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CEF de OPERADOR(A) de INFORMÁTICA A docente:

Ano letivo: ____________


Avaliação do Módulo 15_Textos de teatro ________________
Avaliação:
Aluno/a: _______________________________N.º: _____
_______________________

GRUPO I

PARTE A
1. Tendo em conta aquilo que aprendeu durante o estudo do Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente,
selecione a opção correta em cada uma das alíneas que se seguem.
1.1. Gil Vicente viveu entre os
a. séculos XV e XVI.
b. séculos XIV e XV.
c. séculos XVI e XVII.

1.2. Um tipo social


a. é uma pessoa que frequenta eventos e se relaciona facilmente com os outros.
b. é uma personagem que representa uma classe social, profissão ou mentalidade.
c. é uma personagem que possui dimensão individual, apresentando diversas qualidades e defeitos.

1.3. Esta obra é considerada uma sátira, ou seja,


a. um texto que ridiculariza vícios ou defeitos de uma pessoa, época ou instituição.
b. uma peça de teatro com mais do que dez personagens.
c. um texto em verso que pretende elogiar as virtudes de uma pessoa.

1.4. A ação decorre


a. a bordo da Barca do Inferno, comandada pelo Diabo.
b. a bordo de duas barcas, durante a viagem destas até ao seu destino.
c. num cais, onde se encontram as duas barcas.

1.5. O destino de cada alma é decidido, tendo em consideração


a. o seu estatuto económico e social.
b. o facto de a alma trazer ou não um óbolo para a passagem.
c. as suas ações na Terra.

1.6. A primeira personagem a chegar ao cais é um Fidalgo que vem acompanhado de alguns elementos
que demonstram o seu estatuto social, tais como:
a. joias, roupa luxuosa e um cavalo.
b. um pajem, um manto e uma cadeira de espaldas.
c. uma coroa, uma capa e um trono.

1.6.1. Apesar de ter sido tirano e de ter cometido adultério, o Fidalgo esperava ser aceite no
Paraíso, por
a. ter deixado na Terra quem rezasse por ele.
b. ter respeitado os preceitos cristãos.
c. se ter confessado antes de morrer.

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1.7. O Onzeneiro é acusado de
a. não auxiliar o próximo.
b. cobrar juros excessivos.
c. não dar esmola.

1.7.1. Esta personagem pretende voltar à Terra para


a. corrigir os seus erros.
b. ir buscar o dinheiro que deixou.
c. se despedir dos seus familiares e amigos.

1.8. Joane morreu


a. de acidente.
b. por doença.
c. por enforcamento.

1.8.1. Nesta cena, o autor recorre ao calão e a obscenidades para provocar o riso. Esta estratégia
denomina-se:
a. cómico de situação.
b. cómico de linguagem.
c. cómico de carácter.

1.8.2. O Anjo aceita Joane na Barca da Glória, porque este


a. nunca cometeu pecados.
b. nunca prejudicou outras pessoas.
c. não errou por malícia.

1.9. O Sapateiro apresenta-se como “Santo sapateiro honrado” e acredita que merece o céu, porque
a. cumpria as formalidades religiosas.
b. nunca enganou ninguém.
c. era honesto no cumprimento do seu ofício.

1.9.1. No entanto, o Sapateiro acaba por ser condenado, porque


a. não confessou os seus pecados antes de morrer.
b. enganou e roubou o povo.
c. os seus donativos à Igreja foram insuficientes.

1.10. O Frade e a sua acompanhante entram em cena


a. ajoelhados e a rezar.
b. a dançar e a cantar.
c. abraçados e a beijar-se.

1.10.1. Em vida, o Frade


a. não cumpriu os votos de castidade e de pobreza.
b. respeitou todos os preceitos religiosos.
c. não poupou o dinheiro suficiente para pagar a viagem.

1.11. A Alcoviteira
a. não traz objetos associados à sua profissão.
b. é acompanhada por várias moças.
c. surge acompanhada de Joana de Valdês.

1.11.1. Brízida pretende entrar na Barca da Glória, porque


a. já foi muito castigada na Terra e “salvou” muitas moças.
b. servia o clero, cumprindo os preceitos religiosos.

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c. converteu à fé cristã mais moças do que Santa Úrsula.
1.11.2. Além de criticar o ofício da Alcoviteira, esta cena satiriza também uma classe social. Qual?
a. A nobreza.
b. O povo.
c. O clero.

1.12. Quando chega ao cais, o Judeu


a. oferece dinheiro ao Diabo para embarcar na sua barca.
b. oferece ao Anjo quatro testões para o aceitar na Barca da Glória.
c. surge acompanhado de uma cabra.

1.12.1. O Judeu é
a. acusado pelo Parvo de não respeitar os princípios cristãos.
b. criticado pelo Anjo, por causa dos pecados que cometeu.
c. elogiado pelo Diabo, por causa dos seus erros.

1.12.2. Finalmente, o Judeu


a. embarca na Barca do Inferno.
b. vai a reboque da Barca do Inferno.
c. segue na Barca da Glória.

1.13. O Corregedor e o Procurador


a. chegam juntos ao cais.
b. trabalhavam na área judicial.
c. não se conheciam.

1.13.1. Ao utilizador o latim, o Corregedor pretende


a. demonstrar o seu estatuto social.
b. provar que a sua instrução é superior à do Diabo.
c. mostrar a sua ligação à língua da Igreja.

1.13.2. As duas personagens que representam a Justiça são acusadas de


a. favorecerem os inocentes.
b. desconhecerem a lei.
c. não serem imparciais.

1.14. O elemento cénico que acompanha o Enforcado permite-nos


a. identificar a sua classe social.
b. conhecer a forma como morreu.
c. caracterizar a sua personalidade.

1.14.1. O Enforcado acreditava que o seu destino era o Paraíso, porque


a. Garcia Moniz o tinha convencido disso.
b. era inocente das acusações.
c. cria na existência de um Deus piedoso.

1.15. A cruz de Cristo carregada pelos quatro Cavaleiros


a. permite identificá-los como seminaristas.
b. prova que estes eram frades guerreiros.
c. demonstra que estes lutaram pela expansão da fé.

1.15.1. A cena dos quatro Cavaleiros inicia-se com uma canção sobre as razões do destino das
almas. A quem se dirigem estas palavras?
a. Ao Diabo.
b. Ao Anjo.
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c. Aos mortais.
1.15.2. Os Cavaleiros não falam com o Diabo, pois sabem que
a. todos os combatentes merecem o Céu.
b. quem combate em nome de Deus tem entrada assegurada no Paraíso.
c. este os acusará de vários pecados.

1.16. O Diabo e o Anjo são figuras alegóricas, que representam, respetivamente,


a. a Riqueza e a Pobreza.
b. a Luxúria e a Hipocrisia.
c. o Mal e o Bem.

PARTE B
Leia o seguinte texto. Em caso de necessidade, consulte o vocabulário apresentado.

CARONTE- Filho imortal de Érebo e da Noite, este ancião mal vestido, de figura sombria e
sinistra, tem por função passar as almas dos mortos nos rios que os separam do mundo dos
Infernos. Duro e inflexível, o barqueiro infernal não permite a nenhum vivente subir para a sua
barca e realizar a menor travessia. Avaro acima de tudo, ele exige aos passageiros um óbulo. É
5 por isso que sempre se coloca uma pequena moeda na boca do morto, antes de o entregar à
pira1. Mas, para os que, defuntos, permanecem sobre a terra sem sepultura, Caronte mostra-se
impiedoso. Afastadas brutalmente, as suas almas são obrigadas a errar, durante cem anos, até
que se decida sobre o seu destino. Segundo Homero e Hesíodo 2, as almas atravessam, elas
mesmas, os rios lamacentos e pantanosos dos Infernos, guiadas por Hermes. Mas é
10 essencialmente a especulação3 romana que, inspirando-se no espírito alado 4, condutor dos
mortos na religião etrusca, forjou a personagem Caronte, um pouco incerta na mitologia grega.
Eneias, por exemplo, conseguiu convencê-lo, ao apresentar-lhe um ramo de ouro, que lhe
oferecera previamente a Sibila de Cumas, ramo consagrado a Proserpina. Pôde, sem dificuldade,
atravessar o primeiro rio infernal. Quanto a Héracles, que descera aos Infernos ainda vivo,
15 encheu Caronte de socos e forçou-o a aceitá-lo na sua barca. O velho devia ser punido por esta
infração à lei dos Infernos: foi, durante um ano, banido da morada dos mortos.
Joël Schmidt, Dicionário de Mitologia Grega e Romana, Edições 70, 1994

1. pira: fogueira onde se queimavam os cadáveres. 2. Homero e Hesíodo: escritores gregos, autores, respetivamente, de A Odisseia e
Teogonia. 3. especulação: suposição, conjetura. 4. alado: com asas.

2. Selecione, em cada item (4.1. a 4.4.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.

2.1.Caronte só permite a passagem às almas se


(A) não tiverem cometido nenhum pecado.
(B) não tiverem sido enterradas.
(C) lhe derem uma compensação.
(D) estas tiverem sido cremadas numa pira.

2.2.A palavra “errar” (linha 8) pode ser substituída por


(A) vaguear.
(B) enganar-se.
(C) pecar.
(D) perder-se.

2.3. Para os escritores gregos referidos, a travessia das almas


(A) fazia-se em duas barcas: a do Inferno e a da Glória.
(B) era guiada por Hermes.
(C) era orientada por Caronte.

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(D) só dependia delas mesmas.

2.4. Os dois heróis referidos no texto (Eneias e Héracles) convenceram Caronte a deixá-los passar o primeiro
rio infernal,
(A) oferecendo-lhe presentes: um ramo de ouro e um par de socos.
(B) dando-lhe uma prenda ou através da força física.
(C) seguindo os conselhos da Sibila de Cumas.
(D) adorando Proserpina.

GRUPO II

1. Complete a tabela com os étimos e palavras divergentes apresentados.

. alhear . óculo . palatium . alienar .chamar .delicado


.coronha .delgado .sigillum .sigilo .coronam .palácio .átrio

Étimo latino Palavras divergentes


coroa
clamare clamar
atrium adro
paço
oculum olho
delicatum
selo
alienare

2. Alguns vocábulos apresentam a mesma forma, apesar de derivarem de étimos distintos. São, por isso,
denominados de palavras convergentes.

2.1. Partindo dos étimos abaixo, escreva frases que concretizem as diferentes aceções da palavra “são”.

a) sanctum (adjetivo): _____________________________________________


b) sunt (verbo): __________________________________________________
c) sanum (adjetivo): ______________________________________________

GRUPO III

Héracles recorreu à violência física para persuadir Caronte a deixá-lo transpor o rio dos Infernos.
Escreva um texto de opinião, que pudesse ser publicado num jornal escolar, no qual condene o recurso à
violência, tentando convencer outros jovens da importância de respeitar os outros.
O seu texto deve ter um mínimo de 150 e um máximo de 200 palavras.

5
FIM!

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