Você está na página 1de 3

FACULDADE DE DIREITO DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

Faculdade de Direito – Introdução ao Estudo do Direito


São Paulo, 23 de março de 2020
Professor Dr.Victor Nóbrega Luccas
GRUPO 7: Diego Barbosa, Mariana Gorgati, Marina Silva Ferreira, Victoria Ribeiro
MAPA ARGUMENTATIVO

(INTERVENÇÃO FEDERAL RIO DE JANEIRO 2018)

A intervenção federal de 2018 no Rio de Janeiro foi realizada pelo governo federal a fim
de amenizar a situação da segurança interna.
PARÂMETRO 1: constitucionalidade
Pró-Intervenção:
Argumento 1: A intervenção federal foi constitucional
Proposição 1: O artigo 34, inciso III, da CF prevê intervenção federal quando há grave
comprometimento da ordem
Proposição 2: O cenário de calamidade pública decorrente da violência promovida pelo
crime organizado e da falta de dinheiro público decorrente dos escândalos de corrupção
e falta de planejamento estatal, se aplica ao inciso III no qual é prevista intervenção
Federal quando há grave comprometimento da ordem.
Conclusão 1: A intervenção aconteceu legalmente
Contra Intervenção:
Argumento 1: A intervenção federal no Rio de Janeiro não foi constitucional
Proposição 1: O artigo 21, inciso V, da CF exige que o interventor seja um civil.
Proposição 2: O interventor General de Exército Walter Souza Braga Netto é militar
Proposição 3: O estado do RJ é apenas o décimo mais violento, portanto não se justifica
uma intervenção militar alegando grave comprometimento da ordem, como previsto no
artigo 34, inciso III, da constituição federal.
Conclusão 1: A intervenção federal no Rio de janeiro foi inconstitucional
PARÂMETRO 2: eficácia
Pró-intervenção
Argumento 2: A intervenção federal foi eficaz
Proposição 1: Estudo indicou uma leve melhorar nos índices de mortes violentas 2% a
menos do que no período anterior
Proposição 2: O número de policiais mortos no estado foi o menor já registrado da série
histórica, segundo a Polícia Militar.
Conclusão 2: a intervenção foi eficaz
Contra a intervenção
Argumento 2: A intervenção federal não produziu resultados
Proposição 1: Dados apontam que a violência no estado não obteve significativas
melhoras. Os disparos e tiroteios tiveram um aumento de 57%, chacinas de 64%, e das
mortes por policiais 34%.
Proposição 2: A cientista social Silvia Ramos, que coordena o Observatório da
Intervenção Federal, formado por membros da Universidade Candido Mendes, relata que
houve uma radicalização dos erros políticos, e que tal modelo intervencionista está
desgastado e que se mostrou incapaz de produzir resultados efetivos. E quando esses
efeitos ocorrem, são revertidos logo após a saída das forças militares.
Conclusão 2: a intervenção não produziu resultados

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/intervencao-no-rio-nao-gerou-
mudancas-efetivas-conclui-estudo.shtml
https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_26.06.2019/art_145_.asp
https://pt.wikipedia.org/wiki/Interven%C3%A7%C3%A3o_federal_no_Rio_de_Janeiro
_em_2018
https://www.conjur.com.br/2018-fev-16/intervencao-federal-rio-inconstitucional-nao-
dara-resultados
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Decreto/D9288.htm
https://www.camara.leg.br/noticias/532122-deputados-do-rio-de-janeiro-debatem-pros-
e-contras-da-intervencao-federal/
http://forumseguranca.org.br/publicacoes_posts/anuario-brasileiro-de-seguranca-
publica-2018/
Pró-Intervenção

Contra a Intervenção
C2
C2

[ [
P1
P3

C1 A1
A2

P2
P4

C1
A1

[ P1

P2

P3
A2

C2
[
P4

P5

Você também pode gostar