PODA DRÁSTICA PODE SER CRIME AMBIENTAL?

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APESAR DAS ALTAS TEMPERATURAS REGISTRADAS NOS ÚLTIMOS TEMPOS, O SER HUMANO MAIS UMA VEZ VEM DANDO MOSTRAS DE SUA CAPACIDADE DE INTERFERIR NO MEIO AMBIENTE. BASTA ANDAR PELAS RUAS DA MAIORIA DAS CIDADES DA REGIÃO PARA CONSTATARMOS UM TRISTE FATO: PODAS DRÁSTICAS DE ÁRVORES. ISSO COSTUMEIRAMENTE VEM ACONTECENDO EM ÁRVORES EXISTENTES DEFRONTE ÀS RESIDÊNCIAS OU ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E PÚBLICOS.

PODA DRÁSTICA CONSISTE NO REBAIXAMENTO RADICAL DA COPA DAS ÁRVORES, SEM QUALQUER CRITÉRIO TÉCNICO, SENDO QUE EM ALGUNS CASOS, NEM MESMO OS TRONCOS SÃO POUPADOS.

HÁ . POSSUEM SUA FUNÇÃO ECOLÓGICA. INÚMEROS SÃO OS BENEFÍCIOS QUE AS ESPÉCIES ARBÓREAS PODEM PROPICIAR. POIS MESMO QUE SEJAM CONSIDERADAS EXÓTICAS. AO INVÉS DE AUMENTAR O NÚMERO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NAS CIDADES. ALÉM DO SOMBREAMENTO AGRADÁVEL. ISTO É. SERVEM DE ABRIGO À FAUNA. APESAR DE ALGUNS OPERADORES DO DIREITO SUSTENTAREM QUE A PODA DRÁSTICA TAL COMO EXPLICADO ACIMA NÃO CONSTITUI CRIME.AÇÕES COMO ESTA CONTRIBUEM PARA O AUMENTO DO CHAMADO “PASSIVO AMBIENTAL” DOS MUNICÍPIOS. POUCO IMPORTA SE A MAIORIA DAS ÁRVORES PLANTADAS EM CALÇADAS NÃO FIGURA COMO ESPÉCIE NATIVA DE NOSSO ESTADO. QUE CORRESPONDE AO DÉFICIT DE ÁRVORES QUE CADA CIDADE POSSUI. COMO O FICUS (FICUS BENJAMINA) OU OITIZEIRO (LICANIA TOMENTOSA). O QUE SE VÊ ATUALMENTE É UMA CONSIDERÁVEL DIMINUIÇÃO. REDUZEM A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E EMBELEZAM O ESPAÇO PÚBLICO.

LESAR OU MALTRATAR. SALIENTA-SE QUE O PRINCIPAL OBJETIVO DA PODA É AUMENTAR A VITALIDADE DA ÁRVORE.PENA DE TRÊS MESES A UM ANO. HÁ SITUAÇÕES EM QUE A SUPRESSÃO DA ÁRVORE OU PODA DRÁSTICA É INEVITÁVEL COMO NOS CASOS DE RISCOS À POPULAÇÃO. . A REALIZAÇÃO DA PODA DE ÁRVORES EM LOGRADOUROS PÚBLICOS SÓ DEVERIA SER PRATICADA MEDIANTE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DAS PREFEITURAS E/OU CONSELHO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE. QUE SE BEM REALIZADA PODE PROLONGAR A VIDA DA ESPÉCIE E SE NÃO FOR BEM REALIZADA PODE LEVÁ-LA À MORTE. POR QUALQUER MODO OU MEIO. SEGUNDO MANUAIS TÉCNICOS NÃO ABRANGEM ÁRVORES DE LOGRADOUROS. A FIM DE OBRIGÁ-LO A REPARAR O DANO POR MEIO DE RECOMPOSIÇÃO OU INDENIZAÇÃO. HAVENDO LEGISLAÇÃO MUNICIPAL ESPECÍFICA. O AUTOR DA PODA DRÁSTICA DE ÁRVORE DEVERÁ SER MULTADO. A CONTROVÉRSIA ESTÁ NO SIGNIFICADO DO TERMO PLANTAS DE ORNAMENTAÇÃO. OU MULTA”.ENTENDIMENTO DOMINANTE QUE CONSIDERA ESTE FATO CRIME AMBIENTAL PREVISTO NO ART. 49 DA LEI 9. QUE PODERÁ DELIBERAR FAVORAVELMENTE OU NÃO SOBRE A PODA. É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA QUE OS MUNICÍPIOS REALIZEM ESTA TAREFA. ATRAVÉS DE FUNCIONÁRIOS DEVIDAMENTE QUALIFICADOS PARA O SERVIÇO. PLANTAS DE ORNAMENTAÇÃO DE LOGRADOUROS PÚBLICOS OU EM PROPRIEDADE PRIVADA ALHEIA . DANIFICAR. POIS O QUE DEVE PREVALECER É A MACRO PROTEÇÃO AMBIENTAL DESEJADA PELO LEGISLADOR.605/98: “DESTRUIR. DATA VÊNIA EQUIVOCA-SE TAL ENTENDIMENTO. BEM COMO O MINISTÉRIO PÚBLICO SENDO CIENTIFICADO DE TAL FATO PODERÁ OFERECER DENÚNCIA NA ESFERA PENAL E AINDA RESPONSABILIZAR CIVILMENTE O DEGRADADOR.

MESTRE EM DIREITO PELA PUCSP. ETC. PROFESSOR DE DIREITO DO UNITOLEDO. eliminando a gema apical. PÓS-GRADUANDO EM DIREITO AMBIENTAL PELO UNITOLEDO MILTON PARDO FILHO É ADVOGADO. . MARCELO TEIXEIRA É ADVOGADO. A FIM DE OBTER MAIORES ESCLARECIMENTOS SOBRE QUE O IMPÕEM AS LEGISLAÇÕES. PÓS-GRADUANDO EM DIREITO AMBIENTAL PELO UNITOLEDO E CONSULTOR DA NATIVA ASSESSORIA AMBIENTAL (NATIVA_AMBIENTAL@TERRA. não sendo justificada sua capacidade de regeneração e a permanência de galhos que venham tentar caracterizar uma copa.AO TRÂNSITO. O corte de grandes galhos deixando a árvore em desequilíbrio.COM. O corte da parte superior da copa. que é configurada quando: Há a eliminação total das ramificações terciárias. AO INTERESSE PÚBLICO. AO PATRIMÔNIO. POR FIM. REGISTRA-SE QUE É IMPORTANTE CONSULTAR UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO. secundárias ou primárias de qualquer espécie arbórea. O corte de mais de 70% (setenta por cento) do total de massa verde da copa.BR) A poda drástica.

ocasionando deficiência no desenvolvimento estrutural da árvore. Ações como esta contribuem para o aumento do chamado “passivo ambiental” dos . constituindo crime ambiental havendo possíveis penalidades para a pessoa física ou jurídica responsável.O corte de somente um lado da copa. sendo que em alguns casos. nem mesmo os troncos são poupados. Este tipo de poda não é recomendado. Isso costumeiramente vem acontecendo em árvores existentes defronte às residências ou estabelecimentos privados e públicos. Por Marcelo Teixeira e Milton Pardo Filho Publicada em 13 de Março de 2009 Apesar das altas temperaturas registradas nos últimos tempos. Poda drástica consiste no rebaixamento radical da copa das árvores. sem qualquer critério técnico. Basta andar pelas ruas da maioria das cidades da região para constatarmos um triste fato: Podas drásticas de árvores. o ser humano mais uma vez vem dando mostras de sua capacidade de interferir no meio ambiente.

pois o que deve prevalecer é a macro proteção ambiental desejada pelo legislador. o autor da poda drástica de árvore deverá ser multado. Isto é. Pouco importa se a maioria das árvores plantadas em calçadas não figura como espécie nativa de nosso Estado. através de funcionários devidamente qualificados para o serviço. Havendo legislação municipal específica. possuem sua função ecológica. bem como o Ministério Público sendo cientificado de tal fato poderá oferecer denúncia na esfera penal e ainda responsabilizar civilmente o degradador. que se bem realizada pode prolongar a vida da espécie e se não for bem realizada pode levá-la à morte. que poderá deliberar favoravelmente ou não sobre a poda.com. a fim de obter maiores esclarecimentos sobre que o impõem as legislações. a fim de obrigá-lo a reparar o dano por meio de recomposição ou indenização. A realização da poda de árvores em logradouros públicos só deveria ser praticada mediante prévia autorização das prefeituras e/ou Conselho Municipal do Meio Ambiente. por qualquer modo ou meio. reduzem a poluição atmosférica e embelezam o espaço público. como o Ficus (Ficus Benjamina) ou Oitizeiro (Licania Tomentosa). mestre em Direito pela PUC-SP. Apesar de alguns operadores do direito sustentarem que a poda drástica tal como explicado acima não constitui crime. servem de abrigo à fauna. 49 da Lei 9. danificar.municípios. Inúmeros são os benefícios que as espécies arbóreas podem propiciar. etc. Por fim. Data vênia equivoca-se tal entendimento. ao patrimônio. É de extrema importância que os municípios realizem esta tarefa.Pena de três meses a um ano. ao interesse público. A controvérsia está no significado do termo plantas de ornamentação. há entendimento dominante que considera este fato crime ambiental previsto no art. professor de Direito do UniToledo.605/98: “Destruir. pois mesmo que sejam consideradas exóticas. Segundo manuais técnicos não abrangem árvores de logradouros.br) . Há situações em que a supressão da árvore ou poda drástica é inevitável como nos casos de riscos à população. Além do sombreamento agradável. pós-graduando em Direito Ambiental pelo UniToledo Milton Pardo Filho é advogado. plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia . pós-graduando em Direito Ambiental pelo UniToledo e consultor da Nativa Assessoria Ambiental (nativa_ambiental@terra. que corresponde ao déficit de árvores que cada cidade possui. Salienta-se que o principal objetivo da poda é aumentar a vitalidade da árvore. o que se vê atualmente é uma considerável diminuição. Marcelo Teixeira é advogado. ao invés de aumentar o número de espécies arbóreas nas cidades. ao trânsito. ou multa”. registra-se que é importante consultar um profissional especializado. lesar ou maltratar.

comércio e indústrias). etc. quintais.A CIDADE O espaço urbano é constituído basicamente por áreas edificadas (casas. .) As áreas ou espaços livres podem ser públicos. áreas destinadas à circulação da população (sistema rodoferroviário) e áreas livres de edificação (praças. potencialmente coletivos ou privados.

Finalmente. escolas e igrejas. três espaços distintos: a. praças. no sentido de embelezamento das vias públicas. citadas anteriormente. conseqüentemente da cidade. e estética. clubes de lazer. As áreas ou espaços livres potencialmente coletivos são aqueles localizados junto às universidades. São os parques. Nestas áreas o acesso da população é controlado de alguma forma. São as árvores encontradas ao longo das calçadas. O presente texto estará tratando especificamente da arborização urbana que acompanha as ruas e avenidas. as árvores que acompanham o sistema viário exercem função ecológica. nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias. as áreas livres privadas são aquelas de propriedade particular. onde o acesso não é permitido para qualquer cidadão. áreas de lazer de condomínios e remanescentes de vegetação natural ou implantada de propriedade particular. e c. Algumas contribuições significativas na melhoria da qualidade do ambiente urbano são citadas a seguir: .Denominamos espaços livres de uso público as áreas cujo acesso da população é livre. Essa vegetação ocupa. AS ÁRVORES: BENEFÍCIOS E PROBLEMAS Da mesma forma que a arborização encontrada nas áreas livres públicas e privadas. Entende-se por arborização urbana toda cobertura vegetal de porte arbóreo existente nas cidades. São os jardins e quintais de residências. as áreas livres de uso público e potencialmente coletivas. cemitérios e unidades de conservação inseridas na área urbana e com acesso livre da população. fundamentalmente. acompanhando o sistema viário. no sentido de melhoria do ambiente urbano. b. as áreas livres particulares.

galhos lascados. considerando todos os seus benefícios. soma-se o fato da escassez de árvores ao longo das ruas e avenidas. postes de iluminação. um manejo inadequado e prejudicial às árvores. encanamentos. evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas. e f. melhoria do microclima da cidade. e. Neste sentido. favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapotranspiração mais lenta. Estes problemas são muito comuns de serem visualizados e provocam. caules ocos e podres. influência no balanço hídrico. brocas. como fiações elétricas. em muitas ocasiões. conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças. outros tipos de patógenos. injúrias físicas como anelamentos. abrigo à fauna. b. etc.a. Frente a esta situação comum nas cidades brasileiras. amortecimento de ruídos. propiciando uma variedade maior de espécies. muitos são os problemas causados do confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos. Além disso. c. muros. como presença de cupins. d. purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos. É comum vermos árvores podadas drasticamente e com muitos problemas fitossanitários. interligando as áreas livres vegetadas da cidade. pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra. etc. na grande maioria das vezes. redução na velocidade do vento. calçamentos. é fundamental . a árvore na frente da residência confere a esta uma identidade particular e propicia o contato direto dos moradores com um elemento natural significativo. calhas. No entanto. como praças e parques. Outra função importante da arborização que acompanha o sistema viário é seu préstimo como corredor ecológico.

Este manejo envolve etapas concomitantes de plantio. é necessário considerar a necessidade de uma legislação municipal específica. bem como o envolvimento com empresas que ajudem a sustentar financeiramente os projetos e ações idealizados. a escolha ficará vinculada ao conhecimento do porte da espécie a ser utilizada. largura da calçada e recúo predial. fundamentalmente. material didático desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto. através de programas de educação ambiental voltados para o tema. medidas administrativas voltadas a estruturar o setor competente para executar os trabalhos. Este último poderá acontecer. médio e grande porte. As figuras foram retiradas da Cartilha "Vamos Re-arborizar Ribeirão Preto". condução das mudas. considerando. Para que seja implementado um sistema municipal que dê conta de toda essa demanda de serviços. podas e extrações necessárias. A seguir seguem as definições de cada um dos portes. Para facilitar. citados anteriormente. as árvores usadas na arborização de ruas e avenidas foram classificadas em pequeno. com indicação de nomes de algumas espécies mais comuns. Para isso é extremamente importante que seja considerado o espaço disponível que se tem defronte à residência. e com a população em geral. em 1995. mão-de-obra qualificada e equipamentos apropriados. As figuras 01 e 02 mostram o que deve ser considerado para efetuar um plantio adequado de uma muda na calçada.considerarmos a necessidade de um manejo constante e adequado voltado especificamente para a arborização de ruas. procurando envolver de fato os moradores no processo de arborização ou rearborização da cidade. preferencialmente. considerando a presença ou ausência de fiação aérea e de outros equipamentos urbanos. ÁRVORES DE PEQUENO PORTE . Dependendo desse espaço. A escolha da espécie a ser plantada na frente da residência é o aspecto mais importante a ser considerado.

5m). presença de fiação aérea e ausência de recuo predial. Extremosa.São aquelas cuja altura na fase adulta atinge entre 04 e 05 metros e o raio de copa fica em torno de 02 a 03 metros. Aroeira-salsa. São apropriadas para calçadas largas (> 2. Murta. Julieta Lagerstroemia indica Grevílea anã Grevillea forsterii Cássia-macrantera.5m). Murta de cheiro Murraya exotica Ipê-de-jardim Stenolobium stans Flamboyantzinho. Bucha-de-garrafa Callistemon citrinum Algodão-da-praia Hibiscus pernambucencis Chapéu-de-Napoleão Thevetia peruviana ÁRVORES DE MÉDIO PORTE São aquelas cuja altura na fase adulta atinge de 05 a 08 metros e o raio de copa varia em torno de 04 a 05 metros. São espécies apropriadas para calçadas estreitas (< 2. Flamboyant-mirim Caesalpinia pulcherrima Manacá-de-jardim Brunfelsia uniflora Hibisco Hibiscus rosa-sinensis Resedá anão. ausência de fiação aérea e presença de recuo predial. manduirana Senna macranthera Rabo-de-cotia Stifftia crysantha Urucum Bixa orelana Espirradeira. Falsa-murta. Falso-chorão Schinus molle . Oleandro Nerium oleander Calistemon.

parques e quintais grandes. Amendoeira Terminalia catappa Oiti Licania tomentosa . Mulungu Erytrina verna Ligustro. Suinã. São elas: Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides Jambolão Eugenia jambolona Monguba. Deverão ser utilizadas prioritariamente em praças. Estas espécies não são apropriadas para plantio em calçadas.Quaresmeira Tibouchina granulosa Ipê-amarelo-do-cerrado Tabebuia sp Pata-de-vaca. cacho-de-ouro Cassia ferruginea Resedá-gigante. unha-de-vaca Bauhinia sp Astrapéia Dombeya wallichii Cássia imperial. Castanheira Pachira aquatica Pau-ferro Caesalpinia ferrea Sete-copas. Escumilha african Lagerstroemia speciosa Magnólia amarela Michaelia champaca Eritrina. Alfeneiro-do-Japão Ligustrum lucidum Sabão-de-soldado Sapindus saponaria Canelinha Nectandra megapotamica ÁRVORES DE GRANDE PORTE São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 08 metros de altura e o raio de copa é superior a 05 metros.

Trata-se do material didático básico do curso de poda oferecido por esta Secretaria às empresas que fazem poda na cidade. Cássia-rósea Senna grandis Cássia-de-Java Senna javanica Jacarandá-mimoso Jacaranda mimosaefolia Figueiras em geral Ficus sp As palmeiras em geral também não são apropriadas para uso em calçadas.Flamboyant Delonix regia Alecrim-de-Campinas Holocalix glaziovii Ipê-roxo Tabebuia avellanedae Ipê-amarelo Tabebuia chrysotrica Ipê-branco Tabebuia roseo-alba Cássia-grande. em 1996. e também pela dificuldade de manejo. elaborada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto. O conhecimento das características das espécies mais utilizadas na arborização de ruas. podem ser utilizadas nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias. seja pelo porte. 04 e 05 mostram os ramos de 3 espécies de árvores comuns na arborização de ruas das cidades. das técnicas de poda e das ferramentas corretas para a execução da poda permite que esta prática seja feita de forma a não . No entanto. trazendo informações sobre a biologia de cada espécie. As Figuras 03. na maioria das vezes grande. bem como nas áreas livres públicas. PODA A poda tem a função da adaptar a árvore e seu desenvolvimento ao espaço que ela ocupa. Estas três pranchas foram retiradas da Apostila "A Poda na Arborização Urbana".

Entretanto. Para as espécies que apresentam floração pouco significativa. A base do galho possui duas regiões de intensa atividade metabólica. considerados lenhosos. sete-copas. para nossas condições climáticas.danificar a árvore. Os galhos com até 2. a poda sempre será uma agressão à árvore. com auxílio de tesoura de poda ou serra manual. livres de brotos e copa elevada. . A seguir seguem os tipos de poda utilizados em árvores de rua: a. ocorre nos meses de agosto e setembro. acima de 1. que fica na parte inferior do galho. adquirindo tronco em haste única. A situação ideal é conduzir a árvore desde jovem. As espécies cujo principal atributo são as flores não deverão ser podadas nos meses que antecedem a época de floração.0 cm). a exposição do lenho permitirá a entrada de fungos e bactérias. canelinha.80 metros. O local mais apropriado para o corte é na base do galho. responsáveis pelo apodrecimento de galhos e tronco. o corte deverá ser feito em três etapas. quando tem maior capacidade de cicatrização e regeneração. Caso contrário. a poda deverá ser feita no final do período de repouso vegetativo que. orientando o seu crescimento para adquirir uma conformação adequada ao espaço disponível. ou seja. Sempre deverá ser feita de modo a facilitar a cicatrização do corte. que fica na parte superior e o colar. que apresentam rápida multiplicação de células: a crista. Para poda de galhos grossos (diâmetro superior a 2. etc). monguba. Poda de Condução: é adotada em mudas e árvores jovens com o objetivo de adequá-las às condições do local onde se encontram plantadas.0 cm de diâmetro são eliminados em corte único. onde ele está inserido no tronco ou em ramos mais grossos. e pelo aparecimento das conhecidas cavidades (ocos). do ponto de vista paisagístico (ligustro. aroeira-salsa. A figura 06 mostra a anatomia da base do galho e o posicionamento dos três cortes em galhos grossos.

com o desenvolvimento da copa acima e ao redor da fiação. iluminação pública. Poda de Manutenção: adotada nas árvores jovens e adultas. dependendo de cada situação e da espécie que será podada. a formação de copa alta não é possível. Poda em "furo": consiste na manutenção da poda em "V". Consiste na remoção dos ramos principais e/ou secundários que atingem a fiação. Pode ser efetuda de quatro maneiras diferentes. telhados. Poda de conformação: poda leve em galhos e ramos que interferem em edificações. levando-se em consideração o equilíbrio e a estética da árvore. Quando existe fiação primária energizada. Poda de formação de copa alta: a copa é direcionada a se formar acima da rede elétrica. com o objetivo de mantê-la abaixo da fiação aérea. que atingem a fiação secundária energizada ou telefônica. Divide-se em: • • • • • • • • Poda de limpeza: é executada em árvores jovens e adultas. doentes ou ramos ladrões. É necessária remoção constante das brotações desenvolvidas ao redor dos fios. Poda drástica: é considerada poda drástica aquela que apresenta uma das seguintes características: . com o objetivo de remover galhos secos.b. Poda em "V": é a remoção dos galhos internos da copa. Poda de contenção de copa: é a redução da altura da copa. permitindo assim o desenvolvimento da copa acima e ao redor da rede elétrica. visando a manutenção da rede viária. dando aos ramos principais a forma de V. sinalização de trânsito. O ideal é o preparo da árvore desde jovem. Poda para livrar fiação aérea: adotada em árvores de médio e grande portes sob fiação. visando evitar a interferência dos galhos com a mesma. É utilizada principalmente em árvores plantadas sob fiação primária energizada. derivações de rede elétrica ou telefônica.

sendo a sua utilização permitida apenas em situações emergenciais ou quando precedida de parecer técnico de funcionário municipal autorizado. resultando no desequilíbrio irreversível da árvore. Remoção total de um ou mais ramos principais. permanecendo acima do tronco os ramos principais com menos de 1. resultando apenas o tronco. elaborada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP. óculos para evitar serragem nos olhos. cochonilhas. As podas drásticas deverão ser evitadas. serras manuais ou moto-serras. OBSERVAÇÃO: Este texto sobre poda foi inteiramente retirado da Apostila "A poda na arborização urbana". lagartas.Remoção total da copa. Os equipamentos acessórios são as escadas. luvas de couro e sapatos com solado reforçado.0 metro de comprimento nas árvores adultas. Remoção total da copa de árvores jovens e adultas. fungos e cupins. cordas e plataformas elevatórias ou cestos. Os problemas mais freqüentes são formigas. pulgões. facão e foice. DOENÇAS O controle da saúde das árvores deve ser feito regularmente. Os equipamentos de segurança são: capacete com fixação no queixo. As ferramentas e equipamentos principais para os serviços de poda são: tesoura de poda. . protetores auriculares para os operadores de moto-serra. Deverão ser evitadas as seguintes ferramentas: machado.

Vitória/ES.1992. O único caminho racional. Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP. Entretanto. p. 1993. In: Encontro Nacional sobre Arborização Urbana. In: Seminário Latino Americano de Planejamento Urbano. Vamos Re-arborizar Ribeirão Preto. que indicarão o procedimento adequado para cada caso. Manual de Arborização. GUZZO. 33 p. S/ data. 1997. o que provoca naturalmente muita controvérsia. o melhor a fazer é procurar orientação de técnicos habilitados. começando pela conscientização da população e aplicação da lei. dessa natureza.Sempre que houver algum problema. 32 p. objetivos e diretrizes para o planejamento. Cartilha. Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto/SP. 1996. Educação Ambiental: Poda Drástica É Crime! Sex. planejamento e legislação ambiental. de cultura. CPFL. A cal é tóxica para os líquens que vivem nos troncos das árvores. F. Apostila. . P.40 p. P. Só isso fará com que se abandone definitivamente o costume criminoso da poda generalizada. Alterações ambientais em áreas urbanas. Anais I e II. excetuando-se raríssimas hipóteses legais. 13 de Agosto de 2010 Educação Ambiental: Poda Drástica É Crime! As árvores urbanas (não importando se nativas ou exóticas) jamais podem ser podadas. 1995. p. BIBLIOGRAFIA CAVALHEIRO. 16 p. Guia de Arborização. estamos diante da necessidade de mudança de costume. como árvores doentes ou que estejam causando perigo concreto à população. & DEL PICCHIA. CEMIG. A Poda na Arborização Urbana. Anais.C.D.214-222. 13-18/09/92.29-35. Campo Grande/MS. Áreas verdes: conceitos. é a proteção da arborização existente. 4. portanto. A prática comum de caiar troncos das árvores não tem função benéfica. com as árvores próximas à sua residência.

relata: Art. 9. A Lei nº. Destruir. e dá outras providências. por isso não são recomendadas.Devemos lembrar ainda que: Caiar ou pintar o tronco.605. plantar a muda em tubos e manilhas. todas estas práticas são prejudiciais ao desenvolvimento da árvore. colocar pregos e arames. plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia: Pena . O mesmo cabe para a extração de árvores sem a devida necessidade e autorização. propagandas e outros objetos. Lei nº. . Parágrafo único. No crime culposo. pendurar faixas. por qualquer modo ou meio. ou multa. danificar. ou multa. a pena é de um a seis meses. de três meses a um ano. 49. lesar ou maltratar. ou ambas as penas cumulativamente. de 12 de fevereiro de 1998 que Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.detenção.

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