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Universidade Estadual do Norte do Paraná

Centro de Ciências Humanas e da Educação

Caderno de Resumos
XXI Semana de História/UENP
Pesquisa histórica: fronteiras.

Jacarezinho/PR
De 22 a 26 de Junho de 2009
Pesquisa histórica: Fronteiras
Caderno de Resumos da XXI Semana de História da UENP
Jacarezinho/PR (2009)
V. 21 cm. 103 pp.

ISBN: 18094716

1. História, Cursos de História. 1. Universidade Estadual do Norte doParaná,


Centro de Ciências Humanas e da Educação.

CDD: 900

2 XXI Semana de História da UENP


Apresentação

Um espaço de fronteiras

O curso de História da UENP, antiga FAFIJA, foi criado pelo De-


creto 23.829 de 18 de junho de 1959 (reconhecido pelo Decreto 57.124
de 1965). Na ocasião de nossa Semana, o curso estará completando, por-
tanto, 50 anos. Oportunidade para refletirmos sobre o momento que es-
tamos vivendo. Oportuno também o tema do evento ―Fronteiras‖, que
remete à questão temporal, geográfica, dos saberes e da representação da
identidade de nosso curso. A maioridade da Semana, que nessa ocasião
completa 21 anos, nos fornece elementos importantes, mediados pela
memória, de pensarmos nas gerações anteriores que prepararam com seus
esforços, nos modos individuais e coletivos, as formas de produção do
fazer histórico. Pois, segundo Gadamer, o conhecimento histórico não conduz
necessariamente à dissolução da tradição na qual vivemos; ele pode também enriquecer
essa tradição, confirmá-la ou modificá-la, enfim, contribuir para a descoberta de nossa
própria identidade (...).

Uma boa Semana de encontros e possibilidades.


Um abraço da comissão organizadora e do colegiado do curso de
História da UENP.

Jacarezinho, junho de 2009.

Pesquisa histórica: Fronteiras 3


Conferências

23 DE JUNHO
20h - Conferência de Abertura – Prof. Dr. Ivan Esparança Rocha
(UNESP/Assis) - O Núcleo de Estudos Antigos e Medievais da
UNESP e a pesquisa sobre História e Religiosidade.

24 DE JUNHO
20h—Conferência—Prof. Dr. André Luiz Joanilho (UEL) - Entre a
História e a Literatura: compondo arquivos e fazendo pesquisa.

25 DE JUNHO
20h—Profa. Dra. Marlene Cainelli (UEL) – A Pesquisa em Ensino de
História: trajetória de um campo de investigação.
Local: Auditório do Centro de Ciências Humanas.

26 DE JUNHO
14h—I Fórum de Graduação em História da UENP e I Fórum de Pós-
Graduação em História da UENP.

20h—Conferência—Prof. Dra. Marly Rodrigues (FAAP-


CONDEPHAAT) - Patrimônio cultural: preservação e políticas
públicas.

As Conferências serão realizadas no


Auditório do Centro de Ciências Humanas.
4 XXI Semana de História da UENP
Minicursos & Oficinas

MINICURSOS—24/06

IMAGENS E REPRESENTAÇÕES NA RELAÇÃO ENTRE


HISTÓRIA E CINEMA. (SALA 1)

Luis de Castro CAMPOS JR


Docente – UENP
campos@femanet.com.br.

Na transição para o século XX o cinema surgiu como grande conquista


com a possibilidade da imagem e do movimento. Em um primeiro mo-
mento houve a produção de documentários retratando a realidade dos
homens. Com a produção de filmes e a consolidação de Hollywood como
centro irradiador de produções com grande valor comercial as imagens se
constituíram em elemento de valor. A proposta do curso é estabelecer uma
discussão entre a importância dos filmes enquanto recursos metodológicos
para os historiadores a partir de uma abordagem crítica visando melhor
aproveitamento dos debates em aula tratando das imagens e das represen-
tações como objeto de pesquisa e recursos didáticos.

JACAREZINHO: O ESPAÇO E A HISTÓRIA (SALA 2)

Aécio Rodrigues de MELLO


Docente - UENP
aeciomelo@bol.com.br

O espaço territorial jacarezinhense (estrutura geológica, relevo, clima, so-


los, hidrografia e vegetação) e seus condicionantes para o desenvolvimento
sócio-econômico deste município. Relações natureza e sociedade e o pro-
cesso de organização do espaço na "Região Norte Pioneira do Paraná" e o

Pesquisa histórica: Fronteiras 5


caso de Jacarezinho. Processos de ocupação e colonização e as determina-
ções da natureza.

HISTÓRIA E RELIGIÕES: OBJETO, HISTORIOGRAFIA, FON-


TES (SALA 3)

Maurício de AQUINO
Docente – UENP
mauriaquino12@bol.com.br

A renovação historiográfica européia dos anos 1960/1970, resultado de


agudas mudanças sociais, ensejou a constituição e o estabelecimento de
uma abordagem especificamente histórica da ―religião‖. No Brasil, a secu-
larização da história religiosa, na maioria das vezes uma história do cristia-
nismo, e, sobretudo, do catolicismo, foi realizada pioneiramente por inte-
grantes de instituições e institutos confessionais, por sociólogos, como
Cândido Procópio Ferreira Camargo, e por antropólogos, como Isidoro
Alves e Otávio Velho. Com a chegada e a tradução de obras referenciais da
denominada História Nova e da micro-história italiana, somadas ao reco-
nhecimento social e acadêmico das pesquisas realizadas nessa área, houve
um recrudescimento do processo de criação de cursos de pós-graduação,
de associações, de simpósios e de congressos específicos acerca das análi-
ses históricas das religiões e das religiosidades. A criação da Associação
Brasileira de História das Religiões – ABHR – em 1998, por sua vez, apre-
senta-se como um verdadeiro marco desse processo de profissionalização
dos estudos das religiões. Na UENP/Jacarezinho o Grupo de Pesquisa em
História das Religiões já vem atuando nos últimos anos com pesquisadores
especialistas na área e com produção voltada para a nossa região. Enfim,
essa é a temática geral deste minicurso que pretende abordar as especifici-
dades dos estudos históricos das religiões discutindo e refletindo acerca de
seu objeto, de sua historiografia e de suas fontes.

O DEBATE HISTÓRICO ENTRE FÉ E RAZÃO (SALA 4)

Dr. Antonio Carlos de Souza


acsouza@uenp.edu.br
(Orientador - UENP/CCHE)

6 XXI Semana de História da UENP


Aleandro José da Silva (G - FANORPI/Administração)
Carlos Henrique Dassie (G - FANORPI/Administração)
Elton Alves dos Santos (G - UENP/CCHE)
Fábio Antunes (G - FANORPI/Pedagogia)
Rafael Direito Teixeira (G - UENP/CACL)

O debate entre Fé e Razão teve sua gênese no início da Era Cristã,


chamada Filosofia Patrística, se desenvolveu na Filosofia Medieval e con-
tinua sendo uma das questões histórico-filosóficas ainda não resolvidas na
contemporaneidade. Nossa discussão quer apresentar alguns argumentos
que justificam a importância histórica deste debate, essencialmente con-
flitivo, tantas vezes antagônicos, com interesses determinados, mesmo que
às vezes se apresentando como uma relação harmônica e conciliatória. Pre-
tendemos apresentar tal questão e seu desdobramento na cultura e
pensamento ocidental a partir de pensadores como Tertuliano, Justino,
Agostinho, Tomás de Aquino que, apresentaram suas reflexões e com-
preensões de que a fé é primordial em relação à razão (filosofar na fé, ou
seja, crendo) ou a razão é primordial à fé (filosofar fora da fé e contra a fé,
ou seja, não crendo) ou é preciso filosofar procurando distinguir os âmbi-
tos da razão e fé, embora crendo. Procuraremos contextualizar historica-
mente tais posições e suas implicações na atualidade.

A TRANSIÇÃO DA IDADE MÉDIA PARA A MODERNIDADE –


A IMAGEM COMO DOCUMENTO HISTÓRICO EM SALA DE
AULA (SALA 5)

Taíse F. C. NISHIKAWA
Docente - (UNOPAR)
ferreirataise@hotmail.com

Para muitos autores a Idade Média representou um período de extrema


falta criatividade. Um tempo dominado pelos medos, pela religiosidade
exagerada, pela falta de racionalidade, pela extrema fragmentação social,
política e econômica da Europa. Fundamentou como um intervalo longo
que interrompeu a seqüência evolutiva que vinha desde antigas sociedades,
passando pela Grécia e depois por Roma. Neste sentido interrompeu o
desenvolvimento do próprio espírito humano, na medida em que atrasou o
desenvolvimento das artes e da filosofia, devido uma concepção teocêntri-

Pesquisa histórica: Fronteiras 7


ca abstrata e unilateral. O objetivo deste curso é analisar algumas caracte-
rísticas deste período, séculos XI ao XVI. Buscaremos analisar a
―revolução feudal‖ através da observação do processo que desencadeia
uma série de transformações na estrutura do regime feudal. Assim, fare-
mos um breve estudo sobre a economia medieval e a sua vida urbana e
verificaremos através de imagens os aspectos que revelam a transição da
Idade Média para a Modernidade.

COMPREENDENDO AS ORIGENS DA CIÊNCIA ATRAVÉS DE


SUA HISTÓRIA: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES (SALA 6)

Jorge Sobral S MAIA


Biólogo, docente da UENP
maiaemaia@yahoo.com.br

Como se deu a luta para a compreensão do mundo pelos povos antigos?


Como a ciência se cristalizou e tornou-se a forma mais adequada de expli-
car os fenômenos? Um breve passeio pela história dos primórdios da ciên-
cia pode nos dar pistas sobre essas questões e, também compreender como
e porque a ciência atual serve a um modelo de produção que, por sua ação
destrutiva, conduz a um questionamento do próprio conhecimento cientí-
fico como um dos elementos de emancipação humana.

ENTRE O TEMPO PRESENTE E A MEMÓRIA: PES-


QUISA HISTÓRICA E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO RE-
LIGIOSO LOCAL (SALA 7)

André Pires do PRADO


UENP/CCHE (Pós-Graduando)
pirespradohistoriador@bol.com.br
Marcos Aparecido DORI
UENP/CCHE (Pós-Graduando)
marcosdori@hotmail.com

O intuito do proposto minicurso é promover um breve estudo a respeito


do conceitual de ―História do Tempo Presente‖ e suas abordagens meto-
dológicas, detectando de que forma tal linha historiográfica pode contribu-
ir para o processo de pesquisa histórica e ofício do historiador da contem-
8 XXI Semana de História da UENP
poraneidade, este engajado na tarefa de valorização da memória histórica e
preservação do patrimônio local. Em outros termos, objetiva traçar possí-
veis interpretações e entendimentos sobre como produzir uma pesquisa
histórica de caráter local ou regional, tendo como objeto o fenômeno reli-
gioso, e para isso, observando as qualificações de um historiador que escre-
ve ancorado em seu próprio tempo.

A HISTÓRIA CULTURAL:
PROCEDIMENTOS, PRÁTICAS, REPRESENTAÇÕES E APRO-
PRIAÇÕES (SALA 8)

Anderson Francisco RIBEIRO (Mdo. - UEL)


andersonkingao@gmail.com
Érica da Silva XAVIER (Mda. – UEL)
ericaxavier_historia@yahoo.com.br

Hoje na academia percebemos o crescimento de inúmeros trabalhos rela-


cionados a este campo de estudos da História, a História Cultural. Mas de-
veremos nos alertar quanto às problemáticas relativas ao termo, possibili-
dades, procedimentos e a conceitualização, confundindo assim, com outras
temáticas e campos recorrentes, como a História Nova, a História Cultural
Clássica, História Social da Cultura, a História Cultural e a Nova História
Cultural. Nesse impasse, abordaremos as possibilidades de estudos nestes
campos, assim como seus conceitos-chaves, indicando novos caminhos
que possam contribuir de forma sistemática, os principais campos desta
historiografia (compartimentos, dimensões, abordagens e domínios) desta
nova abordagem da História, relacionadas ao cotidiano, espaços, objetos,
processos, sujeitos e agências, aspectos antropológicos, práticas e padrões.

OFICINAS—22/06

REPRESENTAÇÃO ICONOGRÁFICA DA NOVA REPÚBLICA:


A GREVE NA CHARGE SINDICAL (SALA 1)

Rozinaldo Antonio MIANI


(Universidade Estadual de Londrina)
Equipe do Projeto de Pesquisa "Iconografia da 'Nova Republica‖

Pesquisa histórica: Fronteiras 9


A proposta desta oficina deriva do projeto de pesquisa intitulado
―iconografia da ‗Nova República‘: uma compreensão sócio-histórica da
transição democrática brasileira a partir da charge na imprensa sindical‖,
desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina, e tem como objetivo
apresentar o ―estado da arte‖ da utilização da iconografia como fonte his-
tórica e analisar a produção chárgica relacionada aos movimentos de greve
ocorridos no período da ―Nova República‖. A oficina terá início com uma
reflexão sobre o lugar ocupado pela iconografia na produção historiográfi-
ca e a apresentação de algumas pesquisas que utilizaram a charge como
fonte histórica primária. A atividade segue com uma exposição sobre os
estudos desenvolvidos e os respectivos resultados obtidos até o momento
pela equipe do referido projeto de pesquisa.
A continuidade da oficina prevê a realização de um trabalho coletivo de
análise de charges sobre as greves ocorridas no período da ―Nova Repúbli-
ca‖, tanto greves específicas de categorias trabalhistas em mobilização,
quanto às greves gerais. Por fim, a partir do exercício de análise chárgica
realizada pelos participantes da oficina, será feita uma avaliação das análises
realizadas e serão apresentados alguns pressupostos metodológicos para a
análise de charges no contexto da produção historiográfica.

A MARVADA CARNE DE ANDRÉ KLOTZEL: PENSAMENTO


SOCIAL E O OS SENTIDOS DO HEGEMÔNICO (SALA 2)

Antonio Donizeti FERNANDES


(Docente de Sociologia UENP – Jacarezinho)

Nestes tempos de maximização e expansão agro-canavieira, busco aqui


retomar o debate acadêmico a respeito das questões e temas relacionados
com o mundo rural e o mundo urbano sob a dupla perspectiva de estar
interpretando a produção do pensamento social brasileiro – entre 1940 e
1960 – a partir do que considero em A Marvada Carne (BR, 1985) de André
Klotzel. O encontro, inusitado, entre a materialização imagética da lingua-
gem cinematográfica com os relatos e descrições dos estudos sobre comu-
nidades os quais vieram marcar e constituir-se em um estilo de investiga-
ção particular no campo das ciências sociais, em contraste às questões rela-
cionadas à subalternidade e resistência cultural sugeridas pelas imagens e
narrativas do filme e sua temática abordada.

10 XXI Semana de História da UENP


PROPOSTAS DE PRÁTICAS: HISTÓRIA E MEMÓRIA LOCAL
(SALA 3)

Alan Alves RIBEIRO


André Luiz da Silva CAZULA
Eric SIMON
Luiz BOTELHO FILHO
Newton Benetti SILVA
Profissionais Recém-Formados UNIVERSIDADE SEM FRONTEIRAS -
UENP
Ms. Marcio Luiz CARRERI
(Orientador – UENP)

Nos Projetos ligados ao Programa Universidade Sem Fronteiras ―Diálogos


Sociais, Cultura e Democracia‖ e ―Teatro: Instrumento de reflexão históri-
co-crítica, interação social e prática pedagógica‖ têm-se claro a necessidade
do resgate e criação da memória local das comunidades atendidas. Visto
que a proposta do Programa Universidade Sem Fronteiras visa à importân-
cia da transformação social. Como alterar a realidade da população atendi-
da se a mesma não conhece sua própria história? Quais teorias e metodolo-
gias devem ser trilhadas para uma prática de construção da memória local?
Através das experiências, resultados obtidos, pesquisas e expectativas gera-
das nesses Projetos de Extensão, a presente Oficina busca ampliar as pos-
sibilidades da formação crítica almejada.

IGREJA, CULTURA E SOCIEDADE MEDIEVAL EM O NOME


DA ROSA (SALA 4)

Profª Dulce Romano Moreno da SILVA


DOCENTE – UENP
dulcemoreno@hotmail.com

O presente minicurso visa debater os valores medievais consagrados pela


historiografia do período, estabelecendo uma proximidade entre a discipli-
na histórica e uma modalidade de recurso didático. Pretende-se discutir as
relações entre a Igreja, Cultura e Sociedade a partir da análise do filme O
Nome da Rosa. Visa-se, assim, aproximar a reflexão histórica da linguagem
fílmica, problematizando questões acerca do entendimento sobre a época,

Pesquisa histórica: Fronteiras 11


levando em conta os estudos de reconhecidos medievalistas como Jacques
Le Goff, George Duby e Marc Bloch. Como metodologia, usaremos os
recortes do filme, previamente selecionados, enfocando a heresia, a Paz de
Deus, a queima de livros e outros elementos, considerando o período de
repressão e proibição que atingiu toda a sociedade.

INTRODUZINDO VIDEOCLIPES MUSICAIS COMO MEDIA-


DORES CULTURAIS NA PERSPECTIVA DA PRODUÇÃO DO
CONHECIMENTO EM SALA DE AULA (SALA 5)

Érica da Silva Xavier


(Mda. UEL)
ericaxavier_historia@yahoo.com.br
Maria de Fátima da Cunha
(Orientadora - Dra. UEL)
Ricardo Jeferson da Silva Francisco
(Mdo. UEL)
shisuii@ig.com.br
Regina Célia Alegro
(Orientadora - Dra. UEL)

O professor não age apenas como um transmissor de conhecimento, mas


como um mediador entre o objeto a ser apreendido e o aluno. Para tanto,
o docente se vale de várias ferramentas mediadoras que o auxiliam nesse
processo, como um objeto da cultura material, uma visita a um museu, ou
mesmo uma imagem ou música. Entendemos também que a maneira a
qual as mass medias produzem e distribuem seus materiais, renovando-os ou
reciclando-os também fazem parte de um processo, possível de ser incor-
porado como uma ferramenta mediadora. Com o advento dos videoclipes
musicais, que iniciaram-se em produção na década de 1960, com os Bea-
tles, e hoje tomam forma como uma indústria forte de produção, que alia a
sonoridade da música às letras e a um jogo de imagens ou uma narrativa
nem sempre linear, sempre num sentido de realçar uma significação, seja
da música em si ou de um contexto externo a ela. Essa oficina dedicar-se-á
a trazer alguns aspectos desse trabalho para aproveitamento em sala de
aula, bem como trará dicas para criação de arquivos para a TV Pendrive,
com o uso de sites depositórios de vídeos, como o You Tube.

12 XXI Semana de História da UENP


UNIDADE TEMÁTICA: PROBLEMATIZAÇÃO E CON-
STRUÇÃO DO AGENTE HISTÓRICO (AUDITÓRIO)

Luciana de Fátima Marinho. EVANGELISTA


(Pós-graduanda – UENP)
lufmaev@yahoo.com.br
Vanessa Satie HAMAMURA
(Pós-graduanda)
vanehamamura@hotmail.com
Carlos José dos Santos ALVES
carlos.alves.tim@bol.com.br
Roberta Cristina de Carvalho CHAGAS
robertaaguai@hotmail.com
Camila SANCHEZ
camila.sanchez15@hotmail.com
Gerusa Baião dos SANTOS
g.b_ge@hotmail.com
Herbert Alves SILVERIO
bereth_1989@hotmail.com
Marisa NODA (orientadora)
marisanoda@uol.com.br

A presente oficina caracteriza-se em propor um ensino da História do


Paraná subsidiado metodologicamente pelas unidades temáticas investigati-
vas, as quais consistem em primeiramente, identificar-se, problematiza-se e
categoriza-se o conhecimento prévio dos discentes; em seguida, intervém-
se pedagogicamente através das perspectivas de teóricos, da historiografia e
do uso de fontes históricas, tudo isto balizado nas idéias iniciais dos edu-
candos com a finalidade de transformá-las ou aprimorá-las; e, por fim, tra-
balha-se a metacognição, momento em que se exercita a capacidade do
aluno de avaliar, refletir e se conscientizar da sua própria aprendizagem. A
escolha de tal método se deu em razão da crença de que seja este um meio
interessante de fazer dos discentes indivíduos historicamente letrados,
como também pelo motivo dos estudantes serem encarados, na metodolo-
gia em questão, como sujeito histórico e, sendo assim, participantes do
processo de produção do conhecimento, proporcionando, desse modo, a
quebra do paradigma que entende a instituição escolar como detentora e
produtora exclusiva de verdades e saberes.

Pesquisa histórica: Fronteiras 13


Comunicações

Segunda Feira, 22 de Junho

SALA 1 – RELIGIÕES
COORDENADORES DA SALA:
Prof. Alfredo Moreira da Silva Jr.
Prof. Luís de Castro Campos Jr.
Prof. Maurício de Aquino
André Pires do Prado
Rosinei Toniette

NO RASTRO DA IGREJA: O CATOLICISMO INSTI-


TUCIONAL E AS SITUAÇÕES HISTÓRICAS DO SÉCULO XX.

Rosinei TONIETTE
(Uenp.)
padrerosinei@hotmail.com
Orientador: Prof. Me. Alfredo Moreira da Silva Junior

A existência de catolicismos é notória, senão ainda exemplo da pluralidade e


complexidade do que habitualmente chamamos de ―fenômeno religioso‖.
No entanto, é perceptível que um dos pilares para a vida do Catolicismo é
o clero, isto é, os populares ―padres‖, e a hierarquia em geral, que são os
representantes da Igreja Católica enquanto instituição. A visão católica
transitava entre três básicas orientações: uma marcante união com Roma,
―uma maior presença da Igreja na sociedade e a colaboração efetiva com
o governo‖ (PAULA, 1993, p. 71). A criação da CNBB (Conferencia Na-
cional dos Bispos do Brasil) em 1952, seguida pela criação do CELAM
(Conselho Episcopal Latino-Americano) em 1955 dão a Instituição
Católica um novo impulso em sua organização que doravante pesaria
para o progressismo, isto é, a partir da segunda metade do século XX.
Estes órgãos eclesiásticos deram fim a lacunas temporais ao que condiz as

14 XXI Semana de História da UENP


lideranças marcantes no Catolicismo.
O lema era transformação social tendo por foco o campo, pois a Igreja, em
geral, ―estava convencida de que somente estruturas em moldes socialis-
tas tornariam isto possível – mas a ideologia que guiava estava bem
afastada do marxismo-leninismo‖ (KADT, 2003, p. 142). A CNBB re-
forçaria ao catolicismo uma transição do conservadorismo da neocristan-
dade para um progressismo mais elaborado e sustentado a partir do Vati-
cano II. Desde modo, de 1945-64 foram anos de embates dentro da hier-
arquia católica, pois: ―a instituição da CNBB ajudou a manter uma divisão
no interior da hierarquia da Igreja Católica...‖ (CAVA, 1975, 36).

DA RELIGIÃO À TEOLOGIA –
FÉ E RAZÃO NO INÍCIO DO CRISTIANISMO

Bruno Iauch Lopes (G–UENP-CCHE)


bruno_iauch@hotmail.com
Antônio Carlos de Souza (Orientador–UENP-CCHE)
acsouza@uenp.edu.br

Este trabalho pretende ser uma reflexão sobre uma das questões funda-
mentais encontradas pelos pensadores dos primeiros séculos da era cristã,
a relação entre religião e teologia, fé e razão. A relação de uma religião
como prática de vida de um povo específico com a racionalidade te-
ológica de pretensão universalista. O problema da razão como herança do
mundo helênico e a necessidade de um posicionamento por parte de pen-
sadores cristãos de utilizá-la no esclarecimento de questões de fé, que
provocaram divergências entre os intelectuais deste período histórico.

SINCRETISMO NA CULTURA SANTO DAIME

Kauê Pedroso GONÇALVES


(G-UENP CCHE)
mrkaue@gmail.com
Dr.Antonio Carlos de SOUZA
(Orientador-UENP CCHE)

Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacra-


mental produzida a partir da decocção de duas plantas nativas da floresta

Pesquisa histórica: Fronteiras 15


amazônica: o cipó Jagube ou mariri (a força) e folhas do arbusto chacrona
(a luz). É também conhecida por yagé, caapi, nixi honi xuma, hoasca,
vegetal, Santo Daime, kahi, natema, pindé, dápa, mihi, vinho da alma,
professor dos professores, pequena morte, entre outros. O nome mais
conhecido, ayahuasca, significa "liana (cipó) dos espíritos". Utilizada pelos
incas e também por pelo menos setenta e duas tribos indígenas diferentes
da Amazônia, é empregada extensamente no Peru, Equador, Colômbia,
Bolívia e Brasil. Seu uso está se expandindo pela América do Sul e outras
partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organi-
zados, sendo os mais significativos o Santo Daime, A Barquinha e a
União do Vegetal, além de dissidências destas e grupos independentes
que o consagram como sacramento de seus rituais. O Santo Daime é uma
manifestação religiosa surgida em plena região amazônica nas primeiras
décadas do século XX. Consiste em uma doutrina espiritualista que tem
como base o uso sacramental de uma bebida enteogena, ayahuasca, com
o fim de catalisar processos interiores e espirituais sempre com o objetivo
de cura e bem estar do indivíduo. A doutrina não possui proselitismo,
sendo a pratica espiritual essencialmente individual, sendo o autoconheci-
mento e internalização como meios de obter sabedoria.

O EPISCOPADO FRENTE AO CATOLICISMO POPULAR:


UMA ANALISE DA RELIGIOSIDADE POPULAR E SUAS RE-
LAÇÕES COM O CATOLICISMO ORTODOXO, NAS
PRIMEIRAS DÉCADAS DOS SÉCULO XX, NO NORTE
PIONEIRO.

Junior Cesar dos SANTOS


(G – UENP/CCHE)
Juniorcs9@hotmail.com
Me. Alfredo Moreira da SILVA JUNIOR
(Orientador – UENP/CCHE)

Neste artigo, pretende-se realizar uma analise do catolicismo popular, no


Norte Pioneiro, nas primeiras décadas do século XX. Tecendo algumas
reflexões de como se manifestava essas práticas, como marcavam a viven-
cia das pessoas. Em contraponto, estabelecendo do mesmo modo a rela-
ção de como essas manifestações eram percebidas, pelo clero, pelo epis-
copado. Como os homens da Igreja se colocavam diante de manifesta-
16 XXI Semana de História da UENP
ções do catolicismo popular, que nem sempre viam a cisão entre o
―sagrado e o profano‖.

JOÃO PAULO II E A QUESTÃO AMBIENTAL: UMA ANÁLISE


DAS ENCÍCLICAS RERUM NOVARUM E CENTESIMUS AN-
NUS

Salvi Rosimeiri
(G-UENP/CCHE)
meirisalvi@hotmail.com

Silva Júnior, Alfredo Moreira da


(Orientador – UENP/CCHE)
professor.alfredo@ibest.com.br

Neste artigo faremos uma breve análise sobre a Rerum Novarum e o con-
texto histórico que a cercou, em seguida, analisaremos a encíclica Cen-
tesimus Annus (1991) publicada em comemoração aos cem anos da Re-
rum Novarum, procuraremos entender o contexto no qual esta também
se delineou, as questões abordadas em seu texto, a posição de João Paulo
II frente às questões sociais já levantadas por Leão XIII, além das
questões ambientais e do perigo do homem destruir sua espécie a partir
do abuso da utilização dos recursos não renováveis de nosso planeta e do
excesso de consumismo levando à poluição e às alterações ambientais.

MECANISMOS DE PRODUÇÃO DE CAFÉ DO OESTE PAU-


LISTA

Izaque Olimpio de Farias


(G-UENP)
izaque_olimpio@hotmail.com
Alfredo Moreira da Silva Jr.
(Orientador-UENP)

O objetivo central deste trabalho consiste em estudar os mecanismos de


produção de café no oeste de São Paulo, abordando os principais fatores
que contribuíram para a expansão e o desenvolvimento da lavoura

Pesquisa histórica: Fronteiras 17


cafeeira no oeste paulista, esta região localizada geograficamente no
Planalto Paulista caracterizada como sendo o segundo período da expan-
são da cafeicultura em território brasileiro, no decorrer de 1850, caracter-
isticamente chamado de ―Oeste Campineiro‖, iria solidificar bases para as
novas condições político-economicas propulsora dessa região, neste local
o café encontraria condições naturais e econômicas, acentuadamente dis-
tintas das prevalecentes na região do Vale do Paraíba, a topografia menos
acidentada, o clima e a fertilidade do solo, a ―terra roxa‖ proporcionando
uma produtividade maior e lucratividade com a lavoura, disponibilizando
capitais para investimentos em estradas de ferro, para atuar no
escoamento da produção, e para abertura de novas fazendas cafeeiras;
esses fatores determinariam, portanto, transformações profundas no
quadro econômico, social e político da região do oeste paulista. Mas, em
contrapartida, a produção em princípio, utilizaria as mesmas estruturas da
economia açucareira, que na região antecedeu a da cultura do café, e que
no momento esse mercado entrara em crise, também a resistência escrav-
ista e a exploração das terras em largas escalas.

O DESENVOLVIMENTO DA HISTORIOGRAFIA DO
GÊNERO FEMININO

Elaine Cristina Barbosa NORBERTO


(G- UENP)
Elaine_norberto@hotmail.com
Alfredo Moreira da SILVA JUNIOR (Orientador)

Este estudo aborda a questão da prostituição na antiguidade, era um ato


comum a ponto de toda mulher se prostituir ao menos uma vez na vida.
Na Babilônia, as mulheres eram escolhidas pela família, que deveria per-
mitir que suas filhas se prostituíssem para atrair novos visitantes à cidade,
numa forma de receptividade, de ―boas vindas‖, que também funcionava
como um ―culto‖ de oferecimento aos deuses. Em Roma, era vista como
uma forma atrativa para um novo tipo de ―mercantilismo‖, a venda do
prazer para saciar as ―camas romanas‖. Na Grécia, prostituta era aquela
que satisfazia e servia de consolo aos nobres, filósofo, políticos e escri-
tores, uma mulher que deveria ter classe, ser letrada e, desta forma, distin-
guia-se de outras, sendo conhecidas como ―Hetairas‖, prostitutas de luxo
da Grécia antiga. Assim exposto, o que se pretende neste trabalho é
18 XXI Semana de História da UENP
mostrar que, na antiguidade, ―prostituta‖ não era apenas classificação de
―mulheres vulgares‖ e seu estudo deve ser pensado antes no conceito de
mulher e depois no de ―prostituta‖, alheios ao preconceito da sociedade
atual.

O PERÍODO JOANINO

Bruna ORMENEZE
brunaormeneze@hotmail.com
Alfredo Moreira da SILVA JÚNIOR
professor.alfredo@ibest.com.br

Na primeira década do século XIX, os exércitos de Napoleão Bonaparte var-


reram toda a Europa em nome dos ideais democráticos da Revolução
Francesa, e decidido a dominar a Europa dividiu-a entre aliados e inimigos da
França, onde foi ao extremo em 1806 com a decretação do Bloqueio Continental
contra a Inglaterra, seu principal adversário. Portugal que até então mantinha
uma política de neutralidade se viu no meio de um grave conflito interna-
cional, onde não podia virar as costas à Inglaterra, nem afrontar o bloqueio
napoleônico. Portugal nesse momento estava sendo governada pelo príncipe
regente D. João (futuro D. João VI). No dia 27 de novembro de 1807 com as
tropas francesas batendo as portas de Lisboa, cerca de 12 mil pessoas entre a
corte real, nobres, comerciantes etc, desembarcavam rumo ao Brasil.
O período Joanino se inicia em 1808 com a corte real no Brasil e se encerra
com o retorno de D. João VI a Portugal devido às pressões do governo pro-
visório que exigiam sua volta, conhecida como Revolução do Porto. Será feito
uma análise sobre os 13 anos de governo no Brasil D. João VI no Brasil.

A INQUISIÇÃO NO CINEMA: UMA ANÁLISE HISTÓRICA


DO FILME O NOME DA ROSA

Taianny Christine LOMBA


bx_sapeka@hotmail.com
Mauricio de AQUINO (Orientador)

O presente trabalho pretende analisar as representações e as práticas do


Tribunal do Santo Ofício, conhecido popularmente por Inquisição, no
filme O NOME DA ROSA, adaptação cinematográfica do livro

Pesquisa histórica: Fronteiras 19


homônimo de Umberto Eco. Essa análise se justifica pela constante utili-
zação dessa obra nas aulas de História da Educação Básica e por sua
repercussão na sociedade. Interrogar as imagens da Inquisição con-
struídas por essa linguagem fílmica a partir da historiografia pertinente
será o objeto central do trabalho.

SALA 2 – POLITICA
COORDENADORES DA SALA:
Professor Pedro Luiz Bonoto
Prof. Marcus José Takahashi Selonk
Mariana Miranda Salles

A EVOLUÇÃO DA HISTÓRIA DA ROUPA NAS DÉCADAS DE 1950


A 1980: JUSTIFICATIVA HISTÓRICA

Sônia da Silva ALVES


(G –UENP)
soniaalves_6819@hotmail.com
Marcus T. SELONK (Orientador)

Este primeiro capítulo aborda principalmente a cultura e a sociedade, onde


ambas são fundamentais para meu trabalho que tem como tema, ―A
Evolução da História da Roupa nas Décadas de 1950 A 1980‖. A Cultura e a
sociedade estão inteiramente ligados vistos como ―expressão‖ ou ate mesmo
como ―reflexo‖ da sociedade. Para podermos falar sobre este assunto foi
criado a Nova História, uma história problematizadora do social, assim com
essa Nova História pode-se falar sobre assuntos que não eram tratados antes
como a cultura de determinada sociedade ou até mesmo sobre roupas, po-
dendo também obter informações mais profundas da história. É indispen-
sável falar sobre a cultura material pois ela trata de três elementos principais,
Alimento, Vestuário e Habitação focalizando assim o consumo pois a relação
entre a ―cultura do consumidor‖ de hoje e o interesse pelo consumo passado
é obvia. A História do Corpo e das Mulheres são importantes temas a serem
trabalhados devido a influência que ambas fazem para a cultura social. Com
tudo estes elemento citados acima fizeram parte desta evolução das roupas,
pois, estão ligadas a uma cultura que se modifica a cada tempo.

MULHER MEDIEVAL: SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA

20 XXI Semana de História da UENP


Luciana SILVA
(G-UENP)
lulegionaria@yahoo.com.br
Pedro Luiz BONOTO(orientador)
peterbono@hotmail.com

O presente trabalho trata sobre a sexualidade e a violência contra a mul-


her ocidental na Idade Média e o tratamento com atitude de superiori-
dade masculina para com elas. A proposta é relacionar tal tratamento ao
desconhecimento que por sua vez levava ao desprezo por parte dos
homens e à situação de submissão na qual viviam. Neste sentido, será
abordado o papel das mulheres dentro do matrimônio, ao qual eram im-
pelidas por pais ou irmãos, para que se tornassem a procriadora da prole
do marido – uma das principais funções da mulher, além de outras, como
a responsabilidade de trabalhar nas lavouras, nos cuidados com os recém-
nascidos e os mortos e também a perigosa, para a época, função de
curandeira. Tratará da cristianização do matrimônio, da maneira como
eram arranjados, a possibilidade de separação entre os cônjuges e como
era o ato sexual disciplinado pela Igreja. Será abordado o tratamento dado
ao prazer sexual e o que este significava na época: pecado - fator intima-
mente ligado a figura feminina.

O POVO INCA: ENTRE MITOS E REALIDADE

Camila SANCHEZ
( G-UENP/CCHE )
camila.sanchez15@hotmail.com
Ms. Marcus José Takahashi SELONK
(Orientador – UENP/CCHE)
selonk@uol.com.br

A presente comunicação terá por objetivo apresentar as reflexões e estu-


dos do primeiro capítulo do trabalho de conclusão de curso apresentado
ao departamento de História-UENP, com o título O Povo Inca: Entre Mitos
e Realidade, que abordará questões envolvendo o Império Inca, seu surgi-

Pesquisa histórica: Fronteiras 21


mento, expansão até serem curiosamente dizimados pelos europeus que
na América se aventuravam. De um modo geral, os estudos realizados
sobre esta questão demonstram carência de pesquisas, visto que há ap-
enas algumas obras publicadas acerca deste tema. Dessa forma, este tra-
balho tem grande relevância, contribuindo, mesmo que minimamente,
para preencher a lacuna existente dentro deste campo historiográfico. As-
sim, o primeiro capítulo esforça-se por tecer reflexões sobre as questões
governamentais, culturais e religiosas desta sociedade. Para tanto, se uti-
lizará das crônicas escritas pelos europeus atentando para o fato de que
esta sociedade não possuía uma escrita sistematizada e de autores que se
adentraram neste mundo intrigante e desconhecido.

CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA COMO


PONTO DE PARTIDA PARA O PROCESSO DE INDE-
PENDÊNCIA DO BRASIL: TRANSFORMAÇÕES

Hugo Rafael RIBEIRO (G – UENP/CCHE)


hugoribeiro10@bol.com.br
Marcus José Takahashi SELONK (Orientador – UENP/CCHE)

Com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil ocorrem transfor-


mações que seriam necessárias ao estabelecimento da corte nos trópicos.
São criadas as instituições de fomento, a Biblioteca Real e a Escola de
Guerra da Marinha, visando uma maior acomodação da corte no Brasil e
transformando as estruturas do Rio de Janeiro para que, de fato, fosse
agora a Capital do Império ultramarino Português. Este processo de
transferência da corte para o Rio de Janeiro, as modificações inseridas na
cidade e as prestações de conta que o governo provisório português e
inglês, que ficara em Lisboa, deveriam prestar ao Rio de Janeiro fizeram
parte de um processo que ficou conhecido como a ―Inversão Brasileira‖,
que marcaria as transformações pelas quais Brasil e Portugal passariam à
partir daquele momento.

IMPERIO PERSA: SUPERPOTENCIA DA ANTIGUIDADE

22 XXI Semana de História da UENP


Franciele Aparecida SANTOS
(G – UENP)
fran_0506@yahoo.com.br
Marcus SELONK (Orientador)
selonk@uol.com.br

O trabalho desenvolvido neste primeiro capitulo do TCC, discute princi-


palmente a formação do Império Pérsia, que nos surpreende por repre-
sentar uma civilização repleta de conquistas, que teve seu momento de
menor importância entre os outros povos de seu tempo, entre VIII a.C
ao seu auge no século V e VII a.C , para se tornar uma superpotência.
Diante das conquistas entre todo o Ocidente e Oriente, encontramos
uma historia repleta de mistérios e lendas, onde a discussão entre o que é
real e o que é místico se confunde, e as artimanhas de persuasão dos seus
imperadores tornam a Pérsia uma civilização de adaptação e desen-
volvimento não só territorial como cultural. No Império persa a grande
fonte do direito era a vontade do soberano. Transgredir a lei emanada do
soberano era ofender a própria divindade. Diante destas conquistas a Pér-
sia se determinou a impor verdade e ordem em uma terra distante onde
teriam o seu maior combate, a Grécia, e são essas batalhas entre duas civi-
lizações distintas e complexas o tema principal de todo o TCC.

A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA COMO PROTESTO


POPULAR

Juliana Aparecida da Cunha CASTORINI


(G – UENP)
Ms. Marcos SELONK
(Orientador)

A tarefa na qual pretendemos estudar ocorreu do descenso do ciclo


econômico, mas não em algo em grandes proporções. O quadro político
que configurava-se no período de 1961 a 64, estava marcado pelas
―disputas partidárias¨olêmica entre o Executivo e o Legislativo, as
greves, a inflação as conspirações revelas a estreita relação entre todos
esses elementos e suas importância para o desfecho militar. O golpe de

Pesquisa histórica: Fronteiras 23


1964, convergia e somava uma serie de questões que já estavam sendo
emolduradas antes de 64; o golpe de alguma forma significou a ruptura
com o populismo.Como podemos observar, a guerrilha não encontrou
um ambiente favorável ou o apoio de uma grande parcela da população.
Embora o ambiente parecesse propicio outras questões que já foram
colocadas acabaram por minar esse ideal revolucionário. As formas que
se davam a censura nos diversos meios de comunicação não eram feitas
de modo desordenado, ou conforme o censor, como se produziu por
algum tempo, como se apenas os jornais recebiam bilhetinhos ou tele-
fonemas do que deveria ser publicados. Com os avanços dos estudos e
abertura de alguns documentos secretos da ditadura sabe-se que isso era
feito de modo sistemático, onde o governo determinava as proibições.
Após mais de vinte anos da invenção da penicilina injetável e oito anos
depois da comercialização da pílula anticoncepcional. Vivia-se um mo-
mento de maior liberdade sexual da história humana. Assim, a juventude
criada na prosperidade, desenvolveu um ―complexo da ilegitimidade‖.
Flagelando-se por ser privilegiada e redimindo-se em propostas de com-
bate ás injustiças sociais.

A CONSTRUÇÃO DO MITO: LUIS ALVES DE LIMA E SILVA


(DUQUE DE CAXIAS).

CALDEIRA, Luis Cláudio.


lccaldeira@hotmail.com
BONOTO, Pedro Orientador.

O presente trabalho tem por objetivo analisar a vida do único Duque bra-
sileiro, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) por meio das Bi-
ografias existentes sobre este personagem que ganhou destaque como
Militar e Político no Brasil Imperial. O trabalho se concentra também na
problemática da memória atribuída a Caxias: hoje é reconhecido como
patrono do exército, mas nem sempre foi assim; antes das décadas de
1920, Caxias era um herói secundário. Cabia ao General Osório este
posto de patrono do exército, transição esta que será discutida ao longo
do trabalho assim como a perda da dimensão humana do ―herói‖, tor-
nando-o um Mito na história do Exército Brasileiro. O 1ª Capitulo dis-
cute o inicio de vida e carreira de Caxias como suas características de per-
sonalidade, aspectos de sua intimidade familiar e seu lado humano. Já no
24 XXI Semana de História da UENP
2º capitulo serão analisadas as campanhas de Caxias pelo Brasil: Balaiada,
Farrapos, Guerra do Paraguai etc, assim como sua vida política. O 3º
capitulo fará a discussão da problemática ―Porque Caxias se tornou pa-
trono‖ constatando que em 40 anos (1880 – 1920) foi se delineando uma
dicotomia na imagem de Caxias, surgindo, ao fim, a imagem do herói na-
cional. Seria Caxias merecedor de toda essa glorificação ou isso só se deu
para atender a interesses republicanos da época? Tentaremos responder a
estas e outras questões através da analise de biografias e obras relaciona-
das ao personagem incluindo a visão de seus contemporâneos.

A MULHER BRASILEIRA NOS ―ANOS DE CHUMBO‖: EN-


TRE O SONHO E A REALIDADE, DO ESPAÇO DOMÉSTICO
PARA A GUERRILHA.

Flávia da Silva ELIAS


fla_feliz@yahoo.com.br

Pedro Luis BONOTO (Orientador)

Este trabalho tem como finalidade lançar um olhar especial sobre a mul-
her brasileira e a sua participação na luta contra a ―Ditadura Militar‖.
Num cenário mundial marcado pela ―Guerra Fria‖ e pela luta ideológica
entre Capitalismo e Socialismo, convencidas da necessidade de lutar por
valores democráticos e de justiça social, saíram em busca de mudanças,
quebrando tabus e rompendo com o estereótipo da mulher vista, à época,
apenas como dona de casa, mãe, irmã e esposa.Tais mulheres deixaram
suas pacatas vidas e o conforto de uma situação socioeconômica estável
para o enfrentamento de um inimigo poderoso, institucionalizado e com
poderes para prender, torturar e matar suas vítimas. Pretendemos mostrar
que meninas ainda adolescentes, estudantes, donas de casa, professoras,
no período chamado ―os anos de chumbo‖, foram capazes de afrontar
esse inimigo cuja propaganda as tornavam ―terroristas sanguinárias e im-
piedosas‖. Elas mergulharam de cabeça na luta, pegaram em armas, entra-
ram para a clandestinidade, construíram sua história e entraram para a
História. Conheceremos mulheres que participaram da luta armada, vere-
mos depoimentos de ex-guerrilheiras que foram presas, torturadas brutal-
mente e sobreviveram à Ditadura Militar, trazendo consigo marcas tão

Pesquisa histórica: Fronteiras 25


profundas em seus corpos e suas mentes, demonstrando que o inimigo
tentou, mas jamais conseguiu quebrar pela violência: a sua coragem e
vontade de mudar uma sociedade marcada pela desigualdade e pela in-
justiça.

AS COMEMORAÇÕES DO 9 DE JULHO NA REVISTA VEJA


(1997 – 2008).

Vítor Bonjorno CHAGAS


(Graduando – UENP)
vit_vbc@hotmail.com
Rodrigo Modesto NASCIMENTO
(Orientador – UENP)
rodrigo.modesto@hotmail.com

Para entender a revolução constitucionalista, seu significado e simbologia


para as pessoas, a maneira que eu escolhi para fazer isso está em analisar a
forma como essa memória foi perpetuada no imaginário popular, e como
foram elaboradas as representações para cada um dos aspectos da
Revolução de 1932. Neste meu Trabalho de Conclusão de Curso,
mostrarei as comemorações do 9 de julho na grande imprensa. Assim
sendo, pesquisa mostrarei duas comemorações do 9 de julho e o que sig-
nificou cada gesto, cada acontecimento, qual era a posição de cada um
dos integrantes, e como isso foi levado a população de maneira geral, e
tentar encontrar qual papel a população representou nessas comemora-
ções, reconstruindo assim essa historia que é celebrada até os dias de hoje
no estado mais populoso do pais que é São Paulo.

IMPLICAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE A TEORIA ESTÉTICA DE


ARISTOTELES E A ARTE CONTEMPORÂNEA

Meline Lopes PINHEIRO


(G-UENP/CCHE)
melinelp@hotmail.com
Dr.Antonio Carlos de SOUZA
(Orientador-UENP/CCHE)

26 XXI Semana de História da UENP


Aristóteles, que com sua teoria estética analisou o impacto da
dramaturgia trágica na obra Poética, que com a terminologia ―Catarsis‖
analisou o impacto da peças teatrais nos espectadores, que no Renasci-
mento incitou especulações acerca de sua obra, assim como determinou
alguns cânones de inspiração clássica, e que tanto contrapôs Platão no
que se refere à arte, conteúdo este que será o objeto de estudo da pre-
sente comunicação. Quando nos remetemos à arte contemporânea,
muitos sofrem de estranheza-familiaridade, presença-ausência, afirmação-
negação: forma esta que faz suscitar as contradições constitutivas do es-
tatuto da imagem nas artes contemporâneas. Através de Aristóteles po-
deremos então discutir a profundidade de movimentos como o Expres-
sionismo e estabelecer relações com obras com reflexão política e social
como ―Guernica‖ de Pablo Picasso, e com a obra ―O Grito‖ de Edward
Munch e suas implicações históricas.

SALA 3: GRUPO DE PESQUISA LITERATURA E HISTÓRIA:


MEMÓRIA—LINHAS DE PESQUISA: - CRÍTICA E HISTÓRIA
LITERÁRIA E TEORIA LITERÁRIA E LITERATURA COM-
PARADA

COORDENADORES DA SALA:
Prof. Luciana Brito
Prof. Márcio Luiz Carreri
Prof. Anderson Francisco Ribeiro

A PERSONAGEM DE FICÇÃO: PECULIARIDADES

Luiz Carlos CICHINI (PG - UENP)


luizcichini@yahoo.com.br
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br

A literatura tem um grande valor na vida dos seres humanos. Através


dela, mundos novos são criados e perspectivas de vida se modificam por
meio do olhar criador e emancipador proporcionado pela ficção. Dentre
as várias formas de manifestações literárias, tem-se no romance um
grande difusor do universo ficcional, tendo em vista as pluralidades de
gêneros que ele pode assumir. Nesse sentido, sabendo-se que uma narra-
Pesquisa histórica: Fronteiras 27
tiva é composta por alguns elementos fundamentais, como enredo, per-
sonagem, narrador, tempo e espaço, esta comunicação tem como ob-
jetivo um aprofundamento nos estudos da personagem ficcional, ele-
mento este que traz vida e ação à narrativa. Para tanto, utilizar-se-á como
referência as pesquisas de teóricos como Antonio Candido, Beth Brait
entre outros no sentido de apresentar as características principais, os mo-
dos de apresentação e a função representada por esse elemento tão im-
portante para a existência da ficção.

AS FACES OBSCURAS DA PERSONAGEM MODERNA EM


PAULO HONÓRIO DE SÃO BERNARDO

Nair PESSOA (PG - UENP)


nairdegente@yahoo.com.br
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br

A presente pesquisa tem por objetivo fazer um estudo da personagem


Paulo Honório, do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, uma
das personagens mais representativas da literatura moderna brasileira,
devido a sua complexidade psicológica. A partir do final do século XIX e
início do século XX, percebem-se claramente as drásticas transformações
pelas quais passou a personagem, sendo que o romance oferece uma per-
cepção totalizante desta, afinal é um gênero que mais do que o conto, a
novela ou a crônica, busca dar uma visão global do homem, porque sua
faculdade essencial é recriá-lo, reconstruindo o fluxo da vida. A person-
agem Paulo Honório, por exemplo, é uma representação perfeita dessa
nova personagem, com todas as suas complexidades, medos e inseguran-
ças, resultado do meio capitalista e hostil em que vive o homem do século
XX.

O SURGIMENTO DO ROMANCE À LUZ DA CRÍTICA SO-


CIOLÓGICA

Tatiana Paschoal Chagas (PG - UENP)


chagastp@gmail.com
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br
28 XXI Semana de História da UENP
O objetivo deste trabalho é discorrer sobre o aparecimento do gênero
romance sob uma abordagem crítica sociológica. Para isso, analisaremos
aspectos da Crítica Literária, nos detendo com maior empenho na Crítica
Sociológica, para depois nos basearmos nos estudos teóricos dos críticos
Mikhail Bakhtin, Ian Watt e George Lukács e suas respectivas obras
Questões de literatura e estética: a teoria do romance (1988), A ascensão
do romance (1990) e Teoria do Romance (1963) que tecem teorias distin-
tas para esse acontecimento, evidenciando, no entanto, a importância do
gênero romance para a literatura. Gênero esse, que apresenta fortes carac-
terísticas que o diferenciam dos demais gêneros, sem, no entanto, ser-
virem-lhe como cânone. Os críticos reconhecem características diferentes
para o romance, mas tecem suas teorias a partir de uma perspectiva social
e comparativa.

UM GÊNIO POPULAR ESQUECIDO PELO CÂNONE: SO-


LANO TRINDADE E A EXPANSÃO DA PRODUÇÃO CUL-
TURAL AFRO-BRASILEIRA

Maiara Fernandes SIQUEIRA


(USF-UENP-Jacarezinho)
maiarasiqueiraniil@gmail.com
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br

Nesta pesquisa procuro lançar um olhar à poesia de Solano Trindade


(1908-1974), e analisar as relações entre o Cânone e a produção literária
deste autor. Por este trabalho, procuro estabelecer uma ponte histórica
entre a sociedade brasileira, sua recepção histórica e a grande obra do per-
nambucano Solano Trindade, e também criticar a elitização canônica exis-
tente na Literatura. Trindade, poeta negro, lutou muito pelos direitos dos
afro-brasileiros e a valorização de tal cultura, mas tão importante nome
ainda é desconhecido em nossos dias, dado que acaba desvalorizando sua
luta. Por meio deste trabalho, procuro trazer à tona tal contribuição e
também analisar como sua produção foi deixada de lado, questionando a
exclusão social do negro e a marginalidade literária ocasionada por esta
sacralidade canônica.

Pesquisa histórica: Fronteiras 29


―APRÍGIO‖: CONCEITUAÇÃO E ENFOQUE DAS CARAC-
TERÍSTICAS DISTINTAS DA PERSONAGEM DE NELSON
RODRIGUES

Nadini Luisi Dario BARRUECO(G.- FAFIJA)


aero_nadini_tyler@hotmail.com
D. Luciana Brito (Orientadora – FAFIJA)
brito-luciana@uol.com.br

Com base no texto ―A personagem de ficção‖, de Décio de Almeida


Prado, este trabalho propõe uma análise da caracterização da personagem
―Aprígio‖, da peça O Beijo no Asfalto, escrita em 1961, pelo dramaturgo
Nelson Rodrigues. Segundo o crítico Décio de Almeida Prado (1968), os
três meios principais para a caracterização da personagem no teatro são: o
que a personagem revela sobre si mesma, o que faz e o que os outros
dizem a seu respeito. Analisando tais elementos e fazendo uso de outros
embasamentos teóricos relevantes, o trabalho em questão procura coope-
rar para com os estudos acerca dos elementos estruturais do gênero tea-
tral.

IAIÁ E CAPITU: O PERFIL PSICOLÓGICO DAS MULHERES


MACHADIANAS

Moisés Gonçalves dos SANTOS JÚNIOR (PG – FAFIJA )


moises_jr3@hotmail.com
Dra. Luciana BRITO (Orientadora – FAFIJA )
brito-luciana@uol.com.br

Machado de Assis é considerado por muitos críticos como o precursor na


análise da mente humana, tendo em vista que os estudos sobre psicanálise
e inconsciente, liderados pelo alemão Sigmund Freud, surgem a partir na
década de 1890. Segundo Proença Filho (1998), na narrativa machadiana,
há um destaque especial para as figuras femininas, muitas vezes retratadas
com traços de mau caráter, embora dotadas de inteligência e cultura. Em
quase todas as suas obra, a mulher é sempre a causadora dos conflitos e
descrita por protagonistas essencialmente masculinos, tendo, na maioria
das vezes, uma imagem negativa. Temos em Iaiá Garcia, romance de
1878, classificado superficialmente pela crítica como pertencente à fase
30 XXI Semana de História da UENP
romântica de Machado, e em Dom Casmurro, um dos romances mais
famoso do escritor, a abordagem do problema da mulher numa visão psi-
cológica por excelência. Embora classificados como romântico e realista,
respectivamente, os dois romances apresentam semelhanças com relação
ao perfil psicológico das protagonistas: Iaiá e Capitu. Analisando as duas
obras, é possível traçar um paralelo entre as personagens e o contexto em
que estão inseridas, buscando semelhanças e apontando peculiaridades
com relação ao inconsciente das duas figuras femininas, tentando com-
preender, assim, a visão que Machado tinha sobre o universo feminino.

A IMPORTÂNCIA DO DISCURSO LITERÁRIO NO CAMPO


HISTORIOGRÁFICO

Fernando de Oliveira SALADINI (G - UENP)


nandosaladini@yahoo.com.br
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br

A presente pesquisa consiste em apresentar debates a respeito da relação


que se estabelecem entre esses dois campos de pesquisa, quais sejam,
História e Literatura. Relatando, para tanto, contrapontos entre ambas,
embora se entenda que tanto uma quanto a outra usam a mesma matéria
prima, a linguagem, mas em direções diferentes, embora próximas. A
primeira, pode-se dizer, apresenta um comprometimento com a verdade
dos fatos e a segunda pode representar uma interpretação, um reflexo ou
uma recriação particular de uma dada realidade, portanto têm limites mui-
tas vezes difusos. Sendo assim, interessa-nos avaliar essas fronteiras e per-
scrutar sobre a importância do discurso literário no campo histo-
riográfico. Tanto os críticos literários quanto os historiadores, nesses no-
vos tempos, vêm desenvolvendo trabalhos com novas perspectivas,
tratando desse assunto tanto do ponto de vista teórico como meto-
dológico. Para essa discussão, utilizamos reflexões advindas das leituras
de alguns críticos literários como Sílvio Romero, Antonio Candido,
Afrânio Coutinho; e historiadores como Hayden White, Carlos Ginzburg,
Roger Chartier, Sandra Pasavento, dentre outros.

DIREITO E LITERATURA: EXPLORAÇÃO E SUBMISSÃO NO


PERSONAGEM FABIANO DE VIDAS SECAS
Pesquisa histórica: Fronteiras 31
Carlos Takashi Gomes SATO NETTO (G – UENP)
satonetto.uenp@gmail.com
Dra. Luciana BRITO (Orientadora – UENP)

Este trabalho objetiva analisar o personagem Fabiano, do romance Vidas


Secas, à luz do Direito e da Literatura. Tendo como foco a questão trabal-
hista que envolve o personagem, um vaqueiro da caatinga, procura-se dar
foco à exploração e submissão social que o protagonista sofre. A relação
entre Direito e Literatura ainda é pouco explorada no meio acadêmico,
sendo que o pouco material bibliográfico que circula pelo país são
traduções de autores europeus e americanos. Dessa forma, busca-se, com
esse trabalho, engrossar as fileiras de divulgação dessa área atualíssima e
de tão grande valor cultural.

CANDIDO E COUTINHO: DIÁLOGOS PERTINENTES

Alessandro da Silva (G-UENP Jacarezinho)


alessandro_uenp@yahoo.com.br
Dra. Luciana Brito (Orientadora-UENP-Jacarezinho)
brito-luciana@uol.com.br

Propõe-se, com este trabalho, analisar os traços peculiares do prefácio de


dois cânone da década de 60, pertencentes, respectivamente, aos críticos
Antonio Candido e Afrânio Coutinho. Pretende-se, através de um estudo
comparativo, estabelecer semelhanças e diferenças entre ambos, bem
como demonstrar a contribuição de seus autores para com a histo-
riografia literária, a crítica literária nacional e o revigoramento do cânone.
A crítica literária brasileira possui várias vertentes, mas seu arcabouço
teórico ainda encontra-se em construção, devido a isso se discute muito
todos os trabalhos desenvolvidos nesta área. Afrânio Coutinho e Antonio
Candido encaram o texto literário a partir de suas questões estéticas, e
refletem sobre pontos polêmicos da historiografia nacional, como de-
finição de literatura, formação da literatura brasileira, ausência de tradição
literária, a alienação do escritor e o divórcio com o povo. No que diz re-
speito ao período de formação da literatura brasileira, os dois críticos
apresentam visões antagônicas. A história da literatura não deve ser mais
vista como algo fixo, natural, mas uma produção polêmica, marcada e
32 XXI Semana de História da UENP
sujeita a interesses de ordem ideológica diversa. Sendo assim, ela pode ser
modificada e inteiramente dependente do olhar que lhe dá forma.

A FORTUNA CRÍTICA DE ALICE RUIZ

Luiz Eduardo Veloso Garcia (PG - UENP)


dinho_piraju@hotmail.com
Luciana BRITO (Orientadora - UENP)
brito-luciana@uol.com.br

O intuito deste trabalho é fazer um levantamento de tudo o que foi dito


sobre a obra da paranaense Alice Ruiz e, consequentemente, mostrar o
quanto valioso e transgressor é o material poético desta autora. De estilo
áspero e conciso, Alice defende com maestria a condição da mulher, seja
nas poesias ou nas composições musicais, e, também, o complexo desafio
de levantar a bandeira da milenar arte japonesa do haicai num país oci-
dental, tanto com obras próprias quanto traduções e oficinas. Muito mais
do que somente a ex-mulher de Paulo Leminski, como é injustamente
lembrada em muitos casos, temos nela a prova de alguém que merece
com toda certeza um lugar de destaque na poesia nacional.

SALA 4: ENSINO DE HISTÓRIA


COORDENADORES DA SALA:
Prof. Jean Carlos Moreno
Prof. Marisa Noda
Érica da Silva Xavier
Luciana de Fátima Marinho Evangelista

MANUAIS DIDÁTICOS, CULTURA ESCOLAR E HISTÓRIA


DO LIVRO

Prof. Jean Carlos Moreno

A presente comunicação pretende apresentar e discutir as diferentes pro-


postas metodológicas que envolvem as pesquisas atuais que tomam os
livros didáticos como objeto de estudo. Para tanto, serão mobilizados,
por um lado, os instrumentais próprios de uma vertente da história da
Pesquisa histórica: Fronteiras 33
educação que tem a noção de cultura escolar como categoria central para a
explicação histórica dos objetos envolvidos com a escolarização. Num
outro caminho, buscamos o diálogo com a história do livro e da leitura,
na vertente defendida por Roger Chartier, envolvendo produção e es-
tratégias editoriais, consumo, usos e apropriações feitas por professores e
alunos

O ENSINO DE HISTÓRIA NOS PRIMEIROS ANOS DA EDU-


CAÇÃO FUNDAMENTAL
Carlos José dos Santos ALVES
(G, UENP)
carlos.alves.tim@bol.com.br
Marisa NODA
(Orientadora UENP)

Este trabalho parte de alguns problemas já definidos por professores e


pesquisadores do ensino de história nas séries iniciais, mas que ainda é
motivo de questionamento, sobre a noção de tempo nos alunos do
primeiro ciclo da educação fundamental. No primeiro capitulo abordei a
formação dos professores que atuam neste ciclo de educação, para tanto
utilizei autores contemporâneos que vem trabalhando com este tema.
Também discorri sobre o lugar que a disciplina de História ocupa nas
primeiras séries do ensino básico abordando desde o período regencial
ate os dias de hoje como tem sido trabalhado o ensino de história para
crianças.

ANTECEDENTES DA FORMAÇÃO DA COMPANHIA DE JESUS


E O BRASIL COLÔNIA

Alex Augusto de SOUZA


alexaugusto1987@bol.com.br
Profª Me. NODA, Marisa (Orientadora)

No primeiro capítulo, faz-se uma abordagem do panorama histórico que an-


tecede a formação da Companhia de Jesus, desde o auge da Igreja Católica,
até as primeiras décadas da chegada dos europeus em nosso país. A pesquisa
começa por abordar as primeiras décadas de formação do cristianismo e sua
ascensão e declínio durante a Idade Média, abordando o contexto histórico de
reformas religiosas que tem início no século XVI, como a Reforma Protes-
34 XXI Semana de História da UENP
tante, iniciada em 1517 e logo depois a Contra-Reforma Católica, da qual a
Companhia de Jesus tem papel primordial, fazendo uma abordagem da for-
mação desta, bem como sua primeira forma de legislação antes do método
pedagógico Ratio Studiorum e sua consolidação. Faz-se também uma abord-
agem do desenvolvimento de Portugal nas navegações, o que leva os lusitanos
a se lançarem nos mares até a chegada na América e os primeiros anos de
colonização em nosso país, base de chegada da Companhia de Jesus nas terras
brasileiras, base do estudo a ser desenvolvido.

APONTAMENTOS A RESPEITO DE PROJETOS DE ENSINO


E UTILIZAÇÃO DE LINGUAGENS EM SALA DE AULA.

Lilian Aparecida de SOUZA (P/G. USF- UENP/CCHE)


lilian_liliansouza@hotmail.com
Marisa NODA (Orientadora UENP/CCHE)

O objetivo desta comunicação é apresentar os resultados de um trabalho


realizado ao longo de 2008, como parte do projeto ‖O Laboratório de
Ensino de História na Educação Básica: Ensino, Pesquisa e Extensão junto à
Comunidade Escolar”. Buscou-se promover uma discussão, com profes-
sores e alunos do ensino fundamental e médio, sobre o uso de outras lin-
guagens para o ensino de História: música, cinema, fotografia, entre
outras. A utilização dessas linguagens não pode perder de vista que a cri-
atividade também é importante para o desenvolvimento do conheci-
mento histórico.

DESBRAVADORES E PIONEIROS: A HISTÓRIA DE LON-


DRINA PARA CRIANÇAS NAS SÉRIES INICIAIS.

Celine Nishikawa Arruda.


cnishikawa@gmail.com
Profª. Dra. Marlene Rosa Cainelli (Orientadora).

A pesquisa que estamos desenvolvendo na iniciação científica no


projeto Educação Histórica: Iniciando crianças na arte do conhecimento histórico. A
Investigação que estamos realizando pretende analisar como o ensino de
História nas séries iniciais trabalha com a memória e a constituição do
pensamento histórico tendo como tema a história dos ―pioneiros‖ na ci-

Pesquisa histórica: Fronteiras 35


dade de Londrina. O campo de investigação da pesquisa é uma escola
particular do município. Tendo como pressuposto os estudos sobre o
ensino de História nas séries iniciais desenvolvidas principalmente por
pesquisadores como Peter Lee e Isabel Barca sobre a educação histórica.
O ensino da história deve dar aos alunos a capacidade de analisar seus
próprios contextos históricos numa perspectiva de construção social cole-
tiva, compreender que a história é uma construção de historiadores e que
sua validade depende do tempo de sua elaboração.

DA HISTÓRIA TRADICIONAL A PARA A HISTÓRIA


TEMÁTICA

André Luiz da Silva CAZULA (GPEH - CCHE -UENP)


alscazula@bol.com.br
Ms. Marisa NODA (Orientadora)
marisanoda@uol.com.br

O Ensino de História será abordado em três momentos. No primeiro, a


partir da obra de Selva Guimarães Fonseca, Caminhos da História Ensinada,
discute-se a problemática da fragmentação do saber que, no desenvolver
do processo histórico, acompanhou a lógica do mercado capitalista. No
segundo, busca-se as contribuições das Diretrizes Curriculares Estaduais
de História do Paraná, divulgada em 2008, que aponta todos como sujeito
e o currículo como construção social. O documento tende para a História
Temática, aponta conteúdos estruturantes e correntes historiográficas,
bem como argumenta as narrativas históricas e a consciência histórica. E
no terceiro momento, de acordo com o livro da coleção Docência em
Formação da Cortez Editora, com autoria de Circe Maria Fernandes Bit-
tencourt, Ensino de História: Fundamentos e Métodos, procura-se pautar a im-
portância da História Local e Memória para encaminhar didaticamente as
reflexões geradas nos dois primeiros momentos. Nessa perspectiva, os
marcos cronológicos periodizadores dão espaço para uma nova abord-
agem temporal, que diz respeito às práticas no interior das escolas e dos
bairros.

LITERATURA COMO FONTE HISTÓRICA

Angélica Rodrigues dos SANTOS


36 XXI Semana de História da UENP
angelica-rodrigues1@hotmail.com
Anderson Francisco RIBEIRO (Orientador)

Este trabalho se baseia na dimensão da História Cultural, abordará textos


históricos que fazem a interdisciplinaridade entre a história e a literatura.
O tema proposto trata a literatura como fonte histórica que foi desen-
volvido no primeiro capítulo do Trabalho de Conclusão de Curso. O
estudo foi dividido em quatro tópicos: o primeiro é a A contribuição da
Nova História Cultural, onde discute a relação dos Annales, a importância
da conversa entre as disciplinas e a leitura como fonte história, o segundo
é A História do livro, buscando informações sobre a história do livro, o
terceiro é As formas de ler um texto, abrangendo estudos de Roger
Chartier e as representações e no último A relação entre a História e a
Literatura que discute o entrelaçamento entre as duas disciplinas para aju-
dar o historiador na rescrita da História. No segundo capítulo utilizar a
obra literária de Aluisio de Azevedo, O Cortiço, que retrata o início da
industrialização no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Ja-
neiro no final do século XIX.

A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA DOS ALUNOS NAS


OBRAS DIDÁTICAS DE HISTÓRIA

Maria Rita PENACHINI


(G - UENP - CCHE)
ma_penachini@hotmail.com
Jean MORENO
(Orientador)
morenoj@gmail.com

A presente comunicação visa evidenciar o livro didático como instru-


mento para a construção da autonomia, promovendo as habilidades do
discente para estruturar seu próprio pensamento. Deve-se considerar os
livros didáticos não só como instrumento de trabalho do professor, mas
também do aluno, nesse sentido é importante refletir sobre como a pro-
dução crítica e reflexiva é colocada para que haja o desenvolvimento
autêntico. Propomos analisar a coleção didática de História do Ensino
Fundamental, com o título História: Das Cavernas ao Terceiro Milênio, bus-
Pesquisa histórica: Fronteiras 37
cando observar a perspectiva da aprendizagem e como são trabalhadas as
competências cognitivas básicas do aluno. Ao final do trabalho preten-
demos, portanto, responder à seguinte questão: de que maneira os mate-
riais didáticos atuais contribuem para a construção da autonomia dos
estudantes?

Terça- Feira, 23 de Junho

SALA 1 – RELIGIÕES
COORDENADORES DA SALA:
Prof. Alfredo Moreira da Silva Jr.
Prof. Luís de Castro Campos Jr.
Prof. Maurício de Aquino
André Pires do Prado

IMPLANTAÇÃO DO ESTADO LAICO: NO INÍCIO DA REP-


ÚBLICA BRASILEIRA

Lázaro Roberto DANIEL


(G-UENP)
lazinho08@bol.com.br
Alfredo Moreira da SILVA JÚNIOR
(Orientador-UENP)

Este trabalho ter por objetivo analisar a relação da Igreja Católica com o
Estado no Brasil no início do período republicano, com a implantação da
República em 15 de novembro de 1889, há rompimento por parte do
Estado com a Igreja, e é criado o Estado Laico, um Estado sem religião.
Ou seja, o Estado não intervinha em questões religiosas. Vale dizer que
antes da implantação da república o Estado subsidiava a Igreja, com a
proclamação da República, não só a Igreja, mas também vários setores da
sociedade foram pegos de surpresa. A importância dessa análise, reside
no fato de auxiliar a compreensão das relações Estado-Igreja no Brasil e
como esta conseguiu manter alguns privilégios nesta nova conjuntura.

A REFORMA LUTERANA NA SALA DE AULA: PROPOSTA DE


TRABALHO DIDÁTICO COM O FILME LUTERO.

38 XXI Semana de História da UENP


Kelly Cristina da CRUZ
kellykelly_cris@hotmail.com
Maurício de AQUINO (Orientador)
mauriaquino12@bol.com.br

Pretende-se apresentar uma proposta de análise do filme LUTERO visando


as aulas de História no Ensino Médio. O filme em estudo é amiúde utilizado
para tratar rapidamente da reforma luterana e, muitas vezes, por conta disso, é
interpretado de maneira simplista e/ou maniqueísta. Trata-se de abordar as-
pectos referentes à Igreja Católica, símbolo de poder hegemônico da Idade
Média e a Reforma Protestante, análise que pode explicar as divergências en-
tre estas duas formas de pensamento cristão. Vale ressaltar também que a
análise que se pretende não visa defender ou atacar nenhuma das partes, mas
sim entender o processo que levou à formação de tantas doutrinas diferentes.
A reforma de Lutero contará um pouco de sua trajetória e do processo que
desencadeou a Reforma Protestante e como isso poderia ser abordado em
sala de aula através da linguagem fílmica.

A EDUCAÇÃO EM ISTVÁN MÉSZÁROS: UMA ANÁLISE


HISTÓRICA.

Jayr CONTI JÚNIOR


jjunior_edu@yahoo.com.br
Maurício de AQUINO – Orientador.

Pretende-se analisar os posicionamentos do marxista István Mészáros,


amigo de Lukács e, para alguns, um dos mais obstinados seguidores de
Karl Marx, acerca do papel da Educação na sociedade contemporânea.
Visa-se, de fato, um exercício de história intelectual, antiga história das
idéias, na medida em que se procura articular a trajetória intelectual e exis-
tencial do pensador com os seus posicionamentos teóricos e metodológi-
cos. Para Mészáros, a ação do capital sobre a educação é um dos pilares
para a sustentação do modo de produção capitalista, que, por sua vez, é,
juntamente com o Estado, elemento mantenedor da situação de domina-
ção a qual a maioria das pessoas se submete. Entender esse processo é o
primeiro passo em direção a única possibilidade emancipatória da classe
dominada. Não basta pensar em ações imediatistas e de efeito paliativo,

Pesquisa histórica: Fronteiras 39


sendo que existe um comprometimento de toda estrutura social,
econômica e mental, por parte do capital, que subordina a ele o trabalho
e, consequentemente tudo que um sujeito é capaz de produzir, sendo-lhe
tolhido o direito verdadeiro à liberdade e ao gozo integral dos frutos de
seu laboro. As ações têm de ser estruturais e, o sistema de educação re-
formado, moldado nos princípios da livre associação produtiva e da ob-
servância da ação ideológica, o que é, na visão do filósofo István
Mészáros, algo essencial e, enquanto o processo educacional formal per-
manecer contaminado pelos discursos ideológicos voltados a manutenção
do poder das classes dominantes, a emancipação humana, objetivo final
da educação, não se concretizará.

A CRIAÇÃO DA DIOCESE DE JACAREZINHO NO CON-


TEXTO DA REORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA BRASILEIRA
(1890-1926).

Elton Alves dos SANTOS


NPHR - UENP
elton.alvesdossantos@yahoo.com.br
Mauricio de AQUINO - Orientador

Pretende-se analisar a criação da diocese de Jacarezinho, em 10 de maio


de 1926, no contexto da reorganização eclesiástica brasileira iniciada após
a separação legal entre Estado e Igreja com o decreto de janeiro de 1890.
Com o fim do regime de padroado, a Igreja começa a se reorganizar insti-
tucionalmente e visa uma maior unidade entre os bispos, com isso
começa uma ação de romanização da Igreja cujos efeitos aparecem entre
1890-1930, período no qual foram criadas 56 dioceses, entre elas a de
Jacarezinho. Embora a Igreja esteja separada do Estado, percebe-se que
ela ainda mantém influência social e política, afinal, o advento da criação
de dioceses movimentou um efervescente jogo político local, regional e
nacional, fazendo com que o presidente do Paraná, Dr. Caetano Munhoz
da Rocha, em 1925, por exemplo, decretasse um crédito de cento e ses-
senta contos para o patrimônio inicial das dioceses de Jacarezinho e de
Ponta Grossa.

40 XXI Semana de História da UENP


A INQUISIÇÃO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA: UMA
LEITURA.

Andreza Rodrigues GUANDELINE


andreza_guandeline@hotmail.com
Maurício de AQUINO - Orientador

Neste trabalho pretende-se abordar as representações do Tribunal do Santo


Ofício, a Inquisição, construídas e difundidas por alguns livros didáticos utili-
zados em escolas da rede pública estadual do Paraná. Parte-se da caracteriza-
ção dos livros didáticos, aqui considerados como fontes históricas, para discu-
tir brevemente, a partir da historiografia, as imagens da Inquisição formadoras
de uma determinada memória histórica.

QUE EM TUDO SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS! A NÃO


SER QUE A VONTADE DELE NÃO SEJA A MINHA. UMA
ANÁLISE FOUCAULTIANA DO SISTEMA ASSEMBLEIANO

Walter Claro da SILVA JUNIOR


(G – UENP – CCHE)
waltercsjunior@hotmail.com
Luis de Castro CAMPOS JUNIOR
(Orientador)
lcampos@uol.com.br
Márcio Luiz CARRERI
(Co – Orientador)
carreri@uol.com.br

Daniel Berg e Gunnar Vingren, missionários oriundos do avivamento da


Azusa Street no Estados Unidos da América, chegaram ao Brasil em 1910.
Após iniciarem seus trabalhos na Igreja Batista, romperam com a mesma
fundando um ministério próprio em 1911, Missão de Fé Apostólica, que
mais tarde mudaria seu nome para Igreja Evangélica Assembléia de Deus.
Funcionando com um sistema de presbitério, onde o colegiado decide
questões pontuais acerca dos trabalhos, muitas vezes o poder fica ofus-
cado por estruturas secundárias que atuam de forma política mais incisiva.
Baseando-me na leitura de Maria das Dores Campos Machado, no que
diz respeito à História das Religiões, e Michel Foucault no que tange a
respeito do discurso, pretende-se analisar a dinâmica entre os discursos e
Pesquisa histórica: Fronteiras 41
as práticas dentro desta Igreja, desde as formas de separação de membros
para participação do presbitério, as formas de abordagem durante as re-
uniões ministeriais e como as decisões são passadas para toda Igreja, que
hoje se apresenta como a maior representante da população evangélica
pentecostal no Brasil.

O USO DO CATOLICISMO PELA IMPRENSA DU-


RANTE A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE 1922

Pedro Henrique Lessa Torres

Houve um profundo envolvimento da imprensa nacional com a cam-


panha presidencial de 1922. Neste contexto, a revista Gil Blas assume seu
apoio à candidatura de Arthur Bernardes, enquanto o Correio da Manhã
resolve apoiar Nilo Peçanha. Examinando as estratégias políticas utili-
zadas por estes veículos de comunicação, podemos perceber a utilização
do catolicismo como um meio de persuasão dentro da disputa eleitoral. A
revista Gil Blas, apoiando-se na cultura política nacional, opta principalmente
por explorar um antagonismo entre o catolicismo e a maçonaria com o
objetivo de atacar a candidatura de Nilo Peçanha, visto que este era ma-
çom. Por outro lado, o Correio da Manhã foca seus esforços em divulgar
o apoio de padres a Nilo Peçanha tentando garantir que este não perderia
o voto dos católicos. Através da análise do discurso procede-se a um
estudo detalhado dos meios utilizados por estes periódicos para favorecer
os seus respectivos candidatos no âmbito da relação entre política e re-
ligião visando compreender os papéis desempenhados pelo catolicismo
nessa campanha.

UM OLHAR SOBRE O SENTIDO DE ALIENAÇÃO NA


ORDEM DO DISCURSO RELIGIOSO

André Pires do PRADO – UENP/CCHE (Pós-Graduando)


pirespradohistoriador@bol.com.br

De forma breve, o conteúdo aqui ofertado traz para o cerne do ques-


tionamento o sentido de ―alienação‖ e sua relação com o universo re-

42 XXI Semana de História da UENP


ligioso. Propõe algumas observações a respeito do processo de produção,
apropriação e desapropriação de idéias dentro do campo do sagrado. Uti-
lizando a visão de Peter Berger para o conceito de ―alienação‖ e de Mi-
chel Foucault para ―discurso‖, relacionaremos seus teores e significados,
tentando compreender se o sentido de ―alienação‖ tem um valor
―positivo‖ ou ―negativo‖ para os indivíduos/fiéis em sua função de
agente na contínua prática de construção social.

ROMANIZAÇÃO, PATRIMÔNIO ECLESIÁSTICO, TENSÕES


SOCIAIS: UMA ANÁLISE HISTÓRICA DO ESTABELECI-
MENTO DA DIOCESE DE BOTUCATU-SP (1908-1915)

Maurício de AQUINO
Mestre em História (UNESP)
Docente - UENP/Jacarezinho
mauriaquino12@bol.com.br

O conceito de romanização foi bem aceito pelas ciências sociais e já se


tornou clássico na análise do catolicismo no Brasil dos séculos XIX e XX.
Com pelo menos meio século de utilização, esse conceito merece uma
análise historiográfica, ainda que breve, na medida em que condiciona e
orienta os olhares lançados para a história das relações entre Igreja
Católica, Estado e Sociedade no Brasil. Sendo assim, pretende-se tratar
neste trabalho das vertentes interpretativas da romanização a partir da
análise histórica do estabelecimento da diocese de Botucatu, no Estado
de São Paulo, entre 1908 e 1915, priorizando as estratégias de formação
patrimonial e os conflitos decorrentes, pouco analisados na vertente in-
terpretativa que concebe os bispos como sujeitos altamente burocráticos
e/ou santos guerreiros da Instituição, e as tensões sociais, envolvendo
protestantes, políticos locais em busca de afirmação e católicos não-
romanizados, inerentes a esse processo.

SALA 2 – TEATRO
COORDENADORES DA SALA:
Prof. Marcus José Takahashi Selonk.
Eric Simon

Pesquisa histórica: Fronteiras 43


TEATRO: INSTRUMENTO DE REFLEXÃO HISTÓRICO-
CRÍTICA, INTERAÇÃO SOCIAL E PRÁTICA PEDAGÓGICA

Dra. Luciana BRITO (Coordenadora)


Ms. Marcus José Takahashi SELONK (Colaborador)
Ms. Maurício de AQUINO (Colaborador)
Aline Ignacio CALAHANI
Desirre Bueno TIBURCIO
Ivan Pinheiro de OLIVEIRA
Kauê Pedroso GONÇALVES
Rogério Eduardo Tinonin de SOUZA
Graduandos (integrantes do Projeto)
Alan Alves RIBEIRO
André Luiz da Silva CASULA
Eric SIMON
Pós-graduandos ( integrantes do Projeto)

O projeto ―Teatro: instrumento de reflexão histórico-crítica, interação


social e prática pedagógica‖, pertencente ao subprograma Diálogos Cul-
turais do Programa Universidade Sem Fronteiras, tem por objetivo criar,
junto ao Colégio Estadual Stella Maris, no município de ANDIRÁ/Pr,
considerado ―de superação‖, uma oficina de teatro que envolva alunos e
professores voluntários, orientados e supervisionados pelo monitor, coor-
denador e acadêmicos dos cursos de licenciatura da UENP/FAFIJA, pre-
viamente selecionados, tendo como ponto fundamental de ação a dinami-
zação do trabalho de extensão e cultura, proporcionando uma prática
pedagógica apoiada na reflexão crítica que, de um lado construa o conhe-
cimento da linguagem teatral e literária e, de outro, seja capaz de desen-
volver a capacidade do aluno de receber as impressões do mundo externo
e interno, manifestando respostas pessoais adequadas.

O TEATRO DO ABSURDO COMO DESCRENÇA NO HOMEM


PÓS-SEGUNDA GUERRA

Alan CARBEK (PG – UENP)


ankarbecpoe@hotmail.com
Dra. Luciana BRITO
44 XXI Semana de História da UENP
(Orientadora – FAFIJA )
brito-luciana@uol.com.br

Se atendermos à etimologia do termo absurdo, este remete-nos para o


latim absurdu, ou seja, contrário à razão, contraditório, disparatado. O
teatro do absurdo seria assim, um teatro pautado por uma visão irracional
e disparatada da realidade. Não menosprezando a importância de uma
explicação etimológica do termo, esta revela-se claramente redutora face à
complexidade do conceito em análise, pois encerra uma nova atitude per-
ante as artes, a filosofia, a religião, a política, a sociedade, enfim, uma
nova atitude entre teatro e realidade. Esta posição do teatro face à reali-
dade tem também de ser compreendida à luz do Zeitgeist, no qual este
teatro surge, bem como à luz das influências, das especificidades e sensi-
bilidades autorais, já que é constituído por uma rede de autores, que com-
preendem o mundo de formas diversas, transpondo estas visões para
diferentes formas de entender e criar teatro. Mais do que atender às es-
pecificidades de cada autor tentaremos traçar as linhas gerais, os pontos
de contato, que afinal fazem com que se tivesse convencionado juntar
determinados autores e obras nesse universo teatral, que surge da de-
scrença do homem no próprio homem, pelos constantes conflitos, entre
eles a Segunda Guerra mundial.

TEATRO: AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Ivan Pinheiro de OLIVEIRA (G-UENP)


ivan_pdeo@hotmail.com
Me. Marcus SELONK (Orientador– UENP)
selonk@uol.com.br

O presente comunicação tem por finalidade demonstrar que no decorrer


da historia a sociedade foi palco de varias transformações, revoluções e
mudanças sejam elas para melhor ou pior. Nesse processo o teatro
caminhou ao lado dessas mudanças por toda historia, muitas vezes sendo
exaltado em outras ignorado e até proibido. Assim tentaremos aqui expla-
nar que ele é capaz de transformar uma sociedade, modificando o meio
em que o homem vive fazendo com que ele desenvolva um pensamento
critico e reflexivo. Portanto este estudo tem por finalidade despertar o

Pesquisa histórica: Fronteiras 45


interesse sobre o teatro que tem por objetivo a mudança do individuo, e
no modo que ele vê e aceita a sociedade.

TEATRO: DE PERSEGUIDO A COLABORADOR NA IDADE


MÉDIA

Eric SIMON (PG – FAFIJA )


esimonibt@yahoo.com.br
Dra. Luciana BRITO (Orientadora – FAFIJA )
brito-luciana@uol.com.br

A finalidade dessa comunicação é levantar algumas questões que com-


petem à relação do teatro com a Igreja Cristã ou Católica durante a Idade
Média. Quais foram os quesitos que fizeram o mesmo ser perseguido pela
Sé Romana a ponto de ser reduzido a pequenas apresentações em circos
ou feiras? E porque a Cúria, em outro momento da história, o faz de ali-
ado na busca por melhorias no que diz respeito à orientação dos fiéis,
através de elaboradas representações bíblicas? Tais questionamentos, den-
tro outros, são os fatores que motivaram a construção deste trabalho.

O TEATRO COMO LINGUAGEM DE ENSINO

André Luiz da Silva CAZULA ( PG-UENP)


alscazula@bol.com.br
Dra. Luciana BRITO (Orientadora-UENP)
brito-luciana@uol.com.br

A arte teatral, em suas diferentes possibilidades, vertentes e definições,


sempre acompanhou o movimento histórico, no sentido de ser uma
manifestação que exterioriza a subjetividade. O que não significa que o
teatro não seja objetivo. Críticos da área como Fernando Peixoto e Au-
gusto Boal o colocam no itinerário da transformação da sociedade. Nessa
perspectiva, a presente pesquisa busca relacionar os aspectos teatrais com
o Ensino de História. A peça teatral, nesse sentido, problematiza a vida
cotidiana do aluno, o que causa reflexões pertinentes à prática social e
desencadeia a extração de diversas temáticas. Algumas considerações do
processo teatral como linguagem de ensino, bem como instrumento da
formação da consciência histórica é o que pretende esse estudo.
46 XXI Semana de História da UENP
O ADULTÉRIO E AS RELAÇÕES SOCIAIS EM A MAN-
DRÁGORA DE NICOLAU MAQUIAVEL

Aline CALAHANI (G – UENP )


alinecalahani @hotmail.com
Dra. Luciana BRITO (Orientadora – UENP)
brito-luciana@uol.com.br

A grandiosidade da comédia A Mandrágora, de Maquiavel, não está só no


fato de demonstrar a pluralidade do ser humano, mas também pelo modo
com que o adultério e as relações sociais são tratados. O adultério é visto
na comédia como algo normal, menos pecaminosos e insensato que as
ações interesseiras e calculistas dos personagens. Ele nada mais é do que a
conseqüência destas ações. Se não houvesse as mentiras, os subornos,
enfim, as práticas amorais, Lucrezia não teria se entregado a Calímaco,
pois ela teria se mantido fiel ao marido. Maquiavel utilizou sua obra não
para descrever um adultério, mas para demonstrar como são as relações
entre os homens. Entretanto, deve-se deixar claro que, apesar de retratar
as frias e interesseiras relações sociais, Maquiavel não dá à sua obra, isto é,
à A Mandrágora, uma função didático-moralizante.

O TEATRO: DAS ORIGENS AO LEGADO GREGO

Desiree BUENO (G – UENP )


desiree_skotbu @hotmail.com
Dra. Luciana BRITO (Orientadora – UENP)
brito-luciana@uol.com.br

O teatro não nasceu da maneira como o conhecemos hoje, tendo acom-


panhado e também fazendo parte da história da humanidade. É um
gênero que está em constante transformação, com suas origens muito
além da Grécia Antiga, a qual o senso comum dita como berço teatral.
Suas primeiras manifestações se originaram juntamente com as primeiras
sociedades primitivas, porém devido a sua valorização, influência e im-
portância cultural dentro da civilização Grega, é a ela que é dado seu le-
gado. Visando explicitar quais foram às verdadeiras origens do teatro, será
analisado através deste trabalho, como ocorreram as primeiras manifesta-
Pesquisa histórica: Fronteiras 47
ções teatrais e suas transformações até a sua chegada ao mundo
grego.Será observado também como que se deu o despontamento avas-
salador do teatro grego e sua grande importância para o teatro atual.

SALA 3 – LINHA DE PESQUISA: DISCURSO LITERÁRIO: CIÊN-


CIA, PODER E SUBJETIVIDADE
COORDENADORES DA SALA:
Prof. Márcio Luiz Carreri.
Prof. Luciana Brito
Prof. Anderson Francisco Ribeiro

APARELHOS DE VIGILANCIA E CONTROLE UMA ANALISE


DO PANOPTICO NAS PRISÕES ATUAIS

Helder Luis ROSA


(G-UENP/FAFIJA)
helder_luiz2@hotmail.com
Ms.Marcio Luiz CARRERI
(Orientador-UENP/FAFIJA)
carreri@uol.com.br

Essa comunicação surgiu a partir de minha inserção no Grupo de Pes-


quisas Literatura e História, na linha de Pesquisa "Discurso literário: ciên-
cia, poder e subjetividade. Interessa-me investigar, a partir de dispositivos
de vigilância e controle lidos na obra "Vigiar e Punir", de Michel Fou-
cault, enfatizando principalmente o panóptico, a vigilância hierárquica e a
sanção normatizadora mostrando que a vigilância são poderes destinados
a educar, instruir as pessoas para que essas cumpram as normas leis e ex-
ercícios de acordo com a vontade de quem detêm o poder. O objetivo é
analisar as prisões da era moderna com as prisões atuais especialmente o
sistema carcerário da cidade de Jacarezinho Sua arquitetura, espaços e
lócus de relação de saber e poder. Dialogando com a teoria, na perspec-
tiva genealógica, pretendo também usar como fonte secundaria a litera-
tura como a obra o cortiço de Aluisio de Azevedo, mas também utilizar
entrevistas e acervos iconográficos enquanto demonstração desse impor-
tante debate inserido no cotidiano.

FOUCAULT – DESVENDANDO AS ESTRUTURAS DE O


48 XXI Semana de História da UENP
ATENEU

Vanessa Aparecida MOREIRA


(G-UENP/FAFIJA)
vanessanemoreira@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI
(Orientador)
carreri@uol.com.br

Procuro nessa pesquisa que ainda estou começando a fazer, perceber a


realidade vivida por meninos que são levados a um colégio de ―prestigio‖
para que possam receber a melhor educação, onde serão tratados pelo
diretor como: ―não digo meus filhos: minhas próprias filhas‖ (pág. 20) e
que acabam se deparando com um discurso de inverdade, pois, a reali-
dade que encontram nesse colégio é bem diferente da que fora proposta
pelo ilustre Aristarco. Os alunos acabam à mercê de um discurso daquele
que detém o poder e procura legitimar seus interesses políticos e
econômicos. Percebe-se então na obra O Ateneu, a tentativa de denun-
ciar essa realidade onde o interesse maior não é a educação, mas sim sub-
meter os alunos a uma homogeneidade passando por cima de suas difer-
enças, sufocando seus interesses, suas vontades para que possam estar de
acordo com os interesses da sociedade. No internato, os alunos sofrem
uma severa disciplinarização, onde estão em constante vigilância e
quando pegos fora da linha são punidos, sofrendo castigos e humilha-
ções, que sofre por sua vez certa resistência por parte de Sérgio – person-
agem principal/narrador.

FRONTEIRAS ESFUMAÇADAS: MUTAÇÕES SIMBÓLICAS


PARA A SUBJETIVIDADE DE GRUPOS CONTRACULTURAIS

Rodrigo FUKUHARA
(UENP – CCHE)
uohhta@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI
(Orientador – UENP – CCHE)

O trabalho busca analisar a importância dos movimentos juvenis, mais


precisamente do movimento hippie e do movimento punk. As suas corre-
Pesquisa histórica: Fronteiras 49
lações, seus encontros e desencontros, e o resgate de símbolos de outros
períodos e de outras culturas que passam a ser interpretados e adaptados
conforme a subjetividade desses grupos. O que há, portanto, são interpre-
tações de interpretações. Dessa forma não existe começo irredutível e
símbolo primário. Os acontecimentos vão se processando sem um deter-
minado fim, que por sua vez, talvez nem tenha tido um começo inques-
tionável. Acontece uma reelaboração de vários símbolos, que não neces-
sariamente pertencem a um único contexto, mas que juntos dão forma a
uma outra representação. Aqui encontro respaldo nas idéias de Foucault,
segundo o qual a origem é um mito, e em Chartier, em seu conceito de
representação.

A HISTORIA CULTURAL NA OBRA DE MICHEL FOUCAULT

Alvaro Cesar DOLENS


(G – UENP – CCHE)
acdolens@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI
(Orientador – UENP – CCHE)

A comunicação que ora apresento é uma representação do que estou con-


struindo, montando e desenvolvendo a partir das leituras das obras de
Michel Foucault no Grupo de pesquisa Literatura e História: Memória e
Representação, na Linha de Pesquisa Discurso Literário: Ciência, Poder e
Subjetividade. Pretendo mostrar como se dá o novo olhar e a nova pos-
tura dos historiadores e da historiografia, não só como uma nova ordem,
mas também como ela se processa, de forma interessante e importante.
Sendo que estes novos métodos e as estas novas teorias, estão presentes
na obra de Michel Foucault não só no sentido histórico, mas principal-
mente elas surgem como interrogadoras e/ou questionadoras para um
novo pensar, a partir da crítica aos Annales. Ao adotar um procedimento
inovador de abordagem, Michel Foucault lança um novo olhar que ques-
tiona o próprio método existente. Pois tudo o que se produzia até então
estava centrado sobre a história do social, onde a própria sociedade con-
stitui a realidade a ser estudada, enquanto que Michel Foucault faz da re-
alidade o seu objeto de estudo. Isto posto, faz de Michel Foucault e sua
obra, muito discutida no meio científico. A pesquisa, ainda em estágio
inicial, discorrerá além do corte e do novo método advindo com os escri-
50 XXI Semana de História da UENP
tos de Michel Foucault, na influência que causou nos meios acadêmicos e
científicos.

KAFKA POR FOUCAULT: CORPO, PODER E RACIONALI-


DADE.

Isabelle da Silva de SOUZA


(G – UENP)
bella_iss@hotmail.com
Ms. Marcio Luiz CARRERI
(Orientador – UENP)
carreri@uol.com.br

Esta comunicação tem como objetivo apresentar meu projeto de Inicia-


ção Científica, ainda em desenvolvimento, vinculado ao Grupo de Pes-
quisa Literatura e História: Memória e Representação, na Linha de Pes-
quisa Discurso Literário: Ciência, Poder e Subjetividade. Sendo o objeto
de estudo principal uma obra literária, especificamente O Processo, de
Franz Kafka efetuando aproximações com Michel Foucault, especial-
mente no que refere à noção de: tempo, processo, racionalidade, mod-
ernidade, sujeito, poder e corpo. Sendo o principal foco o racionalismo e
a busca pela verdade evidenciada na obra. Dialogando, também, com o
contexto histórico do século XIX e XX, vivenciados por ambos e ate que
ponto tal fator afetou sua escrita. Objetiva, quando em estágio maior de
desenvolvimento da pesquisa, o entendimento, em diferentes épocas e
autores, de questões fundamentais como o Estado, a burocracia, as rela-
ções de poder inerentes a elas, na linguagem literária e filosófica, aproxi-
mando tais conversas da História.

MODERNIDADE VERSUS PÓS-MODERNIDADE

Michele Vieira CONTE


(mixelly-conte@hotmail.com)
Marcio Luiz CARRERI
(carreri@uol.com.br)

As formas que se utiliza para se distinguir os termos modernidade e pós-


modernidade são advindas de teóricos e de movimentos intelectuais. Am-
Pesquisa histórica: Fronteiras 51
bos possuem críticos ferrenhos, o primeiro é criticado pelo segundo por
acharem que este se encontra defasado, o segundo é criticado pelo
primeiro por ele considerar um absurdo de que tudo que foi feito nos
últimos anos seja pós-moderno. Segundo algumas definições, a moderni-
dade é como um conjunto de modificações estruturais na sociedade do
Ocidente, devido a racionalização da vida, atingido as esferas políticas,
econômicas e cultural. Já a pós-modernidade é um termo de mais con-
tradições, e como vimos, muitos não o aceitam, alguns se dirigem a este
como uma modernidade tardia, e entre os que aceitam e faz uso o do
termo, acaba tendo uma definição diferente dependendo de quem e em
que área esta se utilizando, isso se deve por ser muito atual e multidiscipli-
nar. Enfim, pretendo analisar esses dois termos, amplamente discutidos
na academia por decorrência de diversas divergências historiográficas e
teóricas.

MACHADO DE ASSIS E A DESCONTINUIDADE DE SEUS


LEITORES

Eduardo José Lobo RODRIGUES


(PG –UENP/CCHE)
wolfpoint@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI
(Coordenador)
carreri@uol.com.br

Nosso trabalho busca realizar uma análise descritiva e crítica acerca de


alguns dos grandes críticos literários e estudiosos sociais que procuraram
investigar a relevância social e histórica na obra de Machado de Assis. Um
dos objetivos de tal análise é fazer um histórico de interpretações e leitu-
ras sobre a obra de Machado, leituras essas que identificavam a importân-
cia do contexto social e histórico como modo de demonstrar o relevo e a
profundidade do escritor brasileiro. Dentre os críticos destacamos Ray-
mundo Faoro que encabeça os estudos de intersecção entre análise
histórico-sociológica e literária com a obra Machado de Assis: a pirâmide e o
trapézio; Roberto Schwarz com Ao vencedor as Batatas; Sidney Chalhoub que
propõe uma análise das mudanças históricas no Brasil do século XIX a
partir da investigação dos primeiros romances machadianos na obra
Machado de Assis Historiador; Nicolau Sevcenko, com a ampliação do seu
52 XXI Semana de História da UENP
texto Literatura como Missão – Tensões Sociais e Criação Cultural na Primeira
República em que o autor inclui um posfácio sobre Machado na seu estudo
histórico-literário; e John Gledson com Machado de Assis: Ficção e História.
Tal histórico de estudos visa revelar que os diferntes estudos e leituras
sobre Machado imprimiram rupturas e descontinuidades na compreensão
sobre o Bruxo do Cosme Velho.

A CENSURA EM ÁLBUM DE FAMÍLIA, DE NELSON RODRI-


GUES

Eduardo Gasperoni de OLIVEIRA


(PG – UENP – CCHE/CLCA)
dudugasperoni@hotmail.com
Viviane Araújo Alves da Costa PEREIRA
(Orientadora – UENP – CLCA)
vaacpereira@yahoo.fr

Partindo da consideração de que a ―família é o inferno de todos nós‖,


Nelson Rodrigues desmascara os dramas familiares fomentados nas suas
relações interpessoais. Tal definição faz-se parte relevante na constituição
da sua imagem pública de dramaturgo amaldiçoado e deplorável. Sob essa
ótica, Álbum de Família (1945) foi censurada em 1946, sob a alegação de
que "preconizava o incesto e incitava ao crime". Neste período, as
atividades artísticas e, em especial, o teatro, sofreram rigorosas censuras
por parte dos governos militares, que consideravam o teatro ―um ato
subversivo‖. Em 1967, quase 22 anos após, houve sua liberação. De
acordo o próprio autor, a peça marca o início de um caminho
denominado Teatro Desagradável, em que não existem proibições e tudo
pode ser dito e visto ultrapassando valores. Não se trata de uma mera
história de incestos, mas sim um verdadeiro impacto intrínseco do ser
humano concreto, cru e surreal. Taras, paixões proibidas, incestos,
obsessões, loucuras, com total liberdade e falta de pudor, sendo todos os
anseios condensados na esfera familiar. Além de abordar a questão da censura
da peça imposta pela Ditadura Militar (1964-1985), esta pesquisa discorrerá
acerca da trágica história familiar de Nelson Rodrigues, desde as mortes dos
irmãos Roberto e Jofre e do pai Mário, até o cárcere do filho Nelson, fatos
que influenciaram tanto sua vida, como seu teatro, bem como a construção e
a ‗destruição‘ da instituição família apontada nas suas obras.

Pesquisa histórica: Fronteiras 53


MICHEL FOUCAULT E A PÓS- MODERNIDADE - PERSPEC-
TIVAS HISTÓRICAS

Aparecida de Lourdes SALINA


lurdinha_gabinete@ourinhos.sp.gov.br
Marcio Luiz CARRERI
carreri@uol.com.br

Neste período tão confuso e fragmentado em que vivemos, chamada pós-


modernidade, as inquietações deste grande pensador francês permitem
novos modos diferentes de pensar, criando, a partir de suas reflexões,
novas noções, categorias ou até mesmo teoria na forma de olhar não só
para o passado, como também para o presente ao trabalharmos a
História. Michel Foucault conclama que a História é descontínua e por
isso é criticado muitas vezes e acusado de querer minar a História. Refuta
a idéia que vivemos na pós-modernidade, alerta que o que acontece hoje
já remonta pelo menos 200 anos e nos faz pensar em questões fundamen-
tais e para as quais ainda não temos nenhuma resposta e isso é instigante,
inquietante e fascinante. Vivemos uma era de capitalismo avançado, de
sociedade de consumo que esqueceu o passado e desconfia do futuro,
que vive preso no presente. Foucault chama a atenção para o papel do
intelectual de hoje: o intelectual, não pode pretender ser universalista,
deve falar do lugar de sua existência e de sua experiência. Ele também
não pode fazer valer o seu discurso sobre o dos outros e sim, dar lugar
aos discursos dos outros. O intelectual da pós-modernidade tem que in-
vestigar, entender o presente, como somos enganados, onde estão as no-
vas ciladas e em constante inquietude frente à atualidade.

VISÕES DE NACIONALISMO E PROGRESSO NA LITERA-


TURA MODERNISTA SOBRE OS IMIGRANTES.

Olavo Baldi MARCHETTI


(Universidade Estadual de Campinas)
olavobm@yahoo.com.br
Michael McDonald HALL (orientador)

54 XXI Semana de História da UENP


A presente comunicação para a XXI Semana de História da UNEP versa
sobre a análise da produção literária referente aos imigrantes no período
de formação e estabelecimento do movimento artístico-literário brasileiro
conhecido como Modernismo, no início do século XX. Parte-se, para a
proposta análise, da perspectiva de suposta ruptura intelectual dos pensa-
dores do movimento modernista com a produção artística dos períodos
anteriores. Tal ruptura, que se propôs a verificar os aspectos da realidade
nacional muito diferentes dos retratos produzidos pela literatura anterior,
aborda questões políticas importantes para o período, como o desen-
volvimento sócio-econômico do país e a contribuição do elemento es-
trangeiro para a formação da identidade nacional. Ao abordar essas
questões na produção literária, os autores passam a exprimir visões sobre
a formação da identidade nacional do período, com suas continuidades e
descontinuidades em relação ao período anterior – como no caso da con-
strução do nacionalismo brasileiro, prenhe de contradições entre a busca
pela modernidade e o apego às tradições. Tais visões foram trabalhadas
nas obras que retrataram a vida das populações estrangeiras aqui instala-
das, e o presente trabalho pretende ater-se à representação do imigrante,
procurando perceber nessa representação indícios da formação do
pensamento político das correntes modernistas do período, dando ênfase
para a obra de Antônio de Alcântara Machado, autor de Brás, Bexiga e
Barra Funda e Laranja da China, que retrataram o cotidiano dos imigrantes
– principalmente italianos e descendentes – através da perspectiva de um
paulista reconhecido como ícone da modernidade brasileira.

O DESAFIO DO GOSTO: PRÁTICAS DE LEITURA, CÂNONE


E EXCLUSÃO

Prof. Mdo. Anderson Francisco RIBEIRO


(Mdo. UEL/UENP)
andersonkingao@gmail.com
Prof. Dr. André Luiz JOANILHO
(Dr. UEL)
alj@uel.br

Considerando as perspectivas de abordagem das práticas culturais de lei-


tura, concebe-se a relação entre os gostos de classes, definidos pelas dis-
cussões sobre "gosto" por Pierre Bourdieu, as práticas culturais por
Pesquisa histórica: Fronteiras 55
Roger Chartier e as práticas ordinárias de Michel de Certeau, sendo a pos-
sibilidade de buscar compreender a relação entre leitura e gosto, onde
certas literaturas são excluídas por não estarem dentro de uma lista de
cânones pré-definidos. Quem diz o que é e o que não é literatura? Como
podemos perceber, leituras como HQ´s, revistas de grande tiragem sobre
moda, fotonovelas, pornografia, mas consideradas sem conteúdo, para
pessoas com inteligência limitada. Discussão que abordaremos através do
conceito de práticas ordinárias, ―anti-disciplina‖, como define Certeau.
Isso perpassa pela distinção entre as propostas relativas aos gostos de
"classes", e sua definição, a partir de uma série de divergências teóricas.
Apresentaremos a partir de Pierre Bourdieu em seus estudos sobre a rela-
ção do conceito de "campo", "habitus" e "capital cultural", as possibili-
dades para definir o nosso trabalho desta linha tênue entre o cânone e a
exclusão. Isso nos traz indagações sobre a relação de gosto de ―classes‖,
definindo as propostas para este conceito, entre ―cultura letrada‖ e
―cultura popular‖, ainda aberto para novas abordagens.

SALA 4 – ENSINO DE HISTÓRIA


COORDENADORES DA SALA:
Prof. Jean Carlos Moreno.
Prof. Marisa Noda
Ricardo Jeferson da Silva Francisco

A APROPRIAÇÃO DOS REFERENCIAIS E DIRETRIZES CUR-


RICULARES PELOS PROFESSORES DE HISTÓRIA

Jaqueline Terezinha OLIVEIRA.


jaque_oliveirasiq@hotmail.com
Jean Carlos MORENO.(orientador)

A presente comunicação tem por objetivo apresentar pesquisa em anda-


mento sobre como ocorre a apropriação dos referenciais e diretrizes cur-
riculares pelos professores de História. Partindo das prescrições curricu-
lares recentes - Parâmetros Curriculares Nacionais e Diretrizes Curricu-
lares do Estado do Paraná - o foco do trabalho é entender como esses
documentos são apropriados pelos professores no cotidiano escolar. Para
atingirmos este objetivo utilizamos de entrevistas com professores e ob-
servações em escolas públicas na cidade de Siqueira Campos-PR. Como
56 XXI Semana de História da UENP
principal instrumentos de interpretação destacamos os conceitos de apro-
priação de R. Chartier e de Cultura Escolar (Chervel).

DOS ESTUDOS SOCIAIS AOS PARÂMETROS CURRICU-


LARES NACIONAIS. ENSINO DE HISTÓRIA NAS SÉRIES
INICIAIS

Jaqueline Pereira SOUTO


jaque_souto@yahoo.com.br
Jean MORENO (Orientador)

Esta pesquisa, em desenvolvimento, tem por objetivo analisar e construir


uma proposta sobre a viabilidade do uso da literatura infantil na aprendi-
zagem de conceitos históricos nas séries iniciais. Escolhemos como fonte
algumas obras indicadas e distribuídas gratuitamente pelo MEC para as
bibliotecas da escola pública, onde pretendemos estuda-las no sentido de
elaborar e trabalhar os conceitos em algumas obras. O trabalho está
sendo organizado a partir de uma leitura das mudanças contemporâneas
pelas quais o ensino de história vem atravessando, basicamente dos Estu-
dos Sociais a chegada dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Previa-
mente estamos trabalhando com os conceitos elaborados por Circe Bit-
tencourt, de que forma ele podem ser aplicados nas séries iniciais, apon-
tando as principais dificuldades e algumas formas de solução.

A APROPRIAÇÃO DA NOÇÃO DE CULTURA POR CRIANÇAS


DA PRIMEIRA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL.

Gerusa Baião. SANTOS


g.b_ge@hotmail.com
Jean Carlos MORENO - Orientador

Esta pesquisa, em desenvolvimento, busca perceber como se dá a apro-


priação da noção de cultura por alunos da primeira fase do ensino funda-
mental. Como campo de investigação escolhemos a Escola Vilma Longo
no município de Santo Antônio da Platina. O grande desafio nesta pes-

Pesquisa histórica: Fronteiras 57


quisa vai além de entender o ensino fundamental de História nas séries
iniciais, mas sim perceber como o processo de ensino e aprendizagem se
desenvolve e com isso verificar a apropriação da cultura através do
ensino. Ao partir para a sala de aula, é preciso relembrar alguns processos
ocorridos durante a solidificação da disciplina de História e ainda analisar
junto aos PCN‘s possibilidades e percursos para que nas séries iniciais do
ensino fundamental, sejam incorporadas à uma prática diária de possibili-
dades para a História ―ensinada‖ e ―aprendida‖. Assim este trabalho per-
meia a discussão entre o ensino, as práticas realizadas em sala de aula e as
possibilidades de apropriação da noção de cultura.

KU KLUX KLAN: REPRESENTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS

Nayara Alves LÙCIO


(G-UENP/CCHE)
na_tata10@hotmail.com
Ms. Jean Carlo Moreno
(UENP-CCHE)
morenojean@bol.com.br

Pretende-se, neste trabalho, analisar as representações da Ku Klux Klan,


movimento social norte americano de base racista, através de obras cine-
matográficas. Nelas, identificaremos as apropriações de cada diretor e de
que forma estas e o contexto os influenciaram na construção de suas
obras, partindo da premissa de que, independentemente do grau de fideli-
dade aos eventos passados, o filme histórico é sempre uma representação,
carregada não apenas de motivações ideológicas de seus idealizadores,
mas também de outras representações e imaginários que vão além das
intenções da autoria, traduzindo valores e problemas coerentes á sua pro-
dução. Adjunto a isso, o presente trabalho pretende pontuar as relações
existentes entre o cinema e a História, salientando o uso de obras fílmicas
como documento histórico e a relação da Historia com novos objetos
bem como a utilização do cinema pelos historiadores como objeto de
pesquisa. Em anexo, pretendemos analisar a possibilidade do uso das
obras cinematográficas pré-selecionadas em sala de aula.

ÁFRICA EM SALA DE AULA

58 XXI Semana de História da UENP


Maryelli Scalada PANHAN
maryscalada@gmail.com
Jean Carlos MORENO - Orientador

Pretende-se nesta pesquisa, em desenvolvimento, investigar, através de


análise de entrevistas, como os professores do ensino fundamental e
médio da rede pública de ensino se apropriam e entendem a importância
e a magnitude da Lei 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática ―História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena‖. As entrevistas são realizadas na cidade de Bandeirantes – PR.
Incluímos neste trabalho discussões atuais sobre a questão racial e o
racismo no Brasil, bem como a respeito das políticas de ―ações afirmati-
vas‖. Assim, procuraremos questionar a relação existente entre a supera-
ção das desigualdades raciais e as desigualdades sociais.

HISTÓRIA E FAMÍLIA: ESTRATÉGIAS DE ENSINO NA


EDUCAÇÃO BÁSICA

Mariane de Melo Bueno


marianebueno@hotmail.com
Orientador: Professor Me. Jean Carlos Moreno
morenojean@bol.com.br

Essa pesquisa, em fase inicial, tem o intuito de elaborar uma proposta de


intervenção metodológica para as séries iniciais do Ensino Fundamental,
desenvolvendo noções que, paulatinamente, se convertam em conceitos
importantes para o desenvolvimento do pensamento histórico com crian-
ças nesta fase de aprendizagem. Para tanto, foi escolhido o tema da
família, em suas dimensões sociais, culturais e históricas, conteúdo tradi-
cionalmente abordado nas aulas de História das séries iniciais. Estabele-
ceu-se como foco de análise a Escola Municipal José Gonçalves Dias –
EIEF na cidade de Ibaiti/PR que será estudada com objetivo de auxiliar
o entendimento de como as bases fundamentais que organizam o conhe-
cimento histórico do professor, sobre as quais ele constrói sua prática
pedagógica e, também, o desenvolvimento cognitivo e as condições de
Pesquisa histórica: Fronteiras 59
apreensão dos conteúdos históricos dos alunos interferem na aprendi-
zagem histórica. Estas constatações irão municiar um trabalho
pedagógico com intenção de propiciar um aprendizado conceitual efetivo
e o desenvolvimento de habilidades que levem à construção gradativa de
noções essenciais não só ao raciocínio histórico, mas também à formação
do indivíduo.

A DIDÁTICA DO ESTADO NOVO

Alexandre Mazetto VIEIRA


alexandremazetto@yahoo.com.br
Jean Carlos MORENO - Orientador

Esta comunicação tem por objetivo apresentar os resultados parciais da


pesquisa, ainda em desenvolvimento, que trata da produção didática do
período do Estado Novo. Em busca dos ideais sociais construídos em
torno de um Estado autoritário e na direção de uma sociedade organica-
mente pensada sob as demandas do nacionalismo, da aceitação das
desigualdades e das hierarquias sociais, analisamos a produção didática e a
legislação educacional do período. Torna-se necessário também contextu-
alizar os processos que precederam este regime, passando pelo afã cul-
tural vivido na época e a utilização de estratégias político-sociais para a
manutenção da ordem e a construção do sentimento nacional. Já no âm-
bito educacional, procurar-se-á confrontar as diversas opiniões que cir-
cundam este tema, demonstrando como se instituiram as idéias de patri-
otismo, moralidade e civismo. Veja que esta construção discursiva não se
dará de modo homogêneo e pacífico, a própria nação contrasta con-
stantemente com o aparelho ideológico do Estado, muitas vezes partindo
dela mesma esta idéia de cultura. Sendo assim, ao analisar as bases educa-
tivas deste governo e seu desenrolar, busca-se uma melhor compreensão
deste período e os interesses que o permeiam, mesmo que tais estejam
camuflados sob a forte expressão do sentimento nacionalista.

O TEMPO HISTÓRICO NA SALA DE AULA: TEMPOS SOCIAIS

Viviane Patrícia Valenga


vivianevalenga1@hotmail.com
Orientador – Profa. Me. Marisa Noda

60 XXI Semana de História da UENP


marisanoda@uol.com.br

Segundo Circe Bittencourt, dentre as noções e conceitos históricos fun-


damentais para o ensino da disciplina de História destaca-se a noção de
tempo histórico e a de espaço. Diante disto, o cerne deste trabalho de
conclusão curso é averiguar como os alunos da 5ª série do ensino funda-
mental da rede pública estadual, concebem tempo histórico. Para tanto,
no primeiro capítulo abordarei de que forma as sociedades passadas
vivenciaram o tempo, afinal o tempo depende da sociedade onde está
inserida e como é a sua visão ou modelo explicativo do mundo. Os gre-
gos antigos, por exemplo, entendiam o tempo como um circulo que sem-
pre se repete, tendo como base a observação daquilo que chamavam de
natureza, percebiam um processo de nascer, desenvolver-se e morrer que
se repetia continuamente: na primavera, as arvores florescem, no verão
dão os frutos, no outono caem as folhas, no inverno parecem mortas,
quando chega novamente a primavera elas renascem, eterno retorno. En-
fim, tempo deriva do modo de vida de uma dada sociedade, da forma
como elas constroem sua realidade, por isso o conceito de tempo é rela-
tivo e muda conforme o lugar e a época, dessa forma é histórico e social.

O QUE ESTÃO FALANDO E ENSINANDO À NOSSAS CRIAN-


ÇAS: MÍDIA E EDUCAÇÃO

Ricardo Jeferson da Silva FRANCISCO (Mdo. - UEL)


shisuii@limao.com.br
Regina Célia ALEGRO (Dra. - UEL)

Vivemos sobre uma inflação de informações, nas palavras de Pierrre


Nora. Quais as conseqüências disso, nos limites da atividade de ensinar?
Quais as reflexões que a mídia de massa faz sobre a educação e seus
problemas atuais? Como a mídia pode auxiliar num processo de ensino
mais crítico, e não apenas um ensino tópico? A partir de artigos de revis-
tas semanais brasileiras, e mais especificamente uma reportagem que dá
nome a essa comunicação, esse artigo traz algumas considerações acerca
dessas questões, e também acerca das críticas realizadas pela referida re-
portagem ao livro didático.

Pesquisa histórica: Fronteiras 61


SALA 5 – POLITICA
COORDENADORES DA SALA:
Prof. Pedro Luis Bonoto.
Leonardo Borghi Possetti

OS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS NO MUNDO ANTIGO

Luis Fernando MARTINS


(G – UENP/ FAFIJA)
luis_galileu@hotmail.com
Marcus José Takahashi SELONK
(Orientador )
selonk@uol.com.br

Este trabalho tem como objetivo mostrar que os gregos não foram a
primeira civilização a adotar a Democracia como forma de governo, ao
contrário, este tipo de política já existia em alguns estados da Meso-
potâmia. Nesse sentido, pretende-se mostrar como esse tipo de governo
foi implantado na antiguidade, sua organização política em se com-
parando com a democracia grega, principalmente na cidade-estado de
Atenas, onde, na visão comum do ocidente e segundo muitos livros
didáticos, teria sido criada e implantada pela primeira vez. Além disso,
pretende-se comparar o funcionamento do processo democrático grego
com os das civilizações mesopotâmicas. De acordo com o pensamento
defendido por diversos estudiosos da atualidade, a exemplo de Jack
Goody, esse modo de governo não teria sido criado no Ocidente, tendo
sua origem no Antigo Oriente Próximo, sendo daí copiada e utilizada
pelo mundo ocidental sem os devidos créditos aos ―inventores‖ desta
prática.

NAS PÁGINAS DA REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZA-


ÇÃO: A QUESTÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Camila Belarmino/PPGHI-UNIRIO

Com o objetivo de povoar diversas áreas do território brasileiro, o Estado


Novo, instaurado em 1937, planejou projetos de colonização agrícola sob a
orientação do Conselho de Imigração e Colonização. Tais projetos, realizados

62 XXI Semana de História da UENP


em meio às diversidades sócio-culturais das regiões do Brasil, buscavam aten-
der as demandas de uma política nacionalista, ou seja, da construção de uma
identidade e território nacionais. Através da introdução de imigrantes objeti-
vava-se o equilíbrio demográfico e maior aproveitamento das riquezas do
Brasil. Desta maneira podemos observar que povoamento e territorialidade
constituíram aspectos fundamentais para a conformação da nação brasileira.
Através da análise dos artigos da Revista de Imigração e Colonização é
possível compreender onde e como se estabeleceram os projetos coloni-
zadores e quais eram seus principais objetivos.

O CONTEXTO HISTÓRICO E A FORMAÇÃO DO ROCK


INGLÊS: ANÁLISE SOBRE A BANDA DEEP PURPLE.

Leonardo Borghi Possetti


leonardoborghi@bol.com.br
Orientador: Mestre Jean Moreno

A problemática central deste trabalho, ainda em fase inicial, é a busca pela


compreensão de como o contexto histórico e social vivido pela Inglaterra
no final da década de 60 e início da década de 70 influenciou na produção
musical própria deste período. Qual a influencia de elementos como a
―contracultura‖ na composição das músicas das bandas do chamado rock
inglês. Para realização deste estudo pretende-se fazer uso do material pro-
duzido pela banda inglesa Deep Purple em sua fase áurea (69-73), que
embora tenha sido um dos grupos musicais de maior sucesso na época,
ainda não foi devidamente utilizado como fonte para um estudo histórico
sobre o período.

OS INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO


CULTURAL NO BRASIL.

, Fabiana D. SIQUEIRA
(Graduanda – Uenp – Jacarezinho).
, Rodrigo M. NASCIMENTO
(Orientador – Uenp – Jacarezinho).

O patrimônio cultural brasileiro está sendo destruído. Com isso, esse Tra-
balho de Conclusão de Curso tem por finalidade analisar os principais

Pesquisa histórica: Fronteiras 63


instrumentos de preservação do nosso patrimônio, a saber: o Inventário,
o Registro e o Tombamento.

O PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO.

Fabíola S. CASTRO
(Graduanda - Uenp – Jacarezinho)
Fabi-castro@hotmail.com
Rodrigo M. NASCIMENTO
(Orientador – Uenp – Jacarezinho).

Essa comunicação do Trabalho de Conclusão de Curso objetiva-se apre-


sentar a abordagem sobre a História da preservação do patrimônio bra-
sileiro e a importância de se estudar a cultura popular brasileira e as prin-
cipais contribuições para a construção de uma identidade genuinamente
brasileira. Também objetivasse criar um sentimento de valorização da cul-
tura popular brasileira, em especial da religiosidade cultural. Neste tra-
balho teremos como base a autora Cecília Londres que discute a questão
da preservação do patrimônio material e afirma que deixa muito a desejar
no fato que ao preservar os bens materiais relevamos apenas a parte da
História que ele representa, como é o caso das Igrejas, que tornam
possível saber da imposição religiosa e o poder da mesma sobre a so-
ciedade da época, a que se apresentava em detrimento da História da so-
ciedade em si, que junto a Igreja, se processava, devemos então na con-
cepção de patrimônio cultural, ir além do ‗‘pedra e cal‘.

O TROPEIRISMO.

Romerson MILITÃO.
(Graduando – Uenp – Jacarezinho).
Rodrigo M. NASCIMENTO
(Orientador – Uenp – Jacarezinho).

O Trabalho de Conclusão de Curso irá discorrer sobre o conceito


histórico de Tropeirismo e suas características principais, focando no
Estado do Paraná.

O MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS.


64 XXI Semana de História da UENP
Joice Frazão OLIVEIRA
(Graduanda – Uenp – Jacarezinho).
joice-frazao@hotmail.com
Rodrigo M. NASCIMENTO
(Orientador – Uenp – Jacarezinho).

Em primeiro lugar, nesse Trabalho de Conclusão de Curso, iremos apre-


sentar e analisar a partir dos seus pontos positivos e negativos, o Massa-
cre de Eldorado dos Carajás, evento que ocorreu em 1996, e posterior-
mente, coletar as fontes sobre esse tema na Revista Veja. No ano de 1996
foram mortos dezenove trabalhadores rurais na tarde de 17 de abril de
1996, no trecho da rodovia PA-150, a principal do sudeste do Pará que
liga a capital do estado Belém ao sul do estado, a poucos quilômetros de
Eldorado dos Carajás.

CONTEXTO HISTÓRICO DA POLICIA MILITAR NO


PARANÁ.

Valdir Medeiros ROSA


(Graduando – Uenp – Jacarezinho)
v-medeiros@hotmail.com
Rodrigo Modesto NASCIMENTO
(Orientador – Uenp – Jacarezinho)
rodrigo.modesto@hotmail.com

O presente Trabalho de Conclusão de Curso, objetiva-se a analisar, a par-


tir de uma perspectiva temporal, a função da Polícia Militar no Paraná,
buscando demonstrar seu papel e sua importância dentro da sociedade.

HISTÓRIA E LINGUAGEM, PARCEIRAS NA REPRESENTA-


ÇÃO DO MUNDO

Antonielli RIBEIRO
(G- UENP- FAFIJA)
lellii@hotmail.com
Dra. Marilu Martens OLIVEIRA
(Orientadora- UTFPR)
Pesquisa histórica: Fronteiras 65
marilu@utfpr.edu.br

A representação do momento social histórico se dá através da linguagem


utilizada em determinada época. Por meio dela, podemos observar as
diferenças culturais e sociais. Portanto, a linguagem, falada e escrita, mais
que registrar um fato da história, demonstra o grau de engajamento de
um povo. A reforma ortográfica que visa à unificação linguística dos
países de língua portuguesa, sob a ótica política, promove a globalização,
porém não podem passar despercebidas as conseqüências que tais mu-
danças e supressões acarretarão ao contexto histórico. Assim, a linguagem
pode ser sinônimo de prestígio sócio-cultural ─ quando utilizada a
chamada norma culta ─ e, por outro lado, pelo seu dinamismo, também
possibilita a manifestação de distintas variantes da língua padrão, além de
ser um excelente material para a recuperação de aspectos sócio-históricos.

JOGOS ROMANOS – OS GLADIADORES E A SO-


CIEDADE NA REPÚBLICA ROMANA

MIURA, Germano
germanomiura@hotmail.com
NODA, Marisa
marisanoda@uol.com.br
A localização privilegiada do que viria a ser Roma permitiu que a sua
população tivesse autonomia para produzir o seu próprio alimento, as
margens do rio Tibre pôde desfrutar de terras férteis, o rio também pro-
tegia a cidade como uma fronteira natural, assim como as colinas serviam
estrategicamente para defesa militar. Sob o domínio etrusco, os romanos
puderam a adotar técnicas artesanais, assim como também focalizar sua
economia para a agricultura, sendo influenciada culturalmente na ar-
quitetura e até primitivamente na religião, ao sul os gregos colonizadores
contribuíram para a organização política e religiosa dos romanos.Após a
independência romana, Roma passaria por uma forma de governo
monárquico encerrando com o inicio da Republica, época pela qual o
Estado Romano viria a expandir as suas fronteiras e dominar o comércio
do mar mediterrâneo, após as guerras púnicas, adotando assim uma
política militar governada e organizada pelo Senado.As conquistas roma-
nas acarretariam em um amplo Estado para ser administrado, logo
66 XXI Semana de História da UENP
surgindo a necessidade de uma legislação mais complexa e manutenção
desse Estado, o que abrangia conquistas na do resto da península itálica, a
magna Grécia e algumas regiões que tinham domínio da Gália.Os jogos
romanos teriam o seu auge durante a República e logo serviria como uma
ferramenta de administração pública devido ao auto índice de revoltosos
plebeus e da população dominada pelo Estado Romano. O primeiro
capítulo desta pesquisa se aterá a contextualizar os jogos romanos com
gladiadores, e o segundo analisará as origens dos jogos, a identidade dos
lutadores, a vida cotidiana, a influencia política dos jogos e o reflexo sócio
-cultural dos jogos na vida dos romanos.

UMA VISÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA F.E.B. NA SE-


GUNDA GUERRA MUNDIAL.

Villen Richard de OLIVEIRA


villenrichard@yahoo.com.br
Dulce MORENO ( Orientadora )
dulcermoreno@hotmail.com

Fazer uma análise do governo Vargas antes do país declarar guerra ao


Eixo, visar à situação do Brasil perante a guerra até, a sua entrada no
conflito. O trabalho em questão tenta trazer à tona a participação dos
nossos compatriotas na Segunda Grande Guerra Mundial, não só os
motivos pelo qual o país ingressou no conflito, mas uma visão mais
complexa da batalha chegando até o ―front‖. Chegar ao lado mais
crítico da F.E.B (Força Expedicionária Brasileira), buscando desmistifi-
car os mitos, retratar as verdades em meio à tensão política e as batalhas
travadas nos campos de guerra na Itália, assim como nos ―front‖ e tam-
bém nos acampamentos dos soldados, trazendo uma nova visão sobre
os feitos militares dos pracinhas, que muitas vezes nos são relatados de
forma incorreta sobre alguns acontecimentos, assim também tentando
salvar a memória dos brasileiros sendo que muitos nem se lembram de
tal feito.

Quinta- Feira, 25 de Junho

SALA 1 – RELIGIÕES

Pesquisa histórica: Fronteiras 67


COORDENADORES DA SALA:
Prof. Alfredo Moreira da Silva Jr.
Prof. Luís de Castro Campos Jr.
Prof. Maurício de Aquino
Esdras Cordeiro Chavante
Rosinei Toniette

CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS AFRESCOS DA CATEDRAL


DIOCESANA DE JACAREZINHO

Jeferson da Luz BONIFÁCIO


(G – UENP/CCHE)
Prof. Ms. Marcus José Takahashi SELONK
(Orientador)
selonk@uol.com.br

Em 1947, foi construída em Jacarezinho sua nova Catedral, com ar-


quitetura em estilo basilical, românico e com Características Medievais.
Porém, o que se sobressai são os afrescos de Eugenio Proença Sigaud, de
grande valor para o patrimônio histórico regional e nacional. Com a saída
de D. Ernesto de Paula, após dois anos de bispado, assume, em 4 de maio
de 1947, o novo biso, D. Geraldo de Proença Sigaud, que impôs grandes
alterações no estilo da Igreja episcopal, confiando o acabamento ao ar-
quiteto pintor Eugênio de Proença Sigaud, seu irmão. Entre os acervos
que possuem obras do artista destacam-se o museu nacional de Belas
Arte, no Rio de Janeiro, o museu de Moçambique, em Maputo e Univer-
sidade Obrera, no México. Em Jacarezinho, Sigaud Promoveu modifica-
ções na arquitetura da Catedral, com pinturas do velho testamento repre-
sentadas pelo povo da Cidade: comerciantes, fazendeiros, coroinhas, pre-
feito, pessoas humildes tipos bizarros da Cidade. As obras são resumidas
em 34 painéis e estão tombadas pelo patrimônio histórico do Paraná.

COLONIZAÇÃO E OS PRIMEIROS CICLOS DA ECONOMIA


PARANAENSE

Marcelo RIBEIRO
ribeirosap@hotmail.com
Prof. Dr. Luís de Castro CAMPOS JÚNIOR - Orientador
68 XXI Semana de História da UENP
Nesta parte da pesquisa será feito uma leitura geral sobre as diversas fases
da economia paranaense a partir do Período Colonial, através de imi-
grantes europeus que vieram para região em busca de grandes riquezas
como o ouro e outras pedras preciosas e atividades como a criação de
gado e de animais usados para o transporte de carga que acabou estimu-
lando o fortalecimento do tropeirismo entre as regiões sul do Paraná. O
presente trabalho retrata também as causas que o rei de Portugal D. João
III levou para dividir a Colônia em Capitanias e quais Capitanias se en-
contravam onde hoje é o Estado do Paraná. Finalizarei falando um
pouco sobre a importância que teve a Erva-mate para o crescimento e
desenvolvimento industrial do Paraná que é a idéia principal do referente
trabalho.

TOMÁS DE TORQUEMADA E A INQUISIÇÃO ESPANHOLA:


REFLEXÕES SOBRE HISTÓRIA E BIOGRAFIA.

Leandro Paulino MARTIN


leandropaulino06@hotmail.com
Mauricio AQUINO – Orientador

Pretende-se analisar algumas biografias escritas a respeito de Tomás de


Torquemada visando discutir esquematicamente as complexas relações
entre esse gênero e a história. Visa-se analisar também os mitos sobre
Torquemada e o andamento da Inquisição Espanhola que ficou conhe-
cida na historiografia como a mais intolerável entre as Inquisições insti-
tuídas na Europa.

O CONTESTADO: RELIGIÃO E CRÍTICA SOCIAL.

Leandro Aparecido SCARABEL.


leandro_scarabel@hotmail.com
Maurício de AQUINO - Orientador.

Pretende-se discutir brevemente a potencialidade crítica do discurso re-


ligioso identificado generalisticamente com os "monges" João Maria e
José Maria no movimento social que ficou conhecido como CON-
TESTADO. Procura-se reconstruir panoramicamente o processo que
Pesquisa histórica: Fronteiras 69
resultou na Guerra do Contestado, atentando, sobretudo, para as relações
entre religião e crítica social.

―O CAÇADOR DE PIPAS‖ NO CRIVO DE CLIO: UMA


ANÁLISE HISTÓRICA DO ISLAMISMO NA OBRA DE
HOSSEINI KHALED.

Luciano LourençoCUNHA
lucianolcunha@hotmail.com
Mauricio de AQUINO- Orientador
mauriaquino@bol.com.br

Esta pesquisa se justifica no sentido de discorrer acerca das características


inerentes ao islamismo em suas duas faces, como religião e como instru-
mento político, em que o ortodoxismo se faz presente com ações radicais
de grupos fundamentalistas, utilizando a obra ―O Caçador de Pipas‖ de
Khaled Housseini, como referência para esta abordagem. Também se jus-
tifica no sentido de desmitificá-lo do contexto que é apresentado ao
mundo como um grupo alienado de loucos, uma vez que esta circunstân-
cia é comum a uma pequena minoria que delineia toda uma nação re-
ligiosa. Mencionar também que o rótulo negativo também cabe à vontade
política do ―Ocidente‖, principalmente, americanos e europeus, que con-
sideram os fundamentalistas um risco para a integridade de suas so-
ciedades, porém é fundamental compreender que o islamismo é religião e
cultura e, em sua essência, parte da história mundial. O objetivo principal
desta comunicação é o de discutir as características do islamismo pré e
pós Talibã no mundo árabe no Best-seller ―O caçador de pipas‖.

A PROPAGANDA POLÍTICA NO ESTADO NOVO

Thiago Mantoan de GODOI


godoi.thiago@yahoo.com.br
Luiz de Castro Campos JUNIOR (Orientador)

Esta pesquisa surgiu a partir da observação crescente da importân-


cia que a comunicação política vem ganhando dentre as esferas do poder,
principalmente, a partir dos anos 90. Com efeito, ao pensar o papel que a

70 XXI Semana de História da UENP


propaganda e os meios comunicação exercem na construção de um proc-
esso político e social, vários temas e assuntos podem ser analisados.
Porém, nossa proposta se limita a estudar e refletir sobre o papel da
propaganda política utilizada como um meio e um modo de legitimação
do poder, não apenas como instrumento de manipulação, mas também
no modo como ela nos instrumentaliza. Desse modo, o Estado não pode
ser visto ou ouvido, não é um território ou um corpo físico que se pode
tocar. Essa despersonalização do Estado faz com que ele tenha que ter
legitimidade e continuidade. A sua governabilidade passa por um consen-
timento coletivo, onde os dominados incorporam os princípios de sua
própria sujeição, tornando a autoridade natural e funcionando como um
fenômeno de crença, um pacto social. O trabalho, portanto, tem como o
objeto de reflexão a propaganda política no Estado Novo (1937-1945).
Pois é neste contexto que o uso mais massivo e profissional da propa-
ganda, tal qual a conhecemos hoje, será efetuado por Getulio Vargas, que
fará de modo excessivo, uso do rádio e do cinema como principais meios
de comunicação, utilizando o poder da propaganda para a manipulação
da massa. Criando em decorrência disso, relações entre propaganda e po-
der.

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL

Débora Rodrigues PRADO


Luís Castro CAMPOS JÚNIOR

A formação Política do Brasil, apóia-se numa visão derivada tanto da


história como da economia. A singularidade da emancipação brasileira
deu-se a transferência da Corte portuguesa para o Brasil conferiu à nossa
independência política uma característica singular. Enquanto a América
espanhola obteve a independência por meio de lutas mais ou menos san-
grentas, a presença da Corte no Brasil favoreceu a ruptura colonial sem
grandes convulsões sociais e, também, preservando a unidade territorial.
Podemos dizer que nossa independência foi original. Se compararmos
com a América espanhola, praticamente não houve lutas aqui. Regiões
como a Colômbia, o Peru e a Argentina tiveram de enfrentar vários anos
de violentas e sangrentas guerras para se tornar independentes. Nossa
independência resultou mais de um acordo entre as elites dominantes,
que estavam interessadas em manter a mesma estrutura colonial e agrária
Pesquisa histórica: Fronteiras 71
do Brasil. Claro que tivemos algumas lutas, mas a participação popular foi
praticamente nula, pois a maioria esmagadora da população, que vivia no
campo, viu indiferente o poder mudar de mão e sua situação de penúria
continuar exatamente a mesma. Fizemos á independência política, mas
preferiu-se a forma de monarquia, para que a aristocracia rural con-
tinuasse com os velhos privilégios. A independência foi feita, mas tudo
continuou como antes.

PARA ALÉM DO POPULAR E DO ERUDITO: UMA ANÁLISE


DA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DO VAGÃO QUEIMADO
(1954-2004)

Maurício de AQUINO
Mestre em História (UNESP)
Docente - UENP/Jacarezinho
mauriaquino12@bol.com.br

Pretende-se apresentar a análise realizada sobre o processo de construção


da devoção a Nossa Senhora Aparecida do Vagão Queimado de Ourin-
hos-SP. O início do culto data de 1954 quando foi encontrada intacta
uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em um vagão queimado decor-
rente de um acidente entre um caminhão tanque e um trem de pas-
sageiros e de combustível. Três pessoas morreram. Muitas se feriram. As
chamas ocasionadas pelo acidente estavam próximas a um grande
depósito de combustível, mas um vento incomum deslocou-as para a di-
reção contrária. Os presentes interpretaram o fenômeno do vento e o
encontro da imagem intacta como uma mariofania, isto é, como a mani-
festação da divindade de Maria, a mãe de Jesus Cristo. Contudo, a história
da devoção não é linear, mas descontínua e intrigante. A Igreja não acol-
heu naquele momento o evento como um milagre e a própria população
arrefeceu o seu culto. Vinte anos depois do encontro é que a devoção
ganhou novo fôlego, agora com a promoção dos padres locais. E, só com
a criação da diocese de Ourinhos, em 1999, é que ela, de fato, se estabele-
ceu respondendo aos novos projetos eclesiais e aos anseios dos fiéis. Visa
-se também problematizar e indicar possibilidades de superação de inter-
pretações calcadas em rígidas dicotomias entre o popular e o erudito, tão
comuns na historiografia, a partir das reflexões de Michel de Certeau e
Roger Chartier.
72 XXI Semana de História da UENP
SALA 2 – LINHA DE PESQUISA: DISCURSO LITERÁRIO: CIÊN-
CIA, PODER E SUBJETIVIDADE
COORDENADORES DA SALA:
Prof. M‘arcio Luiz Carreri
Prof. Luciana Brito

OSWALD DE ANDRADE E A REPRESENTAÇÃO DA


HISTÓRIA: POSSÍVEIS LEITURAS

Rafaela Sales GOULART


(G – UENP – CCHE)
ra_goulart@yahoo.com.br
Marcio Luiz CARRERI
(Orientador – UENP – CCHE)

A presente comunicação tem como objetivo buscar a concepção de Brasil


construída pelas necessidades possíveis do engajado movimento moderni-
sta que efetivou a reflexão sobre a cultura e o panorama político-
econômico brasileiros que não cessava de transformações. A análise será
construída por meio de algumas leituras de Oswald de Andrade, bem
como a utilização de conversas articuladas na linha de pesquisa ―Discurso
literário: ciência, poder e subjetividade‖. Autor de grande expressão no
que tange o discurso literário imbuído de características humorísticas,
críticas e com traços relevantes revolucionários e utópicos, salienta a
movimentação de suas próprias posições de vida perante a sociedade.
Oswald de Andrade demonstra-se como objeto efetivo de análise a estu-
dos de historiadores que se apropriam de literatos, o que comprova a pro-
dução dos homens ligada às necessidades de seu tempo e espaço, dignos
de representações e subjetividades que mesclam, portanto, o estudo da
História e da Literatura.

BORGES E FOUCAULT: O PENSAR DO DIFERENTE

Viviane Bodnarczuk TROINA


G-UENP/FAFIJA)
vivit_88@hotmail.com
Pesquisa histórica: Fronteiras 73
Anderson Francisco RIBEIRO
(Orientador UENP/MDO. UEL)
andersonkingao@gmail.com

Jorge Luís Borges, escritor argentino, mestre na difícil arte de expressar


idéias extremamente complexas mediante paradoxos brilhantes e Michel
Foucault, filósofo francês, que considerava que as formas de pensamento
são também relações de poder, que implicam através da coerção e da im-
posição. Mediante a estes dois grandes pensadores e através das leituras e
discussões tecidas no grupo de pesquisa podemos perceber a importância
da linguagem de Borges para Foucault na relação História e Literatura.
Como exemplo, temos a obra As Palavras e As Coisas na qual Foucault
na introdução do livro utiliza a essência, a linguagem de Borges, rela-
cionando a maneira diferente do pensar.Tal essência de Borges constituí
de uma linguagem que possibilita o pensar do espaço do impensável, pen-
sar o diferente, pensar aquilo que aparentemente estaria escondido aos
nossos olhos.Foucault utiliza neste livro um conto de Borges, no qual cita
uma enciclopédia chinesa que classifica os animais de uma maneira total-
mente diferente da qual conhecemos. Analisaremos também nesta comu-
nicação, um conto de Borges – A Biblioteca de Babel – onde o autor, em
suma, mistura a realidade com a literatura. Assim, estudaremos sobre es-
tes dois autores e as caracte

MODERNIDADE: ENTRE A VIDA E A MORTE DO SUJEITO

Mônica Augusta IsaiasANTUNES


cmmonica@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI(orientador)
carreri@uol.com.br

A presente comunicação tem por intuito explanar, de modo breve e


panorâmico, parte do debate que venho construindo, a partir do Grupo
de Pesquisa, sobre a idéia de sujeito na modernidade. Esta noção, pode
referir-se também à industrialização, a tecnologia, padrões culturais, ur-
banização e movimentos sociais. Entretanto, pretende-se abordar nesta
pesquisa, as mudanças provocadas no imaginário ocidental, principal-
mente no que se refere à concepção de sujeito. Já a partir do século

74 XXI Semana de História da UENP


XIII, percebe-se que concepções mágico-religiosas não mais respondem
as questões da nova constituição emergente da sociedade (REIS). Em-
bora tais concepções continuassem a fazer parte da sociedade, cabe agora
ao homem não só indagar, mas também responder sobre suas necessi-
dades, ou seja, sagrado e profano tiveram de se "harmonizar" segundo as
novas condições sociais emergentes. O advento do homem
(FOULCAULT), secularizado, individualizado, sujeito de si, teria s ido o
espírito da modernidade. Todavia, deve-se considerar que a mesma mod-
ernidade que dá a "luz" ao homem, o "mata" e o ressuscita, quando não o
mesmo autor se encarrega de fazer tal manobra.

A LOUCURA DE MACHADO: O ALIENISTA A PARTIR DE


MICHEL FOUCAULT

Bruna de Souza Lemos CAMARGO


brusoleca@hotmail.com
Ms. Marcio Luiz CARRERI - Orientador

Em seu livro História da Loucura (1965), o historiador Michel Foucault


analisa a mudança de significado que o termo loucura sofre ao longo dos
tempos e, especialmente, o impacto que o surgimento da psiquiatria
como disciplina científica causa no tratamento do louco na chamada
Modernidade. O conto O Alienista (1882), de Machado de Assis, revela a
literatura como expressão de problemas psicossociais – crítica ao cientifi-
cismo que marca os séculos XVIII e XIX (principalmente), revelado no
personagem do ―cientista‖ Simão Bacamarte preocupado em analisar o
comportamento dos habitantes da cidade de Itaguaí e a influência da con-
duta destes cidadãos nas relações sociais. Este trabalho procura estabele-
cer uma conexão entre essas duas obras, analisando a prática social de
internação dos loucos; o tratamento que é dado a estes; a criação de uma
instituição para tal fim; a autenticidade do discurso médico e científico e o
papel do Estado enquanto apoiador da criação de instituições para confi-
namento de ―pessoas loucas‖.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE: LITERATURA COMO FORMA


DE COMPREENSÃO DA HISTÓRIA

Tatiana Ferrari de ABREU


Pesquisa histórica: Fronteiras 75
tatiferrariabreu@hotmail.com
Márcio Luiz CARRERI (Orientador)
carreri@uol.com.br

Esse ensaio busca desenvolver uma análise das relações existentes entre a
História e a Literatura, apresentando um diálogo entre ambos e suas pos-
sibilidades, com o intuito de apontar seus desafios teórico e metodológi-
cos, identificando assim suas convergências, através de um estudo sobre o
romance Memórias do Cárcere do literato brasileiro, Graciliano Ramos.
O principal motivo pelo qual a obra foi escolhida se deve não apenas à
qualidade de sua narração, feita de maneira precisa, mas pelo fato do
autor relatar o período em que esteve preso e seu envolvimento no Par-
tido Comunista Brasileiro em 1945. Nesse sentido, analisar-se-á as idéias,
a política cultural, bem como as ideologias dos intelectuais existentes no
Brasil em tal período. Esse trabalho tem o objetivo de salientar as carac-
terísticas de um dos mais importantes escritores da literatura brasileira,
através de seus escritos, onde identifica-se um forte caráter social, procu-
rando assim, demonstrar as possibilidades de se estabelecer um diálogo
da obra com a sociedade brasileira da época do escritor.

LIMA BARRETO E O IDEAL CIENTIFICISTA DE


―REGENERAÇÃO CARIOCA‖

Tiely Letícia da Silva SALES


(G – UENP – CCHE)
sales_leticia@hotmail.com
Marcio Luiz CARRERI
orientador – UENP – CCHE)

Este trabalho tem por objetivo analisar as reformas realizadas no Rio Ja-
neiro no começo do século XX, em uma perspectiva empreendida a par-
tir das idéias do filósofo/historiador Michel Foucault. Na pretensão de
identificar ações do poder que na maioria das vezes encontra-se camufla-
das à candura da biopolítica e biopoder, apresentada em meio à prática de
falso interesse em controlar a morte, prolongando a vida. Portanto, essa
manifestação de sutileza, emanada pelas mesmas tem por objetivo con-
trolar os corpos, habitações, hábitos culturais da determinada população e
tudo isso seria justificado em nome de uma saúde publica. Essa prática
76 XXI Semana de História da UENP
está conciliada ao jogo do poder que buscam impor um controle no
homem – espécie, a pesquisa tem como fonte o testemunho de um in-
telectual que presenciou toda esta ―regeneração carioca‖, Lima Barreto,
que indubitavelmente procurou dissolver com sua critica social ao cien-
tificismo que se instalou na sua época.

O CINEMA NAS AULAS DE HISTÓRIA DO ENSINO MÉDIO

Angélica Almeida de CARVALHO


(G-UENP-JACAREZINHO)
angel_acarvalho@hotmail.com
Me. Jean Carlos MORENO
(ORIENTADOR )
morenojean@bol.com.br

Nesta comunicação apresentarei a minha pesquisa em desenvolvimento,


cujo tema é ―O cinema nas aulas de História do Ensino Médio‖. Como
os professores de História encaram o trabalho com o cinema em sala de
aula? Ele é apenas mais um recurso didático para substituir as aulas ou é
um objeto de estudo para professores e alunos? Acreditando na poten-
cialidade desta linguagem no desenvolvimento do pensamento histórico,
além de investigar os seus usos em sala de aula, pretendemos propor algu-
mas alternativas metodológicas para o tratamento do filme como fonte
histórica.

SALA 3 – ENSINO DE HIST‘ORIA


COORDENADORES DA SALA:
Prof. Jean Carlos Moreno.
Prof. Marisa Noda
Eric Simon
Vanessa Satie Hamamura

LIVRO DIDÁTICO E NACIONALISMO: APONTAMENTOS


PARA UMA REFLEXÃO DO SÉCULO XIX

Alessandro da SILVA
(UENP- CCHE-JACAREZINHO)
alessandro_uenp@yahoo.com.br

Pesquisa histórica: Fronteiras 77


Me. Jean Carlos MORENO
morenojean@bol.com.br

Esta comunicação tem por objetivo apresentar à comunidade científica de


História meu projeto de pesquisa nesta área, no qual me proponho a re-
pensar a questão do nacionalismo presente nas produções didáticas do
século XIX.Considerado um dos recursos mais utilizados pelo profis-
sional de História, o livro didático traz um projeto de formação, de
acordo com as necessidades e anseios da época. E dentro desse projeto
pedagógico tentarei observar como é trabalhada a construção da nação,
questão tão cara aos românticos e historiadores do século XIX. Que
diálogos estabelece com a produção acadêmica da época?Qual a relação
com os ideais românticos e preconização do Estado brasileiro?.Para en-
tender e refletir sobre esses questionamentos utilizaremos os conceitos
propostos de apropriação e representação, por Roger Chartier, e o de na-
cionalismo analisado por E. Hobsbawn. Este trabalho é importante, na
medida em que a compreensão das produções didáticas do século XIX,
possa colaborar para as pesquisas e críticas que são feitas sobre os livros
didáticos nos dias de hoje, enquanto instrumento de formação de um ci-
dadão crítico e reflexivo de sua própria realidade.

LITERATURA E CONTEXTO HISTÓRICO: SUAS RES-


SONÂNCIAS EM TEXTOS CONTEMPORÂNEOS

Selma Cristina Freitas Pupim


selmapupim@ig.com.br
Marco Antônio Domingues Sant´Anna
(Orientador – UNESP)

A presente comunicação tem como objetivo averiguar a função social de


uma obra literária, contemplando as relações entre literatura e história o
contexto histórico em que a obra foi escrita. A partir de fatos registrados
na história da humanidade, o poema Perguntas de um trabalhador que lê, de
Bertold Brecht, utilizado como corpus nesta análise, insere reflexões, no
sentido de instigar a forma pela qual o poeta poderá contribuir para uma
nova abordagem do ensino de História. Em face à dimensão pedagógica
conferida pelo autor em suas obras, contemplaremos novos segmentos
que possam estimular o pensamento crítico de seu público leitor. Espera-
78 XXI Semana de História da UENP
se, com esta pesquisa ampliar os estudos literários a partir da história, si-
tuá-los na contemporaneidade de forma a afirmar o papel da história para
a formação do leitor, numa perspectiva interdisciplinar em textos
literários. Em suma, apreciar as tendências históricas em textos literários,
a influência da historicidade dos fatos e sua ação na construção histórica
da sociedade, considerando o momento atual em que vivemos.

O USO DO FILME COMO DOCUMENTO HISTÓRICO

Fernando de Oliveira SALADINI


(G- UENP - CLCA)
nandosaladini@yahoo.com.br
Prof. Ms. Marcus José Takahashi Selonk
(Orientador)
selonk@uol.com.br

Para se entender a importância da relação do cinema com a história é im-


portante ressaltar que esta alcançou status de ciência e disciplina
acadêmica no final do século XIX, ao mesmo tempo em que surgiam as
indústrias capitalistas, as inovações técnicas como fotografia, a gravura
impressa, cinema e o disco. O uso do filme como documento histórico e
como recurso didático no ensino de história é de grande importância,
pois não podemos entender a história da sociedade humana a partir do
século XX sem conhecer o cinema por ela produzido. Através do filme
podemos observar nos seus personagens a distribuição de seus papeis
sociais, discutir o desenvolvimento da sociedade em foco, os elementos
técnicos, o numero de seqüências, linguagens, figurino, cenário, trilha
sonora, fotografia, tema central, atores, desafios presentes no enredo e os
diversos grupos envolvidos nessas ações. Nesse sentido, a presente
comunicação tem o intuito de discorrer sobre o uso do filme como docu-
mento histórico e como recurso didático no ensino de história.

OS DESAFIOS DA LEI N° 10639/03 E SUA PRÁTICA


PEDAGÓGICA AOS EDUCADORES DO ENSINO FUNDA-
MENTAL E MÉDIO

Cícero Henrique JuniorBUENO


primo364@hotmail.com
Pesquisa histórica: Fronteiras 79
Jean Carlos MORENO
morenojean@bol.com.br

Compreender a cultura afro-brasileira, conhecendo seus aspectos históri-


cos e influência em nossa sociedade. Valorizar seus costumes e crenças
partindo do pressuposto que fazem parte do cotidiano dos brasileiros, e
da comunidade que se esta inserido, baseando na lei 10.639 de 9 de ja-
neiro de 2003 ―Art.26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e
médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História
e Cultura Afro-Brasileira. Ao observar no contexto educacional, as políti-
cas públicas, voltadas ao ensinoda cultura afro-brasileira ,bem como afri-
cana ,percebe-se a necessidade de se pensar em uma maneira didática
pedagógica que venha contribuir, para o ensino da mesma. Embora sejam
exigidos, muitos educadores enfrentam a dificuldade de uma metodolo-
gia, que venha de encontro aos objetivos desta proposta. Este trabalho
será elaborado com o objetivo de propor uma reflexão aos educadores. A
fim de promover uma prática pedagógica que favoreça momentos de
conscientização à uma educação emancipatória contribuindo a formar
cidadãos agentes transformadores do meio que se está enserido.

OS ANTECEDENTES DO GOLPE MILITAR DE 1964

Paulo Ricardo Nunes FARIA


paulogna@gmail.com
Marisa NODA - ORIENTADORA

Nesse trabalho iremos falar de como trabalhar com a História do Tempo


Presente, que nos fornece uma maneira de analisar acontecimentos
históricos ainda recentes. Com essa abordagem, o pesquisador ao trabal-
har com fatos recentes tem que ter um olhar cuidadoso, pode contar
também com fontes vivas e usá-las como fontes primárias. Ainda nesse
trabalho falaremos quais os motivos que levaram os militares a tomarem
o poder, no Brasil, em 1964. Iremos discutir também, que o golpe não foi
―sem por cento‖ brasileiro, pois contou com a influência dos Estados
Unidos, que apoiou as forças armadas, sabendo do golpe com antecedên-
cia. Em primeiro momento, os Estados Unidos nega ter participado do
golpe, mas depois de algumas provas, ele volta atrás e relata que só forne-
ceu ajuda para os americanos que moravam no país.
80 XXI Semana de História da UENP
OCUPAÇÃO POVOAMENTO E COLONIZAÇÃO: O
CASO DO NORTE PIONEIRO DO PARANÁ

Edson Peres RUFATO


ninorufato@hotmail.com
Marisa NODA

Este trabalho busca maior detalhamento sobre as características do proc-


esso histórico do povoamento e colonização de uma determinada região
do Estado: O Norte Pioneiro do Paraná, com enfoque especial ao
período de 1850 a 1930. Objetiva-se, dessa forma, construir uma reflexão
sobre o processo de ocupação e povoamento dessa região, interligado a
uma evolução econômica diferenciada das outras microregiões do Estado.
Nesse sentido, no primeiro capítulo resgata-se, a princípio, os aspectos
gerais da formação e povoamento do Brasil e do Estado paranaense. A
seguir, com base na regionalização convencionada entre historiadores e
geógrafos, que apresentam uma divisão regional do território paranaense
em três áreas históricoculturais, o enfoque recai especificamente sobre os
aspectos da formação e colonização do norte pioneiro do Paraná.

UM OLHAR SOBRE A MESOPOTÂMIA: DO PASSADO PARA


AS SALAS DE AULA.

Patrícia Cardoso SCHIMIDT


patyssoca@hotmail.com
Pedro - Orientador BONOTO

O primeiro resquício de civilização começou a surgir na Mesopotâmia,


construção de cidades, estruturas sociais, divisão de trabalho, código de
leis entre tantas coisas. È no mínimo emocionante para nós pensar que há
3.000 anos antes de Cristo, essa pequena chama de civilização dominava a
terra, o cultivo de alimentos e domesticação de animais para a subsistên-
cia, o cobre, o ferro, o barro para utensílios e adornos. É fascinante saber
que dessa cultura riquíssima e milenar temos hoje presente em nossas vi-
das muitas de suas leis e suas invenções e mais impressionante que isso, é
saber que toda essa cultura foi meio que desviada de nossos olhares,
chegamos a isso quando percebemos nos Livros Didáticos erros absurdos
Pesquisa histórica: Fronteiras 81
e uma Eurocentralização da história por parte dos profissionais que os
escrevem como se tivesse acontecido um ―roubo na História‖, é a velha
história contada através de um só olhar. Este trabalho de conclusão de
curso quer relatar isto, onde e como é a Mesopotâmia, quais os povos
que habitaram seu espaço geográfico, algumas das heranças deixadas por
eles e, na conclusão, como o livro didático mostra a história desta fasci-
nante civilização.

O PROFESSOR DE HISTÓRIA E O ENSINO RELIGIOSO

Eric SIMON (PG - USF/UENP)


esimonibt@yahoo.com.br
Vanessa Satie HAMAMURA (PG - USF/UENP)
vanehamamura@hotmail.com
Me. Marcio Luiz CARRERI (Coordenador – UENP/CCHE)
carreri@uol.com.br

A presente comunicação parte de uma constatação que deriva de uma


tradição, o Ensino Religioso no Brasil. Mormente, tal ―disciplina‖ tem
sido ministrada e vinculada à tradição brasileira católica. Além de apresen-
tar um histórico acerca dessa prática, abordaremos que a mesma poderia
ser administrada por um profissional das Ciências Humanas, em especial,
da História, pelo fato do mesmo poder dar conta de estabelecer análises
sociais, temporais e toda cultura advinda desse sentimento religioso da
sociedade.

IMAGENS MATERIAIS DIDÁTICOS E ENSINO DE


HISTÓRIA

Juliana Ponqueli CONTÓ


juconto7@hotmail.com
Roberta Cristina Carvalho CHAGAS
robertaaguai@hotmail.com
Jean Carlos MORENO – Orientador
morenojean@bol.com.br

O mundo contemporâneo é permeado por uma variedade de imagens. É


preciso que o professor instigue os alunos e possibilite o desen-
82 XXI Semana de História da UENP
volvimento do raciocínio e do senso crítico. Assim, poder-se-á decodifi-
car imagens e compreender os seus sentidos. É neste caminho que de-
senvolvemos nossa pesquisa com o intuito de compreender se os instru-
mentos iconográficos presentes nos materiais didáticos contemporâneos,
servem para uma leitura específica, para complementar os textos ou são
entendidos apenas como mera ilustração com o objetivo de tornar as
páginas dos livros mais chamativas e convincentes. Na presente comuni-
cação, propomos uma reflexão sobre a metodologia de análise das ima-
gens e dos livros didáticos de história como objeto de estudo.

SALA 4: HISTÓRIA REGIONAL


COORDENADORES DA SALA:
Prof. Marcus josé Takahashi Selonk
Dailton Miyamoto

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHADOR RURAL VOLANTE


NA ECONOMIA DO MUNICÍPIO DE ANDIRÁ (PR.)

Carlos Henrique Claro de CARVALHO


( G-UENP/CCHE)
rickclaro_85@hotmail.com
Ms. Marcus José Takahashi SELONK
(Orientador – UENP/CCHE)
selonk@uol.com.br

Esta pesquisa tem por objetivo demonstrar a importância do trabalhador


rural volante (―bóias-frias‖ e safristas) e suas possíveis contribuições para
o desenvolvimento econômico do município de Andirá (Pr). Aborda as
origens da região norte pioneiro do Paraná, mais especificamente as do
município de Andirá e demonstra de que forma esta economia está ligada
às bases agrícolas. Discorre sobre outros aspectos importantes para o en-
tendimento da dinâmica de uma sociedade, como por exemplo a cultura
gerada desde o início do processo de colonização até aos dias atuais.
Volta-se para uma perspectiva de estudar fatos relevantes sobre a história
do município, com o intuito de facilitar a abordagem para novas pes-
quisas acerca do mesmo tema.

A IMPORTÂNCIA DOS ASPECTOS GEOGRÁFICOS PARA O


Pesquisa histórica: Fronteiras 83
DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DO MUNICÍPIO
DE FARTURA/SP.

Diego Ferreira da SILVA


(G – UENP/CCHE)
dieguinho_fs1@yahoo.com.br
Profº. Me. Rodrigo MODESTO
(Orientador – UENP/CCHE)
rodrigo.modesto@hotmail.com

Trabalho esse, que buscará demonstrar de que forma os aspectos


geográficos da região Sudoeste Paulista influenciaram no desen-
volvimento econômico e social do Município de Fartura, analisando as
vantagens da geografia regional como fator que estimulou a fixação dos
pioneiros na localidade; tentando explicar como os aspectos geográficos
contribuíram para manter o município de Fartura em contato com as
principais economias da época e analisar os aspectos positivos desta rela-
ção.
O estudo dos aspectos geográficos, associado aos condicionantes históri-
cos de uma determinada região, é de fundamental importância quando se
deseja conhecer de que forma se deu o desenvolvimento sócio-
econômico de um município. Em relação ao município de Fartura/SP,
esta preocupação ganha importância ao lembrarmos que sua geografia é
bastante particular e, devido a essa particularidade torna-se um local de
intensa busca pela sua contemplação, fornecendo aos turistas muitas
opções de lazer.

A CONSTRUÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA CANOAS II E


SEU IMPACTO SOCIOAMBIENTAL

Ana Flávia ORSINI


anaf_orsini@hotmail.com
Roberto MASSEI (Orientador)
rmassei@uol.com.br

Pretende-se, nesta comunicação, apresentar alguns resultados parciais de


meu Trabalho de Conclusão Curso, cujo objetivo central é entender o
84 XXI Semana de História da UENP
que foi o impacto sociambiental provocado pela construção da Usina
Hidrelétrica Canoas II. Será feita uma reflexão sobre o inicio do uso da
Eletricidade no Brasil, no século XIX, e o que ela significou, de fato, para
o desenvolvimento econômico e social do país no século seguinte. Final-
mente, por meio de entrevistas com pescadores que tiveram suas terras
desapropriadas vai-se procurar, no trabalho, compreender historicamente
como a usina alterou o ambiente e a vida das pessoas que viviam e ainda
vivem às margens do rio Paranapanema, principalmente no trecho que
será inundado pela represa, no município de Andirá, Paraná.

FOTOGRAFIA COMO EX-VOTO E SUA CONEXÃO COM A


CULTURA MATERIAL

Veridiana Bispo Beserra


(G – UENP)
vdianabb@hotmail.
Dr. Roberto MASSEI
(Orientador – UENP)
rmassei@uol.com.br

O objetivo principal desta comunicação é mostrar a pesquisa que venho


desenvolvendo em torno das práticas dos devotos do Senhor Bom Jesus
da Cana Verde, em Siqueira Campos, manifestam-se na concretude mate-
rial e podem ver-se expressas nos ex-votos depositados nas salas de mila-
gres. Hoje, percebe-se o uso de faixas e, com a popularização das câmeras
fotográficas na última década, de fotografias. A utilização da fotografia
provoca mudanças nas características dos ex-votos. Portanto, é preciso
entender o contexto e as técnicas de sua produção, como elas mudam e
como passam a expressar o sagrado na prática dos devotos. Pretende-se,
assim, desvendar as relações sociais e compreender os modos de fazer de
uma sociedade, através de um estudo sobre o uso da fotografia como ex-
voto e sua conexão com a Cultura Material.

O CORONELISMO NO INTERIOR PAULISTA.

, Célio V. SERRACINE
(Graduação – UENP/CCHE)
serracine@hotmail.com
Pesquisa histórica: Fronteiras 85
Rodrigo M. NASCIMENTO
(Orientador – UENP/CCHE)

Essa comunicação de pesquisa tem por finalidade, apresentar um estudo


sobre o conceito de coronelismo no interior do Estado de São Paulo,
com a finalidade de aprender as suas principais características, focando na
região sudoeste paulista. O coronelismo também teve suas influências
no interior paulista, muitas regiões se desenvolveram devido aos grandes
coronéis que as governavam, pois tinham grandes influências com o gov-
erno, e isso foi importante para o desenvolvimento de algumas cidades
do interior de São Paulo, portanto podiam trazer desenvolvimento para a
cidade, como a linha ferroviária, fazendas do estado, entre outros, mas
também fazer com que uma região ficasse no esquecimento, isso depen-
dia de como a população e os coronéis se relacionavam.

ARQUEOLOGIA E MEMÓRIA: HABITAR NO DISTRITO DE


ESPÍRITO SANTO

Jullie Anne Kuntz Truss


jullie.anne@gmail.com
André Luiz Joanilho (orientador)

Tendo como base a arqueologia urbana, este trabalho consiste na realiza-


ção de uma pesquisa in loco, através da coleta de informações por meio
de documentos, entrevistas com ex-moradores e os ainda moradores, e
fotografias, na tentativa de recuperar as informações de um passado re-
cente da região do Patrimônio Espírito Santo – Distrito de Londrina, que
tem em um curto espaço de tempo, sofrido uma grande mudança em sua
configuração paisagística e funcional. De área rural, sem grande valoriza-
ção e atrativos como investimento econômico e habitacional, a uma
região altamente valorizada e local privilegiado de moradia de elites. Pro-
pondo assim, a abertura de um espaço para pesquisa de um campo de
estudo, que no Brasil, ainda é pouco explorado.

COMFIBRA E O ARTESANATO EM JACAREZINHO

Projeto Somando Conhecimento para Geração de Renda


Luis Alberto de Souza SANTOS. (UENP)

86 XXI Semana de História da UENP


Mário Sérgio SILVA.(UENP).
Lílian Aparecida de SOUZA. (UENP)
Tamires AGOSTINHO. (E.M)
Rafaela Sales GOULART. (UENP)
Jaqueline Vieira OLYMPIO. (E.M).
Maria Rita PENACHINI. (UENP)
Bruno Juliano ROSOLEM. (UENP)
Gislene dos SANTOS. (UENP)
Anderson Araújo de SOUZA. (UENP)

A presente comunicação tem como objetivo demonstrar através de relatos de


experiência a relação entre a USF - Projeto "Somando Conhecimento para
Geração de Renda" e a COMFIBRA - Associação de Artesãos de Jacarez-
inho. Para tanto utilizaremos como forma de análise a História oral por meio
de entrevistas desenvolvidas pelos membros do projeto no intuito de obser-
var o universo de cada artesão dentro da COMFIBRA, desta forma desen-
volver possibilidades de História do artesanato e suas ramificações, a História
dos artesãos da Associação e a História da COMFIBRA.

A PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E SUA


AÇÃO SOCIAL FRENTE AO MUNICÍPIO DE SANTO
ANTÔNIO DA PLATINA

Dulcinéia E. Rodrigues FERREIRA


neiaferreira74sap@hotmail.com
Pedro BONOTTO - Orientador

O presente trabalho tem como objetivo principal destacar a história da


Paróquia de Santo Antônio de Pádua, e quais ações em que ela desem-
penhou, para contribuir para o desenvolvimento social do município.
Para se cumprir esse objetivo, o trabalho está estruturado em três capítu-
los: O primeiro está relacionado à História do Catolicismo no contexto
brasileiro a partir de 1950; o segundo se faz uma abordagem no diz re-
speito à Igreja Progressista Política, esta voltada para uma maior partici-
pação junto a população; o terceiro capítulo faz se uma análise da
História da paróquia de Santo Antônio de Pádua, como esta igreja atual-
mente trabalha com as ações sociais voltada para a população mais car-
ente do município.

Pesquisa histórica: Fronteiras 87


O IMPACTO DA MECANIZAÇÃO DO CORTE DE CANA
PARA OS
EMPRESÁRIOS DO SETOR NA CIDADE DE JACAREZINHO

Gilmar dos Passos FLORENTINO


tzoioverde.sp@hotmail.com
Luis de Castro CAMPOS JR. (Orientador)

Este trabalho consiste em analisar a cultura canavieira na cidade de


Jacarezinho, mostrando por sua vez os avanços ocorridos no setor e en-
fatizando a mecanização do corte de cana, que está em constante cresci-
mento no país e também em nossa região. Primeiramente esta pesquisa
traz a evolução da cultura canavieira no Brasil, e os avanços conseguidos
no decorrer de todos esses anos. Um fator relevante acerca desse as-
sunto é o porquê da mecanização não ter sido implantada antes
em nosso país, e o que leva hoje os empresários investirem neste se-
tor.No entanto não se pode pensar só nos investimentos feitos pelos
empresários e nas vantagens da mecanização, outro fator a ser pen-
sado, não é somente comprar uma máquina e coloca-la em operação. Há
todo um processo de adaptação de solo, mudanças no sistema de plantio,
e também o treinamento de profissionais para trabalhar com este equi-
pamento, ou seja, mudanças que exigem um pouco mais do setor. Por-
tanto, este estudo tem como intuito fazer esta analise sobre a mecaniza-
ção que apesar de ser um avanço, deve ser pensada, pois sua implantação
depende de muitas mudanças, que vão influenciar no setor agrícola,
econômico e social.

POSSIBILIDADES DE CIDADANIA PARA O EX-ESCRAVO?

Luis Alberto de Souza SANTOS. (UENP/CCHE)


lsouzasantos165@gmail.com
Marcio Luiz CARRERI (orientador)
carreri@uol.com.br

Considerando as abordagens sobre a historiografia da escravidão no Bra-


sil, a presente comunicação tem por objetivo apresentar pesquisas desen-
volvidas na Pós-graduação em História, Cultura e Sociedade desta insti-
tuição de ensino sobre o tema. Para tanto utilizaremos como base de
88 XXI Semana de História da UENP
nossa exposição trabalhos desenvolvidos por pesquisadores da histo-
riografia iniciada nos anos 1980, que trazem para o primeiro plano o ne-
gro, abordando-o como sujeito capaz de articulação dentro do sistema
escravista. Pretendemos assim analisar as possibilidades de cidadania para
o ex-escravo.

INDIOS NO PARANÁ

Kely da Cruz Faria.


kelyxena_@hotmail.com
Luis de Castro
(Orientador, UENP)

Numa análise sobre o indígena notaremos que no Paraná indígena é


abordado na maioria dos trabalhos como fonte de Mão de obra, o índio
era utilizado nas mais diferentes tarefas: como canoeiro, abridor de pica-
das na mata, orientadores de caminhos; na lavra de ouro; como cozin-
heiros entre outras. No Paraná foram dividido de modo genérico, em
dois grupos: ―Tupi-guarani e Ge. Na agricultura, não conheciam o
arado, abriam covas com paus pontiagudos. Quanto à alimentação
baseava-se essencialmente, além do que plantavam, por ―frutas, raízes,
larvas, mel, erva-mate, jerivá, caça e pesca. Eles também produziam
cerâmicas, faziam ainda cestas. Também ―utilizavam-se de algodão na-
tivo para fazerem fio. Era a mulher indígena que realizava todo o tra-
balho ―doméstico‖, a homem era responsável, pela caça, pela pesca,
derrubada a mata, eram os guerreiros e construíam suas ocas. Quanto a
sua influência ou o que deixaram como legado, podemos acentuarmos
algumas coisas. A influência que o paranaense recebeu dos indígenas e
diversa, seja em sua atividade diária ou em seus usos e costumes.

ÍNDIOS DO PARANÁ: DA LUTA PELA VIDA AOS CONFRON-


TOS HISTORIOGRÁFICOS

Juliane Cristina GUERGOLET


ju_guergolet@hotmail.com
Márcio Luiz CARRERI (Orientador)

Pesquisa histórica: Fronteiras 89


O objetivo desta pesquisa é processar um debate sobre as populações
indígenas, para que se realize, procedemos a uma investigação que será o
primeiro capítulo de nosso TCC. O mesmo tem o intuito de apresentar
ao leitor comum os primeiros povos indígenas que viveram e vivem no
estado do Paraná, antes da chegada dos europeus e que resistiram a este
encontro, até os dias de hoje. A questão que se apresenta é ―Onde estão
estes índios?‖. A partir dessa indagação, procuramos demonstrar a per-
manência de sua rica cultura, costumes e tradições em contraponto ao
mundo dito civilizado, europeu, ocidental. Num segundo momento, apre-
sentaremos os lugares de confronto de nossa historiografia sobre os
índios, quais as referências, posições e embates, desenvolvidos pela escola
tradicional, marxista e cultural.

SALA 5: HISTÓRIA POLÍTICA


COORDENADORES DA SALA
Prof. Dulce Romano Moreno da Silva
Marcos Dori

O IMPACTO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Kátia Aparecida MEDEIROS


katia_brandi@hotmail.com
Dulce Romano Moreno da SILVA (Orientador)

Neste artigo serão abordados através do tema ―O Impacto da Revolução


Industrial‖ as conseqüências que esta trouxe na vida da sociedade inglesa
no século XVIII e nos demais países Europeus que iniciaram este proc-
esso seguida da pioneira Inglaterra. Tem por objetivo, apontar as causas e
os motivos de todo processo de industrialização , o que colaborou com o
trabalhador , ou seja a classe operária, e os problemas socioeconômicos
que ela trouxe para o homem, gerando conflitos na ―mão de obra‖ op-
erária sem deixar de citar o impacto que causou ao meio ambiente, re-
tratando também a miséria, as doenças e o crescimento demográfico
acelerado em cidades que não comportavam uma população extensa.

A LUTA DO NEGRO PELOS SEUS DIREITOS CIVIS NOS


ESTADOS UNIDOS E O PROGRESSO DO MOVIMENTO NE-
GRO
90 XXI Semana de História da UENP
Wilson Ricardo da CRUZ
(G-UENP)
Wilson_ricardo@terra.com.br
Dulce Romano MORENO
Orientador – UENP

Durante as guerras de libertação e a Segunda Guerra Mundial, na qual os


norte-americanos travaram guerras visando sua libertação, desafiando
inúmeras formas de poder em que estavam submetidos vários americanos
após sofrerem com essas lutas armadas para obter um ideal de vida, pas-
saram a ter uma nova visão perante as pessoas que sofria com a evolução
e desenvolvimento do país, juntamente com a questão racial como princi-
pal foco mobilizando assim toda a nação, pois os negros passaram a lutar
de forma mais efetiva por seus direitos. Nesse período, ganharam im-
pulso os movimentos reivindicativos dos estudantes, das mulheres e de
várias minorias na qual a luta contra o preconceito e a discriminação ra-
cial alcançou projeção internacional em que várias organizações estavam
engajadas nesse movimento, que mobilizou milhares de militantes em
todo país.

O MILAGRE ECONÔMICO A SERVIÇO DO REGIME MILI-


TAR

Eugenio Bassani NETO.


Eugenio.geninho.bassani@gmail.com
Roberto Carlos MASSEI. (orientador)

Esta comunicação tem a finalidade de apresentar os resultados parciais de


meu Trabalho de Conclusão de Curso. Pretende-se questionar se o
―milagre econômico‖ teria sido utilizado pelo governo militar como parte
da doutrina de Segurança Nacional, de maneira a fortalecer a soberania e
estabelecer um controle de alguns setores da sociedade brasileira, espe-
cialmente a população trabalhadora. O TCC fará um histórico da Di-
tadura Militar, procurará entender o que é a Doutrina de Segurança Na-
cional e analisará se o milagre econômico contribuiu, de fato, para fortale-
cer a soberania do país. É preciso entender as conseqüências do que foi o

Pesquisa histórica: Fronteiras 91


regime militar e problematizar o milagre econômico, considerado um mo-
mento importante da economia brasileira.

BRASIL: UMA TERRA ―BANHADA‖ DE IMIGRANTES – IMI-


GRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL
Ricardo Luis BAGATIM
ricasetp@yahoo.com.br
Roberto MASSEI - Orientador

Esta comunicação pretende apresentar os resultados parciais de um Tra-


balho de Conclusão de Curso sobre Imigração Japonesa no Brasil, no
qual procurei focar-me na região do Norte pioneiro do Paraná, cidade de
Cambará, devido a grande incidência de imigrantes ali existente, tendo
como objetivo mostrar a importância dos mesmo no desenvolvimento da
região com suas técnicas em agricultura, a sua cultura exótica, seus cos-
tumes, religião e as dificuldades de adaptação principalmente com a lín-
gua. A imigração é um movimento de entrada, com ânimo permanente
ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas
ou populações, de um país para outro. O Brasil foi aos poucos ab-
sorvendo uma gama considerada de povos que continuam olhando para
este país como o futuro de suas gerações. A imigração em geral ocorre
por iniciativa pessoal, pela busca de melhores condições de vida e de
trabalho por parte dos que imigram, ou ainda para fugir de perseguições
ou discriminações por motivos religiosos ou políticos. Foi o principal
motivo dos movimentos migratórios ocorridos da Europa e da Ásia para
as Américas no Século XIX e também no início do Século XX.O Brasil
apresentava fartura de terras, uma agricultura em expansão e
industrializava-se, sendo que isso provavelmente atraiu homens e
mulheres em dificuldades nos seus países de origem.

O GOLPE MILITAR E AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES DAS


MULHERES A DITADURA MILITAR NO BRASIL.

Maria de Lourdes Francisca de OLIVEIRA


Maria.lourdes@visaonet.com.br
Roberto MASSEI (Orientador)

92 XXI Semana de História da UENP


Esta comunicação tem como objetivo relatar o resultado parciais do meu
trabalho de conclusão de Curso de Graduação em História pela FAFIJA/
UENP. O trabalho consiste em mostrar a importância da mulher na re-
sistência à ditadura militar. A mulher vem conquistando um lugar que por
muito tempo foi ocupado exclusivamente por homens. O espaço da mul-
her era um "espaço privado", mas com a luta pelo fim da ditadura as mul-
heres foram às ruas e, lado a lado com os homens, conquistaram o
"espaço publico" que sempre lhes foi negado. Elas não cruzaram os bra-
ços; estas mulheres buscaram seu espaço engajando-se nas diversas or-
ganizações clandestinas existentes no Brasil,. Além de lutarem pelas
questões especificas das mulheres, elas também se articularam e lutaram
pelo fim da repressão e pelo restabelecimento dos direitos civis. Enfim,
fizeram oposição ao regime militar e certamente ajudaram a construir a
democracia no Brasil.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE: LITERATURA COMO FORMA


DE COMPREENSÃO DA HISTÓRIA

Tatiana Ferrari de ABREU


tatiferrariabreu@hotmail.com
Márcio Luiz CARRERI (Orientador)
carreri@uol.com.br

Esse ensaio busca desenvolver uma análise das relações existentes entre a
História e a Literatura, apresentando um diálogo entre ambos e suas pos-
sibilidades, com o intuito de apontar seus desafios teórico e metodológi-
cos, identificando assim suas convergências, através de um estudo sobre o
romance Memórias do Cárcere do literato brasileiro, Graciliano Ramos.
O principal motivo pelo qual a obra foi escolhida se deve não apenas à
qualidade de sua narração, feita de maneira precisa, mas pelo fato do
autor relatar o período em que esteve preso e seu envolvimento no Par-
tido Comunista Brasileiro em 1945. Nesse sentido, analisar-se-á as idéias,
a política cultural, bem como as ideologias dos intelectuais existentes no
Brasil em tal período. Esse trabalho tem o objetivo de salientar as carac-
terísticas de um dos mais importantes escritores da literatura brasileira,
através de seus escritos, onde identifica-se um forte caráter social, procu-
rando assim, demonstrar as possibilidades de se estabelecer um diálogo
da obra com a sociedade brasileira da época do escritor.
Pesquisa histórica: Fronteiras 93
O CONCEITO DE ALIENAÇÃO NA SOCIEDADE ROMANA

Mário Sérgio da SILVA (PG/USF - UENP/CCHE)


msergio1987@hotmail.com
Me. Marcus SELONK (Orientador – UENP/CCHE)
selonk@uol.com.br

A presente comunicação tem como objetivo analisar o conceito de aliena-


ção - desenvolvido por Hegel e Marx, passando pela idéia de uma so-
ciedade de massa, a partir da política publica romana conhecida como
―pão e circo‖, isso será possível por meio do estudo da origem desta
prática, a transformação de um evento reservado e religioso num popular
de proporções gigantescas, sua influência na sociedade romana, os palcos
onde eram realizados tais espetáculos, e seus principais astros – os
gladiadores.

NEGACIONISMO NAS OBRAS DE SÉRGIO OLIVEIRA


(REVISÃO EDITORA)

Odilon CALDEIRA NETO


(Universidade Estadual de Maringá)
Orientador: Prof. Dr. João Fábio Bertonha
odi1984@gmail.com

O negacionismo, prática que defende a tese da inexistência do holocausto


durante a Segunda Guerra Mundial, seja pela relativização do número de
mortos ou mesmo pela negação das câmaras de gás e de um programa
sistemático que visava a eliminação de categorias de ―indesejáveis‖ ao
governo nazista, é representado no Brasil principalmente pelas obras edi-
tadas e distribuídas pela Revisão Editora Ltda. que, a partir dos anos 1980
disseminou teses antissemitas e intolerantes. O dono da Revisão Editora,
Siegfried Ellwanger (―S.E. Castan‖, pseudônimo utilizado para assinar
suas obras) esteve presente durante diversas ocasiões na mídia de alcance
nacional, por conta de extensas batalhas judiciais em que era réu, em
processos movidos por uma série de entidades que lutam pela preserva-
ção da memória histórica dos fatos e vítimas do holocausto. Por ser sócio
94 XXI Semana de História da UENP
proprietário da Revisão Editora e o primeiro negacionista a lançar obras
no Brasil (―Holocausto Judeu ou Alemão?‖), Ellwanger acabou por di-
minuir as investidas, tanto por parte de pesquisadores, quanto da própria
mídia, a Sérgio Oliveira, um militar aposentado que fora vinculado a
aparelhos de repressão durante a ditadura militar. Este trabalho busca
analisar o discurso e as idéias de Sérgio Oliveira, a partir de duas obras de
sua autoria: ―Hitler: Culpado ou Inocente?‖ e ―Sionismo x Revision-
ismo‖ (ambas lançadas pela Revisão Editora) que, além de difundir ideal
negacionista, buscam dar uma seriedade acadêmica a idéias racistas e in-
tolerantes. Pretende-se, desta forma fazer uma breve análise deste
fenômeno negacionista e suas investidas contra a memória histórica e a
própria disciplina.

O PROCESSO CIVILIZATÓRIO DE DARCY RIBEIRO: RU-


MOS PARA CIDADANIA E PARA UM DESENVOLVIMENTO
AUTÔNOMO

Rodrigo Constantino MARIANO


(G – UENP/CCHE)
rdgmariano@msn.com
Prof. Dr. Reinéro Antonio LÉRIAS
(Orientador – UENP/CCHE)

Em confronto com a sociologia e a antropologia acadêmicas (clássicas), e


o marxismo dogmático situam - se os estudos ―combatentes‖ deste autor.
O ―Processo Civilizatório‖ (1968), é um ensaio desenvolvido como
exigência prévia para o entendimento e classificação em relação uns aos
outros dos diversos contingentes humanos que se conjugaram para for-
mar as sociedades americanas de hoje. Tais estudos possibilitaram a
crítica ao eurocentrismo das teorias correntes sobre a evolução sociocul-
tural, e um olhar mais acurado sobre o modo pelos quais interagem as
sociedades diversamente desenvolvidas. A presente comunicação trará tal
esquema das etapas evolutivas das sociedades humanas segundo a ótica
não cêntrica, não neutra de Darcy Ribeiro, proporcionando a análise das
causas da desigualdade de desenvolvimento dos povos (principalmente os
americanos), a fim de determinar as perspectivas para um progresso
autônomo de tais povos. Apresentaremos seus conceitos de aceleração evo-
lutiva e atualização histórica, vias pelas quais os povos evoluem, ou podem
Pesquisa histórica: Fronteiras 95
cair em regressões e estagnações de seus sistemas tecnológicos, sociais e
ideológicos.

MITOLOGIA GERMÂNICA E NAZISMO: ENTRE O MITO E


A MÍSTICA

Marco Antonio Souza VASCONCELOS


kauja@hotmail.com
Luiz de CASTRO (Orientador)
campos@femanet.com.br

O presente trabalho tem por objetivo estudar os mitos germânicos, bem


como os símbolos a estes atrelados e sua utilização como agentes na
gênese da identidade nacional, demonstrando como desde antes do ro-
mantismo alemão até a chamada ―tecnicização‖ do mito no início do sé-
culo XX os mitos germânicos foram trabalhados, destacando o seu forte
uso no traumático período das duas guerras mundiais, demonstrando
como o próprio partido nazista e suas origens estão ligadas a estes mitos e
símbolos, e como estes foram utilizados de forma massiva durante tal
período na Alemanha, servindo como artifício justificador da superiori-
dade racial , demonstrando como o mito e o símbolo podem ser assim
poderosos ao ponto de interferir no devir da própria história.

96 XXI Semana de História da UENP


XXI Semana de História da Universidade Estadual do
Norte do Paraná
Pesquisa histórica: Fronteiras

Dom Fernando José Penteado


Reitor da Universidade
Professora Ilca Maria Setti
Diretora do Centro de Ciências Humanas e da Educação
Diretora do Centro de Letras, Comunicação e Artes
Professor Alfredo Moreira da Silva Júnior
Coordenador do Colegiado do Curso de História
Professor Marcio Luiz Carreri
Professor Roberto Massei
Professor Marcus josé Takahashi Selonk
Coordenadores do Evento
Professora Marisa Noda
Organização—Caderno de Resumos
Vanessa Satie Hamamura
Secretária Executiva/Caderno de Resumos/Divulgação
Ricardo Jeferson da Silva Francisco
Organização/Divulgação/Website/Impressos

ISBN: 18094716

Pesquisa histórica: Fronteiras 97


Sumário
Apresentação…………………………………............... 03
Conferências…………………………………….............. 04
Minicursos & Oficinas…………………………………….... 05
Comunicações
Segunda-feira………………………………………..............….. 14
Religiões (Sala 1)…………....…………………............................. 14
Política (Sala 2)………………..……................................................ 20
Literatura & História (Sala 3)………………................................... 27
Ensino de História (Sala 4)………………………......................... 33
Terça-feira…………..…………....……………......................... 38
Religiões (Sala 1)…………...………………….............................. 38
Teatro (Sala 2)……………………………................................. 43
Literatura & História (Sala 3…………………................................ 48
Ensino de História (Sala 4)…………………………................... 56
Política (Sala 5)…………………………………………........... 62
Quinta-feira………..……………………………………............ 67
Religiões (Sala 1)…………………………………........................ 67
Literatura & História (Sala 2)…………………………............... 73
Ensino de História (Sala 3)……………………………............. 77
Regional (Sala 4)……..…………………................................... 83
Política (Sala 5)…………………........…………............................ 90
Créditos…….…………………………………................. 97
Sumário………...……………………………................. 98
Índicie por Autor...................................... 99

98 XXI Semana de História da UENP


Índice de autoria (por ordem alfabética)
ALAN CARBEK.........................................................................................................
44
ALESSANDRO DA SILVA.....................................................................................
32
ALESSANDRO DA SILVA.....................................................................................
77
ALEX AUGUSTO DE SOUZA..............................................................................
34
ALEXANDRE MAZETTO VIEIRA.....................................................................
60
ALINE CALAHANI..................................................................................................
47
ALVARO CESAR DOLENS...................................................................................
49
ANA FLÁVIA ORSINI.............................................................................................
84
ANDERSON FRANCISCO RIBEIRO.................................................................
55
ANDRÉ LUIZ DA SILVA CAZULA....................................................................
36
ANDRÉ LUIZ DA SILVA CAZULA....................................................................
46
ANDRÉ PIRES DO PRADO..................................................................................
42
ANDREZA RODRIGUES.......................................................................................
41
ANGÉLICA ALMEIDA DE CARVALHO..........................................................
36
ANGÉLICA RODRIGUES DOS SANTOS.........................................................
77
ANTONIELLI RIBEIRO.........................................................................................
65
APARECIDA DE LOURDES SALINA................................................................
54
BRUNA DE SOUZA LEMOS CAMARGO.........................................................
75
BRUNA ORMENEZE..............................................................................................
19
BRUNO IAUCH LOPES..........................................................................................
15
CAMILA BELARMINO...........................................................................................
62
CAMILA SANCHEZ.................................................................................................
21
CARLOS HENRIQUE CLARO DE CARVALHO............................................
83
CARLOS JOSÉ DOS SANTOS ALVES................................................................
34
CARLOS TAKASHI GOMES SATO NETTO...................................................
32
CELINE NISHIKAWA ARRUDA.........................................................................
35
CÉLIO VILISMAR SERRACINE..........................................................................
85
CÍCERO HENRIQUE JUNIOR BUENO...........................................................
79
Pesquisa histórica: Fronteiras 99
DÉBORA RODRIGUES PRADO.........................................................................
71
DESIREE BUENO....................................................................................................
47
DIEGO FERREIRA DA SILVA.............................................................................
84
DULCINÉIA EGEAS RODRIGUES FERREIRA.............................................
87
EDSON PERES RUFATO.....................................................................................
81
EDUARDO GASPERONI DE OLIVEIRA........................................................
53
EDUARDO JOSÉ LOBO RODRIGUES.............................................................
52
ELAINE CRISTINA BARBOSA NORBERTO..................................................
18
ELTON ALVES DOS SANTOS.............................................................................
40
ERIC SIMON, VANESSA SATIE HAMAMURA..............................................
82
ERIC SIMON..............................................................................................................
46
EUGENIO BASSANI NETO.................................................................................
91
FABIANA DUARTE SIQUEIRA...........................................................................
63
FABÍOLA SILVA CASTRO.....................................................................................
64
FERNANDO DE OLIVEIRA SALADINI..........................................................
31
FERNANDO DE OLIVEIRA SALADINI..........................................................
79
FLÁVIA DA SILVA ELIAS.....................................................................................
25
FRANCIELE APARECIDA SANTOS..................................................................
23
GERMANO MIURA.................................................................................................
66
GERUSA BAIÃO DOS SANTOS..........................................................................
57
GILMAR DOS PASSOA FLORENTINO............................................................
88
HELDER LUIS ROSA..............................................................................................
48
HUGO RAFAEL RIBEIRO.....................................................................................
22
ISABELLE DA SILVA DE SOUZA......................................................................
51
IVAN PINHEIRO DE OLIVEIRA.......................................................................
45
IZAQUE OLIMPIO DE FARIAS..........................................................................
17
JAQUELINE PEREIRA SOUTO...........................................................................
57
JAQUELINE TEREZINHA OLIVEIRA.............................................................
56
JAYR CONTI JÚNIOR.............................................................................................
39
100 XXI Semana de História da UENP
JEAN CARLOS MORENO.....................................................................................
33
JEFERSON DA LUZ BONIFÁCIO......................................................................
68
JOICE FRAZÃO OLIVEIRA..................................................................................
65
JULIANA APARECIDA DA CUNHA CASTORINI........................................
23
JULIANA PONQUELI CONTÓ, ROBERTA CRISTINA CARVALHO
CHAGAS...................................................................................................................... 82
JULIANE CRISTINA GUERGOLET...................................................................
89
JULLIE ANNE KUNTZ TRUSS............................................................................
86
JUNIOR CESAR DOS SANTOS............................................................................
16
KÁTIA APARECIDA MEDEIROS.......................................................................
90
KAUÊ PEDROSO GONÇALVES.........................................................................
15
KELLY CRISTINA DA CRUZ...............................................................................
38
KELY DA CRUZ FARIA.........................................................................................
89
LÁZARO ROBERTO DANIEL.............................................................................
38
LEANDRO APARECIDO SCARABEL...............................................................
69
LEANDRO PAULINO MARTIN..........................................................................
69
LEONARDO BORGHI POSSETTI......................................................................
63
LILIAN APARECIDA DE SOUZA......................................................................
35
LUCIANA BRITO (COORD) Et. alli.....................................................................
44
LUCIANA SILVA.......................................................................................................
21
LUCIANO LOURENÇO CUNHA........................................................................
70
LUIS ALBERTO DE SOUZA SANTOS, MÁRIO SÉRGIO SILVA, LIL-
IAN APARECIDA DE SOUZA, Et. Alli........................................................ 86
LUIS ALBERTO DE SOUZA SANTOS..............................................................
88
LUIS CLÁUDIO CALDEIRA.................................................................................
24
LUIS FERNANDO MARTINS...............................................................................
62
LUIZ CARLOS CICHINI.........................................................................................
27
LUIZ EDUARDO VELOSO GARCIA.................................................................
33
MAIARA FERNANDES SIQUEIRA...................................................................
29
MARCELO RIBEIRO...............................................................................................
68

Pesquisa histórica: Fronteiras 101


MARCO ANTONIO SOUZA VASCONCELOS...............................................
96
MARIA DE LOURDES FRANCISCA DE OLIVEIRA....................................
92
MARIA RITA PENACHINI....................................................................................
37
MARIANE DE MELO BUENO............................................................................
59
MÁRIO SÉRGIO DA SILVA..................................................................................
93
MARYELLI SCALADA PANHAN........................................................................
59
MAURÍCIO DE AQUINO......................................................................................
43
MAURÍCIO DE AQUINO......................................................................................
72
MELINE LOPES PINHEIRO................................................................................
26
MICHELE VIEIRA CONTE...................................................................................
51
MOISÉS GONÇALVES DOS SANTOS JÚNIOR.............................................
30
MÔNICA AUGUSTA ISAIAS ANTUNES..........................................................
74
NADINI LUISI DARIO BARRUECO..................................................................
29
NAIR PESSOA............................................................................................................
28
NAYARA ALVES LÚCIO.......................................................................................
58
ODILON CALDEIRA NETO................................................................................
94
OLAVO BALDI MARCHETTI..............................................................................
54
PATRÍCIA CARDOSO SCHIMIDT 79
81
PAULO RICARDO NUNES FARIA.....................................................................
80
PEDRO HENRIQUE LESSA TORRES...............................................................
42
RAFAELA SALES GOULART…………………………………………......
73
RICARDO JEFERSON DA SILVA FRANCISCO.............................................
61
RICARDO LUIS BAGATIM...................................................................................
92
RODRIGO CONSTANTINO MARIANO..........................................................
95
RODRIGO FUKUHARA.........................................................................................
49
ROMERSON MILITÃO...........................................................................................
64
ROSIMEIRI SALVI...................................................................................................
17
ROSINEI TONIETTE..............................................................................................
14
SELMA CRISTINA FREITAS PUPIM..................................................................
78
102 XXI Semana de História da UENP
SÔNIA DA SILVA ALVES......................................................................................
20
TAIANNY CHRISTINE...........................................................................................
19
TATIANA AZEVEDO DA SILVA.......................................................................
93
TATIANA FERRARI DE ABREU.........................................................................
75
TATIANA PASCHOAL CHAGAS........................................................................
28
THIAGO MANTOAN DE GODOI.....................................................................
70
TIELY LETÍCIA DA SILVA SALES.....................................................................
76
VALDIR MEDEIROS DA ROSA..........................................................................
65
VANESSA APARECIDA MOREIRA...................................................................
49
VERIDIANA BISPO BESERRA............................................................................
85
VILLEN RICHARD DE OLIVEIRA....................................................................
67
VITOR BONJORNO CHAGAS.............................................................................
26
VIVIANE BODNARCZUK TROINA……………………………………..
73
VIVIANE PATRÍCIA VALENGA.........................................................................
60
WALTER CLARO DA SILVA JUNIOR...............................................................
41
WILSON RICARDO DA CRUZ............................................................................
90

Pesquisa histórica: Fronteiras 103