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Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná


PR
UNIVERS IDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
Campus Pato Branco
Comissão de Gestão de Resíduos

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ


REGULAMENTO DE GESTÃO DE RESÍDUOS INSTITUCIONAIS

Artigo 1.º
Objetivo e Âmbito de aplicação

O presente Regulamento aplica-se a toda a área da Universidade Tecnológica Federal do


Paraná – Campus Pato Branco e tem como objetivo regular a gestão de resíduos,
estabelecendo as regras que permitirão torná-la eficaz de forma a reduzir o volume e as
incidências negativas sobre o ambiente.

Artigo 2º
Definição do Sistema para a Gestão dos Resíduos Institucionais

1- Entende-se por Gestão do Sistema de Resíduos Institucionais o conjunto de


atividades de caráter técnico, administrativo, educacional e financeiro necessárias à
deposição, recolha, transporte, tratamento, valorização e eliminação, incluindo o
planejamento e a fiscalização dessas operações, bem como o monitoramento dos locais
de geração, deposição e de destino final.

Artigo 3.º
Competências

1 – Compete à UTFPR Campus Pato Branco, através do Departamento de


Administração da Sede (DEADS) a gestão de resíduos institucionais.

Artigo 4.º
Responsáveis

1 – A coordenação do serviço de recepção/recolha de resíduos, na área universitária, é


da responsabilidade do DEADS, com colaboração de toda comunidade universitária.

Artigo 5.º
Definições e Tipos de Resíduos

1 - Define-se genericamente o termo resíduos institucionais como o conjunto de


materiais, de que o seu possuidor pretenda ou tenha necessidade de se desembaraçar,
podendo englobar o que resta de matérias-primas após a sua utilização e que não
possam ser considerados subprodutos. Entende-se por Resíduos Institucionais,
identificados pela sigla R.I., os seguintes resíduos:
a) Resíduos Sólidos: Materiais de consistência predominante sólida, que são produzidos
nas cantinas e refeitórios, bem como em outras instalações, laboratórios e coordenações;
b) Resíduos Volumosos: Objetos fora de uso, pelo seu volume, forma ou dimensões,
que não possam ser recolhidos pelos meios normais de remoção;
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c) Resíduos Verdes Institucionais: Os provenientes da limpeza e manutenção dos jardins


ou hortas da UTFPR, nomeadamente troncos e ramagens;
d) Resíduos Sólidos de ambulatório médico e odontológico: Os produzidos em unidades
de prestação de cuidados de saúde, incluindo as atividades médicas de tratamento e
prevenção de doenças;
e) Resíduos Orgânicos: Os provenientes dos restos de cozinhas, restaurantes, cantinas,
essencialmente de origem vegetal.
f) Sucatas: Materiais, equipamentos, peças ou acessórios que perderam a utilidade direta
ou vida útil. (exemplo: equipamentos e acessórios de informática, mouse, periféricos,
entre outros).
g) Resíduos Líquidos: Materiais de consistência predominante líquida, que são
produzidos nas instalações do campus como laboratórios, cantinas, refeitórios e
oficinas.

Artigo 6º
Resíduos Especiais

São considerados resíduos especiais, devendo ser objeto de regulamento ou plano de


gestão específico os seguintes resíduos:
a) Resíduos Sólidos de Grandes Produtores - os resíduos sólidos que, embora
apresentem características semelhantes aos resíduos indicados no Artigo anterior,
atinjam uma produção diária superior a 1.100 litros;
b) Resíduos Sólidos Perigosos - todos os resíduos que, nos termos do Decreto-Lei nº
239/97, de 9 de Setembro, apresentem características de periculosidade para a saúde ou
para o ambiente;
c) Resíduos Sólidos Radioativos - os contaminados por substâncias radioativas;
d) Resíduos Sólidos Hospitalares Contaminados - os provenientes de hospitais, centros
de saúde, laboratórios, clínicas veterinárias ou outros estabelecimentos similares e que
tenham a possibilidade de estarem contaminados por quaisquer produtos biológicos,
físicos ou químicos, que constituam risco para a saúde humana ou perigo para o
ambiente;
e) Entulhos - restos de construções, caliças, pedras, escombros, terras e similares
resultantes de obras públicas ou particulares;
f) Efluentes líquidos, lamas, partículas, ou emissões para a atmosfera (partículas) que se
encontram sujeitas à legislação própria dos orgãos ambientais competentes;
g) Aqueles para os quais exista legislação especial que os exclua expressamente da
categoria de Resíduos Institucionais.

1-Em relação aos Resíduos Sólidos de ambulatório médico e odontológico fica


estabelecido seu enquadramento no plano simplificado de gerenciamento de resíduos de
serviços da saúde para mínimos geradores até 30 litros/semana, conforme resolução
conjunta 02/2005 SEMA/SESA.
2-Os efluentes líquidos, gasosos e resíduos sólidos perigosos gerados em laboratórios,
oficinas ou centros de pesquisa deverão ser objeto de gestão de plano de resíduo
especial, elaborado pelo próprio setor gerador com anuência do DEADs.
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Artigo 7º
Dos resíduos recicláveis

1 - A separação dos Resíduos Recicláveis, nomeadamente, o papel/cartão, o vidro de


embalagem, as embalagens de plástico e de metal, plástico filme é obrigatória.

Artigo 8º
Níveis de Qualidade à Deposição Seletiva

1 - Para efeitos da apreciação do cumprimento das presentes normas são criados quatro
níveis de qualidade à Deposição Seletiva, a testar, não só nos recipientes destinados aos
Resíduos não identificados, mas também nos próprios contentores dos Resíduos
Recicláveis colocados nas casas do lixo ou nos espaços a eles destinados:
1.1 - Qualidade Muito Má - com presença de mais de 15 % de resíduos recicláveis nos
resíduos indiferenciados.
1.2 - Qualidade Má - de 10,1 % a 15 % de resíduos recicláveis presentes nos
indiferenciados.
1.3 - Qualidade Boa - de 5,1 % a 10,0 % de resíduos recicláveis presentes nos
indiferenciados.
1.4 - Qualidade Muito Boa - de 0 % a 5,0 % de resíduos recicláveis presentes nos
indiferenciados.
2 - As classificações referidas no número anterior serão obtidas a partir de um critério
baseado em dados concretos retirados da caracterização física (pesos dos diversos
materiais) e periódica dos resíduos em causa. Para o efeito serão selecionadas pequenas
amostras que representem significativamente o produtor em análise.
3- A atribuição dos níveis de qualidade à deposição seletiva será realizada
periodicamente pela Comissão de Resíduos Institucionais.
3.1. Para divulgação dos níveis, a Comissão de Resíduos Institucionais alocará nos
locais de avaliação painéis ou placas informando a qualidade e o tempo decorrido em
que se manteve o nível de deposição relativo.
4 – Comissão de Resíduos Institucionais realizará também, campanha periódica de
conscientização relacionada com os objetivos do presente regulamento.

Artigo 9º
Da incineração

1 - É proibida a incineração de resíduos sólidos institucionais.

Artigo 10º
Remoção de Resíduos Volumosos e de Resíduos Verdes Institucionais

1 – A DEADS deve avaliar solicitações dos interessados, à remoção de Resíduos


Volumosos s e de Resíduos Verdes Institucionais - "remoção a pedido".
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2 - É proibido, sem previamente requerer os serviços e obter autorização, realizar a


remoção/deposição de Resíduos Volumosos ou Resíduos Verdes Institucionais na via
pública ou noutros locais públicos do Campus.

Artigo 11º
Geradores de Resíduos Especiais

1- Os geradores de resíduos especiais previstos no artigo 6° deste regulamento são


responsáveis pelo controle de geração, tratamento/destino adequado aos seus resíduos
podendo acordar a sua recolha, transporte, armazenagem, eliminação ou a contratação
de empresas para tanto devidamente autorizadas à realização dessas atividades.
2- Fica estabelecido que os geradores de resíduos especiais deverão, com anuência do
DEADS, elaborar e executar plano de gestão de resíduos especiais.

Artigo 12º
Entulhos, terras e materiais de construção.

1- Os empreiteiros ou promotores de obras ou trabalhos que produzam ou causem


entulhos ou terras, são responsáveis pela sua remoção e destino final.
2 - Deve fazer parte integrante dos projetos de construção, reconstrução ou ampliação
de edifícios a reserva de compartimentos destinados à colocação de recipientes para a
deposição seletiva dos resíduos sólidos.

Artigo 13º
Condutas proibidas

1 - São proibidas no Campus Pato Branco da UTFPR as seguintes condutas:


a) Despejar entulhos de construção civil, terras e similares em qualquer espaço público
sem a devida autorização do DEADS.
2 - Nos casos autorizados, os materiais de construção deverão ser devidamente
acondicionados em caixas de forma a evitar o seu derrame pela chuva ou pelo vento.

Artigo 14º
Monitoramento do volume de resíduos gerados
1 – O volume de resíduos produzidos pelo campus deverá ser monitorado através de
medições periódicas devendo estas informações constar em relatório anual publicado
juntamente com demais ações da comissão de resíduos.

Artigo 15º
Fiscalização e Sanções

-A fiscalização das disposições do presente Regulamento compete ao DEADS,


comissão de resíduos e demais coordenações/chefias.
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- A transgressão às normas sujeitam os autores às penalidades previstas no Regimento


Interno da UTFPR e demais legislações pertinentes.

Artigo 16ºº
Considerações Finais

A comissão de resíduos, designada por portaria institucional, terá atribuições


relacionadas aos processos de divulgação, sensibilização, fiscalização, de gestão e
revisão do presente regulamento, sendo de caráter permanente.

Comissão de Gestão de Resíduos Institucionais


UTFPR – Campus Pato Branco, 24/09/2009.
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RELATÓRIO ANUAL DA COMISSÃO DE RESÍDUOS INSTITUCIONAIS

Quadro 1. Média Mensal de resíduos gerados na UTFPR – Campus Pato Branco

Natureza do resíduo Tipo de resíduo Quantidade


Resíduos Institucionais Papel 940 kg
Metal (latinhas) 200 kg
Vidro 480 kg
Plástico 460 kg
Orgânico 3200 kg

Perigoso n.q
Resíduos Especiais Não inerte n.q
Inerte n.q
*n.q: não quantificado

Quadro 2. Nível Médio de Qualidade à Deposição Seletiva do Campus Pato Branco

Setor Nível de Qualidade


( ) Muito má
Cantinas e Refeitórios ( x ) Má
( ) Boa
( ) Muito boa

( ) Muito má
( ) Má
Salas de Aula ( x ) Boa
( ) Muito boa

( ) Muito má
Departamentos e Coordenações, incluindo ( ) Má
laboratórios ( x ) Boa
( ) Muito boa

Observações

Data Ano de referência Responsável pelas informações


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Quadro 3. Identificação de áreas de armazenamento, operações de coleta e destinação


final de resíduos – Ano de referência: 2009

Tipo de Área de armazenamento Tipo de Área de armazenamento


Resíduo Resíduo

Hall de Cantina
entrada dos
servidores

Cantina
Garagem dos alunos

Depósito Depósito
de de
resíduos resíduos
blocos blocos
superiores inferiores