambos a prazo prescricional.

33. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) P e R firmaram contrato pelo qual P se obrigou a pagar quantia
líquida a R. No instrumento contratual, estabeleceram que, se não pago o débito, o prazo de prescrição
para cobrança da dívida seria aumentado de 5 para 10 anos. Sete anos depois do vencimento do prazo, R
ajuizou ação de cobrança, a qual foi julgada procedente. Em apelação, P alegou prescrição, o que não havia
feito em primeira instância. O Tribunal
a) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque o contrato obriga as partes contratantes,
inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais, além de ter ocorrido preclusão.
b) não poderá reconhecer a ocorrência da prescrição, porque, embora a questão não preclua, o contrato
obriga as partes contratantes, inclusive no que toca à alteração dos prazos prescricionais.

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c) deverá reconhecer a ocorrência da prescrição, pois os prazos prescricionais não podem ser alterados por
acordo de vontades e porque a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a
quem aproveita.
d) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se R for absolutamente incapaz, pois esta condição
impede que as partes alterem, por acordo de vontades, os prazos prescricionais, além de evitar a preclusão.
e) poderá reconhecer a ocorrência da prescrição apenas se P for absolutamente incapaz, pois esta condição
impede que as partes alterem os prazos prescricionais, por acordo de vontades, além de evitar a preclusão.

34. (FCC / TRT - 9ª REGIÃO – 2015) J sofreu danos, causados por Y, quando tinha 5 anos de idade. De
acordo com o Código Civil, conhecido o autor do dano desde a sua perpetração, o prazo prescricional, para
a pretensão de responsabilização civil, de
a) 5 anos, começa a ser contado da prática do dano.
b) 3 anos, começa a ser contado da prática do dano. ==137435==

c) 3 anos, começa a ser contado com a cessação da incapacidade absoluta de J.


d) 3 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil.
e) 5 anos, começa a ser contado do dia em que J atingir a maioridade civil.

35. (FCC / TRT - 3ª REGIÃO – 2015) Durante a constância do casamento, Lourenço emprestou para sua
mulher, Bianca, a quantia de R$ 10.000,00, que deveria ser devolvida em um ano. Passados mais de dez
anos sem que a dívida houvesse sido paga, o casal se divorciou. Passados dois anos e meio da decretação
do divórcio, Lourenço ajuizou ação de cobrança contra Bianca, que, em contestação, alegou decadência,
requerendo a extinção do processo com resolução de mérito. Tal como formulada, a alegação de Bianca
a) improcede, pois se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição e não se passaram mais de
quatro anos da decretação do divórcio.
b) procede, pois, salvo disposição em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem a
prescrição.
c) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional, mas o juiz deverá decretar a
prescrição de ofício, pois se passaram mais de dez anos da realização do negócio.
d) procede, pois, embora se apliquem à decadência as normas que impedem a prescrição, passaram-se mais
de dois anos da decretação do divórcio.
e) improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional e não corre durante a
constância da sociedade conjugal, além de não ter se ultimado, depois da decretação do divórcio.

36. (FCC / TCM-RJ – 2015) Carlos e Roberto celebraram contrato de natureza civil no âmbito do qual
estipularam que, no caso de as partes pretenderem reparação civil, o prazo legal de prescrição, de três
anos, seria majorado para cinco. Tendo tido direito violado, Carlos ajuizou ação contra Roberto quatro
anos depois do nascimento da pretensão. Carlos é relativamente incapaz e foi devidamente assistido
quando da celebração do negócio. A pretensão
a) não está prescrita, porque, embora inválida a cláusula que altera o prazo de prescrição, esta não corre
contra o relativamente incapaz.

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b) está prescrita e assim deverá ser declarada, inclusive de ofício, pelo juiz.
c) não está prescrita, porque, embora corra a prescrição contra o relativamente incapaz, a ação foi ajuizada
dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida.
d) não está prescrita, porque não corre a prescrição contra o relativamente incapaz e porque a ação foi
ajuizada dentro do prazo estipulado em cláusula contratual, que é válida.
e) está prescrita e assim deverá ser declarada desde que a requerimento de Roberto, vedado ao juiz conhecê-
la de ofício.

37. (FCC / TCE-CE – 2015) Tício, pessoa absoluta e irreversivelmente incapaz, foi agredido por Caio,
sofrendo danos morais. A pretensão de Tício de se ver compensado pelos danos causados por Caio
a) decai em 4 anos.
b) prescreve em 3 anos.
c) decai em 2 anos.
d) não prescreve.
e) prescreve em 10 anos.

38. (FCC / TCE-CE – 2015) Em relação à prescrição, considere:

I. As pretensões que protegem os direitos da personalidade e as que se vinculam ao estado das pessoas
são imprescritíveis, como regra geral.

II. Não corre a prescrição entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal.

III. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

IV. A prescrição só pode ser interrompida pelo titular do direito violado.

V. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II, III e V.
b) II, III, IV e V.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, IV e V.

39. (FCC / MANAUSPREV – 2015) Aos 20 anos de idade, Cássio ajuizou ação de reparação de dano,
fundada na responsabilidade civil, contra Roberto, seu pai, em razão de fato ocorrido quando tinha 9 anos.
A pretensão
a) não está prescrita, pois não corre prescrição entre pai e filho, ainda que cessado o poder familiar.
b) não está prescrita, pois não corre a prescrição contra os relativa e absolutamente incapazes.
c) está prescrita, pois o prazo de 10 anos, iniciado quando Cássio tinha 9 anos de idade, já se consumou.
d) está prescrita, pois o prazo de 3 anos, iniciado quando Cássio tinha 16 anos de idade, já se consumou.

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e) não está prescrita, pois não corre a prescrição durante o poder familiar.

40. (FCC / SEFAZ-PI – 2015) Por meio de contrato escrito, Henrique prometeu dar ao filho Pedro, então
com 18 anos, um veículo no dia de seu casamento, que ocorreu 12 anos depois. No entanto, Henrique
negou-se a entregar o veículo, alegando prescrição. Pedro
a) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição resolutiva.
b) não poderá exigir o cumprimento do contrato, pois, passados 4 anos, ocorreu decadência.
c) poderá exigir cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição pendendo condição suspensiva.
d) não poderá exigir cumprimento do contrato, pois, passados 10 anos, ocorreu prescrição.
e) poderá exigir o cumprimento do contrato, pois não corre a prescrição entre pais e filhos.

GABARITO

FCC

1. TRT - 2ª REGIÃO – 2018 A 20. DPE-BA – 2016 E


2. TRT - 6ª REGIÃO – 2018 C 21. PREF DE TERESINA-PI – 2016 C
3. SEFAZ-SC – 2018 B 22. PGE-MT – 2016 C
4. TRT - 15ª REGIÃO – 2018 A 23. ELETROBRAS-ELETROSUL – 2016 A
5. ALESE – 2018 D 24. CREMESP – 2016 A
6. TRT - 15ª REGIÃO – 2018 E 25. PGE-MT – 2016 D
7. CL - DF– 2018 A 26. TRT - 20ª REGIÃO – 2016 D
8. DPE-AP – 2018 D 27. PREF DE CAMPINAS - SP – 2016 A
9. DPE-AP – 2018 B 28. TRT - 14ª REGIÃO – 2016 C
10. PGE-TO – 2018 C 29. TRT - 14ª REGIÃO – 2016 D
11. TRF - 5ª REGIÃO – 2017 B 30. TRT - 23ª REGIÃO – 2016 A
12. TRF - 5ª REGIÃO – 2017 B 31. TRT - 23ª REGIÃO – 2016 C
13. TST – 2017 D 32. TJ-SE – 2015 A
14. DPE-RS – 2017 A 33. TRT - 9ª REGIÃO – 2015 C
15. TRT - 24ª REGIÃO – 2017 B 34. TRT - 9ª REGIÃO – 2015 C
16. TJ-SC – 2017 E 35. TRT - 3ª REGIÃO – 2015 E
17. DPE-PR – 2017 E 36. TCM-RJ – 2015 B
18. SEGEP-MA – 2016 D 37. TCE-CE – 2015 D
19. SEGEP-MA – 2016 B 38. TCE-CE – 2015 A

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39. MANAUSPREV – 2015 E 40. SEFAZ-PI – 2015 C

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RESUMO
 Prescrição e decadência:

 Os prazos prescricionais são sempre em anos.

 Os prazos decadenciais podem ser em anos, meses e dias.

 Ações condenatórias: objetivam obter uma prestação (positiva ou negativa); estão sujeitas à
prescrição.

 Ações constitutivas: servem para a criação, modificação ou extinção de um estado jurídico; estão
sujeitas à decadência.

 Ações declaratórias: servem para aclarar uma verdade jurídica, conseguir do Judiciário uma
declaração; não estão sujeitas à prescrição ou decadência.

 Prescrição:

 Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

 Pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita, ou declarada de
ofício pelo juiz.

 Uma vez iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor a prescrição.

 Não corre a prescrição:

• entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;


• entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;
• entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.

 Também não corre a prescrição:

• contra os incapazes de que trata o art. 3º (absolutamente incapazes)


• contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;
• contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.

 Não corre igualmente a prescrição:

• pendendo condição suspensiva;


• não estando vencido o prazo;
• pendendo ação de evicção.

Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, também não correrá a
prescrição, antes da sentença definitiva.

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 A interrupção da prescrição somente pode ocorrer uma vez, e pode se dar por:

• por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a


promover no prazo e na forma da lei processual;
• por protesto, nas condições do inciso antecedente;
• por protesto cambial;
• pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;
• por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
• por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito
pelo devedor.

 Se não houver a lei fixado prazo menor, a prescrição ocorre em dez anos.

 Decadência:

A decadência não se impede, não se interrompe, não se suspende, nem se renuncia.

De maneira excepcional, não corre decadência contra os absolutamente incapazes, e a decadência
convencional pode ser renunciada.

Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, salvo a decadência convencional que somente a
parte a quem aproveita a pode alegar.

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