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Administração Financeira e Orçamentária – Prof. Sérgio Machado e Prof.

Marcel Guimarães
TCU e TC-DF Aula 15

Aula 15 – Gestão organizacional


das finanças públicas
AFO p/ TCU e TC-DF
Prof. Sérgio Machado
Prof. Marcel Guimarães
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Sumário
GESTÃO ORGANIZACIONAL DAS FINANÇAS PÚBLICAS NO BRASIL – LEI 10.180/01 .................................. 3

INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................ 3
SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL (SPOF) ................................................................................. 7
Finalidade do sistema de planejamento e de orçamento federal ......................................................................... 7
Estrutura do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal ........................................................................ 7
Competências do sistema de planejamento e de orçamento federal ................................................................. 11
SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FEDERAL .................................................................................................. 15
Finalidade do Sistema de Administração Financeira Federal ............................................................................ 15
Estrutura do Sistema de Administração Financeira Federal .............................................................................. 15
Competências do Sistema de Administração Financeira Federal....................................................................... 16
SISTEMA DE CONTABILIDADE FEDERAL .................................................................................................................... 20
Finalidade do Sistema de Contabilidade Federal..............................................................................................20
Estrutura do Sistema de Contabilidade Federal ...............................................................................................20
Competências do Sistema de Contabilidade Federal ........................................................................................ 21
SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL .............................................................................. 24
Finalidade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal ............................................................24
Estrutura do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal ..............................................................25
Competências do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal ....................................................... 27
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ...................................................................................................................... 30

QUESTÕES COMENTADAS – CESPE ....................................................................................................... 32

LISTA DE QUESTÕES – CESPE ................................................................................................................ 45

GABARITO – CESPE .............................................................................................................................. 48

RESUMO DIRECIONADO....................................................................................................................... 49

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Gestão Organizacional das Finanças Públicas no


Brasil – Lei 10.180/01
Introdução
Antes de começar o estudo da Lei 10.180/01, vamos dar uma olhadinha no Decreto-Lei 200/1967, que
dispôs sobre a organização do sistema de atividades auxiliares, em seu Título V, como forma de promover a
descentralização de decisões dentro do Poder Executivo Federal:

Art. 30. Serão organizadas sob a forma de sistema as atividades de pessoal, orçamento, estatística,
administração financeira, contabilidade e auditoria, e serviços gerais, além de outras atividades
auxiliares comuns a todos os órgãos da Administração que, a critério do Poder Executivo, necessitem de
coordenação central.

§ 1º Os serviços incumbidos do exercício das atividades de que trata este artigo consideram-se integrados
no sistema respectivo e ficam, consequentemente, sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica
e à fiscalização específica do órgão central do sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em
cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

“Certo, professor. Mas que ideia era essa de organizar em sistemas? Qual a lógica por trás disso?” 🧐

A ideia era: se for uma atividade comum a todos os órgãos da Administração e se necessitar de uma
coordenação central, então essa atividade seria organizada sob a forma de sistema.

“Beleza. E o que é isso de órgão central, professor?” 🤔

Seguinte: em cada sistema, nós temos um órgão central e vários outros “órgãos filhotes”, que são
chamados de órgãos setoriais.
Esses órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica e à fiscalização
específica do órgão central do sistema, só que eles continuam subordinados administrativamente ao órgão ao
qual pertencem.
Portanto, pode-se afirmar que os órgãos setoriais estão tecnicamente sujeitos ao órgão central do
sistema, porém permanecem administrativamente subordinados à estrutura administrativa à qual pertence.

Tomemos então a atividade de contabilidade. É uma atividade comum a todos os órgãos da


Administração Pública e necessita de coordenação central (além de estar expressa no artigo 30 do DL 200/67),
por isso ela será organizada sob a forma de sistema.

Muito bem! 😄

No sistema de contabilidade, o órgão central é a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). E em todos os


ministérios e em todos os Poderes, existe um órgão responsável pela contabilidade daquele mesmo órgão ou
entidade. Esse órgão responsável pela contabilidade será um órgão setorial do sistema de contabilidade, que
deve respeitar as orientações técnicas do órgão central, mas que continua subordinado administrativamente
ao órgão a que pertence.

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Por exemplo: o Senado Federal possui um órgão de contabilidade. Esse é um órgão setorial. Ele deve obedecer às
orientações normativas expedidas pela STN (órgão central do sistema de contabilidade), mas ele continua subordinado
ao Senado Federal.

Mais ou menos assim:

Senado Federal

Secretaria do
Tesouro Nacional
(STN)
Órgão central

Órgão de
contabilidade do
Senado Federal
Órgão setorial

Preste atenção!
Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica e à fiscalização
específica do órgão central do sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura
administrativa estiverem integrados

Agora sim, vamos voltar nossos olhos para a Lei 10.180/01, que organiza e disciplina quatro sistemas no
governo federal. São eles:

• Planejamento e orçamento;
• Administração Financeira;
• Contabilidade; e
• Controle interno do Poder Executivo.

Quer ver como isso está na lei? Então olha só:

Art. 1º Serão organizadas sob a forma de sistemas as atividades de planejamento e de orçamento


federal, de administração financeira federal, de contabilidade federal e de controle interno do Poder
Executivo Federal.

Repare que o sistema de controle interno é somente do Poder Executivo federal!

“Tá certo, professor. Mas por que dividir em 4 sistemas? Qual a lógica dessa divisão?”

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Bom, essa divisão foi feita com base no princípio da segregação de funções. De acordo com esse
princípio, que está mais relacionado à disciplina de auditoria, é necessário repartir funções entre os servidores
para que não exerçam atividades incompatíveis, como executar e fiscalizar uma mesma atividade, para evitar
conflitos de interesses.

Por exemplo: João, auditor de controle externo, não pode ser responsável pela autorização e execução de diligências em
órgãos públicos distantes e pela fiscalização e pagamento de diárias. Senão ele poderia muito bem dizer que fez 10
diligências e tem direito a receber 10 diárias, quando, na verdade, ele só faz jus a 2 diárias.

Assim, a estrutura das unidades/entidades deve prever a separação entre as funções de


autorização/aprovação de operações, execução, controle e contabilização, de tal forma que nenhuma pessoa
detenha competências e atribuições em desacordo com esse princípio.

Então, pronto! Foi desse jeito que a Lei 10.180/01 foi desenhada. Cada sistema possui uma função, de
forma que atividades de:

• Autorização/elaboração ficam a cargo do sistema de planejamento e de orçamento federal,


• Execução ficam a cargo do sistema de administração financeira federal,
• Contabilização ficam a cargo do sistema de contabilidade federal; e
• Controle ficam a cargo do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.
Observe:

Sabe por que eu estou enfatizando isso? 😄

Porque é aqui que a banca vai tentar lhe confundir. Ela vai trocar e misturar as funções, dizendo, por
exemplo, que uma atividade de execução do orçamento pertence ao sistema de contabilidade. Isso está errado!
😤 Uma atividade de execução do orçamento pertence ao sistema de administração financeira. Muitas
questões são assim e elas serão retiradas da literalidade da lei.

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“Beleza. Então o que eu tenho que fazer para acertar essas questões, professor?”
Você tem que:

• saber quais são os órgãos centrais de cada sistema; e


• associar cada sistema a uma função.

Por exemplo: a função de contabilização pertence ao sistema de contabilidade federal, cujo órgão central é a STN. Então
tudo que tiver a ver com contabilização será feito nesse sistema.

Assim, você não precisa memorizar cada uma das funções de cada um dos sistemas (e isso tem um custo
benefício baixíssimo). Mas é claro que a leitura e entendimento dos artigos vão lhe ajudar bastante. 😏

Então é isso que nós vamos fazer agora! Vamos estudar cada um desses sistemas! 😉

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Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF)


Finalidade do sistema de planejamento e de orçamento federal
Conforme a Lei nº 10.180/01:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional;

II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;

III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;

IV - gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal;

V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização


de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.

Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,


acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e
pesquisas socioeconômicas.

Perceba que é esse sistema que é responsável pela elaboração do Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas ele também pode acompanhar e até mesmo fazer
uma espécie de avaliação dos planos, programas e orçamentos.

Estrutura do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal


De acordo com a Lei nº 10.180/01:
Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:
I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;
II - órgãos setoriais;
III - órgãos específicos.

“Professor, mas hoje esse Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) não existe mais. Hoje é
tudo Ministério da Economia. E agora?” 🤔

Agora eu vou pedir para você reparar que na lei está escrito “Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão”, e não “Ministério da Economia”. A sua prova vai cobrar a literalidade da lei! Portanto, não interessa
se o nome já mudou. O que é interessa é o que está escrito na lei! 😤

Preste atenção!
O MPOG mudou de nome, mas ele ainda está escrito assim na lei.
Sua prova vai cobrar a literalidade da lei.

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Continuando...

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-


Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

§ 2º Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja
missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento.

§ 3º Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do


órgão central do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa
estiverem integrados.

§ 4º As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios


e órgãos setoriais ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também,
no que couber, do respectivo órgão setorial.

§ 5º O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos
integrantes da Presidência da República, ressalvados outros determinados em legislação específica.

Art. 5º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades
responsáveis pelos seus orçamentos ficam sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema.

Art. 6º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da
Administração Pública Federal, os órgãos integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal
e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais Poderes realizarão o
acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.

Esse artigo 6º nos diz que cada Poder vai realizar o acompanhamento e avaliação dos seus próprios planos
e programas. Ou seja: cada um cuida dos seus respectivos planos e programas. Aqui é “cada um no seu
quadrado”, beleza? 😄

Ok! Agora preste atenção: no sistema de planejamento e de orçamento federal, e somente nesse
sistema, nós temos órgãos setoriais e órgãos específicos. Nos demais sistemas, temos somente órgãos
setoriais. Mas no sistema de planejamento e de orçamento federal, temos órgãos setoriais e órgãos
específicos.
Portanto, a questão falou em órgão específico? Então você já sabe que ela está falando do sistema de
planejamento e de orçamento federal. 😉

Preste atenção!
Os órgãos específicos existem apenas no sistema de planejamento e de orçamento federal.
O único sistema da Lei 10.180/01 que possui órgãos específicos é o sistema de planejamento e de
orçamento federal.

“Certo, professor. Mas explica melhor aí sobre os órgãos setoriais e os órgãos específicos”.

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Beleza. Vou começar pelos órgãos específicos.


Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do sistema. Assim, um
órgão que estiver vinculado ou subordinado ao MPOG é um órgão específico.
Exemplos de órgãos específicos são a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos (SPI), a
Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e, o mais famoso de todos, a Secretaria
de Orçamento Federal (SOF).
Vou ressaltar: a SOF é um órgão específico.
De novo: a SOF é um órgão específico!

“Pra que isso, professor?” 😅

Pra você não cair em pegadinha! 😃

A grande pegadinha é dizer que SOF é órgão setorial. Isso é uma mentira! 😠 A SOF está no órgão central
(vinculada, subordinada ao MPOG), portanto ela é um órgão específico!
O trabalho desenvolvido pela SOF, no cumprimento de sua missão institucional, tem sido norteado por
um conjunto de competências, descritas no art. 9º do Anexo I do Decreto nº 9.035, de 20 de abril de 2017 (e
também está amparado no art. 8º da Lei nº 10.180, de 2001), assim relacionadas:
Art. 9º À Secretaria de Orçamento Federal compete:
I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias e da proposta
orçamentária da União, compreendidos os orçamentos fiscal e da seguridade social;
II - estabelecer as normas necessárias à elaboração e à implementação dos orçamentos federais sob sua
responsabilidade;
III - acompanhar a execução orçamentária, sem prejuízo da competência atribuída a outros órgãos;
IV - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo
orçamentário federal;
V - orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais de orçamento;
VI - exercer a supervisão da Carreira de Analista de Planejamento e Orçamento, em articulação com a
Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos, observadas as diretrizes do Comitê de Gestão das
Carreiras do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
VII - estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa;

VIII - acompanhar e avaliar o andamento da despesa pública e de suas fontes de financiamento e


desenvolver e participar de estudos econômico-fiscais voltados ao aperfeiçoamento do processo de
alocação de recursos;
IX - acompanhar, avaliar e realizar estudos sobre as políticas públicas e a estrutura do gasto público; e

X - acompanhar e propor, no âmbito de suas atribuições, normas reguladoras e disciplinadoras relativas às


políticas públicas em suas diferentes modalidades.

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Essa missão pressupõe uma constante articulação com os agentes envolvidos na tarefa de elaboração
das propostas orçamentárias setoriais das diversas instâncias da Administração Pública Federal e dos demais
Poderes da União.

“Certo. E os órgãos setoriais, professor?” 🧐

Órgãos Setoriais

O órgão setorial desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura, coordenando o


processo decisório no nível subsetorial. Sua atuação no processo orçamentário envolve:

• estabelecimento de diretrizes setoriais para elaboração e alterações orçamentárias;


• definição e divulgação de instruções, normas e procedimentos a serem observados no âmbito do
órgão durante o processo de elaboração e alteração orçamentária;
• avaliação da adequação da estrutura programática e mapeamento das alterações necessárias;
• coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de programas e ações;
• fixação, de acordo com as prioridades setoriais, dos referenciais monetários para apresentação
das propostas orçamentárias e dos limites de movimentação e empenho e de pagamento de suas
respectivas UO;
• análise e validação das propostas e das alterações orçamentárias de suas UOs; e
• consolidação e formalização da proposta e das alterações orçamentárias do órgão.
Por isso, considera-se que os órgãos setoriais fazem a ligação, a ponte, o meio de campo entre a SOF (que
é um órgão específico) e as Unidades Orçamentárias (UO). 😉

Órgãos
SOF UO
setoriais
“Mas espera aí, professor. Unidade Orçamentária? O que é isso mesmo, hein?” 😅

Unidade Orçamentária (UO) e Unidade Administrativa (UA)

Unidade Orçamentária (UO) é o segmento da administração direta a que o orçamento da União consigna
dotações especificas para a realização de seus programas de trabalho e sobre os quais exerce o poder de
disposição. São as UOs que recebem dotações orçamentárias. Se você consultar a LOA, encontrará dotações
ao lado do nome da UO;

Ressalte-se que uma unidade orçamentária não necessariamente corresponde a uma estrutura administrativa, como
ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com as unidades orçamentárias “Transferências a Estados, Distrito
Federal e Municípios”, “Encargos Financeiros da União”, “Operações Oficiais de Crédito”, “Refinanciamento da Dívida
Pública Mobiliária Federal” e “Reserva de Contingência”.

As UOs, apesar de não integrarem o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal previsto no caput
do art. 4º da Lei nº 10.180, de 2001, ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão

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central e também, no que couber, do respectivo órgão setorial, e desempenham o papel de coordenação do
processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e articulando o
trabalho das suas unidades administrativas (UA), tendo em vista a consistência da programação de sua
unidade.

“Unidades Administrativas, professor?” 😅

Unidade Administrativa (UA) é o segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não
consigna recursos e que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

Beleza! 😄

Depois desse passeio, vamos voltar para o artigo 4º da Lei 10.180/01.


Repare no § 3º: apesar de suas diferenças, ambos órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à
orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao
órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

Pois bem! 😄 Então ficamos assim:

Competências do sistema de planejamento e de orçamento federal


Agora nós vamos ver as competências (atribuições ou funções) do sistema de planejamento e de
orçamento federal.

É uma lista bem longa. O custo-benefício de memorizar isso não é tão grande. A dica, então, é entender
a lógica e associar à atividade de autorização e aprovação do orçamento. 😉

Ah! As questões adoram fazer confusão entre as competências do sistema de planejamento e de


orçamento federal e do sistema de administração financeira federal.
Por isso, você tem que saber diferenciar esses dois sistemas:

• Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: está relacionado a atividades de


elaboração, autorização, aprovação do orçamento e atividades de planejamento. Portanto, se
você perceber que a questão versa sobre a aprovação de normas ou leis orçamentárias,
classificações orçamentárias, elaboração e supervisão dos orçamentos, planos e programas,
então ela está falando sobre o sistema de planejamento e de orçamento federal. Associe ao
orçamento público 📓;

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• Sistema de Administração Financeira Federal: está relacionado à execução orçamentária, ao


equilíbrio financeiro do Governo Federal, a atividades de programação financeira da União, a
direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional. Portanto, se
a questão versar sobre equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional, haveres financeiros e
mobiliários, programação financeira, dívida, operações de crédito, então a questão está falando
do sistema de administração financeira federal. Associe a dinheiro 💵.

Pronto! 😃 Ciente das dicas, veja agora a legislação na íntegra. Ela separa as atividades de planejamento
e orçamento, observe:

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento:

I - elaborar e supervisionar a execução de planos e programas nacionais e setoriais de desenvolvimento


econômico e social;

II - coordenar a elaboração dos projetos de lei do plano plurianual e o item, metas e prioridades da
Administração Pública Federal, integrantes do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, bem como de
suas alterações, compatibilizando as propostas de todos os Poderes, órgãos e entidades integrantes da
Administração Pública Federal com os objetivos governamentais e os recursos disponíveis;

III - acompanhar física e financeiramente os planos e programas referidos nos incisos I e II deste artigo,
bem como avaliá-los, quanto à eficácia e efetividade, com vistas a subsidiar o processo de alocação de
recursos públicos, a política de gastos e a coordenação das ações do governo;

IV - assegurar que as unidades administrativas responsáveis pela execução dos programas, projetos e
atividades da Administração Pública Federal mantenham rotinas de acompanhamento e avaliação da sua
programação;

V - manter sistema de informações relacionados a indicadores econômicos e sociais, assim como


mecanismos para desenvolver previsões e informação estratégica sobre tendências e mudanças no âmbito
nacional e internacional;

VI - identificar, analisar e avaliar os investimentos estratégicos do Governo, suas fontes de financiamento


e sua articulação com os investimentos privados, bem como prestar o apoio gerencial e institucional à sua
implementação;

VII - realizar estudos e pesquisas socioeconômicas e análises de políticas públicas;

VIII - estabelecer políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais.

Parágrafo único. Consideram-se empresas estatais, para efeito do disposto no inciso VIII, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

Art. 8º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de orçamento:

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I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração dos projetos da lei de diretrizes orçamentárias e


da lei orçamentária da União, compreendendo os orçamentos fiscal, da seguridade social e de
investimento das empresas estatais;

II - estabelecer normas e procedimentos necessários à elaboração e à implementação dos orçamentos


federais, harmonizando-os com o plano plurianual;

III - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo


orçamentário federal;

IV - acompanhar e avaliar a execução orçamentária e financeira, sem prejuízo da competência atribuída


a outros órgãos;

V - estabelecer classificações orçamentárias, tendo em vista as necessidades de sua harmonização com


o planejamento e o controle;

VI - propor medidas que objetivem a consolidação das informações orçamentárias das diversas esferas
de governo.

Preste atenção nas marcações e nos verbos destacados! 😄 Veja que esses artigos estão sempre falando
sobre elaboração, acompanhamento, supervisão do orçamento. E não de execução do orçamento. É assim
que você vai conseguir resolver as questões sem ter que decorar todos esses incisos.
Portanto, se uma questão disser que o responsável pela execução do orçamento é o planejamento e
orçamento, ela estará errada! Execução é atividade do sistema de administração financeira federal.

Entendendo essa lógica, você tem grandes chances de se sair bem nesse assunto! 😉

Resumindo
Sistema Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal

Atividade Aprovar, elaborar


Órgão central MPOG

Promover a articulação com os Estados, DF e Municípios: compatibilidade de


normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual,
distrital e municipal

Competências

Avaliação de planos, programas e orçamentos

Órgãos específicos: SOF, SPI, SEST

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Planejamento: estabelecer políticas e diretrizes gerais para a atuação das


empresas estatais

Questões para fixar


CESPE – FNDE – Técnico em finanças e execução de programas e projetos educacionais – 2012

O sistema de planejamento e de orçamento federal visa o planejamento estratégico.

Comentários:

Correto! Essa é uma das finalidades do sistema de planejamento e de orçamento federal, prevista no artigo 2º da Lei
10.180/01, olha só:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional;

Gabarito: Certo

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Sistema de Administração Financeira Federal


Finalidade do Sistema de Administração Financeira Federal
De acordo com a Lei 10.180/01:

Art. 9º O Sistema de Administração Financeira Federal visa ao equilíbrio financeiro do Governo Federal,
dentro dos limites da receita e despesa públicas.

Perceba que essa finalidade está totalmente relacionada com a atividade de execução do orçamento.
Lembre-se: associe o Sistema de Administração Financeira Federal à atividade de execução, ok?

Estrutura do Sistema de Administração Financeira Federal


Novamente, segundo a Lei nº 10.180/01:

Art. 11. Integram o Sistema de Administração Financeira Federal:

I - a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central;

II - órgãos setoriais.

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de programação financeira dos Ministérios, da Advocacia-Geral


da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

§ 2º Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central
do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.

Perceba que não há órgãos específicos aqui, porque os órgãos específicos existem somente no sistema
de planejamento e orçamento federal.
Ademais, você deve ter percebido que aqui no Sistema de Administração Financeira Federal os órgãos
setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema (nesse
caso, a STN), sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.
Essa regra, na verdade, vai se repetir em todos os quatro sistemas que estão na Lei 10.180/01.
“Beleza, professor. Mas você pode dar um exemplo de como os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação
normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema?”

Claro! 😄

O órgão central aqui é a STN, certo? A STN é a responsável pela elaboração do Manual de Contabilidade
Aplicada ao Setor Público (MCASP), que visa colaborar com o processo de elaboração e execução do
orçamento, além de contribuir para resgatar o objeto da contabilidade como ciência, que é o patrimônio.
Pois bem. Os órgãos setoriais devem estão sujeitos às regras do MCASP, mas isso não significa que
eles estão administrativamente subordinados à STN. Eles só têm que seguir as orientações normativas da
STN, entende?

Então ficamos assim:

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Competências do Sistema de Administração Financeira Federal


Vejamos agora as competências do Sistema de Administração Financeira Federal, também presente na
Lei 10.180/01. Cuidado para não confundir com as competências do sistema de planejamento e de orçamento
federal, porque isso é um prato cheio de pegadinhas para a banca, ok? 😉

Art. 10. O Sistema de Administração Financeira Federal compreende as atividades de programação


financeira da União, de administração de direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade
do Tesouro Nacional e de orientação técnico-normativa referente à execução orçamentária e
financeira.

Tudo a ver com a execução do orçamento, não é?


Vamos continuar...

Art. 12. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Administração Financeira
Federal:

I - zelar pelo equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional;

II - administrar os haveres financeiros e mobiliários do Tesouro Nacional;

III - elaborar a programação financeira do Tesouro Nacional, gerenciar a Conta Única do Tesouro Nacional
e subsidiar a formulação da política de financiamento da despesa pública;

IV - gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional;

V - controlar a dívida decorrente de operações de crédito de responsabilidade, direta e indireta, do


Tesouro Nacional;

VI - administrar as operações de crédito sob a responsabilidade do Tesouro Nacional;

VII - manter controle dos compromissos que onerem, direta ou indiretamente, a União junto a entidades
ou organismos internacionais;

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VIII - editar normas sobre a programação financeira e a execução orçamentária e financeira, bem como
promover o acompanhamento, a sistematização e a padronização da execução da despesa pública;

IX - promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de administração e


programação financeira.

Lembre-se sempre de associar isso à execução do orçamento, ok? Assim fica mais fácil de memorizar e
acertar as questões!
Beleza!
Tem só mais um detalhe aqui no Sistema de Administração Financeira Federal: os conselhos fiscais.
Observe:

Art. 13. Subordinam-se tecnicamente à Secretaria do Tesouro Nacional os representantes do Tesouro


Nacional nos conselhos fiscais, ou órgãos equivalentes das entidades da administração indireta,
controladas direta ou indiretamente pela União.

Parágrafo único. Os representantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais deverão ser,
preferencialmente, servidores integrantes da carreira Finanças e Controle que não estejam em
exercício nas áreas de controle interno no ministério ou órgão equivalente ao qual a entidade esteja
vinculada.

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Resumindo
Sistema de
Sistema Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal Administração
Financeira Federal
Atividade Aprovar, elaborar Executar
Órgão central MPOG STN

Promover a articulação com os Estados, DF e


Sistema de
Municípios: compatibilidade de normas e tarefas afins
Programação Financeira
aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual,
Federal
distrital e municipal

Competências
Avaliação de planos, programas e orçamentos Tesouro Nacional

Órgãos específicos: SOF, SPI, SEST Manter Controle


Membros de conselhos
Planejamento: estabelecer políticas e diretrizes gerais
fiscais: subordinam-se à
para a atuação das empresas estatais
STN

Questões para fixar


CESPE – MS – Contador – 2009

São competências das unidades responsáveis pelas atividades do sistema de administração financeira federal: manter
controle dos compromissos que onerem, direta ou indiretamente, a União junto a entidades ou organismos internacionais;
gerir a dívida pública mobiliária federal de responsabilidade do Tesouro Nacional e gerir a dívida pública externa de
responsabilidade do Tesouro Nacional.

Comentários:

Sim! Essas são mesmo competências das unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Administração Financeira
Federal. Quer ver? Então confira aqui na Lei 10.180/01:

Art. 12. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Administração Financeira Federal:

IV - gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional;

VII - manter controle dos compromissos que onerem, direta ou indiretamente, a União junto a entidades ou organismos
internacionais;

Gabarito: Certo

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CESPE – IPAJM – Contador – 2010

Os representantes do Tesouro Nacional indicados para integrar os conselhos fiscais ou similares nas entidades sob controle
da União não poderão pertencer aos quadros dos sistemas de atividades auxiliares da administração federal nem estar em
exercício em qualquer um de seus órgãos.

Comentários:

Não poderão? Nada disso! Não é isso que a regra da Lei 10.180/01 diz. Olha só:

Art. 13, Parágrafo único. Os representantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais deverão ser, preferencialmente,
servidores integrantes da carreira Finanças e Controle que não estejam em exercício nas áreas de controle interno no ministério
ou órgão equivalente ao qual a entidade esteja vinculada.

Preferencialmente, viu aí?

Portanto, os representantes do Tesouro Nacional indicados para integrar os conselhos fiscais ou similares nas entidades
sob controle da União poderão sim pertencer aos quadros dos sistemas de atividades auxiliares da administração federal
ou estar em exercício em qualquer um de seus órgãos.

Gabarito: Errado

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Sistema de Contabilidade Federal


Finalidade do Sistema de Contabilidade Federal
Qual é a finalidade do Sistema de Contabilidade Federal?
A Lei 10.180/01 responde:

Art. 14. O Sistema de Contabilidade Federal visa a evidenciar a situação orçamentária, financeira e
patrimonial da União.

Art. 15. O Sistema de Contabilidade Federal tem por finalidade registrar os atos e fatos relacionados com
a administração orçamentária, financeira e patrimonial da União e evidenciar:

I - as operações realizadas pelos órgãos ou entidades governamentais e os seus efeitos sobre a estrutura
do patrimônio da União;

II - os recursos dos orçamentos vigentes, as alterações decorrentes de créditos adicionais, as receitas


prevista e arrecadada, a despesa empenhada, liquidada e paga à conta desses recursos e as respectivas
disponibilidades;

III - perante a Fazenda Pública, a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas,
efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados;

IV - a situação patrimonial do ente público e suas variações;

V - os custos dos programas e das unidades da Administração Pública Federal;

VI - a aplicação dos recursos da União, por unidade da Federação beneficiada;

VII - a renúncia de receitas de órgãos e entidades federais.

Parágrafo único. As operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira não
compreendidas na execução orçamentária serão, também, objeto de registro, individualização e
controle contábil.

Lembre-se: se estamos falando de atividades de registrar e evidenciar, estamos falando do Sistema de


Contabilidade Federal.

Estrutura do Sistema de Contabilidade Federal


Quem é o órgão central e quais são os órgãos setoriais do Sistema de Contabilidade Federal?
Mais uma vez nos socorremos à Lei 10.180/01:

Art. 17. Integram o Sistema de Contabilidade Federal:

I - a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central;

II - órgãos setoriais.

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Percebeu que aqui também não há órgão específicos, né? É porque único sistema da Lei 10.180/01 que
possui órgãos específicos é o sistema de planejamento e de orçamento federal.

Preste atenção!
Os órgãos específicos existem apenas no sistema de planejamento e de orçamento federal.

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de gestão interna dos Ministérios e da Advocacia-Geral da União.

§ 2º O órgão de controle interno da Casa Civil exercerá também as atividades de órgão setorial contábil
de todos os órgãos integrantes da Presidência da República, da Vice-Presidência da República, além de
outros determinados em legislação específica.

E assim como acontece em todos os quatro sistemas da Lei 10.180/01:

§ 3º Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central
do sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.

Portanto:

Competências do Sistema de Contabilidade Federal


Vejamos as competências do Sistema de Contabilidade Federal (SCF) listadas na Lei 10.180/01 (vou
comentar e esquematizar quando pertinente):
Art. 18. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Contabilidade Federal:
I - manter e aprimorar o Plano de Contas Único da União;

II - estabelecer normas e procedimentos para o adequado registro contábil dos atos e dos fatos da
gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública
Federal;

III - com base em apurações de atos e fatos inquinados de ilegais ou irregulares, efetuar os registros
pertinentes e adotar as providências necessárias à responsabilização do agente, comunicando o fato

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à autoridade a quem o responsável esteja subordinado e ao órgão ou unidade do Sistema de Controle


Interno;

Com base em apurações de atos e fatos inquinados de


ilegais ou irregulares

Adotar providências necessárias


Efetuar os registros pertinentes
à responsabilização do agente

Comunicando o fato

À autoridade a quem o Órgão ou unidade do Sistema de


responsável esteja subordinado Controle Interno

IV - instituir, manter e aprimorar sistemas de informação que permitam realizar a contabilização dos
atos e fatos de gestão orçamentária, financeira e patrimonial da União e gerar informações gerenciais
necessárias à tomada de decisão e à supervisão ministerial;
V - realizar tomadas de contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por bens e valores
públicos e de todo aquele que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade que resulte dano ao
erário;
VI - elaborar os Balanços Gerais da União;
VII - consolidar os balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com vistas à
elaboração do Balanço do Setor Público Nacional;

Balanço
Orçamentário

Balanço
Financeiro
Balanços gerais da
Elaborar
União
Balanço
Patrimonial

SCF Demonstração
das Variações
Patrimoniais

Balanços da União, Balanço do


Consolidar Estados, DF e Setor Público
Municípios Nacional

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E por fim:

VIII - promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de contabilidade.

Resumindo
Sistema de Sistema de
Sistema de Planejamento e de
Sistema Orçamento Federal
Administração Contabilidade
Financeira Federal Federal
Atividade Aprovar, elaborar Executar Registrar, evidenciar
Órgão central MPOG STN STN
Promover a articulação com os
Estados, DF e Municípios:
Sistema de Elaborar os
compatibilidade de normas e tarefas
Programação Balanços Gerais da
afins aos diversos Sistemas, nos
Financeira Federal União
planos federal, estadual, distrital e
municipal
Consolidar os
Competências Avaliação de planos, programas e balanços da União,
Tesouro Nacional
orçamentos Estados, DF e
Municípios
Órgãos específicos: SOF, SPI, SEST Manter Controle
Membros de
Planejamento: estabelecer políticas e
conselhos fiscais:
diretrizes gerais para a atuação das
subordinam-se à
empresas estatais
STN

Questões para fixar


CESPE – DPU – Contador – 2010

O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCIPEF) tem por finalidade consolidar os balanços da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, com vistas à elaboração do balanço do setor público nacional.

Comentários:

Opa! Essa é uma finalidade, ou melhor, uma competência do Sistema de Contabilidade Federal (SCF), e não do Sistema
de Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCIPEF).

Confirme isso aqui na Lei 10.180/01:

Art. 18. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Contabilidade Federal:

VI - elaborar os Balanços Gerais da União;

VII - consolidar os balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com vistas à elaboração do Balanço
do Setor Público Nacional;

Gabarito: Errado

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Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal


Finalidade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal
Vamos começar o estudo do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal lembrando que esse
é sistema é válido somente para o Poder Executivo Federal. Portanto, ele não vale para o Poder Legislativo,
Poder Judiciário, Tribunal de Contas da União e Ministério Público da União.

Ressalto também que a palavra-chave aqui é “avaliar”. Nesse sistema, ocorre, basicamente, uma
avaliação do que foi executado pelo sistema de administração financeira federal.

Art. 19. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal visa à avaliação da ação governamental
e da gestão dos administradores públicos federais, por intermédio da fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, e a apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional.

Art. 20. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem as seguintes finalidades:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal, bem
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da
União;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Viu como a palavra “avaliar” aparece várias vezes? 😏 É! O Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal vai avaliar a execução do orçamento.
Ah! Cuidado com o inciso III do artigo 20, pois ele fala que esse sistema irá exercer o controle, e não
manter o controle. Manter o controle é uma competência do sistema de administração financeira federal (Lei
10.180/01, art. 12, VII).

Preste atenção!
Manter controle é uma atividade do Sistema de Administração Financeira Federal.
Exercer o controle é uma atividade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal

E se você não percebeu, esse artigo 20 é uma cópia do artigo 74 da Constituição Federal, só que (mais
uma vez eu ressalto) a Lei 10.180/01 refere-se somente ao Poder Executivo federal. Olha só (CF/88):

Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle
interno com a finalidade de:

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I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo
e dos orçamentos da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da
União;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Estrutura do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal


Vejamos o que a Lei 10.180/01 fala sobre a estrutura do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal:

Art. 22. Integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal:

I - a Secretaria Federal de Controle Interno, como órgão central;

II - órgãos setoriais.

De novo você percebeu que não há órgãos específicos aqui, não é? Órgãos específicos existem somente
no sistema de planejamento e orçamento federal. 😉

E vale esclarecer também que em 2001, ano em que foi publicada a Lei 10.180/01, a Secretaria Federal de
Controle Interno pertencia ao Ministério da Fazenda. Mas em 2003 foi criada a Controladoria Geral da União
(CGU), e a Secretaria Federal de Controle Interno passou então a pertencer a CGU.
“Beleza, professor. E se minha prova perguntar qual é o órgão central do Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal, o que eu vou responder?” 🤔

Bom, leve a literalidade da lei para a prova. A princípio, você deve considerar que a Secretaria Federal de
Controle Interno é o órgão central, pois é assim que está escrito na lei. 🙂

No entanto, dependendo da prova, pode ser que ela se utilize do Decreto 3.591/2000, segundo o qual
“integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (...) a Controladoria-Geral da União,
como Órgão Central, incumbido da orientação normativa e da supervisão técnica dos órgãos que compõem o
Sistema”.
Continuando no artigo 22 da Lei 10.180/01:

§ 1º A área de atuação do órgão central do Sistema abrange todos os órgãos do Poder Executivo Federal,
excetuados aqueles indicados no parágrafo seguinte.

§ 2º Os órgãos setoriais são aqueles de controle interno que integram a estrutura do Ministério das
Relações Exteriores, do Ministério da Defesa, da Advocacia-Geral da União e da Casa Civil.

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§ 3º O órgão de controle interno da Casa Civil tem como área de atuação todos os órgãos integrantes da
Presidência da República e da Vice-Presidência da República, além de outros determinados em legislação
específica.

§ 4º Os órgãos central e setoriais podem subdividir-se em unidades setoriais e regionais, como


segmentos funcionais e espaciais, respectivamente.

E, como não poderia ser diferente:

§ 5º Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do
sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

E agora que você já viu a estrutura de todos os quatro sistemas, dá uma olhadinha nesse quadro que
preparei para você:

Órgão
Sistema Órgão Setorial
Central
Planejamento e Setorial de Planejamento e orçamento de cada Ministério + AGU +
MPOG
Orçamento Federal Vice-Presidência + Casa Civil
Administração Financeira Setorial de Programação Financeira de cada Ministério + AGU + Vice-
STN
Federal Presidência + Casa Civil
Setorial de Contabilidade de cada Ministério e da AGU + CI da Casa
Contabilidade Federal STN
Civil
Controle Interno SFC/CGU Setorial de Controle Interno do MRE, MD, AGU e Casa Civil

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Competências do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal


Vejamos as competências do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal conforme a Lei
10.180/01:
Art. 24. Compete aos órgãos e às unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal:
I - avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no plano plurianual;

II - fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo, inclusive ações descentralizadas


realizadas à conta de recursos oriundos dos Orçamentos da União, quanto ao nível de execução das metas
e objetivos estabelecidos e à qualidade do gerenciamento;
III - avaliar a execução dos orçamentos da União;

IV - exercer o controle das operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União;
V - fornecer informações sobre a situação físico-financeira dos projetos e das atividades constantes dos
orçamentos da União;

VI - realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais sob a responsabilidade de órgãos e
entidades públicos e privados;
Só cuidado com o seguinte: fornecer informações não é o mesmo que evidenciar informações. Fornecer
é quando alguém (por exemplo: o Congresso Nacional ou o TCU) solicita informações e o controle interno a
fornece. Evidenciar informações é o que o sistema de contabilidade federal faz. 😏

VII - apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares, praticados por agentes públicos ou
privados, na utilização de recursos públicos federais e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável
pela contabilidade para as providências cabíveis;

VIII - realizar auditorias nos sistemas contábil, financeiro, orçamentário, de pessoal e demais sistemas
administrativos e operacionais;

É a segunda vez que aparece a competência de “realizar auditorias”, não é? Ela aparece nos incisos VI e
VIII. Vale dizer que, dentre os quatro sistemas da Lei 10.180/01, somente o sistema de controle interno é que
detém essa competência.

Preste atenção!
Dos quatro sistemas da Lei 10.180/01, somente o sistema de controle interno realiza auditorias

IX - avaliar o desempenho da auditoria interna das entidades da administração indireta federal;

Agora vem a principal atribuição do controle interno do Poder Executivo federal. Acompanhe:

X - elaborar a Prestação de Contas Anual do Presidente da República a ser encaminhada ao Congresso


Nacional, nos termos do art. 84, inciso XXIV, da Constituição Federal;

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É! Essa é a principal competência do sistema de controle interno do Poder Executivo federal. Preste
atenção no verbo: elaborar! ☝

Não é julgar, apreciar, examinar ou emitir parecer. Quem vai fazer tudo isso são outros órgãos. O que o
controle interno faz é elaborar a Prestação de Contas Anual do Presidente da República.

XI - criar condições para o exercício do controle social sobre os programas contemplados com recursos
oriundos dos orçamentos da União.

Um bom exemplo da criação de condições para o exercício do controle social é o Portal da Transparência
(ótimo para conferir a remuneração dos servidores públicos 😂).

Resumindo
Sistema de Sistema de
Sistema de Sistema de
Administração Controle Interno
Sistema Planejamento e de
Financeira
Contabilidade
do Poder
Orçamento Federal Federal
Federal Executivo Federal
Registrar,
Atividade Aprovar, elaborar Executar Avaliar
evidenciar
Órgão central MPOG STN STN SFC/CGU
Promover a articulação
com os Estados, DF e
Exercer o controle
Municípios:
Sistema de das operações de
compatibilidade de Elaborar os
Programação crédito, avais,
normas e tarefas afins Balanços Gerais
Financeira garantias, direitos
aos diversos Sistemas, da União
Federal e haveres da
nos planos federal,
União
estadual, distrital e
municipal
Fornecer
informações sobre
a situação físico-
Consolidar os
Competências Avaliação de planos, Tesouro balanços da
financeira dos
projetos e das
programas e orçamentos Nacional União, Estados,
atividades
DF e Municípios
constantes dos
orçamentos da
União
Órgãos específicos: SOF,
Manter Controle
SPI, SEST
Planejamento: Membros de
estabelecer políticas e conselhos
diretrizes gerais para a fiscais:
atuação das empresas subordinam-se à
estatais STN

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Questões para fixar


CESPE – FNDE – Técnico em finanças e execução de programas e projetos educacionais – 2012

Os órgãos e unidades do sistema de controle interno do Poder Executivo federal têm como atribuições: exercer o controle
das operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União; fornecer informações acerca da situação físico-
financeira dos projetos e das atividades constantes dos orçamentos da União; e criar condições para o exercício do controle
social sobre os programas contemplados com recursos

oriundos dos orçamentos da União.

Comentários:

Correto! Exercer (e não “manter”) o controle das operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União é sim
uma atribuição do sistema de controle interno do Poder Executivo federal. Lembrando que manter o controle é uma
atribuição do sistema de administração financeira federal.

E fornecer essas informações também é uma competência do sistema de controle interno do Poder Executivo federal.

Vamos confirmar isso na Lei 10.180/01:

Art. 24. Compete aos órgãos e às unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal: (...)

IV - exercer o controle das operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União;

V - fornecer informações sobre a situação físico-financeira dos projetos e das atividades constantes dos orçamentos da União;

Gabarito: Certo

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Disposições finais e transitórias


Normalmente, quando chegamos no capítulo de “disposições finais e transitórias” da lei, achamos que
não tem nada importante lá e acabamos não dando a devida atenção a esses artigos.

Você, eu, todo mundo sabe disso. Isso significa que a banca também sabe! 😄

Por isso, não vamos negligenciar esses artigos. Vou lhe apresentar os mais importantes, ok? 😉

Art. 26. Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos servidores dos Sistemas
de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, no exercício das atribuições
inerentes às atividades de registros contábeis, de auditoria, fiscalização e avaliação de gestão.

§ 1º O agente público que, por ação ou omissão, causar embaraço, constrangimento ou obstáculo à atuação
dos Sistemas de Contabilidade Federal e de Controle Interno, no desempenho de suas funções
institucionais, ficará sujeito à pena de responsabilidade administrativa, civil e penal.

§ 2º Quando a documentação ou informação prevista neste artigo envolver assuntos de caráter sigiloso,
deverá ser dispensado tratamento especial de acordo com o estabelecido em regulamento próprio.

Se você já estudou para área de controle, isso não é novidade para você: nenhum processo, documento
ou informação pode ser sonegado aos servidores que trabalham nas atividades de controle. Ou seja: os
jurisdicionados não podem esconder nada dos agentes fiscalizadores.
A novidade aqui, porém, é que a Lei 10.180/01 diz que nenhum processo, documento ou informação pode
ser sonegado dos servidores do Sistemas de Contabilidade Federal.
“Dos servidores do Sistemas de Contabilidade Federal, professor? Por quê?”
Porque a contabilidade é quem vai realizar a tomada de contas (Lei 10.180/01, art. 18, V).

Preste atenção!
Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos servidores do Sistema
Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Sistema de Contabilidade Federal também

Continuando...

Art. 28. Aos dirigentes dos órgãos e das unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal e dos órgãos do Sistema de Contabilidade Federal, no exercício de suas atribuições, é facultado
impugnar, mediante representação ao responsável, quaisquer atos de gestão realizados sem a devida
fundamentação legal.

Preste atenção nas marcações! ☝

Aqui nós estamos falando dos dirigentes, ok? Não dos servidores!
Então, se os dirigentes presenciarem algum ato de gestão esquisito, ilegal, realizados sem a devida
fundamentação legal, eles podem impugnar esse ato mediante representação ao responsável.

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⚠ Atenção: eu disse que eles podem fazer isso, se quiserem. Eles não são obrigados a fazer isso. A lei
falou que a eles é facultado impugnar esses atos.
É diferente do disposto na Lei 8.112/90, que diz que é um dever do servidor representar contra
ilegalidade, omissão ou abuso de poder. Ou seja: o servidor tem que representar. Confira:

Art. 116. São deveres do servidor: (...)

XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

Portanto, cuidado para não confundir esses dois. A Lei 10.180/01 está falando dos dirigentes, enquanto a
Lei 8.112/90 fala de servidores.
Finalmente...

Art. 29. É vedada a nomeação para o exercício de cargo, inclusive em comissão, no âmbito dos Sistemas
de que trata esta Lei, de pessoas que tenham sido, nos últimos cinco anos:

I - responsáveis por atos julgados irregulares por decisão definitiva do Tribunal de Contas da União, do
tribunal de contas de Estado, do Distrito Federal ou de Município, ou ainda, por conselho de contas de
Município;

II - punidas, em decisão da qual não caiba recurso administrativo, em processo disciplinar por ato lesivo
ao patrimônio público de qualquer esfera de governo;

III - condenadas em processo criminal por prática de crimes contra a Administração Pública,
capitulados nos Títulos II e XI da Parte Especial do Código Penal Brasileiro, na Lei no 7.492, de 16 de junho
de 1986, e na Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992.

§ 1o As vedações estabelecidas neste artigo aplicam-se, também, às nomeações para cargos em comissão
que impliquem gestão de dotações orçamentárias, de recursos financeiros ou de patrimônio, na
Administração direta e indireta dos Poderes da União, bem como para as nomeações como membros de
comissões de licitações.

§ 2o Serão exonerados os servidores ocupantes de cargos em comissão que forem alcançados pelas
hipóteses previstas nos incisos I, II e III deste artigo.

Quer dizer: se você quiser ser nomeado em um cargo em comissão em qualquer um dos quatro sistemas
da Lei 10.180/01, você tem que ter a ficha limpa! 😄

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Questões comentadas – CESPE


1. CESPE – EBSERH - Analista Administrativo – Administração – 2018
As políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais são estabelecidas pelas unidades
responsáveis pelas atividades planejamento.

Comentários:

Primeira pergunta a se fazer: isso é mesmo uma atividade de planejamento? 🤔

Bom, o estabelecimento de políticas e diretrizes gerais está muito relacionada à elaboração e aprovação
do orçamento, não é mesmo? 😏

E a dica aqui é lembrar que cada sistema possui uma função, de forma que atividades de:

• Autorização/elaboração ficam a cargo do sistema de planejamento e de orçamento federal,


• Execução ficam a cargo do sistema de administração financeira federal,
• Contabilização ficam a cargo do sistema de contabilidade federal; e
• Controle ficam a cargo do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.
Portanto, a resposta é: sim! Estabelecer políticas e diretrizes gerais é uma atividade de planejamento! Por
isso, está a cargo do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, cujo órgão central é o Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Beleza! 😄

Agora vem a pergunta: as unidades responsáveis pelas atividades planejamento estabelecem mesmo as
políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais?

E a resposta também é “sim”! 😃

Confira aqui comigo na Lei 10.180/01:

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento: (...)

VIII - estabelecer políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais.

Parágrafo único. Consideram-se empresas estatais, para efeito do disposto no inciso VIII, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

Gabarito: Certo

2. CESPE – STJ - Analista Judiciário – Administrativa – 2018

Se determinado órgão público elaborar um plano que envolva apenas sua área de atuação, esse plano deverá
ser submetido ao sistema de planejamento e de orçamento federal.

Comentários:

Olha o verbo: elaborar! ☝

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E a questão ainda continua: elaborar um plano! ☝

Ah! Só podemos estar falando do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF), não é? 😏

Quer ver? Então olha aqui o que está na Lei 10.180/01:

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento:

I - elaborar e supervisionar a execução de planos e programas nacionais e setoriais de desenvolvimento


econômico e social;

Só uma ressalva aqui: na minha opinião, caberia um recurso aqui, pois não é todo e qualquer plano que
deve ser analisado pelo sistema de planejamento e orçamento federal.
Imagine que um órgão faz um plano de fuga em caso de incêndio. Isso precisa ser submetido ao SPOF?
Claro que não! Isso não tem nada a ver com planejamento e orçamento.

E não há nenhum elemento no enunciado da questão que permita o candidato inferir que aquele plano se
refere ao orçamento (a não ser o fato da questão ter vindo na prova de Administração Financeira e
Orçamentária). Em outras palavras: a questão foi retirada da lei, mas foi também retirada de contexto, o que
prejudicou a análise objetiva do candidato.
De qualquer forma, ao realizar o cotejo com a legislação, é possível perceber que ela está correta. E esse
foi o entendimento da banca.
Gabarito: Certo

3. CESPE – STM – Técnico Judiciário – 2018


Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.
O SPOF tem como uma de suas finalidades promover a integração com os demais poderes e esferas de governo
em assuntos de administração e programação financeira.
Comentários:

Será que é o SPOF mesmo que tem essa finalidade? 🤔

Para mim isso não se parece muito com uma atividade de elaboração e aprovação do orçamento. Parece
mais com a execução (sempre faça essa análise! Isso vai lhe ajudar muito na hora de resolver questões sobre
esse assunto e evitar que você fique decorando todos aqueles incisos 😉).

Mas é no final da questão, você encontra a dica para matar a charada: “assuntos de administração e
programação financeira”. Ora. Assunto de administração financeira deve pertencer ao Sistema de
Administração Financeira Federal, não é mesmo? 😅

“Sim! É mesmo. Isso é lógico, professor!” 😄

Concordo! Então, só para conferir, vamos dar uma olhadinha na Lei 10.180/01:

Art. 12. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Administração Financeira
Federal:

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IX - promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de administração


e programação financeira.

Gabarito: Errado

4. CESPE – STM – Técnico Judiciário – 2018

Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.

Os órgãos integrantes do SPOF realizam o acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos
de todos os poderes e órgãos da administração pública federal.

Comentários:
Indo direto ao ponto: a questão está errada.
“Por que, professor?”
A resposta está na Lei 10.180/01, acompanhe:

Art. 6º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da
Administração Pública Federal, os órgãos integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento
Federal e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais Poderes realizarão o
acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.

“Cadê o erro, professor?”


Bom, de acordo com o dispositivo legal, cada Poder vai realizar o acompanhamento e avaliação dos seus
próprios planos e programas.
Então, o erro da questão é dizer que os órgãos integrantes do SPOF realizam o acompanhamento e a
avaliação dos planos e programas respectivos de todos os poderes e órgãos da administração pública federal.

Portanto, cada um cuida dos seus respectivos planos e programas. Aqui é “cada um no seu quadrado”! 😄

Gabarito: Errado

5. CESPE – ABIN - Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018

O sistema integrado de planejamento e orçamento destina-se exclusivamente aos processos de elaboração e


acompanhamento da lei orçamentária anual.
Comentários:

Negativo! 😠

Não é só da Lei Orçamentária Anual (LOA) não! É dos outros instrumentos de planejamento, planos e
programas também.

E não são somente atividades de elaboração e acompanhamento. O sistema também compreende


atividades de avaliação e realização de estudos e pesquisas. Observe:

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Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional;

II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;

III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais; (...)

Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,


acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e
pesquisas socioeconômicas.

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento:

I - elaborar e supervisionar a execução de planos e programas nacionais e setoriais de desenvolvimento


econômico e social;

II - coordenar a elaboração dos projetos de lei do plano plurianual e o item, metas e prioridades da
Administração Pública Federal, integrantes do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, bem como de
suas alterações, compatibilizando as propostas de todos os Poderes, órgãos e entidades integrantes da
Administração Pública Federal com os objetivos governamentais e os recursos disponíveis;

III - acompanhar física e financeiramente os planos e programas referidos nos incisos I e II deste artigo,
bem como avaliá-los, quanto à eficácia e efetividade, com vistas a subsidiar o processo de alocação de
recursos públicos, a política de gastos e a coordenação das ações do governo; (...)

Art. 8º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de orçamento:

I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração dos projetos da lei de diretrizes orçamentárias e da


lei orçamentária da União, compreendendo os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento
das empresas estatais;

Ufa! Depois dessa legislação toda, espero ter lhe convencido de que o sistema integrado de planejamento
e orçamento não se destina exclusivamente aos processos de elaboração e acompanhamento da lei
orçamentária anual. 😉

Gabarito: Errado

6. CESPE – STM - Analista Judiciário - Área Administrativa – 2018

Se houver incompatibilidade entre as normas de planejamento de determinado estado e as normas


correspondentes da União, a responsabilidade de identificar o problema e procurar os mecanismos de
compatibilização será do sistema de planejamento e de orçamento federal.
Comentários:

Primeiro: está relacionado à elaboração, aprovação, autorização do orçamento? 🧐

Sim! 😃

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Estamos falando de incompatibilidade entre normas de planejamento. Ainda estamos no campo (na fase)
de elaboração do orçamento. Afinal, as normas de planejamento subsidiam a elaboração do planejamento,
certo? 😏

E como estamos falando sobre o assunto “planejamento”, deve ser mesmo uma competência do Sistema
de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF), não é mesmo?
E é! Olha só (Lei 10.180/01):

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade: (...)

V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização


de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.

Compatibilização de normas, viu aí? 😏

Gabarito: Certo

7. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – Engenharia Elétrica – 2017


O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade
A) formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.
B) formular o planejamento estratégico de cada estado da Federação separadamente.
C) promover a articulação entre a União, os estados e os municípios, visando à compatibilização de normas.
D) gerenciar os processos de planejamento e orçamento estaduais.
E) formular o plano anual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos bimestrais.
Comentários:

Vou começar logo dizendo que essa questão foi anulada! 😬

Eis a justificativa da banca: a omissão do termo “Distrito Federal” na opção em que consta “promover a
articulação entre a União, os estados e os municípios, visando à compatibilização de normas” tornou ambígua
a opção apontada como gabarito.
A banca estava se referindo à alternativa C.
Preliminarmente, o gabarito era a alternativa A, que está indiscutivelmente correta, pois é a cópia da Lei
10.180/01. Veja:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade: (...)

II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;

Agora vejamos o inciso V desse mesmo artigo:

V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização


de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.

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Compare com a alternativa C. Encontrou a diferença? Até já deixei marcado para você...
Então, preliminarmente a banca disse que a alternativa C estava incorreta, provavelmente porque omitiu
o termo “Distrito Federal”. Muita gente entrou com recursos, alegando que isso não é motivo para considerar
o item incorreto, até porque muitas vezes o termo “Estados” já inclui o Distrito Federal, como acontece na
própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), observe:

Art. 1º, § 3º Nas referências: (...)

II - a Estados entende-se considerado o Distrito Federal;

A banca acatou os recursos. E, com duas alternativas corretas, a solução foi anular a questão. 🙂

As demais alternativas estão mesmo incorretas. Acompanhe na Lei 10.180/01:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional; (alternativa B)

III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais; (alternativa E)

IV - gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal; (alternativa D)

Gabarito: ANULADA

8. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Procuradoria – 2016


Entre as finalidades do sistema de planejamento e de orçamento federal inclui-se a formulação do
planejamento estratégico nacional.
Comentários:
Será que a formulação do planejamento estratégico nacional é mesmo uma das finalidades do sistema
de planejamento e de orçamento federal?
Bom, para início de conversa, a formulação do planejamento estratégico nacional tem muito a ver com a
elaboração e aprovação do orçamento, não acha?
É assim que nós temos que pensar, porque as atividades de:

• Autorização/elaboração ficam a cargo do sistema de planejamento e de orçamento federal,


• Execução ficam a cargo do sistema de administração financeira federal,
• Contabilização ficam a cargo do sistema de contabilidade federal; e
• Controle ficam a cargo do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.

Mas nessa questão aqui estava fácil de identificar: a formulação do planejamento estratégico nacional só
pode estar no sistema de planejamento e de orçamento federal, não é? Olhe para a palavra “planejamento”
no nome do sistema! 😄

E para confirmar isso, basta dar uma olhadinha na lei 10.180/01:

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Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional;

Gabarito: Certo

9. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Contabilidade – 2016

Por estarem sujeitos à supervisão técnica do órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, os órgãos
setoriais desse sistema não estão subordinados aos órgãos em cuja estrutura administrativa estão integrados.

Comentários:
Em qualquer um dos quatro sistemas (orçamento e planejamento, administração financeira,
contabilidade, e controle interno do Poder Executivo), os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação
normativa e à supervisão técnica do órgão central do sistema, mas sem prejuízo da subordinação ao órgão
em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.
Em outras palavras: os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica e à
fiscalização específica do órgão central do sistema, só que eles continuam subordinados
administrativamente ao órgão ao qual pertencem.
Isso inclusive já estava previsto do DL 200/67:

Art. 30. Serão organizadas sob a forma de sistema as atividades de pessoal, orçamento, estatística,
administração financeira, contabilidade e auditoria, e serviços gerais, além de outras atividades
auxiliares comuns a todos os órgãos da Administração que, a critério do Poder Executivo, necessitem de
coordenação central.

§ 1º Os serviços incumbidos do exercício das atividades de que trata este artigo consideram-se integrados
no sistema respectivo e ficam, consequentemente, sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica
e à fiscalização específica do órgão central do sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em
cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

Mas se você quiser conferir isso na lei 10.180/01, dê uma olhadinha no artigo 17, que fala especificamente
do Sistema de Contabilidade Federal, abordado na questão:

Art. 17. Integram o Sistema de Contabilidade Federal:

I - a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central;

II - órgãos setoriais.

(...)

§ 3º Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do
Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.

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Gabarito: Errado

10. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Contabilidade – 2016

Além de exercer o papel de órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, a Secretaria do Tesouro
Nacional também exerce a atividade de órgão setorial contábil dos órgãos integrantes da Presidência da
República.
Comentários:
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é o órgão central do Sistema de Contabilidade Federal. A STN
também é o órgão central do Sistema de Administração Financeira Federal. Mas ela não é um órgão setorial!

Confira na Lei 10.180/01:

Art. 17. Integram o Sistema de Contabilidade Federal:

I - a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central;

II - órgãos setoriais.

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de gestão interna dos Ministérios e da Advocacia-Geral da União.

§ 2º O órgão de controle interno da Casa Civil exercerá também as atividades de órgão setorial contábil de
todos os órgãos integrantes da Presidência da República, da Vice-Presidência da República, além de outros
determinados em legislação específica.

Eis a estrutura do Sistema de Contabilidade Federal:

Gabarito: Errado

11.CESPE – TRE-PI - Analista Judiciário - Administrativa – 2016


A respeito dos órgãos que compõem o sistema de planejamento e orçamento federal no Brasil, bem como de
suas atribuições, assinale a opção correta.

A) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades de planejamento e de orçamento dos


ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

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B) O órgão setorial desse sistema na Casa Civil da Presidência da República atua em todos os órgãos integrantes
da presidência da República, ressalvados aqueles determinados em legislação específica.

C) Coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração tanto da lei de diretrizes orçamentárias como da


proposta orçamentária da União, incluindo o orçamento fiscal e o da seguridade social, são competências dos
órgãos setoriais do referido sistema.
D) Compete a cada unidade orçamentária analisar e validar suas próprias propostas e alterações orçamentárias.
E) O órgão central do referido sistema é o Ministério da Fazenda.
Comentários:
Essa questão exigiu conhecimentos da literalidade da Lei 10.180/01. Vamos então analisar cada uma das
alternativas:
a) Errada. Na verdade, esses são os órgãos setoriais do sistema de planejamento e orçamento federal.
Observe (Lei 10.180/01):

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-


Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

§ 2º Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja
missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento.

b) Correta, de acordo com o § 5º do artigo 4º da Lei 10.180/01:

§ 5º O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos
integrantes da Presidência da República, ressalvados outros determinados em legislação específica.

c) Errada. Essa, na verdade, é uma competência da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), que é um
órgão específico (e não um órgão setorial) do sistema de planejamento e orçamento federal. Confira aqui no
Decreto nº 9.035/17:
Art. 9º À Secretaria de Orçamento Federal compete:
I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias e da proposta
orçamentária da União, compreendidos os orçamentos fiscal e da seguridade social;
d) Errada. Essa atribuição é das unidades responsáveis pelas atividades de planejamento, observe:

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Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento: (...)

II - coordenar a elaboração dos projetos de lei do plano plurianual e o item, metas e prioridades da
Administração Pública Federal, integrantes do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, bem como de
suas alterações, compatibilizando as propostas de todos os Poderes, órgãos e entidades integrantes
da Administração Pública Federal com os objetivos governamentais e os recursos disponíveis;

e) Errada. O órgão central do sistema de planejamento e orçamento federal é o Ministério do


Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

“Mas, professor, o MPOG não existe mais!” 🤨

Mas é assim que está escrito na lei e é assim que virá escrito na sua prova! 😄

Confira (Lei 10.180/01):

Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:

I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;

Gabarito: B

12. CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015

Julgue o item que se segue, relativos a documentos, instituições e técnicas disponíveis para a administração
orçamentária.

A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e controlada pelo órgão central do sistema de
administração financeira federal.
Comentários:
Elaboração do projeto de lei orçamentária anual. Elaboração!
Se falou em “elaboração”, você já sabe que está no sistema de planejamento e de orçamento federal,
porque as atividades de:

• Autorização/elaboração ficam a cargo do sistema de planejamento e de orçamento federal,


• Execução ficam a cargo do sistema de administração financeira federal,
• Contabilização ficam a cargo do sistema de contabilidade federal; e
• Controle ficam a cargo do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.

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Portanto, a questão está errada!


A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e controlada pelo órgão central do sistema
de planejamento e de orçamento federal (e não do sistema de administração financeira federal, que está
relacionado a atividades de execução do orçamento).
Para finalizar, vamos dar uma olhadinha no que diz a Lei 10.180/01:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;

Gabarito: Errado

13.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


Os órgãos e unidades do sistema de controle interno do Poder Executivo federal devem monitorar o Tribunal
de Contas da União no momento da realização de auditoria na gestão de recursos públicos federais sob a
responsabilidade de entidades do setor privado.

Comentários:
Não, não, não. O controle interno não tem como atribuição monitorar o Tribunal de Contas da União
(TCU). O sistema de controle interno do Poder Executivo da União, cujo órgão central é a Secretaria Federal de
Controle Interno (de acordo com a Lei 10.180/01, ou a Controladoria Geral da União, de acordo com o Decreto
3.591/2000), não tem competência sobre outro poder.

O que o controle interno vai fazer, na verdade, é apoiar o controle externo. Confira aqui na Lei 10.180/01
(que, nesse trecho, somente repetiu o que já estava escrito na CF/88, art. 74, IV):

Art. 20. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem as seguintes finalidades:

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Gabarito: Errado

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14. CESPE – TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria Governamental – 2015

Caso decisão definitiva do TCU prolatada há menos de cinco anos tenha considerado servidor responsável por
ato irregular, esse servidor estará impossibilitado de assumir cargo no âmbito do sistema de planejamento e de
orçamento federal.

Comentários:
A questão está correta, porque olha só o que está prescrito na Lei 10.180/01:

Art. 29. É vedada a nomeação para o exercício de cargo, inclusive em comissão, no âmbito dos Sistemas
de que trata esta Lei, de pessoas que tenham sido, nos últimos cinco anos:

I - responsáveis por atos julgados irregulares por decisão definitiva do Tribunal de Contas da União, do
tribunal de contas de Estado, do Distrito Federal ou de Município, ou ainda, por conselho de contas de
Município;

Questão bem específica, bem literal. Essa aqui você precisava ter lido a lei para conseguir resolver. Ainda
bem que você está lendo agora! 😄

Gabarito: Certo

15.CESPE – MPU - Analista do MPU - Finanças e Controle – 2015


Os órgãos setoriais integram o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal e atuam verticalmente no
processo decisório, integrando os produtos gerados no nível subsetorial, coordenado pelas unidades. Esses
órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
Comentários:
É... assim é a atuação dos órgãos setoriais que integram o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal
(SPOF). E tem mais na Lei 10.180/01:

Art. 4º, § 3º Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão
técnica do órgão central do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura
administrativa estiverem integrados.

“Certo, mas quem é o órgão central desse sistema, professor? Porque a questão falou que era o Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão.” 🧐

E ela está correta. Confira comigo novamente na Lei 10.180/01:


Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:

I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;


II - órgãos setoriais;

III - órgãos específicos.


Gabarito: Certo

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Folha de Respostas

Questão Resposta Errei Dúvida


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Lista de questões – CESPE


1. CESPE – EBSERH - Analista Administrativo – Administração – 2018
As políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais são estabelecidas pelas unidades
responsáveis pelas atividades planejamento.

2. CESPE – STJ - Analista Judiciário – Administrativa – 2018


Se determinado órgão público elaborar um plano que envolva apenas sua área de atuação, esse plano deverá
ser submetido ao sistema de planejamento e de orçamento federal.

3. CESPE – STM – Técnico Judiciário – 2018


Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.
O SPOF tem como uma de suas finalidades promover a integração com os demais poderes e esferas de governo
em assuntos de administração e programação financeira.

4. CESPE – STM – Técnico Judiciário – 2018


Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.
Os órgãos integrantes do SPOF realizam o acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos
de todos os poderes e órgãos da administração pública federal.

5. CESPE – ABIN - Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018

O sistema integrado de planejamento e orçamento destina-se exclusivamente aos processos de elaboração e


acompanhamento da lei orçamentária anual.

6. CESPE – STM - Analista Judiciário - Área Administrativa – 2018

Se houver incompatibilidade entre as normas de planejamento de determinado estado e as normas


correspondentes da União, a responsabilidade de identificar o problema e procurar os mecanismos de
compatibilização será do sistema de planejamento e de orçamento federal.

7. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – Engenharia Elétrica – 2017

O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade


A) formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.
B) formular o planejamento estratégico de cada estado da Federação separadamente.
C) promover a articulação entre a União, os estados e os municípios, visando à compatibilização de normas.
D) gerenciar os processos de planejamento e orçamento estaduais.

E) formular o plano anual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos bimestrais.

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8. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Procuradoria – 2016

Entre as finalidades do sistema de planejamento e de orçamento federal inclui-se a formulação do


planejamento estratégico nacional.

9. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Contabilidade – 2016

Por estarem sujeitos à supervisão técnica do órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, os órgãos
setoriais desse sistema não estão subordinados aos órgãos em cuja estrutura administrativa estão integrados.

10. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Contabilidade – 2016

Além de exercer o papel de órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, a Secretaria do Tesouro
Nacional também exerce a atividade de órgão setorial contábil dos órgãos integrantes da Presidência da
República.

11.CESPE – TRE-PI - Analista Judiciário - Administrativa – 2016


A respeito dos órgãos que compõem o sistema de planejamento e orçamento federal no Brasil, bem como de
suas atribuições, assinale a opção correta.
A) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades de planejamento e de orçamento dos
ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.
B) O órgão setorial desse sistema na Casa Civil da Presidência da República atua em todos os órgãos integrantes
da presidência da República, ressalvados aqueles determinados em legislação específica.
C) Coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração tanto da lei de diretrizes orçamentárias como da
proposta orçamentária da União, incluindo o orçamento fiscal e o da seguridade social, são competências dos
órgãos setoriais do referido sistema.

D) Compete a cada unidade orçamentária analisar e validar suas próprias propostas e alterações orçamentárias.
E) O órgão central do referido sistema é o Ministério da Fazenda.

12. CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


Julgue o item que se segue, relativos a documentos, instituições e técnicas disponíveis para a administração
orçamentária.

A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e controlada pelo órgão central do sistema de
administração financeira federal.

13.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


Os órgãos e unidades do sistema de controle interno do Poder Executivo federal devem monitorar o Tribunal
de Contas da União no momento da realização de auditoria na gestão de recursos públicos federais sob a
responsabilidade de entidades do setor privado.

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14. CESPE – TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria Governamental – 2015

Caso decisão definitiva do TCU prolatada há menos de cinco anos tenha considerado servidor responsável por
ato irregular, esse servidor estará impossibilitado de assumir cargo no âmbito do sistema de planejamento e de
orçamento federal.

15.CESPE – MPU - Analista do MPU - Finanças e Controle – 2015


Os órgãos setoriais integram o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal e atuam verticalmente no
processo decisório, integrando os produtos gerados no nível subsetorial, coordenado pelas unidades. Esses
órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão.

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Gabarito – CESPE
1. Certo
2. Certo
3. Errado
4. Errado
5. Errado
6. Certo
7. ANULADA
8. Certo
9. Errado
10. Errado
11. B
12. Errado
13. Errado
14. Certo
15. Certo

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Resumo direcionado
Decreto-Lei 200/67:

Art. 30, § 1º Os serviços incumbidos do exercício das atividades de que trata este artigo consideram-se
integrados no sistema respectivo e ficam, consequentemente, sujeitos à orientação normativa, à
supervisão técnica e à fiscalização específica do órgão central do sistema, sem prejuízo da
subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

Lei 10.180/01:

Órgão
Sistema Órgão Setorial
Central
Planejamento e Setorial de Planejamento e orçamento de cada Ministério + AGU +
MPOG
Orçamento Federal Vice-Presidência + Casa Civil
Administração Financeira Setorial de Programação Financeira de cada Ministério + AGU + Vice-
STN
Federal Presidência + Casa Civil
Setorial de Contabilidade de cada Ministério e da AGU + CI da Casa
Contabilidade Federal STN
Civil
Controle Interno SFC/CGU Setorial de Controle Interno do MRE, MD, AGU e Casa Civil

Art. 26. Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos servidores dos Sistemas
de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, no exercício das atribuições
inerentes às atividades de registros contábeis, de auditoria, fiscalização e avaliação de gestão.

Art. 28. Aos dirigentes dos órgãos e das unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal e dos órgãos do Sistema de Contabilidade Federal, no exercício de suas atribuições, é facultado
impugnar, mediante representação ao responsável, quaisquer atos de gestão realizados sem a devida
fundamentação legal.

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Sistema de Sistema de
Sistema de Sistema de
Administração Controle Interno
Sistema Planejamento e de
Financeira
Contabilidade
do Poder
Orçamento Federal Federal
Federal Executivo Federal
Registrar,
Atividade Aprovar, elaborar Executar Avaliar
evidenciar
Órgão central MPOG STN STN SFC/CGU
Promover a articulação
com os Estados, DF e
Exercer o controle
Municípios:
Sistema de das operações de
compatibilidade de Elaborar os
Programação crédito, avais,
normas e tarefas afins Balanços Gerais
Financeira garantias, direitos
aos diversos Sistemas, da União
Federal e haveres da
nos planos federal,
União
estadual, distrital e
municipal
Fornecer
informações sobre
a situação físico-
Consolidar os
Competências Avaliação de planos, Tesouro balanços da
financeira dos
projetos e das
programas e orçamentos Nacional União, Estados,
atividades
DF e Municípios
constantes dos
orçamentos da
União
Órgãos específicos: SOF,
Manter Controle
SPI, SEST
Planejamento: Membros de
estabelecer políticas e conselhos
diretrizes gerais para a fiscais:
atuação das empresas subordinam-se à
estatais STN

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